"MÉTODOS PARA AUMENTAR A MOBILIDADE DE UM CÃO TENDOARTRITE, PARA AUMENTAR O PESO SUPORTADO EM UMMEMBRO DE CÃO TENDO ARTRITE, PARA REDUZIR A DORASSOCIADA COM A ARTRITE EM UM CÃO, PARA MODULAR ADEGRADAÇÃO ENZIMATICA DE CARTILAGEM ARTICULAR EMUM CÃO, E, PARA DIMINUIR O DANO À CARTILAGEM EM UM CÃO"
REFERÊNCIA CRUZADA A PEDIDOS RELACIONADOS
Este pedido reivindica a prioridade do Pedido de Patente USde N° Serial 11/ 057.718, depositado em 14 de fevereiro de 2005, cujasexposição é incorporada a este a título referencial.
FUNDAMENTOS DA INVENÇÃO
Campo da Invenção
A presente invenção refere-se a métodos para o controle deartrite e de condições relacionadas à artrite em animais domésticos, emparticular em cães.
Descrição da Arte Relacionada
A artrite, de modo mais particular a osteoartrite, é uma doençadas juntas degenerativa, que ocorre mais, de modo mais usual, em sereshumanos e em animais domésticos. Vide, por exemplo, Richardson et al.(1977), Vet. Clin. North Amer. Small Animal Practice, 27, 883-911.
A osteoartrite envolve a deterioração progressiva da cartilagemarticular, com a perda de proteoglicano e colágeno e a proliferação de umnovo osso, acompanhada por uma resposta inflamatória variável no interior damembrana sinovial. É a forma mais comum de doença das juntas emuscoesquelética, que afeta cães, mas que é relativamente pouco comum emgatos. Vide, por exemplo, Schoenherr et al. (2000) em Hand et al., eds: SmalllAnimal Clinicai Nutrition, 4a Edição, 907- 921, Walsworth Publishing Co.,Marceline, MO: Hedborn et al. (20002) Cell Mol. Life Sei, 59, 45-53; Pool(1999) Front. Biosci., 4, Marceline, MO: Hedborn et al. (2002) Cell Mol. LifeSei. 59, 45 - 53; Pool (1999) Front. Biosci. 4, D662- D670.
O controle da osteoartrite pode incluir tratamentosfarmacológicos, cirurgia, administração nutracêutica e o controle dietético.Tais abordagens de controle correntes foram focadas, no entanto, no alíviosintomático, e como tais elas não foram inteiramente bem sucedidas nocontrole da doença ou no tratamento de patologias subjacentes. Portanto,permanece uma necessidade contínua quanto a novas abordagens no controleda osteoartrite em animais domésticos, de modo mais particular em cães.
Os ácidos graxos ômega-3 (também conhecidos como n-3) sãorequeridos em dietas de mamíferos. Eles são materiais de ocorrência naturalem alimentos e têm sido usados em suplementos dietéticos. Schoenherr et al.(2000) , supra, revisaram o uso de ácidos graxos, incluindo ácido graxos n-3em doença inflamatória incluindo artrite, e fizeram referência a umacompilação por Miller et al. (1992), Canine Practice 17 (6), 6-8, deobservações de proprietários de cão, que perceberam aperfeiçoamento emsinais clínicos de artrite em seus cães quando tratados com ácidos graxos paraproblemas dermatológicos.
Três ácidos graxos ômega 3 são correntemente do maiorinteresse como componentes dietéticos: ácido eicosapentaenóico (EPA), ácidodocosaexanóico (DHA) e ácido alfa- linolênico (ALA). Até o momento, nãofoi estabelecida grande distinção entre estes três.
SUMÁRIO DA INVENÇÃO
Foi agora verificado que, nos caninos, os ácidos graxosômega-3 não são iguais em sua atividade em condições artríticas em quecartilagem está envolvida. Em estudos aqui relatados, apenas EPA, DHA ouALA, foram apreciavelmente absorvidos pela cartilagem canina, e dano àcartilagem, conforme medido por liberação de glicosoaminoglicano (GAG)foi reduzido de modo significativo após a exposição a EPA, mas não a DHAou ALA. Os benefícios de administração do ácido graxo ômega-3 EPAespecífico a um cão que tenha artrite podem incluir a mobilidade aumentadado cão, o peso aumentado suportado em um membro de um cão, e a dorreduzida associada com a artrite.
Deste modo, é agora produzido um método para aumentar amobilidade de um cão tendo artrite. O método compreende administrar ao cãoEPA, em uma quantidade eficaz para diminuir o dano à cartilagem no cão.
É ainda provido um método para aumentar o peso suportadoem um membro de um cão tendo artrite, que compreende administrar ao cãoEPA em uma quantidade eficaz para diminuir o dano à cartilagem no cão.
E ainda provido um método para reduzir a dor associada com aartrite em um cão, que compreende administrar ao cão EPA em umaquantidade eficaz para diminuir o dano à cartilagem no cão.
Em uma outra modalidade da invenção, é provido um métodopara modular a degradação enzimática de uma cartilagem articular em umcão, que compreende administrar ao cão uma quantidade eficaz de modulaçãode degradação enzimática de EPA.
Em uma outra modalidade, a invenção prove um método paradiminuir o dano à cartilagem em um cão através da administração ao cão de uma quantidade decrescente de dano à cartilagem de ácido eicosapentaenóico.
De acordo com os métodos acima, o EPA pode seradministrado em várias vias, incluindo oralmente como um componente oucomo uma composição ou um suplemento alimentício.
Outras vantagens e benefícios da presente invenção serãoevidentes para aquele versado na arte a partir da leitura deste relatório.
