BRPI0608621A2 - instalaÇço de limpador de pÁra-brisa com dois limpadores girando em sentido contrÁrio e dois motores reversÍveis - Google Patents
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Abstract
INSTALAÇçO DE LIMPADOR DE PÁRA-BRISA COM DOIS LIMPADORES GIRANDO EM SENTIDO CONTRÁRIO E DOIS MOTORES REVERSÍVEIS. A presente invenção refere-se a uma instalação de limpador de pára-brisa com dois limpadores em movimento oposto 1, 2, 4, 5 e dois motores reversíveis 6, 7 em que o risco de uma colisão dos dois limpadores pode ser fortemente reduzido pelo fato de que entre os movimentos de limpador dos dois limpadores acionados de modo reversível é gerada uma defasagem definida com a ajuda das engrenagens de alavanca 8 conjugadas aos motores reversíveis que é ajustada de tal modo que um dos limpadores esteja em avanço de fase em relação ao outro limpador no primeiro sentido de movimentação, e no segundo sentido de movimentação, está em retardação de fase.
Description
Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "INSTALA-ÇÃO DE LIMPADOR DE PÁRA-BRISA COM DOIS LIMPADORES GIRAN-DO EM SENTIDO CONTRÁRIO E DOIS MOTORES REVERSÍVEIS".
Estado da Técnica
A presente invenção refere-se a uma instalação de limpador de
pára-brisa com dois limpadores girando em sentido contrário e dois motoresreversíveis sincronizados, sendo que os limpadores com suas borrachassobrepõem-se pelo menos parcialmente em uma posição de estacionamen-to, e sendo que cada motor reversível aciona um limpador através de uma engrenagem de alavancas.
Uma instalação de limpador de pára-brisa desse tipo é conheci-da, por exemplo, da patente DE 103 06 496 A1.
Para limpar pára-brisas de automóveis são conhecidos diversostipos de campos de limpadores de pára-brisa e dispositivos de acionamento.No caso dos campos de limpadores de pára-brisa distinguem-se principal-mente campos individuais e campos de dois limpadores. No caso dos cam-pos de dois limpadores, os limpadores consistindo em braço de limpador eborracha de limpador podem ser acionados em sentido sincronizado e emsentido oposto. O dispositivo de acionamento possui, até agora, via de regra,
apenas um motor de limpador de pára-brisa, também para dois limpadoresde pára-brisa cujo movimento rotativo de acionamento do seu eixo do motoré multiplicado pelo mecanismo de manivela em um movimento giratório osci-lante dos eixos de motor dos limpadores de pára-brisa. Motores de limpadorde pára-brisa mais novos possuem uma eletrônica que regulam um movi-mento de acionamento reversível do eixo do motor. A eletrônica permite ain-da um controle do ângulo do limpador com uma correção do ângulo de lim-pador dinâmica, dependendo da carga e regulagem das velocidades de lim-pador. Além disso, a eletrônica permite diversas funções e posições dos lim- padores, por exemplo, uma posição de estacionamento ampliada.
Para limpar pára-brisas grandes, freqüentemente são utilizadasinstalações de limpadores de pára-brisa com limpadores de pára-brisa em
PI0608621-7movimento oposto. Se estes forem acionados por um motor de limpador depára-brisa, resulta, além de uma construção grande de acordo com a largurado veículo uma grande demanda de espaço construtivo no centro do veículo.Além disso, a construção cinemática com ou sem apoio intermediário é dis-pendiosa e exige um motor de limpador de pára-brisa grande, potente s. Ogrande número de componentes mecânicos individuais causa grandes tole-râncias do ângulo de limpador estáticas, aos quais se juntam tolerâncias deângulo de limpador dinâmicas condicionadas por elasticidades dos compo-nentes mecânicos e dos elementos de suporte e de fixação.
