EQUIPAMENTO PARA MOVIMENTAÇÃO PASSIVA DA ARTICULAÇÃO DO JOELHO
[001] Refere-se o presente documento de patente equipamento automático para realização de procedimentos ortopédicos e fisioterapêuticos para movimentação passiva da articulação do joelho (patelofemoral e tibiofemoral).
[002] O joelho é formado por duas superfícies articulares, a articulação patelofemoral e articulação tibiofemoral medial e lateral. A articulação patelofemoral é formada pela superfície articular anterior e distai do fémur, chamada tróclea e pela patela, a qual encaixa-se e desliza ao longo da tróclea. Nesta articulação ocorrem movimentos de deslocamento inferior-superior e medial-lateral. A articulação tibiofemoral é formada pela extremidade distai do fémur e pela extremidade proximal da tíbia. Nesta articulação ocorrem três pares de movimentos, a flexão e extensão (plano sagital; eixo médio-lateral do joelho), a rotação interna e externa (plano transverso; eixo axial ou longitudinal) e o varo e valgo (plano frontal; eixo ântero-posterior. Durante os movimentos do joelho, existe a combinação destes deslocamentos articulares. Por exemplo, durante a extensão do joelho (deixar a perna reta), a rotação externa do joelho e o deslizamento superior da patela ocorrem simultaneamente.
[003] O joelho é uma articulação com alto grau de incidência de lesão, e dentre as possibilidades de tratamento, a mobilização patelar multidirecional é uma conduta terapêutica frequentemente indicada. Existem três procedimentos comumente utilizados na prática clínica para recuperação da função do joelho: Imobilização, Movimento
ou Mobilização Passiva, e Movimento ativo. A imobilização é necessária em algumas fases iniciais do tratamento, onde, devido ao estado de cicatrização tecidual, não pode haver movimento articular.
[004] O movimento ou mobilização passiva refere-se aos procedimentos aplicados no paciente enquanto ele encontra-se em repouso, ou seja, o movimento é realizado pelo fisioterapeuta ou por meio de um dispositivo externo. O termo movimento passivo é usado quando amplitudes maiores são empregadas, por exemplo, flexão e extensão do joelho. Enquanto que o termo mobilização passiva refere- se a movimentos de menor amplitude articular, tais como os deslizamentos patelares. Por fim, o movimento ativo refere-se ao movimento realizado ativamente pelo paciente, onde o objetivo principal é produzir movimento por meio de contração muscular realizada de maneira ativa pelo paciente.
[005] O movimento tibiofemoral passivo e a mobilização patelar são procedimentos terapêuticos classificados no âmbito clínico como técnica de terapia manual, e são comumente recomendados e aplicados durante a reabilitação. Inúmeros estudos têm apresentado uma série de benefícios clínicos após a aplicação de terapia manual, incluindo a mobilização patelar e movimento tibiofemoral passivo, em pacientes com disfunções no joelho (Anwer, Alghadir, Zafar, & Brismee, 2018; Deyle et al., 2005; Deyle et al., 2000). Por exemplo, dois ensaios clínicos (estudo prospectivo de acompanhamento com dois grupos aleatórios de intervenção) mostraram que a utilização de terapia manual associada a exercício apresenta maior diminuição da dor no joelho e melhora funcional quando comparado a duas abordagens
diferentes de intervenção: ultrassom placebo (Deyle et al., 2000) e programa de exercícios domiciliares (Deyle et al., 2005).
[006] Uma revisão sistemática acompanhada de meta-análise (Anwer et al., 2018), contemplando 494 pacientes com osteoartrose de joelho mostrou vantagens de intervenção com terapia manual comparativamente a intervenção exclusivamente com exercício. Os pacientes que receberam somente terapia manual apresentaram a curto prazo maior redução da dor, melhora na função e performance física comparativamente ao grupo exercício. Mobilização patelar e o movimento tibiofemoral passivo estavam entre os procedimentos mais enfatizados (Anwer et al., 2018).
[007] A mobilização patelar e o movimento tibiofemoral passivo estão entre procedimentos mais recomendados para o tratamento de pacientes com dor no joelho associado a hipo-mobilidade patelar e tibiofemoral (Mullaney & Fukunaga, 2016). Estes movimentos são tipicamente aplicados pelo fisioterapeuta. Porém, alguns dos componentes da mobilização patelar podem ser ensinados ao paciente para serem realizados em casa. A auto-mobilização patelar parece ser um método efetivo visto permitir uma elevada dose de mobilização patelar, realizada pelo próprio paciente (Mullaney & Fukunaga, 2016). A patela é movida até a região de restrição e movimentos oscilatórios ou pressão mantida são aplicados (Mullaney & Fukunaga, 2016). Em relação ao movimento tibiofemoral passivo é mais difícil de o paciente ser capaz de realizar sozinho em casa. Uma das opções é ensinar aos familiares. Mas tanto a mobilização patelar quanto o movimento tibiofemoral passivo são de difícil execução em casa, principalmente pela presença de dor, insegurança e difícil compreensão da técnica.
