BRPI0519335B1 - Processo para preparação de anidridos de ácido alquenil succínico - Google Patents
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Description
Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "PROCESSO PARA PREPARAÇÃO DE ANIDRIDOS DE ÁCIDO ALQUENIL SUCCÍNICO". A presente invenção refere-se a um processo para preparação de anidridos de ácido alquenil succínico, que se distinguem por elevados graus de reação, elevada pureza dos produtos de reação e por formação reduzida de subprodutos contendo alcatrão, assim como ao emprego dos compostos preparados a partir desse processo.
Anidridos de ácido alquenil succínico são empregados como ma- teriais de partida de diversos produtos químicos, particularmente como base para emulsificantes, dispersantes, ou lubrificantes. A preparação de anidridos de ácido alquenil succínico ocorre, em geral, por reação de um alqueno com anidridos de ácido alquenil maléico a temperaturas de 150-250°C"na denominada reação eno". Devido à eleva- da carga térmica dos edutos durante a reação, o anidrido de ácido maléico tende, por um lado, à decomposição e, por outro lado, o alqueno empregan- do tende à oxidação ou polimerização. Através desses processos de de- composição ou sub-reações formam-se, durante a reação, subprodutos in- desejados contendo alcatrão, insolúveis, que possuem uma influência nega- tiva no grau de conversão e levam a produtos muito fortemente tingidos, sujos.
No estado da técnica é descrita uma série de aditivos químicos que são capazes de reprimir as reações colaterais ou reações de decompo- sição durante a reação eno. A U.S. 3 412 111 descreve a síntese de anidridos de ácido al- quenil succínico sob emprego de antioxidantes. São preferidas hidroquino- nas 2,2'-di(p-hidroxifenil)-propano e fenotiazinas.
Na U.S. 3 476 774 são descritos fenóis substituídos esterica- mente impedidos, que atuam como antioxidantes primários durante a prepa- ração de anidridos de ácido alquenilsuccínico. Particularmente faz-se refe- rência ao emprego de 4,4'-metilenobis-(2,6-di-terc-butilfenol).
Um outro processo para preparação de anidridos de ácido poli- alquenilsuccínico é divulgado na U.S. 4 883 886. Assim, a formação de subprodutos é reprimida por 1,3-dibromo-5,5-dimetilhidantoína.
Catalisadores ácidos ou básicos sâo empregados na DE-A 35 45 133 para se obter anidridos de ácido alquenil succínico de maior qua- lidade, a temperaturas mais baixas, e com maior rendimento Por exemplo, são eficazes aqui óxido de titânio, óxido de silício, ou óxido de alumínio.
Na U.S. 5 021 169 é descrito um processo para preparação de anidridos de ácido alquenil succínico, no qual são preparados produtos com reduzidos subprodutos contendo alcatrão e cor aperfeiçoada, de modo que a reação eno é realizada na presença de um tri(ortoalquilfenil)fosfito, assim como opcionalmente com emprego adicional de um antioxidante fenólico estericamente impedido. O emprego de desativadores metálicos não é des- crito.
Todos os processos para preparação de anidridos de ácido al- quenil succínico já descritos solucionam os problemas de formação de sub- produtos contendo alcatrão, assim como os rendimentos assim reduzidos e, apenas em parte, a formação de produtos fortemente tingidos. Isto se deve ao fato de que as reações colaterais indesejadas, como por exemplo a oxi- dação de alqueno e/ou anidrido de ácido maléico, ou a polimerização de al- queno e/ou anidrido de ácido maléico, ocorre por mecanismos muito com- plexos ainda não esclarecidos completamente, que podem ser reprimidos apenas limitadamente através de um único aditivo, que apenas é capaz de reprimir uma dessas sub- reações. O objetivo consistiu, portanto, em encontrar um aditivo que na preparação de anidridos de ácido alquenil succínico levasse a uma ampla evitação da formação de produtos de decomposição contendo alcatrão, com elevado grau de conversão, e a produtos altamente puros.
