BRPI0613280A2 - dispositivo para depuração biológica anaeróbica de esgoto - Google Patents
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Abstract
DISPOSITIVO PARA DEPURAçãO BIOLóGICA ANAERóBICA DE ESGOTO. Um dispositivo para depuração biológica anaeróbica de esgoto, ao qual chega o esgoto chegar através de um conduto de entrada (4) , e do qual saem o esgoto depurado através de um conduto de saída (24) e o gás formado através de um conduto de escoamento de gás (18), que possui uma câmara principal (1), para onde é direcionado o esgoto a ser depurado em uma área inferior e de onde parte, em uma área mais alta que está em frente, pelo menos um conduto de elevação (9) para desaguar o gás formado e o esgoto depurado contendo partículas de lama flutuando em um tanque de retorno (2) para a separação do gás e do esgoto depurado contendo partículas flutuando, e cujo orifício de saída (11) no tanque de retorno (2) está mais alto que o orifício de entrada (10) na câmara principal (1) O tanque de retorno (2) está ligado a uma câmara secundária (3), sendo que o esgoto depurado, contendo partículas flutuando, elevado para o tanque de retorno (2) através do pelo menos um conduto de elevação (9) flui do tanque de retorno (2) para a câmara secundária (3) De uma área superior da câmara secundária (3) flui esgoto depurado para o conduto de saída (24) e a câmara secundária (3) está ligada, em uma área inferior através de uma válvula, preferivelmente uma válvula de retenção (15) , ou de uma bomba com uma área inferior da câmara principal (1).
Description
"DISPOSITIVO PARA DEPURAÇÃO BIOLÓGICA ANAERÓBICA DEESGOTO"
Campo da invenção
A invenção refere-se a um dispositivo para a depuraçãobiológica anaeróbica de esgoto, ao qual chega o esgotoatravés de um conduto de entrada e do qual saem o esgotodepurado através de um conduto de saída e o gás formadoatravés de um conduto de escoamento de gás, com umacâmara principal, para onde é direcionado o esgoto a serdepurado em uma área inferior e de onde parte, em umaárea mais alta em frente à mesma, pelo menos um condutode elevação para desaguar o gás formado e o esgotodepurado contendo partículas de lama flutuante em umtanque de retorno para a separação do gás e do esgotodepurado contendo partículas flutuantes, e cujo orifíciode saída no tanque de retorno está mais alto que seuorifício de entrada na câmara principal.
Dispositivos para a depuração biológica anaeróbica deesgoto são conhecidos. Usualmente, eles consistem de umaúnica câmara de reator, na qual entra, na área do solo, oesgoto a ser depurado. Em uma área mais baixa da câmarado reator encontra-se uma cama de lama, a qual representaa zona biologicamente ativa para a depuração do esgoto eatravés da qual passa o esgoto introduzido. Durante acirculação através da cama de lama o esgoto é depurado,ocorrendo uma redução de suas partes orgânicas eformando-se biogás (essencialmente, formado de metano edióxido de carbono). 0 biogás formado sobe através dacama de lama e da zona sobre a cama de lama e é recolhidopelas chapas de separação e conduzido a um conduto deescoamento de gás. Acima da chapa de separação encontra-se uma zona de estabilização que serve para que aspartículas de lama biologicamente ativas se precipitem eaterrem novamente. Do extremo superior da zona deestabilização retira-se o esgoto depurado.
Nesse dispositivo ocorrem problemas, dentre outrosatravés do acúmulo de lama flutuante embaixo doseparador. Também é necessária a filtragem do ar evacuadodevido às exalações na zona de estabilização, pois docontrário fortalecer-se-ia os maus cheiros. Além disso,por causa da mistura insuficiente da cama de lama pode-sechegar a ter circulações irregulares na cama de lama, oqual diminui a eficiência de depuração do dispositivo.
