BRPI0412431B1 - Calçado com uma estrutura de sola incorporando uma câmara preenchida com fluido lobulada - Google Patents

Calçado com uma estrutura de sola incorporando uma câmara preenchida com fluido lobulada Download PDF

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Shaun Jeffrey Hensley
William Alan Brunais
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Nike International Ltd
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Description

"CALÇADO COM UMA ESTRUTURA DE SOLA INCORPORANDO UMA CÂMARA PREENCHIDA COM FLUIDO LOBULADA" ANTECEDENTES DA INVENÇÃO
CAMPO DA INVENÇÃO A presente invenção diz respeito a calçado. A in- venção concerne, mais particularmente, a uma câmara preen- chida com fluido adequada para aplicações de calçado, em que a câmara tem uma estrutura lobulada.
DESCRIÇÃO DA TÉCNICA ANTERIOR
Um artigo convencional de calçado inclui dois ele- mentos primários, uma parte superior e uma estrutura de so- la. Com respeito ao calçado atlético, por exemplo, a parte superior em geral inclui múltiplas camadas de materiais, co- mo tecidos, espuma e couro que são costurados ou adesivamen- te ligados um no outro para formar um vão no interior do calçado para receber um pé com segurança e confortavelmente. A estrutura de sola tem uma configuração em camadas que in- clui uma palmilha, uma entre-sola e uma sola externa. A pal- milha é um membro acolchoado fino posicionado dentro do vão e adjacente ao pé para intensificar o conforto do calçado. A entre-sola forma uma camada mediana da estrutura de sola e é freqUentemente formada de um material de espuma, como poliu- retano ou etilvinilacetato. A sola externa é presa em uma superfície inferior da entre-sola e fornece uma superfície resistente ao uso durável para empregar-se no chão.
Entre-solas formadas de materiais de espuma con- vencionais comprimem resilientemente sob uma carga aplicada, assim atenuando as forças e absorvendo energia associada ao andar ou correr, por exemplo. A compressão resiliente dos materiais de espuma é devida, em parte, à inclusão de célu- las dentro da estrutura de espuma que define um volume in- terno substancialmente deslocado pelo gás. Ou seja, os mate- riais de espuma incluem uma pluralidade de bolsas que envol- vem ar. Após compressões repetidas, porém, as estruturas de célula podem começar a permanentemente ceder, que resulta em compressibilidade diminuída da espuma. Consequentemente, a capacidade geral da entre-sola de atenuar as forças e absor- ver energia deteriora na vida da entre-sola.
Uma maneira de minimizar os efeitos do cedimento da estrutura de célula em materiais de espuma convencionais envolve o uso de uma estrutura que tem a configuração de uma câmara preenchida com fluido, como revelada na Patente U. S. 4.183.156 de Rudy, aqui incorporada por referência. A câmara preenchida com fluido tem a estrutura de uma bexiga que in- clui um membro envolvente externo formado de um material e- lastomérico que define uma pluralidade de membros tubulares que se estendem longitudinalmente ao longo do comprimento de um artigo de calçado. Os membros tubulares estão em comuni- cação fluida entre si e juntamente se estendem ao longo da largura do calçado. Patente U. S. 4.219.945 de Rudy, também incorporada por referência, revela uma câmara preenchida com fluido similar encapsulada em um material de espuma, em que a combinação da câmara preenchida com fluido e os materiais de espuma de encapsulação funciona como uma entre-sola.
Patente U. S. Número 4.817.304 de Parker, et al., aqui incorporada por referência, revela uma câmara preenchi- da com fluido encapsulada com espuma em que aberturas são formadas na espuma e ao longo das partes laterais da câmara.
Quando a entre-sola é comprimida, a câmara se expande para as aberturas. Conseqüentemente, as aberturas fornecem dureza diminuída durante a compressão da entre-sola, reduzindo o peso geral do calçado. Também, apropriadamente localizando as aberturas no material de espuma, as características ge- rais de resposta ao impacto podem ser ajustadas em áreas es- pecíficas do calçado.
As câmaras cheias de fluido acima descritas podem ser fabricadas por uma técnica de dois filmes, em que duas camadas separadas de filme elastomérico são formadas para ter a forma geral da câmara. As camadas são depois soldadas juntas ao longo de suas respectivas periferias para formar uma superfície superior, uma superfície inferior e paredes laterais da câmara, e as camadas são soldadas juntas às lo- calizações internas predeterminadas para dar uma configura- ção desejada para a câmara. Ou seja, partes internas das ca- madas são conectadas para formar câmaras de uma forma e ta- manho predeterminados nas localizações desejadas. As câmaras são subseqüentemente pressurizadas acima de pressão ambiente inserindo um bico ou agulha que é conectada a uma fonte de pressão de fluido em uma entrada de abastecimento formada na câmara. Após as câmaras serem pressurizadas, o bico é remo- vido e a entrada de abastecimento é vedada, por exemplo, soldando.
Outra técnica industrial para fabricar câmaras cheias de fluido do tipo descrito acima é através de um pro- cesso de moldagem a sopro, em que um material elastomérico líquidificado é colocado em um molde tendo a forma geral e configuração desejada da câmara. 0 molde tem uma abertura em uma localização através da qual ar pressurizado é fornecido. 0 ar pressurizado força o material elastomérico liquidifica- do contra as superfícies internas do molde e faz com que o material endureça no molde, assim formando a câmara para ter a configuração desejada.
Outro tipo de câmara utilizado em entre-solas de calçado é revelado na Patente U. S. 4.906.502 e 5.083.361, ambas de Rudy, e ambas aqui incorporadas por referência. As câmaras compreendem uma camada de barreira externa hermeti- camente vedada que está com segurança ligada em um núcleo de tecido de parede dupla. O núcleo de tecido de parede dupla tem camadas de tecido externas superiores e inferiores nor- malmente espaçadas distantes umas das outras a uma distância predeterminada, e podem ser fabricadas através de um proces- so de costura de Raschel de barra de agulha dupla. Fios de conexão, potencialmente na forma de fios de multi-filamentos com muitas fibras individuais, se estendem internamente en- tre as superfícies de revestimento das camadas de tecido e são ancorados às camadas de tecido. Os filamentos individu- ais dos fios de conexão formam membros de retraimento elás- ticos que limitam o movimento para fora das camadas de bar- reira a uma distância desejada.
Patente U. S. 5.993.585 e 6,119.371, ambas publi- cadas por Goodwin et al., e ambas aqui incorporadas por re- ferência, também revelam câmaras que incorporam um núcleo de tecido de parede dupla, mas sem uma costura periférica loca- lizada a meio caminho entre as superfícies superiores e in- feriores da câmara. Do contrário, a costura fica localizada adjacente à superfície superior da câmara. Vantagens neste projeto incluem remoção da costura da área de flexão máxima da parede lateral e visibilidade aumentada do interior da câmara, incluindo os fios de conexão. 0 processo usado para a manufatura de uma câmara deste tipo, envolve a formação de um invólucro, que inclui uma superfície inferior e uma pare- de lateral com um molde. 0 núcleo de tecido de parede dupla é colocado em cima de uma camada de cobertura, e o invólucro é colocado sobre a camada de cobertura e o núcleo. 0 invólu- cro montado, camada de cobertura e núcleo são depois movidos para uma estação de laminação onde a energia de radiofre- quência liga os lados opostos do núcleo ao invólucro e à ca- mada de cobertura, e liga uma periferia do invólucro à cama- da de cobertura. A câmara ê depois pressurizada inserindo um fluido para colocar os fios de conexão em tensão.
Um processo para termoformar uma câmara é revelado na Patente U. S. 5.976.451 de Skaj um et al., aqui incorpo- rada por referência, em que um par de camadas de resina ter- moplãsticas flexíveis é aquecido e colocado contra um par de moldes, com um vácuo que puxa as camadas para dentro do mol- de. As camadas são depois pressionadas entre si para formar a câmara.
