BRPI0611716A2 - aparelho e método para detecção da condição reprodutiva, em particular o ciclo estral, de um mamìfero - Google Patents

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Abstract

APARELHO E MéTODO PARA DETECçãO DA CONDIçãO REPRODUTIVA, EM PARTICULAR O CICLO ESTRAL, DE UM MAMìFERO.Trata-se de um aparelho para detectar a condição reprodutiva, em particular o ciclo estral de um mamífero, que compreende meios de detecção (10) para detectar uma quantidade de sangue perfúndida em uma região predeterminada do canal vaginal de um mamífero, e gerar um sinal principal correspondente (20); o aparelho (1) compreende ainda uma unidade de processamento (40) associada aos referidos meios de detecção (10) para determinar a condição reprodutiva do referido mamífero com base no referido sinal principal (20). Também é revelado um método de detecção da condição reprodutiva, em particular o ciclo estral, de um mamífero.

Description

Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "APARELHO E MÉTODO PARA DETECÇÃO DA CONDIÇÃO REPRODUTIVA, EM PARTICULAR O CICLO ESTRAL, DE UM MAMÍFERO"
Descrição
A presente invenção refere-se a um aparelho e a um método para detecção da condição reprodutiva, em particular o ciclo estral, de um mamífero.
Sabe-se que o sucesso e o lucro dos pecuaristas depende principalmente da capacidade de produzir uma prole grande, numerosa e viável dos animais sendo procriados.
Portanto, deseja-se aumentar a taxa de natalidade garantindo a maior porcentagem de fecundação dos óvulos maduros. De fato, a inseminação precoce ou prematura é a principal causa de infertilidade, especialmente na procriação de porcos.
O período durante o qual a fêmea recebe o macho geralmente é chamado de "cio".
Em particular, nas espécies de porcos, o período do cio tem uma duração de 18 a 24 dias, sendo a média 21 dias; esse período de cio compreende duas fases: as fases proestral e estral (esta sendo indicada como verdadeiro período do cio); a fase estral é o período durante o qual a ovulação ocorre nas porcas. A identificação do período do estro (início e fim) atualmente é realizada por meio de observação das mudanças comportamentais e visuais no animal, ou pela monitoração dos esteróides ovarianos.
No primeiro caso, o próprio pecuarista é que se encarrega da tarefa de perceber um ou mais dos seguintes fatores, geralmente relacionados ao período de fertilidade do animal:
- vermelhidão e inchamento dos lábios vaginais;
- o muco produzido é filamentoso e pode se tornar viscoso;
- apetite irregular;
- inquietude maior, acompanhada de grunhidos típicos;
- erguimento das orelhas (para raças com orelhas erguidas);
- tendência a "ficar se esfregando";
- imobilidade após receber pressão na traseira;
- aceitação da copulação;
- atração pelos machos;
- tendência a virar ao contrário caso o animal esteja numa gaiola.
É evidente que determinar a fase estral do animal baseando-se exclusivamente em observações feitas pelos operadores encarregados apresenta diversas desvantagens.
Em primeiro lugar, para oferecer indicações confiáveis, o operador deverá ter grande experiência no setor; portanto, é exigida uma equipe altamente qualificada para a detecção, já que os colaboradores inexperientes, por exemplo, são incapazes de realizar esse tipo de detecção.
Além disso, a observação dos animais deve ser feita pelo menos duas vezes por dia, tempo este que é deduzido dos especialistas mais experientes, mas, justamente por suas habilidades, deveriam ser designados para a realização de outras tarefas.
Então, sem levar em consideração a habilidade do observador, a determinação realizada conforme os critérios listados acima não possui a precisão e grau de confiabilidade necessários para a otimização eficaz dos recursos e para a maximização da porcentagem de óvulos fertilizados após a inseminação a ser realizada subseqüentemente.
Com respeito à monitoração das variações hormonais, deve-se ressaltar que os níveis de soro da gonadropina, bem como dos esteróides sexuais como, por exemplo, estradiol e progesterona, podem ser usados para enfatizar o período em que ocorre a ovulação.
Entretanto, é necessário muito tempo antes que os resultados dos imunoensaios / radioimunoensaios para determinação das referidas variações hormonais estejam disponíveis, e, portanto, não é possível usar essa técnica com eficácia em regime de rotina na pecuária comercial, tanto por razões técnicas como econômicas. A Fig. 1 ilustra um gráfico da produção dos hormônios reprodutivos em relação ao tempo durante o ciclo estral das espécies de porcos.
A ovulação ocorre de maneira constante, aproximadamente em dois terços de toda a duração do período de cio verdadeiro (estro) estimado com o reflexo de imobilidade.
Entretanto, uma vez que a duração do estro não é constante (com uma oscilação de 12 a 88 horas), essa análise só fornece uma estimativa a posteriori do momento de ovulação, e, portanto, uma estimativa subseqüente ao período útil para inseminação.
A inseminação artificial nas porcas deve ocorrer dentro das 24 horas anteriores à ovulação, fazendo com que, atualmente, várias inseminações sejam realizadas, de modo a aproximar-se o máximo possível desse objetivo, tentando não executar a última intervenção muito tardiamente no período de ovulação ou no final do período do cio, pois isso reduziria o índice de fertilização e o número de recém-nascidos.
Atualmente, o momento de inseminação é escolhido com base no começo do estro; entretanto, a ovulação ocorre dentro de um período muito variável (10 a 85 horas) em relação ao início do estro.
Em razão dessa incerteza, o início do estro não é um fator confiável para se programar os processos de inseminação artificial. Logo, um dos objetivos da presente invenção é oferecer um aparelho e método para detecção da condição reprodutiva, em particular o ciclo estral, de um mamífero, possibilitando determinar a condição reprodutiva do animal de maneira precisa e confiável.
Outro objetivo da invenção é o de disponibilizar um aparelho e método para detecção da condição reprodutiva, em particular o ciclo estral, de um mamífero, que permita adotar estratégias de inseminação melhores, a fim de reduzir os custos de inseminação artificial e, correspondentemente, aumentar a taxa de natalidade.
Os objetivos anteriores, e outros, são substancialmente alcançados pelo aparelho e pelo método de acordo com os aspectos recitados nas reivindicações anexas.
Outros aspectos e vantagens se tornarão mais claros na descrição detalhada de uma concretização preferida, mas não exclusiva, da invenção.
A presente descrição é feita com referência aos desenhos concomitantes, apresentados a título de exemplo não restritivo, nos quais:
A Fig. 1 é um gráfico que ilustra a produção dos hormônios reprodutivos com respeito ao tempo durante o ciclo estral nas espécies de porcos;
- A Fig. 2 é um diagrama que representa uma estratégia de inseminação artificial; - A Fig. 3 ilustra, diagramaticamente, uma parte do aparelho de acordo com a invenção, em uso;
- A Fig. 4a é uma vista lateral diagramática, parcialmente explodida, de uma primeira concretização de outra parte do aparelho de acordo com a invenção;
- A Fig. 4b é uma vista plana diagramática, em explosão parcial, da parte ilustrada na Fig. 4a;
- A Fig. 5a é uma vista lateral diagramática de uma segunda concretização da parte vista na Fig. 4a;
- A Fig. 5b é uma vista plana diagramática da parte vista na Fig. 5 a;
- A Fig. 6 é uma vista lateral de um detalhe adicional do aparelho de acordo com a invenção;
- A Fig. 7 ilustra o aparelho da invenção em uso;
- A Fig. 8 ilustra, diagramaticamente, a parte do aparelho vista nas Figs. 4a, 4b, 5a e 5b na condição montada e em vista plana;
- As Figs. 9a, 9b e 9c ilustram uma vista frontal, vista lateral e vista plana, respectivamente, de uma concretização alternativa da parte do aparelho vista na Fig. 8;
- As Figs. 10a, 10b, IOc são uma vista frontal, vista lateral e vista plana, respectivamente, de um primeiro detalhe da parte do aparelho ilustrada nas Figs. 9a, 9b, 9c; - As Figs. lia, 11b, Ilc são uma vista frontal, vista lateral e vista plana, respectivamente, de um primeiro detalhe da parte do aparelho ilustrada nas Figs. 9a, 9b, 9c;
- As Figs. 12a, 12b, 12c são uma vista frontal, vista lateral e vista plana, respectivamente, de um terceiro detalhe da parte do aparelho ilustrada nas Figs. 9a, 9b, 9c;
- A Fig. 13 é um diagrama de blocos de uma primeira concretização de um detalhe da parte do aparelho ilustrada nas Figs. 4a, 4b, 5a, 5b, 8, 9a-9c, 10a-10-c, lla-llc, 12a-12c;
- A Fig. 14 é um diagrama de blocos de uma segunda concretização de um detalhe da parte do aparelho ilustrada nas Figs. 4a, 4b, 5a, 5b, 8, 9a-9c, 10a-10-c, lla-llc, 12a-12c;
A Fig. 15 ilustra diagramaticamente uma concretização alternativa de um elemento estrutural das Figs. 9a- 9c e 10a-10c.