Dispositivos conhecidos da técnica anterior sãoconhecidos de EP 0 170 332 Al e EP 0 539 430 BI. Existemaqui, condutos elevadores que saem de uma área acima doconduto de entrada para o esgoto (e acima da cama delama) e debaixo do nível do líquido na câmara principal,aos quais começando nas chapas de separação e subindo éconduzido o gás. Com a pressão do gás são elevados o gáse o esgoto depurado, mas contendo ainda partículas delama, a-través de pelo menos um conduto de elevação paraum tanque de retorno. No tanque de retorno ocorre umaseparação do biogás e do esgoto levado junto. 0 biogás éconduzido a um conduto de escoamento de gás e o esgoto,junto com as partículas de lama que contém, flui dotanque de retorno através de um conduto de retornonovamente para a câmara principal, porém para a área dosolo da mesma, por meio disso se misturando na cama delama. Acima dos condutos elevadores com ascorrespondentes chapas de separação encontra-se uma zonacalma e eventualmente, tem-se ali mais chapas deseparação. A circulação do esgoto depurado ocorre na áreasuperior da câmara principal. Também neste dispositivo háproblemas, dentre outros, acumulações de lama flutuantenos separadores e na área de retirada do esgoto, o quetem como conseqüência altos custos de manutenção.
Devem-se diferenciar os dispositivos para depuração deesgoto daqueles para a fermentação de lama para lamas comalto conteúdo orgânico que pode ser decompostabiologicamente, como os utilizados na agricultura e naindústria. Tais lamas apresentam de 10 até 20% desubstância seca antes do tratamento (após o tratamentoproporcionalmente menos, por exemplo, de 5 até 6%) . Noesgoto, ao contrário, a parcela de substância seca émenor que 1%, normalmente na faixa de 0,1%. Usualmente,os dispositivos para fermentação de lama não sãoapropriados para a depuração de esgoto e vice-versa.
Dispositivos para a fermentação de lama são conhecidos,por exemplo, de DE 32 11 888 Al, DE 82 11 869 Ul e US4,302,329 A.
0 dispositivo conhecido de DE 33 3 0 696 Al pode serutilizado tanto na fermentação de lama quanto nadepuração de esgoto. A câmara principal, na qual acontecea atividade orgânica essencial, possui aberturas lateraisde evacuação que levam a uma câmara de separação querodeia a câmara principal. No contorno exterior da câmarade separação encontra-se uma calha de evacuação a partirda qual saem os condutos de saída para o substratotratado. Através de uma divisória, aberta na parte debaixo, na câmara de separação forma-se primeiramente umacorrente para baixo e depois para cima. No solo da câmarade separação se deposita a lama organicamente ativa, aqual pode ser bombeada, através de um conduto de retorno,de volta para a câmara principal por meio de uma bomba.
Também neste dispositivo, acumulações de lama flutuanteformam-se na câmara principal e na área interna da câmarade separação, o que torna necessários trabalhos demanutenção. Ademais, a retenção da lama biologicamenteativa não é ótima. Uma grande saída de lamabiologicamente ativa diminuirá a atividade biológica nacâmara principal de modo inadmissível.
0 objetivo da invenção é prover um dispositivo da técnicainicial, para o qual o trabalho de manutenção é pouco e oqual atua de forma efetiva contra a perda de lamabiologicamente ativa. De acordo com a invenção, isto éconseguido por meio de um dispositivo com ascaracterísticas segundo a reivindicação 1.
A câmara secundária, na qual deságua segundo a invenção oesgoto elevado para o tanque de retorno, forma uma zonade descanso para o esgoto, de modo que a lamabiologicamente ativa removível pode se depositarefetivamente. A lama flutuante e outros fragmentosflutuantes (por exemplo, partículas que contêm óleo)podem, pelo contrário, sair junto com o esgoto depurado.
A lama que fica depositada pode ser direcionada de voltaà câmara principal através da conexão da câmarasecundária com a câmara principal. Com isto,disponibiliza-se um dispositivo muito eficaz e de poucamanutenção.
Um dispositivo segundo a invenção pode ser vantajosamentedesenvolvido sem divisória para a separação de gás. Azona de estabilização que se encontra tradicionalmenteacima da divisória não é necessária para um dispositivode acordo com a invenção, uma vez que o processo deprecipitação da lama biologicamente ativa ocorre nacâmara secundária. Em uma concretização vantajosa dainvenção, a câmara principal está unida de formaimpermeável na área acima do orifício de entrada de pelomenos um conduto de elevação e eventualmente, nessa áreaos condutos que deságuam na câmara principal são fechadosatravés de válvulas. Com isso, em funcionamento contínuo,ocorre um acúmulo de gás na área que está acima doorifício de entrada do, pelo menos um, conduto deelevação da câmara principal, enquanto o nível de líquidose encontra na área do orifício de entrada do, pelo menosum, conduto de elevação.
