BRPI0613371A2 - cartucho para a armazenagem e liberação de um composto de duas fases - Google Patents

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BRPI0613371A2
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Giovanni Faccioli
Renzo Soffiatti
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Tecres Spa
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Abstract

CARTUCHO PARA A ARMAZENAGEM E LIBERAçãO DE UM COMPOSTO DE DUAS FASES. Esta invenção encontra aplicação no campo dos dispositivos e métodos para a mistura física e química de produtos, relacionando-se particularmente a um cartucho para a armazenagem e a liberação estéril de um composto de duas fases. O cartucho compreende um primeiro membro tubular (2) que define uma primeira câmara (3) para a armazenagem de uma fase sólida, tendo uma parede de fundo (6) com uma abertura ('7) para a passagem do composto, um segundo membro tubular (9) que define uma segunda camara hermeticamente vedada (12) para a armazenagem de uma fase líquida e um pistão que desliza de forma vedada dentro do primeiro membro tubular (2), meios (8) para ocluir a referida abertura (7) que compreende pelo menos uma membrana de ruptura (15) associada à parede de fundo (6).

Description

"CARTUCHO PARA A ARMAZENAGEM E LIBERAÇÃO DE UMCOMPOSTO DE DUAS FASES"
Campo da invenção
A presente invenção encontra aplicação no campodos dispositivos e métodos para a mistura física e química deprodutos, relacionando-se particularmente com um cartucho para aarmazenagem e a liberação estéril de um composto de duas fases.
Histórico da invenção
Como é conhecido, a cirurgia de artroplastia, eem particular as operações de vertebroplastia exigem umaquantidade adequada de material a ser introduzido em uma áreaespecífica a ser tratada para reforçar o local do implante.
Portanto, os procedimentos invasivos como avertebroplastia percutânea ou intervenções similares destinadas,por exemplo, para a redução de compressões vertebrais, exigemmateriais dotados da mais alta segurança biológica emicrobiológica, assim como compatibilidade com o corpo humano.
Os materiais de uso atual nesse ramo de cirurgiaincluem resinas acrílicas específicas, normalmente dotadas de umcomponente monomérico líquido, que é usado como solvente para apolimerização de um pó.
Os dois componentes são primeiramente mantidos emdois recipientes separados, e depois pré-misturados de maneira aserem introduzidos no osso ou na cavidade vertebral a ser tratada.
O líquido é mantido em um recipiente adequado,como em uma bolsa plástica ou em um frasco de vidro. 0 recipienteposteriormente deve suportar a ação química do líquido nelecontido, devendo ainda ter resistência mecânica e propriedades devedação adequadas, devido à toxicidade dos monômeros comumenteusados.
Depois, quando o recipiente é aberto, o líquido évazado em um outro recipiente onde o pó foi previamente colocado,sendo com ele misturado.
A última etapa é tipicamente realizada por umoperador com uma pá, que pode ser operada manualmente ou por meiode uma tampa adequada no recipiente, equipada com um dispositivopara a rotação da pá.
O composto assim obtido é finalmente introduzidoem uma seringa especial e injetado sob pressão na cavidade ósseapara implantação por meio de uma agulha especial.
Essas soluções da técnica anterior têm adesvantagem conhecida de expor o operador a um líquido altamentetóxico e reativo, cujos vapores podem ser liberados livremente noambiente de trabalho, sendo potencialmente inalados pelo operador.São também providas várias etapas em que o cimento ósseo fica emcontato com o ambiente externo. Isto pode afetar com facilidade aesterilidade do cimento, considerando que o cimento pode ser umportador de infecções para o paciente que está sendo tratado.
Além disso, a preparação e a composiçãoporcentual da mistura dependem em grande parte da períciaparticular do operador, considerando que existe o risco deaquisição de cimentos que não sejam perfeitamente homogêneos oucom duas fases em proporções inadequadas.
Uma outra desvantagem dessas soluções típica, éque a pressão de liberação do cimento é exercida diretamente pelooperador, resultando assim em uma pressão muito pequena. Portanto,devem ser usados cimentos de baixa viscosidade, considerando-seque o material medular tem uma densidade muito superior.
