BRPI0501455B1 - Cartucho para análise de germinação e sanidade de sementes, suplemento de germinação para semente pequena, e suplemento para patologia. - Google Patents
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Description
Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "CAR- TUCHO PARA ANÁLISE DE GERMINAçãO E SANIDADE DE SE- MENTES, SUPLEMENTO DE GERMINAçãO PARA SEMENTE PE- QUENA, E SUPLEMENTO PARA PATOLOGIA".
Campo da Invenção [001] A presente invenção consiste em um cartucho para análise de germinação e sanidade de sementes para avaliação manual e/ou digital e arquivo digital, um suplemento de germinação para semente pequena, e um suplemento para patologia. A invenção permite a reali- zação alternativa e/ou complementar da tecnologia de avaliação de mudas de uso convencional através da observação visual de todas e cada uma de suas estruturas e da tecnologia de avaliação de mudas mediante o uso de imagens digitais através da varredura do cartucho e a manipulação das imagens posteriores. A avaliação das mudas pro- duzidas durante o teste de germinação ou a análise de sanidade das sementes dentro do cartucho de sementes pode ser realizada posteri- ormente à realização da varredura digital do cartucho completo e ao arquivo das imagens tomadas. [002] Uma vez realizada a semeadura das sementes no substrato contido em seu interior, o cartucho de sementes é colocado em prate- leiras dentro do gabinete de germinação ou incubadora para o teste de sanidade, em posição vertical apoiado sobre sua base inferior e sobre seu lado maior.
Antecedentes da Invenção [003] No processo de controle de qualidade de lotes de semen- tes, é utilizada uma série de testes, ensaios ou análises para determi- nar os atributos da semente. O teste de Germinação Padrão é a técni- ca de análise de sementes que é utilizada internacionalmente entre países e dentro de um mesmo país para determinar a qualidade co- mercial dos lotes. O teste para determinar a sanidade das sementes constitui de uma ferramenta de diagnóstico de grande importância pa- ra definir o estado sanitário de um lote de sementes e assim evitar a transmissão de enfermidades conduzidas pelas sementes. Para a rea- lização das análises de germinação e sanidade, são utilizados atual- mente diferentes tipos de recipientes que têm por objetivo servir de ambiente adequado para a germinação das sementes com a finalidade de produzir mudas, como no caso do Teste de Germinação Padrão, ou permitir a germinação das estruturas de disseminação de fungos con- duzidas pelas sementes para sua posterior identificação como no Tes- te de Sanidade. Estes recipientes devem ter em seu interior um subs- trato (areia, papel, terra, composta, agar, etc.) em quantidade suficien- te e adicionalmente conter umidade adequada para impedir o cresci- mento da muda ou das estruturas dos fungos presentes na semente.
Os recipientes preparados com o substrato úmido e as sementes se- meadas são apropriadamente cobertos para manter a umidade, e são colocados, durante diferentes períodos de tempo, de acordo com a espécie de semente em estudo, em câmaras especiais de germinação ou incubação. [004] Os recipientes tradicionalmente utilizados para o teste de germinação são caixas ou bandejas de plástico de diferentes tama- nhos e rolos de papel de germinação dispostos em cestos especiais para manter a posição vertical dos mesmos. Em ambos os processos, o objetivo é o de facilitar o crescimento vertical natural das plantas conservando o sentido de geotropismo positivo da raiz e negativo do caule. [005] Para o Teste de Sanidade, os recipientes utilizados geral- mente são caixas de Pedra, tubos de ensaio e caixas ou bandejas de diferentes tamanhos. [006] A inovação apresentada possui um desenho que tem como vantagem a de permitir realizar os testes de germinação e/ou sanidade maximizando a utilização do espaço disponível nas câmaras ou ambi- entes de germinação ou incubação. [007] Metodologicamente e na forma convencional, até o presen- te, em ambos os testes, as avaliações, tanto de mudas como de se- mentes colonizadas por fungos, devem ser realizadas imediatamente após a conclusão do tempo prescrito para cada ensaio. Estas avalia- ções implicam na observação visual, por parte do analista treinado, de cada uma das estruturas das mudas, no caso do Teste de Germinação e no caso do Teste de Sanidade e na observação visual das sementes e dos micélios de patogênicos desenvolvidos sobre elas com o objeti- vo de sua identificação. [008] Assim concebidos, os Testes de Germinação e de Sanida- de realizados mediante as metodologias descritas constituem análises destrutivas. Isto significa que, uma vez realizada a respectiva avalia- ção, as mudas e as colônias de fundos produzidas durante o ensaio são eliminadas sem que fique memória visual ou constância alguma da análise realizada. Assim, os valores de germinação, representados em Força Germinativa, e os resultados da análise de Sanidade, repre- sentados mediante a quantificação percentual da presença de diferen- tes tipos de colônias de fungos, ficam registrados e resumidos median- te um número escrito. Não existe, portanto, um registro visual que seja cópia fiel do representado pelo lote de sementes em termos de Força Germinativa e/ou estado sanitário. Como conseqüência disto, atual- mente não é levado em conta o processo de Controle de Qualidade executado por laboratórios oficiais e privados com um arquivo de ima- gens nem seus respectivos registros no tempo das avaliações realiza- das.