DESCRIÇÃO DETALHADA DA INVENÇÃO
Esta invenção envolve a administração de EPA como ummétodo para controlar doença e condições osteoartríticas, e sintomas dasmesmas, em cães;Ácidos graxos ômega-3 são um grupo reconhecido de ácidoscarboxílicos de cadeia longa poliinsaturados (em geral de 12- 26 átomos decarbono). Os ácidos graxos ômega-3 fisiologicamente mais importantepossuem cadeias não- ramificadas, que possuem de 18- 22 átomos de carbonono comprimento. Todos possuem uma ligação dupla entre o terceiro e oquarto átomos de carbono, conforme contados a partir da terminação metila(ômega) da molécula. O ácido eicosapentaenóico (EPA) possui umcomprimento de cadeia de 20 átomos de carbono e possui um total de cincoligações duplas, incluindo aquela na posição ômega-3.
Quando um ácido graxo ômega -3, em particular EPA, é aquimencionado, será entendido que derivados do mesmo, conhecidos daquelesversados na arte, podem ser substituídos, se desejado. Exemplos de derivadosadequados incluem ésteres, tais que ésteres, tais que ésteres alquila oucicloalquila C1-C30 ramificados ou não- ramificados e/ ou saturados ouinsaturados, em particular ésteres alquila Ci_6, de ácidos graxos ômega-3, emparticular EPA .
O EPA pode ser administrado a um cão através de uma oumais vias de administração, por exemplo, através das vias oral, intranasal,parenteral (por exemplo intravenosa ou subcutâneas) e as similares. A via oralé em particular adequada e o EPA pode ser administrado oralmente em umaforma de dosagem nutracêutica ou farmacêutica, ou como um componente deuma composição alimentícia.
Quando presente em uma composição alimentícia, que podeser úmida ou seca, o EPA pode ser incorporado na mesma, por exemploatravés de qualquer procedimento de mistura adequado, e/ ou distribuídosobre a superfície de peças de alimento, por exemplo através de pulverização,aglomeração, polvilhamento ou precipitação sobre a superfície. Emmodalidades particulares, o EPA está presente em um composição alimentíciaprovendo a dieta nutricional per se, em um lanche, suplemento ou tratamento,ou em uma porção líquida da dieta, tal que água ou outro fluido.
O EPA pode ser administrado, de modo alternativo, em umaforma sólida, tal que um pó, ou em uma forma de líquido ou gel, ou em umaforma de dosagem nutracêutica ou farmacêutica, tal que uma cápsula,comprimido, cápsula, seringa, ou os similares. Dentro de uma tal forma dedosagem, o EPA pode estar presente em forma de sólido, líquido ou gel.Qualquer um dos veículos nutracêuticos ou farmacêuticos usuais pode serempregado junto com o EPA, incluindo água, glicose, sacarose e os similares.
Em certas modalidades, são administradas composiçõesalimentícias contendo EPA, que estão essencialmente livres de DELA. e/ ouALA. "Essencialmente livre de DHA e/ ou ALA" tem a intenção de significarque ou cada um ou ambos de DHA e ALA estão substancialmente ausentes,ou que existem apenas quantidades pequenas e insignificantes de cada um deou de ambos DHA e ALA presentes, por exemplo, menos do que cerca de0,1%, menos do que cerca de 0,03%, menos do que cerca de 0,01%, menos doque cerca de 0,003% ou menos do que 0,001%, em peso, da composição. Emmodalidades, que estão essencialmente isentas de DHA e/ ou ALA" nesta,qualquer quantidade de DEÍA e/ ou ALA presente está em uma concentraçãosuficientemente baixa, de tal modo que não seja produzido um efeito deincremento substancial em um cão osteoartrítico, quando de osteoartrite ouprogressão da mesma, ou no caso de sintomas produzidos pela mesma.
Em outras modalidades, presentes com o EPA, podem seroutros ácidos graxos ômega -3, tais que DHA e ALA em quantidades significativas. Em algumas modalidades, os ácidos graxos ômega-6, tais que oácido linoleico, ácido gama- linoleico (GLA) e/ ou em especial o ácidoaracdônico (AA), podem estar também presentes. Os ácidos ômega-3 eômega-6 podem ser encontrados em fontes, tais que os óleos de peixe efarinhas de peixe, em quantidades relativamente grandes. De acordo com apresente invenção, os benefícios no decréscimo do dano à cartilagem pelaadministração de uma mistura de ácidos graxos ômega-3, ou uma mistura deácidos graxos ômega-3 e ômega-6, são atribuídos, de modo amplo ouessencialmente total a EPA. Em uma tal mistura, portanto, é importante que oEPA esteja presente em uma quantidade eficaz para diminuir o dano àcartilagem em um cão.
O EPA administrado de acordo com o presente método éeficaz contra várias formas de osteoartrite , assim como em outras formas deartrite, que incluem a artrite reumatóide.
O EPA age de modo a inibir o desenvolvimento do processodegenerativo em uma cartilagem de junta, ou de modo a diminuir o processodegenerativo e, deste modo, melhorar a saúde da junta em cães osteoartríticosou em cães que podem, de outro modo, desenvolver osteoartrite. Este efeitoocorre em adição à ação antiinflamatório de ácidos graxos ômega-3, quepodem ser de menor importância na osteoartrite canina, devido aoenvolvimento limitado de inflamação na osteoartrite.
O uso de um procedimento de explante in vitro, que envolvecartilagem articular, tal como mostrado nos exemplos abaixo, demonstrouque, de EPA, DHA e ALA, o único ácido graxo ômega-3 para induzir, demodo significativo, a liberação de glicosaminoglicano (GAG) a partir dacartilagem , foi o EPA. GAGs são um componente estrutural deproteoglicano, portanto, a liberação de GAG indica a degradação deproteoglicano.
