"Sistemas de Testes de Diagnóstico e Método de Determinaçãodo Nível de um Constituinte num Fluido"Relatório DescritivoDescrição da Invenção
Referência Remissivaa Pedidos Correlatos
Este Pedido Internacional reivindica a prioridade do Pedidode Patente US 11/254.881, anterior, depositado em 21 de outubro de
2005. Este Pedido Internacional também reivindica a prioridade doPedido de Patente US 11/352.209, depositado em 13 de fevereiro de
2006. A revelação integral de cada um dos Pedidos acima referenciadosé aqui incorporada por referência.
O Pedido anterior US 11/352.209, depositado em 13 defevereiro de 2006, é uma continuação em parte do Pedido US11/254.881, depositado em 21 de outubro de 2005, que é uma conti-nuação em parte do Pedido US 10/857.917, depositado em 2 de junhode 2004, que reivindica o benefício do Pedido de Patente US Provisório60/533.557, depositado em 31 de dezembro de 2003, todos os quaissão aqui incorporados por referência na sua totalidade. O Pedidoanteriormente depositado 11/352.209, depositado em 13 de fevereiro de2006, é também uma continuação em parte do Pedido US 11/181.778,depositado em 15 de julho de 2005, que também é aqui incorporado porreferência na sua totalidade.
Além disso, este Pedido está relacionado com o Pedido US11/144.715, depositado em 6 de julho de 2005, assim como tambémcom os Pedidos de Desenho US D506.832, emitido em 28 de junho de2005, e D507.657, emitido em 19 de julho de 2005, ambos intitulados"Meter For an Integrated Diagnostic Test System", todos os quais sãoaqui incorporados por referência na sua totalidade.
Campo da InvençãoA presente invenção relaciona-se com o campo de testes dediagnóstico e, mais particularmente, com sistemas de testes de diagnós-tico que usam medidores eletrônicos.
Antecedentes da Invenção
Os sistemas de testes de diagnóstico são comumenteusados para realizar vários tipos de testes de diagnóstico em váriostipos de amostras. O teste de diagnóstico pode ser um teste qualitativoou quantitativo para determinar a presença, a concentração ou aquantidade de um ou mais produtos de análise numa amostra. Oproduto de análise pode ser um produto de análise medicamentesignificativo - por exemplo, glicose, cetonas, colesterol, triglicerídeos,humano coriogonadotropina (HCG), hemoglobina AlC, frutosamina,carboidratos, marcadores de tumor, chumbo, drogas anti-epilepsia,bilirrubina, marcadores da função hepática, toxinas ou seu metabolitos,substâncias controladas, fatores de coagulação do sangue (PT, APTT)etc. - contidos numa amostra biológica - por exemplo, sangue, urina,tecido, saliva etc. Todavia, o teste de diagnóstico não é limitado aocampo médico. Por exemplo, o teste de diagnóstico pode determinar apresença ou a quantidade de um produto de análise numa água, terraou amostra química.
Esses sistemas de testes de diagnóstico podem incluir ummeio de teste (por exemplo, uma tira de testes, uma lingüeta, um discoetc.) configurado para reagir à presença do produto de análise numaamostra e um medidor eletrônico separado configurado para interfacearcom os meios de teste, a fim de conduzir o teste de diagnóstico e indicaros resultados do teste de diagnóstico para o usuário.
A fim de conduzir o teste de diagnóstico, o usuário deveprimeiro obter um meio de teste de amostra, por exemplo, uma tira detestes, a partir de um recipiente, depois, obter uma amostra usando umdispositivo de amostragem (por exemplo, extrair sangue usando umalanceta) e, então, aplicar a amostra ao meio de teste (antes ou depois deinserir o meio de teste na interface do medidor). O medidor realiza,então, o teste de diagnóstico na amostra e indica o resultado para ousuário, por exemplo, usando um monitor numérico.
Contudo, o medidor de diagnóstico é freqüentementevolumoso. Além disso, como o usuário deve levantar e pousar o recipi-ente de meios de teste, o dispositivo de amostragem e o medidor emsucessão, o recipiente de meios de teste, o dispositivo de amostragem eo medidor são facilmente separados um do outro, de forma que osusuários possam achar-se eles mesmos sem um ou mais dos compo-nentes necessários para conduzir o teste de diagnóstico. Além disso, éinconveniente para o usuário levar um recipiente de meios de teste, ummedidor e um dispositivo de amostragem eletrônico separados.
Ainda os meios de testes de marcas ou lote de fabricodiferentes podem responder diferentemente à presença ou concentraçãode produto de análise na amostra. A fim de obter resultados maisprecisos, o medidor eletrônico pode ser calibrado com respeito a umadada marca ou lote de tiras de teste fornecendo-o com uma ou maismarcas ou parâmetros de calibração específicos de lotes que correlacio-nam a resposta a partir de uma marca particular ou meio de lote deteste particular com uma referência padronizada.
Ao usuário pode ser exigido que forneça o medidor com osparâmetros de calibração apropriados numa etapa de codificaçãoseparada. Por exemplo, o recipiente de meios de teste pode exibir umnúmero de código a partir do qual o medidor pode determinar asinformações de calibração apropriadas. O usuário pode, então, intro-duzir manualmente o número de código (por exemplo, usando botões ououtros dispositivos de entrada do usuário no medidor) para prover osdados de calibração para o medidor. Alternativamente, os dados decalibração podem ser baixados, por exemplo, a partir do sítio da Rededo fabricante. Noutra abordagem, o recipiente de meios de teste podeser provido com um chip de código associado em que os dados decalibração são armazenados eletronicamente. O usuário pode forneceros dados de calibração para o medidor inserindo o chip de código numaporta correspondente no medidor.
Esta etapa de codificação pode ser inconveniente ou difícilpara o usuário. Por exemplo, os usuários de idade avançada ou fracospodem ter dificuldade em baixar os dados de calibração ou inserir oschips de código. Além disso, os usuários podem esquecer-se de calibraro medidor para uso com uma nova marca ou lote de meios de teste.Conseqüentemente, o usuário pode introduzir parâmetros de calibraçãoou códigos incorretos ou o usuário pode usar meios de teste de umamarca ou lote com um medidor calibrado para uso com meios de testede uma marca ou lote diferente. Além disso, uma vez que um medidoresteja calibrado para um dado lote de meios de teste, o uso dessemedidor com meios de teste de outro lote pode conduzir a resultadoserrôneos, o que poderia ter conseqüências sérias para o usuário. Porexemplo, nos casos em que o teste é um autoteste do nível de glicose nosangue, um resultado errôneo pode informar mal o usuário sobre o seunível de glicose de sangue, o que pode levar a que o usuário tenha umataque de diabete.
Uma solução possível para os problemas de codificaçãoacima mencionados é utilizar o método de codificação universal. Estemétodo usa lotes de tira que são controlados e classificados paracritérios de aceitação apertados, isto é, todas as tiras são ajustadas comum conjunto único de parâmetros de calibração, não exigindo, destemodo, que a codificação da tira ou mais do que um conjunto fixo deparâmetros de lotes de tira seja armazenado no medidor 130. A codifi-cação universal economiza o custo de substituir o medidor 130, permi-tindo que seja usado em muitos recipientes de tiras de teste diferentes110. Além disso, as tiras codificadas universais 120 podem ser estrei-tamente controladas de tal modo que muitos lotes de tiras têm o mesmocódigo e são classificadas de forma a adaptar-se à transmissão docódigo fixo do medidor. Este método não é dependente de técnica eajuda a impedir erros devido a lote de tiras misturados. Além disso, acodificação universal sempre tem o código correto de tal maneira quenão existe desencontro entre o medidor 130 e o código do lote de tira.Todavia, os limites estreitos impostos por este método tornam esta umasolução cara, visto que são geradas grandes quantidades de rejeitosdurante os processos correntes de fabrico.
Conseqüentemente, existe uma necessidade de sistemas detestes de diagnóstico que sejam de transporte conveniente e queminimizem a chance de que um usuário use um medidor de diagnósticocom meios de teste de uma marca ou lote para a qual o medidor não foicalibrado. Além disso, existe uma necessidade de sistemas de testes dediagnóstico que reduzam o potencial para teste de uma amostra comum medidor de teste impropriamente calibrado para os meios de testeparticulares usados.
Sumário da Invenção
As modalidades da presente invenção são direcionadas parasistemas e métodos de testes de diagnóstico que obviam a uma ou maisdas limitações e desvantagens dos sistemas e métodos anteriores.
Numa modalidade, um sistema de testes de diagnósticoinclui um medidor que compreende um alojamento, uma interface paraaceitar meios de teste, a fim de realizar o teste de diagnóstico, e umacontroladora configurada para realizar o teste de diagnóstico. Osistema inclui também um recipiente, tendo uma abertura, operativa-mente associada ao medidor e configurada para conter meios de testecompatíveis com o medidor. Os meios de teste inicialmente armazena-dos no recipiente e que compreendem pelo menos uma tira de testessão embutidos com um código legível pela controladora para identificardados particulares para a tira de testes.
Outra modalidade da invenção é direcionada para umsistema de testes de diagnóstico que inclui um medidor para realizarum teste de diagnóstico numa amostra aplicada para testar os meios.O medidor compreende um alojamento, uma interface para aceitarmeios de teste, a fim de realizar o teste de diagnóstico, e uma controla-dora, configurada para realizar o teste de diagnóstico. Um recipientetem uma abertura e está operativamente associado ao medidor econfigurado para conter meios de teste compatíveis com o medidor. Osmeios de teste inicialmente armazenados no recipiente compreendempelo menos uma tira de testes de diagnóstico. A tira de testes compre-ende pelo menos uma camada eletricamente isolante; um padrãocondutor formado sobre pelo menos uma camada isolante inclui pelomenos um elétrodo disposto sobre pelo menos uma camada isolantenuma região proximal da tira, contatos elétricos de tira dispostos sobrepelo menos uma camada isolante numa região distai da tira, e traçoscondutores que conectam eletricamente os elétrodos a pelo menosalgum dos contatos das tiras elétricas. Uma camada de reativo contatapelo menos uma parte de pelo menos um elétrodo e cada um doscontatos elétricos de tira pode ser seletivamente recoberto com umaparte discreta de material isolante elétrico para formar pelo menosparcialmente um padrão distinto legível pela controladora para identifi-car dados particulares para a tira de testes.
Outra modalidade da invenção é dirigida para um sistemade testes de diagnóstico que inclui um medidor para realizar um testede diagnóstico numa amostra aplicada para testar meios. O medidorcompreende um alojamento, uma interface para aceitar meios de teste,a fim de realizar o teste de diagnóstico, e uma controladora, configuradapara realizar o teste de diagnóstico. Um recipiente tem uma abertura eestá operativamente associado ao medidor e configurado para contermeios de teste compatíveis com o medidor. Os meios de teste inicial-mente armazenados no recipiente compreendem pelo menos uma tirade testes de diagnóstico. A tira de testes compreende pelo menos umacamada eletricamente isolante; um padrão condutor formado sobre pelomenos uma camada isolante inclui pelo menos um elétrodo dispostosobre pelo menos uma camada isolante numa região proximal da tira,contatos elétricos de tira dispostos sobre pelo menos uma camadaisolante numa região distai da tira e traços condutores que conectameletricamente os elétrodos a pelo menos algum dos contatos elétricos detira. Uma camada de reativo contata pelo menos uma parte de pelomenos um elétrodo. Uma primeira pluralidade de contatos elétricos detira é compreendida de contatos individualmente conectados a umelétrodo. Uma segunda pluralidade de contatos elétricos de tira écompreendida do padrão condutor na região distai da tira e um materialeletricamente isolante separa a primeira e a segunda pluralidades decontatos elétricos de tira.
Outra modalidade da invenção é direcionada para umsistema de testes de diagnóstico que inclui um medidor que compreen-de um alojamento, uma interface para aceitar meios de teste, a fim derealizar o teste de diagnóstico, e uma controladora, configurada pararealizar o teste de diagnóstico. O sistema também inclui um recipientetendo uma abertura e configurado para conter meios de teste compatí-veis com o medidor. Os meios de teste inicialmente armazenados norecipiente e que compreendem pelo menos uma tira de testes sãoembutidos com um código legível pela controladora para identificardados particulares para a tira de testes. O alojamento do medidor éconfigurado para fechar a abertura do recipiente.
Noutra modalidade, a invenção é direcionada para ummétodo de determinação do nível de um constituinte dentro de umfluido. O método compreende prover um sistema de testes de diagnós-tico que inclui um medidor que compreende um alojamento, umainterface para aceitar meios de teste, a fim de realizar o teste de diag-nóstico, e uma controladora, configurada para realizar o teste dediagnóstico. O método compreende ainda fornecer um recipiente comuma abertura configurada para conter meios de teste compatíveis com omedidor e fornecer meios de teste inicialmente armazenados no recipi-ente que compreendem pelo menos uma tira de testes embutida comum código legível pela controladora. O método compreende aindaremover uma tira de testes do recipiente; inserir uma primeira extremi-dade da tira na interface do medidor; aplicar uma amostra fluida numasegunda extremidade da tira; ler o código embutido na tira de testescom a controladora; identificar dados particulares para a tira de testescom base no código; e calcular a concentração do constituinte fluido daamostra fluida com a controladora.
Aspectos e vantagens adicionais da invenção serão descritosem parte na descrição que se segue e em parte serão óbvios a partir dadescrição ou podem ser aprendidos pela prática da invenção. Asvantagens da invenção serão percebidas e alcançadas por meio doselementos e combinações particularmente assinalados nas Reivindica-ções anexas.
Deve ficar entendido que tanto a descrição geral precedentecomo a descrição detalhada seguinte são apenas exemplificativas eexplicativas e não são restritivas da invenção, conforme reivindicada.
Breve Descrição dos Desenhos
Os desenhos anexos, que ficam incorporados e constituemuma parte deste Relatório Descritivo, ilustram várias modalidades dainvenção e, em conjunto com a descrição, servem para explicar osprincípios da invenção.
