BRPI0403073B1 - tinta aquosa para tráfego, método para produzir uma marcação de tráfego sobre uma superfície de via, e, marcação de tráfego - Google Patents

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Abstract

"tinta aquosa para tráfego, método para produzir uma marcação de tráfego sobre uma superfície de via, e, marcação de tráfego". tinta aquosa para tráfego, que inclui partículas de polímero duro- mole, amina polifuncional, e base volátil é provida. as partículas de polímero duro- mole, que contêm polímero mole e polímero duro, possuem uma hidrofobicidade caracterizada por um parâmetro de hansch de pelo menos 3. é também provido um método de produção de uma marcação de tráfego sobre uma superfície de via usando a tinta aquosa. a tinta aquosa para tráfego é adequada para a aplicação a superfícies de via, incluindo superfícies de via oleosa, e pode ser aplicada em temperaturas abaixo de 15<198>c.

Description

“TINTA AQUOSA PARA TRÁFEGO, MÉTODO PARA PRODUZIR UMA MARCAÇÃO DE TRÁFEGO SOBRE UMA SUPERFÍCIE DE VIA, E, MARCAÇÃO DE TRÁFEGO”.
Esta invenção refere-se genericamente a uma tinta aquosa para tráfego, útil para produzir marcações de tráfego sobre superfícies de via. A tinta aquosa para tráfego inclui partículas de polímero contendo faixas r seletivas de polímero mole e de polímero duro. E também provido um método de aplicação da tinta aquosa para tráfego de modo a prover uma marcação de tráfego.
Marcações de tráfego brancas e amarelas são usualmente usadas para demarcar pistas de tráfego sobre vias. Estas marcações asseguram condições de direção seguras sob condições de tempo variáveis. O termo “vias” compreende trilhos, auto-estradas, rampas de entrada e de saída, passagens, pavimentações, calçadas, e vagas de estacionamento para veículos, tais que automóveis, caminhões e bicicletas. As vias são usualmente pavimentadas com asfalto ou concreto, geralmente de cimento Portland. A maioria destas marcações de tráfego, tais como faixas sólidas, transversais e ininterruptas são à base de tinta e incluem composições de solvente e composições aquosas. A aplicação de tintas para o tráfego é inerentemente desafiadora, pois o substrato da via à qual a tinta é aplicada possui raramente consistência uniforme ou “ limpa”. Várias substâncias estranhas recobrem as superfícies de vias, seja de modo parcial ou completo. Este é especialmente o caso com respeito a superfícies de via existentes, que requerem uma nova pintura periódica de suas marcações para o tráfego. Vias particularmente problemáticas de serem pintadas são aquelas, em que óleo está presente sobre a superfície. Este óleo pode resultar de depósitos produtos durante um longo período de tempo por óleo ou graxa, que é desprendido a partir de veículos. Além disso, máquinas de veículo mais antigas podem queimar cada vez mais óleo como parte do processo de combustão interno. Este óleo é vaporizado e passa para fora a partir do sistema de exaustão. Uma vez transportado pelo ar, o óleo vaporizado pode se resinar, condensar e cair sobre a superfície da via, de modo a formar um depósito oleoso. Outra fonte de depósitos oleosos são materiais à base de óleo, que são lixiviados a partir do leito da via para a superfície do leito da via. Uma outra fonte de depósitos oleosos são os produtos à base de asfalto ou de alcatrão, empregados para remendar orifícios ou fendas na superfície da via. A adesão aceitável a superfície de via oleosas é uma propriedade desejada em tintas para tráfego.
Na aplicação de tintas aquosas para tráfego, é tipicamente mais difícil em temperaturas abaixo de 15°C, em especial quando da obtenção de boa formação de filme da tinta aquosa para tráfego e adesão da marcação de tráfego à superfície da via. Em climas nórdicos e em altas elevações, temperaturas adequadas para a aplicação a marcações de via são ffeqüentemente obtidas apenas durante períodos limitados, tais como na estação do verão. Nestas regiões, este curto período de aplicação é geralmente inadequado para completar a pintura da via necessária, antes que o tempo esfrie. Tintas aquosas para tráfego com propriedades de aplicação aperfeiçoadas em temperaturas mais baixas irão prover estações de pintura mais longas para a aplicação da marcação da via.
Além disso, as marcações de tráfego são expostas à sujeira, pó e fuligem, os quais podem ser acumular sobre a superfície da marcação do tráfego, deste modo escurecendo a marcação do tráfego. Marcações de tráfego escurecidas possuem menos visibilidade contra a superfície da via, em especial no caso de superfícies de asfalto. A resistência à captação de sujeira, uma característica geralmente desejável reconhecida de um revestimento, é a capacidade para minimizar o acúmulo de material, tal como sujeira, pó e fuligem sobre a superfície do revestimento. Marcações de tráfego requerem resistência à captação de sujeira de modo a manter o seu contraste com a superfície da via e continuar, deste modo, a servir a seu propósito de demarcar a superfície da via. A Patente US N° 6.228.901 expõe um método de produção de marcações de tráfego resistentes ao desgaste sobre superfícies de via e uma tinta para o tráfego, de modo a produzir estas marcações de tráfego resistentes ao desgaste. A tinta para tráfego exposta contém um polímero altamente hidrofóbico, que está isento de estireno. No entanto, esta referência não aborda as questões de provimento de uma tinta para o tráfego, que possa ser aplicada, com sucesso, a uma superfície de via oleosa, uma tinta para o tráfego que possa ser aplicada em temperaturas de aplicação mais baixas, ou uma marcação para o tráfego tendo resistência à captação de sujeira aceitável. É desejado na técnica uma tinta aquosa para tráfego, que possa ser aplicada em temperaturas mais baixas, que possua adesão aceitável a superfícies de via oleosas, assim como a superfícies de via não- oleosas, e que proporcione uma marcação de via com resistência à captação de sujeira aceitável.
Os inventores verificaram uma tinta aquosa para tráfego, adequada para a aplicação em temperaturas mais baixas. Além disso, a tinta para o tráfego possui adesão aceitável a superfícies de vias oleosas e a superfícies de vias não- oleosas. As marcações de tráfego preparadas a partir desta tinta para tráfego possuem também níveis aceitáveis de resistência à captação de sujeira. O primeiro aspecto da presente invenção fornece uma tinta aquosa para tráfego, que inclui: a) partículas de polímero duro- mole tendo grupos ácido- funcionais pendentes; em que cada uma das partículas de polímero duro- mole contêm, com base no peso das partículas de polímero duro- mole: i) de 65 a 95%, em peso, de um polímero mole tendo uma temperatura de transição vítrea na faixa de a partir de - 40 a 20°C e ii) de 5 a 35%, em peso, de um polímero duro tendo uma temperatura de transição vítrea de pelo menos 40°C, em que as partículas de polímero duro- mole possuem um parâmetro de Hansch de pelo menos 3; b) anima polifimcional; e c) uma quantidade de base volátil suficiente para elevar o pH da tinta aquosa para tráfego a um ponto, em que substancialmente toda a amina polifuncional esteja em um estado não- iônico. O segundo aspecto da presente invenção provê uma tinta aquosa para tráfego incluindo: a) partículas de polímero duro- mole compreendendo grupos ácido- funcionais pendentes; em que cada uma das partículas de polímeros duro- mole contêm: i) de 50 a 65%, em peso, de um polímero mole tendo uma temperatura de transição vítrea na faixa de a partir de -75 a -30°C, e ii) de 35 a 50% de um polímero duro tendo uma temperatura de transição vítrea de pelo menos 30°C; em que as partículas de polímero duras- moles possuem um parâmetro de Hansch de pelo menos 3; b) amina polifuncional; e c) uma quantidade de base volátil suficiente para elevar o pH da tinta aquosa para tráfego a um ponto, em que substancialmente toda a amina polifuncional não esteja em estado não - iônico. O terceiro aspecto da presente invenção provê um método de produção de uma marcação de tráfego sobre uma superfície de estada, que inclui: a) aplicar sobre a superfície da via uma camada de tinta aquosa para tráfego, que inclui: i) partículas de polímero duro- mole tendo grupos ácido -funcionais pendentes; em que cada uma das partículas de polímero duro- mole contêm, com base no peso das partículas de polímero duro- mole: de 65 a 95 %, em peso, de um polímero mole tendo uma temperatura de transição vítrea na faixa de 40 a 20°C e de 5 a 35%, em peso, de um polímero duro, tendo uma temperatura de transição vítrea de pelo menos 40°C, em que as partículas de polímero duro- mole possuem um parâmetro de Hansch de pelo menos 3; ii) amina polifimcional; e iii) uma quantidade de base volátil suficiente para elevar o pH da tinta aquosa para tráfego a um ponto, em que substancialmente toda a amina polifimcional esteja em um estado não- iônico; e b) evaporar a base volátil a partir da tinta aquosa para tráfego de modo a prover a marcação de tráfego.