Com relação à prevenção de dano da junta a partir deosteoartrite, um grupo alvo particular de cães compreende aqueles, queestejam em necessidade de um tal cuidado preventivo. Por exemplo, raçasgrandes, tais que cão de raça labrador, rottweiler, pastor alemão e os similaressão mais suscetíveis à osteoartrite, conforme demonstrado através de umamaior ocorrência nestas raças. De modo adicional, os cães acima da idade de6 anos possuem uma maior ocorrência de osteoartrite. Cães ativos, cãesatléticos e cães obesos estão também em risco.
A quantidade de EPA a ser administrada pode variar de modosubstancial. Como mostrado nos exemplos nesta, a resposta de dose eficaz éobservada, quanto maior a quantidade de EPA administrada, maior o efeitoantiartrítico. De modo geral, um mínimo de pelo menos 0,2%, em peso, deuma dieta nutritiva que satisfaça a requerimentos diários ordinários de umcão, é requerida. Em várias modalidades, pelo menos cerca de 0,2%, pelomenos cerca de 0,25%, pelo menos cerca de 0,3%, pelo menos cerca de 0,4%,pelo menos cerca de 0,5% ou pelo menos cerca de 0,6%, em peso da dietapodem ser usados. De modo adequado, a dieta pode conter, em váriasmodalidades, até cerca de 5%, até cerca de 4%, até cerca de 3%, até cerca de2,5%, até cerca de 2,25% ou até cerca de 2%, em peso, de EPA. Todos ospercentuais em peso neste, a não ser que especificado de outro modo, estãoem uma base de peso seco.
Uma quantidade específica de EPA pode ser incluída na raçãoalimentícia usual, em uma base diária, ou a mesma quantidade pode serprovida ao animal em um tratamento ou suplemento em uma base diária. Umacombinação destes e de outros meios de dosagem pode ser empregada, desdeque uma quantidade eficaz de EPA seja provida diariamente.
Em misturas de ácidos graxos ômega-3 e ômega-6, a razão empeso de ácido graxo ômega-3 para ômega-6 pode variar de modosignificativo. Em várias modalidades, a razão de ômega-6 para ômega-3 podeser de cerca de 1,1:1 a cerca de 0,2:1 ou de cerca de 1,08 :1 a cerca de 0,42: 1;por exemplo de cerca de 0,1:1, a cerca de 0,25:1, de cerca de 0,3: 1, a cerca de0,4: 1, de cerca de 0,5: 1 a cerca de 0,6: 1, de cerca de 0,8: 1 a cerca d e 1,0:1,ou maior. Em várias modalidades, a razão, em peso, de ômega-3 para EPApode ser de cerca de 12,5: 1 a cerca de 1,0: 1, ou de cerca de 12,4 : la cercade 1,12: 1, por exemplo de cerca de 0,2: 1 a cerca de 0,25: 1, de cerca de 0,3:1 a cerca de 0,4:1, de cerca de 0,5 :1, de cerca de 0,6: 1, de cerca de 0,8:1, decerca de 1,0: 1, de cerca de 1,5: 1, de cerca de 2: 1, de cerca de 2,5:1, de cercade 3:1, de cerca de 4:1, de cerca de 5:1, de cerca de 6: 1, de cerca de 7,5: 1, decerca de 10:1, de cerca de 12, 5: 1, ou maior. Em várias modalidades, o ácidoaraquidônico (A, um ácido graxo ômega- 6) ou a razão em peso de EPA podeser de cerca de 2,8: 1 a cerca de 0,01: 1 ou de cerca de 0,28: 1, de cerca de0,08: 1, por exemplo de cerca de 0,01: 1, a cerca de 0,02:1, de cerca de 0,04:1,de cerca de 0,06:1, de cerca de 0,08: 1, de cerca de 1,0:1, de cerca de 1,5:1, decerca de 2,8:1, ou maior.
O EPA pode ser administrado em quantidades calculadascomo mg/ kg de peso corpóreo. Deste modo, por exemplo, um cão de 20 kgconsome uma dieta diária de cerca de 275 g de alimento por dia. Quantidadesde EPA na dieta de cerca de 0,2%, cerca de 0,3%, cerca de 0,4%, cerca de0,5% ou cerca de 0,6% poderiam resultar na administração a um tal cão decerca de 27,5, de cerca de 41,25, cerca de 55, cerca de 68,75 ou cerca de 82,5mg/ kg de peso corpóreo respectivamente. De modo mais particular, o EPApode ser administrado a um cão em uma quantidade de cerca de 20 a cerca de150 mg/ kg de peso corpóreo por dia, por exemplo de cerca de 20, de cerca de28, de cerca de 30, de cerca de 40, de cerca de 41, de cerca de 50, de cerca de55, de cerca de 60, de cerca de 69, de cerca de 70, de cerca de 80, de cerca de82, de cerca de 90, de cerca de 100, de cerca de 120 ou de cerca de 150 mg/kg de peso corpóreo, ou maior.
Os alimentos são classificados na indústria de alimentos paraanimais de estimação, de modo geral, como "úmidos" ou "secos". Umalimento úmido contém uma quantidade de água relativamente alta e éapresentado, de modo usual, em uma lata ou em outro recipiente, em que o aré substancialmente ou totalmente excluído. Exemplos de tais alimentos sãocomposições "em grumos e molho", as composições tendo partículas sólidasindividuais na presença de um molho líquido, e composições do tipo bolo, queassumem geralmente a forma do recipiente. Alimentos secos são, de modogeral, materiais cozidos ou extrusados, ou últimos sendo cortados em porçõesmoldadas individuais, usualmente conhecidos como rações. O EPA éprontamente incorporado em um alimento úmido, através de meiosconvencionais. A encapsulação pode ser empregada de modo a proteger oEPA contra a oxidação em um alimento seco. De modo adicional, o uso deantioxidantes e de varreduras de nitrogênio de embalagem podem ser tambémempregados. Isto é exemplificado pela Patente US N° 4.895.725, queapresenta ênfase especial na microencapsulação de óleos de peixe específicos.