Quando, vantajosamente, o orifício de entrada para aentrada do esgoto depurado da câmara secundária seencontra mais alto, preferivelmente pelo menos 2m maisalto, então se tem que uma pressão do gás que se encontrana área superior da câmara principal, a qual está acimada pressão atmosférica. Tem-se então um efeito debombeamento através do gás que circula no conduto deelevação, através do qual é levado junto o esgotocontendo partículas de lama.
Outras vantagens e detalhes da invenção serão explicadosa seguir com ajuda do desenho anexo, no qual:A Figura 1 é uma vista esquemática de um dispositivosegundo com uma concretização preferida da invenção.
A Figura 2 é uma vista esquemática em secção ao longo dalinha A-A da Figura 1, e
A Figura 3 é uma representação do detalhe na área doextremo inferior do conduto de elevação.
0 dispositivo representado nas Figuras de acordo com ainvenção possui um reator, ou seja, uma câmara principal1, na qual deságua, em uma área inferior, o conduto deentrada 4 para o esgoto a ser depurado. A entrada doesgoto acontece em qualquer caso na quarta parte inferiorda câmara principal 1, onde se prefere uma distância dochão de menos de lm. Na concretização exemplificativarepresentada o conduto de entrada 4 possui várias saídas21. Por exemplo, o conduto de entrada poderia estarformado também de várias ramificações separadasdirecionadas para a câmara principal 1.
Uma parte inferior da câmara principal 1 forma uma zonaativa 5, na qual se encontra uma cama de lama (=camaflotação) onde há lama biologicamente ativa. A zona ativa5 pode ser formada também como a chamada cama de sólido,a qual é formada pelo derramamento de um meio defiltragem com um biofilme crescido no mesmo e no meio alama biologicamente ativa depositada.
Nesta zona ativa 5 acontece grande parte da atividadebiológica e com isso o processo principal de depuração doesgoto.
Com a circulação da zona ativa 5 são decompostas ascomponentes organicamente e biologicamente degradáveispresentes no esgoto. Por meio disso libera-se o gásidentificado como biogás, o qual se eleva da zona ativa 5para cima.
Acima da zona ativa 5 encontra-se uma zona 6 de gás elíquido, sendo que o nível do líquido 7 no regimeestacionário é indicado por uma linha tracejada. Acima donível de líquido 7 encontra-se o biogás que ascendeatravés do líquido.O limite 8 normalmente relativamente nítido entre a zonaativa 5 e a zona 6 de gás e líquido pode ser modificadoem dependência das condições de funcionamento durante ofuncionamento.
Na zona 6 de gás e líquido encontra-se embaixo do nívelde líquido 7 o esgoto depurado, o qual porém contém aindaprincipalmente partículas de lama. Sobre tudo, partículasde lama são levadas junto através do gás que sobe da zonaativa 5. Além de tais partículas, as quais podem sedepositar em um ambiente calmo, normalmente tem-se outracomponente que contém substâncias que flutuam, porexemplo, partículas de sujeira ou de óleo.
De uma área mais alta da câmara principal 1 frente à áreade entrada de esgoto na câmara principal 1, que seencontra acima da zona ativa 5, parte um conduto deelevação 9 que deságua em um tanque de retorno(recipiente de retorno) 2. Este conduto de elevação 9direciona-se da câmara principal 1 ao tanque de retorno 2para cima, ou seja, o orifício de entrada 10 ao condutode elevação 9 está mais baixo que seu orifício de saída11 no tanque de retorno 2.
O orifício de entrada 10 no conduto de elevação 9 estávantajosamente a uma distância, abaixo da parede limitesuperior da câmara principal 1, menor que um quarto daaltura da câmara principal 1. Prefere-se uma distância daparede limite superior, menor que 15% da altura da câmaraprincipal 1.
O orifício de entrada 10 no conduto de elevação 9compreende, na concretização mostrada, várias fendas naproximidade do extremo inferior do conduto de elevação 9,que representam aberturas em forma de janelas na parededo conduto de elevação 9. Várias fendas estão disponíveisespaçadas entre si em volta do perímetro. Além disso, oextremo inferior do conduto de elevação 9 é aberto. Umextremo inferior fechado é imaginável e possível.
