BRPI0611575A2 - bobinadeira - Google Patents

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BRPI0611575A2
BRPI0611575A2 BRPI0611575-6A BRPI0611575A BRPI0611575A2 BR PI0611575 A2 BRPI0611575 A2 BR PI0611575A2 BR PI0611575 A BRPI0611575 A BR PI0611575A BR PI0611575 A2 BRPI0611575 A2 BR PI0611575A2
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axis
winder
winding
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BRPI0611575-6A
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Christophe Naulet
Jean-Marc Bouvier
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Saint Gobain Technical Fabrics
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Abstract

BOBINADEIRA. Bobinadeira (1) compreendendo um chassi (2), este chassi comportando pelo menos um fuso (6, 7) adaptado para suportar pelo menos um bolo (13), o referido fuso (6, 7) sendo móvel em rotação em tomo de um primeiro eixo sensivelmente perpendicular ao diâmetro do bolo, e pelo menos um dispositivo de enrolamento cruzado (8) adaptado para o depósito de pelo menos um fio sobre o fuso (6, 7) de acordo com um primeiro movimento de vai-e-vem (Cl), o fio sendo, além disso, depositado sobre o fuso (6, 7) por um órgão seguidor de acordo com um segundo movimento de vai-e-vem (C2), caracterizada pelo fato de que o órgão seguidor comporta um dispositivo de pilotagem do segundo movimento vai-e-vem.

Description

"BOBINADEIRA"
A presente invenção é relativa a um dispositivo que permiteassegurar o estiramento e enrolamento de fios termoplásticos, notadamente devidro.
Recorda-se que a fabricação de fios de vidro de reforço resultade um processo industrial complexo que consiste em obter fios a partir defiletes de vidro fundido que escoam através dos orifícios de fieiras. Estesfiletes são estirados sob a forma de filamentos contínuos, e depois estesfilamentos são reunidos em mecha, as quais são em seguida coletadas sobforma de enrolamentos.
Na acepção da invenção, os enrolamentos se apresentam sobforma de bobinas, ou mais precisamente ainda sob a forma de «bolos», estesbolos sendo destinados mais particularmente a aplicações que envolvam oreforço.
A conformação do bolo é realizada com a ajuda debobinadeiras, que como o próprio nome indica, são encarregadas de enrolar avelocidade muito alta (cerca de 10 a 50 metros por segundo) os fios de vidroque foram previamente encolados.
Estas bobinadeiras asseguram o estiramento e o enrolamentodestes filamentos e os parâmetros de funcionamento destes bobinadeirasdeterminam com aqueles da fieira as características dimensionais do fio,notadamente o título expresso em tex (o tex sendo o peso em gramas de 1000metros de fibras ou fios).
Assim, para garantir uma título constante do fio durante toda afase de elaboração do bolo apesar do aumento de seu diâmetro, a velocidadedo órgão de enrolamento da bobinadeira é servo-controlada de maneira aassegurar uma velocidade linear de enrolamento do fio constante ainda quesua velocidade angular varie, este servo-controle de velocidade sendorealizado fazendo diminuir a velocidade de rotação do fuso que suporta o boloem função do aumento de seu diâmetro.
Outro parâmetro importante que condiciona a obtenção de umbolo de qualidade ótima consiste em sua aptidão a ser facilmente desenrolado,sem presença de laços, de nós parasitas, com limitação dos atritos. Estaaptidão ao desenrolamento é determinada pela natureza da lei de construção(que determina a magnitude do bolo) que foi gerada pela bobinadeira durantea formação do bolo. Esta lei de construção incorpora numerosos parâmetros,dos quais um dos mais importantes é constituído pela relação de cruzamento,freqüentemente denominada RC e o título do fio.
Para impor uma relação de cruzamento dada a um bolo, asbobinadeiras da arte anterior, que são essencialmente constituídas de umchassi geralmente posicionado debaixo de uma fieira, este chassi suportando odispositivo de enrolamento cruzado e pelo menos um fuso móvel em rotação,este fuso sendo adaptado, por um lado, para gerar o bolo e por outro lado,para suportar este último, geram uma cinemática ou um curso específico aofio a partir da combinação de dois movimentos: um primeiro movimento queimprime um curso primário ao fio e um segundo movimento que imprime umcurso secundário ao fio, os primeiro e segundo movimentos são, geralmente,aplicados por um único órgão com movimento combinado que é maisgeralmente conhecido sob o nome de dispositivo de enrolamento cruzado queé de maneira clássica uma hélice ou qualquer outro dispositivo equivalente talcomo notadamente uma roda com sulco helicoidal, que possa descrever todoou parte do comprimento do bolo.