A Figura 1 é uma vista em perspectiva de uma primeiramodalidade de um sistema integrado consistente com a presenteinvenção.
A Figura 2 é uma vista em perspectiva de uma segundamodalidade de um sistema integrado consistente com a presenteinvenção.
A Figura 3 é uma vista em perspectiva de uma terceiramodalidade de um sistema integrado consistente com a presenteinvenção.
A Figura 4 é um diagrama de blocos que ilustra os compo-nentes funcionais de um medidor de diagnóstico consistente com apresente invenção.
A Figura 5 é uma vista em seção reta de uma quartamodalidade integrada de um sistema integrado consistente com apresente invenção.
A Figura 6 é uma vista em perspectiva de um alojamentodo medidor que compreende um prendedor configurado para receberum ou mais dispositivos usados para testes de diagnóstico.
A Figura 7 é uma vista em perspectiva de um recipientecom um diodo de emissão de luz localizado no recipiente.
A Figura 8 é uma vista em perspectiva de um recipientecom um diodo de emissão de luz localizado no medidor.
A Figura 9 é uma vista em perspectiva de um recipientecom um diodo de emissão de luz posicionado adicionalmente parailuminar uma parte exterior do recipiente.
A Figura 10 é uma vista em perspectiva de um recipientefechado com um alojamento iluminado.
A Figura 11 é uma vista em perspectiva de um recipienteaberto com um alojamento iluminado.
A Figura 12 é uma vista em perspectiva de uma partesuperior de um alojamento de recipiente que compreende um vídeo debaquelite e uma parte de anel.
A Figura 13 é uma vista em perspectiva de um recipienteaberto com um flange iluminado.
A Figura 14 é uma vista em perspectiva do dispositivo delanceta com um medidor substituível.
A Figura 15 é uma vista geral em seção reta de uma tira detestes, de acordo com uma modalidade da presente invenção.
A Figura 16 é uma vista em perspectiva superior de umatira de teste inserida num conector de tira de medidor, de acordo comuma modalidade da presente invenção.
A Figura 17 é uma vista geral em seção reta de uma tira detestes inserida num conector de tira de medidor, de acordo com umamodalidade da presente invenção.
A Figura 18A é uma vista superior de uma parte distai deuma tira de testes que ilustra interrupções que dividem regiões particu-lares da extremidade de conexão da tira de testes, de acordo com umamodalidade da presente invenção.
A Figura 18B é uma vista superior de uma parte distai deuma tira de testes que ilustra regiões condutoras que formam contatoselétricos, de acordo com uma modalidade da presente invenção.
A Figura 18C é uma vista superior de uma parte distai deuma tira de testes que ilustra uma disposição particular para umapluralidade de contatos elétricos, de acordo com uma modalidade dapresente invenção.
A Figura 18D é uma vista superior de uma parte distai deuma tira de testes que ilustra isoladores múltiplas que cobrem regiõesparticulares da extremidade de conexão da tira de testes, de acordo comuma modalidade da presente invenção.
A Figura 19 é uma vista superior expandida de uma partedistai de uma tira de testes inserida num conector de tiras de medidor,de acordo com uma modalidade da presente invenção.
A Figura 20 é uma vista superior de uma parte distai deuma tira de testes que ilustra uma pluralidade de contatos elétricos queformam um código, de acordo com uma modalidade da presenteinvenção.
A Figura 21 é um diagrama esquemático simplificado dasconexões elétricas entre um medidor e uma pluralidade de contatoselétricos de uma tira de testes, de acordo com uma modalidade dainvenção.
A Figura 22 é um diagrama esquemático alternativosimplificado das conexões elétricas entre um medidor e uma pluralidadede contatos elétricos de uma tira de testes, de acordo com uma modali-dade da invenção.
A Figura 23 é uma vista em perspectiva de um medidorremoto com codificação sobre a tira e um mecanismo de ejetor de tira.
A Figura 24 é uma vista em perspectiva de um conector dedados de USB de medidor remoto com codificação em tira e um meca-nismo de ejetor de tira.
A Figura 25 é uma vista em perspectiva de um medidorremoto com codificação em tira e um mecanismo de ejetor de tira ligadoao dispositivo de lanceta.
A Figura 26 é uma vista em perspectiva de um prendedorna forma de um grampo colocado ao redor de um recipiente.
A Figura 27 é uma vista em perspectiva de um prendedorna forma de orifícios usado para conter um recipiente e um dispositivode lanceta.
Descrição das Modalidades
Será feita, agora, referência em detalhe a modalidadesexemplificativas da invenção, cujos exemplos são ilustrados nos dese-nhos anexos. Sempre que possível, serão usados os mesmos númerosde referência através dos desenhos para referência às mesmas partesou semelhantes.
1-O Sistema Integrado
A Figura 1 mostra um sistema integrado 100 para conduzirum teste de diagnóstico de acordo com uma modalidade exemplificativada presente invenção. O sistema exemplificativo integrado 100 incluium recipiente 110 para conter meios de teste, tais como tiras de teste120, e um medidor 130 para realizar um teste de diagnóstico usando astiras de teste 120 contidas no recipiente 110.
Numa modalidade ilustrativa, o teste de diagnóstico é adeterminação da quantidade de glicose numa amostra de sangue inteiroaplicada a uma câmara de amostra 121 da tira de testes 120. Paratestes da glicose do sangue, o medidor 130 pode empregar qualquerdentre uma variedade de técnicas. De preferência, o teste de diagnósti-co emprega uma técnica eletroquímica (por exemplo, culometria,amperometria, potenciometria etc.). São descritos sistemas eletroquí-micos exemplificativos nas Patentes US 6.743.635, emitida em 1 dejunho de 2004, e 6.946.299, emitida em 20 de setembro de 2005,ambas intituladas "System and Method for Blood Glucose Testing" eambas têm cessionária em comum com o presente Pedido, os quais sãoaqui incorporados por referência na sua totalidade. Alternativamente, omedidor 130 pode empregar uma técnica fotométrica (por exemplo,reflexão, transmissão, difusão, absorção, fluorescência, eletro-quimioluminescência etc.) para determinar a quantidade de glicose naamostra. São descritos sistemas fotométricos exemplificativos nasPatentes US 6.201.607; 6.284.550 e 6.541.266, tendo cada uma acessionária em comum com o presente Pedido, as quais são aquiincorporadas por referência na sua totalidade. Todavia, as técnicaseletroquímicas são atualmente preferidas porque, entre outras razões,exigem uma amostra de sangue menor (na ordem de 1 \xb ou menos) doque as técnicas fotométricas (na ordem de 1 μΐ^ ou maior). Além disso,a instrumentação para as técnicas eletroquímicas exige tipicamentemenos energia e pode ser tornada tipicamente mais compacta do que ainstrumentação para as técnicas fotométricas.
O sistema integrado 100 será ilustrado com referência a umteste de diagnóstico para determinar a concentração de glicose nosangue usando uma técnica eletroquímica, com a compreensão de queos princípios da presente invenção são igualmente aplicáveis a outrostipos de testes e técnicas de diagnóstico, como aqueles mencionadosacima. Além disso, embora a presente invenção tenha sido ilustradacomo utilizando meios de teste na forma de tiras de teste 120, asmodalidades exemplificativas da presente invenção não ficam limitadasa um tipo particular de meios e aquelas pessoas de capacidade natécnica reconhecerão que os princípios da presente invenção sãoigualmente aplicáveis a sistemas de testes de diagnóstico que empre-gam meios de teste em outras formas, por exemplo, lingüetas, discosetc.
O medidor 130 pode ser contido num alojamento 131. Oalojamento do medidor 131 é ligado ou inclui, de outra forma, umaparte de fechamento 140 (parte inferior de medidor 130 na Figura 1)que se liga ao recipiente 110, a fim de fechar seletivamente uma abertu-ra 111 do recipiente. O alojamento do medidor 131 pode incluiradicionalmente um prendedor 144 que é configurado para receber umou mais recipientes 110, como ilustrado na Figura 6. O prendedor 144é configurado para ser armazenado sob o fechamento 140, quando forade uso e é deslizavelmente móvel (conforme ilustrado pela seta deposição) para uma posição lateral do recipiente 110, a fim de receber esegurar recipientes adicionais 110. A abertura 111 pode ser a únicaabertura no recipiente 110. Numa modalidade ilustrativa, o alojamentodo medidor 131 tem um lado (por exemplo, a parte inferior do alojamen-to do medidor 131 na Figura 1) que é conformada de modo a se ajustarao fechamento 140 e é anexada ao fechamento 140, por exemplo, poruma fixação mecânica (grampo etc.), ligação, cola, solda etc. Alternati-vamente, a parte de fechamento 140 pode ser formada integralmentecom o alojamento do medidor 131. O medidor 130 e o fechamento 140formam, assim, em conjunto, uma cobertura ou tampa para o recipiente110.
O fechamento 140 pode ser configurado de modo a ligar orecipiente de vários modos. Na posição fechada (ver a Figura 3), ofechamento 140 fecha a abertura 111 suficientemente de maneira aimpedir a perda ou remoção dos meios de teste do recipiente 110.Conseqüentemente, o fechamento 140 é configurado para se ligar aorecipiente 110 de forma a impedir que as tiras de teste 120 passem pelaabertura 111, quando o fechamento 140 estiver na posição fechada. Orecipiente 110 e o fechamento 140 podem também ser configuradospara impedir a infiltração de luz, líquido, vapor e/ou ar no recipiente demodo a impedir a contaminação ou a degradação dos meios de teste.Nos casos em que os meios de teste são configurados de tal maneiraque sejam tóxicos ou possam apresentar perigo de sufocamento, ofechamento 140 pode ser opcionalmente configurado ser resistente acrianças, a fim de impedir que crianças abram o recipiente 110 eacessem os meios de teste. Por exemplo, o fechamento 140 e o recipien-te 110 podem ser configurados de uma maneira semelhante a recipien-tes bem conhecidos resistentes a crianças para produtos farmacêuticosou substâncias químicas domésticas.
O fechamento 140 pode ser configurado como uma tampade torção, por exemplo, provendo rosqueados interligados (não mostra-dos) no fechamento 140 e no recipiente 110. Alternativamente, ofechamento 140 pode ser configurado para deslizar sobre a abertura,por exemplo, dentro de ranhuras (não mostradas) ao lado da abertura.Como alternativa adicional, o fechamento 140 pode ser provido de umacaptura (não mostrada), tal como um gatilho, que se liga ao recipiente110 (ou vice-versa). A captura pode ser liberada por um botão. Todavi-a, numa modalidade ilustrativa, o fechamento 140 é configurado demaneira a formar uma vedação de ajuste por pressão com o recipientepara lacrar a abertura contra a infiltração de luz, líquido e vapor. Porexemplo, na Figura 1, o fechamento 140 é configurado com um recesso(não mostrado) para adaptação por pressão ao lado de fora da abertura111, de maneira que o aro da abertura 111 se adapte dentro da partede fechamento 140. Alternativamente, o fechamento 140 pode serconfigurado com uma projeção 241 conformada para se ligar ao interiorda abertura 111, como mostrado na Figura 2. Todavia, ficará entendidoque a presente invenção não está limitada a nenhuma configuraçãoparticular do recipiente e do fechamento e que podem ser empregadasoutras configurações consistentes com os princípios da presenteinvenção.
Para facilidade de fabrico, a abertura 111 pode ser feita damesma forma que o recipiente 110. O alojamento 131 do medidor 130tem igualmente de preferência uma forma exterior semelhante àquelado recipiente 110 de maneira que o sistema integrado possa ser maisconfortavelmente seguro e carregado, por exemplo, no bolso do usuário.Todavia, será entendido que o recipiente 110, o medidor 130 e aabertura 111 não precisam ser do mesmo formato exterior e o recipientee o medidor podem ser configurados em diferentes formatos sem sair doescopo da presente invenção.
De preferência, o recipiente 110 é geralmente um cilindrocircular reto e a abertura 111 tem uma forma circular como mostradonas Figuras 1 e 2. Uma forma circular é uma configuração possível para a abertura, porque permite que seja formada uma vedação unifor-memente apertada com uma adaptação por pressão entre a parte defechamento 140 e o recipiente 110. Como mostrado nas Figuras 1-3, omedidor 130 pode também ser geralmente circular e cilíndrico e teruma largura semelhante à largura do recipiente, de forma que o medi-dor integrado 100 tenha uma forma global geralmente circular-cilíndrica que é confortável para segurar e transportar, por exemplo, nobolso das calças. Todavia, o recipiente 110, o medidor 130 e a abertura111 podem ser feitos de algumas de várias outras formas. Por exemplo,o recipiente pode ser formado como um cilindro reto oval, elíptico ouretangular a fim de melhor se ajustar ao bolso da camisa do usuário.
O recipiente 110 e o fechamento 140 podem também serprovidos de flanges correspondentes 112 e 242, respectivamente, que seadaptam em fluxo um contra o outro, quando a parte de fechamentoestiver na posição fechada a fim de impede ainda a infiltração de líquidoe vapor. O fechamento 140 também é, de preferência, provido de umaprotrusão 143 que se estende suficientemente para além do lado dorecipiente 110, de modo a ajudar o usuário a abrir e fechar o recipiente110, por exemplo, empurrando para cima com o dedo polegar contra aprotrusão 143. A protrusão 143 pode ser uma distensão do flange 242,como mostrado na Figura 2. Alternativamente, a protrusão 143 podeser diretamente formada no alojamento do medidor 131, como mostradona Figura 3.
