BR102020004724A2 - Formulações tópicas de uso na assepsia de campo cirúrgico de animais domésticos à base de hidrocloreto de poli-hexametileno associadas ou não à clorexidina. - Google Patents

Formulações tópicas de uso na assepsia de campo cirúrgico de animais domésticos à base de hidrocloreto de poli-hexametileno associadas ou não à clorexidina. Download PDF

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Abstract

formulações tópicas de uso na assepsia de campo cirúrgico de animais domésticos à base de hidrocloreto de poli-hexametileno associadas ou não à clorexidina. a presente invenção refere-se a formulações tópicas profiláticas, para antissepsia pré-cirúrgica de pele íntegra de pequenos e grandes animais. as formulações propostas se constituem de solução aquosa/alcoólica de hidrocloreto de poli-hexametileno guanidina associada ou não ao digliconato de clorexidina, cuja ação baseia-se nos mecanismos de ação desses componentes, tanto isolados quanto conjuntamente, com nos efeitos desejáveis e eficazes para o controle de microrganismos cutâneos antes de procedimentos operatórios em animais. portanto, as formulações propostas resolvem problemas presentes no campo técnico relacionados à infecção cirúrgica, causadas pela inoculação direta da microbiota do paciente e, principalmente, da microbiota presente campo operatório; ao alto risco de infecção e de resistência aos fármacos convencionais.

Description

FORMULAÇÕES TÓPICAS DE USO NA ASSEPSIA DE CAMPO CIRÚRGICO DE ANIMAIS DOMÉSTICOS À BASE DE HIDROCLORETO DE POLI-HEXAMETILENO ASSOCIADAS OU NÃO À CLOREXIDINA. BREVE DESCRIÇÃO
[001] Trata a presente solicitação de patente de invenção de inéditas “FORMULAÇÕES TÓPICAS DE USO NA ASSEPSIA DE CAMPO CIRÚRGICO DE ANIMAIS DOMÉSTICOS À BASE DE HIDROCLORETO DE POLI-HEXAMETILENO ASSOCIADAS OU NÃO À CLOREXIDINA” que se refere a formulações tópicas profiláticas, para antissepsia pré-cirúrgica de pele íntegra de pequenos e grandes animais domésticos, cuja ação é baseada nos mecanismos de ação de seus componentes, a hidrocloreto de poli-hexametileno guanidina e o digliconato de clorexidina.
CAMPO DE APLICAÇÃO
[002] A presente invenção pertence à seção das necessidades humanas, ao campo de ciência veterinária; mais especificamente, a preparações para finalidades médicas, por descrever formulações tópicas de uso na assepsia de campo cirúrgico de animais domésticos à base de hidrocloreto de poli-hexametileno associadas ou não à clorexidina.
CONVENCIMENTO
[003] Dentre as causas de complicações cirúrgicas na medicina veterinária, destaca-se a infecção do campo cirúrgico (ZHANG et al., 2017: Preoperative chlorhexidine versus povidone-iodine antisepsis for preventing surgical site infection: a meta-analysis and trial sequential analysis of randomized controlled trials), a qual pode aumentar consideravelmente os índices de morbidade e mortalidade dos pacientes acometidos, assim como prolongar o tempo de internação e, consequentemente, elevar os gastos médicos e hospitalares (PRIVITERA et al., 2017: Skin antisepsis with chlorhexidine versus iodine for the prevention of surgical site infection: a systematic review and metaanalysis; SPAZIANI et al., 2018: Pre-operative skin antisepsis with chlorhexidine gluconate and povidone-iodine to prevent port-site infection in laparoscopic cholecystectomy: a prospective study).
[004] A principal fonte de infecção cirúrgica é a inoculação direta da microbiota cutânea do próprio paciente no sítio cirúrgico (RODRIGUES; SIMÕES, 2013: Incidência de infecção do sítio cirúrgico com o preparo pré-operatório utilizando iodopolividona 10% hidroalcoólico e clorexidina alcoólica 0,5%); assim, as intervenções operatórias devem ser iniciadas com antissepsia cutânea na área de incisão e adjacente a ela, com mínimos danos e irritações, visando à redução de microrganismos transitórios e residentes e, consequentemente, de riscos de infecções no pós-operatório (ABBAS; SASTRY, 2016: Chlorhexidine: patient bathing and infection prevention).
