BRPI0617706A2 - palmilha com prevenção de acidentes - Google Patents

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Abstract

<B>PALMILHA COM PREVENçãO DE ACIDENTES<D>Trata-se de uma palmilha com prevenção de acidentes, que inclui uma superficie de base (2) e uma superficie superior (2) oposta à superfície de base (2). A palmilha com prevenção de acidentes (1) consiste de um tecido multicamada (4) e pode ser atravessada a partir da superficie de base (2) até a superficie superior (3), e vice versa, por agulhas com diâmetro inferior a 14 décimos de um milímetro, conduzidas perpendicularmente à palmilha com uma carga de pelo menos 90 N, para costurar diretamente a palmilha junto à parte superior (101) de um calçado (101), de preferência com uma técnica de Strobel.

Description

Relatório Descritivo da Patente de Invençãopara "PALMILHA COM PREVENÇÃO DE ACIDENTES".
A presente invenção refere-se a uma palmilhacom prevenção de acidentes.
No contexto da presente invenção, entende-sepor "palmilha com prevenção de acidentes", uma palmilha comcaracterísticas mecânicas, químicas e físicas que a impedem deser perfurada por objetos pontiagudos, o que pode provocargraves ferimentos no usuário.
Mais particularmente, entende-se por "palmilhacom prevenção de acidentes" uma palmilha que não pode seratravessada por pregos com diâmetro de 4,5 mm ou maior,movidos perpendicularmente a uma velocidade de cerca de 10mm por minuto, contra a mesma com uma força que chega a até1100 Newtons. Tais valores coincidem substancialmente com osexigidos pelas normas em vigência para a prevenção de acidentes.
As palmilhas com prevenção de acidentes doestado da técnica consistem, essencialmente, de uma folhametálica de formato apropriado. Essa folha metálica é inserida napalmilha dos calçados de proteção individual, de forma a seremdispostas entre o chão e a sola éo usuário. Mais particularmente,as palmilhas com prevenção de acidentes do estado da técnica sãoposicionadas em uma pequena fenda obtida na sola do sapato,geralmente de material plástico, para então serem mantidas naposição funcional pela introdução de um material de enchimentona fenda da sola. Dessa forma, quando o usuário pisa com osapato acidentalmente sobre um prego, ou objeto similar, o pregopenetra na sola e é detido pela palmilha de material metálico,impedindo que o prego atinja a sola do usuário, e, portanto,protegendo-o de graves ferimentos.
O Titular verificou que as palmilhas comprevenção de acidentes do estado da técnica podem seraperfeiçoadas sob diferentes aspectos.
Em primeiro lugar, as palmilhas com prevençãode acidentes do estado da técnica oferecem ao usuário um nível deproteção que nem sempre é satisfatório.
De fato, é possível que um corpo pontiagudo,como um prego, penetra na sola do sapato e chegue ao pé dousuário sem se deparar com a resistência da sola. Tal ocorrência,que inevitavelmente provoca um ferimento debilitando nousuário, deve-se ao fato de que a palmilha metálica não é capaz deconter pregos que penetrem lateralmente na sola com umainclinação tal, em relação ao plano definido pela palmilha, queeles não são interceptados pela palmilha metálica, sendo,portanto, capazes de atingir o pé do usuário.
Na realidade, visto que a palmilha metálica deveser inserida na sola do sapato, é necessário que a estampa, a saber,a projeção plana da palmilha metálica, seja sempre menor que aestampa da sola, para que seja assegurado que, ao andar, apalmilha não saia da sola. Em outras palavras, sempre existe umespaço entre a parte de trás do sapato e a parte de trás da palmilhametálica, entre a extremidade frontal do sapato e a extremidadefrontal da palmilha metálica e entre as extremidades laterais dosapato e as extremidades laterais da palmilha metálica. Quandoum prego penetra nesses espaços, ele não encontra nenhumaresistência, atingindo o pé do usuário. Adicionalmente, comomencionado, é necessário inserir a palmilha de metal dentro deuma fenda apropriada e bloqueá-la nele até que um material deenchimento tenha sido inserido na mesma. Muitas vezes, obloqueio da palmilha metálica na posição funcional é difícil enem sempre tem êxito em virtude do pequeno espaço disponívelpara manipular e reter a palmilha dentro da fenda durante o temponecessário para a inserção do material de enchimento.
