BRPI0614476A2 - sementes de canola amarela de baixo teor de fibras compreendendo alto teor oléico, baixo teor de óleo linolênico - Google Patents

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John P Raney
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Abstract

SEMENTES DE CANOLA AMARELA DE BAIXO TEOR DE FIBRAS COMPREENDENDO ALTO TEOR OLéICO, BAIXO TEOR DE óLEO LINOLENICO. A presente invenção refere-se a canola de semente amarela, de baixo teor de fibras, e farinha grossa de canola e ração animal relacionadas. O óleo produzido a partir desta semente tem no mínimo 68% de ácido oléico e não mais de 3% de ácido linolênico, relativamente aos ácidos graxos totais no óleo. Também são proporcionadas linhagens de canola específicas apresen- tando estas características. Até o momento não foi proporcionada semente de canola oferecendo as vantagens combinadas de excelente óleo junto com fari- nha grossa de alta qualidade.

Description

Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "SEMENTES DECANOLA AMARELA DE BAIXO TEOR DE FIBRAS COMPREENDENDO ALTO TEOR OLÉICO, BAIXO TEOR DE ÓLEO LINOLÊNICO".
ANTECEDENTES DA INVENÇÃO
Canola é uma colheita de óleo importante. O óleo de canola é con-siderado um óleo comestível superior devido a seus baixos níveis de ácidosgraxos saturados. "Canola" se refere a semente de colza (Brassica spp.) quetem um teor de ácido erúcico (C22:1) de no máximo 2 por cento em peso (com-parado com o teor de ácidos graxos totais de uma semente) e que produz (de-pois de trituração) uma farinha grossa secada ao ar contendo menos de 30 mi-cromoles (μηιol) de glucosinolatos por grama de farinha grossa desengordurada(sem óleo). Estes tipos de semente de colza são diferenciados por sua comes-tibilidade em comparação com variedades mais tradicionais das espécies.
Óleo de canola regular (extraído de variedades de sementes decolza naturais e comerciais anteriores) tem teor relativamente elevado (8% a10%) de ácido α-linolênico (Cie:3) (ALA). Este ácido graxo é instável e facilmen-te oxidado durante o cozimento, o qual por sua vez cria sabores impróprios doóleo. Também desenvolve odores impróprios e aromas rançosos durante o ar-mazenamento.
É de conhecimento geral que a redução do nível do teor de a-linolênico por hidrogenação aumenta a estabilidade oxidativa do óleo. Hidroge-nação é usada rotineiramente para reduzir o teor de poliinsaturados de óleosvegetais. A indústria de alimentos tem usado hidrogenação para aumentar oponto de fusão de óleos vegetais, levando à criação de produtos à base de óleocom texturas similares a manteiga, banha de porco e sebo. Durante hidrogena-ção, são comumente produzidos trans isômeros de ácidos graxos insaturados.No entanto, as propriedades nutricionais de ácidos graxos trans simula ácidosgraxos saturados, deste modo reduzindo a desejabilidade global de óleos hi-drogenados.
O desenvolvimento do óleo NATREON (uma marca registrada daDow AgroSciences) criou um óleo de canola ainda mais saudável e aumentou aestabilidade oxidativa do óleo. Sementes NEXERA são relacionadsa. Óleo decanola NATREON tipicamente tem mais de 70% de ácido oléico (C18:1) e me-nos de 3% de ácido linolênico (C18:3). Foi demostrado que os efeitos dietéticosde alto teor oléico e baixo teor linolênico têm efeitos dramáticos sobre a saúdereduzindo as lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e têm pouco ou nenhumefeito adverso nas lipoproteínas de alta densidade. As lipoproteínas de baixadensidade mediam a deposição de colesterol nos vasos sangüíneos levando aarterosclerose e doença cardíaca coronária. As Patentes dos Estados UnidosN2s 6.489.543 (SV095-08); 6.433.254 (Nex 705); 6.455.763 (S010); e 6.444.879(1709) se referem a variedades de canola de alto teor oléico agronomicamentesuperiores. As Patentes dos Estados Unidos N- 5.965.755 e 6.169.190(AG019) se referem a óleo de canola de alto teor oléico e baixo teor de ácidolinolênico.
Embora a farinha grossa de semente de colza tenha teor de proteí-na relativamente elevado, seu alto teor de fibras reduz sua digestibilidade e seuvalor como uma ração animal. Comparada com a farinha grossa de soja, a fari-nha grossa de canola regular contém maiores valores de fibras dietéticas. Devi-do a seu alto teor de fibras dietéticas, a farinha grossa de canola tem cerca de20% menos energia metabolizável (ME) do que a farinha grossa de soja. Emconseqüência, o valor da farinha grossa permaneceu baixo em relação á outrasfarinhas grossas de sementes oleaginosas tais como farinha grossa de soja.Rakow (2004a) reporta que a farinha grossa de canola é vendida por cerca de60 a 70% do preço da farinha grossa de soja principalmente devido ao alto teorde fibras da farinha grossa de canola (cerca de 12% de fibra bruta) comparadacom farinha grossa de soja (cerca de 4% de fibra bruta), a qual reduz seu valoralimentar particularmente em rações para porcos e aves domésticas. A farinhagrossa de canola contém aproximadamente 36 a 38% de proteína bruta aopasso que a farinha grossa de soja contém 48% no estado em que es encontra.Além disso, a presença de glucosinolatos reduz o valor de uma farinha grossade canola devido aos efeitos nocivos que estes compostos têm sobre o cresci-mento e a reprodução do gado.
Em canola, a maior parte da seleção genética até o momento temsido focalizado no teor de óleo e nas características agronômicas. A melhora daqualidade da farinha grossa em canola de Brassica napus deve se focalizar noaumento do teor de energia metabolizável (ME) da farinha grossa de modo atorná-la mais competitiva com outros alimentos de alto teor de proteína tais co-mo farinha grossa de soja em rações para animais monogástricos. A reduçãonos níveis de fibras aumentaria o valor nutritivo da farinha grossa de canolaelevando a proporção de proteína e ME.
Foi visto que canola com cascas das sementes amarelas têm cas-cas mais finas e portanto menos fibra e mais óleo e proteína do que variedadescom cascas das sementes de cor escura. A cor do revestimento das sementesé geralmente dividida em duas classes principais, amarelo ou preto (ou marromescuro), embora também sejam observados tons variáveis destas cores, taiscomo marrom-avermelhado e marrom-amarelado. A cor do revestimento dassementes em semente de colza pode ser diferente dependendo da espécie eda variedade de Brassica em particular. Variedades de semente de colza desemente amarela são comuns em países Asiáticos, e na China, há uma abun-dância de cultivares de semente amarela em produção, particularmente nasvariedades B. juncea e B. rapa.
Stringam ei ai (1974) reportaram que sementes amarelas de B.rapa tiveram maior teor de óleo, maior teor de proteína, e menor teor de fibra doque sementes marrons. Bell & Shires (1982) estudaram a composição de cas-cas de semente de canola amarela e marrom e compararam sua digestibilidadepor porcos. As cascas marrons contiveram mais fibra e lignina. Shirzadegan &Robbelen (1985) reportaram um teor médio 2,6% maior de óleo e proteína emsementes marrons versus pretas, e uma redução de 3% nos teores de fibras ecascas de sementes amarelas e marrons comparadas com formas de sementespretas comuns.
Bell (1995) observaram que farinha grossa de canola tinha alta qua-lidade nutricional mas a presença de cascas na farinha grossa reduziu os níveisde energia disponível e proteína, bem como aminoácidos e minerais. O valornutricional da farinha grossa de canola pode ser aprimorado reduzindo os teo-res de fibras e/ou cascas, levando a maior digestibilidade de proteína e amino-ácidos disponíveis. O desenvolvimento de variedades de semente amarela commenos casca é oferecido como uma possibilidade para aumentar o valor ali-mentar da farinha grossa de canola.
Simbaya etal. (1995) compararam farinhas grossas de sementeamarela de B. napus, B. juncea, e B. rapa com canola de semente marrom. Emmédia, amostras de semente amarela tiveram maior teor de proteína e menorteor de fibras dietéticas (e lignina).
Getinet & Rakow (1997) estudaram os padrões de hereditariedadede repressão da pigmentação da casca da semente em B. carinata. Slominskiet al. (1999) compararam o valor nutritivo para frangos a serem grelhados ali-mentados com farinhas grossas derivadas destas linhagens/variedades.
Por mais de 20 anos, Agriculture and Agri-Food Canada (AAFC)-Saskatoon conduziram pesquisa para o desenvolvimento de B. napus de se-mente amarela e produziram diferentes fontes de idioplasma de B. napus desemente amarela (Rashid etal. 1994; Rashid & Rakow 1995; Rakow etal. 1999a & b; e Relf-Eckstein et al. 2003), o último dos quais compara YN97-262 e trêsoutras linhagens de semente amarela para 46A65.
Rashid etal. (1994) se referem a um esquema de cruzamento inte-respecífico usado para desenvolver B. napus de semente amarela (com traçostais como aprimorada fertilidade). Rakow et al. (1999a) observa que em B. na-pus não ocorrem tipos de semente amarela naturalmente; todos foram desen-volvidos através de hibridizações interespecíficas com B. napus, B. juncea, eB. rapa em várias combinações de cruzamento. Linhagens anteriores tiverammenor teor de óleo do que linhagens de semente preta (atribuídas a baixo de-senvolvimento de embriões), tiveram baixa produção, e foram altamente susce-tíveis a caruncho (Leptosphaeria maculans). Rakow et al. (1999b) se referem auma nova fonte "muito necessária" de B. napus de semente amarela, a qual foidesenvolvida a partir de cruzamentos interespecíficos entre WESTAR de se-mente preta e B. juncea e B. carinata de semente amarela. Foi reportado queas linhagens de semente amarela obtidas deste modo têm baixo teor de ácidoerúcico, baixo teor de glucosinolatos, 60 a 65% de ácido oléico, 18 a 20% deácido linoléico, e 7 a 9% de ácido linolênico.Rakow (2004b) reporta que sementes oleaginosas de Brassica desementes amarelas têm níveis de fibras de farinha grossa significativamentereduzidos e teor de óleo de semente aumentado, comparadas com formas desementes pretas ou marrons. Esta referência discute os resultados de um rela-tório de dezembro de 2003 onde a linhagem de sementes amarelas YN01 -429foi comparada com 46A65 de sementes pretas. Os resultados são como se se-gue:
Tabela 1
<table>table see original document page 6</column></row><table>
Esta referência também reporta uma demanda crescente de óleosvegetais de alto teor oléico/de baixo teor de ácido linolênico, termoestáveis, debaixo teor de ácido graxo trans para aplicações de frigimento. Esta referênciareporta um desejo de reduzir o teor de fibras e o teor de glucosinolato para au-mentar o valor nutricional global da farinha grossa de canola para satisfazeruma demanda crescente de fontes de farinha grossa de alto teor de proteína àbase de plantas para a indústria alimentar. Esta referência reporta adicional-mente que foram desenvolvidas linhagens de idioplasma com baixo teor degordura saturada total (4,5 a 5,0%), baixo teor de glucosinolato total (< 3pmoles/grama de semente), alto peso da semente (> 3 gramas/100 sementes)e resistência a doença em formas de B. napus de semente amarela, e que futu-ras metas incluem continuar a aumentar os referidos grupos genéticos, e au-mentar o teor de proteína da farinha grossa e o tamanho das sementes.
