BRPI0611077A2 - produtos de cama ou assento, molas de enrolamento helicoidal e respectivo método de produção de núcleo de mola - Google Patents

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Abstract

Produtos de Cama ou Assento, Molas de Enrolamento Helicoidal e Respectivo Método de Produção de Núcleo de Mola. é aqui descrito um produto de cama ou assento (10) tendo um núcleo de mola (12) que compreende molas de enrolamento (26) tendo viradas de extremidade não atadas (72, 74) feitas de arame de elevada resistência tênsil. Em cada modalidade, as viradas de extremidade (72, 74) das molas em espiral (26) são geralmente formadas em U tendo uma perna (76) mais longa do que a outra (78), sendo as pernas (76, 78) juntas por um conector arqueado (80). As molas (26) são orientadas no núcleo de mola (12) de tal modo que uma perna longa (76) de uma virada de extremidade (72) limita uma perna curta (78) da virada de extremidade adjacente (72) antes de ser envolvida em arame de alça helicoidal (32). O arame tênsil elevado possibilita que as molas de enrolamento (26) sejam fabricadas usando menos arame que antes era possível.

Description

"Produtos de Cama ou Assento, Molas de Bnrolamento Helicoidal e Respectivo Método de Produção de Núcleo de Mola"
Relatório Descritivo Campo da Invenção
Esta invenção relaciona-se em geral com produtos de cama ou assento e, mais particularmente, com um núcleo de mola para um colchão composto de molas em espiral identicamente formadas tendo viradas de extremidade não atadas.
Antecedentes da Invenção
Tradicionalmente, os núcleos de mola para colchões têm consistido numa pluralidade de filas paralelas espaçadas de molas de enrolamento helicoidais montadas entre arames de borda; sendo as molas de enrolamento adjacentes aos arames de bordas presas a eles via arames de laço helicoidais, clipes de metal de lâmina ou outros conecto- res. As viradas de extremidade superior e inferior de molas de enrola- mento adjacentes geralmente são conectadas umas às outras por arames de laço helicoidais. As molas de enrolamento são dispostas em colunas que se estendem longitudinalmente e filas que se estendem transversal- mente. O enchimento e os estofos são comumente fixados a superfícies opostas do núcleo de mola, resultando, assim, no que é conhecido na indústria como um colchão de dois lados para uso de cada lado.
Recentemente, foram desenvolvidos núcleos de mola tendo apenas um arame de borda a que as viradas de extremidade das molas em espiral externo são fixadas. Depois de enchimento e/ou outros materiais serem colocados sobre a superfície superior do núcleo de mola em que o arame de borda fica localizado, é costurada ou fixada uma cobertura estofada em torno do núcleo de mola e materiais de almofa- damento, criando, assim, o que é conhecido na indústria como um colchão unilateral ou de um lado só.
As viradas de extremidade superior e inferior de molas em espiral não atadas são freqüentemente feitas de partes ou pernas retas que se contatam uma à outra, quando as molas de enrolamento são colocadas uma a seguir à outra. Por exemplo, na Patente US 4.726.572, as viradas de extremidade não atadas das molas de enrolamento têm pernas relativamente retas de um comprimento idêntico. As molas de enrolamento adjacentes são conectadas uma à outra em suas viradas de extremidade com arames de laço helicoidais. Uma perna de uma virada de extremidade de uma mola de enrolamento é fixada ao lado da perna oposta de uma virada de extremidade da mola helicoidal adjacente. As pernas lado a lado são presas em conjunto com arames de laço helicoi- dais.
Quando montadas, as molas de enrolamento desse núcleo de mola podem mover-se dentro do arame de alça helicoidal, ocasionando desalinhamento ou alinhamento não paralelo de espirais em filas adja- centes de espirais. Este desalinhamento ocasiona que as molas de enrolamento se alinhem impropriamente. As linhas que conectam os eixos centrais das molas em espiral não mais formam um ângulo de 90 graus como deviam. Este desalinhamento muda um núcleo de mola retangular ou quadrado num losango. Uma forma tão desigual deve, então, ser corrigida com custo adicional. Isto resulta, na maioria dos casos, em problemas de compressão, quando uma unidade de mola for comprimida com propósitos de transporte. As espirais desalinhadas ficarão danificadas na compressão/descompressão forçada. Numa montagem de colchão, as espirais erradamente comprimidas resultarão numa superfície de sono desigual. Esta superfície de sono desigual será visível para um consumidor depois que os materiais de almofadagem, tais como a espuma e os materiais fibrosos tomarem a sua forma, normalmente depois de alguns meses de uso.
A fim de evitar este problema de desalinhamento, foram desenvolvidos núcleos de mola tendo molas em espiral individuais com extremidades viradas conformadas em U tendo uma perna de um com- primento maior do que a sua perna oposta, como na Patente US 4.817.924. Mais uma vez, as molas de enrolamento, adjacentes ao núcleo de mola da Patente US 4.817.924 são conectadas com arames de laço helicoidais em suas viradas de extremidade. Todavia, devido à diferença de comprimentos de pernas das viradas de extremidade con- formadas em U, o arame de alça helicoidal envolve-se em mais de uma revolução em torno da perna mais longa da virada de extremidade conformada em U do que em torno da perna mais curta da virada de extremidade conformada em U da mola em espiral adjacente. Os dife- rentes comprimentos de perna ligados em conjunto com o arame de alça helicoidal corrigem o desalinhamento ou situação de desvio de espiral.
As molas de enrolamento com viradas de extremidade não atadas, tais como aquelas descritas nas Patentes US 5.584.083 e 4.817.924, têm viradas de extremidade superior e inferior que são rodadas de aproximadamente 180 graus uma em relação à outra, de modo a dispor as pernas menor e mais longa da virada da extremidade superior em simetria de espelho com as pernas menor e mais longa, respectivamente, da virada da extremidade inferior associada. Essa orientação alivia o processo de fabrico permitindo que todas as molas em espiral do núcleo de mola fiquem orientadas de uma maneira idêntica exceto para uma fila (ou coluna) externa de molas de enrolamento, cujas molas em espiral são rodadas em relação ao remanescente das molas em espiral, a fim de possibilitar que as viradas de extremidade de todas as molas em espiral fiquem fixadas nos arames de borda. A orientação idêntica das molas em espiral (com exceção de uma fila ou coluna) permite que a perna longa de uma virada de extremidade de uma mola helicoidal fique helicoidalmente atada à perna mais curta da virada de extremidade da mola helicoidal adjacente pelas razões descritas acima.
Uma desvantagem para um núcleo de mola montado dessa maneira é que as molas de enrolamento podem exibir uma propensão pronunciada para se inclinarem lateralmente em afastamento da extre- midade aberta, quando é colocada "uma carga" nelas. Uma solução que foi utilizada superar esta propensão de inclinação foi orientar as molas em espiral tendo viradas de extremidades não atadas de um modo de tabuleiro de damas dentro do núcleo de mola, sendo todas as outras molas helicoidais dentro de uma fila ou coluna particular trançadas a 180 graus de maneira que as extremidades livres das viradas de extre- midade sejam helicoidalmente atadas em conjunto, conforme mostrado na Patente US 6.375.169. Todavia, alinhar as molas em espiral dessa maneira de tabuleiro de damas pode ser difícil de fazer numa máquina automatizada, consome tempo e, portanto é dispendioso.
A fim de reduzir a contagem de espirais de um núcleo de mola (o número de molas de enrolamento usado num produto de tama- nho particular) e, portanto, a despesa do núcleo de mola, pode ser desejável incorporar, no núcleo de molas, molas de enrolamento tendo viradas de extremidade não atadas que sejam substancialmente maiores do que o diâmetro da parte espiral mediana ou central da mola helicoi- dal. Antes da presente invenção, essas molas em espiral exibiam ten- dências exageradas de inclinação, isto é, quanto o maior o tamanho da cabeça ou o tamanho das viradas de extremidade, o maior o encosto, quando era colocada uma carga na mola helicoidal.
Portanto, existe uma necessidade de uma mola helicoidal não atada que não encoste nem incline numa direção, quando carregada.