Sumário da Invenção [009] A inovação apresentada aqui permitirá realizar os Testes de Germinação e/ou Sanidade de lotes de sementes para fins de investi- gação, comércio e para demanda de análise de qualidade com destino a semeadura, combinando as vantagens dos processos tradicionais com a possibilidade de incorporar a avaliação direta por meios compu- tacionais. A inovação apresentada permite realizar a varredura direta do cartucho de germinação, simplesmente colocando o cartucho com- pleto com o substrato e as mudas produzidas logo depois do término do teste de germinação ou sanidade sobre a tela de um scanner de tamanho convencional. Dessa forma, a captura de imagens corres- pondentes a uma face do cartucho pode ser realizada e imediatamente repetido o processo com a outra face. Assim, pode ser digitalizada a imagem gerada do Teste de Germinação ou Sanidade, a informação contida sendo arquivada, possibilitando assim sua posterior manipula- ção. Estas imagens arquivadas podem ser enviadas utilizando-se as janelas do correio eletrônico de mudas e identificação de fungos pato- gênicos. Ao mesmo tempo, pode ser posta ao alcance do requerente da análise uma informação mais ampla e didática a cerca do compor- tamento do lote analisado. Dessa forma, é gerada uma biblioteca de todas as análises de germinação e sanidade realizadas pelo laborató- rio de sementes em um período determinado com múltiplos fins, como de investigação e capacitação. Por outro lado, há a possibilidade de contar com um suporte digital que vai constituir a entidade probatória necessária exigida para assistir todo tipo de demandas legais que são rotineiras no comércio de sementes. [0010] Em uma concretização preferida, o cartucho para análise de germinação e sanidade de sementes compreende pelo menos um compartimento que tem um fundo e paredes perimetrais, permanecen- do o cartucho apoiado em uma das paredes perimetrais do comparti- mento durante o uso, um elemento de fechamento transparente que fecha o compartimento, um elemento de vedação que assegura o fe- cho hermético entre o elemento de fechamento e o compartimento, um substrato no qual são depositadas as sementes a serem tratadas, um elemento coletor de água, o qual possibilita que o substrato reabsorva a água de escorrimento, e meios de semeadura e sustentação de se- mentes que preparam o substrato para a semeadura de sementes e sustentam as sementes no substrato durante o uso. [0011] Em outra concretização preferida, o cartucho compreende dois compartimentos formados por um bastidor retangular que forma as paredes perimetrais dos compartimentos, tendo o dito bastidor uma superfície interna central que cumpre a função de fundo em ambos os compartimentos. [0012] Em outra concretização preferida, o elemento de fechamen- to é uma tampa unida ao compartimento por meio de uma articulação giratória que permite girar a tampa em uma faixa de 0o a 180°. [0013] Em outra concretização preferida, o elemento de vedação é uma lapela integral disposta perimetricamente no elemento de fecha- mento, a qual ficará em contato com as paredes perimétricas do com- partimento, quando o elemento de fechamento fechar o compartimen- to, provendo ainda um fechamento hermético. [0014] Em outra concretização preferida, o elemento coletor de água é um recipiente que forma uma estrutura integral com o elemento de fechamento e se estende longitudinalmente de um lado do elemen- to de fechamento, de modo que, quando o elemento de fechamento fechar o compartimento durante o uso, o recipiente fique no interior do compartimento na base do mesmo estendendo-se horizontalmente pa- ra que a água que escorre do substrato caia dentro do recipiente. [0015] Em outra concretização preferida, o recipiente coletor de água dispõe de uma ranhura, a qual é endentada no elemento de fe- chamento para formar a estrutura integral. [0016] Em outra concretização preferida, a parte externa do recipi- ente coletor de água é gravada com as inscrições identificadoras do cartucho. [0017] Em outra concretização preferida, o cartucho compreende meios de irrigação que controlam o escorrimento da água e umidificam uniformemente o substrato. [0018] Em outra concretização preferida, os meios de irrigação consistem em um riscado paralelo horizontal no fundo do comparti- mento que se estende de lado a lado, de modo que o movimento da água seja induzido por capilaridade ao longo do dito riscado paralelo. [0019] Em outra concretização preferida, os meios de semeadura e sustentação de sementes consistem pelo menos de um rebordo con- tínuo horizontal que se estende de lado a lado no elemento de fecha- mento, de modo que, durante o uso, o dito rebordo marque linhas no substrato que permitem a semeadura e, portanto, a sustentação das sementes. [0020] Em outra concretização preferida, o substrato é selecionado do grupo que consiste em papel, areia, solo, composta, vermiculita, ágar ou semelhantes. [0021] Em outra concretização preferida, o elemento de fechamen- to é de um material plástico resistente ao riscado. [0022] Em outra concretização preferida, o cartucho tem dimen- sões que permitem que a imagem resultante da varredura do dito car- tucho seja impressa em uma escala de 1:1 em uma folha normalizada. [0023] Adicionalmente, o cartucho pode ser provido com um su- plemento de germinação para semente pequena que consiste em uma estrutura substancialmente chata que é disposta dentro de cada com- partimento do dito cartucho. [0024] Em outra concretização preferida, a estrutura substancial- mente chata do suplemento de germinação compreende suportes que ficam apoiados no fundo do compartimento do dito cartucho. [0025] Em outra concretização preferida, o suplemento de germi- nação compreende meios de irrigação que controlam o fluxo de água e umidificam uniformemente o substrato. [0026] Em outra concretização preferida, os meios de irrigação do suplemento de germinação consistem em um riscado paralelo horizon- tal sobre a superfície do dito suplemento que se estende de lado a la- do, de modo que o movimento de água seja induzido por capilaridade ao longo do dito riscado paralelo. [0027] Adicionalmente, o cartucho pode ser provido com um su- plemento para patologia que compreende um recipiente de incubação substancialmente chato que tem pelo menos um receptáculo individu- al, o dito recipiente de incubação sendo disposto dentro de cada com- partimento do dito cartucho, e pelo menos uma placa de semeadura substancialmente chata que apresenta uma pluralidade de orifícios, cada placa de semeadura sendo disposta dentro de cada receptáculo individual do recipiente de incubação. [0028] Em outra concretização preferida, o recipiente de incubação do suplemento para patologia compreende suportes que ficam apoia- dos no fundo do compartimento do dito cartucho. [0029] Em outra concretização preferida, os receptáculos individu- ais do recipiente de incubação são formados por meio de nervuras. [0030] Em outra concretização preferida, o recipiente de incubação compreende quatro receptáculos individuais formados por duas nervu- ras perpendiculares que são cortadas e delimitam os receptáculos. [0031] Em outra concretização preferida, pelo menos uma nervura compreende chanfraduras nas quais são endentados os meios de se- meadura e sustentação de sementes dispostos no elemento de fe- chamento do dito cartucho. [0032] Em outra concretização preferida, pelo menos dois lados do recipiente de incubação apresentam uma menor altura que os outros dois lados para permitir o fechamento hermético do dito cartucho. [0033] Em outra concretização preferida, o recipiente de incubação é formado de um material plástico colorido ou transparente. [0034] Em outra concretização preferida, a placa de semeadura compreende 25 orifícios. [0035] Em outra concretização preferida, os orifícios da placa de semeadura são circulares e se encontram eqüidistantes. [0036] Em outra concretização preferida, a placa de semeadura é formada de um material plástico transparente.