[005] No mercado há diversos produtos para a antissepsia cutânea, no entanto, nenhum é totalmente eficaz, justificando a investigação incessante por novos produtos com amplo espectro de ação (CANGUSSÚ et al., 2015; ZHANG et al., 2017; SPAZIANI et al., 2018: Desenvolvimento de formulações contendo diferentes concentrações de digluconato de clorexidina e avaliação da estabilidade preliminar das formulações). Nesse sentido, destaca-se o hidrocloreto de poli-hexametileno guanidina (Akwaton®), um polímero catiônico da família das guanidinas (MATHURIN et al., 2012: Antimicrobial activities of polyhexamethylene guanidine hydrochloride - based disinfectant against fungi isolated from Cocoa Beans and reference strains of bacteria).
[006] O hidrocloreto de poli-hexametileno guanidina possui baixa toxicidade e apresenta um amplo espectro antibacteriano em baixas concentrações, podendo destacar sua ação contra bactérias Gram-positivas e Gram-negativas, vírus (OULÉ et al., 2008: Polyhexamethylene guanidine hydrochloride-based disinfectant: a novel tool to fight meticillin-resistant Staphylococcus aureus and nosocomial infections; OULÉ et al., 2012: Akwaton, polyhexamethylene-guanidine hydrochloride-based sporicidal disinfectant: a novel tool to fight bacterial spores and nosocomial infections) e fungos (OULÉ et al., 2015: Fungicidal activity of AKWATON and in vitro assessment of its toxic effects on animal cells); em contrapartida, ainda não há descrições científicas sobre o uso na antissepsia cutânea pré-operatória, mormente em animais. Ademais, o referido polímero possui baixo custo, alta solubilidade em água destilada, tratada ou mineral, o que o torna ecologicamente viável (ZHANG; JIANG; CHEN, 1999: Synthesis and antimicrobial activity of polymeric guanidine and biguanidine salts).
[007] Devido à alta incidência de procedimentos cirúrgicos eletivos e emergenciais em pequenos e grandes animais, dos riscos de infecção e de possíveis resistências dos fármacos convencionais, devido ao uso indiscriminado (ABBAS; SASTRY, 2016: Chlorhexidine: patient bathing and infection prevention), aventou-se analisar o efeito antisséptico de formulações tópicas à base de hidrocloreto de poli-hexametileno guanidina (Akwaton®) em superfície cutânea íntegra de gatos e ovinos, almejando a utilização prévia em campo operatório, comparativamente a um produto consagrado comercialmente, o digliconato de clorexidina, e em associação a ele.
[008] Assim, a presente invenção se insere especificamente na área de aplicações farmacêuticas tópicas profiláticas, uma vez que se refere à idealização de formulações para antissepsia pré-cirúrgica de pele íntegra de pequenos e grandes animais domésticos.
[009] Dentre os estudos científicos in vitro previamente publicados na literatura científica, relacionados com o potencial do hidrocloreto de poli-hexametileno guanidina, evidenciaram-se as propriedades antivirais, antibacterianas e antifúngicas, além de baixa toxicidade, as quais são extremamente desejáveis em um produto farmacêutico para ser aplicado como antisséptico cutâneo pré-cirúrgico em animais. Neste âmbito, Oulé e colaboradores (2008: Polyhexamethylene guanidine hydrochloride-based disinfectant: a novel tool to fight meticillin-resistant Staphylococcus aureus and nosocomial infections) e Wei e colaboradores (2009: Structural characterization and antibacterial activity of oligoguanidine (polyhexamethylene guanidine hydrochloride)) relataram que o hidrocloreto de poli-hexametileno guanidina é bactericida (Staphylococcus aureus, Pseudomonas aeruginosa, Salmonella choleraesuis e Escherichia coli), mesmo em baixa concentração (1,0 ppm), além de possuir rápida ação. Resultados similares foram descritos por Oulé e colaboradores (2012: Akwaton, polyhexamethylene-guanidine hydrochloride-based sporicidal disinfectant: a novel tool to fight bacterial spores and nosocomial infections e em 2015: Fungicidal activity of AKWATON and in vitro assessment of its toxic effects on animal cells) ao demonstrarem a atividade esporicida (Bacillus subtilis e Trichophyton mentagrophytes) do polímero.