A maior despesa no fabrico de núcleos de mola ou monta- gens é o custo da matéria-prima, o custo do aço usado para fazer as molas em espiral que são montadas em conjunto. Atualmente e por muitos anos, o arame a partir do qual têm sido fabricadas as molas de enrolamento não atadas tem uma resistência à tração não maior do que 20.300 kgfcm-2. Este arame padrão, de outra forma conhecido como arame de grau AC&K (Automatic Coiling and Knotting) tem uma resistên- cia tênsil da ordem de 15.400 a 18.200 e é mais espesso, isto é, tem um diâmetro maior do que o arame de elevada resistência tênsil, isto é, um arame tendo uma resistência à tração maior do que 20.3000 kgfcm-2. A fim de alcançar a mesma resiliência ou retorno de puxão, uma mola helicoidal feita de arame de medida normal deve ter metade de uma virada adicional, quando comparado com uma mola helicoidal feita de arame tênsil elevado. Noutras palavras, o passo das molas em espiral feitas de arame tênsil elevado pode ser maior em comparação com as molas em espiral feitas de arame normal. As molas em espiral feitas de arame de elevada resistência também não tendem a acamar-se nem deformar-se permanentemente, quando colocadas sob carga significativa durante um período alongado de tempo, isto é durante o transporte. Portanto, existe uma pretensão na indústria de fazer molas em espiral tendo viradas de extremidade não atadas de arame de elevada resistên- cia à tração, porque é necessário menos arame para fabricar cada mola helicoidal.
Embora as molas de enrolamento feitas de arame de elevada resistência à tração possam ser desejáveis pelas razões acima afirmadas, as molas em espiral feitas de arame tendo uma resistência demasiado elevada à tração são muito frágeis e podem quebrar ou fraturar facilmen- te. Portanto, existe uma janela de resistência á tração desejável do arame usado para fazer molas de enrolamento tendo viradas de extremi- dade não atadas.
Sumário da Invenção
A invenção deste Pedido proporciona um produto de cama ou assento, compreendendo um núcleo de mola ou conjunto de molas composto de uma pluralidade de molas em espiral identicamente confi- guradas, revestindo o enchimento pelo menos uma superfície do núcleo de mola e uma cobertura estofada que envolve o núcleo de mola e o enchimento. Cada mola helicoidal é feita de uma peça única de arame tendo uma parte da espiral central de um raio fixo que define um eixo central de mola e que termina em extremidades opostas com viradas de extremidade superior e inferior não atadas dispostas em planos substan- cialmente perpendiculares ao eixo de mola.
O produto de cama ou assento tem uma dimensão ou comprimento longitudinal que se estende a partir de uma superfície de extremidade até a superfície de extremidade oposta do produto. De modo semelhante, o produto tem uma dimensão ou largura transversal que se estende a partir de uma superfície lateral até a superfície lateral oposta. Tipicamente, a dimensão longitudinal é maior do que a dimen- são transversal; porém, produtos quadrados tendo dimensões longitudi- nais e transversais idênticas estão dentro do âmbito da presente inven- ção.
As molas em espiral do produto são dispostas transversal- mente estendendo-se em filas lado a lado e longitudinalmente estenden- do-se em colunas lado a lado conectadas umas com as outras nas viradas de extremidade superior e inferior por arames de alças helicoi- dais. Na maioria das modalidades da presente invenção, os arames de alças helicoidais correm transversalmente ou de lado a lado do produto nos planos das viradas de extremidade superior e inferior das molas em espiral. Todavia, fica dentro da consideração da presente invenção que os arames de laço helicoidais se estendam numa direção longitudinal ou da cabeça para o pé do produto. As viradas de extremidade das molas em espiral externas são fixadas a pelo menos um arame de borda.
Cada uma das viradas de extremidade superior e inferior é substancialmente conformada em U, tendo uma perna longa e uma perna curta juntas por um conector arqueado ou curvado. Numa modalidade da presente invenção, a perna longa fica localizada na extremidade não atada livre de cada uma das viradas de extremidade. Nesta modalidade, as pernas longas de cada uma das viradas de extre- midade são localizadas no mesmo lado da parte da espiral central da mola helicoidal, isto é, no mesmo lado do eixo de mola. Nesta modalida- de, o lado aberto de uma virada de extremidade (oposta ao conector) de cada mola helicoidal é orientado oposto ao lado aberto da outra virada de extremidade (oposta ao conector) da mola em espiral. Noutras palavras, os lados abertos das viradas de extremidade ficam nos lados opostos da parte da espiral central e eixo de mola da mola helicoidal. Conseqüen- temente, apenas um arame de borda pode ser fixado nas viradas de extremidade das molas em espiral externas, porque o arame de borda não pode ser fixado num lado aberto de uma virada de extremidade.
Em cada modalidade da presente invenção, as molas em espiral são orientadas no núcleo de mola com a perna longa de uma virada de extremidade ficando adjacente à perna curta da virada de extremidade adjacente de uma mola helicoidal adjacente, envolvendo o arame de alça helicoidal a ambos por razões descritas acima. Nesta modalidade, a fim de fixar um arame de borda nas molas em espiral externas, uma coluna ou fila externa de molas em espiral deve ser rodada em torno do seu eixo.
Uma modalidade alternativa da presente invenção compre- endeum produto de cama ou assento tendo um núcleo de mola feito de molas em espiral idênticas fixadas em conjunto nas suas viradas de extremidade não atadas, sendo as viradas de extremidade não atadas das molas em espiral externo fixadas em arames de borda superior e inferior. Nesta modalidade, as molas em espiral são orientadas no núcleo de mola da mesma maneira exceto as molas em espiral ao longo das colunas externas. A fim de fixar os arames de borda nas viradas de extremidade das molas em espiral nestas duas colunas externas, cada uma das outras molas helicoidais deve ser rodada e sacudida num montador antes de ser presa num arame de borda. Deste modo, cada mola helicoidal ao longo das colunas externas é presa apenas a um arame de borda.
Nesta modalidade alternativa, cada mola helicoidal é identi- camente formada com viradas de extremidade não atadas, sendo cada virada de extremidade substancialmente conformada em U, tendo uma perna longa e uma perna curta juntas por um conector arqueado ou curvado. Cada mola helicoidal tem uma virada de extremidade tendo a sua perna longa localizada na extremidade não atada livre da virada de extremidade. A outra virada de extremidade da mola helicoidal tem a sua perna curta localizada na extremidade não atada livre da virada de extremidade. Nesta modalidade, as extremidades não atadas livres da virada de extremidade estão do mesmo lado da parte da espiral central e eixo central de mola da mola helicoidal. Nesta modalidade alternativa, tal como a modalidade acima descrita, o lado aberto de uma virada de extremidade (oposta ao conector) de cada mola helicoidal é orientada oposta ao lado aberto da outra virada de extremidade (oposta ao conec- tor) da mola helicoidal. Conseqüentemente, para fixar uma virada de extremidade das molas em espiral externas aos arames de borda, cada uma das outras molas helicoidais externas deve ser rodada e sacudida de uma maneira automatizada antes de ser fixada num dos arames de borda.
De acordo com outro aspecto da presente invenção, em qualquer uma das modalidades acima descritas, as viradas de extremi- dade podem ser aumentadas em relação ao diâmetro da parte da espiral central da mola helicoidal. Nessas modalidades, as pernas de cada virada de extremidade são lateralmente espaçadas para fora a partir da parte da espiral central em relação ao eixo da mola central. Nesses casos, a distância lateral entre uma das pernas de cada virada de extremidade e o eixo da mola central é maior do que a distância lateral entre a outra das pernas e o eixo central de mola. Em modalidades selecionadas, a distância lateral entre uma das pernas de cada virada de extremidade e o eixo central de mola é pelo menos duas vezes maior do que a distância lateral entre a outra das pernas e o eixo central de mola. As pernas das viradas de extremidade nas extremidades livres das viradas de extremidade são aquelas mais afastadas da parte da espiral central e o eixo central da mola helicoidal.
Em cada uma das modalidades da presente invenção, todas as molas em espiral estão, de preferência, orientadas dentro do núcleo de mola, assim, todas são da mesma mão, um termo conhecido na indústria. Por exemplo, todas as molas em espiral rodam na mesma direção (no sentido de rotação dos ponteiros do relógio ou no sentido oposto), à medida que arame se enrola ou estende para baixo em torno do eixo espiral central da mola helicoidal.
Em cada uma das modalidades da presente invenção, as molas em espiral são feitas de arame de elevada resistência tênsil. Este arame tênsil elevado tem uma resistência à tração de 20.300 kgfcrrr2 e geralmente na faixa de 20.300 kgfcnr2 a 22.400 kgfcm2. Antes, as molas em espiral tendo viradas de extremidade não atadas eram fabrica- das de arame de grau AC&K (Automatic Coiling and Knotting) tendo uma resistência à tração na ordem de 15.400 a 18.200 kgfcm2. Utilizando um arame de elevada resistência tênsil para formar estas molas em espiral, é possível usar arame de diâmetro menor do que tem sido usado antes para formar molas em espiral tendo viradas de extremidade não atadas e ainda obter desempenho de molas que é semelhante ou melhor do que o das molas em espiral tendo viradas de extremidade não atadas feitas de arame de grau AC&K. Como o arame é arame de elevada resistência tênsil, é possível fazer uma mola helicoidal tendo menos viradas ou revoluções, enquanto ainda se obtém características de desempenho equiparadas ou melhores, isto é, resiliência e firmeza.
