BRPI0610507A2 - articulação esférica - Google Patents

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BRPI0610507A2
BRPI0610507A2 BRPI0610507-6A BRPI0610507A BRPI0610507A2 BR PI0610507 A2 BRPI0610507 A2 BR PI0610507A2 BR PI0610507 A BRPI0610507 A BR PI0610507A BR PI0610507 A2 BRPI0610507 A2 BR PI0610507A2
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spherical
bushing
joint
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Martin Rechtien
Helmut Noe
Marc Zeidler
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Zahnradfabrik Friedrichshafen
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Abstract

A presente invenção refere-se a uma articulação esférica, por exemplo para um sistema de eixos de um veículo automotor. A articulação esférica apresenta uma caixa de articulação 1 essencialmente em forma de anel ou em forma de panela, em cujo espaço interno essencialmente cilíndrico pode ser disposta uma bucha esférica 2. Na bucha esférica 2 pode ser admitida com mobilidade deslizante a esfera 3 de um pino esférico 4 ou de uma luva esférica 8. A articulação esférica se caracteriza pelo fato de que a superfície de mancal 10 da bucha esférica 2 coincide no essencial com a superfície de uma elipsóide de rotação, cujo semi-eixo menor b coincide com a direção axial da articulação esférica. A articulação esférica de acordo com a invenção proporciona vantagens no que se refere à durabilidade, segurança contra falhas e capacidade de suportar cargas. A distribuição mais uniforme da pressão superficial na fenda de mancal entre a bucha esférica e a esfera de articulação garante menor desgaste e momentos de atrito reduzidos.

Description

Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "ARTICULAÇÃO ESFÉRICA".
A presente invenção refere-se a uma articulação esférica, porexemplo para um sistema de eixos ou uma suspensão de rodas de um veí-culo automotor, de acordo com o preâmbulo da reivindicação 1.
Articulações esféricas do tipo mencionado ao início são empre-gadas, por exemplo, embora de modo algum exclusivamente, no campo dasuspensão de rodas ou também como junta de luva, por exemplo para a ar-ticulação de estabilizadores transversais em veículos automotores.
As exigências colocadas para esse tipo de articulação esféricaincluem especialmente uma alta capacidade de suportar carga específica euma folga de mancai pequena tanto no caso de esforço estático, como nocaso de esforço dinâmico, e, também, uma necessidade reduzida de manu-tenção, respectivamente uma liberdade de manutenção ao máximo possívelao longo da duração do veículo automotor, uma massa que seja a menorpossível e uma necessidade reduzida de espaço construtivo. Além disso, afabricação deve ser a mais econômica possível.
Usualmente, uma articulação esférica possui uma caixa de arti-culação essencialmente em forma anelar ou em forma de panela, em cujoespaço interno está disposta a bucha de mancai, respectivamente a buchaesférica da articulação esférica. Nas articulações esféricas conhecidas peloestado da técnica, a superfície de mancai da bucha esférica que fica emcontato com a superfície da esfera da articulação esférica corresponde, aomenos no caso ideal, essencialmente à forma da esfera de articulação. Emoutras palavras, a superfície de mancai da bucha esférica coincide com aforma de uma seção de esfera.
No entanto, devido a tolerâncias na fabricação da bucha esféri-ca, bem como devido a forças na montagem da articulação esférica, quesurgem especialmente ao ocorrer a pressão da bucha esférica contra a caixade articulação, a forma da superfície de mancai da bucha de mancai na arti-culação esférica já montada na maioria das vezes não coincide mais com aforma esférica pretendida, respectivamente com a forma da esfera do pinoesférico. Em vez disso, a forma da bucha esférica corresponde então, fre-qüentemente, aproximadamente a uma elipsoide de rotação, cujo semi-eixomaior coincide com o eixo longitudinal do pino esférico, respectivamente dabucha esférica. Isso significa, em outras palavras, que, freqüentemente, ocontato entre a esfera e a bucha esférica não ocorre em toda a superfície,como desejável, mas sim apenas na região central da bucha esférica sob aforma de um contato linear, respectivamente de um contato em faixa.