As camadas externas formando os materiais das câ- maras debatidas acima podem ser formadas de um material de polímero, como um elastômero termoplãstico que é substanci- alraente impermeável ao fluido dentro da câmara. Mais especi- ficamente, um material adequado é um filme formado de cama- das alternadas de poliuretano termoplástico e copolímero de etileno-ãlcool vinílico, como revelado na Patente U. S. 5.713.141 e 5.952,065 de Mitchell et al, aqui incorporada por referência. Uma variação neste material em que a camada do centro é formada de copolímero de etileno-álcool viníli- co; as duas camadas adjacentes à camada de centro é formada de poliuretano termoplástico; e as camadas externas são for- madas de um material re-moído de poliuretano termoplástico e o copolímero de etileno-ãlcool vinílico pode também ser uti- lizado. Outro material adequado é uma membrana de micro- camada flexível que inclui camadas alternadas de um material de barreira de gás e um material elastomérico, como revelado na Patente U. S. 6.082.025 e 6.127.026 de Bonk et al., ambas aqui incorporadas por referência. Outros materiais ou filmes de elastômero termoplástico adequados incluem poliuretano, poliéster, poliuretano de poliéster, poliuretano de polié- ter, como filme de poliuretano com base em éster fundido ou extrusado. Materiais adequados adicionais são revelados nas patentes '156 e '945 de Rudy que foram debatidas acima. Além disso, numerosos uretanos termoplãsticos podem ser utiliza- dos, como PELLETHANE, um produto da Dow Chemical Company; ELASTOLLAN, um produto da BASF Corporation; e ESTANE, um produto do B. F. Goodrich Company, todas essas ou são com base em éster ou éter. Ainda outros uretanos termoplãsticos com base em poliésteres, poliéteres, policaprolactona e ma- crogéis de policarbonato podem ser empregados, e vários ma- teriais bloqueadores de nitrogênio podem também ser utiliza- dos. Outros materiais adequados incluem filmes termoplásti- cos contendo um material cristalino, como revelado na Paten- te U. S. 4.936.029 e 5.042.176 de Rudy, aqui incorporadas por referência, e poliuretano incluindo um poliol de poliés- ter,como revelado na Patente U. S, 6.013.340; 6.203.868; e 6.321.465 de Bonk et al., também aqui incorporadas por refe- rência. 0 fluido contido dentro da câmara pode incluir quaisquer dos gases revelados na Patente U. S. 4.340.626 de Rudy, como hexafluoroetano e hexafluoreto de enxofre, por exemplo. Além disso, algumas câmaras incluem gás pressuriza- do de nitrogênio ou ar.
SUMÁRIO DA INVENÇÃO A presente invenção é uma câmara para um artigo de calçado que inclui uma primeira superfície, uma segunda su- perfície oposta e uma parede lateral que se estendem entre as bordas da primeira superfície e da segunda superfície. A parede lateral é unida com a primeira superfície e com a se- gunda superfície de modo que nenhuma conexão interna prende as partes internas da primeira superfície às partes internas da segunda superfície. Um fluido é vedado dentro da câmara a uma pressão entre uma pressão ambiente de 0,34 kg/cm2 (cinco libras por polegada quadrada) da pressão ambiente. Além dis- so, uma pluralidade de lóbulos se estende para fora de uma área central da câmara. Os lóbulos são definidos pela pri- meira superfície, segunda superfície e pela parede lateral, e os lóbulos estão em comunicação fluida com a área central. A primeira superfície e a segunda superfície podem ter uma configuração planar. Alternadamente, uma das super- fícies pode ser encurvada. Além disso, as partes da parede lateral posicionada entre os lóbulos podem ter uma configu- ração inclinada, e as partes da parede lateral adjacente às extremidades distais dos lóbulos podem ter um declive subs- tancialmente vertical.
Os lóbulos podem ser configurados para estender radialmente para fora da área central. Conseqüentemente, os lóbulos podem se estender para fora em direções diferentes da periferia da área central. 0 número de lóbulos pode vari- ar significativamente dentro do escopo da invenção. Os lóbu- los definem espaços localizados entre os lóbulos adjacentes.
Quando incorporada em um artigo de calçado, a câmara será pelo menos parcialmente encapsulada dentro de um material de espuma de polímero. Conseqüentemente, a espuma de polímero estenderá entre os lóbulos para formar colunas. Em geral, a superfície das colunas contatará a parede lateral e terá a forma dos espaços entre os lóbulos adjacentes. Conseqüente- mente, as colunas terão uma configuração inclinada corres- pondendo com o declive da parede lateral. 0 material que forma a câmara em geral será um po- límero, como um elastômero termoplãstico, assim fornecendo a estrutura de uma bexiga. Alternadamente, a câmara pode ser formada como um vão dentro de uma entre-sola do calçado. Em- bora uma pluralidade de fluidos possa ser utilizada dentro da câmara, ar em geral fornece propriedades que são adequa- das para a invenção. A invenção também diz respeito a um método de fa- bricar uma câmara preenchida com fluido para um artigo de calçado. 0 método envolve posicionar um parison entre uma primeira parte e uma segunda parte correspondente de um mol- de. 0 parison é depois curvado com contornos do molde à me- dida que a primeira parte e a segunda parte transladam uma para a outra, os contornos do molde sendo posicionados sepa- rados de uma cavidade dentro do molde, a cavidade tendo uma forma da câmara. Lados opostos do parison são depois confi- gurados para formar a câmara dentro da cavidade, e os lados opostos do parison são ligados um ao outro.
As vantagens e características de inovação que ca- racterizam a presente invenção são apontadas com particula- ridade nas reivindicações em anexo. Para ter um entendimento melhorado das vantagens e características de inovação, po- rém, a referência pode ser feita ao assunto descritivo a se- guir e desenhos em anexo que descrevem e ilustram várias mo- dalidades e conceitos relacionados à invenção.
DESCRIÇÃO DOS DESENHOS 0 Sumário da Invenção anterior, como também a Des- crição Detalhada da Invenção a seguir, serão melhores enten- i didos quando lidos juntos com os desenhos em anexo.
Figura 1 é uma vista lateral em elevação de um ar- tigo de calçado tendo uma entre-sola que incorpora uma pri- meira câmara de acordo com a presente invenção.
Figura 2 é uma vista de perspectiva da entre-sola descrita na Figura 1.
Figura 3 é uma vista de perspectiva explodida da entre-sola descrita na Figura 1.
Figura 4 é uma vista de perspectiva da primeira câmara.
Figura 5 é outra vista de perspectiva da primeira câmara.
Figura 6A é uma vista de cima do topo da primeira câmara.
Figura 6B é um corte transversal da primeira câma- ra, como definido pela linha 6B-6B na Figura 6A.
Figura 6C é outro corte transversal da primeira câmara, como definido pela linha 6C-6C na Figura 6A.
Figura 6D é ainda outro corte transversal da pri- meira câmara, como definido pela linha 6D-6D na Figura 6A.
Figura 7 é uma vista de cima do fundo da primeira câmara.
Figura 8 é um vista lateral em elevação de outro artigo de calçado tendo uma entre-sola que incorpora uma se- gunda câmara de acordo com a presente invenção.
Figura 9 é uma vista de perspectiva da entre-sola descrita na Figura 8.
Figura 10 é uma vista de perspectiva explodida da entre-sola descrita na Figura 8.
Figura 11 é uma vista de perspectiva da segunda câmara.
Figura 12 é outra vista de perspectiva da segunda câmara.
Figura 13A é uma vista de cima do topo da segunda câmara.
Figura 13B é um corte transversal da segunda câma- ra, como definido pela linha 13B-13B na Figura 6A.
Figura 13C é outro corte transversal da segunda câmara, como definido pela linha 13C-13C na Figura 6A.
Figura 13D é ainda outro corte transversal da se- gunda câmara, como definido pela linha 13D-13D na Figura 13A.
Figura 14 é uma vista de cima do fundo da segunda câmara.
Figura 15 é uma vista em elevação da segunda câma- ra.
Figura 16 é uma vista de perspectiva de um molde para formar a segunda câmara.
Figura 17 é uma vista de cima de uma primeira par- te do molde.
Figura 18 é uma vista de cima de uma segunda parte do molde.
Figura 19 é um vista lateral em elevação de um pa- rí son posicionado entre as primeira e segunda partes do mol- de antes da moldagem.
Figura 20 é um vista lateral em elevação do pari- son posicionado entre as primeira e segunda partes do molde durante uma parte intermediária da moldagem.
Figura 21 é um vista lateral em elevação do pari- son posicionado entre as primeira e segunda partes do molde durante outra parte intermediária da moldagem.
Figura 22 é um vista lateral em elevação de um pa- rison posicionado entre as primeira e segunda partes do mol- de seguindo a moldagem.
Figura 23 é uma primeira vista de perspectiva da segunda câmara formada no parison.
Figura 24 é uma segunda vista de perspectiva da segunda câmara formada no parison.
Figura 25 é uma vista de perspectiva da segunda câmara realçando uma posição de uma linha divisória.
DESCRIÇÃO DETALHADA DA INVENÇÃO
INTRODUÇÃO 0 debate e as figuras a seguir em anexo revelam artigos de calçado atlético que incorpora câmaras cheias de fluido de acordo com a presente invenção. Conceitos relacio- nados ao calçado, e mais particularmente às câmaras cheias de fluido, são revelados com referência a calçado tendo uma configuração que é adequada para correr. A invenção não é limitada somente a calçado projetado para correr, porém, e pode ser aplicada a uma gama extensiva de estilos de calçado atlético, incluindo sapatos de basquetebol, sapatos de trei- no-geral, sapatos para caminhada, sapatos de tênis, sapatos de futebol e botas de caminhada, por exemplo. Além disso, a invenção pode também ser aplicada aos estilos de calçado não-atléticos, incluindo sapatos de festa, mocassins, sandá- lias e botas de trabalho. Consequentemente, alguém versado na técnica pertinente apreciará que os conceitos aqui reve- lados se aplicam a uma ampla variedade de estilos de calça- do, além do estilo específico debatido no material a seguir e descrito nas figuras em anexo.
