BRPI0610609A2 - métodos e composições para modular a adesão e toleráncia ao estresse em bactérias - Google Patents
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Abstract
São fornecidos métodos e composições que melhoram a adesão de um bactéria a substratos alvo e/ou melhoram a tolerância ao estresse da bactéria. Métodos compreendem a exposição da bactéria a condições adaptáveis de adesão e dessa forma aumentam a atividade de adesão e/ou tolerância ao estresse da bactéria. Além disso, são fornecidas bactérias que têm uma produção modulada de "auto-indutor-2". Composições incluem bactérias recombinantes que expressam moléculas de ácido nucleico envolvidas na via de produção de "auto-indutor-2". Além disso, são fornecidas proteínas de fusão relacionadas a "auto-indutor-2", peptideos antigênicos, anticorpos e vetores. Métodos de rastreamento de compostos ou de condições ambientais que estimulam a produção de "auto-indutor-2" e/ou produzem uma resposta adaptável de adesão são também fornecidos, assim como vários métodos de uso para as bactérias que têm adesão aumentada e/ou tolerância ao estresse.
Description
MÉTODOS E COMPOSIÇÕES PARA MODULAR A ADESÃO E TOLERÂNCIA AOESTRESSE EM BACTÉRIAS
CAMPO DA INVENÇÃO
A presente invenção relaciona-se às bactérias,particularmente bactérias probióticas e de ácido lático, emétodos e construções para o controle da sinalizaçãocelular nas mesmas.
FUNDAMENTOS DA INVENÇÃO
No intestino delgado, os lactobacilos representam umcomponente principal e importante da microflora comensal.
Várias espécies de Lactobacillus têm sido usadas comoculturas probióticas selecionadas para uso em alimentos oucomplementos dietéticos com base nos benefícios específicosexigidos do organismo e nas características dobioprocessamento desejadas pelo fabricante. Nem todas asculturas probióticas exibem as mesmas características,tornando fundamental a seleção dessas cepas e oesclarecimento de seus benefícios. Bactérias de ácidolático, e lactobacilos, especificamente, constituem umgênero comum incluído em produtos alimentícios para umaampla gama de potenciais fatores promotores de saúde.
Bactérias de ácido lático (LAB) são encontradasnaturalmente em diversos nichos ambientais onde existemcomo membros de comunidades microbianas complexas. Asobrevida em cada nicho depende da habilidade do organismopara perceber e responder às condições variáveis, tais comotemperatura, pH, disponibilidade de nutrientes e densidadecelular populacional. Um nicho importante que as LABfreqüentemente ocupam é aquele do trato gastrintestinal demamíferos (GIT). Provavelmente várias vias de transdução desinal controlam a expressão de fatores de adesão, genes deresposta ao estresse e outros determinantes genéticos quepromovem a sobrevida e a competição de LAB dentro dosvários compartimentos do GIT.
Alguns lactobacilos intestinais, juntamente combactérias patogênicas gram-positivas e gram-negativas, têma habilidade de se associar ao epitélio intestinal e suascamadas mucosas. Acredita-se que essa associação sejaimportante para a realização de certas propriedadesprobióticas, incluindo exclusão competitiva, imunomodulaçãoe a liberação de bioterapêuticos, dentre outras. Embora osmecanismos moleculares envolvidos com essa associação nãosejam compreendidos, é evidente que o processo é complexo,envolvendo fatores específicos do hospedeiro, específicosdas bactérias e ambientais.
Alguns lactobacilos intestinais, juntamente combactérias patogênicas gram-positivas e gram-negativas, têma habilidade de se associar com o epitélio intestinal esuas camadas mucosas. A habilidade de colonizar essassuperfícies pode fornecer para os probióticos uma nítidavantagem em relação à outra microflora local e patogênica.É especialmente importante o mecanismo através do qualessas bactérias sobrevivem e potencialmente colonizam oambiente cinético do trato intestinal. Foram estudadoscertos fatores ambientais que influenciam a adesão,incluindo pH, fase de crescimento e a presença de outrosmicroorganismos.
Os lactobacilos devem reter um equilíbrio entre obterseus próprios requisitos de crescimento e sobreviver àscondições hostis, incluindo choque gástrico ácido,apresentado pelas defesas do hospedeiro e pela microfloraconcorrente (Tannock (2005) Appl. Environ. Microbial. 71:8.419-8.425). No entanto, pouco se sabe sobre como essesfatores estressantes influenciam a habilidade doslactobacilos para se associarem a substratos variados noambiente intestinal.
BREVE SUMÁRIO DA INVENÇÃO
São fornecidos métodos e composições que melhoram aadesão de uma bactéria a substratos-alvo e/ou melhoram atolerância ao estresse de uma bactéria. Os métodoscompreendem a exposição das bactérias às condiçõesadaptáveis de adesão e, dessa forma, o aumento da adesãoe/ou tolerância ao estresse das bactérias. Ainda sãofornecidas bactérias que possuem um nível modulado de auto-indutor-2 (AI-2). As composições incluem bactériasrecombinantes que expressam moléculas de ácido nucléicoenvolvidas na via de produção de auto-indutor-2. Ainda sãofornecidas proteínas de fusão relacionadas ao auto-indutor-2, peptídeos antigênicos, anticorpos e vetores. São aindafornecidos métodos para o rastreamento de compostos oucondições ambientais que estimularão a produção de auto-indutor-2 e/ou produzirão uma resposta adaptável de adesão,bem como vários métodos de uso para as bactérias quepossuem adesão e/ou tolerância ao estresse aumentadas.
A presente invenção é explicada com mais detalhes nosdesenhos aqui apresentados e na especificação apresentadaabaixo.
BREVE DESCRIÇÃO DOS DESENHOS
A Figura 1 demonstra a adesão de L. acidophilus NCFM acélulas Caco-2 in vitro, como observada microscopicamente.As células bacterianas foram (a) incubadas por uma hora a37°C em condição não concentrada (1 x IO8 UFC/ml) ou (b)peletizadas e incubadas em uma condição concentrada 10 X (1x IO9 UFC/ml) (condições AAR) por 1 hora a 37°C.
A Figura 2 exibe o protocolo de adesão.
A Figura 3 demonstra, as propriedades de adesão decepas mutantes e cepa de controle NCFM::lacL às célulasCaco-2 em condições padronizadas de incubação (barrassólidas) e condições adaptáveis de adesão (barraslistradas). As contagens são expressas como aderência médiade bactérias por campo microscópico e as barras de errosrepresentam um desvio padrão da média.
A Figura 4 mostra a via para a produção de AI-2 apartir de metionina em L. acidophilus NCFM. Intermediáriosessenciais para a produção de AI-2 são representados emnegrito, e ORFs que codificam cada enzima estão listadossob o nome da enzima. A metiltransferase dependente de SAMé abreviada SAM-MT. A etapa final envolve a circularizaçãonão enzimática de 4,5-diidroxi-2,3-pentanodiona em AI-2.
A Figura 5 mostra a habilidade de adesão de uma cepamutante de L. acidophilus NCFM LuxS" às células Caco-2,comparada com a cepa de controle NCFM::2acL.
A Figura 6 mostra AI-2 produzido durante a fase decrescimento de L. acidophilus NCFM, detectado dosobrenadante estéril neutralizado (barras listradas) eexpresso como luminescência média da cepaparente/luminescência média da cepa mutante LuxS". 0crescimento de L. acidophilus NCFM, representado por OD60o(linha sólida com círculos) e a queda do pH (linhapontilhada com triângulos), coincide com a produção rápidade AI-2 durante a fase de crescimento logarítmico. Cadavalor representa a média de experimentos em triplicata e asbarras de erro são um desvio padrão da média.
A Figura 7 demonstra as propriedades de adesão da cepade controle e cepas mutantes selecionadas de L. acidophilusNCFM, com e sem exposição às condições adaptáveis deadesão.
A Figura 8 apresenta a classificação COG de ORFstotais superexpressos na cepa do tipo selvagem (Painel A)ou mutante LuxS" (Painel B) . Os grupos COG (Painel C) sãolistados nos gráficos de setores com o número de ORFssuperexpressos naquele grupo (COG, # de ORFs).
A Figura 9 mostra o número de ORFs cuja expressãoaumentou (sem listras) ou diminuiu (listras) a partir (A)da fase log inicial a médio ou (B) da fase log médio atardio. O tipo selvagem é representado por barras brancas ea cepa mutante LuxS" representada por barras cinzas.
A Figura 10 demonstra tolerância à bile de L.acidophilus NCFM (sem listras) e da cepa mutante LuxS"(listras) colhidas na fase log inicial (OD60o 0,2), logmédio (OD600 0, 7) e log tardio (ODSOo 1,2) de crescimento.Populações bacterianas foram diluídas e plaqueadas em MRSsuplementado com Oxgall 0,75% (barras brancas), 1,0%(barras cinza) ou 2,0% (barras pretas). O percentual desobrevida foi calculado por comparação com UFC/ml crescidoem MRS não suplementado. Diferenças significativasdetectadas pelo teste t de Student (P < 0,05) sãorepresentadas por um asterisco (*) . As barras de errorepresentam um desvio padrão da média.
A Figura 11 demonstra a sobrevida de populações dotipo selvagem (círculos abertos) e LuxS" (círculosfechados) após estresse por calor a 55°C, quando colhidasna fase log inicial de crescimento (Painel A), OD6oo 0,2,log médio (Painel B) , ODeoo 0,7, ou log tardio (Painel C) ,OD6oo 1,2. Um asterisco (*) indica que uma diferençaestatisticamente significativa (P < 0,05) foi detectadapara aquele ponto do tempo. As barras de erro representamum desvio padrão da média.
DESCRIÇÃO DETALHADA DA INVENÇÃO
As presentes invenções serão descritas com maisdetalhes daqui por diante com referência aos desenhos queas acompanham, nos quais algumas modalidades das invenções,mas nem todas, são mostradas. Na verdade, essas invençõespodem ser expressas de várias formas diferentes e não devemser consideradas como limitadas às modalidades aquiapresentadas; em vez disso, essas modalidades sãofornecidas de tal forma que essa especificação satisfaça asexigências legais aplicáveis. Números semelhantes referem-se a elementos semelhantes por toda a especificação.
Muitas modificações e outras modalidades das invençõesaqui apresentadas ocorrerão para aqueles habilitados natécnica à qual essas invenções pertencem, beneficiando-sedos ensinamentos apresentado das descrições precedentes edos desenhos a elas associados. Portanto, deve-se entenderque as invenções não se limitam às modalidades específicasapresentadas, e que modificações e outras modalidades visama estar incluídas dentro do escopo das reivindicações emanexo. Embora sejam empregados nesta especificação termosespecíficos, eles são usados somente em um sentido genéricoe descritivo, e não com a finalidade de limitá-la.Como aqui usados, "um/uma" e "o/a" podem ser no pluralou singular, como usados ao longo de toda a especificação enas reivindicações. Por exemplo, "uma" célula podesignificar uma única célula ou uma multiplicidade decélulas.
Também como aqui usado, "e/ou" refere-se e englobaqualquer e todas as combinações possíveis de um ou mais dositens associados listados, bem como a ausência decombinações, quando interpretado na alternativa ("ou").
I. Visão geral
São fornecidos métodos e composições da invenção quemelhoram a adesão de uma bactéria a substratos-alvo e/oumelhoram a tolerância ao estresse de uma bactéria. A adesãoaumentada de um organismo comensal, por exemplo, umprobiótico, às células do trato gastrintestinal ou do tratourogenital encontra utilidade na redução do risco deinfecção do intestino, do trato urogenital e de locais deferidas. Da mesma forma, a melhora da tolerância aoestresse de um organismo probiótico como, por exemplo, ataxa de sobrevida do probiótico é aumentada no ambientehostil do trato intestinal, irá auxiliar ainda mais naredução do risco de infecção do intestino, do tratourogenital e de locais de feridas.
Em uma modalidade, a presente invenção identificou"condições adaptáveis de adesão". Como aqui usado, o termo"condições adaptáveis de adesão" compreende qualquercondição física, química, biológica ou similar que melhoraa adesão de bactérias a um substrato. A presente invençãodemonstrou que o pré-condicionamento de células bacterianasa essas condições adaptáveis de adesão resulta em umaumento da adesão e/ou a um aumento da tolerância aoestresse. Como aqui usadas, as propriedades de adesãoaprimoradas das bactérias são denominadas "respostaadaptável de adesão" ou "AAR". Polipeptídeos epolinucleotídeos cujos níveis e/ou atividade são moduladossob condições adaptáveis de adesão são aqui citados como"relacionados à resposta adaptável de adesão" oupolipeptídeos ou polinucleotídeos "relacionados à AAR" .Vários polinucleotídeo e polipeptídeos relacionados à AARsão aqui revelados. Veja as Tabelas 8 e 9 abaixo.Polinucleotídeos relacionados a AAR adicionais, e seuspolipeptídeos codificados, são apresentados no Id. de Seq.N°: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16,17, 18, 19, 20, 21, 22, 33, 34, 35, 36, 37 e 38.
São ainda fornecidos métodos e composições que modulama via de auto-indutor-2 de uma bactéria e, portanto,modulam a adesão e/ou a tolerância ao estresse da bactéria.Mais especificamente, são fornecidos polinucleotídeos epolipeptídeos da via de produção de auto-indutor-2 (AI-2)em bactérias. Células bacterianas freqüentemente secomunicam por meio de mecanismos de sensoriamentopopulacional (guorun? sensing) , que envolvem oreconhecimento dependente da densidade de um auto-indutor,seguido por alterações na expressão gênica. Um sistema desensoriamento populacional importante que pode ser usadopara a comunicação em uma mesma espécie e entre espécies sebaseia em um diéster de borato furanosil denominado auto-indutor-2 (AI-2), produzido em quatro etapas enzimáticas apartir de metionina. AI-2 regula a expressão de váriosfenótipos, incluindo fatores de virulência, processamentode DNA, morfologia celular, tnotilidade, formação debiopelícula, produção de toxina, produção de luz e divisãocelular em numerosas espécies (Xavier e cols. (2003) Curr.Opin. Microbiol. 6: 191-197). Conseqüentemente, sãofornecidos métodos e composições que permitem a modulaçãodo nível e/ou da atividade dos polipeptídeos na via AI-2 e,portanto, é fornecida a habilidade para modular váriosfenótipos bacterianos. O polinucleotídeo e as seqüênciaspolipeptídicas da via AI-2 são apresentados no Id. de Seq.N° : 1, 2, 3, 4, 13, 14, 15, 16, 21 ou 22. Essas seqüênciassão aqui denominadas "seqüências relacionadas ao AI-2".
II. Polipeptídeos e Polinucleotídeos relacionados ao AI-2 erelacionados à AAR
São fornecidas composições que empregam os váriospolinucleotídeos e polipeptídeos relacionados à AAR erelacionados ao AI-2 da invenção. A invenção ainda fornecefragmentos e variantes dessas seqüências relacionadas aoAI-2 ou relacionadas à AAR, que também podem ser usadospara a prática dos métodos da presente invenção. Como aquiusado, os termos "gene" e "gene recombinante" referem-se àsmoléculas de ácido nucléico que compreendem um quadroaberto de leitura (ORF), particularmente aqueles quecodificam proteínas envolvidas na produção de AI-2 ou naAAR. Moléculas de ácido nucléico isolado da presenteinvenção compreendem seqüências de ácidos nucléicos quecodificam proteínas relacionadas ao AI-2 ou relacionadas àAAR apresentada nos Ids. de Seq. Nos: 2, 4, 6, 8, 10, 12,14, 16, 18, 20, 22, 34, 36 ou 38, as seqüências de ácidosnucléicos apresentadas nos Ids. de Seq. Nos: 1, 3, 5, 7, 9,11, 13, 15, 17, 19, 21, 33, 35 ou 37, e variantes efragmentos destas. A presente invenção também englobamoléculas de ácido nucléico anti-senso, como descritasabaixo.
Polipeptídeos e proteínas isoladas envolvidos naprodução de AI-2 ou na AAR, e variantes e fragmentosdestes, são englobados, bem como métodos para a produçãodaqueles polipeptídeos. Para as finalidades da presenteinvenção, os termos "proteína" e "polipeptídeo" são usadosde forma intercambiável. Polipeptídeos relacionados ao AI-2exemplares incluem os Ids. de Seq. Nos: 2, 4, 14, 16, 22.Polipeptídeos relacionados ã AAR exemplares incluem o Id.de Seq. N° : 2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18, 20, 22, 34, 36e 38.
A "produção de AI-2" ou a "resposta adaptável deadesão (AAR)" refere-se a uma atividade biológica oufuncional, como determinada in vivo ou ín vitro de acordocom técnicas padronizadas de ensaio. Por exemplo, aprodução de AI-2 pode ser medida utilizando-se uma ceparepórter Vibrio harveyi e um bioensaio de auto-indutor (DeKeersmaecker e cols. (2003) Microbiology 149: 1.953-6).Ensaios adicionais envolvem, por exemplo, a medida dasobrevida ou do crescimento bacteriano sob as condiçõesadaptáveis de adesão aqui descritas em outra seção.
As bactérias e os métodos da invenção são úteis parafermentações bacterianas, por exemplo, quando se desejarestimular a produção de AI-2, ou promover a adesão ouformação de biopelícula das bactérias em um substrato paraa realização do processo fermentativo.
As bactérias da invenção são úteis como bactériasprobióticas, por exemplo, quando se desejar estimular aprodução de AI-2, ou promover a adesão ou formação debiopelícula das bactérias no intestino ou na paredeintestinal para dele excluir competitivamente outrasbactérias menos desejadas.
Métodos de indução de sinalização celular ou umaresposta adaptável de adesão em bactérias são úteis naestimulação da produção de AI-2, ou na promoção da adesãoou formação de biopelícula de bactérias, incluindobactérias tanto recombinantes quanto não recombinantes dotipo selvagem, para estimular a produção de AI-2, ou parapromover a adesão ou formação de biopelícula por bactériasprobióticas.
As composições de ácido nucléico e polipeptídeoenglobadas pela presente invenção são isoladas ousubstancialmente purificadas. O termo "isolado" ou"substancialmente purificado" significa que as moléculas deácido nucléico ou polipeptídeo, ou fragmentos ou variantesbiologicamente ativos, são substancial ou essencialmentelivres de componentes normalmente encontrados em associaçãocom a molécula de ácido nucléico ou proteína em seu estadonatural. Tais componentes incluem outro material celular,meios de cultura da produção recombinante, e váriassubstâncias químicas usadas na síntese química dasproteínas ou dos ácidos nucléicos. De preferência, um ácidonucléico "isolado" da presente invenção é livre deseqüências de ácidos nucléicos que flanqueiam o ácidonucléico de interesse no DNA genômico do organismo do qualo ácido nucléico foi derivado (tais como as seqüências decodificação presentes nas extremidades 5' ou 3'). Noentanto, a molécula pode incluir algumas bases ou porçõesadicionais que não afetam negativamente as característicasbásicas da composição. Por exemplo, em várias modalidades,a molécula de ácido nucléico isolado contém menos de 5 kb,4 kb, 3 kb, 2 kb, 1 kb, 0,5 kb ou 0,1 kb de seqüência deácidos nucléicos normalmente associados ao DNA genômico nascélulas das quais foi derivada. Da mesma forma, umaproteína substancialmente purificada tem menos de cerca de30%, 20%, 10%, 5% ou 1% (por peso seco) de proteínacontaminante, ou proteína não relacionada ao AI-2 ou nãorelacionada à AAR. Quando a proteína é produzida de formarecombinante, preferivelmente o meio de cultura representamenos de 30%, 20%, 10% ou 5% do volume da preparação deproteína, e quando a proteína é produzida quimicamente,preferivelmente as preparações têm menos de cerca de 3 0%,20%, 10% ou 5% (por peso seco) de precursores químicos, ousubstâncias químicas não relacionadas à produção de AI-2 ouàs condições adaptáveis de adesão,
i. Fragmentos e variantes
A invenção fornece moléculas de ácido nucléico isoladoque compreendem seqüências de nucleotídeos que codificamproteínas relacionadas ao AI-2 ou relacionadas à AAR, alémdas proteínas relacionadas ao AI-2 ou relacionadas à AARpor elas codificadas. Também são fornecidos fragmentos evariantes dessas seqüências de nucleotídeos e proteínascodificadas. "Fragmento" de uma seqüência de nucleotídeosou proteína significa uma porção da seqüência denucleotídeos ou de aminoácidos.
Fragmentos das moléculas de ácido nucléico aquirevelados podem ser usados como sondas de hibridização paraidentificar ácidos nucléicos que codificam a proteínarelacionada ao AI-2 ou relacionada à AAR, ou podem serusados como iniciadores em amplificação por PCR ou mutaçãode moléculas de ácido nucléico relacionadas ao AI-2 ourelacionadas à AAR. Fragmentos de ácidos nucléicos tambémpodem ser ligados a um substrato físico para compreenderemo que pode ser considerado um macro- ou microarranjo (porexemplo, Patente U.S. N° 5.837.832; Patente U.S. N°5.861.242). Tais arranjos de ácidos nucléicos podem serusados para estudar a expressão gênica ou para identificarmoléculas de ácido nucléico com identidade suficiente paraas seqüências-alvos.
A presente invenção ainda fornece um arranjo ou chipde ácidos nucléicos, ou seja, vários ácidos nucléicos (porexemplo, DNA) como sondas moleculares organizadas ouarranjadas precisamente em um suporte sólido, que permite oseqüenciamento de genes, o estudo de mutações nelescontidas e/ou a análise da expressão de genes, uma vez queesses arranjos e chips são atualmente de interesse emfunção de seu tamanho muito pequeno e de sua altacapacidade em termos de número de análises.
A função desses arranjos/chips de ácidos nucléicos sebaseia em sondas moleculares, principalmenteoligonucleotídeos, que são anexadas e um veículo que possuium tamanho geralmente de poucos centímetros quadrados oumais, como desejado. Para uma análise, o veículo, porexemplo, um arranjo/chip de DNA, é coberto com sondas deDNA (por exemplo, oligonucleotídeos) que são arranjadas emuma localização ou posição predeterminada no veículo. Umaamostra contendo um ácido nucléico-alvo e/ou fragmentosdeste a serem analisados, por exemplo, DNA ou RNA ou cDNA,que foi marcada previamente, é colocada em contato com oarranjo/chip de DNA, levando à formação, através dehibridização, de um duplex. Apôs uma etapa de lavagem, aanálise da superfície do chip permite que quaisquerhibridizações sejam localizadas por meio dos sinaisemitidos pelo alvo marcado. Como resultado, forma-se uma"impressão digital" da hibridização, a qual, porprocessamento computacional, permite a obtenção deinformações como a expressão de genes, a presença defragmentos específicos na amostra, a determinação deseqüências e/ou a identificação de mutações.
Em uma modalidade desta invenção, a hibridização entreácidos nucléicos-alvo e ácidos nucléicos da invenção,usados na forma de sondas e depositados ou sintetizados insi tu em um chip/arranjo de DNA, pode ser determinada pormeio de fluorescência, radioatividade, detecção eletrônica,ou semelhantes, como são conhecidos na técnica.
Em outra modalidade, as seqüências de nucleotídeos dainvenção podem ser usadas na forma de um arranjo/chip deDNA para a realização de análises da expressão de genesenvolvidos na produção de AI-2 ou na AAR. Essa análise sebaseia no arranjo/chips de DNA nos quais sondas, escolhidaspor sua especificidade para caracterizar certo gene ouseqüência de nucleotídeos, estão presentes. As seqüências-alvos a serem analisadas são marcadas antes de seremhibridizadas sobre o chip. Após lavagem, os complexosmarcados são detectados e quantificados, com ashibridizações sendo realizadas pelo menos em duplicata.
Análises comparativas das intensidades dos sinais obtidoscom relação à mesma sonda para amostras diferentes e/oupara sondas diferentes com a mesma amostra, permitem, porexemplo, uma transcrição diferencial de RNA derivado daamostra.
Ainda em outra modalidade, os arranjos/chips contendoseqüências de nucleotídeos da invenção podem compreenderseqüências de nucleotídeos específicas para outrosmicroorganismos, o que permite o teste serial e a rápidaidentificação da presença de um microorganismo em umaamostra.
Em uma modalidade adicional, o princípio doarranjo/chip de DNA também pode ser usado para produzirarranjos/chips de proteína sobre os quais o suporte foicoberto com um polipeptídeo e/ou um anticorpo destainvenção, ou arranjos destes, no lugar do ácido nucléico.
Esses arranjos/chips de proteína tornam possível, porexemplo, analisar as interações biomoleculares induzidaspela afinidade de captura de alvos sobre um suportecoberto, por exemplo, com proteínas, por ressonância deplasma de superfície (SPR). Os polipeptídeos ou anticorposdesta invenção, capazes de se ligarem especificamente aosanticorpos ou polipeptídeos derivados da amostra a seranalisada, podem ser usados em arranjos/chips de proteínapara a detecção e/ou identificação de proteínas e/oupeptídeos em uma amostra.
Dessa forma, a presente invenção fornece ummicroarranjo ou microchip que compreende vários ácidosnucléicos desta invenção em qualquer combinação, incluindorepetições, além de um microarranjo que compreende váriospolipeptídeos desta invenção em qualquer combinação,incluindo repetições. Também é fornecido um microarranjoque compreende um ou mais anticorpos que reagemespecificamente com vários polipeptídeos desta invenção, emqualquer combinação, incluindo repetições.
O termo "molécula de ácido nucléico" significamoléculas de DNA (por exemplo, cDNA ou DNA genômico) emoléculas de RNA (por exemplo, mRNA) e análogos do DNA ouRNA gerado com a utilização de análogos de nucleotídeos. Amolécula de ácido nucléico pode ser de fita simples ou defita dupla, mas preferivelmente é DNA de fita dupla. Umfragmento de uma molécula de ácido nucléico que codificauma proteína relacionada ao AI-2 ou relacionada à AAR podecodificar um fragmento de proteína que é biologicamenteativo, ou ele pode ser usado como uma sonda de hibridizaçãoou iniciador de PCR como descrito abaixo. Um fragmentobiologicamente ativo de um polipeptídeo aqui revelado podeser preparado isolando-se uma porção de uma das seqüênciasde nucleotídeos da invenção, expressando-se a porçãocodificada da proteína relacionada ao AI-2 ou relacionada àAAR (por exemplo, por expressão recombinante in vitro), eavaliando-se a atividade da porção codificada da proteínarelacionada ao AI-2 ou relacionada à AAR. Fragmentos demoléculas de ácido nucléico que codificam proteínasrelacionadas ao AI-2 ou relacionadas à AAR compreendem pelomenos cerca de 15, 20, 50, 75, 100, 200, 250, 300, 350,400, 450, 500, 550, 600, 650, 700, 750, 800, 850, 900, 950,1.000, 1.100, 1.200, 1.300, 1.400, 1.500, 1.600nucleotídeos ou até o número total de nucleotídeospresentes em uma seqüência de comprimento total relacionadaao AI-2 ou relacionada à AAR de nucleotídeos, como aquirevelada (por exemplo, 693 para o Id. de Seq. N° : 1, 942para o Id. de Seq. N°: 3, 1.116 para o Id. de Seq. N°: 13,471 para o Id. de Seq. N° : 15 etc).
Fragmentos de seqüências de aminoácidos incluemfragmentos polipeptídicos adequados para uso comoimunógenos para o desenvolvimento de anticorpos contrapolipeptídeos envolvidos na produção de AI-2 ou na AAR.Fragmentos incluem peptídeos que compreendem seqüências deaminoácidos suficientemente idênticas ou derivadas daseqüência de aminoácidos de uma proteína relacionada ao AI-2 ou relacionada à AAR, ou proteína de comprimento parcial,da invenção, e que exibem pelo menos uma atividade de umaproteína relacionada ao AI-2 ou relacionada à AAR, mas queincluem menos aminoácidos do que as proteínas relacionadasao AI-2 ou relacionadas à AAR de comprimento total aquireveladas. Em uma modalidade, os fragmentos podem incluirpolipeptídeos que sejam biologicamente ativos. Uma porçãobiologicamente ativa de um polipeptídeo é aquela que exibepelo menos uma atividade (por exemplo, uma atividadeassociada à produção de AI-2 ou à AAR) da proteína decomprimento total da invenção. Uma porção biologicamenteativa de uma proteína relacionada ao AI-2 ou relacionada àAAR pode ser um polipeptídeo que tenha comprimento de, porexemplo, 10, 25, 50, 100, 150, 200, 250, 300, 400, 500aminoácidos contíguos, ou até o número total de aminoácidospresentes em uma proteína de comprimento total relacionadaao AI-2 ou relacionada à AAR da presente invenção (porexemplo, 231 para o Id. de Seq. N° : 2, 314 para o Id. deSeq. N° : 4, 372 para o Id. de Seq. N° : 14, 157 para o Id.de Seq. N°: 16 etc). Essas porções biologicamente ativaspodem ser preparadas por técnicas recombinantes e avaliadasquanto a uma ou mais das atividades funcionais de umaproteína nativa relacionada ao AI-2 ou relacionada à AAR.Como aqui usado, um fragmento compreende pelo menos 5aminoácidos contíguos dos Ids. de Seq. pares Nos: 2-22, 36,ou 38. No entanto, a invenção engloba outros fragmentos,por exemplo, qualquer fragmento na proteína acima de 6, 7,8, 9, 10, 20, 50, 100, 200, 300, 400 ou acima de 500aminoácidos.
Seqüências da invenção relacionadas à AAR compreendemos Ids. de Seq. N°s: 19 e 20 que codificam uma proteína deligação de fibronectina; Ids. de Seq. NoS: 33, 34, 35 e 36que codificam proteínas envolvidas na produção deexopolissacarídeos; e Ids. de Seq. N°s: 3 7 e 3 8 quecodificam uma proteína envolvida na esterificação de D-alanina de ácido lipoteicóico e ácido teicóico da parede.Em modalidades específicas, uma variante ou um fragmentobiologicamente ativo do Id. de Seq. N°: 19 ou 20 continuaráa ter atividade de ligação à mucosa intestinal, incluindoligação à fibronectina, mucina ou moléculas da matrizextracelular. São conhecidos métodos para testar essaatividade. Por exemplo, a atividade de ligação àfibronectina da variante pode ser testada com o uso demicroesferas fluorescentes cobertas com FN-120, que é umfragmento quimiotríptico de ligação celular de fibronectinaplasmática. Veja, por exemplo, Schultz e Armant (1995) J.Biol. Chem. 270 (19): 11.522-31. Uma variante ou umfragmento biologicamente ativo do Id. de Seq. N° : 33, 34,ou 3 6 continuará a estar envolvido na produção deexopolissacarídeos. A produção de exopolissacarídeo podeser estimada pelo método quantitativo de fenol/ácidosulfúrico descrito em Mozi, e cols. (2001) J. Appl.Microbiol. 91 (1) :160-167. Uma variante ou um fragmentobiologicamente ativo do Id. de Seq. N°: 37 ou 38 continuaráa estar envolvido na inserção de D-alanina no ácidolipotecóico em bactérias. A captação de D-alanina pode sermedida de acordo com os métodos descritos por 0'Brien, ecols. (1995) Micróbios 83 (335) : 119-137.
Outras seqüências da invenção relacionadas à AARcompreendem enzimas envolvidas na produção de AI-2,incluindo os Ids. de Seq. Nos: 1 e 2, que codificam umanucleosídeo fosforilase (pfs) ; Ids. de Seq. Nos: 3 e 4, quecodificam uma metil transferase dependente de SAM (SAM-MT);Ids. de Seq. Nos: 13 e 14, que codificam uma metioninaadenosiltransferase (metE); Ids. de Seq. Nos: 15 e 16, quecodificam uma S-ribosil-homocisteinase (luxS); e os Ids. deSeq. Nos: 21 e 22, que codificam uma metioninaadenosiltransferase (metK). Em modalidades específicas, umavariante ou um fragmento biologicamente ativo dos Ids. deSeq. Nos: 1, 2, 3, 4, 13, 14, 15, 16, 21 ou 22 continuará ater a atividade enzimática citada acima, respectivamente.São conhecidos métodos para avaliar a atividade para cadauma dessas enzimas. Por exemplo, a atividade de metK podeser medida quantificando-se a produção de S-adenosiltransferase com o uso de cromatografia líquida dealto eficiência de acordo com os métodos descritos emPosnick e Samson (1999) J. Bacteriol. 181(21): 6.756-6.762.A atividade de doação de metil de SAM-MT pode ser testadade acordo com os métodos de Borchardt e cols. (1974) J\Med. Chem. 19(9): 1.104-1.110. A atividade de MTA/SAHnucleosídeo pode ser medida seguindo a conversão de 14C-metiltioadenosina em C-metiltioribose, como descrito porDella-Ragione e cols. (1995) Biochem. J. 232: 335-341 eCornell e cols. (1996) Biochem. J. 317: 285-290. Aatividade de MetE pode ser medida de acordo com o ensaiodescrito por Hondorp e Matthews (2004) PLoS Biol. 2(11):e336. A atividade de LuxS pode ser medida com o uso doensaio de repórter de Vibrio harveyi, como descrito emoutra seção nesta especificação.
Variantes das seqüências de nucleotídeos e deaminoácidos estão englobadas pela presente invenção. Otermo "variante" significa uma seqüência suficientementeidêntica. Conseqüentemente, a invenção engloba moléculas deácido nucléico isolado que são suficientemente idênticas àsseqüências de nucleotídeos que codificam proteínasrelacionadas ao AI-2 ou relacionadas à AAR nos Ids. de Seq.pares Nos: 2-22, 34, 36 ou 38, ou moléculas de ácidonucléico que hibridizam para uma molécula de ácido nucléicodos Ids. de Seq. ímpares Nos: 1-21, 33, 35 ou 37, ou umcomplemento destes, sob condições altamente controladas.
Variantes também incluem polipeptídeos variantescodificados pelas seqüências de nucleotídeos da presenteinvenção. Além disso, polipeptídeos da presente invençãopossuem uma seqüência de aminoácidos que é suficientementeidêntica a uma seqüência de aminoácidos apresentada nosIds. de Seq. pares Nos: 2-22, 34, 36 ou 38. 0 termo"suficientemente idêntica" significa que uma seqüência deaminoácidos ou uma seqüência de nucleotídeos contém umnúmero suficiente ou mínimo de resíduos de aminoácidos ounucleotídeos equivalente ou idêntico, comparada com umasegunda seqüência de aminoácidos ou seqüência denucleotídeos, fornecendo, desse modo, um domínio estruturalcomum e/ou indicando uma atividade funcional comum.Variantes conservadoras incluem aquelas seqüências denucleotídeos que diferem em função da degeneração do códigogenético.
Em geral, seqüências de aminoácidos ou seqüências denucleotídeos que possuem pelo menos cerca de 45%, 55% ou65% de identidade, pelo menos cerca de 70% ou 75% deidentidade, pelo menos cerca de 80%, 85% ou 95%, pelo menoscerca de 91%, 92%, 93%, 94%, 95%, 96%, 97%, 98%, 99% ou99,5% de identidade de seqüência para qualquer uma dasseqüências de aminoácidos dos Ids. de Seq. pares Nos: 2-22,34, 36 ou 38, ou qualquer uma das seqüências denucleotídeos dos Ids. de Seq. ímpares Nos: 1—21, 33, 35 ou37, respectivamente, são aqui definidas comosuficientemente idênticas. Proteínas variantes englobadaspela presente invenção são biologicamente ativas, ou seja,retêm a atividade biológica desejada da proteína nativa.
Uma variante biologicamente ativa de uma proteína dainvenção pode diferir daquela proteína por apenas 1-15resíduos de aminoácidos, apenas 1-10, por exemplo, 6-10,apenas 5, apenas 4, 3, 2, ou até mesmo 1 resíduo deaminoácido.
