BRPI0617133A2 - rebite cego especial para fixação de estruturas e processo de instalação do mesmo - Google Patents

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BRPI0617133A2
BRPI0617133A2 BRPI0617133-8A BRPI0617133A BRPI0617133A2 BR PI0617133 A2 BRPI0617133 A2 BR PI0617133A2 BR PI0617133 A BRPI0617133 A BR PI0617133A BR PI0617133 A2 BRPI0617133 A2 BR PI0617133A2
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Jean-Marc Auriol
Pierre Auriol
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Garonne Ets Auriol & Cie
Haute Garonne Rivets S A
Eris S A R L
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Abstract

<B>REBITE CEGO ESPECIAL PARA FIXAçãO DE ESTRUTURAS E PROCESSO DE INSTALAçãO DO MESMO<D>, do tipo constituído de uma bucha deformável (300) e um mandril divisível (400), sendo que o conjunto formado dessa maneira é posicionado e atravessa os orifícios (110 e 210) feitos de forma sensivelmente coaxial e dispostos em pelo menos dois elementos (100 e 200) a serem montados. O dito rebite cego (R) é notável pelo fato de a bucha (300) ser constituída de forma contínua, no entanto, pré-formada para apresentar uma segunda extremidade (320) que se decompõe em duas partes (330 e 340) que, sob a ação de uma força axial (seta F), se separam, através de ruptura, para que uma parte da bucha (300) se movimente pela força de tração do mandril (400) e expanda ao redor da parte da bucha que permanece fixa (340), sendo que a expansão da parte móvel denominada manga ocorre sem dobra. A presente invenção também se refere ao procedimento de instalação do dito rebite cego (R), cuja aplicação é de fixação por meio de rebite cego.

Description

"REBITE CEGO ESPECIAL PARA FIXAÇÃO DE ESTRUTURAS E PROCESSO
DE INSTALAÇÃO DO MESMO"
Campo da Invenção
Trata-se a presente invenção de fixações do tipo rebite 5 cego e, especialmente, de adaptações que permitem distribuir, sob as melhores condições, as forças de aperto dos ditos rebites cegos.
Fundamentos da Invenção
Tradicionalmente, um rebite cego inclui uma bucha tubular e um mandril de tração, que atravessa a dita bucha. O rebite cego é colocado em 10 um orifício, que atravessa os elementos a serem montados. A dita bucha inclui, sobre uma primeira extremidade, uma cabeça que se apóia sobre um primeiro elemento. A dita bucha inclui uma segunda extremidade sem apoio, que passa do segundo elemento.
A tração do mandril assegura a deformação da 15 extremidade sem apoio da bucha, de tal maneira que aperta os elementos entre o rebordo da bucha e sua extremidade deformada (bulbo). A superfície do bulbo em contato com o segundo elemento determina a distribuição das forças de aperto do rebite cego sobre os elementos a serem montados.
O aumento desta superfície de contato é uma 20 preocupação constante dos projetistas de rebites cegos, para aperfeiçoar a distribuição das forças de aperto.
A técnica anterior propõe buchas em duas partes, ou seja, uma bucha cuja extremidade sem apoio se decompõe em duas partes separadas, ou seja:
- uma primeira parte fixa, e;
- uma segunda parte móvel, que se move e se deforma mediante a força de tração sobre e ao redor da parte fixa para, finalmente, propor, expandindo-se sobre a parte fixa, uma superfície aumentada, para a distribuição das forças sobre o segundo elemento.
A inconveniência principal deste tipo de rebite cego é queele requer a fabricação e a operação de um rebite que inclui três elementos.A técnica anterior também propõe buchas em uma única parte, mas com a extremidade sem apoio apresentando ranhuras com dobra, para que, uma vez submetidas à força de tração do mandril, a divisória da bucha se encurva para desdobrar a superfície de apoio criada pelo bulbo.
A principal falha desta técnica com dobra é que ela nãoevita a ruptura final em duas partes do bulbo e também requer mais material.