Surpreendentemente, esse objetivo pode ser atingido através do emprego de uma mistura de aditivo sinergístico que é obtida a partir de um antioxidante primário, um antioxidante secundário (decompositor peróxido) e um desativador metálico.
Objeto da invenção é, portanto, um processo para preparação de anidridos de ácido alquenil succínico da fórmula (1) na qual R representa um radical C4 a C25o-alquileno, que pode ser linear ou ramificado, no qual reage-se um anidrido de ácido maléico e um alqueno, que contém de 4-250 átomos de carbono, a 150 a 250°C na presença de 0,001 a 1,0% de uma mistura sinergística de um antioxidante primário, um decompositor peróxido e um desativador metálico. O anidrido de ácido alquenil succínico assim obtido, assim como o produto bis-maleinizado correspondente, formado forçadamente são com isso formados com elevado grau de reação, elevado grau de dureza, e for- mação reduzida de subprodutos contendo alcatrão. A preparação de acordo com a invenção de anidridos de ácido alquenil succínico com um elevado grau de reação, elevada pureza (cor re- duzida) e reduzida formação de subprodutos contendo alcatrão é basica- mente realizada como conhecido no estado da técnica por reação de um alqueno com anidrido de ácido maléico a elevadas temperaturas (150 a 250°C) a um tempo de reação de 5 a 30 horas. Além disso, também pode ser empregado um solvente orgânico inerte de elevado ponto de ebulição.
Ao invés de anidrido de ácido maléico podem ser empregados, para o pro- cesso descrito, também ácido maléico, ácido fumárico, ou seus ésteres. O composto originado diferencia-se então do composto indicado na fórmula 1 por uma estrutura de ácido ou éster, ao invés da estrutura de anidrido indi- cada na fórmula 1. O processo de acordo com a invenção pode ser realizado a pressão normal ou a pressão elevada. Como alqueno, é de preferência a- propriado um poliisobuteno altamente reativo (teor de duplas ligações finais > 85%) ou um poliisobuteno de baixa reatividade (teor das duplas ligações finais < 85%).
Para impedir a oxidação de alqueno ou anidrido de ácido ma- léico por traços de oxigênio assim como por traços de metal, como, por e- xemplo. polimerização do alqueno induzida por ferro ou cobre ou decom- posição do anidrido de ácido maléico, ao contrário do estado da técnica não apenas é empregado um antioxidante como inibidor durante a reação eno, mas também uma mistura sinergística de um antioxidante primário, um antioxidante secundário (decompositor de peróxido) e um desativador metálico. Com isso todas as reações colaterais tndesejadas podem ser amplamente impedidas, o que se manifesta em alto grau de reação, alta pureza e produtos pouco tingidos e uma formação visivelmente reduzida de subprodutos contendo alcatrão. A mistura sinergística de antioxidante pri- mário, antioxidante secundário (decompositor de peróxido) e desativador metálico é adicionada à mistura de eduto de alqueno e anidrido de ácido maléico em quantidades de 0,001 a 1,0 por cento em peso, (% em peso), de preferência de 0,05 a 0,50% em peso e particularmente preferido de 0,10 a 0,30% em peso. A mistura sinergística contém assim de 1 a 98% de um antioxi- dante primário, 1 a 98% de um antioxidante secundário, e 1 a 98% de um desativador metálico, de preferência 10 a 80% de um antioxidante, 10 a 80% de um decompositor de peróxido, e 10 a 80% de desativador metálico, parti- cularmente preferido 20 a 40% de antioxidante, 20 a 40% de decompositor de peróxido e 20 a 40% de desativador metálico. Em uma outra forma de execução preferida somam-se antioxidante primário, decompositor de peró- xido, e desativador metálico a 100% em peso.