Descrição dos Desenhos [0037] A Figura 1 é uma vista em perspectiva superior do cartucho para análise de germinação e sanidade de sementes da presente in- venção, na qual as tampas são mostradas em posição parcialmente aberta. [0038] A Figura 2 é uma vista em perspectiva lateral do cartucho para análise de germinação e sanidade de sementes da presente in- venção, na qual as tampas são mostradas em posição aberta a 90°. [0039] A Figura 3 é uma vista lateral em elevação do cartucho pa- ra análise de germinação e sanidade de sementes da presente inven- ção, na qual as tampas são mostradas em posição parcialmente aber- ta. [0040] A Figura 4 é outra vista em perspectiva superior do cartu- cho para análise de germinação e sanidade de sementes da presente invenção, na qual as tampas são mostradas em posição parcialmente aberta, de modo que seja observado o riscado paralelo horizontal no fundo do cartucho. [0041] A Figura 5 é outra vista lateral da parte inferior do cartucho para análise de germinação e sanidade de sementes da presente in- venção, na qual é mostrado o recipiente coletor de água inferior. [0042] A Figura 6 é uma vista lateral em elevação do cartucho pa- ra análise de germinação e sanidade de sementes da presente inven- ção, na qual as tampas são mostradas em posição aberta a 180°. [0043] A Figura 7 é outra vista em perspectiva superior do cartu- cho para análise de germinação e sanidade de sementes da presente invenção, na qual as tampas são mostradas em posição parcialmente aberta, de modo que sejam observados os rebordos na tampa do car- tucho. [0044] A Figura 8 mostra o suplemento de germinação para se- mente pequena da presente invenção, e como o mesmo é disposto dentro de cada compartimento do dito cartucho. [0045] A Figura 9 é uma vista lateral do cartucho para análise de germinação e sanidade de sementes da presente invenção contendo suplementos de germinação para semente pequena em cada um de seus dois compartimentos. [0046] A Figura 10 mostra o recipiente de incubação que faz parte do suplemento para patologia da presente invenção. [0047] A Figura 11 mostra a placa de semeadura que faz parte do suplemento para patologia da presente invenção. [0048] A Figura 12 mostra como são dispostas as placas de se- meadura no recipiente de incubação do suplemento para patologia da presente invenção. [0049] A Figura 13 mostra o cartucho para análise de germinação e sanidade de sementes da presente invenção contendo um suple- mento para patologia, na qual as placas de semeadura são incorpora- das dentro do recipiente de incubação. [0050] A Figura 14 é uma vista lateral do cartucho para análise de germinação e sanidade de sementes da presente invenção contendo um suplemento para patologia, na qual as placas de semeadura são incorporadas dentro do recipiente de incubação.
Descrição Detalhada da Invenção [0051] Peças componentes do cartucho [0052] MARCO OU BASTIDOR CENTRAL
[0053] TAMPAS
[0054] RECEPTÁCULOS DEPÓSITOS DE PORTA-TAMPA [0055] SUPLEMENTO DE GERMINAçãO PARA SEMENTE PE- QUENA
[0056] SUPLEMENTO PARA PATOLOGIA
[0057] RECIPIENTE DE INCUBAçãO
[0058] PLACA DE SEMEADURA
[0059] MARCO OU BASTIDOR CENTRAL [0060] O bastidor central (4) é constituído por uma estrutura de compartimento duplo formado por duas caixas retangulares chatas u- nidas (5) e que compartilham de um único fundo (7) (Figuras 1 e 2).
Estas caixas são fechadas por seus quatro lados perimetrais (8) e fun- cionam como contentores do substrato úmido utilizado para o teste, por exemplo, papel, areia, solo, composta, vermiculita, ágar, etc. O substrato utilizado fica contido dentro do perímetro delimitado por cada compartimento (5). As duas caixas possuem uma profundidade ade- quada (9) para suportar uma quantidade apropriada dos substratos exigidos pelos Testes de Germinação ou de Sanidade, de maneira tal a poder realizar a semeadura de sementes destinadas à condução de uma análise. Cada caixa que forma o bastidor central (4) dispõe de uma tampa (6) independente articulada com o mesmo (10) (Figura 3).
Uma vez fechada a tampa, é gerado um ambiente hermético em cada compartimento de maneira que não seja produzida perda de substrato nem escorrimento da umidade do mesmo fora do dito ambiente. Am- bas as caixas que formam o bastidor central apresentam em seu fundo um riscado fino de linhas paralelas na largura maior de cada caixa (11), de modo a gerar um movimento capilar da água de umedecimen- to no sentido horizontal do substrato e assim frear a velocidade de es- corrimento da umidade da parte superior até a inferior do cartucho (Fi- gura 4). [0061] O bastidor central (4) apresenta dois pontos de articulação (10) com as tampas correspondentes (6). Estes pontos de articulação (Figura 5) estão localizados em um prolongamento do lado menor das duas caixas (12). O bastidor é de material plástico colorido ou transpa- rente.
2. TAMPAS [0062] As tampas (6) são de forma retangular e se ajustam perfei- tamente no fechamento de cada caixa do bastidor central, sendo obti- do assim um fechamento hermético perfeito de ambas as caixas. Cada tampa possui em sua largura menor um prolongamento na forma de lapela (13) para se obter o fechamento hermético com o lado corres- pondente do bastidor central. Cada tampa possui um sistema de arti- culação mecânica com o bastidor central, localizado na base inferior da caixa (3 a) de maneira que lhe permita um movimento de abertura em um ângulo de 90 a 180° com relação ao bastidor central, obtendo- se assim a abertura total do cartucho (Figura 6). [0063] Cada uma das tampas apresenta internamente duas nervu- ras centrais (14) paralelas à largura maior da tampa e eqüidistantes entre si (Figura 7). As nervuras centrais se sobressaem da face interna de cada tampa, de maneira a constituir um pequeno rebordo contínuo, cuja função é a de marcar duas linhas de semeadura e de servir de sustentação para as sementes nessa posição. Cada nervura central constitui de uma linha de semeadura. Cada tampa apresenta duas li- nhas de semeadura. O cartucho completo dispõe no total de 4 linhas de semeadura, duas para cada tampa. Em cada linha de semeadura, as sementes são localizadas livremente deixando uma pequena sepa- ração entre elas. [0064] As tampas são articuladas ao bastidor central através de uma estrutura especial denominada receptáculo depósito de porta- tampa (15) (Figura 5). [0065] As tampas são de material plástico de elevada transparên- cia e resistência ao riscado.
3. RECEPTÁCULOS DEPÓSITOS DE PORTA-TAMPA [0066] Cada tampa possui seu próprio receptáculo depósito de porta-tampa (15). Esta estrutura consiste em um receptáculo alargado com forma de canjirão e da mesma largura que a largura maior da tampa (Figura 5). Apresenta uma seção troncocurva, com uma ranhura longitudinal (16) em cujo interior se encaixa a tampa formando uma estrutura solidária. Este receptáculo é aquele que permite a verdadeira articulação entre a tampa e o bastidor central. Possui, além disso, uma segunda ranhura de tamanho maior paralela à primeira, que atua co- mo depósito coletor (17) da água de escorrimento proveniente do substrato de germinação úmido (Figura 5). A função deste depósito é a de se evitar a perda de água originária do cartucho e possibilitar a re- absorção da mesma pelo substrato de germinação. O material do re- ceptáculo depósito de porta-tampa pode ser um material transparente ou colorido. Na parte externa deste receptáculo são gravadas todas as inscrições que apresenta o cartucho (18) (Figura 5).