Além disso, a bucha esférica da maioria das articulações esféri-cas, na mencionada região central - ou seja, na região aproximada de seumaior diâmetro, em relação a um corte longitudinal através da articulaçãoesférica - possui uma espessura de parede particularmente reduzida devidoa razões geométricas. Isso gera, além do desvio de forma descrito, umaconstante de mola particularmente elevada.; respectivamente uma elasticida-de particularmente reduzida da bucha esférica nessa seção central.
Ambos resultam em que a pressão superficial entre a esfera e abucha esférica no caso das articulações esféricas conhecidas do estado datécnica na maioria das vezes não corresponde ao ideal da distribuição uni-forme de carga por toda a superfície de mancai disponível. Em vez disso,uma grande parte da carga se concentra sobre a seção central mencionadada bucha esférica na região de seu maior diâmetro, em relação ao corte lon-gitudinal através da articulação esférica. Isso leva a um maior desgaste demancai desigual, a uma folga de mancai ampliada prematuramente, a umamenor capacidade de suporte e a uma durabilidade reduzida no caso dasarticulações esféricas conhecidas.
Com esse plano de fundo, constitui um objetivo da invenção criaruma articulação esférica com a qual sejam superadas as desvantagensmencionadas do estado da técnica. Especialmente, nesse caso, a distribui-ção da pressão superficial entre a esfera e bucha esférica deve receber umatrajetória uniforme, a mais plana possível, a capacidade de suportar cargaespecífica e a capacidade de suporte da articulação esférica deve ser me-lhorada, a folga de mancai deve ser reduzida e deve ser obtida uma maiordurabilidade.Esse objetivo é alcançado por meio de uma articulação esféricacom as características da reivindicação 1. Formas de execução preferidassão objeto das demais reivindicações.
A articulação esférica de acordo com a invenção inclui, em pri-meiro lugar, de modo em si conhecido, uma caixa de articulação essencial-mente em forma anelar ou em forma de panela. A caixa de articulação apre-senta um espaço interno essencialmente cilíndrico, no qual é possível dispora bucha esférica da articulação esférica. A esfera do pino esférico, respecti-vamente da luva esférica da articulação esférica pode ser alojada com mobi-lidade deslizante na bucha esférica.
No entanto, de acordo com a invenção, a articulação esférica secaracteriza pelo fato de que a superfície de mancai da bucha esférica coinci-de, no essencial, com a superfície de uma elipsóide de rotação. O semi-eixomenor da elipsóide de rotação coincide nesse caso com a direção axial daarticulação esférica, isto é, com o eixo longitudinal do pino esférico, respecti-vamente com o eixo longitudinal da luva esférica.
O formato de elipsóide de rotação da superfície de mancai dabucha esférica faz com que na articulação esférica montada, o contato entrea superfície esférica e a bucha esférica, diferentemente do estado da técni-ca, ocorra de forma nitidamente mais plana e com uma distribuição mais uni-forme da pressão superficial. Pois, devido à forma da superfície de mancaique coincide, no essencial, com uma elipsóide de rotação, ocorre uma com-pensação dos efeitos de deformação e tolerâncias mencionados ao início,que no estado da técnica freqüentemente levam apenas a um contato linear,respectivamente em forma de faixa, entre a esfera e a bucha esférica. Alémdisso, há uma contraposição a elasticidades com diferentes magnitudes dabucha esférica, que ocorrem devido às diferentes espessuras de parede dabucha esférica nas diferentes regiões da bucha esférica.
Nesse caso, os conceitos de "elipsóide de rotação", respectiva-mente "em forma de elipsóide de rotação" não devem ser entendidos, evi-dentemente, num sentido matemático estrito. Ao contrário, de acordo com ainvenção, com isso se pretende reivindicar uma bucha esférica que, no cortelongitudinal através da articulação esférica, apresenta um raio de curvaturanão constante, de um modo tal que o raio de curvatura, na região central dabucha esférica, seja pouco menor do que nas regiões marginais axiais dabucha esférica.