A vantagem primária desta invenção é que possibilita que menos arame seja utilizado no fabrico de molas em espiral do que tem sido possível antes, enquanto ainda mantém as mesmas características de desempenho ou melhores, isto é, resiliência e ajuste, quando compri- midas. De fato, as economias na quantidade de material utilizado para obter molas das mesmas características podem situar-se em qualquer faixa desde 10 até 30% em comparação com as molas helicoidais tradi- cionais tendo viradas de extremidade não atadas ou as assim chamadas molas "LFK" atualmente sendo fabricadas a partir de arame de grau AC&K convencional.
A prática desta invenção resulta numa economia substancial de custo de arame como conseqüência de utilizar menos arame do que antes tem sido exigido para fabricar molas helicoidais tendo viradas de extremidade não atadas com idênticas características de desempenho.
Esta invenção também exige um grau mínimo de mudança para o maquinário e equipamento existentes utilizados para fabricar molas em espiral convencionais tendo viradas de extremidade não atadas. Estas e outras vantagens desta invenção ficarão prontamen- te evidentes para aquelas pessoas qualificadas nesta técnica, após revisão do sumário seguinte e descrições detalhadas da invenção.
Breve Descrição dos Desenhos
Os desenhos anexos, que são incorporados e constituem uma parte deste Relatório Descritivo, ilustram modalidades da invenção e, em conjunto com uma descrição geral da invenção dada acima e a descrição detalhada das modalidades abaixo, servem para explicar os princípios da invenção.
A Figura 1 é uma vista superior de um produto de cama ou assento tendo um núcleo de mola feito de acordo com um aspecto da presente invenção;
a Figura 2 é uma vista em perspectiva de uma mola helicoi- dal do estado da técnica tendo viradas de extremidade não atadas;
a Figura 2A é uma vista de topo da mola helicoidal do estado da técnica da Figura 2;
a Figura 2B é uma vista em projeção lateral da mola helicoi- dal do estado da técnica da Figura 2;
a Figura 2C é uma vista em projeção lateral da mola helicoi- dal do estado da técnica da Figura 2 numa condição comprimida;
a Figura 3 é uma vista em perspectiva de uma mola helicoi- dal usada no núcleo de mola da Figura 1 tendo viradas de extremidade não atadas feitas de acordo com um aspecto da presente invenção;
a Figura 3A é uma vista superior da mola helicoidal da Figura 3;
a Figura 3B é uma vista em projeção lateral da mola helicoi- dal da Figura 3;
a Figura 3C é uma vista em projeção lateral da mola helicoi- dal da Figura 3 numa condição comprimida;
a Figura 4 é uma vista tomada ao longo da linha 4-4 da Figura 3, que mostra a virada da extremidade superior não atada da mola helicoidal da Figura 3;
a Figura 5 é uma vista tomada ao longo da linha 5-5 da Figura 3, que mostra a virada de extremidade inferior não atada da mola helicoidal da Figura 3;
a Figura 6 é uma vista superior aumentada da parte do produto ilustrada nas linhas a tracejado da Figura 1;
a Figura 7 é uma vista em perspectiva de uma parte do núcleo de mola da Figura 1 olhando a partir da direção de seta 7 da Figura 1;
a Figura 8 é uma vista superior de um produto de cama ou assento tendo um núcleo de mola feito de acordo com outro aspecto da presente invenção;
a Figura 9 é uma vista em perspectiva de modalidade alternativa da mola helicoidal tendo viradas de extremidade não atadas;
a Figura 10 é uma vista superior da mola helicoidal da Figura 9;
a Figura 11 é uma vista da parte inferior da mola helicoidal de Figura 9;
a Figura 12 é uma vista superior aumentada da parte do produto ilustrada nas linhas a tracejado na Figura 8; e
a Figura 13 é uma vista em perspectiva de uma parte do núcleo de mola da Figura 8 olhando a partir da direção de seta 13 da Figura 8;
a Figura 14 é uma vista em perspectiva de uma parte do núcleo de mola da Figura 8 olhando a partir da direção de seta 13 da Figura 8 e mostrando a rotação e sacudida de uma das molas em espiral externas;
a Figura 15 é uma vista em perspectiva de modalidade alternativa da mola helicoidal tendo viradas de extremidade não atadas; a Figura 16 é uma vista de topo da mola helicoidal da Figura 15; e
a Figura 17 é uma vista da parte inferior da mola helicoidal da Figura 15.
Descrição Detalhada dos Desenhos
Com referência aos desenhos e particularmente à Figura 1, é ilustrado um produto de cama ou assento na forma de um colchão 10 feito segundo um aspecto da presente invenção. Embora seja ilustrado um colchão 10, qualquer aspecto da presente invenção pode ser usado para montar qualquer produto de cama ou assento. O colchão 10 compreende um núcleo de mola ou conjunto de molas 12, um enchimen- to 14 localizado em cima de uma superfície superior 16 do colchão 10 (ver a Figura 7) e uma cobertura estofada 18 que envolve o núcleo de mola 12 e o enchimento 14.
Como mostrado na Figura 7, a superfície superior geralmen- te plana 16 do produto 10 é geralmente localizada num plano PI. De modo semelhante, o produto 10 tem uma superfície inferior geralmente plana 20 localizada geralmente num plano P2. A distância entre as superfícies superior e inferior 16, 20 do produto 10 é definida como a 20 altura H do produto 10. Ver a Figura 7. Com referência de volta à Figura 1, o produto 10 tem uma dimensão ou comprimento longitudinal L definido como a distância entre as superfícies terminais opostas 22 e uma dimensão ou largura transversal W definida como a distância entre as superfícies laterais opostas 24.
Como melhor ilustrado nas Figuras 1, 6 e 7, o núcleo de mola 12 compreende uma pluralidade de molas em espiral idênticas alinhadas 26 feitas de acordo com um aspecto da presente invenção. Uma das molas em espiral 26 é ilustrada em detalhe nas Figuras 3, 3A, 3B, 3C, 4 e 5. Com referência à Figura 1, as molas em espiral 26 são dispostas filas que se estendem transversalmente 28 e colunas que se estendem longitudinalmente 30. Arames de laço helicoidais 32 que se estendem transversalmente e localizados geralmente nas superfícies superiores e inferiores 16, 20 do núcleo de mola 12 juntam-se a filas adjacentes 26 de molas em espiral 26 em conjunto de uma maneira descrita abaixo. As molas em espiral 26 são da mesma mão; o arame estende-se numa direção da rotação dos ponteiros do relógio, à medida que o arame se desloca para baixo na mola helicoidal (de cima para baixo). Ver a Figura 1.
Como melhor ilustrado nas Figuras 1 e 6, as molas em espiral 26 são orientadas na mesma direção dentro do núcleo de mola 12 com exceção das molas em espiral 26 da coluna externa 31. As molas em espiral 26 da coluna 31 são rodadas de 180 graus em torno dos eixos de mola central 34 das molas em espiral 26 em relação às molas em espiral 26 dentro das colunas 30. Esta rotação das molas em espiral 26 possibilita que cada uma das molas em espiral externas 26 seja presa ou de outra maneira fixada a um arame de borda superior 36 com clipes 38. Ver as Figuras 1, 6 e 7.
As Figuras 2, 2A, 2B e 2C ilustram uma mola helicoidal do estado da técnica 40 feita de uma peça única de arame tendo uma parte da espiral central 42 composta de uma pluralidade de sucessivas alças ou revoluções helicoidais 44 do mesmo diâmetro que definem um eixo central de mola 46. A mola helicoidal do estado da técnica 40 tem uma virada de extremidade superior não atada 48 disposta substancialmente num plano P3 e uma virada de extremidade inferior não atada 50 dispos- ta substancialmente num plano P4, sendo os planos P3 e P4 substanci- almente perpendiculares ao eixo central de mola 46. Ver a Figura 2B. Cada uma das viradas de extremidade não atadas 48, 50 é identicamen- te formada, sendo cada uma substancialmente conformada em U e tendo uma perna longa 52 e uma perna curta 54 juntas em conjunto com um conector arqueado ou curvado 56. A perna longa 52 fica localizada na extremidade não atada livre de cada uma das viradas de extremidade 48, 50. A perna longa 52 de cada virada de extremidade 48, 50 estende-se numa peça ou parte de cauda 58 tendo uma extremidade 60. Cada uma das extremidades 48, 50 junta-se à parte da espiral central 42 na localização 62 e cada uma das pernas longas 52 junta-se à peça de cauda 58 na localização 64. As viradas de extremidade opostas 48, 50 são rodadas de aproximadamente 180 graus em relação uma à outra, de forma a dispor as pernas longa e curta 52, 54, respectivamente da virada da extremidade superior 48 de cada mola helicoidal anterior do estado da técnica 40 em simetria de espelho com as pernas longas e curtas 52, 54, respectivamente, da virada de extremidade inferior associada 50.
