REFERÊNCIA A PEDIDOS RELACIONADOS
O presente pedido é uma continuação-parcial do Pedido de Patente dos US de Série 10/843.113, depositado em 11 de maio de 2004, cujo inteiro conteúdo é expressamente incorporado aqui por referência.
CAMPO DA INVENÇÃO
A presente invenção refere-se genericamente a dispositivos para fixação de fratura óssea e, mais especificamente, a placas para osso e sistemas para estabilização e/ou compressão de fraturas ósseas.
FUNDAMENTOS DA INVENÇÃO
O uso de sistemas de placa para osso e de parafuso para tratamento de fraturas ósseas é muito difundido. Os sistemas placa para osso e parafuso convencionais promovem a cura de uma fratura comprimindo as extremidades da fratura entre si e puxando os fragmentos de osso em estreita justaposição entre si. Se a placa não for provida com os apropriados tipos de furo, adaptados para receber os adequados tipos de parafuso, então as relações angulares entre a placa e os parafusos podem mudar pós-operatoriamente. Isto pode resultar em malignidade e fracos resultados clínicos.
Entre os vários diferentes tipos de furos de placa para osso que são conhecidos na arte estão os dois diferentes tipos de furos descritos abaixo, cada furo principalmente destinado para uso com um diferente tipo de " parafuso de osso.
O primeiro tipo de furo é um furo não-rosqueado, relativamente liso, através do qual um parafuso com uma cabeça lisa (não- rosqueada) é inserido. Estes parafusos não travam com a placa para osso e são, assim, referidos como parafusos de “não-travamento”. Em razão de os parafusos de não-travamento não travarem com o furo de placa, os parafusos de não-travamento não são limitados a um ângulo fixo com respeito à placa, mas preferivelmente podem ser inseridos em numerosos ângulos. Inserir os parafusos de não-travamento através dos furos de placa não-rosqueados e atarraxá-los dentro do osso efetivamente fornece a desejada compressão das extremidades das fraturas.
O segundo tipo de furo é um furo intemamente rosqueado, que é adaptado para unir-se com um parafuso tendo uma cabeça extemamente rosqueada. O parafuso de cabeça rosqueada ou de “travamento” é inserido em uma relação angular predeterminada fixa (determinada pelo eixo geométrico central do furo rosqueado) com respeito à placa para osso. Os parafusos de travamento, quando unidos com os furos de placa para osso rosqueados, possuem alta resistência a forças de cisalhamento e torsionais. Os parafusos de travamento, portanto, resistem a afrouxamento e, desse modo, asseguram estabilidade entre o parafuso e a placa para osso. Placas de osso, tendo ambos os tipos de furos acima mencionados, são, portanto, desejáveis e são bem conhecidas. Os cirurgiões são limitados, entretanto, pela colocação pelos fabricantes de furos variáveis em uma dada placa para osso. Um cirurgião pode obter ótima compressão quando utilizando um parafuso (p. ex., um parafuso não-travador) sem travá- lo na placa. Um cirurgião pode conseguir a estabilidade desejada entre o parafuso, placa e osso, quando utilizando um parafuso de travamento com um furo intemamente rosqueado.
Seria assim vantajoso que um furo de uma placa para osso fosse adaptado para receber, na eleição do cirurgião, parafusos não- travadores, para obter compressão ótima, ou parafusos travadores, para obter estabilidade ótima, enquanto minimizando qualquer comprometimento da resistência da placa para osso.
SUMÁRIO DA INVENÇÃO
A placa para osso da presente invenção é uma placa para osso usada para fixação de fratura óssea. São descritas várias formas de realização de uma placa para osso, tendo furos de combinação coaxial.
Entre os vários diferentes tipos de furos de placa para osso que são conhecidos na arte estão furos rosqueados e furos não-rosqueados. Os parafusos “de travamento” (parafusos com cabeças rosqueadas) são tipicamente usados com furos rosqueados. Os parafusos de travamento, quando unidos com os furos rosqueados, possuem alta resistência a forças de cisalhamento e torsionais e, portanto, asseguram estabilidade entre o parafuso e a placa para osso. Os parafusos de “não-travamento” são tipicamente usados com furos não-rosqueados e, diferente dos parafusos de travamento, que se unem com os furos rosqueados, podem ser inseridos em qualquer um de numerosos ângulos. Os parafusos de não-travamento fornecem compressão ótima das extremidades fraturadas.