Preferivelmente, o localiza-se o tanque de retorno 3completamente acima da câmara principal 1, como pode serobservado na Figura 2.
Através do conduto de elevação 9 chegam gás e esgotodepurado contendo partículas de lama flutuantes ao tanquede retorno 2, como será descrito ainda mais abaixo. Notanque de retorno 2 acontece uma separação do esgotocontendo partículas e do gás. O gás sai do tanque deretorno 2 através de um orifício de saída de gás 13, quena concretização exemplificativa representada é formadapelo extremo superior aberto do tanque de retorno 2 echega na câmara secundária 3.
0 esgoto depurado contendo partículas flutuantes fluipelo conduto de retorno 12 que parte do tanque de retorno2 para a câmara secundária 3. 0 conduto de retorno 12parte do tanque de retorno 2 pref erivelmente de umaposição que está mais abaixo que o orifício de saída 11do conduto de elevação 9. A boca 14 do conduto de retorno12 localiza-se preferivelmente mais abaixo que a posiçãoda qual ele parte no tanque de retorno 2. Naconcretização exemplificativa mostrada, essa boca 14 estápara abaixo.
Em uma área inferior, a câmara secundária 3 é unida com acâmara principal 1 por uma válvula, a qual é formada poruma válvula de retenção 15 na parede divisória 22 entre acâmara secundária 3 e a câmara principal 1.
Preferivelmente, essa junção se encontra a menos de Imsobre o chão da câmara secundária 3 ou da câmaraprincipal 1.
A partir de uma área superior da câmara secundária 3 édesaguado o esgoto depurado, a saber, na concretizaçãoexemplificativa mostrada, tem-se uma calha de deságüe 23,de onde parte o conduto de deságüe 24 para o esgotodepurado. Com isso, o orifício de saída 25 para o esgotodepurado da câmara secundária 3 é formado da abertura dacalha de deságüe 23.
0 nível de líquido 16 na câmara secundária 3 no regime defuncionamento estacionário é representado por uma linhatracejada. 0 nível de líquido 17 no tanque de retorno 2pelo contrário, pode ser levemente mais alto (através doefeito hidrodinâmico).
Acima dos níveis de líquidos 16, 17 encontra-se o biogásformado, o qual aflui do tanque de retorno 2 e também emuma quantidade menor pode-se formar na câmara secundária3. Em uma posição da câmara secundária 3, que está maisalta que o orifício de saída 25 para o esgoto depurado,tem-se um orifício de saída 2 9 para o biogás, paraconduzir o mesmo no conduto de escoamento de gás 18. Depreferência, o biogás formado é aproveitado. É imaginávele possível uma queima.
Na câmara secundária 3 podem se depositar partículas delama biologicamente ativas precipitáveis e retornarnovamente à câmara principal através da válvula deretenção 15, de modo que na medida do possível não seperda lama biologicamente ativa. Partículas flutuantessão, pelo contrário, levadas através do conduto dedeságüe 24 de forma que se evitam acumulações de lamaflutuante.
A câmara secundária 3 compreende uma seção de influxo 19,na qual o conduto de retorno 12 deságua, e uma seção deexpansão 20 acima disso, cuja área transversal horizontalé substancialmente maior, preferivelmente mais de trêsvezes maior que a área transversal da seção de influxo19. Na seção de influxo 19 tem-se uma zona deestabilização, que serve para a deposição das partículasde lama vindas como esgoto. O fluxo direcionado para cimapode, porém, por sua vez, levar ainda partículas de lamaprecipitáveis mais leves. Na seção de expansão 20acontece uma outra estabilização, de modo que essaspartículas de lama também possam se depositar. A lamabiologicamente ativa que pode se depositar no chão daseção de extensão 2 0 é reconduzida através de um outroprocesso de limpeza descrito abaixo. Para a realização dotal processo de limpeza, um conduto de junção 26 parte doextremo superior da câmara principal 1, ao qual éarranjada uma válvula de retenção que abre e fecha, e quedeságua na área superior da câmara secundária 3 (também éimaginável e possível uma boca no conduto de escoamentode gás 18).
