“PALHETA DE LIMPADOR DE PARA-BRISA DE VEÍCULO AUTOMOTIVO” [0001] A presente invenção concerne uma palheta de limpador de para-brisa de veículo automotivo do tipo “flat-blade”. [0002] A invenção concerne notadamente a uma palheta de limpador de para-brisa de veículo automotivo do tipo que comporta [0003] - uma armação de suporte de orientação principal longitudinal, que comporta meios inferiores de suporte de uma tira de limpeza e um corpo tubular de eixo principal longitudinal que é delimitado por uma parede horizontal superior, uma parede horizontal inferior e por duas paredes laterais longitudinais verticais; [0004] - um elemento estrutural em forma de lâmina horizontal longitudinal, que é recebido no interior do corpo tubular. [0005] A fim de melhorar os desempenhos aerodinâmicos desempenhos de uma tal palheta de limpador de para-brisa, como foi, notadamente, proposto nos documentos US-B 1-6.292.974, US-A1-2003/0145412 e US-A-2002/0000018, conhece-se uma palheta de limpador de para-brisa de veículo automotivo do tipo que comporta: [0006] - um elemento longitudinal central de enrijecimento; [0007] - uma tira de limpeza da vidraça a limpar que se estende longitudinalmente baixo do elemento central e que comporta uma borda longitudinal inferior de limpeza que coopera com a face da vidraça a limpar; e [0008] - um elemento formando defletor aerodinâmico que se estende longitudinalmente acima do elemento central de enrijecimento e ao longo de pelo menos uma seção deste último e que, em seção por um plano vertical transversal, apresenta um contorno de forma geralmente triangular que comporta um lado inferior horizontal de base, um lado frontal que delimita a face ao vento do defletor aerodinâmico, e um lado traseiro de orientação geralmente vertical que delimita a face sob o vento do defletor e que está ligada ao lado frontal por uma seção que delimita a borda longitudinal superior de extremidade livre superior do defletor. [0009] A fim de melhorar ainda os desempenhos aerodinâmicos da palheta de limpador de para-brisa e de seu defletor aerodinâmico, a invenção propõe uma palheta de limpador de para-brisa do tipo que precede, caracterizada pelo fato de que a relação H/L entre a altura total H da palheta de limpador de para- brisa separando a borda superior do defletor aerodinâmico da borda inferior de limpeza da lâmina de limpeza, e a largura transversal totalmente fora da palheta de limpador de para-brisa, medida no plano do elemento de enrijecimento, é compreendida entre 1,5 e 2. [0010] De acordo com outras características da invenção : [0011] - o lado frontal do contorno triangular comporta uma seção inferior substancialmente retilíneo que forma um ângulo agudo B em relação à borda inferior horizontal; [0012] - o dito ângulo agudo B está compreendido entre 5 e 35 graus; [0013] - a dita seção inferior se estende substancialmente até a direita e um plano vertical mediano do elemento central de enrijecimento e da tira inferior de limpeza; [0014] - a dita seção inferior do lado frontal do contorno triangular é seguido de uma seção intermediária substancialmente em arco de círculo côncavo; [0015] - o raio R da dita seção intermediária côncavo está compreendido entre 50% e 70% da dita largura geral total; [0016] - o lado frontal do contorno triangular comporta uma seção superior de extremidade; [0017] - a dita seção superior de extremidade do lado frontal é substancialmente retilíneo e de orientação vertical; [0018] - a seção superior de extremidade do lado frontal é substancialmente em arco de círculo convexo; [0019] -a dita seção superior de extremidade do lado frontal se estende sobre uma altura vertical marginal Hv que está compreendida entre 15% e S 25% da altura total Hsp do defletor aerodinâmico; [0020] - o lado traseiro do contorno triangular comporta uma seção superior que é geralmente paralelo aa seção superior do lado frontal; [0021] - o lado traseiro do contorno triangular comporta uma seção intermediária que é geralmente paralelo aa seção intermediária do lado frontal; [0022] - a seção superior retilíneo do lado traseiro se estende à direita da borda lateral a jusante do elemento central de enrijecimento; [0023] - o