Um furo de combinação coaxial é, imediatamente, adaptado para receber (e utilizar os benefícios de) um parafuso de travamento ou parafuso de não-travamento. Um furo de combinação coaxial é um furo que é rosqueado somente parcialmente através de seu comprimento. Em uma forma de realização preferida, o furo tem uma seção transversal genericamente circular, com variável diâmetro de furo. Em uma forma de realização preferida, o furo tem três regiões: uma região superior, uma região média e uma região inferior. A região superior pode ser não-rosqueada e pode ter, em uma direção a partir da superfície superior da placa até sua superfície inferior, um afilamento para dentro curvo. A região média pode ser rosqueada e pode ter, em uma direção da superfície superior da placa para sua superfície inferior, um afilamento para dentro cônico. A região inferior pode ser não- rosqueada e pode ter, em uma direção da superfície superior da placa para sua superfície inferior, um afilamento para fora.
Observamos que um ou outro tipo de parafusos supracitados pode ser usado (e produzir seus resultados pretendidos) com um furo de combinação coaxial. Altemativamente, um parafuso com uma cabeça não- rosqueada (ou mesmo um parafuso com uma cabeça rosqueada) pode ser inserido através de um furo de combinação coaxial, sem qualquer união de quaisquer roscas, em qualquer um de numerosos ângulos. O atilamento para fora da região inferior do foro de combinação coaxial fornece espaço para a haste do parafuso ser inserida em ângulo (com respeito ao centro do furo). 5 Igualmente, o afilamento para dentro curvo da região superior do furo fornece 4< um local para a cabeça do parafuso repousar, mesmo quando o parafuso é *" inserido em um ângulo. Observamos então que, em qualquer dado parafuso de combinação coaxial, um cirurgião pode eleger utilizar um parafuso para estabilidade de parafuso-placa ou um parafuso para compressão de 10 extremidades de fratura.
Os furos de combinação coaxial podem ser colocados em qualquer tipo de placa para osso. Os furos de combinação coaxial fornecem múltiplas opções para o cirurgião. E em razão de os furos não requererem uma cavidade maior da placa para osso do que seria de outro modo necessária 15 para um furo comum, a resistência, tamanho e integridade da placa para osso não comprometidos. Os furos de combinação coaxial são, portanto, particularmente úteis emplacas de osso relativamente pequenas (p. ex-, placas de sínfise púbicas).
Um furo de combinação coaxial tem um eixo geométrico 20 central e um eixo geométrico vertical. O eixo geométrico vertical do furo é perpendicular ao plano formado pela superfície superior da placa (se a placa tiver uma superfície superior reta) ou ao plano que é tangencial ao pináculo da superfície superior da placa (se a placa for convexa). Um furo pode ter um eixo geométrico central, que é paralelo a seu eixo geométrico vertical ou que 25 não é paralelo a seu eixo geométrico vertical (desse modo propendendo a haste do parafuso em uma direção ou outra). Uma placa pode ter furos com qualquer combinação de orientações de furos precedentes.
Em formas de realização preferidas, as placas de osso têm entre 4 e 8 furos. Em algumas formas de realização, todos os furos de placa são furos de combinação coaxial. Em outras formas de realização, as placas de osso podem ter alguns furos de combinação coaxial e pelo menos um de outros de numerosos tipos de furos. Um exemplo de outro tipo de furo é um furo de compressão dinâmica (“DC”). Um furo de compressão dinâmica pode ser um furo alongado, tendo uma parte ou rampa oblíqua, tendo uma inclinação de modo que, quando a rampa é encaixada pelo lado inferior da cabeça de um parafuso, a placa para osso é deslocada em uma direção para mover a rampa para longe do parafuso de não-travamento, fazendo com que a placa aplique uma pressão para reter as extremidades das fraturas em contato ou em estreito encaixe. Outro exemplo de outro tipo de furo é um furo de combinação não-coaxial. Um furo de combinação não-coaxial pode ser um furo alongado, tendo uma parte de seu perímetro rosqueada e outra parte de seu perímetro não-rosqueada. Além ou em lugar dos dois exemplos precedentes, outros tipos de furos podem ser formados em uma placa para osso tendo furos de combinação coaxial.
