BRPI0506869B1 - cinto gástrico inflável - Google Patents

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Pierre-André Denis
Vincent Frering
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Abstract

cinto gástrico inflável cinto gástrico de acordo com a invenção é caraceterizado pelo fato de que a parede da cãmara (3), que forma a face de trabalho (5) aparesenta, em um estado esvaziado do cinto, um comprimento (1~ 1~) superior ou igual ao comprimento (1~ 1~) da parede da câmara (3) que forma a parte de trás (4), de maneira que, por ocasião do fechamento do cinto em anel e depois da inflação,aparede da câmara, que constitui a face de trabalho (5), forma dobras.

Description

“CINTO GÁSTRICO INFLÁVEL” A invenção reíere-se ao domimo técnico dos dispositivos destinados a serem implantados no nível da zona de concordância entre a parte abdominal do esôfago e do estômago, a fim de criar uma restrição local que permita um controle da quantidade de alimentos ingeridos pelo paciente portador do dispositivo. A fim de garantir esta restrição local, é sabido empregar um cinto ou anel gástrico inflável, tal como, por exemplo, descrito pelos pedidos de patentes EP 0 769 282, FR 2 799 118.
De acordo com estes documentos, o cinto gástrico inflável compreende um corpo tubular plano alongado, de matéria flexível, que é, pelo menos em parte, elasticamente deformável e que define uma câmara estanque inflável para apresentar uma face de trabalho destinada a ser colocada em contato com o estômago e uma parte de trás na posição oposta à face de trabalho. A fim de permitir um fechamento do cinto em anel, este último compreende igualmente meios de ligação que constituem as extremidades do corpo tubular e que permitem fechar o cinto gástrico sob a forma de um anel, a face de trabalho estando, evidentemente, orientada para a parte interna. Enfim, o cinto gástrico compreende, igualmente, um cateter de inchamento ligado, de maneira estanque, à câmara inflável e destinado a estar ligado aos meios de inchamento. Os meios de inchamento podem ser, por exemplo, constituídos por uma caixa dotada de uma membrana autoobturável que pode ser penetrada por uma agulha de seringa ou análoga, por meio da qual pode ser efetuada uma injeção ou uma retirada de fluido, tal como, por exemplo, porém não necessariamente, soro fisiológico para controlar a inflação da câmara e assim as dimensões do estrangulamento estomacal realizado por meio do cinto gástrico inflável.
De acordo com estes documentos, o corpo tubular e a câmara inflável são realizados de maneira a formar, depois do fechamento do cinto e inflação deste último, um anel de seção regular.
Ora, se tais faixas geralmente forneceram satisfação e permitiram, depois do seu implante na maioria dos casos, atingir o efeito terapêutico procurado, foi observado, em um número de casos certamente reduzido, fenômenos de destacamento do cinto inflável ao redor do esôfago ou da parte superior do estômago, acarretando então uma inflamação dos tecidos em contato com o cinto gástrico inflável, podendo justificar uma reintervenção de retração do dito cinto.
Surgiu portanto a necessidade de se dispor de um novo tipo de cinto gástrico inflável que apresente uma maior estabilidade de implantação em tomo do estômago ou do esôfago, sem que para isso fazer intervir uma sutura do cinto inflável sobre a parede do estômago ou do esôfago. A fim de atingir este objetivo, a invenção refere-se a um cinto gástrico inflável que compreende: ■ um corpo tubular alongado de matéria flexível que é, pelo menos em parte, elasticamente deformável, que define uma câmara estanque inflável e que apresenta um lado de trás e uma face de trabalho; ■ meios de ligação dispostos em relação com as duas extremidades do corpo tubular e que permite fechar o cinto gástrico sob a forma de um anel, a face de trabalho estando disposta na parte interna do anel, ■ um cateter de inflação em conexão, de maneira estanque, à câmara inflável e destinado a uma conexão aos meios de inflação.
De acordo com a invenção, este cinto gástrico inflável é caracterizado pelo fato de que a parede da câmara, que forma a face de trabalho, apresenta, em um estado não inflado do cinto, um comprimento superior ou igual ao da parede da câmara formando a parte de trás, de maneira que, por ocasião do fechamento do cinto em anel e depois da inflação, a parede da câmara, que constitui a face de trabalho, forme dobras.
Esta característica da invenção permite então a formação de dobras por ocasião do inchamento do cinto, de forma que o interior do dito cinto apresente, não a forma regular de um anel porém, ao contrário, uma forma em estrela ou de hipociclóide irregular. Estas dobras se formam de maneira aleatória e não pré-determinada, em função da forma, dos movimentos e da resistência à compressão da parede do estômago. Assim, as dobras são suscetíveis de se deslocarem durante a utilização do cinto, de forma que os pontos de compressão sobre a parede do estômago se desloquem igualmente, evitando necroses ou inflamações locais.