Para se conseguir uma construção cinemática mais simples e,por conseguinte, tolerâncias de ângulo de limpador menores, utilizam-se ins-talações de limpadores de pára-brisa com dois motores de limpador de pára-brisa que estão dispostos na área dos mancais de limpadores, portanto, nãoexigindo nenhum espaço de construção na área central do pára-brisa. Parao acionamento são utilizados dois motores de limpador de pára-brisa sincro-nizados com uma comunicação elétrica. Preferencialmente, ambos motoresde limpador de pára-brisa são regulados por uma eletrônica de controle emoperação reversível, para se obter as respectivas vantagens. Assim sendo, orespectivo motor, quando o limpador alcança a posição superior no pára-brisa, recebe um sinal de reversão gerado pela eletrônica para comandar areversão do sentido de rotação. No restante, o acionamento do limpador depára-brisa, como descrito, por exemplo, na patente DE 100 45 573 A1, com-preende uma manivela de motor disposta no eixo de motor do respectivomotor que através de uma engrenagem de alavancas aciona de modo osci-lante uma alavanca oscilante que, por sua vez, é apropriada para o aciona-mento de um braço de limpador de pára-brisas ou de hastes de um braço delimpador de pára-brisas. Este disposição é utilizada para motores rotativos ereversíveis, sendo que a engrenagem de alavancas precisa ser adaptada aotipo de acionamento.
De fato, cada vez mais são utilizados em veículos com instalação de limpador de pára-brisa com movimento oposto, devido às condiçõesde montagem e da demanda do momento do motor, instalações de limpado-res de pára-brisas de dois motores em sentido contrário. No caso destasinstalações de limpadores de pára-brisas com movimento contrário podeocorrer uma colisão e um bloqueio das alavancas de limpador no veículo,causado pela disposição sobreposta dos limpadores, em caso de uma varia- ção dos movimentos dos dois limpadores do movimento teórico. Os desviosdas curvas de comando dos movimentos dos limpadores da curva teóricaobrigatória são condicionados por tolerâncias de fabricação mecânicas edesvios de regulação dos módulos de acionamento das instalações de lim-padores de pára-brisas de controle eletrônico. Mesmo em caso de eixos de saída dos motores com sincronização ideal podem ocorrer desvios em virtu-de da mecânica conectada em série que se manifestam em deslocamentosde fase aleatoriamente distribuídas entre os movimentos de limpar dos lim-padores.
Se a soma dos deslocamentos de fase dos movimentos dos lim- padores entre o módulo FS (lado do motorista) e o módulo BS (lado do caro-na) de uma instalação de limpador de pára-brisa de dois motores for desfa-vorável, isto causa - em caso de uma distância mínima insuficiente entre oslimpadores - uma colisão. A distância de segurança maior necessária porcausa das curvas de comando com tolerância entre as borrachas dos limpa- dores, porém, traz a desvantagem de uma movimentação menos harmonio-sa dos limpadores.
A presente invenção tem a tarefa de realizar uma instalação delimpador de pára-brisa do tipo inicialmente mencionado de tal modo que orisco de colisão condicionado pelas tolerâncias de fabricação e da eletrônica dos limpadores possa ser reduzido, sem a necessidade de aumentar a dis-tância de segurança dos limpadores.
De acordo com a presente invenção, esta tarefa é solucionadacom a ajuda de uma instalação de limpador de pára-brisa de acordo com areivindicação 1. Realizações vantajosas são caracterizadas nas sub- reivindicações.