O dispositivo de enrolamento cruzado asseguraconsequentemente a distribuição axial dos fios ao longo de vários bolos pelacombinação de dois movimentos de vai-e-vem paralelos ao eixo do fuso, estesub-conjunto sendo geralmente constituído, principalmente:
- de um eixo giratório motorizado sobre o qual é montado odispositivo de enrolamento cruzado propriamente dito, que assegura oprimeiro movimento vai-e-vem da mecha, denominado movimento primárioou Cl, por um contacto periférico entre o dispositivo de enrolamento cruzadoe os fios, de maneira a fazer os fios deslizar de um lado ao outro deste últimoem um movimento rápido,
- de um elemento móvel que suporta o conjunto e que segue osegundo movimento lento de vai-e-vem da mecha, denominado movimentosecundário ou C2.
De acordo com este modo de realização, as mechas de fios sãomóveis com o dispositivo de enrolamento cruzado e o fuso que suporta o boloé fixo em translação e móvel em rotação.
Em variante ao sistema precedente, o curso secundário C2 éobtido por uma translação axial do fuso que suporta o bolo. De acordo comeste segundo modo de realização, as mechas de fios e o dispositivo deenrolamento cruzado são imóveis consoante o eixo de translação horizontal(mas móvel em rotação) e o fuso que suporta o bolo é móvel em translação eem rotação.
Estes 2 princípios de bobinagem têm por particularidade gerarbobinas globalmente cilíndricas com flancos cônicos denominados «bolos»cujo comprimento é função dos cursos primário e secundário impostos àmecha; estes bolos sendo destinados a serem usados no processo detransformação para serem desenrolados pelo exterior (sentido inverso dabobinagem) para serem em seguida rebobinados ou trabalhados sob outraforma.
Ora, o desenrolamento de tal bolo pode se revelarproblemático. E, com efeito, difícil de chegar a controlar o desenrolamento deuma bobina e a sua integridade como tal, pois intervém então váriosparâmetros como o encolamento que recobre a fibra ou ainda a tensão deformação de fibra desta última, mesmo se sua influência for grande estesparâmetros são ambos freqüentemente impostos pelo processo ou pelautilização final do produto e é muito difícil modificá-los.
Uma primeira solução que permite levar em conta estesproblemas de desenrolamento consiste em modificar a relação de cruzamentoe a relação entre a velocidade de bobinagem e a velocidade de deflexão do fiodo movimento primário.
Modificando-se o valor deste parâmetro, é possível modificaro ângulo de enrolamento dos fios sobre a bobina, o que tem por efeito agirdiretamente sobre o arranjo das espiras, poder-se-á assim modular esteparâmetro para obter o melhor compromisso de qualidade de integridade debobina necessária durante diversas manipulações do processo de fabricação ede qualidade de desenrolamento do fio que é primordial para sua utilizaçãodurante diferentes processos de transformação do fio.
No entanto, a evolução dos produtos tendendo para a obtençãode bobinas cada vez mais grossas, com novos tipos de encolamentos e ritmosde bobinagem cada vez mais rápidos, a única regulagem da relação decruzamento torna difícil a otimização com o melhor compromisso doscritérios de qualidade que são a integridade da bobina e seu desenrolamento.
Além disso, levando-se em conta esta nova limitação(obtenção de bobinas cada vez mais grossas), coloca-se então o problema dasecagem destas últimas. Com efeito, a secagem dos bolos após bobinagem éum elemento importante e delicado do processo pois procura-se evacuar ummáximo de umidade em um mínimo de tempo e isto sem degradação dosprodutos, e por isso é necessário permitir à água aprisionada no núcleo doenrolamento evacuar facilmente arranjando as espiras de modo a criar canaisde evacuação que vão permitir uma melhor aeração do enrolamento.