Óleos que possuem altos níveis de ácidos graxos ômega -3 incluem óleos desavelha, salmão, bacalhau e os similares.
A presente invenção também prove, em várias modalidades,métodos que envolvem a administração de uma composição que compreendeEPA a um cão para reduzir a severidade e a freqüência de sinais clínicos deosteoartrite e dor associados com esta doença, sem reações ou efeitoscolaterais adversos substanciais. De modo adicional, em várias modalidades, ainvenção prove um método para retardar a progressão clínica da condiçãoosteoartrítica de um cão, que compreende a administração de umacomposição que compreende EPA. Em várias modalidades, um método comoaqui substancialmente descrito aperfeiçoa a condição osteoartrítica do cão, detal modo que este beneficio possa ser medido de modo objetivo através dopeso aumentado suportado em membros osteoartríticos. A presente invençãotambém prove métodos, que envolvem a administração de EPA emcombinação com outras modalidades de tratamento para a osteoartrite,incluindo a administração de vários medicamentos antiartríticos e/ ou aalimentação do animal com uma deita de controle de peso, ambos os quais sãoconhecidos na arte.
Acredita-se que o efeito de EPA na diminuição do dano àcartilagem associado com a osteoartrite pode ocorrer, pelo menos em parte,através da regulação inativante de um ou mais genes, responsáveis peladegradação da cartilagem. Em alguns casos, um ou mais genes responsáveispela degradação da cartilagem podem ser inativados. De acordo com umamodalidade da invenção, a expressão da mensagem de mRNA no tecido decartilagem do cão para uma enzima que causa a degradação de cartilagem, porexemplo uma agrecanase, é reduzida. O dano à cartilagem reduzido pode serindicado por um decréscimo na liberação induzida de glicosaminoglicano(GAG) a partir do tecido da cartilagem. Deste modo, as que se seguem sãomodalidades adicionais da invenção.
Um método para a regulação inativante de um ou mais genesrelacionados à degradação enzimática da cartilagem articular em um cãocompreende administrar ao cão uma quantidade eficaz para a regulaçãoinativante de EPA.
Um método para inativar um ou mais genes relacionados àdegradação enzimática de cartilagem articular em um cão compreende aadministração ao cão de um gene que afasta uma quantidade eficaz de EPA .
Um método para reduzir a expressão de mensagem de mRNAem tecido de cartilagem de um cão para uma enzima, por exemploagrecanase, causando a degradação de cartilagem que compreendeadministrar ao cão uma expressão de mensagem de mRNA que reduz aquantidade eficaz de EPA.
Um método para diminuir a liberação induzida de GAG apartir do tecido de cartilagem de um cão, que compreende administrar a umcão uma quantidade eficaz de EPA de diminuição de liberação de GAG.
A invenção não está limitada a metodologia, protocolos ereagentes particulares, neste descritos, porque eles podem variar. Além disso,a terminologia aqui usada tem o propósito de descrever apenas modalidadesparticulares e não tem a intenção de limitar o escopo da presente invenção.Como aqui usado e nas reivindicações apensas, as formas singulares "um" e"o" incluem referências plurais, a não ser que o contexto o dite claramente deoutro modo. De modo similar, as palavras "compreendem", "compreende", e"compreendendo" devem ser interpretadas inclusivamente preferivelmente aexclusivamente.
A não ser que definido de outro modo, todos os termostécnicos e científicos e qualquer acrônimos aqui usados possuem os mesmossignificados que usualmente compreendidos por aquele de habilidadeordinária na arte de campo da invenção. Embora quaisquer composições,métodos, artigos de manufatura ou outros meios ou materiais similares ou equivalentes àqueles neste descritos possam ser usados na prática da presenteinvenção, as composições preferidas, métodos, artigos de manufatura, ououtros meios ou materiais são aqui descritos.
Todas as patentes, pedidos de patente, publicações e outrasreferências aqui citadas ou referidas são incorporadas a este a títuloreferencial, na extensão permitida pela lei. A discussão daquelas referênciastem a intenção de meramente sumariar as asserções aqui efetuadas. Não éadmitido que quaisquer tais patentes, pedidos de patente, publicações oureferências, ou qualquer porção dos mesmos, seja arte antecedente relevantepara a presente invenção e o direito de desafiar a precisão e a pertinência detais patentes, pedidos de patente, publicações e outras referências éespecificamente reservado.
EXEMPLOS
A invenção pode ser adicionalmente ilustrada pelos exemplosque se seguem, embora possa ser entendido que estes exemplos são aquiincluídos apenas para propósitos de ilustração, e que não têm a intenção delimitar o escopo da invenção, a não ser que especificamente indicado.
Exemplo 1Este exemplo ilustra a liberação de glicosaminoglicano(GAG), conforme efetuada por ácidos graxos ômega-3 em tecido decartilagem canina cultivado.
Cartilagem articular foi obtida a partir de joelhos (tantocôndilos femurais e platô da tíbia) de quatro cães. Explantes de cartilagemforam cultivados durante 3 dias em um meio com 10% de soro bovino fetal, eentão lavados 3 vezes em um meio isento de soro. Os explantes foramcultivados durante 6 dias em um meio isento de soro contendo 0, 100 ou 300Ug/ ml de ácido graxo n-3 (EPA, ALA ou DHA). Após este período, todos osexplantes foram lavados 3 vezes, em meio isento de soro, isento de ácidograxo. Os explantes foram então cultivados individualmente em triplicata,durante 4 dias em 1 ml de meio isento de soro, isento de ácido graxo, nãocontendo aditivos (controle, C), ácido retinóico 10"6M (RA) ou 50 ng/ ml deoncostatina M (OSM). Observe-se que nem todos os tratamentos forampossíveis em todos os cães, devido à disponibilidade de cartilagem. Aliberação de GAG no meio foi medida (ug/ mg de peso úmido) na terminaçãoda cultura. Nas tabelas abaixo, o desvio médio e o desvio padrão (SD) deliberação de GAG são fornecidos para as culturas em triplicata a partir decada um dos quatro cães. Em adição, as concentrações de lactato dos meios(u.g/ mg de peso úmido) são fornecidas para cada tratamento.
