BRPI0610941A2 - pneumático - Google Patents

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BRPI0610941A2
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Jose Merino
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Michelin Soc Tech
Michelin Rech Tech
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Abstract

PNEUMáTICO. Pneumático que compreende pelo menos uma estrutura de reforço de tipo carcaça (10) ancorada de cada lado em um friso (1), cada friso sendo prolongado radialmente para o exterior por um flanco (6), a estrutura de reforço de tipo carcaça (10) se estendendo circunferencialmente a partir do friso na direção do dito flanco e sendo disposta de modo a que, na porção sensivelmente mediana do flanco, os fios da dita estrutura de reforço compreendam, na circunferência, posições axiais diferentes, de modo a formar ao longo do percurso circunferencial uma sucessão de ondulações sensivelmente regulares que formam um perfil circunferencial ondulado, e por outro lado, fora dessa zona (11), todos os fios de estrutura de tipo carcaça ocupem uma posição axial sensivelmente idêntica.

Description

"PNEUMATICO"
A presente invenção se refere a pneumáticos. Maisespecialmente, ela se refere a um pneumático que compreende umadisposição especial dos fios da estrutura de reforço de tipo carcaça nosflancos, que permite, por um lado, a obtenção de flancos flexíveis, suscetíveisde conferir qualidades, notadamente de conforto e de resistência na rodagemespecialmente favoráveis aos pneumáticos de tamanho baixo, e por outrolado, a obtenção de pneumáticos de tamanho muito baixo ou com alturas deflancos muito reduzidas.
Cada vez mais veículos são equipados com pneumáticos detamanho baixo. Esses tipos de pneumáticos são procurados por suasqualidades intrínsecas em termo de reatividade, de sensação e pela a direçãoesportiva que eles permitem proporcionar. Ora, essas qualidades são comfreqüência obtidas em detrimento do conforto. De fato, quanto mais curtossoa os flancos, mais reduzido é o conforto. Em certos casos em questão, onível de rigidez atingido é tal que o veículo pode se tornar inconfortável emcertos casos muito desfavoráveis, tal como por exemplo em um revestimentobastante degradado.
O documento EP O 667 250 descreve um pneumático comcaracterísticas de maneabilidade melhoradas graças à utilização de reforçoscircunferenciais que compreendem coeficientes de contração térmicosdiferentes. Assim, depois de vulcanização, certos fios - de alto coeficiente -ocupam uma posição axial mais para o interior que outros - aqueles cujocoeficiente é menor -. Por natureza, essas diferentes posições se referem atodo o perfil do pneumático. Um tal processo não permite localizar os desviosde posição axial em uma só porção do perfil.
O documento WO 2004/045870 descreve um pneumático demobilidade estendida cujos fios de reforços são idênticos ou similares ecompreendem posições axiais diferentes. Esse pneumático implica autilização de reforços circunferenciais a meia-altura de flancos a fimnotadamente de evitar ou limitar o abatimento por ocasião de fortessolicitações dos flancos.
A fim de corrigir esses diferentes inconvenientes, a invençãoprevê um pneumático que compreende pelo menos uma estrutura de reforçode tipo carcaça ancorada de cada lado do pneumático em um friso cuja base édestinada a ser montada em um assento de aro, cada friso sendo prolongadoradialmente para o exterior por um flanco, os flancos se unindo radialmentepara o exterior a uma banda de rodagem, a estrutura de reforço de tipo carcaçase estendendo circunferencialmente a partir do friso na direção do dito flanco,uma armadura de topo, cada um dos frisos compreendendo por outro ladouma zona de ancoragem que permite a retenção da estrutura de reforço emcada um dos ditos frisos, a dita estrutura de reforço de tipo carcaça sendodisposta de modo a que, por um lado, na porção sensivelmente mediana doflanco, os fios da dita estrutura de reforço compreendam, na circunferência,posições axiais diferentes, de modo a formar uma zona de flanco comondulações que compreende ao longo do percurso circunferencial umasucessão de ondulações sensivelmente regulares que formam um perfilcircunferencial ondulado, e por outro lado, fora dessa zona, todos os fios deestrutura de tipo carcaça ocupem uma posição axial sensivelmente idêntica.