Conforme mostrado na Figura 1, o recipiente 110 pode seraberto removendo completamente o medidor 130 e a parte de fechamen-to 140 do recipiente 110. Alternativamente, o medidor 130 e/ou ofechamento 140 podem ser conectados ao recipiente 110, a fim deimpedir que o medidor 130 fique separado do recipiente. O recipiente110 e o medidor 130 podem ser conectados, por exemplo, por umadobradiça, passadeira ou outro conector flexível, tal como uma faixa deplástico ou fio flexíveis etc. (não mostrados). Numa modalidade ilustra-tiva, uma dobradiça 251 conecta o recipiente 110 e o alojamento domedidor 131 e/ou o fechamento 140. A dobradiça 251 fica posicionadade tal forma que a projeção 241 se adapta dentro da abertura 111 naposição fechada. O conector (por exemplo, a dobradiça 251) pode teruma extremidade conectada ao recipiente 110 e a outra extremidadeconectada ao fechamento 140 e/ou ao alojamento do medidor 131. Porexemplo, o recipiente 110 e o fechamento 140 podem ser integralmenteconectados por uma dobradiça, por exemplo, como mostrado na PatenteUS 5.723.085, intitulada uProcess and Apparatus for Making a LeakProof Cap and Body Assemblif', que é aqui incorporada por referênciana sua totalidade. Alternativamente, uma extremidade do conector (porexemplo, a dobradiça 251) pode ser conectada a um anel 252 que édimensionado de forma a adaptar-se sobre o recipiente 110, comomostrado na Figura 2. O anel 252 pode ser configurado para ligar-selivremente de modo friccional ao recipiente 110. Como outra alternati-va, o anel 252 pode ser fixado no recipiente 110, por exemplo, porsoldadura, cola etc. Além disso, o recipiente 110 pode incluir um diodode emissão de luz (LED) 253 que automatica ou seletivamente ilumina oconteúdo do recipiente 110, quando for aberto. O LED 253 pode serposicionado sobre o recipiente 110, no alojamento do medidor 131, ouposicionado adicionalmente de maneira a iluminar uma parte exteriordo recipiente 110, como ilustradas nas Figuras 7-9.
Numa modalidade exemplificativa, o recipiente 110 e o
fechamento 140 são formados de polipropileno usando um processo demoldagem por injeção. Todavia, podem ser usados outros materiais eprocessos sem sair do escopo da presente invenção.
O sistema integrado 100 pode ainda incluir um dispositivode amostragem que o usuário pode usar para obter uma amostra parateste. O dispositivo de amostragem pode ser adaptado para obter umaamostra biológica. Por exemplo, o dispositivo de amostragem pode serum dispositivo de lanceta que o usuário pode usar para retirar sangue,por exemplo, para um teste de diagnóstico do nível de glicose dosangue.
Um sistema exemplificativo integrado que incorpora odispositivo de lanceta 360 é mostrado na Figura 3. O dispositivo delanceta exemplificativo 360 inclui um corpo posterior 312, uma cober-tura de dedo 314, um bico exterior 318, um bico interior 322 e umdisparador 324. O dispositivo de lanceta exemplificativo 360 incluiainda uma mola interna (não mostrada) que é usada para propulsar alanceta 320 para além da superfície de contato 321 e através da pele atéa profundidade selecionada pelo usuário.
Como mostrado na Figura 3, o dispositivo de lancetaexemplificativo 360 é conectado ao recipiente 110. O Dispositivo delanceta 360 pode ficar conectado permanentemente ao recipiente, porexemplo, formando, por exemplo, o corpo posterior 312, a cobertura dededo 314, o bico exterior 318 ou o bico interior 322 integralmente com orecipiente 110 por ligação de um destes componentes ao recipiente 110,por exemplo, por uma ligação mecânica (grampo, suportes, lingüetas,fendas), ligação, cola e soldadura. Como seria evidente para umapessoa de capacidade ordinária na técnica, podem ser usados outrosexpedientes conhecidos. Alternativamente, o dispositivo de lanceta 360pode ser conectado de modo liberável ao recipiente 110 proporcionandoconectores liberáveis correspondentes sobre o dispositivo de lanceta 360e o recipiente 110. Por exemplo, o dispositivo de lanceta 360 pode serprovido de uma ou mais fendas, orifícios, cavidades, fechamentos ougrampos que se ligam às estruturas correspondentes no recipiente 110ou vice-versa. Como ilustrado na Figura 18, um grampo prendedor 608pode ser estirado sobre o recipiente 110 para uma adaptação apertada.O grampo prendedor 608 inclui um grampo que pode ligar-se de modoliberável ao dispositivo de lanceta 360 no lugar. De modo semelhante, aFigura 19 materializa orifícios de prendedor 610 projetados paraligarem o recipiente 110 e o dispositivo de lanceta 360 em conjuntonuma fixação. Uma pessoa de capacidade ordinária na técnica enten-derá que podem ser usados outros tipos de prendedores para receberum ou mais dispositivos usados para testes de diagnóstico, tais comosuportes, magnetos, travas de baioneta, fendas, lingüetas e prendedoresde gancho e alça etc. Como alternativas adicionais, o dispositivo delanceta 360 pode ser conectado ao alojamento 131 do medidor 130 ou à parte de fechamento 140. De preferência, apenas um dos corposposteriores 312, da cobertura de dedo 314, do bico exterior 318 ou dobico interior 322 é conectado ao recipiente 110, de forma que o disposi-tivo de lanceta 360 possa ser ajustado e usado sem desconectá-lo dorecipiente 110.
A fim de extrair uma amostra usando o dispositivo delanceta exemplificativo 360, o usuário pode primeiro selecionar umaprofundidade desejada de penetração da lanceta 320 girando o bicoexterior 318 de maneira que o indicador da profundidade desejada 326no bico exterior 318 fique alinhado com a seta 328 no bico interior 322.A seguir, o usuário carrega a mola interna puxando o bico interior 322em afastamento do corpo posterior 312 e coloca a superfície de contato321 contra a superfície a ser lancetada. O usuário pode, então, deslo-car o disparador 324 para liberar a mola interna, que propulsiona odispositivo de lanceta 320 para além da superfície de contato 321 até àprofundidade indicada e, deste modo, para dentro da pele. Umaamostra de sangue pode, então, ser aplicada na câmara de amostra 121da tira de testes 120.
Detalhes adicionais de dispositivo de lanceta exemplificativo360 são mostrados no Pedido anterior 10/757.776, intitulado "LancingDeviceT, depositado em 15 de janeiro de 2004, tendo a cessionária emcomum com o presente Pedido, que é aqui incorporado por referênciana sua totalidade. Todavia, a presente invenção não é limitada anenhum dispositivo de amostragem particular e uma pessoa de capaci-dade na técnica reconhecerá que outros dispositivos de amostragempodem ser incorporados de uma maneira semelhante ao dispositivo delanceta exemplificativo acima descrito.
2. Eletrônica do Medidor
A Figura 4 mostra um diagrama de blocos que ilustracomponentes funcionais do medidor exemplificativo 130. Como mos-trado na Figura 4, o medidor 130 pode incluir a função de controladora400, a interface de meios 410, a fonte de energia 420, a função decontrole do usuário 430, a função de entrada/saída 440, a função deindicador 450, o mecanismo de liberação de meios 460, a função demensagem de voz 470 e os sensores ambientais 480. Embora nãoilustrado na Figura 4, em pelo menos uma modalidade, a interface demeios 410 pode incluir toda a estrutura necessária para a implementa-ção de uma disposição de codificação de tira como mais tarde descritono que se relaciona com as Figuras 15-22. Por exemplo, a interface demeios 410 pode incluir a primeira pluralidade de contatos de conector738 e a segunda pluralidade de contatos de conector 740 como descritomais completamente abaixo. Conseqüentemente, o exemplo seguintecombina os benefícios de um sistema de codificação de tiras, como serádescrito com mais detalhe abaixo, e os benefícios de uma disposição demedidor 130 e recipiente 110 integrados. Numa modalidade ilustrativa,os componentes funcionais do medidor 130 são contidos dentro doalojamento do medidor 131. Todavia, ficará entendido que algum outodos os componentes de uma dada função podem ficar localizadosnutro lugar no sistema integrado 100.
A controladora 400 controla a operação dos componentesfuncionais do medidor de acordo com as suas instruções 402, quepodem ser providas como software ou firmware. A controladora 400pode incluir funções de processador 404, memória 406 e relógio 408.Numa modalidade ilustrativa da invenção, as funções de processador404, memória 406 e/ou relógio 408 podem ser implementadas usandoum Circuito Integrado Específico da Aplicação (ASIC), que permite que acontroladora 400 seja reduzida em tamanho em comparação com atecnologia de circuito integrado padrão. Todavia, ficará entendido que acontroladora pode ser implementada usando tecnologia de circuitointegrado padrão ou outra tecnologia, sem sair do escopo da presenteinvenção.
A função de processador 404 executa as instruções 402usadas para controlar os componentes funcionais 410-480 do medidor130. Em particular, o processador 404 executa as instruções 402necessárias para realizar o teste de diagnóstico (por exemplo, comodescrito nas Patentes US 6.743.635 e 6.946.299, incorporadas porreferência acima). As instruções 402 para o processador 404 podem serarmazenadas na memória 406 ou noutro lugar. A função de memória406 pode também armazenar dados, tais como dados de calibração eoutros dados usados na realização do teste de diagnóstico. Em modali-dades exemplificativas da presente invenção, a memória 406 é usadapara armazenar resultados do teste de diagnóstico, junto com dadostempo/data e/ou mensagem de voz associada, para mais tarde revisarou levantar (examinada abaixo).
A função de relógio 408 regula a execução pelo processadordas instruções 402 no tempo. Em particular, a função de relógio 408 éusada para regular a contagem de tempo de etapas no teste de diagnós-tico. Por exemplo, o processador 404 pode usar o relógio 408 pararegular um período de tempo de incubação ou outros períodos detempo, necessários para a realização correta do teste de diagnóstico (porexemplo, conforme descrito nas Patentes US 6.743.635 e 6.946.299,incorporadas por referência acima). A função de relógio 408 pode serimplementada por um único relógio do sistema ou por relógios múlti-plos para diferentes propósitos.
A interface de meios 410 aceita meios de teste, tais comotiras de teste 120, para testagem e inclui um canal 411 para assegurarque os meios de teste estão corretamente posicionados, quando inseri-dos por um usuário ou mecanismo de liberação de meios 460. Ainterface 410 inclui um ou mais sensores de meios para determinar, porexemplo, se uma tira de testes 120 foi corretamente inserida na portade teste 410 (isto é, se o lado de interface 122 da tira de testes 120 estácorretamente posicionado com respeito aos sensores de meios); se umaamostra dimensionada adequadamente foi aplicada na câmara deamostra do lado da amostra 121 da tira de testes; e a presença ouconcentração de produto de análise na amostra. Para medidores queusam técnicas eletroquímicas, os sensores de meios podem incluir umou mais contatos elétricos que correspondem a elétrodos no lado dainterface 122 da tira de testes 120. Para medidores que usam técnicasde fotométrica, é determinada pelo menos a presença ou a concentraçãodo produto de análise na amostra usando um sensor óptico, porexemplo, um LED e um fotodetector correspondente.
A fonte de energia 420 provê energia para os componenteseletrônicos do medidor 130. Numa modalidade ilustrativa, a fonte deenergia é uma bateria de célula de moeda de lítio. Todavia, podem serusadas outras fontes de energia, tais como outros tipos de baterias,células solares ou conversores AC/DC sem sair do escopo da presenteinvenção. A saída da fonte de energia pode ser regulada, por exemplo,por um circuito regulador de tensão.
A função de controle do usuário 430 pode incluir, porexemplo, um ou mais botões, comutadores, teclas ou outros controlespara controlar as funções do medidor 130. Numa modalidade ilustrati-va, a função de controle do usuário 430 é implementada por um oumais botões 132 colocados no lado esquerdo do alojamento do medidor131 (ver a Figura 1). Nesta posição, o botão 132 pode ser confortavel-mente premido com o dedo polegar ou o dedo indicador direito, enquan-to o sistema integrado 100 é seguro na mão direita, com o vídeo 133numa posição levantada. Todavia, controle do usuário 430 pode serposicionado noutro lugar no medidor 130. Por exemplo, o botão 132pode ser colocado no lado direito do alojamento do medidor 131, a fimde ficar mais conveniente para usuários canhotos, ou no lado superiordo medidor, por exemplo, centralizado sob o vídeo 133. Como outroexemplo, a função de controle do usuário 430 pode incluir um comuta-dor acionado quando o usuário abrir o fechamento 140, por exemplo, deforma que o medidor 130 ligue automaticamente, quando o usuárioabrir o recipiente 110 para recuperar uma tira de testes.
Numa modalidade exemplificativa da presente invenção, afunção de controle do usuário 430 é implementada usando um controleúnico, por exemplo, um botão único 132, que é usado para controlaruma pluralidade de funções do medidor. Por exemplo, o controle dousuário 430 pode ser usado para controlar a função de entrada/saída440, a função de indicador 450, o mecanismo de liberação de meios 460e/ou a função de mensagem de voz 470 proporcionando diretamentecomandos para estas funções ou através da controladora 400. Ocontrole do usuário 430 pode também ser usado para controlar afunção de teste de diagnóstico da controladora 400. Por exemplo,quando um teste dever ser realizado usando uma solução de controle(por exemplo, como descrito nas Patentes US 6.743.635 e 6.946.299,incorporadas por referência acima), o botão 132 pode ser mantidopressionado para indicar para a controladora 400 que a amostra decorrente é de uma solução de controle e, conseqüentemente, que acontroladora 400 deve realizar um teste de controle sobre a tira decorrente.
Alternativamente, pode ser fornecida uma pluralidade decontrole do usuário, por exemplo, uma pluralidade de botões 132, comcada botão tendo funções diferentes. Por exemplo, podem ser providosdois botões para permitir ao usuário rolar através dos resultados doteste de diagnóstico armazenados na memória 406 nas direções paradiante ou inversa. Como ajuda para o usuário, a função do botão oubotões 132 no tempo particular pode ser indicada dinamicamente pelafunção do indicador 450. Por exemplo, quando se recapitula os resul-tados de testes prévios, a função de indicador 450, por exemplo, umvídeo 133, pode instruir o usuário a "Pressione o Botão Para Ver oPróximo Resultado". Além disso, o controle do usuário 430 podem terfunções diferentes em momentos diferentes. Por exemplo, premir obotão 132 após a inserção de uma tira de testes na interface de meios410 pode comandar a controladora para realizar um teste de controlesobre essa tira, enquanto se segura o botão premido sem inserir umatira de testes pode comandar o vídeo da controladora a exibir o resulta-do do teste de diagnóstico prévio.