Variantes de ocorrência natural podem existir dentrode uma população (por exemplo, a população de bactérias deácido lático). Tais variantes podem ser identificadas pelautilização de técnicas conhecidas de biologia molecularcomo, por exemplo, reação em cadeia de polimerase (PCR), ehibridização, como descrita abaixo. Seqüênciasnucleotídicas derivadas sinteticamente, por exemplo,seqüências geradas por mutagenese sítio-dirigida oumutagenese mediada por PCR que ainda codificam uma proteínarelacionada ao AI-2 ou relacionada à AAR também estãoincluídas como variantes. Uma ou mais substituições,adições, ou eliminações de nucleotídeos ou aminoácidospodem ser introduzidas em uma seqüência de nucleotídeos oude aminoácidos aqui revelada, de tal forma que assubstituições, adições, ou eliminações são introduzidas naproteína codificada. As adições (inserções) ou eliminações(truncamentos) podem ser feitas na extremidade N-terminalou C-terminal da proteína nativa, ou em um ou mais sítiosna proteína nativa. Da mesma forma, uma substituição de umou mais nucleotídeos ou aminoácidos pode ser feita em um oumais sítios na proteína nativa.
Por exemplo, podem ser feitas substituiçõesconservadoras de aminoácidos em um ou mais resíduos deaminoácidos previstos, preferivelmente não essenciais. Umresíduo de aminoácido "não essencial" é um resíduo que podeser alterado da seqüência do tipo selvagem de uma proteína,sem alterar a atividade biológica, enquanto um aminoácido"essencial" é necessário para a atividade biológica. Uma"substituição conservadora de aminoácidos" é aquela em queo resíduo de aminoácido é substituído com um resíduo deaminoácido com uma cadeia lateral similar. Famílias deresíduos de aminoácidos que possuem cadeias lateraissimilares são conhecidas na técnica. Essas famílias incluemaminoácidos com cadeias laterais básicas (por exemplo,lisina, arginina, histidina), cadeias laterais ácidas (porexemplo, ácido aspártico, ácido glutâmico) , cadeiaslaterais polares sem carga (por exemplo, glicina,asparagina, glutamina, serina, treonina, tirosina,cisteína), cadeias laterais não polares (por exemplo,alanina, valina, leucina, isoleucina, prolina,fenilalanina, metionina, triptofano) , cadeias laterais comramificações beta (por exemplo, treonina, valina,isoleucina) e cadeias laterais aromáticas (por exemplo,tirosina, fenilalanina, triptofano, histidina). Taissubstituições não seriam feitas para resíduos deaminoácidos conservados, ou para resíduos de aminoácidosque residem dentro de um motivo conservado, onde taisresíduos são essenciais para a atividade da proteína.
Alternativamente, podem ser feitas mutaçõesaleatoriamente ao longo de todo ou parte do comprimento daseqüência codificadora relacionada ao AI-2 ou relacionada àAAR, por exemplo, por mutagênese por saturação. Os mutantespodem ser expressos de forma recombinante, e rastreadosquanto àqueles que retêm a atividade biológica testando-sea atividade protetora relacionada ao AI-2 ou relacionada àAAR com o uso de técnicas de ensaio padronizadas. Métodospara mutagênese e alterações de seqüência de nucleotídeossão conhecidos na técnica. Veja, por exemplo, Kunkel (1985)Proc. Natl. Acad. Sei. USA 82: 488-4 92; Kunkel e cols.(1987) Methods in Enzymol. Molecular Biology (MacMillanPublishing Company, Nova York) e as referências nelescitadas. As mutações feitas no DNA que codifica a variantenão devem romper o quadro de leitura e, preferivelmente,não criarão regiões complementares que poderiam produzirestrutura de mRNA secundário. Veja a Publicação do Pedidode Patente EP N° 75.444. Diretrizes sobre substituições deaminoácidos apropriadas que não afetam a atividadebiológica da proteína de interesse podem ser encontradas nomodelo de Dayhoff e cols. (1978) Atlas of Protein Sequenceand Structure (Natl. Biomed. Res. Found., Washington,D.C.), aqui incorporado por referência.
Não se espera que as eliminações, inserções esubstituições das seqüências de proteína aqui englobadasproduzam mudanças radicais nas características da proteína.No entanto, quando for difícil prever o efeito exato dasubstituição, eliminação ou inserção antes de fazê-la,aqueles habilitados na técnica observarão que o efeito seráavaliado por ensaios de rastreamento rotineiros. Ou seja, aatividade pode ser avaliada comparando-se a atividade daseqüência modificada com a atividade da seqüência original.Por exemplo, a atividade de variantes e fragmentos depolipeptídeos envolvidos na produção de AI-2 ou na AAR podeser medida testando-se a produção de AI-2 com a utilizaçãode métodos aqui revelados em outra seção.
Seqüências de nucleotídeos e de aminoácidos variantesda presente invenção também englobam seqüências derivadasde procedimentos mutagênicos e recombinogênicos, tais comoembaralhamento de DNA (DNA shuffling). Com um procedimentocomo esse, uma ou mais regiões codificadoras diferentes deproteína relacionada ao AI-2 ou relacionada à AAR podem serusadas para criar uma nova proteína relacionada ao AI-2 ourelacionada à AAR que possua as propriedades desejadas.Dessa forma, são geradas bibliotecas de polinucleotídeosrecombinantes a partir de uma população de polinucleotídeosrelacionados à seqüência que compreendem regiões daseqüência que possuem identidade de seqüência substancial epodem ser recombinados de forma homóloga in vifcro ou invivo. Por exemplo, com o uso dessa abordagem, motivos daseqüência que codificam um domínio de interesse podem serembaralhados entre o gene relacionado ao AI-2 ourelacionado à AAR da invenção e outros genes conhecidosrelacionados ao AI-2 ou relacionados à AAR para se obter umnovo gene que codifica uma proteína com uma propriedade deinteresse aprimorada como, por exemplo, um Km aumentado, nocaso de uma enzima. Estratégias para esse embaralhamento deDNA são conhecidas na técnica. Veja, por exemplo, Stemmer(1994) Proc. Natl. Acad. Sei. USA 91: 10.747-10.751;Stemmer (1994) Nature 370: 389-391; Crameri e cols. (1997)Nature Biotech. 15: 436-438; Moore e cols. (1997) J. Mol.Biol. 272: 336-347; Zhang e cols. (1991) Proc. Natl. Acad.Sei. USA 94: 4.504-4.509; Crameri e cols. (1998) Nature391: 288-291; e Patentes U.S. Nos 5.605.793 e 5.837.458.
Variantes de uma proteína da invenção relacionada aoAI-2 ou relacionada à AAR podem ser identificadasrastreando-se bibliotecas combinatórias de mutantes, porexemplo, mutantes por truncamento, de uma proteínarelacionada ao AI-2 ou relacionada à AAR. Em umamodalidade, é gerada uma biblioteca diversificada devariantes relacionadas ao AI-2 ou relacionadas à AAR pormutagenese combinatória no nível do ácido nucléico, e ela écodificada por uma biblioteca gênica diversificada. Umabiblioteca diversificada de variantes relacionadas ao AI-2ou relacionadas à AAR pode ser produzida, por exemplo,ligando-se enzimaticamente uma mistura de oligonucleotídeossintéticos em seqüências gênicas de tal forma que umconjunto degenerado de potenciais seqüências relacionadasao AI-2 ou relacionadas à AAR seja expressível comopolipeptídeos individuais ou, alternativamente, como umconjunto de proteínas de fusão maiores (por exemplo, paraexibição de fago) contendo o conjunto de seqüênciasrelacionadas ao AI-2 ou relacionadas à AAR. Há váriosmétodos que podem ser usados para produzir bibliotecas depotenciais variantes relacionadas ao AI-2- ou relacionadasà AAR a partir de uma seqüência degenerada deoligonucleotídeos. A síntese química de uma seqüênciagênica degenerada pode ser realizada em um sintetizadorautomático de DNA, e o gene sintético então ligado em umvetor de expressão apropriado. O uso de um conjunto degenes degenerados permite o fornecimento, em uma mistura,de todas as seqüências que codificam o conjunto desejado depotenciais seqüências relacionadas ao AI-2 ou relacionadasà AAR. Métodos para a síntese de oligonucleotídeosdegenerados são conhecidos na técnica (veja, por exemplo,Narang (1983) Tetrahedron 39:3; Itakura e cols. (1984)Annu. Rev. Biochem. 53: 323; Itakura e cols. (1984) Science198: 1.056; Ike e cols. (1983) Nucleic Acids Res. 11: 477).
Além disso, bibliotecas de fragmentos de uma seqüênciacodificadora de uma proteína relacionada ao AI-2 ourelacionada à AAR podem ser usadas para gerar uma populaçãodiversificada de fragmentos relacionados ao AI-2 ourelacionados à AAR para o rastreamento e subseqüenteseleção de variantes de uma proteína relacionada ao AI-2 ourelacionada à AAR. Em uma modalidade, pode ser gerada umabiblioteca de fragmentos da seqüência codificadoratratando-se um fragmento de PCR de fita dupla de umaseqüência codificadora relacionada ao AI-2 ou relacionada àAAR com uma nuclease sob condições nas quais ocorrarompimento (nicking) apenas cerca de uma vez por molécula,desnaturando-se o DNA de fita dupla, renaturando-se o DNApara formar DNA de fita dupla que possa incluir paressenso/anti-senso de diferentes produtos rompidos,removendo-se porções de fita simples dos duplexos re-formados por tratamento com SI nuclease, e ligando-se abiblioteca de fragmentos resultante em um vetor deexpressão. Por esse método, pode-se derivar uma bibliotecade expressão que codifique fragmentos do N-terminal einternos de vários tamanhos da proteína relacionada ao AI-2ou relacionada à AAR.
São conhecidas várias metodologias na técnica para orastreamento de produtos gênicos de bibliotecascombinatórias feitos por mutações ou truncamento em ponto epara o rastreamento de bibliotecas de cDNA para produtosgênicos que possuem uma propriedade selecionada. Taistécnicas são adaptáveis para um rastreamento rápido dasbibliotecas gênicas geradas pela mutagenese combinatória deproteínas relacionadas ao AI-2 ou relacionadas à AAR. Astécnicas usadas mais amplamente, que são passíveis de umaanálise de alto rendimento, para o rastreamento de grandesbibliotecas gênicas tipicamente incluem a clonagem dabiblioteca gênica em vetores de expressão replicáveis,transformação das células apropriadas com a biblioteca devetores resultante, e a expressão dos genes combinatóriossob condições nas quais a detecção de uma atividadedesejada facilita o isolamento do vetor que codifica o genecujo produto foi detectado. A mutagenese de montagemrecursiva (REM), uma técnica que aumenta a freqüência demutantes funcionais nas bibliotecas, pode ser usada emcombinação com os ensaios de rastreamento para identificarvariantes relacionadas ao AI-2 ou relacionadas à AAR (Arkine Yourvan (1992) Proc. Natl. Acad. Sei. USA 89: 7.811-7.815; Delgrave e cols. (1993) Protein Engineering 6(3):327-331).
ii. Identidade de seqüências
As seqüências relacionadas ao AI-2 ou relacionadas àAAR são membros de uma família de moléculas comcaracterísticas funcionais conservadas. 0 termo "família"significa duas ou mais proteínas ou moléculas de ácidonucléico que possuem identidade de seqüências denucleotídeos ou de seqüências de aminoácidos suficiente.
Uma família que contém grupos profundamente divergentespode ser dividida em subfamílias. Um clã é um grupo defamílias que provavelmente possuem uma ancestralidadecomum. Membros de um clã têm uma estrutura terciáriasimilar. O termo "identidade de seqüência" significa que osresíduos de nucleotídeos ou de aminoácidos são os mesmosquando se alinham duas seqüências para uma correspondênciamáxima sobre pelo menos uma janela de comparaçãoespecificada. "Janela de comparação" significa um segmentocontíguo das duas seqüências de nucleotídeos ou seqüênciasde aminoácidos para um alinhamento ótimo, em que a segundaseqüência pode conter adições ou eliminações (ou seja,lacunas - gaps), quando comparada com a primeira seqüência.
Geralmente, para alinhamentos de ácidos nucléicos, a janelade comparação tem comprimento de pelo menos 2 0 nucleotídeoscontíguos e, opcionalmente, pode ter 30, 40, 50, 100 oumais. Para alinhamentos de seqüências de aminoácidos, ajanela de comparação tem comprimento de pelo menos 6aminoácidos contíguos e, opcionalmente, pode ter 10, 15,20, 30 ou mais. Aqueles habilitados na técnica sabem que,para evitar uma similaridade elevada em conseqüência dainclusão de lacunas, uma penalidade de lacuna é tipicamenteintroduzida e é subtraída do o número de combinações.
Os membros da família podem ser da mesma espécie ou deespécies diferentes, e podem incluir homólogos, além deproteínas distintas. Freqüentemente, membros de uma famíliaexibem características funcionais comuns. Homólogos podemser isolados com base em sua identidade em relação àsseqüências de ácidos nucléicos relacionadas ao AI-2 ourelacionadas ã AAR aqui reveladas com a utilização do cDNA,ou uma porção deste, como sonda de hibridização, de acordocom técnicas de hibridização padronizadas, sob condições dehibridização altamente controladas, como revelado abaixo.
Para determinar o percentual de identidade de duasseqüências de aminoácidos ou de nucleotídeos, é realizadoum alinhamento. O percentual de identidade das duasseqüências é uma função do número de resíduos idênticoscompartilhados pelas duas seqüências na janela decomparação (ou seja, percentual de identidade = número deresíduos idênticos/número total de resíduos x 100). Em umamodalidade, as seqüências têm o mesmo comprimento. Métodossimilares àqueles mencionados abaixo podem ser usados paradeterminar o percentual de identidade entre duasseqüências. Os métodos podem ser usados com ou sem apermissão de lacunas. O alinhamento também pode serrealizado manualmente por inspeção.
Quando seqüências de aminoácidos diferem emsubstituições conservadoras, o percentual de identidadepode ser ajustado para cima para corrigir a naturezaconservadora da substituição. Meios para a realização desseajuste são conhecidos na técnica. Tipicamente, asubstituição conservadora é classificada como nãocombinação parcial, em vez de não combinação total,aumentando, dessa forma, a percentagem da identidade deseqüência.
Podem ser usados algoritmos matemáticos paradeterminar o percentual de identidade de duas seqüências.
Exemplos não limitantes de algoritmos matemáticos são oalgoritmo de Karlin e Altschul (1990) Proc. Natl. Acad.Sei. USA 87: 2.264, modificado em Karlin e Altschul (1993)Proc. Natl. Acad. Sei. USA 90: 5.873-5.877; o algoritmo deMyers e Miller (1988) CABIOS 4: 11-17; o algoritmo dealinhamento local de Smith e cols. (1981) Adv. Appl. Math.2: 482; o algoritmo de alinhamento global de Needleman eWunsch (1970) J. Mol. Biol. 48: 443-453; e o método depesquisa de alinhamento local de Pearson e Lipman (1988)Proc. Natl. Acad. Sei. USA 85: 2.444-2.448.
Foram projetadas várias implementações por computadorbaseadas nesses algoritmos matemáticos para permitir adeterminação da identidade de seqüências. Os programasBLAST de Altschul e cols. (1990) J. Mol. Biol. 215: 403 sebaseiam no algoritmo de Karlin e Altschul (1990) supra.
Pesquisas para a obtenção de seqüências de nucleotídeos quesejam homólogas às seqüências de nucleotídeos da presenteinvenção podem ser realizadas com o programa BLASTN,pontuação = 100, comprimento (wordlength) = 12. Para aobtenção de seqüências de aminoácidos homólogas àsseqüências que codificam uma proteína ou polipeptídeo dapresente invenção, o programa BLASTX pode ser usado,pontuação = 50, comprimento (wordlength) = 3. Alinhamentoscom lacunas podem ser obtidos com o uso de Gapped BLAST (emBLAST 2.0), como descrito em Altschul e cols. (1997)Nucleic Acids Res. 25: 3.389. Para se detectarrelacionamentos distantes entre moléculas, pode serutilizado PSI-BLAST. Veja Altschul e cols. (1997) supra.Para todos os programas BLAST, os parâmetros-padrão dosrespectivos programas podem ser usados. Vejawww.ncbi.nlm.nih.gov. O alinhamento também pode ser feitomanualmente por inspeção.
Outro programa que pode ser utilizado para determinaro percentual de identidade de seqüências é o programa ALIGN(versão 2.0), que usa o algoritmo matemático de Myers eMiller (1988) supra. Uma tabela de peso de resíduo PAM120,uma penalidade de comprimento de lacuna de 12 e umapenalidade de lacuna de 4 podem ser usadas com esseprograma quando se comparam seqüências de aminoácidos.
Além dos programas ALIGN e BLAST, os programasBESTFIT, GAP, FASTA e TFASTA são parte do pacote deprogramas "GCG Wisconsin Genetics Software Package", Versão10 (disponível por Accelrys Inc., 9685 Scranton Rd. , SanDiego, Califórnia, EUA), e podem ser usados para arealização de alinhamentos de seqüências. O programapreferido é GAP, versão 10, que utiliza o algoritmo deNeedleman e Wunsch (1970) supra. A menos que estabelecidode forma diferente, os valores de similaridade deidentidade de seqüência aqui apresentados referem-se aovalor obtido com a utilização de GAP Versão 10 com osseguintes parâmetros: % de identidade e % de similaridadepara uma seqüência de nucleotídeos com o uso de Peso de GAPde 50 e Peso do Comprimento de 3 e a matriz de pontuaçãonwsgapdna.cmp; % de identidade e % de similaridade para umaseqüência de aminoácidos com o uso de Peso de GAP de 8 ePeso de Comprimento de 2, e a matriz de pontuação BLOSUM62;ou qualquer programa equivalente. "Programa equivalente"significa qualquer programa de comparação de seqüênciasque, para quaisquer duas seqüências em questão, gera umalinhamento que possui combinações idênticas de resíduos de
10 nucleotídeos ou de aminoácidos, e um percentual deidentidade de seqüência idêntico, quando comparado com oalinhamento correspondente gerado por GAP Versão 10.
O alinhamento de uma seqüência em uma base de dados emrelação a uma seqüência investigada produzida peloalgoritmo BLASTN, FASTA, BLASTP ou semelhante é normalmentedescrito como um "hit". Hits para uma ou mais seqüências dabase de dados por uma seqüência investigada produzida peloalgoritmo de BLASTN, FASTA, BLASTP ou um algoritmo similaralinham e identificam porções similares de uma seqüência.
Um hit para uma seqüência da base de dados geralmenterepresenta uma superposição em relação a uma fração docomprimento da seqüência da seqüência investigada, ou seja,uma porção ou fragmento da seqüência investigada. Noentanto, a superposição pode representar todo o comprimentoda seqüência investigada. Os hits em um alinhamento emrelação a uma seqüência investigada produzida poralgoritmos de BLASTN, FASTA ou BLASTP em relação àsseqüências em uma base de dados são comumente dispostos emordem do grau de similaridade e do comprimento dasuperposição de seqüência.Hits de polinucleotldeos e polipeptídeos alinhadospelos algoritmos de BLASTN, FASTA ou BLASTP em relação auma seqüência investigada produzem valores "Previstos". Ovalor Previsto (valor E) indica o número de hits que sepode "prever" em relação a certo número de seqüênciascontíguas aleatoriamente quando se pesquisa uma base dedados de determinado tamanho. O valor Previsto é usado comoum limiar de significância para se determinar se o hit parauma base de dados, por exemplo, a base de dados GENBANK® ouEMBL, indica a similaridade real. Por exemplo, um valor Ede 0,1 atribuído a um hit de polinucleotídeo é interpretadocomo significando que, em uma base de dados do tamanho dabase de dados GENBANK®, pode-se prever 0,1 de combinaçõessobre a porção alinhada da seqüência com uma pontuaçãosimilar, aleatoriamente. Por esse critério, as porçõesalinhadas e combinadas das seqüências de polinucleotídeostêm uma probabilidade de 95% de serem as mesmas. Paraseqüências que possuem um valor E de 0,01 ou menos sobreporções alinhadas e combinadas, a probabilidade de seencontrar uma combinação aleatoriamente na base de dadosGENBANK® é de 1% ou menos, usando o algoritmo de BLASTN ouFASTA.
De acordo com uma modalidade desta invenção,polinucleotídeos e polipeptídeos "variantes" desta invençãocompreendem seqüências que produzem um valor E de cerca de0,01 ou menos, quando comparadas com as seqüências depolinucleotídeos ou de polipeptídeos da presente invenção.Ou seja, um polinucleotídeo variante ou polipeptídeo équalquer seqüência que tenha pelo menos uma probabilidadede 99% de ser a mesma que o polinucleotídeo ou polipeptídeoda presente invenção, medida como tendo um valor E de 0,01ou menos, usando os Algoritmos de BLASTN, FASTA ou BLASTPajustados com os parâmetros aqui descritos. Em outrasmodalidades, um polinucleotídeo variante é uma seqüênciaque possui o mesmo número, ou menos ácidos nucléicos, doque um polinucleotídeo da presente invenção que tenha umaprobabilidade de pelo menos 99% de ser a mesma que opolinucleotídeo da presente invenção, medida como tendo umvalor E de 0,01 ou menos, usando os algoritmos de BLASTN ouFASTA ajustados com os parâmetros aqui descritos. Da mesmaforma, um polipeptídeo variante é uma seqüência que possuio mesmo número, ou menos, de aminoácidos do que umpolipeptídeo da presente invenção que tenha umaprobabilidade de pelo menos a 99% de ser o mesmo que umpolipeptídeo da presente invenção, medido como tendo umvalor E de 0,01 ou menos, usando o algoritmo de BLASTPajustado com os parâmetros aqui descritos.
Como observado anteriormente, o percentual deidentidade é determinado alinhando-se seqüências com o usode um dos algoritmos de BLASTN, FASTA ou BLASTP, ajustadoscom os parâmetros aqui descritos, e identificando-se onúmero de ácidos nucléicos ou aminoácidos idênticos sobreas porções alinhadas; dividindo-se o número de ácidosnucléicos ou aminoácidos idênticos pelo número total deácidos nucléicos ou aminoácidos do polinucleotídeo ou daseqüência polipeptídica da presente invenção; e, a seguirmultiplicando-se por 100 para determinar o percentual deidentidade. Por exemplo, um polinucleotídeo da presenteinvenção que possui 220 ácidos nucléicos tem um hit parauma seqüência de polinucleotídeos na base de dados GENBANK®que possui 520 ácidos nucléicos sobre um trecho de 23nucleotídeos no alinhamento produzido pelo algoritmo deBLASTN usando os parâmetros aqui descritos. O hit de 23nucleotídeos inclui 21 nucleotídeos idênticos, uma lacuna eum nucleotídeo diferente. O percentual de identidade dopolinucleotídeo da presente invenção para o hit nabiblioteca GENBANK® é, portanto, 21/220 vezes 100, ou seja,9,5%. A seqüência de polinucleotídeos na base de dadosGENBANK® não é, portanto, uma variante de umpolinucleotídeo da presente invenção.
iii. Identificação e isolamento de seqüências homólogas
As seqüências de nucleotídeos relacionadas ao AI-2 ourelacionadas à AAR identificadas com base na sua identidadede seqüência para as seqüências de nucleotídeosrelacionadas ao AI-2 ou relacionadas à AAR aquiapresentadas, ou para fragmentos e variantes destas, sãoenglobadas pela presente invenção. Métodos, tais como PCRou hibridização, podem ser usados para identificarseqüências a partir de uma biblioteca de cDNA ou genômica,por exemplo, que sejam substancialmente idênticas a umaseqüência desta invenção. Veja, por exemplo, Sambrook ecols. (1989) Molecular Cloning: Laboratory Manual (2a ed.,Cold Spring Harbor Laboratory Press, Cold Spring Harbor,Nova York) e Innis, e cols. (1990) PCR Protocols: A Guideto Methods and Applications (Academic Press, Nova York).
Métodos para a construção dessas bibliotecas de cDNA egenomicas são geralmente conhecidos na técnica e também sãorevelados na referência acima.
Em técnicas de hibridização, as sondas de hibridizaçãopodem ser fragmentos de DNA genômico, fragmentos de cDNA,fragmentos de RNA, ou outros oligonucleotídeos, e podemconsistir em toda seqüência de nucleotídeos conhecida aquirevelada, ou parte dela. Além disso, elas podem sermarcadas com um grupo detectável, por exemplo, 32P, ouqualquer outro marcador detectável, por exemplo, outrosradioisótopos, um composto fluorescente, uma enzima, ou umco-fator de enzima. Sondas para hibridização podem serfeitas por marcação de oligonucleotídeos sintéticos, combase nas seqüências de nucleotídeos relacionadas ao AI-2 ourelacionadas à AAR conhecidas aqui reveladas. Iniciadoresdegenerados projetados com base em nucleotídeos ou resíduosde aminoácidos conservados em uma seqüência de nucleotídeosrelacionada ao AI-2 ou relacionada à AAR conhecida, ou naseqüência de aminoácidos codificada, podem adicionalmenteser usados. A sonda de hibridização tipicamente compreendeuma região da seqüência de nucleotídeos que hibridiza sobcondições altamente controladas para pelo menos cerca de10, preferivelmente cerca de 20, mais preferivelmente cercade 50, 75, 100, 125, 150, 175, 200, 250, 300, 350 ou 400nucleotídeos consecutivos de uma seqüência de nucleotídeosrelacionada ao AI-2 ou relacionada à AAR da invenção, ou umfragmento ou variante desta. Para se obter hibridizaçãoespecífica com diversas condições, tais sondas incluemseqüências que são únicas entre seqüências de proteínas25 relacionadas ao AI-2 ou relacionadas à AAR. Métodos para apreparação de sondas para hibridização são geralmenteconhecidos na técnica, e são revelados em Sambrook e cols.(1989) Molecular Cloning: A Laboratory Manual (2a ed., ColdSpring Harbor Laboratory Press, Cold Spring Harbor, NovaYork), aqui incorporado por referência.Em uma modalidade, toda a seqüência de nucleotídeosque codifica uma proteína relacionada ao AI-2 ourelacionada à AAR é usada como sonda para identificarseqüências relacionadas ao AI-2 ou relacionadas à AAR eRNAs mensageiros inéditos. Em outra modalidade, a sonda éum fragmento de uma seqüência de nucleotídeos aquirevelada. Em algumas modalidades, a seqüência denucleotídeos que hibridiza sob condições altamentecontroladas para a sonda pode ter comprimento de pelo menoscerca de 300, 325, 350, 375, 400, 425, 450, 500, 550, 600,650, 700, 800, 900, 1000, 1500 ou mais nucleotídeos.
Conseqüentemente, além das seqüências de nucleotídeosrelacionadas ao AI-2 ou relacionadas à AAR aqui reveladas,e fragmentos e variantes destas, as moléculas de ácidonucléico isolado da presente invenção também englobamseqüências de DNA homólogas identificadas e isoladas deoutros organismos ou células por hibridização comseqüências inteiras ou parciais obtidas das seqüências denucleotídeos relacionadas ao AI-2 ou relacionadas à AARaqui reveladas, ou variantes e fragmentos destas.
Seqüências substancialmente idênticas hibridizarãoentre elas sob condições altamente controladas. "Condiçõesaltamente controladas" significam condições sob as quaisuma sonda hibridizará para sua seqüência-alvo em um graudetectavelmente maior do que para outras seqüências (porexemplo, pelo menos 2 vezes em relação ao nível de fundo).Geralmente, condições altamente controladas englobamaquelas condições para hibridização e lavagem sob as quaisnucleotídeos que possuem pelo menos cerca de 60%, 65%, 70%,ou pelo menos cerca de 75% de identidade de seqüênciatipicamente permanecem hibridizados entre eles. Condiçõesaltamente rigorosas são conhecidas na técnica e podem serencontradas em Ausubel e cols., eds. (1989) CurrentProtocols in Molecular Biology (John Wiley & Sons, NovaYork). A hibridização tipicamente ocorre por menos de cercade 24 horas, normalmente cerca de 4 a cerca de 12 horas.
Condições altamente rigorosas dependem da seqüência ediferirão em diferentes circunstâncias. Seqüências deácidos nucleicos de comprimento total ou parciais podem seraqui usadas para a obtenção de homólogos e ortólogosenglobados pela presente invenção. "Ortólogos" significamgenes derivados de um gene ancestral comum e que sãoencontrados em diferentes espécies como resultado deespeciação. Genes encontrados em diferentes espécies sãoconsiderados ortólogos quando suas seqüências denucleotídeos e/ou suas seqüências codificadas de proteínacompartilham identidade substancial, como aqui definido emoutra seção. As funções de ortólogos são freqüentementealtamente conservadas entre espécies.
Quando se utilizam sondas, condições altamentecontroladas serão aquelas nas quais a concentração de sal émenos do que cerca de 1,5 M de íon Na, tipicamente umaconcentração de cerca de 0,01 a 1,0 M de íon Na (ou deoutros sais) em pH 7,0 a 8,3, e a temperatura é de pelomenos cerca de 30°C para sondas curtas (por exemplo, 10 a50 nucleotídeos) e pelo menos cerca de 60°C para sondaslongas (por exemplo, acima de 50 nucleotídeos).
As lavagens pós-hibridização são instrumentais nocontrole de especificidade. Os dois fatores críticos sãoforça iônica e temperatura da solução de lavagem final.Para a detecção de seqüências que hibridizam para umaseqüência-alvo de comprimento total ou aproximadamente decomprimento total, a temperatura sob condições altamentecontroladas é selecionada para ser cerca de 5°C abaixo doponto térmico de fusão (Tm) para a seqüência específica emuma força iônica e um pH definidos. No entanto, condiçõesaltamente controladas englobariam temperaturas na faixa de1°C a 20 °C abaixo do Tm, dependendo do grau de controledesejado, como aqui definido em outra seção. Para híbridosDNA-DNA, o Tm pode ser determinado usando-se a equação deMeinkoth e Wahl (1984) Anal. Biochem. 138: 267-284: Tm =81,5°C + 16,6 (log M) + 0,41 (%GC) - 0,61 (% de forma) -500/L; em que M é a molaridade de cátions monovalentes, %GCé a percentagem de nucleotídeos guanosina e citosina noDNA, % de forma é a percentagem de formamida na solução dehibridização, e L é o comprimento do híbrido em pares debase. O Tm é a temperatura (sob força iônica e pHdefinidos) na qual 50% de uma seqüência-alvo complementarhibridiza para uma sonda que combina perfeitamente.
A habilidade para detectar seqüências com grausvariáveis de homologia pode ser obtida variando-se o rigordas condições de hibridização e/ou lavagem. Paraseqüências-alvos que são 100% idênticas (sondagemhomóloga), devem ser obtidas condições de rigor que nãopermitam a não combinação. Ao se permitir a ocorrência denão combinação de resíduos de nucleotídeos, seqüências comum grau menor de similaridade podem ser detectadas(sondagem heteróloga). Para cada 1% de não combinação, o Tmé reduzido cerca de 1°C; portanto, as condições dehibridização e/ou lavagem podem ser manipuladas parapermitirem hibridização de seqüências de um percentual deidentidade-alvo. Por exemplo, caso sejam preferidasseqüências com > 95% de identidade de seqüência, o Tm podeser diminuído em 10°C. Duas seqüências de nucleotídeospoderiam ser substancialmente idênticas, mas não conseguemhibridizar entre elas sob condições altamente controladas,se os polipeptídeos que codificam forem substancialmenteidênticos. Essa situação ocorreria, por exemplo, se amáxima degeneração de códon do código genético fosse usadapara criar uma cópia de um ácido nucléico.
Condições de baixo rigor exemplares incluemhibridização com uma solução-tampão de formamida 30-35%, 1M de NaCl, SDS 1% (sódio dodecil sulfato) a 37°C, e umalavagem em SSC IX a 2X (SSC 20X = 3,0 de M NaCl/0,3 M decitrato trissódico) a 50 a 55°C. Condições de rigormoderado exemplares incluem hibridização em formamida 4 0 a45%, 1,0 M de NaCl, SDS 1% a 37°C e uma lavagem em SSC 0,5Xa IX a 55 a 60°C. Condições de alto rigor exemplaresincluem hibridização em formamida 50%, 1 M de NaCl, SDS 1%a 37 °C e uma lavagem em SSC 0, IX a 60 a 65 °C.Opcionalmente, tampões de lavagem podem compreender cercade 0,1% a cerca de 1% de SDS. A duração da hibridização égeralmente menos de cerca de 24 horas, normalmente cerca de4 a cerca de 12 horas. Um guia detalhado para ahibridização de ácidos nucléicos é encontrado em Tijssen(1993) Laboratory Techniques in Biochemistry and MolecularBiology — Hybridization with Nucleic Acids Probes, Parte I,Capítulo 2 (Elsevier, Nova York); e Ausubel e cols., eds.(1995) Current Protocols in Molecular Biology, Capítulo 2(Greene Publishing e Wiley-Interscience, Nova York). VejaSambrook e cols. (1989) Molecular Cloning: A LaboratoryManual (2 a ed. ; Cold Spring Harbor Laboratory Press, ColdSpring Harbor, Nova York).
Em uma abordagem de PCR, iniciadores deoligonucleotídeos podem ser projetados para uso em reaçõesde PCR para amplificar seqüências de DNA correspondentes apartir de cDNA ou DNA genômico extraído de qualquerorganismo de interesse. Iniciadores de PCR têmpreferivelmente comprimento de pelo menos cerca de 10nucleotídeos e, principalmente, comprimento de pelo menoscerca de 20 nucleotídeos. Métodos para o projeto deiniciadores de PCR e clonagem por PCR são geralmenteconhecidos na técnica e são discutidos em Sambrook e cols.(1989) Molecular Cloning: A Laboratory Manual (2a ed. , ColdSpring Harbor Laboratory Press, Cold Spring Harbor, NovaYork). Veja também Innis e cols., eds. (1990) PCRProtocols: A Guide to Methods and Applications (AcademicPress, Nova York); Innis e Gelfand, eds. (1995) PCRStrategies (Academic Press, Nova York); e Innis e Gelfand,eds. (1999) PCR Methods Manual (Academic Press, Nova York).Métodos de PCR conhecidos incluem, sem limitação, métodosque utilizam iniciadores pareados, iniciadores abrigados,iniciadores únicos específicos, iniciadores degenerados,iniciadores gene-específicos, iniciadores vetor-específicos, iniciadores parcialmente-não combinados, esemelhantes.
iv. Seqüências de nucleotídeos anti-senso
A presente invenção também engloba moléculas de ácidonucléico anti-senso, ou seja, moléculas que sãocomplementares a um ácido nucléico senso que codifica umaproteína, por exemplo, complementares à fita codificadorade uma molécula de cDNA de fita dupla, ou complementares auma seqüência de mRNA. Conseqüentemente, um ácido nucleicoanti-senso pode se ligar por hidrogênio a um ácido nucleicosenso. O ácido nucleico anti-senso pode ser complementar atoda uma fita codificadora relacionada ao AI-2 ourelacionada à AAR, ou a apenas uma porção desta, porexemplo, toda ou parte da região codificadora de proteína(ou quadro aberto de leitura). Uma molécula de ácidonucleico anti-senso pode ser anti-senso para uma região nãocodificadora da fita codificadora de uma seqüência denucleotídeos que codifica uma proteína relacionada ao AI-2ou relacionada à AAR. As regiões não codificadoras são asseqüências 51 e 3' que flanqueiam a região codificadora enão são traduzidas em aminoácidos. Seqüências denucleotídeos anti-senso são úteis na interrupção daexpressão do gene-alvo. Podem ser usadas construções anti-senso que possuem 70%, 80%, ou 85% de identidade deseqüência para a seqüência correspondente.