Conseqüentemente, as pernas longas 52 das viradas de extremidade 48, 50 ficam localizadas nos lados opostos da parte da espiral central 42 e lados opostos do eixo espiral central 46. Ver a Figura 2A.
Esta mola do estado da técnica 40 é conhecida na indústria como uma mola "LFK" padrão, que tem 4,75 viradas ou revoluções. A primeira virada inferior começa na extremidade livre 60 e termina numa extremidade de perna curta 54 ou localização 62. A extremidade de cada virada sucessiva é mostrada na Figura 2 com uma marca 61. A virada da extremidade superior 48 é considerada como uma virada de três quartos, menos do que uma virada completa.
Como mostrado na Figura 2C, quando uma carga dirigida para baixo (ver a seta 65) é colocada numa mola helicoidal LFK padrão tal como a mola helicoidal do estado da técnica 40 mostrada na Figura 2, a mola helicoidal 40 inclina-se numa direção lateral no sentido da perna mais curta 54 da virada de extremidade superior 48, na direção da seta 66. As Figuras 2A e 2B ilustram a mola helicoidal do estado da técnica 40 em repouso sem carga nela colocada. Numa condição dessas descar- regada relaxada, o eixo da mola central 46 é vertical. A Figura 2C ilustra a mola helicoidal do estado da técnica 40 comprimida ou carregada na direção da seta 65, de forma que a virada da extremidade superior 48 se desloque a partir da posição mostrada nas linhas a tracejado para a posição mostrada nas linhas a cheio. Na sua condição comprimida ou carregada, o eixo central de mola 46 não está mais vertical, mas, bastan- te inclinada numa posição mostrada pelo número 46' na Figura 2C, de maneira a formar um ângulo agudo com o eixo vertical. Essa inclinação é indesejável numa mola helicoidal e é eliminada com a presente inven- ção, como será descrito em detalhe abaixo. Novamente, quanto maiores as viradas de extremidade das molas em espiral do estado da técnica 40, maior a inclinação.
As Figuras 3, 3A, 3B, 3C, 4 e 5 ilustram uma modalidade de mola helicoidal 26 feita de acordo com a presente invenção. As Figuras 3, 3A e 3 B ilustram uma mola helicoidal 26 numa condição relaxada ou não comprimida. A mola helicoidal 26 é feita de uma peça única de arame tendo uma parte da espiral central 68 composta de uma plurali- dade de alças ou revoluções helicoidais sucessivas 70 do mesmo diâme- tro que definem um eixo central de mola 34. A mola helicoidal 26 tem uma virada de extremidade superior não atada 72 disposta substancial- mente num plano P4 e uma virada de extremidade inferior não atada 74 disposta substancialmente num plano P6, sendo os planos P5 e P6 substancialmente perpendiculares ao eixo central de mola 34. Ver a Figura 3B.
Cada uma das viradas de extremidade não atadas 72, 74 é formada identicamente, de modo que bastará para ambas uma descrição de uma virada de extremidade. Cada virada de extremidade 72, 74 é substancialmente conformada em U e tem uma perna longa arqueada 76 e uma perna curta arqueada 78 juntas em conjunto com uma trama ou conector de base arqueado 80. Cada virada de extremidade 72, 74 tem também um lado aberto 57 oposto ao conector 80. Ver as Figuras 4 e 5. Com referência à Figura 4, que mostra a virada de extremidade superior 72, a perna longa arqueada 76 tem um comprimento Ll e a perna curta arqueada 78 tem um comprimento L2 menor do que o comprimento Ll da perna longa 76. De modo semelhante, com referência à Figura 5, que tem um comprimento Ll e a perna curta arqueada 78 tem um compri- mento L2 menor do que o comprimento Ll da perna longa 76. Em cada virada de extremidade, a perna longa 76 fica localizada na extremidade livre não atada da virada de extremidade 72, 74, respectivamente. Em conseqüência, a perna longa 76 de cada virada de extremidade 72, 74 estende-se para dentro de uma peça de cauda 82 tendo uma extremida- de 84. A peça de cauda 82 de cada virada de extremidade 72, 74 é interiormente curvada para o meio da mola helicoidal 26, a fim de evitar perfurar o enchimento ou o estofamento que cobre o núcleo de mola 12. Cada uma das viradas de extremidade 72, 74 junta-se à parte da espiral central 68 num local indicado pelo número 86 e cada uma das pernas longas 76 junta-se à peça de cauda 82 num local 88. As viradas de extremidades opostas 72, 74 são invertidas em relação uma à outra, de maneira a dispor as pernas longas e curtas da virada da extremidade superior 72 da mola helicoidal 26 sobre o mesmo lado da parte da espiral central 68 da mola helicoidal 26 como as pernas longas e curtas, respectivamente, da virada de extremidade inferior associada 74. Ver a Figura 3.
Como ilustrado nas Figuras 4 e 5, a fim de impedir o que é conhecido na indústria como "barulho", a perna longa 76 de cada virada de extremidade 72, 74 fica espaçada lateralmente para fora a partir da parte da espiral central 68 da mola helicoidal 26 de uma distância Dl. De modo semelhante, a perna curta 78 de cada virada de extremidade 72, 74 é espaçada lateralmente para fora a partir da parte da espiral central 68 da mola helicoidal 26 de uma distância D2 que é menor do que a distância Dl. Como é evidente a partir dos desenhos, a perna longa 76 de cada virada de extremidade 72, 74 é exteriormente espaçada a partir do eixo da espiral central 34 de uma distância D3 e a perna pequena 78 de cada virada de extremidade 72, 74 é espaçado lateral- mente para fora a partir do eixo da espiral central 34 da mola helicoidal 26 de uma distância D4 que é menor do que a distância D3.
Esta versão ou modalidade de mola helicoidal 26 da presente invenção difere da mola helicoidal do estado da técnica "LFK" 40 em que tem uma virada menor do que a metade da mola helicoidal "LFK" do estado da técnica 40. Mais particularmente, a mola helicoidal "LFK" do estado da técnica 40 tem 4,75 viradas ou revoluções, conforme descrito acima, e a mola helicoidal 26 da presente invenção tem 4,25 viradas ou revoluções. Como mostrado na Figura 3, a primeira virada inferior da mola helicoidal 26 começa na extremidade livre 84 e termina numa extremidade da perna curta 78 (na localização 86). A extremidade de cada virada sucessiva é mostrada na Figura 3 com uma marca 90.
Quando se compara as Figuras 3 e 3A desta modalidade da presente invenção com as Figuras 2, 2A e 2B da mola helicoidal "LFK" do estado da técnica 40, é indubitável que esta modalidade de mola helicoidal 26 da presente invenção elimina metade de uma virada de arame. Portanto, a mola helicoidal 26 da presente invenção exige menos material e é mais econômica para o fabricante do que a mola helicoidal do estado da técnica 40.
Conforme mostrado na Figura 3C, quando uma carga dirigida para baixo (ver a seta 92) é colocada sobre a mola helicoidal 26, a mola helicoidal 26 não se inclina numa direção lateral. As Figuras 3A e 3B ilustram a mola helicoidal 26 em repouso sem carga nela colocada. Nessa condição descarregada relaxada, o eixo central de mola 34 é vertical. A Figura 3C ilustra a mola helicoidal 26 comprimida ou carre- gada na direção da seta 92, de forma que a virada de extremidade superior 72 da mola helicoidal 26 se desloque a partir da posição mos- trada nas linhas da tracejado para a posição mostrada em linhas a cheio. Na sua condição comprimida ou carregada, o eixo central de mola 34 é ainda vertical, em vez de inclinado, como a mola helicoidal do estado da técnica mostrada na Figura 2C.
Segundo mostrado nas Figuras 6 e 7, as molas em espiral adjacentes 26 são conectadas em suas viradas de extremidade superior e inferior 72, 74, respectivamente por arames de laço helicoidais 32.
