PRÓTESE E SISTEMA CONSISTINDO EM HASTE DE PRÓTESE E DISPOSITIVO DE PRÓTESE.
A invenção refere-se a uma haste de prótese para a recepção de um coto de amputação de uma extremidade, com meios de conexão para um dispositivo de prótese distal, assim como a um sistema consistindo em uma haste de prótese e um dispositivo de prótese.
Do estado da técnica são conhecidos diversos processos e conceitos para prover pacientes quando de amputações, por exemplo, nas extremidades inferiores, com uma prótese. No caso de pacientes com amputação de coxa ou de perna, ou no caso de pacientes com ex-articulação de joelho, um processo clássico para a fabricação de uma haste de prótese é o processo de moldagem de gesso, no qual de um paciente se toma um molde de gesso do coto de amputação, este se usa como modelo para um modelo de coto, e sobre este modelo de coto se forma uma haste de prótese, por exemplo, uma haste de coxa. Esta haste de coxa consiste em um material sintético e envolve totalmente o coto de amputação. Para a fixação da haste de coxa no coto se propõem diversos conceitos, por exemplo, se puxa sobre o coto de amputação um forro, o qual no lado externo se encosta de maneira vedante no cartucho. Por meio de uma válvula ejetora ou de uma bomba, se retira o ar do espaço intermediário entre o forro e a haste externa, assim que a haste de prótese se retém por meio de depressão no coto de amputação do paciente. No caso de uma válvula ejetora se ejeta quando de cada passo o ar que entrou, não ocorre nenhuma evacuação ativa. No caso de uma solução de pino, na extremidade do forro se encontra um pino, o qual se trava dentro da haste. Na própria haste de prótese, então são fixados outros dispositivos de prótese, por exemplo, articulação do joelho da prótese e os outros dispositivos como elemento de conexão e pé de prótese.
A adaptação individual de uma haste de prótese no coto de amputação está extraordinariamente dispendiosa com grande intensidade em termos de tempo, e necessita de um técnico de ortopedia formado. Para a adaptação individual da haste de prótese são necessárias várias provas, assim que entre a cirurgia e a terminação da fabricação de uma haste de prótese adaptado desta maneira, podem passar-se de nove até doze meses. Com estas hastes de prótese pode ser colocado à disposição do usuário de prótese um alto grau de estabilidade e atividade. O provimento de um paciente com uma amputação em uma extremidade superior se realiza de maneira comparável.
No entanto, nem todos os pacientes a serem providos com dispositivos de prótese, têm a necessidade de grande mobilidade. Por exemplo, pessoas mais idosas que sofrem de diabetes, das quais em virtude de gangrenas induzidas por diabetes tinham que ser amputadas partes das extremidades inferiores, frequentemente não têm condições de caminhar longas distâncias. Além disso, o coto de amputação apresenta grandes variações de volume, assim que é dificilmente possível uma adaptação correta da haste de prótese ao coto. Além disso, frequentemente falta a capacidade de uma cooperação ativa do paciente quando da adaptação da haste de prótese. No entanto, especialmente para estes pacientes é muito importante, de ser provido da maneira mais rápida possível com uma prótese, a fim de que possam ser minimizadas as fases de estar de cama. No caso de provimentos das extremidades superiores também é importante adaptar uma prótese tão rapidamente quanto possível, a fim de que não se percam capacidades motoras.
A EP 1 656 911 A1 descreve uma haste de prótese com uma concha fechada, e um elemento disposto lateralmente dentro desta, o qual se puxa em direção ao coto e que se introduz na concha por meio de um cinto de aperto através de duas fendas. O fundo da concha está acolchoado e apresenta meios de conexão para uma perna.
A DE 32 29 812 A1 refere-se a uma concha de recepção do coto para um membro artificial, com pelo menos uma concha, a qual apresenta uma seção transversal aberta curvada, e cujas extremidades de concha, em estado colocado, se sobrepõem uma à outra pelo menos parcialmente. Na concha são dispostos meios tensores, os quais são ativos em direção da circunferência e fixam sob tensão as extremidades de concha uma em rela3 ção à outra.