A solução proposta pela presente invenção permite se liberarde certos inconvenientes dos pneumáticos de tipo corrente. Por outro lado,esse tipo de arquitetura é especialmente vantajoso para os pneumáticos deflancos curtos. Ela permite is além dos limites de concepção atuais e portantoprojetar pneumáticos de flancos muito curtos. Por outro lado, de modoinesperado, foi constatado que os reforços circunferenciais a meia-altura doflanco, tais como apresentados no documento WO 2004/045870, podem seromitidos, sem por isso comprometer as características operacionais dopneumático. O excesso de flexibilidade resultante permite reduzir o tamanhodos flancos, para assim produzir pneumáticos de flancos curtos ou muitocurtos.
De acordo com um modo de realização vantajoso, a dita zonade flanco com ondulações se estende radialmente no flanco entre o friso e azona de topo.
Na dita zona de flanco com ondulações, as diferentes posiçõespossíveis dos fios da dita estrutura se reforço se situam vantajosamente entreum encaminhamento de estrutura de reforço que é o mais axialmente interiore um encaminhamento de estrutura de reforço que é o mais axialmenteexterior.
De acordo com uma variante vantajosa, a superfície exteriordo dito flanco do pneumático, na zona em que a estrutura de reforçocompreende as ditas ondulações, compreende também um perfilcircunferencial ondulado, sensivelmente em correspondência com o dito perfilformado pela dita estrutura de reforço. As ondulações de flanco permitemvisualizar as características arquiteturais internas do pneumático. Esse últimoaspecto permite por exemplo melhor identificar esse tipo de tecnologia. Deacordo com uma variante, a superfície exterior do flanco é sensivelmenteretilínea. A arquitetura especial da estrutura de reforço não é portantorevelada, e o perfil do flanco é classicamente configurado.
De acordo com diversas formas de realização, a posição axialde um fio de reforço, para uma posição circunferencial dada do perfilcircunferencial ondulado, é ou sensivelmente simétrica em cada flanco emrelação ao plano mediano do dito pneumático, ou sensivelmente no ladooposto em cada flanco. Assim, os percursos das estruturas de reforço de tipocarcaça podem ser dispostos de acordo com dois tipos de configurações, oupor exemplo uma configuração "em oposição de fase", na qual a posição axialde um fio de reforço, para uma posição circunferencial dada do perfilcircunferencial ondulado, é sensivelmente simétrica em cada flanco emrelação ao plano mediano do dito pneumático; ou uma configuração "emfase", na qual a posição axial de uma porção de estrutura de reforço, para umaposição circunferencial dada do perfil circunferencial ondulado, estásensivelmente no lado oposto em cada flanco.
De maneira vantajosa, a relação h/H está compreendida entre0,2 e 0,75, e mais especialmente entre 0,2 e 0,50.
De acordo com um modo de realização vantajoso, a distânciaD é no mínimo de 1,25 d.
As distâncias Ded formam vantajosamente entre si umarelação de: 1,5 d <D< 5 d.
Todos os detalhes de realização são dados na descrição que sesegue, completada pelas figuras 1 a 5 nas quais:
As figuras Ia e Ib são cortes radiais que mostramessencialmente um friso, um flanco, e a metade do topo de dois exemplos derealização de um primeiro tipo de pneumáticos de acordo com a invenção;
As figuras 2b e 2c são cortes circunferenciais em vista parcialque mostram essencialmente um flanco com as posições radiais de uma sériede fios de reforço em função de sua posição radial no flanco tal comoilustrada na figura 2a;
As figuras 3a e 3b apresentam variantes de realização doexemplo da figura 2c;
As figuras 4a e 4b são cortes radiais que mostram osencaminhamentos de fios de reforço de flanco em cada um dos flancos, emfase em 4a e em oposição de fase em 4b;
A figura 5b ilustra o perfil dos flancos de um pneumático deacordo com a invenção de acordo com um corte transversal, em diferentesposições ilustradas na figura 5a: em A-A', em "zona estirada" ou "flancoestendido" e em B-B', em zona "flanco ondulado".
A armadura de reforço ou reforço dos pneumáticos éatualmente - e na maior parte das vezes - constituída por um empilhamento deuma ou várias lonas designadas classicamente "lonas de carcaça", "lonas detopo", etc. Esse modo de designar as armaduras de reforço provém doprocesso de fabricação, que consiste em realizar uma série de produtos semi-acabados em forma de lonas, providas de reforços filares com freqüêncialongitudinais, que são depois unidos ou empilhados a fim de confeccionar umesboço de pneumático. As lonas são realizadas planamente, com grandesdimensões, e são depois cortadas em função das dimensões de um produtodado. A união das lonas é também realizada, em um primeiro tempo,sensivelmente planamente. O esboço assim realizado é em seguidaconformado para adotar o perfil toroidal típico dos pneumáticos. Os produtossemi-acabados ditos "de acabamento" são em seguida aplicados sobre oesboço, para obter um produto pronto para a vulcanização.