De preferência, além disso, tem-se uma ligação entre acâmara principal Iea câmara secundária 3, que une acâmara principal Iea câmara secundária 3 em uma áreaque se encontra acima da metade da altura da câmaraprincipal 1 e abaixo da zona ativa 1, mas abaixo doorifício de entrada 10 no conduto de elevação 9. Essaligação poderia ser feita por meio de um conduto. Naconcretização exemplificativa mostrada ela é realizadaatravés de uma abertura 28 na parede divisória 22 entre acâmara principal Iea câmara secundária 3. A seçãotransversal da abertura 2 8 é menor que a seçãotransversal da válvula de retenção 15 aberta.
Na ativação da instalação, não há primeiramente biogás eo nível de líquido 7 na câmara principal 1 se encontra noextremo superior da câmara principal 1. A válvula defechamento 2 7 está fechada. Com isso, a câmara principal1 está fechada na área acima do orifício de entrada 10 noconduto de elevação 9. Por meio da formação do biogás,que sobe, acontece uma diminuição do nível de líquido 7,sendo que primeiramente circula líquido através daabertura 2 8 da câmara principal 1 para a câmarasecundária 3. Assim que o nível do líquido 7 alcançou oorifício de entrada no conduto de elevação 9, circula gásno conduto de elevação 9. Esse gás está aqui sob umapressão que se corresponde com a coluna de líquidocorrespondente à diferença de altura entre o nível delíquido 16 na câmara secundária 3 e o nível de líquido 7na câmara principal 1. Este gás que circula no conduto deelevação 9 arrasta junto o líquido e as partículas nelecontidas. Este efeito de elevação do gás funciona entãocomo uma bomba, por meio do qual são bombeados para otanque de retorno 2 o líquido e as partículas nelecontidas (bombas que trabalham segundo este princípio sãoconhecidas, por exemplo, como "bombas mamute" ou "bombasinj etoras").
Por meio do efeito de bombeamento do gás que circula noconduto de elevação 9 (de acordo com o estado defuncionamento) pode ser transportado mais líquido pelotanque de retorno 2 para a câmara secundária 3, comoesgoto é conduzido através do conduto de entrada 4 dacâmara principal 1. Em regime estacionário defuncionamento contínuo circula uma quantidade de esgotodepurado através do conduto de escoamento 24correspondente à entrada de esgoto. O líquido excedenteflui assim através da válvula de retenção 15 e em menormedida através da abertura 28 (já que sua seçãotransversal é menor) de volta para a câmara principal 1,e leva junto partículas de lama depositadas na câmarasecundária, as quais retornam dessa forma para a câmaraprincipal 1 através da válvula de retenção 15.Seria possível e imaginável também, prever, para aligação da área inferior da câmara secundária 3 com acâmara principal 1, um conduto com uma bomba. Quando alama depositada na câmara secundária 3 deva ser conduzidade retorno à câmara principal 1, essa bomba é colocada emfuncionamento.
Para a realização de um processo de limpeza é aberta aválvula de fechamento 27. 0 nível de líquido 16 na câmarasecundária 3 baixa na seqüência e o nível de líquido 7 nacâmara principal 1 sobe até que estes ficam no mesmonível. Assim, circula uma quantidade correspondente delíquido através da válvula de retenção 15 da câmarasecundária 3 para a câmara principal 1. Desta formaconsegue-se uma mistura da cama de lama na câmaraprincipal 1. Ademais, a lama depositada na câmarasecundária 3 é retornada para a concretização preferida1. A lama depositada na seção de expansão 20 é lavadanovamente na seção de influxo 19 da câmara secundária 3.
A ligação entre a câmara principal Iea câmarasecundária 3 formada pela abertura 28, na concretizaçãoexemplificativa mostrada, poderia também ser suprimida.Após um processo de limpeza, com certeza, primeiramentenão seria transportado nenhum gás através do conduto deescoamento de gás 18. Com a existência da abertura 28 otransporte do.gás é mais uniforme.
Em lugar de uma formação aberta para cima do tanque deretorno 2 que se estende para cima sobre altura doorifício de saída 25 para o esgoto depurado, o orifíciode saída de gás 13 do tanque de retorno 2 poderia levartambém a um conduto através do qual se transporte gásdiretamente do conduto de escoamento de gás 18.