É tarefa da presente invenção de colocar à disposição, especialmente para pacientes geriátricos, uma haste de prótese e um sistema consistindo em uma haste de prótese e fixados neste, dispositivos de prótese com os quais é possível uma adaptabilidade rápida ao paciente e um provimento favorável em termos de preço, assim que este se torne móvel de maneira tão rápida quanto possível ou se mantenha ativo.
Esta tarefa se soluciona de acordo com a invenção por meio de uma haste de prótese com as características da reivindicação 1, e de um sistema correspondente com as características da reivindicação 29. Configurações e aperfeiçoamentos vantajosos da invenção são descritos nas reivindicações dependentes.
A haste de prótese de acordo com a invenção, para a recepção de um coto de amputação de uma extremidade, com meios de conexão para um dispositivo de prótese distal prevê, que a haste de prótese apresenta pelo menos uma concha que apresenta uma seção transversal aberta curvada, e cujas extremidades de concha, em estado colocado, se sobrepõem uma à outra pelo menos parcialmente, sendo que na concha está disposto pelo menos um meio tensor, o qual está ativo em direção da circunferência. Através do meio tensor existe uma adaptabilidade rápida e simples da haste de prótese e especialmente do cartucho de coxa, em relação ao contorno do coto de amputação, uma vez que mediante a colocação sob tensão pode ser produzido o efeito de um deslocamento radial das extremidades de concha uma em direção à outra, assim que não tem que realizar-se mais nenhuma moldagem individual. Do mesmo modo, mediante à previsão do meio tensor, a haste de prótese e com isso a prótese inteira pode ser colocado de maneira rápida e fácil e também outra vez tirado, fato pelo qual se aumenta a aceitabilidade para o uso da prótese. Desta maneira é possível, prover também pacientes recentemente operados rapidamente com uma prótese, assim que se reduz o lapso de tempo da mobilidade ou atividade limitada. A concha pode ser configurada, por exemplo, de maneira helicoidal, sendo que mediante o meio tensor ou os meios tensores pode ser alterada a circunferência do cartucho. Também é possível que duas regiões de concha situadas de maneira oposta uma em relação à outra, podem sobrepor-se uma à outra, assim que no lugar de um movimento de sobreposição giratório se realize um movimento de sobreposição basculante, quando de uma variação do comprimento efetivo do meio tensor ou dos meios tensores. A concha pode ser configurada em uma só peça. A concha ou as conchas parciais são fabricadas de preferência de um material sintético estável em termos de forma, com o intuito de poder colocar à disposição uma haste de prótese tão leve quanto possível. Neste caso, a concha ou as conchas parciais apresentam regiões com elasticidade diferente, com o intuito de, por um lado, atender as exigências de estabilidade e, por outro lado, possibilitar uma utilização confortável. Desta maneira, por exemplo, na região proximal da concha ou das conchas parciais, esta está configurada de maneira flexível, especialmente em direção frontal e dorsal, assim que um sentar com a prótese colocada não se sinta como desagradável. As regiões com flexibilidade diferente podem ser configuradas por meio da utilização de materiais com características físicas diferentes ou mediante espessuras de material diferentes. Neste caso, as regiões mais flexíveis em regra são configuradas de maneira mais fina que as regiões mais rígidas, ou podem ser configuradas de um material mais flexível que o restante da concha, por exemplo, por meio de um processo de injeção ou de fundição de 2 componentes.
A concha pode ser construída de várias conchas parciais, as quais são configuradas e maneira deslocáveis uma em relação à outra. Duas ou várias conchas parciais podem ser combinadas para uma concha inteira, uma vez que as conchas parciais são dispostas de maneira que se sobrepõem pelo menos parcialmente umas às outras em forma de folhas. As conchas parciais, em suas seções distais, também podem ser ligadas umas com as outras ou podem ser amoldadas uma na outra, assim que se configura um apoio elástico de várias seções em forma de conchas em uma região comum.
De preferência, a concha é ou as conchas parciais são dispostas mediai e lateralmente no coto de amputação, e apresentam cada vez pelo menos um meio de conexão para o dispositivo de prótese, que fica contíguo de maneira distal. Devido à disposição medial/lateral é possível dispor de maneira frontal ou dorsal a sobreposição das extremidades de concha ou das conchas parciais, com o intuito de obter lá uma estabilidade elevada. Além disso, com esta disposição é possível prever mediai ou lateralmente os meios de conexão para a fixação do dispositivo de prótese. Um aperfeiçoamento alternativo prevê que se realize uma união unilateral, a qual permite uma disposição dos meios de conexão mediai ou lateralmente, fato pelo qual pode ser aumentada a margem de configuração para a prótese inteira. Deste modo podem ser consideradas de maneira mais fácil preferências ou necessidades individuais.