lado traseiro do contorno triangular comporta uma seção inferior em arco de círculo côncavo; [0024] - o ponto transversalmente mais interno da seção inferior em arco de círculo côncavo do lado traseiro está situado transversalmente em retração para o interior em relação à borda lateral a jusante do elemento central de enrijecimento; [0025] - a distância horizontal P que separa o dito ponto mais interno da borda lateral a jusante do elemento central de suporte está compreendida entre 15% e 25% da dita largura geral total L; [0026] - a seção que delimita a borda superior do defletor aerodinâmico é em forma semicircular; [0027] - a espessura e a parte superior do defletor aerodinâmico que separam os dois seções superiores verticais e retilíneos está compreendida entre 8% e 15% da dita largura geral total L. [0028] Outras características e vantagens da invenção surgirão à leitura da descrição detalhada que se seguirá para a compreensão da qual reportar-se-á aos desenhos anexos nos quais: [0029] -a figura 1 é uma vista esquemática em grande escala representando, em seção por um plano vertical transversal, uma seção característico de um primeiro exemplo de realização de uma palheta de limpador de para-brisa realizada de acordo com os ensinamentos da invenção; [0030] -a figura 2 é uma vista análoga a esta da figura 1 que ilustra uma primeira variante de realização da conformação geral do defletor aerodinâmico; [0031] -a figura 3 é uma vista análoga a esta da figura 1 que ilustra a parte superior da ponteira limpador de para-brisa com uma segunda variante de realização da conformação geral do defletor aerodinâmico; [0032] - as figuras 4 e 5 são duas vistas de detalhe que ilustram duas variantes da parte superior do defletor aerodinâmico da palheta de limpador de para-brisa de acordo com a invenção; [0033] -a figura 6 é uma vista de detalhe que ilustra uma variante de realização da borda de ataque. [0034] Na descrição que se segue e nas reivindicações, adotar-se-á a título não limitativo e buscando facilitar a compreensão- os termos vertical, horizontal, inferior, superior, em referência a orientação das figuras e do triedro L, V, T indicado na figura 1 que corresponde às direções Longitudinal (direção principal da palheta de limpador de para-brisa), Vertical, e Transversal (correspondendo também à referência horizontal). [0035] Elementos e componentes idênticos, similares ou análogos serão designados pelas mesmas referências. [0036] A palheta de limpador de para-brisa 10 ilustrada na figura 1 é essencialmente constituída de uma armação de suporte de orientação principal longitudinal, que comporta meios inferiores de suporte de uma tira de limpeza e um corpo tubular de eixo principal longitudinal que é delimitado por uma parede horizontal superior, uma parede horizontal inferior e por duas paredes laterais longitudinais verticais. [0037] O corpo central tubular 12 que é, por exemplo, realizado por moldagem em material plástico rígido ou semi-rígido. [0038] A palheta de limpador de para-brisa 10 ilustrada na figura 1 é, também, constituída de uma tira inferior 14 de limpeza em borracha ou em material elastômero natural ou sintético realizado por extrusão, e de um defletor ou spoiler aerodinâmico superior 16 em material sintético rígido ou flexível portado sobre o corpo central 12 ou realizado por co-extrusão ou co-moldagem com este corpo 12. [0039] O corpo central 12 é, geralmente, de seção retangular com seu maior lado orientado de acordo com a horizontal e seu menor lado de acordo com a vertical. O corpo central 12 apresenta uma simetria geral de concepção em relação ao plano vertical mediano PVM que é também o plano de simetria da tira inferior de limpeza 14. [0040] O corpo central oco 12 delimita um alojamento interno oco 18 de contorno retangular no qual é recebido com jogo, de maneira a permitir leves deslocamentos relativos notadamente de acordo com a direção longitudinal, um elemento estrutural em forma de lâmina horizontal longitudinal, um elemento longitudinal central 20 de seção retangular que é um elemento estrutural em forma de lâmina horizontal longitudinal, ou vértebra de enrijecimento, que em