Como aqui usado, o uso do termo “(met)” seguido por outro termo, tal que acrilato, refere-se tanto a acrilatos e a metacrilatos. Por exemplo, o termo “(met)acrilato” refere-se ou a acrilato ou a metacrilato; o termo “(met)acrílico” refere-se ou a acrílico ou a metacrílico; o termo “(met) acrilonitrila” refere-se ou a acrilnitrila ou a metacrilonitrila; e o termo (met) acrilamida “ refere-se a acrilamida ou a metacrilamida. “Temperatura de transição vítrea” ou “Tg”, como aqui usada, significa a temperatura em que ou acima da qual um polímero vítreo será submetido a um deslocamento segmentar da cadeia polimérica. As temperaturas de transição vítrea de um polímero podem ser estimadas pela equação de Fox [Bulletin of the American Physical Society 1, 3, página 123 (1956) como se segue: Para um copolímero, e w2 referem-se à fração em peso dos dois comonômeros, e T2(l) e Tg(2) referem-se às temperaturas de transição vítrea dos dois homopolímeros correspondentes em Kelvin. Para polímeros contendo três ou mais monômeros, são adicionados termos adicionais (wn/ Tg(n)). A Tg de uma fase de polímero pode ser também calculada pelo uso de valores apropriados para as temperaturas de transição vítrea de homopolímeros, que podem ser encontradas, por exemplo, em “Polymer Handbook”, editado por J. Brandrup e E. H. Immergut, Interscience Publishers. Os valores de Tg aqui relatados são calculados usando a equação de Fox. O termo “pendente” é usado na especificação para compreender “ligado à estrutura do polímero”. O termo “pendente” também inclui a ligação de tais grupos nos términos de uma cadeia de polímero. A composição de copolímero aquosa da presente invenção inclui partículas de polímero duras- moles dispersadas no meio aquoso. As partículas de polímero duro- mole são polímeros de adição preparados pela poíimerização de monômero etilenicamente insaturado. Cada uma das partículas de polímero duro- mole contêm polímero mole e polímero duro. As partículas de polímero duro- mole podem também conter grupos ácido-funcionais pendentes. Exemplos de grupos ácido- funcionais pendentes incluem grupos de ácido carboxílico; grupos de ácido fosforoso, tais como grupos de ácido fosfórico; grupos de ácido sulfuroso, tais como grupos de ácido sulfurico; e sais dos mesmos. As partículas de polímero duro- mole podem conter mais do que um tipo de grupo ácido- funcional. Os grupos ácido- funcionais pendentes estão incluídos no polímero mole, no polímero duro, ou em ambos o polímero mole e o polímero duro. As partículas de polímero duro- mole podem conter os grupos ácido- funcionais pendentes em sua forma de ácido ou como um sal dos mesmos. No primeiro aspecto da invenção, as partículas de polímero duro- mole contêm de 5 a 35% de polímero duro, de modo preferido de 10 a 35%, em peso, de polímero duro, e de modo mais preferido de 20 a 35%, em peso, de polímero duro, com base no peso das partículas de polímero duro- mole. O polímero duro possui uma temperatura de transição vítrea de pelo menos 40°C. Outras faixas adequadas para a temperatura de transição vítrea incluem pelo menos 50°C e pelo menos 60°C. Outros exemplos de faixas de temperatura de transição vítrea adequadas para o polímero duro incluem uma faixa de a partir de 40 a 100°C, de modo preferido em uma faixa de 50 a 110°C, e de modo mais preferido na faixa de 60 a 110°C. O polímero duro é um polímero de adição, formado pela poíimerização de um ou mais monômeros etilenicamente insaturados.
No primeiro aspecto da invenção, as partículas de polímero duro- mole contêm de 65 a 95%, em peso, de polímero mole, de modo preferido de 65 a 90%, em peso, de polímero mole, e mais preferivelmente de 65 a 80%, em peso, de polímero mole, com base no peso das partículas de polímero duro- mole. O polímero mole possui uma temperatura de transição vítrea na faixa de a partir de - 40 a 20°C, de modo preferido na faixa de -15 a 15°C, e de modo mais preferido na faixa de a partir de - 10 a 10°C. O polímero mole é um polímero de adição, formado pela polimerização de um ou mais monômeros etilenicamente insaturados.
No segundo aspecto da invenção, as partículas de polímero duro- mole contêm de 35 a 50%, em peso, de polímero duro e de modo preferido de 35 a 45%, em peso, de polímero duro, com base no peso das partículas de polímero duro- mole. O polímero duro possui uma temperatura de transição vítrea de pelo menos 30°C. Exemplos de temperatura de transição vítrea adequados incluem pelo menos 45°C, e pelo menos 55°C. Outros exemplos de faixas de temperatura de transição vítrea adequadas para o polímero duro incluem uma faixa de a partir de 30 a 110°C, de modo preferido na faixa de 45 a 110°C, e ainda mais preferivelmente na faixa de 55 a 110°C. O polímero duro é um polímero de adição, formado pela polimerização de um ou mais monômeros etilenicamente insaturados.
No segundo aspecto da invenção, as partículas de polímero duro- mole contêm de 50 a 65%, em peso, de polímero mole e preferivelmente de 55 a 65%, em peso, de polímero mole, com base no peso de partículas de polímero duro- mole. O polímero mole possui uma temperatura de transição vítrea na faixa de a partir de -75 a -30°C, de modo preferido na faixa de a partir de -65 a - 30°C, e mais preferivelmente na faixa de a partir de -60 a -30°C. O polímero mole é um polímero de adição, formado pela polimerização de um ou mais monômeros etilenicamente insaturados.
As partículas de polímero duro- mole possuem uma hidrofobicidade definida por um parâmetro π Hansch de pelo menos 3, de modo preferido de pelo menos 3,2, e mais preferivelmente de pelo menos 3,5. De modo típico, as partículas de polímero duro- mole possuem um parâmetro Hansch de 6 ou menos. O parâmetro π Hansch para um polímero, também aqui referido como o “parâmetro de Hansch”, é calculado usando um método de contribuição de grupo. As unidades de monômero, que formam um polímero, são designadas como uma contribuição de hidrofobicidade e as hidrofobicidades relativas do polímero são calculadas com base na média em peso dos monômeros no polímero. Hansch and Fujita, J. Amer. Chem. Soc., 86, 1616-1626 (1964); H. Kubinyi, Methods and Principies of Medicinal Chemistry, Volume 1, R. Mannhold et al., Eds. VCH, Weinheim (1993); C. Hansch and A. Leo, Substitueni Constants for Correlaíion Analysis in Chemistry and Biology, Wiley, Nova York (1979); e C. Hansch, P. Maloney, T. Fujita, and R. Muir, Nature, 194. 178- 180 (1962). Os valores π Hansch para vários monômeros etilenicamente insaturados estão relacionados na Tabela 1.
