BRPI0611736A2 - processo de hidrocraqueamento suave, incluindo uma diluição da carga - Google Patents

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Abstract

PROCESSO DE HIDROCRAQUEAMENTO SUAVE, INCLUINDO UMA DILUIçãO DA CARGA. A presente invenção refere-se a um processo de pré-tratamento de FCC por hidrocraqueamento suave de uma carga hidrocarbonada, compreendendo um corte destilado sob vácuo ou um óleo desasfaltado ou uma mistura dessas duas frações, dita carga principal, para produzir óleo combustível e um efluente que tem um ponto inicial de ebulição superior a 320°C, esse efluente (carga de FCC) sendo em seguida submetido a um craqueamento catalítico, processo no qual 85 % em peso pelo menos dessa carga principal na extremidade acima de 375°C e pelo menos 95 % em peso dessa carga principal na extremidade abaixo de 650°C, o hidrocraqueamento suave sendo operado sob uma pressão absoluta de 2 a 12 MPa e a uma temperatura compreendida entre 300 e 500°C, caracterizado pelo fato de a carga hidrocarbonada compreender também um corte mais leve de hidrocarbonetos, dita carga secundária, da qual pelo menos 50 % em peso na extremidade abaixo de 375°C e pelo menos 80 % na extremidade acima de 200°C.

Description

Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "PROCESSODE HIDROCRAQUEAMENTO SUAVE, INCLUINDO UMA DILUIÇÃO DA CARGA"
Domínio Da Invenção
A presente invenção refere-se ao domínio técnico do craquea-mento das cargas de hidrocarbonetos. Mais particularmente, a invenção serefere a um processo no qual se dilui um corte destilado sob vácuo ou umóleo desasfaltado ou uma mistura dessas duas frações, por um corte maisleve, por exemplo de tipo óleo combustível, antes de seu tratamento porFCC.
Técnica Anterior
O hidrocraqueamento suave revela ser uma aplicação particu-larmente interessante em pré-tratamento de FCC. Com efeito, é bem-conhecido que o teor em enxofre nas gasolinas FCC, assim como as emis-sões de NOx e de SOx são notavelmente reduzidas, quando um hidrotrata-mento é utilizado a montante do FCC.
A redução do teor em enxofre das gasolinas FCC é primordial, jáque elas constituem uma ampla parte do pool da gasolina de uma refinaria.
Além disso, o rigor das normas, daqui para o futuro em vigor em 2005, refe-rente à qualidade dos combustíveis impõe se orientar por esquemas inova-dores, permitindo, entre outros, atingir teores em enxofre inferiores a 10 ppmnas gasolinas e nos óleos combustíveis (especificações para a Europa). A-lém do teor em enxofre, é também importante reduzir os teores em nitrogê-nio, em aromáticos e em poliaromáticos.
Diferentes processos de hidrodessulfuração são bem-conhecidos e o hidrocraqueamento suave se aplica ao tratamento de cargasde tipo destilado sob vácuo (DSV sob a forma resumida) ou VGO (corres-pondente ao termo inglês Vacuum Gas 0/7), assim como aos óleos desasfal-tados (DAO). Essas cargas contêm teores elevados em enxofre e em com-postos nitrogenados, dos quais dentre eles compostos naturais polares.
A patente US 6 248 230 propõe eliminar os compostos naturaispolares de uma fração de hidrocarbonetos, cujo intervalo de destilação sesitua na faixa 11O0C - 560°C, antes do tratamento catalítico, esses compos-tos tendo um efeito nefasto sobre as reações de dessulfuração.
As técnicas aplicadas para sua eliminação são a adsorção e aextração ao solvente.
A patente FR 2 864 103 da requerente descreve um processo noqual a carga hidrocarbonada, da qual pelo menos 80 % dos compostos têmum ponto de ebulição superior ou igual a 340°C, é submetida a uma extra-ção seletiva das resinas, previamente ao craqueamento dessa carga. Se-gundo esse processo, as resinas têm um caráter polar e são principalmenteconstituídas de compostos nafteno-aromáticos condensados, de compostoscontendo enxofre, do nitrogênio, do oxigênio, e eventualmente dos metais,tais como o níquel e o vanádio.
O pedido de patente FR 2 830 870 da requerente divulga umprocesso melhorado de hidrocraqueamento em uma etapa, de cargas hidro-carbonadas contendo teores elevados em nitrogênio. A melhoria se refere àutilização de uma separação parcial do amoníaco, por exemplo um flashquente, entre a zona de hidrorrefinação e a zona de hidrocraqueamento. Pa-ra essa aplicação, o composto nefasto é o nitrogênio e este é eliminado emfase gasosa sob a forma de amoníaco, o que permite operar em condiçõesmenos rigorosas ao nível do segundo reator.
A técnica anterior divulga, portanto, essencialmente processospara os quais os compostos nefastos à reação de hidrodessulfuração sãoextraídos previamente à zona reacional por um modo de separação física,por exemplo por adsorção, por extração ao solvente ou por um flash. Essesmétodos são onerosos, já que eles necessitam dos equipamentos específicos.
Os inventores pesquisaram, portanto, um processo mais econômico.
Segundo a presente invenção, foi descoberto que o fato de tratarem mistura a carga convencional do processo de pré-tratamento de FCC(destilado sob vácuo ou DAO) com uma fração hidrocarbonada mais leve, depreferência um corte de óleo combustível, permitia conseguir os melhoresdesempenhos para esse processo, isto é, o hidrocraqueamento suave. Es-ses desempenhos são principalmente avaliados em termos de eficácia dedessulfuração e de hidrogenação são principalmente avaliados em termosde eficácia de dessulfuração e de hidrogenação do efluente do hidrocraque-amento suave.
Descrição Detalhada da Invenção
Mais precisamente, a invenção descreve um processo de pré-tratamento de FCC por hidrocraqueamento suave de uma carga hidrocarbo-nada, compreendendo um corte destilado sob vácuo ou um óleo desasfalta-do ou uma mistura dessas duas frações para reduzir o óleo combustível eum efluente que tem um ponto inicial de ebulição superior a 320°C, esse e-fluente (carga de FCC) sendo em seguida submetido a um craqueamentocatalítico. A carga compreende também um corte mais leve de hidrocarbone-tos, essa carga dita mais leve sendo definida pelo fato de apresentar pelomenos 50 % em peso na extremidade abaixo de 375°C e pelo menos 80 %em peso acima de 200°C no sentido da destilação simulada segundo a nor-ma ASTM D2887. Uma carga muito interessante é uma carga de tipo óleocombustível, apresentando uma temperatura T5 compreendida entre 190 e2100C (isto é, para a qual 5 % em peso dessa carga na extremidade abaixodessa temperatura) e uma temperatura T95 compreendida entre 380 e 420°C(isto é, para a qual 95 % em peso dessa carga na extremidade abaixo dessatemperatura).