Em uma tentativa para superar as desvantagensacima, foram propostas várias soluções, em que uma ou mais dessasdesvantagens foram evitadas.
A Patente US-A-5435645, de autoria do mesmosolicitante, e a WO-Ol /83094 revelam dispositivos para a misturade cimento ósseo, em que o cimento é preparado em condiçõesestéreis. 0 líquido é primeiramente colocado em uma primeiracâmara e depois forçado para o interior de uma segunda câmara quecontém o pó. Finalmente, são misturadas as duas fases por meio deagitação mecânica. Ainda proporcionam um cimento com as adequadasproporções de monômero e de pó.
Não obstante, uma desvantagem dessas soluções éque o cimento assim obtido deve ainda ser colocado em um sistemaadequado de liberação, que não o dispositivo. Esta é uma etapacrítica do processo, já que é realizada necessariamente emcondições não estéreis, e como tal deve ser uma possível causa decontaminação para o operador e o ambiente de trabalho.
Sumário da Invenção
O objetivo da presente invenção é o de superar asdesvantagens acima, provendo um cartucho para a armazenagem e aliberação estéril de um composto de duas fases que seja altamenteeficiente e custo-efetivo.
Um objetivo em particular e o de prover umcartucho que proporcione a mistura, armazenagem e liberação de umcomposto de duas fases sob condições absolutamente estéreis.
Um outro objetivo é o de prover um dispositivoque elimine qualquer risco de contaminação dos operadores e doambiente de trabalho nas etapas da preparação e da implantação docomposto.
Além disso, uma etapa em particular é a de proverum cartucho que realize as etapas de mistura do componente e deliberação do composto de maneira simples e segura.
Um outro objetivo da invenção é o de prover umcartucho que possa ter uma interface direta e de maneira simples eestável com um dispositivo externo para a liberação ou a colocaçãodireta do composto.
Estes e outros objetivos que ficarão doravantemais aparentes são alcançados por um cartucho para a armazenagem ea liberação estéril de um composto de duas fases em conformidadecom a reivindicação 1, compreendendo um primeiro membro tubularque define uma primeira câmara para a armazenagem da fase sólida,a referida primeira câmara tendo uma primeira parede lateral comuma extremidade aberta e uma parede de fundo com uma abertura paraa passagem da resina, meios para ocluir a referida abertura e umsegundo membro tubular que define uma segunda câmara para aarmazenagem de uma fase líquida, com corrediças de vedação dentrodo primeiro membro tubular.
De acordo com a invenção, o meio de oclusãocompreende pelo menos uma membrana frágil associada à parede defundo do primeiro membro tubular, e projetada para estarassociada, no referido meio de oclusão, a meios externos para aliberação e a implantação direta do composto em condiçõesabsolutamente estéreis, e em particular com meios de liberação dealta pressão.Graças a esta disposição em particular, ocartucho da invenção permite misturar os componentes e armazenar ocomposto assim obtido em condições absolutamente estéreis. Alémdisso, o possível acoplamento do cartucho ao meio de liberação docomposto pode evitar qualquer contato do composto com o ambienteexterno e preservar a esterilidade do processo.
De maneira conveniente, o meio de oclusão podecompreender um conduto cilíndrico coaxial com o primeiro membrotubular, de maneira a fazer a comunicação fluida da primeiracâmara com os meios de implantação da resina externa.
De preferência, o conduto cilíndrico pode ter umaentrada do composto na parede do fundo, e uma saída oposta, e amembrana frágil situando-se depois da entrada.
Graças à essa disposição em particular, ocartucho pode ter interface direta e simples com um dispositivoexterno para a colocação direta da resina ou com uma outrainterface para a liberação da resina para este dispositivoexterno.
Além disso, o meio de oclusão pode incluir umaválvula de não retorno que é acoplável ao conduto cilíndrico e quepode estar associado à primeira parede extrema do segundo membrotubular.
Isto evita que este último se movimente para cimadentro da primeira câmara, quando empurrado pelos meios deliberação externa durante a liberação do composto.
Vantajosamente, podem ser providos meios para aligação seletiva do primeiro membro tubular ao segundo membrotubular, de tal maneira a tornar o pistão susceptível aodeslizamento ou não na primeira câmara, definindo assim aí umapressão negativa, de maneira a facilitar o ingresso da faselíquida.