A Patente Britânica No. 1.604.502 descreve um rebite cego do tipo constituído de uma bucha deformável e um mandril divisível, sendo que o conjunto formado dessa maneira é posicionado e atravessa os orifícios feitos de forma sensivelmente coaxial e dispostos em pelo menos dois elementos a serem montados e a dita bucha inclui duas extremidades:
- uma primeira extremidade, que compreende uma cabeça pré-formada para definir uma primeira superfície de apoio sobre a superfície externa de um primeiro elemento, e;
- uma segunda extremidade que, sob a ação de umadeformação por tração sobre o mandril, define uma segunda superfície de apoio sobre a superfície externa do segundo elemento, sendo que o dito prolongamento da força provoca a aproximação das duas superfícies de apoio e, conseqüentemente, provoca a aproximação dos dois elementos a serem montados.
A bucha é constituída de forma contínua, no entanto, é pré-formada de forma a apresentar uma segunda extremidade decomposta em duas partes que, sob a ação de uma força axial, uma primeira parte se expande sobre a parte da bucha que permanece fixa, depois se separa desta última através de ruptura, e a expansão da parte móvel denominada manga é feita com a dobra interna de sua extremidade sobre ela mesma, para formar um bloco.
Descrição da Invenção
Partindo do princípio do estado da técnica, os autores da presente invenção realizaram pesquisas que visaram propor um rebite cego que pudesse solucionar os problemas de distribuição das forças de aperto, equipando o rebite cego com uma bucha aprimorada que, sob a ação da força de traçãogerada pelo mandril, deforma-se para oferecer uma superfície de contato maior do bulbo com a piaca.
O rebite cego da presente invenção é do tipo constituído de uma bucha deformável que acomoda um mandril divisível, sendo que o conjunto formado dessa maneira é posicionado e atravessa os orifícios feitos de forma sensivelmente coaxial e dispostos em pelo menos dois elementos a serem montados e a dita bucha incluí duas extremidades:
- uma primeira extremidade, que compreende uma cabeça pré-formada para definir uma primeira superfície de apoio sobre a superfície externa de um primeiro elemento, e;
- uma segunda extremidade que, sob a ação de uma deformação por tração sobre o mandril, define uma segunda superfície de apoio sobre a superfície externa do segundo elemento, sendo que o dito prolongamento da força provoca a aproximação das duas superfícies de apoio e,
conseqüentemente, provoca a aproximação dos dois elementos a serem montados.
De acordo com a presente invenção, o rebite cego é notável pelo fato de a bucha ser constituída de forma contínua, no entanto, pré-formada para apresentar uma segunda extremidade que se decompõe em duas 20 partes anexadas por uma parte frágil e que, sob a ação de uma força axial, se separam, através de ruptura, da dita parte frágil, para que uma parte da bucha se movimente pela força de tração do mandril e expanda ao redor da parte da bucha que permanece fixa, sendo que a expansão da parte móvel denominada manga ocorre sem dobra. O rebite cego da presente invenção passa, portanto, de uma 25 configuração constituída de duas partes distintas (um mandril e uma bucha) para uma configuração (uma vez posicionado) constituída de três partes (mandril, bucha de retenção e bucha de aperto).
O rebite cego da presente invenção é especialmente vantajoso pelo fato de oferecer uma superfície de apoio aumentada, devido à expansão, para a transmissão da força de tração, que contribui para a obtenção de um melhor aperto efetuado pelo mandril. O dito mandril é pré-formado comuma pluralidade de ranhuras sobre as quais a cabeça da bucha é fixada, o que contribui para manter o aperto efetuado pelo mandril.
O rebite cego da presente invenção assegura esta função sem pré-cortar sua bucha em duas partes. Na verdade, a bucha do rebite cego da presente invenção é uma única parte e somente sob a força de tração produzida sobre o mandril que as duas partes da extremidade sem apoio da bucha se separam. O condicionamento e a utilização do rebite cego da presente invenção são bastante facilitados, pois somente dois elementos precisam ser operados.