Tabela 1; Resultados para o Cão 1
<table>table see original document page 13</column></row><table>Como mostrado na Tabela 1, um decréscimo significativo naliberação de GAG ocorreu com 100 ug/ ml de EPA em culturas tratadas comOSM e com 300 fig/ ml em culturas tratadas com RA e OSM. Não houvedecréscimo significativo nas concentrações de lactato médias com qualquerdose de EPA .
Tabela 2: Resultados para o Cão 2
<table>table see original document page 14</column></row><table>
** não analisado
Como mostrado na Tabela 2, EPA mas não ALA ou DHAreduziram de modo significativo a liberação de GAG nas culturas tratadascom OSM. Não houve efeito significativo sobre a concentração de lactatomédia por qualquer dose de qualquer dos ácidos graxos.
Tabela 3: Resultados para o Cão 3
<table>table see original document page 14</column></row><table><table>table see original document page 15</column></row><table>
** não analisado.
Como mostrado na Tabela 3, nenhum dos ácidos graxosalterou, de modo significativo, a liberação de GAG a partir de cartilagemestimulada por RA ou OSM neste animal particular. Não houve alteração nolactato médio associado com qualquer dose de qualquer ácido graxo.
Tabela 4: Resultados para o Cão 4
<table>table see original document page 15</column></row><table>
Como mostrado na Tabela 4, EPA em 300 g/ ml, mas nãoqualquer outro ácido graxo em qualquer dose, diminuiu, de modosignificativo, a liberação de GAG a partir de culturas tratadas com RA. Houveum decréscimo significativo na concentração de lactato média no controle,culturas tratadas com RA e OSM com o tratamento prévio de 300 ug/ml.
Exemplo 2
Este exemplo ilustra a incorporação de ácidos graxos ômega 3em membranas de condrócito caninas.
A maior parte destes experimentos foi executada usandoculturas de monocamada, no entanto, em um experimento único, aincorporação de ácidos graxos em culturas de explante de cartilagem caninafoi analisada.
Culturas de Monocamada: Durante de 24 a 48 horas não houveincorporação do ácido graxo ômega -3 ALA a 18: 3 em membranas decondrócito de dois cães. O percentual de ALA nos condrócitos incubadosapenas em meio foi < 1% de 5 (faixa de 0,3 - 0,9%) e após 24 ou 48 horas deincubação com de 100 a 300 ug/ ml de ALA, este percentual não havia sidosignificativamente alterado (faixa 0,3-2,5%).
Durante 48 horas, houve incorporação significativa do ácidograxo ômega-3 EPA a 20: 5 em membranas de condrócito de um cão. Opercentual e EPA aumentou de < 1% (faixa de 0,2- 0,6%) a aproximadamente7% (faixa de 5,6- 8%) quando as culturas foram tratadas com de 100 a 300ug/ ml de EPA durante 48 horas. A incorporação não foi diferente quando asculturas foram executadas na presença ou ausência de 5% de soro de novilhofetal (FCS).
Durante 48 horas, houve incorporação significativa do ácidograxo ômega -3 EPA a 20: 5, mas não do ácido graxa ômega -3 ALA a 18: 3nas membranas de condrócito a partir de um cão (doses de 300 ug/ ml paracada ácido graxo. O percentual de EPA aumentou de < 1% aaproximadamente 15%.
Durante 3 ou 6 dias, houve uma incorporação significativa doácido graxo ômega-3 EPA a 20: 5 em membranas de condrócito de um cão(dose de 300 p.g/ ml de EPA). O percentual de EPA aumentou de < 1% a 16-18% , sem diferença entre 3 e 6 dias de incubação.
Cultura de Explante: Durante 6 dias, houve incorporaçãoaparente do ácido graxo ômega -3 a 20: 5 EPA, mas não do ácido graxoômega - 3 DHA a 18: 3 ou do ácido graxo ômega -6 AA em explanes decartilagem de um cão (dose de 300 ug/ m para cada ácido graxo). Opercentual de EPA aumentou de 0% (não detectável ) a aproximadamente 2%.
Sumário: Estes dados indicaram que PA, mas nenhum outroácido graxo ômega-3, foi incorporado nas membranas de condrócito animais,seja em culturas de monocamadas ou em culturas de explante.
Exemplo 3
Este exemplo ilustra o efeito de ácidos graxos ômega-3 sobre ometabolismo de condrócito canino.
De modo a avaliar o efeito potencial de ácidos graxos ômega-3sobre proteína e metabolismo de proteoglicano em cartilagem canina, asculturas foram preparadas como descrito no Exemplo 1, exceto quanto aos 4dias de cultura finais, quando não foram adicionados estímulos catabólicos(isto é, todas as culturas de "controle". Durante as 24 horas finais da cultura(i) 35S04 (para medir a síntese de proteoglicano) ou (ii) 35S-metionina e 33S-cisteína (para medir a síntese de proteína) foram adicionados ao meio pararadiorrotular proteoglicanos e proteínas recém sintetizados, respectivamente.
