BR112018072425B1 - Vedação mecânica dupla, anel de vedação estacionário para uma vedação mecânica dupla e alojamento de bomba em uma bomba centrífuga - Google Patents

Vedação mecânica dupla, anel de vedação estacionário para uma vedação mecânica dupla e alojamento de bomba em uma bomba centrífuga Download PDF

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Abstract

A presente invenção refere-se a um novo tipo de vedação mecânica dupla usada, por exemplo, para vedar uma haste de uma bomba centrífuga. A presente invenção visa especialmente a solução de problemas relacionados à circulação do fluido de barreira, isto é, líquido usado para lubrificar as superfícies de vedação.

Description

[0001] A presente invenção refere-se a um novo tipo de uma vedação mecânica dupla e um anel deslizante estacionário da mesma. A invenção se refere, também, a um alojamento de bomba em uma bomba centrífuga. As vedações mecânicas são usadas, por exemplo, para vedar a haste de uma máquina de fluxo, como uma bomba centrífuga, um misturador, um agitador ou uma turbina. A presente invenção mira especialmente a solução de problemas relacionados à circulação do fluido de barreira, isto é, líquido usado para lubrificar as superfícies de vedação.
ANTECEDENTES DA INVENÇÃO
[0002] A técnica anterior conhece vários tipos de vedações usadas para vedar uma haste de uma máquina de fluxo, como um empanque, uma vedação de anel deslizante (também conhecida como uma vedação mecânica) e uma vedação dinâmica. Os dois primeiros tipos de vedação mencionados são baseados no fechamento do vão através do qual pode ocorrer um vazamento, enquanto a operação da vedação dinâmica é baseada na criação de uma diferença de pressão que tem a capacidade de evitar o vazamento. A vedação dinâmica é especificamente projetada para pastas aquosas fibrosas, mas também se adapta bem a pastas aquosas limpas, viscosas e não fibrosas e líquidos contendo grandes sólidos. A vedação dinâmica não precisa de água de vedação externa e não vaza.
[0003] A presente invenção se refere aos primeiros tipos de vedação mencionados. A vedação de haste de empanque pode ser usada, em certas condições operacionais sem nenhum líquido de vedação específico, em que é permitido um pequeno vazamento do líquido a ser bombeado para garantir a operação apropriada do empanque por meio da lubrificação das superfícies deslizantes dos anéis de gaxeta. Em certas outras condições operacionais, por exemplo, quando pastas aquosas viscosas, fibrosas e não fibrosas e líquidos contendo grandes partículas sólidas são bombeados, o empanque exige líquido de veda- ção/lubrificação externo para evitar que o líquido bombeado entre na área de vedação. Em tais condições operacionais mais exigentes, a vedação de empanque é atualmente substituída por uma vedação de anel deslizante, também chamada de vedação mecânica.
[0004] Existem dois tipos básicos de vedações mecânicas, isto é, uma vedação mecânica simples (que tem um par de anéis deslizantes) e uma vedação mecânica dupla (que tem dois pares de anéis deslizantes). A vedação mecânica simples é normalmente usada, por exemplo, quando são bombeadas pastas aquosas fibrosas com até 8% de consistência. A vedação pode ser usada sem fluido de barreira, isto é, água de lavagem, quando a cabeça de sucção de bomba é positiva e o impulsor é equipado com específicos furos de balanceamento. Naturalmente, a vedação mecânica simples é também adequada para uso com líquidos transparentes e viscosos e líquidos contendo grandes sólidos. Devido a sua construção relativamente simples, a vedação mecânica simples apresenta algumas limitações em sua área de uso.
[0005] A vedação mecânica dupla é aplicada a condições operacionais mais exigentes, isto é, pode ser usada para vedar a haste de uma bomba centrífuga usada para bombear líquidos e suspensão em todas as consistências e concentrações. Em outras palavras, pode ser realizado o bombeamento de pastas aquosas transparentes, viscosas e fibrosas, pastas aquosas não fibrosas e líquidos contendo grandes sólidos. A cabeça de sucção de bomba pode ser negativa ou positiva e o impulsor pode ser equipado com ou sem furos de balanceamento.
[0006] A vedação mecânica dupla consiste em duas vedações dis- postas em série. A vedação interna, ou primária, mais próxima ao impulsor de bomba mantém o meio a ser bombeado dentro do alojamento de bomba. A vedação externa, ou secundária, disposta distante do impulsor de bomba evita que o líquido de lavagem ou o fluido de barreira vaze para a atmosfera.
[0007] As vedações mecânicas duplas são produzidas em duas disposições, isto é, as chamadas disposições costas com costas e face a face. Na disposição costas com costas, os dois anéis de vedação giratória são dispostos voltados na direção oposta entre si. O filme lubrificante é gerado pelo fluido de barreira. Essa disposição é comu- mente encontrada na indústria química. No caso de vazamento, o fluido de barreira penetra no meio a ser bombeado. Na disposição face a face, as faces de vedação giratórias são dispostas face a face e deslizam da direção oposta para uma ou duas partes de vedação estacionárias. Essa é uma escolha popular, por exemplo, para a indústria alimentícia, particularmente para produtos que tendem a colar. No caso de vazamento, o fluido de barreira penetra no meio a ser bombeado. Se o produto é considerado “quente”, o fluido de barreira atua como um agente de resfriamento para a vedação mecânica.
[0008] Na discussão geral acima, o fluido ou líquido de barreira foi mencionado. O uso de tal líquido é vital para a operação de uma vedação mecânica dupla, visto que, por um lado, o mesmo lubrifica e resfria as superfícies deslizantes e, por outro lado, impede que o meio a ser bombeado de entrar entre as superfícies deslizantes. Para garantir a confiabilidade da vedação mecânica dupla nas condições operacionais mais exigentes, foi colocada ênfase na circulação do fluido de barreira. Em outras palavras, o fluido de barreira não é apenas in-troduzido na cavidade entre as vedações primária e secundária, mas também foi fornecida uma disposição de saída para o fluido de barreira. Tal líquido circulação é especialmente necessário quando as super- fícies de vedação precisam ser resfriadas em que o fluido de barreira atua como um meio de transferência de calor.