Neste contexto, a principal tarefa técnica dapresente invenção é a de sugerir uma palmilha com prevenção deacidentes livre das desvantagens mencionadas acima. Emparticular, um dos objetivos da presente invenção é o de ofereceruma palmilha com prevenção de acidentes que seja capaz debloquear corpos pontiagudos, independente de sua direção deperfuração da sola de sapato de proteção individual.
Outro objetivo da presente invenção é o desugerir uma palmilha com prevenção de acidentes que sejasimples e de rápida aplicação, para proteção individual. A tarefa técnica declarada e os objetivosespecificados são atingidos substancialmente por uma palmilhacom prevenção de acidentes incluindo os aspectos técnicosrevelados em uma ou mais das reivindicações anexas.Outros aspectos e vantagens da presenteinvenção tornar-se-ão evidentes na descrição indicativa, e,portanto, não restritiva, de uma concretização preferida, mas nãoexclusiva, de uma palmilha com prevenção de acidentes,conforme ilustrada nos desenhos, nos quais:
- a figura 1 é uma representação em perspectivasecional de uma palmilha com prevenção de acidentes de acordocom a presente invenção, colocada em um calçado de proteçãoindividual;
- a figura 2 é uma seção ao longo do plano II-IIda palmilha da figura 1;
- a figura 3 mostra outra concretização dapalmilha ilustrada em seções na figura 2; e
- a figura 4 mostra outra concretização dapalmilha da figura 3.
Com referências às figuras em anexo, o número1 indica, em geral, uma palmilha com prevenção de acidentes deacordo com a presente invenção.
Deve-se especificar que a expressão "palmilhacom prevenção de acidentes" se refere, no contexto da presenteinvenção, a uma palmilha capaz de resistir a objetos pontiagudossem ser atravessada. Em particular, entende-se por palmilha comprevenção de acidentes uma palmilha que não é atravessada porum prego com diâmetro de 4,5 mm ou superior, que é conduzidoperpendicularmente à palmilha com uma força de 1100 Ν. Apalmilha 1 inclui uma superfície de base 2 e uma superfíciesuperior 2 oposta à superfície de base 2.
A palmilha 1 consiste de um tecidomulticamada 4 e pode ser atravessada a partir da superfície de5 base 2 até a superfície superior 3, e vice versa, por agulhas comdiâmetro inferior a 14 décimos de um milímetro, conduzidasperpendicularmente à palmilha 1 com uma carga de pelo menos90 N, para costurá-la diretamente junto à parte superior 101 deum calçado 100, de preferência com uma técnica de Strobel.
Em particular, a palmilha 1 pode ser atravessadaa partir da superfície de base 2 até a superfície superior 3, e viceversa, por agulhas com diâmetro entre 14 décimos de ummilímetro e 2 décimos de um milímetro, de preferência poragulhas com diâmetro entre 12 e 8 décimos de um milímetro,ainda mais preferencialmente, com diâmetro de 11 décimos de ummilímetro, conduzidas perpendicularmente à palmilha 1 com umacarga de pelo menos 90 N.
Além disso, a carga com a qual as agulhas comas dimensões mencionadas acima atravessam a palmilha estãoentre 90 N e 400 N, de preferência entre 100 N e 300 N, aindamais preferencialmente entre 150 e 250 N, em particular de 200N.
Dessa forma, de maneira vantajosa, a palmilha 1é capaz de interceptar qualquer prego que venha a atravessar, porexemplo, por ter sido pisado, a palmilha 102 do calçado 100 antesde poder alcançar a sola do pé do usuário, independente do ânguloem que os pregos penetrem na sola.
Fora isso, o fato de a palmilha com prevençãode acidentes poder ser costurada diretamente junto à partesuperior do calçado permite reduzir drasticamente os custos deprodução dos calçados de proteção individuais, pois não énecessário recorrer a posicionamentos complicados da palmilhadentro da sola.