Neste caso, a concha é ou as conchas parciais são configuradas mediai e lateralmente de maneira rígida, e apresentam uma alta resistência à deformação, especialmente contra uma flexão em volta de um eixo em direção frontal ou em direção do andar, para poder colocar à disposição uma estabilidade suficiente. A rigidez é apoiada por meio de uma curvatura da concha ou das conchas parciais. Uma fixação da concha ou das conchas na armação pode realizar-se também em um só lado. No caso de uma fixação unilateral, esta pode ser executada de maneira mediai ou lateral.
Uma adaptação e sobreposição facilitada da concha ou das conchas parciais existem, quando esta é provida ou estas são providas, respectivamente, com uma curvatura, assim que estas possam ser empurradas ou encaixadas uma na outra. Neste caso, está previsto que uma concha parcial apresenta um raio de curvatura maior que a outra concha parcial, assim que uma concha parcial possa ser sobreposta pela outra em ambas as extremidades externas. Também pode realizar-se uma deformação aproximada à forma do coto.
Os meios de conexão para a fixação do dispositivo de prótese distal são de preferência dispostos na região rígida proximal, da concha ou das conchas parciais, especialmente no caso de amputações de coxa os meios de conexão são posicionados na região do trocanter maior. Um aperfeiçoamento da invenção prevê que o centro de rotação dos meios de cone6 xão está disposto na região do trocanter maior, enquanto os próprios meios de conexão são fixados em uma outra parte da concha ou das conchas parciais. Por exemplo, por meio de guiamentos correspondentemente curvados o ponto de rotação pode ser deslocado sobre o trocanter maior.
Os meios de conexão podem ser dispostos e configurados, respectivamente, para o apoio giratório do dispositivo de prótese, sendo que a possibilidade de giro está prevista somente para um campo angular diminuto, com o intuito de facilitar a construção da prótese, por conseguinte o alinhamento dos elementos de prótese um em relação ao outro e em relação ao corpo. Depois da construção de prótese uma vez ajustada, então o dispositivo de prótese pode ser fixado na posição correta por meio de dispositivos de fixação, por exemplo, parafusos ou pinos encaixáveis. Neste caso, o dispositivo de fixação pode ser guiado em um furo oblongo, por exemplo, em um furo oblongo curvado, com o intuito de facilitar a construção de prótese.
Em princípio está previsto que a concha ou as conchas parciais, no estado colocado ou no estado unido uma com a outra, configura ou configuram, respectivamente, uma abertura tanto de maneira proximal como também distai. Para fechar esta abertura, está fixada, especialmente fixada de maneira destacável como fechamento distai na concha ou pelo menos em uma concha parcial, uma capa, com o intuito de proteger a extremidade distai do coto de amputação.
Para facilitar, por um lado, o deslize para dentro do coto de amputação provido com um forro, e para garantir, por outro lado, uma alocação estável do coto de amputação e da haste de prótese, está previsto que o lado interno da concha ou das conchas parciais está equipado ou revestido com uma configuração de superfície que depende da direção, por exemplo, com um veludo de pelo que apresenta uma orientação, a qual possibilita uma introdução fácil, no entanto, coloca à disposição uma resistência elevada no sentido contrário à direção de introdução. A configuração de superfície, por exemplo, fibras são inclinadas para isso em direção distai, enquanto o lado externo do forro apresenta uma configuração ou revestimento com pelos em orientação oposta ou está equipado com uma superfície que exer7 ce uma respectiva interação com a configuração de superfície ou o veludo. A configuração do cartucho e do forro com uma configuração de superfície que depende da direção, também pode ser utilizada independentemente da construção do cartucho quando de outras configurações do cartucho, e coloca à disposição uma solução independente do problema, de reter um forro dentro de uma haste.
Alternativa ou complementarmente está previsto que o lado interno das conchas parciais é revestido com uma camada de aderência, por exemplo, de silicone, poliuretana ou um copolímero, eventualmente é somente provido por região com um revestimento de aderência, com o intuito de poder aderir melhor em um forro provido com uma correspondente camada externa.