Um tal tipo de processo "clássico" implica, em especial para afase de fabricação do esboço do pneumático, a utilização de um elemento deancoragem (geralmente um cordonel), utilizado para realizar a ancoragem oua retenção da armadura de carcaça na zona dos frisos do pneumático. Assim,para esse tipo de processo, efetua-se um reviramento de uma porção de todasas lonas que compõem a armadura de carcaça (ou de uma parte somente) emtorno de um cordonel disposto no friso do pneumático. Cria-se desse modouma ancoragem da armadura de carcaça no friso.
A generalização na indústria desse tipo de processo clássico,apesar de numerosas no modo de realizar as lonas e as uniões, levou oprofissional a utilizar um vocabulário calcado no processo; daí a terminologiageralmente admitida, que compreende notadamente os termos "lonas","carcaça", "cordonel", "conformação" para designar a passagem de um perfilplano para um perfil toroidal, etc.
No entanto, existem hoje pneumáticos que não compreendem apropriamente falar "lonas" ou "cordonéis" de acordo com as definiçõesprecedentes. Por exemplo, o documento EP 0 582 196 descreve pneumáticosfabricados sem o auxílio de produtos semi-acabados sob a forma de lonas. Porexemplo, os fios das diferentes estruturas de reforço são aplicadosdiretamente sobre as camadas adjacentes de misturas borrachosas, tudo sendoaplicado por camadas sucessivas sobre um núcleo toroidal cuja forma permiteobter diretamente um perfil que se aparente ao perfil final do pneumático emdecorrer de fabricação. Assim, nesse caso, não são mais encontrados os"semi-acabados", nem as "lonas", nem "cordonel". Os produtos de base taiscomo as misturas borrachosas e os reforços sob a forma de fios ou filamentos,são diretamente aplicados sobre o núcleo. Esse núcleo sendo de formatoroidal, não é mais preciso formar o esboço para passar de um perfil planopara um perfil sob a forma de toro.
Por outro lado, os pneumáticos descritos nesse documento nãodispõem do "tradicional" reviramento de lona de carcaça em torno de umcordonel. Esse tipo de ancoragem é substituído por uma disposição na qualdispõe-se de modo adjacente à dita estrutura de reforço de flanco filamentoscircunferenciais, tudo sendo embutido em uma mistura borrachosa deancoragem ou de ligação.
Existem também processos de montagem em núcleo toroidalque utilizam produtos semi-acabados especialmente adaptados para umacolocação rápida, eficaz e simples em um núcleo central. Finalmente, étambém possível utilizar um misto que compreende ao mesmo tempo certosprodutos semi-acabados para realizar certos aspectos arquiteturais (tais comolonas, cordonéis, etc), enquanto que outros são realizados a partir da aplicaçãodireta de misturas e/ou de reforços sob a forma de filamentos.
No presente documento, a fim de levar em consideração asevoluções tecnológicas recentes tanto no domínio da fabricação quanto para aconcepção dos produtos, os termos clássicos tais como "lonas", "cordonéis",etc, são vantajosamente substituídos por termos neutros ou independentes dotipo de processo utilizado. Assim, o termo "reforço de tipo carcaça" ou"reforço de flanco" é válido para designar os fios de reforço de uma lona decarcaça no processo clássico, e os fios correspondentes,em geral aplicados aonível dos flancos, de um pneumático produzido de acordo com um processosem semi-acabados. O termo "zona de ancoragem" por sua parte, podedesignar tanto o "tradicional" reviramento de lona de carcaça em torno de umcordonel de um processo clássico, quanto o conjunto formado pelosfilamentos circunferenciais, pela mistura borrachosa e pelas porçõesadjacentes de reforço de flanco de uma zona baixa realizada com um processocom aplicação em um núcleo toroidal.
