BRPI0200286B1 - método para preparar um material de ração para ruminantes com reduzida solubilidade em nitrogênio, e, material de ração para ruminantes - Google Patents
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Abstract
"método para preparar um material de ração para ruminantes com reduzida solubilidade em nitrogênio, e, material de ração para ruminantes". método para preparar um material de ração para ruminantes com reduzida solubilidade em nitrogênio, compreendendo a misturação de um produto de ração líquido contendo um sal com um ingrediente de alimento proteico. o ingrediente de alimento proteico contém proteína crua em uma quantidade de 30% a 70% em peso. o produto de ração líquido contendo um sal e o ingrediente de alimento proteico são misturados sob condições suficientes para diminuir a solubilidade em nitrogênio de fonte de proteína. também é provido um material de ração para ruminantes com reduzida solubilidade em nitrogênio.
Description
“MÉTODO PARA PREPARAR UM MATERIAL DE RAÇÃO PARA RUMINANTES COM REDUZIDA SOLUBILIDADE EM NITROGÊNIO, E, MATERIAL DE RAÇÃO PARA RUMINANTES”.
ANTECEDENTES DA INVENÇÃO 1. Campo da invenção A presente invenção refere-se a um método para preparar um material de ração para ruminantes com reduzida digestibilidade no rúmen. A presente invenção também se refere a um material de ração para ruminantes com reduzida digestibilidade no rúmen. 2. Descrição da arte relacionada A dieta de animais ruminantes tipicamente inclui ingredientes que contém proteína. Uma quantidade adequada de proteína deve ser liberada para o animal ruminante para assegurar o desenvolvimento ótimo da comida e leite providos deste modo. No entanto, alguma da proteína ingerida pelo animal ruminante tipicamente se toma degradada no rúmen. Por exemplo, uma quantidade de proteína ingerida tipicamente é convertida em amônia no rúmen. A quantidade de proteína assim liberada para o intestino delgado do animal ruminante tipicamente é menor do que a quantidade total de proteína ingerida, como uma quantidade significante de proteína pode ser perdida no rúmen. Assim, é benéfico aumenta a resistência da proteína para degradação no rúmen a fim de maximizar a quantidade de proteína ingerida fluindo para o intestino delgado do animal ruminante. Λ A luz da importância de liberar uma quantidade adequada de proteína para animais ruminantes, métodos foram propostos para avaliar a resistência à degradação no rúmen da proteína presente nos ingredientes para ruminantes. Por exemplo, a medida da quantidade de amônia no rúmen pode prover uma determinação qualitativa da resistência da proteína à degradação no rúmen.
Além disso, a resistência à degradação no rúmen de uma proteína pode ser qualitativamente determinada por medida da solubilidade em nitrogênio da proteína. Ver, por exemplo, B.A. Crooker et al. "Solvents for Soluble Nitrogen Measurements in Feedstuffs", Journal of Dairy Science, vol. 61, pag. 437-47 (1977). Neste aspecto, a solubilidade em nitrogênio de uma proteína em particular é geralmente um bom indicador da degradabilidade no rúmen da proteína. Isto é, um ingrediente de alimento proteico tendo uma menor solubilidade em nitrogênio geralmente tem uma maior resistência à degradação no rúmen. Assim, a diminuição da solubilidade em nitrogênio de um ingrediente de alimento proteico alimentado para um animal ruminante tipicamente aumenta a ingestão de proteína pelo animal ruminante. Vários documentos discutem o significado da solubilidade em nitrogênio de proteína presente em ingredientes para animais ruminantes. Ver, por exemplo, Glimp et al, Effect of Reducing Soybean Protein Solubility by Dry Heat on the Protein Utilization of Young Lambs “, Journal of Animal Science, Vol. 26, pag. 858-61 (1967), Chalmers et al,” Ruminal Ammonia Formation in Relation to the Protein Requirement of Sheep “, Journal of Agricultural Science, vol. 44, pag. 254- 64 (1954), e Annison et al,” Ruminal Ammonia Formation in Relation to the Protein Requirement of Sheep “, Journal of Agricultural Science, vol. 44, pag. 270-77 (1954). No entanto, cada um destes documentos não descreve ou sugere um método para diminuir a solubilidade em nitrogênio de um material de ração para ruminantes, de acordo com um aspecto da presente invenção. A arte relacionada descreve vários agentes protetores possíveis para reduzir a degradação de rúmen de ingredientes de alimentos protéicos. Por exemplo, formaldeído, etanol, melaços de madeira, lignina, ácido acético e a aplicação de calor foram propostos como agentes protetores. No entanto, o uso destes agentes pode ter inconvenientes. Neste aspecto, formaldeído é um carcinogene conhecido para humanos. O uso de etanol, ácido acético e a aplicação de calor podem ser onerosos. Além disso, lignina geralmente tem um baixo valor nutricional e pode ser não palatável para os animais de criação.