[010] O polímero hidrocloreto de poli-hexametileno guanidina atua na membrana celular promovendo a inibição de enzimas essenciais para a germinação e crescimento, além de degradação fosfolipídica permitindo extravasamento do seu conteúdo e de coagulação do citosol, com consequente inativação celular. Nas membranas plasmáticas fúngicas, ele induz a formação de poros, os quais causam perda de íons K+ seguida de contração e morte celular. Ainda há evidências de que uma vez dentro da célula, o polímero se ligue ao DNA e a outros ácidos nucleicos, danificando ou inativando o DNA bacteriano. Em contrapartida, o digliconato de clorexidina, produto de referência, age nos microrganismos rompendo a integridade de suas membranas citoplasmáticas, resultando na perda de constituintes celulares vitais como o ácido nucleico e potássio; além disso, pode inibir a adesão bacteriana às superfícies por meio de competição com o cálcio.
[011] A idealização da presente invenção baseou-se nos mecanismos de ação dos componentes das formulações tópicas, tanto isolados quanto conjuntamente, e consequentemente, nos efeitos desejáveis para o controle de microrganismos cutâneos antes de procedimentos operatórios em animais.
[012] Desse modo, salienta-se o potencial antisséptico cutâneo de formulações tópicas contendo o hidrocloreto de poli-hexametileno guanidina isolado e sua potencialização quando em associação com o digliconato de clorexidina.
[013] As formulações tópicas descritas no presente pedido, mesmo aquosas, não demandaram período prolongado para secarem na pele íntegra dos animais, assim, não irão interferir no tempo de preparo do campo operatório, não atrasando os procedimentos cirúrgicos.
[014] Os testes aos quais as formulações foram submetidas, foram realizados com duas espécies animais distintas, baseando-se nos diferentes ambientes cirúrgicos adotados normalmente na rotina operatória de cada uma delas e, consequentemente, dos microrganismos encontrados no campo cirúrgico. Ainda, consideraram-se as diferentes regiões corpóreas mais acessadas cirurgicamente em cada categoria animal.
[015] Independentemente da espécie, as formulações contendo hidrocloreto de polihexametileno guanidina foram clinicamente bem toleradas pelas superfícies cutâneas.
[016] O hidrocloreto de poli-hexametileno guanidina por ser desprovido de compostos orgânicos voláteis, é inodoro (OULÉ et al., 2008: Polyhexamethylene guanidine hydrochloride-based disinfectant: a novel tool to fight meticillin-resistant Staphylococcus aureus and nosocomial infections), particularidade que pode minimizar riscos alérgicos e lambeduras locais pelos animais, visto que diante dos resultados, as formulações descritas poderão ser também indicadas previamente às coletas de sangue, inserções de cateteres intravenosos e aplicações de medicamentos injetáveis e não restritas à antissepsia de campo cirúrgico.
[017] O hidrocloreto de poli-hexametileno guanidina demonstrou efeito antisséptico análogo ao produto convencional testado e arrogado no mercado farmacêutico para uso em antissepsia do campo cirúrgico, assim como potencialização do mesmo quando associados, podendo tornar-se opção promissora e pouco onerosa na antissepsia de campo cirúrgico em pequenos e grandes animais.