Antioxidantes primários apropriados, antioxidantes secundários e desativadores metálicos são descritos em Houben-Weyl, Métodos da Quími- ca Orgânica, Volume 4/1 b (oxidações II), páginas 1049-1101, assim como em Enciclopédia de Química Industrial Ullmann "Antioxidantes: Plásticos, Aditivos" como estabilizadores para materiais macromoleculares.
Antioxidantes primários preferidos na mistura sinergística são: 1. Trialquilfenóis estericamente impedidos, particularmente pre- ferido 2,6-di-terc-butil-4-metilfenol, bis-(2-hidróxi-5-metil-3-terc-butil-fenil) me- tano ou 2,4,6-tristiriIfeno!. 2. Derivados de hidroquinona, particularmente preferido hidro- quinona, 4-terc-butoxifenol ou 2,5-dihidróxi-t ,4-di-terc-butilbenzeno. 3. Derivados de amina aromática, particularmente preferido 1,4- bis(2-butilamíno)-benzeno, 4-isopropilamino-1-fenilamino-benzeno ou 4-butil- aminofenol. 4. Heterociclos aromáticos, particularmente preferido benzimida- zol, 2-mercaptobenzo-imidazol, ou fenotiazina.
Antioxidantes secundários preferidos na mistura sinergística são: 1. Trialquilfosfitos, como por exemplo tributilfosfito, trihexilfosfito ou trioctilfosfito. 2. Triarilfosfito, como por exemplo tris(2,4-di-terc-butilfenil)fosfito, tri(nonilfenil)fosfito ou trifenilfosfito. 3. Compostos contendo enxofre, particularmente tioéteres ou dissulfitos, particularmente preferido diestearil éster de ácido 3,3'-tiodipro- piônico, dissulfeto de distearila ou dissulfeto de bis(dimetilaminotiocarbonila).
Desativadores metálicos preferidos na mistura sinergística são: 1. N,N'-dissaliciliden-1,2-diaminopropano, N,N'-dissaliciliden-t ,2- diaminoetano ou N,N'-dissaliciliden-1,2-diaminociclohexano. 2. Derivados de ácido salicílico como ácido salicílico, ácido ace- tilsalicílico ou éster de ácido salicílico. 3. Derivados de hidrazina como diacilhidrazina, N,N’-bis(3-metó- xi-2-naftoil)hidrazina, N,N'-bisacetil(dihidrazida de ácido adipico), Ν,Ν'-diben- zaloxalil-dihidrazida ou 2\3-bis-[3-(3,5-di-terc-butil-4-hidroxifeni!)-propionil] propionohidrazida. 4. Ácido etilenodiamina-N,N,N’,N'-tetraacético (EDTA). 5. Tris[4,4'-tiobis(3-meti!-6-terc-butilfenol)]fosfÍto 6. Produtos de reação do tipo Mannich de um alquilfenol, um aldeído e uma polietilenopoliamina, particularmente preferidos de nonilfenol, formaldeído e tetraetilenopentamina. A seguir é esclarecido por meio de exemplos a vantagem do processo de acordo com a invenção perante os processos de acordo com o estado da técnica.
Exemplos Exemplo 1 (Comparação) Reação de poliisobuteno 950 e anidrido de ácido maléico (sem inibidor).
Em uma retorta de 1 litro e quatro gargalos aqueceu-se, a 100°C, 475 g (0,50 mol) de poliisobuteno 950 e 63,7 g (0,65 mole) de anidri- do de ácido maléico, sob atmosfera de nitrogênio, e removeu-se traços de oxigênio por tripla evacuação e lavagem com nitrogênio sob forte agitação.
Então aqueceu-se a mistura de reação por 18 horas a 200°C, depois disso removeu-se destilativamente com anidrido de ácido maléico em excesso (10,0 g) e diluiu-se o produto bruto com 170 g de óleo mineral. Em seguida o produto foi filtrado por um filtro de sucção com pressão e o resí- duo filtrado foi pesado (5,7 g de produto de decomposição preto, tipo alca- trão). O índice de saponificação do produto turvo marrom escuro foi de 60 mg de KOH/g, o teor de olefina residual 52% (óleo mineral + polisobuteno não-reagido).