De preferência, os meios de ligação podem incluirum membro seletivo de apoio, que pode estar conectado de formaremovível ao segundo membro tubular.
Também, os meios de ligação podem incluir umflange para a conexão integral ao pistão, que tem pelo menos umaprojeção substancialmente longitudinal.
Além disso, os meios de ligação podem incluir umaanel cilíndrico, coaxial ao primeiro membro, que pode ter pelomenos aí um recesso para fazer o acoplamento rápido com a projeçãodo flange de conexão, de maneira a conectar o primeiro e o segundomembros tubulares entre si.
Esta disposição em particular permite o controledo movimento do pistão e evita seu movimento dentro da primeiracâmara antes que o recipiente da fase líquida se rompa, e depoisevita que seja totalmente retirado do primeiro membro durante ageração de vácuo, o que torna cada etapa mais simples e segura.
De maneira conveniente, o segundo membro tubularpode ter meios de conexão removível para os meios externos deimplantação de resina.
De preferência, a primeira parede lateral daprimeira câmara pode ter pelo menos um receptáculo nela formadopara o composto misturado, com o cartucho estando conectado aosmeios de liberação externa e com a primeira parede extrema dopistão pelo menos parcialmente em contato com a parede de fundo daprimeira câmara.Assim, a interface entre o cartucho e os meiosexternos terá em adição segurança e estabilidade, aumentando assima esterilidade durante a liberação da resina.
Breve descrição dos desenhos
Outras características e vantagens da invençãoficarão mais aparentes a partir da descrição detalhada de umaconfiguração preferida não exclusiva de um cartucho para oarmazenamento e liberação estéril de um composto de duas fases deacordo com a invenção, que é descrito por meio de um exemplo nãolimitador, com a assistência dos desenhos anexos, onde:
A Fig. 1 é uma vista frontal do cartucho deacordo com a invenção;
A FIG. 2 é uma vista explodida do cartucho daFIG. 1 ;
A FIG. 3 é uma vista em corte do cartucho da FIG.1 tomada ao longo do plano 1-1, em uma primeira configuraçãooperacional;
A FIG. 4 é uma vista em corte do cartucho da FIG.1 tomada ao longo do plano 1-1, em uma segunda configuraçãooperacional;
A FIG. 5 é uma vista explodida de um primeirodetalhe da FIG. 1;
A FIG. 6 é uma vista explodida de um segundodetalhe da FIG. 1;
A FIG. 7 é uma vista em corte do detalhe da FIG.6 tomada ao longo do plano II-Il;
A FIG. 8 é uma vista em perspectiva da invençãoem uma combinação particular com meios externos de liberação docomposto;
A FIG. 9 é uma vista explodida da FIG. 8.
Descrição detalhada de uma configuração preferida
Com referência às figuras acima, um cartucho paraa armazenagem e a liberação estéril de um composto de duas fases,particularmente de uma resina acrílica ou de um cimento ósseo parauso em artroplastia ou vertebroplastia, é geralmente indicado pelonúmero 1, e particularmente mostrado na FIG. 1.
A resina pode ser composta de uma fase líquidageralmente monomérica, e de uma fase sólida sob a forma de pó,possivelmente dotada de um antibiótico ou de agentes promotores decrescimento, que polimeriza na solução da fase líquida. As duasfases são primeiramente separadas, com a fase líquida sendoarmazenada, de preferência em um recipiente frágil F, tal como emum frasco de vidro de uso comum. De acordo com uma outraconfiguração, o composto também pode ser um fármaco selecionado dogrupo que consiste de antibióticos, vitaminas ou similares.
Como particularmente mostrado nas FIG. 2 e FIG.3, o cartucho é composto de um primeiro membro tubular 2, que seprojeta em uma direção substancialmente longitudinal ao longo doeixo X. 0 membro 2 define uma primeira câmara 3 com uma primeiraparede lateral 4 tendo uma extremidade aberta 5 e uma parede defundo 6 e em que o componente sólido é projetado para ser contidoem condições estéreis. A parede de fundo 6 tem uma abertura 7,pela qual a resina deve ser liberada quando as fases estiveremmisturadas.
