BRPI0614252A2 - embarcação de calado variável - Google Patents

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BRPI0614252A2 BRPI0614252-4A BRPI0614252A BRPI0614252A2 BR PI0614252 A2 BRPI0614252 A2 BR PI0614252A2 BR PI0614252 A BRPI0614252 A BR PI0614252A BR PI0614252 A2 BRPI0614252 A2 BR PI0614252A2
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Abstract

EMBARCAçãO DE CALADO VARIáVEL. é revelada uma embarcação que varia o seu calado mediante adoção de qualquer uma de três formas ou configurações principais de casco. As formas principais de casco incluem: uma configuração de catamarã, uma configuração de barcaça, e uma configuração SWATH. A embarcação é capaz de reconfigurar entre essas três formas de casco enquanto em plena marcha. A reconfiguração é realizada mediante movimento vertical do casco central e/ou de pelo menos um dos dois membros de casco lateral.

Description

EMBARCAÇÃO DE CALADO VARIÁVEL
Campo da Invenção
A presente invenção se refere às embarcações denavegação marítima. Mais especificamente, a presenteinvenção se refere a uma embarcação tendo um caladovariável.
Antecedentes da Invenção
Os cascos das embarcações têm sido tradicionalmenteotimizados para uso, seja em águas rasas ou em águasprofundas. Por exemplo, para navegar em águas rasas, umcasco relativamente achatado é usado para maximizar odeslocamento e minimizar o calado. Por outro lado, asembarcações que operam em águas profundas freqüentementetêm os cascos no formato de ν que proporciona caladoprofundo para boa manutenção no mar.
Se uma embarcação é projetada para uso em águasrasas, a sua performance em águas profundas serácomprometida e vice-versa. Isso estimulou o desenvolvimentode embarcações com calado variável, as quais são projetadaspara operar bem tanto em águas rasas como em águasprofundas.
Como o nome infere, uma embarcação de caladovariável é capaz de variar seu calado para acomodarmudanças nas profundidades da água, ou exigências damissão. Uma embarcação de calado variável que é revelada naPatente US 6.877.450 B2 é capaz de reconfigurar a forma doseu casco para mudar o calado. A embarcação inclui um cascoachatado, central que é acoplado a dois cascos laterais. 0casco central é verticalmente móvel em relação aos cascoslaterais para variar o calado.De acordo com a patente, o casco central pode serdeslocado acima ou abaixo da linha da água. Quando o cascocentral está acima da linha da água, toda a flutuação éprovida pelos cascos laterais, e a embarcação assume caladomáximo. Quando o casco central mergulha abaixo da linha daágua, ele contribui para a flutuação provida pelos cascoslaterais. Como conseqüência, o calado da embarcação éreduzido.
Embora as embarcações de calado variável representemum avanço em relação aos modelos de calado fixo,tradicionais, elas têm certas desvantagens. Por exemplo, asembarcações de calado variável com um casco central móvel,que são reveladas na Patente US 6.877.450 B2, não sãocapazes de variar o calado independentemente do cascocentral, a menos que a flutuação seja alterada através douso de tanques de lastro, etc. Isso limita a extensão naqual esse tipo de embarcação de calado variável pode serreconf igurada.
Sumário da Invenção
A presente invenção provê uma embarcação de caladovariável que evita algumas das desvantagens do estado datécnica.
Na modalidade ilustrativa, a embarcação tem um cascocentral que é acoplado a dois cascos laterais. Cada cascolateral tem dois membros. 0 casco central é verticalmentemóvel com relação aos cascos laterais e pelo menos um dosdois membros de cada casco lateral é verticalmente móvelcom relação ao outro membro de casco lateral. Em algumasmodalidades, os movimentos verticais do casco central e dosmembros de casco lateral são independentes entre si. Emoutras palavras, existem dois graus de liberdade em relaçãoao movimento vertical.