Na presente descrição, o termo "fio" designa em todageneralidade tanto monofilamentos quanto multifilamentos ou uniões comocabos, retorcidos ou ainda qualquer tipo de união equivalente, e isso,quaisquer que sejam a matéria e o tratamento desses fios. Pode se tratar porexemplo de tratamentos de superfície, revestimento ou pré-encolamento parafavorecer a aderência na borracha. A expressão "fio unitário" designa um fiocomposto por um só elemento, sem união. O termo "multifilamentos" designaao contrário uma união de pelo menos dois elementos unitários para formarum cabo, um retorcido, etc.
E sabido que, de modo tradicional, a ou as lonas de carcaçasão reviradas em torno de um cordonel. O cordonel desempenha então umafunção de ancoragem da carcaça. Assim, notadamente, ele suporta a tensãoque se desenvolve nos fios de carcaça por exemplo sob o efeito da pressão deinflação. A disposição descrita no presente documento permite assegurar umafunção similar de ancoragem. Também é conhecido utilizar o cordonel de tipotradicional para assegurar uma função de aperto do friso sobre um aro. Adisposição descrita no presente documento permite também assegurar umpapel similar de aperto.
Na presente descrição, entende-se por goma ou mistura de"ligação", a mistura borrachosa eventualmente em contato com os fios dereforço, que adere a esses últimos e que é suscetível de preencher osinterstícios entre fios adjacentes.
Entende-se por "contato" entre um fio e uma camada de gomade ligação o fato de que pelo menos uma parte da circunferência exterior dofio está em contato estreito com a mistura borrachosa que constitui a goma deligação.
São designados "flancos" as porções do pneumático na maiorparte das vezes de pouca rigidez de flexão situadas entre o topo e os frisos. Échamada de "mistura de flancos" as misturas borrachosas situadas axialmenteexteriormente relativamente aos fios da estrutura de reforço da carcaça e agoma de ligação dos mesmos.
E chamado "friso" a porção do pneumático adjacenteradialmente interiormente ao flanco.
Entende-se por "módulo de elasticidade" de uma misturaborrachosa, um módulo de extensão secante obtido a uma deformação deextensão uniaxial da ordem de 10 % em temperatura ambiente.
Para lembrar, "radialmente para cima", ou "radialmentesuperior" ou "radialmente exteriormente" significa na direção dos maioresraios.
No presente relatório, o termo "fio" designa em todageneralidade tanto monofilamentos quanto multifilamentos, ou uniões comocabos, retorcidos ou então ainda qualquer tipo de união equivalente, e isso,quaisquer que sejam a matéria e o tratamento desses fios, por exemplotratamento de superfície ou revestimento ou pré-encolamento para favorecer aaderência na borracha.
Uma estrutura de reforço ou de reforço de tipo carcaça serádita radial quando seus fios são dispostos a 90°, mas também, de acordo coma terminologia em uso, a um ângulo próximo de 90°.Por características do fio, entende-se por exemplo suasdimensões, sua composição, suas características e propriedades mecânicas(notadamente o módulo), suas características e propriedades químicas, etc.
A distância h é a altura da zona 11 de flanco com ondulações,tal como ilustrado na figura 1.
A distância H representa, de modo clássico, a altura dopneumático a partir da base da zona baixa até a banda de rodagem, tal comoilustrado na figura 1.
A cota "d" representa o diâmetro médio de fios da estrutura dereforço 10.
A cota "D" representa a diferença ou distância entre asposições mais axialmente afastadas ou opostas dos fios da estrutura dereforço, ao longo do perfil, ou, em outros termos, a distância entre o exteriordo perfil do fio que está mais axialmente no exterior e o interior do perfil dofio que está mais axialmente no interior, tal como ilustrado na figura 3b.
As figuras laelb ilustram a zona baixa, notadamente o friso 1de uma primeira forma de execução do pneumático de acordo com ainvenção. O friso 1 compreende uma porção axialmente externa 2 prevista econformada de modo a ser posicionada contra o rebordo de um aro. A porçãosuperior, ou radialmente externa da porção 2 forma uma porção adaptada 5 aogancho de aro. Essa porção é com freqüência encurvada axialmente para oexterior, tal como ilustrado na figura 1. A porção 2 se termina radialmente eaxialmente para o interior por um assento de friso 4, adaptado para serdisposto contra um assento de aro. O friso compreende também uma porçãoaxialmente interna 3, que se estende sensivelmente radialmente a partir doassento 4 na direção do flanco 6.