Considerando a seqüência da fita codificadora quecodifica uma proteína relacionada ao AI-2 ou relacionada àAAR aqui revelada (por exemplo, Ids. de Seq. ímpares Nos:1-21, 33, 35, ou 37), podem ser projetados ácidos nucléicosanti-senso da invenção de acordo com as regras depareamento de bases de Watson e Crick. A molécula de ácidonucleico anti-senso pode ser complementar a toda a regiãocodificadora do mRNA relacionado ao AI-2 ou relacionado àAAR, mas, mais preferivelmente, é um oligonucleotídeo quesó é anti-senso para uma porção da região codificadora ounão codificadora do mRNA relacionado ao AI-2 ou relacionadoà AAR. Um oligonucleotídeo anti-senso pode ter, porexemplo, cerca de 5, 10, 15, 20, 25, 30, 35, 40, 45 ou 50nucleotídeos de comprimento, ou ele pode ter 100, 200 oumais nucleotídeos de comprimento. Um ácido nucleico anti-senso da invenção pode ser construído com a utilização deprocedimentos de síntese química e ligação enzimáticaconhecidos na técnica.
Uma molécula de ácido nucleico anti-senso da invençãopode ser uma molécula a-anomérica de ácido nucleico(Gaultier e cols. (1987) Nucleic Acids Res. 15: 6.625-6.641) . A molécula de ácido nucleico anti-senso também podecompreender um 21-o-metilribonucleotídeo (Inoue e cols.(1987) Nucleic Acids Res. 15: 6.131-6.148) ou um análogoquimérico de RNA-DNA (Inoue e cols. (1987) FEBS Lett. 215:327-330). A invenção também engloba ribozimas, que sãomoléculas catalíticas de RNA com atividade de ribonucleaseque são capazes de clivar um ácido nucleico de fita simplescomo, por exemplo, um mRNA, para as quais possuem umaregião complementar. A invenção também engloba moléculas deácido nucleico que formam estruturas helicoidais triplas.Veja geralmente Helene (1991) Anticancer Drug Des. 6(6):569; Helene (1992) Ann. N.Y. Acad. Sei. 660: 27; e Maher(1992) Bioassays 14(12): 807.
Em algumas modalidades, as moléculas de ácido nucleicoda invenção podem ser modificadas na porção de base, porçãode açúcar ou na estrutura central de fosfato para melhorar,por exemplo, a estabilidade, hibridização ou solubilidadeda molécula. Como aqui usados, os termos "ácidos nucléicospeptídicos" ou "PNAs" referem-se aos miméticos de ácidonucleico, por exemplo, miméticos de DNA, nos quais aestrutura central de desoxirribose fosfato é substituídapor uma estrutura central pseudopeptídica, e só são retidasquatro nucleobases naturais. Demonstrou-se que a estruturacentral neutra de PNAs permite a hibridização específicapara DNA e RNA sob condições de baixa força iônica. Asíntese de oligômeros de PNA pode ser realizada com autilização de protocolos padronizados de síntese peptídicade fase sólida, como descrito, por exemplo, em Hyrup ecols. (1996) supra; Perry-0'Keefe e cols. (1996) Proc.Natl. Acad. Sei. USA 93: 14.670.
Em outra modalidade, PNAs de uma molécula relacionadaao AI-2 ou relacionada à AAR podem ser modificados, porexemplo, para aumentar sua estabilidade, especificidade oucaptação celular, anexando-se grupos lipofílicos ou outrosgrupos auxiliares ao PNA, pela formação de quimeras PNA-DNA, ou com o uso de lipossomos ou outras metodologias deliberação de fármacos conhecidas na técnica. A síntese dequimeras PNA-DNA pode ser efetuada como descrito em Hyrup(1996) supra; Finn e cols. (1996) Nucleic Acids Res.24(17): 3.357-63; Mag e cols. (1989) Nucleic Acids Res. 17:5.973; e Peterson e cols. (1975) Bioorganic Med. Chem.Lett. 5: 1.119.
v. Proteínas de fusão
A invenção também inclui proteínas quiméricas ou defusão relacionadas ao AI-2 ou relacionadas à AAR. Uma"proteína quimérica" ou "proteína de fusão" relacionada aoAI-2 ou relacionada à AAR compreende um polipeptídeorelacionado ao AI-2 ou relacionado à AAR ligadooperacionalmente a um polipeptídeo não relacionado ao AI-2ou não relacionado à AAR. Um polipeptídeo "relacionado aoAI-2" ou "relacionado à AAR" refere-se a um polipeptídeoque possui uma seqüência de aminoácidos que corresponde aum polipeptídeo'que esteja envolvido na produção de AI-2 ouna AAR, enquanto um polipeptídeo "não relacionado ao AI-2"ou "não relacionado à AAR" refere-se a um polipeptídeo quepossui uma seqüência de aminoácidos que corresponde a umaproteína que não seja substancialmente idêntica a umpolipeptídeo que esteja envolvido na produção de AI-2 ou naAAR, e que seja derivado do mesmo organismo ou de umorganismo diferente. Dentro de uma proteína de fusãorelacionada ao AI-2 ou relacionada à AAR, o polipeptídeorelacionado ao AI-2 ou relacionado à AAR pode correspondera toda ou a uma porção de uma proteína relacionada ao AI-2ou relacionada à AAR, incluindo preferivelmente pelo menosuma porção biologicamente ativa de uma proteína relacionadaao AI-2 ou relacionada à AAR. Dentro da proteína de fusão,o termo "ligado operacionalmente" visa a indicar que opolipeptídeo relacionado ao AI-2 ou relacionado à AAR e opolipeptídeo não relacionado ao AI-2 ou não relacionado àAAR estão fundidos estruturalmente entre si. O polipeptídeonão relacionado ao AI-2 ou não relacionado à AAR pode serfundido ao N-terminal ou C-terminal do polipeptídeorelacionado ao AI-2 ou relacionado à AAR.
A expressão das seqüências de codificação ligadasresulta em duas seqüências de aminoácidos heterólogasligadas que formam a proteína de fusão. A seqüênciatransportadora (o polipeptídeo não relacionado ao AI-2 ounão relacionado à AAR) pode codificar um polipeptídeotransportador que potencializa ou aumenta a expressão daproteína de fusão no hospedeiro bacteriano. A porção daproteína de fusão codificada pela seqüência transportadora,ou seja, o polipeptídeo transportador, pode ser umfragmento de proteína, uma porção funcional inteira ou umaseqüência de proteína inteira. A região ou o polipeptídeotransportador pode adicionalmente ser projetado para serusado na purificação da proteína de fusão, tanto comanticorpos quanto com purificação por afinidade específicapara aquele polipeptídeo transportador. Da mesma forma, aspropriedades físicas do polipeptídeo transportador podemser exploradas para permitir a purificação seletiva daproteína de fusão.
Polipeptídeos transportadores específicos de interesseincluem superóxido dismutase (SOD), proteína de ligação demaltose (MBP), glutationa-S-transferase (GST), um fcagr dehistidina N-terminal (His), e semelhantes. Essa lista nãotem a intenção de ser limitante, uma vez que qualquerpolipeptídeo transportador que potencialize a expressão daproteína relacionada ao AI-2 ou relacionada à AAR como umaproteína de fusão pode ser usado nos métodos da invenção.
Em uma modalidade, a proteína de fusão é uma proteínade fusão de GST relacionada ao AI-2 ou relacionada à AAR naqual as seqüências relacionadas ao AI-2 ou relacionadas àAAR estão fundidas ao C-terminal das seqüências de GST. Emoutra modalidade, a proteína de fusão é uma proteína defusão de imunoglobulina relacionada ao AI-2 ou relacionadaà AAR na qual toda ou parte de uma proteína relacionada aoAI-2 ou relacionada à AAR está fundida a seqüênciasderivadas de um membro da família da proteína deimunoglobulina. As proteínas de fusão de imunoglobulinarelacionadas ao AI-2 ou relacionadas à AAR da invençãopodem ser usadas como imunogenos para produzirem anticorposanti-proteína relacionada ao AI-2 ou relacionada à AAR emum indivíduo, para purificar ligantes relacionados ao AI-2ou relacionados à AAR, e em ensaios de rastreamento para aidentificação de moléculas que inibem a interação de umaproteína relacionada ao AI-2 ou relacionada à AAR com umligante relacionado ao AI-2 ou relacionado à AAR.
Aqueles habilitados na técnica reconhecerão que opolipeptídeo transportador específico é escolhido tendo emmente o esquema de purificação. Por exemplo, marcadoresHis, GST, e proteína de ligação de maltose representampolipeptídeos transportadores que possuem colunas deafinidade facilmente disponíveis às quais podem ser ligadose eluídos. Dessa forma, quando o polipeptídeo transportadorfor um marcador His N-terminal, por exemplo, hexahistidina(marcador His6) , a proteína de fusão relacionada ao AI-2 ourelacionada à AAR poderá ser purificada usando uma matrizque compreende uma resina quelante de metal, por exemplo,ácido níquel nitrilotriacético (Ni-NTA), ácido níqueliminodiacético (Ni-IDA) e resina contendo cobalto (Co-resina). Veja, por exemplo, Steinert e cols. (1997) QIAGENNews 4: 11-15, aqui incorporado por referência em suatotalidade. Quando o polipeptídeo transportador for GST, aproteína de fusão relacionada ao AI-2 ou relacionada ã AARpoderá ser purificada usando uma matriz que compreendeglóbulos de glutationa-agarose (Sigma ou PharmaciaBiotech); quando o polipeptídeo transportador for umaproteína de ligação de maltose (MBP), a proteína de fusãorelacionada ao AI-2 ou relacionada à AAR poderá serpurificada usando uma matriz que compreende uma resina deagarose derivatizada com amilose.
De preferência, uma proteína quimérica ou de fusão dainvenção é produzida por técnicas padronizadas de DNArecombinante. Por exemplo, fragmentos de DNA que codificamas diferentes seqüências polipeptídicas podem ser ligadosjuntos estruturalmente, ou o gene de fusão pode sersintetizado, por exemplo, com sintetizadores automatizadosde DNA. Alternativamente, a amplificação por PCR dosfragmentos gênicos pode ser realizada com o uso deiniciadores de ancoragem que dão origem a protuberânciascomplementares entre dois fragmentos gênicos consecutivos,os quais podem subseqüentemente ser endurecidos e re-amplificados para gerar uma seqüência gênica quimérica(veja, por exemplo, Ausubel e cols., eds. (1995) CurrentProtocols in Molecular Biology (Greene Publishing e Wiley-Interscience, Nova York). Além disso, um ácido nucléico quecodifica uma proteína relacionada ao AI-2 ou relacionada àAAR pode ser clonado em um vetor de expressão disponívelcomercialmente de forma a ser ligado estruturalmente a umaporção de fusão existente.
O vetor de expressão da proteína de fusão étipicamente projetado para facilitar a remoção dopolipeptídeo transportador, permitindo que a proteínarelacionada ao AI-2 ou relacionada à AAR retenha aatividade biológica nativa a ela associada. Métodos para aclivagem de proteínas de fusão são conhecidos na técnica.Veja, por exemplo, Ausubel e cols., eds. (1998) CurrentProtocols in Molecular Biology (John Wiley & Sons, Inc.). Aclivagem química da proteína de fusão pode ser obtida comreagentes como brometo de cianogênios, 2-(2-nitrofenilsulfenil)-3-metil-31-bromoindolenina,hidroxilamina, ou pH baixo. A clivagem química éfreqüentemente obtida sob condições desnaturantes paraclivar proteínas de fusão de outra forma insoluveis.
Quando for desejada a separação do polipeptídeorelacionado ao AI-2 ou relacionado à AAR do polipeptídeotransportador e um sítio de clivagem na junção entre essespolipeptídeos fundidos não for de ocorrência natural, aconstrução de fusão poderá ser projetada para conter umsítio de clivagem de protease específico para facilitar aclivagem enzimática e a remoção do polipeptídeotransportador. Dessa forma, uma seqüência ligadora quecompreende uma seqüência codificadora para um peptídeo quetenha um sítio de clivagem específico para uma enzima deinteresse pode ser fundida estruturalmente entre aseqüência codificadora para o polipeptídeo transportador(por exemplo, MBP, GST, SOD ou um marcador His N-terminal)e a seqüência codificadora para o polipeptídeo relacionadoao AI-2 ou relacionado à AAR. Enzimas adequadas que possuemespecificidade para sítios de clivagem incluem, semlimitação, fator Xa, trombina, enteroquinase, remina,colagenase e protease do vírus efcch do tabaco (TEV). Sítiosde clivagem para essas enzimas são bem conhecidos natécnica. Dessa forma, por exemplo, quando fator Xa forutilizado para clivar o polipeptídeo transportador dopolipeptídeo relacionado ao AI-2 ou relacionado à AAR, aconstrução de fusão poderá ser projetada para compreenderuma seqüência ligadora que codifica um sítio de clivagemsensível ao fator Xa, por exemplo, a seqüência IEGR (veja,por exemplo, Nagai e Thogersen (1984) Nature 309: 810-812,Nagai e Thogersen (1987) Meth. Enzymol. 153: 461-481 ePryor e Leiting (1997) Protein Expr. Purif. 10(3): 309-319, aqui incorporados por referência). Quando trombina forusada para clivar o polipeptídeo transportador dopolipeptídeo relacionado ao AI-2 ou relacionado à AAR, aconstrução de fusão poderá ser projetada para compreenderuma seqüência ligadora que codifica um sítio de clivagemsensível à trombina, por exemplo, a seqüência LVPRGS ouVIAGR (veja, por exemplo, Pryor e Leiting (1997) ProteinExpr. Purif. 10 (3): 309-319, e Hong e cols. (1997) Chin.Med. Sei. J: 12(3): 143-147, respectivamente, aquiincorporados por referência). Sítios de clivagem para TEVprotease são conhecidos na técnica. Veja, por exemplo, ossítios de clivagem descritos na Patente U.S. N° 5.532.142,aqui incorporada por referência em sua totalidade. Vejatambém a discussão em Ausubel e cols., eds. (1998) CurrentProtocols in Molecular Biology (John Wiley & Sons, Inc.),Capítulo 16.
vi. Anticorpos
Um polipeptídeo isolado da presente invenção pode serusado como um imunogeno para a geração de anticorpos que seligam especificamente às proteínas relacionadas ao AI-2 ourelacionadas à AAR, ou estimular a produção de anticorposcontra polipeptídeos relacionados ao AI-2 ou relacionados àAAR in vivo. A proteína de comprimento total relacionada aoAI-2 ou relacionada à AAR pode ser usada como um imunogenoou, alternativamente, fragmentos peptídicos antigênicos deproteínas relacionadas ao AI-2 ou relacionadas à AAR, comoaqui descritas, podem ser usados. O peptídeo antigênico deuma proteína relacionada ao AI-2 ou relacionada à AARcompreende pelo menos 8, preferivelmente 10, 15, 20 ou 30resíduos de aminoácidos da seqüência de aminoácidosmostrada nos Ids. de Seq. pares Nos: 2-22, 34, 36 ou 38, eengloba um epitopo de uma proteína relacionada ao AI-2 ourelacionada à AAR, de tal forma que um anticorpodesenvolvido contra o peptídeo forme um complexo imuneespecífico com a proteína relacionada ao AI-2 ourelacionada à AAR. Epitopos preferidos englobados pelopeptídeo antigênico são regiões de uma proteína relacionadaao AI-2 ou relacionada à AAR que estão localizadas nasuperfície da proteína, por exemplo, regiões hidrofílicas.
vii. Ensaios
São revelados ensaios diagnósticos para detectar aexpressão das moléculas de polipeptídeos e/ou de ácidonucléico reveladas, além de sua atividade apresentada emuma amostra. Um método exemplar para detecção da presençaou ausência de um ácido nucléico ou proteína revelada quecompreende o polipeptídeo revelado em uma amostra envolve aobtenção de uma amostra de um produtoalimentício/laticínio/de ração, cultura de partida (mãe, deorigem, massa/conjunto, concentrada, seca, liofilizada,congelada), produto alimentício/laticínio/de raçãocultivado, suplemento dietético, fermentado debioprocessamento ou de um indivíduo que tenha ingerido ummaterial probiótico, e contato da amostra com um compostoou um agente capaz de detectar os polipeptídeos ou ácidosnucléicos revelados (por exemplo, um mRNA ou DNA genômicoque compreende o ácido nucléico revelado ou fragmentodeste), de tal forma que a presença da seqüência reveladaseja detectada na amostra. Os resultados obtidos com umaamostra do alimento, suplemento, cultura, produto ouindivíduo podem ser comparados com os resultados obtidoscom uma amostra de uma cultura, produto ou indivíduo decontrole.
Um agente para a detecção do mRNA ou DNA genomico quecompreende uma seqüência de nucleotídeos revelada é umasonda marcada de ácido nucléico capaz de hibridizar para aseqüência de nucleotídeos revelada do mRNA ou DNA genomico.A sonda de ácido nucléico pode ser, por exemplo, umamolécula de ácido nucléico revelada, por exemplo, o ácidonucléico dos Ids. de Seq. ímpares Nos: 1-21, 33, 35, 37, ouuma porção deste, por exemplo, uma molécula de ácidonucléico com comprimento de pelo menos 15, 30, 50, 100,200, 300, 400, 500, 600, 700, 800, 900, 1.000, 1.500 oumais nucleotídeos, e suficiente para hibridizarespecificamente sob condições altamente controladas para omRNA ou DNA genomico que compreende a seqüência de ácidosnucléicos revelada. São aqui descritas outras sondasadequadas para uso nos ensaios diagnósticos da invenção.
Um agente para a detecção de uma proteína quecompreende uma seqüência polipeptídica revelada é umanticorpo capaz de se ligar ao polipeptídeo revelado,preferivelmente um anticorpo com um marcador detectável.Anticorpos podem ser policlonais ou, mais preferivelmente,monoclonais. Pode ser usado um anticorpo intacto ou umfragmento deste (por exemplo, Fab ou F(abN)2). O termo"marcado", com relação à sonda ou anticorpo, visa aenglobar a marcação direta da sonda ou do anticorpo poracoplamento (ou seja, ligação física) de uma substânciadetectável à sonda ou anticorpo, além da marcação indiretada sonda ou do anticorpo por reatividade com outro reagenteque seja marcado diretamente. Exemplos de marcação indiretaincluem a detecção de um anticorpo primário com o uso de umanticorpo secundário marcado e marcação terminal de umasonda de DNA com biotina, de forma que ela possa serdetectada com estreptavidina marcada por fluorescência.
O termo "amostra" visa a incluir tecidos, células elíquidos biológicos presentes ou isolados de um indivíduo,além de células de culturas de partida ou produtosalimentícios que possuem tais culturas, ou derivados do usode tais culturas. Ou seja, o método de detecção da invençãopode ser usado para detectar mRNA, proteína ou DNA genômicoque compreende uma seqüência revelada em uma amostra, tantoin vitro quanto in vivo. Técnicas in vitro para detecção demRNA que compreendem uma seqüência revelada incluemhibridizações Northern e hibridizações in situ. Técnicas invitro para detecção de uma proteína que compreendem umpolipeptídeo revelado incluem ensaios imunoabsorventesligados à enzima (ELISAs), Western blots,imunoprecipitações e imunofluorescência. Técnicas in vitropara detecção de DNA genômico que compreendem as seqüênciasde nucleotídeos reveladas incluem hibridizações Southern.
Além disso, técnicas in vivo para detecção de uma proteínaque compreendem um polipeptídeo revelado incluem aintrodução em um indivíduo de um anticorpo marcado contra opolipeptídeo revelado. Por exemplo, o anticorpo pode sermarcado com um marcador radioativo cuja presença elocalização em um indivíduo pode ser detectada portécnicas-padrão de imagem.
Em uma modalidade, a amostra contém proteína moléculasde um indivíduo de teste que consumiu um materialprobiotico. Alternativamente, a amostra pode conter mRNA ouDNA genômico de uma cultura de partida.
A invenção também engloba kits para a detecção dapresença de ácidos nucléicos ou proteínas reveladas quecompreendem polipeptídeos revelados em uma amostra. Taiskits podem ser usados para determinar se um micróbio queexpressa um polipeptídeo da invenção específico estápresente em um produto alimentício ou cultura de partida,ou em um indivíduo que consumiu um material probiotico. Porexemplo, o kit pode compreender um composto ou agentemarcado capaz de detectar um polipeptídeo ou mRNA reveladoem uma amostra, e meios para a determinação da quantidadedo polipeptídeo revelado na amostra (por exemplo, umanticorpo que reconhece o polipeptídeo revelado ou umasonda de oligonucleotídeo que se liga ao DNA que codificaum polipeptídeo revelado, por exemplo, Ids. de Seq. ímparesNos: 1-21, 33, 35, ou 37). Os kits também podem incluirinstruções que detalham o uso de tais compostos.
Para kits baseados em anticorpos, o kit podecompreender, por exemplo: (1) um primeiro anticorpo (porexemplo, anexado a um suporte sólido) que se liga a umpolipeptídeo revelado; e, opcionalmente, (2) um segundoanticorpo diferente que se liga ao polipeptídeo revelado ouao primeiro anticorpo, e está conjugado a um agentedetectável. Para kits baseados em oligonucleotídeos, o kitpode compreender, por exemplo: (1) um oligonucleotídeo, porexemplo, um oligonucleotídeo marcado de forma detectável,que hibridiza para uma seqüência de ácidos nucléicosrevelada ou (2) um par de iniciadores úteis na amplificaçãode uma molécula de ácido nucléico revelada.
O kit também pode compreender, por exemplo, um agentede tamponamento, um conservante ou um agente estabilizantede proteínas. O kit também pode compreender componentesnecessários para a detecção do agente detectável (porexemplo, uma enzima ou um substrato) . O kit também podeconter uma amostra de controle ou uma série de amostras decontrole que podem ser testadas e comparadas com a amostrade teste contida. Cada componente do kit está normalmenteembalado em um recipiente individual e todos os váriosrecipientes estão dentro de uma única embalagem, juntamentecom instruções para uso.
Em uma modalidade, o kit compreende diversas sondas emformato de arranjo, tais como aquelas descritas, porexemplo, nas Patentes U.S. Nos 5.412.087 e 5.545.531, ePublicação Internacional N° WO 95/0053 0, aqui incorporadaspor referência. Sondas para uso no arranjo podem sersintetizadas diretamente sobre a superfície do arranjo,como revelado na Publicação Internacional N° WO 95/00530,ou antes da imobilização sobre a superfície do arranjo(Gait, ed. (1984), Oligonucleotide Synthesis: a PracticalApproach IRL Press Oxford, Inglaterra). As sondas podem serimobilizadas sobre a superfície com a utilização detécnicas bem conhecidas por aqueles habilitados na técnica,tais como aquelas descritas na Patente U.S. N° 5.412.087.As sondas podem ser uma seqüência de ácido nucléico ou depeptídeos, preferivelmente purificados, ou um anticorpo.
Os arranjos podem ser usados para rastrear organismos,amostras ou produtos em busca de diferenças em seu teorgenômico, de cDNA, polipeptídico ou de anticorpo, incluindoa presença ou ausência de seqüências ou proteínasespecíficas, bem como a concentração desses materiais. Aligação a uma sonda de captura é detectada, por exemplo,pelo sinal gerado por um marcador anexado à molécula deácido nucléico que compreende a seqüência de ácidosnucléicos revelada, um polipeptídeo que compreende aseqüência de aminoácidos revelada ou um anticorpo. O métodopode incluir o contato da molécula que compreende o ácidonucléico, polipeptídeo ou anticorpo revelado com umprimeiro arranjo que possui várias sondas de captura e umsegundo arranjo que possui um conjunto diferente de sondasde captura. Os resultados de cada hibridização podem sercomparados para analisar as diferenças na expressão entreuma primeira e uma segunda amostras. O primeiro conjunto desondas de captura pode ser de uma amostra de controle, porexemplo, uma bactéria de ácido lático do tipo selvagem, ouindivíduo de controle, por exemplo, um alimento, suplementodietético, amostra de cultura de partida ou um líquidobiológico. O segundo conjunto de sondas de captura pode serde uma amostra experimental, por exemplo, uma bactéria deácido lático do tipo mutante, ou de um indivíduo que tenhaconsumido um material probiótico, por exemplo, uma amostrade cultura de partida, ou um fluido biológico.
Esses ensaios podem ser especialmente úteis emprocedimentos de seleção microbiana e de controle dequalidade nos quais a detecção de materiais indesejados éessencial. A detecção de seqüências de nucleotídeos oupolipeptídeos específicos também pode ser útil nadeterminação da composição genética de alimentos, produtosde fermentação ou micróbios industriais, ou micróbiospresentes no sistema digestivo de animais ou seres humanosque tenham consumido probióticos.
Ensaios para detectar a expressão das moléculasreveladas de polipeptideos e/ou ácidos nucléicos tambémpodem incluir a detecção e/ou quantificação de AI-2.Métodos para a detecção de AI-2 são aqui descritos em outraseção. Ensaios para medir aderência, por exemplo, emresposta às condições adaptáveis de adesão, também podemser usados para avaliar a expressão dos polipeptideos dapresente invenção. Tais métodos também são aqui descritosem outra seção.
III. Vetores de expressão recombinante e célulashospedeiras
As moléculas de ácido nucléico da presente invençãopodem ser incluídas em vetores, preferivelmente vetores deexpressão. "Vetor" refere-se a uma molécula de ácidonucléico capaz de transportar outro ácido nucléico ao qualfoi ligada. Vetores de expressão incluem uma ou maisseqüências reguladoras, e dirigem a expressão de genes aosquais estão ligadas operacionalmente. O termo "ligadaoperacionalmente" significa que a seqüência de nucleotídeosde interesse está ligada à(s) seqüência(s) reguladora(s) detal forma que a expressão da seqüência de nucleotídeos sejapermitida (por exemplo, em um sistema in vitro detranscrição/tradução ou em uma célula hospedeira quando ovetor é introduzido na célula hospedeira) . O termo"seqüência reguladora" visa a incluir promotorescontroláveis da transcrição, operadores, intensificadores,finalizadores de transcrição e outros elementos de controleda expressão, tais como seqüências de controle da tradução(por exemplo, seqüência de consenso Shine-Dalgarno, códonsde iniciação e terminação). Essas seqüências reguladorasdiferirão, por exemplo, dependendo da célula hospedeira queestiver sendo utilizada.
Os vetores podem ser replicados autonomamente em umacélula hospedeira (vetores epissomais), ou podem serintegrados no genoma de uma célula hospedeira, e replicadosjuntos com o genoma do hospedeiro (vetores mamíferos nãoepissomais). Vetores de integração tipicamente contêm pelomenos uma seqüência homóloga ao cromossomo bacteriano quepermite a ocorrência de recombinação entre o DNA homólogono vetor e o cromossomo bacteriano. Vetores de integraçãotambém podem compreender seqüências de bacteriófago ou detransposon. Vetores epissomais, ou plasmídeos, são alçascirculares de DNA de fita dupla nas quais segmentos de DNAadicionais podem ser ligados. Plasmídeos capazes demanutenção estável em um hospedeiro são geralmente a formapreferida de vetores de expressão quando se utilizamtécnicas de DNA recombinante.
As construções ou os vetores de expressão englobadosna presente invenção compreendem uma construção de ácidonucléico da invenção em uma forma adequada para expressãodo ácido nucléico em uma célula hospedeira. A expressão emcélulas hospedeiras procarióticas é englobada na presenteinvenção. Será observado por aqueles habilitados na técnicaque o projeto do vetor de expressão pode depender defatores como a escolha da célula hospedeira a sertransformada, do nível de expressão de proteína desejadoetc. Os vetores de expressão da invenção podem serintroduzidos em células hospedeiras para, desse modo,produzir proteínas ou peptídeos, incluindo proteínas oupeptídeos de fusão, codificados por ácidos nucléicos, comoaqui descritos (por exemplo, proteínas relacionadas ao AI-2ou relacionadas à AAR, formas mutantes de proteínasrelacionadas ao AI-2 ou relacionadas à AAR, proteínas defusão etc.).
Seqüências reguladoras incluem aquelas que dirigem aexpressão constitutiva de uma seqüência de nucleotídeos,bem como aquelas que dirigem a expressão indutível daseqüência de nucleotídeos somente sob certas condiçõesambientais. Um promotor bacteriano é qualquer seqüência deDNA capaz de se ligar à RNA polimerase bacteriana e iniciara transcrição abaixo (31) de uma seqüência codificadora(por exemplo, gene estrutural) em mRNA. Um promotor teráuma região de iniciação de transcrição, que é normalmentecolocada proximal à extremidade 5' da seqüênciacodificadora. Essa região de iniciação de transcriçãotipicamente inclui um sítio de ligação de RNA polimerase eum sítio de iniciação de transcrição. Um promotorbacteriano também pode ter um segundo domínio chamado umoperador, que pode se sobrepor a um sítio de ligação de RNApolimerase adjacente no qual começa a síntese de RNA. Ooperador permite a transcrição regulada negativa(indutível) , uma vez que uma proteína do gene repressorpode se ligar ao operador e, dessa forma, inibir atranscrição de um gene específico. A expressão constitutivapode ocorrer na ausência de elementos reguladores negativoscomo, por exemplo, o operador. Além disso, a regulaçãopositiva pode ser obtida por uma seqüência de ligação daproteína ativadora de genes, a qual, se presente, énormalmente proximal (51) à seqüência de ligação de RNApolimerase.
Um exemplo de uma proteína ativadora de genes é aproteína ativadora de catabólito (CAP), que ajuda a iniciara transcrição do operon lac em Escherichia coli (Raibaud ecols. (1984) Annu. Rev. Genet. 18: 173). A expressãoregulada pode, portanto, ser tanto positiva quanto negativae, assim, aumentar ou reduzir a transcrição. Outrosexemplos de elementos reguladores positivos e negativos sãobom conhecidos na técnica. Vários promotores que podem serincluídos no sistema de expressão de proteínas incluem, semlimitação, um promotor híbrido T7/lac0, um promotor trp, umpromotor T7, um promotor lac e um promotor bacteriófagolambda. Qualquer promotor adequado pode ser usado para aprática da presente invenção, incluindo o promotor nativoou um promotor heterólogo. Promotores heterólogos podem serconstitutivamente ativos ou indutíveis. Um exemplo nãolimitante de um promotor heterólogo é apresentado naPatente U.S. N° 6.242.194 para Kullen e Klaenhammer.
Seqüências que codificam enzimas da via metabólicafornecem seqüências promotoras particularmente úteis.Exemplos incluem seqüências promotoras derivadas de enzimasque metabolizam açúcar, como galactose, lactose (lac)(Chang e cols. (1987) Nature 198: 1.056) e maltose.
Exemplos adicionais incluem seqüências promotoras derivadasde enzimas biossintéticas, por exemplo, triptofano (trp)(Goeddel e cols. (1980) Nucleic Acids Res. 8: 4.057;Yelverton e cols. (1981) Nucleic Acids Res. 9: 731; PatenteU.S. N° 4.738.921; Publicações EPO Nos 36.776 e 121.775). Osistema promotor beta-lactamase (bla) (Weissmann, (1981)"The Cloning of Interferon and Other Mistakes", emInterferon 3 (ed. I. Gresser); PL bacteriófago lambda(Shimatake e cols. (1981) Nature 292: 128); o promotorarabinose-indutível araB (Patente U.S. N° 5.028.530); esistemas promotores T5 (Petente U.S. N° 4.689.406) tambémfornecem seqüências promotoras úteis. Veja também Balbas(2001) Mol. Biotech. 19: 251-267, em que são discutidossistemas de expressão de E. coli.
Além disso, promotores sintéticos que não ocorrem nanatureza também funcionam como promotores bacterianos. Porexemplo, seqüências de ativação da transcrição de umpromotor bacteriano ou de bacteriófago podem ser unidas comas seqüências de operon de outro promotor bacteriano ou debacteriófago, criando um promotor híbrido sintético(Patente U.S. N° 4.551.433). Por exemplo, os promotores tac(Amann e cols. (1983) Gene 25: 167; de Bôer e cols. (1983)Proc. Natl. Acad. Sei. 80: 21) e tre (Brosius e cols.(1985) J. Biol. Chem. 260: 3.539-3.541) são promotoreshíbridos trp-lac compostos tanto pelo promotor trp quantopor seqüências operon de lac que são regulados pelorepressor lac. O promotor tac tem a característicaadicional de ser uma seqüência reguladora indutível. Dessaforma, por exemplo, a expressão de uma seqüênciacodificadora ligada operacionalmente ao promotor tac podeser induzida em uma cultura de células por adição deisopropil-1-tio-p-D-galactosida (IPTG). Além disso, umpromotor bacteriano pode incluir promotores de ocorrêncianatural de origem não bacteriana que possuem a habilidadede se ligar à RNA polimerase bacteriana e iniciar atranscrição. Um promotor de ocorrência natural de origemnão bacteriana também pode ser acoplado a uma RNApolimerase compatível para produzir níveis elevados deexpressão de alguns genes em procariotas. O sistemabacteriófago de T7 RNA polimerase/promotor é um exemplo deum sistema de promotor acoplado (Studier e cols. (1986) J.Mol. Biol. 189: 113; Tabor e cols. (1985) Proc. Natl. Acad.Sei. 82: 1.074). Além disso, um promotor híbrido pode sercomposto por um promotor de bacteriófago e uma regiãooperadora de E. coli (Publicação EPO N° 267,851).
O vetor pode adicionalmente conter um gene quecodifica o repressor (ou indutor) para aquele promotor. Porexemplo, um vetor indutível da presente invenção poderegular a transcrição do operador Lac (LacO) por expressãodo gene que codifica a proteína repressora Lacl. Outrosexemplos incluem o uso do gene lexA para regular aexpressão de pRecA, e o uso de trpO para regular ptrp.Alelos de tais genes que aumentam a extensão da repressão(por exemplo, laclq) ou que modificam a forma de indução(por exemplo, lambda CI857, que torna lambda pLtermicamente indutível ou lambda CI+, que torna lambda pLquimicamente indutível) podem ser empregados.
Além de uma seqüência promotora funcional, um sítio deligação de ribossomo eficiente também é útil para aexpressão da construção de fusão. Em procariotas, o sítiode ligação de ribossomo é denominado seqüência Shine-Dalgarno (SD), e inclui um códon de iniciação (ATG) e umaseqüência com comprimento de 3-9 nucleotídeos localizada 3-11 nucleotídeos acima do códon de iniciação (Shine e cols.(1975) Wature 254: 34). Acredita-se que a seqüência SDpromova a ligação de mRNA ao ribossomo pelo pareamento debases entre a seqüência SD e a extremidade 3' de 16S rRNAbacteriana (Steitz e cols. (1979) "Genetic Signals andNucleotide Sequences in Messenger RNA", em BiologicalRegulation and Development: Gene Expression (ed. R. F.Goldberger, Plenum Press, NY)).
Proteínas relacionadas ao AI-2 ou relacionadas à AARtambém podem ser secretadas pela célula criando-semoléculas quiméricas de DNA que codificam uma proteína quecompreende um fragmento de uma seqüência peptídicasinalizadora que permite a secreção dos polipeptídeosrelacionados ao AI-2 ou relacionados à AAR em bactérias(Patente U.S. N° 4.336.336). O fragmento de seqüênciasinalizadora tipicamente codifica um peptídeo sinalizadorcomposto por aminoácidos hidrofõbicos que dirigem asecreção da proteína pela célula. A proteína é secretadanos meios de crescimento (bactérias gram-positivas) ou noespaço periplásmico, localizada entre a membrana interna eexterna da célula (bactérias gram-negativas) . Depreferência, há sítios de processamento, que podem serclivados tanto in vivo quanto in vitro, codificados entre ofragmento do peptídeo sinalizador e a proteína relacionadaao AI-2 ou relacionada à AAR.