Em uma primeira configuração A, como mostrado naFIG. 1, a abertura 7 está fechada pelos meios adequados de oclusão8 associados à parede de fundo 6, que permite a armazenagemestéril da resina. O cartucho 1 ainda compreende um segundo membrotubular 9 com uma segunda parede lateral 10, uma primeira e umasegunda paredes extremas 11, 11 definindo uma segunda câmara12, onde a fase líquida da resina será mantida em condiçõesestéreis. A segunda câmara 9 é configurada para definir um pistãoa ser inserido no primeiro membro tubular 2, para aí deslizar demane ira e s t anque.
O pistão 9 será disposto para deslizar de maneiraestanque por meio do uso do selo 13 em contato externo com asegunda parede lateral 10 do segundo membro tubular 9 e naproximidade de sua primeira parede extrema 11. A estanqueidade dasegunda câmara 12 ser provida por um 0-ring 14 localizado em seuinterior em sua segunda parede extrema Il1.
Na primeira disposição operacional A, o pistão 9pode ser retido no primeiro membro tubular 2, de maneira que cercada metade de seu comprimento fique aí contido, sem acoplartotalmente à primeira câmara 3.
De acordo com a invenção, o meio de oclusão 8inclui pelo menos uma membrana de ruptura 15, particularmentemostrada na FIG. 5, que está associada à parede de fundo 6 daprimeira câmara 3 e o segundo membro tubular 9 pode estarassociado, neste meio de oclusão 8, a meios externos E paraimplantação "no local" da resina em condições absolutamenteestéreis.
A membrana 15 pode ser feita de material nãoporoso como o alumínio ou similar, e pode estar conectada aoprimeiro membro 2 pelo processo de vedação a quente a ser feitoantes da introdução da fase sólida na primeira câmara 3.
Depois, o cartucho inteiro 1 pode seresterilizado por um processo de esterilização a quente ou a frio.O cartucho pode ser feito de um material plástico transparenterígido ou semi-rígido, podendo ser do tipo descartável.
O meio de oclusão 8, como mostrado na FIG. 5,pode compreender vantajosamente um conduto cilíndrico 16 coaxialao primeiro membro tubular 2, que é projetado para realizar acomunicação fluida da primeira câmara 3 com os meios externos deimplantação da resina E. Portanto, o conduto 16 tem uma entrada 17que se comunica com a abertura 7 da parede de fundo 6 da primeiracâmara 3 e uma saída 18, que está fechada pela membrana 15 antesda liberação.
Nesta disposição em particular, uma válvula denão retorno 19, como mostrada na FIG. 6, pode estar associada àprimeira parede extrema 11 do pistão 9, e acoplará o condutocilíndrico 16 logo que o pistão 9 atingir o final de seu curso naprimeira câmara 3 . Assim, a resina não poderá se movimentar devolta para cima na primeira câmara 3 durante a implantação daresina. A válvula 19 pode ser feita de silicone ou de outromaterial similar.
De forma conveniente, como mostrado nas FIGS. 3 e4, a segunda câmara 12 pode ser configurada de tal maneira a poderreter o recipiente de armazenagem F da fase líquida. A câmara 12pode ainda conter meios adequados 2 0 para romper o recipiente F epermitir que a fase líquida aí seja liberada.
Vantajosamente, os meios de rompimento 2 0 podemincluir um elemento em ponta 21, situado na primeira paredeextrema 11 do segundo membro tubular 9, e um membro cilíndrico 22,contido de forma deslizante em um furo passante 23 formado nasegunda parede extrema 11 ' do mesmo membro 9. O membro cilíndrico22 tem uma extremidade 24 que pode ser operada a partir doexterior, considerando que a extremidade oposta 24· tem contatocom o recipiente Feo empurra contra o elemento em ponta 21 paraprovocar sua ruptura.
Adequadamente, o cartucho 1 pode ter meios 25para unir de forma seletiva o pistão 9 ao primeiro membro tubular2 para controlar o movimento do pistão 9.
De preferência, os meios de ligação 25 podemincluir um membro seletivo de apoio 26, que pode estar conectadode forma removível ao segundo membro tubular 9. O elemento 26estará presente até a ruptura do recipiente F, para evitar que opistão 9 deslize dentro da primeira câmara 3 antes da ruptura. Oelemento 26 pode estar configurado como um anel aberto ligado a umgancho, para facilitar a remoção, podendo ser feito de um materialplástico flexível.