Em uma forma de realização da placa para osso, a placa tem um eixo geométrico longitudinal e tem uma parte central reta e extremidades curvas. Em uma forma de realização, a placa tem dois furos na parte reta e dois furos em cada uma das partes extremas curvas. Em uma forma de realização desta placa, todos os seis furos podem ser furos de combinação coaxial. Em outra forma de realização desta placa, os dois furos da parte reta podem ser furos DC ou furos de combinação não-coaxial e os quatro furos das partes extremas curvas podem ser furos de combinação coaxial. Em uma forma de realização desta placa, a largura da placa para osso é mais estreita onde não há furos do que onde há furos.
Em outra forma de realização da placa para osso, a placa tem um eixo geométrico longitudinal e é reta. Em uma forma de realização, a placa pode ter somente furos de combinação coaxial, todos podendo situarem- se ao longo do eixo geométrico longitudinal da placa.
Em outra forma de realização da placa para osso, a inteira placa pode ser curva. Em uma forma de realização, a placa pode ter somente furos de combinação coaxial, todos podendo situar-se ao longo do eixo geométrico longitudinal da placa (que corre ao longo do centro da largura de placa).
Nas várias formas de realização, as superfícies superior e inferior da placa podem ser retas ou curvas. Em uma forma de realização preferida, a superfície superior da placa pode ser convexa, enquanto a superfície inferior da placa pode ser côncava.
BREVE DESCRIÇÃO DOS DESENHOS
Estas figuras representam formas de realização preferidas da presente invenção. Aqueles hábeis na arte reconhecerão que numerosas variações e modificações podem ser feitas, sem desvio do escopo da presente invenção. Portanto, deve ser entendido que estas figuras não são pretendidas como limitações do escopo da invenção, que é definido somente pelas reivindicações.
A FIG. IA é uma vista em seção transversal lateral de uma primeira forma de realização de uma placa para osso tendo furos de combinação coaxiais.
A FIG. 1B é uma vista em planta da placa para osso da Fig. IA.
A FIG. 1C é uma vista em seção transversal da placa para osso da FIG. IA, tomada ao longo da seção transversal B-B.
A FIG. 2A é uma vista em seção transversal de uma segunda forma de realização de uma placa para osso tendo furos de combinação coaxial e tendo furos de compressão dinâmica.
A FIG. 2B é uma vista em planta da placa para osso da FIG. 2A.
A FIG. 2C é uma vista em seção transversal da placa para osso da FIG. 2A, tomada ao longo da seção transversal B-B.
A FIG. 3A é uma terceira forma de realização de uma placa para osso tendo furos de combinação coaxial.
A FIG. 3B é uma vista em planta da placa para osso da FIG. 3A.
A FIG. 4A é uma vista em seção transversal de uma forma de realização de um furo de combinação coaxial.
A FIG. 4B é uma vista ampliada de uma parte da rosca do furo de combinação coaxial da FIG. 4A.
A FIG. 5 é uma vista em seção transversal de um parafuso, tendo uma cabeça rosqueada, inserido através de um furo de combinação coaxial.
A FIG. 6A é uma vista em seção transversal de um parafuso, tendo uma cabeça não-rosqueada, inserido através de um fiiro de combinação coaxial em um ângulo.
A FIG. 6A é uma vista em seção transversal de um parafuso de cabeça não-rosqueada, inserido através de um furo de combinação coaxial em um ângulo diferente daquele do parafuso da FIG. 6A.
A FIG. 7 é uma vista em planta de um segmento de uma placa para osso tendo furos de combinação não-coaxial.
A FIG. 8 é uma vista em planta da placa para osso das FIGS. 3A e 3B, em uma condição curvada.
A FIG. 9 é uma vista lateral de uma forma de realização de um parafuso que tem uma cabeça rosqueada conicamente afilada.