4. SUPLEMENTO DE GERMINAçãO PARA SEMENTE PEQUENA [0067] Consiste em uma estrutura retangular de seção plana (19) com quatro suportes na forma de patas (20), em cada uma de suas extremidades (Figura 8). Podem ser utilizados dois suplementos de germinação para semente pequena por cartucho de sementes. Cada um destes suplementos se encaixa perfeitamente dentro de cada uma das caixas que conformam o bastidor central (4). Este suplemento se- rá utilizado, quando o cartucho for usado para semear sementes de tamanho pequeno, e tem como objetivo o de reduzir o espaço existen- te entre a tampa e o fundo da caixa onde se coloca o substrato de germinação (5). A superfície do suplemento que fica em contato com o substrato de germinação apresenta um riscado fino de linhas paralelas no comprimento maior da caixa (21). Este riscado funciona de maneira semelhante ao riscado que tem o fundo do bastidor central (11) para frear a velocidade de escorrimento da umidade do substrato a partir da parte superior até a inferior do cartucho. O conjunto armado (22) com o suplemento de germinação para sementes pequenas dentro do bas- tidor fica hermético com o fechamento da tampa do cartucho. Uma vis- ta lateral do corte do conjunto armado (22) com ambos os suplemen- tos de germinação para semente pequena é observada na Figura 9.
5. SUPLEMENTO PARA PATOLOGIA [0068] Este suplemento consiste em duas estruturas independen- tes que se complementam com o objetivo de permitir a incubação das sementes durante o ensaio de sanidade. Uma estrutura é denominada de Recipiente de Incubação e seu complemento é a Placa de Semea- dura.
5.1. RECIPIENTE DE INCUBAçãO [0069] O recipiente de incubação consiste em uma estrutura con- formada por uma caixa retangular (23) dividida por duas nervuras (24 e 25) que se cortam perpendicularmente e delimitam quatro comparti- mentos individuais (Figura 10). A nervura paralela na largura menor da caixa (24) possui duas chanfraduras (26) sobre as quais são endenta- das as nervuras da tampa do cartucho (14). Os lados menores do re- cipiente de incubação (27) apresentam uma menor altura do que os lados maiores (28) para permitir o fechamento hermético com a lapela da tampa (13) do cartucho de sementes. Este recipiente de incubação possui quatro suportes na forma de patas (29) e é inserido perfeita- mente dentro do bastidor central (4). Os compartimentos individuais (30) são perfeitamente separados uns dos outros de maneira a gerar 4 recipientes ou ambientes isolados como Caixas de Pedra. [0070] O material do suplemento é um plástico colorido ou trans- parente.
5.2. PLACA DE SEMEADURA [0071] A placa de semeadura é uma estrutura plástica retangular (31) de material transparente, perfurada com 25 orifícios circulares (32) eqüidistantes (Figura 11). A função desta placa é a de manter as sementes separadas umas das outras e em contato com o meio de cultivo (papel ou agar). [0072] É colocada uma placa de semeadura sobre o meio de culti- vo dentro de cada um dos quatro compartimentos individuais (30) que conformam o recipiente de incubação (Figura 12). [0073] Quando da utilização do cartucho de sementes para análise de patologia, com a inserção dos suplementos de patologia com seus dois componentes (recipientes de incubação mais as placas de seme- adura), é obtido um total de 8 recipientes retangulares, 4 de cada lado. (Figuras 13 e 14).
FORMA DE USO DO CARTUCHO DE SEMENTE [0074] O cartucho pode ser usado para realizar o Teste de Germi- nação Padrão ou o Teste de Sanidade de Sementes A - Teste de Germinação Padrão [0075] O cartucho permite completar 8 operações básicas neces- sárias para o processamento integral da amostra de sementes. Estas operações são: a distribuição do substrato 2. a semeadura das sementes pelo processo manual ou pneumático sobre o substrato 3. a incubação do cartucho na câmara ou ambiente de germinação 4. a avaliação manual por leitura visual de mudas diretamente a partir do cartucho fechado 5. a avaliação manual por leitura visual de mudas extraídas a partir do cartucho 6. a avaliação de mudas por leitura visual a partir do PC e, por conse- guinte, da varredura do cartucho 7. o arquivo de imagens digitais 8. a limpeza do cartucho Distribuição do substrato [0076] O cartucho de sementes permite a utilização dos substratos tradicionais para germinação, tais como papel, areia, solo, composta, vermiculita, perlita, etc. Para a disposição do substrato selecionado para o teste, o cartucho de sementes ficará apoiado sobre uma mesa sobre uma de suas tampas fechadas, ficando a outra tampa em posi- ção superior. Esta tampa se abre a 180° com relação à superfície do plano de apoio, ficando descoberto o compartimento ou caixa corres- pondente. No interior deste compartimento, é depositado o substrato selecionado previamente umedecido. Posteriormente, a tampa é fe- chada sobre o substrato com o objetivo de marcar sobre o substrato as duas nervuras centrais que a tampa possui, de maneira a gerar uma ligeira depressão indicativa de duas linhas de semeadura. Imediata- mente, a tampa é aberta novamente a 180°, de forma a deixar desco- berto o substrato marcado. 2. Semeadura de sementes por processo manual ou pneumático sobre o substrato [0077] Sobre as duas linhas de semeadura paralelas marcadas no substrato, é realizada a semeadura das sementes ligeiramente sepa- radas umas das outras. Esta semeadura pode ser realizada de forma manual pelo analista com a ajuda de pinças ou com a utilização de semeadores pneumáticos. Estes semeadores constam de um equipa- mento de vácuo, de válvulas especiais de corte de vácuo e de cabe- çais distintos. Estes cabeçais de semeadura devem ser especiais para o cartucho de germinação. O cabeçal deve ter o tamanho do cartucho e possuir os orifícios de semeadura dispostos nas duas linhas parale- Ias coincidentes com as linhas de semeadura do cartucho. O diâmetro dos orifícios do cabeçal mantém uma relação estreita com o tamanho das sementes a serem semeadas. [0078] O número de sementes dispostas em cada linha de semea- dura dependerá do tamanho de semente da espécie em questão. Em caso de espécies de sementes pequenas (alfafa, trevos, gramíneas tropicais, etc.), poderão ser semeadas 100 sementes por linha, no ca- so de espécies de sementes de tamanho intermediário (trigo, sorgo, aveia, cevada, centeio, etc.), poderão ser semeadas 50 sementes por linha, e, no caso de sementes grandes (milho, soja, algodão, feijões, girassol, etc.), poderão ser semeadas 25 sementes por linha. [0079] No caso de análise de sementes pequenas, deve ser usado o suplemento de germinação para semente pequena. [0080] Uma vez realizada a semeadura em um compartimento, a tampa correspondente é fechada, assegurando-se assim o fechamen- to hermético. O cartucho é então voltado de maneira que o comparti- mento já semeado fique apoiado sobre a mesa e, na direção de cima, o compartimento de vácuo. Depois, o procedimento descrito anterior- mente é repetido para completar o enchimento e a semeadura do se- gundo compartimento do cartucho 3. Incubação do cartucho na câmara ou ambiente de germinação [0081] Uma vez completada a semeadura das sementes em am- bos os compartimentos e reforçada a hermeticidade dos mesmos, o cartucho é então introduzido na câmara ou ambiente de germinação durante o tempo e a temperatura prescrita pelos Regulamentos Inter- nacionais de Análises de Sementes (ISTA, 2002) para a espécie. Cada cartucho de sementes é colocado dentro da câmara em posição verti- cal, apoiado sobre a base inferior do lado maior onde se localiza o re- ceptáculo depósito de porta-tampa. Cada cartucho deve ser separado um do outro, dentro do ambiente ou câmara de germinação, por um espaço igual a sua espessura para permitir uma penetração adequada da luz em toda a extensão da superfície semeada do cartucho. 