A função de entrada/saída 440 proporciona a baixa dedados ou instruções 402 para o medidor 130 e/ou o uploading de dadosa partir do medidor 130. A função de entrada/saída 440 pode serusada, por exemplo, para levantar os resultados de um teste ou testesde diagnóstico, de forma que possam ser transferidos para um disposi-tivo de memória ou para um terceiro, por exemplo, um assistente decuidados médicos para uso no tratamento do usuário. Alternativamen-te, a função de entrada/saída 440 pode ser usada para baixar dados(por exemplo, dados de calibração) ou instruções 402 (por exemplo,software atualizado) para o medidor 130. A função de entrada/saída440 pode ser implementada usando qualquer interface de informaçõesconvencionais digitais ou analógicas, por exemplo, uma porta senal,uma porta paralela, uma porta ótica, uma interface infravermelha etc.
A função de indicador 450 indica o resultado do teste dediagnóstico para o usuário, por exemplo, como um valor numérico emconjunto com as unidades de medição. Além de indicar o resultado doteste de diagnóstico, o indicador pode apresentar outras informaçõespara o usuário. Por exemplo, o indicador 450 pode indicar o resultadomédio de uma pluralidade de testes, o tempo e/ou data, a vida debateria remanescente etc. (por exemplo, como descrito na Patente US6.743.635 e 6.946.299, incorporada por referência acima). O indicador450 pode também ser usado para iniciar o usuário a realizar certasetapas do teste de diagnóstico, por exemplo, aplicar a amostra sobre atira de testes 120. Numa modalidade exemplificativa da presenteinvenção (examinada abaixo), o indicador 450 indica o número de tirasde teste que permanece no recipiente 110 ou o número de testes ou otempo que resya antes do medidor 130 ficar inoperante.
A função do indicador 450 pode apresentar informações naforma visível, audível ou tátil. Por exemplo, o indicador 450 podeincluir um vídeo 133 para exibir informações, por exemplo, usandovalores numéricos, palavras e/ou ícones. Várias tecnologias diferentespodem ser usadas para o vídeo 133. Por exemplo, o vídeo pode ser umvídeo de cristal líquido, um vídeo fluorescente a vácuo, um vídeoelectroluminescente, um vídeo de LED, um vídeo de plasma etc. Numamodalidade ilustrativa, o vídeo 134 é um vídeo de cristal líquido. Alémdisso, conforme ilustrado na Figura 12, a função de indicador 450 podeincluir um vídeo de baquelite 123 para iluminar o ponto de inserção datira de testes 120, quando for inserida na porta de teste 410. Alémdisso, uma parte superior do anel 124 do alojamento 131 pode seroticamente acoplada ao vídeo de baquelite 123 e construído com umapeça moldada transparente colorida que ilumina os tubos de luztraseira ou um LED de luz de frasco 253 (Figuras 7-9) para melhorar avisibilidade, se a tira de testes 120 for inserida numa área mal ilumina-da. Além disso, como ilustrado na Figura 13, o flange 112 também éconstruído com uma peça moldada transparente que acende, quando orecipiente 110 é aberto.
Alternativamente ou além disso, o indicador 450 pode inclu-ir um indicador audível configurado para indicar informações por som.
Por exemplo, o indicador 450 pode incluir um altofalante conectado aum circuito de voz e/ou som que é configurado, por exemplo, para falaro resultado do teste de diagnóstico ou buzinar para indicar que aconte-ceu um erro. Além disso, o indicador 450 pode ser lincado com umafreqüência particular de rádio FM, a fim de proporcionar uma saídaaudível em rádio FM do usuário. De modo semelhante, o indicador 450poderia ser lincado com qualquer dispositivo eletrônico pessoal, talcomo, por exemplo, um player de MP3, um telefone celular, um sistemade computador manual ou dispositivo Blackberry etc. a fim de apresen-tar informações de testes para um usuário. Como alternativa adicional,o indicador 450 pode ser implementado como um indicador de Brailledinâmico para uso por invisuais.
Numa modalidade ilustrativa, a função de indicador 450 in-clui um vídeo 133, assim como também um altofalante conectado a umcircuito de som (não mostrado). O vídeo 133 pode ser colocado na partesuperior do alojamento do medidor 131, como mostrado nas Figuras 1 e3. Nesta posição, o vídeo 133 fica convenientemente visível, quando omedidor for seguro na mão com o dedo polegar ou o dedo indicadorsobre o botão 132.
Como os meios de teste de diagnóstico, por exemplo, as ti-ras de teste 120, são tipicamente muito pequenos, certos usuáriospodem achar difícil recuperar os meios de teste a partir do recipiente110. Conseqüentemente, pode ser usado um mecanismo de liberaçãode meios para proporcionar a liberação automatizada de meios de testea partir do recipiente.
A Figura 5 mostra um corte transversal de um sistema e-xemplificativo integrado tendo um mecanismo de liberação de meios460. Nesta modalidade, o recipiente é configurado como um magazine(depósito) carregado por mola 510. Uma pluralidade de tiras de teste120 são empilhadas umas sobre as outras no magazine 510. O maga-zine 510 pode ter um formato interior semelhante àqueles dos meios deteste, a fim de manter o alinhamento da pilha. Por exemplo, para astiras de teste 120 representadas na Figura 1, o interior do magazine510 pode ser geralmente de seção reta retangular.
A mola 516 empurra a pilha de tiras de teste contra a partesuperior 518 do magazine 510, onde a tira de testes superior 125 ficaposicionada operativamente com respeito ao mecanismo de dispensaçãode tiras 460. O mecanismo de liberação 460 dispensa a tira de testessuperior 125 na pilha usando uma ação mecânica linear e/ou rotacio-nal. A ação mecânica pode ser executada manualmente (por exemplo,pelo usuário que puxa um slide ou gira uma roda) ou por um motor (porexemplo, um motor de passo) movido pela função de controle dousuário 430. A tira de testes superior 125 é deslizada a partir da pilhae através da fenda 520. Os meios de teste usados com esta modalidadepodem ser modificados por aplicação de uma camada ou filme isento defricção, tal como Teflon, a um ou ambos os lados, a fim de assegurar aejeção suave.
Nos casos em que o teste de diagnóstico particular exigeque a tira de testes seja inserida na interface de meios 410 antes de seraplicada a amostra, o mecanismo de liberação de meios 460 podeposicionar o lado da interface 122 da tira de testes ejetada 125 dentroda interface de meios 410, por exemplo, com o lado de interface 122 datira de testes ligando-se aos sensores de meios e a câmara de amostra121 da tira de testes projetada exteriormente a partir do medidor 130,para permitir a aplicação de uma amostra, como mostrado na Figura 5.Alternativamente, o mecanismo de liberação de meios 460 pode apre-sentar simplesmente uma extremidade da tira de testes superior 125para o usuário, que pode, então, inserir manualmente a tira de testes125 na interface de meios 410 (antes ou depois da amostra ser aplica-da, dependendo dos requisitos do teste de diagnóstico particular). Acontroladora 400 pode ser instruída a contar o número de tiras de teste120 dispensadas pelo mecanismo de liberação de meios 460 e fazer quea função de indicador 450 indicar, por exemplo, o número de tiras deteste 120 restantes no magazine 510.
A função de mensagem de voz 470 pode ser usada para gra-var uma mensagem de voz associada a um dado resultado de teste dediagnóstico. Para autoteste do nível de glicose do sangue, por exemplo,um usuário pode usar a função de mensagem de voz 470 para gravarinformações relacionadas com a sua dieta durante o tempo do teste dediagnóstico. A mensagem de voz pode ser registrada na memória 406junto com um ponteiro associando-a a um resultado de teste particular.O uso da função de mensagem de voz 470 é mais completamenteexplicado no Pedido anterior 10/764.974, intitulado "Medical DiagnosticTesting Device with Voice Message Capability", depositado em 26 dejaneiro de 2004, tendo cessionária em comum com o presente Pedido,que é aqui incorporado por referência na sua totalidade. No fim da vidaútil do medidor 130, o medidor 130 propriamente pode receber ouenviar para o assistente de cuidados médicos do usuário. O assistentede cuidados médicos pode, então, revisar os resultados dos testes dediagnóstico e/ou mensagens de voz associadas para uso no tratamentodo usuário.
A função de sensoriamento ambiental 480 pode incluir umou mais sensores ambientais usados para reunir dados usados narealização do teste de diagnóstico. Esses sensores ambientais podemincluir, por exemplo, um sensor de temperatura e/ou um sensor deumidade. Por exemplo, o medidor 130 pode usar uma leitura detemperatura para corrigir o resultado do teste de diagnóstico, quanto àdependência de temperatura (por exemplo, como descrito na Patente US6.743.635 e 6.946.299, incorporada por referência acima). Comoexemplo adicional, o medidor 130 pode usar uma leitura de umidadepara determinar se o nível de umidade está muito alto para prosseguircom o teste de diagnóstico.
3 - Prevenção do Uso de Tiras de Teste Incorretas
O medidor 130 pode ser calibrado para uso com uma marcaou lote de fabricante particular de meios de teste personalizando o testede diagnóstico realizado pelo medidor 130 com respeito à marca ou loteparticular usando um ou mais parâmetros de calibração. Estes parâ-metros de calibração podem incluir correções ambientais (por exemplo,correções de temperatura), correções do período de contagem de tempo(por exemplo, com respeito ao tempo de incubação), correções de tensão(por exemplo, para uso em testes eletroquímicos), variações de cor (porexemplo, para uso em testes fotométricos) etc., que personalizam afunção de teste de diagnóstico da controladora 400 para a marca ou loteparticular dos meios de teste. Ver, por exemplo, a Patente US6.743.635 e 6.946.299, incorporada por referência acima.
Numa modalidade ilustrativa da presente invenção, osistema integrado 100 inclui um ou mais recipientes 110 ou magazines510 de tiras de teste 120 embalados em conjunto com um medidor 130.As tiras de teste 120 no pacote são a partir do mesmo lote de fabrico outêm de outra forma a mesma reação característica para a glicose dosangue de maneira que o medidor 130 possa ser calibrado uma vez eusado depois disso com qualquer das tiras de teste 120 no pacote semrecalibração.
A função de teste de diagnóstico do medidor embalado 130pode ser pré-calibrada pelo fabricante ou distribuidor, por exemplo,fornecendo instruções 402 e/ou dados personalizados para os meios deteste associados. Alternativamente, o medidor 130 pode ser calibradoao nível do usuário exigindo que o usuário calibre o medidor comrespeito a uma marca ou lote particular de meios de teste antes de usaro medidor para conduzir testes de diagnóstico. Por exemplo, o usuáriopode usar as funções de controle do usuário 430 ou de entrada/saída440 para introduzir ou baixar dados de calibração ou um código apartir do qual a controladora 400 pode derivar dados de calibração.Noutra abordagem, cada recipiente de meios de teste 110 (ou um grupode recipientes co-embalado do mesmo lote) pode ser provido com umdispositivo de armazenamento de dados que armazena eletronicamenteos dados de calibração. Ver, por exemplo, as Patentes US 6.743.635 e6.946.299, incorporadas por referência acima.
No evento de as tiras de teste 120 no pacote não serem domesmo lote de fabrico ou de outra forma não terem a mesma reaçãocaracterística para a glicose do sangue, os usuários podem esquecer decalibrar o medidor 130 para uso com uma nova marca ou lote de meiosde teste. Conseqüentemente, a presente invenção permite que omedidor 130 seja removido do recipiente de tiras de teste IlOe transfe-rido para outro recipiente usando várias técnicas de codificação diferen-tes que impedem resultados errôneos que poderiam ter conseqüênciassérias para o usuário, se o medidor 130 estivesse incorretamentecalibrado. Visto que o medidor está corretamente associado a umrecipiente de codificação para tiras de um lote combinado, o usuárionão precisa de tomar providências adicionais para programar o medi-dor.
3a - Exemplo de Codificação Sobre a Tira
Numa modalidade ilustrativa, os erros de codificaçãocomuns associados ao esquecimento de mudar um chip de código ouum código de botão são impedidos pelo método de codificação sobretira. Este método é executado sobre a tira de testes 120 fornecida aomedidor 130. Um parâmetro estabelecido de código de lote que corres-ponde ao lote da tira de testes específicos é selecionado a partir damemória 406 do medidor. A codificação sobre a tira é semelhante àcodificação universal na medida em que este método também não édependente de técnica e economiza o custo de dispor o medidor 130com cada frasco de tiras 120.Com respeito à codificação sobre tira, o meio de testeindividual, tal como, por exemplo, uma única tira de testes 120 podeincluir um código embutido, legível pelo medidor 130, relativo a dadosassociados com um lote de tiras de teste ou dados particulares paraaquela tira individual 120. As informações embutidas apresentamdados legíveis pelo medidor que sinalizam o microprocessador domedidor para acessar e utilizar um conjunto particular específico deparâmetros de calibração armazenados para testar meios/meio de umlote de fabrico a que a tira individual pertence ou para uma tira detestes individual. Nesta abordagem, os mesmos parâmetros de calibra-ção notados acima (por exemplo, parâmetros relacionados com corre-ções ambientais, correções do período de contagem de tempo, correçõesda tensão e/ou variações de cor etc.) podem ser individualmentefornecidos num meio de teste particular (ao invés de um código associ-ado com o recipiente 110) e lidos diretamente pela controladora 400sem perigos de erro humano.
Numa abordagem, cada tira de testes 120 é embutida comum código individual que corresponde a um padrão de contatos elétri-cos formado no lado da interface 122 da tira de testes 120. Após aconexão operativa da tira de testes individual 120 com o medidor 130, omedidor é apresentado e lê a partir dos blocos de contato no lado dainterface 122, um código particular que representa as informações uesinalizam o medidor 130 para acessar dados relacionados com a tira detestes subjacente 120. As informações codificadas podem sinalizar ao medidor que acesse dados, incluindo, mas sem limitação, parâmetrosindicando o teste particular a ser realizado, os parâmetros que indicamconexão para uma sonda de teste, parâmetros que indicam a conexão auma tira de confirmação, os coeficientes de calibração, os coeficientesde correção de temperatura, os coeficientes de correção do nível de pH,a correção da umidade, os dados de correção de hematócritos e osdados para reconhecer uma marca particular de tiras de teste.