Com referência aos desenhos, um aparelho para detecção da condição reprodutiva, em particular o ciclo estral, de um mamífero de acordo com a presente invenção, é identificado em geral pelo número 1.
O aparelho 1 se aplica ao campo de procriação, e em especial, no que tange à procriação de porcos, bois, búfalos, entre outros; obviamente, o aparelho 1 também pode ser usado para qualquer outra espécie de mamífero, de preferência mamíferos criados para procriação. O aparelho 1 compreende um meio de detecção 10 para detectar uma quantidade de sangue perfundida em uma região predeterminada Z do canal vaginal do mamífero sob observação.
O meio de detecção 10 gera um sinal principal 20 que representa essa quantidade de sangue.
De um ponto de vista prático, o meio de detecção 10 pode compreender um sensor 11, de preferência do tipo pletismográfico (Figs. 3, 4a, 4b, 5a, 5b, 9a a 9c, l1a a 11c, 13, 14); A função do sensor é detectar a quantidade e o tipo de luz que é refletida pela região predeterminada Z do canal vaginal (que representa a quantidade de sangue que perfunde a membrana mucosa da vagina) para permitir a quantificação e o processamento do nível de vermelhidão por uma unidade de processamento 40, que será descrita mais adiante, junto com as concretizações preferidas do sensor 11.
Sob condições de uso, o meio de detecção 10 é inserido, pelo menos parcialmente, no canal vaginal do mamífero, de modo que as operações de detecção necessárias possam ser realizadas de maneira correta e confiável.
O meio de detecção 10 pode compreender uma carcaça 14 que contém o sistema de circuitos necessário para realizar ao menos as operações para detecção. A carcaça 14 tem, de preferência, uma forma alongada para permitir sua fácil inserção no canal vaginal do mamífero; a título exemplificativo, a carcaça 14 pode ter um comprimento axial (isto é, ao longo da direção de inserção no canal vaginal do mamífero) de 4 a 20 cm, dependendo do comprimento do canal vaginal.
A carcaça 14 tem uma primeira parte 14a e uma segunda parte 14d; esta pode conter o sensor 11. A primeira parte 14a tem uma primeira extremidade 14b na qual a segunda parte 14d é posicionada, e uma segunda extremidade 14c na qual o meio de conexão 16é montado, meio este que permite alimentar o sinal principal 20 para o restante do aparelho 1.
Alojado na primeira parte 14a estão os dispositivos (indicados em geral por 80) necessários para o processamento das grandezas detectadas pelo sensor lie para obter o sinal principal 20.
As Figs. 4a, 4b, 5a e 5b, em particular, ilustram uma conformação exemplificativa da carcaça 14, constituída essencialmente de um corpo inteiriço.
Conforme ilustrado na vista explodida das Figs. 4a, 4b, 5a, 5b, o meio de conexão 16 compreende um conector tripolar 16a e um conector em forma de L 16b.
Na concretização nas Figs. 4a, 4b, um fio 16d é conectado ao conector 16b para transmitir o sinal principal 20 aos demais dispositivos do aparelho 1.
Na concretização ilustrada nas Figs. 5a, 5b, uma antena 16c para comunicação, do tipo sem fio, é conectada ao conector 16b; observe que, na realidade, o comprimento da antena 16c pode ser até mesmo maior do que 8 a 10 cm, e que, para fins de clareza, a referida antena 16c não foi ilustrada em proporção à escala real com o restante da figura.
A carcaça 14 é feita de um material não poroso e lavável, de modo que possa ser introduzido facilmente no canal vaginal do animal.
A Fig. 8 ilustra o meio de detecção 10 das Figs. 4a, 4b, 5a, 5b, no qual os conectores 16a, 16b estão montados dentro da carcaça 14; em particular, esses conectores 16a, 16b estão posicionados entre o bloco de dispositivos 80 e a parte de engate 15, a ser descrita em mais detalhes adiante.
Em uma concretização alternativa (Figs. 9a a 9c, 10a a 10c, lia a 11c), a carcaça 14 compreende um elemento flexível alongado 17, de preferência feito de material elastomérico para conectar a segunda parte 14d e a primeira parte 14a (em particular, a primeira extremidade 14b) da própria carcaça 14 uma à outra.
Em mais detalhes, a segunda parte 14d da carcaça 14 pode ser munida (Figs. 9a a 9c, lia a 11c) de uma parte alongada 14d' e uma expansão radial 14" no qual o sensor 11 é montado.
O aparelho 1 adicionalmente compreender uma estrutura tubular 18 tendo uma conformação substancialmente cilíndrica ou elíptica, por exemplo, que, por sua vez, inclui um primeiro corpo tubular 18a que é radialmente interno e substancialmente rígido, e um segundo corpo tubular 18b que é radialmente externo e feito de material elastomérico, ou, de forma mais geral, de um material flexível.
Estendendo-se na região radialmente interna delimitada pelo primeiro corpo tubular 18a, começando a partir de uma superfície interna do primeiro corpo tubular 18a, está pelo menos um par de expansões 18c para engate, por exemplo, por encaixe de pressão, por exemplo, com a parte alongada 14d' da segunda parte 14d da carcaça 14.
De preferência, dois pares de expansões 18c são proporcionados, e estes se estendem internamente à superfície interna do primeiro corpo tubular 18a, os referidos pares sendo posicionados em lados axialmente opostos com respeito à segunda parte 14d da carcaça 14 para engate com a parte alongada 14d' da
De maneira vantajosa, a região que é definida internamente pelo primeiro corpo tubular 18a tem tamanho grande o suficiente para alojar a segunda parte 14d da carcaça 14. Em outras palavras, o primeiro corpo tubular 18a é concebido de tal forma que a segunda parte 14d possa ser inserida axialmente na região interna do referido primeiro corpo tubular 18a e as expansões 18c possam ser engatadas à parte alongada 14d' da própria segunda parte 14d.
A estrutura tubular 18 tem uma abertura 18d, na sua superfície lateral, de modo que o sensor 11 possa se defrontar pelo menos parcialmente com a região predeterminada Z do canal vaginal; em particular, após a montagem da estrutura tubular na segunda parte 14d da carcaça 14, o sensor 11 está em alinhamento com a referida abertura 18d, e, de preferência, é inserido pelo menos parcialmente nela.
De maneira vantajosa, o aperto existente entre o sensor 11 e a abertura 18d na superfície lateral da estrutura tubular ajuda a impedir o deslizamento axial mútuo entre a segunda parte 14d (e, portanto, do próprio sensor 11) e a estrutura tubular.
A principal tarefa da estrutura tubular 18 é manter o sensor 11 no lugar correto dentro do canal vaginal do mamífero, de modo que a detecção realizada possa ser precisa e confiável.
Além disso, a cavidade interna do primeiro corpo tubular 18a é útil para permitir a inserção de um cateter para realizar uma operação de inseminação artificial.
De preferência, a estrutura tubular 18 tem uma superfície externa com uma seção transversal não circular, conforme ilustrado nas figuras 9a e 10a, de modo a evitar rotações da estrutura tubular 18, e do sensor 11, ao redor do eixo geométrico longitudinal da estrutura tubular.
De preferência, a estrutura tubular 18 tem uma extremidade afunilada 18f (Fig. 15) que diminui sua seção transversal ao afastamento da primeira parte 14a da carcaça 14, de modo a facilitar a inserção da estrutura tubular 18 dentro do canal vaginal. Deve-se notar que a segunda parte 14d da carcaça 14 pode ser engatada à estrutura tubular de outras maneiras; por exemplo, a parte alongada 14d' pode ser fixada na superfície externa da estrutura tubular 18.