De acordo com a presente invenção, entre os movimentos delimpar dos dois limpadores acionados reversivelmente, é gerada uma defa-sagem definida através das engrenagens de alavancas conjugadas aos mo-tores reversíveis, defasagem essa que é orientada de maneira que um doslimpadores - relativamente ao outro limpador - esteja em avanço de fase emum dos sentidos de limpador, e no segundo sentido de limpador, está em retardamento de fase. A presente invenção baseia-se na idéia de que umadefasagem mecânica em um motor reversível tem um efeito completamentediferente do que em um motor de rotação. Neste último, um limpador superi-or em avanço de fase no primeiro sentido de movimentação também, inde-sejavelmente, estaria em avanço de fase no segundo sentido de movimenta- ção o que significaria um risco de colisão maior. No motor reversível, emcontrapartida, no ponto de reversão superior do respectivo limpador ocorreuma reversão de fase, de modo que o limpador superior que primeiramenteestava em avanço de fase, é automaticamente em retardamento de fase nosegundo sentido de movimentação, o que diminui o risco de colisão também na segunda metade do ciclo de limpar. Com referência ao limpador inferior,este contexto significa que o limpador inferior que durante o primeiro sentidode movimentação está em retardamento de fase em relação ao limpadorsuperior no segundo sentido de movimentação, em virtude da reversão defase ocorrida nos pontos de retorno, está em avanço de fase. Na totalidade, a defasagem mecânica de acordo com a presente invenção significa, espe-cialmente na faixa crítica de colisão em ângulos de limpadores médios, umaseparação do funcionamento dos movimentos de limpar dos limpadores umem relação ao outro.
Em virtude do avanço de acordo com a presente invenção de uma defasagem definida e dirigida entre os módulos de limpador FS [lado domotorista] e BS [lado do carona], o risco de uma colisão dos limpadores po-de ser fortemente reduzido. Vice-versa, sem correr o risco de uma colisão,em uma defasagem dimensionada de acordo com a presente invenção, adistância mínima das borrachas do limpador de pára-brisas pode ser manti- da pequena ou ser reduzida, apesar das tolerâncias, em virtude do que alémde uma harmonização do movimento do limpador, com vantagem a instala-ção de limpador de pára-brisa sofre menor esforço e a absorção de correntemáxima é reduzida. Além disso, também divergências eletrônicas de regula-dor da curva de controle do valor teórico dos movimentos de limpador po-dem ser evitadas pela defasagem de acordo com a presente invenção oupodem ser amenizadas no que se refere ao risco de colisão.
De modo vantajoso pode com a ajuda de uma engrenagem dealavancas ser gerada ou uma defasagem positiva apenas para o limpadorsuperior que no primeiro sentido de movimento do limpador é ligada a umavanço de fase do limpador superior, ou como alternativa, apenas para olimpador inferior uma defasagem negativa que no primeiro sentido de movi-mento do limpador é ligado a um retardamento de fase do limpador inferior.
Uma execução especialmente vantajosa da instalação de limpa-dor de pára-brisa de acordo com a presente invenção prevê que com a ajudada engrenagem de alavancas para o limpador superior é gerada para o lim-pador superior uma defasagem positiva ligada ao avanço de fase do limpa-dor superior no primeiro sentido de movimento do limpador, e ao mesmotempo, para o limpador inferior é gerada uma defasagem negativa ligada aoretardamento de fase do limpador inferior no primeiro sentido de movimentodo limpador. Assim sendo, a defasagem do respectivo limpador individualpode ser mantida relativamente pequena. Também é vantajoso quando ovalor absoluto da defasagem no limpador superior e no limpador inferior é decada vez 3o do ângulo da manivela do motor.
Em uma outra variação vantajosa, a defasagem é gerada pormeio de uma variação definida do ângulo da respectiva manivela de motorda engrenagem de alavancas. Esta variação pode ser realizada com vanta-gem pelo fato de que a manivela do motor é ligada de modo articulado auma barra articulada que com sua outra extremidade é ligada de modo arti-culado com uma alavanca oscilante de apoio que aciona de modo oscilanteo respectivo limpador, e que a variação de ângulo é gerada pelo desvio damanivela de motor da posição ideal de cobertura ou de extensão no que serefere à barra articulada. A função de transmissão (função de engrenagem)de tais engrenagens com multiplicação irregular oferece a vantagem de que,para diminuir o risco de colisão são realizadas defasagens suficientes dealguns graus que são realizadas pela ação derivada de um ângulo da mani-vela do motor correspondente, são acompanhados de alterações muito pe-quenas do ângulo do limpador do respectivo limpador quase que não per-ceptíveis para o motorista. A defasagem de ação derivada de acordo com a presente inven-
ção, na verdade, causa uma variação do ângulo de limpador do ângulo delimpador teórico na posição de reversão superior, porém, isto pode ser corri-gido de modo simples devido ao fato de que o ângulo de reversão do res-pectivo limpador que em virtude da defasagem diverge do ângulo de rever- são teórico, é de tal modo corrigido pela recalibração do controle elétrico dorespectivo motor reversível que para o limpador na posição de reversão su-perior resulta o ângulo de limpador nominal.