Monômero Valor % Hansch Acrilato de etila 2,11 Acrilato de butila 3,19 Hexilacrilato de 2-etila 5,22 Estireno 4,29 Metacrilato de metila 1,89 Metacrilato de etila 2,43 Metacrilato de butila 3,51 Metacrilato de isobomila 2,22 Butadieno 4,0 Ácido acrílico -2,52 r 4 Acido metacrílico -2,2 Anidrido maleico -3,5 Um monômero etilenicamente insaturado tendo um parâmetro * π Hansch de pelo menos 3 ou mais, é aqui referido como a um “monômero hidrofóbico”. Nas partículas de polímero duro-mole, unidades polimerizadas do monômero hidrofóbico podem estar contidas no polímero mole, no polímero duro, ou em ambos os polímeros mole e duro. De modo típico, o polímero mole contém tipicamente, como unidades polimerizadas, de 10 a 100%, em peso, de modo preferido de 20 a 100%, em peso, e de modo mais preferido de 30 a 100%, em peso, de um ou mais monômeros hidrofóbicos diferentes, baseados no peso do polímero mole. O polímero duro e o polímero mole contêm, como unidades polimerizadas, monômeros não- iônicos ou monômeros iônicos, tais como monômeros ácidos funcionais ou monômeros base- funcionais. Monômeros hidrofóbicos são monômeros não- iônicos, que possuem um parâmetro de Hansch de pelo menos 3. Exemplos de monômeros não-iônicos incluem ésteres de alquila Cr Cia de ácido (met) acrílico, tais como (met)acrilato de metila; acrilato de etila; (met)acrilato de butila; (met)acrilato de alurila, e (met) acrilato de estarila; (met) acrilato de hidroxietila; (met)acrilato de hidroxipropila; alquenos, tais como etileno; dienos, tais como butadieno; estireno, alfa- metil estireno; estirenos substituídos no anel; e (met)acrilonitrila. Outros monômeros não-iônicos incluem monômeros multietilenicamente insaturados, tais como (met)acrilato de alila, ftalato de dialila, dimetacrilato de 1,4-butileno glicol, diacrilato de 1, 6-hexanodiol, e divinil benzeno. Exemplos de monômeros base- funcionais incluem (met)acrilamida; (met)acrilamidas substituídas, tais como (met)acrilamidas com grupos alfa-alquila ou arila, ou grupos N-alquila ou arila. De modo adicional, unidades polimerizadas de monômero ácido - funcional estão incluídas no polímero duro, no polímero mole, ou em ambos o polímero mole e o polímero duro, de modo a prover a partícula de polímero duro- mole com grupos ácido- funcionais pendentes. Exemplos de monômeros ácido -funcionais adequados incluem monômeros de ácido carboxílico, tais como ácido (met) acrílico, ácido itacônico, ácido fumárico, ácido crotônico, ácido maleico, itaconato de monometila, furmarato de monometila, fumarato de monobutila e anidrido maleico; ácidos contendo enxofre, tais como ácido 2-acrilamido-2-metil-l-propanossulfônico e vinil sulfonato de sódio; e ácidos contendo fósforo, tais como (met)acrilato de 2-fosfoetila. Os monômeros ácido- funcionais podem ser usados em suas formas de ácido ou sal. Níveis adequados de monômero ácido- funcional nas partículas de polímero duro-mole incluem de 0,1 a 10 %, em peso, de modo preferido de 0,3 a 6%, em peso, e de modo mais preferido de 0,5 a 6%, em peso, com base no peso das partículas de polímero duro- mole. O polímero duro ou o polímero mole contêm opcionalmente um ou mais monômeros multietilenicamente insaturados como unidades polimerizadas. O nível de um ou mais monômeros multietilenicamente insaturados opcionais contidos como unidades polimerizadas nas partículas de polímero duro- mole é selecionado de tal modo que a qualidade de formação do filme não seja prejudicada.
De modo típico, as partículas de polímero duro - mole possuem diâmetros de partícula médios na faixa de a partir de 50 nanômetros (nm) a 1 micron, de modo preferido na faixa de 100 a 350 nm, e de modo mais preferido na faixa de 150 a 300 nm. O diâmetro de partícula médio é medido por uma técnica de dispersão luminosa quase- elástica, tal como provida, por exemplo pelo classificador de partículas 90 Plus de Brookhaven Instruments Corp. As partículas de polímero duro- mole contidas na composição de tinta aquosa possuem uma distribuição de diâmetro de partícula unimodal ou multimodal, incluindo uma distribuição de tamanho de partícula bimodal. O peso molecular médio das partículas de polímero duro- mole é tipicamente de 20.000 Daltons ou mais e está, de modo preferido, na faixa de 40.000 a 2.000.000 Daltons. O polímero mole e o polímero duro podem ter diferentes pesos moleculares médios, em peso. O peso molecular médio em peso de um polímero é usualmente controlado pela adição de monômeros multietilenicamente insaturados ou de agentes de transferência de cadeia para a mistura de polimerização.
As partículas de polímero duro- mole podem apresentar várias morfologias, tais como, por exemplo, partículas de núcleo/ casca, partículas de núcleo/ casca com fases de casca que encapsulam o núcleo de um modo incompleto, partículas de núcleo / casca com uma multiplicidade de núcleos, partículas tendo domínios múltiplos de um polímero no outro polímero, ou partículas de rede interpenetrante. De modo preferido, o polímero duro forma o núcleo e o polímero mole forma a casca.
As técnicas de polimerização usadas para preparar as partículas de polímero duro- mole são bem conhecidas na técnica. As partículas de polímero duro- mole são preparadas, de modo típico, através de um processo de polimerização em emulsão aquosa de vários estágios, no qual pelo menos dois estágios, que diferem em composição, são formados em um modo seqüencial. Técnicas de polimerização em vários estágios, adequadas para a preparação das partículas de polímero duro- mole são expostas, por exemplo, na Patente US N°s 4.325.856, 4.654.397, e 4.814.373. No processo de polimerização em vários estágios para preparar o polímero duro- mole da presente invenção, ou o polímero mole ou o polímero duro é preparado como uma dispersão de primeiras partículas de polímero em água, seguido pela polimerização do outro monômero (o polímero duro ou o polímero mole, respectivamente) na presença de primeiras partículas de polímero, de modo a prover as partículas de polímero duro - mole. O processo de polimerização pode ser iniciado ou através de processos de iniciação de redox ou térmicos, que incluem iniciadores de radical livre convencionais, tais como, por exemplo, peróxido de hidrogênio, peróxido de benzoíla, hidroperóxido de t-butila, peroctoato de t-butila, persulfatos alcalinos e de amônio, de modo típico em um nível de a partir de 0,05% a 3,0 %, em peso, com base no peso do monômero total. Além disso, a preparação das partículas de polímero mole- duro pode incluir a adição de tensoativo antes de, durante ou após a polimerização do polímero mole ou do polímero duro. Tensoativos adequados incluem tensoativos aniônicos, tensoativos não- iônicos, e combinações dos mesmos. Tensoativos aniônicos típicos incluem os sais de colofõnia graxa e os ácidos naftênicos, os produtos de condensação de ácido sulfônico e formaldeído de baixo peso molecular, polímeros e copolímeros de ácido carboxílico de equilíbrio hidrofílico -lipofílico apropriado, alquil sulfatos de amônío ou alcalinos, ácidos alquil sulfônicos, ácidos alquil fosfonicos, ácidos graxos, e sulfatos e fosfatos de alquilfenol oxietilados. Tensoativos não-iônicos típicos incluem etoxilatos de alquilfenol, álcoois alquílicos polioxietiíenados, condensados de poliglicol amina, adutos de polietóxi modificados, ésteres de ácido carboxílico de cadeia longa, éster alquilarílico terminado modificado, e álcoois de alquilpoliéter. Faixas típicas para os tensoativos estão entre 0,1 a 6 por cento, em peso, com base no peso de monômeros polimerizados, que formam as partículas de polímero duro- mole. O peso molecular médio em peso do polímero mole ou do polímero duro pode ser controlado pela adição de agentes de transferência de cadeia, tais que, por exemplo, alquil mercaptanas funcionais ou Ci a C12, mercaptoalcanoatos alquil ou alquil funcionais, ou hidrocarbonetos halogenados, que podem ser empregados em níveis na faixa de a partir de 0,1% a 10 %, em peso, com base no peso do polímero mole ou do polímero duro.