Rakow & Raney (2003) observam que o óleo da semente de colza(canola) tem alto teor de ácido oléico e ácidos graxos poliinsaturados essenci-ais, e que aprimoramentos da qualidade do óleo adiconais incluiriam o desen-volvimento de variedades de teor muito elevado de ácido oléico/baixo teor deácido linolênico (HOLL) para uso em aplicações de frigimento, e a criação deóleos saturados de teor de gordura baixo e muito baixo (zero). De acordo comesta referência, os aprimoramentos da qualidade da farinha grossa se focaliza-rão sobre reduções de fibras (especialmente lignina) através da criação dasformas de B. napus de semente amarela. A redução ou eliminação de glucosi-nolatos é listada como uma meta de reprodução adicional. Esta referência ob-serva adicionalmente que novas colheitas de sementes oleaginosas de Brassi-ca, tais como B. juncea e B. carinata, estão em desenvolvimento, mas é obser-vado que cada espécie tem desafios de qualidade de óleo de semente e farinhagrossa específicos que precisam ser tratados, inclusive modificação de compo-sições de ácido graxo para melhorar a qualidade do óleo.
Níveis de óleo e níveis de proteína aprimorados são objetivos pri-mários de programas de reprodução de semente de colza. Portanto, é desejá-vel a introdução de um traço de casca de semente amarela em variedades decanola, no interesse de proporcionar aprimoramentos tanto nos níveis de óleoquanto de proteína das sementes. No entanto, a integração de genes contro-lando a pigmentação das sementes a partir de espécies de Brassica relaciona-das em variedades de sementes oleaginosas de Brassica valiosas, tais comovariedades de canola, é complicada pelo fato de que múltiplos alelos recessivosestão envolvidos na herança de cascas das sementes amarelas em linhagensde semente amarela atualmente disponíveis. O encrespamento da vagem tam-bém é um problema comum devido a pareamento de cromossoma insatisfatórioquando a cor de semente amarela é introgressada de outras espécies de Bras-sica, tais como juncea e carinata.
As Patentes dos Estados Unidos N- 6.547.711 e 6.380.466 se refe-rem a semente de colza tendo uma casca de semente amarela controlada poruma mutação de único lócus. A Patente Européia No. EP 1 031 577 se refere auma planta de Brassica transformada com um gene de casca de sementetransparente.
Até o momento não foi obtido o desenvolvimento, e vantagens po-tenciais, de canola de semente amarela combinada com tendo alguns perfis deóleos benéficos.
BREVE SUMÁRIO DA INVENÇÃO
A presente invenção proporciona canola de semente amarela quepode ser usado para produzir não somente óleo tendo perfis de ácido graxovantajosos (mais de 68% de ácido oléico, em peso,e menos de 3% de ácidolinolênico, em relação aos ácidos graxos totais) mas também farinha grossaaltamente nutrititiva para animais tais como frango. A semente de canola dapresente invenção oferece a combinação altamente vantajosa de óleo saudável(para a indústria do cozimento e semelhantes) junto com ração animal de altoteor de proteína, baixo teor de fibras. Esta combinação até o momento não temestado disponível a partir de um único tipo de semente.
DESCRIÇÃO DETALHADA DA INVENÇÃO
Óleo de canola se refere a óleo extraído de variedades comerciaisde semente de colza. Para produzir óleo de canola, a semente é tipicamenteclassificada e combinada em elevadores de grãos para produzir um produtoaceitavelmente uniforme. A semente combinada é em seguida triturada, o óleoé tipicam ente extraído com hexano, e em seguida refinado. O óleo resultante éem seguida vendido para uso. O teor de óleo é tipicamente medido como per-centagem da semente seca total e é característico de diferentes variedades decanola. (O teor de óleo pode ser determinado usando várias técnicas analíticastais como RMN, NIR, e extração de Soxhlet.) A percentagem de ácidos graxostotais é tipicamente determinada extraindo uma amostra de óleo de sementeproduzindo os ésteres metílicos de ácidos graxos presentes nesta amostra deóleo, e analisando as proporções dos vários ácidos graxos na amostra usandocromatografia gasosa. A composição de ácido graxo também pode ser uma ca-racterística peculiar de uma variedade.
Apesar do óleo de canola, em geral, ter sido reconhecido como umóleo muito saudável, o componente de farinha grossa da semente (que sobradepois de extrair o componente de óleo) é inferior a (e não economicamentecompetitivo com) farinha grossa de soja devido ao alto teor de fibras (e corres-pondente reduzido valor nutricional). Portanto, a presente invenção proporcionauma fonte altamente nutritiva e econômica de ração animal - farinha grossa decanola - a qual tem sido até o momento um subproduto de menor valor atual-mente. A presente invenção proporciona valor de recaptura a partir deste "sub-produto." Portanto, a presente invenção também preserva recursos valiosos.
A presente invenção se refere em parte a canola de semente ama-rela capaz de produzir óleo de canola tendo um perfil de óleo do tipo NATRE-ON. Conforme usado aqui, neste requerimento de patente, um perfil de óleo "dotipo NATREON" ou "semelhante ao NATREON" significa um teor de ácido oléi-co preferencialmente em uma faixa de 68 a 80%, 70 a 78%, 71 a 77%, e 72 a75% (mais preferencialmente), todos com um teor de alfa linolênico abaixo de3%. No entanto, a presente invenção não está limitada a sementes amarelasque produzem os óleos referidos, mas inclui óleo de semelhantes sementestendo um teor de ácido oléico maior do que 80%, por exemplo. Há muitos mo-dos conhecidos na técnica para medir o teor de ácido graxo referido. Métodosde medição preferenciais são discutidos aqui, neste requerimento de patente,particularmente nos Exemplos. Os óleos da presente invenção são naturalmen-te estáveis; eles não são artificialmente hidrogenados.
Portanto, a presente invenção inclui, em algumas modalidades,sementes de canola amarelas compreendendo uma fração de óleo e uma fra-ção de farinha grossa, a referida fração de óleo tendo um teor de ácido a-linolênico de 3% ou menos relativo ao teor de ácidos graxos totais das referidassementes, e um teor de ácido oléico de 68% ou mais relativo ao teor de ácidosgraxos totais das referidas sementes. Por definição, o teor de ácido erúcico(C22:1) também é de menos de 2 por cento em peso (comparado com o teor deácidos graxos totais de uma semente), e cada grama de farinha grossa desen-gordurada (livre de óleo) (depois de trituração e uma secagem ao ar) contémmenos de 30 micromoles (pmol) de glucosinolatos.
A cor amarela das sementes é importante porque corresponde acaracterísticas nutricionais aprimoradas do componente de farinha grossa obti-do depois da extração do óleo. Vários componentes aprimorados são discutidosem mais detalhes abaixo, tais como reduzida lignina, reduzidos fitatos, e açúca-res e amido aumentados.
A presente invenção agora proporciona, pela primeira vez, canolade semente amarela de baixo teor de fibras que também proporciona um óleosuperior de alto teor oléico e baixo teor linolênico. Além disso, a presente in-venção surprendentemtente proporciona adicionalmente estes traços em com-binação com outros traços valiosos (tais como excelente produção, alto teor deproteína, e alto teor de óleo (além de qualidade). Geralmente, as sementes a-marelas da presente invenção têm uma casca das sementes consideravelmen-te mais delgada do que as cascas pretas e marrons. A casca de semente maisdelgada resulta em um teor de fibra reduzido na farinha grossa e um aumentoassociado no teor de óleo e proteína das sementes comparado com níveisnormais de óleo e proteína. Os genótipos de semente amarela em questão ge-ralmente têm maiores concentrações de óleo e proteína em suas sementes.Além disso, quando produtos de proteína comestíveis são preparados a partirde farinha grossa de semente de colza a cor escura da semente preta é umproblema considerável. A casca de semente preta dá uma cor cinza desagra-dável a produtos de proteína preparados a partir de farinha grossa de sementede colza. Portanto a redução na cor da casca de semente da semente de colzada invenção aumenta a qualidade da proteína e aumenta a energia disponívelglobal proporcionada pelas farinhas grossas da presente invenção.
Não foram obtidas previamente linhagens de plantas capazes deproduzir perfis de óleos semelhantes a NATREON, combinadas com o traço desemente amarela e aprimoramentos associados na farinha grossa resultante.Portanto, a presente invenção proporciona vantajosamente não somente linha-gens de canola de semente amarela, porém linhagens de canola de sementeamarela tendo perfis de óleos semelhantes a NATREON benéficos. Adicional-mente surpreendente é que estes perfis de óleos benéficos podem ser obtidos,com sementes amarelas, enquanto proporcionando excelente produção, quali-dade protéica, e outras qualidades vantajosas.Portanto, a presente invenção proporciona, pela primeira vez, se-mentes de canola tendo dois componentes altamente úteis: um excelente com-ponente de óleo, e um componente de farinha grossa altamente nutricional. Vá-rios aspectos destes componentes são descritos em mais detalhes abaixo.
Em algumas modalidades específicas, a presente invenção propor-ciona variedades de Brassica napus de semente amarela tendo perfis óleo be-néficos (naturalmente estável (não hidrogenado) de alto teor de oléico, de baixoteor linolênico), em que algumas das variedades são selecionadas entre DN03-3743, DN03-3745, DN03-3746, DN03-3747, DN03-3748, DN03-3749, DN03-3744, e DN03-4169. As linhagens de canola da presente invenção foram estabi-lizadas para produzir sementes amarelas tendo um teor de ácido linolênico demenos de 3% e um teor de ácido oléico de 68% ou mais relativo ao teor de áci-dos graxos totais. De acordo com a presente invenção, pode ser produzida umgrupo de sementes de colza essencialmente uniforme. A semente referida podeser usada para produzir um campo de plantas de colza essencialmente unifor-mes.