Outros meios de fixar as viradas de extremidade das molas em espiral adjacentes estão dentro da consideração da presente invenção. Com referência à Figura 6, os arames de laço helicoidais 32 prendem a perna longa 76 da virada de extremidade superior 72 com uma perna curta correspondente 78 de uma virada de extremidade superior adjacente 72 de uma mola helicoidal adjacente 26. Como melhor visto na Figura 6, o arame de alça helicoidal 32 circunda a perna longa 76 quatro vezes, mas, apenas circunda a perna curta 78 da virada de extremidade adja- cente 72 três vezes. Essa montagem impede um desvio ou desalinha- mento axial das molas durante a formação do núcleo de mola 12 e capacita o fabricante a criar um núcleo de mola retangular 12. O mesmo é verdade com viradas de extremidades inferiores adjacentes 74 de molas em espiral 26.
A Figura 6 ilustra a disposição das molas em espiral 26 em filas 28 e colunas 30, 31. As molas em espiral 26 são dispostas em filas lado a lado 28 juntas umas às outras nas viradas de extremidade 72, 74 com arames de laço helicoidais 32. As molas em espiral 26 são todas identicamente formadas e identicamente orientadas (com exceção daquelas na coluna 31), de forma que as pernas longas ou curtas 76, 78 ou os conectores 80 das viradas de extremidade 72, 74 das molas helicoidais externas 26 podem ser presas ou fixadas de outra forma no arame de borda 36. Na coluna mais extrema 31 da mola helicoidal 26, as molas em espiral 26 são rodadas de 180 graus em relação às outras molas helicoidais 26, de maneira que os conectores 80 das viradas de extremidade 72, 74 de molas em espiral 26 podem ser presos ou de outra forma fixados no arame de borda 36. Esta rotação das molas em espiral 26 impede que o lado aberto 57 das viradas de extremidade 72, 74 fique de frente para o arame de borda 36.
O arame usado para formar a mola helicoidal 26 é um arame de elevada resistência tênsil tendo uma resistência à tração de pelo menos 20.300 kgfcnr2 e, de preferência, entre 20.300 e 22.400 kgfcnr2. A natureza e resiliência deste arame tênsil elevado possibilita que as molas em espiral 26 sejam fabricadas com metade de uma virada menos e, portanto, com menos material, quando comparadas com molas em espiral do estado da técnica como aquela mostrada na Figura 2.
Uma modalidade alternativa da presente invenção é ilustra da nas Figuras 8-14. Nesta modalidade, partes similares serão descritas com números similares àqueles descritos acima, mas, com uma designa- ção "a" depois do número. A Figura 8 ilustra um colchão IOa feito de acordo com outro aspecto da presente invenção. O colchão IOa compre- ende um núcleo de mola ou conjunto de molas 12a tendo uma superfície superior 16a e uma superfície inferior 20a, um enchimento 14a que cobre ambas as superfícies superiores e inferiores 16a, 20a do colchão 10 a (ver a Figura 13) e uma coberta estofada 18a que envolve o núcleo de mola 12a e o enchimento 14a.
Como mostrado na Figura 13, a superfície superior geral- mente plana 16a do produto 10a fica geralmente localizada num plano P7. De modo semelhante, a superfície inferior geralmente plana 20a do produto 10a é geralmente localizada num Plano P8. A distância entre as superfícies superior e inferior 16a, 20a do produto 10a é definida como a altura Ha do produto 10a. Ver a Figura 13. Com referência à Figura 8, o produto 10a tem uma dimensão ou comprimento longitudinal La, definido como a distância entre as superfícies de extremidade opostas 22a, e uma dimensão ou largura transversal Wa, definida como a distân- cia entre as superfícies laterais opostas 24a.
As Figuras 9, 10 e 11 ilustram outra modalidade de mola helicoidal 26a feita de acordo com a presente invenção e incorporada no produto 10a mostrado na Figura 8. As Figuras 9, 10 e 11 ilustram a mola helicoidal 26a numa condição relaxada ou não comprimida. Todavia, quando carregada ou comprimida, a mola helicoidal 26a com- porta-se como a mola helicoidal 26, conforme mostrado na Figura 3, na medida em que o seu eixo 34a permanece substancialmente vertical e a mola helicoidal 26a não se inclina. Todas as molas em espiral 26a usadas para fazer o produto 10a são idênticas e mostradas em detalhe nas Figuras 9, 10 e 11. As molas em espiral 26a são da mesma mão; o arame estende-se numa direita do sentido de rotação dos ponteiros do relógio, à medida que o arame se desloca para baixo na mola helicoidal (de cima para baixo). Ver a Figura 8. A mola helicoidal 26a é feita de uma peça única de arame tendo uma parte da espiral central 68a composta de uma pluralidade de alças ou revoluções helicoidais sucessivas 70a do mesmo diâmetro que definem um eixo central de mola 34a. A mola helicoidal 26a tem uma virada de extremidade superior não atada 72a disposta substancialmen- te num plano P9 e uma virada de extremidade inferior não atada 74 a disposta substancialmente num plano PIO, sendo os planos P9 e PlO substancialmente perpendiculares ao eixo central de mola 34a. Ver a Figura 9.
Nesta modalidade de mola helicoidal 26a, as viradas de extremidade não atadas 72a, 74a não são identicamente formadas. Cada virada de extremidade 72a, 74a é substancialmente conformada em U e tem uma perna longa arqueada 76a e uma perna curta arqueada 78a juntas com uma trama arqueada de base ou conector 80a. Cada virada de extremidade 72a, 74a tem também um lado aberto 57a oposto ao conector 80a. Com referência à Figura 10, a virada de extremidade superior 72a tem uma perna longa arqueada 76a com um comprimento L3 e uma perna curta arqueada 78a com um comprimento L4 menor do que o comprimento L3 da perna longa 76a. De modo semelhante, com referência à Figura 11, a virada de extremidade inferior 74a tem uma perna longa arqueada 76a com um comprimento L3 e a perna curta arqueada 78a com um comprimento L4 menor do que o comprimento L3 da perna longa 76a. Como mostrado na Figura 10, na virada de extre- midade superior 72a, a perna longa 76a fica localizada na extremidade não atada livre da virada de extremidade 72a. Conseqüentemente, a perna longa 76a da virada de extremidade superior 72a estende-se numa peça de cauda 82a tendo uma extremidade 84a.
Todavia, como mostrado na Figura 11, na virada de extremi- dade inferior 74a, a perna curta 78a fica localizada na extremidade não atada livre da virada de extremidade 74a. Conseqüentemente, a perna curta 78a da virada de extremidade inferior 74a estende-se para dentro de uma peça de cauda 82a tendo uma extremidade 84a. A peça de cauda 82a de cada virada de extremidade 72a, 74a é interiormente curvada para o meio da mola helicoidal 26a, a fim de evitar perfurar o enchimento ou estofamento que cobre o núcleo de mola 12a. Cada uma das viradas de extremidade 72a, 74a junta-se à parte da espiral central 68a num local indicado por um número 86a e a perna longa 76a da virada de extremidade superior 72a e a perna curta 78a da virada de extremidade inferior 74a junta-se à peça de cauda 82a numa localização 88a. Nesta modalidade da presente invenção, as pernas longas e curtas 76a, 78a da virada de extremidade superior 72a da mola helicoidal 26a estão em lados opostos da parte da espiral central 68a da mola helicoidal 26a, quando comparadas com as pernas longas e curtas 76a, 78a, respectivamente, da virada de extremidade inferior associada 74a. Todavia, as pernas 76a, 78a que se estendem para dentro das extremi- dades abertas livres das viradas de extremidade 72a, 74a, respectiva- mente, estão do mesmo lado da parte da espiral central 68a da mola helicoidal 26a. Ver as Figuras 10 e 11.
Conforme ilustrado nas Figuras 10 e 11, a fim de impedir o que é conhecido na indústria como "barulho", a perna longa 76a da virada de extremidade superior 72a é espaçada lateralmente para fora a partir da parte da espiral central 68a da mola helicoidal 26a de uma distância D5. De modo semelhante, a perna curta 78a da virada de extremidade superior 72a fica espaçada lateralmente para fora da parte da espiral central 68a da mola helicoidal 26a de uma distância D6 menor do que a distância D5. É invertida sobre a virada de extremidade inferior 74a da mola helicoidal 26a. A perna curta 78a da virada de extremidade inferior 74a é espaçada lateralmente para fora da parte da espiral central 68a da mola helicoidal 26a de uma distância D5. De modo semelhante, a perna longa 76a da virada de extremidade inferior 74a fica espaçada lateralmente para fora da parte da espiral central 68a da mola helicoidal 26a de uma distância D6, menor do que a distância D5. Como é evidente a partir dos desenhos, a perna longa 76a da virada de extremidade 72a é exteriormente espaçada do eixo espiral central 34a de uma distância D 7 e a perna curta 78a da virada de extremidade 72 a é espaçada lateralmente para fora do eixo espiral central 34 da mola helicoidal 26a de uma distância D8 que é menor do que a distância D7. Fica oposta na virada de extremidade inferior 74a. Ver a Figura 11. A perna curta 78a da virada de extremidade 74a é espaçada para fora do eixo espiral central 34a de uma distância D7 e a perna longa 76a da virada de extremidade 74a é espaçada lateralmente para fora do eixo espiral central 34a da mola helicoidal 26a de uma distância D7 que é menor do que a distância D8. Em ambas as viradas de extremidade 72a, 74a, a distância D7 é maior do que duas vezes a distância D8 e a distân- cia D5 é maior do que duas vezes a distância D6.