[008] Uma das principais preocupações após intervenção cirúrgica no joelho é a diminuição da mobilidade patelar e tibiofemoral (Harrison et al., 2013; Wilk, Macrina, & Reinold, 2010). Em média, a patela desloca 1cm medialmente (intervalo de confiança de 95% de 0,8cm à 1 ,4cm) e 1 ,2cm lateralmente (intervalo de confiança de 95% de 0,7cm à 1 ,8cm)(Ota, Nakashima, Morisaka, Ida, & Kawamura, 2008). A redução da mobilidade patelar está associada com proliferação excessiva de tecido cicatricial (artrofibrose) e aderência entre diferentes camadas teciduais (Wilk et al., 2010). Como consequência, há uma diminuição na amplitude de movimento tibiofemoral do joelho e diminuição na capacidade de recrutamento dos músculos do quadríceps, condições essenciais para adequada função da articulação do joelho.
[009] A mobilização patelar e o movimento tibiofemoral passivo são considerados os principais procedimentos terapêuticos no sentido de evitar a hipomobilidade patelar e diminuição da amplitude de movimento do joelho (Reinold, Wilk, Macrina, Dugas, & Cain, 2006; Tyler & Lung, 2012; Wilk, Davies, Mangine, & Malone, 1998; Wilk et al., 2010). Ênfase deve ser dada para a mobilização patelar ser realizada em todas as direções (inferior, superior, medial e lateral), para que o movimento tibiofemoral passivo seja realizado até a amplitude máxima disponível, e em altas doses, perfazendo a aplicação várias vezes ao dia (Reinold et al., 2006; Tyler & Lung, 2012). Além disso, a mobilização e movimento passivo articular parecem influenciar a excitabilidade neural associada a dor, promovendo alívio da dor (Courtney, Steffen, Fernandez-de-Las-Penas, Kim, & Chmell, 2016).
[010] Atualmente o procedimento de mobilização patelar e movimento tibiofemoral passivo são realizados manualmente por fisioterapeutas que trabalham com reabilitação clínica ou pelo próprio paciente com indicação do profissional. A indicação clínica para realização do procedimento de mobilização e movimento passivo pode variar de alguns dias para até várias semanas, com intervalos diários de 4 a 5 vezes em rotinas de 5 à 15 minutos cada (Reinold et al., 2006; Tyler & Lung, 2012). Todo este procedimento objetiva melhorar/manter a mobilidade da patela e/ou diminuir a rigidez do movimento. Por ser um procedimento demorado e aplicado ao longo de todo o dia, o fisioterapeuta não consegue acompanhar o paciente durante todo o processo de reabilitação, deixando a cargo do indivíduo e seus familiares/cuidadores a responsabilidade de realizar em si próprio os procedimentos. Porém, os pacientes e seus acompanhantes nem sempre estão habilitados a realizar tal procedimento, seja por receio de manipular o joelho recém operado ou no qual sente dor, seja por esquecimento. Além disso, a automobilização parece não permitir o relaxamento necessário da musculatura do quadríceps, especialmente do músculo reto-femoral, causando contração protetiva. Como consequência, esse músculo causa compressão da patela e diminuiu a capacidade de deslocamento da mesma.
[011] Como há uma forte dependência da habilidade do profissional, ou do próprio paciente em executar o tratamento de forma adequada e na frequência necessária, este tratamento acaba por não obter o resultado pretendido. Contribuindo assim para as complicações pós-operatórias citadas.
[012] Desta feita, afim de resolver os problemas supracitados, eliminando o fator da incerteza na eficiência do tratamento pelo fato da dependência da habilidade do profissional, foram desenvolvidos diversos equipamentos semiautomáticos e automáticos, para executar os tratamentos fisioterapêuticos na área do joelho, sem que seja necessária a supervisão constante do profissional.