Por meio do elemento alongado 17, um deslocamento relativo parcial entre a segunda e a primeira partes 14d, 14a da carcaça 14 é permitido para permitir que o aparelho 1 se adapte à conformação do canal vaginal do animal sob exame. Em outras palavras, ainda após movimentos inevitáveis do animal, graças à estrutura descrita acima, o sensor 11 é mantido na posição correta, fazendo com que a determinação do ciclo estral do mamífero seja, em todo caso, confiável.
A conexão elétrica entre o sensor 11 e os dispositivos montados dentro da primeira parte 14a da carcaça 14 pode ser obtida por meio de um ou mais cabos colocados dentro de uma cavidade interna longitudinal tubular do elemento alongado 17.
Como dito acima, a carcaça 14 pode alojar pelo menos o sensor 11. Para manter o meio de detecção 10 na posição correta para realizar as funções que ele deve realizar, o aparelho 1 compreende meios de fixação 30 (Fig. 6) para segurar o meio de detecção 10 no canal vaginal do mamífero.
Os meios de fixação 30 compreendem um corpo principal 31, de preferência tendo uma conformação tipo haste e estendendo-se ao longo de um respectivo eixo geométrico longitudinal X. O corpo principal 31 é adaptado para ser inserido em um orifício formado em um lábio vaginal do mamífero para definir uma ligação entre o referido lábio 2 e o meio de detecção 10. Em particular, esse orifício pode ser formado na parte superior de um dos dois lábios vaginais do mamífero; em outras palavras, o orifício não é formado na base desse lábio vaginal.
Dessa maneira, o orifício é formado na parte do lábio vaginal que possui mais tecido elástico em vez tecido fíbroso, de modo que o risco de infecções seja minimizado.
A título exemplifícativo, o furo pode ser formado a uma distância de cerca de 1 a 2 centímetros do ponto de união do lábio vaginal.
Os meios de fixação 30 adicionalmente compreendem um elemento de contato 32 que tem uma superfície de contato 32b que se se encosta ao lábio vaginal do mamífero; de preferência, o elemento de contato 32 tem uma conformação tipo placa.
O elemento de contato 32 tem também um orifício passante 32a, de preferência em uma posição substancialmente central, no qual o corpo principal 31 é introduzido.
Deve-se observar que também é possível usar um elemento de contato auxiliar 32', elemento de contato auxiliar este que tem uma superfície de contato 32b' que se se encosta a uma parte de engate 15 do meio de detecção 10; o elemento de contato auxiliar 32' também tem, de preferência, uma conformação tipo placa. O elemento de contato auxiliar 32' tem também um orifício passante 32a', de preferência em uma posição substancialmente central, no qual o corpo principal 31 é introduzido.
Os meios de fixação 30 adicionalmente compreendem um membro de fechamento 33 associado a pelo menos uma extremidade axial do corpo principal 32 para manter os meios de detecção 20 em engate com o lábio vaginal do mamífero.
Em mais detalhes, o membro de fechamento 33 compreende um par de elementos de porca 34, cada um associado a uma respectiva extremidade axial do corpo principal 31 e deslizável ao longo do referido corpo principal.
Também é proporcionado pelo menos um par de parafusos sem cabeça 35 a, cada um associado operativamente a um respectivo elemento de porca 34 para segurar o referido elemento de porca no corpo principal 31.
Na concretização preferida, também é proporcionado um par adicional de parafusos sem cabeça 35b para tornar o engate mútuo entre o corpo principal 31 e os elementos de porca 34 mais confiável.
De maneira vantajosa, o meio de detecção 10 tem uma parte de engate 15 munida de um furo passante 15a, no qual o corpo principal 31 dos meios de fixação 30 é inserido. De preferência, a parte de engate 15 é uma parte da carcaça 14. Na concretização das Figs. 5a, 5b (normalmente dedicada a transmissões sem fio), o meio de detecção 10, e em particular a carcaça 14, também podem ser providos de uma parte anular auxiliar 15' tendo um orifício passante 15a'; dessa forma, o operador pode determinar a orientação em que o meio de detecção 10 deve ser disposto dentro do canal vaginal do animal.
Deve-se notar que a Fig. 8 refere-se tanto à concretização ilustrada nas Figs. 4a, 4b quanto à concretização vista nas Figs. 5a, 5b; portanto, a carcaça foi representada com ambas as partes de engate 15, 15'. Evidentemente, se a concretização das Figs. 4a, 4b for considerada, a carcaça 14 será proporcionada com a parte de engate 15 separadamente.
Como alternativa aos orifícios ilustrados nas Figs. 4a a 4b, 5a a 5b e 8, a parte de engate 15 pode apresentar uma parte estreita (isto é, uma parte de seção transversal reduzida) que define um ombro 14e junto com a primeira parte 14a; apoiando-se sobre ele está um elemento de travamento 19 de conformação substancialmente anular ou em forma de "C" (Figs. 9a a 9c, 1 Ia a 1 lc, 12a a 12c).
O elemento de travamento 19 tem uma saliência 19a com um orifício passante 19b para engate com um lábio vaginal do animal sob exame, por exemplo, pelos meios de fixação 30 anteriormente descritos; em particular, o corpo principal 31 dos meios de fixação 30 pode ser inserido no orifício passante 19b da referida saliência 19a de modo a obter tal engate. O formato da superfície interna do elemento de travamento 19 corresponde essencialmente ao da superfície lateral externa da parte estreita da parte de engate 15, de modo que o próprio elemento de travamento 19 possa ser encaixado na parte de engate 15.
A fixação entre o elemento de travamento 19 e a parte de engate 15 pode ser obtida por meios convencionais, como por exemplo, parafusos.
Note que a parte de engate ilustrada nas Figs. 4a a 4b, 5a a 5b e 8 também pode ser usada na concretização com a carcaça 14, conforme ilustrado nas Figs. 9a a 9c, 1 Ia a 1 lc, 12a a 12c e vice versa, a parte de engate e o elemento de travamento ilustrados nas Figs. 9a a 9c, 11a, 11b, 12a a 12c também podem ser usados na concretização com a carcaça 14 conforme ilustrada as Figs. 4a a 4b, 5a a 5b e 8.
A Fig. 8 mostra como a parte de saída 16b' do conector 16 se estende, preferivelmente, ao longo de um eixo geométrico longitudinal Y, eixo geométrico este que é inclinado em um ângulo diferente de zero em relação ao eixo geométrico V perpendicular à extensão longitudinal da carcaça 14.
Em mais detalhes, o conector 16b é inclinado de tal forma que sua parte de saída 16b' se estenda para longe da segunda parte 14d da carcaça 14 e direciona pelo menos parcialmente uma boca de saída 16" dele em direção à parte de engate 15. Em outras palavras, a boca de saída 16b" é disposta mais distante do sensor 11 do que uma região de junção 160 definida entre o conector em forma de "L" 16b e o conector 16a.
De um ponto de vista prático, quando o meio de detecção 10 precisar ser fixado no canal vaginal do mamífero, as seguintes etapas são realizadas:
- forma-se um orifício passante em um lábio vaginal 1 do mamífero (de preferência, na posição supracitada);
- insere-se o corpo principal 31 no referido orifício passante;
- apóia-se a superfície de contato 32b do elemento de contato 32 no lábio vaginal do mamífero, pela inserção do corpo principal 31 no orifício passante 32a do próprio elemento de contato 32;
- apóia-se a parte de engate 15 do meio de detecção 10 (ou a saliência 19a do elemento de travamento 19) no lábio vaginal do mamífero 2, no lado oposto em relação ao elemento de contato 32, o corpo principal 31 sendo inserido no orifício passante 15a (ou 19b);
- provoca-se o deslizamento dos elementos de porca 34 ao longo do corpo principal 31, até obter-se fixação mútua entre os elementos previamente mencionados;
- trava-se a posição dos referidos elementos de porca 34 por meio dos parafusos sem cabeça 35a e dos parafusos sem cabeça 35b, caso estes sejam usados.
Caso também se utilize o elemento de contato auxiliar 32', ele é montado no corpo principal 31 (pela inserção deste no orifício passante 32a' do elemento de contato auxiliar 32') na extremidade axial oposta em relação ao elemento de contato 32.
De um ponto de vista prático, enquanto o elemento de contato 32 se apóia no lábio vaginal 2 do mamífero, o elemento de contato auxiliar 32' tem uma superfície de contato 32'b que se apóia na parte de engate 15 do meio de detecção 10 (ou na saliência 19a do elemento de travamento 19).