Conforme mostrado aqui, neste requerimento de patente, estes sãoos requisitos mínimos para o óleo, e foram obtidos resultados ainda melhores.Por exemplo, em modalidades preferenciais, semente (da presente invenção)obtida de plantas (da presente invenção) produzem óleo tendo mais de 70%,mais de 71 %, mais de 71,5%, e mais de 72% (e em alguns casos, até 72,4% e72,7%) de ácido oléico, enquanto tendo teor de ácido linolênico de menos de2,4%, menos de 2%, menos de 1,9%, menos de 1,8%, e até 1,7%. Estes perfisde óleo benéficos foram obtidos enquanto retendo várias outras característicasvaliosas no componente de farinha grossa, conforme discutido acima e em maisdetalhes abaixo.
Ainda adicionalmente, foram obtidos óleos tendo estes perfis a par-tir de plantas tendo uma classificação da cor da semente de menos de 2, me-nos de 1, e tão baixa quanto 1. A menos que indicado de modo diverso, con-forme reportado aqui, neste requerimento de patente, a classificação da cordasemente ou "cor da semente" é geralmente classificada em uma escala de 1 a 5com base em sementes obtidas a partir de plantas saudáveis na ou prócimo àmaturidade completa da semente. "1" significa uma boa cor amarela. "2" signifi-ca essencialmente amarelo com algum marrom. "3" indica uma mistura de mar-rom e amarelo. "4" e "5" significam marrom e preto, respectivamente. Tambémsão proporcionados escores de índice de brancura (WI) na Tabela 2 e são des-critos em mais detalhes abaixo nos Exemplos. As linhagens parentais de se-mente amarela YN97-262 e 9592 têm escores de índice de brancura de -34,6 e-33,2, respectivamente, e escores de cor de semente de 1. As linhagens desemente preta NATREON, Nex 715 e Nex 705 têm escores de índice de bran-cura de -0,2 e -4,4, respectivamente, e escores de cor de semente de 4. Aslinhagens de comparação de semente preta 46A65 e Q2 têm escores de índicede brancura de 0,3 e -3,9, respectivamente, e escores de cor de semente de 5.
As 7 linhagens NATREON de semente amarela exemplificadas "DN03" têm es-cores de índice de brancura entre -22,6 e -36,2, e um escore de cor de semen-te de 1 a 2. Deste modo, aamarelidãodas sementes em questão também podeser descrita em termos de uma percentagem ou outra proporção comparadacom qualquer uma destas linhagens de controle ou de teste.<table>table see original document page 13</column></row><table><table>table see original document page 14</column></row><table><table>table see original document page 15</column></row><table>O componente de farinha grossa das sementes da presente inven-ção tem alto teor de proteína, baixo teor de fibras, baixo teor de lignina, baixoteor de glucosinolatos, baixo teor de fitatos, e/ou baixo teor de ésteres de áci-dos sinápicos (SAEs), por exemplo. Fibra insolúvel, lignina, glucosinolatos, fita-tos, e ésteres de ácidos sinápicos são antinutricionais e prejudicam a digestãode proteínas e aminoácidos. As plantas armazenam fósfoto sob a forma de fita-to, portanto fitato-fósforo não digerido em resíduo animal é uma importante pre-ocupação ambiental.
Os componentes de farinha grossa em questão e rações animaiscompreendendo os mesmos são especialmente bons para animais monogástri-cos tais como porcos e galinhas. Embora os sistemas digestivos de animaisruminantes (tais como gado) sejam convenientes para consumo e digestão defibras e fitato, estes animais não fazem uso do componente de proteína de altaqualidade da farinha grossa de canola porque as proteínas são rapidamenteusadas por bactérias do rume. Portanto, a redução dos componentes de fibras,fitato, e SAE da farinha grossa de canola em questão podem aumentar bastan-te o valor nutricional destas farinhas grossas para porcos, galinhas, e seme-lhantes.
Conforme discutido em mais detalhes nos Exemplos abaixo, as ce-pas de semente amarela da presente invenção têm boa produção e produzemsementes tendo teor muito menor de fibra detergente ácida (ADF), lignina de-tergente ácida (ADL), e fibra detergente neutra (NDF) comparadas com qual-quer uma das linhagens de "controle". Deve ser observado que qualquer umdos pontos de dados em qualquer uma das Tabelas apresentadas aqui, nesterequerimento de patente pode ser usado para definir plantas, sementes, e óleoda presente invenção. (Qualquer um dos números exemplificados pode ser u-sado como desfechos para definir faixas acima, abaixo, ou entre quaisquer dosnúmeros exemplificados.) Algumas destas faixas para características dos óleosforam discutidas acima. As mesmas também podem ser ilustradas por outrosfatores. As linhagens e sementes da presente invenção também podem ser de-finidas por combinações de semelhantes faixas. Por exemplo, as característicasdos óleos discutidos acima junto com níveis de fibras e níveis de fitato caracte-rísticos, por exemplo, podem ser usadas para definir linhagens e sementes dapresente invenção.
Outras combinações de semelhantes características também sãopossíveis. Por exemplo, o teor total combinado de óleo e proteína das semen-tes tarhbém é uma medida útil e uma característica única das sementes emquestão.
Como outro Exemplo mais específico, as oito linhagens "DN03" e-xemplificadas têm escores ADL de 1,0,1,2, 1,3, e 1,7. Vide a Tabela 2. Estesescores significam reduções de lignina de 81, 83, 84, 85, 86, e 71% (depen-dendo da variedade da presente invenção), comparadas com Nex 715. Ligninaé um componente especialmente importante das fibras para reduzir para raçãode animais monogástricos porque a lignina é completamente indigerível porsemelhantes animais. Portanto, a redução da lignina na fonte de farinha grossapode aumentar muito a energia metabolizável e o valor nutricional da farinhagrossa para os animais referidos.
Além disso, sementes preferenciais (e farinha grossa) da presenteinvenção, ao mesmo tempo que proporiconando óleo superior conforme discu-tido acima, também têm níveis muito desejavelmente baixos de glucosinolatos.Por exemplo, as concentrações de glucosinolato podem ser de menos de 13micromoles por grama, menos de 12,3, menos de 12,2, menos de 11,8, menosde 11,5, e tão pouco quanto 11,2 micromoles por grama (medido usando meto-dologia padrão a menos que indicado de modo diverso). Portanto, a presenteinvenção inclui sementes trituradas, em que as referidas sementes são semen-tes de Brassica napus, tendo um teor de glucosinolato médio (por gramas defarinha grossa) nas faixas especificadas acima.
As características de fitato também podem ser usadas para definirsementes, plantas, e linhagens ou variedades da presente invenção. Fitato paraDN03-3746, por exemplo, foi determinado como sendo 1,3%, que é menor doque todos os "controles" exceto por Nex 715. No entanto, Nex 715 é uma linha-gem de menor teor de óleo (mas é resistente a caruncho). Vide a Tabela 14,abaixo. Vide também a Tabela 2, a qual mosta cerca de 44,5% de óleo paraDN03-3746 e cerca de 42,8% de óleo para Nex 715.Além dos níveis de fibras e outros fatores discutidos acima, os valo-res da energia metabolizável podem ser relacionados com o teor de sacarose(e outro açúcar) na farinha grossa. A presente invenção proporciona variedadesde canola com alto teor de sacarose (e outro açúcar), com aprimorada energiametabolizável e portanto valor de farinha grossa. Por exemplo, DN03-3746 temum teor de sacarose de cerca de 12%, o qual é consideravelmente maior doque 46A65, Nex 705, Nex 715, e Nex 720. DN03-3746 tem um teor de glicosede cerca de 19%, o qual é consideravelmente maior do que Q2, 46A65, Nex705, Nex 715, Nex 710, e Nex 720. DN03-3746 também tem níveis de ramnose,fucose, arabinose-(6,1%) e manose (acima de 1,8%) que são maiores do queos para todos de Q2, 46A65, Nex 705, Nex 715, Nex 710, e Nex 720. Níveis degalactose para DN03-3746 de cerca de 4.7% também são maiores do que osde Nex 705, Nex 715, e Nex 710, e são comparáveis aos de Nex 720.
A proteína bruta para DN03-3746 (cerca de 51 %) também foi maiordo que a de Q2, 46A65, Nex 705, Nex 715, Nex 710, e Nex 720.
Combinado com estes aspectos do componente de farinha grossa,a presente invenção também inclui sementes em que a fração de óleo tem umteor de ácido α-linolênico entre 1,7% e cerca de 2,3% (ou menos desta faixa)relativo ao teor de ácidos graxos totais das referidas sementes. Além disso, ocomponente de óleo pode compreender ácido oléico a partir de cerca de 71,3%até cerca de 72,7% (ou superior). As sementes em questão são sementes ama-relas, tendo um escore de cor preferencialmente na faixa de cerca de 1 a cercade 2, com reduções correspondentes em fibras (inclusive lignina), glucosinola-tos, fitatos, e/ou SAE e semelhantes. Faixas preferenciais para estes compo-nentes da fração de farinha grossa são proporcionadas acima e alhures aqui,neste requerimento de patente.
Uma linhagem exemplificada da presente invenção (DN03-3746,por exemplo) produz sementes tendo um escore da cor da semente de 1, umescore do índice de brancura de cerca de -36,2, cerca de 44,5% de óleo total,um teor de óleo compreendendo cerca de 72% de ácido oléico e cerca de 1,8%de ácido linolênico, e um componente de farinha grossa tendo cerca de 8,2%de ADF, cerca de 1,2% de ADL1 cerca de 16,3% de NDF, cerca de 47% de pro-teína, e cerca de 1,3% de fitato. Nem todas estas características são necessá-rias para definir as linhagens e sementes da presente invenção, mas podem serusadas características adicionais para definir as linhagens e sementes da pre-sente invenção (tais como % de sacarose, AME, e etc.)· As principais caracte-rísticas são a casca da semente amarela e os perfis de óleo benéfico (alto teoroléico, baixo teor linolênico).
Várias combinações de traços também podem ser identificadas em,e são exemplificadas por, as linhagens DN04 ou "04" proporcionadas nos E-xemplos abaixo. Particularmente dignos de nota nestes Exemplos para estaslinhagens são a produção, a % de óleo, e os números da % de proteína, alémdo perfil de óleo e de reduzidos teores de fibras. Estas linhagens ilustram que apresente invenção pode ser usada para proporcionar e obter várias combina-ções novas e inesperadas de uma ampla variedade de características e traçosde canola benéficos.