As fases de posicionamento do rebite cego da presente invenção são as seguintes:
- tração exercida sobre o mandril;
- ruptura da bucha em duas partes;
- expansão e apoio da ducha de aperto sobre um elemento;
- retenção da bucha de retenção nas gargantas ou nas ranhuras do mandril;
- ruptura do mandril na região da sua garganta de ruptura.
Para executar a dita expansão, a bucha é disposta internae externamente, em relação às zonas de ruptura e das zonas cônicas. Da mesma maneira, a cabeça do mandril e a extremidade sem apoio da bucha com a qual entra em contato adotam uma superfície de contato inclinada, para distribuir melhor a força de tração.
Para tanto, a extremidade da parte móvel da bucha que se expande sobre a parte fixa da bucha é vantajosamente pré-formada internamente, de forma cônica, que desliza sobre a parte fixa. Da mesma maneira, a extremidade da parte fixa da bucha, sobre a qual vem expandir a manga, adota uma forma externa cônica.
Apesar de a Patente Britânica No. 1.604.502 descrever efetivamente uma ducha constituída de forma contínua, não há descrição de uma ruptura prévia à expansão. Além disso, a dita Patente Britânica No. 1.604.502 descreve um bulbo, ou seja, a parte móvel da bucha forma uma protuberância. Esta protuberância consiste em uma extensão radial conseqüente voltada para aparte externa da parte móvel da bucha, com uma zona de dobra distante da extremidade da bucha, para formar, finalmente, um bloco de apoio.
Com exceção do fato de que a criação de um bulbo protuberante não ter o efeito pesquisado para o rebite cego da invenção, parece importante ressaltar o efeito técnico pesquisado para o tipo de rebite da invenção, ou seja, a parte cega tem que ter, visivelmente, a mesma altura de um rebite sobre o outro e da espessura a ser apertada com a outra. De tal modo, a parte em expansão não é deformada para evitar a criação de uma protuberâncía, cuja variação pode variar a altura da parte cega posicionada. Na presente invenção, esta necessidade é atendida, pois a bucha é inicialmente constituída de forma contínua e, por conseguinte, de um único e mesmo material. O travamento é realizado pela retenção da cabeça da bucha sobre as ranhuras dispostas para esta finalidade, no mandril. Uma altura constante da parte cega garante uma boa retenção, independentemente da espessura a ser apertada.
Na invenção, o deslocamento do mandril depende daespessura a ser apertada, o que permite ter um boa retenção independentemente do lugar ou de onde ocorre o campo de aperto da fixação. A ruptura antes da expansão, conforme definição na primeira reivindicação, participa da manutenção da altura da parte móvel da bucha, evitando qualquer deformação antes da ruptura. Além disso, de acordo com a presente invenção, a deformação após a ruptura é apenas uma expansão ao redor da parte fixa e não requer uma dobra conseqüente, o que poderia modificar a altura da parte móvel ou poderia ultrapassar o limite de dureza desta última. A retenção é realizada antes que a força de tração passe o limite de dureza da parte móvel expandida e, conseqüentemente, antes que esta parte não varie em altura.
A ruptura antes da expansão também evita uma amplitude muito grande de deformação antes do aperto, sendo que a dita amplitude teria, por conseqüência, a formação de rachaduras no metal. Conseqüentemente, outro objeto da presente invenção consiste em um processo de posicionamento, que é notável pelo fato de assegurar a ruptura da bucha em duas partes, antes de começar a expansão da parte móvel.Além disso, para garantir uma altura constante para a parte cega da fixação, o processo é notável pelo fato de fixar a cabeça da bucha sobre as ranhuras do mandril, uma vez que a parte móvel da bucha fica apoiada sobre o elemento a ser fixado e antes da ultrapassagem de uma força de tração 5 correspondente ao limite máximo de dureza da dita parte móvel, uma vez expandida.