A incorporação de dados de código individualizados nastiras de teste individuais proporciona numerosas vantagens alémdaquelas associadas à exatidão da medição. Por exemplo, com acodificação de tira individual, um usuário não mais precisa de introdu-zir manualmente o código do lote do medidor, removendo, assim, apossibilidade de erro de usuário para esta etapa crítica. Os códigos delote de tira armazenados diretamente sobre as tiras de teste individuaispropiciarão também um meio para embarcar lotes mistos de tiras numúnico frasco de tiras. Em contraste, as tecnologias correntes tais comocodificação de botão/chave exigem que todas as tiras (tipicamenteembaladas num frasco incluindo 50 tiras a partir do mesmo lote) numfrasco sejam do mesmo código de lote.
As camadas de tira individuais representando códigosparticulares também proporcionam benefícios de embalagem a granel.Por exemplo, serão possíveis tiras de teste de lote e frascos misturadosincluindo diferentes números de tiras. As tiras a partir de vários lotespoderiam ser armazenadas numa localização central e embaladas paravenda sem o tempo e despesa de as tiras serem embaladas a partir deum único lote. Os códigos de calibração dos lotes individuais armaze-nados sobre as tiras também podem proporcionar um meio de variaçãode um código através de um único lote se um lote de tiras tiver variaçãodesde o começo até o final em qualquer lugar no meio. As variaçõespredeterminadas no fabrico dentro de um lote de tiras podem sercorrigidas aplicando um código continuamente variável através do lote,resolvendo, assim, problemas de rendimento e melhorando a variaçãode tira para tira. Além disso, os códigos de lotes embutidos em tirasindividuais podem ser usados para distinguir diferentes tipos de tirasde teste (por exemplo, glicose versus cetona), tiras de confirmação oudiferentes procedimentos de fabrico, proporcionar dados para versõesaperfeiçoadas do medidor, correlacionar tiras de teste particulares parauso apenas com um medidor ou tipo de medidor específico ou, comoserá descrito com mais detalhe abaixo, prover dados relacionados comuma medida preventiva particular.A revelação seguinte proporciona um exemplo de umaconfiguração particular de codificação sobre tira para uso num sistemaque emprega uma técnica eletroquímica. Além disso, o exemplo seguin-te combina os benefícios de um sistema de codificação sobre tira com osbenefícios de uma configuração integrada de medidor 130 e recipiente110, conforme previamente descrito. Como notado acima, embora apresente invenção tenha sido ilustrada como utilizando meios de testena forma de tiras de teste 120, as modalidades exemplificativas dapresente invenção não ficam limitadas a um tipo particular de meios.
Aquelas pessoas de capacidade na técnica reconhecerão que os princí-pios da presente invenção, incluindo os exemplos de codificação sobretira, são igualmente aplicáveis a sistemas de testes de diagnóstico queusam técnicas alternativas e aqueles que empregam meios de testenoutras formas, por exemplo, lingüetas, discos etc.
Os meios de teste podem ser fabricados de modo a incluiruma câmara de amostra para receber uma amostra de fluido do usuá-rio, tal como, por exemplo, uma amostra de sangue. A câmara deamostra e a tira de testes do presente Relatório Descritivo podem serformadas usando materiais e métodos descritos na Patente US comu-mente possuída 6.743.635, incorporada por referência acima. Conse-qüentemente, a câmara de amostra pode incluir uma primeira aberturana extremidade proximal da tira de testes e uma segunda abertura paraventilar a câmara de amostra. A câmara de amostra pode ser dimensi-onada de modo a ser capaz de retirar a amostra de sangue através daprimeira abertura e segurar a amostra de sangue na câmara de amos-tra, por ação capilar. A tira de testes pode incluir uma seção afuniladaque é mais estreita na extremidade proximal ou pode incluir outrosindícios, a fim de tornar mais fácil para o usuário localizar a primeiraabertura e aplicar a amostra de sangue.
Um elétrodo operacional e um elétrodo contador podemestar dispostos na câmara de amostra opcionalmente junto com oselétrodos de detecção de enchimento. Uma camada de reativo é dispôs-ta na câmara de amostra e, de preferência, contata pelo menos oelétrodo operacional. A camada de reativo pode incluir uma enzima, talcomo oxidase da glicose, e um mediador, tal como ferricianeto depotássio ou hexamina de rutênio. A tira de testes tem, próximo de suaextremidade distai, uma primeira pluralidade de contatos elétricos detira que são eletricamente conectados aos elétrodos via traços conduto-res. Além disso, a tira de testes pode também incluir uma segundapluralidade de contatos elétricos de tira próximo da extremidade distaida tira. A segunda pluralidade de contatos elétricos pode ser dispostade tal maneira que proporciona, quando a tira é inserida no medidor,um código de lote distintamente discernível legível pelo medidor. Comonotado acima, o código legível pode ser lido como um sinal para acessardados, tais como coeficientes de calibração, a partir de uma unidade dememória onboard no medidor relacionado a tiras de teste a partir desselote ou mesmo informações correspondendo a tiras de teste individuais.
O medidor pode ser alimentado por bateria e pode ficarmodo dormente de baixa energia, quando fora de uso, a fim de econo-mizar energia. Quando a tira de testes é inserida no medidor, a primei-ra e a segunda pluralidades de contatos elétricos na tira de testescontata os contatos elétricos correspondentes no medidor. A segundapluralidade de contatos elétricos pode ligar um par de contatos elétricosno medidor, ocasionando que uma corrente flua através de uma parteda segunda pluralidade de contatos elétricos. O fluxo de correnteatravés da segunda pluralidade de contatos elétricos ocasiona que omedidor acorde e entre num modo ativo. O medidor também lê asinformações de código fornecidas pela segunda pluralidade e pode,então, identificar, por exemplo, o teste particular a ser realizado ou umaconfirmação de estado operacional adequado. Além disso, o medidorpode também identificar a tira inserida como uma tira de teste ou umatira de confirmação com base nas informações de código particulares.Se o medidor detectar uma tira de confirmação, realiza uma seqüênciade tira de confirmação. Se o medidor detectar uma tira de testes,realiza uma seqüência de tira de testes.
Na seqüência da tira de testes, o medidor valida o elétrodooperacional, o elétrodo contador e, se incluídos, os elétrodos de detec-ção de enchimento, confirmando que não existe nenhuns trajetos debaixa impedância entre qualquer destes elétrodos. Se os elétrodosforem válidos, o medidor indica ao usuário que a amostra pode seraplicada à tira de teste. O medidor aplica, então, uma voltagem dedetecção de queda entre os elétrodos operacional e contador e detectauma amostra fluida, por exemplo, uma amostra de sangue, detectandoum fluxo de corrente entre os elétrodos operacional e contador (isto é,um fluxo de corrente através da amostra de sangue à medida que ligaos elétrodos operacional e contador). Para detectar que uma amostraadequada está presente na câmara de amostra e que a amostra desangue percorreu a camada de reativo e se misturou com os componen-tes químicos na camada de reativo, o medidor pode aplicar uma volta-gem de detecção de enchimento entre os elétrodos de detecção deenchimento e mede qualquer corrente resultante que flua entre oselétrodos de detecção de enchimento. Se esta corrente resultantealcançar um nível suficiente dentro de um período predeterminado detempo, o medidor indica ao usuário que uma amostra adequada estápresente e se misturou com a camada de reativo.
O medidor pode ser programado para esperar um períodopredeterminado de tempo depois de detectar inicialmente a amostra desangue, para permitir que a amostra de sangue reaja com a camada dereativo ou possa começar imediatamente a tomar leituras em seqüência.Durante um período de medição de fluidos, o medidor aplica umavoltagem de ensaio entre os elétrodos operacional e contador e tomauma ou mais medições da corrente resultante que flui entre os elétrodosoperacional e contador. A voltagem de ensaio é próxima do potencialredox da química na camada de reativo e a corrente resultante érelacionada com a concentração do componente particular medido, talcomo, por exemplo, o nível de glicose numa amostra de sangue.Num exemplo, a camada de reativo pode reagir com aglicose na amostra de sangue, a fim de determinar a concentraçãoparticular de glicose. Num exemplo, a oxidase da glicose é usada nacamada de reativo. A referência à oxidase da glicose dada apenas comoexemplo e podem ser usados outros materiais sem sair do escopo dainvenção. Outros mediadores possíveis incluem, mas sem limitação,rutênio e ósmio. Durante um teste de amostra, a oxidase da glicoseinicia uma reação que oxida a glicose a ácido glucônico e reduz oferricianeto a ferrocianeto. Quando é aplicada uma voltagem apropria-da a um elétrodo operacional, em relação a um elétrodo contador, oferrocianeto é oxidado a ferricianeto, gerando, assim, uma corrente queé relacionada com a concentração de glicose na amostra de sangue. Omedidor calcula, então, o nível de glicose com base na corrente medidae em dados de calibração com que o medidor foi sinalizado para acessaros dados de código lidos a partir da segunda pluralidade de contatoselétricos associados com a tira de testes. O medidor exibe, então, onível de glicose calculado para o usuário. Serão, agora, descritos cadaum dos componentes acima descritos e a sua interconexão.
A Figura 15 ilustra uma vista geral em seção reta de umamodalidade de uma tira de testes 710. A tira de testes 710 inclui umaextremidade proximal de conexão 712, uma extremidade distai 714 e éformada com uma camada de base 716 que se estende ao longo docomprimento inteiro da tira de teste 710. A camada de base 716 é, depreferência, composta de um material eletricamente isolante e tem umaespessura suficiente para proporcionar suporte estrutural para a tira detest 710. Para propósitos deste Pedido, um material isolante (porexemplo, uma camada isolante, revestimento, tinta ou substrato etc.)compreende qualquer material em que elétrons ou íons não se possamdeslocar facilmente, impedindo, em conseqüência, o fluxo de corrente elétrica. Portanto, um elemento pode ser dito estar isolado, quandoestiver separado de outras superfícies condutoras por uma substânciadielétrica ou espaço de ar que oferece permanentemente uma elevadaresistência à passagem de corrente e à descarga de ruptura através dasubstância ou espaço. Em contraste, para propósitos deste Pedido, umelemento resistivo é um que introduz um nível aumentado de impedân-cia num circuito que reduz (mas, não necessariamente impede) o fluxode corrente elétrica. A camada de base 16, por exemplo, pode ser depoliéster que é cerca de 0,36 milímetros de espessura, embora outrostamanhos possam ser usados dependendo do método particular deaplicação e fabrico. Disposto sobre a camada de base 716 está umpadrão condutor (não mostrado).
O padrão condutor inclui uma pluralidade de elétrodosdispostos sobre a camada de base 716 próxima da extremidade proxi-mal 712, uma pluralidade de contatos elétricos de tira dispostos sobre acamada de base 716 próximo da extremidade distai 714 e uma plurali-dade de traços condutores que conectam eletricamente os elétrodos àpluralidade de contatos elétricos de tira. Para propósitos deste Pedido,o nome "contato" denota uma área pretendida para ligação mecânicacom outro "contato" correspondente independentemente de ser umcircuito elétrico completado ou passar através da área particular.
Numa modalidade, a pluralidade de elétrodos pode incluirum elétrodo operacional, um elétrodo contador e elétrodos de detecçãode enchimento. O padrão condutor pode ser aplicado aplicando ummaterial condutor sobre a camada de base 716. O padrão condutorpode ser aplicado no lado superior da tira, o lado da parte inferior datira ou uma combinação de ambos. O material de elétrodo pode serprovido por sputtenng a vácuo de filme fino de um material condutor(por exemplo, ouro) e um material semicondutor (por exemplo, óxido dezinco índio) sobre a camada de base 716. A camada de elétrodo resul-tante pode, então, ser mais padronizada de acordo com a aplicaçãoespecífica formando regiões/trajetos condutores particulares através deum processo de separação a laser. Os materiais e métodos alternativospara proporcionar um padrão condutor além de screen printing (impres-são de tela) podem ser empregados sem sair do escopo da invenção.Uma camada isolante dielétrica 718 pode ser formada sobreo padrão condutor ao longo de uma parte da tira de teste entre oselétrodos de medição e a pluralidade de contatos elétricos de tira, a fimde impedir arranhamento e outros danos para a conexão elétrica.
Como vista na Figura 15, a extremidade proximal 712 da tira de testes710 inclui uma localização de recebimento de amostra, tal como umacâmara de amostra 720 configurada para receber uma amostra defluido do paciente, como descrito acima. A câmara de amostra 720pode ser formada em parte através de uma fenda formada entre umacobertura 722 e os elétrodos de medição subjacentes formados sobre acamada de base 716. A posição relativa dos elétrodos de medição e oscontatos elétricos de tira formam uma região de elétrodo proximal 724numa extremidade da tira 710 e uma região distai de contatos de tira726 na outra extremidade.
Com referência à Figura 16, é ilustrada uma vista emperspectiva superior de uma tira de testes 710 inserida dentro de umaparte de medidor 730 (representando apenas uma parte do medidor 130da Figura 1). Como visto na Figura 16, a tira 710 inclui uma região deelétrodo proximal 724, que contém a câmara de amostra e elétrodos demedição descritos acima. A região de elétrodo proximal 724 pode serformada de maneira a ter uma forma particular, a fim de distinguir,para o usuário, a extremidade que recebe uma amostra fluida a partirda região distai de contatos de tira 726. O conector do medidor 730inclui o canal 411, também representado na Figura 4, que se estendepara fora para uma abertura chamejada para receber a tira de testes710. O conector 730 pode ainda incluir espigões 736 que se estendema uma altura predeterminada acima da base de canal 732. A alturapredeterminada dos espigões 736 é selecionada de maneira a limitar aextensão, tal como através de uma camada levantada correspondenteda tira de testes 710, em que uma tira de testes 710 pode ser inseridapara dentro do canal 732.