O pneumático compreende também uma estrutura de reforço10 ou de reforço de tipo carcaça provida de reforços vantajosamenteconfigurados de acordo com uma disposição sensivelmente radial. Essaestrutura pode ser disposta de modo contínuo de um friso ao outro, passandopelos flancos e ô topo do pneumático, ou ainda, ela pode compreende duas ouvárias partes, dispostas por exemplo ao longo dos flancos, sem cobrir atotalidade do topo.
A fim de posicionar os fios de reforço do modo mais precisopossível, é muito vantajoso confeccionar o pneumático sobre suporte rígido,por exemplo um núcleo rígido que impõe a forma de sua cavidade interior.Aplica-se sobre esse núcleo, na ordem exigida pela arquitetura final, todos osconstituintes do pneumático, que são dispostos diretamente em seu local final,sem que o perfil do pneumático deva ser modificado por ocasião daconfecção.
Dois principais tipos de ancoragem da estrutura de reforço detipo carcaça são possíveis. De modo típico, o reviramento da dita estrutura 10em torno de um cordonel 7 ao nível do friso 1 assegura a ancoragem daestrutura de reforço de tipo carcaça no friso, tal com o ilustrado por exemplona figura la.
De outro modo, a função de ancoragem pode ser realizadagraças a uma disposição de fios circunferencial, tal como ilustrado porexemplo na figura lb. Fios circunferenciais 21 dispostos de preferência sob aforma de pilhas 22, formam uma disposição de fios de ancoragem, previstosem cada um dos frisos. Esses fios são de preferência metálicos, eeventualmente recobertos de latão. Diversas variantes prevêemvantajosamente fios de natureza têxtil, como por exemplo feitos de aramida,nylon, PET, PEN, ou híbrida. Em cada pilha, os fios são vantajosamentesensivelmente concêntricos e superpostos.
A fim de assegurar uma perfeita ancoragem da estrutura dereforço, é realizado um friso compósito estratificado. No interior do friso 1,entre os alinhamentos de fio da estrutura de reforço, dispõe-se os fios 21orientados circunferencialmente. Esses últimos são dispostos em uma pilha 22como nas figuras, ou em várias pilhas adjacentes, ou em qualquer disposiçãocuidados, de acordo com o tipo de pneumático e/ou as característicasprocuradas.
As porções de extremidade radialmente internas da estruturade reforço 10 operam junto com os enrolamentos filares. Cria-se assim umaancoragem dessas porções nos ditos frisos. A fim de favorecer essaancoragem, o espaço entre os fios circunferenciais e a estrutura de reforço éocupado por uma mistura borrachosa 60 de ligação ou de ancoragem. Épossível também prever a utilização de várias misturas que têm característicasdiferentes, que delimitam várias zonas, as combinações de misturas e asdisposições resultantes sendo quase ilimitadas. A título de exemplo nãolimitativo, o módulo de elasticidade de uma tal mistura pode atingir ouexceder 10 a 15 MPa, e mesmo em certos casos atingir, e mesmo exceder 40MPa.
As disposições de fios podem ser dispostas e fabricadas devários modos. Por exemplo, uma pilha pode vantajosamente ser constituídapor um só fio enrolado (sensivelmente a zero grau) em espiral em váriasvoltas, de preferência a partir do menor diâmetro na direção do maiordiâmetro. Uma pilha pode também ser constituída por vários fios concêntricoscolocados um no outro, de modo a que sejam sobrepostos anéis de diâmetroprogressivamente crescente. Não é necessário acrescentar uma mistura deborracha para assegurar a impregnação do fio de reforço, ou dos enrolamentoscircunferenciais de fio.
As figuras Ia e Ib ilustram por outro lado os diferentesencaminhamentos possíveis para a estrutura de reforço de tipo carcaça 10.Uma zona de flanco com ondulações 11 se estende radialmente no flancoentre o friso Iea zona de topo 9. Fora dessa zona, todos os fios de estruturade tipo carcaça ocupam uma posição axial sensivelmente idêntica no flanco.Mas nessa zona 11, os diferentes fios repartidos ao longo do flanco nãoocupam todos a mesma posição axial. Isto está bem visível nas figuras 2c, 3ae 3b além das figuras Iae lb. As diferentes posições possíveis se situam entreum encaminhamento de estrutura de reforço que é o mais axialmente interior12 e um encaminhamento de estrutura de reforço que é o mais axialmenteexterior 13 (em traço pontilhado).
Entre essas posições extremas, é possível encontrar uma ouvárias séries de posições intermediárias 16, como ilustrado por exemplo nasfiguras 3a e 3b. De outro modo, tal como mostrado na figura 2c, é possível sóencontrar as posiçõesjimites, sem nenhuma posição intermediária.