A incorporação do radiorrótulo na matriz da cartilagem foi medida naterminação da cultura. Não foi efetuada tentativa para quantificar a perda dematerial radiorrotulado a partir da cartilagem durante o período de rotulaçãode 24 horas. O desvio padrão (SD) e médio da incorporação de 33S04 ("PG")ou de 3:>S-metionina e 35S- cisteína ("PROT") como peso úmido de DPM/ mg,conforme mostrado na Tabela 5 abaixo.Tabela 5
<table>table see original document page 18</column></row><table>
Como mostrado na Tabela 5, não houve efeito significativo dequalquer ácido graxo ômega-3 sobre a síntese de proteína e incorporação àmatriz. EPA em 100 )j.g/ ml aumentou, de modo significativo, a síntese e aincorporação de proteoglicano. Nenhuma outra dose de ácido graxo alterou,de modo significativo, a síntese de proteoglicano e a incorporação na matrizda cartilagem.
PCR por transcrição reversa foi usado para medir os níveis deexpressão de mensagem de mRNA de proteinases de matriz (agrecanases 1 e2), ciclooxigenases 1 e 2, lipoxigenases 5 e 12, e citocinas autocrinaspotenciais e os seus receptores (por exemplo, IL-1, IL-6, e TNF).
Os resultados deste estudo verificaram que as mensagens demRNA de agrecanase-1 e agrecanase- 2 foram expressas em tecido decartilagem canina "normal". Em adição, alguns cães expressaram mensagemde mRNA de mensagem de ciclooxigenase-2, embora não houvessem sinaisde patologia conjunta nestes animais. Isto permitiu a monitoração dos efeitosde suplementação de ácido graxo ômega- 3 e ômega-6 sobre a expressão demRNA de agrecanases e COX-2 em explantes de cartilagem articular caninanão- estimulada . EPA foi o único ácido graxo capaz de reduzir a mensagemde mRNA para as enzimas degradativas, agrecanase-1 e agrecanase-2, emcartilagem articular canina. Isto demonstrou a capacidade de EPA para"inativar" os genes responsáveis pela degradação de cartilagem.
Exemplo 4Este exemplo ilustra os efeitos dos ácidos graxos ômega-3 emestudos clínicos de osteoartrite canina.
Três estudos clínicos foram conduzidos em cães de estimação,diagnosticados clinicamente com osteoartrite. Práticos gerais em veterinária eespecialistas ortopédicos cadastraram cães de clientes, que satisfizeram acritérios de elegibilidade específicos. Foi requerido com que todos ospacientes (i) apresentassem evidência radiográfica de osteoartrite commanifestações clínicas mensuráveis da doença, com base em relatos históricospor donos de animais de estimação e exames físicos por veterinários ; (ii)estivessem, por outro lado, saudáveis e livres de doenças concorrentes combase em exame físico, contagem sangüínea completa (CBC), químicasangüínea e urinálise; e (iii) fosse mantido o regime de terapia na recepção demedicações e suplementos prescritos para osteoartrite durante os 30 dias antesda inscrição no estudo.
Foram executadas as medições que se seguem. Perfil de ácidograxo do soro: Isto foi determinado através de um método de cromatografiagasosa, envolvendo a extração de ácido graxos através de uma mistura declorofórmio e metanol (2:1), metilação usando o reagente trifluoreto de boro-metanol (BF3:MeOH), seguido por detecção de ionização por chama (FID).
Esteres metílicos do ácido graxo foram identificados através da comparaçãodos tempos de retenção com aqueles de padrões conhecidos e quantificadosusando um padrão interno. Avaliação clínica veterinária: Veterináriosconduziram tanto um exame físico, como uma avaliação clínica da condiçãoosteoartrítica do paciente durante a fase de varredura e na conclusão de cadaum dos intervalos de alimentação, durante o curso do ensaio clínico. Osveterinários avaliaram a severidade de cinco parâmetros osteoartríticos:coxeadura, relutância em suportar peso, redução na faixa de movimento,relutância em reter o membro contralateral, e dor quando do apalpamento dajunta. Alterações nas graduações de severidade para estes parâmetrosindividuais foram medidas ao longo da duração do período de alimentação.Uma avaliação clínica veterinária abrangente quando ao impacto daintervenção dietética sobre a condição osteoartrítica dos pacientes foiderivada pela combinação das alterações em graus de severidade para todosos cinco parâmetros individuais.
Avaliação subjetiva do dono do animal de estimação. Foirequerido com que os donos dos animais de estimação completassem umquestionário de cadastro antes da participação no estudo e questionáriosadicionais na conclusão de cada um dos intervalos de alimentação ao longo docurso do ensaio clínico.
Questionários de cadastro. Donos de animais de estimaçãoavaliaram a freqüência observada e a severidade dos sinais mais comuns deosteoartrite canina incluindo a dificuldade de levantar a partir do descanso,claudicação, rigidez, sensibilidade quando tocado, retardo durantecaminhadas, latidos ou ganidos quando em dor, comportamentos agressivos,dificuldades na corrida, dificuldade no caminhar, dificuldade em subirdegraus, dificuldade em pular, dificuldade em brincar, mobilidadeprejudicada, nível de atividade total. Em adição, os donos avaliaram acondição osteoartrítica de seus animais de estimação.
Questionário de alimentação. Donos de animais de estimaçãoavaliaram tanto a freqüência como a alteração na severidade dos sinais deosteoartrite canina, que foram recrutados durante o cadastro. Em adição, osdonos de animais de estimação avaliaram a severidade da dor de seus animais,associada com a osteoartrite.