associação com o corpo oco 12 constitui a estrutura da ponteira limpador de para-brisa 10 de tipo “flat-blade” e que confere também a ponteira limpador de para-brisa sua elasticidade no plano vertical e longitudinal lhe permitido se adaptar a conformação, e notadamente à curva, da face externa ou face superior 22 da vidraça 24 a limpar. [0041] A face superior do corpo central 12 comporta um alojamento ou vazio superior 26 com fundo horizontal plano que recebe a parte inferior do defletor 16. [0042] O corpo central 12 se prolonga verticalmente para baixo sob sua face inferior 30 pelas seções de duas nervuras opostas 32 à seção em “L” formando ganchos que delimitam um alojamento inferior 34 de seção retangular no qual é recebido com jogo o talão superior maciço 36, de seção retangular, da tira inferior de limpeza 14. [0043] A tira 14 é de concepção geral conhecida e comporta em sua parte inferior uma lâmina inferior de limpeza 38 que termina por uma borda inferior 40 de limpeza da face 22 da vidraça 24. [0044] Descrever-se-á agora em detalhes a parte superior da palheta de limpador de para-brisa 10 que constitui essencialmente o defletor aerodinâmico 16 e mais particularmente os diferentes aspectos da forma e do perfil de seu contorno em seção por um plano vertical transversal. [0045] Este contorno é geralmente triangular com: [0046] - uma base ou lado inferior AM que é retilíneo e horizontal e que se estende acima do fundo plano 28 do corpo central 12; [0047] - um lado frontal AE geralmente encurvado e côncavo; [0048] - e um lado traseiro FM de orientação geralmente vertical que é ligado à extremidade superior E do lado frontal AE por a borda longitudinal superior 42 de extremidade do defletor 16. [0049] A borda superior 42 é, aqui, em seção um semicírculo convexo EF cujo diâmetro define a largura ou espessura marginal “e” da parte superior fina 44 do defletor aerodinâmico 16. [0050] Define-se a altura total da ponteira limpador de para-brisa como sendo a distância vertical “H” que separa o topo da borda superior 42 do defletor 16 da borda inferior de limpeza 40 da lâmina inferior de limpeza 38 [0051] O lado frontal AE comporta um primeira seção inferior AC substancialmente retilíneo ou encurvado côncavo de raio muito grande que, no exemplo ilustrado na figura 1, se estende do ponto A até o ponto C que está situado substancialmente no nível do plano de simetria PVM. A reta AC forma com a horizontal, e por exemplo com o lado inferior AM, um ângulo agudo “8” também denominado ângulo de incidência do defletor 16. [0052] O ângulo 8 é positivo, ou seja, a seção AC está “acima” do lado inferior horizontal AM. [0053] A partir do ponto C da extremidade superior do primeira seção inferior AC, o lado frontal AE comporta uma seção intermediária encurvado côncavo CD que é aqui, a título de exemplo uma seção em arco de círculo côncavo de raio constante “R". [0054] A título de variante não representada, a seção intermediária côncava Cd pode comportar várias partes sucessivas de raios diferentes. [0055] Para além da seção intermediária côncavo CD, o lado frontal AE - que delimita a face lateral principal a montante , dita face ao vento, do defletor aerodinâmico 16 - comporta um terceira seção superior DE da extremidade que, no exemplo da figura 1, é uma seção retilíneo de orientação vertical, ou seja, paralelo ao plano vertical de simetria PVM. [0056] Por causa da situação do ponto C ao nível do plano PVM, a parte ativa principal do defletor aerodinâmico 16 - constituída pela seção intermediária côncava CD e pela ponta ou segmento superior DE - está geralmente situada atrás ou a jusante do plano vertical mediano PVM. [0057] Denomina-se altura marginal "Hv", a distância vertical que separa o ponto D o mais baixo do terceira seção superior DE do topo da borda superior 42 do defletor 16. [0058] Denomina-se altura Hsp do defletor 16, a distância vertical que separa o lado inferior AM do topo da borda superior 42 do defletor 16.