Como meios tensores podem ser previstas fitas de velcro, fechos de bota de esqui, talas ou cintos, também podem ser previstos meios de fixação alternativos para o ajuste variável da circunferência da concha ou das distâncias ou sobreposições das conchas parciais uma em relação à outra, assim como para a fixação das conchas parciais ou das extremidades de concha uma na outra. Os meios tensores são dispostos e guiados, de preferência, no lado externo da haste, com o intuito de evitar um contato direto com o coto, e com isso um risco de entalação do coto.
Os meios tensores podem ser guiados de maneira frontal, especialmente os dispositivos de fecho ou alavancas são dispostos frontalmente, com o intuito de facilitar uma colocação e retirada da prótese e da haste de prótese. De preferência, o meio tensor atua, ou os meios tensores atuam de maneira circular.
Para a adaptação individual da concha ou das conchas parciais no contorno do coto, pelo menos dois meios tensores estão dispostos na haste de prótese de maneira axialmente deslocado um em relação ao outro, pelo qual pode ser configurado um cone que se alarga de maneira proximal. Também as variações de volume que podem ser caracterizadas de maneira diferente ao longo do comprimento do coto de amputação, podem ser compensadas melhor mediante vários meios tensores. O meio tensor também pode ser disposto com duas guias que pegam de maneira axialmente deslocada.
O dispositivo de prótese, que pode ser fixado na haste de prótese, apresenta uma armação, a qual está fixada, de preferência, lateral e/ou medialmente na haste de prótese, sendo que a armação está configurada, de preferência, como armação externa, que está fabricada, por exemplo, de um perfil de metal. Uma fixação em um só lado pode ser suficiente, sendo que se escolhe, de preferência, uma fixação mediai. Em seguida na armação podem ser fixados os outros dispositivos de prótese, por exemplo, uma articulação do joelho da prótese ou semelhante. A haste de prótese e o dispositivo de prótese que pode ser configurado de maneira diferente de acordo com a altura de amputação formam um sistema para o provimento protético de um paciente.
Em seguida se explicam mais detalhadamente exemplos de execução da invenção através das figuras anexas. Mostram:
a figura 1 um sistema consistindo em haste de prótese e dispositivo de prótese, em estado colocado;
a figura 2 uma representação isolada da haste de prótese e um dispositivo de prótese fixado neste;
a figura 3 uma representação em detalhe de uma haste de prótese montado;
a figura 4 uma haste de prótese com conchas parciais separadas;
a figura 5 uma haste de prótese em representação de explosão; a figura 6 uma representação em detalhe de uma concha parcial com uma armação montada;
a figura 7 uma vista lateral de uma concha parcial montada; a figura 8 uma concha parcial girada;
a figura 9 uma variante da configuração de haste em posição aberta; assim como a figura 10 uma haste de prótese de acordo com a figura 9, em posição fechada.
Na figura 1, está mostrado um sistema consistindo de uma haste de prótese 1, no presente caso uma haste de coxa, assim como de um dispositivo de prótese 2 fixado neste, em um estado colocado, a perna direita sadia está esboçada de maneira esquemática. A haste de prótese 1 consiste no exemplo de execução de duas conchas parciais 11, 12, as quais são colocadas em volta do coto de amputação de maneira que se sobrepõem uma à outra. Por meio de dois meios tensores 14, 15, fixados de maneira axialmente deslocado um em relação ao outro nas conchas parciais 11, 12, a haste de prótese 1 está adaptada à circunferência e ao contorno do coto de amputação. Entre a haste de prótese 1, e o coto de amputação está disposto um forro não representado, o qual está puxado sobre o coto e que evita um contato direto das conchas parciais 11, 12, ao longo da superfície inteira com a pele do coto de amputação. Por meio do forro se estabelece um acoplamento mecânico entre a haste de prótese 1, e o coto de amputação.