O corte destilado sob vácuo é um destilado sob vácuo oriundoda destilação direta do bruto ou de um processo de conversão, tal como acoquefação, a viscorredução, o FCC, o processo Hyvahl da requerente, ouainda qualquer mistura dos efluentes dos processos anteriormente citados. Alista acima não é limitativa.
O óleo desasfaltado provém de uma unidade de desasfaltagem.
Mais freqüentemente, o resíduo da destilação sob vácuo (resíduo sob vácuo)é desasfaltado, e esse resíduo desasfaltado constitui o óleo desasfaltado.
O corte destilado sob vácuo ou o óleo desasfaltado, ou aindauma mistura dessas duas frações entra na composição da carga dita princi-pai para a qual 85 % em peso pelo menos acima de 375°C, de preferênciapelo menos 90 %. Pelo menos 95 % em peso dessa carga na extremidadeabaixo de 650°C no sentido da destilação simulada ASTM D2887.
O teor em enxofre da carga principal está geralmente compre-endido entre 0,3 % e 4 % em peso e, de preferência, entre 0,4 % e 3,5 % empeso.
O teor total em nitrogênio da carga principal está geralmentecompreendido entre 400 e 5000 ppm e de preferência entre 500 e 4000 ppmem peso.
O teor em nitrogênio básico da carga principal está geralmentecompreendido entre 200 e 2000 ppm e, de preferência, entre 250 e 1500ppm em peso.
O teor em aromáticos da carga principal está geralmente com-preendido entre 10 e 90 % em peso e, de preferência, entre 40 e 80 % empeso.
O teor em hidrogênio da carga principal está geralmente com-preendido entre 10 e 14 % em peso e de preferência entre 10,5 e 13 % empeso.
O corte mais leve, dito carga secundária, é definido pelo fato deapresentar 50 % em peso pelo menos desse corte na extremidade abaixo de375°C e 80 % pelo menos desse corte acima de 200°C. Geralmente, o cortemais leve é um corte de óleo combustível.
O teor em enxofre da carga secundária está geralmente com-preendido entre 0,05 e 3,0 % em peso e, de preferência, entre 0,1 e 2,0 %em peso.
O teor total em nitrogênio da carga secundária está geralmentecompreendido entre 10 e 2000 ppm e, de preferência, entre 10 e 400 ppmem peso.
O teor em nitrogênio básico da carga secundária está geralmen-te compreendido entre 5 e 1000 ppm e, de preferência, entre 10 e 200 ppmem peso.
O teor em aromáticos da carga secundária está geralmentecompreendido entre 10 e 90 % em peso e, de preferência, entre 15 e 40 %em peso.
A carga secundária pode ser vantajosamente uma fração do ó-Ieo combustível obtido, quando da destilação atmosférica da qual é oriundoo destilado sob vácuo, uma fração do óleo combustível produzido pela uni-dade de craqueamento catalítico (corte de óleo combustível LCO ou FCC)ou qualquer outro corte de óleo combustível proveniente de um processo deconversão, por exemplo um processo de coquefação, de conversão de resí-duo em camada fixa ou em camada fervente, de hidrocraqueamento de des-tilados sob vácuo em camada fixa ou em camada fervente, assim comoqualquer mistura dos precedentes cortes.
De forma preferida, a fração óleo combustível é constituída dafração pesada do óleo combustível de destilação direta.
O corte mais leve, ou carga secundária, constitui até 50 % empeso da carga total composta da carga principal e da carga secundária, depreferência 5 % a 50 % em peso, e ainda de preferência de 5 % a 40 % empeso.
Esse corte mais leve é, de preferência, isento de hidrogênio ga-soso dissolvido.
Considerando-se essas proporções, a carga total resultante dacombinação das duas cargas contém entre 0,15 e 4,0 % em peso de enxo-fre, de preferência entre 0,25 e 3,5 % em peso; entre 200 e 4000 ppm empeso de nitrogênio total, de preferência entre 250 e 2000 ppm em peso; en-tre 100 e 2000 ppm em peso de nitrogênio básico, de preferência entre 150e 1500 ppm em peso e entre 10 e 90 % em peso de aromáticos, de prefe-rência entre 25 e 80 % em peso.
Para a carga total, pelo menos 5 % em peso dessa carga totalna extremidade abaixo de 375°C e pelo menos 80 % em peso dessa cargaabaixo de 650°C, e de preferência pelo menos 10 % em peso na extremida-de abaixo de 375°C e pelo menos 90 % na extremidade abaixo de 650°C.
Os trabalhos de pesquisa feitos pela requerente levaram a des-cobrir que, de forma surpreendente, o fato de diluir em certas proporções acarga convencional do processo de pré-tratamento de FCC, leva a melhoresdesempenhos do processo de pré-tratamento da carga de FCC.
Esses melhores desempenhos em pré-tratamento repercutem aonível do próprio FCC, já que são assim obtidos produtos de mais baixo teorem enxofre à saída do FCC.
A diluição feita a montante do processo de pré-tratamento deFCC tem por efeito baixar a concentração em compostos inibidores das rea-ções de hidrotratamento (hidrodessulfuração, hidrodesnitrogenação, hidro-genação dos aromáticos, craqueamento), tais como o nitrogênio, o nitrogê-nio básico e os aromáticos da carga principal. Certos compostos tendo umcaráter básico (por exemplo, o nitrogênio básico) são bem-conhecidos parareduzir a atividade de craqueamento dos catalisadores ácidos, tais como assílicas-aluminas ou as zeolitas.
A diluição tem também por efeito reduzir a concentração em re-agentes, isto é, o enxofre, o nitrogênio, os aromáticos e a fração de craque-amento da carga, por exemplos os compostos fervendo acima de 375°C. Emoposição ao efeito da diminuição em compostos inibidores, o efeito da dimi-nuição em reagentes é de reduzir a velocidade das reações de hidrotrata-mento.
Os trabalhos de pesquisa, feitos pela requerente levaram a des-cobrir que uma diluição feita, segundo certas proporções determinadas nes-sa invenção, a montante do processo de pré-tratamento de FCC, tem umefeito global positivo sobre a velocidade das reações de hidrotratamento.
Em outros termos, de forma surpreendente, o efeito positivo dadesconcentração dos compostos inibidores sobre a velocidade das reações,induzido pela diluição, é preponderante em relação ao efeito negativo dadesconcentração dos reagentes.
Uma outra vantagem do processo é de melhorar as proprieda-des do corte de óleo combustível que sai do processo de pré-tratamento deFCC (após uma etapa de separação corte de óleo combustível / carga deFCC), além disso, em termos de teor em enxofre, de densidade (medida a15°C) e de índice de cetano.Tipicamente, se a diluição não for realizada, o óleo combustívelque sai do processo de pré-tratamento de FCC apresentará as seguintescaracterísticas: D15 : 0,875- 0,890; teor em enxofre: 50 -500 ppm em peso,índice de cetano: 32-40.
