BRPI0415696B1 - Catéter e método, em específico para ablação e técnicas semelhantes - Google Patents
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Abstract
"catéter e método, em específico para ablação e técnicas semelhantes". a invenção se refere a um cateter, provido de um corpo alongado com uma primeira extremidade eletricamente condutiva, caracterizado pelo fato de que através do referido corpo no mínimo um condutor eletrizado se estenda, que seja conectado à referida primeira extremidade e um canal para alimentar um fluido resfriador através do referido corpo, em que o canal seja provido, dentro ou próximo à referida primeira extremidade, de no mínimo uma abertura de saída e caracterizado pelo fato de que, na referida primeira extremidade, haja disposto um sensor de temperatura, ao mesmo tempo em que o referido canal seja termicamente isolado da referida primeira extremidade.
Description
(54) Título: CATÉTER E MÉTODO, EM ESPECÍFICO PARA ABLAÇÃO E TÉCNICAS SEMELHANTES (73) Titular: UNIVERSITAIR MEDISH CENTRUM UTRECHT. Endereço: Heidelberglaan 100, NL-3584 CX Utrecht, HOLANDA(NL) (72) Inventor: WITTKAMPF, FREDERIK, HENRICUS, MATHEUS
Prazo de Validade: 10 (dez) anos contados a partir de 03/04/2018, observadas as condições legais
Expedida em: 03/04/2018
Assinado digitalmente por:
Júlio César Castelo Branco Reis Moreira
Diretor de Patente
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RELATÓRIO DESCRITIVO
CATÉTER E MÉTODO, EM ESPECÍFICO PARA ABLAÇÃO E TÉCNICAS SEMELHANTES
A invenção se refere a um cateter. A invenção se refere especificamente a um cateter para abiação em cavidades do corpo como os vasos sanguíneos ou órgãos como o coração.
É conhecida a técnica de se realizar tratamentos em humanos ou animais com a ajuda de caieíeres com uma primeira extremidade eletricamente condutiva. Esse eletrodo para abiação normaimente está presente na extremidade do cateter, Além disso, são conhecidas elaborações com vários eletrodos para abiação, um atrás do outro no cateter, que é inserido na cavidade mencionada. O paciente é então deitado em uma placa condutiva, como uma placa aterrada. Em seguida, através do cateter, uma corrente eiétrica é passada através do corpo. Se a primeira extremidade for presa junto ou a pouca distância de uma parede da cavidade do corpo, essa parede será aquecida em uma área relativamente pequena, como resultado da resistência elétrica da parede. Consequentemente, nessa área, ocorre a abiação. Como resuitado disso, parte do tecido dessa parede morre. Com esse tratamento, por exemplo, dos distúrbios do ritmo cardíaco podem ser tratados e prevenidos no futuro.
Durante esse tratamento, conhecido por si só, é importante que a temperatura da primeira parte do cateter, especificamente, podem ser controladas para que, assim, a extensão do aquecimento da área alvo possa ser examinada e conseqüentemente, com base entre outras coisas nessa temperatura, a energia que é fornecida a essa primeira extremidade pode ser controiada. Aiém disso, antes do tratamento propriamente dito, com a ajuda da energia relativameníe reduzida, o contato dessa primeira extremidade com a parede pode ser examinado, com base no aumento da temperatura que é medida nessa primeira extremidade. O fato é que um contato mais fraco levará a temperatura menor a subir quando a energia fornecida permanecer a mesma.
Aiém disso, deve-se prevenir que a temperatura no líquido, especificamente no sangue, suba demais ao redor da primeira extremidade, pois como resultado disso pode haver entupimento o que pode ievar a situações perigosas para o corpo. Além disso, muito calor na primeira extremidade do cateter pode ievar a
2/11 ·· aquecimento excessivo, explosões em função do líquido preso na parede da respectiva cavidade como o coração, o que é perigoso para a saúde e, em casos extremos, pode levar a aberturas na parede do coração, além do que, há o perigo de que áreas muito grandes sejam indesejavelmente afetadas, como resultados dos danos que possam ocorrer de, por exemplo, um nódulo atrioventricuiar. Para medir essa temperatura, é conhecida na técnica a inciusão de um sensor de temperatura, como um par térmico, na primeira extremidade.