Esta versão ou modalidade de mola helicoidal 26a da presen- te invenção difere da mola helicoidal "LFK" 40 do estado da técnica na medida em que tem uma metade de virada menos do que a mola helicoi- dal "LFK" 40 do estado da técnica. Mais particularmente, a mola heli- coidal "LFK" do estado da técnica 40 tem 4,75 viradas ou revoluções, conforme acima descrito acima, e a mola helicoidal 26a da presente invenção tem 4,25 viradas ou revoluções. Como mostrado na Figura 9, a primeira virada inferior da mola helicoidal 26a começa na extremidade livre 84a e termina numa extremidade de perna curta 78a (na localização 86a). A extremidade de cada virada sucessiva é mostrada na Figura 9 com uma marca 90a. Quando se compara as Figuras 9, 10 e 11 desta modalidade da presente invenção com as Figuras 2, 2A e 2B da mola helicoidal "LFK" do estado da técnica, é óbvio que esta modalidade da presente invenção elimina uma metade de uma virada. Portanto, a mola helicoidal 26a da presente invenção exige menos material e é mais econômica para o fabricante do que a mola helicoidal do estado da técnica 40.
O arame usado para formar a mola helicoidal 26a é um arame de elevada resistência tênsil, que tem uma resistência à tração de pelo menos 20.300 kgfcrrr2 e, de preferência, entre 20.300 e 22.400 kgfcnr2. A natureza e resiliência deste arame tênsil elevado possibilita que as molas em espiral 26 sejam fabricadas com metade de uma virada menos e, portanto, com menos material, quando comparadas com as molas em espiral do estado da técnica como aquela mostrada na Figura 2.
Como mostrado nas Figuras 12 e 13, as molas em espiral adjacentes 26a são conectadas em suas viradas de extremidade superior e inferior 72a, 74a, respectivamente por arame de alças helicoidais 32a. Outros meios de fixar as viradas de extremidade de molas em espiral adjacentes estão dentro da consideração da presente invenção. Com referência à Figura 13, os arames de alças helicoidais 32a prendem a perna longa 76a da virada de extremidade superior 72a com uma perna curta correspondente 78a de uma virada de extremidade adjacente 72a de uma mola helicoidal adjacente 26a. Como melhor visto na Figura 12, o arame de alça helicoidal 32a circunda a perna longa 76a quatro vezes, mas, apenas circunda a perna curta 78a da virada de extremidade adjacente 72a três vezes. Essa montagem impede um desalinhamento de desvio ou axial das molas durante a formação do núcleo de mola 12a e capacita que o fabricante crie um núcleo de mola retangular 12a. O mesmo é verdade com as viradas de extremidade inferior adjacentes 74a de molas em espiral 26a.
A Figura 12 ilustra a disposição das molas em espiral 26a em filas que se estendem transversalmente 28a e colunas que se esten- dem longitudinalmente 30a, 31a. As molas em espiral 26a são dispostas em filas lado a lado 28a juntas umas às outras nas viradas de extremi- dade 72a, 74a com arames de alças helicoidais 32a. As molas em espiral 26a são todas identicamente formadas e identicamente orientadas (com exceção das colunas externas 31a). As molas em espiral estão especifi- camente orientadas de forma que uma perna longa 76a de uma virada de extremidade 72a, 74a limite com uma perna curta 78a de uma virada de extremidade 72a, 74a para propósitos de alinhamento. A fim de realizar isto, ao longo de cada uma das colunas externas 31a de molas em espiral 26a, toda a outra mola helicoidal 26a deve ter o lado aberto 57a de uma de sua viradas de extremidade 72a, 74a limitando com um dos arames de borda 36a, impedindo, assim, que essa virada de extremidade particular seja presa ou fixada de outra forma a um dos dois arames de borda 36a. Conseqüentemente, ao longo das colunas externas 30a' do núcleo de mola 12a, cada uma das outras molas helicoidais 26a tem a sua virada de extremidade superior 72a presa ou de outra forma fixada ao arame da borda superior 36a e a sua virada de extremidade inferior 74a não presa nem fixada no arame da borda inferior. De modo seme- lhante, cada uma das outras molas helicoidais 26a tem a sua virada de extremidade inferior 74a presa ou de outra forma fixada no arame inferior 36a e não a sua virada de extremidade superior 72a presa ou fixada no arame da borda superior. Ver as Figuras 12 e 13.
Como mostrado na Figura 14, nas colunas mais extremas 31a de molas em espiral 26a, cada uma das outras molas helicoidais 26a é rodada de 180 graus e sacudida de forma que um dos conectores 80a de uma das viradas de extremidade 72a, 74a possa ser preso ou de outra forma fixado a um dos arames de borda 36. Esta rotação e sacudida das molas em espiral 26a é necessária de modo que uma perna curta 78a limite uma perna longa 76a das molas em espiral limitantes 26a ao longo do núcleo de mola 12a.
As Figuras 15, 16 e 17 ilustram outra modalidade de mola helicoidal 26b feita de acordo com a presente invenção que pode ser incorporada num produto tal como o produto 10 mostrado na Figura 1. As Figuras 15, 16 e 17 ilustram a mola helicoidal 26b numa condição relaxada ou não comprimida. Todavia, quando carregada ou comprimi- da, a mola helicoidal 26b comporta-se como a mola helicoidal 26 con- forme mostrado na Figura 3, na medida em que o seu eixo 34b permane- ce substancialmente vertical e a mola helicoidal 26b não se inclina. A mola helicoidal 26b é como a mola helicoidal 26 mostrada nas Figuras 3, 3A, 3B, 3C, 4 e 5, mas, tem viradas de extremidade ou cabeças maiores 72b, 74b do que as viradas de extremidade 72, 74 da mola helicoidal 26.
A mola helicoidal 26b é feita de uma peça única de arame tendo uma parte de espiral central 68b feita de uma pluralidade de alças ou revoluções helicoidais sucessivas 70b do mesmo diâmetro que defi- nem um eixo central de mola 34b. A mola helicoidal 26b tem uma virada de extremidade superior não atada 72b disposta substancialmen- te num plano Pll e uma virada de extremidade inferior não atada 74b disposta substancialmente num plano P 12, sendo os planos Pll e P12 substancialmente perpendiculares ao eixo central de mola 34b. Ver a Figura 15.
Nesta modalidade de mola helicoidal 26b, cada uma das viradas de extremidade não atadas 72b, 74b é identicamente formada. Cada virada de extremidade 72b, 74b é substancialmente conformada em U e tem uma perna longa arqueada 76b e uma perna curta arqueada 78b juntas com uma trama arqueada de base ou conector 80b. Cada virada de extremidade 72b, 74b também tem um lado aberto 57b oposto ao conector 80b. Com referência à Figura 16, que mostra a virada de extremidade superior 72b, a perna longa arqueada 76b tem um compri- mento L5 e a perna curta arqueada 78b tem um comprimento L6 menor do que o comprimento L5 da perna longa 76b. De modo semelhante, com referência à Figura 17, que mostra a virada de extremidade inferior 74b, a perna longa arqueada 76b tem um comprimento L5 e a perna curta arqueada 78b tem um comprimento L6 menor do que o compri- mento L5 da perna longa 76b. Em cada virada de extremidade 72b, 74b, a perna longa 76b fica localizada na extremidade livre não atada da virada de extremidade, respectivamente. Em conseqüência, a perna longa 76b de cada virada de extremidade 72b, 74b estende-se para dentro de uma peça de cauda 82b tendo uma extremidade 84b. A peça de cauda ou parte 82b de cada virada de extremidade 72b, 74b é interi- ormente curvada para o meio da mola helicoidal 26b, a fim de evitar perfurar o enchimento ou estofamento que cobre o núcleo de mola. Cada uma das viradas de extremidade 72b, 74b junta-se à parte da espiral central 68b numa localização indicada pelo número 86b e cada uma das pernas longas 76b junta-se à peça de cauda 82b num local 88b. As viradas de extremidades opostas 72b, 74b são invertidas em relação uma à outra, de forma a dispor as pernas longas e curtas da virada de extremidade superior 72b da mola helicoidal 26b do mesmo lado da parte da espiral central 68b da mola helicoidal 26b, como as pernas longas e curtas, respectivamente, da virada de extremidade inferior associada 74b. Ver a Figura 15.