Como mencionado, o fato de a palmilha 1objeto da presente invenção poder ser atravessada por agulhascom dimensões menores que 14 décimos de um mm, depreferência com as dimensões apresentadas acima, permitecosturá-la junto à parte superior por uma técnica de Strobel. Paraesse fim, observa-se que tanto o diâmetro como a força necessáriapara atravessar a palmilha 1 são em função da espessura dapalmilha 1. Em todo caso, a palmilha 1 pode ser atravessada pelasagulhas usadas normalmente e sujeitas às forças normaisexercidas sobre a mesma pelas máquinas de costura que realizama técnica de Strobel, a saber, as máquinas de costura comuns quecosturam diretamente as palmilhas nas partes superiores doscalçados. Esse aspecto permite reduzir ainda mais o custo deprodução dos calçados de proteção individuais, já que não énecessário recorrer a técnicas de costura especiais, sendosuficiente o uso de técnicas de costura e máquinas de costura(Strobel) já convencionadas e arraigadas no setor de calçados.Além disso, a palmilha 1 pode ser, de forma vantajosa, cortada econformada diretamente pela fábrica de sapatos mediante o uso demodelos convencionais, garantindo a otimização dos espaços emdepósitos. De fato, dessa forma, não é necessário dispor de umdepósito contendo palmilhas já conformadas de acordo comdiversas formas e dimensões; é possível cortar e conformarpalmilhas dependendo das formas e dimensões estritamentenecessárias.
Adicionalmente, o fato de que a palmilha 1consiste de um tecido multicamada garante alto nível de absorçãode impactos, certamente superior ao de uma palmilha metálica,aumentando o conforto do calçado.
Deve-se salientar que, do ponto de vista deproteção da sola do usuário, o fato de que a palmilha 1 pode seratravessada por agulhas com um diâmetro inferior a 14 décimosde um mm é praticamente insignificante. Na realidade, visto queos pregos têm, geralmente, um comprimento que é essencialmenteem função do diâmetro, pregos com diâmetro inferior a 14décimos de um mm dificilmente chegariam à sola do usuário, poisseu comprimento não é suficiente para atravessar a espessura dasola do calçado.
Em cada caso, pregos com diâmetro inferior a14 décimos de um mm não são considerados desabilitantes, poisnão tem capacidade de provocar danos consideráveis ao usuário,como ocorre, pelo contrário, em pregos com diâmetros de 4,5 mmou superior.Do ponto de vista estrutura, a palmilha 1, comomencionado, consiste de um tecido multicamada 4. Cada camadado tecido multicamada 4 inclui uma camada de tecido 6 e pelomenos uma camada de superfície de resina 7. Esta última éprevista em cada camada de tecido 6 e cobre apenas a superfícieda mesma, isto é, a camada de superfície de resina 7 não penetranas fibras da camada do tecido 6.
A camada de superfície de resina 7 consiste deuma resina de poliuretano e/ou acrílica enriquecida comsubstâncias selecionadas dentre o grupo composto de silicatos, emparticular silicato de ferro; alumina; sílica; materiais cerâmicos;materiais baseados em vidro.
De forma vantajosa, tais substâncias sãoassociadas á resina na forma de grânulos com um diâmetro típicoentre 1 décimo de um mm e 1 mm.
Como mencionado, a camada de superfície deresina 7 não penetra profundamente na camada de tecido 6 e temuma espessura pelo menos dez vezes menor que a espessura dacamada de tecido 6.
De forma vantajosa, a camada de superfície deresina 7 confere maior compacidade à camada de tecido 6, poismantém unidos os fios defrontando-se com a superfície dacamada de tecido 6 umedecidos pela camada de resina 7. Alémdisso, deve-se ressaltar que a camada de superfície de resina 7,simplesmente por não penetrar profundamente na camada detecido 6, assegura a flexibilidade ideal à palmilha 1.Esse último aspecto, a saber, a flexibilidade dapalmilha 1, é muito importante, pois assegura uma vida útilduradoura para a mesma.