O DNA que codifica seqüências sinalizadoras adequadaspode ser derivado de genes para proteínas bacterianassecretadas, tais como o gene da proteína da membranaexterna de E. coli (ompA) (Masui e cols. (1983) FEBS Lett.151(1): 159-164; Ghrayeb e cols. (1984) EMBO J. 3: 2.437-2.442) e a seqüência sinalizadora de fosfatase alcalina deE. coli (phoA) (Oka e cols. (1985) Proc. Natl. Acad. Sei.82: 7.212). Outros sinais procarióticos incluem, porexemplo, a seqüência sinalizadora de penicilinase, Ipp, oulíderes de enterotoxina II termoestável.
Bactérias como L. acidophilus geralmente utilizam ocódon de partida ATG, que especifica o aminoácido metionina(que é modificado para N-formilmetionina em organismosprocarióticos). Bactérias também reconhecem códons departida alternativos, tais como os códons GTG e TTG, quecodificam valina e leucina, respectivamente. Quando elessão usados como o códon de iniciação, no entanto, essescódons dirigem a incorporação de metionina em vez doaminoácido que eles normalmente codificam. Lactobacillusacidophilus NCFM reconhece esses sítios de partidaalternativos e incorpora metionina como o primeiroaminoácido.
Tipicamente, seqüências de terminação da transcriçãoreconhecidas por bactérias são regiões reguladoraslocalizadas 3* em relação ao códon de parada de tradução e,dessa forma, junto com o promotor, flanqueiam a seqüênciacodificadora. Essas seqüências dirigem a transcrição de ummRNA que pode ser traduzido no polipeptídeo codificado pelo
DNA. Seqüências de terminação da transcrição freqüentementeincluem seqüências de DNA (de cerca de 50 nucleotídeos) quesão capazes de formar estruturas em grampo (stem loop) queajudam na terminação da transcrição. Exemplos incluemseqüências de terminação da transcrição derivadas de genescom promotores fortes como, por exemplo, o gene trp em E.coli, além de outros genes biossintéticos.
Os vetores de expressão terão diversos sítios derestrição para inserção da seqüência relacionada ao AI-2 ourelacionada à AAR de forma que ela esteja sob regulação detranscrição pelas regiões reguladoras. Genes de marcadorselecionável que asseguram a manutenção do vetor na célulatambém podem ser incluídos no vetor de expressão.Marcadores selecionáveis preferidos incluem aqueles queconferem resistência a fármacos, tais como ampicilina,cloranfenicol, eritromicina, canamicina (neomicina) etetraciclina (Davies e cols. (1978) Annu. Rev. Microbiol.32: 469) . Marcadores selecionáveis também podem permitirque uma célula cresça em meio mínimo, ou na presença demetabólitos tóxicos, e podem incluir genes biossintéticos,tais como aqueles nas vias biossintéticas de histidina,triptofano e leucina.
Como aqui usado, o termo "heterólogo", em relação auma seqüência, é uma seqüência que se origina de umaespécie estranha ou, se da mesma espécie, ésubstancialmente modificada em relação à sua forma nativaem composição e/ou lócus genômico por intervenção humanadeliberada. Por exemplo, um promotor ligadooperacionalmente a um polinucleotídeo heterólogo é de umaespécie diferente da espécie da qual o polinucleotídeo foiderivado ou, se da mesma espécie ou de uma espéciehomóloga, um ou ambos são substancialmente modificados emrelação à sua forma original e/ou lócus genômico, ou opromotor não é o promotor nativo para o polinucleotídeoligado operacionalmente.
As regiões reguladoras podem ser nativas (homólogas) ,ou podem ser estranhas (heterólogas) à célula hospedeirae/ou à seqüência de nucleotídeos da invenção. As regiõesreguladoras também podem ser naturais ou sintéticas. Quandoa região for "estranha" ou "heteróloga" à célulahospedeira, isso significará que a região não é encontradana célula nativa na qual a região é introduzida. Quando aregião for "estranha" ou "heteróloga" à seqüência denucleotídeos relacionada ao AI-2 ou relacionada à AAR dainvenção, isso significará a região não é a região nativaou de ocorrência natural para a seqüência de nucleotídeosrelacionada ao AI-2 ou relacionada à AAR ligadaoperacionalmente da invenção. Por exemplo, a região podeser derivada de fago. Embora seja preferível expressar asseqüências com a utilização de regiões reguladorasheterólogas, regiões nativas podem ser usadas. Espera-seque tais construções, em alguns casos, alterem os níveis deexpressão de proteínas relacionadas ao AI-2 ou relacionadasà AAR na célula hospedeira. Dessa forma, o fenótipo dacélula hospedeira poderia ser alterado.
Na preparação do cassete de expressão, os váriosfragmentos de DNA podem ser manipulados de forma a fazercom que as seqüências de DNA fiquem na orientação adequadae, como apropriado, no quadro de leitura adequado. Paraessa finalidade, podem ser empregados adaptadores ouvinculadores para unir os fragmentos de DNA, ou outrasmanipulações podem estar envolvidas para fornecer sítios derestrição convenientes, remoção de DNA supérfluo, remoçãode sítios de restrição, ou semelhantes. Para essafinalidade, mutagênese in vitro, reparo de iniciador,restrição, endurecimento, re-substituições, por exemplo,transições e transversões, podem estar envolvidos.
A invenção ainda fornece um vetor de expressãorecombinante que compreende uma molécula de DNA da invençãoclonado no vetor de expressão em uma orientação anti-senso.Ou seja, a molécula de DNA está ligada operacionalmente auma seqüência reguladora de tal forma a permitir aexpressão (por transcrição da molécula de DNA) de umamolécula de RNA que seja anti-senso ao mRNA relacionado aoAI-2 ou relacionado à AAR. Podem ser escolhidas seqüênciasreguladoras ligadas operacionalmente a um ácido nucléicoclonado na orientação anti-senso para dirigir a expressãocontínua ou indutível da molécula de RNA anti-senso. Ovetor de expressão anti-senso pode estar na forma de umplasmídeo recombinante ou fagemídeo no qual são produzidosácidos nucléicos anti-senso sob o controle de uma regiãoreguladora de alta eficiência, cuja atividade pode serdeterminada pelo tipo de célula na qual o vetor éintroduzido. Para uma discussão da regulação da expressãogênica com o uso de genes anti-senso, veja Weintraub ecols. (1986) Reviews - Trends in Genetics, Vol. 1(1).
Alternativamente, alguns dos componentes descritosacima podem ser reunidos em vetores de transformação.Vetores de transformação são tipicamente compostos por ummarcador selecionável que seja mantido em um replicon ouseja desenvolvido em um vetor de integração, como descrito acima.
IV. Células hospedeiras microbianas ou bacterianas
Qualquer bactéria de interesse pode ser usada nosmétodos e nas composições da invenção. Em modalidadesespecíficas da invenção, a bactéria empregada nos métodos éuma bactéria probiótica. O termo "probiótica" significa ummicroorganismo vivo que sobrevive à passagem através dotrato gastrintestinal e tem um efeito benéfico sobre oindivíduo. Como aqui usadas, "propriedades probióticas"compreendem função intestinal e estabilidade aprimoradas;proteção aumentada contra doenças infecciosas e nãoinfecciosas; modulação do sistema imunológico; alívio daintolerância à lactose; melhora da digestão e da absorçãode nutrientes; colesterol sangüíneo reduzido; riscoreduzido à alergia; e risco reduzido de infecções do tratourinário. Em algumas modalidades, um aumento da adesão, datolerância ao estresse ou da produção de AI-2 em umabactéria resulta na melhora de pelo menos uma propriedadeprobiótica da bactéria.
Em outras modalidades da invenção, a bactéria é umabactéria de ácido lático. Como aqui usado, o termo"bactéria de ácido lático" significa bactérias de um gêneroselecionado dos seguintes: Aerococcus, Carnobacterium,Enterococcus, Lactococcus, Lactobacillus, Leuconostoc,Oenococcus, Pediococcus, Streptococcus, Melissococcus,Alloiococcus, Dolosigranulum, Lactosphaera,Tetragenococcus, Vagococcus e Weissella (Holzapfel e cols.(2001) Am. J. Clin. Nutr. 73: 365S-373S; Sneath, ed. (1986)Bergey's Manual of Systematic Bacteriology Vol 2,Lippincott, Williams e Wilkins, Hagerstown, MD).
Ainda em outras modalidades, é usado Lactobacillus."Lactobacillus" significa qualquer bactéria do gêneroLactobacillus, incluindo, sem limitação, L. casei, L.rhamnosus, L. johnsonni, L. gasseri, L. acidophilus, L.plantarum, L. fermentum, L. salivarius, L. bulgaricus evárias outras espécies definidas por Wood e cols.(Holzapfel e Wood, eds. (1995) The Genera of Lactic AcidBactéria, Vol. 2., Springer, Nova York).
A produção de bactérias contendo genes heterologos, apreparação de culturas de partida de tais bactérias emétodos de substratos de fermentação, particularmentesubstratos alimentícios, como leite, podem ser realizadosde acordo com técnicas conhecidas, incluindo, semlimitação, aquelas descritas em Mâyrá-Mákinen e Bigret(1993) Lactic Acid Bactéria, Salminen e von Wright eds.Mareei Dekker, Inc. Nova York. 65-96.; Sandine (1996) DairyStarter Cultures, Cogan and Accolas eds. VCH Publishers,Nova York. 191-206; Gilliland (1985) Bacterial StarterCultures for Food, CRC Press, Boca Raton, Flórida.
O termo "fermentação" significa a quebra metabólicageradora de energia de compostos orgânicos pormicroorganismos que geralmente evolui sob condiçõesanaeróbicas e com a evolução de gás.
Moléculas de ácido nucleico ou seqüências deaminoácidos da invenção podem ser introduzidas em célulashospedeiras por métodos conhecidos na técnica. O termo"introdução" significa a introdução em célulasprocarióticas através de técnicas convencionais detransformação ou transfecção, ou por infecção mediada porfago. Como aqui usados, os termos "transformação","transdução", "conjugação" e "fusão de protoplasto"referem-se a diversas metodologias reconhecidas na técnicapara a introdução de ácido nucleico estranho (por exemplo,DNA) em uma célula hospedeira, incluindo co-precipitaçãocom fosfato de cálcio ou cloreto de cálcio, transfecçãomediada por DEAE-dextrana, lipofecção ou eletroporação.
Métodos adequados para a transformação ou transfecção decélulas hospedeiras podem ser encontrados em Sambrook ecols. (1989) Molecular Cloning: A Laboratory Manual (2aed., Cold Spring Harbor Laboratory Press, Cold SpringHarbor, Nova York) e em outros manuais de laboratório.
Células bacterianas usadas para produzir ospolipeptídeos relacionados ao AI-2 ou relacionados à AARdesta invenção são cultivadas em meios adequados, comodescrito de forma geral em Sambrook e cols. (198 9)Molecular Cloning, A Laboratory Manual (2a ed., Cold SpringHarbor Laboratory Press, Cold Spring Harbor, Nova York).
Cepas bacterianas englobadas pela presente invençãoincluem aquelas que são culturas biologicamente puras deuma bactéria que compreendem pelo menos uma seqüência denucleotideos ou de aminoácidos da presente invenção. Essascepas podem incluir, sem limitação: Lactobacillusacidophilus, L. gasseri, L. johnsonii ou L. plantarum.
Uma seqüência ou um promotor de controle de expressãoheteróloga pode ser associado operacionalmente a umaseqüência de nucleotideos desejada de acordo com técnicasconhecidas como, por exemplo, por inserção direcionada ou"ativação gênica" por recombinação homóloga. Veja, porexemplo, Patentes U.S. Nos 6.391.633 e 6.569.681.
Uma "bactéria ou célula em questão" é aquela na qualuma alteração genética, por exemplo, transformação, foiefetuada para um gene de interesse, uma célula que descendede uma célula assim alterada e que compreende a alteração,ou é uma bactéria que foi submetida às condições adaptáveisde adesão. Um "controle" ou uma "célula de controle" ou uma"bactéria de controle" fornece um ponto de referência paramedida das alterações no fenótipo da bactéria em questão.
Uma bactéria de controle pode compreender, porexemplo: (a) uma bactéria do tipo selvagem, ou seja, domesmo genótipo que o material de partida para a alteraçãogenética que resultou na bactéria em questão; (b) umabactéria do mesmo genótipo que o material de partida, masque foi transformada com uma construção nula (ou seja, comuma construção que não tem nenhum efeito sobre o traço deinteresse, por exemplo, uma construção que compreende umgene marcador); (c) bactérias geneticamente idênticas àbactéria em questão, mas que não são expostas às condiçõesadaptáveis de adesão ou a condições ou estímulos quemodulariam a produção de AI-2; ou (d) a própria bactéria emquestão, sob condições nas quais gene de interesse não éexpresso.
V. Métodos
i. Modulação da resposta adaptável de adesão
Em uma modalidade, a presente invenção identificou"condições adaptáveis de adesão". Como aqui usado, o termo"condições adaptáveis de adesão" compreende qualquercondição física, química, biológica ou similar que melhorea adesão de bactérias a um substrato. A adesão pode sermodulada, por exemplo, por cultivo de uma bactéria até umadensidade celular desejada, e depois incubação da bactériasob condições que aumentarão a resposta de adesão dabactéria. Para as finalidades da presente invenção, o termo"cultivo" ou uma "cultura de células" visa a descrevercélulas que crescem em um ambiente sintético. As condiçõesde cultura (por exemplo, meios de crescimento, pH,temperatura) variam amplamente para cada tipo de célula, ea variação de condições para um tipo de célula emparticular pode resultar na expressão de diferentesfenótipos. As células são tipicamente cultivadas emcondições favoráveis para promover crescimento celular. Ascélulas podem ser cultivadas em meios mínimos (contendo osnutrientes exatos, incluindo quaisquer fatores decrescimento, necessários para o crescimento da bactéria) oumeios complexos (contendo normalmente toda a gama defatores de crescimento que podem ser necessários para ocrescimento da bactéria). Pode-se também ajustar ascondições físicas de um meio de cultura, tais como pH etemperatura, para evitar o crescimento de alguns organismosenquanto aumenta o crescimento de outros.
Em modalidades específicas, as condições de culturabacteriana compreendem o cultivo anaeróbico a 37°C ou 42 °Cem meio de Mann-Rogosa-Sharpe (MRS) . O meio pode sermodificado para substituir glicose por galactose ou outroscarboidratos adequados como a fonte de açúcar no meio. Ascélulas podem ser coletadas na fase log inicial decrescimento (definida como tendo uma densidade óptica a 600nm (OD60o) de até 0,4), fase log médio de crescimento (OD600de cerca de 0,4, 0,5, 0,6, 0,7, 0,8 ou 0,9) ou fase logtardio de crescimento (OD60o acima de 0,9), antes daexposição às condições adaptáveis de adesão. Em modalidadesespecíficas, as células são coletadas em uma OD600 de cercade 0,6. As células bacterianas são coletadas, por exemplo,por sedimentação em uma centrífuga ou em outro dispositivoapropriado, e ressuspensas em meios adequados.
As células bacterianas coletadas podem então ser pré-condicionadas por incubação sob condições adaptáveis deadesão (ou seja, por incubação das células bacterianas sobcondições adaptáveis de adesão) que resulta em um aumentoda adesão a um substrato-alvo. O termo "incubação" refere-se à manutenção de uma população de bactérias sob condiçõesespecíficas (ou seja, condições adaptáveis de adesão) a fimde promover uma reação em particular (por exemplo, umaresposta adaptável de adesão). As condições adaptáveis deadesão podem incluir, por exemplo, incubação de bactériaspor um tempo suficiente para aumentar a adesão da bactéria.
Em algumas modalidades, as bactérias da presente invençãosão incubadas por pelo menos cerca de 30, 35, 40, 45, 50,55, 60, 65, 70, 75, 80, 85, 90, 100 ou 120 minutos. Emoutras modalidades, as bactérias são incubadas sobcondições nas quais as células foram concentradas até umadensidade de cerca de 1,5 x IO8 a cerca de 1 x 1010 unidadesformadoras de colônias por mililitro (ufc/ml) de diluente(por exemplo, meio MRS), incluindo cerca de 2,0 x IO8, 3,0x 10a, 4,0 x IO8, 5,0 X IO8, 6,0 x IO8, 7,0 X IO8, 8,0 x IO8,9,0 x 108, 1,0 x IO9 ou mais ufc/ml. Em modalidadesespecíficas, a concentração é acima de 1,0 x 108 ufc/ml.
Modalidades adicionais incluem incubação em um meio que foiajustado até um pH de menos de 5, incluindo 4,5, 4,0, 3,5 e3,0. Em modalidades específicas, permite-se que o pH caianaturalmente em um intervalo de cerca de 7,0 a cerca de4,5. A incubação de células bacterianas sob essas ou outrascondições adequadas, antes do contato das bactérias com umsubstrato-alvo ("pré-condicionamento"), pode tanto aumentarquanto diminuir, dependendo das condições de incubação, aadesão das bactérias pré-condicionadas ao substrato-alvo.
Qualquer substrato de interesse pode ser empregado,incluindo, por exemplo, uma célula do trato gastrintestinalou do trato urogenital.
Um aumento da adesão compreende qualquer aumentoestatisticamente significativo da adesão a um substrato-alvo, quando comparado a um controle apropriado (porexemplo, bactérias que não foram expostas às condiçõesadaptáveis de adesão). Em modalidades específicas, oaumento pode compreender, sem limitação, pelo menos emtorno de 90%, 100%, 120%, 130%, 140%, 150%, 200%, 250% oumaior. Um aumento da adesão pode ser testado in vítro, porexemplo, por contato da bactéria pré-condicionada a um alvoadequado (ou seja, células epiteliais ou mucosas) econtagem do número de bactérias que aderem ao substrato-alvo. Um aumento da adesão pode ser testado in vivo pormonitoramento da resposta do hospedeiro à exposição àbactéria pré-condicionada. Por exemplo, a adesão de umabactéria probiótica que foi pré-condicionada sob condiçõesadaptáveis de adesão pode ser avaliada pelo monitoramentoda melhora das propriedades probióticas, por exemplo,função intestinal e estabilidade aumentadas; proteçãoaumentada contra doenças infecciosas e não infecciosas;modulação do sistema imunológico; alívio da intolerância àlactose; melhora da digestão e da absorção de nutrientes;
colesterol sangüíneo reduzido; risco reduzido à alergia; erisco reduzido de infecções do trato urinário. Métodosadicionais para a medida da adesão bacteriana in vivo sãodescritos em Leffler, e cols. (1995) Methods Enzymol. 253:206-220.
Em algumas modalidades, um aumento da adesãocompreende a modulação da expressão de pelo menos um dosIds. de Seq. NoS: 19, 20, 33, 34, 35, 36, 37 ou 38, ouvariantes e fragmentos destes. Modalidades adicionaiscompreendem a modulação da expressão de 2, 3, 4 ou maisdessas seqüências. Uma modulação da adesão pode ser medidacomparando-se a expressão dos polinucleotídeos da invençãoem uma bactéria na qual os polinucleotídeos foramintroduzidos com a expressão do mesmo polinucleotídeo(s) emuma bactéria de controle, como definido em outra seçãodesta especificação. Métodos para a medida da expressãodessas seqüências são conhecidos na técnica e sãodiscutidos em outra seção desta especificação.
ii. Modulação da produção de AI-2
As composições e os métodos da presente invenção podemser usados para modular a produção de AI-2 em bactérias.
"Modular", "alterar" ou "modificar" significa a supra- ouinfra-regulação de uma atividade biológica-alvo,particularmente a supra-regulação da atividade. Moléculasde ácido nucléico e polipeptídeos da invenção são úteis namodificação das atividades biológicas de bactérias de ácidolático, especialmente bactérias de ácido lático que sãousadas para a fermentação de alimentos com característicasnutricionais ou que promovem a saúde. É englobada a supra-ou infra-regulação da expressão por um polinucleotídeo dapresente invenção. A supra-regulação pode ser obtidafornecendo-se múltiplas cópias gênicas, modulando-se aexpressão por modificação de elementos reguladores,promovendo-se mecanismos de transcrição ou tradução, ou poroutros meios. A infra-regulação pode ser obtida com autilização de técnicas conhecidas anti-senso e desilenciamento gênico.
Em modalidades específicas, a invenção fornece umabactéria que compreende pelo menos uma molécula de ácidonucléico heterólogo relacionada ao AI-2 (ou seja, Id. deSeq. N° : 1, 3, 13, 15 ou 21), ou variantes biologicamenteativas ou fragmentos destas. Modalidades adicionais incluemuma bactéria que compreende pelo menos duas, pelo menostrês, pelo menos quatro ou pelo menos cinco moléculas deácido nucléico relacionadas ao AI-2, como descrito acima. Aexpressão dessas seqüências heterólogas na bactéria produzum nível aumentado de auto-indutor-2, quando comparada comuma bactéria de controle adequada. Como aqui usado, umaumento em auto-indutor-2 compreende qualquer aumentosignificativo em AI-2 em relação ao controle. Emmodalidades específicas, o aumento pode compreender, semlimitação, um aumento de pelo menos cerca de 90%, 100%,120%, 130%, 140%, 150%, 200%, 250% ou mais na produção deAI-2, quando comparado a um controle apropriado. Métodospara testar esse aumento na produção de AI-2 são discutidosdetalhadamente em outra seção desta especificação.
As bactérias da invenção que possuem o aumento daprodução de AI-2 podem exibir adesão aumentada a umsubstrato-alvo e/ou também exibir tolerância aumentada aoestresse.
Micróbios que expressam o polipeptídeos da presenteinvenção são úteis como aditivos no processamento delaticínios e de fermentação. As seqüências depolinucleotídeos, polipeptídeos codificados emicroorganismos que os expressam são úteis na fabricação deprodutos derivados do leite, tais como queijos, iogurte,produtos fermentados do leite, coalhadas e soro do leite.Microorganismos que expressam polipeptídeos da invençãopodem ser organismos probióticos, uma bactéria de ácidolático ou qualquer outro hospedeiro bacteriano deinteresse.
iii. Melhora da tolerância ao estresse e/ou da adesão
Como discutido anteriormente, a presente invençãofornece bactérias que possuem maior tolerância ao estressee/ou atividade de adesão. Como aqui usado, uma melhora daadesão a um substrato-alvo compreende qualquer aumentosignificativo da adesão ao substrato-alvo, incluindo, semlimitação, um aumento de 90%, 100%, 120%, 130%, 140%, 150%,200%, 250% ou mais da adesão, quando comparado a umcontrole apropriado. Qualquer substrato de interesse podeser empregado, incluindo, por exemplo, uma célula do tratogastrintestinal ou do trato urogenital. Em modalidadesespecíficas, a célula compreende uma célula epitelial ouuma célula mucosa. Reconhece-se ainda que a célula pode sercolocada em contato com a bactéria tanto in vitro quanto invivo.
Como aqui usado, uma maior tolerância ao estresse deuma bactéria compreende qualquer aumento significativo nasobrevida da bactéria sob condições de estresse, incluindo,sem limitação, um aumento de aproximadamente 90%, 100%,120%, 130%, 140%, 150%, 200%, 250% ou mais na sobrevida,quando comparado a um controle apropriado.
Uma bactéria probiótica da invenção que possui adesãoaumentada e/ou tolerância ao estresse aumentada é útil napromoção da saúde de um indivíduo. Embora sem se prender aum mecanismo de ação específico, bactérias probióticas quepossuem essas características aprimoradas medianteadministração a um indivíduo podem bloquear a adesão ecompetir com patógenos; estimular defesas imunológicas dacélula hospedeira; e/ou desencadear eventos de sinalizaçãocelular que "silenciam" a produção de fatores de virulênciapelos patógenos. Dessa forma, o aumento da tolerância aoestresse e/ou a atividade de adesão de um organismoprobiótico irá ainda auxiliar na redução do risco deinfecção do intestino, trato urogenital e locais deferidas.
As bactérias probióticas que possuem a tolerância aoestresse aumentada e/ou adesão aumentada podem seradministradas a qualquer indivíduo que delas necessite. Porexemplo, o indivíduo pode compreender um mamífero, um serhumano, um animal doméstico ou um animal agrícola. Aadministração pode ser nasal, oral, vaginal ou anal. Noscontextos em que a administração mucosa não é preferida, abactéria pode ser administrada por outro meio adequado,dentro da capacidade daqueles habilitados na técnica, ouseja, vias parentais (endovenosa, intraperitoneal,subcutânea, intramuscular).
Reconhece-se que as bactérias da invenção que possuema tolerância ao estresse aumentada e/ou adesão aumentadapodem ainda expressar pelo menos um polinucleotídeo e/oupolipeptídeo que tenha atividade terapêutica. O termo"atividade terapêutica" significa que o efeito biológico,quando o polipeptídeo é liberado a um indivíduo, é benéficopara aquele indivíduo. A administração é preferivelmente emuma "quantidade terapeuticamente eficaz", que é suficientepara mostrar benefício ao indivíduo. Tal benefício pode serpelo menos a melhora de pelo menos um sintoma. Em umcontexto profilático, a quantidade pode ser suficiente parareduzir o efeito deletério sobre o indivíduo de um ataquepatogênico subseqüente, por exemplo, pela intensificação daresposta imune. A quantidade efetiva administrada, a taxa ea duração da administração dependerão do objetivo daadministração, por exemplo, do efeito biológico buscado àluz da natureza e gravidade do ataque, e é objeto deotimização de rotina. A prescrição do tratamento, incluindovacinação profilática, por exemplo, decisões sobre adosagem etc, está dentro da responsabilidade dos médicos ede outros profissionais da área médica.
Polinucleotídeos e/ou polipeptídeos que têm atividadeterapêutica e podem ser expressos nas bactérias probióticasque possuem atividade de adesão aumentada ou tolerância aoestresse aumentada podem incluir, por exemplo, insulina,hormônio do crescimento, prolactina, calcitonina, hormônioluteinizante, hormônio da paratireóide, somatostatina,hormônio estimulante da tireóide, polipeptídeo intestinalvasoativo, uma citocina estrutural do grupo 1 que adota umaestrutura em feixe helicoidal antiparalela 4 alfa como, porexemplo, IL-2, IL-3, IL-4, IL- 5, IL-6, IL-7, IL-9, IL-10,IL-11, IL-12, IL-13, GM-CSF, M-CSF, SCF, IFN-y, EPO, G-CSF,LIF, OSM, CNTF, GH, PRL ou IFN-a/p, a família de citocinasTNF, por exemplo, TNFct, TNFp, CD40, CD27 ou ligantes FAS, afamília de citocinas IL-1, a família de fator decrescimento de fibroblastos, os fatores de crescimentoderivados de plaquetas, fator de transformação docrescimento beta e fatores de crescimento de nervos, umacitocina estrutural do grupo 3 que compreende moléculas a/Pde cadeia curta, que são produzidas como grandes moléculasprecursoras transmembrana em que cada uma contém pelo menosum domínio EGF na região extracelular, por exemplo, afamília de citocinas do fator de crescimento epidérmico, asquimiocinas caracterizadas por possuírem seqüências deaminoácidos agrupadas em torno de resíduos conservados decisteína (os subgrupos de quimiocina C--C ou C--X--C) ou ascitocinas relacionadas à insulina, uma citocina estruturaldo grupo 4 que exibe estruturas em mosaico, tais como asheregulinas ou neuregulinas compostas por domíniosdiferentes, por exemplo, EGF, domínios imunoglobulina-li&ee kringle. Alternativamente, o polipeptídeo biologicamenteativo pode ser um receptor ou antagonista parapolipeptídeos biologicamente ativos, como definidos acima.
Em modalidades específicas, o polipeptídeo que possuiatividade terapêutica compreende um antígeno. Parapolipeptídeos terapêuticos adicionais que podem serexpressos em bactérias não patogênicas, veja, por exemplo,Pedido U.S. 20030202991; Vandenbroucke e cols. (2004)Gastroenterology 127: 667-8;. Huyghebaert e cols. (2005)Eur. J. Pharm. Biopharm. 59: 9-15; Steidler e cols. (2000)Science 289: 1.352-1.355; Steidler e cols. (2001) TheScientific World 1: 215-217; Pedido U.S. N° 20020019043;cada um deles aqui incorporado por referência em suatotalidade. Reconhece-se que, em aplicações específicas, opolipeptídeo terapêutico pode ser projetado para sersecretado pelas bactérias probióticas.
iv. Método de raatreamento
São fornecidos métodos de rastreamento parasubstâncias químicas ou condições ambientais que aumentem aadesão de uma bactéria a um substrato. O método compreendesubmeter a bactéria a uma condição ambiental suspeita deaumentar a adesão e/ou suspeita de aumentar a produção deAI-2; e o contato da referida bactéria com o substrato. Umaumento da adesão da bactéria submetida à condiçãoambiental ao substrato, comparada com a adesão da mesmabactéria que não foi submetida às condições ambientais,indica que a condição ambiental é eficaz no aumento daadesão da bactéria.
Diversos candidatos a substâncias químicas oucondições ambientais podem ser empregados nesse método derastreamento. Tais condições podem incluir, sem limitação,indutores/supressores de AI-2 ou de qualquer gene envolvidona produção de AI-2, agentes microbiológicos (por exemplo,organismos procarióticos e eucarióticos), temperatura,concentração, tempo de incubação em condições adaptáveis deadesão, composição dos meios de incubação (por exemplo,presença, abundância e/ou tipo de fatores de crescimento,carboidratos, aminoácidos, sal, minerais e semelhantes) ,densidade celular ou pH. Um agente candidato pode ser umcomposto químico, uma mistura de compostos químicos ou umamacromolécula biológica. Tais agentes candidatos podemestar contidos em vários agentes bancos incluindo, porexemplo, bibliotecas de compostos, bibliotecas de peptídeose semelhantes.
As condições ou os compostos identificados por esseprocesso estimularão bactérias, incluindo bactérias tantorecombinantes quanto não recombinantes do tipo selvagem,para produzir AI-2, ou para promover a adesão ou formaçãode biopelícula para uso em fermentação ou bactériasprobióticas, ou em qualquer outro método aqui descrito.
A presente invenção é explicada com mais detalhes nosexemplos apresentados abaixo.
EXPERIMENTALExemplo 1
Análise "Gapped BlastP" de seqüências de aminoácidos
As seqüências da invenção foram alinhadas usando ométodo de alinhamento "Gapped BlastP" e parâmetros aquiapresentados. A Tabela 1 resume os resultados de "TopBlast" para essas seqüências.
Um alinhamento "Gapped BlastP" da seqüência deaminoácidos mostrou que o Id. de Seq. N° : 14 (372aminoácidos, ORF LBA1080) tem cerca de 55% de identidadedos aminoácidos 11-371 com uma proteína de Leuconostocmesenteroides subsp. mesenteroides, que é uma proteína demetionina sintase II (cobalamina-independente) (N° deAcesso ZP_00064070.1), cerca de 47% de identidade dosaminoácidos 5-372 com uma proteína de Lactobacillusgasseri, que é uma proteína de metionina sintase II(cobalamina-independente) (N° de Acesso ZP_00046311.1) ,cerca de 46% de identidade dos aminoácidos 7-372 com umaproteína hipotética de Chlamydophila pneumoniae (N° deAcesso NP_224351.1), 44% de identidade dos aminoácidos 4-372 com uma proteína hipotética de Lactobacillus johnsonii(N° de Acesso NP_965623.1) e 45% de identidade dosaminoácidos 9-372 com uma proteína de Oenococcus oeni, queé uma proteína de metionina sintase II (cobalamina-independente) (N° de Acesso ZP_00069898.1).
Um alinhamento "Gapped BlastP" da seqüência deaminoácidos mostrou que o Id. de Seq. N°: 16 (157aminoácidos ORF LBA1081) tem cerca de 87% de identidade dosaminoácidos 1-157 com uma proteína de Lactobacillusjohnsonii, que é uma proteína de produção de auto-indutor-2LuxS (N° de Acesso NP 965624.1), cerca de 87% de identidadedos aminoácidos 1-157 com uma proteína de Lactobacillusgasseri, que é uma proteína LuxS envolvida na síntese deauto-indutor AI2 (N° de Acesso ZP_00046310.1), cerca de 76%de identidade dos aminoácidos 4-157 com uma proteína deStreptococcus bovis, que é uma sintase LuxS de auto-indutor2(N° de Acesso dbj|BAD06876.1), 77% de identidade dosaminoácidos 1-157 com uma proteína de Lactobacillusplantarum, que é uma proteína de produção de auto-indutor(N° de Acesso NP_784522.1) e 73% de identidade dosaminoácidos 4-157 com uma proteína de Streptococcuspyogenes, que é uma proteína de produção de auto-indutor-2(N° de Acesso NP_269689.1).
Um alinhamento "Gapped BlastP" da seqüência deaminoácidos mostrou que o Id. de Seq. N° : 18 (444aminoácidos, ORF LBA16 9) tem cerca de 95% de identidade dosaminoácidos 49-444 com uma proteína de Lactobacillusacidophilus, que é um precursor da proteína "S-layer" (N°de Acesso sp|P3 582 9|SLAP_LACAC), cerca de 67% de identidadedos aminoácidos 49-443 com uma proteína de Lactobacillushelveticus, que é uma proteína da camada de superfície (N°de Acesso emb | CAA62606.1) , cerca de 67% de identidade dosaminoácidos 49-443 com uma proteína de Lactobacillushelveticus, que é uma proteína da camada de superfície (Nosde Acesso emb|CAB46984.1; AJ388558) , 66% de identidade dosaminoácidos 49-443 com uma proteína de Lactobacillushelveticus, que é uma proteína da camada de superfície (N°de Acesso emb|CAB46985.1) e 66% de identidade dosaminoácidos 49-443 com uma proteína de Lactobacillushelveticus, que é uma proteína da camada de superfície (N°de Acesso emb|CAB46986.1).Um alinhamento "Gapped BlastP" da seqüência deaminoácidos mostrou que o Id. de Seq. N°: 20 (566aminoácidos, ORF LBA1148) tem cerca de 69% de identidadedos aminoácidos 4-564 com uma proteína hipotética deLactobacillus johnsonii (N° de Acesso NP_965038.1), cercade 66% de identidade dos aminoácidos 4-564 com uma proteínade Lactobacillus gasseri, que é uma proteína de ligação deRNA prevista homóloga a um snRNP eucariótico (N° de AcessoZP_00045959.1), cerca de 41% de identidade dos aminoácidos4-566 com uma proteína de Enterococcus faecium, que é umaproteína de ligação de RNA prevista homóloga a um snRNPeucariótico (N° de Acesso ZP_00037499.1), cerca de 41% deidentidade dos aminoácidos 4-566 com uma proteína deEnterococcus faecalis, que é homóloga a uma proteína deligação de fibronectina/fibrinogênio (N° de AcessoNP_814975.1) e cerca de 41% de identidade dos aminoácidos4-557 com uma proteína de Lactobacillus plantarum, que éuma proteína de aderência (N° de Acesso NP_785358.1).Tabela 1. Resultados de "Top Blast" para seqüências de proteína da invenção
<table>table see original document page 86</column></row><table><table>table see original document page 87</column></row><table>Análise PFAM de seqüências de aminoácidos
O Id. de Seq. N° : 2 (231 arainoácidos, ORF LBA820)contém um domínio PNP_UDP_1 previsto em torno dosaminoácidos 2 a 222, e é um membro da família de 5'-metiladenosina fosforilase (MTA fosforilase) (Acesso PFAMPF01048).
O Id. de Seq. N°: 4 (314 aminoácidos, ORF LBA931)contém um domínio PrmA em torno dos aminoácidos 6 a 312, eé um membro da família da proteína ribossômica Lllmetiltransferase (PrmA) (Acesso PFAM PF06325).