Como ilustrado nas Figuras 16 e 17, a fim de impedir o que é conhecido na indústria como "barulho", a perna longa 76b da virada de extremidade superior 72b é espaçada lateralmente para fora da parte da espiral central 68b da mola helicoidal 26b de uma distância D9. De modo semelhante, a perna curta 78b da virada de extremidade superior 72b é espaçada lateralmente para fora a partir da parte da espiral central 68b da mola helicoidal 26b de uma distância D10, menor do que a distância D9. É o mesmo na virada de extremidade inferior 74b da mola helicoidal 26b. A perna longa 76b da virada de extremidade inferior 74b fica espaçada lateralmente para fora da parte da espiral central 68b da mola helicoidal 26b de uma distância D9, maior do que duas vezes a distância D10. Como mostrado nas Figuras 16 e 17, a perna longa 76b de cada virada de extremidade 72b, 74b é exteriormente espaçada a partir do eixo espiral central 34b de uma distância Dllea perna curta 78b de cada virada de extremidade 72a, 74b é espaçada lateralmente para fora do eixo espiral central 34b da mola helicoidal 26b de uma distância D12 que é menor do que a distância Dl 1. Em ambas as extremidades viradas 72b, 74b, a distância D11 é maior do que duas vezes a distância D12 e a distância D9 é maior do que duas vezes a distância D10.
Embora tenham sido ilustradas e descritas várias modalida- des da presente invenção em detalhe considerável, não é intenção da Requerente restringir nem, de nenhum modo, limitar o âmbito das reivindicações a esses detalhes. Vantagens e modificações adicionais surgirão prontamente àquelas pessoas qualificadas na técnica. A invenção em seu aspecto mais amplo não fica, portanto, limitada aos detalhes específicos, sistema representativo, equipamento e método e exemplos ilustrativos mostrados e descritos. Conseqüentemente, podem ser feitas saídas a partir desses detalhes sem sair do espírito ou âmbito do conceito inventivo geral da Requerente. Por exemplo, as molas em espiral 26 podem ser fabricadas com cabeças aumentadas semelhantes àquelas mostradas em molas em espiral 26a, mas, com as pernas longas de cada virada de extremidade estendendo-se para dentro das extremi- dades não atadas livres das viradas de extremidade. De modo semelhan- te, as molas em espiral 26a podem ser fabricadas com viradas de extre- midade menores como aquelas mostradas nas molas em espiral 26, mas, com a perna longa de uma virada de extremidade que se estende numa extremidade livre e a perna curta da outra virada de extremidade esten- dendo-se para dentro da extremidade livre.

Claims (41)

"Produtos de Cama ou Assento, Molas de Bnrolamento Helicoidal e Respectivo Método de Produção de Núcleo de Mola"
1. Produto de Cama ou Assento, caracterizado por que compreende: um núcleo de mola composto de uma pluralidade de molas de enrolamento identicamente configuradas, cada uma feita de uma peça única de arame tendo uma parte da espiral central que define um eixo central de mola e termina em extremidades opostas com viradas de extremidade superior e inferior não atadas dispostas em planos substan- cialmente perpendiculares ao eixo de mola, sendo cada uma das viradas de extremidade superior e inferior substancialmente conformada em U e tendo uma perna longa e uma perna curta juntas por um conector, ficando a perna longa na extremidade livre não atada de cada uma das referidas viradas de extremidade, ficando as pernas longas de cada uma das viradas de extremidade do mesmo lado do eixo central de mola, sendo as molas de enrolamento dispostas em filas lado a lado e conecta- das umas às outras nas viradas de extremidade superior e inferior por arames de alças helicoidais, sendo as viradas de extremidade superior das molas em espiral externas fixadas a um arame de borda; um enchimento que reveste a superfície superior do núcleo de mola; e uma cobertura estofada que circunda o núcleo de mola e o enchimento.
2. Produto de Cama ou Assento, caracterizado por que compreende: um núcleo de mola composto de uma pluralidade de molas de enrolamento identicamente configuradas, sendo cada uma feita de uma peça única de arame tendo uma parte da espiral central que define um eixo central de mola e terminando em extremidades opostas com viradas de extremidade superior e inferior não atadas dispostas em planos substancialmente perpendiculares ao eixo de mola, sendo cada uma das referidas viradas de extremidade superior e inferior substanci- almente conformada em U e tendo uma perna longa e uma perna curta juntas por um conector, ficando a perna longa na extremidade livre não atada de cada uma citadas viradas de extremidade, estando as pernas longas de cada uma das viradas de extremidade do mesmo lado do eixo central de mola, sendo as molas de enrolamento dispostas em filas e colunas lado a lado e conectadas umas com as outras nas viradas de extremidade superior e inferior por arames de alças helicoidais, sendo as viradas de extremidade superior das molas em espiral externas presas a um arame de borda.
3. Produto de Cama ou Assento, de acordo com a Reivindicação 2, caracterizado por que cada coluna das molas de enrolamento é identi- camente orientada dentro do núcleo de mola com exceção de uma coluna externa de molas de enrolamento.
4. Produto de Cama ou Assento, de acordo com a Reivindicação 2, caracterizado por que pelo menos algumas das molas de enrolamento são feitas de arame de elevada resistência à tração.
5. Produto de Cama ou Assento, de acordo com a Reivindicação 4, caracterizado por que o referido arame de elevada resistência à tração tem uma resistência à tração maior que 20.300 kgfcnr2.
6. Produto de Cama ou Assento, de acordo com a Reivindicação 4, caracterizado por que o referido arame de elevada resistência à tração tem uma resistência à tração entre 20.300 kgfcnr2 e 22.400 kgfcnr2.
7. Produto de Cama ou Assento, de acordo com a Reivindicação 2, caracterizado por que a distância lateral entre uma das pernas de cada virada de extremidade e o eixo central de mola é maior do que a distân- cia lateral entre a outra das pernas e o eixo central de mola.
8. Produto de Cama ou Assento, de acordo com a Reivindicação 6, caracterizado por que a distância lateral entre uma das pernas de cada virada de extremidade e o eixo central de mola é pelo menos duas vezes maior do que a distância lateral entre a outra das pernas e o eixo central de mola.
9. Produto de Cama ou Assento, de acordo com a Reivindicação 2, caracterizado por que o conector é arqueado.
10. Produto de Cama ou Assento, de acordo com a Reivindicação 2, caracterizado por que as pernas longas e curtas são arqueadas.
11.Produto de Cama ou Assento, de acordo com a Reivindicação 2, caracterizado por que o núcleo de mola tem apenas um arame de borda.
12. Produto de Cama ou Assento, caracterizado por que compreende: um núcleo de mola composto de uma pluralidade de molas de enrolamento identicamente configuradas, sendo cada uma feita de uma peça única de arame tendo uma parte da espiral central que define um eixo central de mola e terminando em extremidades opostas com viradas de extremidade superior e inferior não atadas dispostas em planos substancialmente perpendiculares ao eixo de mola, sendo cada uma das referidas viradas de extremidade superior e inferior substanci- almente conformada em U e tendo uma perna longa e uma perna curta juntas por um conector, ficando a citada perna longa na extremidade livre não atada de uma das viradas de extremidade e ficando dita perna curta na extremidade livre não atada da outra das viradas de extremida- de, estando a perna longa de uma das viradas de extremidade do mesmo lado do eixo central de mola que a perna curta das outras das viradas de extremidade, sendo as molas em espiral dispostas em filas e colunas lado a lado e conectadas uma com a outra nas viradas de extremidade superior e inferior por arames de alças helicoidais.
13. Produto de Cama ou Assento, de acordo com a Reivindicação 12, caracterizado por que cada coluna das molas de enrolamento é identi- camente orientada dentro do núcleo de mola com exceção das colunas externas das molas de enrolamento.
14. Produto de Cama ou Assento, de acordo com a Reivindicação 12, caracterizado por que cada uma das molas de enrolamento é feita de arame de elevada resistência à tração.
15. Produto de Cama ou Assento, de acordo com a Reivindicação 14, caracterizado por que o referido arame de elevada resistência à tração tem uma resistência à tração maior do que 20.300 kgfcrrr2.