A embarcação é capaz de adotar qualquer uma de trêsformas ou configurações principais de casco incluindo: umaconfiguração de catamarã, uma configuração de barcaça, euma configuração AWATH. A embarcação é capaz dereconfigurar entre essas formas de casco enquanto em plenamarcha. A reconfiguração é realizada pelo movimentovertical do casco central e/ou dos membros de cascolateral. 0 calado da embarcação é diferente para cada umadessas três fases primárias de casco.
Essa independência de movimento entre o cascocentral e os membros de casco lateral é particularmentevantajosa para configurações tais como SWATH, por razõesque são explicadas posteriormente nesse relatóriodescritivo.
Descrição Resumida dos Desenhos
A Figura 1 ilustra um diagrama simplificado de umaembarcação de acordo com a modalidade ilustrativa dapresente invenção.
As Figuras 2A-2B ilustram uma modalidade dos cascoslaterais da embarcação da Figura 1, ilustra modalidades demecanismos para trasladar verticalmente os cascos lateraise o casco central, e ilustra diversas formas nas quais aembarcação da Figura 1 pode ser reconfigurada.
A Figura 3 ilustra uma primeira modalidadealternativa de um mecanismo para mover verticalmente ocasco central.
A Figura 4 ilustra uma primeira modalidadealternativa da estrutura dos cascos laterais.As Figuras 5A e 5B ilustram o calado da embarcaçãoda Figura 1 como uma função da posição relativa dos membrosde casco lateral.
A Figura 6A ilustra a embarcação da Figura 1 em umaconfiguração de catamarã.
A Figura 6B ilustra a embarcação da Figura 1 em umaconfiguração de barcaça.
A Figura 6C ilustra a embarcação da Figura 1 em umaconfiguração SWATH.
As Figuras 7A-7C ilustram a embarcação da Figura 1no processo de reconfiguração a partir da configuração decatamarã para a configuração de barcaça.
As Figuras 8A-8D ilustram a embarcação da Figura 1no processo de reconfiguração a partir de uma configuraçãode catamarã para a configuração de SWATH.
Descrição Detalhada
A modalidade ilustrativa da presente invenção é umaembarcação que adota qualquer uma de três configurações ouformas principais de casco. Essas formas principais decasco são: catamarã, barcaça, e SWATH. A embarcação é capazde reconfigurar entre essas configurações principaisenquanto em plena marcha.
A Figura 1 ilustra uma vista em perspectiva daembarcação 100 de acordo com a modalidade ilustrativa dapresente invenção. A embarcação 100 inclui cascos laterais102, suportes transversais 108, sala de controle 110, ecasco central 112. Suportes transversais 108 são acopladosrigidamente aos cascos laterais 102 para prover integridadeestrutural e estabilidade à embarcação 100. A sala decontrole 110 aloja o equipamento necessário para se pilotara embarcação 100.
Será entendido que a embarcação 100 inclui outroselementos, tal como um sistema de direção (por exemplo,motores, jatos de água, propulsores, etc.), rampas dedesdobramento, e semelhantes. Esses elementos não sãoilustrados ou descritos para se manter o foco nos elementosque são relacionados a um entendimento da presenteinvenção.
Cada casco lateral 102 compreende dois membros 104 e106, pelo menos um dos quais é móvel. Dependendo da formado casco da embarcação 100 (por exemplo, catamarã, barcaça,SWATH, etc.), qualquer um dos membros de casco lateral 104e 106, ou ambos, são parcialmente submersos, proporcionandoparte ou toda a flutuação exigida para a embarcação 100.
O casco central 112 é usado para transporte decarga, etc. Na modalidade ilustrativa, o casco central éacoplado de forma móvel aos cascos laterais 102 de tal modoque sua altura em relação à água é ajustável. Por exemplo,o casco central 112 pode ser erguido até uma posição ondeele fica substancialmente acima da linha da água, ouabaixado, de modo que pelo menos uma porção dele ficasubmersa.
A altura do casco central 112 é ajustável através douso de mecanismo de ajuste de altura 118. Na modalidade queé ilustrada na Figura 1, quatro mecanismos de ajuste dealtura 118 (apenas dois são visíveis na figura)compreendendo cabo de aço 12 0 e guincho 122 são usados paralevantar e abaixar o casco central.