[0009] A Patente n° US 4.466.619 discute uma vedação mecânica dupla face a face que tem dois anéis deslizantes giratórios e um anel deslizante estacionário entre os mesmos, em que o último tem superfícies deslizantes em suas extremidades axiais opostas. O anel deslizante estacionário é dotado de uma passagem de entrada tangencial e uma passagem de saída tangencial para circular o fluido de barreira. As duas passagens se comunicam com dutos correspondentes no bu- cim da vedação. A circulação do fluido de barreira é assegurada por meio da disposição de meios de bombeamento na haste, em que os meios de bombeamento são sulcos axialmente orientados dispostos na superfície externa da luva da haste. A circulação de fluido funciona de modo que o fluido entre (ou é realmente bombeado para) no vão anular estreito entre a luva da haste e o bucim ao longo da passagem de entrada tangencial. A luva da haste e, especialmente, seus sulcos axialmente orientados, durante a rotação, mantêm o fluido de barreira em movimento circunferencial no vão anular até que o fluido giratório alcance a passagem de saída tangencial ou, naturalmente, a abertura de saída tangencialmente orientada da mesma. Uma parte do fluido de barreira entra na passagem de saída e é removida da vedação.
[0010] A princípio, a ideia de circular fluido de barreira de uma passagem de entrada para uma passagem de saída no bucim de vedação por meio de sulcos de bombeamento dispostos na haste ou na luva da haste é uma boa ideia. Entretanto, aprendeu-se que a quantidade de fluido de barreira que flui ao longo da passagem de saída tangencial da construção da patente US discutida acima é bastante limitada e, dessa forma, não tem, por exemplo, a capacidade de transferir calor suficiente da vedação em condições operacionais severas.
[0011] Um outro problema possivelmente relacionado à construção revelada no documento US citado acima é o fornecimento das passagens tangenciais no material de anel deslizante real. Tal fornecimento de passagens de fluxo significa, na prática, que os melhores materiais disponíveis não podem ser usados para o anel deslizante visto que tais materiais são extremamente duros e quebradiços e não podem, assim, ser usinados. O resultado é que apenas tais materiais podem ser usados com propriedades de deslizamento inferiores em comparação com os aqueles melhores disponíveis.
[0012] A patente n° US 5.217.234 discute uma construção de vedação mecânica similar. Aqui, contudo, existem dois anéis deslizantes estacionários dotados de um conjunto de molas que impelem os anéis deslizantes para longe um do outro. É fornecida uma placa de bucim anular entre os anéis de vedação estacionários tanto para sustentar as molas quanto para introduzir e descarregar fluido de barreira em e da vedação.
[0013] A construção de vedação ainda é tal que o fluido de barreira tem que fluir ao longo de uma passagem estreita entre a placa de bu- cim anular e a haste ou a luva da haste da entrada para a saída, em que a taxa de fluxo e, junto com isso, a capacidade de transferência de calor permanecem limitadas.
SUMÁRIO DA INVENÇÃO
[0014] Um objetivo da presente invenção é eliminar pelo menos um dos problemas mencionados acima por meio de uma estrutura de vedação inovadora.
[0015] Um outro objetivo da presente invenção é desenvolver uma vedação mecânica dupla inovadora que pode ser usada nos ambientes mais exigentes.
[0016] Um objetivo adicional da presente invenção é projetar uma vedação mecânica dupla inovadora que é dotada de tal sistema de circulação de fluido de barreira eficiente em que pode ser aplicada uma circulação de fluido de barreira se necessário.
[0017] Os recursos da vedação mecânica dupla, do anel deslizante estacionário de uma vedação mecânica dupla e do alojamento de bomba em uma bomba centrífuga se tornam evidentes nas concretizações anexas.
[0018] A presente invenção traz algumas vantagens como, por exemplo
[0019] • Circulação de fluido de barreira mais eficiente,
[0020] • Construção simples de uma vedação mecânica,
[0021] • Construção econômica,
[0022] • Uma vedação de múltiplos propósitos que pode ser usada em todas as condições operacionais possíveis de uma máquina de fluxo,
[0023] • Possibilidade de uso em sistema de circulação de fluido de barreira fechado,
[0024] • Eficiência aprimorada da máquina de fluxo e
[0025] • Devido à construção simples e, como consequência, nível de baixo preço da vedação mecânica dupla da invenção, a vedação mecânica dupla pode ser usada em todas as aplicações de vedação sem necessidade de considerar o tipo da vedação em detalhes.
BREVE DESCRIÇÃO DOS DESENHOS
[0026] A vedação mecânica dupla, o anel deslizante estacionário de uma vedação mecânica dupla e o alojamento de bomba em uma bomba centrífuga são descritos com mais detalhes abaixo, com referência aos desenhos anexos, nos quais
[0027] a Figura 1 ilustra esquematicamente um corte radial de uma vedação mecânica dupla de acordo com uma primeira modalidade preferencial da presente invenção,
[0028] a Figura 2 ilustra uma projeção axonométrica do anel carre- ador da vedação mecânica dupla da Figura 1,
[0029] a Figura 3 ilustra esquematicamente uma vista lateral do anel carreador da vedação mecânica dupla da Figura 1,
[0030] a Figura 4 ilustra uma outra projeção axonométrica do anel carreador da vedação mecânica dupla da Figura 1,
[0031]a Figura 5 ilustra esquematicamente um corte transversal da vedação mecânica dupla tomado junto com a linha A - A da Figura 1,
[0032] a Figura 6 ilustra esquematicamente um corte radial de uma vedação mecânica dupla de acordo com uma segunda modalidade preferencial da presente invenção tomado junto com a linha B - B da Figura 8,
[0033] a Figura 7 ilustra uma projeção axonométrica do anel carre- ador da vedação mecânica dupla da Figura 6,
[0034] a Figura 8 ilustra esquematicamente um corte transversal da vedação mecânica dupla da presente invenção tomado junto com a linha C - C da Figura 6,
[0035] a Figura 9 ilustra um corte transversal parcial da vedação mecânica dupla da presente invenção tomado junto com a linha D - D da Figura 8,
[0036] a Figura 10 ilustra uma projeção axonométrica de uma variação do anel carreador da vedação mecânica dupla da Figura 6,
[0037] a Figura 11 ilustra uma projeção axonométrica de uma variação adicional do anel carreador da vedação mecânica dupla da Figura 6; e
[0038] a Figura 12 ilustra uma projeção axonométrica de uma outra variação adicional do anel carreador da vedação mecânica dupla da Figura 6.