De preferência, nesse caso, o maior semi-eixo da bucha esféricaem forma de elipsóide de rotação coincide com o raio da esfera da articula-ção esférica. Isso significa, em outras palavras, que as superfícies de man-cai da bucha esférica e da esfera de articulação se cruzam geometricamen-te, respectivamente se penetram mutuamente em sentido matemático, nasregiões marginais axiais da bucha esférica, isto é, na região dos lados fron-tais da caixa de articulação. Já que não é possível uma penetração mútuaefetiva das superfícies de mancai na articulação esférica montada, entãoisso resulta em uma certa tensão inicial definida entre a bucha esférica e aesfera de articulação. Devido à formatação de acordo com a invenção dabucha esférica, a penetração mútua das superfícies de mancai, respectiva-mente a tensão inicial definida, concentra-se especialmente sobre as regiõesmarginais axiais da bucha esférica e diminui cada vez mais juntamente coma proximidade crescente em relação à região central da bucha esférica.
Desse modo, na montagem da articulação esférica resulta umencosto de superfície plena sem folga entre a bucha esférica e a esfera dearticulação, no qual, no caso de esforço de carga, além disso torna-se pos-sível uma distribuição uniforme da pressão superficial por toda a superfíciede contato entre a bucha esférica e a esfera de articulação. No entanto, comisso também aumenta a capacidade específica de suportar cargas e capaci-dade de suporte da articulação esférica; com dimensionamento igual é pos-sível aumentar a durabilidade e a articulação esférica permanece por muitomais tempo no estado sem folga pretendido devido à solicitação mais uni-forme das superfícies de mancai.
Para a concretização da invenção, inicialmente é irrelevante dequal modo a bucha esférica recebe a superfície de mancai em forma de elip-sóide de acordo com a invenção. Nesse sentido, por exemplo, é concebívelque uma bucha esférica fabricada inicialmente com superfície de mancai emforma esférica seja ulteriormente deformada plasticamente ou elasticamente,por exemplo ao ocorrer o processo de compressão para dentro da caixa demancai, para desse modo receber a superfície de mancai na forma previstade elipsóide de rotação. Segundo uma forma de execução preferível da in-venção, no entanto, a bucha esférica apresenta a superfície de mancai emforma elipsóide já pelo lado produção, respectivamente pelo lado da ferra-menta. Em outras palavras, isso significa que a formatação em forma de e-lipsóide desejada da bucha esférica já é gerada ao ocorrer a moldagem ori-ginal da bucha esférica. Desse modo é possível ajustar de modo particular-mente preciso e reprodutível a dimensão desejável de sobreposição geomé-trica entre a esfera de articulação e a bucha esférica.
De acordo com uma outra forma de execução da invenção, asuperfície da bucha esférica é configurada ao menos um pouco côncava nacircunferência externa da bucha esférica. Isso - assim como foi descrito an-teriormente em relação à esfera de articulação e à bucha esférica - levatambém a uma sobreposição geométrica parcial entre a bucha esférica e acaixa de articulação, que nesse caso é entre a superfície externa da buchaesférica e a superfície interna da caixa de articulação. Desse modo, é possí-vel aumentar ainda mais o contato entre a bucha esférica e a caixa de articu-lação e configurar de modo também mais uniforme e, portanto, com maiorcapacidade de suporte a distribuição da pressão superficial entre a superfí-cie externa da bucha esférica e a superfície interna da caixa de articulação.