De fato, ao submeter a palmilha 1 vários ciclosde curvatura, observou-se como a mesma, sujeita a dez vezes onúmero de ciclos que resultou no rompimento de uma palmilhametálica para proteção contra acidentes, ainda está perfeitamenteíntegra.
De forma vantajosa, a camada de superfície deίο resina 7 não é aplicada à superfície externa da multicamada têxtildestinada a entrar em contato com a sola do pé do usuário. Esseaspecto possibilita maior conforto para a palmilha 1, visto que,como será evidenciado daqui em diante, é preferível assegurar umnível de absorção e dessorção de umidade adequado para apalmilha 1 em correspondência com a região destinada ao contatocom a sola do pé do usuário.
Quanto à camada de tecido 6, independe doprimeiro ou segundo tipo de filamento utilizado, consiste de umatecedura de entrelaçamento, a saber, um padrão predeterminadode fios de trama e urdidura, a assim chamada dupla face. Entende-se por tecedura de dupla face uma tecedura de entrelaçamentoatravés da qual a face superior do tecido obtido não é simétrica,ou não é especular, em relação a sua face inferior. Uma tecedurade dupla face, por exemplo, é efetuada dispondo duas séries defios de trama através dos quais, de acordo com um padrãopredeterminado, é passada uma série única de fios de urdidura.De forma vantajosa, a tecedura de dupla facepermite aumentar a densidade dos fios, isto é, o número de fios detrama por cm de tecido, da camada de tecido 6, aumentando acompacidade da própria camada de tecido 6. A alta densidade datrama assegura que um prego com dimensões maiores, isto é, comdimensões iguais ou maiores que 4,5 mm, seja retido em uma oumais interseções de trama e urdidura até os fios de trama eurdidura se romperem ou serem deslocados. O fato de que adensidade da trama não é infinita, como acontece no caso delimite de uma folha metálica, assegura que algumas agulhas comas dimensões especificadas possam atravessar a palmilha 1, e,portanto, esta pode ser costurada.
A tecedura de dupla face também permiteaumentar o nível de cobertura do tecido final, isto é, permiteaumentar a razão da área efetivamente coberta pelo tecido para aárea nominal do mesmo. Além disso, deve-se salientar acontribuição para o efeito de cobertura dada pela camada desuperfície de resina 7. De fato, como ilustrado no exemplo 1apresentado abaixo, a cobertura é aumentada notadamente pelacamada de superfície de resina 7.
A cobertura do tecido multicamada 4 é umimportante aspecto, pois está diretamente ligado à capacidade deinterceptar corpos pontiagudos, como pregos. De fato, quantomaior o efeito de cobertura, maior é a probabilidade de interceptarum prego pressionado contra a palmilha. A contribuição dada pelacamada de superfície de resina 7 ao efeito de cobertura éassegurada pelo efeito de captação e retenção que os grânulos,que enriquecem a resina, exercem sobre a passagem do prego.
O fato de que a cobertura do tecidomulticamada 4 nunca é total (vide exemplo 1) é responsável, aomenos parcialmente, pela possibilidade de atravessar a palmilha 1com agulhas com diâmetro igual ou inferior a 14 décimos de ummm, mas conter pregos com diâmetro maior ou igual a 4,5 mm.
Os fios de trama e urdidura da camada de tecido6 consistem de fibras não-aramídicas. Esse aspecto permitereduzir simbolicamente os custos de produção da palmilha 1, pois,como é sabido, as fibras aramídicas são evidentemente caras, enem sempre se encontram disponíveis no mercado.
Entretanto, deve-se ressaltar que a palmilha 1tem aspectos de proteção contra acidentes, no sentidoespecificado acima, também à parte do uso de fibras aramídicas,como explicado em mais detalhes abaixo. Em uma primeiraconcretização, ilustrada nas figuras 2 e 3, todas as camadas detecido 6 consistem, essencialmente, de fios de poliéster de altatenacidade, de preferência, de 1100 dtex nominais. Maisparticularmente, cada fio consiste de vários filamentos trançadoscontínuos, de preferência 200, preferencialmente com 60 trançaspor metro. Na segunda concretização, ilustrada na figura 4,algumas camadas de tecido 6 consistem, basicamente, de fios depoliéster de alta tenacidade com um título nominal inferior ao dosfios da primeira concretização, de preferência de 238 dtexnominais. Mais particularmente, cada fio consiste de váriosfilamentos trançados contínuos, de preferência 48,preferencialmente com 120 tranças por metro. Em outraspalavras, na segunda concretização, as camadas de tecido 6 são deduas tipologias diferentes. Em particular, a primeira tipologiaprevê filamentos com dimensões maiores e maior tenacidade doque a segunda tipologia.