E evidente que as etapas reveladas acima não precisam ser efetuadas necessariamente na ordem especificada; é importante apenas que pelo menos um dos elementos de porca 34 seja montado no corpo principal 31 após este ter sido introduzido no orifício passante 32a do elemento de contato 32, no orifício formado no lábio vaginal do animal, no orifício passante 15' da parte de engate 15 do meio de detecção 10 (ou o orifício passante 19b da referida saliência 19) e possivelmente no orifício passante 32a' do elemento auxiliar de contato 32'.
Deve-se ressaltar que os meios de fixação 30 também podem ser empregados com outros tipos de sensores e dispositivos adequados para engate com o canal vaginal de um animal.
Em virtude da estrutura descrita até aqui, o meio de detecção 10 está, portanto, apto a detectar de maneira confiável a quantidade de sangue perfundida em uma região predeterminada do canal vaginal do mamífero e gerar o sinal principal correspondente 20. O sinal principal 20 é transmitido para uma unidade de processamento 40 (Fig. 7), cuja função é determinar a condição reprodutiva do mamífero, dependendo do próprio sinal 20.
Em particular, uma interface 21 realiza a amplifícação e a filtragem do sinal principal 20, de modo que este seja adaptado para ser transmitido à unidade de processamento 40 e para ser submetido às operações de processamento subseqüentes.
De modo conveniente, a unidade de processamento 40 compreende uma memória 41 na qual são armazenados um ou mais parâmetros de referência 41a para o estado de reprodução do mamífero sob observação; esses parâmetros de referência 41a, por exemplo, representam valores típicos dos níveis de vermelhidão da vulva do animal durante o período do estro.
Esses valores podem referir-se de maneira equivalente à quantidade de sangue perfundida na superfície interna do canal vaginal do animal; de fato, conforme relatado acima, a quantidade de vermelhidão da área da vulva do animal e a quantidade de sangue circulando para o canal vaginal são duas grandezas que estão estritamente relacionadas entre si.
A unidade de processamento 40 compreende ainda um bloco de comparação 42 associado à memória 41 para comparar um ou mais parâmetros de referência 41a com o sinal principal 20. Dessa forma, a condição reprodutiva do mamífero pode ser determinada e as etapas subseqüentes para inseminação artificial podem ser programadas.
Em outras palavras, a comparação realizada pelo bloco de comparação 42 visa a verificar se as grandezas incorporadas no sinal principal 20 (nível de vermelhidão da vulva quantidade de sangue perfundida) correspondem substancialmente aos valores de referência previamente armazenados; Caso correspondam, há uma chance altíssima de o animal estar no período fértil, e, portanto, o procedimento de inseminação pode ser colocado em prática.
Em mais detalhes, a unidade de processamento 40 possui um software de controle que, dependendo dos dados recebidos pelo sinal principal 20, é capaz de predizer o momento de ovulação de maneira muito confiável, permitindo assim uma programação cuidadosa da atividade de inseminação artificial.
Os parâmetros de referência 41a considerados para processamento podem referir-se à duração geral da vermelhidão da vulva e/ou à intensidade desta vermelhidão.
De um ponto de vista prático, a memória 41 e o bloco de comparação 42 podem assumir a forma de um PC convencional adequadamente programado.
De maneira vantajosa, a medição de vermelhidão pode ser do tipo relativo; isto é, alterações no volume de sangue podem ser levadas em consideração. Para uma análise desse tipo, durante uma etapa de aprendizado inicial do sistema, é necessário avaliar o nível basal específico para cada animal; portanto, o valor de medição final ditará a quantidade da variação em relação ao nível basal.
Uma vez que mudanças na cor da vulva são um sinal característico da fase proestral/estral e dos estrógenos em circulação, é evidente que o monitoramento dessas mudanças - e o enfoque nas relações com alguns hormônios característicos, como estrógenos e/ou progesterona - representa um elemento muito útil para o planejamento da inseminação artificial.
A Fig. 2 é um diagrama que ilustra a relação entre a escala de vermelhidão da vagina e o desenvolvimento do ciclo estral do animal; em particular, a parte superior do gráfico mostra o tempo no eixo χ e a quantidade de vermelhidão no eixo
Como pode ser visto, o intervalo de maior vermelhidão ocorre imediatamente antes da ovulação, isto é, o período da fertilidade máxima do animal.
A unidade de processamento 40 - e, em particular, o bloco de comparação 42 - é, portanto, configurado para gerar um sinal de notificação adequado 50 caso um mamífero predeterminado esteja próximo do período fértil.
O sinal de notificação, por exemplo, pode ativar um sinal do tipo visual e/ou sonoro.
De maneira vantajosa, a condição reprodutiva do mamífero é determinada pela unidade de processamento 40, dependendo da cor assumida pela parede vaginal do mamífero, que representa a quantidade de sangue perfundida na região predeterminada Z do canal vaginal.
Por exemplo, uma radiação infravermelha pode ser emitida e a radiação correspondente refletida pela região Z ser detectada, para determinar mudanças da vermelhidão do canal vaginal; de preferência, a radiação IV tem um comprimento de onda entre 760 nm, e 1400 nm, em particular entre 800 nm e 820 nm (por exemplo, igual a 810 nm) ou entre 950 nm e 970 nm (por exemplo, igual a 960 nm).
Como alternativa, pode-se empregar uma radiação vermelha; tal radiação pode ter um comprimento de onda situado entre 500 nm e 760 nm, de preferência entre 600 nm e 760 nm, por exemplo, igual a 640 nm.
Caso um comprimento de onda simples seja usado, a intensidade da radiação é considerada diretamente como uma medição da vermelhidão do canal vaginal, sem nenhum processamento substancial.
A condição reprodutiva do mamífero também pode ser determinada pela unidade de processamento 40, com base em uma comparação entre os componentes cromáticos tal cor da parede da vagina.
Os componentes cromáticos podem ser componentes de diferentes comprimentos de onda da mesma radiação eletromagnética, ou emissões de radiação separadas de diferentes comprimentos de onda. De acordo com uma primeira concretização, os referidos comprimentos de onda compreendem um primeiro comprimento de onda situado entre 760 nm e 1400 nm, isto é, o primeiro comprimento de onda se enquadra na faixa do infravermelho; de preferência, o primeiro comprimento de onda situa-se entre 800 nm e 820 nm (por exemplo, igual a 810 nm) ou entre 950 nm e 970 nm (por exemplo, igual a 960 nm). De acordo com a mesma primeira concretização, os referidos comprimentos de onda compreendem ainda pelo menos um segundo comprimento de onda diferente do referido primeiro comprimento de onda, e de preferência, entre 400 nm e 760 nm, em particular entre 500 e 760 nm, e mais preferivelmente entre 600 nm e 760 nm. Por exemplo, o segundo comprimento de onda pode ser igual a 640 nm.
De preferência, os referidos comprimentos de onda adicionalmente compreendem um terceiro comprimento de onda, diferente do referido primeiro e segundo comprimentos de onda; o terceiro comprimento de onda pode estar entre 490 nm e 600 nm.
Em uma concretização preferida, o segundo e o terceiro comprimentos de onda podem identificar cores complementares, de modo que o ciclo estral do mamífero seja determinado em função de uma radiação IV (primeiro comprimento de onda) e de algumas cores complementares (segundo e terceiro comprimentos de onda). De acordo com a segunda concretização, o primeiro e o segundo comprimentos de onda identificam cores complementares, o primeiro comprimento de onda estando entre 500 nm e 760 nm (praticamente, vermelho ou verde).
Em outra concretização, o primeiro comprimento de onda pode estar entre 630 nm e 760 nm (vermelho), o segundo comprimento de onda pode estar entre 500 nm e 570 nm (verde) e o terceiro comprimento de onda pode estar entre 410 nm e 490 nm (azul).