Aplicando-se a diluição, de acordo com a invenção, essas mes-mas características entram nas seguintes faixas: D15 : 0,845- 0,855; teor emenxofre: 5 - 200 ppm em peso, índice de cetano: 48-52.
Assim, mediante um tratamento posterior em condições opera-cionais moderadas, um óleo combustível respondendo às especificaçõesatuais poderia ser obtido.
A adição da carga secundária à carga principal tem tambémconseqüências sobre o tempo de contato da carga total com o catalisador.
Em termos de operação do reator de pré-tratamento de FCC,podem-se considerar várias possibilidades, por exemplo conservar a mesmavazão de carga total ou conservar a mesma vazão de DSV. No primeiro ca-so, o fluxo hidráulico é mantido constante, o que leva a dizer que o tempo decontato carga / catalisador é também mantido constante, enquanto que, nosegundo caso, o tempo de contato é diminuído proporcionalmente ao fatorde diluição.
De forma surpreendente, os trabalhos de pesquisa feitos pelarequerente levaram a descobrir que, em certas proporções determinadaspela presente invenção, a adição de um corte leve feita a montante do pro-cesso de pré-tratamento de FCC apresenta um efeito globalmente positivo,aumentando a velocidade das reações de hidrotratamento, o efeito de des-concentração dos inibidores sendo superior àqueles combinados da reduçãodo tempo de contato e da desconcentração dos reagentes. Esse efeito posi-tivo da diluição pode se traduzir, de maneira vantajosa, seja por uma quanti-dade de catalisador utilizada menor, conseguindo desempenhos idênticos aonível do pré-tratamento da carga de FCC na ausência de diluição, seja pordesempenhos melhorados de pré-tratamento da carga, conservando amesma quantidade de catalisador utilizada.
Descrição do Processo de Pré-Tratamento de FCCA mistura da carga principal e da carga secundária tais comodescritas anteriormente é tratada pelo processo de pré-tratamento de FCC(ou hidrocraqueamento suave) bem-conhecido do técnico. O hidrogênio éfornecido em fase gasosa ao nível do reator por um conduto diferente da-quele da carga.
Opera-se habitualmente sob uma pressão absoluta de 2 a 12MPa1 freqüentemente de 2 a 10 MPa e mais freqüentemente de 4 a 9 MPaou de 3 a 7 MPa a uma temperatura compreendida entre 300 e 500°C, e, depreferência, compreendida entre 350 e 450°C.
A velocidade espacial horária (VVH) e aproximadamente parcialde hidrogênio são escolhidas em função das características da carga a tratare da conversão desejada. Mais freqüentemente, a VVH se situa em uma fai-xa que vai de 0,1 a 10 h"\ e, de preferência, de aproximadamente 0,2 h"1 aaproximadamente 5 h"1. A quantidade total de hidrogênio misturada à carga(incluindo o consumo químico e a quantidade reciclada) é habitualmente deaproximadamente 100 a aproximadamente 5000 Nm3 de hidrogênio por m3de carga líquida e mais freqüentemente de 100 a 2000 Nm3 /m3. Geralmen-te, ela é de pelo menos 200 Nm3 /m3 e, de preferência, de 200 a 1500 Nm3/m3.
A conversão nítida em produtos ferventes abaixo de 375°C estágeralmente compreendida entre 5 e 50 % em peso, vantajosamente entre 10e 45 % em peso.
O efluente do processo de hidrocraqueamento suave é separadoem uma fração de óleo combustível para a qual o intervalo de destilação es-tá compreendido entre 130 e 390°C e uma fração que tem um ponto inicialde ebulição acima de 320°C tratada a jusante pelo processo de FCC. É tam-bém obtido, quando da separação, além disso, das frações gasolinas.
A fração do efluente do hidrocraqueamento suave tendo um pon-to inicial de ebulição superior a 320°C contém menos de 0,25 % em peso deenxofre, e, de preferência, menos de 0,15 %.
Geralmente, a fração que tem um ponto inicial de ebulição acimade 320°C é tratada a jusante pelo processo de FCC, mas esta poderia tam-bém, por exemplo, ser enviada para o polo de óleo combustível para produ-zir um óleo combustível com teor em enxofre muito baixo.
Catalisador Utilizado
Pode-se utilizar um catalisador clássico de hidroconversão,compreendendo, sobre um suporte amorfo, pelo menos um metal ou com-posto de metal que tem uma função hidrodesidrogenante.
Esse catalisador pode ser um catalisador que compreende me-tais do grupo VIII, por exemplo níquel e/ou cobalto, mais freqüentemente emassociação com pelo menos um metal do grupo VIB, por exemplo o molib-dênio e/ou o tungstênio. Pode-se, por exemplo, empregar um catalisadorque compreenda de 0,5 a 10 % em peso de níquel (expresso em óxido deníquel NiO) e de 1 a 30 % em peso de molibdênio, de preferência de 5 a 20% em peso de molibdênio (expresso em óxido de molibdênio M0O3) sobreum suporte mineral amorfo.
O teor total em óxidos de metais dos grupos Vl e Vlll no catali-sador está geralmente compreendido entre 5 e 40 % em peso e preferenci-almente entre 7 e 30 % em peso. A relação ponderai (expressa com basenos óxidos metálicos) entre metal (metais) do grupo Vl e metal (metais) dogrupo Vlll é, em geral, de aproximadamente 20 a aproximadamente 1, emais freqüentemente de aproximadamente 10 a aproximadamente 2. O su-porte será, por exemplo, escolhido no grupo formado pela alumina, pela síli-ca, pelas sílicas-aluminas, pela magnésia, pelas argilas e pelas misturas depelo menos dois desses minerais. Esse suporte pode também conter outroscompostos e, por exemplo, óxidos escolhidos dentre o óxido de boro, pelozircônio, pelo óxido de titânio, pelo anidrido fosfórico. Utiliza-se mais fre-qüentemente um suporte de alumina e preferencialmente a alumina η ou γ.
O catalisador pode também conter um elemento promotor talcomo o fósforo e/ou o boro. Esse elemento pode ter sido introduzido na ma-triz ou, de preferência, ter sido depositado sobre o suporte. Silício pode tam-bém ser depositado sobre o suporte, sozinho ou com o fósforo e/ou o boro.
De maneira preferida, os catalisadores contêm silício depositado sobre umsuporte, tal como a alumina, eventualmente com fósforo e/ou o boro deposi-tado(s) sobre o suporte, e contendo também pelo menos um metal do grupoVlll (Ni, Co) e pelo menos um metal do grupo VIB (Mo, W). A concentraçãonesse elemento é habitualmente inferior a aproximadamente 20 % em peso(com base óxido) e mais freqüentemente inferior a aproximadamente 10 %.
A concentração em trióxido de boro (B2O3) é habitualmente de aproximada-mente 0 a aproximadamente 10 % em peso.
