BRPI0510914B1 - Block connector for shock tubes - Google Patents

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BRPI0510914B1
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explosive charge
shock pipe
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BRPI0510914-0A
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Inventor
Maria Ayensa Muro Jose
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Maxamcorp, S.A.U
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    • FMECHANICAL ENGINEERING; LIGHTING; HEATING; WEAPONS; BLASTING
    • F42AMMUNITION; BLASTING
    • F42BEXPLOSIVE CHARGES, e.g. FOR BLASTING, FIREWORKS, AMMUNITION
    • F42B3/00Blasting cartridges, i.e. case and explosive
    • FMECHANICAL ENGINEERING; LIGHTING; HEATING; WEAPONS; BLASTING
    • F42AMMUNITION; BLASTING
    • F42DBLASTING
    • F42D1/00Blasting methods or apparatus, e.g. loading or tamping
    • F42D1/04Arrangements for ignition
    • F42D1/043Connectors for detonating cords and ignition tubes, e.g. Nonel tubes

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Abstract

bloco conector papa tubos de choque o bloco conector permite a transmissão da onda de choque que se desloca ao longo do tubo doador (1) para vários tubos receptores (4), com o ajuste, entre eles, de um dispositivo de retardo (6) com a sua correspondente fórmula de retardo pirotécnico (8), e uma carga explosiva (9), sendo que todos esses componentes são integrados dentro do corpo (4) do bloco conector de uma maneira tal que a carga explosiva (9) fica paralela e adjacente aos tubos receptores (10), que ficam em um plano paralelo à dita carga explosiva e são posicionados em ângulos retos em relação a ela, dentro dos quais um detonador é alojado. a carga explosiva (9) é posicionada de maneira tal que todos os tubos (10) presos na ranhura (11) sejam iniciados em condições similares, sem sofrer os efeitos de diferenças estruturais, obtendo desse modo uma iniciação homogênea e segura que não produz estilhaços de metal que poderiam danificar os tubos receptores (10).

Description

BLOCO CONECTOR PARA TUBOS DE CHOQUE
DESCRIÇÃO
OBJETIVO DA INVENÇÃO A presente invenção refere-se a um bloco conector do tipo utilizado para a iniciação apropriada de explosões sequenciais mediante o uso de detonadores não elétricos, especificamente aquelas que são realizadas com o uso de detonadores iniciados através do tubo de choque. 0 objetivo da invenção é transmitir a onda de choque que passa pelo tubo doador a um ou vários tubos receptores, introduzindo um retardo predeterminado entre eles, com a característica especial de que a transmissão é feita sem um detonador, uma vez que todos os componentes são integrados ao bloco conector. 0 bloco conector é particularmente utilizado em mineração, em trabalhos públicos de grande escala e geralmente em qualquer outra situação prática em que seja necessário realizar explosões seqüenciais.
ANTECEDENTES DA INVENÇÃO
Até aproximadamente 1970, as explosões seqüenciais eram realizadas quase que exclusivamente com o uso de detonadores elétricos que eram conectados uns aos outros de acordo com as técnicas usuais para circuitos elétricos, isto é, conexões em série e conexões em paralelo.
Essas explosões também eram iniciadas com o uso de um cordão detonador e eram seqüenciadas por meio dos então chamados "relés de cordão detonador", que consistiam em seções de metal ou de plástico que permitiam que os cordões detonadores doador e receptor fossem ligados, com a introdução de um tempo de retardo específico entre as respectivas detonações.
Parece que para os detonadores não elétricos iniciados através do tubo de choque era necessário desenvolver sistemas de conexão que permitissem que as explosões sequenciais fossem desenhadas e realizadas para um grande número de furos da explosão, o que foi conseguido principalmente pela iniciação dos detonadores para os furos da explosão através das linhas tronco do cordão detonador ou por meio dos detonadores de superfície {os mesmos para os detonadores não elétricos iniciados através do tubo de choque).
Em ambos os casos (linhas tronco do cordão detonador e o uso dos detonadores de superfície) a fita adesiva era utilizada para fixar os tubos que seriam iniciados (receptores) ao cordão detonador ou ao detonador que os iniciaria (doador), um método lento e impreciso que abriu campo ao uso dos conectores rápidos, que eram geralmente feitos de plástico.