Traços vantajosos das linhagens de Brassica napus em questãopodem ser transferidos para outros tipos de Brassica (através de reproduçãoconvencional e semelhantes), tais como Brassica rapa, com as plantas resul-tantes produzindo sementes tendo cascas das sementes amarelas e teor deóleo aumentado (teor de ácido oléico maior do que 68% e teor de ácido linolê-nico de menos de 3%). As farinhas grossas e sementes da presente invençãotêm um nível reduzido de fibras da semente e outras características relacionadas.
Portanto, a presente invenção trata uma necessidade para linha-gens de sementes de canola com teores aprimorados de óleo e de proteína útil,e teor de fibras reduzido. A invenção é dirigida a sementes de colza que têm acombinação benéfica de um teor de óleo superior junto com cascas das semen-tes amarelas. Há aspectos relacionados da presente invenção, tais como asplantas que produzem as referidas sementes de colza. A presente invençãoinclui não somente sementes amarelas de canola tendo perfis de óleo NATRE-ON, mas também plantas cultivadas ou produzidas de modo diverso a partir desemelhantes sementes, e culturas de tecidos de células regeneráveis das plan-tas de canola em questão. Também deve ser observado que as linhagens e-xemplificadas foram obtidas sem engenharia genética e sem mutagênese.
A presente invenção se refere de modo geral a qualquer planta decanola de semente amarela, ou à própria semente amarela, em que a sementetem perfis de óleo do tipo NATREON. Em algumas modalidades específicas,' apresente invenção é dirigida a linhagens específicas conforme descrito aqui,neste requerimento de patente. Foram depositadas sementes de duas linha-gens representativas. Como parte desta descberta, no mínimo 2500 sementesde DN03-3746 e DN03-4169 foram depositadas e tornadas disponíveis para opúblico sem restrição (mas sujeitas aos direitos de patente), com a AmericanType Culture Collection (ATCC), Rockvílle, Md. 20852. Os depósitos foram de-signados como ATCC Deposit N- PTA-6806 e PTA-6807, respectivamente,com uma data de depósito de 24 de junho de 2005. Os depósitos serão manti-dos sem restrição no depositário da ATCC, o qual é um depositário público, porum período de 30 anos, ou cinco anos depois da solicitação mais recente, oupela vida efetiva da patente, o que for mais longo, e serão substituídos se setornarem inviáveis durante este período.
A presente invenção inclui semente de quaisquer das variedadesde Brassica napus descritas aqui, neste requerimento de patente. A presenteinvenção também inclui plantas de Brassica napus produzidas por semelhanteseemente, bem como culturas de tecidos de células regeneráveis de semelhan-tes plantas. Também é incluída uma planta de Brassica napus regenerada apartir de semelhante cultura de tecido, particularmente onde a referida planta écapaz de expressar todas as propriedadeds morfológicas e fisiológicas de umavariedade exemplificada. As plantas de Brassica napus preferenciais da presen-te invenção têm as características importantes e/ou identificantes fisiológicas emorfológicas de uma planta cultivada a partir da semente depositada.
Esta invenção compreende adicionalmente progênie de semelhantesemente e semente possessando os traços de qualidade de interesse. Estainvenção incluí adicionalmente processos para fazer cruzamentos usando li-nhagens e/ou variedades da presente invenção como no mínimo uma planta deorigem da progênie das sementes descritas acima e óleo derivado das referidassementes.Por exemplo, a presente invenção inclui uma planta de Brassicanapus híbrida F1 tendo como uma ou ambas as planta de origem de qualqueruma das plantas exemplificadas aqui, neste requerimento de patente. Tambémdentro da presente invenção está semente de Brassica napus produzida porsemelhantes híbridos F1 da presente invenção. Esta invenção inclui um métodopara produzir uma semente de Brassica napus de híbrido F1 por cruzamento deuma planta exemplificada com uma planta de canola de origem endógama dife-rente e colhendo a semente híbrida resultante. A presente invenção inclui umaplanta exemplificada que é ou uma plantai de origem fêmea ou uma planta deorigem macho.
Os níveis e perfis de óleo e proteína exemplificados podem ser adi-cionalmente aprimorados por cruzamento das plantas da invenção com outraslinhagens tendo altos níveis de óleo e proteína. Igualmente, outras característi-cas podem ser aprimoradas por cuidadoso exame da planta de origem. As li-nhagens da presente invenção são benéficas para cruzar os traços de sementeamarela e perfil de óleo ideais em outras linhagens de colza ou canola. Estestraços podem agora ser transferidos para outras plantas dentro da mesma es-pécie por meio de técnicas de reprodução vegetal convencionais incluindo poli-nização por cruzamento e seleção da progênie. Além disso, os traços deseja-dos podem ser transferidos entre espécies usando as mesmas técnicas de re-produção vegetal convencionais envolvendo transferência de pólen e seleção.
Vide, por exemplo, Brassica crops and wildallies biology andbreeding, editadaporS. Tsunada etal., Japan Scientific Press, Tokyo (1980); Physiological Po-tentials for Yield Improvement oiAnnual Oil and Protein Crops, editada por Die-penbroek and Becker, Blackwell Wissenschafts-Verlag Berlin, Vienna (1995);Canola and Rapeseed, editada por F. Shahidi, Van Nostrand Reinhold, N.Y.(1990); e Breeding Oilseed Brassieas, editada por Labana et al., Narosa Publi-shing House, New Dehli (1993).
Tendo obtido e produzido linhagens representativas da presenteinvenção, os traços de óleo e cor da casca da semente amarela em questãopodem ser agora prontamente transferidos para outras plantas, incluindo espé-cie Brassiea eampestris, por meio de técnicas de reprodução de plantas con-vencionais e semelhantes. As técnicas convencionais referidas incluem polini-zação por cruzamento e seleção da progênie. As técnicas referidas podem serigualmente usadas para transferir o traço entre espécies. Variedadesde cam-pestris disponíveis comercialmente, por exemplo, incluem Tobin, Horizon, Colt,e semelhantes. Uma abordagem inclui, depois do cruzamento interespecífico,membros auto-polinizantes da geração Fi para produzir semente F2. Em segui-da pode ser conduzido retrocruzamento para obter linhagens apresentando otraço desejado. Adicionalmente, métodos de fusão de protoplastos e transplan-te nuclear podem ser usados para transferir o traço de uma espécie para outra.Vide, de modo geral, "Fusion of Higher Plant Protoplasts" por Albert W. Rue-sink, Methods in Enzymology, Vol. LVIII, Jakoby and Pastan. (eds). AcademicPress, Inc., New York, N.Y. (1979), e as referências citados nas mesmas; eCarlson et al. (1972), Proc. NatL Acad Sei. USA 69:2292.
A presente invenção inclui variedades de Brassica napus, bem co-mo variedades essencialmente derivadas que foram essencialmente derivadasde no mínimo uma das variedades exemplificadas. Além disso, a presente in-venção inclui uma planta de no mínimo uma das variedades exemplificadas,uma planta de uma variedade essencialmente derivada semelhante, e umaplanta de colza regenerada a partir de semelhantes plantas ou tecido (incluindopólen, sementes, e células) das mesmas.
Será prontamente evidente que, dada uma das variedades emquestão como um ponto de partida, os benefícios particulares proporcionadospor esta variedade podem ser manipulados em uma série de modos pelo pro-fissional versado sem se afastar do escopo da presente invenção. Por exemplo,o perfil de óleo de semente presente em uma variedade exemplificada pode sertransferido para outras variedades de Brassica napus agronomicamente dese-jáveis por meio de técnicas de reprodução de planta convencionais envolvendopolinização por cruzamento e seleção da progênie, por exemplo.
Podem ser selecionadas células de plantas que são capazes deregeneração tais como sementes, micrósporos, óvulos, pólen, partes vegetati-vas, particularmente micrósporos. Na maior parte, as células vegetais referidaspodem ser selecionadas entre qualquer variedade de Brassica, particularmenteaquelas tendo traços agronômicos desejados.
Técnicas de regeneração são conhecidas na área. Pode-se inicial-mente selecionar células capazes de regeneração (por exemplo, sementes,micrósporos, óvulos, pólen, partes vegetativas) de uma planta ou variedadeselecionada. Estes células podem ser submetidas opcionalmente a mutagêne-se. Uma planta é em seguida desenvolvida a partir das células usando técnicasde regeneração, fertilização, e/ou crescimento com base no tipo de células (ese elas são mutagenizadas). Técnicas de regeneração aplicáveis são de co-nhecimento daqueles versados na área; vide, por exemplo, Armstrong, C. L.,and Green1C. E., Planta 164:207-214 (1985); Duncan, D. R. et ai, Planta165:322-332 (1985); e, Close, K. R., and Ludeman, L. A., Plant Science52:81 -89(1987).
Semelhantes manipulações de plantas ou sementes, ou partes dasmesmas, podem levar à criação do que pode ser denominado variedades "es-sencialmente derivadas". A União Internacional para a Proteção de Novas Vari-edades de Plantas (UPOV, International Union forthe Protection ofNew Varie-ties of Plants) proporcionou a seguinte diretriz para determinar se uma varieda-de foi derivada essencialmente de uma variedade protegida:[A] variedade deve ser considerada como sendo essencialmente derivada deoutra variedade ("a variedade inicial") quando
(i) for predominantemente derivada da variedade inicial, ou de uma varieda-de que é a própria predominantemente derivada da variedade inicial, en-quanto conservando a expressão das características essenciais que resul-tam do genótipo ou combinação de genótipos da variedade inicial;
(ii) for claramente diferenciável da variedade inicial; e
(iii) exceto pelas diferenças as quais resultam do ato de derivação, combinacom a variedade inicial na expressão das características essenciais queresultam do genótipo ou combinação de genótipos da variedade inicial.
UPOV, Sixth Meeting with International Organizations, Genebra,Oct. 30,1992; documento preparado pelo Escritório da União (Office ofthe Uni-on).
Modalidades preferenciais da presente invenção incluem farinhasgrossas em que a referida farinha grossa compreende semente de canola emque a referida semente tem características de óleo e farinha grossa conformediscutido acima. A presente invenção inclui farinha grossa de canola com hexa-no extraído, secada ao ar tendo uma nova combinação de características con-forme discutido acima. A presente invenção inclui farinha grossa produzida apartir das sementes de Brassica napus depositadas, e farinha grossa produzidaa partir de sementes de progênie das sementes depositadas referidas.