Com efeito, os inventores tiveram o mérito de por em evidência o fato de que uma tal forma irregular na ocasião do enchimento garantindo uma melhor estabilidade do cinto gástrico inflável e, contrariamente a uma idéia revista, as zonas de aperto que ele é eventualmente suscetível de criar no nível da parede externa do esôfago ou do estômago não aumentam a erosão ou os fenômenos de inflamação deste último. Esta característica vantajosa da invenção se prende ao fato de que o fluido de inchamento circula de um compartimento, definido pelas dobras, ao outro, garantindo um equilíbrio da pressão de inflação e portanto uma melhor distribuição dos esforços aplicados ao estômago.
Sempre no mesmo sentido e de acordo com uma forma preferida porém não estreitamente necessária da invenção, o cinto gástrico inflável é realizado de maneira que o seu corpo tubular apresente, em um estado desinchado da câmara e quando o cinto não estiver fechado, uma forma sensivelmente plana, sem pré-conformação. Neste estado, a faixa gástrica inflável apresenta uma forma sensivelmente de paralelepípedo retangular, feita a abstração dos meios de ligação, das paredes da câmara inflável, em relação com a face de trabalho e a parte de trás, sendo sensivelmente planas e paralelas. Esta característica da invenção permite, por um lado, um posicionamento aleatório das dobras por ocasião do enchimento do cinto e, por outro lado, um deslocamento destas mesmas dobras por ocasião de apertos no cinto pelo estômago.
Segundo uma característica da invenção, a fim de evitar eventuais problemas de esvaziamento no nível das dobras formadas pela face de trabalho do cinto, a face interna da parede da câmara compreende pelo menos uma ranhura de direção longitudinal destinada a definir um canal interno de circulação do fluido de enchimento no nível do ou das dobras formadas. De acordo com a invenção, a ranhura longitudinal não se estende necessariamente sobre todo o comprimento da câmara inflável, porém sobre uma parte pelo menos deste comprimento e, por exemplo, mas não exclusivamente, em uma região mediana da câmara e sobre um comprimento superior ou igual à metade do comprimento da câmara inflável.
De acordo com uma forma preferida porém não estritamente necessária, a face interne da parede da câmara inflável compreende pelo menos uma série de ranhuras longitudinais paralelas.
De acordo com a invenção, esta ranhura ou esta série de ranhuras pode ser realizada em qualquer local da parede da câmara inflável. Todavia, de maneira preferida, a ou as ranhuras longitudinais estarão dispostas na face interna da câmara inflável correspondente à parte de trás do cinto.
De maneira preferida porém não estritamente necessária, a face interna da câmara inflável, correspondente à parte de trás do cinto, compreende então duas séries de ranhuras longitudinais paralelas, cada série estando situada na proximidade de uma borda do lado de trás do cinto.
De acordo com uma outra característica da invenção e sempre para aumentar ainda a estabilidade do cinto por ocasião de seu enchimento, a parede da câmara que forma a face de trabalho compreende meios de limitação local da elasticidade da parede.
Em uma forma preferida porém não estritamente necessária de realização, os meios de limitação local da elasticidade ocupam uma região longitudinal mediana da face de trabalho, de maneira que, por ocasião do enchimento do cinto, as bordas longitudinais da face de trabalho se dilatam mais o que a região mediana da dita face de trabalho. Assim, os meios de limitação local da elasticidade são adaptados para que o raio de curvatura da região mediana da face de trabalho por ocasião do enchimento do cinto seja, se for possível, superior ao raio de curvatura das regiões laterais.
De acordo com a invenção, os meios de limitação local da elasticidade da parede da câmara inflável podem ser realizados de qualquer forma apropriada, tal como, por exemplo, sob a forma de elementos em ligação, de preferência porém não necessariamente, elasticamente deformáveis e fixos ou inseridos na parede da câmara inflável.
De acordo com uma forma preferida de realização, os meios de limitação local da elasticidade que compreendem um aumento da espessura local da parede da câmara constitutiva da face de trabalho do cinto.
De acordo com uma outra característica da invenção, cada borda longitudinal da câmara de inflação, de preferência, mas não necessariamente, está situada a uma distância da borda longitudinal correspondente do corpo do cinto gástrico.
Esta característica da invenção contribui, igualmente, para uma maior estabilidade do cinto gástrico por ocasião de sua implantação e depois da inflação desta última. De maneira preferida porém não estritamente necessária, cada borda longitudinal da câmara inflável está então situada a uma distância da borda longitudinal correspondente ao corpo do cinto, compreendida entre 0,50 mm e 2,50 mm e, de preferência, entre 0,65 mm e 0,90 mm.