ANTECEDENTES DA INVENÇÃO
[018] No atual estado da técnica, estão presentes algumas anterioridades que descrevem composições para antissepsia pré-cirúrgica e para assepsia de superfícies de que descrevem o emprego de hidrocloreto de poli-hexametileno guanidina, porém, nenhuma delas descreveu a associação do hidrocloreto de poli-hexametileno guanidina ao digliconato de clorexidina, como proposto na presente invenção.
[019] No que concerne ao digliconato de clorexidina alcoólico, um produto de referência, é sabido que ele apresenta reduzida irritabilidade cutânea e toxicidade (ABBAS; SASTRY, 2016: Chlorhexidine: patient bathing and infection prevention; SPAZIANI et al., 2018: Pre-operative skin antisepsis with chlorhexidine gluconate and povidone-iodine to prevent port-site infection in laparoscopic cholecystectomy: a prospective study), alto potencial antisséptico e antimicrobiano, baixo custo, ação imediata (PEGORARO et al., 2014: Efeitos adversos do gluconato de clorexidina à 0,12%), além de poder residual de substantividade (PRIVITERA et al., 2017), ou seja, potencial para permanecer ligado, aproximadamente 12 horas, em sua forma ativa ao estrato córneo cutâneo.
[020] A anterioridade BR102015003322-2, intitulada "Composição farmacêutica contendo derivados de aminoguanidina com atividade antisséptica", descreve um fármaco que compreende compostos antissépticos e antimicrobianos obtidos a partir de derivados de aminoguanidina, para uso como antisséptico degermante e alcoólico de pele ou na forma aquosa para mucosa antes da realização de procedimentos invasivos e/ou qualquer procedimento objetivando atividade antisséptica, visando mais uma opção de produto antisséptico e como prevenção de infecção de assistência à saúde, a ser empregado tanto em pacientes humanos quanto em animais.
[021] A anterioridade PI0305735-6, intitulada "Composições germicidas e antissépticas de múltiplas aplicações, e, processo de desinfecção, higienização e esterilização de objetos e superfícies", descreve novas composições germicidas para uso em assepsia e profilaxia que têm como essência básica a combinação de dois poderosos agentes antimicrobianos, o triclosan e o poli(hexametileno biguanida) ou seu cloridrato, até então, não descritos na arte da técnica de forma combinada, em sinergismo, com o propósito de atuarem concomitantemente, através de diferentes mecanismos de destruição e/ou inibição de microrganismos patogênicos; a anterioridade também descreve o processo de desinfecção, higienização e esterilização de objetos e superfícies.
[022] A anterioridade PI0614927-8, intitulada "Composições antimicrobianas", descreve uma composição antimicrobiana que envolve uma mistura sinérgica em termos de agentes ativos, e um agente antimicrobiano primário, tal como olihexametileno biguanida (PHMB), um agente antimicrobiano secundário, e, opcionalmente, um ácido orgânico contra diversos tipos de microrganismos. Diversos adjuvantes de processamento adicionais, tais como álcoois e tensoativos também podem ser incorporados à mistura. A composição descrita permite que se use uma concentração significativamente menor de agentes antimicrobianos constituintes individuais para se obter o mesmo grau de eficácia antimicrobiana, ou mesmo, maior eficácia.
[023] A anterioridade PI0215517-6, intitulada "Composição antisséptica, e, métodos para desinfetar tecido e para produzir uma composição antisséptica", descreve uma composição que contém pelo menos um agente antimicrobiano, sendo destinada, principalmente, à antissepsia de tecidos e, mais particularmente, à antissepsia da pele.
[024] Ainda que tenham sido localizadas anterioridades que apresentem biguanida em sua composição e que essas sejam utilizadas para assepsia, tanto de seres vivos quanto de superfícies, não são descritas formulações constituídas de hidrocloreto de poli-hexametileno guanidina em soluções aquosa ou alcoólica, associada ou não a digliconato de clorexidina, a ser utilizada para antissepsia pré-cirúrgica de animais.
OBJETIVO DA INVENÇÃO
[025] A presente invenção tem como objetivo disponibilizar composições farmacêuticas tópicas profiláticas, para antissepsia pré-cirúrgica de pele íntegra de pequenos e grandes animais.