Os conceitos fundamentais da presente invenção que acabam de ser expostos acima, na sua forma mais elementar, bem como outros detalhes e outras características ficarão bem mais esclarecidos mediante a leitura 10 da descrição abaixo e perante os desenhos em anexo, cujo exemplo não Iimitativo apresenta um modo de realização de um rebite cego, de acordo com a presente invenção.
Breve Descrição dos Desenhos
A Figura 1 é um desenho esquemático de uma vista em 15 corte de um modo de realização de um rebite cego, de acordo com a presente invenção, que está instalado em um orifício que atravessa dois elementos a serem montados.
As Figuras 2a, 2b e 2c são desenhos que ilustram a deformação do rebite cego ilustrado na Figura 1. 20 Descrição dos Modos de Realização Preferidos
Conforme ilustração do desenho na Figura 1, o rebite cego de referência (R), de modo geral, assegura a montagem de pelo menos dois elementos (100 e 200). O dito rebite cego (R) é um conjunto constituído de uma bucha deformável (300) e um mandril divisível (400). Conforme ilustração, o 25 conjunto formado desta maneira é posicionado e atravessa dois orifícios (110 e 210) feitos de forma sensivelmente coaxial e dispostos nos elementos (100 e 200) a serem montados.
A bucha (300) compreende duas extremidades, sendo
que:
- uma primeira extremidade (310) compreende uma
cabeça protuberante pré-formada para definir uma primeira superfície de apoio (311) sobre a superfície externa (120) de um primeiro elemento (100), e;- uma segunda extremidade (320) que, sob a ação de uma deformação por tração sobre o mandril (400), define uma segunda superfície de apoio sobre a superfície externa (220) do dito segundo elemento (200).
O prolongamento da força provoca a aproximação das 5 duas superfícies de apoio e, conseqüentemente, provoca a aproximação e a fixação dos dois elementos (100 e 200) a serem montados.
Conforme ilustração, o mandril (400) compreende duas extremidades, sendo que:
- uma primeira extremidade que compreende uma cabeça 10 (410) apóia-se sobre a bucha (300) durante a força de tração, para deformá-la e criar um bulbo, e;
- uma segunda extremidade à qual o módulo de tração da ferramenta de posicionamento é associado.
De acordo com a presente invenção, a bucha (300) é 15 constituída de forma contínua, no entanto, é pré-formada para apresentar uma segunda extremidade decomposta em duas partes que, sob a ação de uma força axial, se separam, através de ruptura, para que uma parte da bucha (330) se movimente pela força de tração do mandril (400) e expanda ao redor da parte da bucha (340) que permanece fixa, sendo que a dita a expansão da parte móvel 20 (330) é denominada manga e ocorre sem dobra.
Conforme ilustrado pelo desenho da Figura 1, a manga
(330) é ligada ao resto da bucha por meio de uma parte frágil ou zona de ruptura
(331).
Além disso, a extremidade da manga (330), que se 25 expande na parte fixa (340) da bucha, é vantajosamente pré-formada internamente com uma forma cônica (332), que desliza sobre a parte cônica externa (341) da parte fixa (340).
De acordo com um modo de realização da presente invenção preferido, mas não limitativo, o ângulo formado pelas superfícies (332 e 30 341), que pertence, respectivamente, à manga (330) e à parte fixa da bucha (340) e entra em contato durante a expansão, foi objeto de uma pesquisa para aperfeiçoar a expansão da bucha, para evitar, especialmente, a criação derachaduras. Conseqüentemente, de acordo com um modo de realização da presente invenção preferido, o ângulo A1 formado pela superfície cônica (341), que pertence à parte fixa da bucha, varia entre 14 e 19 graus, e o ângulo A2 formado pela superfície cônica (341), que pertence à parte móvel ou manga (330) varia entre 5 e 10 graus. De acordo com outro modo de realização da presente invenção, o ângulo A1 varia entre 10 e 19 graus.