De acordo com uma outra característica da invenção, a parede da câmara inflável, que forma a parte de trás do cinto, compreende pelo menos uma armadura longitudinal flexível não extensível, de maneira a favorecer, quando o cinto estiver fechado em anel e por ocasião da inflação da câmara, uma deformação centrípeta da câmara inflável.
De maneira preferida porém não estritamente necessária, a armadura não extensível está então completamente arrodeada do material constitutivo do corpo do cinto. Assim, o cinto é moldado em uma única injeção para formar uma única peça ao redor da armadura não extensível, sem outros elementos ligados que as tampas no nível dos pontos de injeção e, eventualmente, dos elementos constitutivos dos meios de ligação para o fechamento em anel do cinto.
Aliás, de acordo com a invenção, os meios de ligação, que permitem o fechamento do cinto sob a forma de um anel ao redor do esôfago ou da parte superior do estômago, podem ser realizados de qualquer forma apropriada. Todavia, de maneira preferida porém não estritamente necessária, os meios de ligação compreendem: ■ em relação com uma primeira extremidade, denominada de inchamento do corpo, uma extremidade de ligação do cateter à câmara inflável, ■ e, em relação com a extremidade oposta dita livre do corpo, pelo menos um arco de recepção da extremidade de ligação.
De acordo com uma característica da invenção, a extremidade de ligação compreende pelo menos dispositivos de fechamento anti-retorno destinados a cooperar com o arco.
De acordo com a invenção, os dispositivos de fechamento anti-retorno podem ser realizados de qualquer forma apropriada. Segundo uma forma de realização preferida porém estritamente necessária, os dispositivos de fechamento compreendem pelo menos uma conformação como um pinheiro ou lanceolada.
De acordo com uma outra característica da invenção, o arco está disposto no lado de trás o cinto, de maneira a evitar os riscos de ferimento da parede do esôfago ou do estômago.
De acordo com uma característica da invenção, os meios de ligação compreendem pelo menos dois arcos alinhados. De maneira preferida, o arco, situado mais próximo da extremidade livre do corpo, apresenta então uma forma alargada em direção à extremidade livre do cinto e que converge para o segundo anel, de forma a garantir o direcionamento do cateter em direção ao segundo arco por ocasião do procedimento de fechamento do cinto.
De maneira preferida, a fim de garantir um direcionamento ótimo, a largura do arco é então superior a 6 mm.
De acordo com uma característica da invenção, a fim de evitar um desvio das duas extremidades do corpo quando o cinto estiver fechado, o anel mais próximo da extremidade livre está situado a uma distancia da extremidade livre inferior a 5 mm e, de preferência, inferior a 3 mm, esta distância sendo medida entre um plano transversal que passa pelo alto do arco no nível de sua parte mais próxima da extremidade livre e um plano paralelo que passa por esta extremidade livre.
De acordo com uma outra característica da invenção a face interna do arco apresenta picotes ou estrias paralelas no eixo longitudinal do corpo e no sentido de introdução do cateter e da extremidade de fechamento, de maneira a reduzir o atrito por ocasião da passagem do cateter e da extremidade.
De acordo com uma outra característica e sempre para facilitar a passagem do cateter, este último é, de preferência, mas não necessariamente, recoberto de um produto com baixo coeficiente de atrito, tal como, por exemplo, Teflon.
De acordo com uma outra característica da invenção, pelo menos uma das extremidades da câmara inflável está situada à distância da extremidade correspondente do corpo para definir uma extremidade reforçada de preensão. O emprego de uma tal extremidade reforçada permite definir uma zona particularmente apropriada para extrair o cinto gástrico com uma pinça, sem risco de perfuração da parede da câmara inflável.
Em uma forma de realização, a extremidade da câmara inflável está então situada a uma distância da extremidade correspondente do corpo superior a 5 mm e, de preferência, superior a 7 mm e, de maneira mais particularmente preferida, a uma distância compreendida entre 7 mm e 15 mm, 10 mm sendo um compromisso vantajoso. Assim é fornecida uma extremidade cheia de preensão.
Em uma outra forma de realização, o reforço da extremidade é obtido adotando-se, na zona de extremidade, entre os três lados da câmara inflável e as bordas correspondentes do corpo da tira, uma distância superior àquela adotada para o resto da tira. De maneira preferida porém não exclusiva, esta distância, na zona de extremidade, será superior a 0,75 mm e, de maneira mais particularmente preferida, compreendida entre 0,75 mm e 2,50 mm, uma distância compreendida entre 1,50 mm e 2,50 mm fornecendo um bom compromisso.