DESCRIÇÃO DETALHADA DA INVENÇÃO
[0039] A Figura 1 ilustra esquematicamente um corte radial de uma vedação mecânica dupla 10 de acordo com uma primeira modalidade preferencial da presente invenção. A vedação mecânica dupla 10 é mostrada em conjunto com uma luva da haste 12 que deve ser disposta na haste de modo que gire junto com a haste. A vedação mecânica dupla tem um eixo geométrico X, e a vedação mecânica dupla 10 é coaxial tanto com a luva da haste 12 quanto com a haste real. Entretanto, a vedação mecânica dupla 10 da presente invenção também poderia ser usada ou instalada diretamente na haste giratória. A luva da haste 12 tem sulcos estendendo-se axialmente 14 em sua superfície externa 16. Sulcos similares também podem ser fornecidos na superfície de haste se o uso da luva da haste não for possível ou desejado. A vedação mecânica dupla 10 compreende um anel de vedação giratório primário 18 que é sustentando, nessa modalidade, sobre a luva da haste 12 por anéis em O 20 e 22, um anel de vedação giratório secundário 24 sustentando sobre a luva da haste 12 por um anel em O 26, e um anel de vedação estacionário primário 28 sustentado no bu- cim de vedação 30, como nessa Figura, através de um anel de pressão 34, em que o anel de pressão 34 sustenta o anel de vedação estacionário primário 28 do lado de fora, por exemplo, por meio de um anel em O 36. O anel de pressão tem um eixo geométrico que coincide com o eixo geométrico X da vedação mecânica dupla. O anel de pressão 34 é, em sua parte, sustentando do lado de fora do bucim 30 que compreende um duto de saída de fluido de barreira 32 por meio de um anel em O. Naturalmente, o bucim de vedação 30 é também dotado de um duto de entrada (não mostrado) além do duto de saída 32 para o fluido de barreira. A vedação mecânica dupla 10 compreende adicionalmente um anel de vedação estacionário secundário 38 sustentando diretamente no bucim de vedação 30 através de um anel em O 40. O anel de vedação estacionário secundário 38 tem um anel carreador 39, que se estende entre o anel de pressão 34 e o bucim de vedação 30. O anel carreador 39 pode se estende na frente da abertura de saída de fluido de barreira de modo que o anel carreador 39 ou o aro do mesmo tenha que ser dotado de uma abertura ou reentrância para permitir a entrada do fluido de barreira no duto de saída 32. A natureza estacionária dos anéis de vedação estacionários primário e secundário 28, 38 é, por exemplo, garantida por meio de pelo menos um pino de acionamento (não mostrado) ou um elemento fixo ou removível correspondente estendendo-se a partir do bucim de vedação 30 para pelo menos um dos anéis de vedação estacionários 28, 38. Entretanto, ambos os anéis de vedação estacionários podem ter, por exemplo, projeções do tipo dente compatíveis entre si de modo que seja suficiente para ter apenas um dos anéis de vedação estacionários, isto é, na Figura 1, o anel de vedação estacionário secundário, dotado do pino de acionamento, em que as projeções do tipo dente evitam que o outro anel de vedação estacionário gire. Dessa forma, o anel de vedação estacionário secundário 38 tem pelo menos uma reentrância ou abertura para o pino de acionamento ou similar em ou nas proximidades de seu aro oposto ao aro que tem a superfície de vedação. Além disso, o mesmo aro, isto é, o aro oposto ao aro que tem a superfície de vedação, pode ser dotado de reentrâncias ou aberturas para comunicar os dutos de entrada e saída de fluido de barreira no bucim, desde que o dito aro se estenda na direção axial na frente das aberturas para os dutos de entrada e saída no bucim. E, finalmente, uma mola ou um conjunto de molas (dependendo do tipo de mola) 42 é disposta entre os anéis de vedação estacionários primário e secundário 28, 38 para empurrar os anéis de vedação estacionários 28, 38 na direção dos anéis de vedação giratórios 18, 24 de modo que as superfícies de ve-dação estejam em contato constante com entre si. A mola (ou molas) 42 pode estar em comunicação direta com os anéis de vedação estacionários, ou por meio de algum outro elemento, como, por exemplo, por meio do anel de pressão 34 como mostrado na Figura 1.
[0040] A vedação mecânica dupla da presente invenção é usual- mente montado em conjunto com a luva da haste 12 de modo que, com referência à Figura 1, os dois anéis em O mais à esquerda 20 e 22 são inseridos no lugar da luva da haste 12 em que o anel de vedação giratório 18 e o anel de vedação estacionário 28 são instalados na luva da haste 12. Depois disso, o anel de pressão 34 é dotado do anel em O 36 e empurrado no anel de vedação estacionário primário 28. Posteriormente, o bucim 30 é dotado dos dois anéis em O e o bucim 30 é empurrado no anel de pressão 34. Então, o anel de vedação estacionário secundário 38 é dotado da mola (ou molas) 42 e o anel de vedação 38 é instalado dentro do bucim 30, em que a mola (ou molas) repousam sobre o anel de pressão 34. Posteriormente, o anel de ve-dação giratório secundário 24 é dotado do anel em O 26 e empurrado na luva da haste 12. E, finalmente, um anel de travamento é instalado na luva da haste 12 e travado no lugar na luva da haste 12 por meio de um ou mais parafusos de travamento. Da maneira descrita acima, é formado um cartucho de vedação, em que o cartucho é, quando a ve-dação está em uso, preso à extremidade do alojamento de bomba com o uso de ferrolhos estendendo-se através do bucim de vedação 30.
[0041] A presente invenção se refere, em sua maior parte, à construção detalhada do anel de vedação estacionário primário 28, que compreende um anel deslizante 44 fixado ao anel carreador primário 46. O anel carreador primário 46 é normalmente fabricado de metal que é escolhido para suportar a corrosão a que estão submetidos através dos líquidos que podem entrar em contato com o anel carrea- dor primário 46.