4. Avaliação manual por leitura visual de mudas diretamente a partir do cartucho fechado [0082] Uma vez completado o período prescrito pelos Regulamen- tos para a espécie testada, o cartucho é retirado do ambiente ou câ- mara de germinação, se procedendo então com a avaliação. Esta po- de ser realizada mediante a observação direta sem extração das mu- das do cartucho. A avaliação das estruturas essenciais desenvolvidas por cada uma das mudas é realizada de maneira visual pelo analista que registra os resultados, representando-os em porcentagem, para cada uma das categorias descritas pelos Regulamentos ISTA (Mudas Normais, Mudas Anormais, Sementes Frescas, Duras e Mortas). 5. Avaliação manual por leitura visual de mudas extraídas a partir do cartucho [0083] Neste caso, uma vez completado o período prescrito pelos Regulamentos para a espécie testada, o cartucho é retirado do ambi- ente ou câmara de germinação, se procedendo então com a avaliação. A tampa de um dos compartimentos do cartucho é aberta, as mudas produzidas são extraídas e o analista as avalia individualmente obser- vando as diferentes estruturas. Os resultados são registrados, repre- sentando-os em porcentagem, para cada uma das categorias descritas pelos Regulamentos ISTA (Mudas Normais, Mudas Anormais, Semen- tes Frescas, Duras e Mortas). 6. Avaliação de mudas por leitura visual a partir do PC e, por conse- guinte, da varredura do cartucho [0084] Neste caso, uma vez completado o período prescrito pelos Regulamentos para a espécie testada, o cartucho é retirado do ambi- ente ou câmara de germinação, se procedendo então com a varredu- ra, com um scanner convencional, de cada uma das faces do cartucho para a realização posterior da avaliação. Neste caso, é realizada a ob- servação visual das mudas e de suas estruturas a partir do monitor do PC. A avaliação das mudas nas diversas categorias mencionadas an- teriormente e da confecção dos registros é realizada diretamente a partir das imagens observadas no monitor sem necessidade de abertu- ra do cartucho. No caso de surgir dúvidas a cerca da avaliação, pode- se prontamente recorrer à abertura do cartucho e ao completamento com avaliação manual por leitura manual. 7. Arquivo das imagens digitais [0085] As imagens digitais obtidas do cartucho podem ser guarda- das em um tipo diferente de suporte magnético e conformar uma bibli- oteca do laboratório com fins de verificação de testes, de didáticas, ou como respaldo do comércio de sementes em todas as suas instâncias. 8. Limpeza do cartucho [0086] Uma vez realizada a varredura de ambas as faces do car- tucho, se procede com a abertura e retirada do substrato e das mudas em seu interior. Logo, são indispensáveis uma desinfecção e uma lim- peza adequada e exaustiva de cada uma das partes do mesmo. B - Teste de Sanidade [0087] No caso de utilização do cartucho para realizar os Testes de Sanidade de Sementes, são seguidos os seguintes passos: o acoplamento do recipiente de incubação para patologia a distribuição do substrato o acoplamento da placa de semeadura a semeadura de sementes por processo manual ou pneumático dentro dos orifícios circulares a incubação do cartucho na câmara de patologia a avaliação manual por leitura visual de sementes e colônias de fun- gos diretamente a partir do cartucho fechado a avaliação manual por leitura visual de sementes e colônias de fun- gos extraídos a partir do cartucho a avaliação de sementes e colônias de fungos por leitura visual a partir do PC e, por conseguinte, da varredura do cartucho o arquivo das imagens digitais a limpeza do cartucho Acoplamento do suplemento para patologia [0088] Cada compartimento que forma o bastidor central deve ser complementado com o suplemento para patologia. Em primeiro lugar, é inserido, com precisão, o recipiente de incubação dentro do compar- timento antes de depositar o substrato selecionado. A finalidade de uso deste recipiente de incubação é a de reduzir o espaço dentro de cada compartimento e diminuir a quantidade de substrato de sanidade a ser utilizado.
Distribuição do Substrato [0089] O cartucho de sementes permite a utilização dos substratos tradicionais para sanidade, tais como papel e ágar. Para a colocação do substrato selecionado, o cartucho de sementes ficará apoiado em uma mesa sobre uma de suas tampas fechadas, ficando a outra tampa em posição superior. Esta tampa se abre a 180° com relação à super- fície do plano de apoio do cartucho, deixando descoberto o comparti- mento ou caixa correspondente com o recipiente de incubação em seu interior. O substrato selecionado é depositado em cada um dos 4 seto- res formados pelas duas nervuras do recipiente de incubação.
Acoplamento da placa de semeadura [0090] Dentro de cada setor do recipiente de incubação, é inserida uma placa de semeadura sobre o substrato selecionado. [0091] No caso de distribuição de ágar, deve-se esperar o tempo necessário para que o mesmo seja solidificado antes de se proceder com a inserção da placa de semeadura no setor correspondente do recipiente de incubação. Os quatro setores ficam perfeitamente isola- dos uns dos outros.
Semeadura de sementes por processo manual ou pneumático sobre o substrato [0092] Sobre o substrato previamente distribuído em cada um dos 4 setores do recipiente de incubação, se procede com a semeadura das sementes dentro de cada um dos 25 orifícios circulares de que dispõe a placa de incubação. Esta semeadura pode ser realizada de forma manual com a ajuda de pinças ou com a utilização de semeado- ras pneumáticas com cabeçais de semeadura apropriados para o ta- manho da semente e das placas. Uma vez realizada a semeadura nos 4 setores do recipiente de incubação, é fechada a tampa correspon- dente ao compartimento do cartucho de sementes, assegurando-se assim o fechamento hermético. O cartucho é voltado de maneira que o compartimento já semeado fique apoiado sobre a mesa, e, na direção de cima, o compartimento de vácuo. Em seguida, é repetido o proce- dimento descrito anteriormente para completar o enchimento com o substrato e a semeadura do segundo compartimento do cartucho.
Incubação do cartucho na câmara de patologia [0093] Uma vez completada a semeadura das sementes em am- bos os compartimentos e reforçada a hermeticidade dos mesmos, pro- cede-se então com a introdução do cartucho na câmara ou ambiente de incubação durante o tempo e as temperaturas prescritas pelos Re- gulamentos Internacionais para Análise de Sementes (ISTA 2002).