Os conectores utilizados para iniciar os tubos de choque receptores por meio de detonadores consistiam de pequenas caixas plásticas dentro das quais o detonador era alojado, e tinham uma tampa na lateral que permitia que os tubos detonadores que iam ser iniciados (receptores) fossem unidos e presos ao invólucro do detonador que iria iniciá-los (doador), de modo que o eixo geométrico do detonador doador e os eixos geométricos dos tubos receptores permanecessem visivelmente paralelos.
Os inconvenientes desses conectores resultaram da direção da energia para iniciação de um detonador e de seu poder excessivo, causando uma grande quantidade de estilhaço que destruía os tubos receptores, bem como provocava uma quantidade excessiva de barulho.
Por essas razões, a geração seguinte de conectores, que representam o estado da técnica atual, consiste de detonadores doadores com uma carga mais baixa e as peças de plástico que permitem que os tubos receptores sejam fixados rapidamente à carga explosiva do detonador doador, de modo que o eixo geométrico desta e os eixos geométricos dos tubos receptores estejam em ângulos retos, com o objetivo de evitar os problemas de direção da energia para a iniciação da carga do detonador.
Desse modo, por exemplo, a patente ü.S. n°. 5.423.263, concedida à Dyno Nobel Xnc. em 13 de junho de 1995, apresenta um bloco conector que transfere a iniciação de um detonador inserido no bloco conector para um ou mais tubos de choque.
As patentes ü.S. n°. 5.171.935 e 5.398.611, de 15 de dezembro de 1992 e de 21 de março de 1995, respectivamente, concedidas à Ensign Bickford Company, descrevem blocos de plástico com um espaço interno para alojar um detonador de baixa potência, sendo que a sua extremidade ativa fica próxima de uma ranhura dentro da qual os tubos de choque a ser iniciados são inseridos.
No entanto, a redução da carga do detonador doador, enquanto é mantido o mesmo diâmetro de tamanho, significa que a dita carga deve ser concentrada em um espaço em sua extremidade, o que, por sua vez, causa novos problemas que foram cobertos por diferentes invenções, algumas das quais com o objetivo de posicionar mais precisamente o detonador dentro de seu invólucro.
Desse modo, na patente ü.S. n°. 5.499.581, concedida à Ensign Bickfor Company em 19 de março de 1996, é descrito um método para que haja melhor posicionamento e fixação do detonador de iniciação na caixa correspondente dentro do conector, por meio de um dispositivo móvel.
Em muitas ocasiões, as inovações propostas tinham o objetivo de facilitar ou melhorar o posicionamento dos tubos de choque receptores na ranhura próxima à extremidade do detonador doador que contém a carga explosiva.
Desse modo, a patente U.S. n°. 5.703.319, concedida à Ensígn Bickford Company em 30 de dezembro de 1997, descreve um bloco conector que possui um detonador de baixa potência, bem como uma braçadeira que forma uma ranhura com a extremidade do detonador, onde ficam localizados os tubos de choque a ser iniciados.
Por último, a patente U.S. n°. 5.792.975, concedida à mesma empresa em 11 de agosto de 1998, inclui diversos aperfeiçoamentos diferentes na funcionalidade do bloco conector e fornece um método de montagem do detonador dentro do dito bloco conector, apresentando uma combinação de detonador e conector.
As soluções disponíveis no presente estado da técnica mostram um bloco conector com um invólucro, dentro do qual um detonador é inserido, o qual é posicionado e fixado por meio de vários mecanismos. A carga explosiva do detonador é posicionada de uma maneira tal que, junto com a peça {mais ou menos) flexível que faz parte do bloco conector, há uma ranhura na qual um ou vários tubos de choque a ser iniciados (receptores) podem ser alojados. A título de exemplo, a patente internacional WO 03/023316 Al, de 20 de março de 2003, concedida à Orica Explosives Technology, apresenta um dispositivo que compreende um bloco conector de plástico que aloja um detonador com uma extremidade ativa (do ponto de vista da iniciação) em torno do qual os tubos de choque receptores ficam situados, imobilizados por uma braçadeira e por um fecho que impede a sua remoção acidental.