A parte de conector 730 inclui ainda uma primeira plurali-dade de contatos de conector 738, disposta mais próxima da extremi-dade proximal da parte do conector 730 e uma segunda pluralidade decontatos de conector 740 disposta mais próxima da extremidade distaida parte de conector 730. Conforme ilustrado, a tira de testes 710 éinserida na abertura chamejada com a região distai de contatos de tira726 estendendo-se primeiro através do canal de conector 411. Comreferência à Figura 17, é ilustrada uma vista geral em seção reta deuma tira de testes inserida numa parte de conector da tira do medidor730. O canal 411 representa uma fila proximal de conectores quecompreende uma primeira pluralidade de contatos de conector 738.Além disso, o canal 411 aloja uma fila distai de conectores que compre-ende uma segunda pluralidade de contatos de conector 740. Oscontatos de conector 738 e 740 fazem contato com partes distintas daregião distai de contatos de tira 726, como será descrito mais comple-tamente abaixo.
A Figura 18A é uma vista superior de uma parte distai deuma tira de testes 710 que ilustra a região distai de contatos de tira726. O padrão condutor formado sobre a camada de base 716 estende-se ao longo da tira 710 de maneira a incluir a região distai de contatosde tira 726. Como ilustrado na Figura 18A, a região distai de contatosde tira 726 é dividida de modo a formar duas regiões condutorasdistintas, 742 e 744 respectivamente. A região condutora 744 é dividi-da em quatro colunas que formam uma primeira pluralidade de conta-tos elétricos de tira, etiquetados 746, 748, 750 e 752, respectivamente.A primeira pluralidade de contatos elétricos de tira está eletricamenteconectada à pluralidade de elétrodos de medição na extremidade distaida tira de testes 710, como explicado acima. Deve ficar entendido queos quatro contatos 746-752 são meramente exemplificativos e o sistemapoderia incluir menos ou mais contatos elétricos de tira correspondendoao número de elétrodos de medição incluídos no sistema.
A primeira pluralidade de contatos elétricos de tira 746-752é dividida, por exemplo, através de interrupções 754 formadas atravésdo padrão condutor subjacente na tira de testes 710. Estas interrup-ções poderiam ser formadas no padrão condutor durante a impressão,através de um processo de riscagem, ablação a laser ou através de umprocesso do tipo cauterização química/fotocauterização. Além disso,podem ser usados outros processos de formação de interrupçõescondutoras por remoção de um condutor na tira de testes 710, comoseria evidente para uma pessoa de capacidade ordinária na técnica.Uma interrupção adicional 754 divide a região condutora 744 da regiãocondutora 742 dentro da região distai de contatos de tira 726 e umainterrupção adicional 754 separa a parte superior à direita da regiãodistai de contatos da tira 726 para formar região de entalhe 756, comoserá descrito mais completamente em detalhe abaixo.
A Figura 18B ilustra uma vista adicional da região distai decontatos de tira 726. Na Figura 18B, a região condutora 742, descritaacima no que se relaciona com a Figura 18A, é dividida em cinco regiõesdistintas que delineiam uma segunda pluralidade de contatos elétricosde tira formando blocos de contatos 758, 760, 762, 764 e 766 respecti-vamente. A segunda pluralidade de contatos elétricos de tira que formablocos de contato 758, 760, 762, 764 e 766, pode ser dividida atravésdo mesmo processo usado para dividir a primeira pluralidade decontatos elétricos de tira, 746, 748, 750, e 752, descrita acima. Comonotado acima, o padrão condutor sobre a camada de base 716, que pelomenos em parte forma os contatos elétricos de tira, pode ser aplicado aolado superior da tira, ao lado da parte inferior da tira ou a uma combi-nação de ambos. Os blocos de contato 758, 760, 762, 764 e 766 sãoconfigurados de modo a ser operativamente conectados à segundapluralidade de contatos de conector 740 dentro do conector do medidor730. Através desta conexão operativa, o medidor é apresentado e lê, apartir dos blocos de contato, um código particular que representa asinformações que sinalizam o medidor para acessar dados relacionadoscom a tira de testes subjacente 710. Além disso, a Figura 18B repre-senta um padrão adicional de interrupções 768, isolando uma extremi-dade distai externa de conexão 770 da região distai de contatos de tira726.
A Figura 18C ilustra uma vista adicional da região distai decontatos de tira 726. Na Figura 18C, a região distai de contatos de tira726 é representada de modo a incluir a primeira pluralidade de conta-tos elétricos de tira 746-752, a segunda pluralidade de contatos elétri-cos de tira que forma blocos de contato 758, 760, 762, 764 e 766 e aregião separada de entalhe 756. Conforme notado, as regiões conduto-ras acima descritas podem todas ser formadas como resultado deinterrupções 754 dentro do padrão condutor subjacente da tira detestes 710.
A Figura 18D ilustra características adicionais da regiãodistai de contatos de tira 726. Uma tira de tinta isolante não condutora772 pode propiciar separação adicional entre a região condutora 744 e aregião condutora 742 dentro da região distai de contatos de tira 726.As bordas entre as duas regiões podem ser impressas com a tintaisolante 772, a fim de manter áreas distintas de condutividade (limita-das por uma área distinta de isolamento) e impedir o arranhamento porcontatos do conector do medidor durante o processo de inserção de tira,o que pode afetar adversamente a condutividade pretendida de um doscontatos de tira. A tinta isolante não condutora 772 pode ser adminis-trada, por exemplo, através de um processo de printing screen. Essaimpressão de tela de uma camada de isolamento dielétrico é vantajosana medida em que pode ser aplicada mais tarde no processo de fabricode tira e num padrão facilmente programável/reprodutível. A etapaextra de adicionar essa camada isolante pode ser menos cara e demora-da do que métodos que exigem de alguma forma a ablação do substrato.Por exemplo, a ablação de uma superfície do substrato através deprocesso de ablação a laser ou químico envolve um processo demoradode justamente remover um padrão particular de material preexistente.
A Figura 18D ilustra que a tira de teste 710 pode incluiroutra tira de tinta isolante não condutora 773 formada na extremidadedistai da tira de testes 710. A tira de tinta isolante não condutora 773proporciona uma região não condutora na extremidade distai da tira710. A tira 773 impede, assim, que quaisquer contatos de conector domedidor criem uma conexão condutora ativa com qualquer parte dosblocos de contatos 758, 760, 762, 764 e 766 antes que a tira sejacompletamente inserida no medidor. Conseqüentemente, a tira 773proporciona uma característica adicional para assegurar uma conexãoadequada entre a tira de teste 710 e o medidor correspondente.
Com referência à Figura 19, é ilustrada a parte de conectordo medidor 730 recebendo uma região distai de contatos de tira 726 datira de testes 710. A Figura 19 representa uma primeira pluralidade decontatos de conector 738, etiquetados de 1-4 respectivamente, e umasegunda pluralidade de contatos de conector 740, etiquetados de 5-9.Os contatos de conector 738 e 740 fazem contato com partes distintasda região distai de contatos da tira 726. Em particular, após a inserçãoadequada da tira de testes 710 na parte de conector do medidor 730, oscontatos elétricos da tira 746-752, que formam a primeira pluralidadede contatos elétricos de tira, são respectivamente conectadas eletrica-mente aos contatos de conector 1-4, que formam a primeira pluralidadede contatos de conector 738. De modo semelhante, os blocos decontatos 758, 760, 762, 764 e 766, que formam a segunda pluralidadede contatos elétricos de tira, são respectivamente conectados eletrica-mente ao contatos de conector de 5-9, que formam a segunda plurali-dade de contatos de conector 740.
Conforme visto na Figura 19, a primeira pluralidade decontatos de conector 738 está disposta lateralmente em ziguezague oudesviada, em relação à segunda pluralidade de contatos de conector740. Embora a primeira e a segunda pluralidades sejam ilustradascomo estando em filas distintas e desviadas umas das outras, elas nãoprecisam estar em filas distintas e podem ao contrário estar desviadasde uma maneira adicional, como, por exemplo, em grupos distintos.Conseqüentemente, à medida que uma tira de testes 710 é inserida naparte de conector do medidor 730, o sinal condutor provido pelos blocosde contatos 758-766 é desimpedido por quaisquer arranhões oudesgastes que de outra forma resultariam a partir dos primeiros blocosde contato deslizantes 758-766 sob os contatos de conector 1-4, a fimde alcançar a sua conexão de destino nos contatos de conector 5-9.Portanto, a disposição em ziguezague dos contatos de conector 738 emrelação aos contatos de conector 740 proporciona uma conexão maisconfiável. Além disso, a aplicação da tira 772 de tinta isolante nãocondutora (Figura 18D) também ajuda a impedir que a camada condu-tora de um dos blocos de contatos 758-766 seja arranhada e descasca-da pela fricção e interação a partir dos contatos do conector de medidor738. Conseqüentemente, a tira 772 de tinta isolante não condutoraproporciona confiabilidade aumentada ao conector e à condução doscontatos.
Numa modalidade, a conexão entre o bloco de contatos 766e o contato de conector 9 estabelece uma conexão comum para a terra(ou uma fonte de tensão em que a polaridade esteja invertida), comple-tando, assim, um circuito elétrico, que inclui o medidor e pelo menosuma parte da região condutora 742. A conclusão deste circuito poderealizar uma função de acordar o medidor, fornecendo um sinal para omedidor para ativar a partir do modo de dormência de baixa energia.Portanto, conforme ilustrado na Figura 5, o contato de conector 9 podeser posicionado de modo proximal em relação aos restantes contatos 5-8, a fim de assegurar que os conectores 5-8 estão em posição deconexão adequada antes do fechamento final /acordamento do circuitoatravés da conexão de blocos de contatos 766 e contatos de conector 9.Além disso, como a tira de tinta isolante não condutora 773 (ver aFigura 18D) pode ser formada na extremidade distai da tira de testes710 e também porque uma substância condutora pode ser removida apartir da região de entalhe 756 (ver a Figura 18C), ficará impedido oacordamento prematuro do medidor.Noutras palavras, durante o movimento distai da tira deteste 710 dentro do canal do conector 411 (ver as Figuras 4, 16 e 17), aconexão comum não será estabelecida no conector de ponto o contato 9liga-se à extremidade distai extrema da tira de teste 710. Em vez disso,a conexão comum será estabelecida apenas quando o contato doconector passa o entalhe 756 e a tira de tinta 773, se aplicada, se liga auma parte condutora do bloco de contatos 766. Conseqüentemente, acombinação de um contato de conector posicionado de modo proximal 9e uma região de entalhe não condutora 756 proporciona uma conexãomais confiável entre a tira 710 e o medidor.
Como notado acima, os blocos de contatos 758, 760, 762,764 e 766 são configurados de maneira a ficarem operativamenteconectados à segunda pluralidade de contatos do conector 740 dentroda parte do conector de medidor 730. Através desta conexão operativa,o medidor é apresentado e lê, a partir dos blocos de contatos, um códigoparticular que sinaliza o medidor a acessar informações relacionadas auma tira de testes subjacente particular 710. As informações codifica-das podem sinalizar o medidor a acessar dados, incluindo, mas semlimitação, parâmetros que indicam o teste particular a ser realizado,parâmetros que indicam a conexão para uma sonda de teste, parâme-tros que indicam a conexão para uma tira de confirmação, coeficientesde calibração, coeficientes de correção de temperatura, coeficientes decorreção do nível de pH, dados de correção de hematócritos e dadospara reconhecer uma marca particular de tira de testes.
Um desses códigos está ilustrado na Figura 20, onde osblocos de contatos condutores 760 e 764 são sobreimpressos nummaterial isolante elétrico, tal como, por exemplo, uma camada de tintanão condutora (isolante) 775. Uma camada de tinta não condutora 775aumenta significativamente a impedância (e pode mesmo impedir ofluxo de corrente elétrica ao longo dele) entre os contatos de conectorcorrespondentes (neste exemplo, os contatos de conector 6 e 8) e a partede tira subjacente em várias blocos de contato predeterminados dentroda região condutora 742 da região distai de contatos de tira 726. Damesma maneira descrita acima, no que se relaciona à Figura 18D, o usode tinta isolante não condutora 775 é particularmente vantajoso emrelação a outros métodos de alteração da condutividade de uma partede tira.
Dependendo da disposição dos contatos elétricos de tira, aspartes discretas do material isolante elétrico que forma cada camada775 podem ser aplicadas ao lado superior da tira, ao lado da parteinferior da tira ou a uma combinação de ambos.
Após a conexão dos blocos de contatos 758, 760, 762, 764 e
766 na Figura 6 com os correspondentes contatos de conector 740, omedidor lerá um código particular com base no número e padrão dosblocos de contatos sobreimpressos numa camada de tinta não conduto-ra 775. Em outras palavras, o uso de camada de tinta não condutora775 proporciona uma rede de comutação a ser lida pelo medidor.Quando um isolante está impresso sobre uma das superfícies conduto-ras dos blocos de contatos 758, 760, 762, 764 e 766, isso impede ofluxo de corrente elétrica ao longo dele e altera o trajeto condutor entreo bloco de contatos e o contato de conector (por exemplo, onde nenhu-ma corrente flui). Quando nenhum isolante é impresso sobre o condu-tor, o fluxo de corrente é relativamente desimpedido (um trajeto debaixa impedância).
Após a leitura de um código particular, uma memóriainterna dentro do medidor pode acessar, através de um algoritmo demicroprocessador armazenado, as informações de calibração específicas(tais como, por exemplo, os coeficientes de calibração) em relação à tirade testes particular. O medidor pode ler o código através de um métodoanalógico ou digital. No modo analógico, uma escada resistiva prefixa-da é interconectada dentro do medidor com a segunda pluralidade decontatos de conector 740 (etiquetados de 5-9 na Figura 19) de tal modoque as permutações de tinta não condutora impressa podem sercorrelacionadas com um código de lote distinto usando uma queda devoltagem, resistência ou medição de corrente. O método analógico podetambém ser simultaneamente usado como a característica autoliga-do/acorda na medida em que cada código tem pelo menos um blocoisento de tinta não condutora que pode fazer uma conexão de baixaimpedância despertar o medidor fechando um circuito aberto. Avoltagem analógica, a resistência ou o nível de corrente poderia serusado para sinalizar o medidor a acessar qualquer dos dados particula-res acima referenciados com a tira de testes subjacente.