Cada cartucho é colocado dentro da câmara em posição vertical apoi- ado sobre a base inferior do lado maior onde se localiza o receptáculo depósito de porta-tampa. Cada cartucho dentro do ambiente ou câma- ra de incubação deve ser separado um do outro por um espaço igual a sua espessura para permitir uma penetração adequada da luz em toda a extensão da superfície semeada do cartucho. [0094] Avaliação manual por leitura visual de sementes e colônias de fungos diretamente a partir do cartucho fechado. [0095] Uma vez completado o período prescrito pelos regulamen- tos para o patogênico avaliado, o cartucho é retirado do ambiente ou câmara de incubação, se procedendo então com a avaliação. Esta po- de ser realizada mediante a observação direta sem extração das se- mentes do cartucho. A avaliação das estruturas essenciais desenvol- vidas pelos diferentes patogênicos é realizada de maneira visual pelo analista que registra os resultados, representando-os em porcentagem de presença de cada patogênico dentro de cada um dos 4 setores de cada compartimento. [0096] Avaliação manual por leitura visual de sementes e colônias de fungos extraídos do cartucho [0097] Neste caso, uma vez completado o período prescrito pelos Regulamentos Internacionais para a espécie do patogênico considera- do, o cartucho é retirado do ambiente ou câmara de incubação, se procedendo então com a avaliação. A tampa de um dos compartimen- tos do cartucho é aberta, sendo extraídas e individualmente avaliadas as sementes com os patogênicos associados. Os resultados são regis- trados em porcentagem de presença de cada uma das patogenias presentes em cada um dos 4 setores do suplemento de patologia de cada compartimento. [0098] Avaliação de sementes e colônias de fungos por leitura vi- sual a partir do PC e, por conseguinte, da varredura do cartucho [0099] Neste caso, uma vez completado o período prescrito pelos Regulamentos Internacionais para o patogênico recomendado, o car- tucho é retirado do ambiente ou câmara de incubação, se procedendo então com a varredura, com um scanner convencional, de cada uma das faces do cartucho para a realização posterior da análise. Neste caso, é realizada a observação visual das sementes e dos patogênicos associados a partir do monitor do PC. A avaliação das sementes e da confecção dos registros de porcentagem de presença de cada patogê- nico é realizada diretamente a partir das imagens observadas no moni- tor sem a necessidade de abertura do cartucho. No caso de surgir dú- vidas a cerca da avaliação, pode-se recorrer prontamente à abertura do cartucho ou ao completamento com leitura manual.
Arquivo das imagens digitais [00100] As imagens digitais obtidas do cartucho podem ser guarda- das em um tipo diferente de suporte magnético e conformar uma bibli- oteca do laboratório com fins de verificação da análise sanitária, da didática ou como respaldo para o comércio de sementes.
Limpeza do cartucho [00101] Uma vez realizada a varredura de ambas as faces do car- tucho, procede-se então com sua abertura e com a retirada do subs- trato e das sementes de seu interior. Logo, é indispensável uma desin- fecção e uma limpeza adequada e exaustiva de cada uma das partes do mesmo. A desinfecção pode ser levada a cabo com os desinfetan- tes convencionais, podendo, caso necessário, ser utilizados processos de esterilização aplicados aos ensaios sanitários (luz ultravioleta, au- toclave, etc.).
APLICAçÕES, USOS E VANTAGENS DE USO [00102] A invenção, denominada de Cartucho de Sementes, é uma ferramenta necessária para implementar um novo processo de análise de semente em condições de laboratório, que facilita a elaboração de diagnósticos de qualidade. Foi gerado um desenho de um ambiente de germinação de sementes e de crescimento de mudas e de incubação de sementes que permite realizar as avaliações qualitativas e quantita- tivas do Potencial de Germinação e Sanidade. [00103] O desenho da nova ferramenta de análise possibilita a rea- lização alternativa e/ou complementar da tecnologia de uso conven- cional e da tecnologia de imagens de uso informático mediante o pro- cesso manual e digital. [00104] Foi gerado um desenho de matriz que possibilita a constru- ção de um recipiente de germinação e/ou sanidade de características ergonômicas, com superfície dupla de semeadura, que possibilita me- lhorar substancialmente a etapa de controle de qualidade dentro do processo de produção de sementes. [00105] A inovação permite respeitar os aspectos operativos de tra- balho relativos a: - Funcionalidade mecânica - Funcionalidade biológica [00106] A funcionalidade mecânica do novo recipiente de germina- ção e/ou sanidade é compatível com as exigências que são estabele- cidas durante a rotina de análise nos aspectos básicos referentes ao processamento integral da amostra: a operação de distribuição de substrato a operação de semeadura a operação de incubação a operação de leitura manual a partir do cartucho aberto a operação de limpeza de componentes [00107] A estas operações são agregadas as seguintes: a operação de leitura manual direta do cartucho fechado a operação de leitura por meio do PC a operação de varredura a operação de arquivado de imagens a operação de criação de biblioteca [00108] A funcionalidade biológica do recipiente cumpre as exigên- cias que estabelecem os fatores biológicos da análise de sementes na certificação dos processos de: imbibição, germinação, produção de muda, crescimento geotrópico natural das estruturas desenvolvidas. [00109] O recipiente de germinação e sanidade desenvolvido pre- serva também as qualidades das metodologias que empregam ambi- entes convencionais na patologia de sementes (Caixas de Pedra) com auxílios substanciais nas técnicas de Teste Blotter (Teste de Sanidade com papel filtro) e Teste Agar (Teste de Sanidade com agar). [00110] A inovação gerada reivindica as seguintes vantagens apli- cadas aos Testes de Germinação e Sanidade de sementes: [00111] Fácil adaptação à semeadura: a operação de semeadura realizada pelo analista mediante a utilização de instrumental menor como pinças, colherinhas e/ou lâminas semeadoras, é reproduzível com a invenção desenvolvida. A preparação e a disposição dos subs- tratos utilizados para os testes de germinação e sanidade, tais como papel, areia, solo, composta, vermiculita, perlita, etc., e ágar ou papel filtro, são comparáveis às realizadas com recipientes de germinação e/ou sanidade convencionais. Os tempos de preparação são igualmen- te assimiláveis em ambos os processos. [00112] Fácil adaptação à semeadura pneumática: a operação de semeadura mediante o uso de equipamento de vácuo com suas pla- cas contadoras/semeadoras correspondentes é adaptável ao novo re- cipiente. A adaptação é realizada mediante a modificação no tamanho e forma das placas contadoras/semeadoras. [00113] Multiplicação dentre 4 a 6 vezes o espaço nos gabinetes convencionais de germinação ou incubação. A posição de uso do car- tucho de germinação está em sentido vertical, sendo o receptáculo depósito porta-tampa sua base de apoio. Dessa maneira, o crescimen- to das mudas produzidas é orientado seguindo o geotropismo natural de raiz e parte aérea da muda. As sementes incubadas para o ensaio de sanidade não alteram o resultado do ensaio por sua posição. A po- sição vertical do cartucho de sementes é um fator multiplicador de es- paço tanto para as espécies de tamanho pequeno de semente como para as espécies de maior tamanho. A iluminação no gabinete de germinação e/ou incubação pode ser disposta de maneira a facilitar a entrada de luz em toda a superfície de ambas as faces do cartucho.