A válvula de retenção 15 no lugar de sua localização naparede divisória 22 poderia ser arranjada também em umconduto de ligação que ligue a área inferior da câmarasecundária 3 com a área inferior da câmara principal 1.
No lugar de uma válvula de retenção 15 poderia havertambém uma válvula de isolamento, que possa ser aberta efechada, na parede divisória 22 ou em um conduto deligação entre a câmara secundária 3 e a câmara principal 1.
Poder-se-ia ter também vários condutos de elevação 9,todos eles desaguando em recipientes iguais formando otanque de retorno 2 ou em diferentes recipientesparciais, que formem ao todo o tanque de retorno 2.
Também seria possível e imaginável, que a câmarasecundária 3 compreenda várias câmara individuais.
Apesar de ser menos preferível, em princípio seriapossível e imaginável também, direcionar o gás que sobepor pelo menos um conduto de elevação 9 por meio dechapas de separação arranjadas na profundidade adequadaembaixo do nível de líquido. Neste caso, poder-se-iasuprimir a formação impermeável da câmara principal 1 naárea acima do orifício de entrada 10 para o pelo menos umconduto de elevação 9.Números de referência
1 câmara principal
2 tanque de retorno
3 câmara secundária
4 linha, conduto de alimentação, de entrada, de admissão
5 Zona ativa
6 Zona de gás e líquido
7 Atura do líquido, nível do líquido
8 Limite
9 Conduto de elevação
10 orifício de entrada
11 orifício de saída
12 conduto de retorno
13 orifício de saída de gás
14 abertura, boca
15 válvula de retenção
16 nível do líquido
17 nível de líquido
18 conduto de escoamento, de descarga..de gás
19 seção de admissão
20 seção de ampliação
21 saída, orifício de saída
22 divisória, parede divisória
23 calha de deságüe
24 conduto de descarga ou escoamento
25 orifício de saída
26 linha de conexão, de junção
27 válvula de vedação, de fechamento, de isolamento
28 Abertura
29 orifício de saída
Claims (16)
1. Dispositivo para depuração biológica anaeróbica deesgoto, caracterizado pelo fato do esgoto chegar ao mesmoatravés de um conduto de entrada (4) , e do qual saem oesgoto depurado através de um conduto de saída (24) e ogás formado através de um conduto de escoamento de gás(18) ; com uma câmara principal (1) , para onde édirecionado o esgoto a ser depurado em uma área inferiore de onde parte, em uma área mais alta que está emfrente, pelo menos um conduto de elevação (9) paradesaguar o gás formado e o esgoto depurado contendopartículas de lama flutuando em um tanque de retorno (2)para a separação do gás e do esgoto depurado contendopartículas flutuando, e cujo orifício de saída (11) notanque de retorno (2) está mais alto que o orifício deentrada (10) na câmara principal (1), sendo que o esgotodepurado, contendo partículas flutuando, elevado para otanque de retorno (2) através do pelo menos um conduto deelevação (9) flui do tanque de retorno (2) para a câmarasecundária (3), e sendo que de uma área superior dacâmara secundária (3) flui esgoto depurado para o condutode saída (24) e a câmara secundária (3) está ligada emuma área inferior através de uma válvula, preferivelmenteuma válvula de retenção (15) , ou de uma bomba com umaárea inferior da câmara principal (1).
2. Dispositivo, de acordo com a reivindicação 1,caracterizado pelo fato de que a câmara secundária (3)possui, em uma área para o esgoto depurado acima doorifício de saída (25), um orifício de saída para oescoamento de gás no conduto de escoamento de gás (18) .
3. Dispositivo, de acordo com a reivindicação 1 ou 2,caracterizado pelo fato do tanque de retorno (2) seestender para cima, sobre a altura na qual se encontra oorifício de saída (25) para a saída do esgoto depurado dacâmara secundária (3).
4. Dispositivo, de acordo com qualquer uma dasreivindicações de 1 a 3, caracterizado pelo fato dotanque de retorno (2) se encontrar completamente acima dacâmara principal (1)
5. Dispositivo, de acordo com qualquer uma dasreivindicações de 1 a 4, caracterizado pelo fato dotanque de retorno (2) possuir um orifício de saída de gás(13) acima da altura do orifício de saída (11) do, pelomenos um, conduto de elevação (9) e acima da altura doorifício de saída (25) para o escoamento do esgotodepurado da câmara secundária (3) , através do qual éexpelido o gás do tanque de retorno (2) para a câmarasecundária (3) ou para uma ramificação do conduto deescoamento de gás (18).