As partículas de polímero duro- mole são providas, de modo típico, como uma dispersão aquosa. Tipicamente, a tinta aquosa para tráfego desta invenção contém de 10 a 25 %, em peso, e de modo preferido de 15 a 20%, em peso, com base no peso de tinta aquosa para tráfego. A tinta aquosa para tráfego também inclui uma amina polifuncional como um componente. A amina polifuncional é um polímero contendo de 20 a 100%, em peso, de monômero contendo amina como unidades polimerizadas. Exemplos de monômeros contendo amina incluem aminoalquil vinil éter ou sulfetos; acrilamida ou ésteres acrílicos, tais que (met)acrilato de dimetilaminoetila; N-acriloxialquil-oxazolidinas, tais como poli (metacrilato de oxazolidiniletila) e N-acriloxialquiltetraidro-l,3-oxazinas; e polímeros de monômeros que prontamente geram aminas por hidrólise, conforme exposto na patente US N° 5.804.627. Outras aminas polifuncionais adequadas incluem poli(etilenoimina), tal como exposto na WO 96/ 33448 e poli (vinilamina) conforme exposto no pedido de patente US publicada N° 20020168534. Níveis típicos da amina polifuncional na tinta para tráfego estão na faixa de 0,05 a 20 %, em peso, de modo preferido na faixa de a partir de 1 a 15%, em peso, e mais preferivelmente na faixa de a partir de 0,5 a 10 %, em peso, com base no peso das partículas de polímero duro- mole contido na tinta aquosa para tráfego. Uma ou mais aminas polifuncionais diferentes podem ser usadas na tinta aquosa para tráfego. O tipo e a quantidade de base volátil precisa ser suficiente para elevar o pH da tinta para tráfego até o ponto em que substancialmente toda a amina polifuncional está em um estado não-iônico (desprotonado). Na tinta aquosa para tráfego, de modo típico, de 20 a 100 mol % dos grupos amino da amina polifuncional são desprotonados, de modo preferido de 60 a 100 mol %, mais preferivelmente de 80 a 100 mol %,e mais preferivelmente de 90 a 100 mol %. Faixas adequadas para o pH da tinta aquosa para tráfego incluem uma faixa de a partir de 7,5 a 11, e preferivelmente em uma faixa de 9,5 a 10,7. Bases voláteis úteis na composição da presente invenção incluem, por exemplo, amônia, morfolina, as alquil aminas inferiores, 2-dimetilaminoetanol, N-metilmorfolina, e etilenodiamina. A base volátil de preferência é amônia, que pode ser usada como a única base volátil em mistura com outras bases voláteis ou não- voláteis. 0 meio aquoso da tinta de tráfego inclui água e, opcionalmente, um ou mais solventes orgânicos miscíveis em água, tais como metano, etanol glicóis e éteres glicólicos. A tinta aquosa para tráfego desta invenção contém opcionalmente outros componentes, tais como, por exemplo, espessantes; modificadores de reologia; corantes; agentes seqüestrantes; biocidas; dispersantes; pigmentos, tais como dióxido de titânio, pigmentos orgânicos, e negro- de- fumo; extensores, tais que carbonato de cálcio, talco, argila, sílica, e siticatos; cargas, tais como microesferas de vidro ou microesferas poliméricas, quartzo e areia; agentes anticongelamento; plasíificantes; promotores de adesão, tais como silanos; coalescentes; colorantes; agentes de pegajosidade; ceras; conservantes; protetores de congelamento/ descongelamento; inibidores de corrosão; e agentes antifloculantes. Durante a aplicação da tinta aquosa para tráfego à superfície de um substrato, vidro ou microesferas poliméricas, quartzo ou areia podem ser adicionadas como parte da tinta aquosa para tráfego ou como um componente separado aplicado à superfície em um estágio separado simultaneamente com, antes ou após o estágio de aplicação da tinta aquosa para tráfego. O terceiro aspecto da presente invenção fornece um método de produção de uma marcação de tráfego sobre uma superfície de via. Este método inclui: aplicar sobre a superfície da via uma camada de tinta aquosa para tráfego do primeiro aspecto desta invenção ou do segundo aspecto desta invenção; e evaporar a base volátil a partir da camada aplicada da tinta aquosa para tráfego de modo a prover a marcação de tráfego sobre a superfície da via. De modo opcional, o método também inclui evaporar o meio aquoso a partir da camada aplicada da tinta aquosa para tráfego. São conhecidos vários métodos na técnica para aplicar a camada de tinta para tráfego, tal como, por exemplo, pela pulverização da tinta para tráfego sobre a superfície da via usando pistolas de pulverização montadas sobre caminhões, em que a tinta para tráfego é suprida a partir de um tanque pressurizado a ar ou a partir de uma bomba sem ar; e pela aplicação da tinta para tráfego a mão, usando uma escova de pintura ou um rolo de tinta. É contemplado que a superfície da via, sobre a qual a camada de tinta é aplicada, é preferivelmente limpa através da remoção de qualquer sujeira ou sedimentos antes da aplicação da tinta para tráfego. A espessura da camada da tinta para tráfego varia geralmente de 300 microns a 3000 microns, de modo preferido de 350 microns a 1000 microns.
Se desejado, o método da presente invenção inclui, de modo opcional, a queda de contas de vidro sobre a camada da tinta para o tráfego da presente invenção antes que a camada esteja seca, de modo a assegurar a adesão das contas de vidro à camada aplicada à superfície da via. Contas de vidro dispostas de modo facial sobre as marcações de tráfego agem como refletores de luz. Se não forem usadas contas de vidro, as marcações de tráfego seriam difíceis de serem observadas à noite e sob condições de tempo úmido. Deste modo, quase todas as marcações de tráfego contêm contas, isto é, contas de vidro respingadas e afixadas sobre o topo dos revestimentos, grosseiramente em uma taxa de 0,72 a 2,9 quilogramas ou mais por litro de tinta para observação à noite e sob tempo úmido. As contas de vidro são despejadas através de métodos conhecidos na técnica, tais como, através de pulverização das contas de vidro arrastadas e transportadas por um jato de ar e despejada à frente da camada ou através do borrifo das contas de vidro em uma taxa desejada a partir de um tremonha de armazenamento posicionada acima da camada de tinta para o tráfego da presente invenção. As contas de vidro são aplicadas sobre a camada enquanto a camada está ainda em estado úmido, ou seja, antes que a camada seja secada para formar uma marcação de tinta para o tráfego. A quantidade de contas de vidro despejadas sobre a camada depende do tamanho, índice de retração, e tratamento superficial das contas de vidro. De modo alternativo, as contas de vidro são previamente misturada na tinta para o tráfego, antes da aplicação da tinta para o tráfego sobre a superfície da via. As contas de vidro típicas, especificadas para marcações de tráfego, estão descritas sob a designação AASHTO M 247-81 (1993), desenvolvida pela American Association of State Highway and Transportation Offícilas, Washinton, D.C.
Durante a aplicação da tinta aquosa para tráfego da presente invenção à superfície de um substrato, podem ser adicionados, “absorvedores” como um componente separado aplicado à superfície, em um estágio separado simultaneamente com, antes, ou após o estágio de aplicação da composição de revestimento aquosa. Como aqui usado, o termo “absorvedor” refere-se à classe geral de material, que incluí polímero em esferas ocas, contas de resina de troca iônica, compostos inorgânicos absorventes, tais como talco e gel Sumica, peneiras moleculares, materiais carbonáceos não-porosos, materiais carbonáceos pororos, e polímero superabsorvente. Estes absorvedores são capazes de aumentar adicionalmente a taxa de secagem da tinta aquosa para tráfego da presente invenção.
Em uma modalidade, a tinta para o tráfego contém partículas de polímero duro- mole tendo grupos acetoacetóxi pendentes. Os grupos acetoacetóxi estão incluídos no polímero duro, no polímero mole, ou ambos no polímero duro e no polímero mole. Partículas de polímero duro- mole tendo grupos acetoacetóxi pendentes podem ser preparadas pela incorporação como unidades polimerizadas, de um ou mais monômeros acetoacetóxi funcionais. Monômeros acetoacetóxi funcionais são monômeros tendo uma insaturação etilênica e uma ou mais porções acetoacetila. Estes monômeros acetoacetila funcionais possuem as seguintes estruturas: em que A é ou; em que Ri é selecionado a partir de H, alquila tendo de 1 a 10 átomos de carbono, e fenila; R2 é selecionado a partir de H, alquila tendo de 1 a 10 átomos de carbono, fenila, halo, CO2CH3, e CN; em que R3 é selecionado a partir de H, alquila tendo de 1 a 10 átomos de carbono, fenila e halo; em que R4 é selecionado a partir de alquileno tendo 1 a 10 átomos de carbono e fenileno; em que Rs é selecionado a partir de alquileno tendo 1 a 10 átomos de carbono e fenileno; em que a, m, n e q são independentemente selecionados a partir de 0 e 1; em que cada um de X e Y é selecionado a partir de -NH- e -O-; e B é selecionado a partir de A, alquila tendo de 1 a 10 átomos de carbono, fenila e grupos heterocíclicos. De modo preferido, os monômeros acetoaçetila funcionais incluem, dentre os seguintes, várias acetoacetamidas, incluindo, mas não limitadas a; metacrilato de acetoacetoxietila (“AAEM”); acrilato de acetoacetoxietila (“AAEA”); acetoacetato de alila; acetoacetato de vinila; e combinações dos mesmos. AAEM é estruturalmente representado como: AAEA é estruturalmente representado como: acetoacetato de alila é estruturalmente representado como: e acetoacetato de vinila é estruturalmente representado como: Monômeros acetoacetíla funcionais particularmente preferidos incluem metacrilato de acetoacetoxietila, acrilato de acetoacetoxietila, metacrilato de acetoacetoxipropila, acetoacetato de alila, metacrilato de acetoacetoxibutila, metacrilato de 2,3- di(acetoacetóxi) propila, e combinações dos mesmos, Nesta modalidade, níveis adequados de monômero acetoacetóxi funcional polimerizado incluem de 0,5 a 10 %, em peso, de modo preferido de 1 a 9 %, em peso e de modo mais preferido de 2 a 8 %, em peso, com base no peso da partícula de polímero duro- mole.