Em algumas outras modalidades, outros tipos demecanismo de ajuste de altura, tais como macacos decorrente, meios hidráulicos, motores elétricos e cabos,engrenagens de pinhão e cremalheira, e semelhantes, sãousados (vide, por exemplo, Figuras 3 e 4). Aqueles versadosna técnica, após leitura dessa revelação, saberão comofazer e utilizar um mecanismo de ajuste de altura adequadopara mudar a altura do casco central 112.
Na modalidade ilustrativa, o casco central 112 éacoplado ao membro de casco lateral 106. Como conseqüência,a posição vertical do casco central 112 pode ser afetadaaté certo ponto pela posição do membro de casco lateral106. Porém, a inclusão de dois mecanismos de ajuste dealtura (por exemplo, mecanismos 118 para o casco central112 e um segundo mecanismo para mover pelo menos um dosmembros de casco lateral), de acordo com a modalidadeilustrativa da presente invenção, proporciona ao cascocentral, 112, certo grau de independência em relação aomembro de casco lateral 106. O significado dessacaracterística se tornará mais evidente posteriormentenesse relatório descritivo.
As Figuras, 2A a 2D, ilustram vistas de extremidadeda embarcação 100, mostrando o suporte transversal 108,membros de casco lateral 104 e 106, e casco central 112.Essas figuras ilustram uma primeira configuração exemplardos cascos laterais 102 (isto é, a estrutura e a relaçãoentre os elementos 104 e 106) e ilustram exemplarmente osmecanismos de ajuste de altura 118 e 224.
Em relação à estrutura dos cascos laterais 102, omembro de casco lateral 104 é fixo e o membro de cascolateral 106 é móvel por intermédio da ação de mecanismo deajuste de altura 224. Na modalidade ilustrada nas Figuras2Α a 2D, o mecanismo 224 é um acionador hidráulico.
O canal 226 é formado no membro de casco lateral104. O canal 226 recebe a longarina 230 do membro de cascolateral 106. A longarina 230 é alargada, em sua extremidadeinferior, definindo o pontão 232.
O mecanismo de ajuste de altura 118, o qual namodalidade que é ilustrada nas Figuras 2A a 2D é um arranjode cabo e guincho, ajusta a altura do casco central 112. Énotável que nessa modalidade, o mecanismo de ajuste dealtura 118 acopla o casco central 112 ao membro de cascolateral 106 por intermédio do cabo 120. Como conseqüência,o casco central 112 se desloca em resposta ao movimento domembro de casco lateral 106.
As Figuras 2A a 2D ilustram as várias formas nasquais os membros de casco lateral 104 e 106 e o cascocentral 112 podem ser deslocados para reconfigurar aembarcação 100 e alterar o seu calado. Deve ser entendidoque dentro da faixa de movimento do membro de casco lateralmóvel 106 e casco central 112, conforme determinado pelomecanismo de ajuste de altura, etc., esses elementos são,substancialmente, infinitamente ajustáveis.
De acordo agora com a questão de "reconfiguração", aFigura 2A ilustra os cascos laterais 102 em uma posição dereferência. Nessa posição de referência, a superfícieinferior 228 do membro de casco lateral 104 e a superfíciesuperior 234 do pontão 232 do membro de casco lateral 106estão em relação contígua ou quase contígua (em seguidareferida como o membro de casco lateral 106 estando"completamente retraído"). Em outras palavras, não existetranslação vertical do membro de casco lateral 106.A Figura 2B ilustra o membro de casco lateral 106 emum estado parcialmente estendido ou parcialmente trasladadoverticalmente, quando acionado pelo mecanismo 224. Impelidapara movimento pelo mecanismo 224, a longarina 23 0 deslizaatravés do canal 226, descansando em uma posição na qualela se estende parcialmente além da superfície inferior 228do membro de casco lateral 104. Devido ao acoplamento docasco central 112 e do membro de casco lateral 106, quandoo membro de casco lateral 106 é deslocado para baixo, ocasco central. 112 se desloca para cima.