Patente US 5 709 894 (a patente 894) se refere a aditivo de ração para ruminantes. O aditivo de ração compreende solúveis de fermentação de ácido glutâmico secos, solúveis de fermentação de milho secos, ou uma mistura de solúveis de fermentação de ácido glutâmico secos e solúveis de fermentação de milho secos. Ver resumo nas linhas 1-4. Os solúveis secos foram secos a um teor em umidade total de menos que 30 % em peso a uma temperatura não menor que 26,6 °C e não mais que 482,2 °C. Ver resumo em linhas 4-7. A patente '894 descreve que como resultado da secagem, as frações de nitrogênio não proteína da composição são reduzidas em sua solubilidade de modo a prover bactérias de rúmen com uma fonte de liberação sustentada de nitrogênio amônia. A patente '894 na coluna 6 linhas 16-21. A patente '894 se refere à redução de solubilidade de frações de nitrogênio não proteína. Estas frações de nitrogênio não proteína estão presentes nos solúveis de fermentação de ácido glutâmico secos, solúveis de fermentação de milho secos, ou mistura de solúveis de fermentação de ácido glutâmico secos e solúveis de fermentação de milho secos.
Patente Suíça documento número 442 947 se refere a um método para a produção de glutamato de monossódio. Este documento descreve que ácido glutâmico é produzido por fermentação e é convertido em sal monossódico. O sal é então isolado em uma solução concentrada ou como um componente de um pó seco. O documento de patente alemã no. 1 222 773 se refere a rações para animais ou suplementos de ração contendo um resíduo de fermentação obtido a partir da produção de ácido glutâmico por fermentação. O resíduo de fermentação compreende sólidos filtrados do meio de fermentação e o licor mãe do ácido glutâmico que foi cristalizado e separado.
Tendo em vista o acima, existe na arte a necessidade para a provisão de um material de ração para ruminantes compreendendo um ingrediente de alimento proteico tendo uma aumentada resistência à degradação no rúmen.
SUMÁRIO DA INVENÇÃO
Um objeto da presente invenção é prover um método para preparar um material de ração para ruminantes tendo uma solubilidade em nitrogênio reduzida. Outro objeto da presente invenção é prove rum material de ração para ruminantes tendo solubilidade em nitrogênio reduzida. Os objetivos acima são atendidos pela presente invenção. De acordo com um aspecto, a presente invenção refere-se a um método de preparação de um material de ração para ruminantes com solubilidade em nitrogênio reduzida, compreendendo a misturação do produto de ração líquido contendo um sal com um ingrediente de alimento proteico. O ingrediente de alimento proteico contém proteína crua em uma quantidade de 30% a 70% em peso. O produto de ração líquido contendo um sal e o ingrediente de alimento proteico são misturados sob condições suficientes para diminuir a solubilidade em nitrogênio do ingrediente de alimento proteico.
De acordo com um outro aspecto, a presente invenção provê um material de ração para ruminantes com reduzida solubilidade em nitrogênio, compreendendo um produto de ração líquido contendo um sal contatado com o ingrediente de alimento proteico. O ingrediente de alimento proteico contém proteína em bruto em uma quantidade de 30% a 70 % em peso. O ingrediente de alimento proteico tem uma solubilidade em nitrogênio reduzida em comparação com o ingrediente de alimento proteico não contactado.
De acordo com outro aspecto, um produto de ração líquido é misturado com um ingrediente de alimento proteico para reduzir a degradabilidade no rúmen do ingrediente de alimento proteico. Isto é, o ingrediente de alimento proteico da presente invenção não compreende um componente de produto de ração líquido, mas é misturado com o mesmo. Em contraste, as frações de nitrogênio não proteína descritas na patente '894 discutida acima, compreendem um componente de solúveis de fermentação e não tem, como se acredita, valor como proteína de desvio. A patente '894 descreve de fato o contato da mistura de solúveis de fermentação com um veículo de qualidade inferior de trigo. A patente '894 na coluna 6, linhas 60-64. No entanto, acredita-se que o veículo de qualidade inferior de trigo descrito pela patente '894 não contém uma quantidade suficiente de proteína crua para prover uma redução na degradabilidade no rúmen comparável à obtida na presente invenção. Este aspecto da presente invenção é discutido em maiores detalhes abaixo.
Além disso, nem o documento de patente Suíça no. 442 947 nem o documento de patente alemã 1 222 773, cada discutido acima, se refere a uma diminuição da degradabilidade no rúmen de um ingrediente de alimento proteico, como especificado em um aspecto da presente invenção.
BREVE DESCRIÇÃO DOS DESENHOS
Os objetos e vantagens da presente invenção serão evidentes a partir da seguinte descrição detalhada das formas de realização preferidas da mesma, em conexão com os desenhos anexos, em que: Figura 1 é um gráfico ilustrando a solubilidade em nitrogênio de farelo de milho ou farinha de soja misturados com várias quantidades de um produto de fermentação comercialmente disponível;
Figura 2 é um gráfico ilustrando a solubilidade em nitrogênio de farinha de soja misturada com quantidades variadas de um produto de fermentação comercialmente disponível, e Figura 3 é um gráfico ilustrando as concentrações de amônia atuais e esperadas produzidas pela fermentação no rúmen in vitro de farinha de soja misturada com quantidades variadas de um produto de fermentação comercialmente disponível.