Um outro catalisador é uma sílica-alumina compreendendo pelomenos um metal do grupo Vlll e pelo menos um metal do grupo VIB.
Um outro tipo de catalisador utilizável é um catalisador contendopelo menos uma matriz, pelo menos uma zeolita Y e pelo menos um metalhidrodesidrogenante.
As matrizes, os metais, os elementos adicionais descritos anteri-ormente podem também entrar na composição desse catalisador.
Zeolitas Y vantajosas são descritas nos pedidos de patente WO-00/71641, EP-911 077, assim como US-4.738.940 e 4.738.941.
Certos compostos que têm um caráter básico, como o nitrogêniobásico, são bem-conhecidos para reduzir significativamente a atividade decraqueamento dos catalisadores ácidos, tais como as sílicas-aluminas ou aszeolitas. Quanto mais o catalisador tiver um caráter ácido pronunciado (síli-ca-alumina, até mesmo zeolita), mais a diminuição da concentração emcompostos básicos por diluição terá um efeito benéfico sobre a reação dehidrocraqueamento suave.
Modos preferidos de realização do processo da invenção serãoilustrados a seguir nas figuras, com diferentes cargas secundárias emanan-do do processo de tratamento do petróleo bruto em seu conjunto.
Essas cargas secundárias poderiam ser provenientes do trem dedestilação de outros brutos, ou mais geralmente poderiam ser cargas exter-nas ao processo de tratamento do petróleo bruto em seu conjunto.
A invenção refere-se também a uma instalação utilizável para aaplicação do processo, de acordo com a invenção, isto é, para realizar umprocesso de pré-tratamento de uma carga de FCC.
Modos de realização preferidos são ilustrados nas figuras 1 a 4.Segundo as figuras 1 a 3, um destilado sob vácuo é tratado, semmistura com o óleo desasfaltado.
Essa instalação compreende, de forma geral:
- uma zona de hidrocraqueamento suave (7) contendo um catali-sador e munida de um conduto (5) para a introdução do hidrogênio, de umconduto (6) para a introdução da carga principal que é um destilado sob vá-cuo e/ou um óleo desasfaltado e do qual pelo menos na extremidade acimade 473°C, e de um conduto para a introdução de uma carga, dita secundária,da qual pelo menos 50 % em peso na extremidade abaixo de 375°C e pelomenos 80 % em peso na extremidade acima de 200°C, e de um conduto (8)para a evacuação do efluente;
- uma zona de separação (9) munida de um conduto para a in-trodução desse efluente e de pelo menos um conduto (20) para a evacuaçãode um corte que tem um ponto inicial de ebulição superior a 320°C, e de umconduto (10) para separar um corte, cujo intervalo de destilação está com-preendido entre 130 e 390°C;
- uma zona (30) de craqueamento catalítico (FCC) munida deum conduto (20) para a introdução desse corte com ponto inicial de ebuliçãosuperior a 320°C, de pelo menos um conduto (31) para a saída de um óleocombustível leve de craqueamento catalítico (LCO, segundo o termo em in-glês) e de pelo menos um conduto (32) para a saída de um óleo combustívelpesado de craqueamento catalítico (HCO, segundo o termo inglês).
Dentre os produtos que saem da zona de craqueamento catalíti-co figuram, entre outros, um corte LCO que pode eventualmente entrar nacomposição da carga secundária por um conduto de reciclagem, um corteHCO, uma fração gasolina e uma fração de pasta fluida.
Mais precisamente, essa instalação comporta de forma geral:
- uma coluna de destilação atmosférica (2) de um petróleo brutomunido de um conduto (1) para a introdução de um petróleo bruto, de pelomenos um conduto para o estiramento de uma fração óleo combustível e deum conduto (3) para o estiramento do resíduo atmosférico;
- uma coluna de destilação sob vácuo (4) munida de um conduto(3) para a introdução desse resíduo atmosférico e de pelo menos um condu-to (6) para o estiramento de um destilado sob vácuo e de um conduto (11)para o estiramento do resíduo sob vácuo;
- eventualmente, uma unidade de desasfaltagem (28) munida deum conduto (11a) para a introdução de uma parte pelo menos do resíduosob vácuo, de um conduto (33) que introduz o óleo desasfaltado obtido nazona (7) de hidrocraqueamento suave e de um conduto (34) para a saída doasfalto;
- uma zona de hidrocraqueamento suave (7) contendo um catali-sador e munida de um conduto (5) para a introdução do hidrogênio, de umconduto (6) para a introdução da carga principal que é um destilado sob vá-cuo e/ou um óleo desasfaltado, do qual 85 % em peso pelo menos na ex-tremidade acima de 375°C e de um conduto para a introdução de uma car-ga, dita secundária, da qual pelo menos 50 % em peso abaixo de 375°C epelo menos 80 % em peso acima de 200°C, e de um conduto (8) para a eva-cuação do efluente;
- uma zona de separação (9) munida de um conduto para a in-trodução desse efluente e de pelo menos um conduto (20) para a evacuaçãode um corte que tem um ponto inicial de ebulição superior a 320°C, e de umconduto (10) para separar um corte cujo intervalo de destilação está com-preendido entre 130 e 390°C;
- uma zona (30) de craqueamento catalítico (FCC) munida deum conduto (20) para a introdução desse corte com ponto inicial de ebuliçãosuperior a 320°C, de pelo menos um conduto (31) para a saída de um LCO ede pelo menos um conduto (32) para a saída de um HCO.
Descrição Detalhada das Figuras 1, 2. 3 e 4
A figura 1 descreve um modo de realização da invenção. Essemodo de realização é dado a título de exemplo e não apresenta nenhum ca-ráter limitativo.
Esse modo de realização compreende, alem diso, característicasgerais citadas acima:
- um conduto (13) para a evacuação desse óleo combustível se-parado na coluna atmosférica (2);
- uma zona de destilação (14) munida de um conduto (17) paraevacuar uma fração leve de óleo combustível e também de um conduto (15)para evacuar uma fração pesada de óleo combustível;
- um conduto (16) para a introdução de uma parte pelo menosdessa fração pesada (carga secundária) no conduto (6), introduzindo essacarga principal na zona de hidrocraqueamento suave (7).