A Figura 2C ilustra os cascos laterais 102 de voltana posição de referência. Essa figura ilustra movimentoindependente do casco central 112. Especificamente, aaltura do casco central 112 é reduzida (por intermédio domecanismo 118), enquanto que o membro de casco lateral 106não é estendido.
A Figura 2D ilustra o membro de casco lateral 106estendido (pelo mecanismo 224) como na Figura 2B. Alémdisso, o casco central 112 é erguido por intermédio domecanismo 118.
Desse modo, as Figuras 2A a 2D ilustram a forma naqual a embarcação 100 pode ser reconfigurada com base nosdois graus disponíveis de liberdade de movimento. A questãoda reconfiguração será descrita em detalhe adicionalposteriormente nesse relatório descritivo em conjunto comas Figuras 6A a 6C, 7A a 7C, e 8A a 8D. Além disso, arelação entre o calado da embarcação 100 e a posiçãorelativa dos membros de casco lateral 104 e 106 serádescrita em conjunto com as Figuras 5A e 5B.
Deve ser entendido que uma ampla variedade deconfigurações de casco lateral e de mecanismos de ajuste dealtura pode ser usada para implementar a presente invenção.As Figuras, 3 e 4, ilustram exemplos de mecanismosadicionais de ajuste de altura e uma configuraçãoalternativa dos membros de casco lateral 104 e 106. Essasfiguras ilustram a embarcação 100 a partir da mesma vistade extremidade que as Figuras 2A a 2D, mas em uma escalaampliada.
Na modalidade que é ilustrada na Figura 3, ediferente da modalidade que foi ilustrada nas Figuras 2A a2D, os mecanismos de ajuste de altura 118 e 224 sãoindependentes um do outro. Não obstante, a altura do cascocentral 112 é afetada pela posição vertical do membro decasco lateral 104. 0 mecanismo de ajuste de altura 118 éilustrado como um arranjo de cremalheira e pinhão (sistemade acionamento não ilustrado com a finalidade de clareza) eo mecanismo de ajuste de altura 224 é outra vez ilustradocomo um acionador hidráulico.
A Figura 4 ilustra uma modalidade alternativa decascos laterais 102. Nessa modalidade, o membro de cascolateral 104 é estreitado na região 440 e, então, é alargadodefinindo o pontão 442. Nessa modalidade, o membro de cascolateral móvel 106 se desloca para cima, ao contrário depara baixo, como na modalidade ilustrada nas Figuras 2A a2B. O membro de casco lateral 106 é acionado pelo mecanismode ajuste de altura 224, o qual é implementado como umarranjo de cremalheira e pinhão. Quando o membro de cascolateral 106 se desloca para cima, o casco central 112também é carregado para cima. A altura do casco central 112pode ser ajustada adicionalmente, no sentido para baixo,utilizando o mecanismo de ajuste de altura 118, outra vezilustrado como um arranjo de cremalheira e pinhão.
Em todas as modalidades que foram ilustradas, ocasco central 112 pode ser erguido bem acima da linha daágua e, também, pode ser pelo menos parcialmente submerso.Essa capacidade é importante em termos da habilidade daembarcação 100 reconfigurar em uma variedade deconfigurações.
A Figura 5A ilustra uma vista parcial de um cascolateral 102 e do casco central 112. A Figura ilustra ocasco lateral 102 na posição de referência, em que o membrode casco lateral 106 está completamente retraído. Comoilustrado na Figura, quando o casco lateral 102 está naposição de referência, e quando o casco central 112 estáacima da linha da água WL, uma porção, tanto do membro decasco lateral 104, como do membro de casco lateral 106,está abaixo da linha da água. Como será mais claro emconjunto com a descrição das Figuras 6A a 6C, 7A a 7C, e 8Aa 8D, isso permite que a embarcação 100 reconfigure paratrês formas de casco substancialmente diferentes semmudança na flutuação da embarcação (isto é, sem ter quemudar o lastro).
A Figura 5B ilustra a mesma vista que a Figura 5A,mas com o membro de casco lateral, 106, estendido. NaFigura 5B, o membro 106 é suficientemente estendido paraproporcionar toda a flutuação que é exigida pela embarcação100, de tal modo que o membro de casco lateral 104 estáacima da linha da água WL.