Este arranjo particular das espiras permitindo esta«porosidade» dos bolos só é obtido com um número limitado de relações decruzamentos, o que limita ao mesmo tempo as possibilidades de otimizaçãodesta relação para a obtenção de uma boa integridade dos bolos.Mais geralmente ainda, não basta produzir bolos cada vez maisgrossos, que podem ser secados e desenrolados de maneira ótima, convémainda mais que estes bolos apresentem um melhor enchimento. Para melhorara rentabilidade de cada enrolamento é, com efeito, desejável aumentar seuenchimento para um tamanho equivalente (comprimento e diâmetros interno eexterno) garantindo, ao mesmo tempo sua boa integridade, o único meioconsistiria em ter uma bobina com flancos orientados sensivelmenteperpendiculares ao eixo da bobina. Ora, para obter tal resultado, istoimplicaria um curso primário muito pequeno que não é compatível com aintegridade do enrolamento.
A presente invenção visa, então, solucionar as problemáticasprecedentemente mencionadas propondo aperfeiçoamentos introduzidos nodispositivo de enrolamento cruzado.
Para esse efeito, a bobinadeira de acordo com a invenção,essencialmente constituído de um chassi, este chassi comportando pelo menosum fuso adaptado para suportar pelo menos um bolo, o referido fuso sendomóvel em rotação em torno de um primeiro eixo sensivelmente perpendicularao diâmetro do bolo, e pelo menos um dispositivo de enrolamento cruzadoadaptado para o depósito de pelo menos um fio sobre o fuso de acordo comum primeiro movimento de vai-e-vem, o fio sendo, além disso, depositadosobre o fuso por um órgão seguidor de acordo com um segundo movimentode vai-e-vem, se caracteriza pelo fato de que o órgão seguidor comporta umdispositivo de pilotagem do segundo movimento de vai-e-vem.
Graças a este dispositivo de pilotagem, introduz-se umparâmetro de regulagem que permite pilotar de maneira ótima a cinemática dosegundo movimento de vai-e-vem do dispositivo de enrolamento cruzadodurante a bobinagem do bolo.
Em modos de realização preferidos da invenção, pode-seeventualmente recorrer, além disso, a uma e/ou a outra das seguintesdisposições:
- o órgão seguidor coopera com o dispositivo de enrolamento
cruzado,
- o órgão seguidor coopera com o fuso,
- o dispositivo de pilotagem comporta servomotor que permitecontrolar continuamente pelo menos uma das grandezas cinemáticas dosegundo movimento de vai-e-vem,
- as grandezas cinemáticas são escolhidas dentre a velocidadee a posição
- o dispositivo de enrolamento cruzado compreende pelomenos uma hélice montada móvel em rotação em torno de um segundo eixosensivelmente paralelo ao primeiro eixo,
- o dispositivo de enrolamento cruzado compreende pelomenos uma roda provida pelo menos de um sulco, este sulco sendo adaptadopara se posicionar e guiar pelo menos um fio, a referida roda sendo móvel emrotação em torno de um segundo eixo sensivelmente paralelo ao primeiroeixo,
- o fuso é fixado em um tambor, o referido tambor sendomontado móvel em rotação em relação ao chassi conforme um terceiro eixode rotação sensivelmente paralelo aos referidos aos primeiro e segundo eixos,
- o tambor comporta pelo menos dois fusos sensivelmenteposicionados de acordo com posições uniformemente distribuídas conforme oterceiro eixo de rotação,
- o fuso é dirigido em rotação por intermédio de uma cadeiacinemática que comporta um motor integrado no referido fuso,
- o fuso e o seu motor de acionamento são solidários de umacionador linear, o referido acionador adaptado para assegurar o movimentode vai-e-vem do fuso,
- a/as hélice(s) e seu/seus motor(es) de acionamento sãosolidários de um acionador linear, o referido acionador estando adaptado paraassegurar o movimento de vai-e-vem da/das referidas da hélice(s),
- o fuso e o seu motor de treino são solidários de um acionadorlinear, o referido acionador sendo adaptado para assegurar o movimento devai-e-vem do fuso.
Outras características e vantagens da invenção aparecerãodurante a descrição seguinte de uma de suas formas de realização, dada atítulo de exemplo não limitativo, em vista dos desenhos anexos.