Segundo uma outra forma de execução da invenção, a buchaesférica apresenta uma fenda na direção axial em relação à articulação esfé-rica. Isso significa, em outras palavras, que a bucha esférica não representamais um anel fechado, mas sim que, pelo lado da fabricação, se apresentaem forma de um "C" (com uma largura de fenda muito pequena). Isso é van-tajoso na medida em que desse modo a montagem da articulação esféricatorna-se mais simples. Além disso, a fenda na bucha esférica pode ser apro-veitada para a admissão de dilatações térmicas na operação da articulaçãoesférica, fato este que é particularmente importante para a articulação esfé-rica de acordo com a invenção porque, devido ao formato de elipsóide dabucha esférica, é dado um encosto especialmente íntimo e sem folga da bu-cha esférica na esfera de articulação e na caixa de articulação, essencial-mente sem possibilidade de admissão de dilatações térmicas.
De acordo com uma forma de execução particularmente preferí-vel da invenção, a bucha esférica é fabricada de um material termoplásticomoldável por injeção, especialmente de polioximetileno. O polioximetilenoapresenta uma resistência de atrito bastante baixa, juntamente com uma boaresistência ao desgaste por atrito e uma alta capacidade elástica de mola.Além disso, o polioximetileno possui uma alta resistência a agentes quími-cos, fato este que importante devido à presença de lubrificantes e outrosmateriais operacionais no veículo automotor.
O tipo de fixação, respectivamente de ancoragem, da bucha es-férica na caixa de articulação é inicialmente irrelevante para a concretizaçãoda invenção. De acordo com uma forma preferível de execução da invenção,no entanto, a bucha esférica fica apoiada pelo ajuste de formas de ambos oslados na caixa de articulação na direção axial. De modo particularmente pre-ferível, nesse caso o apoio axial pelo ajuste de formas abrange pelo menos80% da área frontal da bucha esférica. Desse modo, ocorre um apoio parti-cularmente efetivo da bucha esférica que tende, em certa medida, a um des-lizamento elástico, respectivamente plástico, e ela é confinada quase com-pletamente ao seu redor.
A seguir, a invenção será explicada em detalhes com base emdesenhos que mostram apenas exemplos de execução. Os desenhos mos-tram:
figura 1 - em exposição esquemática, uma articulação esféricade acordo com o estado da técnica, em corte longitudinal;
figura 2 - em exposição esquemática, uma elipsóide rotação;
figura 3 - em exposição esquemática, uma forma de execuçãode uma articulação de luva de acordo com a presente invenção, em meiocorte longitudinal;
figura 4 - em exposição esquemática, uma outra elipsóide derotação;figura 5 - em exposição esquemática ampliada, uma bucha esfé-rica e esboço da esfera de articulação de uma articulação de luva segundo afigura 3;
figura 6 - em exposição esquemática, comparação das distribui-ções de pressão superficial entre uma articulação esférica segundo o estadoda técnica e uma articulação esférica de acordo com a invenção;
figura 7 - em exposição esquemática isométrica, a bucha esféri-ca de uma forma de execução de uma articulação esférica de acordo com ainvenção, depois da transformação;
figura 8 - em uma exposição correspondente à figura 7, a buchaesférica segundo a figura 7 no estado montado;
figura 9 - bucha esférica de uma articulação esférica segundo oestado da técnica.
A figura 1 mostra, em uma exposição esquemática de corte lon-gitudinal, uma articulação esférica do estado da técnica. Reconhece-se acaixa de articulação 1 essencialmente em forma de panela com a bucha demancai, respectivamente bucha esférica 2, aí disposta. Nesse caso também,no espaço interno da bucha esférica 2 está disposta a esfera 3 de um pinoesférico 4.
Reconhece-se nitidamente que a espessura de parede da buchaesférica 2, em sua região central - em relação à direção axial do pino esféri-co 4 -, é particularmente reduzida, enquanto que a espessura de paredeaumenta intensamente na direção das regiões extremas frontais 6 da buchaesférica 2 e lá constitui um múltiplo da espessura de parede na região cen-trai 5 da bucha esférica 2.