Para prevenir que a primeira extremidade do cateter seja excessivamente aquecida, foi proposto que essa primeira extremidade seja resfriada. Para esse fim, Wittkampf (Journal of the American College of Cardiology, 1988, 11, ρ. 17A) descreveu um cateter caracterizado pelo fato de que um canal líquido seja fornecido no terminando nas aberturas de saída na primeira extremidade. Um fluido resfriador, como uma solução fisiológica salina, pode ser impulsionado através desse canal e, durante o uso, produz um efeito de resfriamento permanente da primeira extremidade. Com isso, a temperatura dos mesmos pode ser mantida baixa.
No entanto, uma desvantagem desse conhecido cateter é que, dentro dele, a temperatura real da primeira extremidade não pode ser medida com exatidão.
Para se resolver esse problema, já havia sido proposta a inclusão de um par térmico na primeira extremidade desse cateter. No entanto, como resultado do resfriamento, isso não é seguro. Conseqüentemente, a mudança de temperatura da extremidade mencionada e, conseqüentemente do líquido, especificamente o sangue ao redor dessa primeira extremidade ou a temperatura da parede, não pode ser verificada de forma suficieníemente exata, assim ainda podem ocorrer coágulos, enquanto, além disso, a extensão do aumento de temperatura da parede não pode ser suficientemente controlada e verificada. Como a primeira extremidade desse cateter permanece relativamente fria, nenhum depósito desses coágulos será detectado no lado externo, o que acarreta o risco que pode ser assumido, erroneamente, de que durante o tratamento nenhum coágulo tenha se formado. O fato é que o líquido, em específico o sangue ao redor dessa primeira extremidade e/ou da parede, pode muito bem ser aquecido, de modo que a coagulação ocorreu, resuitando em coáguios.
Em uma configuração alternativa, é fornecido um cateter com um canal fechado se estendendo através da primeira extremidade, ao mesmo tempo em que a primeira extremidade é resfriada do lado interno. Aqui, os mesmos perigos ocorrem
com o cateter acima descrito ao mesmo tempo em que, aiém disso, a grande desvantagem é que o sangue não é resfriado totalmente.
O objetivo da invenção é fornecer um cateter com o quai, de maneira segura e exata, os tratamentos possam ser feitos caracterizado pelo fato de que em uma cavidade corporai, seja obtido o aquecimento locai de uma parede, como a abíação.
Um outro objetivo da invenção é fornecer um cateter com o qual, durante o uso, de maneira simpies e exata, o contato de uma primeira extremidade do mesmo com uma parede possa ser examinado.
Um outro objetivo da invenção é fornecer um cateter do quai, durante o uso, a primeira extremidade de liderança possa ser aquecida de forma simples e exata, em específico com a ajuda de uma corrente, ao mesmo tempo em que os coágulos possam ser prevenidos de maneira simples.
A invenção contempla ainda o fornecimento de um cateter que seja compatível com os dispositivos já existentes para técnicas de abiação.
Um número desses e outros objetivos é atingido com um cateter de acordo com a invenção.
Com um cateter de acordo com a invenção, é fornecido um corpo alongado, através do qual se estende um condutor eletrizado, acoplado a uma primeira extremidade eletricamente condutiva. Aiém disso, através desse corpo alongado, se estende um canal que termina dentro ou próximo a uma primeira extremidade até no mínimo uma abertura de saída.
Durante o uso, o iíquido pode ser guiado através desse canal, de no mínimo uma primeira abertura de saída. Dentro ou próximo à primeira extremidade, um sensor de temperatura é disposto, com o quai, durante o uso, a temperatura dessa primeira extremidade possa ser medida.
Com um cateter de acordo com a invenção, é fornecida uma separação térmica entre o canai e a primeira extremidade. Essa separação térmica foi disposta de modo que, durante o uso, o líquido que flui através do canai praticamente não entre em contato com a primeira extremidade antes que flua de no mínimo uma primeira abertura de escoamento. Com isso, durante o uso, assegura-se que a primeira extremidade não seja resfriada pelo líquido, no mínimo não diretamente, mas que o iíquido se estenda ao redor, em específico o sangue. Com isso, a coagulação pode ser prevenida ao mesmo tempo em que a temperatura da primeira extremidade pode ser medida de forma exata.