Conforme usado aqui, neste requerimento de patente, uma "linha-gem" é um grupo de plantas que apresentam pouca ou nenhuma variação ge-nética entre indivíduos para no mínimo um traço. As linhagens referidas podemser criadas por várias gerações de auto-polinização e seleção, ou propagaçãovegetativa a partir de uma única planta de origem usando técnicas de cultura detecido ou célula. Conforme usado aqui, neste requerimento de patente, os ter-mos "cultivar" e "variedade" são sinônimos e se referem a uma linhagem que éusada para produção comercial.
"Estabilidade" ou "estável" significa que com respeito ao componen-te dado, o componente é mantido de geração a geração e, preferencialmente,no mínimo três gerações em substancialmente o mesmo nível, por exemplo,preferencialmente ±15%, mais preferencialmente ±10%, ainda mais preferenci-almente ±5%. A estabilidade pode ser afetada pela temperatura, localização,stress e o momento de plantio. A comparação de gerações subseqüentes sobcondições de campo deve produzir o componente em uma maneira similar.
Linhagens "comercialmente úteis" têm bom vigor das plantas e altafertilidade, de tal modo que a safra pode ser produzida por agricultores usandoequipamento de agricultura convencional, e o óleo com os componentes descri-tos pode ser extraído da semente usando equipamento de trituração e extraçãoconvencional. Para ser comercialmente útil, a produção, medida tanto por pesoda semente, teor de óleo, e óleo total produzido por acre, tipicamente está den-tro de 15% da produção média de uma variedade de canola comercial compa-rável de modo diverso sem os traços de valor premium cultivados na mesmaregião. Linhagens "agronomicamente de elite" têm características agronômicasdesejáveis tais como produção, maturidade, resistência a doença, e estandabi-lidade.
Segue-se uma lista dos nomes comuns de ácidos graxos, conformeusado aqui, neste requerimento de patente, junto com seu número de átomosde carbono e ligações duplas. Gorduras saturadas têm zero ligações duplas.
Tabela 3
<table>table see original document page 25</column></row><table>
"Ácido graxo saturado" se refere ao teor combinado de ácidos láurico (C12:0),mirístico (C:14:0), palmítico (Ci6:0), esteárico (C18:0), araquídico (C20:0), be-ênico (C22:0), e lignocérico (24:0). "Ácido graxo poliinsaturado" se refere aoteor combinado de ácidos linoléico e α-linolênico. A quantidade de ácidos gra-xos, tais como ácidos oléico e linolênico, que são características dos óleos emquestão são expressadas como uma percentagem do teor de ácidos graxostotais do óleo (a menos que especificado de modo diverso).
O "teor de proteína" é medido como percentagem de semente secatotal, e diferentes variedades têm diferentes conteúdos de proteína característi-cos. O conteúdo de proteína pode ser determinado usando várias técnicas ana-líticas tais como NIR e Kjeldahl.
Glucosinolatos são medidos em micromoles (pm) de glucosinolatosalifáticos totais por grama de farinha grossa sem óleo secada ao ar. O nível deglucosinolatos é um tanto influenciado pela fertilidade de enxofre do solo mastambém é controlado pela constituição genética de cada variedade (e portantopode ser úteil na caracterização de variedades).
A menos que indicado de modo diverso, todos os cálculos (paraconteúdo de fibras e semelhantes) foram obtidos usando técnicas que são co-nhecidas na área e aceitas na indústria.
A presente invenção necessariamente foi discutida aqui, neste re-querimento de patente, por referência a certos métodos e materiais específicos.A enumeração destes métodos e materiais é meramente ilustrativa e de modoalgum constitui qualquer limitação do escopo da presente invenção. Deve seresperado que os versados na técnica podem discernir e praticar variações deou alternativas para os ensinamentos específicos proporcionados aqui, nesterequerimento de patente, sem se afastar do escopo da presente invenção.
A menos que indicado de modo diverso, os termos "um" e "uma"conforme usados aqui, neste requerimento de patente se referem a no mínimoum.
Todas as patentes, requerimentos de patente, requerimentos provi-sórios, e publicações referidas a ou citadas aqui, neste requerimento de paten-te, são incorporadas por meio de referência em sua totalidade na medida quenão sejam inconsistentes com os ensinamentos explícitos deste Relatório Des-critivo.
Seguem-se Exemplos que ilustram procedimentos para praticarainvenção. Estes Exemplos não devem ser considerados como limitantes. Todasas percentagens são em peso e todas as proporções de misturas solventes sãopor volume a menos que mencionado de modo diverso.
Exemplo 1 - Linhagens Parentais e Ano O
No Ano O, foram selecionadas as seguintes linhagens parentais :DAS NATREON B. napus Nex 705 (M94S007) e Nex 715 (M97A222), e as li-nhagens de semente amarela AAFC YN97-262 e 9592. Nex 715 tem menorteor de óleo do que Nex 710, mas Nex 715 tem genes de resistência a carun-cho. Dados de qualidade e agronômicos destas linhagens foram medidos parafins comparativos e para rastrear o progresso e aprimoramento das linhagenssubseqüentes.
Nex 705 foi usado em retrocruzamentos para criar as duas progê-nies seguintes: YN97-262/Nex 715//Nex 705 e 9592/Nex715//Nex 705.
Para introgrêssar genes de resistência a caruncho, esta progênieforam retrocruzadas com Nex 715 para produzir as duas progênies seguintes:YN97-262/Nex 705//Nex 715 e 705, 9592/Nex 705//Nex 715.
1235 plantas BCiF1 foram cultivadas para produzir sementes deBC1F2.
Exemplo 2 - Ano 1
No Ano 1, 1092 fileiras de BC1F2 foram cultivadas em Saskatoon.Estas consistiram de 540 progênies BC1F2 de [9592/Nex705//Nex 705] e[9592/Nex715//Nex 705], e 552 progênies BC1F2 de [YN97-262/Nex 705//Nex715] e [YN97-262/Nex 715//Nex 705]. 268 fileiras da progênie BC1F2 tambémforam cultivadas dos cruzamentos de 9592, e 252 fileiras da progênie BC1F2dos cruzamentos de YN97-262.
Além disso, 272 fileiras da progênie BC1F2 do cruzamento de9592, e 300 progênies de BC1F2 de cruzamentos de YN97-262 foram cultiva-dos no sítio de AAFC em Saskatoon
Cada fileira de BC1F2 foi replicada duas vezes, e as plantas de ori-gem foram usadas como testes a cada 10a fileira na sementeira.
Para as plantas cultivadas na localização de Moon Lake, foram i-dentificadas fileiras segregantes para cor de semente amarela. Todas as plan-tas em cada fileira de BC1F2 foram avaliadas para cor da semente na primeirareplicação, e somente foram colhidas plantas com boa cor amarela. Na segun-da replicação, somente foram colhidas linhagens que apresentaram classifica-ção de cor da semente de 3 ou melhor na 1a replicação.
Para as plantas cultivadas no sítio AAFC Saskatoon, a primeira re-plicação foi colhida por máquina de ceifar e debulhar, e em seguida as semen-tes foram classificadas para a presença de amarelo. Com base nesta seleção,todas as plantas de fileiras de semente amarela segregantes foram colhidas dasegunda replicata, incluindo algumas fileiras de testes das plantas de origem.
Para semente obtida de ambos os sítios, análise de ácido graxo emvolume foi primeiro conduzida sobre plantas BC1F3 selecionadas seguidas poranálise de ácido graxo de meia semente em plantas que apresentaram alto teorde C18:1 e baixo teor de C18:3.
Exemplo 3 - Dezembro Ano 1 a Abril Ano 2
Plantas BC1F3 foram cultivadas para produzir semente de BC1F4na estufa. Foi realizada seleção da cor da semente, e somente foram selecio-nadas 189 plantas BC1F4 para avaliação de campo do Ano 2.
As linhagens de BC1F4 foram avaliadas em uma sementeira repli-cada no sítio Moon Lake e no sítio Saskatoon. Duas replicações foram semea-das em cada sítio. Foram selecionadas 28 linhagens apresentando boas carac-terísticas agronômicas em ambos os sítios, e 10 plantas únicas foram colhidasde cada fileira. As plantas restantes de cada fileira foram amontoadas e anali-sadas para perfil de óleo e ácido graxo.
Plantas individuais foram classificadas por cor usando uma escalade 1 a 5. Plantas com uma classificação de 2 ou melhor foram enviadas paraanálise de ácido graxo. Sete plantas únicas de 3 fileiras de BC1F4 foram sele-cionadas e foi realizada análise de Vz semente.
Foram identificadas as quatro linhagens de B. napus BC1F5 do tipoNATREON amarelas de reprodução verdadeira seguintes: DN02-0548, DN02-0590, DN02-0591, e DN02-0592. Amostras de sementes a granel destas quatrolinhagens e testes foram usadas para determinar os níveis de óleo e fibra. Emrelação à variedade de semente preta Nex 715, as 4 linhagens tiveram umamédia de uma redução de 34% em fibra detergente ácida, uma redução de 68%em lignina detergente ácida, e uma redução de 14% em fibra detergente neutra.
Exemplo 4 - Inverno Ano 2 ao Ano 3
Foi feito meia-semeadura em sete linhagens BC1F5 de DN02-0590,DN02-0591, e DN02-0592. Estas foram cultivadas em uma estufa no invernodos Anos 2 e 3.
Além disso, foi produzido um cruzamento BC2F1 cruzando plantasBC1F5 com uma linhagem de Natreon DN99-6738 (a qual tem alto teor de óleoe proteína, é R-classificado para caruncho, e tem um bom perfil de Natreon). AsBC2F1 foram cultivadas a partir de micrósporos para produzir linhagens DH dotipo NATREON amarelas avaliadas na sementeira no Ano 4.
Em um teste de produção replicada no Ano 3, A semente autofecundada ougrande quantidade de plantas BC1F6 foi usada para avaliar a desempenho a-gronômico e de qualidade das linhagens do tipo NATREON amarelas em rela-ção a variedades comerciais de Nexera e variedades de teste de de sementepreta WCC/RRC (Western Canadian Canola/Rapeseed Recommending Com-mittee) (Q2 e 46A65).