Figura 1
O petróleo bruto é enviado por um conduto (1) em uma colunade destilação atmosférica (2). Dessa coluna de destilação, estira-se um cortede óleo combustível por um conduto (13) e um resíduo atmosférico por umconduto (3). O resíduo sob vácuo é enviado para uma destilação sob vácuo(4) cujo resíduo sob vácuo é extraído por um conduto (11) que alimenta umprocesso de conversão (12), por exemplo um coker. O destilado da destila-ção sob vácuo (4) é estirado por um conduto (6) e enviado para um processode hidrocraqueamento suave (7), alimentado com hidrogênio por um conduto(5). No conduto (6) é também introduzido, por um conduto (16), uma fraçãode um corte de óleo combustível pesado, representando de 5 a 50 % da car-ga total que passa no conduto (6). Segundo esse modo de realização, essecorte é extraído pelo conduto (15) de uma zona de destilação (14) alimenta-da via o conduto (13) por um corte de óleo combustível proveniente da colu-na de destilação atmosférica (2). O restante do corte de óleo combustívelpesado não passando pelo conduto (16) é enviado por um conduto (18), emmistura em um conduto (17), com a fração óleo combustível leve oriunda dazona de destilação (14). De preferência, a mistura dos fluidos dos condutos(17) e (18) é enviada para um hidrotratamento (não representado na figura1), a fim de colocar o óleo combustível nas especificações. O efluente (8) doprocesso de hidrocraqueamento suave (7) constitui, após diferentes etapasde separação representadas pelo bloco (9) visando a separar uma fração deóleo combustível, cujo intervalo de destilação está compreendido entre 130 e390°C, extraída por um conduto (10), e uma fração extraída por um conduto(20) que tem ponto inicial de ebulição superior a 320°C podendo vantajosa-mente constituir a carga do processo FCC representado pelo bloco (30).
A figura 2 descreve um outro modo de realização da invenção.
Além das características gerais citadas anteriormente, a instala-ção compreende:
- um conduto (21) para o estiramento de uma fração leve de óleocombustível e de um conduto (22) para o estiramento de uma fração pesadade óleo combustível da coluna atmosférica (2);
- um conduto (23) para a introdução de uma parte pelo menosdessa fração pesada de óleo combustível (carga secundária) no conduto (6)que introduz a carga principal na zona de hidrocraqueamento suave (7).
No processo aplicado, o corte destilado sob vácuo e/ou o óleodesasfaltado provêm de uma destilação atmosférica de um petróleo bruto,permitindo separar pelo menos um corte de óleo combustível leve, um óleocombustível pesado e um resíduo atmosférico, o resíduo sendo destiladosob vácuo para produzir pelo menos um destilado sob vácuo e um resíduosob vácuo.
Ele é tratado em hidrocraqueamento suave esse destilado sobvácuo e/ou um óleo desasfaltado proveniente da desasfaltagem desse resí-duo sob vácuo.
Uma parte pelo menos desse corte de óleo combustível pesadoé introduzida (carga secundária) na carga principal tratada em hidrocraque-amento suave.
De acordo com uma variante, uma parte do corte de óleo com-bustível pesado é introduzida na carga principal, a outra parte sendo mistu-rada ao corte de óleo combustível leve.
Figura 2
O petróleo bruto é enviado por um conduto (1) em um coluna dedestilação atmosférica (2). Dessa coluna de destilação, estira-se um corte deóleo combustível leve por um conduto (21), um corte de óleo combustívelpesado por um conduto (22) e um resíduo atmosférico pelo conduto (3). Oresíduo é enviado para uma destilação sob vácuo (4), cujo resíduo sob vá-cuo é extraído por um conduto (11) que alimenta um processo de conversão(12), por exemplo um coker.
O destilado da destilação sob vácuo (4) é estirado por um con-duto (6) e enviado para um processo de hidrocraqueamento suave (7), ali-mentado com hidrogênio por um conduto (5). No conduto (6) é também in-traduzida, por um conduto (23), uma fração do corte de óleo combustívelpesado transportada no conduto (22). Essa fração representa 5 a 50 % dacarga total que passa no conduto (6). O restante do corte de óleo combustí-vel pesado que não passa pelo conduto (23) é enviado por um conduto (24),em mistura no conduto (21), com a fração óleo combustível leve oriunda dadestilação atmosférica (2). De preferência, a mistura dos fluidos dos condu-tos (21) e (24) é enviada para um hidrotratamento (não representado na figu-ra 2), a fim de colocar o óleo combustível nas especificações. O efluente (8)do processo de hidrocraqueamento suave (7) constitui, após diferentes eta-pas de separação, representadas pelo bloco (9), visando a separar uma fra-ção óleo combustível cujo intervalo de destilação está compreendido entre130 e 390 0C, extraída por um conduto (10), e uma fração extraída por umconduto (20) que tem um ponto inicial de ebulição superior a 320°C podendovantajosamente constituir a carga do processo FCC representado pelo bloco (30).
A figura 3 descreve um outro modo de realização da invenção.
Além das características gerais, a instalação compreende:
- um conduto (21) para o estiramento de uma fração leve de óleocombustível da coluna atmosférica (2) e um conduto (3) para o estiramentodo resíduo atmosférico e de uma fração pesada de óleo combustível;
- um conduto (25) para evacuar uma fração pesada de óleocombustível dessa coluna de destilação sob vácuo;
- um conduto (26) para a introdução de uma parte pelo menosdessa fração pesada de óleo combustível (carga secundária) no conduto (6),introduzindo essa carga principal na zona de hidrocraqueamento suave (7).
No processo aplicado, o corte destilado sob vácuo e/ou o óleodesasfaltado provêm de uma destilação atmosférica de um petróleo bruto,permitindo separar pelo menos um corte de óleo combustível leve e um resí-duo atmosférico contendo um corte de óleo combustível pesado, esse resí-duo sendo destilado sob vácuo para separar pelo menos um destilado sobvácuo, um resíduo sob vácuo e um corte de óleo combustível pesado. Umaparte pelo menos desse corte de óleo combustível pesado é introduzida(carga secundária) na carga principal tratada em hidrocraqueamento suave.
De acordo com uma variante, a outra parte desse corte de óleocombustível pesado é misturada ao corte de óleo combustível leve.
Figura 3
O petróleo bruto é enviado por um conduto (1) em uma colunade destilação atmosférica (2). Dessa coluna de destilação, estira-se um cortede óleo combustível leve por um conduto (21) e um resíduo atmosférico peloconduto (3). O resíduo é enviado para uma destilação sob vácuo (4), cujoresíduo sob vácuo é extraído por um conduto (11) que alimenta um processode conversão (12), por exemplo um coker.
O destilado da destilação sob vácuo (4) é estirado por um con-duto (6) e enviado para um processo de hidrocraqueamento suave (7), ali-mentado com hidrogênio por um conduto (5). No conduto (6) é também in-troduzido, por um conduto (26), uma fração do corte de óleo combustívelpesado também extraído da destilação sob vácuo (4) por um conduto (25).
Essa fração representa 5 a 50 % da carga total que passa no conduto (6). Orestante do corte de óleo combustível pesado que não passa pelo conduto(26) é enviado por um conduto (27), em mistura no conduto (21), com a fra-ção óleo combustível leve oriunda da destilação atmosférica (2). De prefe-rência, a mistura dos fluidos dos condutos (21) e (27) é enviada para um hi-drotratamento (não representado na figura 3), a fim de colocar o óleo com-bustível nas especificações.