Em todas as variações da instalação de limpador de pára-brisade acordo com a presente invenção também é vantajoso que a defasagem seja gerada no escopo da fabricação na montagem da respectiva manivelado motor, isto é, não são necessárias quaisquer alterações construtivas dis-pendiosas.
No detalhe, em instalações de limpadores de pára-brisas de doismotores com módulos mecanicamente diferentes que somente são forneci- das em execuções com direção à esquerda ou com direção à direita (ao todoquatro módulos de acionamento de limpador), a defasagem pode ser reali-zada de maneira simples através de uma montagem dirigida das alavancas.
A seguir, a presente invenção é explicada detalhadamente emexemplos de execução com a ajuda dos desenhos. Eles mostram: A figura 1 mostra a apresentação esquematizada de uma insta-lação de limpador de pára-brisa de acordo com a presente invenção parapára-brisas de automóveis.
A figura 2 mostra em vista de cima uma haste prevista como en-grenagem para a instalação de limpador de pára-brisa de acordo com a pre- sente invenção em uma posição com a posição da manivela do motor mani-velada em +3° (módulo FS) [lado do motorista].
A figura 3 mostra a haste da figura 2, porém, em posição de co-bertura.
A figura 4 mostra a haste da figura 2 ou 3 em uma posição coma posição da manivela do motor manivelada em -3o (módulo BS) [lado docarona]. A figura 5 mostra um diagrama com a trajetória das funções de
transmissão possíveis em dependência de tolerâncias de hastes de um mó-dulo de limpador individual.
A figura 6 mostra em escala ampliada um recorte do diagramada figura 5 na faixa de ângulos de manivela do motor pequeno.
A figura 7 mostra em escala ampliada um recorte do diagrama
da figura 5 na faixa de ângulo de manivela do motor central, crítico com res-peito a colisões dos limpadores.
A figura 8 mostra em escala ampliada um recorte do diagramada figura 5 na faixa do ângulo de reversão.A figura 1 mostra de modo esquematizado uma forma de execu-
ção preferida de uma instalação de limpador de pára-brisa com dois limpa-dores de movimentos opostos. A instalação de limpador de pára-brisa possuium limpador superior (FS) no lado do motorista, veja o símbolo do volante 3,e um limpador inferior (BS) no lado do carona. O limpador superior possuium braço de limpador superior 4 e uma borracha do limpador superior 1, olimpador inferior possui um braço de limpador inferior 5 e uma borracha dolimpador inferior 2. Na posição de estacionamento mostrada, as borrachasdo limpador 1 e 2 estão dispostas uma sobre a outra, isto é, pelo menos par-cialmente sobrepostas e mais ou menos paralelas, na parte inferior do pára- brisa a ser limpo. Na primeira metade de um ciclo de limpar - no movimentopara cima - a borracha do limpador superior 1 movimenta-se mais ou menosem quarto de um círculo contra o sentido horário, ao passo que a borrachado limpador inferior 2 que realiza movimentos opostos, executa ao mesmotempo um movimento de um quarto de um círculo em sentido horário, veja as setas correspondentes na figura 1 (aqui e a seguir não serão levadas emconsideração eventuais defasagens temporais dos dois limpadores que aocontrário da defasagem mecânica de acordo com a presente invenção sãogeradas pelo controle eletrônico de acordo com o programa ou para a regu-lagem). Quando as borrachas do limpador 1 e 2 alcançarem suas posiçõessuperiores de reversão, elas mudam seu sentido de movimentação e, depoisde limpar o pára-brisa para baixo, alcançam no final do ciclo de limpeza suasposições de reversão inferiores. As posições de reversão inferiores podemdiferenciar um pouco da posição de estacionamento mostrada na figura 1.Além disso, em instalações de limpadores de pára-brisas modernas podemser previstas adicionalmente uma chamada posição de estacionamento am-pliada e / ou outras posições de funcionamento ou de serviço. Mas, comoalternativa existe também a possibilidade que as borrachas do limpador naposição de estacionamento estão alinhadas ao longo da coluna A do veículoverticalmente, de modo que a primeira metade do ciclo de limpar é um mo-vimento para baixo, e a segunda metade do ciclo de limpar, um movimentopara cima.