O Id. de Seq. N° : 14 (372 aminoácidos, ORF LBA1080)contém um domínio Methionine_synt previsto em torno dosaminoácidos 11 a 369, e é um membro da família da proteínametionina sintase independente de vitamina B12 (Acesso PFAMPF01717).
O Id. de Seq. N° : 16 (157 aminoácidos ORF LBA1081)contém um domínio LuxS previsto localizado em torno dosaminoácidos 2 a 155, e é um membro da família da proteínaLuxS (LuxS) (Acesso PFAM PF02664).
O Id. de Seq. N° : 20 (566 aminoácidos, ORF LBA1148)contém um domínio FbpA previsto em torno dos aminoácidos 1a 425, e é um membro da família da proteína de ligação defibronectina A (FbpA) (Acesso PFAM PF05833).
O Id. de Seq. N° : 22 (399 aminoácidos, ORF LBA1622)contém um domínio N-terminal S-adenosilmetionina sintaseprevisto em torno dos aminoácidos 2-102 (Acesso PFAM00438), um domínio central S-adenosilmetionina sintase emtorno dos aminoácidos 124-243 (Acesso PFAM 02772) e umdomínio C-terminal S-adenosilmetionina sintase em torno dosaminoácidos 245-384 (Acesso PFAM 02773).Cepas bacterianas e condições de crescimento
Cepas de Lactobacillus foram cultivadas de formaanaeróbica a 37°C ou 42°C em caldo MRS (Difco LaboratoriesInc., Detroit, MI) ou, quando apropriado, em MRSsuplementado com ágar 1,5%. Escherichia coli foi propagadade forma aeróbica em meio de Luria-Bertani (LB, Difco) ouem meio LB suplementado com ágar 1,5% a 37°C. Meio deinfusão de coração-cérebro (BHI, Difco) suplementado comágar 1,5% e 150 ug/ml de eritromicina (Em) foi usado paraseleção de transformantes de E. coli. Meio de Bioensaio deAuto-Indutor (AB) (Bassler e cols. (1993) Mol. Microbiol.9: 773-786) foi usado para a propagação de todas as cepasde Vibrio harveyi. Quando apropriado, cloranfenicol (Cm,5,0 ug/ml) e Em (5,0 ^g/ml ou 150 (Kj/ml) foram usados paraseleção. As Unidades de Formação de Colônias (UFC) por mlforam determinadas com diluições apropriadas usando um"Whitley Automatic Spiral Plater" (Don Whitley ScientificLimited, West Yorkshire, Inglaterra).
Tabela 2. Cepas bacterianas e plasmideos usados
<table>table see original document page 89</column></row><table><table>table see original document page 90</column></row><table>
Cultura de tecido
As células Caco-2 (ATCC HTB-37, Rockville, MD) foramusadas apenas entre a 40* e a 50° passagens. Todos osreagentes usados na manutenção de células Caco-2 foramobtidos de Gibco (Invitrogen Corp., Carlsbad, CA). Ascélulas cresceram rotineiramente em atmosfera de 95% de ar-5% de C02 em Meio Essencial Mínimo (MEM) suplementado comsoro fetal bovino 20% (v/v) inativado (56°C, 30 minutos)(FBS), 0,10 mM de aminoácidos não essenciais e 1,0 mM depiruvato de sódio. As monocamadas foram submetidas àtripsina por 10 minutos, contadas usando um hemocitômetro,e semeadas a 1,3 x IO5 células/poço em 2,0 ml de meio decultura de células. As células cresceram em lamínulasplásticas de 15 mm "Thermanox" (Nalge Nunc International,Rochester, NY) em placas de cultura tratadas de 12 poços"Costar" (Corning Inc., Acton, MA). O meio foi substituídoa cada dois dias e todos os ensaios de aderência foramrealizados após 14 dias de incubação.
Ensaio de aderência
A adesão de cepas de Lactobacillus às células Caco-2foi examinada de acordo com o método descrito previamente(Buck e cols. (2005) Appl. Environ. Microbiol. 71: 8.344-8.351J. Resumidamente, células bacterianas em fase logmédio (OD600 0, 6) foram preparadas em 10 ml de MRS com 3,0Hg/ml de Em para manter pressão seletiva sobre osintegrantes. As células foram removidas por centrifugaçãopor 10 minutos a 4.000 x g, e lavadas duas vezes com sorofisiológico tamponado com fosfato (PBS). Os péletesbacterianos foram ressuspensos em 5 ml de MRS fresco, antesda aderência. Para condições adaptáveis de adesão, péletescelulares de culturas em fase log médio foram ressuspensasem 1 ml de MRS fresco a -1,0 x IO9 ufc/ml e incubadas por 1hora a 37°C. As células foram centrifugadas novamente, eressuspensas em 5 ml de MRS fresco, antes da adição àsmonocamadas. Monocamadas de Caco-2 com quinze dias foramlavadas duas vezes com PBS, e tratadas com uma suspensãobacteriana em uma concentração de 4 x IO8 UFC/ml. Asbactérias foram incubadas na monocamada por 1,5 hora a 37°Cem uma mistura (1:2 v/v) de MRS e meio de cultura delinhagem celular. Após incubação, as monocamadas foramlavadas cinco vezes com PBS, fixadas em metanol e coradaspor Gram. As células bacterianas aderentes foram entãoenumeradas microscopicamente. As lamínulas em duplicataforam contadas para cada experimento. Os dados finaisapresentados coletivamente representam pelo menos 3experimentos independentes em duplicata. As contagenstotais para cada lamínula foram usadas, e a adesão foiexpressa como percentual (%) da cepa de controle NCK1398(Russell e Klaenhammer (2001) Appl. Environ. Microbiol. 67:4.361-4.3 64) que carrega uma inserção no gene lacL (0-galactosidase). Usando esse controle, todas as culturasmutantes e o controle parente puderam ser preparados com Empara manter pressão seletiva sobre o integrante LuxS". Oprotocolo de adesão é apresentado na Figura 2.
Resposta adaptável à adesão
Dez ml de células em fase log (OD600 0 , 7) foramcoletados por centrifugação e ressuspensos em 1 ou 10 ml demeio de crescimento Mann-Rogosa Sharpe (MRS) fresco eincubados por 1 hora a 37°C. Aquelas ressuspensas em 10 mlsão representadas como "condições de controle" (Figura IA),enquanto aquelas ressuspensas em 1 ml são as "condiçõesadaptáveis de adesão" (Figura 1B) . Para as finalidades dapresente invenção, tanto as condições de incubação quanto aressuspensão no volume menor (mais concentrado) de meio(por exemplo, 1 ml de MRS para o grupo de AAR ver sus 10 mlMRS para o grupo de controle) são consideradas condiçõesadaptáveis de adesão. As células concentradas e incubadasexibiram um aumento significativo na adesão (Figura 1) . Onível de aderência para as células concentradas e incubadasfoi pelo menos 20 vezes maior do que das células decontrole não concentradas e incubadas, embora o mesmonúmero de células bacterianas tenha sido adicionadoinicialmente a cada poço. Em cada experimento, as célulasforam ressuspensas em 5 ml de MRS fresco, e enumeradas paradeterminar a concentração absoluta de células adicionada àmonocamada Caco-2. Apenas os dados de aderência resultantesda adição de 3,8 x 108-4,2 x IO8 UFC/ml foram registrados.
Aumentos similares na aderência bacteriana não foramobtidos pela concentração de 10 X sem incubação, ouincubação (37°C, 1 hora) sem concentração das células mid-log, antes da aderência, ou por incubação (37°C, 1 hora)sem concentração em MRS ajustado até o pH 4,5 com ácidolático (dados não mostrados). Após a incubação de uma hora,o pH das células não concentradas era de 5,5, enquanto ascélulas concentradas reduziram o pH a 4,5. Portanto, acombinação de concentração celular e pH diminuído resultouem uma adaptação das células de L. acidophilus a um estadosignificativamente mais receptivo à aderência. Designamosesse fenômeno uma Resposta Adaptável à Adesão (AAR).
A Figura 3 mostra as propriedades de adesão da cepa decontrole e cepas mutantes selecionadas de L. acidophilusNCFM, com e sem exposição às condições adaptáveis deadesão. Os dados são registrados como contagem total decélulas em 17 campos em uma única lamínula. Cada ponto dosdados representa pelo menos dois experimentos em duplicata.L. acidophilus NCFM contendo uma integração no gene de p—galactosidase atua como o "controle" a fim de manter aseleção de Em durante crescimento de todos os mutantes.
Análise de microarranjos
Uma única cultura de 20 ml de L. acidophilus cresceuem MRS até OD60o de 0,6, dividida em duas alíquotas de 10ml, e coletada por centrifugação por 8 minutos a 3.150 x g.
Uma alíquota foi ressuspensa em 10 ml de MRS fresco, e aoutra foi ressuspensa em 1 ml de MRS fresco. Ambas asculturas foram então incubadas por 1 hora a 37°C. Apósincubação, as células foram coletadas por centrifugação econgeladas imediatamente em um banho de gelo seco-etanol. Oisolamento de RNA foi efetuado usando TRIzol (LifeTechnologies, Rockville, MD) de acordo com o protocolodescrito previamente (Azcarate-Peril e cols. (2005) Appl.Environ. Microbiol. 71: 5.794-5.804). A pureza e aconcentração do RNA foram determinadas por eletroforese emgéis de agarose e medidas padronizadas doespectrofotômetro.
Quantidades idênticas (25 (ig) de RNA total forammarcadas com aminoalil por transcrição reversa comhexâmeros aleatórios na presença de amino-alil dUTP (SigmaChemical Co., St. Louis, MO), usando transcriptase reversaSuperscript II (Clontech Laboratories, Inc., Mountain View,CA) a 42°C de um dia para o outro, seguido por marcação porfluorescência de cDNA com aminoalil com ésteres de Cy3 ouCy5 ativados por N-hidroxisuccinimida (Amersham PharmaciaBiotech, Piscataway, NJ) . Sondas de cDNA marcadas forampurificadas com o uso do Kit de Purificação por PCR(Qiagen, Valencia, CA) . O acoplamento dos corantes Cy3 eCy5 ao cDNA marcado com AA-dUTP e a hibridização dasamostras aos microarranjos foram realizados usandoprotocolos padronizados. Informações adicionais sobre essesprotocolos podem ser encontradas na página da Internet doTIGR em www.tigr.org/tdb/microarray/protocolsTIGR.shtml. Asintensidades de fluorescência foram adquiridas usando umscanner de microarranjo "Packard Bioscience ScanArray 4000"(Global Medicai Instruments, Inc, Ramsey, MN) e processadascomo imagens TIFF. As intensidades dos sinais foramquantificadas com a utilização da suíte de programas "GSILuminomics QuantArray 3.0" (PerkinElmer Life and AnalyticalSciences, Inc., Boston, MA) . Duas lâminas (cada umacontendo arranjos em triplicata) foram hibridizadasreciprocamente para sondas marcadas com Cy3 e Cy5 porexperimento (swap de corante). Os spots foram analisadospor quantificação adaptiva (Azcarate-Peril e cols., 2005,supra). O nível de fundo local foi subseqüentementesubtraído das intensidades registradas do spot. Os dadosforam normalizados para a mediana. A mediana das seisproporções por gene foi registrada. A proporção entre osvalores médios absolutos de pixels para os spots replicadosde cada gene, com e sem tratamento, representava o aumento(em número de vezes) na expressão gênica. Também foramcalculados os intervalos de confiança e os valores P paraos aumentos com o uso de um teste t de duas amostras.Valores P de 0,05 ou menos foram consideradossignificativos (Tabela 3).Tabela 3. ORFs selecionados expressos diferencialmente sob condições adaptáveis de adesãoa
<table>table see original document page 96</column></row><table><table>table see original document page 97</column></row><table><table>table see original document page 98</column></row><table><table>table see original document page 99</column></row><table><table>table see original document page 100</column></row><table><table>table see original document page 101</column></row><table>
a ORFs mostrados em negrito na tabela 2 exibem um padrão de expressão similar a umaanálise de microarranjo prévia de L. acidophilus NCFM exposto a MRS acidificado até pH 4,5 (3) .A análise de microarranjo de L. acidophilus NCFMexposto às condições adaptáveis de adesão (Tabela 3) sugereuma produção aumentada de um sinal interespécies, auto-indutor-2 (AI-2). Os genes iniciais (metK) e finais (luxS)na via para a produção de AI-2 a partir de metionina (vejaa Figura 4) são significativamente induzidos.
Adicionalmente, foi induzido um agrupamento transportadorABC supostamente envolvido com a exportação de AI-2.
Via biossintética de auto-indutor-2
A análise adicional do genoma de L. acidophilus NCFMrevelou quatro ORFs (LBA1622, LBA0931, LBA0820, LBA1081)que exibem homologia para cada gene na via biossintéticapara a produção de AI-2 a partir de metionina (Figura 4) .
MetK converte metionina em S-adenosilmetionina (SAM) e ésupostamente codificado por LBA1622 (Id. de Seq. N° : 21).Um grupo metil é removido de SAM por uma metiltransferase
dependente de SAM (codificada por LBA931, Id. de Seq. N° :3), formando S-adenosilhomocisteína (SAH), que ésubseqüentemente detoxificada por uma MTA/SAH nucleosidase,Pfs (codificada por LBA820, Id. de Seq. N° : 1), formandoS-ribosilhomocisteína (SRH) e adenina. LuxS (codificado porLBA1081, Id. de Seq. N° : 15) converte SRH em homocisteína e4 , 5-diidroxi-2,3-pentanodiona, que circulariza,incorporando boro, para formar AI-2 (Winzer e cols. (2002)Microbiology 148: 909-922). Homocisteína é finalmentemetilada de volta à metionina por MetE (codificado porLBA1080, Id. de Seq. N° : 13) localizado diretamente acimado homólogo de luxS, LBA1081. Um terminador entre os doisORFs com uma energia livre de -16,2 kcal sugere que LBA1080e LBA1081 são expressos separadamente.A Tabela 4 lista outros lactobacilos, para os quais hádisponibilidade de dados de seqüências, com a via completapara a produção de AI-2 a partir de metionina.
Tabela 4 <table>table see original document page 103</column></row><table>
Os números de ORFs previstos que codificam proteínasque exibem similaridade para cada enzima na via para asíntese de AI-2 a partir de metionina são listados para L.acidophilus NCFM (Altermann e cols. (2005) Proc. Natl.Acad. Sei. USA 102: 3.906- 3.912), Lactobacillus gasseri,Lactobacillus johnsonii NCC533 (Pridmore e cols. (2004)Proc. Natl. Acad. Sei. USA 101: 2.512-2.517) eLactobacillus plantarum WCFS 1 (Kleerebezum e cols. (2003)Proc. Natl. Acad. Sei. USA 100: 1.990-1.995). Prevê-se queL. acidophilus NCFM abrigue duas cópias de luxS, mas um dosORFs não contém sinais de expressão como, por exemplo,regiões promotoras ou de ligação ribossômica.
Produção de AI-2
A detecção de auto-indutor-2 do sobrenadante de cepasbacterianas selecionadas foi realizada como descritopreviamente (De Keersmaecker e Vanderleyden, 2003, supra),com as seguintes modificações. A detecção de AI-2 produzidopor bactéria de ácido lático pode ser problemática, emfunção do pH diminuído dos sobrenadantes de cultura gastos,e a repressão de catabólitos por glicose do operon lux nacepa repórter de V. harveyi BB17 0 (DeKeersmaecker eVanderleyden, 2003, supra). Conseqüentemente, todas aspopulações de Lactobacillus usadas para detecção de auto-indutor-2 cresceram em MRS modificado (mMRS) contendogalactose 1% em vez de glicose. Em pontos do tempoespecificados, foram coletadas alíquotas de 4 ml, a OD60ofoi medida e sobrenadantes livres de células foram isoladospor centrif ugação a 4.000 x g por 10 minutos. O pH dosobrenadante foi neutralizado até o pH 6,5 com 2 N de NaOHe ele foi filtrado através de uma membrana de 0,2 \m\m. Ossobrenadantes preparados foram estocados a 4°C até o finalda duração dos experimentos, e todas as amostras de cadacultura foram testadas em conjunto em placas demicrotitulação de 96 poços separadas. A cepa repórter de V.harveyi BB170 (Azcarate-Peril, 2005, supra) cresceu de umdia para o outro em meio de bioensaio de auto-indutor (AB) ,foi lavada com e ressuspensa em AB fresco até OD600 de 0,5.Dez \il de sobrenadante estéril foram misturados com 90 \xlde uma diluição 1/1.000 da cepa repórter BB170 em cada poçode uma placa de 96 poços. A luminescência foi medida a 30°Ca cada 10 minutos por 6 horas em uma leitora fluorescentede placa de microtitulação (FLOUStar Optima, BMGTechnologies, Durham, NC) . O aumento da indução foicalculado obtendo-se a média de pelo menos 6 pontos dotempo padronizados e dividindo-se o valor médio obtido dotipo selvagem pelo valor médio obtido pelo mutante LuxS".Cada amostra foi medida em pelo menos 3 poçosindependentes, e cada ponto dos dados representa 3 amostrasindependentes.A fim de determinar quando AI-2 foi produzido durantea fase de crescimento de L. acidophilus NCFM, foramcoletados sobrenadantes aO, 3, 6, 9, 12, 16, 20, 24 36, e48 horas de culturas em triplicata. A produção de AI-2durante o crescimento de L. acidophilus é mostrada naFigura 5. Coincidindo com uma queda rápida no pH, ocorre umaumento notável na produção de AI-2 por toda a faselogarítmica de crescimento. Com a entrada na faseestacionaria, a atividade de AI-2 no sobrenadante mantém umnível constante por até 4 8 horas (Figura 5).
Inativação da inserção do gene luxS
Usando DNA cromossômico de L. acidophilus NCFM comomodelo, um fragmento interno de 471 bp de LBA1081 (luxS)foi amplificado usando PCR com iniciadores 1081-IF (51-GATCA GATCT AAGTT AAGGC ACCTT ACG - 3', Id. de Seq. N° : 23)e 1081-IR. (5'-GATCT CTAGA TTTCG AATGG GTCAT CAC - 3', Id.de Seq. N° : 24) . O fragmento interno foi clonado no vetorintegrativo pORI28 (Law, e cols. (1995) J. Bacteriol. 177:7.011-7.018) e subseqüentemente transformado poreletroporação em L. acidophilus NCFM contendo o plasmideoauxiliar sensível à temperatura pTRK669 (Russell eKlaenhammer, 2001, supra). Foram então realizadas etapas deacordo com Russell e Klaenhammer, 2 001, supra para seleçãode integrantes. A integração bem sucedida do plasmideo foiconfirmada por PCR e análise de hibridização Southern defragmentos de junção usando protocolos padronizados.
A cepa mutante LuxS", NCK 1765, foi testada quanto àhabilidade para se aderir às células Caco-2 usando célulasbacterianas da fase de crescimento de log médio e célulasexpostas às condições AAR. Quando as células de fase logmédio foram adicionadas diretamente às células Caco-2 dafase log médio, foi observada uma diminuição de 58% naadesão (teste t de Student, P < 0,001) para a cepa mutanteLuxS- (Figura 6), comparada com o controle. Um derivado deL. acidophilus NCFM (NCK1398) que abriga uma integração emP—galactosidase foi usado como controle, de forma que apressão antibiótica pudesse ser mantida sobre o mutante e ocontrole.
Conclusões
L. acidophilus NCFM responde às condições ambientaisde um modo que aumenta dramaticamente a habilidade doorganismo para aderir às células epiteliais intestinais, invitro. A análise de microarranjo de transcrição de umapopulação exposta a essas condições adaptáveis de adesãosugere que a produção de uma molécula de sinalização, AI-2,está aumentada. A análise do genoma de L. acidophilus NCFMidentificou todos os genes necessários para a produção deAI-2 a partir de metionina. A produção de AI-2 por L.acidophilus NCFM foi confirmada com o uso de uma ceparepórter de V. harveyi. Com a inativação do gene final navia, luxS, foi observada uma diminuição na adesão emcélulas em fase log, mas não foi observada nenhumadiferença na resposta adaptável de adesão da cepa mutanteLuxS", comparada com o controle. Esses dados sugerem que aadesão de lactobacilos ao epitélio intestinal pode envolveruma interação íntima de vários fatores. Embora asinalização mediada por AI-2 contribua para a habilidade deadesão de L. acidophilus NCFM, ela não é o único meio decomunicação dentro da população responsável pela respostaadaptável de adesão. Esses dados sugerem que a adesão delactobacilos ao epitélio intestinal pode envolver umainteração íntima de vários fatores.
Exemplo 2
A análise de microarranjo da expressão gênica afetadapor LuxS e AI-2 foi realizada em várias espéciesmicrobianas diferentes a fim de determinar a função de LuxSsobre processos celulares. A influência de AI-2 sobre E.coli K-12 crescida na presença e ausência de glicoserevelou expressão gênica alterada de genes relacionados aooperon lsr, ao metabolismo de metionina e à utilização decarbono (12, 32). Outro estudo ligou a produção de LuxS comgenes envolvidos no crescimento e divisão celular ao uso demicroarranjos de E. coli (9) . A análise de microarranjo datranscrição de um mutante LuxS" de Porphyromonas gingivalise seu tipo selvagem relacionou a participação de LuxS àresposta ao estresse daquele organismo (36). Além de cepasbacterianas patogênicas, várias cepas não patogênicasdemonstraram um fenótipo associado à produção de AI-2. Porexemplo, o desempenho ecológico de Lactobacillus reuteri notrato gastrintestinal murídeo estava alterado em um mutanteLuxS" (28) . Esse estudo utilizou um microarranjo de genomainteiro para identificar a expressão gênica influenciadapor LuxS em L. acidophilus NCFM. Vários genes envolvidoscom a resposta ao estresse, crescimento e metabolismo foramexpressos diferencialmente em uma cepa mutante LuxS". Aanálise fenotlpica de uma cepa mutante LuxS" examinou ainfluência de uma mutação luxS sobre a tolerância ao calore à bile de L. acidophilus NCFM.
Cepas bacterianas e condições de crescimento
Cepas de Lactobacillus foram cultivadas de formaanaeróbica a 37°C ou 42°C em caldo MRS (Difco LaboratoriesInc., Detroit MI) ou, quando apropriado, em MRSsuplementado com ágar 1,5%. Para detecção de AI-2, oslactobacilos cresceram em MRS modificado, seguindo osingredientes para MRS, exceto com a substituição degalactose 1% p/v no lugar de glicose. E. coli cresceu deforma aeróbica em meio de Luria-Bertani (LB, Difco) ou emmeio LB suplementado com ágar 1,5% a 37°C. Meio de InfusãoCérebro Coração (BHI, Difco) suplementado com ágar 1,5% e150 ug/ml de eritromicina (Em) foi usado para seleção detransf ormantes de E. coli. Meio de Bioensaio de auto-indutor (AB) (5) foi usado para a propagação de todas ascepas de Vibrio harveyi. Quando apropriado, cloranfenicol(Cm, 5,0 ug/ml) e Em (50 ug/ml ou 150 ug/ml) foram usadospara seleção. Foram determinadas unidades formadoras decolônias (UFC) por ml com diluições adequadas em caldo MRS10% usando um "Whitley Automatic Spiral Plater" (DonWhitley Scientific Limited, West Yorkshire, England).
Tabela 5. Cepas bacterianas e plasmídeos usados
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Técnicas de manipulação de DNA
DNA genômico total de Lactobacillus foi isolado deacordo com o método de Walker e Klaenhammer (31) . Foramutilizados protocolos padronizados para restrição porendonuclease, ligação, modificação e transformação de DNA(23). As preparações de plasmídeos com a finalidade derastrear transformantes de E. coli seguiram o método deZhou e cols. (37) . Preparações de plasmídeos em largaescala foram realizadas com o kit "QIAprep Spin" de acordocom as instruções do fabricante (QIAGEN Inc., Valencia,CA). As PCRs foram efetuadas de acordo com as recomendaçõesdo fabricante usando um sistema de PCR de Taq DNApolimerase (Roche Applied Science, Indianapolis, IN) . Osiniciadores de PCR foram sintetizados por "Integrated DNATechnologies" (Coralville, IA) e, quando apropriado, foramprojetados sítios de restrição na extremidade 5' dosiniciadores para facilitar futuras etapas de clonagem.Foram extraídos fragmentos de DNA de géis de agarose 1,0%usando o kit de recuperação "Zymoclean Gel DNA Recoverykit" (Zymo Research, Orange, CA) . Foram preparadas célulasde Lactobacillus eletro-competentes como descrito porWalker e cols. (30) . A hibridização Southern de DNAgenômico foi realizada usando protocolos padronizados.
Tabela 6. Iniciadores usados neste estudo
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a Sítios de enzima de restrição usados para clonagem estãosublinhados.
Inativação de LuxS sem marcador
Uma cepa mutante LuxS" de L. acidophilus NCFM foiconstruída por eliminação de 97 bp dentro de luxS (LBA1081)de acordo com os protocolos descritos previamente (2, 6).Resumidamente, um fragmento de 1,243 bp contendo luxS foiamplificado usando iniciadores LuxS-EF e LuxS-ER (Tabela6). Cada fragmento foi subseqüentemente ligado a pORI28,nos sítios Xbal e BglII. Os transf ormantes foramselecionados em E. coli EC1000 e pORI::LuxSbig foi isolado.Foi realizada PCR Inversa ("Expand High Fidelity PCRsystem", Roche Applied Science, Indianapolis, IN) naqueleplasmídeo usando iniciadores LuxS-delF e LuxS-delR (Tabela6), cada um contendo sítios de reconhecimento de enzimaEcoRI na extremidade 5' . O produto de PCR de 2,7 kbpresultante foi limpo usando o kit de purificação de PCRQiagen, e digerido por 18 horas a 37°C com EcoRI. Apóspurificação em gel com o kit de recuperação "Zymoclean GelDNA Recovery Kit" (Zymogen) , o produto foi ligado a elepróprio por 16 horas a 16°C. O plasmídeo resultante,pTRK884, foi então transformado em E. coli EC1000, e aconstrução do plasmídeo foi confirmada com amplificação porPCR. L. acidophilus NCFM contendo o plasmídeo auxiliarsensível à temperatura, pTRK669, foi então eletro-transformado com pTRK884 e integrantes selecionados deacordo com o método descrito previamente por Russell eKlaenhammer (22) . Os integrantes selecionados forampassados seis vezes em meios não seletivos para permitir aocorrência do segundo evento de entrecruzamento, e depoisplaqueados em MRS desprovido de antibióticos. As colôniasforam rastreadas quanto à sensibilidade a Em, e a PCR dacolônia realizada com a utilização de iniciadores LuxS-delNF e LuxS-delNR, flanqueando a região eliminada. Aamplificação por PCR da região eliminada e ensaios dehibridização Southern usando um fragmento interno de luxScomo sonda confirmaram a eliminação por meio desubstituição de gene em NCK1818.
Até recentemente, a inativação gênica sítio-específicaem lactobacilos era realizada com o uso de estratégias deintegração de plasmídeos. A manutenção da integração deplasmídeo exige crescimento em meios seletivos. No entanto,tanto a integração de plasmídeo quanto o crescimentoseletivo podem influenciar os resultados da expressãogênica obtidos por análise de microarranjo. Dessa forma,foi usada uma estratégia sem marcador para inativar luxS(LBA1081) em L. acidophilus NCFM usando uma abordagem derecombinação homóloga com entrecruzamento duplo. O geneluxS da cepa mutante resultante, NCK1818, era desprovido deuma região interna de 97 bp, e continha um sítio derestrição EcoRI adicional. A região de eliminação foiselecionada para romper o quadro de leitura e resulta em umproduto gênico não funcional. A substituição gênica foiconfirmada por análise por PCR da região eliminada ehibridização Southern usando um fragmento interno de luxScomo sonda. NCK1818 era sensível a Em e não produziu AI-2,como determinado pelo ensaio de repórter de V. harveyi (5) .Previamente, o padrão de expressão de AI-2 por L.acidophilus NCFM foi determinado com a utilização de ummutante de integração luxS como controle negativo (8) . 0mesmo padrão de produção de AI-2 durante o crescimento deL. acidophilus NCFM foi observado com o uso de NCK1818 comocontrole negativo.
Detecção de AI-2
A detecção de auto-indutor-2 do sobrenadante de cepasbacterianas selecionadas foi realizada como descritopreviamente (8) . Resumidamente, os sobrenadantes depopulações bacterianas coletadas em cada ponto do tempoespecificado foram ajustados até o pH 6,5 com 2 N de NaOH,e filtrados através de uma membrana de 0,2 jam. A ceparepórter de Vibrio harveyi BB170 (3) cresceu de um dia parao outro em meio de bioensaio de auto-indutor (AB) , foilavada e ressuspensa em AB fresco até ODSOo 0,5. Dez j^l desobrenadante estéril da cultura de teste foram misturadoscom 90 ^1 de uma diluição 1/1.000 da cepa repórter BB170 emcada poço de uma placa de 96 poços. A luminescência foimedida a 3 0°C a cada 10 minutos por 6 horas em uma leitorade placa de microtitulação fluorescente (FLOUStar Optima,BMG Technologies, Durham, NC) . 0 aumento da indução foicalculado obtendo-se a média de pelo menos 6 pontos dotempo padronizados pela curva de luminescência de V.harveyi e dividindo-se o valor médio obtido pelo tiposelvagem pelo valor médio obtido pelo mutante LuxS". Ospontos do tempo foram selecionados quando a luminescênciaestava em um nível constante, antes de a cepa repórter terrespondido à produção de seu próprio AI-2. Cada amostra foimedida em pelo menos 3 poços independentes, e cada pontodos dados representa 2 experimentos independentes (Tabela 7) .Isolamento de RNA
Tanto L. acidophilus NCFM quanto NCK1818 foramtransferidos duas vezes de culturas de estoque congeladasem meio semidefinido usando galactose como fonte primáriade carbono para evitar a repressão de catabólito porglicose do operon lux na cepa repórter de V. harveyi. Umacultura de 400 ml de ambas as cepas foi inoculada a 1% deuma fase cultura de estacionaria (16 horas) e permitiu-se ocrescimento a 3 7°C. Em OD60o 0,2, uma amostra de 5 ml foiobtida para determinação de UFC e medida do pH. Seisamostras de 10 ml de cada cepa foram então resfriadasrapidamente em gelo seco, e os péletes celulares coletadosa 4°C por centrif ugação por 10 minutos a 3.150 x g. Osobrenadante de cada cepa após centrif ugação em cada pontodo tempo foi retido para detecção de AI-2. Nos dois pontosde amostragem finais (OD600 0 , 7 e OD6oo 1,2), foramrecolhidas amostras de 5 ml de cada cultura paraplaqueamento e determinação do pH; duas amostras de 10 mlforam então coletadas de cada cultura, e tratadas comodescrito acima. O isolamento de RNA de péletes celularesfoi realizado como descrito previamente (3) usando TRIzol(Invitrogen Life Technologies, Rockville, MD) . A pureza e aconcentração de RNA foram determinadas por eletroforese emgéis de agarose 1,0% e medidas padronizadas comespectrofotômetro. O RNA foi isolado de duas réplicasbiológicas de ambas as cepas.
Tabela 7 Condições de cultura de populações celularescoletadas para análise de microarranjo3
<table>table see original document page 114</column></row><table><table>table see original document page 115</column></row><table>
a Todos os valores representam a média e um desviopadrão calculados a partir de dados combinados obtidos deL. acidophilus NCFM e NCK1818 em três experimentosindependentes.
Produção de cDNA e hibridização de microarranjo
A análise da expressão gênica da cepa mutante LuxS" eda cepa do tipo selvagem em cada um dos três pontos deamostragem selecionados foi realizada com a utilização deum microarranjo de DNA de todo o genoma (3) . Os produtos dePCR de 1.889 ORFs previstos do genoma de L. acidophilusNCFM (1) foram spotted em triplicata em lâminas de vidro"ULTRA GAPS" (Corning Inc., Acton, MA). A síntese e amarcação do cDNA da primeira fita foram efetuadas com osistema de marcação "SuperScript Indirect cDNA LabelingSystem" (Invitrogen). Resumidamente, quantidades iguais (20(ag) de RNA foram marcadas com aminoalil por transcriçãoreversa com hexâmeros aleatórios na presença denucleotídeos modificados com amino, usando transcriptasereversa SuperScript III a 42 °C por 3 horas. O cDNA daprimeira fita foi purificado com colunas S.N.A.P.,precipitado, marcado com ésteres de Cy3 ou Cy5 ativados porN-hidroxisuccinimida (GE Healthcare Life Sciences,Piscataway, NJ) , e purificado novamente com colunasS.N.A.P. O cDNA marcado resultante foi hibridizado sobrelâminas de microarranjo de acordo com os protocolosapresentados por TIGR (www.tigr.org/tdb/microarray/protocolsTIGR.shtml) . Ashibridizações foram realizadas de acordo com um padrãoúnico round-robin, de forma que todas as comparaçõespossíveis de pareamento direto fossem feitas em um designnão equilibrado. Foi feito um total de quinze hibridizaçõesdiferentes em três pontos de amostragem diferentes (OD60o0,2, 0,7 e 1,2) e duas cepas diferentes (L. acidophilusNCFM e NCK1818).
Análise dos dados de microarranjo
As intensidades de fluorescência foram adquiridas como uso de um scanner de microarranjo "General ScanningScanArray 4000" (Packard Biochip BioScience, BiochipTechnologies LLC, Mass.) e processadas como imagens TIFF.As intensidades dos sinais foram quantificadas, incluindo asaturação de fundo, e foram obtidas médias dos spotsreplicados com o uso da suíte de programas "QuantArray 3.0"(Packard BioScience). Os dados brutos de intensidaderesultantes foram importados em SAS (SAS Institute, Cary,NC) , transformados para log2 e ajustados para análise devariancia de modelo misto de normalização (ANOVA) e fim decentralizar os dados para a intensidade média. Um ANOVA demodelo misto gene-específico foi então realizado nos dadosnormalizados em que o corante, a cepa e o tempo foramconsiderados efeitos fixos, e o efeito do arranjo foiconsiderado um efeito aleatório (34) . A diferençaresultante entre as estimativas do quadrado mínimo paradois tratamentos diferentes é análoga à proporçãotransformada para log2 da expressão gênica entre aquelesdois tratamentos. Foram calculadas diferenças para efeitodo corante, efeito da cepa, efeito do tempo e para o efeitocombinado de cepa e tempo, cepa*tempo. Foi realizado umteste t usando essas diferenças e seus erros-padrão, com P< 0,05 considerado significativo. Foram construídosgráficos Volcano para cada comparação usando a estimativa e-Log10 (valor P) com JMP 5.0 (SAS Institute) a fim devisualizar o contraste entre tratamentos e significânciaestatística dos resultados.
A fim de estudar os genes expressos diferencialmenteem resposta à produção de LuxS, foi desenvolvido um designde microarranjo que examinasse as diferenças na expressãoentre o tipo selvagem e LuxS" mutante na fase decrescimento inicial, média ou tardia - exponencial. Aprodução de AI-2 durante o crescimento foi determinadapreviamente para L. acidophilus NCFM (8). A partir dessesdados, foram selecionados três pontos de crescimento paraisolamento de RNA: OD600 0 , 2 , antes de o AI-2 ter seacumulado; OD6oo 0,7, durante a produção rápida de AI-2; eOD60o 1/2, quando a produção de AI-2 fica lenta e o nível deAI-2 no sobrenadante permanece elevado, mas constante. ORNA foi isolado por ambas as cepas em cada ponto do tempo,em duplicata, e a atividade de AI-2 determinada usando oensaio de repórter de V. harveyi. No total, foramcomparados seis pontos entre eles em todos os pares decomparações possíveis (15 hibridizações) . A análise dosdados de expressão foi realizada usando um ANOVA de modelomisto em dois estágios e as proporções da média do quadradomínimo foram consideradas significativas com um aumento de1,8 vezes e P < 0,05 (Tabela 9).