DESCRIÇÃO DETALHADA DAS FORMAS DE REALIZAÇÃO PREFERIDAS DA INVENÇÃO
De acordo com um aspecto da presente invenção, um método é provido para preparar um material de ração para ruminantes com solubilidade em nitrogênio reduzida. O método inclui a misturação de um produto de ração líquido contendo um sal e um ingrediente de alimento proteico sob condições suficientes para diminuir a solubilidade em nitrogênio do ingrediente de alimento proteico. De acordo com a presente invenção, a diminuição da solubilidade em nitrogênio de ingrediente de alimento proteico tipo selvagem é efetiva para aumentar a resistência do mesmo à degradabilidade no rúmen. O ingrediente de alimento proteico com aumentada resistência à degradabilidade no rúmen provê uma quantidade aumentada de proteína para o intestino delgado de um animal ruminante em comparação com um ingrediente de alimento proteico que não é submetido aos métodos da presente invenção. Esta aumentada liberação de proteína é geralmente benéfica para o desenvolvimento de animal ruminante. O ingrediente de alimento proteico inclui qualquer material compreendendo proteína que pode ser alimentado para o animal ruminante. Preferivelmente, o ingrediente de alimento proteico inclui uma farinha de semente. A farinha de semente pode incluir farinha de soja, mas não é limitada à mesma. A farinha de soja pode incluir farinha de soja extraída com solvente e/ou farinha de soja extraída com expulsor, preferivelmente farinha de soja extraída com solvente. Outros ingredientes de alimentos protéicos exemplares incluem farinha de glúten de milho, farinha de amendoim, farinha de semente de algodão, farinha de canola ou uma mistura das mesmas. A quantidade desejada de proteína crua que está presente no ingrediente de alimento proteico tipicamente depende de vários fatores incluindo, por exemplo, o (s) tipo(s), e quantidade(s) de outro(s) componente(s) incluídos no ingrediente de alimento proteico, o (s) tipo(s) de produto de ração líquido empregado, o(s) tipo(s) de animal ruminante sendo alimentado e/ou as condições de método empregadas no presente método. Com vantagem, o ingrediente de alimento proteico preferivelmente compreende proteína crua de 30 a 70%, em uma base em peso, mais preferivelmente de 35% a 65%. Por exemplo, cada um dos ingredientes de alimentos protéicos exemplares especificados acima pode ter um teor em proteína crua dentro da faixa preferida. Por exemplo, concentrações de proteína crua típicas nos ingredientes de alimentos protéicos de proteína exemplares podem ser como a seguir: farinha de soja, 48%, farinha de glúten de milho, 44%, farinha de amendoim, 34%, farinha de semente de algodão, 48%, e farinha de canola 40%.
Verificou-se de modo surpreendente que a quantidade de proteína ema presente no ingrediente de alimento proteico geralmente é um fator contribuinte para a redução na solubilidade em nitrogênio do ingrediente de alimento proteico. Neste aspecto, a presença de proteína ema na faixa de 30% a 70% pode contribuir para uma redução marcada na solubilidade em nitrogênio do ingrediente de alimento proteico quando o ingrediente de alimento proteico é contactado com o produto de ração líquido contendo um sal. Este aspecto da presente invenção é discutido em maiores detalhes na discussão com relação aos exemplos especificados abaixo. A quantidade de ingrediente de alimento proteico incluído no presente material de ração para ruminantes depende de vários fatores incluindo, por exemplo, o(s) tipo(s) de ingrediente de alimento proteico empregado, o tipo(s) de produto de ração líquido empregado, o (s) tipo(s) de animal ruminante sendo alimentado, e /ou as condições de método empregadas no presente método. Preferivelmente, o ingrediente de alimento proteico está presente em uma quantidade de 20% a 90%, com base no peso do material de ração para ruminantes, mais preferivelmente de 60% a 85%.
Em uma forma de realização preferida, o ingrediente de alimento proteico compreende partículas que são suficientemente pequenas em tamanho para aumentar o grau de contato entre o ingrediente de alimento proteico e o produto de ração líquido contendo um sal. O aumento do grau de contato geralmente aumenta o efeito do produto de ração líquido sobre o ingrediente de alimento proteico, isto é, um aumento no grau de contato tipicamente resulta em uma redução na degradabilidade no rúmen do ingrediente de alimento proteico. Por exemplo, o ingrediente de alimento proteico pode compreender, mas não é limitado a partículas tendo um tamanho de partículas médio de 500 a 1500 microns, mais preferivelmente de 600 a 800 microns.
Tipicamente, o ingrediente de alimento proteico inclui material além da proteína crua contida no mesmo. Por exemplo, ingrediente de alimento proteico pode incluir carboidratos, lipídeos e/ou minerais. O material adicional pode estar inerentemente presente no ingrediente de alimento proteico e/ou pode ser adicionado ao mesmo como um aditivo. O material de ração para ruminantes também inclui um produto de ração líquido contendo um sal. O produto de ração líquido contendo um sal pode incluir, por exemplo, solúveis de fermentação, solúveis de destilaria, melaços, licor de infusão de milho, soro líquido ou misturas dos mesmos. Os solúveis de fermentação condensados podem incluir por exemplo solúveis de fermentação de ácido glutâmico, solúveis de fermentação de milho, solúveis de fermentação de melaços, ou uma mistura dos mesmos. O sal contido no produto de ração líquido é preferivelmente selecionado dentre o grupo consistindo de um sal de amônio, magnésio, potássio, cálcio e uma mistura dos mesmos. Os sais particularmente preferidos incluem cloreto de amônio, sulfato de amônio e cloreto de magnésio. O sal está tipicamente presente inicialmente no produto de ração líquido. De acordo com uma forma de realização alternativa, um produto de ração líquido com uma concentração relativamente baixa de sal ou sem sal pode ser usado por adição de sal ao mesmo para obter uma concentração de sal desejada. De acordo com uma forma de realização preferida, o produto de ração líquido compreende o sal em uma quantidade de 5% a 65% em peso do produto de ração líquido, mais preferivelmente de 10 a 25%.