Em uma modalidade diferente, a tinta para tráfego desta invenção também contém um ou mais compostos silano funcionais. O composto silano funcional contém grupos, tais como grupos alcoxissilano, que são hidrolizados na presença de água para formar grupos silanol. Compostos silano funcionais de vários pesos e estruturas moleculares são adequados para modificar a tinta para tráfego desta modalidade e incluem compostos silano funcionais com a estrutura geral: em que n é um inteiro na faixa de 1 a 3, Rj é selecionado a partir de alquila, fenila, e combinações dos mesmos e contém, de modo opcional, pelo menos um grupo funcional, tal que um grupo amina, capaz de formar uma enamina com a porção acetoacetila pendente, um grupo epóxi, um grupo alcóxi silano, um grupo isocianato; cada R3 é selecionado a partir de um átomo de hidrogênio, fenila, e alquila. O grupo R2 é altemativamente selecionado a partir de oligômeros de silano, que contêm opcionalmente grupos OR3 e também incluem opcionalmente funcionalidade amina. Considerações práticas, tais como, solubilidade, taxa de hidrólise, compatibilidade com a partícula de polímero duro- mole, estabilidade do polímero, são algumas das poucas limitações impostas à estrutura e peso molecular do aminossilano. Exemplos de compostos silano funcionais incluem aminossilanos, silanos contendo isocianato, e epóxi silanos. Exemplos de aminossilanos adequados incluem N-metilaminopropiltrimetoxissilano, aminoetilaminopropiltrimetóxissilano, N-metilaminopropiltrimetoxissilano, aminoalquilsilicone polimérico, aminoetilaminoetilaminopropil- trimetoxissilano, aminopropiltrietoxissilano, aminoetilaminopropilmetildimetoxissilano, 4-aminobutiltrietoxissilano, aminoetilaminopropilmetildimetoxissilano, 4-aminobutiltrietoxissilano, aminopropilmetildimetoxissilano, aminoalquilsilano oligomérico, e várias combinações dos mesmos.
Em outra modalidade, a tinta para tráfego contém partículas de polímero duro- mole tendo grupos acetoacetóxi pendentes e aminossilanos. Nesta modalidade, níveis aceitáveis de aminossilano na tinta para tráfego incluem de 0,02 a menos do que 2 moles de porção amina para um mol de grupo acetoacetila, de modo preferido de 0,02 a 1, mais preferivelmente de 0,05 a 0,5.
Em ainda outra modalidade, a tinta para tráfego contém uma composição fotossensível. A composição fotossensível contém um grupo capaz de absorver alguma porção do espectro de luz solar, tal como luz ultravioleta ou visível. A composição fotossensível pode ser um composto fotossensível, que é adicionado à tinta para tráfego sob a forma de um aditivo, ou pode ser um grupo fotossensível quimicamente incorporado em um ou mais dos polímeros da partícula de polímero duro-mole, por exemplo, através de copolimerização. Os compostos fotossensíveis incluem derivados de benzofenona, em que um ou ambos dos anéis fenila podem ser substituídos, tais como, por exemplo, benzofenona, 4-metil benzofenona, 4-hidróxi benzofenona, 4-amino benzofenona, 4-cloro benzofenona, 4,4’- dimetil benzofenona, 4,4’-diclorobenzofenona, 4-carboximetil benzofenona, 3-nitrobenzofenona, fenil cetonas substituídas, tais como fenilacetofenonas substituídas. São preferidos benzofenona ou uma (para-) benzofenona 4-substituída. É mais preferido benzofenona. Gmpos fotossensíveis capazes de serem quimicamente incorporados podem estar presentes como monômeros etilenicamente copolimerizados, que podem ser usados em níveis na faixa de a partir de 0,1 a 5 %, em peso, com base no peso das partículas de polímero duro- mole, são expostos nas Patentes US N°s. 3.429.852; 3.574.617; e 4.148.987. De modo adicional, benzoilbenzoatos de alila e monômeros copolimerizáveis, que incorporam radicais benzofenona pendentes, podem ser usados. São preferidos metilbenzoilbenzoato de vinilbenzila, metilbenzoilbenzoato de hidroximetacriloxipropila, benzoilbenzoato de hidroximetacriloxipropila e hidroximetacriloxipropóxi benzofenona.
Os seguintes exemplos são apresentados para ilustrar a composição e o método da invenção. Estes exemplos destinam-se a auxiliar àqueles versados na técnica quanto à compreensão da presente invenção. A presente invenção não está, no entanto, limitada sob nenhum aspecto.
As seguintes abreviações são usadas nos exemplos: Tensoativo-A alquil éter sulfato C6-Cig etoxílado tendo de 1 a 40 grupos EO por molécula (30% de substância ativa em água) BA acrilato de butila EHA acrilato de 2-etil hexila MAA ácido metacrílico MMA acrilato de metila NDDM n-dodecilmercaptana P(OXEMA) poli (oxazolidinotilmetacrilato) preparado de acordo com o procedimento na EP 0950763 A1 (25,4 % de substância ativa) ST (estireno) Exemplo 1- Preparação de Disnersões Aquosas Contendo Partículas de Polímero Duro-Mole Dispersões aquosas contendo as partículas de polímero duro-mole foram preparadas em um frasco de base redonda de quatro gargalos, de 5 litros, equipado com um agitador de hélice, um termômetro, uma admissão de nitrogênio e um condensador de refluxo.
Exemplo 1.1 Ao frasco, foram adicionados 700 g de água deionizada. O conteúdo do frasco foi aquecido a 88°C sob uma atmosfera de nitrogênio. Uma emulsão de monômero (EM-1) foi preparada pela mistura de 560 g de água deionizada, 22, 1 g de Tensoativo-A, 421,4 g de EHA, 322, 0 g de BA, 428,4 g de MMA, 210,0 g de ST, 18,2 g de MAA, e 14,0 g de nDDM, Uma porção de EM-1 (64, 2 g) foi adicionada ao frasco, seguido por 20 g de água deionizada e uma solução de 6,4 g de persulfato de amônio dissolvido em 50 g de água deionizada. A seguir, uma solução contendo 6,4 g de carbonato de sódio foi dissolvida em 50 g de água deionizada. A seguir, uma solução contendo 6,4 g de carbonato de sódio dissolvido em 50 g de água deionizada foi adicionada. O restante da EM-1 foi adicionado durante um período de 126 minutos, com a adição simultânea de uma solução de 4,2 g de persulfato de amônio dissolvido em 75 g de água deionizada, enquanto o conteúdo do frasco é mantido em uma temperatura de 85°C. Uma segunda emulsão de monômero (EM-2) foi preparada pela mistura de 240,0 g de água deionizada, 9, 4 g de Tensoativo-A, 108 g de BA, e 492 g de estireno. Após a adição completa da adição de EM—1, a EM-2 foi adicionada ao frasco durante um período de 54 minutos, ao mesmo tempo em que foi continuada a alimentação da solução de persulfato de amônio e a manutenção do conteúdo do frasco em uma temperatura de 85°C. Enxaguaduras de água deionizada totalizando 55 g foram adicionadas até que fosse completada a adição de EM-1 e EM-2. No final da polimerização, 0,01 g de FeS04 dissolvidos em 9 g de água deionizada, 4,0 g de hidroperóxido de t-butila (70% de substância ativa) em 24 g de água deionizada, e 2 g de ácido isoascórbico dissolvido em 20 g de água deionizada foram adicionados ao frasco. A seguir, hidróxido de amônio (28% de substância ativa) foram adicionados para elevar o pH para 9,8, seguido pela adição de 140, 7 g de poli (OXEMA), A dispersão, Exemplo 1.1, possuía um conteúdo de sólidos de 50, 7%, em peso, e continha partículas de polímero duro- mole tendo um diâmetro de partícula médio de 186 nm. As partículas de polímero duro- mole continham 30%, em peso, de polímero duro e 70%, em peso, de polímero mole, com base no peso das partículas de polímero duro- mole.