Devido às borrachas do limpador 1 e 2 com movimentos opos-tos, sobrepostos, ocorre uma sobreposição das áreas inferiores dos camposde limpeza sobre os quais passam as borrachas do limpador de pára-brisas1 e 2. Por esta razão, os limpadores devem ser sincronizados de tal mododurante a operação que não colidam. Obviamente, o risco de colisão é maiorna área dos ângulos médios dos limpadores, isto é, mais ou menos no meioentre as posições de reversão superior e inferior. Em instalações de limpa-dores de pára-brisa modernas de dois motores, a sincronização é feita pormeio de controle eletrônico dos dois motores de limpador.
Na instalação de limpador de pára-brisa de dois motores mos-trada na figura 1, os dois limpadores são respectivamente acionados por ummódulo de limpador consistindo em um motor reversível 6 ou 7, uma engre-nagem 8 descrita detalhadamente na figura 2 e de um controle eletrônico 9.(No motor reversível 6 ou 7 pode ser integrada respectivamente uma engre-nagem helicoidal 10 interna que aciona um eixo de saída 14). Os controlesdos dois módulos de limpador são conectados juntos a um equipamento decontrole de veículo 11. Além disso, os controles 9 são interligados direta-mente através de uma interface 12 serial. A instalação de limpador de pára-brisa é operada através de um interruptor de limpador 13 conectado ao e-quipamento de controle de veículo 11. Em um veículo com direção à es-querda, como é indicado na figura 1 pelo símbolo de volante 3, pode, parafins de sincronização, como é detalhadamente descrito na patente do gêneroDE 103 06 496 A1, tipicamente o módulo de limpador esquerdo no lado domotorista como módulo máster pode ter um controle máster 9, ao passo queo módulo de limpador direito no lado do carona como módulo slave possuium controle slave 9a. No caso, as linhas características de limpador de am-bos os limpadores estão depositadas no controle 9 do módulo máster. Com a ligação da instalação de limpador de pára-brisa através do interruptor delimpador 13, o módulo máster ativará o limpador superior de acordo com sualinha característica depositada no controle 9. Além disso, o módulo slave éativado pelo controle 9 do módulo máster. Nisso, o módulo máster envia emseqüência cíclica valores teóricos de posição para o módulo slave, e o mó- dulo slave responde através da interface 12 serial respectivamente com seusvalores reais de posição.