Em uma forma de realização preferida, o produto de ração líquido contendo um sal compreende solúveis de fermentação de ácido glutâmico. Os solúveis de fermentação de ácido glutâmico que podem ser usados na presente invenção incluem, por exemplo, PROTEFERM®, disponível da Ajinomoto USA, Inc., localizado em Eddyville, Iowa. Os solúveis de fermentação de ácido glutâmico contém os subprodutos de fermentação de produção de ácido glutâmico e tipicamente incluem um caldo de fermentação com massa de células gasta, aminoácidos, peptídeos, e cloreto de amônio. Por exemplo, a seguinte tabela 1 relaciona os teores de uma amostra de exemplo de solúveis de fermentação de ácido glutâmico. TABELA 1 Esta amostra de solúveis de fermentação de ácido glutâmico produziu calor na quantidade de 521 kcal/0,45 kg, medido em um calorímetro de bomba. O produto de ração líquido contendo um sal está preferivelmente presente em uma quantidade efetiva para aumentar ou maximizar a resistência à degradabilidade no rúmen do ingrediente de alimento proteico. A quantidade de produto de ração líquido contendo um sal incluída no presente material de ração para ruminantes depende de vários fatores como, por exemplo, o(s) tipo(s) de produto de ração líquido empregado, o(s) tipo(s) de ingrediente de alimento proteico empregado, o(s) tipo(s) de animal ruminante sendo alimentado, e/ou as condições de método empregadas no presente método. O produto de ração líquido contendo um sal preferivelmente está presente em uma quantidade de 5 a 65%, com base no peso do material de ração para ruminantes, mais preferivelmente de 15% a 60% e mais preferivelmente 35%. O grau de redução de solubilidade em nitrogênio no ingrediente de alimento proteico do presente material de ração para ruminantes depende pelo menos na relação da quantidade de produto de ração líquido contendo um sal para a quantidade de ingrediente de alimento proteico presente no material de ração para ruminantes. Com vantagem, a relação empregada é efetiva para aumentar ou maximizar a resistência à degradabilidade no rúmen do ingrediente de alimento proteico. O produto de ração líquido contendo um sal é misturado com o ingrediente de alimento proteico sob condições suficientes para diminuir a solubilidade em nitrogênio do ingrediente de alimento proteico.
Tipicamente, a mera misturação de produto de ração líquido contendo um sal com o ingrediente de alimento proteico é suficiente para diminuir a solubilidade em nitrogênio do ingrediente de alimento proteico. Em uma forma de realização preferida, o produto de ração líquido contendo um sal e o ingrediente de alimento proteico são misturados de modo homogêneo. Os métodos e equipamento conhecidos na arte para a misturação de alimentos para animais podem ser usados para misturar o produto de ração líquido contendo um sal com o ingrediente de alimento proteico. O produto de ração líquido está preferivelmente na forma líquida quando contactado com o ingrediente de alimento proteico. Com vantagem, a secagem do produto de ração líquido antes da misturação do mesmo com o ingrediente de alimento proteico não é requerida para aumentar a resistência à degradação no rúmen do ingrediente de alimento proteico. Isto reduz ou evita o custo associado com secagem do produto de ração líquido antes da etapa de misturação.
De acordo com outro aspecto da presente invenção, a solubilidade em nitrogênio do ingrediente de alimento proteico pode ainda ser reduzida por ajuste de várias condições de método antes de, durante e/ou após a misturação do produto de ração líquido e o ingrediente de alimento proteico. Por exemplo, o produto de ração líquido contendo um sal e/ou o ingrediente de alimento proteico podem ser aquecidos. Preferivelmente, o produto de ração líquido e o ingrediente de alimento proteico são aquecidos após os materiais serem misturados. O aquecimento da mistura de produto de fermentação e o ingrediente de alimento proteico tipicamente é efetivo para reduzir a solubilidade em nitrogênio de ingrediente de alimento proteico. Isto é especificado em maiores detalhes na discussão com relação ao exemplo 4 abaixo. De acordo com uma forma de realização de exemplo, o calor pode ser aplicado à mistura usando vapor como, por exemplo, vapor de refugo, e/ou usando um forno de ar forçado.
Em uma forma de realização preferida, a mistura resultante do produto de ração líquido contendo um sal e o ingrediente de alimento proteico pode ser aquecida a uma temperatura efetiva para aumentar ou maximizar a redução de solubilidade de nitrogênio de ingrediente de alimento proteico. Por exemplo, a mistura resultante pode ser aquecida a uma temperatura de 20 °C a 400 °C, mais preferivelmente de 60 °C a 130 °C. preferivelmente, o próprio ingrediente de alimento proteico não é substancialmente adversamente afetado por calor aplicado. A mistura pode ser aquecida de 10 min a 48 horas, mais preferivelmente de 30 min a 4 horas.