Exemplo 5 - Desenvolvimento de Linhagens Adicionais
As 7 linhagens BC1F6 desenvolvidas a partir do cruzamento deYN97-262/Nex 715//Nex 705 através de métodos de retrocruzamento tradicio-nais, seguidos pela resseleção de amarelo e qualidade de NATREON em gera-ções de retrocruzamento foram designadas como DN03-3743, DN03-3744,DN03-3745, DN03-3746, DN03-3747, DN03-3748, e DN03-3749. DN03-4169éoutra linhagem de semente amarela produzida a partir do cruzamento 9592/Nex715/Nex 705. Estas linhagens apresentaram qualidade de óleo tipo NATREONe cor de semente amarela muito estável.
A Tabela 2 indica, para material cultivado em campo a partir destaslinhagens, reduções nos níveis de fibras que foram obtidos, em relação à médiade Nex 715 & 46A65.
Estas linhagens são estáveis e uniformes depois de 6 gerações deseleção. Não foram apresentadas plantas de tipo impróprio em várias avalia-ções. O cruzamento mais desenvolvido com estas linhagens é uma populaçãoderivada de BC2F1 que estava no estágio 1B no verão do ano 4.
Estas linhagens com perfis de óleo do tipo NATREON de sementeamarela apresentaram características comercialmente valiosas em avaliaçõesmultianuais. As linhagens do tipo NATREON amarelas de reprodução verdadei-ra também são material valioso para uso em ração, onde o valor (inclusive mo-netário) da redução nas fibras dietéticas pode ser prontamente demonstrado.
Dados obtidos a partir destas oito linhagens cultivadas no sítio Sas-katoon são proporcionados na Tabela 2. Estes dados incluem: dias para florir(DTF), dias para maturidade (DTM), altura, acamamento, peso da semente,produção, e resistência a caruncho. Também são inclusos a percentagem deácidos graxos C 18:1, C 18:2, e C 18:3, % total de saturados, % de óleo (teor deóleo total) (American Oil Chemists' Society (AOCS) official Method Am 2-92),glucosinolatos (AOCS Official Method Ak 1 -92 (93)), escore da cor da semente,ADF, ADL, e NDF (e a percentagem de redução dos três últimos escores defibras comparados com Nex 715). A Tabela 4 apresenta dados destas seis li-nhagens clutivados no sítio Moon Lake, além das linhagens de NATREON pa-rentais DN99-6738 (A.K.A. NQC02X01). A % de proteína para as linhagens dapresente invenção também é digna de nota.<table>table see original document page 31</column></row><table>Exemplo 6 - Protocolo para determinação de energia metabolizável e composi-ção química de farinha grossa de canola de semente amarela, e desempenhode frangos a serem grelhados
A digestibilidade de aminoácidos (ileal) foi determinada com frangosa serem grelhados comerciais alojados em gaiolas. Os pintos foram alimenta-dos com dieta de farinha grossa comercial a partir de 1 até 27 dias de idade etransferidos para uma dieta de tratamento contendo O ou 40% da farinha grossade canola. Farinha grossa de teste foi adicionada à dieta basal às custas dadieta como um todo. Depois de um período de ajuste de 7 dias, as aves foramsacrificadas por deslocamento cervical e os conteúdos do íleo distai (a seçãoentre 12 cm e 2 cm anterior à junção ileal-cecal) foram coletados e congeladospara análise em um período posterior. Cada dieta foi alimentada a 4 grupos de2 aves cada. O conteúdos ileais foram secados por congelamento, triturados, emisturados meticulosamente antes de análise para nitrogênio bruto (AOAC,1980), teor de aminoácidos, e cinza insolúvel em ácido (Newkirk et al., 2003).
A energia metabolizável aparente corrigida por nitrogênio (AMEn)foi determinada na mesma prova, mas as fezes foram coletadas diariamentenos 3 últimos dias da prova. As fezes foram congeladas imediatamente depoisde cada coleta. As fezes congeladas foram secadas a 50eC em um forno de arforçado, e em seguida reunidos com fezes de outras coleções da mesma rep etratamento. As amostras foram trituradas (moagem de 1 mm) e analisadas paraenergia bruta, cinza insolúvel em ácido, e nitrogênio.
A AMEn e a digestibilidade de aminoácidos ileal aparente foramcalculadas usando o método reportado por Newkirk et al. (2003). Os dados fo-ram coletados como se segue:
Tabela 5
<table>table see original document page 32</column></row><table>Detalhes adicionais dos estudos foram como se segue:
1. Estudo de alimentação: Fevereiro Ano 3 - Maio Ano 3
a. Tratamentos: 6 variedades de NATREON (Nex 705, Nex 710, Nex 715,Nex 720, CMI no. 1 -transgênica e CMI no. 1 -Nula) da Dow AgroSciencesmais 1 dieta de referência (linhagem de semente amarela DN03-3746) se-rão usadas no projeto. 10 kg de semente de cada variedades serão tritu-radas por POS para obter 5 kg de farinha grossa sem óleo. Cada um dostratamentos serão atribuídos aleatoriamente a galinheiros e bloqueadoscom galinheiro.
b. Design experimental: será usado um design de bloco completamente ran-domizado com 6 replicações. Será usada análise de variância simplescom separação média para análise de dados. Será aplicada análise deregressão multivariada a dados de composição química e de energia me·tabolizável.
c. Classe de Ave: tipo de ave: ave a ser grelhada; cepa: Ross 308; sexo:macho; fonte: Wynard; 84 aves
d. Temperatura: Curva padrão: Dia 0 - 35°C por Dia 34 - 22°C
e. Iluminação: luz 50 Iux foi mantida em um ciclo de 23 horas de luz:1 horade escuridão, pelos dias 1 a 34
f. Ração e Água: à vontade; os alimentadores foram mantidos em um nívelmoderado; as aves foram alimentadas freqüentemente; a quantidade deação de derramamento foi especialmente minimizada durante o períodode coleta fecal.
g. Tratamento da ninhada: Removido conforme necessário, no Dia 31 remo-ver todas as fezes e colocar folhas plásticas sob as aves para coleta fecal.
h. Requisitos da ração: Aves com idade de 0 a 26 dias consumiram 2kg/iniciador comercial para ave; aves com idade de 27 a 34 dias consumi-ram 1 kg/dieta experimental para ave
i. Requisitos da farinha grossa: 6 reps * 2 aves /rep *1 kg/ração para ave *40% de farinha grossa = 4,8 kg para dieta, 200 g para análise = 5kg/farinha grossa
j. Especificações Dietéticas:<table>table see original document page 34</column></row><table>Tabela 8. Pré-mistura Basal (2, 40 kg lotes intermisturados)
<table>table see original document page 35</column></row><table>
Tabela 9. Composição da dieta (12 kg; 12 aves *1 kg/ ave)
<table>table see original document page 35</column></row><table>
Tabela 10. Análises a serem conduzidas sobre farinhas grossas (DAA a conduzir)
<table>table see original document page 35</column></row><table>
Relatório de Dados: Foram obtidos dados em meados de abril doAno 3 e foi feita análise em meados de maio do Ano 3 exceto pela análise dedetalhada de frações de fibras dietéticas totais e oligossacarídeos os quais nãoforam completados até agosto do ano 3.
2. Triagem de Idioplasma para selecionar linhagens para uso em testes de re-tenção de nutrientes:
40 g de semente de 37 linhagens de NATREON Breeding foramavaliadas para composição química da farinha grossa usando os parâmetrosidentificados aqui, neste requerimento de patente. Com base nos resultadosobtidos, foram identificadas linhagens para uso em prova de retenção de nutri-entes de frango a ser grelhado.
A semente teve o solvente extraído com hexano na planta pilotoPOS (POS Pilot Plant) em Saskatoon, SK. A farinha grossa dessolventizada aar foi proporcionada pela University of Saskatchewan para análise química.
A farinha grossa foi triturada através de uma peneira de 1 mm antesde análise química. Cada amostra foi analisada em duplicata para as composi-ções químicas (exceto aminoácidos) mostradas na Tabela 10.
A proteína bruta foi determinada por combustão usando o métodode Leco. Extrato de éter foi determinado usando o método AOAC (1990) comum extrator Goldfisch Labconco Modelo 35001. A farinha grossa foi extraída por4 horas de extração usando éter dietílico.
Sacarose1 glicose livre, estaquiose, e rafinose foram analisados porGLC usando uma coluna de DB1701 e derivação de TMSI. Oligossacarídeos(dp 3-10) foram analisados por HPLC por permeação de gel e detecção do índi-ce refrativo. O amido foi determinado pelo método de Salmonsson, A.C. et al,(1984, Swed. J. Agric. Res., 14:111-117).
Foram determinadas fibras dietéticas solúveis, insolúveis, e totaisusando O método de Mongeau e Brassard (1990, Cereal Foods World 35:319-322). As frações de fibras solúveis e insolúveis foram submetidas a análise deaçúcar total (Englyst, H. N.and Hudson, G.J., 1987 Animal Feed Sei. and Tech.,23:27-42). Foi conduzida determinação de fibra detergente neutra (NDF), fibradetergente ácida (ADF) e NDF-Iignina e ADF-Iignina usando o método de VanSoest, et al. (1991. J. Dairy Sei. 74:3583-3597).
O teor de cinza e umidade (outro diluidor de energia) foram deter-minados usando o método de AOAC, (1990 Official Methods of Analysis. 15íhed. Association of Official Analytical Chemists. Washington, DC).
3. Maio Ano 3 até Novembro Ano 3:
Realizado aumento de semente de 10 a 15 linhagens para produzir10 kg de semente por variedade e completada a análise detalhada de fraçõesde fibras dietéticas totais e oligossacarídeos de 6 variedades iniciais.
4. Novembro Ano 3 - Fevereiro Ano 4
a. Obtido 5 kg de farinha grossa livre de óleo de cada uma das 10 a 15 vari-edades
b. Realizada uma prova para avaliar a retenção de nutrientes de frango a sergrelhado
Tratamentos: 15 linhagens NATREON incluindo a linhagem de se-mente amarela DN03-3746, 4 controles comerciais da Dow AgroSciences daprimeira prova (Nex 705, Nex 710, Nex 715 e Nex 720) e 1 dieta de referênciaforam usadas no projeto. 10 kg de semente de cada uma das variedades foitriturado por POS para obter 5 kg de farinha grossa livre de óleo. Cada urri dostratamentos foi atribuído aleatoriamente a galinheiros e bloqueado com gali-nheiro.