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Em uma configuração vantajosa, um cateter de acordo com a invenção é ainda caracterizado pelo fato de que esse canal tenha uma direção longitudinal e seja provido de uma série de aberturas de saída, em que as aberturas de saída sejam posicionadas de modo que o fluido resfriador fornecido, durante o uso, flua através desse canal para as aberturas de saída em uma direção de escoamento, inciuindo um ângulo com a direção longitudinal mencionada. Esse ângulo tem por exemplo entre 30° e 90°, mais especificamente entre 45° e 90°, de modo que a direção de escoamento substancialmente se distancie do lado externo da primeira extremidade.
Além disso, também na extremidade axial da primeira extremidade, pode ser fornecida uma abertura de saída.
Em uma configuração alternativa, uma ou mais aberturas de saída podem ser fornecidas em um limite iongitudinai do corpo, de modo que durante o uso seja obtido um fluxo substancialmente ao longo da superfície externa dessa primeira extremidade. Para esse fim, a respectiva no mínimo uma abertura de saída pode ser localizada de forma adjacente à primeira extremidade, vista de frente. Uma vantagem de tal configuração pode ser, por exemplo, uma construção simpies, no canal que se estende através da respectiva primeira extremidade e/ou um padrão de escoamento vantajoso.
Em uma configuração vantajosa, a abertura de saída é projetada de modo que seja obtido um fluxo levemente turbulento ao redor da primeira extremidade, para prevenir ainda mais a coagulação.
Em uma configuração prática, no mínimo dentro e/ou adjacente à primeira extremidade, o canal e/ou as aberturas de saída são providas de um invólucro interno com isolamento térmico e/ou projetado com um material de pouca condução térmica. Neste relatório, entende-se por pouca condução térmica a inclusão de no mínimo uma transferência de calor cruzando a parede do canai à primeira extremidade que é consideravelmente menor, por exemplo 10% ou mais, mais especificamente 25% ou menor do que a transferência de calor cruzando a parede de um canal que ocorrería nesse cateter com dimensões similares sem essas características de isolamento térmico.
sensor de temperatura, que pode por exemplo ser projetada de uma forma conhecida na técnica como par térmico, é preferivelmente incluído na primeira extremidade, a uma distância entre a interface e a primeira extremidade e o corpo do
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A primeira extremidade pode ser fabricada de um materiai térmica e eletricamente condutivo como metai. Além disso, somente o invólucro externo pode ser fornecido em metai sobre, por exempio, um núcieo de plástico, cerâmica ou vidro, para que já haja um pouco do isolamento térmico desejado.
A invenção se refere ainda a um método para tratamento térmico como a ablação, com as características da reivindicação 9.
Com esse método, de forma mais exata, a temperatura de uma primeira extremidade de um cateter de ablação pode ser verificada e controlada para que, de modo exato e seguro, as abiações e outros tratamentos térmicos possam ser feitos em cavidades corporais como vasos sanguíneos, coração e outros. Com um método de acordo com a invenção, a temperatura de parte de uma parede da cavidade corporal pode ser controiaaa de forma específica e exata, sem o perigo de ocorrer uma coaguiação no sangue que flui ao redor dessa parte da parede. A coaguiação de proteínas no sangue pode ievar à formação de coágulos, e esses coágulos podem fica soiíos no fiuxo sanguíneo e isso pode ievar a, por exempio, ínfartos. Em específico, no ventrículo esquerdo e no átrio do coração, os coáguios devem ser evitados. Com um método de acordo com a invenção, preferiveimente, a temperatura do sangue ao redor dessa parte da parede é mantida abaixo da temperatura de coaguiação, ao mesmo tempo em que a ponta do cateter usado e/ou parte da parede a ser tratada pode ser aquecida até a temperatura desejada, opcionaimente mais aita. O eletrodo é então substancial mente aquecido pela parede próxima, em que a temperatura aumenta como resultado da resistência. A extensão do contato entre a parede e o eietrodo irá portanto influenciar o aquecimento do eletrodo. É por essa razão que a medição do contato pode ser importante.