No entanto, conforme descrito ao início, isso faz com que a bu-cha esférica 2, em sua região central 5, apresente uma constante de molavárias vezes superior, respectivamente uma flexibilidade muito menor, doque nas regiões 6 próximas à extremidade axialmente. Devido a essas flexi-bilidades irregulares, no entanto, estabelece-se inevitavelmente, tão logo aarticulação esférica sofra esforço de carga, uma distribuição desigual dapressão superficial, mesmo para o caso hipotético em que a superfície demancai da bucha esférica 2 apresentasse a forma esférica ideal. Uma distri-buição desigual da pressão superficial desse tipo é mostrada como exemplona figura 6, aplicada sobre a superfície 10 da bucha de mancai 2, sendo quea curva assinalada por X reproduz a distribuição da pressão superficial daarticulação esférica do estado da técnica segundo a figura 1.
A distribuição de pressão superficial X concentrada sobre a se-ção central 5 da bucha esférica 2 é obtida mesmo para o caso hipotético doformato esférico ideal da superfície de mancai, devido ao fato de que as re-giões 6 da bucha esférica 2 próximas à borda, devido à sua maior flexibilida-de no caso de esforço de carga, flexionam mais fortemente sem absorção deforça substancial em comparação com a região central 5, e por isso a regiãocentral 5 da bucha esférica 2, devido à sua flexibilidade muito menor, temque absorver obrigatoriamente a maior parte da sustentação.
Acresce-se a isso o fato de que a bucha esférica 2, ao ser mon-tada na caixa de articulação 1, na maioria das vezes ainda é deformada e-lasticamente de um modo ta que a superfície de mancai da bucha esférica 2,partindo de seu formato esférico original, depois da instalação apresentauma superfície essencialmente em forma altamente elipsóide - para compa-ração, vide a exposição esquemática de uma elipsóide de rotação 7 com oseixos principais a, b na figura 2.
Nesse caso, o eixo principal maior a da elipsóide 7 formada pelasuperfície de mancai da bucha esférica 2 coincide com o eixo longitudinal dopino esférico 3. Isso significa, no entanto, que também já no estado neutrode carga da articulação esférica, não ocorre mais nenhum contato superficialentre a esfera de articulação 3 e a bucha esférica 2 deformada em forma umpouco altamente elipsóide. Em vez disso, devido à deformação da buchaesférica 2, o contato superficial desejável propriamente é essencialmentetransformado em um contato linear na região central 5 da bucha esférica 2,ou seja, na região de sua menor espessura de parede.
Tudo isso leva, como resultado, a uma imagem de suporte ruimentre a esfera de articulação 3 e a bucha esférica 2, com as corresponden-tes conseqüências desvantajosas quanto à durabilidade, desgaste, liberdadede jogo e capacidade de suportar carga da articulação esférica.
A figura 3 mostra uma forma de execução de uma articulaçãoesférica configurada como articulação de luva de acordo com a presenteinvenção. Constata-se, em primeiro lugar, uma caixa de articulação 1 anelar,respectivamente cilíndrica, com uma bucha esférica 2 disposta no interior dacaixa de articulação 1. No espaço interno da bucha esférica 2, nesse caso,encontra-se disposta a esfera de articulação 3 de uma luva de articulação 8.Nesse caso, a bucha esférica 2 encontra-se quase totalmente confinada pe-los anéis de fecho 9 dispostos na região dos lados frontais da caixa de arti-culação 1, respectivamente da bucha esférica 2 - juntamente com o encostoplano na caixa de articulação 1 e na esfera de articulação 3. Desse modo,evita-se amplamente qualquer deslizamento do material da bucha esférica 2,fato este que também beneficia a durabilidade e a liberdade de jogo da arti-culação esférica.