PRIMEIRA CÂMARA
Um artigo de calçado 10 é descrito na Figura 1 e são incluídas uma parte superior 20 e uma estrutura de sola 30. Parte superior 20 tem uma configuração substancialmente convencional e inclui uma pluralidade de elementos, como te- cidos, espuma e materiais de couro que são costurados ou a- desivamente ligados um no outro para formar um vão interno para receber o pé com segurança e confortavelmente. Estrutu- ra de sola 30 é posicionada abaixo da parte superior 20 e inclui dois elementos primários, uma entre-sola 31 e um sola externa 32. Entre-sola 31 é presa a uma superfície inferior da parte superior 20, através de costura ou ligação adesiva, por exemplo, e opera para atenuar as forças e absorver ener- gia quando a estrutura de sola 30 contata o chão. Ou seja, entre-sola 31 é estruturada para proporcionar ao pé acolcho- amento durante a caminhada ou corrida, por exemplo. Sola ex- terna 32 é presa a uma superfície inferior da entre-sola 31 e é formada de um material resistente ao uso durável, que emprega no chão. Além disso, a estrutura de sola 30 pode in- cluir uma palmilha que é um membro acolchoado fino localiza- do dentro do vão e adjacente ao pé para intensificar o con- forto do calçado 10. A entre-sola 31 é primariamente formada de um ma- terial de espuma de polímero, como poliuretano ou etilvini- lacetato, que encapsula uma câmara preenchida com fluido 40.
Como descrito nas Figuras 2 e 3, a câmara 40 é posicionada em uma região do calcanhar da entre-sola 31 que corresponde à área de carga inicial mais alta durante a pisada. Porém, a câmara 40 pode ser posicionada em qualquer região da entre- sola 31 para obter um grau desejado de resposta de acolchoa- mento. Além disso, a entre-sola 31 podem incluir múltiplas câmaras cheias de fluido tendo a configuração geral da câma- ra 40 . A câmara 40 é descrita como tendo a estrutura de uma bexiga, em que as camadas vedadas de material polimérico incluem um fluido. Alternadamente, a câmara 40 pode ser for- mada como um vão dentro da entre-sola 31. Ou seja, o materi- al tendo a forma da câmara 40 pode estar ausente na entre- sola 31, assim formando a câmara 40.
Comparada com as câmaras da técnica anterior, a câmara 40 e seu arranjo no material de espuma da entre-sola 31 produzem um desvio relativamente grande para uma carga dada durante os estágios iniciais de compressão. À medida que a compressão da câmara 40 aumenta, porém, a dureza da câmara 40 aumenta de uma maneira correspondente. Esta res- posta â compressão que será descrita em maior detalhe no ma- terial a seguir é devido à estrutura da câmara 40 e a manei- ra em que a câmara 40 é incorporada na entre-sola 31. Em ge- ral, a estrutura da câmara 40 pode ser caracterizada como uma bexiga preenchida com fluido de câmara simples. Mais particularmente, a câmara 40 tem uma área central 41 circun- dada por cinco lóbulos 42a-42e cada um tem uma extremidade distai 43a-43e, respectivamente, como descrito nas Figuras 4-7. Os lóbulos 42a-42e se estendem radialmente para fora da área central 41. Conseqüentemente, os lóbulos 42a-42e podem se estender para fora em direções diferentes de uma perife- ria da área central 41. Em combinação com o material de es- puma da entre-sola 31 que enche os espaços entre os lóbulos 42a-42e a entre-sola 31 fornece uma razão apropriada de ar para agir como espuma em áreas específicas sob o calcanhar do pé.
Para propósitos de referência, um eixo geométrico longitudinal 44 é descrito nas Figuras 6A e 7 como estenden- do através da área central 41 e do lóbulo 42c. A câmara 40 é simétrica em volta de um plano que se estende através do ei- xo geométrico 44 e é em geral perpendicular ao plano das Fi- guras 6A e 7, sendo do contrário assimétrica. Consequente- mente, a estrutura da câmara 40 em geral se assemelha à for- ma de uma folha de carvalho. A câmara 40 também inclui uma primeira superfície 45, uma segunda superfície oposta 46 e uma parede lateral 47 que se estende entre as primeiras su- perfícies 45 e 46. Tanto a primeira superfície 45 quanto a segunda superfície 46 tem uma configuração em geral planar e é uniformemente espaçada uma distante da outra. A primeira superfície 45 tem a forma geral da segunda superfície 46, mas com uma área reduzida. Consequentemente, a parede late- ral 47 declina na área entre os lóbulos individuais 42a-42e.
Por exemplo, o declive da parede lateral 47 pode ser aproxi- madamente 40 graus adjacente à área central 41, aproximada- mente 80 graus adjacente às extremidades distais 43a-43e, e alterando gradualmente de 40 graus a 80 graus no meio. Na posição das extremidades distais 43a-43e, porém, a parede lateral 47 tem um declive substancialmente vertical de 90 graus. Parede lateral 47 pode ter uma configuração substan- cialmente planar que forma um ângulo com respeito à primeira superfície 45, ou a parede lateral 47 pode ser encurvada. A configuração específica da entre-sola 31 e a o- ríentação da câmara 40 pode variar dentro do escopo da in- venção. Quando encapsulada pelo material de espuma de polí- mero na entre-sola 31, por exemplo, uma parte das extremida- des distais 43a~43e pode se estender até uma borda 33 da en- tre-sola 31, e pode se estender através da borda 33 de modo que ela seja visível do exterior do calçado 10. Além disso, a primeira superfície 45 pode ser co-extensiva com o plano da superfície superior da entre-sola 31 de modo que o calca- nhar encaixe na superfície 45 primeiro. Alternadamente, a câmara 40 pode ser embutida completamente dentro do material de espuma da entre-sola 31, ou pode ser posicionada com a segunda superfície 46 sendo co-extensiva com o plano da su- perfície superior da entre-sola 31. Como descrito nas Figu- ras 1-3, porém, as extremidades distais 43a-43e não se es- tendem através da borda 33 e a segunda superfície 46 é posi- cionada adjacente a uma superfície inferior da entre-sola 31. Esta configuração coloca uma parte do material de espuma na entre-sola 31 entre o pé e a primeira superfície 45. 0 declive da parede lateral 47 que é descrita nas vistas de corte transversal das Figuras 6B-6D varia em volta da câmara 40 para fornecer uma transição lisa da câmara 40 para o material de espuma de polímero da entre-sola 31 du- rante a compressão. Como debatido acima, a parede lateral 47 declina de aproximadamente 40 graus para 80 graus entre os lóbulos 42a-42e adjacentes e tem um declive substancialmente vertical nas extremidades distais 43a-43e. Os espaços entre os lóbulos 42a-42e adjacentes têm uma configuração em geral em forma de U em vista de cima, que é criada por uma super- fície curvada da parede lateral 47. A parte da parede late- ral 47 posicionada entre os lóbulos 42a-42e adjacentes tem um declive que é maior nas áreas adjacente para as extremi- dades distais 43a-43e que nas áreas adjacente à área central 41. Mais especificamente, a parede lateral 47 tem um declive relativamente raso adjacente à área central 41 que corres- ponde com a parte arredondada da configuração em forma de U. À medida que a parede lateral 47 se estende entre a área central 41 e as extremidades distais 43a-43e, o declive au- menta. Nas extremidades distais 43a-43e, porém, o declive da parede lateral 47 é substancialmente vertical. Em outras mo- dalidades da presente invenção, porém, o declive da parede lateral 47 pode diferir da configuração especifica debatida aqui para fornecer graus diferentes de transição durante a compressão.
Os declives da parede lateral 47 entre os vários lóbulos 42a-42e são inversamente combinados com o material de espuma resiliente da entre-sola 31. Conseqüentemente, a entre-sola 31 tem uma configuração com uma pluralidade de colunas 34 que é formada do material de espuma e se estende entre os lóbulos 42a-42e para contatar as várias áreas da parede lateral 47. A altura de cada coluna 34 aumenta das posições adjacentes à primeira superfície 45 para as posi- ções adjacentes à segunda superfície 46, e cada coluna 34 declina de uma maneira que corresponde com a parede lateral 47. Além disso, devido ao espaçamento crescente entre os ló- bulos 42a-42e à medida que se estendem radíalmente para fora da área central 42, a largura de cada coluna 43 aumenta con- sequentemente .