DA INVENÇÃO
[026] A presente invenção refere-se a formulações tópicas profiláticas, para antissepsia pré-cirúrgica de pele íntegra de pequenos e grandes animais. As formulações propostas se constituem de solução aquosa/alcoólica de hidrocloreto de polihexametileno guanidina (Akwaton®) associada ou não ao digliconato de clorexidina, cuja ação baseia-se nos mecanismos de ação desses componentes, tanto isolados quanto conjuntamente, e consequentemente, nos efeitos desejáveis para o controle de microrganismos cutâneos, antes de procedimentos operatórios em animais.
VANTAGENS DA INVENÇÃO
[027] A presente invenção apresenta como principais vantagens:
  • ✔ Disponibilizar formulações tópicas para antissepsia cutânea pré-cirúrgica de animais que não demandam período prolongado para secagem na pele íntegra dos animais, e que, portanto, não interfere no tempo de preparo do campo operatório;
  • ✔ Disponibilizar formulações tópicas para antissepsia cutânea pré-cirúrgica de animais, as quais, poderão ser empregadas em outros procedimentos que demandam controle microbiológico cutâneo prévio, tais como: coleta de sangue, inserção de cateteres intravenosos, aplicações de medicamentos injetáveis;
  • ✔ Disponibilizar formulações tópicas para antissepsia cutânea pré-cirúrgica de animais eficazes e de baixo custo.
DESCRIÇÃO DA FIGURA
[028] A invenção será descrita em uma realização preferencial, assim, para melhor entendimento, serão feitas referências às figuras:
  • ✔ FIG 1: Representação gráfica do número de microrganismos cutâneos basais (M0) e após 1 (M1), 5 (M5), 10 (M10), 40 (M40) e 60 (M60) minutos da realização de antissepsia cutânea em ovinos com diferentes formulações tópicas. Onde: GAK: grupo de ovinos submetidos à antissepsia cutânea com formulação à base de hidrocloreto de poli-hexametileno guanidina (Akwaton®) a 0,5% (n=6); GCL: antissepsia cutânea com digliconato de clorexidina alcoólica comercial a 0,5% (n=6); GAKCL: antissepsia cutânea com a formulação contendo a associação do Akwaton® com o digliconato de clorexidina (n=6) e GSF: antissepsia cutânea com solução fisiológica comercial a 0,9% (n=6);
  • ✔ FIG 2: Representação gráfica do número de microrganismos cutâneos basais (M0) e após 1 (M1), 5 (M5), 10 (M10), 40 (M40) e 60 (M60) minutos da realização de antissepsia da pele em gatos com diferentes formulações tópicas. Onde: GAK: grupo de gatos submetidos à antissepsia cutânea com formulação à base de hidrocloreto de poli-hexametileno guanidina (Akwaton®) a 0,5% (n=6); GCL: antissepsia cutânea com digliconato de clorexidina alcoólica comercial a 0,5% (n=6); GAKCL: antissepsia cutânea com a formulação contendo a associação do Akwaton® com o digliconato de clorexidina (n=6) e GSF: antissepsia cutânea com solução fisiológica comercial a 0,9% (n=6).
DESCRIÇÃO DETALHADA DA INVENÇÃO
[029] As formulações tópicas para antissepsia cutânea pré-cirúrgica de pequenos e grandes animais propostas no presente pedido tem ação baseada nas nos mecanismos de ação de seus componentes: hidrocloreto de poli-hexametileno guanidina e digliconato de clorexidina.