Com esse método, preferivelmente de forma conhecida na técnica, um fluido resfriador como uma solução fisiológica saiina é fornecido, através de um canal que se estende através do cateter, e esse fluido resfriador é diretamente introduzido dentro da respectiva cavidade corporal. Em um método de acordo com a invenção, preferivelmente, esse fluido resfriador é isolado termicamente a uma alta extensão do material da primeira extremidade do cateter durante o uso, para que o sangue ao
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redor dessa primeira extremidade seja resfriado mais do que a própria primeira extremidade. Preferivelmente, a temperatura da primeira extremidade é então medida de forma exata para que a temperatura da parede contra a quai ou na quai o cateter está preso possa ser controiaaa de forma exata.
Com a ajuda do fluido resfriador, a temperatura do sangue ao redor dessa primeira extremidade é preferivelmente mantida abaixo de aproximadamente 55°C. A temperatura ou o iaao externo da primeira extremidade é então mantida preferivelmente abaixo de aproximadamente 65°C.
Com a ajuda do fluido resfriador, uma turbulência é preferivelmente gerada no sangue ao redor da primeira extremidade, para que haja uma maior prevenção à formação de coágulos.
Nas outras subreivindicações, outras configurações vantajosas da invenção são descritas. Para fins de esclarecimento da invenção, as configurações da invenção serão mais bem descritas com referência aos desenhos. Nos desenhos: a
Figura 1 mostra de forma esquemática um cateter de acordo com a invenção com uma primeira extremidade em um ventrículo cardíaco; a Figura 2 mostra de forma esquemática um número de cateteres em um coração, para tratamento de distúrbios do ritmo cardíaco; a Figura 3 mostra de forma esquemática, bastante ampliada, em secção cruzada, uma extremidade anterior de um cateter de acordo com a invenção, em uma primeira configuração; a Figura 4 mostra de forma esquemática, bastante ampliada, em secção cruzada, uma extremidade anterior de um cateter de acordo com a invenção, em uma segunda configuração; a Figura 5 mostra de forma esquemática, bastante ampliada, em secção cruzada, uma extremidade anterior de um cateter de acordo com a invenção, em uma terceira configuração; e a Figura 5A mostra uma secção cruzadas ao longo da linha VA-VA na Figura 5.
Nessa descrição, partes idênticas ou correspondentes possuem números de referência idênticos ou correspondentes. As configurações mostradas são dadas somente como forma de exemplo e não devem ser interpretadas como iimitativas de forma alguma. Em específico, deve-se entender que as combinações das partes das configurações mostradas também serão descritas neste relatório. Neste, deve-se entender que cavidade corporal inclua no mínimo cada parte do corpo humano ou animal que possa ser alcançada pela extremidade anterior de um cateter.
Na Figura 1, é mostrado de forma esquemática como um cateter 1 foi inserido no coração 2 de um paciente 3. Uma extremidade anterior 4 de um cateter
1A é inserida em um ventrículo 5, em específico um ventrículo direito do coração, ao mesmo tempo em que a extremidade anterior correspondente 4 do segundo cateter 1B é inserida no átrio direito do coração 2. isso é meramente mostrado como ilustração de possíveis posições. O(s) cateter (es) foi (foram) ou é (são) inserido no coração 2 a partir da, por exemplo, virilha do paciente 3, que é um método conhecido por si só e portanto não será descrito em mais detalhes, não mais do que o método e dispositivo conhecido para controiar esses cateteres e as funções dos mesmos no cateter.