Nos desenhos:
- A figura 1 é uma vista de frente de uma bobinadeira de
acordo com a invenção,
- A figura 2 é uma vista de lado da bobinadeira que ilustra osmovimentos de vai-e-vem dos cursos primário e secundário
- A figura 3 é uma vista de lado da bobinadeira que ilustra osmovimentos de vai-e-vem de curso primário e secundário de acordo com umavariante de realização,
- As figuras 4a e 4b ilustram perfis de bolo obtido por umabobinadeira de acordo com a arte anterior,
- As figuras 5a e 5b ilustram perfis de bolo obtido por umabobinadeira de acordo com a invenção.
De acordo com um modo preferido de realização de umabobinadeira 1 de acordo com a invenção ilustrada na figura 1, esta últimacomporta um chassi 2 metálico obtido por uma técnica de mecano-soldagensde elementos metálicos previamente usinados ou disponíveis padronizados nocomércio. Este chassi 2 comporta essencialmente uma base 3 sensivelmenteretangular que repousa sobre pés judiciosamente colocados de maneira acorresponder ao gabarito ou ao afastamentos dos garfos de uma empilhadeiraou de um dispositivo de manutenção análogo a fim de facilitar a implantaçãodesta bobinadeira em uma posição de formação de fibra.Sobre esta base é montada uma estrutura fechada 4 em partecoberta que é destinada a receber todos os componentes necessários para ofuncionamento da bobinadeira 1. A esse respeito, e de maneira não limitativa,esta estrutura fechada conformada em armário é provida dos dispositivos decontrolo e de comendo necessários às diversas regulagens dos diferentesórgãos que serão descritos mais a frente na presente descrição, de redes,hidráulicas, elétricas, de ar comprimido, e de outros fluidos necessários para ofuncionamento dos referidos órgãos
Sobre a estrutura fechada 4 coopera um tambor 5 que seprojeta lateralmente. Este tambor 5 é montado móvel em rotação em torno deum eixo de rotação (denominado terceiro eixo de rotação) e é mantido dentrode uma das paredes da estrutura fechada por intermédio de uma pluralidade deórgãos de orientação (coroa com esferas, corrediça com esferas por exemplo).Prevê-se, além disso, motorizar este tambor 5 para que ele possa descrever ealinhar uma pluralidade de posições angulares em relação ao chassi 2, nodecurso da bobinagem dos bolos.
Com efeito, este tambor 5 constitui um conjunto suporte defusos. Sobre a figura 1, observa-se que o tambor 5 dispõe de dois fusos 6, 7,de acordo com posições diametralmente opostas (poder-se-ia conceber umtambor que disponha somente de um único fuso [se não houver senão umfuso, não há necessidade de tambor mas ele não se é possível de fazer areativação automática] ou ao contrário um tambor que comporta pelo menostrês, quatro fusos, ou mesmo mais, de acordo com o espaço de que se dispõe eas capacidades da fieira posicionada a montante). Dentro da bobinadeira, otambor 5 permite levar um fuso previamente descarregado e munido de pelomenos um tubo formador virgem (na acepção da invenção, um tubo formadoré um suporte de material plástico ou de papelão que é destinado a receber oenrolamento de fios ou o bolo) em posição de bobinagem e um outro fuso quedispõe de seus tubos formadores cheios em posição de descarregamento porrotações de 180° (se o tambor comporta dois fusos, como aparece ao nível dosexemplos).
Graças à motorização do tambor 5 e a uma regulagem de seuposicionamento e/ou de sua velocidade angular, por intermédio, por exemplo,de um monitoração do número de voltas do moto-redutor encarregado deacionar o tambor, este moto-redutor sendo engrenado, por exemplo, com otambor 5 no nível de sua árvore motriz por uma ligação do tipo engrenagem,torna-se possível posicionar o fuso ativo sensivelmente no prumo do fio e elerecua ou se afasta de sua posição angular de origem durante o engrossamentodo bolo, de modo a conservar uma geometria fixa.