[030] Tendo em vista a alta incidência de procedimentos cirúrgicos eletivos e emergenciais em pequenos e grandes animais e, consequentes, riscos de infecção e de possíveis resistências dos fármacos convencionais devido ao uso indiscriminado dos mesmos, os inventores aventaram-se a analisar o efeito antisséptico de formulações tópicas à base de hidrocloreto de poli-hexametileno guanidina (Akwaton®) em superfície cutânea íntegra de gatos e ovinos, almejando sua utilização em campo operatório, comparativamente a um produto consagrado comercialmente, o digliconato de clorexidina. Nesse contexto, são propostas as formulações tópicas para antissepsia cutânea pré-cirúrgica descritas a seguir:
  • ✔ Formulação I: constituída de solução aquosa de hidrocloreto de poli-hexametileno guanidina (Akwaton®) com concentração de 0,08% a 0,5% (v/v), sendo essa a primeira variação;
  • ✔ Formulação II: constituída de solução alcoólica de hidrocloreto de poli-hexametileno guanidina (Akwaton®) com concentração de 0,08% a 0,5% (v/v), sendo essa a primeira variação;
  • ✔ Formulação III: constituída por solução aquosa de hidrocloreto de poli-hexametileno guanidina (Akwaton®) com concentração de 0,08% a 0,5% (v/v) associado ao digliconato de clorexidina variando de 0,08% a 5,0% (v/v);
  • ✔ Formulação IV: constituída por solução alcoólica de hidrocloreto de poli-hexametileno guanidina (Akwaton®) com concentração de 0,08% a 0,5% (v/v) associado ao digliconato de clorexidina variando de 0,08% a 5,0% (v/v).
[031] Todas as formulações foram preparadas solubilizando, sob agitação, os princípios ativos hidrocloreto de poli-hexametileno guanidina (Akwaton®) e/ou digliconato de clorexidina utilizando como solvente água e/ou etanol para uso farmacêutico nas concentrações das Formulações I a IV, acima descritas.
[032] A seguir são descritos os testes realizados para as formulações propostas, como anteriormente mencionado, eles foram realizados com duas espécies distintas, baseando-se nos diferentes ambientes cirúrgicos adotados normalmente na rotina operatória de cada uma delas e, consequentemente, dos microrganismos encontrados no campo cirúrgico.
[033] Para os testes com ovinos, foram utilizados 24 ovinos Santa Inês, machos e fêmeas, inteiros e castrados, de idade e peso variados. O experimento foi realizado nas baias, mimetizando ambiente cirúrgico ao ar livre, conforme é conduzida a maioria dos procedimentos nesta espécie, com a equipe envolvida utilizando gorro, máscara e pijama cirúrgicos.
[034] Sem a utilização de anestesia, foram contidos mecanicamente para tricotomia ampla da região lateral esquerda, próximo ao flanco, com máquina de tosa profissional.
[035] Para os testes realizados com gatos, foram utilizados 24 gatos machos, inteiros, de idade, raça e peso variados. O experimento foi conduzido no centro cirúrgico, com a equipe devidamente paramentada. Com a utilização de anestesia geral (a qual facilitou as manobras sem a contaminação do campo cirúrgico visto a hiperatividade da espécie) realizou-se tricotomia do terço médio do abdômen, com máquina de tosa profissional.
[036] Ato contínuo, delimitou-se em todos os ovinos e gatos, área tricotomizada de 8 cm2, prosseguindo-se com coleta microbiológica basal (M0) com swab estéril em meio de transporte Stuart (Olen® - Modelo K41-0102, China). Após, foi feito antissepsia (do centro para as bordas) com gaze estéril embebida nas formulações tópicas testadas, preconizando-se três séries/três vezes em cada lado da demarcação. Para isso, os animais foram aleatoriamente distribuídos em quatro grupos de seis animais cada:
  • ✔ Grupo hidrocloreto de poli-hexametileno guanidina (Akwaton®) (GAK, n=6): antissepsia cutânea com a formulação contendo solução aquosa do polímero em concentração de 0,5%;
  • ✔ Grupo clorexidina (GCL, n=6): antissepsia cutânea com o digliconato de clorexidina alcoólica comercial a 0,5% (Riohex® - Indústria Farmacêutica Rioquímica Ltda, São José do Rio Preto - SP);
  • ✔ Grupo hidrocloreto de poli-hexametileno guanidina (Akwaton®) associado ao digliconato de clorexidina alcoólica (GAKCL, n=6): antissepsia cutânea com a formulação contendo o polímero nas concentrações de 0,25% de polihexametileno guanidina (Akwaton®) e 0,25% de digliconato de clorexidina;
  • ✔ Grupo solução fisiológica (GSF, n=6): antissepsia cutânea com a solução fisiológica a 0,9% (Brasmédica S. A. Indústria Farmacêutica Ltda, São Paulo -SP).