Exemplo 1.2 Ao frasco, foram adicionados 790 g de água deionizada. O conteúdo do frasco foi aquecido a 88°C sob uma atmosfera de nitrogênio.
Uma emulsão de monômero (EM-1) foi preparada pela mistura de 640 g de água deionizada, 25, 2 g de Tensoativo-A, 481,6 g de EHA, 368,0 g de BS, 489, 6 g de MMS, 240,0 g de ST, 20,8 g de MAA, e 16, 0 g de nDDM. Uma porção de EM-1 (64, 2 g) foi adicionado ao frasco, seguido por 20 g de água deionizada e 6,4 g de persulfato de amônio dissolvido em 50 g de água deionizada. A seguir, uma solução contendo 6,4 g de persulfato de amônio dissolvido em 50 g de água deionizada foram adicionados. O restante do EM-1 foi adicionado durante um período de 123 minutos, com a adição simultânea de uma solução de 4,2 g de persulfato de amônio dissolvido em 75 g de água deionizada, enquanto o conteúdo do frasco era mantido em uma temperatura de 85°C. Uma segunda emulsão de monômero (EM-2) foi preparada pela misturação de 160,0 g de água deionizada, 6, 3 g de Tensoativo-A, 72,0 g de BA, e 328,0 g de ST. Após adição completa de EM-1, EM-2 foi adicionada ao frasco ao longo de um período de 27 minutos, ao mesmo tempo em que era continuada a alimentação da solução de persulfato de amônio e em que o conteúdo do frasco era mantido em uma temperatura de 85°C. Enxaguaduras de água deionizada totalizando 55 g foram adicionadas até a adição completa de EM-1 e EM-2. No final dapolimerização, 0,01 g de FeS04 dissolvido em 9 g de água deionizada, 4,0 g de hidroperóxido de t-butila (70% de substância ativa) em 24 g de água deionizada, e 2 g de ácido isoascórbico dissolvido em 20 g de água deionizada foram adicionados ao frasco. A seguir, hidróxido de amônio (28% de substância ativa) foi adicionado para elevar o pH para 10, 6. A dispersão, Exemplo 1.2, possuía um conteúdo de sólidos de 50,5 %, em peso, e continha partículas de polímero duro- mole tendo um diâmetro de partícula médio de 205 nm. As partículas de polímero duro- mole continham 20%, em peso, de polímero duro e 80%, em peso, de polímero mole, com base no peso das partículas de polímero duro- mole.
Comparativo A
Ao frasco, foram adicionados 900 g de água deionizada. O conteúdo do frasco foi aquecido a 90°C, sob uma atmosfera de nitrogênio. Uma emulsão de monômero (EM) foi preparada pela mistura de 625 g de água deionizada, 33,5 g de Tensoativo-A, 1000 g de BA, 966,0 g de ST, e 34 g de AA. Uma solução de 5,2 g de persulfato de amônio dissolvido em 50 g de água deionizada e uma solução contendo 6,3 g de carbonato de amônio dissolvido em 50 g de água deionizada (água deionizada) foram adicionados ao frasco, seguido pela adição de 131 g de um látex de semente de polímero (41,5 %, em peso, de sólidos, diâmetro de partícula médio de 60 nm) e uma enxaguadura de 20 g de água deionizada. A EM foi adicionada ao frasco durante um período de 187 minutos com a adição simultânea de uma solução de 7,8 g de persulfato de amônio dissolvido em 92 g de água deionizada, enquanto o conteúdo do frasco era mantido em uma temperatura de 85°C. No final da polimerização, 0,01 g de FeS04 dissolvido em 9 g de água deionizada, 0,01 g de sal tetrassódico de ácido etilenodiaminatetraacético em 1 g de água deionizada, 4,0 g de hidroperóxido de t-butila (70% de substância ativa) em 20 g de água deionizada, e 2 g de ácido isoascórbico dissolvido em 20 g de água deionizada foram adicionados ao frasco. A seguir, hidróxido de amônio (28% de substância ativa) foi adicionado para elevar o pH a 9,9. Benzofenona foi adicionada em um nível de 1%, em peso, com base em sólidos de polímero. A dispersão resultante, Comparativo A, possuía um conteúdo de sólidos de 51,0 %, em peso, e continha partículas de polímero tendo um diâmetro médio de 209 nm.
Comparativo B
Ao frasco, foram adicionados 756 g de água deionizada. O conteúdo do frasco foi aquecido a 88°C sob uma atmosfera de nitrogênio. Uma emulsão de monômero (EM) foi preparada pela mistura de 750 g de água deionizada, 31, 5 g de Tensoativo- A, 700 g de EHA, 460 g de BA, 814 g de MMA, 26 g de MAA, e 20 g de nDDM. Uma solução de 6,4 g de persulfato de amônio dissolvido em 50 g de água deionizada e uma solução contendo 6,4 g de carbonato de amônio dissolvidos em 50 g de água deionizada (água deionizada) foram adicionados ao frasco, seguido pela adição de 160 g de um látex de semente de polímero (41,5 %, em peso, de sólidos, diâmetro de partícula médio de 60 nm) e uma enxaguadura de 20 g de água deionizada. O EM foi adicionado ao frasco durante um período de 90 minutos, com a adição em contracorrente de uma solução de 4,2 g de persulfato de amônio dissolvido em 50 g de água deionizada, enquanto o conteúdo do frasco é mantido em uma temperatura de n 85°C. No fmal da polimerização, 0,01 g de FeS04 dissolvidos em 9 g de água deionizada, 1,8 g de hidroperóxido de t-butila (70% de substância ativa) em 20 g de água deionizada, e 0,6 g de ácido isoascórbico dissolvidos em 20 g de água deionizada foram adicionados ao frasco. A seguir, hidróxido de amônio (28% ativo) foi adicionado para elevar o pH para 10, 1. A dispersão resultante, Comparativo B, possuía um conteúdo de sólidos de 51,9 %, em peso, e continha partículas de polímero tendo um diâmetro médio de 196 nm. Comparativo C
Ao frasco, foram adicionados 790 g de água deionizada. O conteúdo do frasco foi aquecido a 88°C sob uma atmosfera de nitrogênio. Uma emulsão de monômero (EM) foi preparada pela mistura de 480 g de água deionizada, 18,9 g de Tensoativo-A, 371, 2 g de EHA, 276,0 g de BA, 367, 2 de MMA, 180,0 g de SR, 15,6 g de MAA, e 12,0 g de nDDM. Uma porção de EM-1 (64, 2 g) foi adicionada ao frasco, seguida por 20 g de água deionizada e 6,4 g de persulfato de amônio dissolvidos em 50 g de água deionizada. A seguir, uma solução contendo 6,4 g de carbonato de sódio dissolvido em 50 g de água deionizada foi adicionado. O EM-1 restante foi adicionado durante um período de 108 minutos, com a adição simultânea de uma solução de 4,2 g de persulfato de amônio dissolvido de 75 g de água deionizada, enquanto o conteúdo do frasco era mantido em uma temperatura de 85°C. Uma segunda emulsão de monômero (EM-2) foi preparada pela mistura de 320,0 g de água deionizada, 12,6 g de Tensoativo-A, 144 g de BA, e 656,0 g de ST. Após a adição completa da adição de EM-1, EM-2 foi adicionado ao frasco ao longo de um período de 72 minutos, enquanto a alimentação da solução de persulfato de amônio era continuada e o conteúdo do frasco era mantido em uma temperatura de 85°C. Enxaguaduras de água deionizada totalizando 55 g foram adicionadas quando do término da adição de EM-1 e EM-2. No final da poíimerização, 0,01 g de FeS04, dissolvidos em 9 g de água deionizada, 4,0 g de hidroperóxido de t-butila (70% de substânica ativa) em 24 g de água deionizada, e 2 g de ácido isoascórbico dissolvidos em 20 g de água deionizada foram adicionados ao frasco. A seguir, hidróxido de sódio (28% ativo) foi adicionado para elevar o pH para 9,5. A dispersão, Comparativo C, possuía um conteúdo de sólidos de 50, 6%, em peso, e continha partículas de polímero duro- mole tendo um diâmetro de partícula de 181 nm. As partículas de polímero duro- mole comparativas continham 40%, em peso, de polímero duro e 60%, em peso, de polímero mole, com base no peso das partículas de polímero duro- mole comparativo.