A Figura 21 representa um diagrama esquemático dasconexões elétricas entre um medidor e os blocos de contato 758, 760,762, 764 e 766 de uma tira de testes de acordo com uma modalidade dainvenção. O comutador S5 da Figura 21 proporciona a conexão parauma fonte de tensão única V. Conseqüentemente, o comutador S5representa a conexão exigida do bloco de contatos 766 e o contato deconector 9 no processo de leitura do código analógico. Os comutadoresS4-S1 representam esquematicamente a conexão entre os contatos deconector 5-8 e os blocos de contato 758-764 da Figura 19, respectiva-mente. Quando uma camada de tinta não condutora 775 é providasobre um dos blocos de contato 758, 760, 762 e 764, o comutadorcorrespondente, S4, S3, S2 ou SI, impedirá o fluxo de corrente elétricaao longo dele após ligação física com os contatos de conector corres-pondentes 5-8. Conseqüentemente, um código particular corresponde-rá a uma configuração de comutação particular, na rede de comutaçãoda Figura 21.
Como melhor visto na Figura 21, cada um dos comutadoresS4-S1 perto de adicionar um valor distinto de impedância adicional aocircuito fechado, por formação de ponte da conexão para um resistorparticular. Portanto, através da aplicação das leis de Ohm e Kirchhoff,uma medição de circuito em V0ut proporciona valores distintos com baseno código particular apresentado pela tira de testes 710. Numa modali-dade alternativa, a direção do fluxo de corrente pode ser invertida, sepretendido, conectando o comutador S5 à terra comum e, ao invés,conectando o resistor R à fonte de voltagem única.
No modo digital, como esquematicamente representado naFigura 22, cada bloco de contato 758-766 seria lido como uma entradaindividual, diferentemente da entrada única usada pelo método analógi-co. Para que o método digital seja usado simultaneamente como umacaracterística auto ligado/acorda, as entradas precisariam de sertrans-mitidas por fio em conjunto ou conectadas à controladora de interrup-ção de uma microcontroladora. Cada código deve ter pelo menos umbloco isento de tinta não condutora 775 de tal modo que possa ser feitauma conexão de baixa impedância para acordar a micro-controladorado medidor.
A tinta não condutora 775 com níveis de elevada e baixaimpedância produzem um código binário que gera um índice de códigocom base no número de blocos (P) implementados, em que o número decódigos é N = 2P. É possível, porém, que um código compreenda umuma disposição em que nenhum dos contatos elétricos de tira é cobertocom material isolante elétrico (um código com todos os "1" lógicos, istoé, todos condutores). O número de códigos possíveis quando integradoscom uma característica autoligado/acorda, porém, é reduzido para N =2P-1. Num sistema com uma característica autoligado/acorda, umcódigo com todos os zeros (todos isoladores) não é um código ativo, vistoque não acordará o medidor.
Quando uma tira 710 é inserida na parte de conector domedidor 730, é fechado um contato e o medidor acorda puxando ointerruptor do microcontrolador, alto ou baixo. O medidor, então,checará a tensão de saída (Vout) para determinar o tipo de teste e,depois, lê os bits de código (SI, S2, S3, S4) para determinar o valor decódigo. O valor de código selecionado pode, por exemplo, ser associadoa um conjunto armazenado de coeficientes na memória do medidor parausar num algoritmo de mapeamento de glicose que é particularmentecorrelacionado com o reativo aplicado na região do elétrodo de medição.Este código pode também ser associado a outros tipos de informaçõesde parâmetros de tira, tais como aqueles referenciados acima. Poderiatambém selecionar opções diferentes de configuração do medidor. Aqueda de voltagem através do resistor em série R em Vout na Figura 22pode ser sentida, para determinar se os valores de código estão dentrode uma faixa predeterminada para uso como sinal de confirmação. Istotambém pode ser usado para determinar a identificação de tira (tira deconfirmação, sonda de fabrico e tipo de teste diferente).
Além de proporcionar um nível de impedãncia alto ou baixo(através da aplicação ou ausência de uma camada isolante de tinta nãocondutora 775 sobre um dos blocos de contatos), um elemento resistivoparticular pode ser aplicado sobre um bloco particular de contatos. Oelemento resistivo introduz um nível aumentado de impedãncia numcircuito que reduz (mas não necessariamente impede) o fluxo decorrente elétrica. Conseqüentemente, o uso de um elemento resistivoespecífico sobre um bloco particular de contatos proporciona um nívelintermediário de resistência diretamente no bloco de contatos da tira detestes. Quando este nível intermediário de resistência é conectado aomedidor através de ligação com um contato de conector de medidorcorrespondente, o medidor pode detectar este nível "intermediário" (porexemplo, através de uma medição de circuito de queda de voltagemaplicando as leis de Ohm e Kirchhoff).
A detecção desse nível intermediário pode ser usada peloprocessador do medidor para acessar um novo conjunto completo dedados de código relativos à tira de testes particular. Em outras pala-vras, o provimento de uma camada de elemento resistivo pode serusado para expandir o número de códigos disponíveis com um númeroajustado de blocos de contatos. Por exemplo, uma tira pode ser forma-da com um código particular através de um padrão particular de tintaisolante não-condutora 775. Quando um dos blocos de contato condu-tores é formado de modo a incluir um elemento resistivo particular, essemesmo código representado pelo padrão de tinta não condutora pode775 agora ser lido pelo medidor para acessar um conjunto completa-mente diferente de dados. Como exemplo, o bloco de contatos 766 daFigura 20 (ou qualquer um dos blocos de contato disponíveis) poderiaser formado de maneira a incluir um elemento resistivo. Como exemplonão limitativo, o elemento resistivo poderia ser fornecido na forma deuma tinta condutora impressa. A espessura da tinta impressa queforma o elemento resistivo e a resistividade da composição de tintapodem ser variadas para alcançar a resistência pretendida para umbloco de contatos particular. As informações adicionais tornadasdisponíveis através desta expansão de códigos podem incluir, mas semlimitação, informações relacionadas com a correção de hematócrito,informações relacionadas com versões aperfeiçoadas do medidor einformações relacionadas com o tipo de tira particular. Conseqüente-mente, o uso desse elemento resistivo pode ser feito para expandir onúmero de configurações de código disponíveis com número ajustado deblocos de contatos.
Deve ser notado que as configurações particulares descritasda tira de testes 710 e, em particular, a configuração de contatos deconector 738, 740 e as correspondentes primeira e segunda pluralida-des de contatos elétricos de tira são meramente exemplificativas epoderiam ser formadas configurações diferentes sem sair do escopo dainvenção. Por exemplo, o lado inferior da tira 710 pode ser formado demaneira a incorporar um número adicional de blocos de contatos a fimde aumentar o tamanho (e, assim, a quantidade de informações) noíndice de código. Os blocos de contato adicionais no lado inferior de tira710 poderiam representar uma terceira pluralidade de contatos elétri-cos de tira, aumentando, assim, o número de códigos disponíveis. Onúmero de códigos disponíveis poderia, dessa maneira, ser expandidoaplicando uma camada isolante em blocos particulares no lado inferiorda tira 710 além da camada de blocos sobre o lado oposto da tira.
Embora a descrição precedente proporcione um exemplo deum código formado através de um padrão de tinta não condutora e/ouelementos resistivos sobre a tira de testes, são tidas em consideraçãodisposições alternativas de codificação sobre a tira. As disposiçõesalternativas de código incluem, mas, sem limitação, um código formadopor um padrão de elementos de circuito sobre a tira de testes que alteraa capacitância ou indutância de um circuito, um padrão de código debarras que representa o código legível pela controladora, um padrãocolorido que representa o código legível pela controladora, um códigocom base na transmissão/reflexão relativa (por exemplo, opacidade) deum elemento sobre a tira de testes, um código com base na fluorescên-cia ou luminescência relativa (incluindo a eletroluminescence) de umelemento sobre a tira de testes, um código com base numa propriedadeeletroquímica particular de um elemento sobre a tira de testes, umcódigo com base num nível de pH particular de um elemento sobre atira de testes, um código com base na distribuição espacial particularde elementos sobre a tira de testes, um código com base em partículasmagnéticas providas sobre a tira de testes (por exemplo, uma faixamagnética tal como aquelas providas sobre os cartões de crédito/ATM),um código com base num sinal de freqüência de rádio particularemitido a partir de um elemento sobre a tira de testes (por exemplo,ressonadores passivos tais como aqueles usados em etiquetas anti-roubo para impedir roubos em lojas) e um código com base num padrãoparticular de caracteres ópticos sobre a tira de testes legível através doreconhecimento ótico de caracteres pela controladora.
Com relação aos exemplos acima, uma parte da tira detestes pode ser provida com um elemento particular que pode serdetectado pelo medidor após inserção da tira de testes na interface demedidor. Por exemplo, com relação ao exemplo do padrão de cor, omedidor poderia ser equipado com um elemento fotodetector que30 detecta a cor particular. Com base na cor particular detectada, omedidor, então, acessa dados específicos correspondentes à tira detestes particular legíveis pela controladora.3b - Exemplos do Dispositivode Codificação Separado
Conforme ilustrado nas Figuras 23 e 24, o tamanho reduzi-do das tiras de teste previamente descritas 120 e/ou 710 pode exigirum medidor 130 com um mecanismo ejetor de tira 602, a fim dedescartar a tira 120 sem tocá-la. Além disso, o dispositivo de lanceta360 pode ser integrado com o medidor 130, como mostrado na Figura14.
Outro método de codificação que permite que o dispositivode medição 130 seja removido a partir do recipiente de tiras de testes110 e transferido para outro recipiente é a codificação por botão. Umusuário seleciona um número de código no medidor 130 de cada vezque o medidor 130 é interconectado a um recipiente diferente. Ousuário, então, introduz um código que é visualmente lido pelo usuáriocom base num valor impresso no recipiente de tiras de teste 110. Pelomenos uma vantagem de usar a codificação por botão é que não exigeuma operação de fabrico secundária para adicionar um código a umatira de testes 120 depois do código ser determinado para aquele lote detiras. Todavia, este método de codificação pode ser menos desejável doque a codificação universal e sobre a tira devido à possibilidade de errosde entrada da codificação pelo usuário.
Numa modalidade alternativa, a codificação de chip decódigo pode também ser usada como um meio efetivo para calibrar omedidor 130. O método de codificação de chip de código exige que ousuário insira um chip de código com informações específicas do loteincluído em cada pacote de tiras 120 no medidor 130. A codificação dechip de código é vantajosa na medida em que proporciona um meiopara armazenamento de dados. Todavia, existe uma possibilidade deque o usuário possa confundir chips de códigos antigos com novos porengano, ocasionando, deste modo, erros de codificação. Também nemsempre é eficiente usar chips de código devido à embalagem e tamanhodo conector. Além disso, a codificação de chip de código exige que ousuário manuseie um componente de sistema adicional para teste doem comparação com outras técnicas de codificação. Não obstante, acodificação de chip de código é uma alternativa de codificação viável.
Alternativamente, o medidor 130 pode ser calibrado pormeio de um dispositivo de Barramento em Série Universal (USB) 600.Cada recipiente de meios de teste 110 (ou um grupo co-embalado derecipientes do mesmo lote) pode ser fornecido com um dispositivo dearmazenamento de dados 600 que armazena eletronicamente os dadosde calibração. Para calibrar o medidor 130 para os meios de teste norecipiente 110 ou pacote particular, o usuário simplesmente pluga odispositivo de armazenamento de dados correspondentes 600 numconector (não mostrado) no medidor 130. A controladora 400, então,obtém as instruções necessárias 402 ou dados a partir do dispositivo dearmazenamento de dados 600. Além disso, medidores de USB remotos600 podem transferir os dados para um computador pessoal (PC) (nãomostrado) diretamente a partir do conector integral USB de dados 604(por exemplo, conforme descrito no Pedido comumente cedido-11/118.494, depositado em 2 de maio de 2005, que é aqui incorporadopor referência na sua totalidade). O conector de dados 604 podetambém ser ligado ao recipiente de tiras de teste 110 via um receptácu-lo do tipo coldre 606 formado no lado do recipiente de tiras de teste 110(como mostrado na Figura 23), proporcionando uma forma convenientede transferência de dados diretamente para o PC. Além disso, estedispositivo pode ser usado como um "registro eletrônico de logs" paratransferir dados armazenados no medidor 130 para o PC. O vídeomostra resultados básicos, mas a data e o tempo podem ser configura-dos via PC e as informações de tempo e data enviadas para o PC comcada resultado. Além disso, a aplicação de PC pode ser lançada depoisde detectar a conexão USB para o PC. A modalidades alternativaproporciona um medidor remoto 600 com codificação sobre tira e umbotão de ejetor 602 ligado ao dispositivo de lanceta 360 que pode serusado em conjunto ou separadamente, conforme ilustrado nas Figuras23-25.
3c - Exemplos de Medidas Preventivas
Embora os métodos de codificação descritos acima sejamprojetados para impedir erros de calibração do medidor, o sistema detestes de diagnóstico integrado emprega ainda proteções adicionais(além da abordagem de "codificação" sobre tira descrito nas Figuras 15-22) para minimizar a probabilidade de que um usuário use erradamenteo medidor 130 com meios de teste de uma marca ou lote para que omedidor 130 não foi calibrado.
As modalidades ilustrativas da presente invenção propor-cionam uma ou mais medidas preventivas que podem desativar uma oumais funções do medidor na ocorrência de certos eventos de ativação.
Por exemplo, a medida preventiva pode tornar o medidor 130 comple-tamente inoperante depois que o medidor 130 foi usado durante umcerto período de tempo ou quantidade de testes ou com uma certaquantidade de meios de teste. O medidor 130 pode, então, ser sim-plesmente descartado ou retornado ao fabricante para remanufatura.