A boa determinação destes ângulos permite à parte móvel, que forma a manga de aperto, deslizar sobre a bucha, uma vez que houve a ruptura. Além disso, permite diminuir a força por fricção entre as duas partes da bucha. Conseqüentemente, não há obstáculo para o deslize da parte móvel, que vai apenas aumentar, sem a reversão de suas bordas.
Além disso, para otimizar as forças de tração, a extremidade da manga (330), que entra em contato com a cabeça (410) do mandril (400), é pré-formada com uma superfície cônica (333), que tem correspondência com uma superfície cônica (411) disposta sobre a cabeça (410) do mandril (400).
De acordo com um modo de realização da presente invenção, o ângulo das superfícies troncônicas (333 e 411), que pertence, respectivamente, à manga (330) e à cabeça do mandril (410) e fica em contato durante a rebitagem, é igual para as duas superfícies troncônicas (333 e 411), isto é, de aproximadamente 25 graus.
De acordo com um modo de realização da presente invenção preferido, mas não Iimitativo1 o ângulo A3 da superfície troncônica (411), que pertence à manga (330), é igual a aproximadamente graus. O ângulo A4 25 da superfície troncônica (333), que pertence ao mandril (410) e fica em contato durante a rebitagem com a superfície troncônica (411), é igual a aproximadamente 18 graus.
Este ângulo melhora o posicionamento da bucha (300) sobre o mandril (400) e evita qualquer escape da bucha durante o 30 posicionamento. A diferença de ângulo permite realizar a auto-centralização das peças que entram em contato.De acordo com outra característica particularmente vantajosa da presente invenção, a bucha (300) é feita de liga de alumínio, como, por exemplo, a liga conhecida sob a designação 2017 T4, cuja resistência mecânica varia entre 420 MPa e 520 MPa. Naturalmente, a bucha pode ser feita de outros materiais, tais como aqueles conhecidos pelas seguintes designações:
- 2024T4;
- Aço Inoxidável 304;
- Titânio-nióbio;
- etc.
De acordo com outra característica particularmentevantajosa da presente invenção, o mandril (400) apresenta uma resistência mecânica que varia entre 1500 MPa e 2000 MPa. De acordo com outra característica particularmente vantajosa da presente invenção, o mandril (400) apresenta uma resistência mecânica que varia entre 1200 MPa e 2000 MPa.
De acordo com um modo de realização da presenteinvenção preferido, o mandril é feito de aço inoxidável, conhecido sob a designação Aço Inoxidável AISI 302. De acordo com outro modo de realização da presente invenção preferido, o mandril é feito de aço inoxidável, conhecido sob a designação Aço Inoxidável AISI 304. De acordo com outro modo de realização da presente invenção preferido, o mandril é feito de aço inoxidável martelado. Este material tem um módulo de elasticidade elevado, o que minimiza o relaxamento elástico após a ruptura do dito mandril.
Certamente, este mandril pode ser feito de outros materiais, como, por exemplo, de titânio, conhecido sob a designação TA6V.
Além disso, também é planejado para um determinadomaterial, um tratamento térmico de têmpera, para aumentar a dureza do material e, conseqüentemente, diminuir seu relaxamento elástico. Na verdade, os autores da presente invenção têm como objetivo diminuir o relaxamento elástico do mandril, para diminuir o relaxamento de tensão nos elementos a serem montados, após a ruptura, o que provoca o aumento do aperto. Conseqüentemente, a força de restrição da fixação, uma vez imposta, varia entre 50% e 70% da força de tração exercido pelo mandril.A associação dos dois materiais utilizados, respectivamente, para a bucha e para o mandril, participa da aplicação de uma tensão estabelecida.
As Figuras 2a, 2b e 2c são vistas em corte que ilustram a 5 deformação progressiva da manga (330) depois que a bucha (300) se dividiu em duas partes.