Exemplo 2 (Comparação) Reação de poliisobuteno 950 e anidrido de ácido maléico com 0,3% de 2,6-di-terc-butil-4-metilfenol (antioxidante primário, Estado da Téc- nica).
Em uma retorta de 1 litro com quatro gargalos aqueceu-se a 100°C, 475 g (0,50 mol) de poliisobuteno 950, 63,7 g (0,65 mol) de anidrido de ácido maléico, assim como 1,6 g (0,3% em peso) de 2,6-di-terc-butil-4- metilfenol sob atmosfera de nitrogênio e removeu-se traços de oxigênio por evacuação tripla e lavagem com nitrogênio sob forte agitação.
Então a mistura de reação foi aquecida por 18 horas a 200°C, depois excesso de anidrido de ácido maléico (6,2 g) foi destilativamente re- movido, e o produto bruto foi diluído com 170 g de óleo mineral. Em seguida o produto foi filtrado por um filtro de sucção com pressão e o resíduo filtrado foi pesado (3,5 g de produtos de decomposição pretos contendo alcatrão). O índice de saponificação do produto turvo, marrom escuro foi de 65 mg de KOH/g, o teor de olefina residual 50% (óleo mineral + poliisobuteno não- reagido).
Exemplo 3 (Comparação) Reação de poliisobuteno 950 e anidrido de ácido maléico com 0,3% de tri(2,4-di-terc-butilfenil)fosfito (aníioxidante secundário, estado da técnica).
Em uma retorta de 1 litro com quatro gargalos aqueceu-se a 100°C, 475 g (0,50 mo!) de poliisobuteno 950, 63,7 g (0,65 mol) de anidrido de ácido maléico, assim como 1,6 g (0,3% em peso) de tri(2,4-di-terc- butilfenil)fosfito sob atmosfera de nitrogênio e removeu-se traços de oxigênio por evacuação tripla e lavagem com nitrogênio sob forte agitação. Então a mistura de reação foi aquecida por 18 horas a 200°C, depois foi destilativa- mente removida com excesso de anidrido de ácido maléico (7,9 g)eo pro- duto bruto foi diluído com 170 g de óleo mineral. Em seguida o produto foi filtrado por um filtro de sucção e o resíduo filtrado foi pesado (4,3 g de produ- tos da decomposição pretos contendo alcatrão). O índice de saponificação do produto marrom escuro, turvo foi de 64 mg de KOH/g, o teor de olefina residual foi de 50% (óleo mineral + poliisobuteno não-reagido).
Exemplo 4 Reação de poliisobuteno 950 e anidrido de ácido maléico com 0,15% de 2,6-di-terc-butil-4-meti!fenol e 0,15% de tri(2,4-di-terc-butrlfeniI) fosfito (Mistura de inibidores do estado da técnica).
Em uma retorta de quatro gargalos com 1 litro aqueceu-se a 100°C, 475 g (0,50 mol) de poliisobuteno 950, 63,7 g (0,65 mol) de anidrido de ácido maléico, assim como 0,8 g (0,15% em peso) de 2,6-di-terc-butil-4- metilfenol e 0,8 g (0,15% em peso) de tri(2,4-di-terc-butilfenil)fosfito sob at- mosfera de nitrogênio, e removeu-se traços de oxigênio por tripla evacuação e lavagem com nitrogênio sob forte agitação.
Então a mistura de reação foi aquecida por 18 horas a 200°C, depois disso excesso de anidrido de ácido maléico (6,8 g) foi destilativamen- te removido e o produto bruto foi diluído com 170 g de óleo mineral. Em se- guida o produto foi filtrado por um filtro de sucção com pressão e o resíduo filtrado foi pesado (3,9 g de produto de decomposição preto contendo alca- trâo). O índice de saponificação do produto turvo, marrom escuro, foi de 65 mg de KOH/g, e o teor de olefina residual foi de 50% (óleo mineral + poli- isobuteno não-reagido).