Análise de marcha de placa de força. Os cães foram avaliadosem cada instituição usando uma placa de força biomecânica computadorizadaem 0, 6 e 12 semanas. A placa foi montada centralmente e varrida com asuperfície em um curso de 10 m. Um tratador fez com que os cãescaminhassem a trote através da placa para confirmar as passadas e a marcha.Um ensaio foi considerado válido se houvesse passadas de pata traseira epassadas dianteiras ipsilaterais, ao mesmo tempo em que o cão caminhava emtrote através de uma placa de força em uma velocidade de 1,5-2,0 m/ s, comuma variação de aceleração de -0,5 - 0,5 m/ s2. Durante cada ensaio, avelocidade dianteira do cão foi medida, usando um cronômetro demilissegundos e dois comutadores fotoelétricos. Cada ensaio foi gravado emvideotape para a revisão e confirmação de passadas válidas. Foi tomadocuidado para que fosse assegurado que o cão disparou o cronômetro e queuma velocidade consistente (conforme percebida pelo tratador e peloobservador) foi mantida através da placa durante cada ensaio.
Cinco ensaios válidos para cada período de teste foram obtidospara cada membro afetado e cada membro ipsilateral de cada cão. Forças dereação de solo ortogonais de força vertical de pico, impulso vertical, forças defrenagem e propulsivas e impulsos de propulsão foram medidas e registradaspor um programa de software especializado. (Acquire, Sharon Software, DeWitt, MI). Todas as forças foram normalizadas com relação ao peso corpóreo,em quilogramas. Foi obtida a média dos dados a partir do ensaio, válidos paracada membro, de modo a obter um valor para cada força ou impulso em cadaperíodo de tempo.
Os dados de força de reação de solo foram comparados entreos grupos de tratamento e placebo , como uma diferença percentual entre osmembros aleijados e os membros ipsilaterais em cada período de tempo. Aalteração percentual dos dados de força do solo sobre o membro aleijadoforam comparadas no início e no final do período de alimentação.
Estudo Número 1: Um estudo canino foi conduzido de modo aavaliar o efeito dietético de níveis aumentados de alimentação de ácidosgraxos 3 -n em cães diagnosticados com osteoartrite. Dezoito médicos emveterinária geral foram recrutados para cadastrar pacientes no estudo. Umtotal de 131 cães foram atribuídos, de modo aleatório, a dois tratamentosdietéticos e alimentados durante 180 dias. Os alimentos de teste e de controlepossuíam um perfil de macronutrientes similares, mas eramsignificativamente diferentes em composição de ácido graxo (Tabela 6). Adieta de teste continha altos níveis de ALA, EPA e DHA e foi formulada comuma baixa razão de n-6/ n-3. A dieta de controle era um produto de vendalíder disponível para alimentos de cães, com níveis típicos de ácidos graxos 3-n e uma razão característica de n-6/ n-3 para a indústria.
Tabela 6
<table>table see original document page 22</column></row><table>
* NFE = conteúdo de carboidrato solúvel como extrato livre de nitrogênio
Ácidos graxos do soro e avaliações de donos de animais deestimação foram registradas em 0, 45, 90 e 180 dias. Os perfis de ácido graxodo soro foram modulados, de modo significativo, pelo alimento de teste. Ogrupo de teste apresentou concentrações significativamente mais elevadas deácidos graxos n-3 (P < 0,01), especificamente de EPA, DHA e ALA,concentrações significativamente mais baixas de AA (P < 0,01) e razões de n-6/ n-3 significativamente mais baixas (P < 0,01) quando comparadas ao grupode controle na conclusão de cada intervalo de alimentação (Tabela 7). Ogrupo de teste apresentou aperfeiçoamentos significativos para olevantamento a partir do descanso, corrida e jogos no dias 45 e caminhada nosdias 90 e 180, quando comparado ao grupo de controle, com base emobservações de donos de animais de estimação (P < 0,05), mesmo na presençade um efeito de placebo forte (Tabela 8).Tabela 7; Níveis de Ácido Graxo do Soro Médio (mg/ dl)
<table>table see original document page 23</column></row><table>
Tabela 8: Alteração Observada em Donos de Animais de Estimação na
<table>table see original document page 23</column></row><table>
* Escala de avaliação de severidade de osteoartrite: 1 = melhor, 2= sem alteração, 3= piora.** nsd = sem alteração significativa.
Estudo Número 2: um estudo canino foi conduzido de modo aavaliar o efeito dietético de níveis aumentados de alimentação de ácidosgraxos n-3 a cães diagnosticados com osteoartrite. Dois especialistasortopédicos veterinários cadastraram os pacientes no estudo. Um total de 38cães foram atribuídos, de modo aleatório, a dois tratamentos dietéticos ealimentados durante 90 dias. As dietas de teste e de controle foram manufaturadas a partir dos mesmos lotes de alimentos que acima descrito(Tabela 6).
Ácidos graxos do soro, análise de marcha de placa de força, eavaliações clínicas veterinárias foram registradas em 0, 45 e 90 dias. Os perfisde ácido graxo do soro foram significativamente modulados pelo alimento deteste. O grupo de teste apresentou concentrações de soro significativamentemais altas de ácidos graxos n-3 (P < 0,01), especificamente de EPA, DHA eALA, concentrações significativamente mais baixas de AA no dia 90 (P <0,01), e razões de n-6/n-3 significativamente mais baixas (P < 0,01) quandocomparado ao grupo de controle na conclusão de cada intervalo dealimentação (Tabela 9).
Tabela 9; Níveis de Ácido Graxo do Soro Médios (mg/ dl)
<table>table see original document page 24</column></row><table>
Uma avaliação biomecânica do membro osteoartrítico maissevero foi objetivamente avaliada usando análise de marcha de placa de força(Tabela 10). A força de pico vertical é o parâmetro chave medido paradeterminar o peso suportado do membro afetado. Não houve alteraçãosignificativa na força de pico vertical média durante a duração de alimentaçãode 90 dias para o grupo de controle (P = 0, 91), ao mesmo tempo em quehouve um aumento significativo na força de pico vertical média ao longo dotempo para o grupo de teste (P = 0,01). A alteração média percentual na forçade pico foi também significativamente diferente entre grupos (P < 0,05),indicando que o grupo de teste aumentou o peso suportado no membroafetado, ao mesmo tempo em que o grupo de controle não exibiu alteração nopeso suportado no curso do estudo. A capacidade de suportar peso pode sertambém representada pela exibição da distribuição de freqüência da alteraçãopercentual no pico vertical para cada grupo dietético. Apenas 31% dosanimais no grupo de controle apresentaram melhora no suporte de peso após90 dias de alimentação, enquanto que 82% dos cães no grupo de testeaumentaram o suporte de peso no curso do estudo.