No caso de não haver necessidade de luz, os cartuchos podem per- manecer em posição vertical sem qualquer separação entre si, aumen- to assim ainda mais o aproveitamento do espaço em câmaras de ger- minação e/ou incubação. [00114] Multiplicação de 4 a 8 vezes os espaços das câmaras de pré-tratamento. Os pré-tratamentos necessários e sugeridos nas dire- trizes complementares para o Teste de Germinação de numerosas es- pécies podem ser satisfeitos adequadamente mediante o cartucho de germinação, disposto verticalmente dentro de gabinetes refrigerado- res, estufas, etc. [00115] Equivalência de um cartucho de sementes a 8 Caixas de Pedra convencionais. Em cada compartimento do cartucho, são gera- dos 4 setores de superfície semelhante a uma Caixa de Pedra con- vencional e independentes entre si. [00116] Possibilidade de uso de sementes tratadas ou sem trata- mento com agroquímicos. A utilização de sementes tratadas com fun- gicida ou qualquer outro tipo de fitosanitários não altera a possibilidade de ser ensaiada mediante o cartucho de germinação. A produção de efeitos fitotóxicos se faz facilmente detectável como conseqüência da rápida e fácil visualização das mudas produzidas. [00117] Facilidade de seguimento do ensaio na câmara de germi- nação e sanidade. O cartucho permite visualizar de forma direta as sementes durante todo o processo de germinação até a produção de uma muda. [00118] Melhoramento da avaliação a primeira vista por parte do analista. O cartucho de sementes ressalta as aptidões do analista ao afirmar visualmente as expectativas a cerca das potencialidades do lote de sementes. Isto permite realizar uma fácil comparação de lotes de qualidade distinta. [00119] Melhora na avaliação do primeiro lote. O cartucho de ger- minação de sementes possibilita definir com precisão o número de sementes germinadas e as mudas normais produzidas a partir delas. É obtida uma melhora substancial na problemática que outros recipien- tes de germinação apresentarão, quando da utilização de substratos nos quais as sementes se encontram enterradas totalmente ou parci- almente. [00120] Melhora no processo de seguimento e identificação de pro- blemas durante a estadia na câmara de germinação. A partir do mes- mo momento da semeadura, as repetições do lote podem ser monito- radas no cartucho de germinação de sementes, facilmente visualiza- das as diferenças entre as mesmas, e rapidamente executadas medi- das corretivas, tais como a ressemeadura antecipada. A rápida infec- ção de lotes não-tratados com fungicida é facilmente verificável e pode orientar prematuramente o futuro curado da amostra ou o lote. [00121] Fácil traslado de amostras germinadas ou incubadas. As amostras dispostas no cartucho podem ser transportadas e/ou transfe- ridas entre ambientes distintos de germinação segundo as exigências de alternâncias de temperatura da espécie que está sendo avaliada. [00122] Adaptação ao uso de diferentes substratos. Todos os subs- tratos recomendados para os testes de germinação ou sanidade po- dem ser realizados no cartucho, sejam estes de consistência sólida ou líquida para gelificar. [00123] Todas as espécies de interesse agrícola podem ser ensaia- das. Tanto as espécies de sementes pequenas como grandes, dentro de certos limites, podem utilizar o cartucho de sementes como recipi- ente de germinação e/ou sanidade. O ajuste da espessura do substra- to facilita a imobilidade das sementes na linha de semeadura descrita na tampa. [00124] Combinação de leitura digital e manual. A completa varre- dura de uma ou ambas as faces do cartucho possibilita sua observa- ção na tela do PC porque a avaliação das mudas pode ser realizada pelo analista diretamente a partir do monitor. A observação das mudas produzidas pode ser realizada em tamanho normal como ampliada, utilizando-se as vantagens da manipulação de imagens. É possibilita- da a observação de detalhes de estruturas que podem fugir ao olho do analista. Ao mesmo tempo, a leitura manual pode ser realizada medi- ante a abertura do cartucho e a extração das mudas. [00125] Captura das imagens digitais de ambas as faces do cartu- cho antes da leitura digital ou manual. As amostras extraídas do ambi- ente de germinação ou incubação podem ser digitalmente arquivadas de forma imediata para uma posterior avaliação. Isto permitirá prolon- gar a realização da avaliação das amostras, quando não se puder rea- lizar a avaliação no prazo. [00126] Arquivo ilimitado no tempo e espaço dos registros digitais.
Pode ser confeccionado um número ilimitado de registros de análises, tanto de germinação como de sanidade, para sua posterior utilização em diferentes situações, tais como investigação, arbitragem, deman- das comerciais, etc. [00127] A captura de imagens digitais pode ser realizada por pes- soal não-treinado. Não são exigidos conhecimentos a cerca das técni- cas especiais de semeadura e avaliação de mudas. Posteriormente à digitalização, os analistas treinados poderão realizar a avaliação cor- respondente. [00128] Facilidade de consultas imediatas entre os laboratórios do país e do estrangeiro. A disponibilidade de arquivos digitais das análi- ses realizadas pelo laboratório usuário do cartucho permite dispor com rapidez das imagens obtidas e as mesmas podem ser enviadas a ou- tros laboratórios através de meios computacionais. [00129] Facilidade de identificação mediante o uso de código de barras. A superfície do cartucho é adaptada perfeitamente à aderência de códigos de barras que podem ser varridas com o conteúdo do car- tucho. Dessa forma, todas as referências relativas à identificação da amostra e do lote podem ser ordenadas. [00130] Dualidade de uso do cartucho. O cartucho pode ser utiliza- do tanto para a realização de um Teste de Germinação como um Tes- te de Sanidade, com apenas a incorporação a cada compartimento do suplemento para patologia. [00131] Auxílio simultâneo de análise. O cartucho pode ser usado simultaneamente para um ensaio de germinação e de sanidade. A fer- ramenta inovadora permite a realização simultânea de um ensaio de germinação em um compartimento e um ensaio de sanidade no outro compartimento de um mesmo cartucho. Isto possibilita realizar uma ampliação do diagnóstico mediante a utilização de um mesmo recipi- ente de análise economizando, ademais, espaço adicional. [00132] O cartucho de sementes indica a incorporação de uma fer- ramenta de laboratório de características aperfeiçoadas das metodolo- gias convencionais utilizadas até o presente no Controle de Qualidade de Sementes. Pelas características simples da inovação, não são ge- rados conflitos operativos dentro da etapa de Controle de Qualidade.