Cada um das fusos 6, 7 solidários do tambor 5 constitui umconjunto rotativo adaptado para bobinar o fio sobre um tubo formadorpreviamente introduzido sobre a bainha ou o nariz do fuso. Esta bobinagem seefetua de acordo com um primeiro eixo de rotação sensivelmente paralelo aoeixo de rotação do tambor 5 em relação à estrutura da armação 2. Além de ummovimento de rotação provocado por um motor com rotor integrado no fusoem torno deste primeiro eixo, o fuso pode ser adaptado para poder realizar umcurso de vai-e-vem paralelamente ao primeiro eixo de rotação (movimento decurso secundário C2), no caso contrário, é o sistema de enrolamento cruzadoque o fará da mesma maneira (movimento de curso secundário C2). Estemovimento de vai-e-vem é provocado por um acionador motorizado commovimento linear (parafusos com esfera, por exemplo) solidário por um lado,do tambor ou do chassi e por outro lado, do corpo do fuso.
Na figura, aparece um outro elemento que é essencial para aobtenção de um bolo. Trata-se do dispositivo de enrolamento cruzado 8 do fiosobre o fuso 6 ou 7. Neste exemplo, trata-se de uma hélice. Esta hélice émovida em rotação por um órgão motor, em torno de uma árvore coaxial a umsegundo eixo sensivelmente paralelo àqueles precedentemente mencionados.A velocidade de rotação do órgão de acionamento da hélice é regulada emfunção da lei de construção do bolo, e se prevê que estes dispositivos decontrole e de comando sejam integrados dentro da estrutura 2 que forma aarmação.
Naturalmente, se se quer obter vários bolos simultaneamentesobre o mesmo fuso 6 ou 7, adaptar-se-á o número de hélices 8consequentemente, e a árvore suporte de hélice comportará um trem dehélices, cujo número será igual ao número de bolos que se deseja.
O movimento de rotação da hélice se traduz ao nível do fio porum movimento de oscilações ou de batimentos cujas amplitude e freqüênciasão reguláveis em função dos valores da relação de cruzamento desejada. Afreqüência é determinada em função da velocidade de rotação e a amplitude éfunção da geometria da hélice.
Outros dispositivos não representados sobre a figura 1 podemser considerados em substituição à hélice. Pode se tratar de uma roda providade pelo menos um sulco, este sulco sendo adaptado para posicionar e guiarpelo menos um fio, a referida roda sendo móvel em rotação em torno de umsegundo eixo sensivelmente paralelo ao primeiro eixo.
Independentemente do modo de realização do dispositivo deenrolamento cruzado 8, este último realiza um movimento dito de cursoprimário ou Cl e funciona com regulagem de velocidade e eventualmente deposição com o vai-e-vem do fuso 6 ou 7 que constitui o movimento dito decurso secundário C2, de acordo com a variante de realização ilustrada nafigura 3, a colocação em movimento do fuso 6 ou 7 de acordo com ummovimento de vai-e-vem de acordo com uma direção paralela ao seu eixo derotação sendo realizada por um acionador M2 engrenado com a ajuda de umacadeia cinemática com a árvore suporte de fuso.
De acordo com outra variante de realização ilustrada na figura2, o dispositivo de enrolamento cruzado 8 é montado sobre um eixo giratóriomotorizado graças a um motor Ml, que assegura o primeiro movimento devai-e-vem da mecha, denominado movimento primário ou Cl. Este conjuntocoopera por meio de uma cadeia cinemática 14 do tipo parafuso-porca ousimilar colocado em movimento com a ajuda de um acionador M2 (motor, porexemplo) que permite imprimir a este conjunto um movimento de translaçãode acordo com um eixo sensivelmente paralelo ao eixo de rotação dodispositivo de enrolamento cruzado de maneira a conferir a este último ummovimento de vai-e-vem suplementar denominado movimento secundário ouC2.
Qualquer que seja a variante de realização ilustrada na figura 2ou na figura 3, observa-se que o acionador M2 é munido de um órgão depilotagem 12 suplementar do tipo servo-motor controlado em posição e/ou emvelocidade que permite controlar continuamente a cinemática dedeslocamento (em velocidade e/ou posição) do acionador encarregado deimprimir o movimento de vai-e-vem secundário C2.
De acordo com uma vantagem da invenção, os cursos primárioe secundário da bobinadeira 1 são desacoplados com a ajuda do órgão depilotagem 12. Este órgão de pilotagem 12 suplementar oferece possibilidadesde regulagens e otimização do arranjo das espiras podendo resolver osproblemas de integridade dos bolos a uma relação de cruzamento dada queresponde a uma necessidade de desenrolamento ou uma necessidade desecagem. As variações deste órgão de pilotagem podem também permitiraumentar a quantidade de fios depositada nas extremidades dos bolos a fim defavorecer seu enchimento.