16. Produto de Cama ou Assento, de acordo com a Reivindicação 14, caracterizado por que o referido arame de elevada resistência à tração tem uma resistência à tração entre 20.300 kgfcnr2 e 22.400 kgfcnr2.
17. Produto de Cama ou Assento, de acordo com a Reivindicação 12, caracterizado por que a distância lateral entre a perna longa de uma virada de extremidade e o eixo central de mola é maior do que a distân- cia lateral entre a perna curta da virada de extremidade e o eixo central de mola.
18. Produto de Cama ou Assento, de acordo com a Reivindicação 16, caracterizado por que a distância lateral entre a perna longa de uma virada de extremidade e o eixo central de mola é pelo menos duas vezes maior do que a distância lateral entre a perna curta da virada de extre- midade e o eixo central de mola.
19. Produto de Cama ou Assento, de acordo com a Reivindicação 12, caracterizado por que as pernas longas e curtas são arqueadas.
20. Produto de Cama ou Assento, de acordo com a Reivindicação 12, caracterizado por que cada coluna das molas de enrolamento é identi- camente orientada dentro do núcleo de mola com exceção das colunas externas das molas de enrolamento.
21. Produto de Cama ou Assento, caracterizado por que compreende: um núcleo de mola composto de uma pluralidade de molas de enrolamento identicamente configuradas, sendo cada uma feita de uma peça única de arame tendo uma parte da espiral central que define um eixo central de mola e terminando em extremidades opostas com viradas de extremidade superior e inferior não atadas dispostas em planos substancialmente perpendiculares ao eixo de mola, sendo cada uma das viradas de extremidade superior e inferior substancialmente conformada em U e tendo uma perna longa e uma perna curta juntas por um conector, sendo cada uma das molas de enrolamento feita de arame de elevada resistência tênsil, sendo as molas dispostas em filas e colunas lado a lado e conectadas umas com as outras nas viradas de extremidade superior e inferior por arames de alças helicoidais.
22. Produto de Cama ou Assento, de acordo com a Reivindicação 21, caracterizado por que pelo menos uma das viradas de extremidade das molas de enrolamento externas é presa a um arame de borda.
23. Produto de Cama ou Assento, de acordo com a Reivindicação 21, caracterizado por que o referido arame de elevada resistência à tração tem uma resistência à tração maior do que 20.300 kgfcrrr2.
24. Produto de Cama ou Assento, de acordo com a Reivindicação 21, caracterizado por que o referido arame de elevada resistência à tração tem uma resistência à tração entre 20.300 kgfcnr2 e 22.400 kgfcnr2.
25. Produto de Cama ou Assento, caracterizado por que compreende: um núcleo de mola composto de uma pluralidade de molas de enrolamento identicamente configuradas, sendo cada uma feita de uma peça única de arame tendo uma parte da espiral central que define um eixo central de mola e terminando em extremidades opostas com viradas de extremidade superior e inferior não atadas dispostas em planos substancialmente perpendiculares ao eixo de mola, sendo cada uma das referidas viradas de extremidade superior e inferior substanci- almente conformada em U e tendo uma perna longa e uma perna curta juntas por um conector, terminando cada uma das viradas de extremi- dade numa extremidade livre, estando as pernas localizadas nas extre- midades livres das viradas de extremidade do mesmo lado da parte da espiral central da mola de enrolamento, sendo as molas em espiral dispostas em filas e colunas lado a lado e conectadas uma com a outra nas viradas de extremidade superior e inferior por arames de alças helicoidais.
26. Produto de Cama ou Assento, de acordo com a Reivindicação 25, caracterizado por que cada uma das molas de enrolamento é feita de arame de elevada resistência à tração.
27. Produto de Cama ou Assento, de acordo com a Reivindicação 26, caracterizado por que o referido arame de elevada resistência à tração tem uma resistência à tração maior do que 20.300 kgfcnr2.
28. Produto de Cama ou Assento, de acordo com a Reivindicação 26, caracterizado por que o referido arame de elevada resistência à tração tem uma resistência à tração entre 20.300 kgfcnr2 e 22.400 kgfcnr2.
29. Mola de Enrolamento Helicoidal, caracterizada por que compre- ende um arame formado numa parte da espiral central de revolução múltipla que define um eixo central de mola e termina em extremidades opostas com viradas de extremidade superior e inferior não atadas dispostas em planos substancialmente perpendiculares ao eixo de mola, sendo cada uma das viradas de extremidade superior e inferior substan- cialmente conformada em U e tendo uma perna longa e uma perna curta juntas por um conector arqueado, estando a referida perna longa na extremidade livre não atada de cada uma das referidas viradas de extremidade, sendo a distância lateral entre a perna longa de cada virada de extremidade e a parte da espiral central maior do que a distância lateral entre a perna curta de cada virada de extremidade e a parte da espiral central, ficando as pernas longas de cada uma das citadas viradas de extremidade do mesmo lado da parte da espiral central.
30. Mola de Enrolamento Helicoidal, de acordo com a Reivindicação 29, caracterizada por que o referido arame é um arame de elevada resistência tênsil.
31. Mola de Enrolamento Helicoidal, de acordo com a Reivindicação -30, caracterizada por que o referido arame de elevada resistência à tração tem uma resistência à tração maior do que 20.300 kgfcrrr2.
32. Mola de Bnrolamento Helicoidal, de acordo com a Reivindicação -30, caracterizada por que o referido arame de elevada resistência à tração tem uma resistência à tração entre 20.300 kgfcnr2 e 22.400 kgfcm2.
33. Mola de Bnrolamento Helicoidal, de acordo com a Reivindicação -29, caracterizada por que as referidas pernas de cada uma das citadas viradas de extremidade são curvas suaves.
34. Mola de Bnrolamento Helicoidal, de acordo com a Reivindicação -29, caracterizada por que as referidas pernas de cada uma das citadas viradas de extremidade são lateralmente espaçadas para fora de dita parte da espiral central.
35. Mola de Bnrolamento Helicoidal, caracterizada por que compre- ende um arame formado numa parte da espiral central de revolução múltipla que define um eixo central de mola e termina em extremidades opostas com viradas de extremidade superior e inferior não atadas dispostas em planos substancialmente perpendiculares ao eixo de mola, sendo cada uma das viradas de extremidade superior e inferior substan- cialmente conformada em U e tendo uma perna longa e uma perna curta juntas por um conector arqueado, estando a referida perna longa na extremidade livre não atada de uma das referidas viradas de extremidade e estando a perna curta na extremidade livre não atada da outra das viradas de extremidade.
36. Mola de Bnrolamento Helicoidal, de acordo com a Reivindicação -35, caracterizada por que as pernas nas extremidades livres não atadas de cada uma das viradas de extremidade estão do mesmo lado da parte da espiral central.
37. Mola de Bnrolamento Helicoidal, de acordo com a Reivindicação -35, caracterizada por que o referido arame é um arame de elevada resistência tênsil.
38. Mola de Bnrolamento Helicoidal, de acordo com a Reivindicação 37, caracterizada por que o referido arame de elevada resistência à tração tem uma resistência à tração maior do que 20.300 kgfcm-2.
39. Mola de Enrolamento Helicoidal, de acordo com a Reivindicação 37, caracterizada por que o referido arame de elevada resistência à tração tem uma resistência à tração entre 20.300 kgfcnr2 e 22.400 kgfcm2.
40. Método de Produção de Núcleo de Mola Para Produto de Cama ou Assento, caracterizado por que compreende: proporcionar uma pluralidade de molas de enrolamento identicamente configuradas, sendo cada uma feita de uma peça única de arame tendo uma parte da espiral central que define um eixo central de mola e terminando em extremidades opostas com viradas de extremidade superior e inferior não atadas dispostas em planos substancialmente perpendiculares ao eixo de mola, sendo cada uma das referidas viradas de extremidade superior e inferior substancialmente conformada em U e tendo uma perna longa e uma perna curta juntas por um conector, terminando cada uma das citadas viradas de extremidade numa extre- midade livre, estando as extremidades livres das viradas de extremidade do mesmo lado da parte da espiral central, dispor as molas em espiral em filas lado a lado e conectar filas adjacentes de molas em espiral nas viradas de extremidade superior e inferior das molas de enrolamento por arames de alças helicoidais, fixar apenas uma virada de extremidade de cada uma das molas de enrolamento externas a um arame de borda.
41. Método de Produção de Núcleo de Mola Para Produto de Cama ou Assento, de acordo com a Reivindicação 40, caracterizado por que cada uma das outras das referidas molas de enrolamento externas é rodada e sacudida antes de ser fixada num arame de borda.
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