Cada ORF expresso diferencialmente nos primeiros doispontos do tempo foi agrupado de acordo com suaclassificação COG (Fig. 8) . As duas classificações COG como maior número de genes superexpressos em NCFM, totalizando42% do total, foram da estrutura e biogênese ribossômica detradução (J) e de replicação, recombinação e reparo (L). Emcontraste, 4 0% dos genes superexpressos no mutante LuxS"foram categorizados como função desconhecida (S) . Aexpressão aumentada de genes relacionados ao crescimento emetabolismo normais em NCFM, comparado com o mutante LuxS,sugere que LuxS influencia positivamente a expressão demuitos desses genes direta ou indiretamente. A partirdesses dados, não está clara a função dos genes cujaexpressão foi influenciada negativamente por LuxS. Nãohouve genes significativamente expressos diferencialmentesob as condições testadas em NCFM ou no mutante LuxS" emfase log tardio (OD60o 1/2), quando o nível de AI-2 no meionão está mais crescendo.
Um design de microarranjo round-robin combinado comanálise de modelo misto foi usado para comparar o efeito dacepa, tempo e o efeito combinado tanto da cepa quanto detempo (cepa*tempo) sobre a expressão gênica de L.acidophilus NCFM. Uma comparação cepa a cepa revelou que,antes de AI-2 começar a se acumular apreciavelmente no meio(ODe0o 0,2), 84 ORFs foram significativamente superexpressosem NCFM (Tabela 8a) , enquanto somente 13 ORFs foramsignificativamente superexpressos no mutante LuxS" (Tabela8b) . Os genes mais altamente induzidos em NCFM, comparadocom o mutante em fase log inicial (OD6oo 0,2), foram relA(3,14 vezes), supostamente relacionado à transdução desinal, e IF-2 (3,14 vezes), um suposto fator de iniciaçãoda tradução. Na fase log médio (OD60o 0,7), à medida que AI-2 se acumulava rapidamente, apenas 3 ORFs foramsignificativamente superexpressos em NCFM (LBA1497,LBA1796, LBA1798) e 4 ORFs (LBA0026, LBA0089, LBA0568, eLBA1596) superexpressos no mutante LuxS". Curiosamente, oúnico ORF que era significativamente expressodiferencialmente nos dois primeiros pontos do tempo foilabT (LBA1796), um transportador ABC previamente implicadona exportação de bacteriocina (10). Na fase log inicial,labT foi superexpresso em NCFM 2,53 vezes, e, em fase logmédio, ele foi superexpresso 2,10 vezes, comparado com omutante LuxS". Um regulador da resposta (LBA1798), de umistema regulador vizinho de dois componentes, também foisuperexpresso em NCFM, comparado com o mutante em fase logmédio. Em relação a esse fato, a cepa LuxS" foi analisadaquanto à produção de bacteriocina, e constatou-se que eladesencadeia o mesmo nível de produção de bacteriocina que otipo selvagem. Adicionalmente, uma cepa mutante isogênicalabT foi testada quanto à produção de AI-2, e verificou-seque ela produz AI-2 no mesmo nível que o tipo selvagem.
Tabela 8a. Classificação COG de genes expressosdiferencialmente
<table>table see original document page 119</column></row><table>Controle do ciclo celular, divisão celular, divisão cromossômica
<table>table see original document page 120</column></row><table><table>table see original document page 121</column></row><table><table>table see original document page 122</column></row><table><table>table see original document page 123</column></row><table>
Suposta identificação por anotação manual paraaquele gene ou ORF
b Proporção de médias de quadrados mínimos deestimativas log2 entre L. acidophilus NCFM do tipo selvageme a cepa mutante LuxS". A proporção de corte para adiferença do aumento foi de 1,8 e P < 0,05.
Tabela 8b. Classificação COG de genes expressosferencialmente
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a Suposta identificação por anotação manual paraaquele gene ou ORF
b Proporção de médias de quadrados mínimos deestimativas log2 entre L. acidophilus NCFM do tipo selvageme a cepa mutante LuxS". A proporção de corte para adiferença do aumento foi de 1,8 e P < 0,05.
Tabela 9. Resultados do microarranjo
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A trealose hidrolase, treC (LBA1014), foisuperexpressa 2,56 vezes em NCFM, comparada com a cepamutante LuxS" em fase log inicial. Pesquisa prévia relatoucrescimento deficiente em trealose de um mutante de L.acidophilus TreC" (11) . Portanto, foi medida a taxa decrescimento máximo de L. acidophilus NCFM e do mutanteLuxS" em meio mMRS contendo vários açúcares a fim dedeterminar a possível influência de uma mutação luxS sobrea utilização de açúcar (Tabela 10) . O crescimento não foiafetado pela mutação luxS quando as cepas cresciam em MRSou mMRS contendo glicose ou trealose. No entanto, o mutanteLuxS" exibiu uma menor taxa de crescimento máximo,comparada com NCFM tanto em lactose quanto em sacarose.
Tabela 10. Taxa de crescimento máximo específico (p. h"1) emvárias fontes de carboidratos
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* Identifica taxas de crescimento significativamentediferentes, como determinado pelo teste t de Student (P <0, 01)
a Composição do meio descrita acima
O perfil de transcrição de cada cepa da fase loginicial a tardio também foi examinado (Fig. 9). Um númerosimilar de genes, 27 em NCFM e 41 no mutante LuxS",aumentou em expressão da fase log inicial a médio em ambasas cepas. A expressão de 12 genes aumentou em ambas ascepas, e incluiu genes do metabolismo de açúcar (LBA0874,LBA1012, LBA1812, e LBA1974), e um suposto antígeno queapresenta reação cruzada com miosina (LBA555). Apenas 24genes na cepa do tipo selvagem, comparados com 97 genes nacepa mutante, diminuíram em expressão da fase log inicial amédio. Novamente, da fase log médio a tardio, a expressãode um número similar de genes aumentou em ambas as cepas,mas 45 genes diminuíram em expressão durante essa fase decrescimento no tipo selvagem, e somente 15 no mutante LuxS"
Esses resultados sugerem que AI-2 poderia ser responsávelpelo aumento ou manutenção da expressão de genes durante osestágios iniciais de crescimento. Quando AI-2 estádeficiente no meio, a expressão de um número significativode genes parece estar diminuída durante a fase log inicial.
Experimentos de estresse
L. acidophilus NCFM e NCK1818 cresceram em caldo MRS a37°C, até que a população alcançasse OD600 0, 2, 0,7 e 1,2, enesse ponto as células foram coletadas para experimentos detolerância ao estresse.
Tolerância à bile. Nos pontos de amostragempredeterminados, cada cultura foi diluída e plaqueada emduplicata em ágar MRS suplementado com 0,75, 1,0, ou 2,0%p/p de Oxgall (BD Biosciences, San Jose, CA) . As placasforam incubadas de forma anaeróbica por 4 8 horas, e foramcalculados a UFC/ml e o percentual de sobrevida. Cadaensaio foi realizado em triplicata.
Tolerância ao calor. Cada cepa cresceu em 250 ml decaldo MRS e, em cada ponto de amostragem, foram coletados10 ml de células de cada população por centrifugação a3.150 x g por 10 minutos a 21°C. Após centrifugação, osobrenadante foi descartado e os péletes celularesressuspensos em 10 ml de MRS fresco, pré-incubados a 55°C.Foram coletadas amostras em 0, 10, 20, 30 e 45 minutos, eelas foram diluídas e plaqueadas em duplicata. Cada ensaiofoi realizado em triplicata.
Análise estatística. Os dados obtidos dos experimentosacima foram analisados usando o teste t de Student, com P <0,05 sendo considerado significativo.
Foi testado o envolvimento de LuxS com váriasrespostas ao estresse de L. acidophilus NCFM. O crescimentoem ágar MRS suplementado com Oxgall 2,0% (bile frescadesidratada) diminuiu significativamente o crescimento domutante LuxS", comparado com NCFM, quando as populaçõesbacterianas foram plaqueadas a OD600 0,2. Quando as célulasforam plaqueadas de populações de OD60o 0,7, foi observadauma diminuição significativa no crescimento na cepa LuxS"em MRS suplementado com Oxgall 1,0%. As células coletadasdo ponto do tempo final, OD6oo 1/2, não mostraram diferençasno crescimento em Oxgall (Fig 10). Esses resultados indicamque a produção de AI-2 correlaciona-se com a tolerância àbile pela fase log médio, mas à medida que a população deLuxS" alcança a fase estacionaria, a sensibilidade à bileem função da ausência de AI-2 não está presente.
Adicionalmente, quando populações colhidas de OD6oo 0,2e OD60o 0,7 foram expostas ao estresse por calor de 55°C, omutante LuxS" foi mais sensível (Figura 11). As populaçõesde células do mutante LuxS" colhidas do ponto do tempofinal, OD6oo 1/2, não evidenciaram uma diminuiçãosignificativa, quando comparadas com NCFM. Esse padrão desobrevida ao estresse por calor implica ainda mais oenvolvimento de AI-2 com a resposta ao estresse durante asfases de crescimento de log inicial e médio, mas não àmedida que a população se aproxima da fase de crescimentoestacionário, quando as células eram inerentemente maistolerantes ao calor.
Produção de bacteriocinaCinco uL de L. acidophilus NCFM e NCK1818 foramespalhados sobre ágar MRS e incubados a 3 7°C de um dia parao outro em uma câmara anaeróbica. No dia seguinte, 100 \ilda cepa indicadora Lactojbacillus delbrueckii (NCK235) foramadicionados a 10 ml de ágar revestido com MRS derretido(0,75% p/v) e derramados igualmente sobre a superfície daplaca de ágar. Após 24 horas de incubação, foram avaliadaszonas de inibição que indicam atividade antagonística delactacina B.
Curvas de crescimento
L. acidophilus NCFM e NCK1818 foram transferidos trêsvezes de culturas de estoque congeladas em MRS e MRSmodificado (mMRS). O meio mMRS usado neste estudo seguiu osingredientes do MRS disponível comercialmente (Becton,Dickinson and Company, Sparks, MD), substituindo dextrosecom 1% p/v de glicose, lactose, trealose ou sacarose. Ascurvas de crescimento foram realizadas a 37°C em placas de96 poços (Corning) contendo 200 j^l de cada meiosemidefinido suplementado ou caldo MRS. Permitiu-se que asculturas crescessem por 16 horas, e a OD6oo foi medida acada 15 minutos em poços em triplicata. As placas foramincubadas a 37°C, e o crescimento foi automaticamentemonitorado pela determinação das alterações na A60o como umafunção do tempo usando uma leitora de placa demicrotitulação "FLUOStar OPTIMA" (BMG Labtech). A taxa decrescimento específico máximo foi calculada a partir dainclinação de uma linha de regressão linear durante ocrescimento exponencial com um coeficiente de correlação(r2) de 0,99. Cada ponto representava a média de trêsculturas independentes.Conclusões
Este pedido é o primeiro a relatar uma análise datranscrição do régulon LuxS em diferentes estágios decrescimento. Estudos de microarranjo prévios da expressãogênica modulada por AI-2 estudavam a resposta de uma cepamutante LuxS" ao AI-2 exógeno (De Lisa, e cols. (2001)Journal of Bacteriology 183: 5.239-5.247), ou identificavamum único ponto de crescimento e analisavam a diferença detranscrição entre um mutante de inserção e o tipo selvagem(Merritt, e cols. (2003) Infect Immun. 71: 1.972-9; Wang, ecols. (2005) Journal of Bacteriology 187: 8.350-8.360;Yuan, e cols. (2005) Infect. Immun. 73: 4.146-4.154).Embora essas abordagens possam identificar com sucessogenes regulados por AI-2 em pontos isolados, o perfil deexpressão representa somente uma visão instantânea dorégulon LuxS. A fim de se obter uma compreensão maiscompleta da expressão gênica influenciada por LuxS,selecionamos três pontos do tempo ao longo da fase decrescimento de L. acidophilus NCFM para análise datranscrição. No primeiro ponto de amostragem, OD6oo 0,2, aatividade de AI-2 detectada nos meios de crescimento eramínima, uma vez que as populações estavam nos estágiosiniciais da fase de crescimento logarítmico. O segundoponto de amostragem, durante crescimento de log médio (OD6oo0,7), foi obtido durante o acúmulo rápido de AI-2 no meio.
As células foram coletadas em OD6oo 1,2, fase log tardio,para o ponto de amostragem final, que era aproximadamente3 0 minutos após os níveis de AI-2 alcançarem seu pico nomeio. Esses pontos foram escolhidos para representar aexpressão gênica antes, durante e depois da produção de AI-2, como descrito acima. A cepa LuxS" usada neste estudo eraum mutante de eliminação de gene e, portanto, supostamentelivre de quaisquer efeitos pleiotrópicos causados porintegrações ou adição de componentes exogenos selecionadosao meio.
O maior número de genes expressos diferencialmente foiidentificado durante a fase log inicial de crescimento. Umnúmero relativamente elevado de genes foi induzido no tiposelvagem, comparado com a cepa LuxS", indicando que AI-2facilita a expressão de certos genes durante as fasesiniciais de crescimento. A maioria desses genes foirelacionada à transcrição, tradução e replicação. Trêsgenes (LBA772, LBA773, e LBA775) do operon que codifica aFiF0-ATPase (Mullen e Klaenhammer (1999) Mol. Microbiol.33: 1.152-1.161) (LBA772-LBA779) foram superexpressos nacepa do tipo selvagem. A trealose hidrolase (treC, LBA1014)também aumentou a expressão no tipo selvagem, emboratrealose não estivesse presente no meio. A ausência de AI-2não afetou o crescimento de NCFM em trealose (Tabela 5) ,enquanto nem uma cepa mutante TreB" (transportador) nemTreC" foram capazes de crescer em trealose (Duong, e cols.(2006) Appl. Environ. Microbiol. 72: 1.218-1.225). Aexpressão diferencial desses supostos sistemas de produçãode energia associa LuxS ao crescimento e metabolismo.
Resultados similares obtidos por DeLisa e cols. (2001,Journal of Bacteriology 183: 5.239-5.247) implicaram AI-2 àregulação da divisão celular, processamento de DNA eprocessos morfológicos.
Além do crescimento normal e de processos metabólicos,LuxS afetou a expressão de vários fatores da superfíciecelular. Dois genes (LBA1735 e LBA1736) de um supostooperon de exopolissacarídeo (EPS) também foram expressosdiferencialmente no tipo selvagem em fase log inicial. Umasuposta proteína de ligação de fibronectina, proteína essaque, conforme se constatou previamente, participa da adesãoàs células Caco-2 (Buck, e cols. (2005) Appl. Environ.Microbiol. 71: 8.344-8.351), também foi induzida durantefase log inicial por AI-2. A fibronectina é um componenteda matriz extracelular intestinal humana (ECM) e poderiaser um alvo para a adesão de células bacterianas noambiente intestinal (Kapczynski e cols. (2000) Curr.Microbiol. 41: 136-41). Uma cepa mutante LuxS" deLactobacillus reuteri exibiu desempenho ecológico diminuídono trato gastrintestinal murídeo (Tannock, 2005, supra). Aregulação da expressão de fatores da superfície celular noinício da fase de crescimento pode pré-adaptar a bactéria àinteração com uma comunidade microbiana diversa ou aodesempenho ecológico no trato intestinal.
Moléculas associadas à superfície celular demicroorganismos intestinais são reconhecidas pelohospedeiro e podem ser importantes tanto na respostainflamatória quanto na manutenção da homeostasia intestinal(Rakoff-Nahoum, e cols. (2004) Cell 118: 229-241). Umadessas moléculas da superfície bacteriana, o ácidolipoteicóico, está ligada à membrana celular e se estendeatravés da parede celular para apresentar a si mesmo aoambiente da bactéria. O gene dltD (LBA1923) , um membro dooperon dlt responsável pela D-alanação adequada de ácidoslipoteicóicos em lactobacilos, foi induzido na presença deLuxS na fase log inicial de crescimento. Quando um mutanteDlt" de Lactobacillus plantarum foi exposto às célulasmononucleares do sangue periférico (PBMCs), a secreção decitocinas pró-inflamatórias TNFa e IL-12 foi diminuída(Grangette, e cols. (2005) Proc. Natl. Acad. Sei. U.S. A102: 10.321-10.326). A expressão de IL-10 pelos PBMCs eraaumentada após exposição ao mutante Dlt", desviando operfil de citocina para uma resposta antiinflamatória. Aregulação por AI-2 da estrutura desses ácidos lipoteicoicospoderia participar das interações hospedeiro-micróbio notrato intestinal.
Acredita-se também que AI-2 participe da regulação derespostas ao estresse em bactérias (Wen, e cols. (2004) J".Bacteriol. 186: 2.682-91; Xavier, e cols. (2005) J.Bacteriol. 187: 238-248). Conseqüentemente, a expressão demúltiplos genes supostamente relacionados às respostas aoestresse foi influenciada por AI-2, incluindo dnaK(LBA124 7) , grpE (LBA124 8) e clpX (LBA84 7) envolvidos com aremoção de proteínas dobradas erroneamente e polipeptídeosprematuros produzidos durante o estresse por calor. Aanálise da influência de AI-2 sobre a sobrevida porestresse por calor revelou que, quando comparada com a cepado tipo selvagem, a cepa mutante LuxS" de L. acidophilusNCFM era mais sensível ao estresse por calor de 55 °C (Fig11) . Essa sensibilidade só foi observada quando aspopulações bacterianas eram estressadas da fase decrescimento de log inicial médio. Esses resultados sãoconsistentes com a expressão aumentada dos genes daresposta ao choque térmico nos estágios iniciais docrescimento. Em um estudo recente de Porphyromonoasgingivalis, uma cepa mutante LuxS" foi mais resistente doque o tipo selvagem ao estresse por calor (Xavier, 2005supra), sugerindo uma alteração cepa-dependente da respostaao estresse por AI-2.
Bactérias intestinais devem sobreviver à passagematravés das condições hostis do trato gastrintestinal a fimde persistir no intestino. Um dos obstáculos que devem sersuperados é a exposição à bile na região gástrica. Umasuposta hidrolase de sal biliar (LBA0892) foi induzida porLuxS em fase log inicial. A cepa mutante LuxS" foi testadaquanto à sua tolerância à bile, e constatou-se que é maissensível quando as culturas foram coletadas da fase loginicial ou médio de crescimento. Culturas coletadas da faselog tardio não exibiram diferenças na tolerância à bile emrelação ao tipo selvagem. Esses resultados indicam que AI-2poderia atuar para preparar a célula para as condiçõesestressantes ao influenciar positivamente a expressão degenes que têm uma função relacionada ao crescimento e ãsobrevida em diferentes condições ambientais.
Foi relatado que AI-2 é um fator sensível ao quorumque se acumula no ambiente à medida que a densidade celularaumenta, embora a fase de crescimento na qual AI-2 afeta aexpressão gênica não tenha sido relatada. Nossos resultadossugerem que AI-2 atua sobre populações celulares nosestágios iniciais de crescimento logarítmico, antes doacúmulo apreciável de AI-2. O número elevado de genes quetiveram sua expressão diminuída da fase de crescimento delog inicial a log médio na cepa mutante LuxS", comparadacom o tipo selvagem, apoia a hipótese de que LuxSinfluencia positivamente a expressão gênica precocemente nafase de crescimento. Quando a expressão gênica foiexaminada por toda a fase de crescimento, pareceu que LuxSprepara a população para os estresses e para as condiçõesinterativas encontradas naturalmente durante crescimentoplanctônico. É evidente que AI-2 tem um impacto sobre aexpressão de genes relacionados ao crescimento rápido e àresposta ao estresse de L. acidophilus NCFM, além depossivelmente influenciar interações hospedeiro-micróbio.LISTAGEM DE SEQÜÊNCIA
<110> Buck, B. LoganAzcarate-Peril, M. AndréaAltermann, EricKlaenhammer, Todd R.
<120> VIA SINTÉTICA DE AUTO-INDUTOR-2 EM BACTÉRIAS DE ÁCIDO LÁTICO
<130> 035051/308683
<150> 60/671,887<151> 2005-04-15
<160> 38
<170> FastSEQ para Windows Versão 4.0
<210> 1<211> 693<212> DNA
<213> Lactobacillus acidophilus
<220>
<221> CDS
<222> (1) . . . (693)
<223> MTA/SAH nucleosidase (E.C.3.2.2.9) ORF Lba820<400> 1
atg aag att gcg att ate gtt cca atg gct gaa gaa gct gaa ttt tat 48Met Lys lie Ala lie lie Vai Pro Met Ala Glu Glu Ala Glu Phe Tyr1 5 10 15
cgt aat cat ttc cat tca gaa aat aaa gaa atg ttc gga tca act gaa 96Arg Asn His Phe His Ser Glu Asn Lys Glu Met Phe Gly Ser Thr Glu20 25 30
ttc gaa cat ttt tet gtt aat ggc aat gat gta tat ttg ggt tta agt 144Phe Glu His Phe Ser Vai Asn Gly Asn Asp Vai Tyr Leu Gly Leu Ser35 40 45
ggt att ggt aaa gtc caa gea gct atg aat ctt tca agt ttg tta aca 192Gly lie Gly Lys Vai Gln Ala Ala Met Asn Leu Ser Ser Leu Leu Thr50 55 60
agt gtt gac ata gat gta ata ttt atg act ggt tca gct ggt gea ctt 240Ser Vai Asp lie Asp Vai lie Phe Met Thr Gly Ser Ala Gly Ala Leu65 70 75 80
aag gaa gat gtt cat caa gaa gat cta gtt tta cca aat gea ttt gcc 288Lys Glu Asp Vai His Gln Glu Asp Leu Vai Leu Pro Asn Ala Phe Ala85 90 95
tat tat gat gcc cat aat act gea gct ggt gat tat gta gaa gga caa 336Tyr Tyr Asp Ala His Asn Thr Ala Ala Gly Asp Tyr Vai Glu Gly Gln100 105 110
att cet caa cag cca gct caa ttt gta ctt gat tca cca gag cgt gea 384lie Pro Gln Gln Pro Ala Gln Phe Vai Leu Asp Ser Pro Glu Arg Ala115 120 125gct ttt gca aat tac tta aag aag caa aag gtt gct ttt cgt gaa gga 432
Ala Phe Ala Asn Tyr Leu Lys Lys Gln Lys Vai Ala Phe Arg Glu Gly
130 135 140
ttg gtt gta aca ggt gat tca ttt att gct tca aat gag caa aaa gat 480
Leu Vai Vai Thr Gly Asp Ser Phe lie Ala Ser Asn Glu Gln Lys Asp145 150 155 160
atg ata aag aag aac ttt cca gat gcc tta tgt gtt gaa atg gaa gga 528
Met lie Lys Lys Asn Phe Pro Asp Ala Leu Cys Vai Glu Met Glu Gly165 170 175
gca gct ttt gcg caa gtc gct aat gca ttt aag aaa cca tta gtt gct 576
Ala Ala Phe Ala Gln Vai Ala Asn Ala Phe Lys Lys Pro Leu Vai Ala180 185 190
atg cga gca att tct gat aat ggt gat ggc tca gct aac gaa gac ttt 624
Met Arg Ala lie Ser Asp Asn Gly Asp Gly Ser Ala Asn Glu Asp Phe195 200 205
gat act ttt gta aag aaa gta gga gct aag gca gct aaa tta att agt 672
Asp Thr Phe Vai Lys Lys Vai Gly Ala Lys Ala Ala Lys Leu lie Ser
210 215 220
gat tac gta gaa gag ttg aat 693Asp Tyr Vai Glu Glu Leu Asn225 230
<210> 2<211> 231<212> PRT
<213> Lactobacillus acidophilus<400> 2
Met Lys lie Ala lie lie Vai Pro Met Ala Glu Glu Ala Glu Phe Tyr
15 10 15
Arg Asn His Phe His Ser Glu Asn Lys Glu Met Phe Gly Ser Thr Glu
20 25 30
Phe Glu His Phe Ser Vai Asn Gly Asn Asp Vai Tyr Leu Gly Leu Ser
35 40 45
Gly lie Gly Lys Vai Gln Ala Ala Met Asn Leu Ser Ser Leu Leu Thr
50 55 60
Ser Vai Asp lie Asp Vai lie Phe Met Thr Gly Ser Ala Gly Ala Leu65 70 75 80
Lys Glu Asp Vai His Gln Glu Asp Leu Vai Leu Pro Asn Ala Phe Ala
85 90 95
Tyr Tyr Asp Ala His Asn Thr Ala Ala Gly Asp Tyr Vai Glu Gly Gln
100 105 110
lie Pro Gln Gln Pro Ala Gln Phe Vai Leu Asp Ser Pro Glu Arg Ala
115 120 125
Ala Phe Ala Asn Tyr Leu Lys Lys Gln Lys Vai Ala Phe Arg Glu Gly
130 135 140
Leu Vai Vai Thr Gly Asp Ser Phe lie Ala Ser Asn Glu Gln Lys Asp145 150 155 160
Met lie Lys Lys Asn Phe Pro Asp Ala Leu Cys Vai Glu Met Glu Gly
165 170 175
Ala Ala Phe Ala Gln Vai Ala Asn Ala Phe Lys Lys Pro Leu Vai Ala
180 185 190
Met Arg Ala lie Ser Asp Asn Gly Asp Gly Ser Ala Asn Glu Asp Phe195 200 205
Asp Thr Phe Vai Lys Lys Vai Gly Ala Lys Ala Ala Lys Leu lie Ser
210 215 220
Asp Tyr Vai Glu Glu Leu Asn225 230
<210> 3
<211> 942
<212> DNA
<213> Lactobacillus acidophilus
<220>
<221> CDS
<222> (1)...(942)
<223> metiltransferase dependente de SAM ORF LBA931<400> 3
atg aaa tta ttg att att aaa att gat act agt tat gaa gta gag gat 4 8Met Lys Leu Leu lie lie Lys lie Asp Thr Ser Tyr Glu Vai Glu Asp15 10 15
gca tta ggc gtt ttt gca act gat aat tta aaa gcg tta ggc att gag 96Ala Leu Gly Vai Phe Ala Thr Asp Asn Leu Lys Ala Leu Gly lie Glu20 25 30
tcc aga aaa cgt agt gat ttt gaa caa gct ggt tgg tta cat gat tca 144Ser Arg Lys Arg Ser Asp Phe Glu Gln Ala Gly Trp Leu His Asp Ser35 40 45
act gtt gta gaa atg gat gac att aaa gac ttg cct aaa gat act tat 192Thr Vai Vai Glu Met Asp Asp lie Lys Asp Leu Pro Lys Asp Thr Tyr50 55 60
ttt tat gct tac ttt gat gaa gaa gct gat aaa gat gag ctt gta gag 240Phe Tyr Ala Tyr Phe Asp Glu Glu Ala Asp Lys Asp Glu Leu Vai Glu65 70 75 80
aaa ttt caa gca aaa ctt gaa gag ctt aag agt tat ggt tta aat act 288Lys Phe Gln Ala Lys Leu Glu Glu Leu Lys Ser Tyr Gly Leu Asn Thr85 90 95
ggt gaa ggt aaa att aca act tct tat att gaa gat caa gat tgg aat 336Gly Glu Gly Lys lie Thr Thr Ser Tyr lie Glu Asp Gln Asp Trp Asn100 105 110
aca gct tgg caa aag tat tat cat gta ata gac ttt tcg cgg cac tta 384Thr Ala Trp Gln Lys Tyr Tyr His Vai lie Asp Phe Ser Arg His Leu115 120 125
gct att gtt cct gaa tgg gaa gat tat caa cca gct ttt age gat caa 432Ala lie Vai Pro Glu Trp Glu Asp Tyr Gln Pro Ala Phe Ser Asp Gln130 135 140
caa etc att aag ctt gat cca ggt tta gca ttc ggt aca gga aat cat 480Gln Leu lie Lys Leu Asp Pro Gly Leu Ala Phe Gly Thr Gly Asn His145 150 155 160
aaa aca act caa ttg gca atg atg gga att gag cgt gct atg gta aaa 528Lys Thr Thr Gln Leu Ala Met Met Gly lie Glu Arg Ala Met Vai Lys165 170 175cca atg agt gta gtt gat gtt ggt act ggc tct ggt att tta gct att 576
Pro Met Ser Vai Vai Asp Vai Gly Thr Gly Ser Gly lie Leu Ala lie
180 185 190
gcc gct tct aaa tta ggt gca aca aat gtt tta gca act gat att tct 624
Ala Ala Ser Lys Leu Gly Ala Thr Asn Vai Leu Ala Thr Asp lie Ser
195 200 205
gat gaa tct atg act gct gct aag caa aat tca gca ttg aat aac cta 672
Asp Glu Ser Met Thr Ala Ala Lys Gln Asn Ser Ala Leu Asn Asn Leu
210 215 220
act aat att aag gtt caa aaa act age cta ctt gca ggc gta gaa ggt 720
Thr Asn lie Lys Vai Gln Lys Thr Ser Leu Leu Ala Gly Vai Glu Gly
225 230 235 240
aaa ttt gat att att gtt gcc aat att tta gct gaa att tta tta gat 768
Lys Phe Asp lie lie Vai Ala Asn lie Leu Ala Glu lie Leu Leu Asp
245 250 255
tta att cet caa atg gat gcc cat ttg aat aag gat gga caa gta ate 816
Leu lie Pro Gln Met Asp Ala His Leu Asn Lys Asp Gly Gln Vai lie
260 265 270
ttt tcg ggt ate gat tat ttg caa tta cet aaa att aaa aaa tca ttg 864
Phe Ser Gly lie Asp Tyr Leu Gln Leu Pro Lys lie Lys Lys Ser Leu
275 280 285
gat gaa aac aac ttt aag ata gat ttg act atg aaa caa gga cgg tgg 912
Asp Glu Asn Asn Phe Lys lie Asp Leu Thr Met Lys Gln Gly Arg Trp
290 295 300
ata ggt cta gca att act aga aaa gaa aaalie Gly Leu Ala lie Thr Arg Lys Glu Lys305 310
942
<210> 4
<211> 314
<212> PRT
<213> Lactobacillus acidophilus
<400> 4
Met Lys Leu Leu1
Ala Leu Gly Vai20
Ser Arg Lys Arg35
Thr Vai Vai Glu50
Phe Tyr Ala Tyr65
Lys Phe Gln Ala
Gly Glu Gly Lys100
Thr Ala Trp Gln115
Ala lie Vai Pro
lie lie Lys lie5
Phe Ala Thr Asp
Ser Asp Phe Glu40
Met Asp Asp lie55
Phe Asp Glu Glu70
Lys Leu Glu Glu85
lie Thr Thr Ser
Lys Tyr Tyr His120
Glu Trp Glu Asp
Asp Thr Ser Tyr10
Asn Leu Lys Ala25
Gln Ala Gly Trp
Lys Asp Leu Pro60
Ala Asp Lys Asp75
Leu Lys Ser Tyr90
Tyr lie Glu Asp105
Vai lie Asp PheTyr Gln Pro Ala
Glu Vai Glu Asp15
Leu Gly lie Glu30
Leu His Asp Ser45
Lys Asp Thr Tyr
Glu Leu Vai Glu80
Gly Leu Asn Thr95
Gln Asp Trp Asn110
Ser Arg His Leu125
Phe Ser Asp Gln130 135 140
Gln Leu lie Lys Leu Asp Pro Gly Leu Ala Phe Gly Thr Gly Asn His145 150 155 160
Lys Thr Thr Gln Leu Ala Met Met Gly lie Glu Arg Ala Met Vai Lys
165 170 175
Pro Met Ser Vai Vai Asp Vai Gly Thr Gly Ser Gly lie Leu Ala lie
180 185 190