Diversos problemas poderíam estar relacionados aos blocos conectores fabricados de acordo com o presente estado da técnica, dentre os quais a possibilidade de que haja, de modo intencional ou inadvertido, a separação do bloco conector do detonador alojado dentro dele e o seu uso para finalidades diferentes daquelas para as quais foram desenhados e fabricados.
Por outro lado, as dimensões e as formas dos detonadores, assim como as técnicas utilizadas para a fabricação da caixa de metal de que são feitos, determinam o fato de que a parte traseira do detonador é uma área de comportamento irregular quando há a transmissão de uma detonação, o que pode fazer com que os estilhaços destruam alguns tubos receptores ou possam limitar o número de tubos receptores que podem ser iniciados simultaneamente.
Algumas soluções que utilizam a energia produzida nas superfícies cilíndricas do detonador, e não na sua extremidade, para iniciar os tubos, requerem detonadores especiais que são difíceis ou caros de produzir, a menos que se possa desistir da idéia de usar detonadores de baixa potência.
Os detonadores de baixa potência têm a vantagem de reduzir muito a quantidade de estilhaço de metal produzido, mas não evita isto completamente.
ANTECEDENTES DA INVENÇÃO A presente invenção tenta resolver os problemas acima mencionados, enquanto que também tenta reduzir o número de componentes no bloco e simplificar a sua montagem. A presente invenção compreende um bloco conector que não requer a inserção de um detonador. Ele tem um bloco de plástico ou um corpo principal com um invólucro linear carregado com explosivo, próximo do qual há uma ranhura para os tubos de choque, sendo que poderia haver um número variável deles, dependendo do desenho. O material de plástico escolhido para oferecer as melhores características térmicas e mecânicas é de baixa flexibilidade.
No desenho preferido da presente invenção, a caixa explosiva linear pode ser substituída por uma superfície prismática ou cilíndrica reta, e o seu eixo longitudinal fica muito próximo da superfície externa do conector que forma a ranhura para a inserção dos tubos de choque receptores, de modo que a espessura que separa as duas superfícies é menor do que 1,5 mm. 0 invólucro para os tubos de choque receptores é colocado de uma maneira que os seus eixos geométricos estejam em ângulo reto em relação ao eixo geométrico da carga explosiva linear do bloco conector.
Para manter os tubos receptores no lugar, adjacentes à superfície do bloco conector, atrás do qual fica a carga explosiva, e em ângulos retos em relação ao eixo geométrico da dita carga, há uma lingüeta ou uma braçadeira que permitem que os tubos receptores sejam inseridos com uma quantidade razoável de força, mas impedem o movimento livre dos tubos ou que eles sejam inadvertidamente soltos ou removidos. 0 desenho dessa lingüeta ou braçadeira foi escolhido para que haja a maior precisão possível quando do posicionamento e do ajuste dos tubos na área onde a carga explosiva do bloco conector fica situada. Fora desta área pode haver um espaço suficiente para inserir e posicionar os tubos sem muita força. 0 bloco conector também tem o seu próprio dispositivo de retardo, o qual é similar àqueles utilizados para os detonadores de retardo. Ele fica localizado em um invólucro cilíndrico formado a partir do corpo do próprio bloco conector, de modo que a sua extremidade final na progressão da combustão se conecta diretamente com o invólucro linear que contém o explosivo que inicia os tubos de choque receptores. É dada grande importância à fixação segura do dispositivo de retardo quando ele é inserido em seu invólucro, bem como à garantia de que não haverá nenhuma abertura entre as superfícies cilíndricas do dispositivo de retardo e o bloco conector, e o corpo do dispositivo de retardo tem, por essa razão, uma ou diversas nervuras que são encaixadas na superfície cilíndrica do invólucro, em torno do corpo do bloco conector em que fica situado. O tubo de choque doador, que irá enviar a onda que deve ser transmitida com o retardo programado aos outros tubos receptores, é posicionado de modo que a extremidade final, em termos de progressão da onda, em contato com a extremidade inicial do dispositivo de retardo por meio de um dispositivo de fechamento que o situa de modo preciso enquanto fornece um fechamento hermético e inviolável. O fechamento acima mencionado compreende (pelo menos parcialmente) um corpo feito de um plástico de flexibilidade média e que tem um orifício cilíndrico dentro do qual a extremidade do tubo doador é inserida até que alcance a sua posição final, prendendo o mesmo pelo ato de espremer, de colar ou com o uso de acessórios mecânicos, tais como qualquer tipo de solda, ou do uso de anéis ou braçadeiras de pressão.