6. Dispositivo, de acordo com qualquer uma dasreivindicações de 1 a 5, caracterizado pelo fato doorifício de entrada (10) no pelo menos um conduto deelevação (9) se encontrar a uma distância abaixo daparede limite superior da câmara principal (1) , que émenor que uma quarta parte, preferivelmente menor que-15%, da altura da câmara principal (1).
7. Dispositivo, de acordo com qualquer uma dasreivindicações de 1 a 6, caracterizado pelo fato doesgoto a ser depurado entrar no mesmo em uma quarta parteinferior da câmara principal (1), preferivelmente na áreaa menos de Im sobre o chão da câmara principal (1).
8. Dispositivo, de acordo com qualquer uma dasreivindicações de 1 a 7, caracterizado pelo fato daligação do tanque de retorno (2) com a câmara secundária(3) partir de uma posição no tanque de retorno (2) queestá a uma profundidade maior que o orifício de saída(11) do pelo menos um conduto de elevação (9) no tanquede retorno (2).
9. Dispositivo, de acordo com qualquer uma dasreivindicações de 1 a 8, caracterizado pelo fato de umconduto de retorno (12) sair do tanque de retorno (2)para ligar o tanque de retorno (2) com a câmarasecundária(3), que deságua na câmara secundária (3)preferivelmente abaixo de dois terços da altura da câmarasecundária (3), sendo que a boca (14) na câmarasecundária (3) está a uma profundidade maior que aposição da qual parte o conduto de retorno (12) no tanquede retorno (2).
10. Dispositivo, de acordo com qualquer uma dasreivindicações de 1 a 9, caracterizado pelo fato deexistir um conduto de junção (26) entre a câmaraprincipal (1) e a câmara secundária (3) , que passa entreuma área da câmara principal (1) mais alta que o orifíciode entrada (10) ao pelo menos um conduto de elevação (9)e uma área da câmara secundária mais alta que o orifíciode saída (25) para o escoamento do esgoto depurado dacâmara secundária (3) , e no qual é arranjada uma válvulade isolamento (21) que abre e fecha.
11. Dispositivo, de acordo com qualquer uma dasreivindicações de 1 a 10, caracterizado pelo fato dacâmara secundária (3) possuir uma seção de extensão (20)acima de uma seção de influxo (19), que tem uma área deseção transversal horizontal maior, preferivelmente umaárea de seção transversal três vezes maior, que a área deseção transversal da seção de influxo (19).
12. Dispositivo, de acordo com a reivindicação 11,caracterizado pelo fato da seção de influxo (19) seestender sobre a altura da câmara principal (1).
13. Dispositivo de acordo com qualquer uma dasreivindicações de 1 a 12, caracterizado pelo fato deexistir uma outra ligação entre a câmara principal (1) ea câmara secundária (3) , a qual une a câmara principal(1) e a câmara secundária (3) na área da metade superiorda câmara principal (1), mas abaixo do orifício deentrada (10) ao pelo menos um conduto de elevação (9) ,sendo que essa ligação é formada preferivelmente por umaabertura (28) na parede divisória (22) entre a câmaraprincipal (1) e a câmara secundária (3).
14. Dispositivo, de acordo com a reivindicação 13,caracterizado pelo fato da seção transversal da aberturadessa ligação ser menor que a seção transversal daabertura da ligação aberta entre a área inferior dacâmara secundária (3) com a área inferior câmaraprincipal (1).
15. Dispositivo, de acordo com qualquer uma dasreivindicações de 1 a 14, caracterizado pelo fato dacâmara principal (1) ser fechada, ou poder ser fechada,de forma impermeável na área acima do orifício de entrada(10) ao pelo menos um conduto de elevação (9).
16. Dispositivo, de acordo com qualquer uma dasreivindicações de 1 a 15, caracterizado pelo fato doorifício de saída (25) para o esgoto depurado da câmarasecundária (3) estar mais alto que o orifício de entrada(10) ao pelo menos um conduto de elevação (9) ,preferivelmente pelo menos 2m mais alto.
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