Ala Ala Ser Lys Leu Gly Ala Thr Asn Vai Leu Ala Thr Asp lie Ser
195 200 205
Asp Glu Ser Met Thr Ala Ala Lys Gln Asn Ser Ala Leu Asn Asn Leu
210 215 220
Thr Asn lie Lys Vai Gln Lys Thr Ser Leu Leu Ala Gly Vai Glu Gly225 230 235 240
Lys Phe Asp lie lie Vai Ala Asn lie Leu Ala Glu lie Leu Leu Asp
245 250 255
Leu lie Pro Gln Met Asp Ala His Leu Asn Lys Asp Gly Gln Vai lie
260 265 270
Phe Ser Gly lie Asp Tyr Leu Gln Leu Pro Lys lie Lys Lys Ser Leu
275 280 285
Asp Glu Asn Asn Phe Lys lie Asp Leu Thr Met Lys Gln Gly Arg Trp
290 295 300
lie Gly Leu Ala lie Thr Arg Lys Glu Lys305 310
<210> 5
<211> 657
<212> DNA
<213> Lactobacillus acidophilus
<220>
<221> CDS
<222> (1)...(657)
<22 3> Permease de transportador ABC que transpõe a membrana ORFLBA104 2
<400> 5
atg aat tgg acg att ate cag cag gea atg cet gea ttt atg gea ggt 48
Met Asn Trp Thr lie lie Gln Gln Ala Met Pro Ala Phe Met Ala Gly
15 10 15
ttc aag cta aca ctt tgg tta tcg tta gtt gga ate att gga tca ata 96Phe Lys Leu Thr Leu Trp Leu Ser Leu Vai Gly lie lie Gly Ser lie20 25 30
ata gtg gga att ata gtc agt tta ttt caa tat ttt aaa gta cet gtt 144lie Vai Gly lie lie Vai Ser Leu Phe Gln Tyr Phe Lys Vai Pro Vai35 40 45
tta agt caa ata tet acc gea tat gta gaa ctt gea cga aac aca cca 192Leu Ser Gln lie Ser Thr Ala Tyr Vai Glu Leu Ala Arg Asn Thr Pro50 55 60
tta tta att caa cta ttt ttc tta tat tat gcg ttt cca ate ttc ggt 240Leu Leu lie Gln Leu Phe Phe Leu Tyr Tyr Ala Phe Pro lie Phe Gly65 70 75 80
tta aag atg tec gea gaa gtc tgc ggt att ate ggc ttg ate ttt ttaLeu Lys Met Ser Ala Glu Vai Cys Gly lie lie Gly Leu lie Phe Leu85 90 95
288ggt ggg gca tat atg gca gaa ggt ttt acc ggt gga ttt aat ggt gta 336
Gly Gly Ala Tyr Met Ala Glu Gly Phe Thr Gly Gly Phe Asn Gly Vai100 105 110
act aag age caa att aat agt ggt aag gct tta ggg atg aat aga tta 384
Thr Lys Ser Gln lie Asn Ser Gly Lys Ala Leu Gly Met Asn Arg Leu115 120 125
caa ctt gct aga tat gtt gtc ttt cca cag ggg gta gca etc agt gta 432
Gln Leu Ala Arg Tyr Vai Vai Phe Pro Gln Gly Vai Ala Leu Ser Vai130 135 140
cca gca ctt gcc gcc aat ata ate ttt tta att aaa gaa aca tca ate 480
Pro Ala Leu Ala Ala Asn lie lie Phe Leu lie Lys Glu Thr Ser lie
145 150 155 160
ttt tet gtc att gca att cca gaa ttg act aac aca gcg atg gac ttg 528
Phe Ser Vai lie Ala lie Pro Glu Leu Thr Asn Thr Ala Met Asp Leu165 170 175
ate gga atg tat tat cgt tca aac gaa tac tta ttt atg ctg gta gtt 576
lie Gly Met Tyr Tyr Arg Ser Asn Glu Tyr Leu Phe Met Leu Vai Vai180 185 190
gca tat gca gta att ttg att cca tta att tta att tta aat tgg tta 624
Ala Tyr Ala Vai lie Leu lie Pro Leu lie Leu lie Leu Asn Trp Leu195 200 205
gaa aag aga gtt cgt tat ggt gca ttc ggg aat 657
Glu Lys Arg Vai Arg Tyr Gly Ala Phe Gly Asn210 215
<210> 6<211> 219<212> PRT
<213> Lactobacillus acidophilus<400> 6
Met Asn Trp Thr lie lie Gln Gln Ala Met Pro Ala Phe Met Ala Gly
15 10 15
Phe Lys Leu Thr Leu Trp Leu Ser Leu Vai Gly lie lie Gly Ser lie
20 25 30
lie Vai Gly lie lie Vai Ser Leu Phe Gln Tyr Phe Lys Vai Pro Vai
35 40 45
Leu Ser Gln lie Ser Thr Ala Tyr Vai Glu Leu Ala Arg Asn Thr Pro
50 55 60
Leu Leu lie Gln Leu Phe Phe Leu Tyr Tyr Ala Phe Pro lie Phe Gly65 70 75 80
Leu Lys Met Ser Ala Glu Vai Cys Gly lie lie Gly Leu lie Phe Leu
85 90 95
Gly Gly Ala Tyr Met Ala Glu Gly Phe Thr Gly Gly Phe Asn Gly Vai
100 105 110
Thr Lys Ser Gln lie Asn Ser Gly Lys Ala Leu Gly Met Asn Arg Leu
115 120 125
Gln Leu Ala Arg Tyr Vai Vai Phe Pro Gln Gly Vai Ala Leu Ser Vai
130 135 140
Pro Ala Leu Ala Ala Asn lie lie Phe Leu lie Lys Glu Thr Ser lie145 150 155 160
Phe Ser Vai lie Ala lie Pro Glu Leu Thr Asn Thr Ala Met Asp Leu165 170 175lie Gly Met Tyr Tyr Arg Ser Asn Glu Tyr Leu Phe Met Leu Vai Vai
180 185 190
Ala Tyr Ala Vai lie Leu lie Pro Leu lie Leu lie Leu Asn Trp Leu
195 200 205
Glu Lys Arg Vai Arg Tyr Gly Ala Phe Gly Asn210 215
<210> 7<211> 672<212> DNA
<213> Lactobacillus acidophilus
<220>
<221> CDS
<222> (1)...(672)
<223> transportador ABC ORF LBA1044<400> 7
atg gtg cat tcg gga att aat gtt tta ttt gaa gga aca aat cta gea 48Met Vai His Ser Gly lie Asn Vai Leu Phe Glu Gly Thr Asn Leu Ala15 10 15
cgc tta atg gct gga tta tgg gea tet att tgg att gea gea att tca 96Arg Leu Met Ala Gly Leu Trp Ala Ser lie Trp lie Ala Ala lie Ser20 25 30
tta gtt att ggt tta ctt tta ggt aca att cta gga ate tta cgt act 144Leu Vai lie Gly Leu Leu Leu Gly Thr lie Leu Gly lie Leu Arg Thr35 40 45
atg cet aat aaa att gtt cgt ttt gtt ttg aga cta tat ctt gaa ttt 192Met Pro Asn Lys lie Vai Arg Phe Vai Leu Arg Leu Tyr Leu Glu Phe50 55 60
ttt aga ata gtg cca aca att gta ctt tta tat ttg gtt tat tat att 240Phe Arg lie Vai Pro Thr lie Vai Leu Leu Tyr Leu Vai Tyr Tyr lie65 70 75 80
ttg cca aga aca ttc cat gtt aat tgg tcg gea act tgg atg gea gtt 288Leu Pro Arg Thr Phe His Vai Asn Trp Ser Ala Thr Trp Met Ala Vai85 90 95
ttg gcc ttt gea tta tgg gta gct gct gaa ttt agt gat att gta cgt 336Leu Ala Phe Ala Leu Trp Vai Ala Ala Glu Phe Ser Asp lie Vai Arg100 105 110
gga gea cta gaa tca gtg cca aag aac cag cga gaa tca ggt ttg gea 384Gly Ala Leu Glu Ser Vai Pro Lys Asn Gln Arg Glu Ser Gly Leu Ala115 120 125
ctg ggt tta agt aat att caa etc ttt aga tat gtt tta tta cca caa 432Leu Gly Leu Ser Asn lie Gln Leu Phe Arg Tyr Vai Leu Leu Pro Gln130 135 140
gea ate aaa tta gag ctt cet gea aca att aat ctt gea aca cgt gtg 480Ala lie Lys Leu Glu Leu Pro Ala Thr lie Asn Leu Ala Thr Arg Vai145 150 155 160
att aaa aca act tca ctt ttg atg gtg ate aat att atg gaa gta ate 528lie Lys Thr Thr Ser Leu Leu Met Vai lie Asn lie Met Glu Vai lie165 170 175
aat gta gga caa caa att att gaa gct aat aat caa aaa tat cca aca 576Asn Vai Gly Gln Gln lie lie Glu Ala Asn Asn Gln Lys Tyr Pro Thr180 185 190
ggt gta ttt tgg att tat ggt ttt att ttc att tta tat ttc att tta 624Gly Vai Phe Trp lie Tyr Gly Phe lie Phe lie Leu Tyr Phe lie Leu195 200 205
gat tat cca tta tca gca tgg gca aag cgg tta aca gca aat aaa gag 672Asp Tyr Pro Leu Ser Ala Trp Ala Lys Arg Leu Thr Ala Asn Lys Glu210 215 220
<210> 8
<211> 224
<212> PRT
<213> Lactobacillus acidophilus
<400> 8
Met Vai His Ser1
Arg Leu Met Ala20
Leu Vai lie Gly35
Met Pro Asn Lys50
Phe Arg lie Vai65
Leu Pro Arg Thr
Leu Ala Phe Ala100
Gly Ala Leu Glu115
Leu Gly Leu Ser130
Ala lie Lys Leu145
lie Lys Thr Thr
Asn Vai Gly Gln180
Gly Vai Phe Trp195
Asp Tyr Pro Leu210
Gly lie Asn Vai5
Gly Leu Trp Ala
Leu Leu Leu Gly40
lie Vai Arg Phe55
Pro Thr lie Vai70
Phe His Vai Asn85
Leu Trp Vai Ala
Ser Vai Pro Lys120
Asn lie Gln Leu135
Glu Leu Pro Ala150
Ser Leu Leu Met165
Gln lie lie Glu
lie Tyr Gly Phe200
Ser Ala Trp Ala215
Leu Phe Glu Gly10
Ser lie Trp lie25
Thr lie Leu Gly
Vai Leu Arg Leu60
Leu Leu Tyr Leu75
Trp Ser Ala Thr90
Ala Glu Phe Ser105
Asn Gln Arg Glu
Phe Arg Tyr Vai140
Thr lie Asn Leu155
Vai lie Asn lie170
Ala Asn Asn Gln185
lie Phe lie Leu
Lys Arg Leu Thr220
Thr Asn Leu Ala15
Ala Ala lie Ser30
lie Leu Arg Thr45
Tyr Leu Glu Phe
Vai Tyr Tyr lie80
Trp Met Ala Vai95
Asp lie Vai Arg110
Ser Gly Leu Ala125
Leu Leu Pro Gln
Ala Thr Arg Vai160
Met Glu Vai lie175
Lys Tyr Pro Thr190
Tyr Phe lie Leu205
Ala Asn Lys Glu
<210> 9<211> 738<212> DNA
<213> Lactobacillus acidophilus
<220>
<221> CDS
<222> (1)...(738)
<223> proteína de ligação de ATP de transportador ABC ORF LBA1045<400> 9
atg aca gaa gaa att tta aag gta gaa cat tta gat aaa ttt tac ggt 48Met Thr Glu Glu lie Leu Lys Vai Glu His Leu Asp Lys Phe Tyr Gly1 5 10 15
gat tgg cgg gct tta cat gat att aac ttc aat ctt aaa aag ggt gaa 96Asp Trp Arg Ala Leu His Asp lie Asn Phe Asn Leu Lys Lys Gly Glu20 25 30
gtt tta acc ctt etc ggc cca tca ggc tcg ggc aag agt acg ctt tta 144Vai Leu Thr Leu Leu Gly Pro Ser Gly Ser Gly Lys Ser Thr Leu Leu35 40 45
cgt act tta aat ggc tta gaa gat tat caa aag ggt agt att tat ttt 192Arg Thr Leu Asn Gly Leu Glu Asp Tyr Gln Lys Gly Ser lie Tyr Phe50 55 60
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<210> 10<211> 246<212> PRT
<213> Lactobacillus acidophilus
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<213> Lactobacillus acidophilus
<220>
<221> CDS
<222> (1) . . . (858)
<223> proteína de ligação de substrato de transportador ABC ORFLBA104 6
<400> 11
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<213> Lactobacillus acidophilus
<400> 12
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<213> Lactobacillus acidophilus
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Vai Ser Phe Asn130
Gly Ser Ala Asn145
Gln Thr Glu Thr
Gly Vai Ala Ser180
Asn Thr Thr Asp195
Ala Thr Vai Thr210
Gln Vai Asn Vai225
Ala Ala Gln Tyr
Glu Asp Ala lie260
Ser Vai Gly Tyr275
Ala Thr Ser Asn290
Thr Vai Pro Asn305
lie Met His Asn
Thr Asp Ser Vai340
Thr Thr lie Asn355
Ala Vai Asp Lys370
Thr Leu Lys His385
Asn Lys Vai Vai
Ser Tyr Thr Phe420
Thr Asp Lys Thr435
Leu Arg lie Vai5
Vai Ala Ala Ser
Ala Ser Ser Ser40
Asp Vai Thr Pro55
Thr Pro Ala lie70
Asn Gly Lys Thr85
Thr lie Thr Ala
Ala Ala Gly Vai120
Phe Gly Ser Glu135
Ser Asn Vai Lys150
Asn Vai Ser Thr165
Leu Thr Asn Vai
Asn Ser Asn Vai200
Asn Gly Ala Vai215
Ala Asn Vai Vai230
Ala Asp Lys Lys245
Lys Ala Ala Leu
Phe Lys Ala Pro280
Thr Asn Gly Lys295
Vai Ala Glu Pro310
Ala Tyr Tyr Tyr325
Lys Arg Tyr Asn
Gly Lys Thr Tyr360
Tyr lie Asn Ala375
Asn Ala Tyr Vai390
Leu Lys Lys Gly405
Lys Asn Gly Gln
Tyr Vai Lys Vai440
Ser Ala Ala Ala10
Ala Vai Ser Thr25
Ala lie Asn Thr
Ser Vai Ser Ala60
Ala Gly Asn Leu75
Tyr Thr Ala Asn90
Ala Gly Ser Thr105
Ala Tyr Thr Vai
Asn Ala Gly Lys140
Phe Thr Gly Thr155
Leu Lys Vai Lys170
Ser lie Ala Asn185
Asn Phe Tyr Asp
Ser Vai Asn Ala220
Ala Ala lie Asn235
Leu Asn Thr Arg250
Lys Asp Gln Lys265
His Thr Phe Thr
Ser Ala Thr Leu300
Thr Vai Ala Ser315
Asp Lys Asp Ala330
Ser Vai Ser Vai345
Tyr Gln Vai Vai
Ala Asn lie Asp380
Tyr Ala Ser Ser395
Glu Vai Vai Thr410
Lys Tyr Tyr Lys425
Ala Asn Phe Arg
Ala Ala Leu Leu15
Vai Ser Ala Ala30
Asn Thr Asn Ala45
Vai Ala Ala Asn
Thr Gly Thr lie80
Leu Lys Ala Asp95
Thr Ala Vai Lys110
Thr Vai Asn Asp125
Thr Vai Thr Leu
Asn Ser Asp Asn160
Leu Asp Gln Asn175
Vai Tyr Ala lie190
Vai Thr Ser Gly205
Asp Asn Gln Gly
Ser Lys Tyr Phe240
Thr Ala Asn Thr255
lie Asp Vai Asn270
Vai Asn Vai Lys285
Pro Vai Vai Vai
Vai Ser Lys Arg320
Lys Arg Vai Gly335
Leu Pro Asn Thr350
Glu Asn Gly Lys365
Gly Thr Lys Arg
Lys Lys Arg Ala400
Thr Tyr Gly Ala415
lie Gly Asp Asn430
<210> 19<2ll> 1689<212> DNA
<213> Lactobacillus acidophilus
<220>
<221> CDS
<222> (1)...(1689)
<22 3> fbpA ORF LBA114 8
<400> 19
atg gca ttt gac gga tta ttt ate cat agt tta cta caa gat ttg acc 48
Met Ala Phe Asp Gly Leu Phe lie His Ser Leu Leu Gln Asp Leu Thr15 10 15
cet aca tta gta gat ggt cga tta tca aaa att tac caa cca ttt gaa 96Pro Thr Leu Vai Asp Gly Arg Leu Ser Lys lie Tyr Gln Pro Phe Glu20 25 30
caa gat cta ata tta act ttt aga aaa aat aga aag aat tat caa tta 144Gln Asp Leu lie Leu Thr Phe Arg Lys Asn Arg Lys Asn Tyr Gln Leu35 40 45
tta att tca gcc aac gct caa tat cet aga atg tat tta act gag cag 192Leu lie Ser Ala Asn Ala Gln Tyr Pro Arg Met Tyr Leu Thr Glu Gln50 55 60
act att gct aat cca gac aaa gca cet att ttt gtt atg gtt tta aga 240Thr lie Ala Asn Pro Asp Lys Ala Pro lie Phe Vai Met Vai Leu Arg65 70 75 80
aag tat ttg gaa ggt tca gtc tta caa tet att gaa caa att ggt gtg 288Lys Tyr Leu Glu Gly Ser Vai Leu Gln Ser lie Glu Gln lie Gly Vai85 90 95
aac cga att ata aac ctt cat ttc agt aat cga aac gaa tta ggt gat 336Asn Arg lie lie Asn Leu His Phe Ser Asn Arg Asn Glu Leu Gly Asp100 105 110
caa gta aaa tta gta tta tec gtt gaa tta atg gga cga cat agt aat 384Gln Vai Lys Leu Vai Leu Ser Vai Glu Leu Met Gly Arg His Ser Asn115 120 125
gta att etc tat gat caa cag aat ggt cat att att gat cta ttg aag 432Vai lie Leu Tyr Asp Gln Gln Asn Gly His lie lie Asp Leu Leu Lys130 135 140
cga ata aat cet gat gaa aat aga gct cgt att tta tta cet aag gca 480Arg lie Asn Pro Asp Glu Asn Arg Ala Arg lie Leu Leu Pro Lys Ala145 150 155 160
aaa tat gag ctt cec cet ctt aaa cet ggt ata aat ggt tta gta gta 528Lys Tyr Glu Leu Pro Pro Leu Lys Pro Gly lie Asn Gly Leu Vai Vai165 170 175
act gaa aat caa ttt aaa aag tta age aat gaa aaa age att cca gat 576Thr Glu Asn Gln Phe Lys Lys Leu Ser Asn Glu Lys Ser lie Pro Asp180 185 190
tta gtg aaa tca atg gat ggt tta gac aga gac gat cgt gaa gaa ttaLeu Vai Lys Ser Met Asp Gly Leu Asp Arg Asp Asp Arg Glu Glu Leu195 200 205
624act ggt tat ctt gaa gat gat ttt age tat tet tca ttt aag act ttcThr Gly Tyr Leu Glu Asp Asp Phe Ser Tyr Ser Ser Phe Lys Thr Phe 672210 215 220
ttt gat cag ttt aat aat cca aga gct ttc gtt tta aaa act cca aga 720Phe Asp Gln Phe Asn Asn Pro Arg Ala Phe Vai Leu Lys Thr Pro Arg225 230 235 240
aat aaa cgt aag att ttc tgt tat ctt cec tat cat tta gat tta gag 768Asn Lys Arg Lys lie Phe Cys Tyr Leu Pro Tyr His Leu Asp Leu Glu245 250 255
aaa gaa aat tet aat cet gat tta aat aaa ggt tta gat gaa ttt tat 816Lys Glu Asn Ser Asn Pro Asp Leu Asn Lys Gly Leu Asp Glu Phe Tyr260 265 270
gaa tac caa gea aca cgt gat tgg gtt aaa caa cgt gct agt cag gtt 864Glu Tyr Gln Ala Thr Arg Asp Trp Vai Lys Gln Arg Ala Ser Gln Vai275 280 285
gaa cgt gtc gtc aaa aac gaa cag aac aaa cta agt aag aag att aag 912Glu Arg Vai Vai Lys Asn Glu Gln Asn Lys Leu Ser Lys Lys lie Lys290 295 300
aaa tta gaa aag caa tta aac tta gea gaa aat tet gag ggc tat cgt 960Lys Leu Glu Lys Gln Leu Asn Leu Ala Glu Asn Ser Glu Gly Tyr Arg305 310 315 320
ate aag ggt gaa ata tta aat gct aat tta gga caa gta aaa cca gga 1008lie Lys Gly Glu lie Leu Asn Ala Asn Leu Gly Gln Vai Lys Pro Gly325 330 335
atg act gag gtt tec tta cet aac tat tat gaa aat aat aaa cet ata 1056Met Thr Glu Vai Ser Leu Pro Asn Tyr Tyr Glu Asn Asn Lys Pro lie340 345 350
age att aaa ctt gat cca gct tta tet ceg gct cga aat gea caa aaa 1104Ser lie Lys Leu Asp Pro Ala Leu Ser Pro Ala Arg Asn Ala Gln Lys355 360 365
tat ttc act cgc tat aaa aaa tta cgt gat tet ate aaa cac gtt aac 1152Tyr Phe Thr Arg Tyr Lys Lys Leu Arg Asp Ser lie Lys His Vai Asn370 375 380
gaa caa att aaa ate gct aaa gaa aat ctt cgc tat ttt gat tet ate 1200Glu Gln lie Lys lie Ala Lys Glu Asn Leu Arg Tyr Phe Asp Ser lie385 390 395 400
caa aca gct att gat aat gct gat cca caa gat att gat caa ata act 1248Gln Thr Ala lie Asp Asn Ala Asp Pro Gln Asp lie Asp Gln lie Thr405 410 415
gac gaa ttg att aat caa ggt tat att aga aag caa caa aaa aat aga 1296Asp Glu Leu lie Asn Gln Gly Tyr lie Arg Lys Gln Gln Lys Asn Arg420 425 430
cgt aag aag aaa att act gaa cgc aat cta aat gaa ttc cag ctt tet 1344Arg Lys Lys Lys lie Thr Glu Arg Asn Leu Asn Glu Phe Gln Leu Ser435 440 445
tet gga aaa cat gtc tta gtg ggt aaa aat aat tac caa aat gac tgg 1392Ser Gly Lys His Vai Leu Vai Gly Lys Asn Asn Tyr Gln Asn Asp Trp450 455 460
ctt act cta aaa aaa gct aat aaa tta gat tat tgg ttc cac gtt aaa 1440Leu Thr Leu Lys Lys Ala Asn Lys Leu Asp Tyr Trp Phe His Vai Lys465 470 475 480
aat atg cct ggt tca cat gtt att ttg cga gat gat caa cct acc gat 1488Asn Met Pro Gly Ser His Vai lie Leu Arg Asp Asp Gln Pro Thr Asp485 490 495
caa gat att aaa gaa gct gca gag att gct gca ttt ttc tct aaa gcc 1536Gln Asp lie Lys Glu Ala Ala Glu lie Ala Ala Phe Phe Ser Lys Ala500 505 510
aaa aat tct gcc cac gtt caa gtt gac tac gtt caa gat aag cgt gta 1584Lys Asn Ser Ala His Vai Gln Vai Asp Tyr Vai Gln Asp Lys Arg Vai515 520 525
aag aag cct aat ggg gct aag cca gga ttc gta att tac aca gga cag 1632Lys Lys Pro Asn Gly Ala Lys Pro Gly Phe Vai lie Tyr Thr Gly Gln530 535 540
aat tca ate gaa gtt aca cct aaa gaa gac gaa att atg gct aaa aaa 1680Asn Ser lie Glu Vai Thr Pro Lys Glu Asp Glu lie Met Ala Lys Lys•545 550 555 560
ate aat aaa 1689lie Asn Lys
<210> 20
<211> 563
<212> PRT
<213> Lactobacillus acidophilus
<400> 20Met Ala Phe Asp1
Pro Thr Leu Vai20
Gln Asp Leu lie35
Leu lie Ser Ala50
Thr lie Ala Asn65
Lys Tyr Leu Glu
Asn Arg lie lie100
Gln Vai Lys Leu115
Vai lie Leu Tyr130
Arg lie Asn Pro145
Lys Tyr Glu LeuThr Glu Asn Gln
Gly Leu Phe lie5
Asp Gly Arg Leu
Leu Thr Phe Arg40
Asn Ala Gln Tyr55
Pro Asp Lys Ala70
Gly Ser Vai Leu85
Asn Leu His Phe
Vai Leu Ser Vai120
Asp Gln Gln Asn135
Asp Glu Asn Arg150
Pro Pro Leu Lys165
Phe Lys Lys Leu
His Ser Leu Leu10
Ser Lys lie Tyr25
Lys Asn Arg Lys
Pro Arg Met Tyr60
Pro lie Phe Vai75
Gln Ser lie Glu90
Ser Asn Arg Asn105
Glu Leu Met Gly
Gly His lie lie140
Ala Arg lie Leu155
Pro Gly lie Asn170
Ser Asn Glu Lys
Gln Asp Leu Thr15
Gln Pro Phe Glu30
Asn Tyr Gln Leu45
Leu Thr Glu Gln
Met Vai Leu Arg80
Gln lie Gly Vai95
Glu Leu Gly Asp110
Arg His Ser Asn125
Asp Leu Leu Lys
Leu Pro Lys Ala160
Gly Leu Vai Vai175
Ser lie Pro Asp180
Leu Vai Lys Ser195
Thr Gly Tyr Leu210
Phe Asp Gln Phe225
Asn Lys Arg Lys
Lys Glu Asn Ser260
Glu Tyr Gln Ala275
Glu Arg Vai Vai290
Lys Leu Glu Lys305
lie Lys Gly Glu
Met Thr Glu Vai340
Ser lie Lys Leu355
Tyr Phe Thr Arg370
Glu Gln lie Lys385
Gln Thr Ala lie
Asp Glu Leu lie420
Arg Lys Lys Lys435
Ser Gly Lys His450
Leu Thr Leu Lys465
Asn Met Pro Gly
Gln Asp lie Lys500
Lys Asn Ser Ala515
Lys Lys Pro Asn530
Asn Ser lie Glu545
lie Asn Lys
Met Asp Gly Leu200
Glu Asp Asp Phe215
Asn Asn Pro Arg230
lie Phe Cys Tyr245
Asn Pro Asp Leu
Thr Arg Asp Trp280
Lys Asn Glu Gln295
Gln Leu Asn Leu310
lie Leu Asn Ala325
Ser Leu Pro Asn
Asp Pro Ala Leu360
Tyr Lys Lys Leu375
lie Ala Lys Glu390
Asp Asn Ala Asp405
Asn Gln Gly Tyr
lie Thr Glu Arg440
Vai Leu Vai Gly455
Lys Ala Asn Lys470
Ser His Vai lie485
Glu Ala Ala Glu
His Vai Gln Vai520
Gly Ala Lys Pro535
Vai Thr Pro Lys550
185
Asp Arg Asp Asp
Ser Tyr Ser Ser220
Ala Phe Vai Leu235
Leu Pro Tyr His250
Asn Lys Gly Leu265
Vai Lys Gln Arg
Asn Lys Leu Ser300
Ala Glu Asn Ser315
Asn Leu Gly Gln330
Tyr Tyr Glu Asn345
Ser Pro Ala Arg
Arg Asp Ser lie380
Asn Leu Arg Tyr395
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lie Arg Lys Gln425
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Lys Asn Asn Tyr460
Leu Asp Tyr Trp475
Leu Arg Asp Asp490
lie Ala Ala Phe505
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Gly Phe Vai lie540
Glu Asp Glu lie555
190
Arg Glu Glu Leu205
Phe Lys Thr Phe
Lys Thr Pro Arg240
Leu Asp Leu Glu255
Asp Glu Phe Tyr270
Ala Ser Gln Vai285
Lys Lys lie Lys
Glu Gly Tyr Arg320
Vai Lys Pro Gly335
Asn Lys Pro lie350
Asn Ala Gln Lys365
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Phe Asp Ser lie400
Asp Gln lie Thr415
Gln Lys Asn Arg430
Phe Gln Leu Ser445
Gln Asn Asp Trp
Phe His Vai Lys480
Gln Pro Thr Asp495
Phe Ser Lys Ala510
Asp Lys Arg Vai525
Tyr Thr Gly Gln
Met Ala Lys Lys560
<210> 21<211> 1212<212> DNA
<213> Lactobacillus acidophilus
<220><221> CDS
<222> (13)...(1212)<223> metK ORF LBA1622<400> 21
agggggacta at atg gaa aaa cgt tta ttt act tca gaa tca gtt tct gaa 51
Met Glu Lys Arg Leu Phe Thr Ser Glu Ser Vai Ser Glu1 5 10
gga cat cca gat aaa gtt gct gac caa att tca gat gca att tta gat 99Gly His Pro Asp Lys Vai Ala Asp Gln lie Ser Asp Ala lie Leu Asp15 20 25
gcg atg ttg aaa aaa gat cct aat tca cac gta gct tgt gaa acg att 147Ala Met Leu Lys Lys Asp Pro Asn Ser His Vai Ala Cys Glu Thr lie30 35 40 45
gta act aca gga atg gtt ttt gta ttt ggt gaa att tca aca agt gca 195Vai Thr Thr Gly Met Vai Phe Vai Phe Gly Glu lie Ser Thr Ser Ala50 55 60
tat gtt gat att caa gat gta gta cga aaa acc att tta aaa ata ggc 243Tyr Vai Asp lie Gln Asp Vai Vai Arg Lys Thr lie Leu Lys lie Gly65 70 75
tat gat cgt cca gag tta ggt ttc gat ggt aat aac tgt gct gta atg 291Tyr Asp Arg Pro Glu Leu Gly Phe Asp Gly Asn Asn Cys Ala Vai Met80 85 90
gtg gat att gat gaa caa tca cct gat ate gct gat ggt gtt gat cac 339Vai Asp lie Asp Glu Gln Ser Pro Asp lie Ala Asp Gly Vai Asp His95 100 105
tca ctt gaa act aga gaa aat aag tct gat aac gat gaa ttg gac caa 387Ser Leu Glu Thr Arg Glu Asn Lys Ser Asp Asn Asp Glu Leu Asp Gln110 115 120 125
att ggt gca ggt gac caa ggt tta atg ttt gga ttt gct att aag gaa 435lie Gly Ala Gly Asp Gln Gly Leu Met Phe Gly Phe Ala lie Lys Glu130 135 140
act cca gaa ctt atg ceg cta cca att tca ctt tcg cat cgt tta atg 483Thr Pro Glu Leu Met Pro Leu Pro lie Ser Leu Ser His Arg Leu Met145 150 155
agg cgt gtg gct tca ctt aga aaa gac cat act tta gaa tgg ctt cgt 531Arg Arg Vai Ala Ser Leu Arg Lys Asp His Thr Leu Glu Trp Leu Arg160 165 170
cca gat gct aaa gct caa gtt act gta gaa tac gac gaa aat ggt aaa 579Pro Asp Ala Lys Ala Gln Vai Thr Vai Glu Tyr Asp Glu Asn Gly Lys175 180 185
cca ctt tgt gtt gat act gtg gtt ate tct act caa act gat gca gaa 627Pro Leu Cys Vai Asp Thr Vai Vai lie Ser Thr Gln Thr Asp Ala Glu190 195 200 205
gta tca aat gaa gaa ate tgt cgt gca atg ate gac cta gta att aaa 675Vai Ser Asn Glu Glu lie Cys Arg Ala Met lie Asp Leu Vai lie Lys210 215 220
gaa gtt att cca gct aag tat ttg gac gaa aat act aag ttc ttg ateGlu Vai lie Pro Ala Lys Tyr Leu Asp Glu Asn Thr Lys Phe Leu lie225 230 235
723aac cca tct ggt cgt ttc gtt ate ggt gga cca aag ggt gat tet ggt 771Asn Pro Ser Gly Arg Phe Vai lie Gly Gly Pro Lys Gly Asp Ser Gly240 245 250
819
tta acg ggt cgt aag att att gtt gat act tat ggt gga tac gea cgcLeu Thr Gly Arg Lys lie lie Vai Asp Thr Tyr Gly Gly Tyr Ala Arg255 260 265
cat ggt ggt ggt gea ttt tca ggt aaa gat cet aca aag gtt gac cgt 867His Gly Gly Gly Ala Phe Ser Gly Lys Asp Pro Thr Lys Vai Asp Arg270 275 280 285
agt gct agt tat gct gea aga tat gta gea aag aat att gta gct gea 915
Ser Ala Ser Tyr Ala Ala Arg Tyr Vai Ala Lys Asn lie Vai Ala Ala290 295 300
ggt tta gcg tat cgt tgt gaa gtt caa tta gea tat gcc att ggt gtt 963
Gly Leu Ala Tyr Arg Cys Glu Vai Gln Leu Ala Tyr Ala lie Gly Vai305 310 315
gct cac cet gta tcg att atg att gac aca gea ggt act ggt aca gtt 1011
Ala His Pro Vai Ser lie Met lie Asp Thr Ala Gly Thr Gly Thr Vai320 325 330
gat gat gaa ctt tta act gaa gea gtt cgt aat gta ttt gat ctt cgt 1059
Asp Asp Glu Leu Leu Thr Glu Ala Vai Arg Asn Vai Phe Asp Leu Arg335 340 345
cca gct ggc att att aag atg cta gac ttg cgt cgt cet att tat gag 1107
Pro Ala Gly lie lie Lys Met Leu Asp Leu Arg Arg Pro lie Tyr Glu350 355 360 365
caa act gct gea tat ggt cac ttc ggt aga aca gac gtt gat tta cca 1155
Gln Thr Ala Ala Tyr Gly His Phe Gly Arg Thr Asp Vai Asp Leu Pro370 375 380
tgg gaa aag acc gat aaa act caa gct ttg ctt gat tac ate aaa aat 1203
Trp Glu Lys Thr Asp Lys Thr Gln Ala Leu Leu Asp Tyr lie Lys Asn385 390 395
aat caa taa 1212Asn Gln *
<210> 22<211> 399<212> PRT
<213> Lactobacillus acidophilus<400> 22
Met Glu Lys Arg Leu Phe Thr Ser
1 5Asp Lys Vai Ala Asp Gln lie Ser20
Lys Lys Asp Pro Asn Ser His Vai
35 40Gly Met Vai Phe Vai Phe Gly Glu
50 55lie Gln Asp Vai Vai Arg Lys Thr65 70
Glu Ser Vai Ser Glu Gly His Pro
10 15Asp Ala lie Leu Asp Ala Met Leu25 30Ala Cys Glu Thr lie Vai Thr Thr45
lie Ser Thr Ser Ala Tyr Vai Asp60
lie Leu Lys lie Gly Tyr Asp Arg75 80Pro Glu Leu Gly Phe Asp Gly Asn
85
Asp Glu Gln Ser Pro Asp lie Ala
100
Thr Arg Glu Asn Lys Ser Asp Asn
115 120
Gly Asp Gln Gly Leu Met Phe Gly
130 135
Leu Met Pro Leu Pro lie Ser Leu
145 150
Ala Ser Leu Arg Lys Asp His Thr
165
Lys Ala Gln Vai Thr Vai Glu Tyr
180
Vai Asp Thr Vai Vai lie Ser Thr
195 200
Glu Glu lie Cys Arg Ala Met lie
210 215
Pro Ala Lys Tyr Leu Asp Glu Asn
225 230
Gly Arg Phe Vai lie Gly Gly Pro
245
Arg Lys lie lie Vai Asp Thr Tyr
260
Gly Ala Phe Ser Gly Lys Asp Pro
275 280
Tyr Ala Ala Arg Tyr Vai Ala Lys
290 295
Tyr Arg Cys Glu Vai Gln Leu Ala
305 310
Vai Ser lie Met lie Asp Thr Ala
325
Leu Leu Thr Glu Ala Vai Arg Asn
340
lie lie Lys Met Leu Asp Leu Arg
355 360
Ala Tyr Gly His Phe Gly Arg Thr
370 375
Thr Asp Lys Thr Gln Ala Leu Leu
385 390
<210> 23<211> 28<212> DNA
<213> Seqüência artificial<220>
<223> Oligonucleotídeo<400> 23
gatcagatct aagttaaggc accttacg
<210> 24<211> 28<212> DNA
<213> Seqüência artificial<220>
<223> Oligonucleotídeo
Asn Cys Ala Vai Met Vai Asp lie
90 95
Asp Gly Vai Asp His Ser Leu Glu
105 110
Asp Glu Leu Asp Gln lie Gly Ala
125
Phe Ala lie Lys Glu Thr Pro Glu
140
Ser His Arg Leu Met Arg Arg Vai
155 160
Leu Glu Trp Leu Arg Pro Asp Ala
170 175
Asp Glu Asn Gly Lys Pro Leu Cys
185 190
Gln Thr Asp Ala Glu Vai Ser Asn
205
Asp Leu Vai lie Lys Glu Vai lie
220
Thr Lys Phe Leu lie Asn Pro Ser
235 240
Lys Gly Asp Ser Gly Leu Thr Gly
250 255
Gly Gly Tyr Ala Arg His Gly Gly
265 270
Thr Lys Vai Asp Arg Ser Ala Ser
285
Asn lie Vai Ala Ala Gly Leu Ala
300
Tyr Ala lie Gly Vai Ala His Pro
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Gly Thr Gly Thr Vai Asp Asp Glu
330 335
Vai Phe Asp Leu Arg Pro Ala Gly
345 350
Arg Pro lie Tyr Glu Gln Thr Ala
365
Asp Vai Asp Leu Pro Trp Glu Lys
380
Asp Tyr lie Lys Asn Asn Gln
395<400> 24
gatctctaga tttcgaatgg gtcatcac
<210> 25<211> 29<212> DNA
<213> Seqüência artificial<220>
<223> Oligonucleotídeo<400> 25
gatctctaga tgacagaaga cgatgaatg
<210> 26<211> 29<212> DNA
<213> Seqüência artificial<220>
<223> Oligonucleotídeo<400> 26
gatcagatct attgcgacta agttcagac
<210> 27<211> 36<212> DNA
<213> Seqüência artificial<220>
<223> Oligonucleotídeo<400> 27
gatcgaattc tcgttcggtt gaactaaacg taagtc
<210> 28<211> 36<212> DNA
<213> Seqüência artificial<220>
<223> Oligonucleotídeo<400> 28
gatcgaattc cgaacaggat tccacctaat cgtttg
<210> 29<211> 22<212> DNA
<213> Seqüência artificial<220>
<223> Oligonucleotídeo<400> 29
gccaacttag ccttaagcac tc
<210> 30<211> 22<212> DNA<213> Seqüência artificial<220>
<223> Oligonucleotideo<400> 30
ttgttcctgc tcctcagcct tc 22
<210> 31
<211> 20
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<213> Seqüência artificial<220>
<223> Oligonucleotideo
<400> 31
tgctttagca acttcagtag 20
<210> 32<211> 20<212> DNA
<213> Seqüência artificial<220>
<223> Oligonucleotideo<400> 32
taaagttaag gcaccttacg 20
<210> 33
<211> 794
<212> DNA
<213> Lactobacillus acidophilus
<220>
<221> CDS
<222> (12)...(794)
<223> ORF LBA1735
<400> 33
aggaggacaa a atg cca tta ttt aag aaa aag cgt ggt aca gat gaa act 50
Met Pro Leu Phe Lys Lys Lys Arg Gly Thr Asp Glu Thr15 10
att aaa cat ggt gct aag tta ate act gta gct aag cca aag agt cca 98lie Lys His Gly Ala Lys Leu lie Thr Vai Ala Lys Pro Lys Ser Pro15 20 25
ata gct gaa caa ttc cgt act gtt cgt act aat att aac ttt atg gea 146lie Ala Glu Gln Phe Arg Thr Vai Arg Thr Asn lie Asn Phe Met Ala30 35 40 45
gtg gat cat gac att aag tet tta gea ttt act tet gct aat att agt 194Vai Asp His Asp lie Lys Ser Leu Ala Phe Thr Ser Ala Asn lie Ser50 55 60
gaa ggt aaa tet act gtg gct gct aac gtt gct gtt act tat gct caa 242Glu Gly Lys Ser Thr Vai Ala Ala Asn Vai Ala Vai Thr Tyr Ala Gln65 70 75gca ggt cgt aaa gtc tta ttg gtc gat gcc gac tta cgt aga cct aca 290Ala Gly Arg Lys Vai Leu Leu Vai Asp Ala Asp Leu Arg Arg Pro Thr80 85 90
gtg cac tca acc ttt aac tta agt aat cat gtt ggt ctt agt acg gtt 338Vai His Ser Thr Phe Asn Leu Ser Asn His Vai Gly Leu Ser Thr Vai95 100 105
ate tet tca act gct aag gaa gtt gat ctt gat age gta gta caa gag 386lie Ser Ser Thr Ala Lys Glu Vai Asp Leu Asp Ser Vai Vai Gln Glu110 115 120 125
age ggc gta gat aat ctt tac gtg tta acg gct ggt ceg atg cca cct 434Ser Gly Vai Asp Asn Leu Tyr Vai Leu Thr Ala Gly Pro Met Pro Pro130 135 140