No mesmo sentido, de acordo com uma oura característica da invenção, a parede da câmara inflável é reforçada na proximidade da extremidade livre do corpo do cinto e apresenta, para este efeito, uma sobre espessura local nesta região.
De acordo com uma outra característica ainda da invenção, o cinto compreende dispositivos ópticos para encontrar a parte de trás ou a face de trabalho do corpo, De acordo com uma forma de realização preferida, os dispositivos para encontrar compreendem sinais ópticos colocados na parte de trás do cinto, assim como sobre a face correspondente do cateter.
De acordo com uma outra característica ainda da invenção, o cinto compreende dispositivos ópticos de indicação da direção da extremidade livre do cateter e/ou da extremidade livre do corpo do cinto. De acordo com uma forma de realização, estes dispositivos ópticos de indicação compreendem setas ou triângulos nos quais uma ponta está orientada para a extremidade livre do cateter.
Tais meios de encontrar e/ou de indicação óptica facilitam então o trabalho do cirurgião no quadro de uma implantação por via celioscópica.
De acordo ainda com uma outra característica da invenção, a extremidade livre do cateter, situada no lado oposto do corpo do cinto, está obturada por meio de um tampão de forma de tronco de cone que, por um lado, impede a introdução de matéria orgânica no cateter por ocasião da colocação do cinto e, por outro lado, facilita a introdução do cateter no ou nos arcos constitutivos dos meios de ligação.
Evidentemente, as diferentes características da invenção, citadas aqui antes, podem ser empregadas juntas ou, somente em parte, segundo diferentes combinações para a realização de um cinto gástrico inflável de acordo com a invenção.
Além disso, diversas outras características da invenção ressaltam da descrição efetuada a seguir com referência aos desenhos anexos que ilustram uma forma preferida, porém não limitativa, de realização de um cinto gástrico inflável de acordo com a invenção. A fig. 1 é uma perspectiva em um estado de repouso de um cinto gástrico de acordo com a invenção. A fig. 2 é um corte longitudinal segundo o plano II-II da fig. 1. A fig. 3 é um corte transversal segundo a linha III-III da fig. 2. A fig. 4 é uma vista do cinto gástrico inflável segundo a fig. 1 em um estado fechado em anel e semi-inflado, A fig. 5 é um corte parcial, segundo a linha V-V da fig. 2. A fig. 6 é um corte, análogo à fig. 3, em um estado inflado do cinto. A fíg. 7 é um corte, análogo à fig. 3, que apresenta uma variante de realização de uma extremidade reforçada do cinto. A fig. 8 é um corte parcial, segundo a linha VIII-VIII da fig. 7.
Um cinto gástrico de acordo com a invenção, ilustrado nas figs. 1 a 3 e designado em seu conjunto pela referência 1, compreende um corpo tubular 2 que define pelo menos uma câmara estanque inflável 3. Como o exemplo ilustra, o corpo 2 apresenta, em elevação em vista de topo, uma forma geral retangular, que corresponde a uma forma preferida de realização, sem que todavia constitua a única forma que possa ser adotada para o corpo 2.
Em um estado não inflado da câmara 3, deve-se, aliás ser considerado que o corpo 2 apresenta uma forma geral plana e uma seção reta transversal, tal como particularmente ilustrada na fig. 3, sensivelmente retangular, a câmara inflável 3 apresentando uma seção reta transversal de forma geral que se inscreve igualmente em um retângulo. O cinto gástrico 1 apresenta então uma parte de trás 4 e uma face de trabalho 5, destinada a entrar em contato com a zona do esôfago ou do estômago, em cujo nível será colocado o cinto, como será observado a seguir. A fim de permitir um fechamento do cinto 1 em anel, como está ilustrado na fig. 4, o cinto 1 compreende, igualmente, meios de ligação 10 e 11 que constituem as duas extremidades do cinto. Os meios de ligação 10 e 11 podem ser realizados de qualquer forma apropriada.
Como ilustra o exemplo, os meios de ligação 10 compreendem, a princípio, um nível de uma primeira extremidade 12 do corpo 2, dita de inchamento, uma extremidade de conexão 13, de um cateter 14, na câmara inflável 3.
Como ilustra o exemplo, a extremidade de conexão 13 estende-se então sensivelmente no prolongamento longitudinal do corpo 2 e apresenta um canal interno conectado à câmara 3. Evidentemente, este canal 15 se comunica com o conduto interno do cateter 14.
Os meios de ligação 11, situados no nível da extremidade oposta à extremidade de inflação 12 e a dita extremidade livre 16, são, de acordo com o exemplo ilustrado, constituídos pelo menos por um e, no caso atual, de dois arcos 20, 21 dispostos no nível do lado de trás 4 do corpo 2 e destinados a receber a extremidade 13.