Assim, a passagem de líquido da segunda câmara 12para a primeira câmara 3 ocorrerá quando o pistão 9 deslizar noprimeiro membro tubular 2, alternativamente nas duas direçõesopostas do eixo longitudinal X. Como conseqüência, será gerada umapressão negativa na primeira câmara 3 para a fase sólida, demaneira a facilitar a passagem desta última para a fase líquida.
Como mostrado na FIG. 7, a primeira paredeextrema 11 do pistão 9 pode ter uma pluralidade de recessospassantes 27, dispostos simetricamente ao eixo X, de maneira afacilitar a passagem do líquido.Vantajosamente, os recessos 27 podem ser pelomenos parcialmente ocluídos por um filtro 28, de maneira apermitir que somente o líquido flua para a primeira câmara 3. Istoevitará que fragmentos de vidro do frasco F atinjam a primeiracâmara 3 e que o componente sólido seja succionado de volta para asegunda câmara 12 quando o vácuo é gerado na primeira câmara 3.
Quando a fase líquida tiver passado para aprimeira câmara 3, todo o cartucho 1 será agitado por um tempomínimo conhecido predeterminado, até que seja obtida uma resinapronta para implantação.
Além disso, os meios de ligação 25 podem incluirum flange de conexão 2 9 que é montado no pistão 9 e que tem um parde projeções 3 0 dispostas simetricamente ao eixo longitudinal X.
Também, os meios de ligação 25 podem incluir umanel cilíndrico 31 unitário com o primeiro membro 2, no qual podemser dispostos dois recessos 32 simetricamente ao eixo X. Cadarecesso 32 pode ser acoplado rapidamente por meio de umarespectiva projeção 3 0 do flange 2 9 de maneira a evitar que opistão 9 saia da primeira câmara 3 durante a geração de vácuo.
Quando os componentes estiverem misturados e aresina assim obtida estiver pronta para implantação, o pistão 9pode ser operado para empurrar a resina da primeira câmara 3 até odispositivo de implantação de resina ou para um dispositivointermediário de armazenagem e liberação de cimento ósseo D,mantendo assim as condições de esterilidade absoluta em cada faseoperacional.
De forma conveniente, podem ser formados assentos33 no interior da primeira parede lateral 4 da primeira câmara 3,para permitir o contato da primeira parede extrema 11 do pistão 9com a parede de fundo 6 da primeira câmara 3, particularmentequando a câmara estiver conectada com o dispositivo intermediárioD. Nesse caso, pode ser obtida uma melhor estabilidade destaconexão girando o cartucho 1 com relação ao dispositivo D. Estemovimento exigirá uma outra extrusão da resina, que passará pelosassentos 33 para escapar e facilitar a operação, reduzindo assimos esforços exigidos pelo operador.
As FIGS. 8 e 9 mostram, com objetivos deilustração, um determinado dispositivo de liberação externa deresina D que pode interfacear com o cartucho 1 para ligá-lo a umsegundo dispositivo externo de implantação de resina.
O dispositivo externo D pode ter, por exemplo,uma primeira manga cilíndrica B associada ao cartucho 1, ondeexistem meios para o rompimento da membrana 15. Assim, umacomunicação fluida pode ser estabelecida entre a primeira câmara3, que contém a resina pronta para implantação e uma segunda mangaC que pode ser conectada a um dispositivo comum para liberação poralta pressão ao dispositivo de implantação, os dispositivos nãosendo mostrados devido ao uso comum.
Finalmente, o cartucho 1 pode terconvenientemente meios 34 para a conexão removível a meiosexternos de liberação de resina E.
Em uma configuração preferida e não exclusiva dainvenção, o meio de conexão 34 pode compreender um elementocilíndrico 35 coaxial ao segundo membro 9, e formado em uma peçacom sua segunda parede extrema Il1. A parede lateral 36 doelemento 35 pode ainda ter um elemento de dentes internos 3 8 emsua extremidade do fundo, para acoplar uma ranhura G,possivelmente formada na parede externa da primeira mangacilíndrica B do dispositivo externo de liberação de resina D. Oprimeiro membro tubular 2 pode ainda ter duas cristas externas 39para interagir com os correspondentes entalhes H formados naparede interna da primeira manga cilíndrica B.