[0059] O lado traseiro MF comporta uma primeira seção inferior MJ encurvado côncavo que é aqui, a título de exemplo uma seção substancialmente em arco de círculo. [0060] A primeira seção inferior côncavo MJ comporta um ponto intermediário K que é o ponto desse segmento que está situado transversalmente o mais no interior, ou seja, o mais próximo do plano de simetria PVM. [0061] O ponto K está, assim, situado a uma distância horizontal “P” da borda vertical a jusante NQ do corpo central 12 que é aqui uma seção retilínea vertical que está alinhada verticalmente com a terceira seção superior GF da extremidade do lado traseiro MF que é uma seção vertical retilíneo paralelo aa seção DE do lado frontal AE. P é, assim, a distância que separa o ponto K do ponto da seção superior traseiro FG situado o mais atrás, ou seja, o mais afastado do plano PVM. [0062] No exemplo ilustrado na figura 1, o comprimento ou altura da seção GF é superior ao comprimento ou altura da seção DE. [0063] Entre a primeira seção inferior MJ e o terceira seção superior GF, o lado traseiro MF comporta um segunda seção intermediária JG que é uma seção encurvado convexo que é aqui, geralmente, em arco de círculo e substancialmente paralelo aa seção côncavo CO, além do raio ligeiramente superior a este último e não concêntrico [0064] O ponto mais baixo M do lado traseiro MF está aqui ligado ao ponto superior N da borda vertical a jusante NQ do corpo central 12 por uma seção MN em arco de círculo convexo, assim com o ponto inferior Q está ligado à borda ou face inferior 30 do corpo central 12 por uma seção QS em arco de círculo convexo. [0065] A borda a montante ou borda de ataque 46 da palheta de limpador de para-brisa é aqui a borda de ataque do corpo central 12 que é a borda, ou superfície do perfil, situado o mais a montante no escoamento fluido ou fluxo de ar relativo, o qual é submetida à palheta de limpador de para-brisa 10. [0066] A borda de ataque 46 comporta uma seção vertical retilíneo a montante VU cujo ponto superior está ligado ao ponto o A mais baixo do lado frontal AE do defletor aerodinâmico 16 por uma seção VA encurvado convexo substancialmente em arco de círculo, e cujo ponto inferior U Q está ligado à borda ou face inferior 30 do corpo central 12 por uma seção UT em arco de círculo convexo. [0067] A largura geral total “L” da palheta de limpador de para-brisa corresponde assim à distância horizontal que separa as bordas ou seções verticais externos a montante VU e a jusante NQ do corpo central 12.
[0068] De acordo com um primeiro aspecto da invenção, a relação largura total L / altura total H, é tal que: [0069] 1,5 < H/L < 2. [0070] Por exemplo na figura 1, para uma altura total L de cerca de 20 mm, a largura total L é de cerca de 10mm. [0071] De acordo com um outro aspecto da invenção, o ângulo de incidência B é positivo, e de preferência é tal que: [0072] 5 graus < B < 35 graus. [0073] Por exemplo na figura 1, o ângulo B é de cerca de 15 graus. [0074] O raio R da seção intermediária côncavo CO está compreendido entre 50% e 70% da largura geral total L. [0075] O raio de curvatura R da seção intermediária côncavo CO está, assim, compreendido entre 5mm e 7mm e a altura total Hsp do defletor aerodinâmico 16 é da ordem de 7,5mm. [0076] Quanto menor é o ângulo B e menor o raio R, mais o defletor aerodinâmico 16 é dito “oco”. [0077] De acordo com ainda um outro aspecto da invenção, a espessura marginal e do defletor aerodinâmico 16 é tal que: [0078] 8% de L < e < 15% de L. [0079] A espessura e a parte da extremidade superior do defletor aerodinâmico 16 são, substancialmente, igual a 1 mm. [0080] De acordo com ainda com um outro aspecto da invenção, a altura marginal Hv do defletor aerodinâmico 16 é tal que: [0081 ] 15% de Hsp < Hv < 25% de Hsp. [0082] Assim, sempre na figura 1, a altura resultante Hv é da ordem de 1,5 mm. [0083] De acordo ainda com um outro aspecto da invenção, a distância ou “oco” P da face traseira sob o vento do defletor é tal que: [0084] 20% de L < P < 25% de L. [0085] Assim, P é, por exemplo, da ordem de 2mm. [0086] Tratando-se da borda de ataque 46, sua finura, ou seja, a distância vertical “Há” que separa o ponto A do ponto V, ela é tal que: [0087] Ha < 1/3 de L. [0088] Ha está, assim, compreendida 0,5 mm e 3 mm. [0089] Os defletores adicionados ou extrudados ou moldados, são geralmente definidos por uma forma geral