As Figuras 6A a 6C ilustram as três formasprincipais do casco ou configurações da embarcação 100(suporte transversal 108 é omitido nessas figuras paraclareza).
A Figura 6A ilustra a embarcação 100 em umaconfiguração de catamarã. Na configuração de catamarã,ambos os membros de casco lateral 104 e 106 estãoparcialmente abaixo da linha da água WL. O casco central112 está de certo modo acima da linha da água.
A Figura 6B ilustra a embarcação 100 na configuraçãode barcaça. Nessa configuração, o casco central 112 estáparcialmente submerso, de tal modo que substancialmentemenos flutuação é exigida a partir dos cascos laterais 102.
Como conseqüência, os cascos laterais 102 flutuam mais altona água e, na realidade, o membro de casco lateral 104 estácompletamente acima da linha da água WL enquanto que omembro de casco lateral 106 está apenas minimamentesubmerso. Em algumas modalidades (não ilustradas), o cascocentral 112 é acoplado aos cascos laterais 102 ou suportestransversais 108 de tal modo que toda a flutuação é providapelo casco central 112; isto é, os cascos laterais 102estão acima da linha da água.
A Figura 6C ilustra a embarcação 100 na configuraçãoSWATH. "SWATH" é um acrônimo para "casco duplo com áreapara hidroavião pequeno". Uma embarcação SWATH consiste emdois cascos inferiores ou pontões que são conectados a umcasco superior por intermédio de longarinas. Os cascosinferiores são submersos de tal modo que eles se deslocamabaixo da superfície da água. Os cascos inferioressubmersos não seguem o movimento da onda de superfície. Aslongarinas, que levantam o casco superior acima da água,têm uma pequena área de plano de água (isto é, a área emseção transversal na linha da água). Isso resulta eraperíodos naturais mais longos e mudanças de força deflutuação reduzida. Uma embarcação SWATH é tipicamentemuito mais estável em condições de alto mar do que oscascos convencionais do mesmo comprimento. Porém a vantagemde estabilidade da embarcação SWAHT se perde se as ondasentrarem em contato com o casco superior. Comoconseqüência, quanto maior a distância entre os cascosinferiores e o casco superior, mais alto o estado do mar noqual a embarcação SWATH pode manter operação estável.
No contexto da embarcação 100, e com referência àFigura 3D, o pontão 232 de cada membro de casco lateral 106funciona como um "casco inferior", coletivamente sendo o"casco duplo" mencionado acima. As longarinas 23 0 do membrode casco lateral 106, as quais são substancialmente maisestreitas do que o membro de casco lateral 104, servem comoas longarinas de área para hidroavião pequeno que sãomencionadas acima. 0 casco central 112 é o "cascosuperior".
Para estabilidade máxima e para operar no mais altopossível estado do mar para a embarcação 100, o membro decasco lateral 106 deve ser completamente estendido e ocasco central 112 deve ser erguido tão alto quanto possívelacima da linha da água WL.
As Figuras 7A a 7C ilustram a reconf iguração daembarcação 100 a partir de uma forma de casco de cataraarãpara uma forma de casco de barcaça.
A Figura 7A ilustra a embarcação 100 em umaconfiguração de catamarã, conforme apresentado previamentena Figura 6A. Para reconf igurar a forma de casco debarcaça, o casco central 112 é abaixado de sua posição decerto modo acima da linha de água WL para uma posiçãoparcialmente submersa. Não há movimento dos membros decasco lateral 104 e 106 em relação um ao outro; isto é, ocasco lateral 102 está na posição de referência (isto é, omembro de casco lateral 106 permanece retraído).
A Figura 7B ilustra a embarcação 100 quando elareconfigura, em que a superfície inferior do casco central112 apenas tocou a água. No contexto do mecanismo de ajustede altura, baseado em guincho 118, o cabo adicional 120 édescarregado para abaixar o casco central 112 em direção àlinha da água WL. A Figura 7C ilustra a embarcação 100completamente reconfigurada para uma forma de casco debarcaça, em que o membro de casco lateral 106 e o cascocentral 112 estão ambos proporcionando flutuação, e aembarcação 100 exibe uma quantidade de calado relativamentepequena.