Na Figura 2, em secção cruzada, é mostrado um coração 2, com ventrículo esquerdo e direito 5A, 5B e átrio esquerdo e direito 6A, 6B. Nesse coração 2, quatro cateteres 1 foram inseridos. Durante, por exemplo, uma medição e/ou tratamento de distúrbios do ritmo cardíaco, um ou more cateteres 1 podem ser inseridos no coração 2, a fim de se obter uma clara idéia das correntes elétricas no coração. Cada um dos cateteres 1 mostrados tem um corpo 7 que é alongado e pode ser guiado através do sistema vascuiar do paciente. O corpo 7 tem uma extremidade anterior 4, chamada de primeira extremidade 4, que é inserida ao máximo no coração 2. No mínimo adjacente à primeira extremidade, um número de eletrodos S é fornecido na forma de anéis de metal, por exemplo três, que são separados uns dos outros por materiai isolado eletricamente do corpo e cada um possa ser conectado, por meio de um fio condutivo através do corpo 7 aos equipamentos eletrônicos, para que, de forma conhecida na técnica, as medições possam ser conduzidas, para que possa ser feito um eletrograma.
A primeira extremidade 4 é também fornecida com a ponta 9 fabricada a partir de um materiai eletricamente condutivo, como metal, em que a ponta, por meio de um condutor eletricamente condutivo 10 (Figuras 3 a 6), pode ser conectada a equipamentos eletrônicos (mencionados mas não mostrados) com os quais, por meio do condutor 10, a corrente pode ser alimentada a essa ponta 9. Durante a medição e/ou o tratamento, o paciente fica em um subterrâneo eletricamente condutivo, por exemplo sobre uma placa aterrada (não mostrada). Para se realizar o tratamento, uma ablação por exemplo, a ponta 9 do cateter I é pressionada contra a parede 11 do coração 2, para que a corrente comece a correr através dessa parede
11. Como resultado da resistência elétrica do tecido da parede, o desenvolvimento do caior ocorrerá adjacente à ponta 9, para que o tecido possa ser tratado, em específico, as células do músculo do coração possam ser mortas, para que as trilhas
de condução indesejadas no coração 2 ou as fontes indesejadas de distúrbios do ritmo cardíaco possam ser bloqueadas. Esse é um tratamento conhecido na técnica, chamado de técnica de ablação, para prevenir distúrbios do ritmo cardíaco. Para uma descrição mais profunda dessas técnicas, será feita referência à publicação mencionada na introdução e nos manuais relevantes.
É conhecido na técnica o uso de um fluido resfriador em um cateter 1 para uso em, por exemplo, técnicas de ablação. Esse líquido é trazido através de um canal no cateter até a extremidade anterior do cateter e dali ou é introduzido na corrente sanguínea ou é devolvido através do cateter. No lado de dentro do cateter, o fluido resfriador é então posto em contato próximo com o eletrodo a ser resfriado, como a ponta do cateter, para resfriar esse eletrodo e com isso prevenir a deposição das proteínas no iaao de fora. Esse cateter é descrito, por exemplo, em EP 0 856 292. No entanto, esses cateteres têm a desvantagem de que a temperatura do respectivo eletrodo, como a ponta, não produz mais uma boa foto do desenvolvimento do aquecimento na parede 11 e/ou no sangue B ao redor desse eletrodo.
Com um cateter 1 de acordo com a invenção, essas desvantagens são resolvidas de modo que, durante o uso, um eletrodo como a ponta 9, não é resfriado, no mínimo não diretamente, mas no B ele é, para que no não haja coagulação e os coágulos sejam prevenidos. Como resultado, a temperatura do respectivo eletrodo como a ponta 9 pode ser medida e controlada de forma exata, ao mesmo tempo em que, a partir da mesma, possa ser feita uma estimativa da temperatura da parede 11. Doravante, serão descritos alguns exemplos de cateteres 1 de acordo com a invenção.
Na Figura 3, uma primeira configuração de uma extremidade anterior de um cateter 1 de acordo com a invenção é mostrada, em vista lateral seccional cruzada.