A FIG. 10 é uma vista lateral de uma forma de realização de um parafuso tendo uma cabeça não-rosqueada.
DESCRIÇÃO DAS FORMAS DE REALIZAÇÃO PREFERIDAS
A presente invenção é descrita abaixo com referência às formas de realização preferidas. Aqueles hábeis na arte reconhecerão que IS numerosas variações e modificações podem ser feitas sem desvio do escopo da presente invenção. Portanto, deve ser entendido que as formas de realização da invenção descrita abaixo não são pretendidas como limitações do escopo da invenção, que é definido somente pelas reivindicações.
Referência é agora feita às FIGS. IA, 2A e 3A, que ilustram vistas em seção transversal, lateral, de várias formas de realização de uma placa para osso. As placas para osso podem ter pelo menos um furo de combinação coaxial 90, que tem um comprimento L que se estende da superfície superior da placa para osso até a superfície inferior da placa para osso. O furo de combinação coaxial 90 é rosqueado somente parcialmente através do comprimento L do furo. Como tal, com um dado furo de combinação coaxial, um cirurgião pode eleger: (1) atarraxar um parafuso tendo uma rosca em pelo menos uma parte de sua cabeça dentro e através do furo; ou (2) inserir um parafuso tendo uma cabeça não-rosqueada através do furo e para dentro do osso. Em uma forma de realização preferida, o furo 90 tem o comprimento L de aproximadamente 3,4 mm a 4,0 mm, que preferivelmente corresponde à espessura T da placa para osso.
É feita referência agora às Figs. IB, 2B e 3B, que ilustram vistas em planta de várias formas de realização da placa para osso tendo pelo menos um furo de combinação coaxial 90. Cada placa para osso pode ter pelo menos uma região central com um eixo geométrico longitudinal L-L. Cada furo de placa para osso 90 pode ter um eixo geométrico vertical V-V, que é perpendicular ao plano sobre o qual a superfície superior da placa situa-se (se a placa tiver uma superfície superior reta) ou ao plano que é tangencial ao pináculo da superfície superior da placa (se a placa for convexa) (vide Figs. IA, 2Ae3A).
É feita referência agora às FIGS. 1C e 2C, que ilustram vistas em seção transversal das placas para osso ao longo das respectivas seções transversais B-B. Em uma forma de realização preferida, a superfície superior da placa pode ser convexa e a superfície inferior da placa pode ser côncava, como mostrado nas Figs. 1C e 2C. Em uma forma de realização preferida, o I raio de curvatura para ambas as superfícies pode ser de cerca de 15 mm a cerca de 35 mm. e, preferivelmente, cerca de 25 mm. Em outra forma de 5 realização, uma ou ambas as superfícies de placa podem ser planas.
Como mostrado na Fig. IA, o furo 90 pode estender-se da superfície superior 20 à superfície inferior 22 da placa para osso 10. Em uma forma de realização, os diâmetros do furo 90 em sua superfície mais superior e em sua superfície mais inferior podem ser iguais ou próximos a iguais. O 10 furo 90 pode ser mais largo na superfície mais superior 20 e superfície mais inferior 22 da placa 10. Cada furo 90 pode ter um eixo geométrico central C- C (Vide Figs. 1A e 2A). Em algumas formas de realização do furo 90, o eixo geométrico central C-C do furo 90 pode ser paralelo ao eixo geométrico vertical V-V, como mostrado na Fig. 3A (eixo geométrico central C-C não 15 mostrado). Em outras formas de realização, o eixo geométrico central C-C do furo 90 intersectar-se-á com o eixo geométrico vertical V-V em um ângulo 0, como mostrado nas FIGS. IA e 2A. Nas formas de realização preferidas, o ângulo 0 pode variar de cerca de 3o a cerca de 17°, embora outros ângulos sejam contemplados. 26 Como^mostrado na FIG, 4A, o furo 90 pode ter três regiões: uma região superior 92, uma região média 94 e uma região inferior 96. A região superior 92 do furo 90 pode ter uma superfície interna não-rosqueada 93, que é preferivelmente lisa, embora texturizada, que pode ser provida. Em uma forma de realização preferida, a região superior 92 pode ter um 25 afilamento para dentro curvado, preferivelmente côncavo, mais preferivelmente esférico, da superfície do topo da placa para onde a região superior 92 do furo 90 encontra-se com a região intermediária 94. A região superior 92 do furo 90 é preferivelmente mais estreita onde ela se encontra com a região intermediária 94. Preferivelmente, a região superior é de aproximadamente 1,0 mm a aproximadamente 1,2 mm de comprimento (ao longo do eixo geométrico C-C). Em uma forma de realização preferida, a região superior pode compreender cerca de 25% a cerca de 35% da espessura T da placa. Em uma forma de realização, o diâmetro da região superior 92, no 5 ponto mais largo da região, pode ser de cerca de 6 mm e, no ponto mais estreito da região, pode ser de cerca de 4 mm. Em outra forma de realização, o diâmetro da região superior 92, no ponto mais largo da região, pode ser de cerca de 8 mm e, no ponto mais estreito da região, pode ser de cerca de 6 mm.