Apesar do aquecimento do ingrediente de alimento proteico em altas temperaturas, como 139°C, geralmente ser efetivo para diminuir a degradabilidade no rúmen da proteína bruta no mesmo, verificou-se surpreendentemente que o aquecimento do material de ração em temperaturas altas, como 60°C, também podia ser efetivo para diminuir degradabilidade no rúmen. Assim, a quantidade de calor requerida para reduzir a degradabilidade no rúmen da mistura de ingrediente de alimento proteico e o produto de ração líquido é geralmente menor do que o calor requerido para reduzir a degradabilidade no rúmen do ingrediente de alimento proteico sozinho.
Apesar do aquecimento do material de reação reduzir a degradabilidade no rúmen, acredita-se que, apesar de não limitado a qualquer teoria em particular, a secagem do material de ração por si mesma não contribui substancialmente para a redução na degradabilidade no rúmen. Por exemplo, como discutido acima, o material de ração pode ser aquecido usando vapor. O nível de umidade final do material de ração pode ser qualquer nível de umidade prático para o material de ração a ser usado comercialmente.
Com referência às figuras 1 e 2, o material de ração para ruminantes da presente invenção pode demonstrar uma reduzida solubilidade em nitrogênio em comparação com cada uma das solubilidades de nitrogênio do ingrediente de alimento proteico não contactado e o produto de ração líquido contendo um sal. Os resultados que aparecem abaixo na discussão dos exemplos 2-4. De acordo com uma forma de realização preferida, a solubilidade em nitrogênio do ingrediente de alimento proteico é reduzida em uma quantidade de 7% a 67%, mais preferivelmente de 28% a 48%, comparado com a média ponderada de solubilidades de nitrogênio do ingrediente de alimento proteico não contactado e o produto de ração líquido contendo um sal, com base na média ponderada.
Como discutido acima, a degradabilidade no rúmen de um ingrediente de alimento proteico tipicamente produz amônia. Assim, o grau de degradabilidade no rúmen pode ser medido pela quantidade de amônia presente após fermentação de um material de ração para ruminantes. Figura 3 mostra que os presentes materiais de ração para ruminantes com vantagem demonstram uma reduzida quantidade de amônia produzida a partir da fermentação no rúmen da mesma, em comparação com valores de concentração de amônia esperados. Estes resultados são ainda discutidos em maiores detalhes abaixo na discussão do exemplo 5. O material de ração para ruminantes pode conter material adicional como, por exemplo, material nutritivo adicional, conservantes para permitir armazenagem prolongada, agentes anti-formação de bolo para auxiliar a escoabilidade, e/ou agentes de coloração para identificar material de ração tratado de material de ração não tratado. O material de ração para ruminantes inventivo pode conter materiais nutritivos adicionais, particularmente quando o material de ração para ruminantes é administrado sozinho. Estes materiais nutritivos adicionais podem incluir, por exemplo, lipídeos, vitaminas, aminoácidos, enzimas, e/ou fontes de energia solúveis como açúcar ou amido. Outros aditivos conhecidos dos versados na arte também podem ser usados. O material de ração para ruminantes pode ser submetido a outro processamento para vários fins. Por exemplo, o material de ração para ruminantes tipicamente é pelotizado para facilitar a administração do mesmo a animais ruminantes. Além disso, o material de ração pode ser cortado em cubos, triturado, enrolado, expandido e/ou condicionado com vapor. A formação de cubos tipicamente resulta em pelotas de maior tamanho. A trituração tipicamente resulta em redução do tamanho de partícula do material de ração. O enrolamento tipicamente altera a forma da partícula e pode ser feito com ou sem o uso de vapor. Os métodos de expansão tipicamente incluem submeter o material de ração a umidade, pressão e calor. O condicionamento com vapor tipicamente inclui submeter o material de ração a umidade e calor. Outros métodos bem conhecidos dos versados na arte também podem ser usados. A fim de ainda ilustrar a presente invenção e as vantagens da mesma, os seguintes exemplos específicos são dados, sendo entendido que os exemplos se destinam apenas como ilustrativos e não são limitativos.
Exemplos Em cada um dos seguintes exemplos 1-5, e exemplo comparativo 1, várias amostras de material de ração para ruminantes foram preparadas e a solubilidade em nitrogênio dos ingredientes de alimentos protéicos aqui foi medida. Uma porção de 5 g de cada amostra de ração para ruminantes foi agitada em 200 ml de 0,2% KOH durante 90 min a 20 °C. Cada amostra foi então levada a um volume de 250 ml com água destilada e deixada assentar durante 30 min. Uma porção de 40 ml foi decantada de cada amostra e centrifugada durante 10 min a 4.000 rpm. Cada amostra foi então filtrada através de papel de filtro Whatman # 1 e analisada para nitrogênio Kjeldahl.