A primeira força (F) ao qual é submetida a bucha (300) fratura a zona de ruptura (331), conforme ilustração na Figura 2a. A continuidade da força (F) assegura a expansão da manga (330) ao redor da parte fixa (340) da 10 bucha (300), conforme ilustração na Figura 2b. Além disso, a continuidade da força (F) de tração continua a expansão até que a manga cubra a parte fixa (340) e entre em contato com o elemento a ser montado (200), conforme ilustração na Figura 2c. A cabeça da bucha (310) será então fixada nas ranhuras (420) do mandril (400). A disposição destas ranhuras (420) é especialmente importante, 15 pois elas garantem a retenção da cabeça (310), independentemente da espessura a ser apertada. Na verdade, de acordo com a presente invenção, a altura da parte cega permanece constante, porque, uma vez expandida e em contato com o elemento (200) a ser fixado, a parte móvel (330) da bucha (300) não deforma mais.
Conforme a ilustração, a superfície de apoio do bulbo formado pela deformação da extremidade sem apoio da bucha (300) do rebite cego (R), de acordo com a presente invenção, é amplamente aumentada, conseqüentemente, atende às necessidades dos usuários de tais rebites cegos.
As forças que participam do processo de posicionamento 25 do rebite cego da presente invenção podem ser decompostas da seguinte maneira:
- F1 = força de tração sobre o mandril;
- F2 = força de retenção à retirada da fixação;
- F3 = tensão instalada da fixação;
- F4 = força de ruptura em duas partes da bucha;
- F5 = força de expansão da parte móvel da bucha sobre
a parte fixa da bucha;- F6 = força do início do repuxo das gargantas de retenção.
O processo da presente invenção é notável pelo fato de fixar a cabeça da bucha sobre as ranhuras do mandril, uma vez que a parte móvel da bucha fica apoiada sobre o elemento a ser fixado e antes da ultrapassagem de uma força de tração correspondente ao limite máximo de dureza da dita parte móvel, uma vez expandida. De acordo com a decomposição das forças exercidas, conforme descrição acima, o processo da presente invenção é resumido pelas seguintes desigualdades: F4<F5<F6<F1.
A continuidade da força de tração provoca a ruptura domandril na região da garganta de ruptura prevista para esta finalidade.
Conseqüentemente, podem ser feitas modificações geométricas, especialmente se uma versão deste rebite for desenvolvida com inflação (o mandril faz com que a bucha infle alguns centésimo de milímetros, para a introdução de limitadores radiais e tangenciais no orifício, para aumentar a retenção em fadiga).
Além disso, em função dos materiais utilizados, é feito um tratamento de superfície para a proteção anticorrosão. Além disso, as buchas podem ser Iubrificadas para diminuir as forças devido à fricção, em particular, quando o mancai desliza na parte fixa da bucha e durante o repuxo da bucha no cabo da ferramenta de posicionamento.

Claims (15)

1. REBITE CEGO ESPECIAL PARA FIXAÇÃO DE ESTRUTURAS E PROCESSO DE INSTALAÇÃO DO MESMO do tipo constituído de uma bucha deformável (300) e um mandril divisível (400), sendo que o conjunto formado dessa maneira é posicionado e atravessa os orifícios (110 e 210) feitos de forma sensivelmente coaxial e dispostos em pelo menos dois elementos (100 e 200) a serem montados, e a dita bucha inclui duas extremidades: uma primeira extremidade (310), que compreende uma cabeça pré-formada para definir uma primeira superfície de apoio (311) sobre a superfície 10 externa (120) de um primeiro elemento, e; uma segunda extremidade (320) que, sob a ação de uma deformação por tração sobre o mandril (400), define uma segunda superfície de apoio sobre a superfície externa (220) do segundo elemento (200), sendo que o dito prolongamento da força provoca a aproximação das duas superfícies de apoio e, conseqüentemente, provoca a aproximação dos 15 dois elementos a serem montados, caracterizado pelo fato de a dita bucha (300) ser constituída de forma contínua, no entanto, pré-formada de forma a apresentar uma segunda extremidade (320) decomposta em duas partes (330 e 340) que, sob a ação de uma força axial (seta F), separam-se através de ruptura, para que uma parte da bucha (330) se movimente pela força de tração do mandril (400) e 20 expanda ao redor da parte da bucha que permanece fixa (340), sendo que a expansão da parte móvel (330) denominada manga ocorre sem dobra.