O efluente (8) do processo de hidrocraqueamento suave (7)constitui, após diferentes etapas de separação representadas pelo bloco (9)visando a separar uma fração óleo combustível cujo intervalo de destilaçãoestá compreendido entre 130 e 390°C, extraída por um conduto (10), e umafração extraída por um conduto (20) que tem um ponto inicial de ebuliçãosuperior a 320°C, podendo constituir vantajosamente a carga do processoFCC representado pelo bloco (30).
Figura 4
Representou-se na figura 4 o tratamento de uma mistura de umacarga de destilado sob vácuo e de óleo desasfaltado por hidrocraqueamentosuave.
São reconhecidas as colunas (2) e (4), a carga principal (6) queé um destilado sob vácuo, a zona de hidrocraqueamento suave (7), a zonade separação (9) e a zona de FCC (30).
O resíduo sob vácuo que sai pelo conduto (11) é enviado peloconduto (11a) em uma unidade de desasfaltagem (28) e sai um resíduo de-sasfaltado (ou óleo desasfaltado) pelo conduto (33) e asfalto pelo conduto(34). Para não sobrecarregar a figura, a entrada e a saída do solvente dedesasfaltagem não foram representadas, essas disposições sendo bem-conhecidas do técnico. O óleo desasfaltado é levado no conduto (6), ondecircula a carga principal.
De acordo com â invenção, também é adicionada uma cargasecundária pelo conduto (29). A mistura é submetida ao hidrocraqueamentosuave da zona (7).
Vantajosamente, todas as disposições das figuras 1 a 3 de pro-dução da carga secundária (29) são transponíveis nessa figura.
A carga secundária do conduto (29) pode também ser uma car-ga externa à instalação, o mesmo acontece para as figuras 1 a 3.
Representou-se na figura 4 um tratamento de uma mistura dedestilado sob vácuo e de óleo desasfaltado. Ter-se-ia podido também trataro óleo desasfaltado só em hidrocraqueamento suave, o destilado sob vácuodo conduto (6) sendo então destinado a uma outra utilização.
Nesse caso também, todas as disposições das figuras 1 a 3 deprodução da carga secundária (29) são transponíveis, a carga (29) podendotambém ser uma carga externa. Por outro lado, nas figuras 1 a 3, nas quaisum destilado sob vácuo é tratado em hidrocraqueamento suave na zona (7),o resíduo sob vácuo é vantajosamente introduzido na totalidade ou em parteem uma zona de conversão (12) pelo conduto (11), a outra parte do resíduo,levada pelo conduto (11a), podendo ser utilizada para produzir um óleo de-sasfaltado que pode ser tratada pelo processo e pela instalação, de acordocom a invenção.
A zona de conversão (12) não foi representada na figura 4.
Exemplo 1: Não de acordo com a invenção
Um destilado sob vácuo Arabe Lourd tendo as propriedades ci-tadas na tabela 1 é tratado em hidrocraqueamento suave em uma unidadepiloto em camada fixa isotérmica, contendo catalisador de formulação NiMo(HR548 comercializado por AXENS)
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Tabela 1: características do destilado sob vácuoA carga é introduzida com o hidrogênio nas seguintes condiçõesoperacionais, representativas do processo de pré-tratamento de FCC:
- pressão total = SMPa (50 bars)
- VVH em relação ao catalisador de 1,0 volume de carga / volu-me de catalisador / h
- quantidade de H2 por litro de carga = 400 Nl/I medido na saídado reator
- a temperatura do catalisador é escolhida para ter uma taxa dedessulfuração (HDS) de 97,72 % definida por
"HDS = 100* (Scarga - Sproduto) / Scarga
Esta se situa na faixa 350 - 400°C.
O efluente que sai do reator é separado em uma fase gasosa euma fase líquida à temperatura e pressão ambiente por um jogo de separa-dores. Em seguida a fase líquida é lavada em contínuo ao hidrogênio pararetirar o H2S residual. A fase líquida é destilada no laboratório em um cortePi-150°C, um corte 150-375°C e um corte 375 0C+.
Os rendimentos em peso em relação à carga e algumas proprie-dades desses cortes foram reunidos na tabela 2:
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Tabela 2Exemplo 2 (de acordo com a invenção)
Faz-se uma mistura contendo 21,38 % em peso de óleo com-bustível de destilação direta (23,08 % em vol.) e 78,62 % em peso (76,92 %em vol.) do destilado sob vácuo do exemplo 1 e oriundo do mesmo bruto. Ascaracteristicas do oleo combustivel e da mistura foram reunidas na tabela 3:
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<table>table see original document page 22</column></row><table>
Tabela 3: características do óleo combustível de destilação direta e da mistura.
A mistura, da qual 21 % em peso na extremidade abaixo de375°C, é introduzida na mesma unidade piloto que no exemplo 1 e hidrotra-tada sobre o mesmo volume do catalisador AXENS, segundo o mesmo pro-tocolo operacional, e nas seguintes condições:
- pressão total = 5 MPa (50 bars)
- VVH em relação ao catalisador de 1,3 vol/vol/h a fim de tratarpor hora a mesma quantidade em volume de destilado sob vácuo do que no
exemplo 1
- quantidade de H2 por litro de carga = 400 Nl/I medida na saídado reator
- temperatura do catalisador = idêntica àquela do exemplo 1.O efluente que sai do reator é separado em uma fase gasosa euma fase líquida à temperatura e pressão ambiente por um jogo de separa-dores. Em seguida a fase líquida é lavada em contínuo ao hidrogênio pararetirar H2S residual. A fase líquida é destilada no laboratório em um corte Pi-150 0C1 um corte 150-375 0C e um corte 375 0C+.
Os rendimentos em peso em relação à carga e algumas proprie-dades desses cortes foram reunidos na tabela 4.
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Tabela 4
Observa-se que a presença na carga do processo de pré-tratamento de FCC de 21,38 % em peso de um corte de óleo combustível,do qual 90 % em peso na extremidade abaixo de 375 0C permite melhorar adessulfuração e a hidrogenação da carga de FCC (corte 375+) e permiteobter um óleo combustível (corte 150-375 0C) ao mais baixo teor em enxofre,apresentando um índice de cetano mais elevado do que no exemplo 1. Aquantidade de destilado sob vácuo tratada por hora permanece a mesmaque aquela do exemplo 1.
Para esse exemplo, o tempo de contato carga / catalisador émais breve do que no caso do exemplo 2 (desvio de 21,4 %); todavia, osdesempenhos em termos de dessulfuração e de hidrogenação do corte 375+, que constitui a carga de FCC, são melhores.