Em cada um dos exemplos 1-5, os valores de solubilidade de nitrogênio final foram calculados por divisão de gramas totais de nitrogênio solúvel por gramas totais de nitrogênio em cada amostra. Os vários valores percentuais em peso são como em uma base, salvo indicado em contrário. PROTEFERM ® foi usado como o produto de ração líquido contendo um sal (LFP) em cada um dos exemplos. Um forno de ar forçado foi usado para aquecer as amostras que foram aquecidas.
EXEMPLO 1 - SOLUBILIDADE DE NITROGÊNIO DE FARINHA DE SOJA E MISTURAS DE FARINHA DE SOJA/ LFP
As solubilidades em nitrogênio foram testadas de misturas de farinha de soja/ LFP aquecidas e farinha 100% de soja aquecida e não aquecida. A farinha de soja extraída com solvente foi usada nestes exemplos. Amostras números 2-4 foram aquecidas a 60 °C durante 18 h. Os resultados são mostrados na seguinte tabela 2. TABELA 2 Como se nota destes resultados, as amostras de farinha de soja aquecida e mistura de farinha de soja / LFP tinha solubilidades em nitrogênio que foram menores do que de amostra de farinha de soja não aquecida. EXEMPLO 2- SOLUBILIDADE EM NITROGÊNIO DE VÁRIOS MATERIAIS
As solubilidades de nitrogênio foram testadas de farelo 100% de milho, mistura de farelo de milho/ LFP, farinha 100% de soja, misturas de farinha de soja / LFP, PROTEFER® e cloreto de amônio (amostra no 8). A farinha de soja testada tinha um teor em proteína crua de 48 % em peso, enquanto o farelo de milho testado tinha um teor de proteína crua de 11,6 % em peso. As amostras números 2 e 4 foram aquecidas a 60 °C durante 48 h. Os resultados são mostrados na seguinte tabela 3. _____________________________TABELA 3_______________________ Com se nota dos resultados, a amostra 6 que continha uma mistura de farinha de soja / LFP demonstrou uma solubilidade em nitrogênio menor do que a de amostra 5 100% de farinha de soja. As misturas de farelo de milho/ LFP, por outro lado, não demonstraram uma redução significante em solubilidade em nitrogênio em comparação com amostras 100% farelo de milho. Apesar de não limitado a qualquer teoria em particular, acredita-se que o teor em proteína crua baixo de farelo de milho foi um fator que contribuiu para a falta de redução de solubilidade de nitrogênio.
EXEMPLO 3 - SOLUBILIDADE EM NITROGÊNIO DE FARINHA DE SOJA E MISTURAS DE FARINHA DE SOJA/ LFP
As solubilidades de nitrogênio foram testados de farinha de soja 100%, farinha de soja com água e misturas de farinha de soja / LFP. As amostras nos. 2, 3, 5, 7 e 8 foram aquecidas a 60 °C durante 12 horas. A amostra 3 incluiu água para compensar os efeitos causados pela umidade presente em LFP. Os resultados são mostrados na seguinte tabela 4: TABELA 4 Como se nota da tabela, essencialmente todo o nitrogênio na amostra no. 8 que continha 100% PROTEFER® foi de amônia e aminoácidos. Ou 15% ou 30% de PROTEFERM® foram misturados com farinha de soja, a solubilidade em nitrogênio da mistura foi reduzida 10,6 e 23,7 unidades percentuais, respectivamente, comparado com a solubilidade em nitrogênio de farinha de soja sozinha.
Quando calor foi aplicado às misturas, a solubilidade em nitrogênio foi reduzida por 8,1 e 28,8 unidades percentuais para misturas a 15% e 30% PROTEFERM® respectivamente, comparado com farinha de soja aquecida sozinha. A adição de água à farinha de soja e então aplicação de calor não reduziu a solubilidade em nitrogênio. Assim, apesar de não limitado por qualquer teoria em particular, acredita-se que o teor em umidade no PROTEFERM® não estava causando redução na solubilidade em nitrogênio. EXEMPLO 4 - SOLUBILIDADE EM NITROGÊNIO DE FARINHA DE SOJA, LFP E MISTURAS DE FARINHA DE SOJA / LFP EM VÁRIAS
TEMPERATURAS A solubilidade em nitrogênio foi testada para várias misturas de farinha de soja / LFP extraídas com solve e não aquecidas e aquecidas, 100% LFP e farinha de soja. Para ainda examinar o efeito de calor na solubilidade em nitrogênio dos materiais de ração para ruminantes, as misturas (a 22 °C) foram submetidas a dois níveis de temperatura adicionais (60 °C e 139 °C) durante 4 horas.
Neste exemplo, as amostras foram trituradas em um moedor de café para reduzir e equalizar o tamanho da partícula. Após serem agitadas em 200 ml de solvente, as amostras não foram ainda diluídas com água, como nos exemplos anteriores. Os resultados são como a seguir: TABELA 5 Como se nota dos resultados, as misturas de farinha de soja / LFP tinha menores solubilidades em nitrogênio do que as solubilidades de farinha de soja sozinha e o LFP sozinho, em cada um dos níveis de calor. O aumento do nível de calor resultou em uma outra diminuição na solubilidade em nitrogênio de misturas farinha de soja / LFP comparado com 100% farinha de soja submetida ao mesmo nível de calor.