As figuras 2b e 2c ilustram bem as nuanças ou variações deposições axiais dos fios de estrutura de reforço no flanco, em função daposição radial nesse último. Assim, a figura 2b mostra bem uma disposiçãosensivelmente linear dos fios no flanco, na medida em que os fios sãoobservados fora da zona ondulada, como por exemplo nas posições radiais B-B' ilustradas na figura 2 a. A figura 2c mostra os mesmos fios em umaposição radial que corresponde sensivelmente à zona ondulada, como porexemplo na posição radial A-A' ilustrada na figura 2a. A zona A-A' estáportanto compreendida na zona ondulada 11 ou intervalo multi-posições.
As figuras 4a e 4b ilustram dois exemplos deencaminhamentos das estruturas de reforços de tipo carcaça de um friso aoutro do pneumático. Em 4b, o encaminhamento é simétrico, ou similar decada lado do eixo meridional de simetria do pneumático. Assim, as diferentesporções das ondulações de um lado e de outro do pneumático estão alinhadas:os vales estão em frente aos vales, os picos estão em frente aos picos. Uma talsimetria apresenta várias vantagens, notadamente do ponto de vista docomportamento de um pneumático estaticamente e dinamicamente bemequilibrado.
Em 4a, as diferentes porções das ondulações de um lado e deoutro do pneumático estão em fase: os vales de um primeiro lado estão emfrente aos picos do segundo lado, os picos do primeiro lado estão em frenteaos vales do segundo. Uma tal disposição anti-simétrica apresenta váriasvantagens, notadamente do ponto de vista da fabricação do pneumático, vistoque todos os segmentos de estrutura de reforço entre os dois frisos tem umcomprimento igual, pouco importa a posição circunferencial, ou o fato de seencontrar em um vale ou um pico.
As figuras 5a e 5b ilustram a influência da posição angular deum pneumático de acordo com a invenção em relação ao solo 30, sobre asevoluções dinâmicas da forma e da amplitude das ondulações. Na zona doflanco delimitada pelo ângulo a, que corresponde sensivelmente à área decontato 310 com o solo 300, o franco sofre uma solicitação mecânica quetende a estender, estirar ou retificar as ondulações, tal como ilustrado nafigura 5b para o perfil A-A' em traços pontilhados, que corresponde ao corteA-A' da figura 5a. A figura 5b mostra por outro lado, em traços cheios, operfil B-B', com as ondulações, que corresponde ao corte B-B' da figura 5a,quer dizer em uma zona que não sofre a influência da área de contato.
Fazendo-se um paralelo com o comportamento dinâmico deum pneumático de tipo radial tradicional (sem ondulações), nota-se os pontosseguintes. Por ocasião da passagem ao nível da área de contato 31, múltiplassolicitações mecânicas intervém. Entre o ponto de entrada e o ponto de saídada área de contato, o pneumático sofre uma grande tensão de alongamento nosentido circunferencial. Ao nível dos flancos, essas solicitações ocasionamum fenômeno de "desradialização" dos fios da estrutura de reforço. Os fiostêm portanto tendência a se afastarem uns dos outros, depois de umestiramento elástico da mistura borrachosa do flanco entre os fios. Essefenômeno provoca, ele próprio, um certo aquecimento do pneumático, quecontribui para aumentar a resistência à rodagem e afeta a resistência doproduto.
Com um pneumático de acordo com a invenção,quecompreende uma zona de flanco com ondulações, as mesmas solicitaçõesmecânicas se manifestam entre a entrada e a saída da área de contato. Noentanto, as ondulações proporcionam uma espécie de "reserva" de matéria,disponível para responder às diversas solicitações mecânicas devidas àsdeformações ao nível da passagem na área de contato, e em especial assolicitações circunferenciais. Essa reserva disponível reduz ou pode mesmoem certos casos evitar o recurso ao estiramento da mistura borrachosa entre osfios. Assiste-se portanto a uma deformação das ondulações na zona angulardo pneumático que corresponde à área de contato. As ditas ondulações "seaplanam", ou diminuem de amplitude. As solicitações mecânicas devidas àárea de contato são portanto de um certo modo amortecidas ou absorvidaspelas ondulações dos flancos. Essa deformação proporciona uma flexibilidadeque é especialmente vantajosa para os pneumáticos de flancos curtos ou muitocurtos, como por exemplo pneumáticos de séries 35 ou 40.