Ao comparar as emissões de radiação ou os componentes no primeiro e no segundo comprimentos de onda, após a detecção de variações na intensidade dos comprimentos de onda individuais, podem ocorrer os seguintes eventos:
- as emissões de radiação ou componentes são sujeitos a variações que são "concordantes", isto é, as diferentes intensidades variam seguindo o mesmo curso, por exemplo, de acordo com o mesmo fator de proporcionalidade (todas as intensidades das diferentes emissões de radiação ou componentes aumentam ao fator de 1,5, por exemplo); isso significa que não houve variação na cor da parede vaginal do mamífero, mas sim que o meio de detecção simplesmente foi movido para mais perto (aumento de intensidade) ou mais longe (diminuição de intensidade) em relação à parede da vagina, como resultado, por exemplo, de um movimento do animal;
- as emissões de radiação ou componentes são sujeitos a variações que são "discordantes", isto é, as diferentes intensidades variam seguindo cursos diferentes, por exemplo, de acordo com diferentes fatores de proporcionalidade (a radiação ou componente no primeiro comprimento de onda aumenta ao fator de 1,5, ao passo que a radiação ou componente no segundo comprimento de onda mantém-se substancialmente inalterado, por exemplo); isso significa que houve uma mudança na cor da parede vaginal do mamífero, e, em particular, o aumento de intensidade do componente vermelho revela o início do período fértil do animal.
A título exemplificativo, a comparação entre as emissões de radiação ou componentes em diferentes comprimentos de onda pode ocorrer pelo cálculo da razão entre as intensidades das referidas emissões de radiação ou componentes.
Caso dois dos referidos comprimentos de onda identifiquem cores complementares, a comparação entre as intensidades pode ser realizada comparando-se a variação da intensidade do primeiro comprimento de onda com a variação da intensidade da radiação obtida pela soma (ou sobreposição) das referidas cores complementares.
Na prática, a variação da intensidade do primeiro comprimento de onda é comparada com a variação da intensidade do branco/cinza/preto dada pela soma das cores complementares.
Também neste caso, o ciclo estral é determinado em função de variações "concordantes" ou "discordantes". Naturalmente, caso uma radiação ou componente para o terceiro comprimento de onda também seja considerado, o discurso acima também se estende da mesma forma a esta radiação ou componente.
Deve-se observar que o primeiro comprimento de onda (radiação IR na primeira concretização, vermelho-verde na segunda concretização, vermelho na terceira concretização) pode representar a vermelhidão da região Z do canal vaginal; o segundo, e de preferência o terceiro comprimento de onda, pode ser usado para determinar se as variações de intensidades do primeiro comprimento de onda correspondem às variações da vermelhidão da vagina ou a meros movimentos do sensor 11.
Tal informação pode, naturalmente, ser obtida também no caso em que a intensidade do primeiro comprimento de onda não varia, ao passo que a intensidade do segundo (e/ou do terceiro) comprimento de onda varia.
Como alternativa, na primeira concretização, o segundo comprimento de onda (de preferência, quando está entre 600 nm e 760 nm), pode representar a vermelhidão do canal vaginal, ao passo que o primeiro, e possivelmente o terceiro comprimento de onda, são usados para determinar se ocorreu uma alteração na vermelhidão do canal vaginal.
Para realizar esse tipo de análise, o sensor 11 é provido de um elemento emissor 100 para gerar pelo menos uma radiação eletromagnética Rl direcionada para a região predeterminada Z da parede vaginal do mamífero; assim, obtém- se uma radiação refletida correspondente R2.
O sensor 11 compreende ainda um elemento receptor 120 para receber a referida radiação refletida da região predeterminada Z da parede vaginal; então, o sinal principal 20 é gerado, dependendo da radiação refletida R2 recebida do elemento receptor 120.
Conforme declarado acima, de acordo com uma concretização básica, porém eficaz, apenas um comprimento de onda pode sr empregado. O referido comprimento de onda pode enquadrar-se na faixa do infravermelho (760 a 1400 nm, de preferência 800 nm a 820 nm ou 950 nm a 970 nm, por exemplo, igual a 810 nm ou 960 nm), ou na faixa de luz vermelha (500 nm a 760 nm, de preferência 600 nm a 760 nm, por exemplo, igual a 640 nm).
Caso dois ou mais comprimentos de onda sejam levados em consideração para determinar a condição reprodutiva do mamífero, contemplam-se duas concretizações.
De acordo com a primeira concretização (Fig. 13), o elemento emissor 100 gera uma radiação eletromagnética que possui componentes de diferentes comprimentos de onda, e especificamente, um primeiro componente com um comprimento de onda entre 760 nm e 1400 nm, e pelo menos um segundo componente entre 400 nm e 760 nm. De preferência, o segundo componente tem um comprimento de onda entre 500 nm e 760 nm, em particular entre 600 nm e 760 nm, por exemplo, igual a 640 nm.
De preferência, a radiação eletromagnética compreende um terceiro componente de um comprimento de onda incluído entre 490 nm e 600 nm.
O elemento receptor 120 compreende um primeiro detector 121 adaptado para detectar emissões de radiação eletromagnética de comprimentos de onda incluídos entre 760 nm e 1400 nm, e pelo menos um segundo detector 122 adaptado para detectar emissões de radiação eletromagnética de comprimentos de onda incluídos entre 400 nm e 760 nm, em particular 500 nm e 760 nm, e mais preferivelmente, entre 600 nm e 760 nm - por exemplo, 640 nm.
De preferência, o elemento receptor adicionalmente compreende um terceiro detector 123, adaptado para detectar emissões de radiação tendo um comprimento de onda incluído entre 490 nm e 600 nm.
Como alternativa, o primeiro comprimento de onda pode estar compreendido entre 500 nm e 760 nm, e o segundo comprimento de onda pode identificar a cor complementar da cor associada ao primeiro comprimento de onda, o segundo comprimento de onda estando incluído entre 410 nm e 500 nm.
Como outra alternativa, o primeiro comprimento de onda pode estar incluído 630 nm e 760 nm (vermelho), o segundo comprimento de onda pode estar incluído entre 500 nm e 570 nm (verde) e o terceiro comprimento de onda pode estar compreendido entre 410 nm e 490 nm (azul).
A título exemplificativo, cada detector pode compreender um filtro de entrada F para filtrar a radiação entrante e selecionar a faixa de comprimentos de onda que deve ser recebida, e um dispositivo fotossensível, tal como um fotodiodo D, para converter a radiação de luz recebida em um sinal elétrico.
De preferência, cada detector compreende uma matriz 3x3 de fotodiodos, para aperfeiçoar a recepção e reduzir ruídos e imprecisões provocadas pelos movimentos do animal.
Entretanto, deve-se apreciar que qualquer tipo de sensor adequado pode ser usado para detectar a referida radiação refletida; por exemplo, até mesmo uma câmera pequena pode ser empregada.
Portanto, na primeira concretização, a radiação incidindo sobre a parede vaginal compreende todos os componentes de interesse (pode ser, por exemplo, uma luz branca), e, após a radiação ter sido refletida pela parede vaginal, os componentes individuais são filtrados pelo elemento receptor 120 por meio da estrutura descrita acima.
Uma unidade de gerenciamento 80b realiza a incorporação dos parâmetros de interesse (intensidade) dos componentes individuais no sinal principal 20 e a transmissão do sinal principal 20 para a unidade de processamento 40 para as operações de processamento subseqüentes. A unidade de processamento 40 compara as intensidades dos diferentes componentes selecionados uma com as outras, a fim de determinar a condição reprodutiva do mamífero sob exame.
Na segunda concretização (Fig. 14), o elemento emissor 100 compreende um primeiro dispositivo emissor 101 para gerar uma primeira radiação eletromagnética para um primeiro comprimento de onda incluído na faixa de 760 nm a 1400 nm, e pelo menos um segundo dispositivo emissor 102 para gerar uma segunda radiação eletromagnética para um segundo comprimento de onda incluído entre 400 nm e 760 nm.
De preferência, o segundo comprimento de onda está incluído entre 500 nm e 760 nm, em particular entre 600 nm e 760 nm - por exemplo, igual a 640 nm.
De preferência, o elemento emissor 100 compreende um terceiro dispositivo emissor 103 para gerar uma terceira radiação eletromagnética para um terceiro comprimento de onda incluído entre 490 nm e 600 nm.
De preferência, o elemento emissor 100 compreende alguns dispositivos emissores para cada radiação (isto é, para cada comprimento de onda). Caso apenas o primeiro e o segundo comprimentos de onda sejam usados, o elemento emissor 100 pode compreender três dispositivos emissores para cada comprimento de onda. Caso o terceiro comprimento de onda também seja utilizado, empregam-se dois dispositivos emissores para cada comprimento de onda. Portanto, o elemento emissor 100 pode compreender seis dispositivos emissores, posicionados alternadamente nos vértices de um hexágono eqüilátero, de modo que entre cada par de dispositivos emissores iguais, pelo menos um dispositivo emissor diferente seja posicionado. De preferência, dentro do referido hexágono, está posicionado o elemento receptor 120 (em particular, o detector 120a que será revelado a seguir).