Ambas as conchas parciais 11,12 são fabricadas de um material sintético superficial e estável em termos de forma, e apresentam uma curvatura, assim que estas se encostam com superfície tão grande quanto possível no coto de amputação e no forro, respectivamente. Na forma de execução representada, a concha parcial mediai 12 está sobreposta no lado externo na região frontal pela concha parcial lateral 11. Uma sobreposição correspondente também pode ocorrer na região dorsal, o que significa que o raio de curvatura da concha parcial lateral 11 é maior que o raio de curvatura da concha parcial mediai 12. As conchas parciais separadas 11, 12 apresentam uma seção transversal aberta e configuram em estado colocado um invólucro de partes múltiplas, o qual está aberto de maneira proximal e distal. No presente caso, a extremidade distal da haste de prótese 1, está fechada mediante uma capa 13, que está fixada nas conchas parciais 11, 12. A capa 13 serve para a proteção da extremidade distal do coto de amputação. Em princípio existe também a possibilidade, que esta capa 13 está fixada no forro ou está configurada neste.
Na região proximal da haste de prótese 1, são previstos nas conchas parciais 11, 12 meios de conexão 16, para a fixação de uma arma10 ção 20. Os meios de conexão 16, que são configurados como união de aparafusamento, são representados somente no lado lateral, no entanto, de fato existem em ambas as conchas parciais 11, 12. A armação 20 está configurada como arco em forma de U de um perfil de metal ou de material sintético, e serve como armação externa, com o intuito de solicitar o usuário de prótese tão pouco quanto possível. Ambos os arcos da armação externa 20 em forma de U, são dispostos de maneira mediai e lateral.
Na armação 20, são dispostos de maneira contígua em termos distais outros componentes do dispositivo de prótese 2, no presente caso uma articulação do joelho da prótese 21, um elemento de conexão 22, assim como um pé de prótese 23. O dispositivo de prótese 2 inteiro, de preferência, está configurado como uma articulação do joelho de bloqueio ou articulação do joelho com alta segurança, que apresenta uma construção simples e, sobretudo, garanta que não ocorre nenhuma dobragem involuntária da articulação do joelho da prótese 21. Contanto que o sistema não se utiliza para o provimento de pacientes geriátricos, mas como um provimento primário, então também podem ser previstas outras construções da articulação do joelho da prótese 21.
Na figura 2, está representado separadamente o sistema consistindo em haste de prótese 1, e dispositivo de prótese 2. Em contraposição à figura 1, aqui a concha parcial mediai 12 está disposta de maneira situada no lado de fora e se sobrepõe sobre a concha parcial lateral 11. Os meios tensores 14, 15, os quais podem ser configurados como cinto, fita de velcro ou por exemplo, fecho de bota de esqui, podem ser fixados ou somente em uma concha parcial 11, 12, e atuam em direção da circunferência, assim que as conchas parciais 11, 12 são movimentadas uma em direção da outra, ou podem estabelecer a conexão entre ambas as conchas parciais 11, 12, assim que um ponto extremo de um meio tensor 14, 15 está disposto na concha parcial mediai 12, e um segundo ponto extremo na concha parcial lateral 11.
Uma vez que o sistema consistindo em haste de prótese 1, e dispositivo de prótese 2 parece prestar-se especíalmente para pacientes menos ativos que ficam frequentemente sentados, está previsto para evitar pontos de pressão e para o aumento do conforto na utilização, que a haste de prótese 1, nas regiões frontais e dorsais, especialmente na região proximal das conchas parciais 11, 12 está configurada de maneira flexível e macia, enquanto a região distal das conchas parciais 11, 12 está estável especialmente mediai e radialmente. Especialmente a região dos meios de conexão 16 está estável, com o intuito de poder introduzir as forças, que ocorrem quando se anda ou se fica em pé, na haste de prótese 1. Os meios de conexão 16 são fixados de maneira tão proximal quanto possível nas conchas parciais 11, 12, de preferência na região do trocanter maior, no caso da configuração da haste de prótese 1, como haste de coxa.
Na figura 3, está representada em representação individual ampliada a haste de prótese 1, com ambas as conchas parciais 11, 12, e os meios tensores 14, 15, as quais, por meio de dispositivos com fecho devido à forma, configuram de maneira ajustável a circunferência da haste de prótese 1. As conchas parciais pré-moldadas 11, 12, apresentam uma medida suficiente de flexibilidade com estabilidade simultânea, com o intuito de colocar à disposição uma adaptação suficientemente precisa ao coto de amputação, através de mudança da tensão nos meios tensores 14, 15. A armação externa 20, com os arcos está fixada de maneira mediai e lateral, especialmente por meio de uma união de aparafusamento.