A figura 2 mostra uma alavanca prevista como engrenagem 8para o módulo FS da instalação de limpador de pára-brisa de acordo com apresente invenção que é mostrada em uma posição de manivela de motormanivelada em +3°. Nisto, a manivela de motor 15, por um lado, é conecta-da de modo rígido ao eixo de saída 14 do motor e, por outro lado, de modoarticulado, a uma alavanca articulada 16 que com sua outra extremidade éligada a uma alavanca oscilante 17 que aciona o respectivo limpador de mo-do oscilante. A alavanca oscilante 17 é rigidamente ligada a um eixo detransmissão 18 para a alavanca de limpador não mostrada detalhadamenteaqui. Esta disposição constitui uma engrenagem executada como uma cha-mada manivela oscilante para um eixo de saída 14 acionado por um motorde limpador de pára-brisas rotativo. A manivela de motor 15 que gira ao re-dor do eixo de saída 14 causa o movimento oscilante da alavanca oscilante17 de aproximadamente 80° a 90° para frente e para trás, isto é, em torno doângulo de limpador, sendo que a engrenagem perto da posição de coberturae a estendida (da manivela de motor 15 com relação à alavanca articulada16) trabalham com uma multiplicação essencialmente menor do que nas du-as faixas intermediárias do ângulo da manivela do motor. A função detransmissão da engrenagem que representa a dependência do ângulo dolimpador do ângulo da manivela do motor dado pelo movimento da alavancaoscilante 17, vai achatando-se fortemente nas posições de reversão. Demaneira semelhante, isto também se aplica para um motor reversível aquiutilizado de acordo com a presente invenção que na posição de reversãosuperior do limpador que eventualmente também é definida em um ângulode reversão inferior a 180° de ângulo de manivela de motor recebe um sinalde reversão e inverte seu sentido de rotação.
Conforme se pode ver na figura 2, devido à variação da manive-la de motor 15 da posição de cobertura ideal mostrada na figura 3 em rela-ção à alavanca articulada 16, é gerado um desvio do ângulo, isto é, uma de-fasagem de +3°. Se a manivela de motor 15 do módulo de limpador FS (nolado do motorista) for montada nesta posição manivelada, o limpador superi-or começa o ciclo de limpador com avanço de fase de +3° de ângulo de ma-nivela do motor em relação ao limpador inferior (contando que este mesmonão seja defasado). Em um determinado ângulo de manivela do motor, noângulo de reversão, ocorre a reversão do sentido de rotação e a reversão defase do motor reversível de modo que o movimento para baixo ocorra comum retardamento de fase de -3o de ângulo de manivela de motor, até que,no ponto de reversão inferior ocorra a próxima inversão de fase. O limpadorsuperior, no lado do motorista, está em avanço de fase durante o movimentopara cima, mas no movimento para baixo, em retardamento de fase.
A figura 4 mostra a alavanca da figura 2 ou 3 com uma posiçãode manivela de motor manivelada em -3o. Se a manivela de motor 15 domódulo BS (no lado do carona) for montada nesta posição, resulta lá umadefasagem negativa de 3o, isto é, retardamento de fase no movimento paracima e, depois da reversão, um avanço de fase no movimento para baixo.Se o módulo FS (no lado do motorista) e o módulo BS (no lado do carona)forem montados os dois, e precisamente em "fase oposta", como mostradonas figuras 2 e 4, resulta uma defasagem total dos limpadores um em rela-ção ao outro em 6o de ângulo da manivela do motor.
Condicionado por tolerâncias de fabricação dos módulos de a-cionamento de uma instalação de limpador de pára-brisa com dois motores eas variações de regulagem dos módulos controlados eletronicamente dacurva teórica dos movimentos de limpador para o módulo máster e o móduloslave, existe, como inicialmente mencionado, em caso de uma distância mí-nima insuficiente das alavancas de limpador entre si, o risco de colisão dasalavancas de limpador. Para compensar estas tolerâncias de fabricação dosbraços de limpador, alavancas de limpador, montagem das alavancas delimpador no cliente e variação dos valores de controle eletrônicos do valornominal em máster e slave, até agora era obrigatório, para evitar uma coli-são em todos os estados operacionais, manter uma distância mínima relati-vamente grande e específica para cada veículo (aproximadamente 90 a 100mm) das alavancas de limpador entre si. A distância mínima necessariamen-te grande entre as borrachas do limpador de pára-brisas 1 e 2 tem comodesvantagem uma movimentação dos limpadores menos harmoniosa queesforça mais os braços de limpador 4 e 5 e os motores reversíveis 6 e 7 pormeio de forças de massa maiores nas posições de reversão.