De acordo com o exemplo ilustrado, os dois arcos 20 estão situados a uma distância um do outro e da extremidade 13 compreende meios 22 de bloqueio ou de anti-retomo destinados a impedir algum encolhimento intempestivo da extremidade de conexão 13 depois do encaixe desta última nos arcos 20, 21. Como ilustra o exemplo, os meios de bloqueio de anti-retomo compreendem duas configurações 22 de pinheiro ou lanceoladas, que são destinadas, cada uma, a cooperar com um arco 20,21 correspondente.
De acordo com o exemplo ilustrado, o arco 20, situado o mais próximo da extremidade livre 16 do corpo 2, apresenta uma largura 120, medida paralelamente ao eixo longitudinal A do corpo 2 e, no alto do arco 20, superior a 5 mm. Esta disposição da invenção permite assim que o primeiro arco garanta um direcionamento do cateter 14 por ocasião do procedimento de fechamento do cinto. De acordo com o exemplo ilustrado, a largura l2o do primeiro arco é superior à largura l2i do segundo arco.
Além disso, sempre de acordo com o ilustrado, a fim de favorecer esta passagem do cateter e reduzir, tanto quanto se possa, os esforços necessários para este gesto cirúrgico, os arcos apresentam, em sua face interna uma série de estrias 25 que provocam a redução da superfície de contato do cateter com o arco correspondente, de maneira a reduzir as forças de atrito, As estrias 25 estendem-se paralelamente ao eixo longitudinal A do corpo 2 e na direção de introdução do cateter 14. A fim de reduzir ainda mais a força necessária para a passagem do cateter 14, pode igualmente ser considerado o recobrimento da superfície externa do cateter 14 de um revestimento com baixo coeficiente de atrito, tal como, par exemplo, de Teflon.
Sempre no sentido de uma maior facilidade de introdução do cateter 14, o primeiro arco 20 apresenta, de preferência uma forma alargada em direção à extremidade livre do corpo 2 e convergindo em direção do segundo anel 21, como ilustrado na fig. 5.
Da mesma forma, a extremidade livre 26 do cateter 14 é obtida por uma tampa 27, de forma cônica, que evita a introdução de materiais no canal do cateter e facilita a introdução do cateter no arco 20 por ocasião do fechamento do cinto. A tampa 27 será secionada depois do fechamento do cinto, para a colocação dos dispositivos de enchimento, não representados. O cinto gástrico inflável 1 pode ser feito de qualquer material biocompatível adaptado, tal como, por exemplo, silicone biocompatível ou de grau que possa ser implantado, que confere ao corpo 2 a flexibilidade e a elasticidade necessária ao enchimento da câmara 3.
Os dispositivos de ligação 10, 11 são então empregados para fechar em anel o cinto inflável 1, como está ilustrado na fig. 4.
De acordo com a invenção, o corpo 2 é realizado de maneira que, por ocasião do enchimento da câmara 3, formem-se dobras 30 que conferem, na seção de passagem definida pelo cinto 1 em anel, uma forma de estrela irregular ou, ainda, de hipociclóide igualmente irregular, como mostra mais particularmente a fig. 2. Cada dobra 30 correspondente a uma zona ou a face de trabalho 5 é virada ou dobrada localmente sobre si mesma, de forma que as regiões da face de trabalho 5 adjacente à dobra 30 e situadas de um lado e do outro da dobra 30 estão em contato. A fim de atingir este objetivo procurado de forme irregular ou aleatória para a seção de passagem definida pelo cinto gástrico 1 fechado em anel e inflado, o corpo 2 é realizado de maneira que o comprimento 15 da parede da câmara inflável 3, que forma a face de trabalho 5, apresenta um comprimento superior ou igual ao comprimento Lt da parede da câmara inflável 3, que forma a parte de trás 4 do cinto 1 e isto em um estado desinchado do dito cinto.
De acordo com 0 exemplo ilustrado, 0 comprimento da parede 5 da câmara inflável 3 é sensivelmente igual ao da parede da mesma câmara 3 que constitui a parte de trás 4 da faixa do cinto gástrico 1.
De acordo com a forma de realização ilustrada, a fim de evitar problemas de esvaziamento das diferentes bolsas 31 formadas pelas dobras 30, a parede interna da câmara inflável 3, que constitui a parte de trás 4, apresenta duas séries de estrias ou de ranhuras de direções longitudinais 35 que se estendem, de preferência mas não necessariamente, sobre todo 0 comprimento da parede interna da câmara inflável 3. Estas ranhuras 35 são então destinadas a formar canais no nível das dobras para a passagem do fluido de inchamento da câmara 3. De acordo com 0 exemplo ilustrado, as duas séries de ranhuras 35 são colocadas a uma distância uma da outra e cada uma próxima de uma borda longitudinal 36 do corpo 2.