Na figura 4, está representada de maneira desdobrada a haste de prótese 1. Observa-se que a concha parcial 12 mediai está recebida na concha parcial lateral 11, e está sobreposta por esta frontal e dorsalmente. Nas regiões proximais 110, 120, das conchas parciais 11, 12, são configuradas zonas com resistência baixa e flexibilidade elevada, as quais facilitam ficar sentado. Também pode ser reduzida a espessura de parede nestas regiões 110, 120, para facilitar ficar sentado com a prótese colocada. Os meios tensores 14, 15 são representados de maneira aberta. Através da abertura dos meios tensores 14, 15, pode ser aberta a haste de prótese 1, assim que o usuário de prótese possa colocar muito facilmente a haste de prótese 1, sendo que ele entra na haste de prótese 1 aberta, puxa as con12 chas parciais 11, 12, uma na outra e fecha os meios tensores 14, 15, de acordo com a necessidade. Devido à configuração variável dos meios tensores 14, 15, é possível compensar variações de volume do coto de amputação, e possibilitar sempre uma fixação suficientemente segura da haste de prótese 1, no coto de amputação, especialmente no forro.
Na figura 5, está mostrada a haste de prótese 1, em uma representação de explosão. A concha parcial lateral 11 está configurada de tal maneira, que esta cobre o trocanter maior, enquanto a concha parcial mediai 12 está configurada de tal maneira, que não está coberto o osso ísquio ou que só entra em contato com a região flexível 120. Nas extremidades distais das conchas parciais 11, 12, está fixada a capa 13, através de fitas de fixação 18, por exemplo, fitas de velcro. As fitas de fixação 18 são dispostas de maneira cruzada e retêm a capa 13, na haste de prótese 1, a qual em sua borda aberta configura dedos elásticos.
Os lados internos 111, 121, das conchas parciais 11, 12, podem ser providos com diversos revestimentos, com o intuito de produzir o efeito de aderência no forro e, respectivamente, um acoplamento entre o forro e as conchas parciais 11, 12. O revestimento 111, 121 pode ser configurado, por exemplo, como um veludo de pelo ou um outro tecido com um respectivo alinhamento das fibras, as quais facilitam uma introdução do forro e do coto de amputação no haste de prótese 1 em essência em forma de tubo, e ao mesmo tempo impedem um deslizar para fora. Para isso, as fibras ou ganchos podem ser dispostos de maneira inclinada em direção da borda distal, assim que se facilita um movimento de introdução, enquanto se bloqueia ou se dificulta, respectivamente, um movimento oposto. Para destacar a haste 1, do forro se abrem então os meios tensores 14, 15, e se retira a haste de prótese 1, junto com o dispositivo de prótese 2. Também é possível revestir o lado interno das conchas parciais 11, 12, com um copolímero ou silicone, com o intuito de apoiar à aderência do forro, o qual no lado externo está provido com um respectivo revestimento.
Na figura 5, está representada, além disso, a armação externa 20, a qual apresenta furos 25, na extremidade proximal, através dos quais se passam os meios de conexão 16, em forma de parafusos ou pinos. Também são configurados furos oblongos curvados 24, na armação 20, os quais recebem meios para a fixação da haste de prótese 1, em relação à armação 20.
Na figura 6, está mostrada uma configuração deste gênero em estado montado. Na armação 20, está fixada no presente caso a concha parcial lateral 11, por meio de um perno roscado 16, como meio de conexão. Além disso, no furo oblongo curvado 24, está guiado um outro parafuso 26, que se projeta através do furo oblongo 24, e que está aparafusado na concha parcial lateral 11. No material sintético da concha parcial 11, podem ser introduzidas por usinagem e laminagem roscas correspondentes, para realizar uma fixação estável da armação 20, na concha parcial 11.