Portanto, o movimento relativo de deslizamento dodente 38 na ranhura G e as cristas 39 nos entalhes H fornecerãouma conexão removível entre o cartucho 1 e os meios externos Ε. 0elemento cilíndrico 36 pode ainda ter uma pluralidade de ranhuraslongitudinais externas 40, para melhorar a retenção no dispositivoD pelo operador, aumentando assim a estabilidade da conexão.
Em vista do exposto, é aparente que o cartucho dainvenção está em conformidade com os objetivos propostos, eparticularmente prove um cartucho que permite a mistura e aliberação de um composto de duas fases em condições absolutamenteestéreis, enquanto elimina qualquer risco de contaminação para osoperadores e para o ambiente de trabalho, durante a preparação e aimplantação direta do composto.
Além disso, a configuração particular dos meiospara a oclusão da abertura da primeira câmara, permite que ocartucho interfaceie diretamente com um dispositivo externo para aliberação direta do composto.
O cartucho da invenção é susceptível a váriasmodificações e alterações, todas se situando dentro do escopo dasreivindicações apensas. Tosos os seus detalhes podem sersubstituídos por outras peças tecnicamente equivalentes, e osmateriais podem variar dependendo das diferentes necessidades, semabandonar o objetivo da invenção.
Apesar de o cartucho ter sido descrito comreferência particular às figuras de acompanhamento, os númerosindicados na revelação e nas reivindicações são somente usadospara uma melhor compreensão da invenção, não pretendendo limitar oescopo reivindicado de qualquer maneira.

Claims (17)

1. Cartucho (1) para a armazenagem e a liberaçãoestéril de um composto de duas fases, particularmente uma resinaacrílica, composto de uma fase líquida e uma fase sólida, que sãomisturadas no referido cartucho imediatamente antes da liberaçãodo referido composto, compreendendo:- um primeiro membro tubular (2) que define umaprimeira câmara (3) para a armazenagem da referida fase sólida,com uma primeira parede lateral (4) tendo uma extremidade aberta(5) e uma parede de fundo (6), o referido primeiro membro tubular(2) definindo um eixo longitudinal (X);- um segundo membro tubular (9) com uma segundaparede lateral (10) , uma primeira e uma segunda paredes extremas(11 , 11'), definindo uma segunda câmara (12) para a armazenagemda referida fase líquida, a referida segunda câmara (12) formandocom a referida primeira câmara (3) um espaço hermeticamentefechado no referido cartucho (1) para a armazenagem e mistura dasreferidas fases líquida e sólida, o referido segundo membrotubular definindo um pistão (9) que desliza de forma herméticadentro do referido primeiro membro tubular (2) para cooperar com oreferido composto-;- a parede de fundo (6) do referido primeiromembro tubular (2) tendo uma abertura (7) para a passagem docomposto a ser liberado pelo referido cartucho (1); e- meios de oclusão (8) para fechar a referidaabertura (7) ; caracterizado pelo fato de que os meios de oclusão(8) compreendem pelo menos uma membrana de rompimento (15) queestá associada, na referida parede de fundo (6), com meiosexternos de liberação (E, D, B) para a liberação a partir doreferido cartucho (1) e implantação direta do referido composto emcondições absolutamente estéreis.
2. Cartucho, de acordo com a reivindicação 1,caracterizado pelo fato de que primeiro membro tubular (2) éprojetado para se associar, nos referidos meios de oclusão (8) ,com os referidos meios externos de liberação (E, D, B) para aliberação do composto em condições absolutamente estéreis e que areferida primeira membrana (15) existe para ser rompida peloscorrespondentes meios de rompimento associados aos referidos meiosexternos de liberação (D, B).
3. Cartucho, de acordo com a reivindicação 1,caracterizado pelo fato de que os meios de oclusão (8) compreendemum conduto cilíndrico (16) coaxial com o referido primeiro membro(2) e adequado para colocar a referida primeira câmara (3) emcomunicação fluida com os meios externos de liberação do composto(E) , o referido conduto cilíndrico (16) sendo acoplado a umaválvula de não retorno (19) associada à referida primeira paredeextrema (11) do referido segundo membro tubular (9).