Na segunda concretização, o elemento receptor 120 compreende um detector 120a capaz de detectar emissões de radiação eletromagnética para o referido primeiro comprimento de onda e o referido segundo comprimento de onda; caso o elemento emissor 100 seja provido do referido terceiro dispositivo emissor 103, o detector 120a do elemento receptor 120 é configurado para detectar emissões de radiação também para o terceiro comprimento de onda.
Como alternativa, o receptor 120 pode compreender dois ou mais detectores específicos (não ilustrados), cada um deles adaptado para detectar um comprimento de onda emitido por um respectivo dispositivo emissor; os referidos detectores específicos são, de preferência, dispostos alternadamente de acordo com uma estrutura tipo "xadrez", de modo a obter uma detecção uniforme de tal comprimento de onda.
O meio de detecção 10 compreende também uma unidade de controle 80a, operativamente associada aos dispositivos emissores para acioná-los seletivamente e gerar, em intervalos de tempo diferentes, emissões de radiação eletromagnética para diferentes comprimentos de onda.
Em outras palavras, a unidade de controle 80a ativa os dispositivos emissores em sucessão, de modo que as emissões de radiação para o primeiro comprimento de onda sejam geradas em diferentes momentos em relação às emissões de radiação para o segundo comprimento de onda, e para as emissões de radiação para o terceiro comprimento de onda, caso o terceiro dispositivo emissor também seja empregado.
Todas as emissões de radiação refletidas geradas por radiação para o primeiro, segundo e, de preferência, terceiro comprimentos de onda, são recebidas pelo mesmo detector 120a (ou pelos detectores específicos supracitados).
O sinal principal 20 representa as intensidades de radiação para comprimentos de onda diferentes entre si recebidos pelo detector 120a (ou detectores específicos).
A unidade de processamento 40, operativamente associada ao referido detector 120a ou a detectores específicos, conhecendo os instantes (ou intervalos) de tempo em que as emissões de radiação individuais são geradas, está apta a determinar a intensidade de cada radiação refletida e estabelecer à qual radiação incidente (isto é, a qual comprimento de onda) essa intensidade corresponde.
Portanto, aplicando-se a técnica descrita acima para comparação entre as intensidades para os diferentes comprimentos de onda, a condição reprodutiva do animal é determinada.
Deve-se ressaltar que, graças à estrutura descrita até agora, vários animais podem ser monitorados ao mesmo tempo, o que reduz em grande medida o trabalho da equipe encarregada.
Em particular, cada animal sob observação pode ser associado a uma respectiva interface 21 que é configurada para se comunicar com o meio de detecção 10 introduzido no canal vaginal de tal animal; As diferentes interfaces 21 também são conectadas a uma única unidade de processamento 40 que realiza as operações para determinar o ciclo estral dos animais de forma centralizada.
Como dito acima, a conexão entre o meio de detecção 10 e a respectiva interface pode ser obtida por fios apropriados, e por meio de técnicas sem fio (por exemplo, bluetooth).
Portanto, o meio de detecção 10 pode ser provido de uma unidade de força portátil e recarregável (por exemplo, baterias de tamanho adequado) para permitir a correção da detecção mesmo na ausência de conexão por meio de fios com o restante do aparelho 1.
Além do que foi dito acima, o meio de detecção 10 pode ser configurado para realizar uma "leitura dupla" da parede interna do canal vaginal do animal; em outras palavras, este meio de detecção 10 pode compreender um par de sensores que realizam operações de detecção nos lados opostos do canal vaginal.
De um ponto de vista prático, na carcaça 14, dois sensores pletismográficos são montados, cada um defrontando-se com diferentes partes do canal vaginal, e, especificamente, em superfícies opostas dele.
Neste caso, dois sinais são obtidos simultaneamente, e os dados detectados serão levados em consideração pela unidade de processamento 40 apenas se as duas operações de detecção separadas fornecerem valores condizentes.
Do ponto de vista operacional, deve-se enfatizar o seguinte.
Em primeiro lugar, o meio de detecção 10 é inserido pelo menos parcialmente no canal vaginal do mamífero e preso de tal forma que as operações de detecção realizadas possam ser precisas e confiáveis.
Com esse intuito, as etapas reveladas acima podem ser realizadas com respeito aos meios de fixação 31 (corpo principal 31, elemento de contato 32, membro de fechamento 33, e, possivelmente, elemento de contato auxiliar 32').
Em seguida, a quantidade de sangue perfundida em uma região predeterminada do canal vaginal do animal é detectada; essa detecção ocorre, de preferência, por meio de um sensor, em especial do tipo pletismográfíco, adaptado para detectar a vermelhidão da parede interna da vulva. Para realizar essa detecção, pode-se usar uma radiação infravermelha, com um comprimento de onda incluído, de preferência, entre 760 nm e 1400 nm, em particular incluído entre 800 nm e 820 nm (por exemplo, igual a 810 nm) ou entre 950 nm e 970 nm (por exemplo, igual a 960 nm); como alternativa, pode-se usar uma radiação vermelha, incluída entre 500 nm e 760 nm, de preferência entre 600 nm e 760 nm, por exemplo, igual a 640 nm.
Caso um comprimento de onda simples seja usado, a intensidade da radiação é considerada diretamente como uma medição da vermelhidão do canal vaginal, sem nenhum processamento substancial.
De acordo com uma técnica mais complexa, uma etapa de comparação é realizada, preferivelmente, entre as emissões de radiação ou componentes de radiação para os diferentes comprimentos de onda refletidos pela região predeterminada Z do canal vaginal do mamífero, a condição reprodutiva do referido mamífero sendo determinada com base na referida comparação.
Em particular, os referidos comprimentos de onda diferentes compreendem:
- um primeiro comprimento de onda incluído na faixa de 760 nm a 1400 nm;
- pelo menos um segundo comprimento de onda, incluído entre 400 nm e 760 nm. Como indicado acima, de preferência o segundo comprimento de onda está incluído entre 500 nm e 760 nm, e em particular, entre 600 nm e 760 nm - por exemplo, igual a 640 nm.
De maneira vantajosa, os comprimentos de onda diferentes um do outro também compreendem um terceiro comprimento de onda incluído entre 490 nm e 600 nm.
Geralmente, pelo menos uma radiação eletromagnética é gerada, a qual é direcionada para a região predeterminada Z para obter uma radiação refletida correspondente, de modo que o sinal principal seja gerado com base nessa radiação refletida.
De acordo com a primeira concretização do processo, a radiação eletromagnética compreende pelo menos um primeiro e um segundo comprimento de onda, o primeiro comprimento de onda estando incluído na faixa de 860 nm a 1400 nm, ao passo que o segundo comprimento de onda está incluído entre 400 nm e 760 nm.
O segundo comprimento de onda pode estar incluído entre 500 nm e 760 nm, de preferência entre 600 nm e 760 nm, em particular igual a 640 nm.
A radiação eletromagnética também pode compreender um terceiro comprimento de onda incluído entre 490 nm e 600 nm.
Durante a etapa de recepção, efetua-se a filtragem de um primeiro componente para o primeiro comprimento de onda, de um segundo componente para o segundo comprimento de onda e, de preferência, de um terceiro componente para o terceiro comprimento de onda.
A condição reprodutiva do mamífero é, portanto, determinada com base em uma comparação entre os referidos componentes.
Como alternativa, o primeiro comprimento de onda pode estar compreendido entre 500 nm e 760 nm, e o segundo comprimento de onda pode identificar a cor complementar da cor associada ao primeiro comprimento de onda, o segundo comprimento de onda estando incluído entre 410 nm e 500 nm.
Como outra alternativa, o primeiro comprimento de onda pode estar incluído 630 nm e 760 nm (vermelho), o segundo comprimento de onda pode estar incluído entre 500 nm e 570 nm (verde) e o terceiro comprimento de onda pode estar compreendido entre 410 nm e 490 nm (azul).