Deve ser ressaltado que as dobras 30 realizadas pelo cinto inflável 1 de acordo com a invenção contribuem para garantir uma boa estabilidade deste último no nível da parede do esôfago ou do estômago e delimitem os movimentos de rolamento suscetíveis de induzir uma inflamação da dita parede do estômago ou do esôfago.
De acordo com a invenção, a fim de aumentar ainda esta estabilidade, é igualmente previsto 0 emprego dos meios 37 de limitação local da elasticidade da parede da câmara inflável 3 que constitui a face de trabalho 5. De acordo com 0 exemplo ilustrado, estes dispositivos 37 de limitação da elasticidade local são constituídos por uma zona longitudinal mediana da parede 5 que aproximadamente uma sobre espessura 37 em relação a duas faixas laterais 38 desta mesma parede 5. Assim, por ocasião do enchimento da câmara 3, a dilatação da parede 5 intervém, de maneira preferencial, sobre as bordas 38 do cinto e a região mediana da parede 5 apresenta então um raio de curvatura maior do que o das bordas laterais ou das zonas laterais 38, como demonstra a fig. 6. Esta característica vantajosa da invenção contribui portanto para a estabilidade do cinto reduzindo a tendência ao desequilíbrio deste último.
Aliás, de acordo com uma outra característica da invenção, a fim de se garantir um melhor controle da restrição do estômago formada pelo cinto 1, é igualmente prevista a incorporação, na parede do corpo 2 que constitui a parte de trás 4, de uma armadura 40 flexível, não extensível. Assim, por ocasião do enchimento da câmara 3, o cinto 1 é submetido a uma formação essencialmente centrípeta. A armadura flexível 40 pode ser realizada em qualquer material flexível não extensível adaptado, tal como, por exemplo, mas não exclusivamente, um tecido de Dacron.
De maneira preferida, a armadura 40 se encontra completamente imersa na parede do corpo 2 que forma a parte de trás 4 e se encontra completamente arrodeada material que constitui o corpo 2.
Além disso, de acordo com o exemplo ilustrado, deve ser observado que as bordas longitudinais internas 41 da câmara inflável 3 estão situadas a uma distância d4l superior a 0,5 mm e, de preferência, compreendida entre 0,50 mm e 2,50 mm da borda longitudinal 36 correspondente do corpo 2, uma distância compreendida entre 0,65 mm e 0,90 mm o que fornece um bom compromisso. Esta característica contribui, igualmente, para a estabilidade do cinto 1 ao redor da parede do esôfago ou do estômago.
De acordo com uma outra característica da invenção, a extremidade 45 da câmara 3, situada do lado da extremidade livre 16 do corpo 2, se encontra igualmente à distância da dita extremidade e, de preferência, a uma distância d45 superior a 5 mm e, de maneira particularmente preferida, compreendida entre 7 mm e 15 mm e que mede, de acordo com o exemplo, 10 mm pelo menos, de maneira a definir una zona cheia em cujo nível é possível se segurar o cinto por meio de uma pinça, sem risco de perfuração da parede da câmara de inflação 3. A fim de reforçar ainda mais a resistência à perfuração da extremidade do cinto, a parede da câmara inflável apresenta uma sobre espessura, no nível de sua extremidade orientada em direção à extremidade livre 16 do corpo 2.
Esta característica da invenção contribui para facilitar a colocação do cinto gástrico por meio de instrumentos de cirurgia celioscópica.
Além disso, de acordo com o exemplo ilustrado, a fim de se evitar um desvio das duas extremidades 12 e 16 do corpo 2, quando o cinto 1 estiver fechado em anel, o arco 20, situado mais próximo da extremidade livre 16, se encontra colocado a uma distância d20 da extremidade 16 correspondente do corpo 2 inferior ou igual a 5 mm e, de preferência, inferior a 3 mm.
De acordo com a invenção, a fim de facilitar o trabalho do cirurgião que utiliza a via celioscópica, podem ser empregados dispositivos ópticos 46 para encontrar a parte de trás ou a face dorsal 4 e/ou a face de trabalho 5 do corpo 2. De acordo com o exemplo ilustrado na fig. 1, estes dispositivos 46 para encontrar compreendem caracteres de identificação do cinto colocados sobre a parte de trás 4, ao passo que a face de trabalho é virgem. Assim, a observação pelo endoscópio destas indicações informa ao cimrgião a orientação do corpo do cinto. De acordo com o exemplo ilustrado, as indicações 46 são completadas por uma série de marcas 47, dispostas sobre a face do cateter 14 correspondentes à parte de trás 4 do corpo 2. As marcas 47 apresentam cada uma aqui a forma de um triângulo cuja parte de cima está dirigida para a extremidade e orientada para a extremidade livre 26 do cateter, de forma que elas preencham igualmente uma função de meio de indicação óptica da direção da extremidade livre do cateter. A observação das marcas 47 facilita portanto ao cirurgião a colocação do cinto.