4. Cartucho, de acordo com a reivindicação 3,caracterizado pelo fato de que o conduto cilíndrico (16) tem umaentrada (17) e uma saída (18) para o composto, a referida entrada(17) situando-se na referida parede de fundo (6) , a referida pelomenos uma membrana de ruptura (15) sendo colocada depois dareferida entrada (17).
5. Cartucho, de acordo com a reivindicação 1,caracterizado pelo fato de que a segunda parede lateral (10) doreferido pistão (9) tem uma vedação (13) coaxial ao referidosegundo membro (9) , a referida vedação (13) estando situada nareferida primeira parede extrema (11) do referido segundo membro(9).
6. Cartucho, de acordo com a reivindicação 1,caracterizado pelo fato de que a segunda câmara (12) é projetadapara acomodar um recipiente de fase líquida (F) , o referidosegundo membro tubular (9) compreendendo meios (20) para orompimento do referido recipiente (F) na referida segunda câmara(12).
7. Cartucho, de acordo com a reivindicação 6,caracterizado pelo fato de que os meios de rompimento (20) incluemum elemento em ponta (21) na referida primeira parede extrema (11)do referido segundo membro tubular (9).
8. Cartucho, de acordo com a reivindicação 7,caracterizado pelo fato de que os meios de rompimento (20) incluemum membro cilíndrico (22), que desliza em um furo passante (23)formado na referida segunda parede extrema (11 ') do referidosegundo membro tubular (9) , o referido membro cilíndrico (22)tendo uma extremidade (24) que pode ser operada pelo exterior,considerando que a extremidade oposta (24') está adaptada parainteragir com o referido recipiente (F) para empurrá-lo contra oreferido elemento em ponta (21).
9. Cartucho, de acordo com a reivindicação 1,caracterizado pelo fato de que a primeira parede extrema (11) doreferido segundo membro tubular (9) tem pelo menos um recessopassante (27) para colocar as referidas primeira e segunda câmaras(3, 12) em comunicação fluida.
10. Cartucho, de acordo com a reivindicação 9,caracterizado pelo fato de que pelo menos um recesso passante (27)está pelo menos parcialmente ocluído por um filtro (28) .
11. Cartucho, de acordo com a reivindicação 1,caracterizado pelo fato de que compreende meios (25) para aligação seletiva dos referidos primeiro e segundo membrostubulares (2, 9) , de tal maneira a tornar o referido pistão (9)susceptível a deslizar na referida primeira câmara (3), definindoassim aí uma pressão negativa, de maneira a facilitar o ingressoda fase líquida na referida primeira câmara (3).
12. Cartucho, de acordo com a reivindicação 11,caracterizado pelo fato de que os meios de ligação (25)compreendem um meio seletivo de apoio (26) acoplável de formaremovível no referido segundo membro tubular (9).
13. Cartucho, de acordo com a reivindicação 11,caracterizado pelo fato de que os meios de ligação (25)compreendem um flange (29) para a conexão integral ao referidopistão (9) , o referido flange (29) tendo pelo menos uma projeçãosubstancialmente longitudinal (30) .
14. Cartucho, de acordo com a reivindicação 13,caracterizado pelo fato de que os meios de ligação (25)compreendem um anel cilíndrico (31) coaxial ao referido primeiromembro (2) , o referido anel cilíndrico (31) tendo pelo menos umrecesso (32) para o acoplamento rápido com a referida pelo menosuma projeção (30) do referido flange de conexão (2 9).
15. Cartucho, de acordo com a reivindicação 1,caracterizado pelo fato de que possui meios (34) para a conexãoremovível aos referidos meios externos de liberação (E).
16. Cartucho, de acordo com a reivindicação 1,caracterizado pelo fato de que a primeira parede externa (4) dareferida primeira câmara (3) tem pelo menos um assento (33) para apassagem do composto liberado pelo referido cartucho (1) quandoconectado aos meios externos de liberação (E).
17. Cartucho, de acordo com a reivindicação 1,caracterizado pelo fato de que os meios externos de liberaçãoestão associados a meios para a liberação do composto em altapressão.
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