Exemplo 5 (Comparação) Reação de poliisobuteno 905 e anidrido de ácido maléico com 0,3% de N,N’-dissalicilideno-1,2-diaminopropano (desativador metálico).
Em uma retorta de quatro gargalos de 1 litro aqueceu-se, a 100°C, 475 g (0,50 mol) de poliisobuteno 950, 63,7 g (0,65 mol) de anidrido de ácido maléico, assim como 1,6 g (0,3% em peso) de Ν,Ν'-dissalicilideno- 1.2- diaminopropano sob atmosfera de nitrogênio e removeu-se traços de oxigênio por tripla evacuação e lavagem com nitrogênio sob forte agitação.
Então, aqueceu-se por 18 horas a 200°C, depois removeu-se destilativamente de anidrido de ácido maléico (8,2 g) em excesso e diluiu-se o produto bruto com 170 g de óleo mineral. Em seguida o produto foi filtrado por um filtro de sucção com pressão e o resíduo filtrado foi pesado (5,9 g dos produtos de decomposição pretos contendo alcatrão). O índice de sapo- nificação do produto turvo, marrom escuro, foi de 63 mg de KOH/g, o teor de olefina residual foi de 51 % (óleo mineral + poliisobuteno não-reagido).
Exemplo 6 Reação de poliisobuteno 950 e anidrido de ácido maléico com uma mistura sinergística de 0,1% de 2,6-di-terc-butil-4-metilfenol, 0,1% de diesteariléster de ácido 3,3-tiodipropiônico e 0,05% de Ν,Ν'-dissalicilideno- 1.2- diaminopropano Em uma retorta de quatro gargalos de 1 litro aqueceu-se a 100°C, 475 g (0,50 mol) de poliisobutileno 950, 63,7 g (0,65 mol) de anidrido de ácido maléico assim como 0,54 g (0,1% em peso) de 2,6-di-terc-butil-4- metilfenol, 0,54 g (0,1% em peso) de diesteariléster de ácido 3,3'-tiodipro- piônico e 0,27 g (0,05% em peso) de N,N’-dissaliciliden-1,2-diaminopropano, sob atmosfera de nitrogênio, e removeu-se traços de nitrogênio por tripla evacuação e lavagem com nitrogênio sob forte agitação. Então aqueceu-se a mistura de reação a 200°C por 18 horas, depois removeu-se destilativa- mente anidrido de ácido maléico em excesso (4,4 g) e diluiu-se o produto bruto com 170 g de óleo mineral. Em seguida o produto foi filtrado por um filtro de sucção e o resíduo filtrado foi pesado (0,8 g de produtos da decom- posição pretos contendo alcatrão). O índice de saponificação do produto amarelo-claro foi de 72 mg de KOH/g, o teor de oiefina residual foi de 46% (óleo mineral + poliisobuteno não-reagido).
Exemplo 7 (Comparação) Reação de dodeceno e anidrido de ácido maléico com 0,15% de 2.6- di-terc-butil-4-metilfenol e 0,15% de tri(2,4-di-terc-butilfenil)fosfito (Mistu- ra de inibidores do estado da técnica).
Em uma autoclave aqueceu-se a 100°C 1260 g (7,5 moles) de dodeceno, 490 g (5,0 moles) de anidrido de ácido maléico assim como 2,6 g (0,15% em peso) de 2,6-di-terc-butil-4-metilfenol e 2,6 g (0,15% em peso) de tri(2,4-di-terc-butiIfenil)fosfito sob atmosfera de nitrogênio e removeu-se tra- ços de oxigênio por tripla evacuação com lavagem com nitrogênio sob forte agitação.