A figura 7 mostra o estado de acordo com a figura 6, em vista lateral. Na figura 8, está mostrado que a haste de prótese 1, no presente caso a concha parcial 1, em relação à armação 20, pode ser girada em volta do meio de conexão 16 em forma de um parafuso, o que está indicado pela seta dupla. Dentro do furo oblongo 24, desliza no sentido vaivém o parafuso 26, até que está encontrada uma orientação ótima da haste de prótese em relação à armação 20. Em seguida se aperta o parafuso 26, e se fixa a haste de coxa 1, em relação à armação 20. Uma possibilidade de ajuste é necessária, uma vez que a musculatura do quadril tem a tendência para um encurtamento, quando não se realiza nenhuma extensão. Quando de atividade preponderantemente sedentária, a musculatura de flexão do quadril se torna contraída, o mesmo vale, quando em virtude de uma amputação falta um contrapeso. Com o intuito de poder compensar esta flexão e continuar podendo colocar à disposição uma construção de prótese correta, está vantajosa a possibilidade de giro e a possibilidade de ajuste.
Com o sistema consistindo em haste de prótese 1, e dispositivo de prótese 2, está possível ficar sentado de maneira confortável, também pode realizar-se uma colocação e retirada fácil da prótese. A adaptação a um volume de coto que varia pode realizar-se facilmente, também deixam de ser necessárias uma proba demorada e uma moldagem de um coto em um paciente. O dispositivo de articulação 21 pode apoiar, por exemplo, o sentarse e o levantar-se, uma vez que podem ser ajustados várias maneiras de bloqueio e estágios de amortecimento. Também é possível configurar a articulação de prótese 21, como articulação do joelho de bloqueio. Além do provimento de pacientes geriátricos, o sistema também pode ser utilizado para o provimento primário rápido, com o intuito de ter que expor pacientes a uma fase de imobilidade tão curta quanto possível. Em virtude da adaptabilidade simples, adaptações ao volume de coto, as quais em virtude do processo terapêutico podem tornar-se recuperáveis, podem ser realizadas de maneira rápida e simples. Neste caso, a adaptação se realiza através de um deslocamento das conchas parciais separadas 11, 12, uma em relação à outra, com o intuito de poder compensar as circunferências do coto de amputação, as quais mudam.
A figura 9 mostra em uma representação da perspectiva uma variante da invenção com uma concha 10 em uma só peça, a qual apresenta uma seção transversal aberta e que está mostrada em uma posição aberta. Neste caso a abertura está alinhada de maneira frontal, assim que a haste de prótese 1 pode ser colocada facilmente, uma vez que o haste de prótese 1, se solta de maneira aberta e que o coto provido com um forro pode ser facilmente introduzido para dentro da haste de prótese aberta ou, respectivamente, para dentro da concha aberta 10. Para isso as extremidades das conchas podem ser abertas no sentido de afastar uma da outra e podem abaular-se levemente para fora, com o intuito de possibilitar desta maneira uma introdução fácil. Em seguida, as extremidades das conchas se colocam uma sobre a outra, no presente caso a extremidade da concha esquerda embaixo da direita lateral, assim que se obtém frontalmente uma sobreposição. Em seguida o meio tensor 14, é guiado, por exemplo, através de uma alça e é redobrado, para possibilitar uma fixação. Neste caso, a fixação pode realizar-se por meio de fechos de velcro ou chamados fechos de bota de esqui.
A figura 9 mostra que a extremidade distal da concha 10 está aberta, assim que pode realizar-se uma adaptação fácil a comprimentos de coto diferentes, sem que seja prejudicada a fixação da concha 10, no lugar correto.
Na figura 10, está mostrado o exemplo de execução de acordo com a figura 9, em uma representação fechada, na qual a extremidade da concha esquerda está situada embaixo da extremidade da concha direita. O meio tensor 14 está fixado em ziguezague na concha 10, da haste de prótese, e nos pontos de volta está guiado em um ilhó. A fixação do meio tensor 14, no lado externo da concha 10, pode realizar-se por meio de fechos de velcro, também pode ser prevista uma fixação alternativa. A colocação sob tensão pode realizar-se em um mecanismo de alavanca articulada disposto no lado extremo, ou em um fecho de bota de esqui. Também a figura 10, mostra que a extremidade distai da haste de prótese está aberta, a extremidade pode ser fechada ou limitada por meio de uma capa de fechamento. A concha 10 apresenta uma disposição helicoidal, assim que, quando de um ajuste da circunferência, as extremidades de concha deslizam de maneira helicoidal uma em volta da outra e, respectivamente, que a extremidade direita da concha 10 avança sobre a extremidade de concha esquerda, situada no lado de dentro.