A região intermediária 94 do furo 90 pode ter uma superfície 10 interna rosqueada 95. Em uma forma de realização, as roscas têm um passo P (como mostrado na Fig. 4B, que é uma vista parcial ampliada da superfície rosqueada 95) de aproximadamente 0,3mm a 0,5 mm. Em uma forma de realização preferida, o ângulo de rosca y pode ser de aproximadamente 50° a 70° e, preferivelmente, de cerca de 60°. Em uma forma de realização 15 preferida, a região rosqueada tem pelo menos uma revolução de rosca e, preferivelmente, cerca de três revoluções de rosca. Com referência novamente à Fig. 4A, a superfície interna rosqueada 95 pode, em uma direção da superfície superior para a superfície inferior, ter um afílamento para dentro cônico. Em uma forma de realização preferida, a superfície interna rosqueada 20 95 pode afilar em um ângulo cc de aproximadamente 5 a 15° e; preferivelmente, aproximadamente 10°. A região intermediária 94 pode ser a região mais estreita (isto é, região de menor diâmetro) do furo 90. Em uma forma de realização preferida, a região intermediária 94 pode ser de aproximadamente 1,5 mm a aproximadamente 1,9 mm de comprimento (ao 25 longo do eixo geométrico C-C). Em uma forma de realização preferida, a região intermediária 94 pode compreender cerca de 40% a 50% da espessura T da placa. Em uma forma de realização, o diâmetro da região intermediária 94 pode variar somente ligeiramente (devido ao afílamento cônico relativamente raso) e pode ser de cerca de 4 mm ou, em outra forma de 1-Y realização, cerca de 6 mm. O diâmetro do afilamento da região intermediária 94 pode, naturalmente, variar, dependendo do tamanho e/ou afilamento do parafuso.
A região mais inferior 96 do furo 90 pode ter uma superfície interna não-rosqueada 97, que é preferivelmente lisa, embora texturização possa ser provida. Em uma forma de realização preferida, a região mais baixa 96 pode, de onde ela encontra a região intermediária 94 até a superfície inferior da placa, ter uma afilamento para fora cônico. Em uma forma de realização preferida, a região inferior 96 pode afilar extemamente em um 10 ângulo β de aproximadamente 35° a 55° e, preferivelmente, aproximadamente 45°. Em uma forma de realização preferida, a região mais baixa 96 pode ser de aproximadamente 0,8 mm a aproximadamente 1,2 mm de comprimento (ao longo do eixo geométrico C-C). Em uma forma de realização preferida, a região inferior 96 pode compreender cerca de 20% a 35% da espessura T da 15 placa. Em uma forma de realização, o diâmetro da região mais baixa 96, no ponto mais estreito da região, pode ser de cerca de 4 mm e, no ponto mais largo da região, pode ser de cerca de 6 mm. Em outra forma de realização, o diâmetro da região inferior 96, no ponto mais estreito da região, pode ser de cerca de 6 mm e, no ponto mais largo da região, pode ser de cerca de 8 mm.
Diferentes tipos de parafusos podem ser usados com o furo 90.