A fabricação industrial de um pneumático de acordo com ainvenção pode ser realizada de acordo com diversos tipos de processos. Demaneira vantajosa, é utilizado um princípio de colocação sobre núcleo centralque permite ou a colocação individual dos elementos constituintes tais comoas misturas borrachosas e os reforços (fios) ou ainda a colocação de produtossemi-acabados tais como lamelas borrachosas reforçadas. Com um talprocesso, é utilizado um núcleo central provido de ondulações na zona quecorresponde sensivelmente à zona 11 do pneumático, permitindo assimconferir, desde a colocação dos diferentes elementos, a forma ou perfilondulado dos flancos, tal como previamente descrita.
Também é possível realizar o pneumático com um moldeexterior que entraria em contato com o flanco ondulado. O interior pode sermoldado por um molde rígido ou uma membrana flexível, ou ainda um moldeparcialmente rígido constituído por exemplo por seções rígidas separadas porseções de membranas.

Claims (10)

1. Pneumático que compreende pelo menos uma estrutura dereforço (10) de tipo carcaça ancorada de cada lado do pneumático em umfriso (1) cuja base é destinada a ser montada em um assento de aro, cada frisosendo prolongado radialmente para o exterior por um flanco (6), os flancos seunindo radialmente para o exterior a uma banda de rodagem, a estrutura dereforço (10) de tipo carcaça se estendendo circunferencialmente a partir dofriso (1) na direção do dito flanco, uma armadura de topo, cada um dos frisoscompreendendo por outro lado uma zona de ancoragem que permite aretenção da estrutura de reforço em cada um dos ditos frisos, a dita estruturade reforço de tipo carcaça sendo disposta de modo a que, por um lado, naporção sensivelmente mediana do flanco, os fios da dita estrutura de reforçocompreendam, na circunferência, posições axiais diferentes, de modo aformar uma zona de flanco com ondulações (11) que compreende ao longo dopercurso circunferencial uma sucessão de ondulações sensivelmente regularesque formam um perfil circunferencial ondulado, e por outro lado, fora dessazona (11), todos os fios de estrutura de tipo carcaça ocupem uma posiçãoaxial sensivelmente idêntica.
2. Pneumático de acordo com a reivindicação 1, caracterizadopelo fato de que a dita zona (11) de flanco com ondulações se estenderadialmente no flanco entre o friso (1) e a zona de topo (9).
3. Pneumático de acordo com uma das reivindicações 1 ou 2,caracterizado pelo fato de que na dita zona (11) de flanco com ondulações, asdiferentes posições possíveis dos fios da dita estrutura se reforço se situamvantajosamente entre um encaminhamento de estrutura de reforço que é omais axialmente interior (12) e um encaminhamento de estrutura de reforçoque é o mais axialmente exterior (13).
4. Pneumático de acordo com uma das reivindicaçõesprecedentes, caracterizado pelo fato de que a superfície exterior do dito flancodo pneumático, na zona em que a estrutura de reforço compreende as ditasondulações, compreende também um perfil circunferencial ondulado,sensivelmente em correspondência com o dito perfil formado pela ditaestrutura de reforço.
5. Pneumático de acordo com uma das reivindicações 1 a 4,caracterizado pelo fato de que a posição axial de um fio de reforço, para umaposição circunferencial dada do perfil circunferencial ondulado, ésensivelmente simétrica em cada flanco em relação ao plano mediano do ditopneumático.
6. Pneumático de acordo com uma das reivindicações 1 a 4,caracterizado pelo fato de que a posição axial de um fio de reforço, para umaposição circunferencial dada do perfil circunferencial ondulado, estásensivelmente no lado oposto em cada flanco.
7. Pneumático de acordo com uma das reivindicaçõesprecedentes, caracterizado pelo fato de que a relação h/H está compreendidaentre 0,2 e 0,75.
8. Pneumático de acordo com a reivindicação 7, caracterizadopelo fato de que a relação h/H está compreendida entre 0,2 e 0,50.
9. Pneumático de acordo com uma das reivindicaçõesprecedentes, caracterizado pelo fato de que a distância D é no mínimo de 1,25 d.
10. Pneumático de acordo com a reivindicação 9, caracterizadopelo fato de que as distâncias Ded formam vantajosamente entre si umarelação de: 1,5 d < D < 5 d.
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