[013] Como anterioridades podemos citar o documento EP21 14322, que descreve uma disposição construtiva em imobilizador de joelho, com acessório de proteção da patela; e também o documento JP3693368 descreve uma joelheira articulada que possui uma ou mais almofadas infláveis para proporcionar, de forma ajustável, suporte seguro e confortável para a cinta pressionada contra a perna; e ainda o documento EP2825139 descreve um dispositivo de proteção do joelho e da patela que permite e acompanha o movimento ativo do joelho, e inclui uma almofada de contato para proteção da patela enquanto o joelho é movido em flexão e extensão.
[014] Os dispositivos mais comuns atualmente, para controlar e assegurar a imobilização são os imobilizadores articulares (ou braces em inglês). Além de imobilizar a articulação, alguns braces também são utilizados para permitir o movimento controlado, evitando amplitudes indesejadas. Por exemplo, existem braces que impedem que o joelho seja movimentado a uma amplitude superior a 30 graus, assim o dispositivo bloqueia o joelho quando ele alcança este arco de movimento.
[015] De modo geral, as tecnologias desenvolvidas até hoje, tiveram foco em eliminar as incertezas e problemas no tratamento fisioterapêuticos de joelho, causados pela imprecisão na operação do
tratamento, seja pelo próprio paciente ou pelo profissional. Tal incerteza, não pode ser controlada com eficácia quando depende do fator humano envolvido.
[016] O desafio na evolução destas tecnologias, diz respeito ao fato da dificuldade de substituir o operador humano no tratamento que exige a mobilização da articulação do joelho como um todo, bem como a mobilização da patela com confiabilidade por se tratar de um movimento delicado, estar em uma local de difícil acesso e necessitar uma pega consistente, facilmente erros de escorregamentos podem acontecer, o que prejudica o tratamento. Se considerarmos ainda a combinação de outros movimentos, a dificuldade de correta aplicação do procedimento aumenta.
[017] É objeto da presente invenção fornecer um dispositivo para a realização da mobilização multidirecional da articulação do joelho - tanto patelofemoral quanto tibiofemoral - de maneira automatizada e não invasiva, para tratamento de reabilitação pós cirúrgico e tratamento conservador (não cirúrgico) da articulação do joelho.
[018] De acordo com a invenção, o mobilizador multidirecional do joelho é composto pela integração de três unidades de movimento: unidade de movimento de flexão e extensão do joelho; unidade de movimento de rotação interna e externa do joelho; e uma unidade de mobilização patelar multidirecional (inferior-superior e medial-lateral), um suporte externo para mobilizador patelar multidirecional e uma unidade de controle.
[019] A unidade de movimento de flexão e extensão é composta por uma estrutura mecânica e eletrónica na qual a perna é repousada sobre a mesma durante a sua utilização. A estrutura para a perna possui ao menos duas articulações, uma na região proximal do fémur (região do quadril) e outra na região distai do fémur (região do joelho), permitindo a realização do movimento de flexão e extensão da perna. A estrutura possui ao menos dois suportes para sustentação da perna localizados na região posterior da coxa e na região posterior da perna (panturrilha). O movimento de flexão e extensão é realizado de maneira passiva a partir de um motor acoplado ao eixo longitudinal da unidade.
[020] A unidade de movimento de rotação interna e externa do joelho é composta por uma estrutura com um suporte para a perna e um suporte para a região do pé (região plantar) acoplados a unidade de movimento de flexão e extensão do joelho. O suporte para a perna poderá ser o mesmo suporte para a perna da unidade de movimento de flexão e extensão com acréscimo da rotação no eixo longitudinal e de uma tira de fixação da perna pela parte posterior, possibilitando a realização do movimento de rotação interna e externa do joelho. O suporte para a região plantar permite o posicionamento confortável do pé à estrutura e a fixação do motor para a realização do movimento de rotação. O corpo do motor é fixado à estrutura da unidade de movimento de flexão e extensão e seu eixo é acoplado a um fuso trapezoidal da unidade de movimento de rotação interna e externa.
[021] A unidade de mobilização patelar multidirecional é composta por um receptáculo no qual estão dispostos um retentor e um elemento atuador. O retentor é composto por uma estrutura rígida ou
semirrígida que é posicionada na parte de cima do joelho e é acoplada à unidade de movimento de flexão e extensão através de tiras de fixação com regulagem de altura. O elemento atuador é composto por um conjunto de manguitos infláveis dispostos de tal forma que o elemento atuador entre em contato com a região da patela, porém não exerça pressão sobre esta enquanto não estiver em operação. O conjunto de manguitos infláveis do elemento atuador é inflado e esvaziado de acordo com a programação do sistema (detalhado a frente) a partir de uma bomba de fluído. Quando as câmaras são acionadas individualmente, o elemento atuador entra em contato com as bordas laterais, inferior e posterior da patela e, a partir da pressão exercida na borda, os movimentos multidirecionais (anterior-superior e medial-lateral) são realizados. A unidade de mobilização patelar multidirecional pode ser utilizada de maneira integrada à unidade de movimento de flexão e extensão a partir das tiras e presilhas laterais ou utilizada de maneira independente com auxílio do suporte para mobilizador patelar multidirecional.