Comparativo D O comparativo D era um látex Fastrack™ 3427 (tina para o tráfego de látex ou formulada), (Rohm and Haas Company, Filadélfia, PA), suprida em 50%, em peso, de sólidos, um pH de 10 e contendo partículas de polímero comparativo com um diâmetro de partícula médio de 200 nm.
Tabela 1.1 - Temperaturas de transição Vítrea e parâmetro de Hansch nara Exemplos 1.1 e 1.2 e Comparativos A a D
Exemplo 2- Preparação de Tintas Aauosas para Tráfego e Tintas para Tráfego Comparativas Preparação de Tintas para Tráfego Tintas aquosas para tráfego TP-1 e TP-2 e tintas para o tráfego comparativas CTP- A a D foram preparadas pela mistura dos ingredientes na ordem indicada na Tabela 2.1. Os ingredientes da Parte I (A a I) foram adicionados, de modo seqüencial, sob agitação com alto cisalhamento e então misturados durante 15 minutos. Os ingredientes da Parte II (J a N) foram então adicionados, de modo seqüencial, em uma velocidade de agitação necessária para manter um forte turbilhão. Uma vez adicionados todos os ingredientes, a formulação foi misturada durante 15 minutos. As viscosidades das tintas aquosas para tráfego e das tintas para tráfego comparativas estavam na faixa de 80 a 85 KU (Unidades Rrebs).
Tabela 2.1 a - Ingredientes nara Preparar Tintas Aquosas nara Tráfego e Tintas nara Tráfego Comparativas na Parte I (pesos em gramas!.
Tabela 2.1 b - Ingredientes nara preparar Tintas Aquosas nara Tráfego e Tintas para Tráfego Comparativo na Parte II (pesos em gramas^ A não ser que mencionado de outro modo, os ingredientes que se seguem foram usados na formulação das tintas acima identificadas. Todos os pesos são apresentados em gramas. A: dispersões aquosas do Exemplo 1 (Ex. = Exemplo; Comp. = Comparativo). B: água C: p (OXEMA), definido acima. D: dispersante Tamol™ 901, suprido por Rohm and Haas Co., Filadélfia, PA. E: dispersante Colloid™ 226/ 35, suprido por Rhodia, Inc., Cranbury, N.J. F: tensoativo Surfonyl™ CT-136, suprido por Air Products,. Inc. Allentown, PA. G: supressor de espuma DrewPlus™ L- 493, suprido por Drew Chemical Co., Boonton, N.J. H: dióxido de titânio TiPure™ suprido por E. I. duPont de Nemours & Co., Wilmington, DE. I: carbonato de cálcio Omyacarb™5, suprido por Omya, Inc. proctor, VT. J: metanol K: coalescente Texanol™, suprido por Eastman Chemicals, Kingsport, TN. L: benzofenona (30% em metanol). M: espesssante Natrasol™ 250 HR, suprido por Hercules, Inc. Wilmington, DE (2 %, em peso, em água). N: água Exemplo 3- Avaliação de Tintas Aquosas para Tráfego e Tintas para Tráfego Comparativas As linhas de teste de marcação da via foram produzidas de acordo com a ASTM D 713-90. As contas de vidro usadas nestas marcações de via estavam de acordo com a Designação AASHTO M 247-81 (1993) publicada pela American Association of State Highway and Transpportation Officials, Washington, D. C.
As marcações de tráfego foram aplicadas sob condições frias: a temperatura do ar foi de 11 a 12°C e a temperatura da superfície da via foi de 13 a 14°C. Marcações de tráfego foram preparadas pela aplicação por pulverização de camadas com 380 microns de espessura das composições da tinta aquosa para tráfego transversalmente à direção do fluxo do tráfego, isto é, perpendicularmente ao fluxo do tráfego, sobre uma superfície da via de concreto, por meio de uma máquina de produção de faixas automática, suprida por Linear Dynamics, Inc., Parsippany, N. J. A razão para a aplicação das linhas de teste em uma direção transversal ao fluxo do tráfego foi a de acelerar a degradação das linhas de teste através do aumento do número de passagens do veículo sobre as trilhas de teste, de modo particular onde os pneus do veículo passam mais frequentemente, que foi definida como a “área de trilha de roda”. Contas de vidro, vendidas sob o nome Highway Safety Spheres, com o Revestimento de Aderência AC- 110 suprido por Potters Industries, Inc. Carlstadt, N. J., foram despejadas sobre a camada da composição de tinta branca para tráfego.
Os testes que se seguem foram executados para avaliar a adesão das marcações de tráfego a superfícies de via oleosas e não oleosas quando aplicadas em baixas temperaturas, e para avaliar a resistência à captação de sujeira das marcações de tráfego.
Adesão de Trilha de Roda Não-oleosa A marcação da via foi aplicada através de sua pulverização como uma linha posicionada transversalmente à direção de baixo tráfego, como acima descrito. A trilha de teste foi então aberta ao tráfego aproximadamente 1 hora após a aplicação da tinta aquosa para tráfego. As marcações de tráfego foram avaliadas quanto à perda de adesão 8 meses após a aplicação, sendo classificadas em uma escala de a partir de 0 a 10, 10 representando em perda de adesão, 0 representando perda total de adesão, e os valores entre estes usados para indicar graus variáveis de perda de adesão.
Um nível aceitável de adesão da trilha de roda não- oleosa foi indicado por um valor de pelo menos 6.
Adesão de Trilha de Roda de Superfície Oleosa Usando um óleo de motor automotivo de classe comercial convencional, uma seção de óleo de 15,2 cm x 30,5 cm (6 pol. x 12 pol.) foi escovado sobre a superfície de uma seção de teste de uma superfície de via à base de concreto. Após aguardar durante aproximadamente 1 hora, a tinta aquosa para tráfego foi aplicada através de sua pulverização como uma linha posicionada transversalmente à direção de fluxo de tráfego. A trilha de teste foi então aberta para o tráfego aproximadamente 1 hora após a aplicação de tinta. As marcações de tráfego foram avaliadas quanto à perda de adesão 2 semanas após a aplicação, sendo classificadas em uma escala de 0 a 10, 10 representando sem perda de adesão, 0 representado perda total de adesão, e os valores entre os mesmos usados para indicar graus variáveis de perda de adesão. Um nível aceitável de adesão à trilha de roda de superfície de roda foi indicado por um valor de pelo menos 6.
Adesão da Vedação contra Fissuras As linhas de teste foram aplicadas sobre uma seção de 10 a 15,2 cm (4 a 6 polegadas) da vedação de fissuras entre as duas trilhas que cobre as emendas entre as seções de concreto destas trilhas. A trilha de teste foi então aberta para o tráfego aproximadamente 1 hora após a aplicação da tinta. As marcações de tráfego foram avaliadas quanto à perda de adesão 8 meses após a aplicação, sendo classificadas em uma escala de 0 a 10, 10 representando sem perda de adesão, 0 representando perda total de adesão, e os valores entre os mesmos usados para indicar graus variáveis de perda de adesão. Um nível aceitável de adesão da vedação de fissuras foi indicado por um valor de pelo menos 6.