Por esta razão, de acordo com a presente invenção, as defasa-gens atualmente distribuídas aleatoriamente pelas tolerâncias sobre o módu-lo máster (FS) e o módulo slave (BS) são influenciadas de tal modo que omódulo máster esteja em avanço de fase durante o movimento para cima, eem retardamento de fase durante o movimento para baixo. Para o móduloslave são implementadas exatamente as condições de fase opostas.
A figura 5 mostra a influência das tolerâncias dos componentes /da montagem sobre a função de transmissão F (Mkw) = WW, onde Mkw é oângulo da manivela do motor, e WW é o ângulo de limpador. O gráfico mos-tra as possíveis funções de transmissão de um único módulo de uma insta-lação de limpador de pára-brisa de dois motores em dependência das tole-râncias de alavanca variadas, isto é, as tolerâncias dos componentes ou damontagem. A averiguação mostrou que as tolerâncias individuais nos res-pectivos casos mais desfavoráveis podem somar para a curva do valor limitesuperior ou inferior. Isto significa, por exemplo, que em 50° Mkw de acordocom a curva do valor limite superior já pode haver 2 a 3° de avanço de fasedo WW (ângulo de limpador) em relação à curva teórica (curva média nafigura 5), sendo que 1o WW eqüivale a aproximadamente 20 mm no círculoexterno da respectiva borracha do limpador de pára-brisas. Obviamente estasituação é crítica no que se refere ao risco de colisão.
A idéia de acordo com a presente invenção de evitar colisões,não consiste no fato de aspirar para ambos módulos uma trajetória maispróxima possível das funções de transmissão da curva teórica, uma vez queesta eliminação das tolerâncias exigiria um ajuste muito preciso, dispendiosodos componentes mecânicos e eletrônicos. É muito mais simples, como a-cima descrito, gerar de modo dirigido um avanço de fase para o lado FS(limpador superior) e para o lado BS um retardamento de fase da função detransmissão para a curva teórica.
Observando-se atentamente as funções de transmissão comtolerância nota-se que a influência das tolerâncias dos componentes manive-la de motor 15, alavanca oscilante 17, alavanca articulada 16 na faixa decolisão crítica de 30 a 80° de Mkw é pequena. A grandeza de influência es-sencial nesta faixa sobre a defasagem é causada pela variação de monta-gem da manivela de motor 15 em relação à posição de cobertura ou de ex-tensão ideal, veja as figuras 2 a 4. De acordo com a presente invenção, estadivergência de montagem consciente e dirigida gera essencialmente umaengrenagem em avanço de fase ou em retardamento de fase, conformedescrito acima no contexto com a figura 2 a 4, e como mostrado outra vez nafigura 7 na forma de um deslocamento da função de transmissão para FSpara a curva do valor limite superior e para BS para a curva limite inferior.Esta variação consciente da tolerância de montagem da manivela de motor15, na verdade, por si só, também possui tolerâncias, porém, nada muda noefeito desejado da separação da parte de curva superior e inferior corres-pondente.
Da figura 6 vê-se que uma alavanca que possui uma divergênciapositiva (+3°) ou negativa (-3°) da montagem da manivela de motor 15 daposição de cobertura / de extensão ideal, não tem nenhuma influência medí-vel no veículo sobre a posição das alavancas de limpador na posição de es-tacionamento, uma vez que em torno da posição de cobertura / extensão amultiplicação da engrenagem é quase que infinita. Movimentos da manivela de motor 15 nesta faixa de grandeza não são perceptíveis para o motorista,também em instalações de limpadores de pára-brisas completamente mon-tadas no veículo, já que, como se vê na figura 6, as defasagens implemen-tadas nas curvas limite somente estão ligadas a variações de frações de umgrau no WW. A divergência da manivela de motor 15 da posição de cobertura /extensão causa em motores reversíveis uma divergência do WW na posiçãode reversão superior. Esta divergência, como mostra a figura 8, pode sercorrigida por meio de uma correção do ângulo de reversão pela defasagemcriada conscientemente, por exemplo,: ângulo de reversão teórico FS (82°WW) = 152,8° Mkw produz: ângulo de reversão teórico FS + fase (82° WW)= 150,0° Mkw.