[022] O suporte para mobilizador patelar multidirecional é composto por um elemento único que possibilita o acoplamento do mobilizador patelar multidirecional de maneira similar a unidade de movimento de flexão e extensão a partir das tiras de presilhas laterais, porém sem os elementos de movimento de flexão-extensão e rotação. O suporte para mobilizador patelar multidirecional possibilita a fixação da perna na posição de extensão do joelho adequada para a realização da mobilização patelar. A estrutura dispõe de um suporte para a perna e coxa, na qual a perna é fixada com duas tiras, uma para cada região,
de modo a manter a perna na posição de extensão durante a mobilização.
[023] A unidade de controle é composta por um sistema eletroeletrônico e pneumático. O sistema eletroeletrônico é caracterizado pela realização do controle da operação do dispositivo, de maneira automatizada e a partir dos comandos e parâmetros adicionados pelo usuário. São partes do sistema eletroeletrônico: os drivers de acionamento dos motores para realização dos movimentos de flexão, extensão e rotação; os drivers de acionamento da bomba de fluído e válvulas para a realização dos movimento de mobilização patelar inferior-superior e medial-lateral. Ainda são partes do sistema eletroeletrônico a fonte de energia e a interface homem-máquina para controle dos parâmetros de ajuste do dispositivo. São partes do sistema pneumático as bombas de fluído, as válvulas, os manguitos infláveis e as conexões pneumáticas.
[024] A descrição que segue e as figuras associadas, a título de exemplo, farão compreender o objeto do presente pedido.
[025] A figura 1 apresenta desenho esquemático das três unidades de movimento integradas em perspectiva.
[026] A figura 2 apresenta desenho esquemático das três unidades de movimento integradas em vista lateral.
[027] A figura 3 apresenta em detalhe desenho esquemático do dispositivo de rotação em perspectiva.
[028] A figura 4 apresenta em detalhe desenho esquemático do dispositivo de flexão e extensão.
[029] A figura 5 apresenta em detalhe desenho esquemático do dispositivo de rotação em vista lateral.
[030] A figura 6 apresenta em detalhe desenho esquemático do dispositivo de rotação com rotação interna.
[031] A figura 7 apresenta em detalhe desenho esquemático do dispositivo de rotação com rotação externa.
[032] A figura 8 apresenta desenho esquemático do mobilizador patelar e suporte externo para o mobilizador patelar.
[033] A figura 9 apresenta em detalhe desenho esquemático do contentor de manguitos infláveis.
[034] A figura 10 apresenta em detalhe desenho esquemático do contentor de manguitos infláveis com hastes laterais de suporte.
[035] Conforme ilustrado nas figuras, o equipamento de mobilização patelar multidirecional é composto de três unidades de movimento, conforme Figura 1 , às quais estão integradas em um aparelho único responsável pela sincronização dos movimentos aplicados no tratamento especifico do paciente. A posição de uso do aparelho é obrigatoriamente horizontal, com a base (1) posicionada paralelamente ao plano horizontal, possibilitando a acomodação da perna de maneira que o quadril permaneça próximo do conjunto de regulagem proximal (3) e elos de articulação (2) e que a coxa esteja apoiada sobre o suporte posterior da coxa (6) e a panturrilha esteja apoiada sobre o suporte posterior da perna (14). Para a devida acomodação da perna e, considerando as diferentes anatomias e estaturas dos usuários, o conjunto de regulagem distai (4) deve ser
ajustado através do dispositivo para travamento de regulagem (5) para que a face plantar esteja devidamente apoiada no suporte para o pé (9.1). Na base (1) estão inseridos os sistemas de controle eletrónico e pneumático necessários para o devido acionamento das partes eletromecânicas e pneumáticas do mobilizador multidirecional do joelho, bem como a interface homem-máquina através de display local (por exemplo: display touchscreen, alfanumérico, etc) ou display remoto (por exemplo: smartphone).