Alternativamente, a medida preventivo pode tornar inoperante apenas afunção de teste de diagnóstico da controladora 400 ou simplesmenteimpedir que o medidor exiba o resultado de um teste de diagnóstico. Ousuário pode, então, reter o medidor 130, a fim de usar as suas funçõesrestantes.
Uma dada medida preventiva pode ser ativada pela ocorrên-cia de evento de ativação, tal como a expiração de um certo período detempo. O período de tempo pode ser relacionado a meios de testeparticulares, por exemplo, um recipiente particular 110 ou um lote detiras de teste 120 para que o medidor 130 foi calibrado ou com que estáde outra forma associado. Por exemplo, pode ser ativada uma medidapreventiva se a data corrente for depois de uma data limite de meios deteste associados ao medidor 130, por exemplo, em que o fabricanteindica que os meios de teste particulares não devem ser mais usadosdepois de dois anos da sua data de fabrico. Alternativamente, a datalimite pode ser determinada em relação a uma data em que um recipi-ente particular foi aberto, por exemplo, em que o fabricante indica queos meios de teste não devem ser usados mais de 2 meses depois de seurecipiente 110 ter sido aberto pela primeira vez.
A data em que um recipiente particular 110 de meios deteste foi primeiramente aberto pode ser estimada ou determinada devários modos. Por exemplo, um detector 412 monitora a correntepuxada do LED 253 e transmite a informação para o medidor 130, detal modo que o medidor 130 consegue certificar quando o frasco 110 foiaberto. Esta função não precisa de ser realizada por um componenteseparado, mas pode ser realizada pela controladora 400. Além disso,nos casos em que o medidor 130 é pré-calibrado para uso com umrecipiente ou lote único de tiras de teste, a data em que o recipiente foiprimeiramente aberto pode ser estimada determinando a data em que omedidor foi primeiramente ligado, por exemplo, instruindo a controlado-ra 400 a gravar a data ou iniciar um cronômetro, quando o medidor 130for primeiramente ligado ou de outra forma ativado para uso. Todavia,como o usuário pode ligar o medidor (por exemplo, para se familiarizarele próprio com as funções do medidor ou para calibrar o medidor) umtempo indeterminado antes de realmente usar o medidor para conduzirum teste de diagnóstico, a data do primeiro uso do medidor pode serestimada instruindo a controladora 400 a gravar a data ou começar umcronômetro, quando o medidor 130 for primeiramente usado paraexecutar um teste de diagnóstico. De modo semelhante, nos casos emque o medidor 130 é calibrado pelo usuário, a data em que um recipien-te particular é aberto pode ser estimada instruindo a controladora 400a gravar a data ou começar um cronômetro, quando o medidor 130 forprimeiramente usado para conduzir um teste de diagnóstico depois deser calibrado ou de outra forma associado a uma dada pluralidade detiras de teste. Alternativamente, nos casos em que o medidor 130 éligado a um recipiente particular 110, a função de controle do usuário430 pode incluir um comutador acionado quando o usuário abrir ofechamento 140, por exemplo, de forma que a controladora seja infor-mada quando o recipiente 110 for primeiramente aberto. Uma pessoade capacidade ordinária na técnica entenderá que são possíveis outrosmodos de determinar o primeiro uso do recipiente 110.
Além disso, um sensor ótico, uma medição elétrica, umcomutador mecânico ou sensor acústico pode também ser usado paradeterminar quanto tempo e o tempo acumulado em que o recipiente 110tem estado aberto. Estas informações podem ser valiosas para deter-minar a viabilidade da tira de testes 120 ou, no caso de uma tira detestes sensível à umidade 120, por exemplo, se uma tira de testes 120pode ser recuperada colocando-a num recipiente dissecante 110durante um período de tempo mais longo.
Além disso, quando o recipiente 110 de meios de teste éaberto, o medidor 130 pode automatica seletivamente ligar o vídeo 133.Noutras modalidades, a controladora 400 pode ser iniciada ou acordadado estado de dormência, quando o recipiente 110 for aberto pelaprimeira vez.
O detector 412 pode também monitorar a corrente retiradado LED 253 e transmistir as informações para o medidor 130, de talmodo que o medidor 130 consegue averiguar quando o LED 253 foiiluminado. Esta função não precisa de ser realizada por um componen-te separado, mas pode ser realizada pela controladora 400. A controla-dora 400 é configurada para dar partida a um cronômetro para deter-minar que a fonte de luz 253 foi iluminada. Análogo ao método descritoacima, o cronômetro é projetado para rastrear um tempo decorridodesde a primeira vez que um recipiente 110 é aberto pelo usuário. Alémdisso, o cronômetro também está configurado para sinalizar a controla-dora 400 a extinguir a fonte de luz 253 e alertar o usuário depois de umtempo predeterminado. O alerta pode ser, por exemplo, um alarmevisual, áudio, cinético ou de combinação.
O período de tempo não precisa de ser relacionado a umlote ou recipiente particular de meios de teste. Uma medida preventivaparticular pode ser ativada num tempo predeterminado depois dofabrico ou primeiro uso do medidor 130 ou primeiro uso de uma funçãode medidor particular (por exemplo, realização de um teste de diagnós-tico), sem levar em conta nenhuma característica dos meios de teste.Por exemplo, uma dada medida preventiva pode ser ativada três mesesdepois do primeiro uso do medidor para conduzir um teste de diagnós-tico. Em todo caso, a função de indicador 450 pode ser usada paraindicar o tempo restante até que sejam ativadas medidas preventivas.
Alternativamente ou além disso, a controladora 400 podemanter uma contagem corrente da quantidade de meios de teste usadosou a quantidade de testes de diagnóstico realizados pelo medidorusando os dados de calibração correntes. A quantidade de meios deteste usada pode ser estimada pelo número de vezes que os meios deteste foram inseridos na interface de meios 410 ou, de preferência, onúmero de vezes em que uma amostra foi detectada, por exemplo, pelossensores de meios. A contagem corrente pode ser comparada com umaquantidade de testes ou meios de teste permitidos antes de ativar umamedida preventiva. A quantidade permitida pode relacionar-se comuma quantidade de meios de teste que foram originalmente embaladoscom o medidor 130 pelo fabricante ou distribuidor, por exemplo, aquantidade de meios de teste originalmente contidos num recipienteassociado 110. Como alternativa adicional, a quantidade permitidapode exceder o número de tiras de teste contidas na embalagem ourecipiente associado 110 numa pequena quantidade, por exemplo, 10%.Se a contagem corrente exceder a quantidade operacional, então, podeser ativada uma medida preventiva. A função de indicador 450 podeser usada para indicar a quantidade de testes de diagnóstico ou meiosde teste que resta antes que seja ativada uma medida preventiva.As informações relacionadas com o disparador para amedida preventiva (por exemplo, o período de tempo permitido, a datalimite dos meios de teste associados, a quantidade de testes de diagnós-tico, a quantidade de tiras de teste de diagnóstico etc.) podem serobtidas de uma maneira semelhante aos dados de calibração. Numamodalidade ilustrativa, a controladora 400 é distribuída com as infor-mações de acionamento, por exemplo, codificadas na memória 406 ounoutro lugar da controladora 400. Alternativamente, as informações deacionamento podem ser introduzidas pelo usuário. Por exemplo, asinformações de acionamento podem ser acrescidas aos dados decalibração que são introduzidos ou baixados pelo usuário. Alternativa-mente, o usuário pode introduzir ou baixar as informações de aciona-mento (ou um código a partir do qual controladora 400 pode derivar asinformações de acionamento) separadamente a partir dos dados decalibração. Como exemplo adicional, as informações de acionamentopodem ser diretamente "codificadas" sobre o meio de teste particular emconjunto com os dados de calibração previamente descritos comrespeito à abordagem das Figuras 15-22. Por exemplo, as informaçõescodificadas lidas pela controladora 400 a partir dos meios de testepoderiam sinalizar à memória 406 que acesse os dados particulares quecorrespondem ao código específico.
A controladora 400 pode ser instruída a determinar periodi-camente se uma medida preventiva particular está ativada. Por exem-plo, a controladora 400 pode determinar se uma medida preventiva estáativada numa base diária ou semanal. Alternativa ou adicionalmente, acontroladora 400 pode ser instruída a determinar se uma dada medidapreventiva é ativada sempre que ocorrer um certo evento. Por exemplo,a controladora 400 pode ser instruída a determinar se uma medidapreventiva é ativada sempre que é inserida uma tira de testes 120 nainterface da tira de testes 110, sempre que é detectada uma amostrapelos sensores de meios, sempre que é realizado um teste de diagnósti-co pela controladora, sempre que é exibido o resultado de um teste dediagnóstico ou sempre que é acionado um certo controle do usuário 430ou outra função de medidor 130 etc.
As medidas preventivas podem assumir várias formas. Noscasos em que a fonte de energia 420 do medidor é finita (por exemplo,uma bateria), a medida preventiva pode manipular a vida da fonte deenergia 420 de forma que a fonte de energia, por exemplo, uma bateriadentro do alojamento 131, fique inoperante em seguida a medidapreventiva ser ativada. Por exemplo, a controladora 400 pode aumentara carga na fonte de energia, quando for ativada a medida preventiva. Acarga pode ser aumentada, por exemplo, elevando a freqüência dorelógio do sistema 408 de forma que a energia de taxa seja consumidapela controladora 400 e outras funções eletrônicas sejam aumentadas.A fonte de energia 420 e, deste modo, o medidor 130, então, ficarãoinoperantes num período de tempo relativamente pequeno. Alternativaou adicionalmente, a controladora 400 pode ser instruída a fazer que omedidor 130 permaneça num estado "ligado", uma vez que a medidapreventiva seja ativada, drenando, deste modo, a fonte de energia.Como alternativa adicional, a controladora pode ser instruída a abrirum comutador ou queimar um fusível para desconectar a fonte deenergia 420 a partir das funções eletrônicas do medidor 130. Para estamodalidade, o alojamento do medidor 131 pode ser construído de formaque a fonte de energia 420 não seja substituível. A função de indicador450 pode indicar uma estimativa do tempo restante antes da fonte deenergia 420 e, deste modo, o medidor 130 ficar inoperante.
Outra medida preventiva pode impedir que seja realizadoum teste de diagnóstico. Por exemplo, nos casos em que o medidor 130inclui uma função autoligado para iniciar um teste de diagnóstico apósa inserção de uma tira de testes 120 na interface 410 (por exemplo,como descrito nas Patentes US 6.743.635 e 6.946.299, incorporadaspor referência acima), a controladora 400 pode ser instruída a desativara função autoligado, quando for ativada a medida preventiva. A contro-ladora 400 pode, não obstante, permitir que o usuário ligue o medidorusando a função de controle do usuário 430 para permitir acesso aoutras funções do medidor. Por exemplo, a controladora 400 podepermitir que o usuário ligue o medidor e revise resultados de testeprévios e/ou mensagens de voz associadas armazenadas na memória406.
Como outra alternativa, a medida preventiva pode permitirque seja realizado um teste de diagnóstico, mas impedir que a funçãode indicador indique o resultado. Em vez disso, o medidor pode exibiruma mensagem indicando que o medidor não está calibrado e/ou que omedidor precisa de ser substituído. Como antes, a controladora 400pode ainda permitir que o usuário revise resultados de teste prévios equaisquer mensagens de voz associadas armazenadas na memória 406.
O medidor 130 propriamente pode, então, ser dado ou enviado para oassistente de cuidados médicos do usuário. O assistente de cuidadosmédicos pode, então, revisar os resultados dos testes de diagnósticoe/ou mensagens de voz associadas para uso no tratamento do usuário.
Como medida preventiva adicional, a controladora 400 podeser instruída a configurar de novo a função do medidor 130. Porexemplo, a controladora 400 pode instruir a configurar de novo afunção de indicador 450 para indicar outras informações em lugar deum resultado de um teste de diagnóstico. Por exemplo, a função deindicador 450 pode ser configurada de novo para indicar o tempo e/oua data. Alternativamente, a função de indicador 450 pode ser configu-rada de novo para indicar sensores ambientais 480. Por exemplo, omedidor 130 pode indicar a temperatura e/ou a umidade, em conjuntocom as unidades apropriadas, no vídeo 133. Como outra alternativa, acontroladora 400 pode ser instruída a configurar de novo a função demensagem de voz 470 para permitir que sejam registradas mensagensde voz para finalidades diferentes de indicar resultados de um teste dediagnóstico.
A função de controle do usuário 430 pode ser configuradade novo de acordo com a reconfiguração da função de indicador. Porexemplo, a função de indicador 450 pode ser configurada de novo paraatuar como um cronômetro, por exemplo, um cronômetro de cozinha.O controle do usuário 430 pode ser correspondentemente configuradode novo para controlar o cronômetro. Por exemplo, o controle dousuário 430 pode ser configurado de novo para iniciar e parar o cronô-metro. Alternativamente, o controle do usuário 430 pode ser configura-do de novo para comutar entre ou ajustar exibições do tempo, da data,da temperatura e/ou da umidade.
O medidor pode ser provido de um prendedor (por exemplo,um imã, um gancho de velcro e prendedor de alça, uma fita isolanteetc.) nas suas costas para permitir que o usuário coloque o medidor 130onde a sua nova função será útil. Por exemplo, o usuário pode colocaro medidor na sua geladeira. Nesta maneira, o usuário pode ser lembra-do do nome do fabricante ou distribuidor do medidor e/ou logo (quepode ser colocado próximo ao vídeo 133) num contexto fora do uso domedidor 130 para teste de diagnóstico.
Outras modalidades da invenção serão evidentes paraaquelas pessoas qualificadas na técnica a partir da consideração doRelatório Descritivo e prática da invenção aqui descrita. Pretende-seque o Relatório Descritivo e os Exemplos sejam considerados apenascomo exemplificativos, com um escopo e espírito verdadeiros da inven-ção sendo indicados pelas Reivindicações seguintes.