Então a mistura de reação foi aquecida por 6 horas a 220°C e depois disso foi removeu-se destilativamente dodeceno não-reagido e ani- drido de ácido maléico. Em seguida o produto foi filtrado através de um filtro de sucção com pressão e o resíduo filtrado foi pesado (85 g de produtos de decomposição pretos contendo alcatrão). O índice de saponificação do pro- duto marrom foi de 395 mg de KOH/g.
Exemplo 8 Reação de dodeceno e anidrido de ácido maléico com 0,1% de 2.6- di-terc-butil-4-metilfenol, 0,1% de diesteariléster de ácido 3,3'-tiodipropiô- nico e 0,05% de N,N’-dissalicilideno-1,2-diaminopropano.
Em uma autoclave aqueceu-se a 100°C 1260 g (7,5 moles) de dodeceno, 490 g (5,0 moles) de anidrido de ácido maléico assim como 1,7 g (0,1% em peso) de 2,6-di-terc-butil-4-metilfenol e 1,7 g (0,1% em peso) de diesteariléster de ácido 3,3’-tiodipropiônico e 0,85 g (0,05% em peso) de N,N'-dissalícilideno-1,2-diaminopropano sob atmosfera de nitrogênio e remo- veu-se traços de oxigênio por tripla evacuação e lavagem com nitrogênio sob forte agitação.
Então a mistura de reação foi aquecida por 6 horas a 220°C e depois removeu-se destilativamente anidrido de ácido maléico. Em seguida o produto foi filtrado através de um filtro de sucção com pressão e o resíduo filtrado foi pesado (7,5 g de produtos de decomposição pretos, contendo al- catrão). O índice de saponificação do produto amarelo-claro foi de 420 mg de KOH/g.
Os exemplos indicados (tabela 1) mostram claramente que a mistura sinergística de antioxidantes primários, antioxidantes secundários e desativador metálico (exemplo 6) é muito superior aos aditivos do estado da técnica. O exemplo 4, além disso, atesta que uma mistura de dois compo- nentes de aditivos do estado da técnica é visivelmente inferior à mistura si- nergística de acordo com a invenção. Sem a presença de um desativador me- tálico os graus de reação e a quantidade de subprodutos indesejados conten- do alcatrão cresce. O exemplo 5 mostra, além disso, que um desativador me- tálico sozinho igualmente não é capaz de reprimir as reação colaterais.
Tabela 1: Os exemplos 7 e 8 não foram retirados da tabela 1, já que eles, não referem-se a anidrido de ácido poliisobutenilsuccinico, como os exem- plos de 1 a 6, mas a anidrido de ácido dodecenilsuccínico.
Claims (22)
1. Processo para preparação de anidridos de ácido alquenilsuc- cínico de fórmula (1) na qual R representa um radical C4 a C25o-alquileno, que pode ser linear ou ramificado, caracterizado pelo fato de que reage-se um anidrido de ácido maléico ou um ácido fumárico ou um éster de ácido fumárico e um alqueno, que contém de 4-250 átomos de carbono, a 150 a 250°C na presença de uma mistura sinergística de um ou mais antioxidantes primários, um ou mais antioxidantes secundários e um ou mais desativadores metálicos.
2. Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que, como alqueno, são empregados tripropileno, tetrapropileno, pentapropileno ou uma C8-3o-a-olefina.
3. Processo de acordo com a reivindicação 1 ou 2, caracterizado pelo fato de que, como alqueno, é empregado um poliisobuteno com um pe- so molecular 550, 950, 1000, 1300 ou 2300.
4. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 3, caracterizado pelo fato de que a mistura sinergística é empregada a partir de antioxidantes primários, antioxidantes secundários, e desativador metáli- co em uma quantidade de 0,001 a 1,0% em peso.
5. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 4, caracterizado pelo fato de que a mistura sinergística consiste em 1 a 98% de um antioxidante primário, 1 a 98% de um antioxidante secundário e 1 a 98% de um desativador metálico.
6. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 5, caracterizado pelo fato de que, como antioxidante primário na mistura si- nergística, são empregados trialquilfenóis estericamente impedidos, de pre- ferência 2,6-di-terc-butil-4-metilfenol, bis-(2-hidróxi-5-metil-3-terc-butil- fenil)metano ou 2,4,6-triestiriIfenol.
7. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 6, caracterizado pelo fato de que, como antioxidante primário na mistura si- nergística, é empregado um derivado de hidroquinona, de preferência hidro- quinona, 4-terc-butoxifenol ou 2,5-dihidróxi-1,4-di-terc-butilbenzeno.
8. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 7, caracterizado pelo fato de que, como antioxidante primário na mistura si- nergística, é empregado um derivado de amina aromática, de preferência 1,4-bis(2-butilamino) benzeno, 4-isopropilamino-1-fenilamino-benzeno ou 4- butilaminofenol.
9. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 8, caracterizado pelo fato de que, como antioxidante primário na mistura si- nergística, são empregados heterociclos aromáticos, de preferência benzi- midazol, 2-mercaptobenzimidazol ou fenotiazina.
10. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 9, caracterizado pelo fato de que, como antioxidante secundário na mistura sinergística, é empregado um trialquilfosfito, de preferência tributilfosfito, tri- hexilfosfito ou trioctilfosfito.
11. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 10, caracterizado pelo fato de que, como antioxidante secundário na mistu- ra sinergística, é empregado um triarilfosfito, de preferência tris(2,4-di-terc- butilfenil)fosfito, tri (nonilfenil)fosfito ou trifenilfosfito.
12. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 11, caracterizado pelo fato de que, como antioxidante secundário na mistu- ra sinergística, são empregados compostos contendo enxofre, de preferên- cia diesteariléster de ácido 3,3'-tiodipropiônico, dissulfeto de diestearila, ou dissulfeto de bis (dimetilaminotiocarbonila).
13. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 12, caracterizado pelo fato de que, como desativador metálico na mistura sinergística, é empregado um N,N'-dissalicilideno-1,2-diaminopropano, N,N'- dissaliciliden-1,2-diaminoetano ou N,N'-dissaliciliden-1,2- diaminociclohexano.
14. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 13, caracterizado pelo fato de que, como desativador metálico na mistura sinergística, são empregados derivados de ácido salicílico, como ácido sali- cílico, ácido acetilsalicílico ou éster de ácido salicílico.
15. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 14, caracterizado pelo fato de que, como desativador metálico na mistura sinergística, é empregada diacilhidrazina, N,N'-bis(3-metóxi-2- naftoil)hidrazina, Ν,Ν'-bisacetil (dihidrazida de ácido adipínico), N,N'- dibenzaloxaldihidrazida ou 2',3-bis-[3-(3,5-di-terc-butil-4-hidroxifenil)- propionil]propionohidrazida.
16. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 15, caracterizado pelo fato de que, como desativador metálico na mistura siner- gística, é empregado ácido etilenodiamina-N,N,N',N'-tetraacético (EDTA).
17. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 16, caracterizado pelo fato de que, como desativador metálico na mistura sinergística, é empregado tris[4,4'-tiobis(3-metil-6-terc-butilfenol)]fosfito.
18. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 17, caracterizado pelo fato de que, como desativador metálico na mistura sinergística, é empregado um produto de reação do tipo Mannich a partir de um alquilfenol, um aldeído, e uma polietilenopoliamina, de preferência a par- tir de nonilfenol, formaldeído e tetraetilenopentamina.
19. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 18, caracterizado pelo fato de que o processo é realizado sob pressão elevada.
20. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 19, caracterizado pelo fato de que a proporção molar empregada de al- queno para anidrido de ácido maléico é de 1:0,5 a 1:3.
21. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 20, caracterizado pelo fato de que a reação eno é realizada em um solven- te orgânico inerte de alto ponto de ebulição.
22. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 21, caracterizado pelo fato de que o alqueno empregado trata-se de um poliisobuteno altamente reativo e/ou fracamente reativo.
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