As Figuras 8A a 8D ilustram a reconf iguração daembarcação 100 a partir de uma forma de casco de catamarãpara uma forma de casco SWATH. A Figura 8A ilustra a formade casco de catamarã, em que os cascos laterais 102 estãona posição de referência e o casco central 112 está decerto modo acima da linha da água WL. A Figura 8D ilustra aforma de casco SWATH. As Figuras 8B e 8C ilustramconfigurações intermediárias durante o processo dereconfigurar a partir da forma de casco de catamarã para aforma de casco SWATH.
Com referência agora à Figura 8B, a embarcação 100 éilustrada em uma primeira configuração intermediária em queo membro de casco lateral 106 foi estendido de tal modo queele proporciona substancialmente toda a flutuação para aembarcação 100; o membro de casco lateral 104 estáexatamente acima da linha da água WL. Nesse ponto, aembarcação 100 exibe os cascos inferiores submersos(pontões 232) e longarinas de hidroavião pequeno(longarinas 23 0) de uma configuração SWATH. Observar que emvirtude do acoplamento do casco central 112 com o membro decasco lateral 106, o casco central se desloca na direçãodesejada (isto é, para cima) para operação em condições dealto-mar.
A Figura 8C ilustra uma segunda configuraçãointermediária da embarcação 100 em que a altura do membrode casco lateral 104 acima da linha da água WL é aumentada.
Isso é realizado mediante extensão adicional dos membros decasco lateral 106. É notável que, como toda a flutuaçãoestava sendo provida pelo membro de casco lateral 106, naconfiguração mostrada na Figura 8B, estender ainda mais omembro de casco lateral não afetará o calado. 0 resultado éque o membro de casco lateral 104 se desloca bem acima dalinha da água WL. Embora o calado da embarcação 100 nãomude entre a configuração das Figuras 8B e 8C, a altura docasco central 112 acima da linha da água WL não obstanteaumenta. Isso é uma conseqüência da translação verticaladicional do membro de casco lateral 106 (para esse arranjoespecífico).
Para mudar da segunda configuração intermediária,conforme ilustrado na Figura 8C, para a configuração deSWATH que é ilustrada na Figura 3D, o casco central 112 éerguido; não há mudança nos membros de casco lateral 104 e106. Devido à distância relativamente grande entre a parteinferior do casco central 112 e a linha da água WL, aembarcação 100 pode operar em estados de alto-mar quandoela é configurada como na Figura 8D. Isso é uma vantagem dese erguer o casco central 112 independentemente de qualquermovimento do membro de casco lateral 106.
Retornando à modalidade que é ilustrada na Figura 4,será considerado agora que o formato do membro de cascolateral 104 (isto é, região estreitada 440 e pontão 442)suporta uma configuração SWATH. Especificamente, foirevelado em conjunto com as Figuras 5A e 5B que a flutuaçãoda embarcação 100 é determinada de modo que quando oscascos laterais 102 estão completamente retraídos, umaporção de ambos os membros de casco lateral 104 e 106 estásubmersa. Desse modo, para colocar a embarcação 100 daFigura 4 em um modo SWATH, o membro de casco lateral 106 éerguido por intermédio do mecanismo 224. Quando issoocorre, a embarcação 100 assume mais calado, de tal modoque a linha da água fica compreendida dentro da região deárea de plano de água pequeno 44 0, enquanto que os pontões442 estão submersos. Uma vez que ajuste independente docasco central 112 por intermédio do mecanismo 118 podeapenas diminuir a altura do casco central 112, sua alturanão é ajustada independentemente.
Deve ser entendido que as modalidades descritasacima são apenas ilustrativas da presente invenção e quemuitas variações das modalidades descritas acima podem serconcebidas para aqueles versados na técnica sem se afastardo escopo da invenção. Por exemplo, nesse relatóriodescritivo, vários detalhes específicos são providos paraproporcionar uma descrição completa e o entendimento dasmodalidades ilustrativas da presente invenção. Aquelesversados na técnica reconhecerão, contudo, que a invençãopode ser praticada sem um ou mais desses detalhes, ou comoutros métodos, materiais, componentes, etc.