De acordo com a segunda concretização do processo, uma primeira radiação eletromagnética para um primeiro comprimento de onda incluído entre 760 nm e 1400 nm e uma segunda radiação eletromagnética para um segundo comprimento de onda incluído entre 400 nm e 760 nm são geradas, de preferência entre 500 nm e 760 nm, em particular entre 600 nm e 760 nm.
De preferência, também é gerada uma terceira radiação eletromagnética para um terceiro comprimento de onda incluído entre 490 nm e 600 nm. De maneira vantajosa, a primeira e a segunda radiação eletromagnética (e, de preferência, a terceira radiação eletromagnética) são geradas seletivamente dentro de intervalos de tempo diferentes, de modo que a cada instante de tempo, apenas uma radiação eletromagnética seja gerada.
Em seguida, a condição reprodutiva do mamífero é determinada com base em uma comparação entre pelo menos uma radiação refletida gerada por uma radiação eletromagnética para o primeiro comprimento de onda e pelo menos uma radiação refletida gerada por uma radiação eletromagnética para o segundo comprimento de onda.
De preferência, também está incluída, na etapa de comparação, uma radiação refletida gerada por uma radiação eletromagnética para o terceiro comprimento de onda.
Como alternativa, o primeiro comprimento de onda pode estar compreendido entre 500 nm e 760 nm, e o segundo comprimento de onda pode identificar a cor complementar da cor associada ao primeiro comprimento de onda, o segundo comprimento de onda estando incluído entre 410 nm e 500 nm.
Como outra alternativa, o primeiro comprimento de onda pode estar incluído 630 nm e 760 nm (vermelho), o segundo comprimento de onda pode estar incluído entre 500 nm e 570 nm (verde) e o terceiro comprimento de onda pode estar compreendido entre 410 nm e 490 nm (azul). Após a referida detecção, gera-se um sinal principal 20 que representa a referida quantidade de sangue perfundida e/ou a vermelhidão da parte da parede vaginal voltada para o meio de detecção 10.
O sinal principal 20 é comparado com um ou mais parâmetros pré-armazenados, que são os parâmetros de referência 41a para a condição reprodutiva do animal sob exame.
De preferência, os parâmetros de referência 41a compreendem parâmetros que representam o nível basal do animal, detectado durante a etapa de aprendizado inicial do sistema.
Com base nessa comparação, determina-se a condição reprodutiva do mamífero; em particular, um sinal de notificação 50, de preferência do tipo visual e/ou sonoro, é gerado para chamar a atenção do operador para o período de fertilidade que está por vir do animal. A invenção traz importantes vantagens.
Em primeiro lugar, o aparelho e método da invenção permitem que a atividade de inseminação artificial dos mamíferos criados para procriação seja programa de maneira precisa e confiável.
Além disso, precisamente em virtude da confiabilidade do sistema, os custos relacionados à inseminação são minimizados e a taxa de natalidade de novos animais é otimizada. Outra vantagem reside no fato de que, durante a etapa de detecção, o meio de detecção é preso no canal vaginal de forma substancialmente irremovível, aumentando assim a precisão da medição.

Claims (35)

1. Aparelho para detecção da condição reprodutiva, em particular o ciclo estral, de um mamífero, caracterizado por compreender: meios de detecção (10) para detectar uma quantidade de sangue perfundida em uma região predeterminada do canal vaginal de um mamífero e gerar um sinal principal correspondente (20); - uma unidade de processamento (40) associada aos referidos meios de detecção (10) para determinar a condição reprodutiva do referido mamífero, dependendo do referido sinal principal (20).
2. Aparelho, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que os referidos meios de detecção (10) compreendem um sensor (11), de preferência do tipo pletismográfico.
3. Aparelho, de acordo com a reivindicação 1 ou 2, caracterizado pelo fato de que, sob condições de uso, os referidos meios de detecção (10) são inseridos pelo menos parcialmente no canal vaginal do referido mamífero.
4. Aparelho, de acordo com qualquer uma das reivindicações precedentes, caracterizado por adicionalmente compreender meios de fixação (30) para fixar os referidos meios de detecção (10) no referido canal vaginal do mamífero.
5. - Aparelho, de acordo com a reivindicação 4, caracterizado pelo fato de que os referidos meios de fixação (30) compreendem: - um corpo principal (31), de preferência similar a uma haste, estendendo-se ao longo de um respectivo eixo geométrico longitudinal (X), e que pode ser inserido em um orifício formado em um lábio vaginal (2) do referido mamífero para engate com os referidos meios de detecção (10); - pelo rneiíus um eiemento de contato (32), tendo uma superfície de contato (32b) que se apóia no lábio vaginal (2) do referido mamífero, o referido elemento de contato (32) tendo também um orifício passante (32a) para engate com o referido corpo principal (31); - um membro de fechamento (33), associado a pelo menos uma extremidade axial do referido corpo principal (31), para manter um engate entre os referidos meios de detecção (10) e o referido lábio vaginal do mamífero.
6. - Aparelho, de acordo com a reivindicação 5, caracterizado pelo fato de que o referido membro de fechamento (33) compreende: - um par de elementos de porca (34), cada uma associada a uma respectiva extremidade do referido corpo principal (31) e capaz de deslizar ao longo dela; - pelo menos um par de parafusos sem cabeça (35a), cada um deles associado operativamente a uma respectiva porca dos referidos elementos de porca (34) para fixar o referido elemento de porca no referido corpo principal (31).
7. Aparelho, de acordo com a reivindicação 5, caracterizado pelo fato de que os referidos meios de detecção (10) possuem uma parte de engate (15) tendo um orifício passante (15a), orifício passante este que é adequado para engate com o referido corpo principal (31).
8. Aparelho, de acordo com a reivindicação 5, caracterizado pelo falo de que os referidos meios de detecção (10) possuem uma parte de engate (15) provida de uma área estreita, o referido aparelho (1) compreendendo um elemento de travamento (19) encaixado na referida área estreita e provido de uma saliência (19a) tendo um orifício passante (19b) para engate do referido corpo principal (31).
9. Aparelho, de acordo com qualquer uma das reivindicações precedentes, caracterizado pelo fato de que os referidos meios de detecção (10) adicionalmente compreendem uma carcaça (14), de preferência de formato alongado, para inserção no referido canal vaginal do mamífero.
10. Aparelho, de acordo com a reivindicação 9, caracterizado pelo fato de que a referida parte de engate (15) é uma parte da referida carcaça (14).
11. Aparelho, de acordo com qualquer uma das reivindicações precedentes, caracterizado pelo fato de que a referida unidade de processamento (40) compreende: - uma memória (41), contendo um ou mais parâmetros de referência (41a) para a condição reprodutiva do referido mamífero; - um bloco de comparação (42), associado à referida memória (41), para comparar o referido um ou mais parâmetros de referência (41a) com o referido sinal principal (20) e determinar a condição reprodutiva do referido mamífero com base na referida comparação.
12. Aparelho, de acordo com a reivindicação -1, caracterizado pelo fato de que a referida unidade de processamento (40) é adaptada para determinar a condição reprodutiva do referido mamífero com base na comparação entre as emissões de radiação ou componentes de radiação para diferentes comprimentos de onda refletidas pela referida região predeterminada (Z) da parede vaginal do mamífero.
13. Aparelho, de acordo com a reivindicação -12, caracterizado pelo fato de que os referidos comprimentos de onda diferentes compreendem: - um primeiro comprimento de onda incluído na faixa de 760 nm a 1400 nm; - pelo menos um segundo comprimento de onda incluído na faixa de 400 nm a 760 nm.
14. Aparelho, de acordo com a reivindicação -2, caracterizado pelo fato de que o referido sensor (11) compreende: pelo menos um elemento emissor (100) de uma radiação eletromagnética (Rl) direcionada para a referida região predeterminada (2) do referido canal vaginal do mamífero, para obter uma radiação refletida correspondente (R2); - pelo menos um elemento receptor (120) para receber a referida radiação refletida (R2), o referido sinal principal (20) sendo gerado com base na referida radiação refletida (R2).
15. Aparelho, de acordo com a reivindicação -14, caracterizado pelo fato de que a referida radiação eletromagnética (Rl) compreende pelo menos um primeiro e um segundo comprimento de onda diferente do referido primeiro comprimento de onda, o referido primeiro comprimento de onda estando incluído, de preferência, dentro da faixa de 760 nm a -1400 nm, o referido segundo comprimento de onda estando incluído dentro da faixa entre 400 nm e 760 nm.