Tabela 10 : Força de Pico Vertical
<table>table see original document page 25</column></row><table>
As avaliações clínicas subjetivas executadas pelos cirurgiõesortopédicos veterinários proporcionaram suporte adicional para a eficácia dadieta de teste. Com base na avaliação clínica veterinária compreensiva, ummaior percentual de cães foi avaliado como tendo melhorado, o qualconsumiu o alimento de teste quando comparado a cães que consumiram oalimento de controle (P < 0,05).
Estudo Número 3: Um estudo canino foi conduzido de modo adeterminar o efeito de dose de níveis aumentados de alimentação de ácidosgraxos 3-n a cães diagnosticados com osteoartrite. Vinte e oito médicos declínica geral veterinária cadastraram pacientes no estudo. Um total de 177cães foram atribuídos, de modo aleatório, a três tratamentos dietéticos, ealimentados durante 90 dias. Aproximadamente dois terços dos cães queparticiparam do estudo estavam recebendo medicações e/ ou suplementosprescritos para o tratamento de osteoartrite, em adição a consumir as dietasterapêuticas sendo avaliadas. Os três alimentos de teste possuíam perfis demacronutriente similares, mas variaram na composição de EPA e DHA, coma variável A contendo os níveis mais baixos e a variável C contendo os níveismais altos (Tabela 11).Tabela 11
<table>table see original document page 26</column></row><table>
*NFE = Conteúdo de carboidrato solúvel como extrato livre de nitrogênio.
Ácidos graxos de soro, avaliações de donos de animais de estimação, eavaliações clínicas veterinárias foram registrados em 0, 21,45 e 90 dias. Perfis de ácidograxo do soro foram significativamente modulados através de todas as variáveisdietéticas. Os cães alimentados com as variáveis de teste B & C possuíam concentraçõesde soro significativamente mais altas dos ácidos graxos n-3 (P < 0,01) e razões de n-6/ n-3 significativamente mais baixas (P < 0,01) quando comparados a cães alimentados coma variável de teste A na conclusão de cada intervalo de alimentação (Tabela 12).
Tabela 12; Níveis de Ácido Graxo de Soro Médios (mg/dl)
<table>table see original document page 26</column></row><table>Os donos de animais de estimação relataram aperfeiçoamentosem 13 de 14 sinais osteoartríticos individuais para cães, que consumiamqualquer das variáveis dietéticas durante 21 dias (Tabela 13). Em adição, osdonos de animais de estimação relataram uma diminuição na severidade de 13de 14 sinais osteoartríticos individuais para cães que consumiam quaisquerdas variáveis dietéticas durante 90 dias (Tabela 14). Os donos de animais deestimação também relataram uma redução significativa na freqüência desinais osteoartríticos observáveis após os cães terem consumido quaisquer dasvariáveis dietéticas durante 90 dias (Tabela 15).
Tabela 13: Melhora Observada por Donos de Animais de Estimação emSinais Osteoartríticos (Dia 0-21)
<table>table see original document page 27</column></row><table>
Os valores "p" acima referem-se à alteração média a partir do dia 0 ao dia 21.
Tabela 14; Diferença na Classificação de Severidade de Donos deAnimais de Estimação (Dia 0 -90)
<table>table see original document page 27</column></row><table><table>table see original document page 0</column></row><table>
Cães, que consumiam concentrações mais altas de ácidosgraxos n-3, foram relatados como tendo uma melhora mais significativa nacondição osteoartrítica e uma redução mais significativa na progressão deosteoartrite do que aqueles cães que recebem a dose mais baixa, com base emavaliações de médicos de clínica veterinária (Tabela 16). Não houve diferençasignificativa na melhora da condições osteoartrítica ou redução na progressãoosteoartrítica entre o grupo que recebe medicações e/ ou suplementos e ogrupo não- medicado (Tabela 17). Isto indica que as dietas terapêuticas agemde modo sinérgico com outras terapias ou que pelo menos não se opõem aoutras terapias pelo provimento de benefício adicional a cães que sofrem deosteoartrite.
Uma incidência extremamente baixa de reações adversos ouefeitos colaterais foi relatada entre cães que participam deste estudo. Apenascinco cães dos 215 animais designados para o alimento foram relatados comotendo diarréia e vômitos, o que poderia ser possivelmente atribuído aoconsumo de uma das variáveis dietéticas. A incidência similar de reaçõesadversas ou de efeitos colaterais foi relatada para aqueles cães que consomemas dietas terapêuticas nos dois estudos prévios discutidos (1/ 88 e 1/26 para osexemplos 1 e 2, respectivamente).
Tabela 16
<table>table see original document page 29</column></row><table>
Tabela 17
<table>table see original document page 29</column></row><table>
Neste relatório, foram expostas modalidades preferidas típicas dainvenção e, embora termos específicos tenham sido empregados, eles são usadosapenas em um sentido genérico e descritivo e não para propósitos de limitação, oescopo da invenção sendo exposto nas reivindicações. Obviamente, muitasmodificações e variações da invenção são possíveis à luz dos ensinamentos acima.
Deve portanto ser entendido que, dentro do escopo das reivindicações apensas, ainvenção pode ser praticada de outro modo que especificamente descrito.