De acordo com o exemplo de realização descrito anteriormente em relação com a fig. 2, a extremidade livre reforçada 16 do corpo do cinto é constituída por uma zona cheia. Todavia, no sentido da invenção, a extremidade reforçada não é necessariamente realizada desta maneira. Assim, as fig. 7 e 8 ilustram uma outra forma de realização desta extremidade reforçada.
De acordo com uma outra forma de realização, à distância d45, que separa a borda interna da câmara inflável 3 da borda extrema correspondente do corpo 2, é aumentada localmente na região extrema do corpo em relação à distância d41 que separa a borda interna da câmara 3 da borda correspondente do corpo 2 para o resto da banda, como demonstra a fig. 8. De acordo com o exemplo ilustrado, a distância d45 é escolhida para estar compreendida entre 1,50 mm e 2,50 mm. Este aumento local nos três lados reduz os riscos de deterioração da faixa por um pino de preensão no nível da extremidade livre.
Além disso, De acordo com o exemplo ilustrado, esta disposição é completada por um aumento local de espessura da parede que constitui a face de trabalho 5, na proximidade da extremidade 16 do corpo 2, como mostra a fig. 7.
Evidentemente, diversas outras modificações podem ser trazidas para a invenção sem sair do seu esquema.

Claims (26)

1. Cinto gástrico inflãvel que compreende: um corpo tubular alongado (2) de matéria flexível que é, no todo ou em parte elasticamente deformável, que define uma câmara estanque inflável (3) e que apresenta um lado de trás (4) e uma face de trabalho (5); meios de ligação (10, 11) dispostos em relação com as duas extremidades (12, 16) do corpo tubular (2) e que permite fechar o cinto gástrico sob a forma de um anel, a face de trabalho (5) estando disposta na parte interna do anel; um cateter de inflação em conexão, de maneira estanque, à câmara inflável e destinado a uma conexão aos meios de inflação, caracterizado pelo fato de que a parede da câmara (3), que forma a face de trabalho (5), apresenta, em um estado esvaziado do cinto, um comprimento (15) superior ou igual ao comprimento (14) da parede da câmara (3) que forma a parte de trás (4), de maneira que, por ocasião do fechamento do cinto em anel e após a inflação, a parede da câmara, que constitui a face de trabalho (5), forma dobras (30), cada dobra (30) correspondendo a uma zona onde a face de trabalho (5) é dobrada para baixo ou dobrada para trás local mente sobre si mesma, de tal modo que as regiões da face de trabalho (5) adjacentes à dobra (30) e situadas em cada lado da dobra (30) estejam em contato.
2. Cinto gástrico inflãvel de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que a face interna da parede da câmara (3) compreende pelo menos uma ranhura (35) direção longitudinal, destinada a definir um canal interno de circulação do fluido de enchimento no nível das dobras (30),
3. Cinto gástrico inflável dc acordo com a reivindicação 2, caracterizado pelo fato de que a face interna da parede da câmara (3) compreende pelo menos uma série de ranhuras longitudinais (35) paralelas,
4. Cinto gástrico inflável de acordo com a reivindicação 2 ou 3, caracterizado pelo fato de que a ou as ranhuras longitudinais são controladas sobre a face interna da câmara (3) correspondente à parte de trás (4) do cinto.
5. Cinto gástrico inflável de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que a face interna da câmara, correspondente à parte de trás do cinto, compreende duas séries de ranhuras longitudinais paralelas (35), cada série estando situada na proximidade de uma borda (36) da parte de trás (4) do cinto.
6. Cinto gástrico inflável de acordo com uma das reivindicações 1 a 5, caracterizado pelo fato de que a parede da câmara (3), que forma a face de trabalho (5), compreende meios (37) de limitação local da elasticidade da parede (5).
7. Cinto gástrico inflável de acordo com a reivindicação 6, caracterizado pelo fato de que os meios de limitação local da elasticidade (37) ocupam uma região longitudinal mediana da face de trabalho, de maneira que, por ocasião da inflação do cinto, as bordas longitudinais da face de trabalho se dilatam mais do que a região mediana da dita face de trabalho.
8. Cinto gástrico inflável de acordo com a reivindicação 6 ou 7, caracterizado pelo fato de que os meios de limitação local da elasticidade (37) compreendem uma sobre espessura local da parede da câmara (3) que constitui a face de trabalho do cinto (5).