[036] A unidade de movimento de flexão e extensão (8) é composta pela base (1) comum a todas as unidades, na qual estão inseridos um motor (8.2) acoplado a um fuso de rosca trapezoidal (8.1) e um conjunto de deslocamento (8.3), o conjunto de deslocamento é direcionado por guias (8.5) e conectado a um tubo em “U” articulável (8.4). Quando o motor (8.2) é acionado o fuso (8.1) transmite a rotação para o conjunto de deslocamento (8.3) o qual se desloca ao longo do fuso, as guias (8.5) restringem o movimento do conjunto de deslocamento apenas no sentido linear, ao deslocar-se, o conjunto conectado ao tubo em “U” articulável (8.4) que faz parte de um mecanismo formado por tubos (3) e (4) e elos (2), transfira o movimento de um grau de liberdade para dois graus de liberdade desta forma flexionando o joelho no avanço e estendendo-o no retorno.
[037] A unidade de movimento de rotação interna e externa (9) do joelho é composta pela base (1) que provê o suporte adequado à perna através do suporte posterior da coxa (6), do suporte posterior da perna (14) e do suporte para o pé (9.1). O suporte para o pé conta com uma cinta de aperto para tíbia (12) que é afivelada à região distai da tíbia a fim de manter a tíbia em posição neutra com relação a rotação
interna-externa. O dispositivo de rotação da tíbia é composto pelo suporte para o pé (9.1) acoplado a um flange móvel do anel giratório (9.2), o qual está fixado a uma das chapas do sistema e um motor de passo (9.3) acoplado à um fuso trapezoidal (9.4) que transmite o movimento de rotação à um conjunto de deslocamento (9.5) fixo à guia de giro (9.6). Para realizar a operação de rotação da tíbia o suporte para o pé (9.1) é acoplado ao flange móvel do anel giratório (9.2) enquanto o flange fixo do anel giratório (9.2) é fixo na chapa do sistema, dessa forma o suporte para o pé gira livremente enquanto é fixo na chapa. O suporte para o pé (9.1) ainda é ligado por um pino guia a um rasgo na chapa guia de giro (9.6) que é fixa ao conjunto de deslocamento (9.5), sendo assim, quando o motor (9.3) é acionado e gira o fuso trapezoidal (9.4) deslocando o conjunto de deslocamento (9.5) o pino guia do apoio de pé desloca-se radialmente dentro do rasgo da chapa guia. Ao avançar o conjunto de deslocamento a tíbia roda internamente (senti anti-horário) e ao recuar, roda externamente (sentido horário) (9.7 e 9.8).
[038] A unidade de mobilização patelar multidirecional (10) é composta por um contentor de manguitos infláveis (10.1) que é acoplado à base (1 ) através da cinta de aperto (11 ). Na parte inferior do contentor de manguitos infláveis (10.1) está localizado um conjunto de manguitos infláveis, composto por pelo menos um manguito inflável. A representação (10.2, 10.3, 10.4, 10.5) mostra o conjunto com quatro manguitos infláveis distribuídos de maneira que circundam a articulação patelar. Os manguitos infláveis estão inseridos dentro de câmaras de contenção internas (10.6) ao contentor de manguitos de maneira a controlar a direção de enchimento de fluido no sentido da
mobilização patelar desejada (inferior-posterior ou medial-lateral). Os dutos de fluido dos manguitos estão posicionados lateralmente ao contentor de manguitos infláveis (21), permitindo a conexão pneumática com a base (1) através dos conectores pneumáticos.
[039] Tal forma construtiva permite que o dispositivo de mobilização patelar seja utilizado de forma individual, ou seja, a unidade de mobilização patelar multidirecional pode ser utilizada isoladamente com o auxílio do suporte externo para mobilizador patelar multidirecional (15) que é composto pela base para apoio de perna e fixação do contentor (15), hastes laterais de fixação (10.7) e cintas fixadoras da coxa (16) e da perna (18), além do gabinete de controle (19) que conta com uma interface homem-máquina através do display local ou remoto (20). O contentor de manguitos infláveis (10.1) é acoplado ao suporte externo para mobilizador patelar multidirecional através das hastes laterais de fixação (10.7) que possuem regulagem de altura por meio de presilhas, borboletas ou afins possibilitando a utilização em diferentes anatomias do joelho. O suporte externo para mobilizador patelar multidirecional contém uma unidade de controle eletrónico e pneumático (19) específica para uso individualizado do mobilizador patelar multidirecional. A unidade de controle eletrónico e pneumático (19) conecta-se com os manguitos infláveis (10.2, 10.3, 10.4, 10.5) através dos conectores pneumáticos (21) por onde o fluxo de fluído entra e sai do dispositivo através das válvulas e bombas de fluído.