Design experimental: foi usado um design de bloco completamenterandomizado com 6 replicações. Devido a limitado espaço nas bateria de gaio-las, 3 replicações foram conduzidas na prova de aves no. 1 e 3 replicações re-manescentes foram conduzidas na prova 2. Os dados foram analisados porbloqueio dentro da prova. Foi usada análise de variância simples com separa-ção média para análise de dados. Foi aplicada análise de regressão multivaria-da a dados de composição química e de energia metabolizável.
Relatório dos Dados: Os dados foram reportados em meados dejaneiro do Ano 4 e foi feita análise em meados de fevereiro do Ano 4.
5. Novembro Ano 3 - Novembro Ano 4
Desenvolvimento de previsores químicos de energia metabolizávelem farinha grossa de canola. A farinha grossa das 15 linhagens aumentadadurante o verão do Ano 3 foi submetida a análise química, e os dados foramregressados contra a energia metabolizável das farinhas grossas para determi-nar a relação entre componentes medidos e energia metabolizável. Foram usa-das abordagens multivariadas, incluindo PCA, para desenvolver equações pre-ditivas. Em seguida foram usadas equações de regressão resultantes para de-terminar os melhores modos para selecionar para futuras variedades de farinhagrossa de canola de maior valor.Farinha grossa dessolventizada a ar livre de óleo foi triturada atra-vés de uma peneira de 1 mm antes de análise química. Cada amostra foi anali-dada em duplicata para a composição química (proteína, extrato de éter, saca-rose, oligossacarídeos, amido, fibras dietéticas totais (solúvel e insolúvel), NDF,ADF, cinza, umidade e Iignina (ADL e NDL) exceto aminoácidos). A proteínabruta foi determinada por combustão usando o método de Leco. A determina-ção do extrato de éter foi pelo método de AOAC (1990) um extrator GoldfischLabconco Modelo 35001. A farinha grossa foi extraída por 4 horas usando éterdietílico. Sacarose, glicose livre, estaquiose e rafinose foi analisada por GLCusando uma coluna DB1701 e derivação de TMSI. Foi feita análise de oligossa-carídeos (dp 3-10) por HPLC por permeação de gel e detecção do índice refra-tivo. A determinação do amido foi pelo método de Salmonsson, A.C., O. Thean-der, e E. Westerlund (1984, Swed. J. Agric. Res., 14:111-117). As fibras dietéti-cas solúveis, insolúveis e totais foram determinadas usando o método de Mon-geau e Brassard (1990, Cereal Foods World 35:319-322). As frações de fibrassolúveis e insolúveis foram submetidas a análise do açúcar total (Englyst, H. N.;Hudson, G.J., 1987. Animal Feed Sei. and Tech., 23:27-42). Foram conduzidasanálises de fibra detergente neutra (NDF), fibra detergente ácida (ADF) e NDF-Iignina e ADF-Iignina usando o método de Van Soest, T.J., J.B. Róbertson, B.A.Lewis (1991. J. Dairy Sei. 74:3583-3597). Análises do teor de cinza e umidadeforam determinadas usando o método de AOAC, (1990 Official Methods of A-nalysis. 15th ed. Association of Official Analytical Chemists. Washington, DC).
Relatório dos Dados: Os dados foram obtidos em meados de de-zembro do Ano 4.
Exemplo 7 - Resultados e determinação da digestibilidade (energia metabolizá-vel aparente e utilização de aminoácidos) de farinha grossa de canola por fran-gos a serem grelhados, e caracterização química da farinha grossa de canola
O Exemplo em questão discute os resultados de medir a energiametabolizável e a digestibilidade de aminoácido, por frangos a serem grelha-dos, de variedades especiais de canola. Estas amostras também foram avalia-das para componentes que podem influenciar a utilização de energia. As análi-ses químicas destas amostras de canola também são relacionadas com dadosde digestibilidade. Adicionalmente, este Exemplo discute características quími-cas que predizem a AME de farinhas grossas para frangos a serem grelhados.Energia Metabolizável Aparente.
Uma linhagem de semente amarela da presente invenção, DN03-3746, foi comparada com outras linhagens de "check". As medições para ener-gia metabolizável aparente (AME) corrigida por nitrogênio são mostradas naTabela 11. Conforme visto na Tabela 11 (e na Tabela 12), a AME da variedadede semente amarela testada, DN03-3746 é superior à de Nex 705, Nex 715, Q2(Check 1), e 46A65 (Check 2). Novamente, somente foi testada uma linhagemde semente amarela da presente invenção; espera-se que a experimentaçãoadicional das outras linhagens da presente invenção apresentem aprimoramen-tos adicionais na AME.
Tabela 11.
<table>table see original document page 39</column></row><table><table>table see original document page 40</column></row><table><formula>formula see original document page 41</formula>Digestibilidade de proteína e aminoácidos. Os efeitos de amostrade farinha grossa de canola sobre digestibilidade de proteína ileal também sãomostrados nas Tabelas 11 e 12. Conforme mostrado nas Tabelas 11 e 12, adigestibilidade de proteína ileal (em frangos a serem grelhados) da variedadeDN03-3746 é melhor do que a de Q2 e 46A65.
Análises químicas. Os resultados de análises químicas são encon-trados nas Tabelas 12 e 13. Na Tabela 12, as categorias testadas e compara-das para DN03-3746 incluem percentagem de matéria seca, AME, digestibilida-de de proteína e coeficiente de digestibilidade de aminoácido média para todasas amostras. Também incluídos na Tabela 12 estão os teores de proteína bruta,teor de cinza (cinza é outro componente de diluição de energia), extrato de éter(EE - um componente de contribuição de energia), amido, sacarose, e teores defitato. A Tabela 13 inclui fibras dietéticas totais (TDF), TDF insolúveis (TDF-I),TDF solúveis (TDF-S)1 fibras detergentes ácidas (ADF), Iignina detergente ácida(ADL), fibras detergentes neutra s(NDF), nitrogênio insolúvel detergente neutro(NDIN) e energia bruta (GE). Também são indicadas na Tabela 13 quantidadesde vários tipos de açúcares.<table>table see original document page 43</column></row><table>Conforme pode ser visto na Tabela 13, a fibras dietéticas totais pa-ra DN03-3746 foi muito baixa, como foi fibras insolúveis. Fibras insolúveis sãomuito indesejáveis em ração animal e farinha grossa. Os conteúdos de ADF1ADL, e NDF para esta linhagem também são relativamente muito baixos. O ni-trogênio insolúvel (NDIN) também é relativamente bastante baixo. Isto é dese-jável, uma vez que o nitrogênio insolúvel não pode ser usado nutricionalmente(e obstrui nitrogênio que pode ser usado de modo diverso pelo animal que con-some a farinha grossa). Além disso vantajosamente, os conteúdos de açúcarsão relativamente elevados. A proteína bruta para DN03-3746 também foi maiordo que todas as linhagens de teste/controle.
A Tabela 14 mostra análises da digestibilidade e química de açúca-res adicionais, sinapinas, e semelhantes. DN03-3746 tem níveis vantajosamen-te baixos de sinapina e fitato, e alta GE e percentagem de inositol.
Tabela 14. Análises da digestibilidade e químicas de amostras de farinha grossa de canolamostradas em uma base de matéria seca.
<table>table see original document page 44</column></row><table>
A Tabela 15 mostra o teor total de aminoácidos de farinhas grossasde várias variedades, incluindo DN03-3746, a qual tem o maior teor de quasetodos os aminoácidos testados (incluindo aminoácidos essenciais). A Tabela 16mostra a digestibilidade de aminoácidos ileal aparente, para estas linhagens,pelos frangos a serem grelhados.
Tabela 15. Teor total de aminoácidos de farinhas grossas de variedades Ne-xera (% dm base, Ano 2)
<table>table see original document page 45</column></row><table><table>table see original document page 46</column></row><table><table>table see original document page 47</column></row><table>
Novamente, estes números e outros números nas Tabelas 12,13,14,15, e 16 (e em qualquer outra Tabela) podem ser usados para definir pontosde desfecho de faixas de características de sementes e linhagens da presenteinvenção.
Exemplo 8 - Desenvolvimento de linhagens ainda adicionais - Ano 4
As 6 linhagens BC1F5 que deram origem às linhagens BC1F6(DN033743, DN033744, DN033745, DN033746, DN033747, DN033748,DN033749) foram cruzadas com a linhagem NATREON de semente preta DASDN996738 (aka NQC02X01). Plantas F1 de cada cruzamento foram tomadasatravés do processo de cultura de micrósporos e progênie dihaplóide produzida.As linhagens BC1F6, progênie DH, e variedades de teste foram avaliadas emsementeiras replicadas em AAFC Saskatoon e DowAgroSciences (DAS) Moon-lake. Os lotes das sementeiras foram fileiras únicas de 10 pés de extensão,plantadas em um espaçamento de fileira de 2 pés, replicado até 4 vezes atra-vés das duas localizações.
Foram feitas avaliações agronômicas sobre Dias para Florir (DTF),Dias para Maturidade (DTM), Lodging (LDG), e Vigor na Estação Anterior (LSV)no sítio DAS Moonlake. Amostras de sementes foram coletadas de lotes emambas as localizações e analisadas para parâmetros de qualidade das semen-tes pelos laboratórios de química analítica de organizações respectivas com aexceção do índice de Brancura e fibra. O índice de Brancura (Wlmini), uma me-dida da cor da semente, foi produzida a partir de amostras em ambas as locali-zações usando o instrumento analítico Hunter da AAFC (HunterAnaIyticaI Ins-trument, AAFC). Fibra de semente (Fibra Detergente Neutra = NDF, Fibra De-tergente Ácida = ADF, Lignina Detergente Ácida = ADL) foi determinada emamostras da localização AAFC usando NIR e é expressada em uma base dematéria seca. A composição de ácido graxo foi determinada por cromatografiagasosa usando análise de éster metílico de ácido graxo. Ácidos graxos indivi-duais são reportados como uma percentagem do perfil total e dos total de satu-rados calculado adicionando todos os ácidos graxos saturados. Foram determi-nados o teor de óleo em uma base de matéria seca (DM), o teor de proteína(DM) da semente, e o teor de glucosinolato total usando NIR. Foi calculado oteor de proteína expressado em uma base de farinha grossa livre de óleo (% deProteína de farinha grossa DM).