[037] Após 1 minuto (M1), 5 minutos (M5), 10 minutos (M10), 40 minutos (M40) e 60 minutos (M60) da antissepsia cutânea, coletaram-se amostras microbiológicas, seguindo os mesmos critérios estabelecidos no M0.
[038] Descrição dos testes clínicos realizados.
[039] Os ovinos e gatos foram inspecionados durante todo o período experimental, por exame clínico direto, quanto à presença ou ausência de alterações dérmicas como hiperemia, placa eritematosa e prurido, além de outras manifestações que expressassem desconforto à aplicação e observou-se que nenhum demonstrou sintomatologia cutânea secundária à aplicação das formulações tópicas testadas.
Descrição dos testes microbiológicos realizados
[040] Foram processados, por estudo cego, no Laboratório de Pesquisa em Microbiologia Aplicada (LAPEMA) da Universidade de Franca (UNIFRAN/SP), seguindo as técnicas convencionais (TRABULSI; ALTERTHUM, 2005). Os resultados foram analisados estatisticamente pelo teste de análise de variância (ANOVA) para medidas repetidas, adotando nível de significância de 5% (p≤0.05).
[041] Nos ovinos observaram-se nos diferentes momentos, bactérias Gram-positivas (Bacillus subtilis, Staphylococcus aureus, Corynebacterium pseudotuberculosis, Staphylococcus saprophyticus, Enterococcus faecalis e Staphylococcus epidermidis) e leveduras (Rhodotorula sp). Na concentração de 0,5%, houve redução estatística no número de microrganismos em cada momento de análise (p<0.001) e, no decorrer desses momentos, as formulações demonstraram considerável efetividade, exceto a solução fisiológica. Neste contexto, em 50% dos ovinos do GAK, o hidrocloreto de polihexametileno guanidina (Akwaton®) começou a agir após o M10 da antissepsia, ao passo que nos do GCL, somente no M40 e M60. Por outro lado, em todos ovinos do GAKCL, a antissepsia foi 100% eficaz desde o M10 (Fig. 1).
[042] Até o M5, o GAK na concentração de 0,5% não demonstrou diferença estatística em comparação ao GSF (p=0.13), no entanto, nos momentos de análises microbiológicas subsequentes, tal diferença foi expressiva, indiciando o efeito antisséptico do hidrocloreto de poli-hexametileno guanidina, mesmo em baixa concentração.
[043] Não foi observada diferença estatística relevante do GAK a 0,5% em comparação ao GCL a 0,5% (p=1.000), demonstrando controle microbiológico semelhante com a antissepsia com ambas as formulações.
[044] Houve diferença estatística entre o GAKCL e GSF quanto à redução microbiológica (p<0.003) assim como em comparação com o GCL e GSF (p<0.016), na maior concentração testada, sendo que a associação entre o hidrocloreto de polihexametileno guanidina e o digliconato de clorexidina (GAKCL) foi mais promissora no controle dos microrganismos cutâneos, comparativamente aos produtos isolados.
[045] Nos gatos, observaram-se nos diferentes momentos, bactérias Gram-positivas (Corynebacterium diphtheriae, Staphylococcus saprophyticus, Bacillus mentagrophytes, Staphylococcus aureus e Gemella haemolysans) e Gram-negativa (Enterobacter sakazakii). Similar aos ovinos, notou-se redução estatística entre os microrganismos em cada momento (p<0.001) e, que as formulações testadas demonstraram considerável efetividade ao longo desses períodos, na concentração de 0,5%, com exceção a solução fisiológica.