Um tipo de parafuso é um parafuso que tem uma cabeça rosqueada conicamente afilada (mostrada na Fig. 9). Como mostrado na Fig. 5, as roscas externas da cabeça do parafuso podem unir-se com as roscas internas 95 da região intermediária 94 do furo 90. Este parafuso de cabeça rosqueada 15 pode ser inserido em somente um ângulo (com respeito à placa), que pode ser fixado pelas roscas 95 da placa 10.
Um segundo tipo de rosca que pode ser usada com o furo 90 é um parafuso com uma haste rosqueada, porém com uma cabeça não- rosqueada (mostrado na Fig. 10). Um parafuso de cabeça não-rosqueada pode ser inserido dentro do furo 90 em qualquer um de numerosos ângulos. A Fig. 6A ilustra um parafuso de cabeça não-rosqueada 17, inserido em um ângulo * substancialmente perpendicular ao eixo geométrico longitudinal da placa 10.
A Fig. 6B ilustra um parafuso de cabeça não-rosqueada 17, inserido em um ângulo não-perpendicular com respeito à placa 10. O afilamento para fora cônico (mostrado na superfície 97) da região inferior 96 do furo 90, fornece espaço para a haste de parafuso 18 ser inserida em um ângulo com respeito ao centro do furo 90. Igualmente, o afilamento para dentro curvado da região superior 92 do furo 90 fornece um local (na superfície 93) para a cabeça do parafuso repousar, quando um parafuso de cabeça não-rosqueada 17 for inserido em um ângulo. Um parafuso de cabeça rosqueada pode ser usado com um furo de combinação coaxial 90 da mesma maneira que o parafuso de cabeça não rosqueada 17 supracitado.
Embora virtualmente qualquer tipo de placa para osso possa beneficiar-se dos furos de combinação coaxial 90, os furos de combinação coaxial são particularmente úteis para placas de sínfise púbica e outras placas para osso relativamente pequenas (a sínfise pública é a conexão entre as duas metades do púbis e pode ser danificada como resultado de uma acidente). Em razão de um cirurgião poder eleger utilizar um parafuso de travamento ou um parafuso de compressão de não-travamento com um furo de combinação coaxial, uma placa para osso, tendo um furo de combinação coaxial, pode ser mais versátil do que placas tendo outros tipos de furos. Os benefícios podem incluir: (1) uma necessidade reduzida de manufaturar placas muito diferentes, tendo padrões de arranjo de furos variáveis; e (2) aumento de resultados clínicos. Em razão de um furo de combinação coaxial não requerer uma cavidade substancialmente maior na placa para osso do que seria de outro modo necessária para um furo simples, um furo de combinação coaxial fornece desejada flexibilidade para o cirurgião, sem indevidamente comprometer a resistência, tamanho ou integridade da placa para osso. Placas le> tendo furos de combinação coaxial podem, assim, encontrar utilização particular em placas de sínfise púbica e outras placas para osso relativamente 4 pequenas.
Em uma forma de realização, a placa para osso da presente invenção pode ser uma placa de sínfise púbica, como mostrado na Fig. 1B e pode ter uma pluralidade de furos, todos podendo ser furos de combinação coaxial 90. Em uma forma de realização, a placa pode ter um comprimento PL de aproximadamente 70 mm a 90 mm. Em uma forma de realização, a placa pode ter extremidades curvadas, como mostrado na Fig. IB, com um raio de curvatura R. Em uma forma de realização preferida, dois furos de combinação coaxial 90 são localizados na parte central reta da placa. Em uma forma de realização preferida, as extremidades da placa podem curvar-se aproximadamente em um raio R de 45 mm - 55 mm, abarcando um ângulo δ de 25°-35°. Preferivelmente, dois furos de combinação coaxial 90 são colocados ao longo de um arco (em ambos os lados da parte central reta da placa) tendo um raio de curvatura de cerca de 50 mm. Em uma forma de realização preferida, o furo 90 da parte curva adjacente ao furo 90 da parte reta é localizado aproximadamente a 12-18° no arco afastado do furo 90 da parte reta. Igualmente, os dois furos 90 da parte curva podem ser colocados ao longo de um arco de aproximadamente 12-18° afastados entre si. Em uma forma de realização preferida, a placa pode ser simétrica de um lado ao outro (isto é, um arranjo de furos espelho no outro lado da placa é contemplado). Em uma forma de realização, os dois furos próximo do centro da placa podem situar-se ao longo do eixo geométrico longitudinal L-L da região central da placa 10. Os furos restantes podem ser deslocados do eixo geométrico longitudinal L-L, como mostrado na Fig. 1B.