As superfícies externas do corpo do dispositivo de fechamento adaptam-se ao corpo do bloco conector e são unidas a ele pelo ato de espremer, de colar, do uso de parafusos, de partes flexíveis ou por uma combinação destes, assegurando que ambos sejam herméticos e invioláveis.
Uma das vantagens da presente invenção é que a carga explosiva é distribuída linearmente e adaptada âs necessidades do bloco conector desenhado, conferindo uma capacidade de iniciação semelhante para todos os tubos receptores inseridos na ranhura, e evitando a produção de estilhaços de metal.
Uma outra vantagem que pode ser observada é que os blocos conectores podem ser desenhados para iniciar quantidades diferentes de tubos receptores, por exemplo, para até seis tubos, ou para até dez tubos, ou para até doze tubos, etc., permitindo que o sistema seja utilizado em trabalho subterrâneo onde esta possibilidade é desejável.
Uma outra vantagem da presente invenção é que ela torna possível variar o ângulo entre o eixo do corpo principal {alinhado com o tubo doador e com o dispositivo de retardo) e o eixo da carga explosiva, permitindo desenhos ergonômicos que diminuam o esforço dos pulsos do dinamitador nas explosões com vários furos.
DESCRIÇÃO DAS FIGURAS
Para complementar esta descrição e para propiciar uma melhor compreensão das características da invenção, de acordo com uma realização prática preferida da invenção, há um conjunto de figuras ilustrativas e não limitadoras da dita descrição, as quais são apresentadas a seguir: Figura 1 Mostra uma vista seccional transversal de um bloco conector de acordo com a técnica anterior, sendo que os elementos componentes são ilustrados, especificamente o bloco conector acima mencionado, cuja referência numérica é (24), o detonador (24) e os tubos receptores (14b) . A figura é proveniente de uma das patentes mencionadas na seção Antecedentes da Invenção.
Figura 2 Mostra uma parte similar à figura anterior, mas corresponde a uma realização de um bloco conector para os tubos de choque de acordo com a presente invenção.
Figura 3 Mostra um detalhe seccional transversal da carga explosiva, de acordo com uma realização inicial para a invenção, em que esta é cilíndrica.
Figura 4 Mostra uma ilustração similar àquela da figura 3, mas corresponde a uma carga explosiva de forma prismática.
Figura 5 Mostra um detalhe de posicionamento e de fixação do dispositivo de retardo por meio de uma única nervura.
Figura 6 Mostra um detalhe similar àquele da figura anterior, mas no qual os ditos posicionamento e fixação são efetuados por meio de duas ou mais nervuras.
Figura 7 Mostra duas alternativas para as formas das nervuras nos desenhos, tais como aquelas da figura 6.
Figura 8 Mostra dois tipos de realização para as perfurações para a inserção dos retardos.
Figuras 9, 10 e 11 Mostram as respectivas possibilidades para a posição da carga explosiva em relação à posição do dispositivo de retardo.
Figuras 12, 13 e 14 Mostram diferentes possibilidades para o dispositivo de fechamento e meios de fixação do tubo doador ao dito dispositivo de fechamento, e do meio de fixação dessas peças ao corpo do bloco de conector.