Além disso, em algumas instâncias, estruturas,materiais ou operações bem conhecidos não são mostrados oudescritos em detalhe para evitar obscurecer os aspectos dasmodalidades ilustrativas. Entende-se que as váriasmodalidades mostradas nas figuras são ilustrativas e nãosão, necessariamente, traçadas em escala. Referência aolongo do relatório descrito a "uma modalidade" ou "umasmodalidades" ou "algumas modalidades" significa que umrecurso, estrutura, material ou característica específicadescrita em conexão com a modalidade(s) é incluída em pelomenos uma modalidade da presente invenção, mas nãonecessariamente em todas as modalidades. Conseqüentemente,os surgimentos das frases "em uma modalidade", "namodalidade", ou "em algumas modalidades" em vários locaisao longo do relatório descritivo, não estão todas,necessariamente, se referindo à mesma modalidade. Alémdisso, os recursos, estruturas, materiais oucaracterísticas específicas podem ser combinados emqualquer forma adequada em uma ou mais modalidades.
Pretende-se, portanto, que tais variações sejam incluídasno escopo das reivindicações a seguir e de seusequivalentes.

Claims (20)

1. Embarcação caracterizada por compreender:um casco central; eum primeiro casco lateral, em que o casco central éacoplado ao primeiro casco lateral, e em que o primeirocasco lateral compreende um primeiro membro e um segundomembro, e em que o casco central e o primeiro casco lateralsão ainda configurados de tal modo que:(i) o casco central é verticalmente móvel em relaçãoao primeiro casco lateral;(ii) o segundo membro é verticalmente móvel comrelação ao primeiro membro; e(iii) o casco central é verticalmente móvelindependentemente do movimento vertical do segundo membro.
2. Embarcação, de acordo com a reivindicação 1,caracterizada por compreender ainda um segundo cascolateral, em que o casco central é acoplado ao segundo cascolateral, e em que o segundo casco lateral compreende umprimeiro membro e um segundo membro, e em que o cascocentral e o segundo casco lateral são ainda configurados detal modo que:(i) o casco central é verticalmente móvel em relaçãoao segundo casco lateral;(ii) o segundo membro do segundo casco lateral éverticalmente móvel com relação ao primeiro membro dosegundo casco lateral; e(iii) o casco central é verticalmente móvelindependentemente do movimento vertical do primeiro membroe do segundo casco lateral.
3. Embarcação, de acordo com a reivindicação 1,caracterizada por compreender ainda um mecanismo de ajustede altura para ajustar a altura do casco central.
4. Embarcação, de acordo com a reivindicação 1,caracterizada por compreender ainda um mecanismo de ajustede altura para mover verticalmente o segundo membro doprimeiro casco lateral em relação ao primeiro membro doprimeiro casco lateral.
5. Embarcação, de acordo com a reivindicação 1,caracterizada pelo fato de que em uma configuração decatamarã:(i) o primeiro membro e o segundo membro estão emuma posição de referência na qual o segundo membro não édeslocado para longe do primeiro membro;(ii) o primeiro membro está parcialmente abaixo dalinha da água;(iii) o segundo membro está parcialmente abaixo dalinha da água, em que o segundo membro desloca um primeirovolume de água; e(iv) o casco central está em uma primeira alturaacima da linha da água.
6. Embarcação, de acordo com a reivindicação 5,caracterizada pelo fato de que, em uma configuração debarcaça:(i) o primeiro membro e o segundo membro estão naposição de referência;(ii) o primeiro membro está acima da linha da água;(iii) o casco central está parcialmente abaixo dalinha da água.
7. Embarcação, de acordo com a reivindicação 6,caracterizada adicionalmente pelo fato de que, naconfiguração de barcaça:(iv) o segundo membro está parcialmente abaixo dalinha da água;(ν) o segundo membro desloca um segundo volume deágua; e(vi) o segundo volume é menos volume do que oprimeiro volume.