Esse cateter 1 é composto de um corpo alongado 7 com uma primeira extremidade 4, formada por uma ponta 9 feita de um material elétrica e termicamente condutivo, em específico um metal como platina. O corpo tem um eixo longitudinal A~A e é composto de uma parede substancialmente cilíndrica 12 através da qual se estende um canal 13. Entre a parede 12 e o eanai 13, hã um espaço anular 14 através do qual se estende, por exemplo, o condutor eletricamente condutivo 10, os diferentes pontos de conexão dos eletrodos 8 e meios de controle conhecidos por si próprio (não mostrados) para controle da extremidade 4. Além a
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Na configuração mostrada na Figura 3, uma ponta 9 é acoplada ao corpo 7 por meio de uma peça de acoplamento 18 que é iigada, ou por exemplo colada, a uma primeira lateral dentro da parede 12, e, no outro lado, encaixada em uma segunda borda inacabada 20 de uma ponta 9 por meio de uma borda inacabada 19. Nessa configuração, o par térmico 16 foi disposto dentro ou contra a interface 17 entre o corpo 7 e a ponta 9, no mínimo sobre a superfície de extremidade 21 de uma ponta 9 proximal ao corpo 7 e à peça de acoplamento 18.
Na primeira extremidade 4, em específico na ponta 9, uma peça de canai 22 é fornecida, estendendo-se alinhada com o eixo A-A e conectada ao canai 13, por exemplo em que uma conexão 23 se estenda a partir da superfície de extremidade 21 no canal 13 e é encaixada dentro do mesmo. A partir do lado externo 41 da ponta 9, os primeiros orifícios 24 são fornecidos, alcançado o máximo da peça de canal 22 e se estendendo de forma substancialmente radial. Esses primeiros orifícios 24 têm todos um eixo iongituainal 25 incluindo um ânguio com o eixo iongitudinai A-A do corpo 7, por exemplo, a cerca de 90°. Um segundo orifício 26 é fornecido alinhado com o canai 13, no mínimo com o eixo A-A, em que o orifício 26 termina no ápice 36 da ponta 9. Em cada orifício 24, 26, assim como ao redor da peça de canal 22, um invóiucro de isolamento térmico 27 é fornecido de modo que, durante o uso, um fluido resfriador, em específico a solução fisiológica salina, possa ser passado através do canai 13, a peça de canal 22 e os orifícios 24, 26 sem contato direto ocorrendo entre o fluido resfriador e a (parte interna da) ponta 9. Com isso, previnese o resfriamento direto da ponta 9 pelo fluido resfriador na parte maior. Na elaboração da Figura 3, a conexão 23 não tem isolamento térmico.
Na Figura 4, uma primeira e mais vaniajosa configuração alternativa da primeira extremidade 4 de um cateter 1 de acordo com a invenção é mostrada, diferente da configuração de acordo com a Figura 3 peio fato de que aqui, a conexão 13 possui isolamento térmico, ao mesmo tempo em que, aiém disso, o par térmico
16 é disposto mais próximo ao ápice 36 da ponta 9, para que possa ser feita uma medição de temperatura ainda mais exata da parede do coração especificameníe.
Na Figura 5, é mostrada uma outra configuração alternativa, com uma única ponta 9 em vista lateral seccional cruzada, que, como um extra, corresponde amplamente a uma das eiaborações das Figuras 3 e 4. No entanto, aqui, a ponta 9 é
fornecida com um núcleo 28, fabricado de um material com baixa condutividade térmica e/ou elétrica, por exemplo vidro, cerâmica ou plástico, e um invólucro 29 com boa condutividade de aquecimento e/ou condutividade elétrica relativa.
Aqui, somente no invólucro 29 os orifícios 24, 26 foram fornecidos com um invólucro interno térmico, no mínimo formado como parte do núcleo 28, para que de modo simples se obtenha o isolamento térmico desejado. Nesta configuração, os eixos longitudinais 25 se estendem de forma aproximadamente tangenciaí em relação à peça de canal 22 (Figura 5A) e inclui um ângulo a com o eixo longitudinal A-A em que o ângulo se desvia a 90°, por exemplo a cerca de 75° a 80°, de modo que a direção de escoamento seja levemente na direção do ápice 36, no mínimo na direção da parede 11. Com isso, o resfriamento do sangue ao redor a ponta 9 e adjacente à parede 11 pode ser ainda mais aprimorado. Um par térmico 16 é fornecido junto ao invólucro 29.
Nas configurações de acordo com as Figuras 3 a 5, em cada vez, a extremidade de cada orifício 24, 26 forma uma abertura de escoamento 30 para o fluido resfriador.