ou por um ângulo médio da aba em relação ao plano do para-brisa a limpar. [0090] Os defletores assim construídos são de eficácia limitada, até ineficaz, daí uma perda de desempenhos, então de qualidade de limpeza e um risco face à segurança. [0091] Mesmo alguns desses perfis geram turbulências que favorecem o fenômeno de “water drag back ou water pull back”, ou seja, que a palheta arrasta a água que vem limpar quando volta a sua posição em baixo do para-brisa [0092] O desempenho aerodinâmico de um perfil é a combinação de vários critérios tais como a: [0093] - a sustentação (Lift); [0094] - o arrastamento (Drag); [0095] - o ponto de reafixação (“re-attachment point”), definindo a distância de reafixação dos fluxos de ar atrás ou a jusante do perfil. [0096] Esses critérios diferentes evoluem em função: [0097] -das dimensões globais do perfil e notadamente da relação altura H/largura L; [0098] - geometria da borda de ataque, que é a superfície do perfil a mais a montante no escoamento do fluido situado baixo da face ativa ao vento do defletor aerodinâmico; [0099] - geometria própria o defletor 16 ou spoiler, e em particular, de seu ângulo de incidência B, de sua curvatura côncava R, e de sua altura marginal Hv; [00100] -superfícies portadoras projetadas, à frente, no meio (defletor, ponta inclusa) ou atrás do perfil. [00101] O estado da técnica mostra e após verificação por simulação teórica em duas dimensões, que um perfil tendo geralmente H=L (ou seja, H/L=1), com um nível de desempenho em sustentação de x N/m, pode, de acordo com os ensinamentos da invenção ser facilmente melhorado e de maneira notável se se obtém H>L com uma relação compreendida entre 1,5 e 2. [00102] Quanto mais a relação H/L for elevada, mais o desempenho em sustentação é importante, enquanto que aquela do arrastamento diminui, tendo por efeito uma “tomada ao vento” importante que influi sobre a regularidade do ciclo de limpeza, e também sobre o fenômeno de retorno da água. [00103] O princípio das soluções propostas de acordo com a presente invenção consiste em obter o melhor compromisso dimensional, então uma relação dimensional H/L de um valor compreendido entre 1,5 e 2. [00104] Aquém desta faixa obtém-se um desempenho em sustentação média com um arrastamento fraco, e além se obtém um desempenho em sustentação importante, o arrastamento sendo, ao contrário elevado e podendo provocar os fenômenos mencionados acima. [00105] Reduzindo-se a largura L, mantendo uma altura H inicial, em uma relação H/L de 1,5 a 2, o desempenho em sustentação aumenta, enquanto que o arrastamento e a distância do ponto de reafixação permanecem estáveis. [00106] A parte ativa do defletor é deslocada para trás do perfil de modo a aumentar o desempenho assim como o oco “P” formado na parte de trás do perfil que permite reduzir as turbulências. [00107] Adaptando, por um lado, algumas geometrias próprias ao defletor, em particular a borda de ataque, o ângulo de incidência B e a curvatura R da superfície côncava e a altura vertical marginal Hv do defletor, melhora-se a canalização e a guia dos fluxos de ar na superfície do defletor a fim de diminuir as perturbações aerodinâmicas e então melhorar o comportamento do perfil. [00108] O perfil e a forma da borda de ataque são a superfície da palheta mais a montante no escoamento do fluido, por um ângulo de ataque nulo, ou seja, quando a palheta de limpador de para-brisa está em sua posição ilustrada na figura 1 na qual o plano PVM é ortogonal à superfície 22 a limpar. [00109] O escoamento é, em primeira aproximação separado em duas partes, uma parte inferior assegurando uma re-circulação ao pé da lâmina e de limpeza 38 e uma outra parte superior indo interagir com o defletor aerodinâmico 16 da palheta de limpeza 10. O papel da borda de ataque é guiar de modo adequado o escoamento no defletor a fim de obter o melhor efeito de apoio. [00110] A fim de evitar qualquer separação do fluido ao nível da borda de ataque, este último deve se inserir o melhor possível no escoamento. Por diferentes razões dimensionais ligadas a um encobrimento em largura máxima para permanecer em uma relação H/L entre 1.5 e 2, e por razões ligadas aos