[0042] As Figuras 2 a 4 discutem em detalhes a construção do anel carreador 46 do anel de vedação estacionário primário 28. O anel carreador 46 é, em sua maior parte do mesmo, simétrico de forma gi-ratória e tem duas extremidades axiais, uma primeira extremidade 48 que tem uma sede (não mostrado) para o anel deslizante (mostrado na Figura 1), e uma segunda extremidade 50 para comunicação direta ou indireta com a mola (ou molas) 42 (mostrado na Figura 1). A segunda extremidade 50 do anel carreador 46 tem, nessa modalidade da presente invenção, um aro anular com três seções de comprimento total na direção axial 52, 54 e 56 estendendo-se o mais distante da primeira extremidade 48 do anel carreador 46 para comunicação ou direta ou indiretamente por meio de, por exemplo, anel de pressão 34 (consulte a Figura 1) com a mola (ou molas), e três seções rebaixadas em uma direção axial 58, 60 e 62 que tem outras tarefas. A primeira seção rebaixada em uma direção axial substancialmente estreita 58, ou reen-trância que se estende axialmente, na segunda extremidade 50 do anel carreador 46 é fornecida para comunicação com o pino de acionamento mencionado acima ou similares para evitar que o anel de ve-dação estacionário primário 28 gire junto com o anel de vedação giratório primário. Tal reentrância 58 pode ser substituída por uma abertura no anel carreador 46 no caso de o pino de acionamento ou similares é removível e pode ser instalada após a instalação do anel de vedação estacionário primário 28 dentro do bucim. Entretanto, assim como já mencionado acima, o anel de vedação estacionário primário não precisa necessariamente ter um pino de acionamento para manter o mesmo estacionário, em que a seção rebaixada 58 pode não ser mesmo necessária, ou pode ter um outro formato e tamanho e local e estar em comunicação com outros tipos de meios para manter o anel de vedação estacionário. A segunda e a terceira seções rebaixadas mais largas, isto é, oblongas na direção circunferencial, 60 e 62 facilitam a cir-culação de fluido de barreira como será discutido posteriormente em conjunto com a Figura 5. Aqui, o termo ‘oblongo’ é um formato que tem a dimensão mais ampla menos duas, de preferência pelo menos 3, 4, 5 ou 6 vezes a dimensão mais estreita. As seções rebaixadas mais largas em uma direção axial 60 e 62 cobrem juntas entre cerca de 60 e 300 graus de todo o aro da segunda extremidade 50 do anel carreador 46. Quanto mais ampla a porção do aro da segunda extremidade 50 do anel carreador 46 as seções rebaixadas 60 e 62 cobrirem, maior o número de seções de comprimento total na direção axial relativamente estreitas 56 (aqui apenas uma é mostrada), que se estendem até o comprimento axial total do anel carreador 46, é necessário entre as seções rebaixadas garantir que a pressão imposta sobre o anel carre- ador 46 da mola (ou molas), ou diretamente ou através de alguns meios intermediários, como um anel de pressão 34 da Figura 1, é uniformemente dividido ao longo de todo o aro da segunda extremidade 50 do anel carreador 46. Distribuindo uniformemente a pressão da mola sobre o aro do anel carreador 46, é garantido que o anel carreador 46 e, naturalmente, o anel de vedação estacionário primário 28, mantenha sua posição correta, isto é, tendo seu eixo girando ao longo do eixo da haste a ser vedada, e se move na direção axial com pouco esforço. Naturalmente, se a largura circunferencial das seções rebaixadas é pequena, isto é, na ordem de 60 a 90 graus, e o tipo de mola (ou molas), por exemplo, uma mola ondulada, ou o membro intermediário (aqui o anel de pressão) é apropriado, pode haver nenhuma necessidade de seção de comprimento total 56 situada em algum lugar dentro das seções rebaixadas.
[0043] A Figura 5 discute a operação do anel carreador 46 (mostrado por suas seções de comprimento total na direção axial 52, 54 e 56) da presente invenção em um corte transversal A - A (em ângulos retos em relação ao eixo geométrico da vedação mecânica dupla bem como ao eixo geométrico do anel de pressão) da Figura 1. O anel car- reador está situado, como já é mostrado na Figura 1, entre a luva da haste 12 (ou a haste) e o anel de pressão 34. O anel de pressão 34 tem uma passagem de entrada 64 e uma passagem de saída 66 para o fluido de barreira. A passagem de entrada 64 se comunica com um duto de entrada correspondente 68 no bucim de vedação 30, e a passagem de saída 66 se comunica com o duto de saída 32 disposto no bucim de vedação 30 (consulte a Figura 1). A passagem de saída 66 tem uma linha central CL, que, de preferência, mas não necessariamente, é comum com aquela do duto de saída 32. Em uma modalidade específica, a linha central CL também é comum com aquela da passagem de entrada 64 e do duto de entrada 68. Entretanto, tal disposição não é necessária. Como variações adicionais da presente invenção, podem ser mencionadas tais construções que a passagem de entrada e/ou saída (ou passagens) pode ser inclinada ou tangencial. As mesmas opções também se aplicam aos dutos de entrada e saída. De preferência, mas não necessariamente, a linha central CL está situada em um plano que percorre através do eixo geométrico X da vedação mecânica dupla 10 ou do anel de pressão 34 em ângulos retos em relação ao eixo geométrico X. A luva da haste 12 gira (junto com a haste) na direção da seta B, enquanto o restante dos elementos mostra-dos nos desenhos é estacionário. A luva da haste giratória 12 e os elementos estacionários fora da mesma deixam uma cavidade anular 70 entre os mesmos para o fluido de barreira. A cavidade anular 70 tem uma primeira dimensão radial T1 entre a luva da haste 12 e o anel de pressão 34 e um primeiro raio externo R1, que também pode ser chamado de primeiro raio interno R1 do anel de pressão 34, e uma segunda dimensão radial T2 entre a luva da haste 12 e as seções de comprimento total 52, 54 e 56 do anel carreador 46 e um segundo raio externo R2, que também pode ser chamado de segundo raio interno R2 do anel de pressão 34. A primeira dimensão T1 é, naturalmente, mais longa que a segunda T2, em que a diferença corresponde à espessura radial do anel carreador 46. A mesma diferença se aplica aos raios externos da cavidade, em que os raios também podem ser chamados de raios internos dos elementos estacionários, isto é, o anel de pressão e o anel carreador, da vedação mecânica dupla 10. As setas e linhas mostram a circulação do fluido de barreira na cavidade anular 70. O fluido de barreira entra na cavidade anular 70 através do duto de entrada 68 no bucim 30 e na passagem de entrada 64 no anel de pressão 34, que introduz o fluido de barreira na seção rebaixada 62 que tem a primeira dimensão radial T1 e o raio R1. Em outras palavras, a passagem de entrada 64 está em comunicação de fluxo radial com a seção rebaixada 62, isto é, a seção rebaixada 62 está situada radialmente dentro da passagem de entrada 64. Na seção rebaixada e oblonga na direção circunferencial 62, o fluido de barreira é misturado com a parte do fluido de barreira que entra na área da abertura de entrada 64 da direita, isto é, da cavidade anular entre a luva da haste 12 e a seção de