As amostras 100% LFP aquecidas (amostras nos. 10 e 15) não demonstram uma redução significante de solubilidade em nitrogênio, mesmo em temperaturas elevadas. Por outro lado, a solubilidade em nitrogênio de farinha de soja amostra no. 11 diminuiu a 139 °C. A partir destes resultados, é provável que, apesar de não ser limitado por qualquer teoria em particular, a diminuição na solubilidade em nitrogênio nas misturas de farinha de soja / LFP podem ser principalmente ou totalmente atribuídas a uma diminuição de solubilidade em nitrogênio na farinha de soja, e não o LFP.
EXEMPLO 5 - ACÚMULO DE AMÔNIA IN VITRO DE MISTURAS DE FARINHA DE SOJA/ LFP, LFP E FARINHA DE SOJA
Amostras nos. 1-15 do presente exemplo foram preparadas do mesmo modo que as amostras nos. 1-15 usadas no exemplo 4. As amostras foram submetidas a uma fermentação no rúmen in vitro. A resistência à degradação no rúmen de cada amostra foi determinada por medida da quantidade de amônia produzida das reações de fermentação. fluído do rúmen foi obtido de um bezerro com fístulas no rúmen pesando 431 kg e consumindo uma dieta de alta energia, de tipo de acabamento, ad libitum. O fluido do rúmen foi limitado através de 4 camadas de gaze e aplicado às amostras em 40 minutos do tempo da coleta. Cada incubação incluía 5 mg de nitrogênio para cada amostra, 100 mg de amido, 2 ml de fluido de rúmen limitado, e 20 ml de tampão Kansas State. As amostras foram incubadas durante 4, 6, 8, 12 e 24 horas em replicatas. Após incubação, 0,25 ml de ácido sulfurico foi adicionado para parar a fermentação, e as amostras foram centrifugadas durante 30 min a 4.000 rpm. A concentração de amônia foi medida usando um método colorimétrico e de reação de hipoclorito, adaptado para medida por um auto-analisador Technicon. Os resultados são mostrados na seguinte tabela 6. vo <
W a Para determinar se as misturas de farinha de soja / LFP produziram uma concentração de amônia inesperadamente baixa, um valor de concentração de amônia esperado, teórico, foi calculado para cada uma das amostras de mistura de farinha de soja / LFP tomadas em cada intervalo de tempo. A quantidade de nitrogênio contribuiu pela farinha de soja para a mistura foi usada para calcular os valores de concentração de amônia esperados. A tabela 7 especifica as quantidades de nitrogênio que contribuíram para a farinha de soja que correspondem às várias concentrações de farinha de soja usadas neste exemplo. TABELA 7 Os valores de concentração de amônia esperados calculados são especificados na tabela 8 e foram calculados por determinação da média ponderada de concentrações de amônia de farinha de soja 100% e PROTEFERM® 100% medidos a um intervalo de tempo particular. A tabela 8 compara as concentrações de amônia reais de amostras nos. 2-4, 7-9 e 12-14 com os valores esperados teóricos da mesma. Nesta tabela, os valores de concentração de amônia "reais" e "esperados" são em ppm. A "diminuição" é a diminuição percentual de valores de concentração de amônia esperados para reais. TABELA 8 Como se nota da tabela 8, cada amostra em cada intervalo de tempo demonstrou uma redução significante em concentração de amônia em comparação com a concentração de amônia esperada do mesmo. É assim evidente que os materiais de ração para ruminantes inventivos demonstram uma aumentada resistência à degradação no rúmen.
EXEMPLO COMPARATIVO 1 - SOLUBILIDADE EM NITROGÊNIO DE FARELO DE MILHO E MISTURA DE FARELO DE MILHO/ LFP
As solubilidades em nitrogênio de 100% farelo de milho e misturas de farelo de milho / LFP foram medidas. A temperatura do LFP foi 60 °C quando misturado com o farelo de milho. Não foi aplicado calor às misturas. Os resultados são dados na tabela 9. TABELA 9 Como se nota da tabela, quando 12,5%, 23,8% ou 36,0% LFP foram misturados com farelo de milho, a solubilidade em nitrogênio foi reduzida em 8,4, 6,6 e 1,3 unidades percentuais, respectivamente. Estas quantidades de redução de solubilidade em nitrogênio são geralmente menores do que as obtidas em misturas comparáveis de farinha de soja e LFP. Como descrito acima, é provável que a diferença na redução de solubilidade em nitrogênio pode ser atribuída pelo menos ao teor de proteína baixo de farelo de milho.
Apesar da invenção ter sido descrita em detalhes com referência às formas de realização específicas da mesma, será evidente para o versado na arte que várias mudanças e modificação podem ser feitas, e equivalentes empregados sem sair do escopo das reivindicações.