processos de fabricação e de obtenção, não é, todavia, possível obter uma borda de ataque tão fina quanto se deseja, nas proporções mencionadas acima. Por causa disto, a separação será reduzida ao máximo mantendo um raio pequeno para a seção VA e uma “não-angularidade”, ou seja, uma ausência de ângulos vivos para perturbar ao mínimo o fluxo de ar. [00111] O ângulo de incidência B corresponde geralmente ao declive entre o fim da borda de ataque correspondente ao ponto A e o início da curvatura côncava CE do defletor 16. [00112] No quadro das tensões dimensionais e de fabricação mencionadas acima, o ângulo de incidência B permite ao fluxo de ar ser guiado e permanecer em contato com a superfície ativa Cd + DE do defletor aerodinâmico 16. O valor deste ângulo B deve estar compreendido entre 5 e 35 graus de ângulo. Aquém de 5 graus, o fluxo de ar percuta a superfície côncava ativa do defletor criando um turbilhão e criando assim uma perturbação. Além de 35 graus, o fluxo de ar é desviado pelo declive da primeira seção AC e não é mais guiado ao longo da superfície côncava ativa CO do defletor aerodinâmico 16. Então, para declives extremos, o fluxo passa então “acima” da superfície côncava ativa, o que provoca uma ineficácia do defletor e então um desempenho aerodinâmico baixo. [00113] A curvatura côncava Cd de raio R do defletor aerodinâmico 16 permite, como para o ângulo de incidência S, guiar o fluxo de ar até sobre a superfície vertical superior DE do defletor aerodinâmico 16, de modo ideal, sem desprendimento dos filetes de ar ao longo da superfície a montante. A vantagem da curvatura côncava CO é “frear” o fluxo de ar ao nível do defletor e criar assim uma sobrepressão. Uma parte desta sobrepressão é convertida em sustentação, ou seja, em força de apoio, oposta ao levantamento ou separação da palheta e da lâmina de limpeza, e a outra parte em força de arrastamento. [00114] O efeito é mais preponderante que para um defletor de face ao vento AE substancialmente retilíneo que deixa o fluido deslizar sobre esta superfície a montante, sem gerar localmente sobrepressão suficientemente importante para obter um efeito de apoio. [00115] Inversamente, uma superfície côncava CO do defletor aerodinâmico 16 bastante vazada não fornece desempenhos aceitáveis, sobretudo para ângulos de ataques negativos, em razão da geração de uma zona local de baixas pressões caracterizada por um turbilhão, gerado pelo desprendimento do fluido ao nível da borda de ataque ou ao longo do defletor. Assim, a forma da borda de ataque e a curvatura do defletor devem ser otimizadas juntas para uma gama de ângulos de ataque da lâmina de limpeza compreendidos entre - 10 e +10 graus. [00116] O crescimento relativo da altura marginal Hv permite aumentar o desempenho do defletor, notadamente para os ângulos de ataque negativos.
Isto permite também reduzir as eventuais influências das zonas turbilhonares presentes ao pé do defletor e que podem ser em função de uma otimização parcial e não total da borda de ataque, em razão das tensões ligadas à fabricação e à produção. Isto permite também aumentar, para os ângulos de ataque negativos, a superfície projetada de sustentação em sobrepressão (efeito de apoio). Por outro lado, isto induz igualmente uma aumento importante da força de arrastamento pelos ângulos de ataque nulo, o que conduz a otimizar esta altura vertical marginal para encontrar o melhor compromisso arrastamento- dessustentação. [00117] Com efeito, nota-se que o desempenho aerodinâmico do perfil ser o mais ótimo possível em todas as posições da palheta de limpador de para-brisa em relação à superfície 22 do para-brisa ou da vidraça a limpar. As simulações em duas dimensões mostram que um perfil pode ter um bom desempenho para um ângulo de ataque nulo, e até seus desempenhos fortemente diminuídos nas posições mais extremas. Essas posições extremas definidas por experiências evoluem em valor de ângulo de ataque entre -10 e +10 graus em relação à posição vertical teórica sobre o para-brisa e corresponde às posições ida e retorno da palheta de limpador de para-brisa ao longo do limpeza por movimento de varredura alternada. [00118] A geometria da ponta