Uma variedade de materiais pode ser utilizada para formar a superfície 45, segunda superfície 46 e a primeira parede lateral 47, incluindo os materiais poliméricos que são utilizados convencionalmente na formação das camadas ex- ternas das câmaras cheias de fluido para calçado, como deba- tidas na seção Antecedentes da Invenção. Em contraste com uma maior parte das estruturas de câmara da técnica anteri- or, porém, o fluido dentro da câmara 40 está em pressão am- biente ou em uma pressão que é ligeiramente acima da ambien- te. Conseqüentemente, a pressão do fluido dentro da câmara 40 pode variar de uma pressão de medida de zero a mais de cinco libras por polegada quadrada (0,34 kg/cm2) . Devido â pressão relativamente baixa dentro da câmara 40, os materi- ais utilizados para formar a superfície 45, segunda superfí- cie 46 e a primeira parede lateral 47 não necessitam forne- cer as características de barreira que operam para reter as pressões fluidas relativamente altas das câmaras da técnica anterior. Conseqüentemente, uma gama extensiva de materiais poliméricos como uretano termoplãstico pode ser utilizada para formar a superfície 45, segunda superfície 46 e a pri- meira parede lateral 47, e uma variedade de fluidos como ar pode ser utilizada dentro da câmara 40. Além disso, a gama extensiva de materiais poliméricos pode ser selecionada com base nas propriedades de engenharia do material, como o mó- dulo dinâmico e a tangente de perda, ao invés da capacidade do material de impedir a difusão do fluido contido pela câ- mara 40. Quando formadas de poliuretano termoplãstico, a primeira superfície 45, segunda superfície 46 e a parede la- teral 47 podem ter uma espessura de aproximadamente 0,040 polegada (0,10 cm), mas a espessura pode variar, por exem- plo, de 0,018 polegada (0,5 cm) a 0,060 polegada (0,15 cm). A pressão relativamente baixa do fluido dentro da câmara 40 também fornece outra diferença entre a câmara 40 e as câmaras da técnica anterior. A pressão relativamente alta dentro das câmaras da técnica anterior freqüentemente requer a formação de conexões internas entre as camadas de polímero para impedir da câmara se expandir para fora a um grau sig- nificativo. Ou seja, conexões internas foram utilizadas nas câmaras da técnica anterior para controlar a espessura geral das câmaras. Em contraste, a câmara 40 não tem conexões in- ternas entre a primeira superfície 45 e a segunda superfície 46. Câmara 40 pode ser fabricada através de uma varie- dade de técnicas industriais, incluindo moldagem a sopro, termoformação e moldagem rotacional, por exemplo. Com res- peito à técnica de moldagem a sopro, o material termoplásti- co é colocado em um molde que tem a forma geral da câmara 40 e ar pressurizado é utilizado para induzir o material reves- tir as superfícies do molde. Na técnica de termoformação, as camadas de material termoplãstico são colocadas entre as partes correspondentes de um molde, e o molde é utilizado para comprimir as camadas entre si em localizações periféri- cas da câmara 40. Uma pressão positiva pode ser aplicada en- tre as camadas de material termoplástico para induzir as ca- madas nos contornos do molde. Além disso, um vácuo pode ser induzido na área entre as camadas e o molde para puxar as camadas para os contornos do molde. A câmara 40 e seu arranjo no material de espuma da entre-sola 31 produzem um desvio relativamente grande para uma carga dada durante os estágios iniciais de compressão quando comparada às câmaras cheias de fluido debatidas na seção Antecedentes da Invenção. À medida que a compressão da câmara 40 aumenta, porém, a dureza da câmara 40 aumenta de uma maneira correspondente devido à estrutura da câmara 40 e a maneira em que a câmara 40 é incorporada na entre-sola 31.
Três fenômenos operam para simultaneamente produzir o efeito descrito acima e incluem ascensão de pressão, as proprieda- des do material de espuma na entre-sola 31 e tensionamento do filme. Cada um destes fenômenos será descrito em maior detalhe abaixo.
Ascensão de pressão é o aumento na pressão dentro da câmara 40 que ocorre como resultado da compressão da câ- mara 40. Em efeito, a câmara 40 tem uma pressão inicial e volume inicial ao não ser comprimida dentro da entre-sola 31. A medida que a entre-sola 31 é comprimida, porém, o vo- lume eficaz da câmara 40 diminui, assim aumentando a pressão do fluido dentro da câmara 40. 0 aumento na pressão opera para fornecer uma parte da resposta de acolchoamento da en- tre-sola 31.
As propriedades do material de espuma também afe- tam a resposta de acolchoamento da entre-sola 31, e serão debatidas em termos da configuração do material de espuma e da dureza do material de espuma. Com respeito â configura- ção, o material de espuma na entre-sola 31 que pode ter uma dureza de 50-90 na escala de Asker C, por exemplo, é concen- trada na borda 33 adjacente e é menos prevalecente em áreas que correspondem ao centro da câmara 40. Uma alteração no número de lóbulos 42a-42e pode ser utilizada, por exemplo, diminuindo a razão de ar para espuma nas partes periféricas da entre-sola 31. Este tipo de alteração na entre-sola 31 pode ser utilizado para aumentar a dureza geral da entre- sola 31 durante a compressão. Consequentemente, a geometria do material de espuma e a geometria correspondente da câmara 40 têm um efeito na resposta de acolchoamento.
Por fim, o conceito de tensionamento de filme tem um efeito na resposta de acolchoamento. Este efeito é melhor entendido quando comparado às câmaras pressurizadas da téc- nica anterior. Nas câmaras da técnica anterior, a pressão dentro das câmaras coloca as camadas externas em tensão. À medida que as câmaras da técnica anterior são comprimidas, porém, a tensão nas camadas externas é aliviada ou minorada.
Consequentemente, a compressão das câmaras da técnica ante- rior opera para minorar a tensão nas camadas externas. Em contraste com as câmaras pressurizadas da técnica anterior, a tensão na primeira superfície 45 aumenta em resposta à compressão devido ao dobramento da primeira superfície 45.
Este aumento na tensão contribui para a resposta de acolcho- amento debatida acima. Em aplicações onde a câmara 40 é gi- rada de modo que a segunda superfície 46 seja posicionada adjacente ao pé, a tensão na segunda superfície 46 aumentará em resposta à compressão, assim contribuindo para a resposta de acolchoamento.
Ascensão de pressão, as propriedades do material de espuma e tensionamento de filme ao mesmo tempo operam pa- ra atenuar as forças e absorver energia. 0 efeito específico de ascensão de pressão, as propriedades do material de espu- ma e tensionamento de filme tem na resposta de acolchoamento varia com base na localização com respeito à câmara 40. Nas partes de perímetro da câmara 40, que correspondem às loca- lizações das extremidades distais 43a-43e, as propriedades do material de espuma fornecem complacência reduzida e, por- tanto, aumenta a dureza correspondente. Como a localização tende para a área central 41, as colunas 34 estreitam e per- mitem um desvio relativamente grande, e os fenômenos domi- nantes que atenuam as forças e absorvem energia são tensio- namento de filme e ascensão de pressão. Alguém versado na técnica pertinente reconhecerá, com base no debate anterior que a resposta de acolchoamento especializada da estrutura de sola 30 está primariamente relacionada à configuração ge- ral da câmara 40 e do material de espuma da entre-sola 31 aqui revelados.
Com base nas considerações de ascensão de pressão, as propriedades do material de espuma e tensionamento de filme, a resposta de acolchoamento da entre-sola 31 é modi- ficãvel para fornecer um grau desejado de atenuação de força e absorção de energia. Por exemplo, o volume da câmara 40, o número e forma dos lóbulos 42a-42e, o declive da parede la- teral 47, a espessura das superfícies 45 e 46, o material utilizado para formar o exterior da câmara 40 e a posição e orientação da câmara 40 dentro da entre-sola 31 podem ser variados para modificar a resposta de acolchoamento. Além disso, as propriedades do material de espuma, incluindo a dureza e espessura, podem também ser ajustadas para modifi- car a resposta de acolchoamento. Variando estes e outros pa- râmetros, portanto, a entre-sola 31 pode ser trabalhada como de costume para um indivíduo específico ou fornecer uma res- posta de acolchoamento específica durante a compressão.
SEGUNDA CÂMARA
Outra modalidade da presente invenção é descrita como calçado 10' na Figura 8. Calçado 10' inclui uma parte superior 20' e uma estrutura de sola 30'. Parte superior 20' tem uma configuração substancialmente convencional que forma um vão interno para receber o pé com segurança e conforta- velmente. Estrutura de sola 30' é posicionada abaixo da par- te superior 20' e inclui dois elementos primários, uma en- tre-sola 31' e uma sola externa 32'. A entre-sola 31' é pre- sa a uma superfície inferior da parte superior 20' e opera para atenuar as forças e absorver energia quando a estrutura de sola 30' contata o chão. A sola externa 32' é presa a uma superfície inferior da entre-sola 31' e é formada de um ma- terial resistente ao uso durável que emprega no chão. Além disso, a estrutura de sola 30' pode incluir uma palmilha que é um membro de acolchoamento fino localizado dentro do vão e adjacente ao pé para intensificar o conforto do calçado 10'.