comprimento total 52 do anel carreador 46. O fluido de barreira flui junto com a luva da haste giratória 12 (ou haste) e é bombeado pelos sulcos 14 da luva da haste 12 (ou haste) no sentido horário para frente. No caso de haver uma ou mais seções de comprimento total dentro da seção rebaixada (ou seções), o fluido de barreira se move até a seção de comprimento total 56, em que a seção de comprimento total 56 força o fluido de barreira a atravessar a cavidade anular que tem uma dimensão radial menor T2 entre a seção de comprimento total 56 e a luva da haste 12 (ou haste) e o raio R2. Depois disso, o fluido de barreira tem, novamente, a capacidade de se espalhar pela cavidade 70 que tem a primeira dimensão radial, isto é, pela seção rebaixada em uma direção axial 60, e flui, novamente no sentido horário, para a passagem de saída 66 no anel de pressão 34. A passagem de saída 66 está situada em relação à seção rebaixada em uma direção axial 60 em tal posição que a linha central CL da passagem de saída percorra através da seção rebaixada e oblonga em direção circunferencial 60, em que a borda ou parede frontal 72 da seção de comprimento total 54 do anel carreador 46 está situada na frente da passagem de saída 66, de fato, na direção de fluxo de fluido, no lado de fluxo descendente do mesmo de modo que a redução abrupta na dimensão radial da cavidade anular da primeira T1 para a segunda T2 ou o raio do anel de pressão de R1 para R2 a jusante da abertura para a passagem de saída 66 evite que o fluido de barreira continue seu fluxo circunferencial ao longo do aro interno 74 ou da superfície interna do anel de pressão 34 que tem o raio R1. Em outras palavras, a borda ou parede 72 resulta no aumento na pressão na frente de ou na abertura de entrada para a passagem de saída 66 na superfície interna 74 do anel de pressão, facilitando a descarga de fluido de barreira entre a luva da haste 12 e o anel de pressão 34. Dessa forma, a passagem de saída 66 está em comunicação de fluxo radial com a seção rebaixada 60. Acima, a expressão “na frente da passagem de saída” deve ser entendida de modo que, de preferência, a borda 72 e a passagem de saída 66 fiquem posicionadas mutuamente de modo que uma linha desenhada, na direção de fluxo circunferencial, a última ou o lado di-reito da passagem de saída 66 na Figura 5 coincida com a borda 72. Entretanto, deve-se compreender que, na prática, o mesmo resultado é alcançado mesmo se a posição da borda 72 for ligeiramente movida para a esquerda ou para a direita daquela mostrada na Figura 5 e discutido acima.
[0044] Considerando o disposto acima, deve-se compreender que a função similar àquela descrita acima também pode ser realizada por meio da disposição de elementos que correspondem às seções rebaixadas do anel carreador na superfície interna do anel de pressão. Em outras palavras, nesse caso, o anel carreador poderia ser fabricado mais curto, isto é, seu comprimento axial corresponderia ao comprimento axial do anel carreador das Figuras 2 a 4 medido a partir de suas seções rebaixadas, e ou a superfície interna originalmente cilíndrica do anel de pressão que tem um segundo raio interno R2 poderia ser ou usinada para ter depres- sões radiais que correspondem às seções rebaixadas do anel carreador das Figuras 2 a 4, ou o anel de pressão que tem uma superfície interna originalmente cilíndrica com um primeiro raio interno R1 poderia ser dotado de um membro separado que corresponde às seções de comprimento total do anel carreador das Figuras 2 a 4.
[0045] A Figura 6 ilustra esquematicamente um corte radial de uma vedação mecânica dupla 110 de acordo com uma segunda modalidade preferencial da presente invenção. A segunda modalidade difere de alguma forma da primeira. Em primeiro lugar, enquanto a primeira modalidade tem um bucim separado sobre o qual os anéis de vedação estacionários primários são sustentados e por meio do qual a vedação é presa ou acoplada ao alojamento de bomba, na modalidade da Figura 6, os anéis de vedação estacionários 128 e 138 são sustentados diretamente no alojamento de bomba 80, isto é, sem um anel de pressão e um bucim. Em segundo lugar, um anel de pressão separado usado na primeira modalidade não é necessário na segunda modalidade, visto que a mola é disposta diretamente entre os anéis carreado- res 146 e 139 dos anéis de vedação estacionários 128 e 138. Em terceiro lugar, devido à falta de um anel de pressão, o fluido de barreira circula ao longo da superfície interna do anel carreador 139 do anel de vedação estacionário externo 138.
[0046] A vedação mecânica dupla 110 é mostrada em conjunto com uma luva da haste 112 que deve ser disposta na haste de modo que gire junto com a haste. A vedação mecânica dupla tem um eixo geométrico X, e a vedação mecânica dupla 110 é coaxial tanto com a luva da haste 112 quanto com a haste real. Entretanto, a vedação mecânica dupla 110 da presente invenção também poderia ser usada ou instalada diretamente na haste giratória. A luva da haste 112 pode ter sulcos estendendo-se axialmente em sua superfície externa, mas, em condições favoráveis, a superfície da luva da haste ou a haste pode ser lisa. A vedação mecânica dupla 110 compreende um anel de vedação giratório primário 118 que é sustentado, nessa modalidade, sobre a luva da haste 112 pelos anéis em O 120 e 122, um anel de ve-dação giratório secundário 124 sustentado sobre a luva da haste 112 por um anel em O 126, um anel de vedação estacionário primário 128 sustentado axialmente de maneira deslizável na abertura simétrica de modo giratório para a vedação e a haste da bomba no alojamento de bomba 80 por meio de um anel em O 82, e um anel de vedação estacionário secundário 138 sustentado direta e axialmente de maneira deslizável na mesma abertura no alojamento de bomba 80 através de um anel em O 84. A natureza estacionária dos anéis de vedação estacionários primário e secundário 128, 138 é, por exemplo, garantida por meio de pelo menos uma projeção do tipo dente (mostrada na Figura 7) estendendo-se para dentro a partir do alojamento de bomba 80 para uma abertura ou reentrância fornecida em pelo menos um dos anéis de vedação estacionários 128, 138. Ambos os anéis de vedação estacionários podem ter, por exemplo, projeções do tipo dente compatíveis entre si de modo que seja suficiente ter apenas um anel externo dos anéis de vedação estacionários, isto é, o anel de vedação estacionário secundário 138, dotado da abertura ou reentrância para a projeção do tipo dente do alojamento de bomba 80, em que as projeções do tipo dente dos anéis de vedação estacionários evitam que o anel de vedação estacionário primário 128 gire. E, finalmente, uma mola ou um conjunto de molas 142, de preferência, uma chamada mola ondulada, é disposta entre os anéis de vedação estacionários primário e secun-dário 128, 138 para empurrar os anéis de vedação estacionários 128, 138 na direção dos anéis de vedação giratórios 118, 124 de modo que as superfícies de vedação fiquem em contato constante entre si. Nes-sa modalidade, o alojamento de bomba 80 é dotado de um duto de entrada 86 e um duto de saída 88 para o fluido de barreira.