Isto se deve ao fato do novo recipiente de Germinação e Sanidade uti- lizar os mesmos ambientes e substratos empregados tradicionalmente e que se mostraram eficazes para as respectivas análises. O notável aproveitamento de espaço dentro dos ambientes de laboratório é uma qualidade altamente apreciada, e a inovação apresentada permite ma- ximizar esse potencial. As diferentes alternativas de avaliação de mu- das ou leitura da análise indicam uma contribuição inovadora e de grande relevância no momento de aproveitar o máximo o uso do tem- po de análise para cada amostra. A possibilidade de criação de uma biblioteca de registros digitais e a possibilidade de envio a distância dos resultados visuais da análise com fins de interconsultas transfor- mam o cartucho de sementes em uma ferramenta de grande valor co- mo instrumento probatório em todas as etapas do comércio de semen- tes assim como também durante o processo agronômico de uso de semente de qualidade assegurada. [00133] Embora a invenção tenha sido descrita com referência às concretizações atualmente preferidas, deve ser entendido que diver- sas modificações podem ser efetuadas sem se afastar do espírito da invenção.
Claims (24)
1. Cartucho para análise de germinação e sanidade de se- mentes compreendendo: pelo menos um compartimento (5) que apresenta um fundo e paredes perimetrais (8); um elemento de fechamento (6) transparente que fecha o compartimento (5); um elemento de vedação (13) que assegura o fechamento hermético entre o elemento de fechamento (6) e o compartimento (5); caracterizado pelo fato de que ainda compreende: um substrato (5) no qual são depositadas as sementes a serem tratadas; um elemento coletor de água (17); e meios de semeadura e sustentação de sementes (14).
2. Cartucho, de acordo com a reivindicação 1, caracteriza- do pelo fato de que compreende dois compartimentos (5) formados por um bastidor retangular (4) que forma as paredes perimetrais dos compartimentos (5), tendo o bastidor (4) uma superfície interna central (14).
3. Cartucho, de acordo com a reivindicação 1, caracteriza- do pelo fato de que o elemento de fechamento é uma tampa (6) uni- da ao compartimento (5) por meio de uma articulação giratória (10) que permite girar a tampa (6) em uma faixa de 0o a 180°.
4. Cartucho, de acordo com a reivindicação 1, caracteriza- do pelo fato de que o elemento de vedação (13) é uma lapela integral disposta perimetricamente no elemento de fechamento (6).
5. Cartucho, de acordo com a reivindicação 1, caracteriza- do pelo fato de que o elemento coletor de água (17) é um recipiente que forma uma estrutura integral com o elemento de fechamento (6) e se estende na largura de um lado do elemento de fechamento (6).
6. Cartucho, de acordo com a reivindicação 5, caracteriza- do pelo fato de que o recipiente coletor de água (17) compreende uma ranhura na qual é endentado o elemento de fechamento (6) para formar a estrutura integral.
7. Cartucho, de acordo com a reivindicação 6, caracteriza- do pelo fato de que as inscrições identificadoras do cartucho são gra- vadas na parte externa do recipiente coletor de água (17).
8. Cartucho, de acordo com a reivindicação 1, caracteriza- do pelo fato de que ainda compreende meios de irrigação (11) con- sistindo em um riscado paralelo horizontal no fundo do compartimento (5) que se estende de lado a lado.
9. Cartucho, de acordo com a reivindicação 1, caracteriza- do pelo fato de que os meios de semeadura e sustentação de se- mentes (14) consistem em pelo menos um rebordo contínuo horizontal que se estende de lado a lado no elemento de fechamento (6).
10. Cartucho, de acordo com a reivindicação 1, caracteri- zado pelo fato de que o substrato (5) é selecionado do grupo que consiste em papel, areia, solo, composta, vermiculita, ágar ou seme- lhantes.
11. Cartucho, de acordo com a reivindicação 1, caracteri- zado pelo fato de que o elemento de fechamento (6) é um material plástico resistente ao riscado.
12. Suplemento de germinação para semente pequena, que é usado com o cartucho conforme definido em qualquer uma das rei- vindicações 1 a 11, caracterizado pelo fato de que compreende uma estrutura chata (19) que é disposta dentro de cada compartimento (5) do cartucho.
13. Suplemento, de acordo com a reivindicação 12, carac- terizado pelo fato de que a estrutura chata (19) compreende suportes (20) que são apoiados contra o fundo do compartimento (5) do cartu- cho.
14. Suplemento, de acordo com a reivindicação 12, carac- terizado pelo fato de que ainda compreende meios de irrigação (21) que consistem em um riscado paralelo horizontal sobre a superfície do suplemento que se estende de lado a lado.
15. Suplemento para patologia que é usado com o cartucho conforme definido em qualquer uma das reivindicações de 1 a 11, ca- racterizado pelo fato de que compreende: um recipiente de incubação chato (23) tendo pelo menos um receptáculo individual, o recipiente de incubação (23) estando dis- posto dentro de cada compartimento (5) do cartucho; e pelo menos uma placa de semeadura chata (31) que tem uma pluralidade de orifícios (32), a placa de semeadura (31) estando disposta dentro de cada receptáculo individual do recipiente de incu- bação (23).
16. Suplemento, de acordo com a reivindicação 15, carac- terizado pelo fato de que o recipiente de incubação (23) compreende suportes (29) que são apoiados no fundo do compartimento (5) do car- tucho.
17. Suplemento, de acordo com a reivindicação 15, carac- terizado pelo fato de que os receptáculos individuais do recipiente de incubação (23) são formados por meio de nervuras (24,25).
18. Suplemento, de acordo com a reivindicação 16, carac- terizado pelo fato de que o recipiente de incubação (23) compreende quatro receptáculos individuais (30) formados por duas nervuras per- pendiculares que se cortam e que delimitam os receptáculos.
19. Suplemento, de acordo com a reivindicação 18, carac- terizado pelo fato de que pelo menos uma nervura compreende chanfraduras (26) nas quais são endentados os meios de semeadura e sustentação de sementes dispostos no elemento de fechamento (6) do cartucho.
20. Suplemento, de acordo com a reivindicação 19, carac- terizado pelo fato de que pelo menos dois lados do recipiente de in- cubação (23) possuem menor altura do que os outros dois lados.
21. Suplemento, de acordo com a reivindicação 20, carac- terizado pelo fato de que o recipiente de incubação (23) é formado de um material plástico colorido ou transparente.
22. Suplemento, de acordo com a reivindicação 21, carac- terizado pelo fato de que a placa de semeadura (31) compreende 25 orifícios.
23. Suplemento, de acordo com a reivindicação 22, carac- terizado pelo fato de que os orifícios da placa de semeadura (31) são circulares e estão equidistantes.
24. Suplemento, de acordo com a reivindicação 23, carac- terizado pelo fato de que a placa de semeadura (31) é formada de um material plástico transparente.
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