Além do mais, na primeira concretização, isto é,a concretização que prevê o uso de filamentos com dimensõesmaiores e tenacidades maiores do que os filamentos usados nasegunda concretização, prevê-se uma tecedura incluindo 27 a 31fios de trama por cm de tecido e 20 a 24 fios de urdidura por cmde tecido. Na segunda concretização, a camada de tecido 6 incluiuma tecedura contendo 90 a 92 fios de urdidura por cm de tecidoe 32 a 36 fios de trama por cm de tecido. Concretizaçõesalternativas prevêem o uso de fios feitos de um materialselecionado dentre o grupo que inclui polipropileno, poliamida,poliamidas, polietileno, polivinil, filamentos artificiais.
De forma vantajosa, uma camada externa detecido 6, e particularmente, a camada de tecido 6a damulticamada 4 destinada a entrar em contato com a sola do pé dousuário, inclui filamentos de material de celulose, de preferênciaalgodão, de modo a absorver e liberar umidade. Dessa forma, apalmilha com prevenção de acidentes 1 garante alto nível deconforto, pois permite a perspiração natural do pé do usuário.Outros materiais de celulose utilizáveis são o linho, o cânhamo eas celuloses artificiais. Em particular, os filamentos de materiaisde celulose são introduzidos na tecedura de entrelaçamento demaneira alternada em relação aos fios mencionados acima, o queforma a tecedura de entrelaçamento. A alternância entre os fiosfeitos de material de celulose e os fios que formam oentrelaçamento depende do nível de absorção e dessorção que sedeseja obter. Na concretização preferida, tal alternância prevê umfio de material de celulose em trama a cada três fios de trama.Deve-se notar como os filamentos de material de celulose nãoalteram substancialmente os aspectos de proteção contra acidentesda palmilha 1, conforme apontado pelo exemplo 2 explicadodaqui em diante.
Adicionalmente, à parte da presença do materialde celulose, pelo menos uma camada de tecido 6 do tecidomulticamada 4 inclui vários monofilamentos feitos de materialeletricamente condutor. Cada um dos monofilamentos de ummaterial eletricamente condutor é trançado na superfície externade um fio de trama ou urdidura. Em outras palavras, ao anteverum filamento de material condutor em alguns fios de trama ouurdidura, a palmilha 1 se torna eletricamente condutora e permitedissipar cargas eletrostáticas, evitando o acúmulo possivelmenteperigoso destas.
De forma vantajosa, de modo a assegurar aefetividade real dos filamentos de um material eletricamentecondutor, este é introduzido em um filamento de urdidura a cada20-80 fios de urdidura, de preferência a cada 23 fios de urdidura,e é introduzido em dois fios de trama consecutivos a cada 20-80fios de trama, de preferência a cada 28 fios de trama. O fato deintroduzir dois filamentos de material eletricamente condutor emdois fios de trama consecutivos permite formar uma redeeletricamente condutora na palmilha 1. De fato, comomencionado, uma vez que a tecedura de cada camada de tecido 6é de dupla face, isto é, com uma camada dupla de trama, os doisfilamentos de material eletricamente condutor introduzidos emdois fios consecutivos de trama asseguram o contato elétrico entrea trama e a urdidura, à parte da posição relativa dentro doentrelaçamento de tecido dos fios de trama e urdiduraenriquecidos com o material eletricamente condutor.
Na concretização preferida, tais filamentos dematerial eletricamente condutor consistem de monofilamentos decarbono com um título nominal de 24 dtex. Um exemplo daefetividade dos filamentos de materiais eletricamente condutoresé ilustrado no exemplo 3.