Outros subconjuntos necessários para o funcionamento dabobinadeira 1 são integrados dentro do chassi 2. Assim, no nível da base 3 dochassi 2 é posicionado um puxa-fio 9. Um puxa-fio 9 é um conjunto deacionamento do fio que é utilizado durante a reativação, a reativação sendouma fase transitória prévia a uma fase de bobinagem. Para esse efeito, o fio éestirado por um trem de rodízios motorizados, com paredes lisas ou comrelevos (os fios são levados a condições de funcionamento compatíveis com aprisão dos fios no nariz de fuso durante a partida da fase de bobinagem).
A bobinadeira comporta pelo menos um ejetor giratório 10 epelo menos um ejetor reto 11, estes últimos projetando-se lateralmente emrelação à estrutura fechada 2 e no prumo do tambor 5.
O ejetor giratório 10 ou o dispositivo de retração é constituídopor um braço articulado em uma de suas extremidades ao nível da estruturafechada da armação 2, sua extremidade livre é adaptada para segurar edeslocar os fios entre uma primeira posição na qual os fios estão presos com odispositivo de enrolamento cruzado 8 do fio (a hélice, por exemplo) e umasegunda posição na qual os fios estão retraídos em relação ao referidodispositivo de enrolamento cruzado 8. O movimento angular do ejetorgiratório 10 é realizado durante a troca de fuso 6 ou 7 (pivotamento de 180°do tambor 5).
O ejetor reto 11 é como o próprio nome indica um braçosensivelmente retilíneo. Projetando-se lateralmente como o ejetor giratório 10em relação a uma parede lateral da estrutura fechada da armação 2, ele podeocupar duas posições: uma posição de repouso na qual ele está em retração dotrajeto do fio, e uma posição de trabalho na qual ele mantém o fio acima donariz de fuso 6 ou 7 durante a reativação. Esta posição de trabalho éigualmente ocupada durante uma operação de transferência (rotação dotambor, e passagem de um fuso com bolos enrolados, a um fuso com tuboformadores vazios).
Na proximidade do dispositivo de enrolamento cruzado de fio8 (hélice, por exemplo) é posicionado um órgão de limpeza (não visível nasfiguras) do dito dispositivo de posicionamento por aspersão de um fluido sobpressão.
À medida em que acontece a bobinagem (aumento daespessura de fios ao nível dos bolos), o tambor 5 efetua uma correção angularpor rotação e alinhamento de sua posição angular em torno de seu eixo demaneira a afastar o fuso «ativo» - aquele onde se efetua a bobinagem dodispositivo - da periferia do dispositivo de posicionamento e de guia do fio, demaneira a conservar uma geometria fixa.
A bobinagem é ativa, os movimentos de curso primário e decurso secundário são pilotados pelo dispositivo de pilotagem 12 a fim de seconformar com a lei de construção.
Como se pode ver ao nível das figuras 4a e 4b, o bolo obtidopela bobinagem de uma mecha de fios com a ajuda de uma bobinadeira daarte anterior evolui no curso de sua construção da seguinte maneira: o ânguloα que é o ângulo de enrolamento (ângulo desenvolvido tal que: tang α =Vbat/Vfio) passa para um valor a', que é inferior. Ao longo desta bobinagem, avelocidade do curso secundário permanece constante em um valor V2 bemcomo a relação de cruzamento K. (a relação de cruzamento K sendo definidacomo a relação da velocidade do fuso sobre a velocidade do dispositivo deenrolamento cruzado Vbat).
Recorda-se que para um conservar um título constante duranteuma bobinagem é necessário manter uma velocidade de estiramento constante(Vflo), tem-se, então, necessariamente a velocidade do fuso que diminui (porcausa do aumento de diâmetro) e como K é constante, a velocidade dodispositivo de enrolamento cruzado Vbat deve diminuir nas mesmasproporções. Como Vbat diminui e Vf10 necessariamente menor que α e igual aa'.
Agora vai se estudar bobinagem de um bolo com a ajuda deuma bobinadeira de acordo com a invenção, ou seja, provida do dispositivo depilotagem 12 do movimento de curso secundário C2. Pode-se então ter Kvariável e V2 variável.