Figuras 15 e 16 Mostram uma outra variação da realização do corpo do bloco conector e seu fechamento. REALIZAÇÃO PREFERIDA DA INVENÇÃO Em vista das figuras descritas, particularmente da figura 2, pode ser visto que o bloco conector proposto pela invenção compreende um tubo doador (1) , o qual é unido firmemente ao dispositivo de fechamento (2) por meio de um anel de pressão {3) , e o dispositivo de fechamento (2) , por sua vez, é unido hermeticamente ao corpo (4) do bloco conector pela superfície de contato (5) que garante que tudo está mantido junto e impede que a água penetre durante o seu uso. O corpo (4) do bloco conector é equipado com dispositivos que desempenham as funções características do bloco conector, especificamente o dispositivo de retardo (6), o qual é fixado ao corpo (4) do bloco conector por meio de uma nervura (7) e contém a fórmula de retardo pirotécnico (8) que fornece o intervalo necessário de retardo, e o explosivo (9) que, quando iniciado pela fórmula de retardo pirotécnico (8), detona e inicia os tubos de choque receptores (10) posicionados na ranhura (11). O dispositivo de retardo (6) deve ser fixado firmemente em seu invólucro para que o sistema funcione corretamente, sendo que o dito dispositivo de retardo (6) é feito de um material flexível tal como o alumínio, o zinco, o bronze, etc., é equipado na extremidade superior com uma parede cilíndrica fina (12) que amassa quando é submetida a uma força radial, abrindo espaço para a nervura (7), que é empurrada para dentro da superfície cilíndrica do corpo plástico (4) do bloco conector. A força para amassar essa peça é obtida por meio de uma perfuração (13), tal como uma daquelas mostradas na figura 8, as quais são utilizadas para inserir a parte retrátil em seu invólucro, e que podem ter uma extremidade operativa cônica, com um ângulo entre 80 e 130°, dependendo do material utilizado para a confecção do dispositivo de retardo.
Como uma alternativa a esta realização prática mostrada na figura 5, o dispositivo de retardo (6) pode ser equipado, durante o processo de fabricação, com duas ou mais nervuras (7'), conforme mostrado na figura 6, com um diâmetro maior do que aquele do interior do invólucro. Este dispositivo de retardo (6) pode ser formado por meio de uma máquina ou então ser moldado. As partes laterais das nervuras (71) formam um ângulo em relação ao eixo do dispositivo de retardo que mede entre 100 e 125°, o que facilita a sua inserção. É possível que as nervuras (7') sejam angulares ou arredondadas, conforme mostrado na figura 7. Em todo caso, a perfuração (13) deve ser perfeitamente cilíndrica, conforme mostrado na figura 8.
Uma vez que um dos requisitos para colocar a invenção em prática é que o tubo de choque doador (1) seja inserido firmemente no bloco conector, sem nenhuma possibilidade de ser desalojado pelas forças às quais ele tende a ser submetido durante o uso ou por ações simples ou intencionais, tal como acontece geralmente com muitos desenhos existentes, o material do dispositivo de fechamento (2) foi desenhado para ser ligeiramente mais flexível do que aquele do corpo (4) do bloco conector, ao qual é preso por meio da pressão de distorção, que permite que ele seja inserido para a sua posição final. A fim de reforçar a fixação, um adesivo apropriado para o tipo de material utilizado, solda ultra-sônica ou um outro método, pode ser utilizado.
Nesta realização, mostrada nas figuras 2 e 12, primeiramente o tubo (1) é inserido no dispositivo de fechamento (2) , o qual é equipado com um anel de pressão flexível (3), que poderia ser, por exemplo, um anel de metal. O anel é então flexionado de modo a fixar o tubo (1) à parede cilíndrica interna (14) do dispositivo de fechamento, ao qual uma camada de adesivo pode ser aplicada para reforço. A escolha do material e do tamanho do anel de pressão é muito importante para que seja obtido o efeito desejado. O tubo não deve ser desalojado quando submetido a um teste de tração com uma carga equivalente àquela utilizada para os tubos em detonadores para explosão com furos. Além disso, o diâmetro interno acima mencionado (na área à qual deve se ajustar) não deve ser menor do que aquele obtido quando do ajuste dos tubos detonadores para a explosão com furos. 0 dispositivo de fechamento (2) , o tubo (1) e o anel de pressão (3) são inseridos no invólucro do corpo (4) do bloco conector, e devem ser fixados e conectados firmemente graças à diferença dos diâmetros entre a superfície cilíndrica externa (A) do corpo do bloco conector e a superfície cilíndrica interna (B) do dispositivo de fechamento.
Esta junção pode ser feita de modo mais hermético e mais mecanicamente resistente pelo aumento da superfície de contato entre o dispositivo de fechamento (2) e o tubo (1), conforme mostrado na realização prática da figura 13, onde, além disso, o anel de pressão (3) é feito de um material flexível e fica situado entre a superfície cilíndrica externa do tubo e a superfície interna do dispositivo de fechamento, o que torna essa junção mais hermética, uma vez que as dimensões corretas fazem com que elas sejam comprimidas uma na outra.