Independente da presença do material decelulose e do material eletricamente condutor que, comosalientado, não altera significativamente as propriedades deproteção contra acidentes da palmilha 1, esta obtém aspropriedades de proteção contra acidentes mencionadasantevendo-se uma multicamada têxtil 4 constituída por pelomenos quatro camadas 5, cada uma incluindo uma camada têxtil 6e uma camada de superfície de resina 7. Tal configuração éilustrada na figura 2.Incrível como pareça, foi observado que épossível reduzir ainda mais as camadas de tecido têxtil 6 semcomprometer as propriedades de proteção contra acidentes dapalmilha 1, reduzindo, vantajosamente, seu peso e custo deprodução. De fato, como ilustrado na figura 3, a palmilha 1 podeser formada por um tecido multicamada 4 que inclui três camadas5, em particular, uma primeira superfície ou camada deextremidade 5a, uma segunda camada de extremidade 5b oposta àprimeira camada de extremidade 5a e uma camada central 5cincluída entre a primeira 5a e a segunda 5b camadas deextremidade.
De forma vantajosa, pelo menos duas 5b, 5c dastrês camadas 5a, 5b, 5c mencionadas incluem uma camada detecido 6 e duas camadas de superfície de resina 7.
As duas últimas são dispostas em superfíciesopostas da camada de tecido 6.
Como pode ser visto pelo exemplo 4, o efeitoproduzido pelas duas camadas de superfície de resina 7 sobre asduas camadas de tecido 6 é o de eliminar uma camada 5 damulticamada 4 sem comprometer as propriedades de proteçãocontra acidentes da palmilha 1.
Tal efeito é surpreendente, pois, como pode servisto no exemplo 4, a contribuição para as propriedades deproteção contra acidentes da camada de superfície de resina 7,consideradas individualmente, é quase irrisória se comparada à dacamada de tecido 6.Entretanto, pode-se ver como a presença dasduas camadas de superfície de resina adicionais 7 ésubstancialmente capaz de substituir uma camada de tecido 6.
Isso se aplica tanto à primeira quanto à segundaconcretizações.
Deve-se ressaltar que a segunda concretizaçãodescrita acima também garante a obtenção de uma importantevantagem.
De fato, ao antever camadas de tecido 6incluindo uma tecedura mais espessa de 31 fios de trama e 24 fiosde urdidura por cm de tecido e o uso de filamentos mais finos, épossível conter a penetração de um prego com dimensões atémesmo menores do que 4,5 de diâmetro. Em particular, ao anteveruma multicamada 4 incluindo pelo menos cinco camadas 5, dasquais pelo menos três camadas de tecido 6 como descritas comreferência à primeira concretização e pelo menos duas camadas detecido 6 como descrito com referência à segunda concretização, apalmilha 1 obtida é capaz de conter a penetração de pregos comdiâmetro de 2,5 mm, em adição a pregos com diâmetro de 4,5mm, pressionados contra a palmilha com uma carga entre 300 N e700 N, de preferência entre 300 N e 600 N, ainda maispreferencialmente, de 550 N. Mais particularmente, comorelatado no exemplo 5, ao antever duas camadas consecutivas detecido 6 constituídas por filamentos, de preferência feitas depoliéster, com uma tenacidade de 238 dtex nominais e com umatecedura de entrelaçamento de dupla mais espessa do que a quepossui os filamentos com uma tenacidade de 1100 dtex nominaissão entrelaçados, em combinação com três camadas consecutivasde tecido 6 do tipo com filamentos a 1100 dtex nominais, pregoscom um diâmetro igual ou maior do que 2,5 mm não atravessam apalmilha quando pressionados contra a palmilha com uma carga300 N e 700 N, de preferência entre 400 N e 600 N, ainda maispreferencialmente, de 550 N.