Consequentemente, o calçado 10' é em geral similar em estru- tura ao calçado 10 debatido acima. Uma diferença primária do calçado 10', porém', é a estrutura da entre-sola 31', e mais especificamente a estrutura de uma câmara 40' que é embutida dentro de um material de espuma da entre-sola 31'. A entre-sola 31' é formada primariamente de um ma- terial de espuma de polímero, como poliuretano ou etilvini- lacetato, e a câmara 40' é posicionada dentro de uma área do calcanhar da entre-sola 31', como descrito nas Figuras 9 e 10. Câmara 40' é descrita individualmente nas Figuras 11-15 e inclui uma área central 41', sete lóbulos 42a'-42g' e sete extremidades distais 43a'-43g' correspondentes. Além disso, a câmara 40' inclui um eixo geométrico 44' para propósitos de referência, uma primeira superfície 45', uma segunda su- perfície 45' e uma parede lateral 47'. A câmara 40' é simé- trica em volta de um plano que se estende através do eixo geométrico 44’ e é em geral perpendicular ao plano da pri- meira superfície 45' e da segunda superfície 46', sendo do contrário assimétrica. Embora a câmara 40 tenha superfícies 45 e 46 com uma configuração substancialmente planar, a pri- meira superfície 45' da câmara 40' tem uma configuração cur- vada. Ou seja, as partes da primeira superfície 45' adjacen- te às extremidades distais 43a'-43c' e 43e'-43g' dobram para formar para cima uma estrutura arredondada ou côncava. Em contraste, a parte da primeira superfície 45' no lóbulo 42d' tem uma configuração substancialmente plana.
Com referência às Figuras 9 e 10, a posição da câ- mara 40' na entre-sola 31' é descrita. Em geral, a câmara 40' é posicionada de modo que a segunda superfície 46' seja co-extensiva com uma superfície inferior do material de es- puma na entre-sola 31'. Esta configuração coloca uma parte do material de espuma na entre-sola 31' entre o pé e a pri- meira superfície 45'. As extremidades distais 43a'-43c' e 43e'-43g' são também co-extensivas com uma borda 33' da en- tre-sola 31'. Consequentemente, as extremidades distais 43a'-43c' e 43e'-43g' são visíveis de um exterior do calçado 10'. Devido à configuração curvada da segunda superfície 46', os lóbulos 42a'-42c' e 42e'-42g' aumentam em altura e o volume como eles radiam para fora da área central 41' para as extremidades distais 43a'-43c' e 43e'-43g'. 0 aumento em volume permite um maior volume de fluido migrar da área cen- tral 41' para as extremidades distais 43a'-43c' e 43e'-43g' durante a compressão, assim fornecendo uma transição mais gradual de uma resposta de acolchoamento relativamente com- placente para uma resposta de acolchoamento rígida. Além disso, o aumento no volume das extremidades distais 43a'- 43c' e 43e'-43g' reduz a pressão de fluido geral dentro da câmara 40' para um grau dado de compressão. 0 declive da parede lateral 47' que é descrita nas vistas de corte transversal das Figuras 13B-13D varia em volta da câmara 40' para fornecer uma transição uniforme du- rante a compressão. A parede lateral 47 declina entre os ló- bulos adjacentes 42a'-42g' e tem um declive substancialmente vertical nas extremidades distais 43a'-43e'. Os espaços en- tre os lóbulos adjacentes 42a'-42g' têm uma configuração em geral em forma de U que é criada por uma superfície curvada da parede lateral 47'. A parte da parede lateral 47' posi- cionada entre os lóbulos adjacentes 42a'-42g' tem um declive que é maior nas áreas adjacente para as extremidades distais 43a'-43g' que nas áreas adjacentes à área central 41'. Mais especificamente, a parede lateral 47' tem um declive relati- vamente raso adjacente à área central 41' que corresponde à parte arredondada da configuração em forma de U. A medida que a parede lateral 47' se estende entre a área central 41' e as extremidades distais 43a'-43e', o declive aumenta. Nas extremidades distais 43a'-43e', porém, o declive da parede lateral 47' é substancialmente vertical. 0 movimento típico do pé durante a corrida prosse- gue como segue: Primeiro, o calcanhar bate no chão, seguido pela bola do pé. À medida que o calcanhar sai do chão, o pé rola para frente de forma que os dedos do pé fazem contato, e por fim o pé inteiro saiu do chão para começar outro ci- clo. Durante o tempo que o pé entra em contato com o chão e rola para frente, ele também rola do lado externo para o la- do interno ou mediano, um processo denominado pronação. En- quanto o pé está no ar e preparando para outro ciclo, o pro- cesso oposto, denominado supinação, ocorre. A câmara 40 com- plementa o movimento do pé durante a corrida proporcionando a área central 41 maior complacência que as áreas que cor- respondem aos lóbulos 42a-42e, assim resistindo ao rolamento do pé para o lado mediano. Em outras modalidades, o tamanho dos lóbulos 42a-42e e as propriedades ou quantidade do mate- rial de espuma podem ser alteradas para limitar a pronação.
Conceitos similares também se aplicam para câmara 40'.
Quanto à câmara 40, a câmara 40' e seu arranjo no material de espuma da entre-sola 31' produzem um desvio re- lativamente grande para uma carga dada durante os estágios iniciais de compressão quando comparada às câmaras cheias de fluido debatidas na seção Antecedentes da Invenção. À medida que a compressão da câmara 40' aumenta, porém, a dureza da câmara 40' aumenta de uma maneira correspondente devido à estrutura da entre-sola 31. Este efeito ê também o resultado de ascensão de pressão, as propriedades do material de espu- ma na entre-sola 31' e tensionamento de filme. Conseqüente- mente, o volume da câmara 40', o número e forma dos lóbulos 42a'-42g', o declive da parede lateral 47', a espessura das superfícies 45' e 46', o material utilizado para formar o exterior da câmara 40' e a posição e orientação da câmara 40' dentro da entre-sola 31' podem ser variados para modifi- car a resposta de acolchoamento. Além disso, as propriedades do material de espuma, incluindo a quantidade de material de espuma e a dureza e espessura, podem também ser ajustadas para modificar a resposta de acolchoamento. Variando estes e outros parâmetros, portanto, a entre-sola 31' pode ser tra- balhada como de costume para um indivíduo específico ou para fornecer uma resposta de acolchoamento específica durante a compressão.
Uma diferença estrutural entre a câmara 40 e a câ- mara 40' concerne à configuração curvada da primeira super- fície 45'. Com a configuração curvada, o efeito que o tensi- onamento de filme tem na resposta de acolchoamento ocorre mais rapidamente durante a compressão devido ao ângulo des- cendente da primeira superfície 45' . Ou seja, para um grau dado de desvio na câmara 40', o efeito de tensionamento de filme terá um maior efeito nas características de acolchoa- mento quando a primeira superfície 45' for curvada. Além disso, a configuração curvada permite a câmara 40' ter um volume fluido que é maior que o volume fluido da câmara 40, mas com aproximadamente a mesma dureza. A câmara 40 e a câmara 40' foram debatidas no ma- terial acima para fornecer exemplos das muitas configurações da câmara que caem dentro do escopo da presente invenção. Em geral, uma câmara terá um par de superfícies opostas que formam lóbulos na câmara. A câmara 40 e a câmara 40' foram reveladas como tendo cinco e sete lóbulos, respectivamente.
Em outras modalidades, porém, as câmaras podem ter qualquer número de lóbulos variando de três a vinte, por exemplo.
MÉTODO DE FABRICAÇÃO
Um método de fabricação da câmara 40' através de um processo de moldagem a sopro será agora debatido com re- ferência às Figuras 16-25. Em um processo de moldagem a so- pro convencional para formar câmaras de calçado, uma estru- tura em geral oca e tubular de material de polímero fundido, do contrário referido como um parison, é posicionada entre as partes correspondentes de um molde. 0 molde é depois fe- chado no parison de modo que uma parte do material de polí- mero fundido é tirada do molde e conforma a forma do molde.
Por fim, o molde comprime os lados opostos do parison e for- mas uma ligação entre os lados opostos. Em algum processo de moldagem a sopro, porém, uma entrada permanece aberta de mo- do que um fluido pressurizado pode ser injetado em um está- gío posterior do processo de fabricação, com a entrada sendo subsequentemente vedada. 0 processo de moldagem a sopro convencional des- crito acima comumente utiliza um molde que tem duas partes de molde correspondentes. Cada parte de molde tem uma super- fície em geral planar e um intervalo que é formado na super- fície, com a forma do intervalo que corresponde a uma metade da forma da câmara. Consequentemente, fechando as partes do molde forma uma cavidade dentro do molde com a forma da câ- mara .