Essas aberturas de escoamento 30 podem, por exemplo, ser formadas de modo que durante o uso seja gerado um fluxo turbulento no sangue que passa por elas. Podem ser usadas meios para esse fim que são conhecidos na hidrodinâmica. Nas configurações mostradas, por exemplo, treze aberturas de escoamento foram fornecidas, mas é ciara que qualquer número de aberturas de escoamento 30 pode ser fornecido.
Opcionalmente, próximo ao eletrodo, em específico próximo à interface 17 entre o corpo 7 e a ponta 9, uma ou mais aberturas de saída podem ser fornecidas, para que uma parte do fluido resfriador seja direcionada ao longo da ponta 9, no mínimo ao longo da superfície externa do eletrodo, para resfriamento direto do sangue e/ou para gerar turbulência.
Ao se usar um cateter 1 de acordo com a invenção em um tratamento ae3 por exemplo, distúrbios do ritmo cardíaco ou problemas semelhantes, caracterizado pelo fato de que a técnica de abiação seja usada em uma cavidade corporal em que passa sangue como um venírículo ou átrio de um coração ou uma artéria ou veia, preferivelmente, a intensidade da corrente e o fornecimento de fluido resfriador são regulados de modo que a temperatura do sangue ao redor da ponta 9 seja mantida
11/U ··· · · ··· ·· · ·· ····· ··· · ··· • · ···· · ·· ·· ···· ·· · · · ··· · · · · ·· · · • ··· ······ ·«· • ··· · · ··· · · ·· φ abaixo da temperatura de coagulação. Na prática, isso significa abaixo de aproximadamente 55 °C, para que não haja coagulação.
Preferivelmente, a temperatura da ponta 9 é regulada de modo que não exceda 85 °C. Na prática, esse aparenta ser um limite de segurança razoável. Com eletrodos maiores (comprimento de, por exemplo, δ mm em vez de 4 mm), irá ocorrer relativamente mais resfriamento no sangue que flui ao redor de modo que haja maior diferença entre o tecido e a temperatura do eletrodo. Com uma ponta de 8 mm, 50 a 55' é um bom valor de meta, no mínimo com os eletrodos existentes. O eletrodo irá permanecer claramente mais frio do que o tecido aquecido da parede, que é mantido abaixo de 100 °C para prevenir as explosões mencionadas anteriormente. Na Figura 3, de forma esquemática, na parede 11 uma área 40 é indicada, na qual ocorre desenvolvimento como resultado da corrente passada através da parede 11, conforme descrito anteriormente. Naíuraímente, quanto a dimensão e formato, essa área de influência 40 depende da intensidade de corrente usada, e a duração do tratamento e é dada somente como forma de indicação.
A invenção de forma alguma se limita aos exemplos de configurações dados na descrição e nos desenhos. Muitas variações à mesma são possíveis, dentro da estrutura da invenção conforme posto nas reivindicações.
Por exemplo, diferentes materiais podem ser usados nas diferentes partes, e as aberturas de escoamento podem ser fornecidas de maneiras diferentes, contanto que, no mínimo substancialmente, evite-se que a ponta 9 seja resfriada na parte interna pelo fluido resfriador que flui através da mesma. A extremidade do cateter pode ter qualquer formato desejado e também pode ser usada em diferentes locais que não o coração, por exemplo, também para combater tumores e aberrações do mesmo para fornecer tecido de cicatrização de forma controlada. Um cateter de acordo com a invenção também pode ser fornecido com vários eletrodos, em que no mínimo um deles seja fornecido com um dispositivo de resfriamento de acordo com a invenção, com abertura de escoamento isolada. Além disso, somente um eletrodo pode ser fornecido a uma distância da extremidade.
Essas e muitas variações comparáveis são entendidas como estando dentro da estrutura da invenção, conforme posto nas reivindicações.