A forma da bucha esférica pode ser percebida a partir da expo-sição esquemática, como exemplo, de uma elipsóide transversal segundo afigura 4, respectivamente a partir da exposição ampliada da bucha esférica 2segundo a figura 5. Na figura 5 constata-se que a bucha esférica 2, na formade execução mostrada, apresenta, tanto na região da superfície interna demancai 10 quanto na região de sua superfície externa 11 essencialmentecilíndrica, um excesso, que aumenta na direção de seus lados frontais axi-ais, em relação à superfície 12 da esfera de articulação 3, respectivamenteem relação à forma externa cilíndrica 13. Em outras palavras, isso significaque a superfície de mancai 10 da bucha esférica 2 segundo as figuras 3 e 5não apresenta mais uma forma esférica (respectivamente, de fato freqüen-temente tem a forma altamente elipsóide; cf. figuras 1 e 2) como no estadoda técnica, mas sim, no essencial, o formato de uma elipsóide transversal.Nesse caso, no entanto, o eixo principal mais curto b da elipsóide de rotaçãocoincide com o eixo longitudinal da articulação esférica, respectivamente daluva esférica (cf. a exposição esquemática da elipsóide transversal segundoa figura 4).
Juntamente com o perfil externo 11, configurado um pouco côn-cavo, da bucha esférica 2, o formato de elipsóide de rotação da superfície demancai 10 da bucha esférica 2 leva a que haja uma contraposição ao efeito,descrito mais acima, da concentração de carga na região central 5 da buchaesférica 2, na medida em que as regiões 6 da bucha esférica 2 mais próxi-mas à borda recebam uma dimensão definida de tensão inicial radial. Noestado montado da articulação esférica, resulta assim um contato pleno desuperfície entre a bucha esférica 2 e a esfera de articulação 3, o que, junta-mente com a mencionada tensão inicial radial, leva a uma uniformização dadistribuição da pressão superficial entre a esfera de articulação 3 e a buchaesférica 2.
Como exemplo, isso é representado na figura 4 sob a forma dacurva Y. Com base na comparação com a curva X correspondente ao estadoda técnica; pode-se reconhecer nitidamente que a carga F é distribuída uni-formemente por toda a superfície disponível da bucha esférica 2. Isso leva àmaior capacidade de suporte descrita, a uma melhor capacidade de suportarcargas e a uma maior durabilidade da articulação esférica, juntamente comuma simultânea folga de mancai mínima duradoura.
As figuras 7 e 8 mostram a bucha esférica 2 de uma forma deexecução de uma articulação esférica de acordo com a invenção, respecti-vãmente articulação de luva, sendo que a bucha esférica 2 na figura 7 émostrada no estado imediatamente após a formatação original, por exemplono caso de uma bucha esférica de material termoplástico depois do proces-so de fundição injetada. A figura 8 mostra a mesma bucha esférica 2 no es-tado montado. A bucha esférica segundo as figuras 7 e 8 encontra-se dividi-da por meio da fenda 14 na direção longitudinal axial, fato este que, em pri-meiro lugar, facilita a montagem da articulação esférica. Caixa de articulação1, bucha esférica 2 e largura da fenda 14, nesse caso, podem ser dimensio-nadas de tal modo que a fenda 14 bucha esférica 2, no estado montado daarticulação esférica, não fique totalmente fechada. A pequena largura deabertura restante da fenda 14 no estado montado da articulação esférica,nesse caso, fica à disposição para a absorção de dilatações térmicas do ma-terial da bucha esférica 2, para desse modo prevenir deformações e a cor-respondente dificuldade de movimentação da articulação esférica.
No entanto, já que no caso presente há apenas uma única fenda14 extremamente estreita no estado montado, então a superfície de suporteda bucha esférica 2 é diminuída pela fenda 14 tão somente em uma medidairrelevante, de tal modo que a capacidade de suporte máxima da articulaçãoesférica é obtida praticamente sem restrições.