16. Aparelho, de acordo com a reivindicação -15, caracterizado pelo fato de que o referido elemento receptor (120) compreende: um primeiro detector (121) adaptado para detectar emissões de radiação eletromagnética para o referido primeiro comprimento de onda; - pelo menos um segundo detector (122) adaptado para detectar emissões de radiação eletromagnética para o referido segundo comprimento de onda, o referido sinal principal (20) representando uma intensidade de um componente para o primeiro comprimento de onda da referida radiação refletida (R2) e uma intensidade de um componente para o segundo comprimento de onda da referida radiação refletida (R2), a referida unidade de processamento (40) sendo operativamente associada aos referidos detectores (121, 122) para determinar a condição reprodutiva do referido mamífero com base em uma comparação entre os referidos componentes.
17. Aparelho, de acordo com a reivindicação 14, caracterizado pelo fato de que o referido elemento emissor (100) compreende: - um primeiro dispositivo emissor (101) para gerar uma primeira radiação eletromagnética para um primeiro comprimento de onda incluído dentro da faixa de 760 nm a 1400 nm; pelo menos um segundo dispositivo emissor (102) para gerar uma segunda radiação eletromagnética para um segundo comprimento de onda incluído dentro da faixa de 400 nm a 760 nm.
18. - Aparelho, de acordo com a reivindicação 17, caracterizado pelo fato de que os referidos meios de detecção (10) compreendem uma unidade de controle (80a) operativamente associada aos referidos primeiro e segundo dispositivos emissores (101, 102) para acioná-los seletivamente e gerar emissões de radiação eletromagnética para diferentes comprimentos de onda durante diferentes intervalos de tempo.
19. - Aparelho, de acordo com a reivindicação -17 ou 18, caracterizado pelo fato de que o referido elemento receptor (120) compreende: um detector (120a), capaz de detectar emissões de radiação eletromagnética para o referido primeiro comprimento de onda e para o referido segundo comprimento de onda, a referida unidade de processamento (40) sendo operativamente associada ao referido detector (120a) para determinar a condição reprodutiva do referido mamífero, com base em uma comparação entre pelo menos uma radiação refletida gerada por uma radiação eletromagnética para o referido primeiro comprimento de onda e pelo menos uma radiação refletida gerada por uma radiação eletromagnética para o referido segundo comprimento de onda.
20. Aparelho, de acordo com a reivindicação -14, caracterizado pelo fato de que a referida radiação eletromagnética (Rl) e/ou a referida radiação refletida (R2) têm um comprimento de onda incluído entre 760 nm e 1400 nm, ou entre 500 nm e 760 nm.
21. Aparelho, de acordo com a reivindicação -9, caracterizado pelo fato de que a referida carcaça (14) compreende: - uma primeira parte (14a) tendo primeira e segunda extremidades axialmente opostas (14b, 14c); - uma segunda parte (14d) associada à primeira extremidade (14b) da primeira parte (14a) dentro da qual o referido sensor está alojado; - um elemento alongado flexível (17), de preferência feito de material elastomérico, para conectar a referida segunda parte (14d) à primeira extremidade (14b) da primeira parte (14a).
22. Aparelho, de acordo com a reivindicação 21, caracterizado por adicionalmente compreender uma estrutura tubular (18) engatada à segunda parte (14d) da carcaça (14) para mantê-la em uma posição predeterminada dentro do canal vaginal do mamífero.
23. Aparelho, de acordo com a reivindicação 22, caracterizado pelo fato de que o a referida estrutura tubular (18) compreende: - um primeiro corpo tubular radialmente interno (18a) que, de preferência, é substancialmente rígido; - um segundo corpo tubular radialmente externo (18b), que, de preferência, é feito de material flexível, a referida estrutura tubular (18) preferivelmente possuindo uma abertura (18d) em uma de suas superfícies laterais para alojar o referido sensor (11) pelo menos parcialmente.
24. Método de detecção da condição reprodutiva de um mamífero, em particular o ciclo estral, caracterizado por compreender as seguintes etapas: - detectar uma quantidade de sangue perfimdida em uma região predeterminada (Z) do canal vaginal de um mamífero; gerar um sinal principal correspondente (20) representando a referida quantidade de sangue; - determinar a condição reprodutiva do referido mamífero com base no referido sinal principal (20).
25. Método, de acordo com a reivindicação -24, caracterizado pelo fato de que a etapa de determinar a condição reprodutiva do referido mamífero compreende: - comparar o referido sinal principal (20) com um ou mais parâmetros de referência (41a) para a referida condição reprodutiva do mamífero; - determinar a condição reprodutiva do referido mamífero com base na referida comparação.
26. Método, de acordo com a reivindicação 24 ou 25, caracterizado por adicionalmente compreender a etapa de inserir os meios de detecção (10) no referido canal vaginal do mamífero para detectar a referida quantidade de sangue, os referidos meios de detecção (10) compreendendo, de preferência, um sensor (11), em particular do tipo pletismográfico.
27. Método, de acordo com a reivindicação -24, caracterizado pelo fato de que a etapa de detectar a quantidade de sangue perfundida na região predeterminada (Z) do canal vaginal do mamífero compreende a etapa de comparar as emissões de radiação ou componentes de radiação para diferentes comprimentos de onda, refletidas pela referida região predeterminada (Z) do canal vaginal do mamífero, a condição reprodutiva do referido mamífero sendo determinada com base na referida comparação.
28. Método, de acordo com a reivindicação -27, caracterizado pelo fato de que os referidos comprimentos de onda diferentes compreendem: - um primeiro comprimento de onda incluído na faixa de 760 nm a 1400 nm; - pelo menos um segundo comprimento de onda incluído na faixa de 400 nm a 760 nm.
29. Método, de acordo com qualquer uma das reivindicações 24 a 28, caracterizado pelo fato de que a etapa de detectar a quantidade de sangue perfundida na região predeterminada (Z) do canal vaginal compreende: gerar pelo menos uma radiação eletromagnética direcionada para a referida região predeterminada (Z) para obter uma radiação refletida correspondente. - receber a referida radiação refletida, o referido sinal principal (20) sendo gerado com base na referida radiação refletida.
30. Método, de acordo com a reivindicação -29, caracterizado pelo fato de que a referida radiação eletromagnética compreende pelo menos um primeiro e um segundo comprimento de onda, o referido primeiro comprimento de onda estando incluído dentro da faixa de 760 nm a 1400 nm, o referido segundo comprimento de onda estando incluído dentro da faixa de 400 nm e 760 nm.
31. Método, de acordo com a reivindicação -30, caracterizado pelo fato de que a etapa de receber a referida radiação refletida compreende: - filtrar um primeiro componente para o referido primeiro componente de onda; - filtrar pelo menos um segundo componente para o referido segundo comprimento de onda, a condição reprodutiva do referido mamífero sendo determinada com base em uma comparação entre o referido primeiro e segundo componentes.
32. Método, de acordo com a reivindicação -29, caracterizado pelo fato de que a etapa de gerar a referida pelo menos uma radiação eletromagnética compreende: - gerar uma primeira radiação eletromagnética para um primeiro comprimento de onda incluído dentro da faixa de 760 nm a 1400 nm; - gerar uma segunda radiação eletromagnética para um segundo comprimento de onda incluído dentro da faixa de 400 nm a 760 nm.
33. Método, de acordo com a reivindicação -32, caracterizado pelo fato de que as referidas primeira e segunda emissões de radiação eletromagnética são geradas seletivamente em intervalos de tempo diferentes, a condição reprodutiva do referido mamífero sendo determinada com base em uma comparação entre pelo menos uma radiação refletida gerada por uma radiação eletromagnética para o referido primeiro comprimento de onda e pelo menos uma radiação refletida gerada por uma radiação eletromagnética para o referido segundo comprimento de onda.
34. Método, de acordo com a reivindicação 24 ou 25, caracterizado pelo fato de que o referido sinal principal (20) representa uma intensidade de uma radiação tendo um comprimento de onda incluído entre 76-0 nm e 1400 nm ou entre -500 nm e 760 nm, refletida pela referida região predeterminada (Z).
35. Método, de acordo com a reivindicação -34, caracterizado por adicionalmente compreender a etapa de emitir uma radiação com um comprimento de onda incluído entre -760 nm e 1400 nm ou entre 500 nm e 760 nm sobre a referida região predeterminada (Z) para gerar a referida radiação refletida.
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