Também há uma possibilidade, mostrada na figura 14, de que a fixação do dispositivo de fechamento (2) ao corpo (4) do bloco conector seja feita não por meio das diferenças no diâmetro das partes, tal como nos casos anteriores, mas por meio de parafusos. Para isso, o corpo (4) do bloco conector tem uma rosca macho (15) que encaixa na rosca fêmea (15') do dispositivo de fechamento (2) . Para evitar que o dispositivo de fechamento (2) seja desparafusado, várias medidas poderiam ser tomadas, tal como o uso de adesivos fortes, solda, ou quaisquer outras medidas.
Com relação ao receptáculo para o explosivo (9), este poderia ser cilíndrico, conforme mostrado na figura 3, ou prismático, com uma seção de formato isósceles/trapezôide, tal como na figura 4, e o dito explosivo (9) deve fica, em qualquer caso, em contato com a extremidade do dispositivo de retardo (6) e circundado por paredes resistentes (16), exceto na superfície (17) próxima à ranhura (11) para a inserção dos tubos receptores (10) , onde a dita parede é muito fina, conforme ilustrado nas figuras 3 e 4 acima mencionadas. A carga linear de explosivos compreende entre 30 e 150 a 300 mg/cm e é possível utilizar tipos diferentes, tais como misturas e combinações de explosivos, tais como nitreto de chumbo, trinitroresorcinato de chumbo, diazodinitrofenol, pentrito, exogênio, octogênio, etc.
No exemplo de uma realização prática da figura 2, o eixo geométrico do receptáculo cilíndrico para a carga explosiva (9) e aquele do dispositivo de retardo (5) em que a fórmula de retardo pirotécnico é alojada (8) ficam na mesma direção, e os eixos geométricos poderiam estar separados, tal como na figura 2, ou poderíam coincidir (figura 15) . Para ser carregado, primeiramente o explosivo é encaixado e então o dispositivo de retardo é inserido, o qual também funciona como um fecho para o explosivo.
Neste desenho, o invólucro para a carga pode ser composto de uma seção transversal cilíndrica, conforme mostrado na figura 3, com uma espessura de parede entre a face externa plana e a face interna cilíndrica de preferência de menos de 1,5 mm, ou de uma seção transversal trapezóide, conforme mostrado na figura 4, com uma espessura similar da parede entre as faces interna e externa. Geralmente, estes valores também podem ser utilizados com outros desenhos. A Figura 9 mostra uma variação da realização na qual os eixos geométricos dos cilindros que alojam a carga explosiva (9) e o dispositivo de retardo (8), respectivamente, formam um ângulo obtuso um em relação ao outro a fim de facilitar a inserção dos tubos receptores (10) na ranhura (11) . Neste caso, o procedimento de carregamento é diferente do anterior, uma vez que o dispositivo de retardo é inserido primeiramente e depois o explosivo é encaixado no orifício (18), o qual ê então fechado com uma tampa (19) . A Figura 10 mostra uma outra variação da realização, na qual ambos os cilindros formam um ângulo reto. O procedimento de carregamento é similar àquele explicado para a realização da figura 9. A Figura 11 mostra uma outra variação da realização, a qual caracteriza a inclusão de duas cargas explosivas paralelas (9-9') que correspondem a duas ranhuras (11-11') para a inserção dos tubos receptores (10). Este desenho também permite uma realização com uma única carga explosiva que possui um diâmetro maior.
Por último, as figuras 15 e 16 mostram uma outra variação da realização, na qual o bloco conector inclui duas ranhuras de inserção (11-11') e uma única carga explosiva (9), e o eixo geométrico do receptáculo cilíndrico da carga explosiva acima mencionada (9) e aquele do dispositivo de retardo (6) em que a fórmula de retardo pirotécnico é alojada (8) coincidem.
Estas mesmas figuras mostram uma variação da realização do mecanismo de fechamento do corpo (4) do bloco conector, o qual compreende o dispositivo de fechamento (2'), o qual é predominantemente cônico e é totalmente inserido na entrada (4') do corpo (4) do conector, que tem um formato que permite receber o dispositivo de fechamento mencionado acima (2'). O dispositivo de fechamento inteiro (2'} é acoplado na entrada (4') do bloco conector, sem se projetar para fora do mesmo, tal como no exemplo das outras realizações.