2. REBITE CEGO, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de a extremidade da parte móvel (330) da bucha, que se expande sobre a parte fixa (340) da bucha, ser vantajosamente pré-formadainternamente de forma cônica (332) e deslizar sobre a parte fixa (340).
3. REBITE CEGO, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de a extremidade (340) da parte fixa da bucha (300), sobre a qual se expande a parte móvel (330) da bucha, adotar uma forma externa cônica (341).
4. REBITE CEGO, de acordo com a reivindicação 3,caracterizado pelo fato de o ângulo (A1) formado pela superfície cônica (341), que pertence à parte fixa da bucha (300), variar entre 14 e 19 graus.
5. REBITE CEGO, de acordo com a reivindicação 3, caracterizado pelo fato de o ângulo (A1) formado pela superfície cônica (341), que pertence à parte fixa da bucha (300), variar entre 10 e 19 graus.
6. REBITE CEGO, de acordo com a reivindicação 2, caracterizado pelo fato de o ângulo (A2) formado pela superfície cônica interna(332), que pertence à parte móvel da bucha (330), variar entre 5 e 10 graus.
7. REBITE CEGO, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de a dita bucha (300) ser feita de uma liga de alumínio.
8. REBITE CEGO, de acordo com a reivindicação 1,caracterizado pelo fato de o dito mandril (400) ser feito de aço inoxidável.
9. REBITE CEGO, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de o dito mandril (400) apresentar uma resistência mecânica que varia entre 1500 MPa e 2000 MPa.
10. REBITE CEGO, de acordo com a reivindicação 1,caracterizado pelo fato de o dito mandril (400) apresentar uma resistênciamecânica que varia entre 1200 MPa e 2000 MPa.
11. REBITE CEGO, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de a extremidade da dita manga (330) que entra em contato com a cabeça (410) do dito mandril (400) ser pré-formada com umasuperfície cônica (333), que tem correspondência com uma superfície cônica (411) disposta sobre a cabeça (410) do mandril (400).
12. REBITE CEGO, de acordo com a reivindicação 9, caracterizado pelo fato de o ângulo das superfícies troncônicas (333 e 411), que pertence, respectivamente, à manga (330) e à cabeça do mandril (330) e fica emcontato durante a rebitagem, ser de aproximadamente 25 graus.
13. REBITE CEGO, de acordo com a reivindicação 9, caracterizado pelo fato de o ângulo (A3) da superfície troncônica (411), que pertence à manga (330), ser igual a aproximadamente 25 graus, e o ângulo (A4) da superfície troncônica (333), que pertence ao mandril (410) e fica em contatodurante a rebitagem com a superfície troncônica (411), ser igual a aproximadamente 18 graus.
14. REBITE CEGO, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de o referido mandril (400) ser pré-formado com uma pluralidade de ranhuras (420), sobre as quais a cabeça da bucha é fixada.
15. PROCESSO DE INSTALAÇÃO DO REBITE CEGO(R), de acordo com as reivindicações 1 e 14, caracterizado pelo fato de consistir na fixação da cabeça da bucha (310) sobre as ranhuras (420) do mandril (400), uma vez que a parte móvel (33) da bucha (300) fica apoiada sobre o elemento a 5 ser fixado (200) e uma vez que a parte móvel da bucha fica apoiada sobre o elemento a ser fixado e antes da ultrapassagem de uma força de tração correspondente ao limite máximo de dureza da dita parte móvel (330), uma vez expandida.
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