Exemplo 3 (de acordo com a invenção)A mistura do exemplo 2 da qual 21 % em peso na extremidadeabaixo de 375 0C é introduzida na mesma unidade piloto que no exemplo 1 ehidrotratada sobre o mesmo volume do catalisador AXENS, segundo omesmo protocolo operacional e nas seguintes condições operacionais:
- pressão total = 5 MPa (50 bars)
- VVH em relação ao catalisador de 1,0 vol/vol/h, idêntica àquelado exemplo 1, a fim de conservar o mesmo tempo de contato
- quantidade de H2 por litro de carga = 400 Nl/I medida na saídado reator
- temperatura do catalisador: idêntica àquela do exemplo 1
O efluente que sai do reator é separado em uma fase gasosa euma fase líquida à temperatura e pressão ambiente por um jogo de separa-dores. Em seguida a fase líquida é lavada em contínuo ao hidrogênio pararetirar o H2S residual. A fase líquida é destilada no laboratório em um cortePi-150 0C, um corte 150=375 0C e um corte 375 0C+.
Os rendimentos em peso em relação à carga e algumas proprie-dades desses cortes foram reunidos na tabela 5.
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Tabela 5
Observa-se que a presença na carga do processo de pré-tratamento de FCC de 21,38 % em peso de um corte de óleo combustível doqual 90 % em peso na extremidade abaixo de 375 0C melhora a dessulfura-ção e a hidrogenação da carga de FCC (corte 375 +) e permite obter um ó-leo combustível (corte 150 - 375 0C) com teor em enxofre mais reduzido, a-presentando um índice de cetano mais elevado do que no exemplo 1. Paraum tempo de contato da carga com o catalisador idêntico àquele do exemplo1,o ganho em dessulfuração do corte 375+ é de 55 % e o ganho em hidro-genação de 2,5 %.

Claims (25)

1. Processo de tratamento de uma carga hidrocarbonada no qual:- por destilação atmosférica de um petróleo bruto, se estira umafração óleo combustível e um resíduo atmosférico;- por destilação sob vácuo desse resíduo atmosférico, se estiraum destilado sob vácuo que é enviado em hidrocraqueamento suave;- se trata em hidrocraqueamento suave em presença de hidro-gênio e de um catalisador, esse destilado sob vácuo, dito carga principal queé tal que 85 % em peso pelo menos dessa carga principal na extremidadeacima de 375 0C e pelo menos 95 % em peso dessa carga principal na ex-tremidade abaixo de 650 0C1 o hidrocraqueamento suave sendo operado sobuma pressão absoluta de 2 a 12 MPa e a uma temperatura compreendidaentre 300 e 500 0C1 e em presença de um corte mais leve de hidrocarbone-tos, dita carga secundária;- se separa o efluente oriundo do hidrocraqueamento suave paraevacuar um corte que tem um ponto inicial de ebulição superior a 320 0C eum corte cujo intervalo de destilação está compreendido entre 130 e 390 0C;- se envia esse corte que tem um ponto inicial de ebulição supe-rior a 320 0C em uma zona de craqueamento catalítico para se obter umLCO e um HCO.
2. Processo, de acordo com a reivindicação 1, no qual esse cor-te mais leve é essencialmente constituído de um corte de óleo combustívelpara o qual a temperatura T5 está compreendida entre 190 e 210 0C e atemperatura T95 entre 380 e 420 0C.
3. Processo, de acordo com uma das reivindicações preceden-tes, no qual esse corte mais leve constitui até 50 % em peso da carga totalcomposta da carga principal e da carga secundária.
4. Processo, de acordo com a reivindicação 3, no qual esse cor-te mais leve constitui entre 5 % e 40 % em peso da carga total composta dacarga principal e da carga secundária.
5. Processo, de acordo com uma das reivindicações preceden-tes, no qual esse corte mais leve é essencialmente isento de hidrogênio ga-soso dissolvido.
6. Processo, de acordo com uma das reivindicações preceden-tes, no qual a carga total contém entre 0,15 e 1,0 % em peso de enxofre,entre 200 e 4000 ppm em peso de nitrogênio total, entre 100 e 2000 ppm empeso de nitrogênio básico e entre 10 e 90 % em peso de aromáticos.
7. Processo, de acordo com uma das reivindicações preceden-tes, no qual pelo menos 5 % dessa carga total na extremidade embaixo de 375 0C e pelo menos 80 % em peso na extremidade embaixo de 580 0C.
8. Processo, de acordo com uma das reivindicações preceden-tes, no qual a fração do efluente do hidrocraqueamento suave que tem umponto inicial de ebulição superior a 320 0C contém menos de 0,25 % em pe-so de enxofre.
9. Processo, de acordo com uma das reivindicações preceden-tes, no qual o corte de óleo combustível, do qual o intervalo de destilaçãoestá compreendido entre 130 e 390 0C que sai do processo de hidrocraque-amento suave apresenta as seguintes características: D15: 0,845 - 0,855,teor em enxofre: 5-200 ppm em peso, índice de cetano: 48-52.
10. Processo, de acordo com uma das reivindicações 1 a 9, noqual:- esse corte destilado sob vácuo e/ou esse óleo desasfaltadoprovêm de uma destilação atmosférica de um petróleo bruto, permitindo se-parar pelo menos um corte de óleo combustível e um resíduo atmosférico,esse resíduo sendo destilado sob vácuo para produzir pelo menos um desti-lado sob vácuo e um resíduo sob vácuo;- é tratado em hidrocraqueamento suave esse destilado sob vá-cuo e/ou um óleo desasfaltado proveniente da desasfàltagem desse resíduosob vácuo;- a carga secundária proveniente da destilação desse corte deóleo combustível separado em pelo menos um corte de óleo combustívelleve e um corte de óleo combustível pesado, uma parte pelo menos dessecorte de óleo combustível pesado é introduzido (carga secundária) na cargaprincipal tratada em hidrocraqueamento suave.
11. Processo, de acordo com a reivindicação 10, no qual umaparte do corte de óleo combustível pesado é introduzida na carga principal, aoutra parte sendo misturada no corte de óleo combustível leve.
12. Processo, de acordo com uma das reivindicações 1 a 9, noqual:- esse corte destilado sob vácuo e/ou esse óleo desasfaltadoprovêm de uma destilação atmosférica de um petróleo bruto, permitindo se-parar pelo menos um corte de óleo combustível leve, um corte de óleo com-bustível pesado e um resíduo atmosférico, esse resíduo sendo destilado sobvácuo para produzir pelo menos um destilado sob vácuo e um resíduo sobvácuo;- é tratado em hidrocraqueamento suave esse destilado sob vá-cuo e/ou um óleo desasfaltado proveniente da desasfaltagem desse resíduosob vácuo;- uma parte pelo menos desse corte de óleo combustível pesadoé introduzida (carga secundária) na carga principal tratada em hidrocraque-amento suave.
13. Processo, de acordo com a reivindicação 12, no qual umaparte do corte de óleo combustível pesado é introduzida na carga principal, aoutra parte sendo misturada ao corte de óleo combustível leve.