Condições de crescimento mais frias do que a média seguidas poruma geada de outono precoce comprimiu as provas em ambos os sítios, e podeser observado nos conteúdos de ácido oléico mais baixos do que normalmenteesperado. Estes dados foram usados para identificar indivíduos superiores ex-pressando o perfil de ácido graxo desejado em combinação com redução defibra bem como maturidade aceitável, e teor de óleo, proteína, e glucosinolatos.Um sumário dos dados de qualidade médios para as progênies BC1F6, a pro-gênie DH selecionada para desenvolvimento, e testes da localização AAFC sãoproporcionados na Tabela 17. Um sumário dos dados agronômicos e de quali-dade médios para as progênies BC1F6, a progênie DH selecionada para de-senvolvimento, e testes da localização DAS são proporcionados na Tabela 18.<table>table see original document page 49</column></row><table><table>table see original document page 50</column></row><table><table>table see original document page 51</column></row><table><table>table see original document page 52</column></row><table><table>table see original document page 53</column></row><table>Exemplo 9 - Provas de produção - Ano 5
A progênie DH resumida nas Tabelas 17 e 18 foi selecionada paraavanço para provas de produção replicada conduzidas no Ano 5. Vinte e umprogênie DH junto com 2 linhagens BC1F6, e testes de semente amarela bemcomo de semente preta foram comparadas sob condições de pequeno lote u-sando um design de bloco completo randomizado de 4 replicatas (RandomizedComplete Block). Quatro localizações (DAS Rosthern, DAS Saskatoon, DASMoonlake, AAFG Saskatoon) foram plantadas no Ano 5.
Chuvas pesadas e inundação resultaram na perda completa daprova de Moonlake, e duas replicadas da localização de AAFC Saskatoon eplataforma de plantas inaceitáveis na localização de Rosthern resultaram emdados daquele sítio sendo descartados. Temperaturas abaixo da média foramexperimentadas no Ano 5.
Foram feitas avaliações agronômicas sobre Dias para Florir (DTF),Dias para Maturidade (DTM), Altura (HGT), e Lodging (LDG). Os lotes foramcolhidos usando equipamento de colheita de pequeno lote. A produção foi de-terminada medindo a quantidade de semente colhida de cada lote e expressan-do isto em uma base de quilogramas por hectare. Os parâmetros de qualidadeda semente (Óleo DM1 Proteína DM, Glucosinolatos Totais, %NDFdm,%ADFdm, %ADLdm, Clorofila) foram medidos usando NIR pelos laboratóriosde química analítica das organizações respectivas. O conteúdo de proteína ex-pressado em uma base de farinha grossa livre de óleo (% de DM de Proteínade farinha grossa) foi calculado. O índice de Brancura (WI) foi medido por A-AFC sobre amostras da localização de AAFC Saskatoon usando o InstrumentoAnalítico Hunter (HunterAnaIyticaI lnstrument). A composição de ácidos graxosfoi determinada por cromatografia gasosa, usando análise de éster metílico deácido grax. Ácidos graxos individuais são reportados como uma percentagemdo perfil total e total de saturados calculados adicionando todos os ácidos gra-xos saturados.
Dados confirmaram que linhagens com a combinação de um perfilde ácido graxo desejado similar às variedades de teste Nexera e nível reduzidode fibras similar às testes de canola de semente amarela foram desenvolvidasdas sementeiras no Ano 4. Os dados agronômicos adicionais sobre maturidade,altura, e lodging bem como a produção de sementes revela que várias dsa li-nhagens DH desenvolvidas são competitivas com padrões da indústria e varie-dades de teste Nexera. Vide as Tabelas 19 é 20.
As produções obtidas, conforme reportado nas Tabelas 19 e 20,são especialmente dignos de nota.<table>table see original document page 56</column></row><table><table>table see original document page 57</column></row><table><table>table see original document page 58</column></row><table><table>table see original document page 59</column></row><table><table>table see original document page 60</column></row><table><table>table see original document page 61</column></row><table>Exemplo 10 - Estudo Adicional de Alimentação
Sete das linhages DH de maior produção bem como testes de se-mentes amarelas e pretas, observadas nas provas de produção replicada doAno 5, foram selecionadas para uso em provas de alimentação de aves domés-ticas para avaliar a digestibilidade de aminoácidos e o teor de energia de fari-nha grossa de linhagens de semente amarela de menor teor de fibras em com-paração com linhagens de canola de semente amarela e preta. Mil e quinhentosgramas de semente de cada linhagem selecionada para alimentação, colhidada primeira replicata das provas de produção de DAS Saskatoon do Ano 5 foiprensado a frio, usando uma prensa de rosca contínua (Komet, tipo CA59; IBGMonforts Ockotec Gmbttt&Co Alemanha), e foi extraído hexano. A extração dehexano foi obtida submergindo os sólidos remanescentes em hexano dentro devaso selado em temperatura ambiente por 16 horas. Depois do período de con-tacto a massa do hexano foi decantada da amostra e a amostra foi colocadadentro de um funil grande revestido com um papel-toalha para permitir que osolvente remanescente seja drenado. As amostras foram deixadas para evapo-rar por 1 dia em uma panela rasa em uma coifa de modo que o hexano foi re-movido. O teor de óleo residual foi determinado sobre subamostras de 3 gra-mas usando um GoIdfischExtractor com hexano como um solvente (modelo22166B, Labconco Corp.; Kansas City, Missouri, 64132, U.S.A.), comparando opeso da amostra antes è depois de extração do solvente. O conteúdo de umi-dade residual foi determinado pesando subamostras de 1 grama de farinhagrossa antes e depois de secagem com ar forçado a 130 graus Celsius por 2horas.
Amostras de farinha grossa de canola trituradas foram testadas pa-ra teor de energia metabolizável verdadeira (TMEn) e digestibilidade de amino-ácidos (AA) em aves domésticas. As técnicas sendo empregadas para medirTMEn e a digestibilidade de AA se baseiam na técnica da análise de regressão.Este método de bioensaio foi primeiro descrito por Sibbald (1976) para uso namedição da energia metabolizável verdadeira em materiais alimentares, e adi-cionalmente adaptado para calcular a energia retida na ave como nitrogênio(Sibbald, 1979). O método usado para este estudo para medir tanto a TMEnquanto a digestibilidade de aminoácidos é descrito por Parsons et al. (1997).Depois de um período de 24 horas sem alimentação, as aves recebem porçõesde 30 gramas da dieta de teste através de intubação do papo, enquanto avesadicionais foram privadas de ração durante todo o período experimental paramedir a excreção endógena de matéria seca, energia, nitrogênio e aminoáci-dos. Uma bandeja plástica foi colocada sob a gaiola de cada ave, e o excretafoi coletado quantitativamente por 48 horas depois de intubação. As amostrasde excreta foram em seguida liofilizadas, pesadas, e trituradas para passar a-través de uma peneira de malha 60. A energia bruta, nitrogênio, e concentra-ções de aminoácido foram em seguida determinadas em no mínimo duas repli-catas de cada amostra individual de excreta. As digestibilidades verdadeiras deaminoácidos são calculadas de acordo com o método descrito por Sibbald(1979), e a TMEn pelo método de Parsons et al. (1982). A TMEn foi corrigidapara 0% de óleo usando uma conversão que 1% de óleo contribui 80 Kcal deenergia mas desloca 25 Kcal de energia de proteína, portanto cada 1% de óleo residual adiciona 55 Kcal de energia não proteína.
Os resultados são proporcionados nas Tabelas 21 e 22.<table>table see original document page 64</column></row><table>Tabela 22. <table>table see original document page 65</column></row><table>
REFERÊNCIAS
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Claims (21)

1. Planta de canola, caracterizada pelo fato de que produz semen-tes revestidas de amarelo tendo, em média, no mínimo 68% de ácido oléico(C18:1) e menos de 3% de ácido linolênico (C18:3).
2. Planta de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fatode que as referidas sementes têm fibra de detergente ácida abaixo de 11 % con-forme determinado por NIR em uma base de massa a seco.
3. Planta de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fatode que as referidas sementes compreendem no mínimo 43% de óleo.
4. Planta de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fatode que as referidas sementes compreendem no mínimo 45% de proteína.
5. Planta de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fatode que as referidas sementes compreendem no mínimo 43% de óleo e no mí-nimo 45% de proteína em uma base de massa seca determinada usando NIR.
6. Planta de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fatode que a referida planta foi produzida sem engenharia genética e sem mutagê-nese.
7. Planta de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fatode que as referidas sementes têm componentes antinutricionais reduzidos.
8. Planta de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fatode que as referidas sementes têm um teor de fitato de menos de 1,3%, um teorde Iignina detergente ácida de menos de 2%, e um teor de fibra detergente neu-tra de menos de 17%.
9. Planta cultivada, caracterizada pelo fato de que é a partir da se-mente como definida na reivindicação 2.
10. Planta da progênie de acordo com a reivindicação 9, caracteri-zada pelo fato de que a referida planta da progênie produz sementes revestidasde amarelo tendo, em média, no mínimo 68% de ácido oléico (C18:1) e menosde 3% de ácido linolênico (C18:3).
11. Campo de plantas como definidas na reivindicação 1, caracteri-zado pelo fato de que as referidas plantas produzem uma média de nomínimo 1700 quilogramas de semente por hectare.
12. Semente, caracterizada pelo fato de que é produzida pela plan-ta de canola como definida na reivindicação 1.
13. Semente produzida pela planta de canola como definida na rei-vindicação 1, caracterizada pelo fato de que a referida semente está disponívelsob um número de depósito ATCC selecionado entre PTA-6806 e PTA-6807.
14. Ração animal, caracterizada pelo fato de que compreende fari-nha de sementes como definidas na reivindicação 12.
15. Farinha de canola, caracterizada pelo fato de que é produzida apartir de sementes como definidas na reivindicação 1.
16. Farinha de canola de acordo com a reivindicação 15, caracteri-zada pelo fato de que a referida farinha tem uma energia metabolizável verda-deira média de no mínimo 2400.
17. Farinha de canola de acordo com a reivindicação 15, caracteri-zada pelo fato de que a referida farinha tem um perfil de digestibilidade por a-minoácidos mostrado na Tabela 21.
18. Farinha de canola de acordo com a reivindicação 15, caracteri-zada pelo fato de que a referida farinha compreende entre 47% a 54,7% de pro-teína.
19. Farinha de canola de acordo com a reivindicação 15, caracteri-zada pelo fato de que a referida farinha compreende entre 43,6% a 48% de pro-teína.
20. Farinha de canola de acordo com a reivindicação 15, caracteri-zada pelo fato de que a referida farinha compreende entre 46,4% a 52,8% deproteína.
21. Farinha de canola de acordo com a reivindicação 15, caracteri-zada pelo fato de que a referida farinha compreende entre 47% a 50,3% de pro-teína.
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