Isto pode ser executado de modo simples por meio de uma úni-ca recalibração eletrônica na extremidade.
Claims (9)
1. Instalação de limpador de pára-brisa com dois limpadores emmovimentação oposta (1, 2, 4, 5) e dois motores reversíveis sincronizados(6, 7), sendo que os dois limpadores (1, 2, 4, 5), em uma posição de esta-cionamento, sobrepõem-se pelo menos parcialmente com suas borrachas dolimpador de pára-brisas (1, 2), e sendo que cada motor reversível (6, 7) a-ciona um limpador (1, 2, 4, 5) por meio de uma engrenagem (8), caracteriza-da pelo fato de que as engrenagens de alavancas (8) conjugadas aos moto-res reversíveis (6, 7) são de tal modo ajustadas uma em relação à outra queé gerada uma defasagem definida entre os movimentos de limpador dos doislimpadores (1, 2, 4, 5), defasagem esta que é ajustada de tal maneira que olimpador superior relativamente ao outro limpador inferior está em avanço defase no primeiro sentido de movimentação e no segundo sentido de movi-mentação, está em retardamento de fase.
2. Instalação de limpador de pára-brisa de acordo com a reivin-dicação 1, caracterizada pelo fato de que para o limpador superior em avan-ço de fase é gerada uma defasagem positiva com a ajuda da engrenagemde alavanca (8).
3. Instalação de limpador de pára-brisa de acordo com a reivin-dicação 1, caracterizada pelo fato de que para o limpador inferior em retar-damento de fase é criada uma defasagem negativa com a ajuda da engre-nagem de alavanca (8).
4. Instalação de limpador de pára-brisa de acordo com a reivin-dicação 1, caracterizada pelo fato de que com a ajuda das engrenagens dealavanca (8) é gerada uma defasagem positiva para o limpador superior e aomesmo tempo é criada uma defasagem negativa para o limpador inferior emretardamento de fase.
5. Instalação de limpador de pára-brisa de acordo com uma dasreivindicações 1 a 4, caracterizada pelo fato de que o valor absoluto da de-fasagem de cada limpador é de 3o.
6. Instalação de limpador de pára-brisa de acordo com uma dasreivindicações 1 a 5, caracterizada pelo fato de que a defasagem é geradapor meio de uma divergência de ângulo definida entre as manivelas de motor(15) das engrenagens de alavanca (8) respectivamente firmemente conecta-das aos eixos de saída (14) dos motores reversíveis (6, 7).
7. Instalação de limpador de pára-brisa de acordo com a reivin- dicação 6, caracterizada pelo fato de que a manivela de motor (15) é ligadade modo articulado a uma alavanca articulada (16) que com sua outra ex-tremidade é ligada de modo articulado a uma alavanca oscilante (17) queaciona o respectivo limpador (1, 2, 4, 5) de modo oscilante, e que a diver-gência de ângulo é gerada pela divergência de pelo menos uma manivela de motor (15) da posição de cobertura ou extensão ideal em relação à alavancaarticulada (16).
8. Instalação de limpador de pára-brisa de acordo com a reivin-dicação 6 ou 7, caracterizada pelo fato de que a defasagem é gerada na fa-bricação durante a montagem da respectiva manivela de motor (15).
9. Instalação de limpador de pára-brisa de acordo com uma dasreivindicações 1 a 8, caracterizada pelo fato de que o ângulo de reversão dorespectivo limpador (1, 2, 4, 5) que diverge do ângulo de reversão teóricodevido à defasagem é de tal modo corrigido por meio de recalibragem de umcontrole eletrônico (9, 9a) do respectivo motor reversível (6, 7) que para olimpador na posição de reversão superior resulta no ângulo de limpador no-minal.
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