14. Processo, de acordo com uma das reivindicações 1 a 9, no qual:- esse corte destilado sob vácuo e/ou esse óleo desasfaltadoprovêm de uma destilação atmosférica de um petróleo bruto, permitindo se-parar pelo menos um corte de óleo combustível leve, e um resíduo atmosfé-rico contendo um corte de óleo combustível pesado, esse resíduo sendodestilado sob vácuo para separar pelo menos um destilado sob vácuo, umresíduo sob vácuo e um corte de óleo combustível pesado;- uma parte pelo menos desse corte de óleo combustível pesadoé introduzida (carga secundária) na carga principal tratada em hidrocraque-amento suave.
15. Processo, de acordo com a reivindicação 14, no qual a outraparte do corte de óleo combustível pesado é misturada ao corte de óleocombustível leve.
16. Processo, de acordo com uma das reivindicações 1 a 15,para o tratamento de destilado sob vácuo no qual o resíduo sob vácuo ésubmetido na totalidade ou em parte a um processo de conversão.
17. Instalação para a realização de um processo de pré-tratamento de carga de FCC por hidrocraqueamento suave com uma cargaprincipal que é um destilado sob vácuo e/ou um óleo desasfaltado e quecompreende:- uma zona de hidrocraqueamento suave (7) contendo um catali-sador e munida de um conduto (5) para a introdução do hidrogênio, de umconduto (6) para a introdução da carga principal que é um destilado sob vá-cuo e/ou um óleo desasfaltado, do qual 85% em peso pelo menos na extre-midade acima de 375°C, e pelo menos 95 % em peso dessa carga principalna extremidade abaixo de 650°C, e de um conduto para a introdução de umacarga, dita secundária, da qual pelo menos 50 % em peso na extremidadeabaixo de 375°C e pelo menos 80 % em peso na extremidade acima de 200°C, e de um conduto (8) para a evacuação do efluente;- uma zona de separação (9) munida de um conduto para a in-trodução desse efluente e de pelo menos um conduto (20) para a evacuaçãode um corte que tem um ponto inicial de ebulição superior a 320°C, e de umconduto (10) para separar um corte, cujo intervalo de destilação está com-preendido entre 130 e 390°C;- uma zona (30) de craqueamento catalítco (FCC) munida de umconduto (20) para a introdução desse corte com ponto inicial de ebuliçãosuperior a 320°C, de pelo menos um conduto (31) para a saída de um LCO,e de pelo menos um conduto (32) para a saída de um HCO.
18. Instalação, de acordo com a reivindicação 17, para realizarum processo de pré-tratamento de carga de FCC por hidrocraqueamentosuave com uma carga principal destilado sob vácuo que compreende:- uma coluna de destilação atmosférica (2) de um petróleo brutomunido de um conduto (1) para a introdução de um petróleo bruto, de pelomenos um conduto para o estiramento de uma fração de óleo combustível ede um conduto (3) para o estiramento do resíduo atmosférico;- uma coluna de destilação sob vácuo (4) munida de um conduto(3) para a introdução desse resíduo atmosférico e de pelo menos um condu-to (6) para o estiramento de um destilado sob vácuo e de um conduto (11)para o estiramento do resíduo sob vácuo;- eventualmente, uma unidade de desasfaltagem (28) munida deum conduto (11a) para a introdução de uma parte pelo menos do resíduosob vácuo, de um conduto (33) que introduz o óleo desasfaltado obtido nazona (7) de hidrocraqueamento suave e de um conduto (34) para a saída doasfalto;- uma zona de hidrocraqueamento suave (7) contendo um catali-sador e munida de um conduto (5) para a introdução do hidrogênio, de umconduto (6) para a introdução da carga principal que é um destilado sob vá-cuo e/ou um óleo desasfaltado, do qual 85 % em peso pelo menos na ex-tremidade acima de 375°C e de um conduto para a introdução de uma car-ga, dita secundária, da qual pelo menos 50 % em peso na extremidade abai-xo de 375°C e pelo menos 80 % em peso na extremidade acima de 200°C, ede um conduto (8) para a evacuação do efluente;- uma zona de separação (9) munida de um conduto para a in-trodução desse efluente e de pelo menos um conduto (20) para a evacuaçãode um corte que tem um ponto inicial de ebulição superior a 320°C, e de umconduto (10) para separar um corte cujo intervalo de destilação está com-preendido entre 130 e 390°C;- uma zona (30) de craqueamento catalítico (FCC) munida deum conduto (20) para a introdução desse corte com ponto inicial de ebuliçãosuperior a 320°C, de pelo menos um conduto (31) para a saída de um LCO ede pelo menos um conduto (32) para a saída de um HCO.
19. Instalação, de acordo com uma das reivindicações 17 a 18,munida de um conduto (13) para a evacuação desse óleo combustível sepa-rado na coluna atmosférica (2) e compreendendo além disso:- uma zona de destilação (14) munida de um conduto (17) paraevacuar uma fração leve de óleo combustível e também de um conduto (15)para evacuar uma fração pesada de óleo combustível;- um conduto (16) para a introdução de uma parte pelo menosdessa fração pesada (carga secundária) no conduto (6), introduzindo essacarga principal na zona de hidrocraqueamento suave (7).
20. Instalação, de acordo com a reivindicação 19, munida de umconduto (18) para introduzir uma parte da fração pesada de óleo combustíveloriunda do conduto (15) nessa fração leve de óleo combustível oriunda des-se conduto (17).
21. Instalação, de acordo com uma das reivindicações 17 a 18,munida de um conduto (21) para o estiramento de uma fração leve de óleocombustível e de um conduto (22) para o estiramento de uma fração pesadade óleo combustível da coluna atmosférica (2) e compreendendo, além dis-so, um conduto (23) para a introdução de uma parte pelo menos dessa fra-ção pesada de óleo combustível (carga secundária) no conduto (6) introdu-zindo essa carga principal na zona de hidrocraqueamento suave (7).
22. Instalação, de acordo com a reivindicação 21, munida de umconduto (24) para introduzir uma parte da fração pesada de óleo combustíveloriunda do conduto (22) nessa fração leve de óleo combustível oriunda des-se conduto (21).
23. Instalação, de acordo com uma das reivindicações 17 a 18,munida de um conduto (21) para o estiramento de uma fração leve de óleocombustível da coluna atmosférica (2) e de um conduto (3) para o estiramen-to do resíduo atmosférico e de uma fração pesada de óleo combustível ecompreendendo, além disso:- um conduto (25) para evacuar uma fração pesada de óleocombustível pesado dessa coluna de destilação sob vácuo;- um conduto (26) para a introdução de uma parte pelo menosdessa fração pesada de óleo combustível (carga secundária) no conduto (6),introduzindo essa carga principal na zona de hidrocraqueamento suave (7).
24. Instalação, de acordo com a reivindicação 23, munida de umconduto (27) para introduzir uma parte da fração pesada de óleo combustíveloriunda do conduto (25) nessa fração leve de óleo combustível oriunda des-se conduto (21).
25. Instalação, de acordo com uma das reivindicações 17 a 24,comportando, além disso, um conduto (11) levando na totalidade ou em par-te o resíduo sob vácuo a uma zona de conversão (12).
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