[0047] A vedação mecânica dupla da segunda modalidade da presente invenção é usualmente montada em conjunto com a luva da haste 112, com referência à Figura 6, da seguinte forma. Em primeiro lugar, a abertura de haste no alojamento de bomba 80 é dotada do anel em O 84. Então, o anel de vedação estacionário secundário 138 é dotado da mola 142, em que a mola é sustentada axialmente sobre o ombro 98 e estendendo-se ao longo da superfície interna do anel car- reador 139. Depois disso, o anel de vedação estacionário secundário 138 é instalado na abertura de haste no alojamento de bomba 80 dentro do anel em O 84. Posteriormente, o anel de vedação estacionário primário 128 é dotado do anel em O 82 e instalado na abertura de haste no alojamento de bomba 80 de modo que o anel carreador 146 do anel de vedação estacionário primário 128 seja posicionado no interior do anel carreador 139 do anel de vedação estacionário secundário 138 e a mola 142 repouse sobre o aro do anel carreador 146 do anel de vedação giratório primário 118. Então, os dois anéis em O mais à esquerda 120 e 122 são inseridos no lugar na luva da haste 112, o anel de vedação giratório primário 118 é o na luva da haste 112 e a luva da haste 112 é empurrada no interior do anel de vedação estacionário primário 128 no alojamento de bomba 80 de modo que as superfícies deslizantes dos anéis de vedação primários fiquem em contiguidade entre si. Posteriormente, o anel de vedação giratório secundário 124 é empurrado na luva da haste 112, em que a vedação ou superfície deslizante da mesma está em contiguidade com a vedação ou superfície deslizante do anel de vedação estacionário secundário 138. E, final-mente, um anel de travamento é instalado na luva da haste 112 para comprimir o anel de vedação giratório secundário 124 na direção dos anéis de vedação primários e para garantir pressão de mola apropriada entre as superfícies deslizantes, em que o anel de travamento é travado no lugar na luva da haste 112 por meio de um ou mais parafu- sos de travamento. Na maneira descrita acima, a vedação mecânica dupla da segunda modalidade preferencial da presente invenção é acoplada diretamente ao alojamento de bomba 80.
[0048]A segunda modalidade preferencial da presente invenção se refere, em sua maior parte, à construção detalhada do anel de vedação estacionário primário 128, que compreende um anel deslizante 144 fixado ao anel carreador primário 146. O anel carreador primário 46 é normalmente fabricado de metal que é escolhido para suportar a corrosão a que estão submetidos através dos líquidos que podem entrar em contato com o anel carreador primário 146. O anel carreador primário 146 dessa modalidade é, em sua maior parte, igual ao anel carreador discutido nas Figuras 2 a 4. Em outras palavras, a Figura 7 ilustra o anel car- reador primário 146 do anel de vedação estacionário primário 128, o anel carreador 146 que tem duas extremidades axiais, uma primeira extremidade 148 que tem uma sede (não mostrado) para o anel deslizante (mostrado na Figura 6), e uma segunda extremidade 150 para comunicação indireta com a mola (ou molas) 142 (mostrado nas Figuras 6 e 9). A segunda extremidade 150 do anel carreador 146 tem, nessa modalidade da presente invenção, um aro anular com três seções de comprimento total na direção axial 152, 154 e 156 estendendo-se o mais distante da primeira extremidade 148 do anel carreador 146 para comunicação diretamente com a mola (ou molas) 142, e três seções rebaixadas em uma direção axial 158, 160 e 162 que têm outras tarefas. A primeira seção rebaixada em uma direção axial 158, ou reentrância que se estende axialmente, na segunda extremidade 150 do anel carreador 146 é fornecida para se comunicar com o elemento (mostrado em mais detalhes na Figura 8) usado para evitar que o anel de vedação estacionário primário gire junto com o anel de vedação giratório primário. Tal reentrância 158 pode ser substituída por uma abertura no anel carreador 146 no caso de o pino de acionamento ou similares ser um removível e poder ser instalado após a instalação do anel de vedação estacionário primário dentro do alojamento de bomba. Entretanto, assim como já mencionado acima, o anel de vedação estacionário primário não precisa necessariamente ter um pino de acionamento para manter o mesmo estacionário, em que a seção rebaixada 158 pode não ser mesmo necessária, ou pode ter um outro formato e tamanho e local e estar em comunicação com outros tipos de meios para manter o anel de vedação estacionário. As segunda e terceira seções rebaixadas e oblongas na direção circunferencial mais largas 160 e 162 facilitam a circulação de fluido de barreira da maneira discutida anteriormente em conjunto com a Figura 5 e será discutido posteriormente em conjunto com a Figura 8. As seções rebaixadas mais largas em uma direção axial 160 e 162 cobrem juntas entre cerca de 60 e 300 graus de todo o aro da segunda extremidade 150 do anel carreador 146. Quanto mais am-pla a porção do aro da segunda extremidade 150 do anel carreador 146 as seções rebaixadas 160 e 162 cobrirem, maior o número de seções de comprimento total na direção axial relativamente estreitas 156 (aqui apenas uma é mostrada), que se estendem até o comprimento axial total do anel carreador 146, é necessário entre as seções rebaixadas garantir que a pressão imposta sobre o anel carreador 146 da mola (ou molas), é uniformemente dividido ao longo de todo o aro da segunda extremidade 150 do anel carreador 146. Distribuindo uniformemente a pressão sobre o aro do anel carreador 146, é garantido que o anel car- reador 146 e, naturalmente, o anel de vedação estacionário primário 128, mantenha sua posição correta, isto é, tendo seu eixo girando ao longo do eixo da haste a ser vedada, e se move na direção axial com pouco esforço. Naturalmente, se a largura circunferencial das seções rebaixadas é pequena, isto é, na ordem de 60 a 90 graus, e o tipo de mola (ou molas), por exemplo, uma mola ondulada, pode haver nenhuma necessidade de seção de comprimento total 156 situada em algum lugar dentro das seções rebaixadas 160 e 162.