Como se pode ver ao nível das figuras 5a e 5b que mostram aevolução da construção do bolo no curso da bobinagem, os ângulos a' e a"são diferentes; no exemplo α é mais próximo de a' do que de a", e é possívelacumular ou bobinar o fio sobre os flancos do bolo (acima do traço misto,comparação entre figuras 4b e 5b). A fim de poder fazer variar a velocidadee/ou a posição do curso secundário C2 durante a bobinagem, o dispositivo depilotagem é controlado por um autômato programável e de um software«adhoc» que determina em todos os momentos as ações sobre o servo-motorque age sobre a curso C2.

Claims (10)

1. Bobinadeira (1) que compreende um chassi (2), este chassicomportando pelo menos um fuso (6, 7) adaptado para suportar pelo menosum bolo (13), o referido fuso (6, 7) sendo móvel em rotação em torno umprimeiro eixo sensivelmente perpendicular ao diâmetro do bolo, e pelo menosum dispositivo de enrolamento cruzado (8) adaptado para o depósito de pelomenos um fio sobre o fuso (6, 7) de acordo com um primeiro movimento devai-e-vem (Cl), o fio sendo, além disso, depositado sobre o fuso (6, 7) por umórgão seguidor de acordo com um segundo movimento de vai-e-vem (C2),caracterizada pelo fato de que o órgão seguidor comporta um dispositivo depilotagem (12) do segundo movimento de vai-e-vem, este dispositivo depilotagem permitindo controlar continuamente pelo menos a velocidade e ocurso do segundo movimento de vai-e-vem (C2).
2. Bobinadeira de acordo com a reivindicação 1, caracterizadapelo fato de que o órgão seguidor coopera com o dispositivo de enrolamentocruzado (8).
3. Bobinadeira de acordo com a reivindicação 1, caracterizadapelo fato de que o órgão seguidor coopera com o fuso (6, 7).
4. Bobinadeira de acordo com uma das reivindicaçõesprecedentes, caracterizada pelo fato de que o dispositivo de enrolamentocruzado (8) compreende pelo menos uma hélice montada móvel em rotaçãoem torno de um segundo eixo sensivelmente paralelo ao primeiro eixo.
5. Bobinadeira de acordo com uma das reivindicações 1 a 4,caracterizada pelo fato de que o dispositivo de enrolamento cruzadocompreende pelo menos uma roda provida de pelo menos um sulco, este sulcosendo adaptado para posicionar e guiar pelo menos um fio, a referida rodasendo móvel em rotação em torno de um segundo eixo sensivelmente paraleloao primeiro eixo.
6. Bobinadeira de acordo com qualquer uma dasreivindicações precedentes, caracterizada pelo fato de que o fuso é fixado aum tambor, o referido tambor sendo montado móvel em rotação em relaçãoao chassi de acordo com um terceiro eixo de rotação sensivelmente paraleloaos referidos primeiro e segundo eixos.
7. Bobinadeira de acordo com a reivindicação 6, caracterizadapelo fato de que o tambor comporta pelo menos dois fusos sensivelmenteposicionados de acordo com posições uniformemente repartidas de acordocom o terceiro eixo de rotação.
8. Bobinadeira de acordo com uma das reivindicaçõesprecedentes, caracterizada pelo fato de que o fuso é movido em rotação porintermédio de uma cadeia cinemática que comporta um motor integrado noreferido fuso.
9. Bobinadeira de acordo com uma das reivindicaçõesprecedentes, caracterizada pelo fato de que a/as hélice(s) e seu/seus motor(es)de acionamento são solidários de um acionador linear, o referido acionadorsendo adaptado para assegurar o movimento de vai-e-vem da/das referidashélice(s).
10. Bobinadeira de acordo com uma das reivindicações 1 ou 6a 8, caracterizada pelo fato de que o fuso e o seu motor de acionamento sãosolidários de um acionador linear, o referido acionador sendo adaptado paraassegurar o movimento de vai-e-vem do dito fuso.
BRPI0611575-6A 2005-06-24 2006-06-20 bobinadeira BRPI0611575A2 (pt)

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FR0551750 2005-06-24
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PCT/FR2006/050611 WO2006136751A2 (fr) 2005-06-24 2006-06-20 Bobinoir a course secondaire pilotee

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