aac ceg gca gaa ctg ata ggt tet aag cgt atg cgt gac ttt gtt aaa 482Asn Pro Ala Glu Leu lie Gly Ser Lys Arg Met Arg Asp Phe Vai Lys145 150 155
ctt act gaa gaa cac tac gat tta gtt att ate gac tta gct cct gtt 530Leu Thr Glu Glu His Tyr Asp Leu Vai lie lie Asp Leu Ala Pro Vai160 165 170
ctt gaa gta tet gat aca caa gaa ctt gct agt cac tta gat ggg gtt 578Leu Glu Vai Ser Asp Thr Gln Glu Leu Ala Ser His Leu Asp Gly Vai175 180 185
g.tc tta gta gtt cgc caa ggg aag acg caa aag atg gcc att aag cgt 626Vai Leu Vai Vai Arg Gln Gly Lys Thr Gln Lys Met Ala lie Lys Arg190 195 200 205
gct gtt gaa atg ctt gaa ttt gca aag gca cgt ate ttg ggt tac ate 674Ala Vai Glu Met Leu Glu Phe Ala Lys Ala Arg lie Leu Gly Tyr lie210 215 220
atg aat gat gta agt tet gat aat gcg ggt tat ggc tat ggt tac ggc 722Met Asn Asp Vai Ser Ser Asp Asn Ala Gly Tyr Gly Tyr Gly Tyr Gly225 230 235
tac ggc tat ggt tat ggc tac gga gaa gaa gat aca aag aaa aaa gga 770Tyr Gly Tyr Gly Tyr Gly Tyr Gly Glu Glu Asp Thr Lys Lys Lys Gly240 245 250
ttg ttc tet aaa ttt agg aag taa 794Leu Phe Ser Lys Phe Arg Lys *255 260
<210> 34<211> 260<212> PRT
<213> Lactobacillus acidophilus<400> 34
Met Pro Leu Phe Lys Lys Lys Arg
1 5Gly Ala Lys Leu lie Thr Vai Ala20
Gln Phe Arg Thr Vai Arg Thr Asn35 40
Gly Thr Asp Glu Thr lie Lys His
10 15Lys Pro Lys Ser Pro lie Ala Glu25 30lie Asn Phe Met Ala Vai Asp His45Asp lie Lys Ser50
Ser Thr Vai Ala65
Lys Vai Leu Leu
Thr Phe Asn Leu100
Thr Ala Lys Glu115
Asp Asn Leu Tyr130
Glu Leu lie Gly145
Glu His Tyr Asp
Ser Asp Thr Gln180
Vai Arg Gln Gly195
Met Leu Glu Phe210
Vai Ser Ser Asp225
Gly Tyr Gly Tyr
Lys Phe Arg Lys260
Leu Ala Phe Thr55
Ala Asn Vai Ala70
Vai Asp Ala Asp85
Ser Asn His Vai
Vai Asp Leu Asp120
Vai Leu Thr Ala135
Ser Lys Arg Met150
Leu Vai lie lie165
Glu Leu Ala Ser
Lys Thr Gln Lys200
Ala Lys Ala Arg215
Asn Ala Gly Tyr230
Gly Glu Glu Asp245
Ser Ala Asn lie60
Vai Thr Tyr Ala75
Leu Arg Arg Pro90
Gly Leu Ser Thr105
Ser Vai Vai Gln
Gly Pro Met Pro140
Arg Asp Phe Vai155
Asp Leu Ala Pro170
His Leu Asp Gly185
Met Ala lie Lys
lie Leu Gly Tyr220
Gly Tyr Gly Tyr235
Thr Lys Lys Lys250
Ser Glu Gly Lys
Gln Ala Gly Arg80
Thr Vai His Ser95
Vai lie Ser Ser110
Glu Ser Gly Vai125
Pro Asn Pro Ala
Lys Leu Thr Glu160
Vai Leu Glu Vai175
Vai Vai Leu Vai190
Arg Ala Vai Glu205
lie Met Asn Asp
Gly Tyr Gly Tyr240
Gly Leu Phe Ser255
<210> 35<211> 887<212> DNA
<213> Lactobacillus acidophilus
c220>
<221> CDS
<222> (12) . . . (887)
<223> ORF LBA1736
<400> 35
aggaaagaga t atg gaa caa aaa caa gaa caa gaa aat aca ate gat ctt 50
Met Glu Gln Lys Gln Glu Gln Glu Asn Thr lie Asp Leu15 10
acc caa tta tta cgc att tgc cgt aag cat ate tgg gea ttg att ctt 98Thr Gln Leu Leu Arg lie Cys Arg Lys His lie Trp Ala Leu lie Leu15 20 25
tgg agt gta ggt ctt gcc tta gtg ggc tgg gga gtt tca gaa ttt gta 146Trp Ser Vai Gly Leu Ala Leu Vai Gly Trp Gly Vai Ser Glu Phe Vai30 35 40 45
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agt cgt aac aat gat cca aac gea gct tat gcg act caa caa gct aacSer Arg Asn Asn Asp Pro Asn Ala Ala Tyr Ala Thr Gln Gln Ala Asn65 70 75
242atg cag atg gtt act act tat aaa gac att gta aca agt aac aag ate 290Met Gln Met Vai Thr Thr Tyr Lys Asp lie Vai Thr Ser Asn Lys lie80 85 90
tta aca gaa gct tet aat cgt ttg gcc aat cca act gtt gtt gtg aaa 338Leu Thr Glu Ala Ser Asn Arg Leu Ala Asn Pro Thr Vai Vai Vai Lys95 100 105
aaa gea caa aaa gea gtg tac aga act gat gaa aat ggt aga aga aga 386Lys Ala Gln Lys Ala Vai Tyr Arg Thr Asp Glu Asn Gly Arg Arg Arg110 115 120 125
tta gta aga aaa gct caa cca gct gta att gaa cga age ggt aag agt 434Leu Vai Arg Lys Ala Gln Pro Ala Vai lie Glu Arg Ser Gly Lys Ser130 135 140
tat tca gtt tet gea agt gaa ctt gct aag agt ate tca gta ggt acc 482Tyr Ser Vai Ser Ala Ser Glu Leu Ala Lys Ser lie Ser Vai Gly Thr145 150 155
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gct aag gcg aag gea gaa gta aat gea gta gct gaa acg ttc cgt aaa 578Ala Lys Ala Lys Ala Glu Vai Asn Ala Vai Ala Glu Thr Phe Arg Lys175 180 185
gaa att cet act att atg age gtt aat aac gta acg att gtg gea aat 626Glu lie Pro Thr lie Met Ser Vai Asn Asn Vai Thr lie Vai Ala Asn190 195 200 205
ggt act aat ggt gtt caa tec tca cet aac gtt aag ttg ttc act cta 674Gly Thr Asn Gly Vai Gln Ser Ser Pro Asn Vai Lys Leu Phe Thr Leu210 215 220
gct gga ttt gta gtt ggg tta gta ttg age ttt gct gta gtt att att 722Ala Gly Phe Vai Vai Gly Leu Vai Leu Ser Phe Ala Vai Vai lie lie225 230 235
cgt gaa atg agt aat act act gtt cgt gac gat gaa ttc tta act cgt 770Arg Glu Met Ser Asn Thr Thr Vai Arg Asp Asp Glu Phe Leu Thr Arg240 245 250
gaa tta ggc tta act aac tta ggt caa att gct cac ttc cac ttg tca 818Glu Leu Gly Leu Thr Asn Leu Gly Gln lie Ala His Phe His Leu Ser255 260 265
tet tca ttt act att aaa aag agt gea aat atg act aat cgt gga caa 866Ser Ser Phe Thr lie Lys Lys Ser Ala Asn Met Thr Asn Arg Gly Gln270 275 280 285
gct aag aga cgt aga gta taa 887Ala Lys Arg Arg Arg Vai 290
<210> 36<211> 291<212> PRT
<213> Lactobacillus acidophilus<400> 36
Met Glu Gln Lys Gln Glu Gln Glu Asn Thr lie Asp Leu Thr Gln Leu
1 5 10 15
Leu Arg lie Cys Arg Lys His lie Trp Ala Leu lie Leu Trp Ser Vai
20 25 30
Gly Leu Ala Leu Vai Gly Trp Gly Vai Ser Glu Phe Vai lie Ser Pro
35 40 45
Lys Tyr Thr Ser Thr Ala Gln Leu Leu Vai Asn Gln Lys Ser Arg Asn
50 55 60
Asn Asp Pro Asn Ala Ala Tyr Ala Thr Gln Gln Ala Asn Met Gln Met65 70 75 80
Vai Thr Thr Tyr Lys Asp lie Vai Thr Ser Asn Lys lie Leu Thr Glu
85 90 95
Ala Ser Asn Arg Leu Ala Asn Pro Thr Vai Vai Vai Lys Lys Ala Gln
100 105 110
Lys Ala Vai Tyr Arg Thr Asp Glu Asn Gly Arg Arg Arg Leu Vai Arg
115 120 125
Lys Ala Gln Pro Ala Vai lie Glu Arg Ser Gly Lys Ser Tyr Ser Vai
130 135 140
Ser Ala Ser Glu Leu Ala Lys Ser lie Ser Vai Gly Thr Gln Gln Gln145 150 155 160
Ser Gln Vai Phe Ser lie Ser Ala Glu Ala Asp Thr Pro Ala Lys Ala
165 170 175
Lys Ala Glu Vai Asn Ala Vai Ala Glu Thr Phe Arg Lys Glu lie Pro
180 185 190
Thr lie Met Ser Vai Asn Asn Vai Thr lie Vai Ala Asn Gly Thr Asn
195 200 205
Gly Vai Gln Ser Ser Pro Asn Vai Lys Leu Phe Thr Leu Ala Gly Phe
210 215 220
Vai Vai Gly Leu Vai Leu Ser Phe Ala Vai Vai lie lie Arg Glu Met225 230 235 240
Ser Asn Thr Thr Vai Arg Asp Asp Glu Phe Leu Thr Arg Glu Leu Gly
245 250 255
Leu Thr Asn Leu Gly Gln lie Ala His Phe His Leu Ser Ser Ser Phe
260 265 270
Thr lie Lys Lys Ser Ala Asn Met Thr Asn Arg Gly Gln Ala Lys Arg
275 280 285
Arg Arg Vai290
<210> 37<211> 1287<212> DNA
<213> Lactobacillus acidophilus
<220>
<221> CDS
<222> (1)...(1287)
<223> ORF LBA1923
<400> 37
atg agt aat aaa cgc cgg ctg tggMet Ser Asn Lys Arg Arg Leu Trp1 5
gct ttt ate ctt tta tta gtt gtaAla Phe lie Leu Leu Leu Vai Vai20
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gta cca ttc tat ggt tca agt gaa ttg tct aga ttt gat cca ctt cac 240Vai Pro Phe Tyr Gly Ser Ser Glu Leu Ser Arg Phe Asp Pro Leu His65 70 75 80
cet agt gtt att gct gaa aag tat cac aga aat tac cgt cca ttt ctt 288Pro Ser Vai lie Ala Glu Lys Tyr His Arg Asn Tyr Arg Pro Phe Leu85 90 95
cta ggt gga cca ggt agt caa tct ttg gct caa ttc ttg ggg atg cag 336Leu Gly Gly Pro Gly Ser Gln Ser Leu Ala Gln Phe Leu Gly Met Gln100 105 110
ggt aca act aaa cag ctt aaa aac aaa aag gct gta gtg att att tca 384Gly Thr Thr Lys Gln Leu Lys Asn Lys Lys Ala Vai Vai lie lie Ser115 120 125
cca caa tgg ttt acc aag aaa ggc caa gat cet aat gea ttt gct tta 432Pro Gln Trp Phe Thr Lys Lys Gly Gln Asp Pro Asn Ala Phe Ala Leu130 135 140
tat tat tca cca ctt caa gea tgt aac ttc ttg tta agt gct aag aat 480Tyr Tyr Ser Pro Leu Gln Ala Cys Asn Phe Leu Leu Ser Ala Lys Asn145 150 155 160
aat aag act gat cgt tat gct gct aag cgt ctg ctt gat atg cca gat 528Asn Lys Thr Asp Arg Tyr Ala Ala Lys Arg Leu Leu Asp Met Pro Asp165 170 175
gta aag ggt gaa att aga aac agt ctt aag caa att gct gea ggt aaa 576Vai Lys Gly Glu lie Arg Asn Ser Leu Lys Gln lie Ala Ala Gly Lys180 185 190
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cet aga aag gta tta aag aga etc aag ggt agt caa cgt cac ttt gat 864Pro Arg Lys Vai Leu Lys Arg Leu Lys Gly Ser Gln Arg His Phe Asp275 280 285
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305 310 315 320
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aga cca ttt atg aag ttg cct aac gaa cgt tac aac tat gat atg tct 1200
Arg Pro Phe Met Lys Leu Pro Asn Glu Arg Tyr Asn Tyr Asp Met Ser
385 390 395 400
aac tac tac ttc tca aag aag tgg cag aat aaa gat aac gtt aaa cgt 124 8
Asn Tyr Tyr Phe Ser Lys Lys Trp Gln Asn Lys Asp Asn Vai Lys Arg405 410 415
gta aat tta aat aat aaa gat cgt tta aaa gtg aag tag 1287
Vai Asn Leu Asn Asn Lys Asp Arg Leu Lys Vai Lys *420 425
<210> 38<211> 428<212> PRT<213> Lactobaci
<400> 38Met Ser Asn Lys1
Ala Phe lie Leu20
Phe Ser Lys Gln35
Vai Phe Lys Gly50
Vai Pro Phe Tyr65
Pro Ser Vai lie
Leu Gly Gly Pro100
Gly Thr Thr Lys
lus acidophilus
Arg Arg Leu Trp5
Leu Leu Vai Vai
Thr lie Tyr Glu40
Ser Thr Met Lys55
Gly Ser Ser Glu70
Ala Glu Lys Tyr85
Gly Ser Gln SerGln Leu Lys Asn
Gln lie Phe Gly10
Phe Leu lie Pro25
Ala Ala Ala Ser
Gln Glu Ala Tyr60
Leu Ser Arg Phe75
His Arg Asn Tyr90
Leu Ala Gln Phe105
Lys Lys Ala Vai
Pro Vai Leu Cys15
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Gln Asn Ser Thr45
Lys Asp Gly Tyr
Asp Pro Leu His80
Arg Pro Phe Leu95
Leu Gly Met Gln110
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Tyr Tyr Ser Pro145
Asn Lys Thr Asp
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Vai Asn Lys lie225
Vai Ala Ala Leu
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Tyr Vai Arg Ser290
Phe Ala Lys Gln305
Gly Lys Trp Met
Ser Vai Ala Lys340
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Thr lie His Leu370
Arg Pro Phe Met385
Asn Tyr Tyr Phe
Vai Asn Leu Asn420
120
Thr Lys Lys Gly135
Leu Gln Ala Cys150
Arg Tyr Ala Ala165
lie Arg Asn Ser
Phe Glu Arg Phe200
Asp Asn Phe Phe215
Gln Asn Arg Ala230
Asn Lys Vai Ala245
Leu Gly lie Asp
Leu Lys Arg Leu280
Vai Glu Tyr Gly295
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Lys Tyr Thr Gly325
lie Glu Gln Gln
Ser Lys Arg Gly360
Gly Trp Lys Gly375
Lys Leu Pro Asn390
Ser Lys Lys Trp405
Asn Lys Asp Arg
35/35
Gln Asp Pro Asn140
Asn Phe Leu Leu155
Lys Arg Leu Leu170
Leu Lys Gln lie185
Tyr Leu Glu Asn
Ser Ser Phe Gln220
Lys Vai Leu Pro235
Glu Glu Gln Ala250
Asn Thr Phe Tyr265
Lys Gly Ser Gln
Asp Phe Gln Leu300
Leu Phe lie lie315
Leu Ser Gln Lys330
Leu Thr Ser Gln345
Asn Glu Lys Tyr
Trp Vai Ala Vai380
Glu Arg Tyr Asn395
Gln Asn Lys Asp410
Leu Lys Vai Lys425
125
Ala Phe Ala Leu
Ser Ala Lys Asn
160
Asp Met Pro Asp
175
Ala Ala Gly Lys
190
Arg Arg Arg Met
205
Leu Arg Asp Arg
Asn Thr Tyr Ser
240
Ala Ala His Thr
255
Arg Thr Arg Leu
270
Arg His Phe Asp
285
Met Leu Glu Gln
Pro Pro lie Asn
320
Met Tyr Gln Glu
335
Gly Phe Glu Asn
350
Phe Met Gln Asp
365
Asp Gln Ala Vai
Tyr Asp Met Ser
400
Asn Vai Lys Arg
415
Claims (45)
1. Método de aumento da adesão em uma bactéria deácido lático caracterizado pelo fato de compreender aexposição da bactéria a condições adaptáveis de adesão quecompreendem incubação das referidas células em umaconcentração de pelo menos 1 x IO9 cfu/ml por um temposuficiente para aumentar a adesão da bactéria de ácidolático.
2. Método, de acordo com a reivindicação 1,caracterizado pelo fato de que as condições adaptáveis deadesão compreendem uma concentração de cerca de 1 x IO9cfu/ml das células por cerca de 1 hora.
3. Método, de acordo com a reivindicação 1,caracterizado pelo fato de que as condições adaptáveis deadesão aumentam a expressão de pelo menos umpolinucleotídeo selecionado do grupo que consiste em Id. deSeq. N° : 19, 33, 35 ou 37, ou um polinucleotídeo que tempelo menos 90% de identidade de seqüência à seqüência deId. de Seq. N°: 19, 33, 35 ou 37.
4. Método, de acordo com a reivindicação 2,caracterizado pelo fato de que o método ainda compreende ocontato das bactérias de ácido lático a um substrato.
5. Método, de acordo com a reivindicação 4,caracterizado pelo fato de que o substrato compreende umacélula do trato gastrointestinal ou do trato urogenital.
6. Método, de acordo com a reivindicação 5,caracterizado pelo fato de que a célula compreende umacélula epitelial ou uma célula mucosa.
7. Método, de acordo com a reivindicação 1,caracterizado pelo fato de que a adesão aumentada melhorapelo menos uma propriedade probiótica das bactérias deácido lático.
8. Método, de acordo com a reivindicação 1,caracterizado pelo fato de que a bactéria é selecionada dogrupo que consiste em Lactobacillus acidophilus, L.gasseri, L. johnsonii e L. plantarum.
9. Método, de acordo com a reivindicação 1,caracterizado pelo fato de que a bactéria de ácido láticoexpressa um polipeptídeo terapêutico.
10. Método, de acordo com a reivindicação 9,caracterizado pelo fato de que o polipeptídeo terapêutico éheterólogo à bactéria.
11. Método, de acordo com a reivindicação 5,caracterizado pelo fato de que a célula do tratogastrointestinal ou do trato urogenital é de um ser humano,animal doméstico ou um animal de agricultura.
12. Método, de acordo com a reivindicação 1,caracterizado pelo fato de que a tolerância ao estresse dabactéria de ácido lático é melhorada.
13. Bactéria de ácido lático caracterizada pelo fatode ser produzida pelo método da reivindicação 1.
14. Bactéria de ácido lático caracterizada pelo fatode ser produzida método da reivindicação 2.
15. Cultura de bactérias caracterizada pelo fato decompreender a bactéria de ácido lático da reivindicação 13.
16. Método de liberação de um polipeptídeo terapêuticoa um indivíduo caracterizado pelo fato de compreender:a) o fornecimento de uma bactéria de ácido lático quetem um ácido nucleico que codifica um polipeptídeo terapêutico;b) exposição das referidas bactérias de ácido lático acondições adaptáveis de adesão que compreendem incubaçãodas referidas células em uma concentração de pelo menos 1 xIO9 cfu/ml por um tempo suficiente para aumentar a adesãoda referida bactéria de ácido lático;c) administração da referida bactéria de ácido láticoda etapa (b) ao indivíduo.
17. Método, de acordo com a reivindicação 16,caracterizado pelo fato de que as condições adaptáveis deadesão compreendem uma concentração de cerca de 1 x IO9cfu/ml das referidas células por cerca de 1 hora.
18. Método, de acordo com a reivindicação 16,caracterizado pelo fato de que a bactéria é selecionada dogrupo que consiste em Lactobacillus acidophilus, L.gasseri, L. johnsonii, and L. plantarum.
19. Método, de acordo com a reivindicação 16,caracterizado pelo fato de que o indivíduo compreende umser humano, animal doméstico ou um animal de agricultura
20. Método de indução ou aumento da produção de""auto-indutor-2"" em uma bactéria caracterizado pelo fatode compreender a introdução na bactéria de pelo menos duasmoléculas de ácido nucleico heterólogo selecionadas dogrupo que consiste em:(a) (i) uma molécula de ácido nucleico que compreendeuma seqüência de nucleotídeos como apresentada em Id. deSeq. N°:l;(ii) uma molécula de ácido nucleico que hibridiza aocomplemento do ácido nucleico de (a) (i) sob condiçõesseveras, as condições severas compreendem a hibridização emformamida 50%, NaCl 1 M, SDS 1% a 37°C, e uma lavagem em0,1 X SSC em 60°C a 65°C;(iii) uma molécula de ácido nucleico que tem pelomenos 90% de identidade à seqüência de nucleotídeosapresentada em Id. de Seq. N°: 1; ou,(iv) uma molécula de ácido nucleico que codifica umpolipeptídeo que tem pelo menos 90% de identidade a Id. deSeq. N°: 2;(b) (i) uma molécula de ácido nucleico que compreendeuma seqüência de nucleotídeos como apresentada em Id. deSeq. N°: 3;(ii) uma molécula de ácido nucleico que hibridiza aocomplemento do ácido nucleico de (b) (i) sob condiçõesseveras, as condições severas compreendem hibridização emformamida 50%, NaCl 1 M, SDS 1% a 37°C, e uma lavagem em0,1 X SSC a 60°C a 65°C; e(iii) uma molécula de ácido nucleico que tem pelomenos 90% de identidade à seqüência de nucleotídeosapresentada em Id. de Seq. N°: 3; ou,(iv) uma molécula de ácido nucleico que codifica umpolipeptídeo que tem pelo menos 90% de identidade a Id. deSeq. N°: 4;(c) (i) uma molécula de ácido nucleico que compreendea seqüência de nucleotídeos como apresentada em Id. de Seq.N° :15;(ii) uma molécula de ácido nucleico que hibridiza aocomplemento do ácido nucleico de (c) (i) sob condiçõesseveras, as condições severas compreendem hibridização emformamida 5 0%, NaCl 1 M, SDS 1% a 37°C, e uma lavagem em0,1 X SSC em 60°C a 65°C; e(iii) uma molécula de ácido nucleico que tem pelomenos 90% de identidade à seqüência de nucleotídeosapresentada em Id. de Seq. N° : 15; ou,(iv) uma molécula de ácido nucleico que codifica umpolipeptídeo que tem pelo menos 90% de identidade a Id. deSeq. N°: 16;(d) (i) uma molécula de ácido nucleico que compreendeuma seqüência de nucleotídeos como apresentada em Id. deSeq. N°: 21;(ii) uma molécula de ácido nucleico que hibridiza aocomplemento do ácido nucleico de (d) (i) sob condiçõesseveras, as condições severas compreendem hibridização emformamida 50%, NaCl 1 M, SDS 1% a 37°C, e uma lavagem em-0,1 X SSC em 60°C a 65°C; e(iii) uma molécula de ácido nucleico que tem pelomenos 90% de identidade à seqüência de nucleotídeosapresentada em Id. de Seq. N°: 21; ou,(iv) uma molécula de ácido nucleico que codifica umpolipeptídeo que tem pelo menos 90% de identidade a Id. deSeq. N°: 22; e,(e) (i) uma molécula de ácido nucleico quecompreende uma seqüência de nucleotídeos como apresentadaem Id. de Seq. N°: 13;(ii) uma molécula de ácido nucleico que hibridiza aocomplemento do ácido nucleico de (e) (i) sob condiçõesseveras, as condições severas compreendem hibridização emformamida 50%, NaCl 1 M, SDS 1% a 37°C, e uma lavagem em-0,1 X SSC em 60°C a 65°C; e(iii) uma molécula de ácido nucleico que tem pelomenos 90% de identidade à seqüência de nucleotídeosapresentada em Id. de Seq. N°: 13;(iv) uma molécula de ácido nucleico que codifica umpolipeptídeo que tem pelo menos 90% de identidade a Id. deSeq. N°: 14;em que a bactéria produz maiores quantidades de "auto-indutor-2" do que a bactéria de controle correspondente.
21. Método, de acordo com a reivindicação 20,caracterizado pelo fato de ainda compreender a exposição dabactéria a condições adaptáveis de adesão que compreendemincubação das células em uma concentração de pelo menos 1 x 10'9 cfu/ml por um tempo suficiente para aumentar a adesãoda bactéria de ácido lático.
22. Método, de acordo com a reivindicação 21,caracterizado pelo fato de que as condições adaptáveis deadesão compreendem uma concentração de cerca de 1 x IO9cfu/ml das células por cerca de 1 hora.
23. Método, de acordo com a reivindicação 20,caracterizado pelo fato de que a bactéria é uma bactéria deácido lático.
24. Método, de acordo com a reivindicação 20,caracterizado pelo fato de que a bactéria é probiótica.
25. Método, de acordo com a reivindicação 24,caracterizado pelo fato de que a adesão aumentada melhorapelo menos uma propriedade probiótica da bactéria.
26. Método, de acordo com a reivindicação 23,caracterizado pelo fato de que a bactéria de ácido lático éselecionada do grupo que consiste em Lactobacillusacidophilus, L. gasseri, L. johnsonii e L. plantarum.
27. Método, de acordo com a reivindicação 23,caracterizado pelo fato de que a bactéria de ácido láticoexpressa um polipeptídeo terapêutico.
28. Método, de acordo com a reivindicação 27,caracterizado pelo fato de que o polipeptideo terapêutico éheterólogo à bactéria.
29. Método, de acordo com a reivindicação 23,caracterizado pelo fato de que a tolerância ao estresse dabactéria de ácido lático é melhorada.
30. Bactéria caracterizada pelo fato de compreenderpelo menos duas moléculas de ácido nucleico heterólogoselecionadas do grupo que consiste em:(a) (i) uma molécula de ácido nucleico que compreendeuma seqüência de nucleotídeos como apresentada em Id. deSeq. N°: 1;(ii) uma molécula de ácido nucleico que hibridiza aocomplemento do ácido nucleico de (a) (i) sob condiçõesseveras, as condições severas compreendem hibridização emformamida 5 0%, NaCl 1 M, SDS 1% a 37°C, e uma lavagem em-0,1 X SSC em 60°C a 65°C; e(iii) uma molécula de ácido nucleico que tem pelomenos 90% de identidade à seqüência de nucleotídeosapresentada em Id. de Seq. N°: 1; ou,(iv) uma molécula de ácido nucleico que codifica umpolipeptideo que tem pelo menos 90% de identidade a Id. deSeq. N°: 2;(b) (i) uma molécula de ácido nucleico que compreendeuma seqüência de nucleotídeos como apresentada em Id. deSeq. N°: 3;(ii) uma molécula de ácido nucleico que hibridiza aocomplemento do ácido nucleico de (b) (i) sob condiçõesseveras, as condições severas compreendem hibridização emformamida 50%, NaCl 1 M, SDS 1% a 37°C, e uma lavagem em-0,1 X SSC em 60°C a 65°C; and(iii) uma molécula de ácido nucleico que tem pelomenos 90% de identidade à seqüência de nucleotídeosapresentada em Id. de Seq. N°: 3; ou,(iv) uma molécula de ácido nucleico que codificaum polipeptídeo que tem pelo menos 90% de identidade a Id.de Seq. N°: 4;(c) (i) uma molécula de ácido nucleico que compreendeuma seqüência de nucleotídeos como apresentada em Id. deSeq. N°:15;(ii) uma molécula de ácido nucleico que hibridiza aocomplemento do ácido nucleico de (c) (i) sob condiçõesseveras, as condições severas compreendem hibridização emformamida 50%, NaCl 1 M, SDS 1% a 37°C, e uma lavagem em-0,1 X SSC em 60°C a 65°C; e(iii) uma molécula de ácido nucleico que tem pelomenos 90% de identidade à seqüência de nucleotídeosapresentada em Id. de Seq. N°: 15; ou,(iv) uma molécula de ácido nucleico que codifica umpolipeptídeo que tem pelo menos 90% de identidade a Id. deSeq. N°: 16;(d) (i) uma molécula de ácido nucleico que compreendeuma seqüência de nucleotídeos como apresentada em Id. deSeq. N° : 21;(ii) uma molécula de ácido nucleico que hibridiza aocomplemento do ácido nucleico de (d) (i) sob condiçõesseveras, as condições severas compreendem hibridização emformamida 50%, NaCl 1 M, SDS 1% a 37°C, e uma lavagem em-0,1 X SSC em 60°C a 65°C; e(iii) uma molécula de ácido nucleico que tem pelomenos 90% de identidade à seqüência de nucleotídeosapresentada em Id. de Seq. N°: 21; ou,(iv) uma molécula de ácido nucleico que codifica umpolipeptídeo que tem pelo menos 90% de identidade a Id. deSeq. N°: 22; e,(e) (i) uma molécula de ácido nucleico que compreendeuma seqüência de nucleotídeos como apresentada em Id. deSeq. N°: 13;(ii) uma molécula de ácido nucleico que hibridiza aocomplemento do ácido nucleico de (e) (i) sob condiçõesseveras, as condições severas compreendem hibridização emformamida 5 0%, NaCl 1 M, SDS 1% a 37°C, e uma lavagem em-0,1 X SSC em 60°C a 65°C; e(iii) uma molécula de ácido nucleico que tem pelomenos 90% de identidade à seqüência de nucleotídeosapresentada em Id. de Seq. N°: 13;(iv) uma molécula de ácido nucleico que codifica umpolipeptídeo que tem pelo menos 90% de identidade a Id. deSeq. N°: 14;em que a referida bactéria produz maiores quantidadesde "auto-indutor-2" que a bactéria de tipo selvagemcorrespondente.
31. Bactéria, de acordo com a reivindicação 30,caracterizada pelo fato de que a bactéria é uma bactéria deácido lático.
32. Bactéria, de acordo com a reivindicação 30,caracterizada pelo fato de que a bactéria é probiótica.
33. Bactéria, de acordo com a reivindicação 31,caracterizada pelo fato de que a bactéria de ácido lático éselecionada do grupo que consiste em Lactobacillusacidophilus, L. gasseri, L. johnsonii e L. plantarum.
34. Bactéria, de acordo com a reivindicação 31,caracterizada pelo fato de que a bactéria de ácido láticoexpressa um polipeptídeo terapêutico.
35. Bactéria, de acordo com a reivindicação 34,caracterizada pelo fato de que o polipeptídeo terapêutico éheterólogo à bactéria.
36. Bactéria, de acordo com a reivindicação 31,caracterizada pelo fato de que a tolerância ao estresse dabactéria de ácido lático é melhorada.
37. Cultura de bactérias caracterizada pelo fato decompreender as bactérias da reivindicação 30.
38. Método de rastreamento de condições ambientaisque aumentem a adesão da bactéria de ácido lático a umsubstrato caracterizado pelo fato de compreender:a) a submissão da bactéria a uma condição ambientalsuspeita de aumentar a adesão,- e,b) contato da bactéria ao substrato;em que um aumento na adesão da bactéria submetida àcondição ambiental ao substrato comparada à adesão de umabactéria de controle que não foi submetida às condiçõesambientais indica que a condição ambiental é eficaz noaumento da adesão da bactéria.
39. Método, de acordo com a reivindicação 38,caracterizado pelo fato de que a bactéria é selecionada dogrupo que consiste em Lactobacillus acidophilus, L.gasseri, L. johnsonii e L. plantarum.
40. Método, de acordo com a reivindicação 38,caracterizado pelo fato de que o substrato compreende umacélula do trato gastrointestinal ou do trato urogenital.
41. Método, de acordo com a reivindicação 40,caracterizado pelo fato de que a célula compreende umacélula epitelial ou uma célula mucosa.
42. Método para modular a adesão em uma bactériacaracterizada pelo fato de compreender a introdução nabactéria de pelo menos uma molécula de ácido nucleicoheterologo selecionada do grupo que consiste em:a) uma molécula de ácido nucleico que compreende umaseqüência de nucleotideos como apresentada em Id. de Seq. N°:1, 3, OU 21;b) uma molécula de ácido nucleico que hibridiza aocomplemento do ácido nucleico de (a) sob condições severas,as referidas condições severas compreendem hibridização emformamida 50%, NaCl 1 M, SDS 1% a 37°C, e uma lavagem em 0,1 X SSC em 60°C a 65°C;c) uma molécula de ácido nucleico que tem pelo menos 90% de identidade à seqüência de nucleotideos apresentadaem Id. de Seq. N°: 1, 3 ou 21; ou,d) uma molécula de ácido nucleico que codifica umpolipeptídeo que tem pelo menos 90% de identidade a Id. deSeq. N°:2, 4 OU 22;em que a adesão na bactéria é modulada quandocomparada à adesão em uma bactéria que não compreende amolécula de ácido nucleico heterologo de (a), (b) , (c) , ou (d).
43. Método, de acordo com a reivindicação 42,caracterizado pelo fato de que a bactéria é selecionada dogrupo que consiste em Lactobacillus acidophilus, L.gasseri, L. johnsonii e L. plantarum.
44. Método, de acordo com a reivindicação 42,caracterizado pelo fato de que o substrato compreende umacélula do trato gastrointestinal ou do trato urogenital.
45. Método, de acordo com a reivindicação 44,caracterizado pelo fato de que a célula compreende umacélula epitelial ou uma célula mucosa.
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