9. Cinto gástrico inflável Cinto gástrico inflável de acordo com uma das reivindicações 1 a 8, caracterizado pelo fato de que cada borda longitudinal (44) da câmara inflável (3) está situada a uma distância da borda longitudinal (36) correspondente ao corpo (2) da tira gástrica inflável.
10. Cinto gástrico inflável de acordo com a reivindicação 9, caracterizado pelo fato de que cada borda longitudinal da câmara inflável está situada uma distância (d4i) da borda longitudinal correspondente do corpo, compreendida entre 0,50 mm e 2 mm.
11. Cinto gástrico inflável de acordo com uma das reivindicações 1 a 10, caracterizado pelo fato de que a parede da câmara inflável (3), que forma a parte de trás (4) do cinto, compreende pelo menos uma armadura longitudinal flexível (40) não extensível, de maneira a favorecer, quando o cinto estiver fechado em anel e por ocasião do enchimento, uma de formação centrípeta da câmara (3).
12. Cinto gástrico inflável de acordo com a reivindicação 11, caracterizado pelo fato de que o corpo (2) é moldado em uma injeção ao redor da armadura não extensível (40) e forma um conjunto monobloco que circunda completamente a dita armadura não extensível (40).
13. Cinto gástrico inflável de acordo com uma das reivindicações 1 a 12, caracterizado pelo fato de que os meios de ligação (10, 11) compreendem: ■ em relação com uma primeira extremidade (12), dita de inchamento do corpo (2), uma extremidade de ligação (13) do cateter (14) à câmara inflável (3), ■ e, em relação com a extremidade oposta (16) dita livre do corpo (2), pelo menos um arco (20) de recepção da extremidade de ligação (13).
14. Cinto gástrico inflável de acordo com a reivindicação 13, caracterizado pelo fato de que a extremidade de ligação (13) compreende pelo menos meios (22) de aparafusar anti-retorno destinados a cooperar com o arco (20).
15. Cinto gástrico inflável de acordo com a reivindicação 14, caracterizado pelo fato de que os meios de aparafusar anti-retorno compreendem pelo menos uma conformação (22) de pinheiro ou de seta.
16. Cinto gástrico inflável de acordo com uma das reivindicações 13 a 15, caracterizado pelo fato de que o arco (20) está disposto no nível da parte de trás do cinto.
17. Cinto gástrico inflável de acordo com uma das reivindicações 13 a 16, caracterizado pelo fato de que os meios de ligação (11) compreendem pelo menos dois arcos alinhados (20, 21), o arco (20) situado mais próximo da extremidade livre (16) do corpo (2) que apresenta uma largura (l2o), medida paralelamente ao eixo longitudinal do corpo, superior à largura do segundo arco (21), de maneira a definir um túnel de direcionamento do cateter (14) em direção ao segundo arco.
18. Cinto gástrico de acordo com uma das reivindicações 13 a 17, caracterizado pelo fato de que o arco (20) apresenta uma largura medida paralelamente ao eixo longitudinal do corpo superior a 5 mm.
19. Cinto gástrico de acordo com uma das reivindicações 13 a 18, caracterizado pelo fato de que a face interna do arco (20, 21) apresenta estrias (25) paralelas ao eixo longitudinal (A) do corpo (2), de maneira a reduzir os atritos por ocasião da passagem do cateter.
20. Cinto gástrico de acordo com uma das reivindicações 1 a 19, caracterizado pelo fato de que o cateter (14) está recoberto de um produto com baixo coeficiente de atrito.
21. Cinto gástrico de acordo com uma das reivindicações 1 a 20, caracterizado pelo fato de que uma (45) pelo menos das extremidades da câmara inflável (3) está situada a uma distância da extremidade (16) correspondente do corpo (2) para definir uma extremidade reforçada de preensão.
22. Cinto gástrico de acordo com a reivindicação 21, caracterizado pelo fato de que a extremidade da câmara inflável está situada a uma distância (d45), da extremidade correspondente do corpo superior ou igual a 1,50 mm no nível da extremidade reforçada.
23. Cinto gástrico de acordo com uma das reivindicações 13 a 18, caracterizado pelo fato de que o arco (20), situado na proximidade da extremidade livre (16) do corpo (2), está colocado a uma distância (d2o) inferior a 5 mm da dita extremidade livre (16) do corpo (2).
24. Cinto gástrico de acordo com uma das reivindicações 1 a 23, caracterizado pelo fato de que ele compreende meios (46) de recuperação da parte de trás (4) e/ou da face de trabalho (5) do corpo (2).
25.
Cinto gástrico de acordo com uma das reivindicações 1 a 24, caracterizado pelo fato de que ele compreende meios (47) de indicação da direção da extremidade livre (26) do cateter (14) e/ou da extremidade livre (16) do corpo (2).
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