[0049] A Figura 8 ilustra o corte transversal da vedação mecânica dupla de acordo com a segunda modalidade preferencial da presente invenção. Em relação à operação da vedação, faz-se referência à discussão em conjunto com a modalidade da Figura 5. Quando aos re-cursos que diferem daquelas da Figura 5 ou não discutidos na Figura 5, o corte transversal da Figura 8 mostra uma protuberância do tipo dente 90 estendendo-se do alojamento de bomba 80 para dentro das reentrâncias 158 e 92 fornecidas nos anéis carreadores de ambos os anéis de vedação estacionários primário e secundário. A Figura também mostra como a cavidade 170 na qual o fluido de barreira flui a partir do duto de entrada 86 na direção do duto de saída 88 é formada entre a haste ou luva da haste 112 e o anel de vedação estacionário secundário 138. Adicionalmente, a Figura 8 mostra uma reentrância ou abertura de entrada 94 e uma reentrância ou abertura de saída 96 no anel carreador secundário 139 do anel de vedação estacionário secundário 138 para fornecer, para o fluido de barreira, comunicação de fluxo entre o duto de entrada 86 e o duto de saída 88 ao longo das seções rebaixadas 160 e 162. Além disso, como na primeira modalidade preferencial, ambas as reentrâncias ou aberturas de entrada e de saída 94 e 96 estão em comunicação de fluxo radial com as seções rebaixadas 162 e 160, isto é, as seções rebaixadas estão situadas radi-almente no interior das reentrâncias ou aberturas de entrada e saída.
[0050]A Figura 9 ilustra um corte transversal parcial ao longo da linha D - D da Figura 8. A Figura mostra claramente como os anéis carreadores 146, 139 dos anéis de vedação estacionários primário e secundário se sobrepõem e como a seção rebaixada 162 é aberta entre a luva da haste 112 e o anel de vedação estacionário secundário 138. Também é mostrado que a mola 142, preferencialmente, mas não necessariamente uma mola ondulada ou a chamada mola ondulada espiralada, repou- se sobre o ombro 98 do anel de vedação estacionário secundário 138. As linhas tracejadas mostram o anel carreador 146 em seu comprimento total fora das seções rebaixadas do anel carreador.
[0051] A Figura 10 ilustra uma variação do anel carreador do anel de vedação estacionário primário 228. O anel carreador 246 tem, em seu aro 202 oposto ao anel de vedação, duas reentrâncias opostas 258 para o elemento que se projeta a partir do alojamento de bomba para evitar que o anel de vedação estacionário primário 228 gire junto com o anel de vedação giratório primário. O anel carreador 246 é também dotado de duas aberturas oblongas (na direção circunferencial) 204 para o fluido de barreira. As aberturas oblongas 204 cobrem a partir de cerca de 60 a cerca de 300 graus da circunferência do anel car- reador 246. Em outras palavras, agoira o anel carreador 246 é projetado para se estender além das aberturas para o fluido de barreira no alojamento de bomba, em que o aro 202 do anel carreador 246 permanece intacto na maior parte de sua circunferência. Esse tipo de estrutura garante pressão de mola uniforme para o anel carreador 246.
[0052]A Figura 11 ilustra uma modificação adicional para o anel carrea- dor 346 do anel de vedação estacionário primário 328. Em comparação com o anel carreador da Figura 10, a outra reentrância 258 foi deixada de fora para que o aro 302 possa se estender por quase todo o comprimento circunferencial do anel carreador 346. Isso significa, na prática, que a área de pouso entre as aberturas oblongas 304 é mais curta, resultando na redução de perdas de fluxo no fluxo do fluido de barreira. Ainda outra opinião é deixar a área de pouso distante completamente fundindo as duas aberturas oblongas formando uma longa abertura no anel carre- ador. A abertura oblonga (ou aberturas) 304 cobrem a partir de cerca de 60 a cerca de 300 graus da circunferência do anel carreador 346. Tal construção possibilita que o fluido de barreira flua da entrada para a saída no alojamento de bomba sem obstruções intermediárias.
[0053]A Figura 12 ilustra uma outra modificação adicional para o anel carreador 446 do anel de vedação estacionário primário 428. Em comparação com o anel carreador da Figura 10, a única diferença pode ser vista no formato da abertura oblonga 404, que é agora afunilada na direção da abertura de saída no alojamento de bomba. A abertura oblonga (ou aberturas) 404 cobrem a partir de cerca de 60 a cerca de 300 graus da circunferência do anel carreador 446. Esse tipo de construção reduz ainda mais a resistência ao fluxo do fluido de barreira na vedação. Naturalmente, também podem ser aplicadas as construções discutidas em conjunto com a Figura 11. Isto é, a outra reentrância 458 pode ser deixada de foram bem como a área de pouso entre as aberturas oblongas.
[0054] Em relação aos anéis carreadores discutidos em conjunto com as Figuras 7, 10 a 12, deveria ser entendido que os mesmos são aplicáveis também em vedações que têm o anel de pressão discutido em conjunto com as Figuras 1 a 5.
[0055] Como pode ser visto a partir da descrição acima, foi possí vel desenvolver uma vedação de anel deslizante, que é muito simples de ser construída, porém que ainda tem a capacidade de realizar sua tarefa bem como qualquer outra vedação mecânica muito mais complicada. Ao passo que a invenção tenha sido descrita no presente documento por meio de exemplos em conexão com as modalidades que são atualmente consideradas como as mais preferidas, deve ser entendido que a invenção não é limitada às modalidades reveladas, mas sim destinada a cobrir várias combinações e/ou modificações de seus recursos e outras aplicações dentro do escopo da invenção, conforme definido nas concretizações anexas. No que diz respeito às concreti-zações anexas, deve-se entender que elas usam o termo "bucim" que cobre todos os elementos, partes, alojamentos, invólucros ou coberturas de invólucro, geralmente entendidos como pontos de aplicação, aos quais a vedação do anel deslizante deve ser presa.