Uma consequência da estrutura de molde convencio- nal é que o parison tem que estirar para estender para den- tro dos intervalos, e o alongamento diminui a espessura ge- ral da parede do parison. Para contrapor aos efeitos de es- tiramento, o parison é em geral formado com uma espessura de parede inicial que estirarã para a espessura de parede menor desejada. Esta maneira de contrapor aos efeitos do estira- mento é apropriada quando a geometria do molde for de modo que o parison estira de uma maneira em geral uniforme. Quan- do a geometria de molde for de modo que a razão de sopro de algumas partes do estiramento do parison for maior que a ra- zão de sopro de outras partes, porém, meramente aumentando a espessura da parede do parison pode não ser apropriado devi- do à variância resultante na espessura da parede da câmara.
Partes convencionais do molde com superfícies em geral planares e intervalos que formam uma cavidade com a forma da câmara 40' em geral serão do tipo que fariam as partes específicas do parison estirar substancialmente mais que as outras partes. Por exemplo, a parte do parison que forma a área da câmara 40' onde as extremidades distais 43a'-43g' unem com a primeira superfície 45' estiraria subs- tancialmente mais que a parte do parison que forma a área central 41' , Conseqüentemente, a espessura da câmara 40' na junção das extremidades distais 43a'-43g' e da primeira su- perfície 45' seria substancialmente menor que a espessura da câmara 40' na área central 41' . 0 método de fabricação da câmara 40', porém, que é descrito abaixo, fornece um proces- so de moldagem a sopro que forma cada uma da primeira super- fície 45', segunda superfície 46' e parede lateral 47' para ter uma espessura substancialmente uniforme.
Outra consequência da estrutura de molde conven- cional é que uma linha divisória é formada em um meio de uma parede lateral da câmara resultante. Como debatido acima, o molde comprime os lados opostos do parison e forma uma liga- ção entre os lados opostos. A ligação representa a linha di- visória e corresponde à área onde as partes opostas do molde se encontram. Em algumas aplicações de calçado, a parede la- teral da câmara é visível. Uma linha divisória posicionada em um meio da parede lateral, portanto, depreciará as pro- priedades estéticas da câmara. O método de fabricação da câ- mara 40', porém, fornece um processo de moldagem a sopro que posiciona a linha divisória longe do meio da parede lateral 47', e particularmente das áreas que correspondem às extre- midades distais 43a'-43g'.
Um molde 100 que pode ser utilizado para formar a câmara 40' é descrito nas Figuras 16-18. Molde 100 inclui uma primeira parte de molde 110 e uma segunda parte de molde correspondente 120. Quando unidas, as partes de molde 110 e 120 formam uma cavidade que tem dimensões substancialmente iguais às dimensões externas da câmara 40'. Ao contrário do molde convencional para formar as câmaras de calçado através de um processo de moldagem a sopro, as partes de molde 110 e 120 não têm superfícies em geral planares adjacentes â cavi- dade que forma a câmara 40'. Do contrário, primeira parte de molde 110 define uma pluralidade de entalhes llla-c e 111 e- g, e a segunda parte de molde 120 define uma pluralidade de protuberâncias 121a-c e 121e-g, como descritas na Figura 16.
Primeira parte de molde 110 é descrita individual- mente na Figura 17 e formas as partes da câmara 40' corres- pondendo com a primeira superfície 45' e as áreas da parede lateral 47' posicionadas adjacentes à área central 41'. Pri- meira parte de molde 110 também forma a área da parede late- ral 47' correspondendo com a extremidade 43d' distai. Um cu- me 112 se estende ao redor de uma área centralmente locali- zada da primeira parte de molde 110. Como será debatido em maior detalhe abaixo, o cume 112 é parcialmente responsável em formar uma linha divisória na câmara 40'. Consequentemen- te, a área da primeira parte de molde 110 localizada dentro da área ligada através do cume 112 forma a primeira superfí- cie 45' e as partes da parede lateral 47', Mais especifica- mente, a superfície da primeira parte de molde 110 em geral localizada próxima a uma área central 113 forma a área cen- tral 41', superfícies em geral localizadas ao redor de uma pluralidade de áreas do lóbulo 114a-114g forma as partes dos lóbulos 42a'-42g' na primeira superfície 45', e superfícies em geral localizadas ao redor das áreas de parede lateral 115a-115g formam as partes da parede lateral 47' posiciona- das adjacentes à área central 41'.
As partes da primeira superfície 45' adjacentes às extremidades distais 43a'-43c' e 43e'-43g' dobram para for- mar uma estrutura arredondada ou côncava, como debatida com referência à câmara 40'. Para formar esta configuração, a área da primeira parte de molde 110 localizada' dentro da á- rea ligada através do cume 112 tem uma configuração convexa correspondente. Consequentemente, a superfície da primeira parte de molde 110 tem uma configuração curvada da área cen- tral 113 para as áreas de parede lateral 114a-c e 114e-g.
Uma extensão do cume 112 se estende para fora da área de parede lateral 114d e forma um canal em forma de L 116. Como debatido em maior detalhe abaixo, o canal 116 é utilizado para formar um conduíte através do qual um fluido pode ser injetado na câmara 40' . Outra característica da primeira parte de molde 110 é uma pluralidade de orifícios 117 distribuídos ao longo da área central 113 e das áreas de parede lateral 114a-114g. Os orifícios 117 fornecem saída para ar quando um parison for tirado da primeira parte de molde 110 durante a formação da câmara 40'. A segunda parte de molde 120 é descrita individu- almente na Figura 18 e formas as partes da câmara 40' cor- respondente com a segunda superfície 46' e as áreas da pare- de lateral 47' correspondendo com as extremidades distais 43a'-43c' e 43e'-43g'. Um cume 122 se estende ao redor de uma área centralmente localizada da segunda parte de molde 120, e o cume 122 cooperativamente forma a linha divisória na câmara 40' com o cume 112. Quando primeira parte de molde 110 for unida com a segunda parte de molde 120, portanto, o cume 112 é posicionado imediatamente adjacente ao cume 122. A área da segunda parte de molde 120 localizada dentro da área ligada através do cume 122 forma a segunda superfície 46' e as áreas da parede lateral 47' correspondendo com as extremidades distais 43a'-43c' e 43e'-43g'. Mais especifica- mente, a superfície da segunda parte de molde 120 em geral localizada próxima a uma área central 123 forma a área cen- tral 41', as superfícies em geral localizadas ao redor de uma pluralidade de áreas de lóbulo 124a-124g forma as partes dos lóbulos 42a'-42g' na segunda superfície 46' e as super- fícies em geral localizadas ao redor das áreas distais 125a- c e 125e-g formam as partes da parede lateral 47' correspon- dendo com as extremidades distais 43a'-43c' e 43e'-43g'.
Com referência à câmara 40', a segunda superfície 46' tem uma configuração em geral planar, A área da segunda parte de molde 120 que corresponde com a área central 123 e as áreas de lóbulo 124a-124g que formam a segunda superfície 46', também tem uma configuração em geral planar. Áreas dis- tais 125a-c e 125e-g se estenda para cima das áreas de lóbu- lo 124a-c e 124e-g, respectivamente, para fornecer uma área em geral planar para formar as extremidades distais 43a' - 43c' e 43e'-43g'. Uma extensão de cume 122 se estende para fora da área de lóbulo 124d e forma um canal em forma de L 126. Em combinação com o canal 116, um conduíte é formado através do qual um fluido pode ser injetado na câmara 40' .
Segunda parte de molde 120 também inclui uma pluralidade de orifícios 127 que são distribuídas ao longo da área central 123 e áreas de lóbulo 124a-124g. Como com os orifícios 117, os orifícios 127 fornecem saída para o ar à medida que o pa- rí son é tirado da segunda parte de molde 120 durante a for- mação da câmara 40' .
Entalhes llla-c e llle-g e protuberâncias 121a-c e 121e-g se estendem para fora das partes de partes de molde 110 e 120 que formam a câmara 40'. Mais específícamente, os entalhes llla-c e llle-g se estendem radialmente para fora das áreas de lóbulo 114a-c e H4e-g, respectivamente. Simi- larmente, as protuberâncias 121a-c e 12le-g se estendem ra- dialmente para fora das áreas de lóbulo 124a-c e 124e-g, respectivamente. Consequentemente, os entalhes llla-c e llle-g e as protuberâncias 121a-c e 121e-g são em geral ali- nhados com as partes de molde 100 que formam os lóbulos 42a'-42c' e 42e'-42g'. A maneira em que o molde 100 é utilizado para for- mar a câmara 40' de um parison 130 será agora debatida. Pa- rison 130 é uma estrutura em geral oca e tubular de material de polímero fundido. Como utilizado aqui, o termo tubular não é limitado a uma configuração cilíndrica que tem um cor- te transversal circular mas é também intencionado abranger configurações tendo um corte transversal alongado ou oblon- go. Na formação do parison 130, o material de polímero fun- dido é extrusado de uma matriz. A espessura da parede do pa- rison 130' pode ser substancialmente constante, ou pode va- riar ao redor do perímetro do parison 130. Conseqüentemente, uma vista de corte transversal do parison 130 pode exibir áreas de espessura de parede divergente. Materiais adequados para o parison 130 incluem os materiais debatidos acima com respeito à câmara 40 e à câmara 40'.