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Claims (13)
- REIVINDICAÇÕES1. Cateter (1), fornecido com um corpo alongado (7) acoplado a uma primeira extremidade eletricamente condutiva (4) formada por uma ponta (9) e formando um eletrodo (9; 29); pelo menos um fio condutivo (10) que se estende ao longo do dito corpo alongado (7), o dito fio condutivo (10) sendo eletricamente conectado ao dito eletrodo (9); um canal (13, 22) que se estende ao longo do corpo alongado (7) e da primeira extremidade (4) adaptado para fornecer um fluído resfriador; no mínimo uma abertura de saída (30) do canal (13) sendo fornecida na ou próxima à dita primeira extremidade (4) e; um sensor de temperatura (16) disposto entre a dita primeira extremidade (4) ou na interface (17) entre o corpo alongado (7) e a ponta (9), caracterizado pelo fato de que o referido canal (13, 22) é termicamente isolado do eletrodo (9; 29).
- 2. Cateter, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que a referida no mínimo uma abertura de saída (30) seja fornecida na referida primeira extremidade (4).
- 3. Cateter, de acordo com a reivindicação 1 ou 2, caracterizado pelo fato de que o dito canal (13) possui uma direção longitudinal (A-A) e a dita no mínimo uma abertura de saída (30) compreende uma série de aberturas de saída, em que as aberturas de saída (30) são dispostas de modo que, durante o uso, o fluído resfriador fornecido através do referido canal (13) flua através das referidas aberturas de saída (30) em uma direção de escoamento que forma um ângulo (a) com a referida direção longitudinal (A-A).
- 4. Cateter (1), de acordo com a reivindicação 3, caracterizado pelo fato de que o dito ângulo (a) está entre 30 e 90 graus, preferencialmente entre 45 e 90 graus e mais preferencialmente ainda entre 75 e 80 graus.
- 5. Cateter (1), de acordo com qualquer uma das reivindicações anteriores, caracterizado pelo fato de que a no mínimo uma abertura de saída (30) é fornecida com um invólucro interno com isolamento térmico (27).
- 6. Cateter (1), de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 4, caracterizado pelo fato de que a primeira extremidade (4) inclui um núcleo (28) fabricado de um material que possui baixa condutividade térmica e/ouPetição 870170101524, de 22/12/2017, pág. 6/102/2 baixa condutividade elétrica; e um invólucro externo (29) que possui condutividade térmica e/ou condutividade elétrica relativa superior às do material do núcleo (28).
- 7. Cateter (1), de acordo com a reivindicação 6, caracterizado pelo fato de que o núcleo (28) é fabricado de material plástico, cerâmica ou vidro e o invólucro externo (29) é fabricado de metal.
- 8. Cateter (1), de acordo com a reivindicação 6 ou 7, caraterizado pelo fato de que o sensor de temperatura (16) é um par térmico ligado ao invólucro externo (29).
- 9. Cateter (1) de acordo com qualquer uma das reivindicações anteriores, caracterizado pelo fato de que no mínimo uma referida abertura de saída (30) é fornecida no referido corpo, adjacente à referida primeira extremidade (4).
- 10. Cateter (1) de acordo com qualquer uma das reivindicações anteriores, caracterizado pelo fato de que a referida primeira extremidade (4) é ligada ao referido corpo alongado (7), e o referido sensor de temperatura (16) é fornecido na referida primeira extremidade (4), a uma distância de uma interface (17) formada entre o referido corpo alongado (7) e a referida primeira extremidade (4).
- 11. Cateter (1), de acordo com qualquer uma das reivindicações anteriores, caracterizado pelo fato de que a no mínimo uma abertura de saída (30) é formada de tal modo que o fluido resfriador que flui da mesma, durante o uso, flui para fora da referida primeira extremidade (4).
- 12. Cateter (1), de acordo com qualquer uma das reivindicações anteriores, caracterizado pelo fato de que a referida primeira extremidade (4) tem no mínimo uma parte externa (9; 29) de metal.
- 13. Cateter (1), de acordo com qualquer uma das reivindicações anteriores, caracterizado pelo fato de que a no mínimo uma abertura de saída (30) é formada e/ou direcionada de tal modo que o fluído resfriador seja direcionado ao longo da ponta (9), de modo que uma turbulência é gerada ao redor da primeira extremidade (4) quando o fluído resfriador flui pela mesma.Petição 870170101524, de 22/12/2017, pág. 7/10 • ·· ·· · · · *·· · · · · ·» · · • · · · · · ···· ··· » ··· · ··»· · · · »1/3
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