Claims (16)
1. Método para preparar um material de ração para ruminantes com reduzida solubilidade em nitrogênio, caracterizado pelo fato de compreender misturar um produto de ração líquido contendo um sal com um ingrediente de alimento proteico, em que o ingrediente de alimento proteico contém proteína bruta em uma quantidade de 30 a 70% em peso, em que o ingrediente de alimento proteico compreende um material selecionado dentre o grupo consistindo em farinha de soja, farinha de glúten de milho, farinha de amendoim, farinha de semente de algodão, farinha de canola e uma mistura das mesmas, em que o produto de ração líquido contendo um sal compreende solúveis de fermentação de ácido glutâmico, em que a mistura do produto de ração líquido contendo um sal e o ingrediente de alimento proteico é aquecida a uma temperatura de 20°C a 400°C, em que o sal é um sal inorgânico selecionado do grupo consistindo em amônio, magnésio potássio, cálcio e uma mistura dos mesmos, em que o ingrediente de alimento proteico compreende partículas tendo um tamanho médio de partícula de 500 a 1500 pm, e em que o produto de ração líquido contendo um sal está presente em uma quantidade de 5 a 65%, com base no peso do material de ração para ruminantes.
2. Método de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o produto de ração líquido contendo um sal compreende o sal em uma quantidade de 5% a 65%, com base no peso do produto de ração líquido contendo um sal.
3. Método de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o material de ração para ruminantes compreende o ingrediente de alimento proteico em uma quantidade de 20 a 90%, com base no peso do material de ração para ruminantes.
4. Método de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o ingrediente de alimento proteico compreende proteína bruta em uma quantidade de 35 a 65% em peso.
5. Método de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o ingrediente de alimento proteico compreende farinha de soja.
6. Método de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o produto de ração líquido contendo um sal e o ingrediente de alimento proteico são misturados de modo homogêneo.
7. Método de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que a solubilidade em nitrogênio do ingrediente de alimento proteico é 7% a 67% menor do que a média ponderada das solubilidades de nitrogênio do ingrediente de alimento proteico não contactado e o produto de ração líquido contendo um sal, com base no peso do ingrediente de alimento proteico não contactado e o produto de ração líquido contendo um sal.
8. Método de acordo com a reivindicação 7, caracterizado pelo fato de que a solubilidade em nitrogênio do ingrediente de alimento proteico é 28% a 48% menor do que a média ponderada das solubilidades em nitrogênio do ingrediente de alimento proteico não contactado e o produto de ração líquido contendo um sal, com base no peso do ingrediente de alimento proteico não contactado e o produto de ração líquido contendo um sal.
9. Material de ração para ruminantes com reduzida solubilidade em nitrogênio, caracterizado pelo fato de compreender um produto de ração líquido contendo um sal contactado com um ingrediente de alimento proteico, em que o ingrediente de alimento proteico contém proteína bruta em uma quantidade de 30% a 70% em peso, em que o ingrediente de alimento proteico compreende um material selecionado dentre o grupo consistindo em farinha de soja, farinha de glúten de milho, farinha de amendoim, farinha de semente de algodão, farinha de canola e uma mistura das mesmas, em que o produto de ração líquido contendo um sal compreende solúveis de fermentação de ácido glutâmico, em que o ingrediente de alimento proteico tem uma reduzida solubilidade em nitrogênio em comparação com o ingrediente de alimento proteico não contactado, em que o sal é um sal inorgânico selecionado do grupo consistindo em amônio, magnésio potássio, cálcio e uma mistura dos mesmos, em que o ingrediente de alimento proteico compreende partículas tendo um tamanho médio de partícula de 500 a 1500 μηι, e em que o produto de ração líquido contendo um sal está presente em uma quantidade de 5 a 65%, com base no peso do material de ração para ruminantes.
10. Material de ração para ruminantes de acordo com a reivindicação 9, caracterizado pelo fato de que o produto de ração líquido contendo um sal compreende o sal em uma quantidade de 5% a 65%, com base no peso do produto de ração líquido contendo um sal.
11. Material de ração para ruminantes de acordo com a reivindicação 9, caracterizado pelo fato de que o material de ração para ruminantes compreende o ingrediente de alimento proteico em uma quantidade de 20% a 90%, com base no peso do material de ração para ruminantes.
12. Material de ração para ruminantes de acordo com a reivindicação 9, caracterizado pelo fato de que o ingrediente de alimento proteico compreende proteína bruta em uma quantidade de 35% a 65% em peso.
13. Material de ração para ruminantes de acordo com a reivindicação 9, caracterizado pelo fato de que o ingrediente de alimento proteico compreende farinha de soja.
14. Material de ração para ruminantes de acordo com a reivindicação 9, caracterizado pelo fato de que o produto de ração líquido contendo um sal e o ingrediente de alimento proteico compreendem uma mistura substancialmente homogênea.
15. Material de ração para ruminantes de acordo com a reivindicação 9, caracterizado pelo fato de que a solubilidade em nitrogênio do ingrediente de alimento proteico é 7% a 67% menor do que a média ponderada de solubilidades em nitrogênio do ingrediente de alimento proteico não contactado e o produto de ração líquido contendo um sal, com base no peso do ingrediente de alimento proteico não contactado e o produto de ração líquido contendo um sal.
16. Material de ração para ruminantes de acordo com a reivindicação 15, caracterizado pelo fato de que a solubilidade em nitrogênio do ingrediente de alimento proteico é 28% a 48% menor do que a média ponderada das solubilidades em nitrogênio do ingrediente de alimento proteico não contactado e o produto de ração líquido contendo um sal, com base no peso do ingrediente de alimento proteico não contactado e o produto de ração líquido contendo um sal.
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