Em uma forma de realização preferida, os eixos geométricos centrais C-C dos furos 90 não são paralelos aos eixos geométricos verticais respectivos V-V dos furos 90. Em uma forma de realização preferida, como mostrado na Fig. IA, os dois furos próximo do centro da placa têm eixos geométricos centrais C-C orientados para tender as pontas dos parafusos em uma direção afastando-se do centro da placa. Em uma forma de realização preferida, o ângulo θ entre cada um destes dois eixos geométricos centrais C- 5 C e os eixos geométricos verticais V-V é de aproximadamente 8o a 15°. Em uma forma de realização preferida, como mostrado na Fig. IA, cada um dos furos 90, que são localizados próximo das extremidades da placa, tem um eixo geométrico central C-C orientado para propender as pontas dos parafusos em uma direção para o centro da placa. Em uma forma de realização 10 preferida, o ângulo 0, entre cada um destes eixos geométricos centrais C-C e os eixos geométricos verticais V-V, é de aproximadamente 4o a 10°.
Em uma forma de realização preferida, a distância da superfície da placa linear dl, entre as bordas de furo 90, pode variar de furo para furo e pode ser de aproximadamente 10 mm a 12 mm. Em uma forma 15 preferida, como mostrado na Fig. 1B, pode haver estreitamento da superfície da placa no meio dos locais de furos (isto é, as almas entre os furos pode ser estreitada). O estreitamento serve para se conseguir um desejado equilíbrio entre a resistência da placa e o tamanho da placa; a resistência da placa é maximizada, enquanto o tamanho da placa é minimizado. Em outra forma de 20 realização, a largura da placa entre os furos pode ser a mesma que a da largura da placa onde os furos são localizados..
Em uma forma de realização preferida, a placa pode ter pelo menos um furo 99, preferivelmente próximo do centro da placa. Os furos 99 podem auxiliar na colocação da placa sobre o osso (p- ex-> Para uso com um 25 arame guia) ou podem ser providos como furos de sutura.
Geralmente, para todas as formas de realização, uma placa para osso mais curta, tendo somente alguns (p- ex-> 4) furos, pode ser usada quando a fratura é relativamente pequena ou quando o osso ou junta do paciente (p. ex., sínfise pública) sendo operado é relativamente pequeno.
Uma vista em planta de uma segunda forma de realização de uma placa de sínfise púbica é mostrada na Fig. 2B. A diferença principal entre esta forma de realização e a forma de realização precedente (que é ilustrada nas Figs. IA e 1B) é que os dois furos próximos do centro da placa 30 desta forma de realização são furos de compressão dinâmica (“DC”) 70, em vez de furos de combinação coaxial 90. Esta forma de realização de uma placa para osso é particularmente útil quando, para trazer as partes mais próximas entre si, compressão “extra” é desejada. Os furos DC são substancialmente similares àqueles descritos nas especificações da publicação dos Estados Unidos No. 2002/0045901, da patente U.S. No. 6.669.701 e da Patente US No. RE 31.628 reeditada, cujo conteúdo é incorporado aqui por referência. Como mostrado na Fig. 2B, o furo DC 70 é alongado em uma direção substancialmente alinhada com o eixo geométrico longitudinal L-L da placa Como mostrado na Fig. 2B, o furo DC 70 tem uma parte ou rampa oblíqua 35, tendo uma inclinação de modo que, quando a rampa 35 é encaixada pelo lado inferior 13 da cabeça de um parafuso, preferivelmente um parafuso tendo uma cabeça que não é rosqueada, e é preferivelmente lisa e curva no lado inferior 13 que contata a placa para osso, a placa para osso 30 é deslocada em uma direção para mover a rampa 35 para longe do parafuso não-travador, fazendo com que a placa 30 aplique uma pressão para reter as extremidades da fratura em contato, preferivelmente em encaixe, ao longo de pelo menos uma parte do comprimento da fratura. Em uma forma de realização preferida, cada um dos furos 30 tem um comprimento X (ilustrado na Fig. 2A) de aproximadamente 6 mm a 7 mm.