Resistência à Captação de Sujeira A tinta aquosa para tráfego foi aplicada sobre um painel de vidro limpo de 10 cm x 30,5 cm (4 pol x 12 pol) em uma espessura de filme úmido de 326 microns, e deixado secar durante 48 horas a 22°C e 50% de umidade relativa, de modo a prover um filme de tinta branco seco. Após secagem durante 48 horas, uma suspensão de óxido de ferro castanha, preparada pela mistura de 100 gramas de água e 100 gramas de óxido de ferro castanho Mapico™ 422 (Mapico Pigments, Beltsville, MD) com 1 gota de dispersante Tamol™ 901, foi escovado sobre o filme de tinta branco seco, e deixado secar durante 24 horas. Após 24 horas, o filme de tinta revestido com óxido de ferro foi colocado sob água corrente e esfregado com uma toalha de papel úmida, até que-não ocorresse remoção adicional da suspensão de óxido castanha. O filme de tinta revestido com óxido de ferro foi secado durante 24 horas. A alteração de cor devido à retenção permanente da suspensão de óxido de ferro castanha foi medida usando um aparelho de medição de cor. O valor L* conforme medido de acordo com uma escala de cor Hunter CIE L* a* b* (escala L*: 0 (preto) a 100 (branco)), foi medido para o filme de tinta revestido com óxido de ferro lavado. O valor inicial L* do filme de tinta branco foi de 96. Um valor L* de 70 e acima para o filme de tinta tratado com óxido de ferro indicou um nível aceitável de resistência à captação de sujeira. Tabela 3.1- Avaliação de Marcações de Via Preparadas a partir dos Exemplos 1.1 -1.2 e Comparativos A a D
Os resultados na Tabela 3.1 mostram que as tintas para tráfego desta invenção, como exemplificado por meio dos Exemplos 1.1 e 1.2, forneceram marcações de tráfego com propriedades de adesão a aceitáveis quando aplicadas em temperaturas abaixo de 15°C e sobre superfícies de estada. Além disso, esta marcação de tráfego apresentava resistência à captação de sujeira aceitável. Em contraste, as tintas de tráfego comparativas não forneceram esta combinação de adesão e propriedades de resistência à sujeira, quando aplicadas em temperaturas abaixo de 15°C. Em particular, as marcações de tráfego preparadas a partir da tinta para tráfego comparativa CTP-A, que continha partículas de polímero de estágio único tendo um parâmetro de Hansch de pelo menos 3, apresentaram adesão inaceitável a vias oleosas. A tinta para tráfego comparativa CTP-B, que também continha partículas de polímero de estágio único tendo um parâmetro de Hansch de pelo menos 3, mas tendo um valor de transição vítrea inferior a CTP-A, forneceram marcação de tráfego tendo adesão aceitável tanto a superfícies de via não- oleosas como oleosas, mas resistência à captação de sujeira inaceitável. Além disso, as marcações de tráfego preparadas a partir da tinta para tráfego comparativa D, que continha partículas de polímero de estágio único tendo um parâmetro de Hansch de menos do que 3, apresentaram adesão inaceitável a superfícies de via oleosas. Finalmente, marcações de tráfego preparadas a partir da tinta para tráfego comparativa C, que continham partículas de polímero mole- duro tendo 40%, em peso, de polímero duro e 60 %, em peso, de polímero mole, apresentaram adesão inaceitável a superfícies de via não - oleosas e a algumas superfícies de via oleosas.
Em resumo, os resultados acima mostram que a tinta para o tráfego da presente invenção, quando aplicada em temperaturas abaixo de 15°C, fornecem marcações de tráfego com uma combinação de adesão aceitável a superfícies de via não- oleosas, adesão aceitável a superfícies de via oleosas, e resistência aceitável à captação de sujeira.

Claims (11)

1. Tinta aquosa para tráfego contendo: a) partículas de polímero; b) amina polifuncional; e c) uma quantidade de base volátil suficiente para elevar o pH da referida tinta aquosa para tráfego a um ponto em que 90 a 100 mol % dos grupos amino da amina polifuncional são desprotonados; caracterizada pelo fato de referidas partículas de polímero serem partículas de polímero mole- duro tendo grupos ácido-funcionais pendentes, e compostas, com base no peso das referidas partículas de polímero mole- duro, de: i) 65 a 95% em peso de um polímero mole tendo uma temperatura de transição vítrea de - 40 a 20°C, e ii) 5 a 35 % em peso de um polímero duro tendo uma temperatura de transição vítrea de 40°C a 110°C; em que as referidas partículas de polímero mole- duro possuem um parâmetro de Hansch de 3 a 6.
2. Tinta aquosa para tráfego contendo: a) partículas de polímero; b) amina polifuncional; e c) uma quantidade de base volátil suficiente para elevar o pH da referida tinta para o tráfego a um ponto em que 90 a 100 mol % dos grupos amino da amina polifuncional são desprotonados; caracterizada pelo fato de referidas partículas de polímero serem partículas de polímero mole- duro tendo grupos ácido-funcionais pendentes, e compostas, com base no peso das referidas partículas de polímero mole- duro, de: i) 65 a 95% cm peso de um polímero mole tendo uma temperatura de transição vítrea de -75 a -30°C, e ii) 5 a 35 % em peso de um polímero duro tendo uma temperatura de transição vítrea de 30°C a 110°C; em que as referidas partículas de polímero mole- duro possuem um parâmetro de Hansch de 3 a 6.
3. Tinta aquosa para tráfego de acordo com a reivindicação 1 ou reivindicação 2, caracterizada pelo fato de que contém ainda um composto silano funcional.
4. Tinta aquosa para tráfego de acordo com a reivindicação 1 ou reivindicação 2, caracterizada pelo fato de que contém ainda uma composição fotossensível.
5. Tinta aquosa para tráfego de acordo com a reivindicação 1 ou reivindicação 2, caracterizada pelo fato de que contém ainda uma composição fotossensível e um composto silano funcional.
6. Tinta aquosa para tráfego de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de que a referida amina polifuncional contém como uma unidade polimerizada um monômero composto por aminoalquil vinil éteres ou sulfetos, aminoalquil acrilato ésteres ou aminoalquil acrilamidas, N-acriloxialquil-oxazolidinas, N-acriloxialquiltetraidro- 1,3-oxnzinas, ou combinações destes.
7. Tinta aquosa para tráfego de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de que referida amina polifuncional contém poli (metacrilato de oxazolidiniletila), poli(etilenoimina), poli(vinilamina) ou combinações destes.
8. Método para produzir uma marcação de tráfego sobre uma superfície de via contendo os estágios de: a) aplicar sobre a referida superfície de via uma camada de uma tinta aquosa para tráfego contendo: i) partículas de polímero; ii) amina polifuncional; e iii) uma quantidade de base volátil suficiente para elevar o pH da referida tinta aquosa para tráfego a um ponto em que 90 a 100 mol % dos grupos amino da amina polifuncional são desprotonados; e b) evaporar a referida base volátil a partir da referida tinta aquosa para tráfego, de modo a prover a referida marcação de tráfego; o método caracterizado pelo fato de referidas partículas de polímero serem partículas de polímero mole- duro tendo grupos ácido-funcionais pendentes, e compostas, com base no peso das referidas partículas de polímero mole- duro, de: i) 65 a 95%, em peso de um polímero mole tendo uma temperatura de transição vítrea de - 10 a 20°C, e ii) 5 a 35 %, em peso, de um polímero duro tendo uma temperatura de transição vítrea de 40°C a 110°C; em que as referidas partículas de polímero mole- duro possuem um parâmetro de Hansch de 3 a 6.
9. Método de acordo com a reivindicação 8, caracterizado pelo fato de que compreende ainda o estágio de despejar contas de vidro sobre a referida camada de tinta aquosa para tráfego.
10. Método de acordo com a reivindicação 8, caracterizado pelo fato de que compreende ainda o estágio de contatar a referida camada da referida tinta aquosa para tráfego com um absorvedor.
11. Marcação de tráfego preparada de acordo com o método contendo os estágios de: a) aplicar sobre a referida superfície de via uma camada de uma tinta aquosa para tráfego contendo: i) partículas de polímero; ii) amina polifuncional; e iii) uma quantidade de base volátil suficiente para elevar o pH da referida tinta aquosa para tráfego a um ponto em que 90 a 100 mol % dos grupos amino da amina polifuncional são desprotonados; e b) evaporar a referida base volátil a partir da referida tinta aquosa para tráfego, de modo a prover a referida marcação de tráfego; a marcação de tráfego, caracterizada pelo fato de referidas partículas de polímero serem partículas de polímero mole- duro tendo grupos ácido-funcionais pendentes, e compostas, com base no peso das referidas partículas de polímero mole- duro, de: i) 65 a 95%, em peso de um polímero mole tendo uma temperatura de transição vítrea de - 40 a 20°C, e ii) 5 a 35 %, em peso, de um polímero duro tendo uma temperatura de transição vítrea de 40°C a 110°C; em que as referidas partículas de polímero mole- duro possuem um parâmetro de Hansch de 3 a 6.
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