[046] Em cinco dos seis gatos (83,3%) do GAK, a formulação a 0,5% começou a agir no M10, idênticos aos do GCL. Nos pertencentes do GAKCL, a associação dos produtos reduziu significativamente os microrganismos em 66,7% (quatro dos seis gatos) no M1, sendo 100% eficaz já no M5 (Fig. 2).
[047] Semelhantemente ao observado nos ovinos, o GAK a 0,5% não demonstrou diferença estatística comparativamente ao GSF até o M5, entretanto, nos momentos seguintes, essa diferença foi discrepante, confirmando a característica antisséptica do hidrocloreto de poli-hexametileno guanidina.
[048] Também equivalente aos resultados dos ovinos, não foi notada diferença estatística do GAK em contraste ao GCL nos distintos momentos, demonstrando similaridade antisséptica entre ambos os produtos a 0,5%. Houve diferença estatística considerável entre o GAKCL e GSF quanto à redução microbiológica (p<0.001) assim como em comparação com o GCL e GSF (p<0.001), sendo que o GAKCL foi mais promissor no controle dos microrganismos, comparativamente aos produtos isolados.
[049] A partir do exposto, nota-se que as formulações tópicas para antissepsia cutânea pré-cirúrgica de animais é eficaz e traz contribuição ao campo técnico, sem terem sido antecipadas pelas anterioridades localizadas, sendo, portanto, merecedoras do privilégio de patente.

Claims (7)

  1. FORMULAÇÕES TÓPICAS DE USO NA ASSEPSIA DE CAMPO CIRÚRGICO DE ANIMAIS DOMÉSTICOS À BASE DE HIDROCLORETO DE POLIHEXAMETILENO ASSOCIADAS OU NÃO À CLOREXIDINA caracterizado por serem formulações de uso tópico, constituídas de uma solução aquosa ou alcoólica de hidrocloreto de poli-hexametileno, em concentração de 0,08% a 0,5% (v/v), associada ou não a digliconato de clorexidina, com concentração de 0,08% a 5,0% (v/v).
  2. FORMULAÇÃO TÓPICAS DE USO NA ASSEPSIA DE CAMPO CIRÚRGICO DE ANIMAIS DOMÉSTICOS, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por se constituir de uma solução aquosa de hidrocloreto de poli-hexametileno, em concentração de 0,08% a 0,5% (v/v).
  3. FORMULAÇÃO TÓPICAS DE USO NA ASSEPSIA DE CAMPO CIRÚRGICO DE ANIMAIS DOMÉSTICOS, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por se constituir de uma solução alcoólica de hidrocloreto de poli-hexametileno, em concentração de 0,08% a 0,5% (v/v).
  4. FORMULAÇÃO TÓPICAS DE USO NA ASSEPSIA DE CAMPO CIRÚRGICO DE ANIMAIS DOMÉSTICOS, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por se constituir de uma solução aquosa de hidrocloreto de poli-hexametileno, em concentração de 0,08% a 0,5% (v/v), e digliconato de clorexidina, com concentração de 0,08% a 5,0% (v/v).
  5. FORMULAÇÃO TÓPICAS DE USO NA ASSEPSIA DE CAMPO CIRÚRGICO DE ANIMAIS DOMÉSTICOS, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por se constituir de uma solução alcoólica de hidrocloreto de poli-hexametileno, em concentração de 0,08% a 0,5% (v/v), e digliconato de clorexidina, com concentração de 0,08% a 5,0% (v/v).
  6. USO DE FORMULAÇÕES TÓPICAS NA ASSEPSIA DE CAMPO CIRÚRGICO DE ANIMAIS DOMÉSTICOS, conforme descrito na reivindicação 1, caracterizado por se dar em superfície cutânea íntegra de animais domésticos.
  7. USO DE FORMULAÇÕES TÓPICAS NA ASSEPSIA DE CAMPO CIRÚRGICO DE ANIMAIS DOMÉSTICOS, de acordo com a reivindicação 6, caracterizado pelos animais domésticos serem gatos e ovinos.
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