Altemativamente, os dois furos próximos do centro do plano podem ser furos de combinação não coaxial 40 (em vez de furos de combinação coaxial 90 ou furos DC 70). Os furos de combinação não-coaxial são substancialmente similares àqueles descritos nas especificações da Patente US No. 6.669.701 e da publicação do dos Estados Unidos No. 2002/0045901, cujo conteúdo é por este meio incorporado por referência. É feita referência agora à Fig. 7. A Fig. 7 ilustra uma placa para osso tendo uma pluralidade de furos de combinação 40, que se estendem da superfície superior da placa para sua superfície inferior. Os furos 40 podem ser alongados (p. ex., em uma 5 direção substancialmente alinhada com um eixo geométrico longitudinal de placa) e podem incluir uma parte rosqueada 5 e uma parte não-rosqueada 6. A parte rosqueada 5 pode estender-se sobre uma faixa maior do que cerca de 180° com respeito a um ponto central Cl. A parte rosqueada 5 do furo 40 pode ser dimensionada e configurada para encaixar em uma parte de cabeça 10 rosqueada de um parafuso ósseo de cabeça rosqueada e fixar o parafuso ósseo em um predeterminado ângulo com respeito à placa para osso. Preferivelmente, a parte rosqueada 5 do furo 40 estende-se através da inteira espessura da placa para osso (isto é, da superfície superior da placa para sua superfície inferior), assim maximizando a estabilidade do parafuso ósseo na interface da placa para osso. Um parafuso de cabeça rosqueada ou um parafuso de cabeça não-rosqueada (p. ex., para compressão) passa através da parte não-rosqueada 6 de um furo de combinação 40.
Outra forma de realização de uma placa tendo furos de combinação coaxial é ilustrada nas Figs. 3A e 3B. Em uma forma de 20 realização, a placa 50 pode ter uma pluralidade de furos, todos podendo ser furos de combinação coaxial 90. Cada um dos furos 90 pode situar-se ao longo do eixo geométrico longitudinal L-L da placa 50. Em uma forma de realização, o eixo geométrico central C-C de cada um dos furos 90 pode ser paralelo ao correspondente eixo geométrico vertical V-V de cada um dos furos 90, como mostrado na Fig. 3A (eixo geométrico central C-C, não mostrado). Em uma forma de realização preferida, a distância da superfície da placa linear d2 entre as bordas de furos 90, pode ser de aproximadamente 6 mm a 9 mm.
Uma variação da forma de realização supracitada (ilustrada nas Figs. 3A e 3B) é ilustrada na Fig. 8. A Fig. 8 é a placa para osso das Figs. 3A e 3B, em uma “condição curvada”. Embora a placa para osso das Figs. 3A e 3B possa ser formada de tal material a permitir que um cirurgião pré- operatoriamente dobre a placa em um formato desejado, uma placa para osso, 5 manufaturada a uma condição de dobra, pode ser desejável. No corpo humano, uma junta de bola-e-soquete é formada pelos acetábulos do pélvis e a cabeça de cada fêmur. A placa para osso da Fig. 9 pode ser especialmente útil para uso na superfície externa posterior de um acetábulo fraturado. A placa pode ter um raio de curvatura R, que é, em uma forma de realização 10 preferida, de cerca de 100 - 115 mm.
Embora a presente invenção tenha sido descrita com referência às formas de realização preferidas, aqueles hábeis na arte reconhecerão que numerosas variações e modificações podem ser feitas, sem desvio do escopo da presente invenção. Por conseguinte, deve ser entendido que as formas de 15 realização da invenção descrita acima não são destinadas como limitações do escopo da invenção, que é definido somente pelas reivindicações anexas.