Também nesse sentido, a forma de execução presentementeobservada da articulação esférica de acordo com a invenção, com a buchaesférica segundo as figuras 7 e 8, se diferencia do estado da técnica. Issoporque no estado da técnica usualmente são empregadas buchas esféricas15 com muitas fendas largas, tal como mostrado por exemplo na figura 9.Tais buchas esféricas 15 também podem ser montadas com facilidade. Noentanto, devido às inúmeras fendas largas dessas buchas esféricas 15, porum lado a parte da superfície de suporte da bucha esférica é reduzida demodo não irrelevante. Por outro lado, no caso de esforço de carga, o materi-al da bucha esférica 15 pode deslizar para dentro do espaço que ficou livredevido à fenda, fazendo com que a espessura de parede da bucha esférica15 se reduza e desse modo possa resultar uma folga de mancai elevadaindesejável.
Desse modo, o emprego de buchas esféricas 2 tendidas segun-do as figuras 7 e 8 possibilita, em comparação com o estado da técnica,também o aumento da confiabilidade, da capacidade de suporte e da durabi-lidade das articulações esféricas.
No resultado torna-se evidente que graças à invenção é criadauma articulação esférica que, em relação às conhecidas articulações esféri-cas do estado da técnica, apresenta vantagens especialmente quanto à du-rabilidade, segurança contra falhas e capacidade de suportar carga. A distri-buição mais uniforme da pressão superficial na fenda de mancai entre a bu-cha esférica e a esfera de articulação garante um desgaste particularmentereduzido e momentos de atrito reduzidos. Com isso, a invenção proporcionauma contribuição para melhorar a confiabilidade e a liberdade de manuten-ção de articulações esféricas, especialmente no que se refere ao empregono campo dos sistemas de eixos e suspensões de rodas em veículos auto-motores.
Lista de Números de Referência
1 caixa de articulação
2 bucha esférica
3 esfera de articulação
4 pino esférico
5 região central da bucha esférica
6 região da bucha esférica próxima à borda
7 alta elipsóide
8 luva esférica
9 anel de fecho
10 superfície de mancai
11 contorno externo côncavo
12 superfície esférica
13 contorno externo cilíndrico
14 fenda
15 bucha esférica

Claims (8)

1. Articulação esférica, por exemplo para um sistema de eixosde um veículo automotor, com uma caixa de articulação (1) essencialmenteem forma de anel ou em forma de panela, em cujo espaço interno essenci-alimente cilíndrico pode ser disposta uma bucha esférica (2), sendo que nabucha esférica (2) pode ser admitida com mobilidade deslizante a esfera (3)de um pino esférico (4) ou de uma luva esférica (8), caracterizada pelo fatode que a superfície de mancai (10) da bucha esférica (2) coincide no essen-cial com a superfície de uma elipsóide de rotação, cujo semi-eixo menor (b)coincide com a direção axial da articulação esférica.
2. Articulação esférica de acordo com a reivindicação 1, caracte-rizada pelo fato de que o semi-eixo maior (a) da bucha esférica coincide como comDrimento do raio da esfera de articulação.
3. Articulação esférica de acordo com a reivindicação 1 ou 2,caracterizada pelo fato de que a bucha esférica (2) apresenta, já pelo ladoda ferramenta, a superfície de mancai (10) em forma elipsóide.
4. Articulação esférica de acordo com uma das reivindicações 1a 3, caracterizada pelo fato de que a superfície (11) da bucha esférica (2) éconfigurada côncava na circunferência externa da bucha esférica (2).
5. Articulação esférica de acordo com uma das reivindicações 1a 4, caracterizada pelo fato de que a bucha esférica (2) apresenta uma fenda(14) em direção axial.
6. Articulação esférica de acordo com uma das reivindicações 1a 5, caracterizada pelo fato de que a bucha esférica (2) é constituída de ummaterial termoplástico fundível por injeção, especialmente de polioximetile-no.
7. Articulação esférica de acordo com uma das reivindicações 1a 6, caracterizada pelo fato de que a bucha esférica (2) está apoiada na cai-xa de articulação (1) em direção axial de ambos os lados pelo ajuste de formas.
8. Articulação esférica de acordo com a reivindicação 7, caracte-rizada pelo fato de que o apoio axial pelo ajuste de formas abrange respecti-vãmente no mínimo 80% da área frontal da bucha esférica(2).
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