8. Embarcação, de acordo com a reivindicação 5,caracterizada pelo fato de que a flutuação da embarcação éidêntica na configuração de barcaça e na configuração decatamarã.
9. Embarcação, de acordo com a reivindicação 5,caracterizada pelo fato de que em uma configuração SWATH:(i) o segundo membro é verticalmente estendido emrelação ao primeiro membro;(ii) o primeiro membro está acima da linha da água;(iii) o segundo membro está parcialmente abaixo dalinha da água, e em que o segundo membro desloca um segundovolume de água, e adicionalmente em que o segundo volume émaior do que o primeiro volume; e(iv) o casco central está em uma segunda alturaacima da linha da água, em que a segunda altura é maior deque primeira altura.
10. Embarcação, de acordo com a reivindicação 9,caracterizada pelo fato de que a flutuação da barcaça é amesma na configuração SWATH e na configuração catamarã.
11. Embarcação caracterizada por compreender:um casco central; edois cascos laterais, em que o casco central éacoplado de forma móvel aos cascos laterais, e em que cadacasco lateral compreende um primeiro membro e um segundomembro, e adicionalmente em que o segundo membro éverticalmente móvel com relação ao segundo membro, em que:o casco central, o primeiro membro, e o segundomembro são configurados de tal modo que uma altura do cascocentral acima da linha da água é variável independentementedo movimento do segundo membro.
12. Embarcação, de acordo com a reivindicação 11,caracterizada pelo fato de que a flutuação da embarcação éconstante.
13. Embarcação, de acordo com a reivindicação 11,caracterizada pelo fato de que o casco central, o primeiromembro, e o segundo membro são configurados de modo que ocalado da embarcação é variável enquanto o casco central émantido a uma distância constante acima da linha da água.
14. Embarcação, de acordo com a reivindicação 11,caracterizada pelo fato de que o casco central, o primeiromembro, e o segundo membro são configurados de tal modo quea embarcação é reconfigurável entre uma configuração SWATH,uma configuração de catamarã, e uma configuração debarcaça.
15. Método para operar uma embarcação, o métodocaracterizado por compreender:manter a flutuação constante; edas duas pelo menos uma:(a) trasladar verticalmente pelo menos um primeiromembro de casco lateral em relação a um segundo membro decasco lateral, em que:(i) em uma posição não-trasladada de referência,ambos, os primeiro e segundo membros de casco lateral estãoparcialmente abaixo de uma linha da água;(ii) em uma posição trasladada, o membro de cascolateral está acima da linha da água e o segundo membro decasco lateral está parcialmente abaixo da linha da água; e(b) trasladar verticalmente um casco central emrelação aos primeiro e segundo membros de casco lateral.
16. Método, de acordo com a reivindicação 15,caracterizado pelo fato de que ao reconfigurar umaconfiguração de catamarã para uma configuração SWATH, oprimeiro membro de casco lateral é deslocado verticalmenteem relação ao segundo membro de casco lateral e o cascocentral é deslocado verticalmente para cima.
17. Método, de acordo com a reivindicação 15,caracterizado pelo fato de que ao reconfigurar umaconfiguração de catamarã para uma configuração de barcaça,o casco central é deslocado verticalmente a partir de umaprimeira posição acima da linha da água para uma segundaposição parcialmente abaixo da linha da água, mas oprimeiro membro de casco lateral não é deslocado em relaçãoao segundo membro de casco lateral.
18. Método, de acordo com a reivindicação 15,caracterizado por compreender ainda a mudança do caladomediante deslocamento vertical do primeiro membro de cascolateral entre a posição de referência e a posiçãotrasladada.
19. Método, de acordo com a reivindicação 15,caracterizado por compreender ainda a mudança do caladomediante translação vertical do casco central a partir deuma posição acima da linha da água para uma posição na qualele está pelo menos parcialmente abaixo da linha da água.
20. Método, de acordo com a reivindicação 15,caracterizado por compreender ainda trasladar verticalmenteo primeiro membro de casco lateral enquanto mantém o cascocentral em uma altura constante acima da linha da água.
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