Claims (13)

1. Vedação mecânica dupla que compreende dois pares de anéis de vedação (18, 28; 24, 38) que têm superfícies deslizantes ou de vedação, em que um primeiro par é formado por um anel de vedação estacionário primário (28; 128) e um anel de vedação giratório primário (18; 118), um segundo par é formado por um anel de vedação estacionário secundário (38; 138) e um anel de vedação giratório se-cundário (24; 124), e pelo menos uma mola (42; 142) disposta para empurrar, quando em uso, os anéis de vedação estacionários primário e secundário (28, 128; 38, 138) em direções opostas contra os anéis de vedação giratórios primário e secundário (18, 118; 24, 124); em que o anel de vedação estacionário primário (28, 128) compreende um anel deslizante (44, 144) e um anel carreador primário (46, 146, 246, 346, 446), em que o anel carreador primário (46, 146, 246, 346, 446) tem uma primeira extremidade axial (48, 148) com uma sede para o anel deslizante (44,144) e uma segunda extremidade axial (50, 150) com um aro (202, 302, 402) oposto à primeira extremidade axial (48, 148), e em que o anel de vedação estacionário secundário (38; 138) compreende um anel deslizante e um anel carreador secundário (139), em que o anel carreador secundário (139) tem uma reentrância ou abertura de entrada (94) e uma reentrância ou abertura de saída (96) para um fluido de barreira, caracterizada pelo fato de que o anel car- reador primário (46, 146, 246, 346, 446) tem pelo menos uma reentrância em uma direção axial e uma seção oblonga em direção circun- ferencial (60, 62, 160, 162), ou pelo menos uma abertura oblonga em direção circunferencial (204, 304, 404), e as reentrâncias ou aberturas de entrada e saída (94, 96) no anel carreador secundário (139) são dispostas, quando em uso, em comunicação de fluxo radial com a pelo menos uma seção (60, 62, 160, 162) ou abertura oblonga (204, 304, 404).
2. Vedação mecânica dupla, de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de que as seções rebaixadas em uma direção axial (60, 62, 160, 162) cobrem de cerca de 60 a cerca de 300 graus do aro da segunda extremidade axial (50) do anel carreador (46, 146).
3. Vedação mecânica dupla, de acordo com a reivindicação 1 ou 2, caracterizada pelo fato de que as aberturas oblongas (204, 304, 404) cobrem de cerca de 60 a cerca de 300 graus da circunferência do anel carreador (246, 346, 446).
4. Vedação mecânica dupla, de acordo com qualquer uma das reivindicações anteriores, caracterizada pelo fato de que uma única abertura oblonga se estende circunferencialmente a partir da re-entrância ou abertura de entrada (94) no anel carreador secundário (139) até a reentrância ou abertura de saída (96) no anel carreador secundário (139).
5. Vedação mecânica dupla, de acordo com qualquer uma das reivindicações anteriores, caracterizada pelo fato de que uma seção de comprimento total (56) é disposta no anel carreador primário (46, 146, 246, 346, 446) entre as seções rebaixadas (60, 62; 160, 162) ou aberturas oblongas (204, 304, 404) em uma direção axial.
6. Vedação mecânica dupla, de acordo com qualquer uma das reivindicações anteriores, caracterizada pelo fato de que o anel carreador primário (128) é, quando em uso, sustentado diretamente em um alojamento de bomba (80) por meio de um anel em O (82).
7. Vedação mecânica dupla, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 5, caracterizada pelo fato de que a vedação mecânica dupla tem um bucim (30) com um duto de entrada (68) e um duto de saída (32) para um fluido de barreira.
8. Vedação mecânica dupla, de acordo com a reivindicação 7, caracterizada por um anel de pressão (34) disposto para sustentar pelo menos um dos anéis de vedação estacionários (28; 38) do lado de fora, em que o anel de pressão (34) tem, para o fluido de barreira, uma passagem de entrada (64) e uma passagem de saída (66) que estão em comunicação de fluxo com o duto de entrada (68) e o duto de saída (32) do bucim (30).
9. Vedação mecânica dupla, de acordo com a reivindicação 8, caracterizada por pelo menos uma seção rebaixada em uma direção axial (60, 62) que está em comunicação de fluxo com pelo menos uma dentre a passagem de entrada (64) e a passagem de saída (66) do anel de pressão (34).
10. Vedação mecânica dupla, de acordo com a reivindicação 7 ou 8, caracterizada pelo fato de que a pelo menos uma seção rebaixada em uma direção axial (60) termina em uma borda (70) de uma seção de comprimento total (54), em que a borda (70) está posicionada a jusante da abertura para a passagem de saída (66) do anel de pressão (34).
11. Anel de vedação estacionário para uma vedação mecânica dupla, como definida em qualquer uma das reivindicações 1 a 10, em que o anel de vedação estacionário (28) compreende um anel deslizante (44) e um anel carreador (46), em que o anel carreador (46) tem uma primeira extremidade axial (48) com uma sede para o anel deslizante (44) e uma segunda extremidade axial (50) com um aro oposto à primeira extremidade axial (48), em que o anel de vedação estacionário (28) tem uma abertura ou reentrância (58, 158, 258) para prevenir rotação do anel de vedação estacionário (28), caracterizado pelo fato de que o aro da segunda extremidade axial (50) tem pelo menos uma seção rebaixada em uma direção axial adicional (60, 62; 160, 162) e pelo menos uma seção de comprimento total (52, 54, 56; 152, 154, 156), ou o anel carreador (246, 346, 446) tem pelo menos uma abertura oblonga em direção circunferencial adicional (204, 304, 404), em que a(s) seção(ões) rebaixada(s) ou abertura(s) oblonga(s) adicional(is) fornece comunicação de fluxo para o fluido de barreira e cobre cerca de 60 a cerca de 300 graus do aro ou circunferência do anel carreador (46, 146, 246, 346, 446).
12. Anel de vedação estacionário, de acordo com a reivindicação 11, caracterizado pelo fato de que uma seção de comprimento total (56) é disposta entre as seções rebaixadas (60, 62; 160, 162) ou aberturas oblongas (204, 304, 404).
13. Alojamento de bomba em uma bomba centrífuga, em que o alojamento de bomba (80) tem uma abertura rotacionalmente simétrica para a haste e a vedação de haste mecânica dupla, como definida em qualquer uma das reivindicações 1 a 10, caracterizado pelo fato de que pelo menos uma protuberância do tipo dente (90) se estende do alojamento de bomba (80) para dentro da abertura para comunicação, quando em uso, com pelo menos um anel de vedação estacionário (128, 138) de uma vedação mecânica (10, 110).
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