superior do defletor aerodinâmico 16 é também dimensionada e posicionada com precisão pois ela influi sobre o desempenho geral do perfil do defletor aerodinâmico 16. Com efeito, quanto mais baixa é a superfície projetada, mais o desempenho do perfil em uma posição a +10 graus é elevado. [00119] A ponta do defletor deve ser a mais fina possível a fim de reduzir a superfície de sustentação projetada, o limite sendo dado pelas tensões de produção. Ela deve igualmente permitir ao fluxo de ar permanecer afixado e ela deve orientar este último a fim de reduzir o tamanho da zona de recirculação atrás da palheta. [00120] Descreverão-se-á agora diferentes variantes de realização ilustradas nas figuras 2 e seguintes. [00121] A palheta de limpador de para-brisa 10 ilustrada na figura 2 é geralmente análoga a esta da figura 1. [00122] As seções AV da borda de ataque e MN são simétricos em relação ao plano PVM e de perfil em arco de círculo convexo. [00123] A parte superior fina e de orientação vertical 44 do defletor aerodinâmico 16 está geralmente deslocada transversalmente para o interior em direção do plano PVM. Existe assim uma decalagem “d” que é a distância horizontal. [00124] A parte superior da palheta de limpador de para-brisa 10 ilustrada na figura 3 é geralmente análoga a esta da figura 1. [00125] As seções AV da borda de ataque e MN são simétricos em relação ao plano PVM e de perfil em arco de círculo convexo de maior raio. [00126] A parte superior fina e de orientação vertical 44 do defletor aerodinâmico 16 é geral mente deslocada transversal mente para o interior em direção do plano PVM. Existe assim uma decalagem “d” que é a distância horizontal. [00127] Além disso, abaixo do plano horizontal que passa pelos pontos simétricos e opostos V e N, ou seja, abaixo da borda de ataque, as seções a montante VU e a jusante NQ não são mais verticais mais inclinados em direção ao plano PVM de modo a favorecer a divisão do fluxo de ar em duas partes sem ângulos vivos muito grandes, graças à transição entre a seção em arco de círculo de grande raio AV e a seção retilíneo VU. [00128] Na variante de realização ilustrada na figura 4, em comparação com a figura 1, constata-se que as terceiras seções superiores a montante DE e a jusante FG não são mais retilíneos e verticais, mas encurvados em arco de círculo convexo e côncavo respectivamente. [00129] Assim o ponto E de extremidade superior da seção DE está mais alto que o ponto F de extremidade superior da seção GF com uma “borda” superior livre da parte fina 44 que é plano, ou seja, que a seção EF é retilínea. [00130] Na variante de realização ilustrada na figura 5, em comparação com a figura 1, constata-se que a terceira seção superior a jusante FG é retilíneo e vertical com seu ponto de extremidade superior F que é o ponto mais alto do defletor 16, enquanto que a seção EF correspondente a borda superior da parte fina 44 é um quarto de círculo convexo. [00131] Na variante de realização ilustrada na figura 6, em comparação com a figura 1, constata-se que a borda de ataque AV comporta nervuras longitudinais 48. Em seção no plano da figura, cada nervura pode ter um perfil triangular ou substancialmente quadrado ou trapezoidal. A altura das nervuras, seus números e sua repartição podem variar sem ar do quadro da invenção, assim como seu perfil que pode, também por exemplo, ser arredondado e convexo. [00132] De acordo ainda com outras variantes não representadas : [00133] -a borda superior do defletor aerodinâmico correspondente aa seção EF pode comportar furos ou entalhes ou ondulações que são repartidas longitudinalmente ao longo desta borda de fuga do defletor aerodinâmico; [00134] - o perfil segmento côncavo CE da parte ativa ao vento do defletor aerodinâmico não é necessariamente em arco de círculo de raio constante, mas pode também comportar várias partes consecutivas côncavas de raios diferentes; [00135] -de maneira conhecida, é, também possível, prever passagens ou canais atravessando transversalmente a parte inferior do defletor aerodinâmico que formam venturi que desembocam na face traseira sob o vento, de modo a reduzir o arrastamento e o fenômeno de “water pull back”.