Do mesmo modo, o dispositivo de fechamento (2') tem um orifício central com um diâmetro que é o mesmo que o diâmetro externo da junta que é previamente fixada ao tubo doador (1) para fazer com que tudo se encaixe de modo mais hermético. Esta junta (21) , que pode ser feita de borracha, é mais larga no fundo a fim de, por um lado, se ajustar à parede inferior menor (4'1) dentro da entrada (41), e, por outro lado, garantir que o fechamento seja efetuado corretamente (2') . A fim de garantir que os tubos receptores sejam iniciados corretamente, a braçadeira (20) que os retém contra a parede em cujo lado oposto fica a carga explosiva (9) deve ser suficientemente rígida e resistente para manter os mesmos presos com firmeza a ela, pelo menos na área central, onde a carga explosiva (9) fica situada. Para isso, é preferível desenhar uma braçadeira que seja reforçada na seção onde ela se une ao corpo (4) do bloco conector, conforme mostrado na figura 10, e que pode ser utilizada em todos os desenhos, dependendo do comprimento da ranhura (11) . A seção da ranhura (11) e o perfil da braçadeira (20) foram desenhados de maneira tal que, a fim de inserir os tubos receptores (10), será necessário exercer uma quantidade razoável de força, de modo que eles sejam impedidos de se mover pela pressão da braçadeira (20). A braçadeira (20) exerce uma pressão em cada tubo receptor (10) que ê a mais próxima possível da carga explosiva (9) e que diminui progressivamente em ambas as direções para fora dessa área.
REIVINDICAÇÕES

Claims (18)

1. BLOCO CONECTOR PARA TUBOS DE CHOQUE, para a finalidade de transmitir a onda de choque que se desloca de um tubo de choque (doador) para um ou vários tubos idênticos ou similares (receptores), sendo que o dito bloco conector compreende em seu corpo (4), além do tubo doador (1) e dos tubos receptores (10), um dispositivo de retardo (6) , com a sua correspondente fórmula pirotécnica (8) , e a carga explosiva (9), sendo que a dita carga explosiva é imobilizada pelo corpo do próprio bloco conector, sem a necessidade de uma caixa ou de qualquer peça de metal, e com a característica particular de que todos os tubos receptores (10) ficam situados de modo coplanar em ângulos retos e são adjacentes à carga explosiva (9) ao longo de seu comprimento, caracterizado pelo fato de que o dispositivo de retardo (6) é fixado dentro do corpo (4) do bloco conector por meio de pelo menos uma braçadeira de tamanho ampliado (7), a qual encaixa na parede interna do dito corpo (4).
2. BLOCO CONECTOR PARA TUBOS DE CHOQUE, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que os tubos receptores (10) ficam situados em dois planos paralelos de cada lado da carga explosiva (9), em cujo caso o bloco conector pode incluir uma única carga explosiva (9) ou duas cargas explosivas (9-9'), as quais também são paralelas.
3. BLOCO CONECTOR PARA TUBOS DE CHOQUE, de acordo com as reivindicações anteriores, caracterizado pelo fato de que o corpo (4) do bloco conector compreende uma ou duas ranhuras retas (11-11'), onde um ou dois conjuntos de tubos receptores (10) são presos.
4. BLOCO CONECTOR PARA TUBOS DE CHOQUE, de acordo com as reivindicações anteriores, caracterizado pelo fato de que o dispositivo de retardo (6) e a correspondente fórmula de retardo pirotécnico (8) ficam situados coaxialmente em relação à carga explosiva (9).
5. BLOCO CONECTOR PARA TUBOS DE CHOQUE, de acordo com as reivindicações 1, 2 e 3, caracterizado pelo fato de que o dispositivo de retardo (6) e a correspondente fórmula de retardo pirotécnico (8) são paralelos à carga explosiva (9).
6. BLOCO CONECTOR PARA TUBOS DE CHOQUE, de acordo com as reivindicações 1, 2 e 3, caracterizado pelo fato de que o dispositivo de retardo (6) e a correspondente fórmula de retardo pirotécnico (8) estão em um ângulo obtuso em relação à carga explosiva (9).
7. BLOCO CONECTOR PARA TUBOS DE CHOQUE, de acordo com as reivindicações 1, 2 e 3, caracterizado pelo fato de que o dispositivo de retardo (6) e a correspondente fórmula de retardo pirotécnico {8) estão em ângulos retos em relação â carga explosiva (9).