Seguindo a formação do parison 130, como descrito acima, parison 130 é suspenso entre as partes de molde 110 e 120, como descritas na Figura 19. Para propósitos de debate, o parison 130 tem um primeiro lado 131 que faceia a primeira parte de molde 110, e o parison 130 tem um segundo lado 132 que faceia a segunda parte de molde 120. As partes de molde 110 e 120 são depois alinhadas de modo que os entalhes 111a- c e llle-g correspondam com as protuberâncias 121 a-c e 121 e-g, respectivamente. Nesta posição, as áreas das partes de molde 110 e 120 que formam a câmara 40' são posicionadas em lados opostos do parison 130 e são também alinhadas. As par- tes de molde 110 e 120 depois transladam entre si de modo que o molde 100 contata o parison 130, como descrito na Fi- gura 20. Mais especificamente, as superfícies da primeira parte de molde 110 em que os entalhes llla-c e llle-g são formados contatam o primeiro lado 131, e as superfícies da segunda parte de molde 120 que formam as protuberâncias 121a-c e 121e-g contatam o segundo lado 132.
Quando o molde 100 contata o parison 130, as par- tes do parison 130 dobram para acomodar o movimento também das parbes de molde 110 e 120 um no outro, que é também des- crito na Figura 20. Em particular, a primeira superfície 131 dobra para dentro dos entalhes llla-c e llle-g, e a segunda superfície 132 dobra ao redor das protuberâncias 121a-c e 121e-g. Conseqüentemente, o parison 130 continua dobrando uma vez que as partes de molde 110 e 120 continuam transla- dando uma com a outra.
Sob mais movimento das partes de molde 110 e 120 em direção uma à outra, as protuberâncias 121a-c e 121e-g se estendem completamente nos entalhes llla-c e llle-g e o lado 131 do parison 130 é comprimido contra o lado 132 do parison 130, assim ligando as partes do lado 131 ao lado 132, como descrito na Figura 21. Uma área central do parison 130, po- rém, contata e conforma às superfícies do molde 100 que são intencionadas para a câmara 40'. Conseqüentemente, uma área central do primeiro lado 131 contata e conforma aos contor- nos da área central 113, áreas de lóbulo 114a-114g e áreas da parede lateral 115a-115g. Similarmente, uma área central do segundo lado 132 contata e conforma aos contornos da área central 123, áreas lóbulo 124a-124g, e áreas distais 125a-c e 125e-g. Além disso, os cumes 112 e 122 comprimem os lados 131 e 132 um no outro, assim formando uma ligação que veda as áreas periféricas da câmara 40'.
Quando o molde 100 fecha, um fluído, como ar, ten- do uma pressão positiva comparada ao ar ambiente, pode ser injetado entre os lados 131 e 132 para induzir o parison 130 a contatar e conformar aos contornos das partes de molde 110 e 120. Inicialmente, o fluido pode ser liberado do mecanismo de matriz que forma o parison 130 e pode ser direcionado ao longo do comprimento longitudinal do parison 13 0, assim im- pedindo dos lados 131 e 132 de contatar um ao outro. Uma vez o molde 100 fecha no parison 130, porém, o fluido pode ser direcionado através do conduíte formado pelos canais 116 e 126. Por exemplo, uma agulha pode perfurar o parison 130 na entrada para o conduíte e pode liberar um fluido que percor- re conduíte abaixo e para dentro da área que forma a câmara 40'. Ar pode também ser removido da área entre o parison 130 e as partes de molde 110 e 120 através de orifícios 117 e 127, assim puxando o parison 130 na superfície de partes do molde 110 e 120.
Uma vez a câmara 40' é formada dentro do molde 100, as partes do molde 110 e 120 separam de modo que o pa- rison pode ser removido do molde 100, como descrito nas Fi- guras 23-24. O material de polímero que forma o parison 130 é depois deixado esfriar, e o conduíte formado pelos canais 116 e 126 podem ser vedados para encerrar o fluido dentro da câmara 40' em pressão ambiente. Alternadamente, um fluido pressurizado pode ser injetado através do conduíteantes de vedar. Além disso, as partes de excesso do parison 130 podem ser aparadas ou do contrário removidas da câmara 40' . As partes de excesso podem ser recicladas ou reutilizadas para formar outro parison.
Com base no acima debate, as partes de molde 110 e 120 cada uma em geral inclui uma zona de dobramento e uma zona de formação tendo funções diferentes. Com respeito à primeira parte de molde 110, a zona de dobramento inclui en- talhes llla-c e llle-g. Portanto, a zona de dobramento é responsável em dobrar o parison 130 antes da ligação. A zona de formação inclui a área central 113, áreas de lóbulo 114a- 114g e áreas de parede lateral 115a-115g. Portanto, a zona de formação é responsável em dar a forma atual da câmara 40' ao parison. Ou seja, a zona de formação na verdade forma a primeira superfície 45' e as partes da parede lateral 47' da câmara 40' . Similarmente, a zona de dobramento da segunda parte de molde 120 inclui protuberâncias 121a-c e 121e-g e são também responsáveis em dobrar o parison 130 antes da li- gação. A zona de formação da segunda parte de molde 120 in- clui área central 123, áreas de lóbulo 124a-124g e áreas distais 125a-c e 125e-g, e a zona de formação na verdade forma a segunda superfície 46' e outras partes da parede la- teral 47' . Consequentemente, as partes de molde 110 e 120 cada uma incluem uma zona de dobramento que dobra o parison e uma zona de formação que formam as partes de câmara 47', a zona de dobramento estando separada da zona de formação.
Os lados 131 e 132 dobram quando as partes do mol- de 110 e 120 inicíalmente contatam o parison 130, como deba- tidos acima. Algumas partes do parison 130 podem estirar, porém para induzir o parison 130 a contatar e conformar às várias superfícies que formam a câmara 40' . O propósito de dobrar lados 131 e 132 quando partes do molde 110 e 120 ini- cialmente contatar o parison 130 é dar uma uniformidade ao alongamento do parison 130. Ou seja, o dobramento do parison 130 assegura que os lados 131 e 132 se estendam de uma ma- neira em geral uniforme, assim dando uma espessura largamen- te uniforme à primeira superfície 45' , segunda superfície 46' e parede lateral 47' da câmara 40'.
Outra vantagem de dobrar os lados 131 e 132 con- cerne a uma posição de uma linha divisória 133 que corres- ponde com a área onde as partes de molde opostas se encon- tram adjacente à bexiga 40'. Ou seja, a linha divisória 133 é a ligação na câmara 40' entre o lado 131 e lado 132 que e formado pelos cumes 112 e 122. Referindo a Figura 26, a po- sição da linha divisória 133 é realçada com uma linha ponti- lhada para propósitos de referência. Em muitas câmaras da técnica anterior formadas através de um processo de moldagem a sopro convencional, a linha divisória estende-se horizon- talmente ao longo da parede lateral de uma maneira linear e oculta as partes da parede lateral. Com respeito à câmara 40', porém, a linha divisória 133 não se estenda meramente de forma vertical ao longo da parede lateral 47' . Do contrá- rio, a linha divisória 133 segue um curso não-linear que tem um padrão parecido com onda que se estende ao redor das ex- tremidades distais 43a'-43g'. Mais especificamente, a linha divisória 133 estende-se horizontalmente entre a parede la- teral 47' e primeira superfície '45' nas extremidades superi- ores das extremidades distais 43a'-43c' e 43e'-43g'. A linha divisória 133 depois se estende verticalmente ao longo da parede lateral 47' e ao longo dos lados das extremidades distais 43a'-43c' e 43e'-43g'. Consequentemente, pelo menos uma parte da linha divisória 133 estende-se entre a primeira superfície 45' e a segunda superfície 46' . Linha divisória 133 também se estende horizontalmente entre a parede lateral 47' e a segunda superfície 46' em áreas entre os lóbulos 42a'-42g', Quando incorporada em um artigo de calçado, como descrita na Figura 8, a linha divisória 133 em geral não se- rã visível, e a linha divisória 133 não estenderá ao longo das extremidades distais 43a'-43g', que são as partes visí- veis da câmara 40' . Portanto, a linha divisória 133 não é centrada na parede lateral 47'.
Uma conseqüência da linha divisória não-linear 133 é que as áreas específicas da parede lateral 47' são forma- das ou do primeiro do lado 131 ou do segundo lado 132. Por exemplo, as áreas da parede lateral 47' que estão adjacentes a área central 41' que serão aqui referidas como primeiras áreas, são formadas pelo primeiro lado 131. Consequentemen- te, a primeira área da parede lateral 47' estende-se da pri- meira superfície 45' para a segunda superfície 46' e é for- mada do primeiro lado 131. Similarmente, as áreas da parede lateral 47' que formam as extremidades distais 43a'-43c' e 43e'~43g' que serão referidas aqui como segundas áreas, são formadas do segundo lado 132. Conseqüentemente, a segunda área da parede lateral 47' também se estende da primeira su- perfície 45' para a segunda superfície 46' e é formada do segundo lado 132. Em geral, a primeira área e a segunda área alternam de modo que o primeiro lado e o segundo lado são entrelaçados para formar a parede lateral 47' . 0 método de moldagem a sopro descrito acima diver- ge do processo de moldagem a sopro convencional para câmaras de calçado. Por exemplo, o molde 100 inclui a pluralidade de entalhes llla-c e llle-g e a pluralidade de protuberâncias 121 a-c e 121 e-g para dobrar o parison 130 antes da ligação ou estiramento, assim induzindo a uniformidade na espessura da parede da câmara 40'. Além disso, o dobramento do parison 13 0 forma uma linha divisória não-centrada 133 que não se estende ao longo das partes visíveis da parede lateral 47'.
CONCLUSÃO A presente invenção é revelada acima e nos dese- nhos em anexo com referência a uma variedade de modalidades. O propósito servido pela revelação, porém, é fornecer um e- xemplo das várias características e conceitos relacionados à invenção, não para limitar o escopo da invenção. Alguém ver- sado na técnica pertinente reconhecerá que numerosas varia- ções· e modificações podem ser feitas às modalidades descri- tas acima sem divergir do escopo da presente invenção, como definido pelas reivindicações em anexo.

Claims (18)

1. Método de fabricar uma câmara preenchida com fluido (40, 40') para um artigo de calçado (10), o método compreendendo as etapas de: posicionar um parison (130) entre uma primeira parte (110) e uma segunda parte (120) correspondente de um molde (100) ; dobrar o parison (130) com os contornos do molde à medida que a primeira parte e a segunda parte transladam uma em direção à outra, os contornos do molde sendo posicionados separados a partir de uma cavidade dentro do molde, a cavi- dade tendo uma forma da câmara; configurar os lados opostos do parison (131, 132) para formar a câmara dentro da cavidade; e ligar os lados opostos do parison um ao outro, CARACTERIZADO pelo fato de que a etapa de configu- rar inclui formar a câmara para ter uma pluralidade de lóbu- los (42a-42g, 42a'-42g') que se estende para fora a partir de uma área central (41, 41') da câmara.
2. Método, de acordo com a reivindicação 1, CARACTERIZADO adicionalmente pelo fato de que inclui uma etapa de fornecer o molde (100) de modo que os contornos são protuberâncias (121a-c, 121e-g) formadas em uma da primeira parte (110) e da segunda parte (120), e os contornos são en- talhes (llla-c, llle-g) formados na outra da primeira parte e da segunda parte, os entalhes sendo posicionadas para re- ceber as protuberâncias.
3. Método, de acordo com a reivindicação 2, CARACTERIZADO pelo fato de que a etapa de fornecer o molde (100) inclui localizar os entalhes (llla-c, llle-g) e protu- berâncias (121a-c, 121e-g) separados das áreas do molde que formam a câmara (40, 40').
4. Método, de acordo com a reivindicação 2, CARACTERIZADO pelo fato de que a etapa de dobrar o parison (130) inclui estender o parison em torno das protuberâncias (121a-c, 121e-g) e para dentro dos entalhes (llla-c, llle- g) ·
5. Método, de acordo com a reivindicação 1, CARACTERIZADO pelo fato de que a etapa de configurar inclui formar a câmara (40, 40') de modo que pelo menos uma super- fície (45, 46) da câmara tenha uma configuração curvada.
6. Método, de acordo com a reivindicação 1, CARACTERIZADO pelo fato de que a etapa de ligar inclui defi- nir uma linha divisória (133) entre os lados opostos do pa- rison (131, 132) .
7. Método, de acordo com a reivindicação 6, CARACTERIZADO pelo fato de que a etapa de ligar inclui es- tender a linha divisória (133) a partir de uma primeira su- perfície (45) para uma segunda superfície (46) oposta da câ- mara (40, 40').
8. Método, de acordo com a reivindicação 6, CARACTERIZADO pelo fato de que a etapa de ligar inclui dar uma configuração não-linear à linha divisória (133).
9. Método, de acordo com a reivindicação 6, CARACTERIZADO pelo fato de que a etapa de ligar inclui loca- lizar não-centralmente a linha divisória (133) com relação a uma primeira superfície (45) e uma segunda superfície (46) oposta da câmara (40, 40').
10. Método, de acordo com a reivindicação 6, CARACTERIZADO pelo fato de que a etapa de ligar inclui posi- cionar uma parte da linha divisória (133) adjacente a uma primeira superfície (45) da câmara (40, 40'), posicionar a outra parte da linha divisória (133) adjacente a uma segunda superfície (46) da câmara, e posicionar ainda outra parte da linha divisória para estender entre a primeira superfície e a segunda superfície.
11. Método, de acordo com qualquer uma das reivin- dicações 1 a 5, CARACTERIZADO pelo fato de que o parison (130) possui um primeiro lado (131) voltado para a primeira parte (110) e o parison possuindo um segundo lado (132) vol- tado para a segunda parte (120) do molde, o método compreen- dendo as etapas de: configurar o parison (130) para definir uma pri- meira superfície (45), uma segunda superfície (46), e uma parede lateral (47) da câmara, pelo menos uma primeira área da parede lateral sendo formada a partir do primeiro lado (131) , a primeira área se estendendo a partir da primeira superfície.para a segunda superfície, e pelo menos uma se- gunda área da parede lateral sendo formada a partir do se- gundo lado (132), a segunda área também se estendendo a par- tir da primeira superfície para a segunda superfície; e ligar o primeiro lado do parison (131) ao segundo lado do parison (132) para formar uma linha divisória (133).
12. Método, de acordo com a reivindicação 11, CARACTERIZADO pelo fato de que a etapa de ligar inclui es- tender a linha divisória (133) a partir da primeira superfí- cie (45) para a segunda superfície (46) da câmara (40, 40').
13. Método, de acordo com a reivindicação 11, CARACTERIZADO pelo fato de que a etapa de ligar inclui es- tender a linha divisória (133) entre a primeira área e a se- gunda área.
14. Método, de acordo com a reivindicação 11, CARACTERIZADO pelo fato de que a etapa de ligar inclui dar uma configuração não-linear à linha divisória (133).
15. Método, de acordo com a reivindicação 11, CARACTERIZADO pelo fato de que a etapa de ligar inclui loca- lizar não-centralmente a linha divisória (133) com relação à primeira superfície (45) e à segunda superfície (46) oposta da câmara (40, 40').
16. Método, de acordo com a reivindicação 11, CARACTERIZADO pelo fato de que a etapa de ligar inclui posi- cionar uma parte da linha divisória (133) adjacente à pri- meira superfície (45) da câmara (40, 40'), posicionar outra parte da linha divisória adjacente à segunda superfície (46) da câmara, e posicionar ainda outra parte da linha divisória para estender entre a primeira superfície e a segunda super- fície .
17. Método, de acordo com a reivindicação 1, CARACTERIZADO pelo fato de que: uma da .primeira parte (110) e segunda parte (120) do molde (100) inclui protuberâncias (120a-c, 121e-g) , e a outra da primeira parte e segunda parte do molde inclui en- talhes (llla-c, llle-g) que recebe as protuberâncias, os en- talhes e as protuberâncias sendo localizados separados das áreas do molde que formam a câmara (40, 40'); o parison (130) possui um primeiro lado (131) vol- tado para a primeira parte e o parison possui um segunda la- do (132) voltado para a segunda parte; o parison é dobrado ao redor das protuberâncias e para dentro dos entalhes à medida que a primeira parte e a segunda parte transladam uma em direção à outra e contatam o parison; e o parison é configurado para formar uma primeira superfície (45) a partir do primeiro lado e uma segunda su- perfície (46) do segundo lado, o primeiro lado e o segundo lado sendo entrelaçados para formar pelo menos uma parte de uma parede lateral (47) da câmara.
18. Método, de acordo com a reivindicação 17, CARACTERIZADO pelo fato de que a etapa de ligar inclui defi- nir uma linha divisória (133) entre os lados opostos (131, 132) do parison (130), em que a linha divisória se estende entre os primeiro e segundo lados entrelaçados.
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