8. BLOCO CONECTOR PARA TUBOS DE CHOQUE, de acordo com as reivindicações anteriores, caracterizado pelo fato de que a braçadeira acima mencionada (7) é obtida pela distorção da entrada para o setor tubular e para a parede menor (12) do dispositivo de retardo (6), dentro do corpo (4) do conector, por meio de uma perfuração (13).
9. BLOCO CONECTOR PARA TUBOS DE CHOQUE, de acordo com as reivindicações anteriores, caracterizado pelo fato de que o dispositivo de retardo (6) inclui duas ou mais braçadeiras pré-formadas em tomo de seu perímetro (7-7'), de um diâmetro maior do que o corpo (4) do conector, as quais são encaixadas na parede do corpo durante o procedimento no qual o dito dispositivo de retardo (6) é encaixado no corpo (4) , com o auxílio de uma perfuração (13).
10. BLOCO CONECTOR PARA TUBOS DE CHOQUE, de acordo com as reivindicações anteriores, caracterizado pelo fato de que o corpo (4) tem um dispositivo de fechamento (2) através do qual o tubo doador (1) passa e o qual age como uma vedação entre o tubo doador (1) e o corpo (4) do bloco conector, impedindo que os eixos geométricos dessas peças se movam.
11. BLOCO CONECTOR PARA TUBOS DE CHOQUE, de acordo com a reivindicação 10, caracterizado pelo fato de que entre a parte interna do dispositivo de fechamento (2) e o corpo (4) do conector há um anel da pressão (3) que distorce a seção interna acima mencionada (14) do dispositivo de fechamento de modo que seja ele pressionado contra o tubo doador (1).
12. BLOCO CONECTOR PARA TUBOS DE CHOQUE, de acordo com as reivindicações 10 e 11, caracterizado pelo fato de que o dispositivo de fechamento (2) é preso ao corpo (4) do recipiente por meio de uma junta de lingüeta e entalhe com superfícies em camadas complementares (5) , e esta fixação pode ser complementada com um adesivo ou quaisquer outros meios similares.
13. BLOCO CONECTOR PARA TUBOS DE CHOQUE, de acordo com as reivindicações 10 e 11, caracterizado pelo fato de que o dispositivo de fechamento (2) é fixado ao corpo (4) do recipiente por meio de parafusos complementares (15-15'), e esta fixação pode ser reforçada por um adesivo ou quaisquer outros meios similares apropriados.
14. BLOCO CONECTOR PARA TUBOS DE CHOQUE, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que a carga explosiva (9) é alojada em um receptáculo cilíndrico ou prismático e é do grupo dos explosivos denominados iniciadores, tais como o nitreto de chumbo, trinitroresorcinato de chumbo, diazodinitrofenol, ou similar, embora explosivos poderosos tais como o pentrito, exogênio, octogênio ou similares também possam ser utilizados.
15. BLOCO CONECTOR PARA TUBOS DE CHOQUE, de acordo com a reivindicação 10, caracterizado pelo fato de que o fecho do corpo (4) do conector é um dispositivo de fechamento (2') que é inserido na entrada (4') do corpo (4) do conector; este dispositivo de fechamento (2*) tem um orifício interno em seu centro através do qual uma junta (21) passa previamente fixada ao tubo doador (l), e o dispositivo de fechamento (2') fica totalmente alojado dentro da dita entrada (4') sem se projetar para fora.
16. BLOCO CONECTOR PARA TUBOS DE CHOQUE, de acordo com a reivindicação 15, caracterizado pelo fato de que o dispositivo de fechamento (2') tem uma forma cônica e a entrada (41) do bloco conector é adaptada para receber o dito dispositivo de fechamento (2').
17. BLOCO CONECTOR PARA TUBOS DE CHOQUE, de acordo com a reivindicação 15, caracterizado pelo fato de que a junta (21) é mais larga no fundo a fim de encaixar na parede inferior (4'·) da parte interna da entrada (4'), e para receber o dispositivo de fechamento (2').
18. BLOCO CONECTOR PARA TUBOS DE CHOQUE, de acordo com as reivindicações 15 e 17, caracterizado pelo fato de que a junta (21) é feita de borracha.
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