Esse efeito não obtido usando-se, por exemplo,cinco camadas de tecido 6, cada uma tendo filamentos de 1100dtex nominais, apesar do maior peso específico de tais camadasde tecido 6. De fato, deve-se ressaltar que, na média, umamulticamada 1 consistindo de cinco camadas de tecido 6, cadauma tendo filamentos de 1100 dtex nominais, tem um pesoespecífico de cerca de 3300 gramas por metro quadrado, ao passoque uma multicamada tendo duas camadas de tecido 6, cada umaconsistindo de filamentos de 238 dtex nominais e três camadas detecido 6, cada uma tendo filamentos de 1100 dtex nominais, temum peso específico de cerca de 2900 gramas por metro quadrado.
Um método adequado para concretizar apalmilha com prevenção de acidentes 1 objeto da presenteinvenção prevê o entrelaçamento de fios de trama e urdidura dematerial não aramídico de acordo com uma tecedura de dupla facepredeterminada, de modo a obter uma camada única de tecido 6,espalhar a camada de resina 7 em pelo menos uma superfície dacamada única de tecido 6 obtida e unir firmemente juntas pelomenos três camadas de tecido 6 contendo a resina, a camada 7 empelo menos uma superfície, para obter a multicamada 4.
De forma vantajosa, antes de espalhar a camadade superfície de resina 7 em uma camada de tecido 6, esta ésujeita a um tratamento de modo a aumentar a hidrofília dos fiosde tecido 6 que serão envolvidos pela camada de resina 7.
Dessa forma, a resina que forma a camada desuperfície de resina 7 se adere melhor à camada de tecido 6,assegurando que os filamentos da trama e urdidura do tecido 6sejam retidos firmemente na sua configuração. Além do mais,deve-se ressaltar que o tratamento que torna hidrófilo osfilamentos do tecido 6 permite aplicar de maneira eficaz umaquantidade maior de resina ao tecido 6 em relação ao mesmotecido 6 não tratado.
Na concretização preferida, o tratamento quetorna hidrófilo os filamentos do tecido 6 é obtido por meio de umtratamento com plasma da superfície do tecido 6. Em particular,ao submeter a superfície do tecido 6 que receberá a camada desuperfície de resina 7 a descargas de plasma, as ligações químicasdo material que forma a superfície do tecido 6 são modificadaspor meio do aumento do nível de receptividade de tal superfície àresina da camada de superfície de resina 7. O tratamento complasma é, de preferência, realizado em uma atmosfera rarefeita denitrogênio ou dióxido de carbono. Além disso, de formavantajosa, ao tratar a superfície do tecido 6 com um tratamentopara torná-la hidrófila antes de aplicar a camada de superfície deresina 7, a eficácia contra a penetração de pregos aumenta, comorevelado no exemplo 6 apresentado a seguir. A etapa de espalhara camada de superfície de resina 7 em uma camada de tecido 6 érealizada, na concretização preferida, aplicando-se 45-85 gramasde resina no estado fluido a cada metro quadrado da camada detecido 6. Tal espalhamento antevê a distribuição uniforme daresina fluida sobre a camada de tecido pelo uso de uma espátulaque distribui uniformemente a resina. De preferência, a espátulapermanece imóvel quando a camada de tecido 6 é avançadaembaixo dela por rolos transportadores. Quando a camada detecido 6 tiver sido revestida uniformemente com resina, a camadaobtida 5 é passada em um secador, por exemplo, um forno, parasecar a resina e torná-la integral à camada de tecido 6. Caso acamada de tecido 6 receba tratado prévio para tornar hidrófila suasuperfície, a deposição da camada de resina 7 deve ser realizadadentro de setenta e duas horas do dito tratamento. De fato, foiobservado que, quando esse tempo tiver decorrido, a superfície dacamada de tecido 6 perde suas propriedades hidrófilas.
Caso a camada de tecido tenha de ser revestidaem ambas as superfícies com uma camada de superfície de resina7, a camada de tecido 6 já tendo uma camada de superfície deresina 7 seca é facilmente virada ao contrário e, na camada 5obtida, as operações de espalhamento e secagem mencionadasacima são repetidas.
A etapa de unir firmemente as camadas 5obtidas consiste da aplicação, entre uma camada 5 e a folhaseguinte, com uma espessura de algumas dezenas de mícrons, deum material termoplástico. As camadas 5 com folhas de materialtermoplástico interpostas são passadas através de um cilindroaquecido oposto a um tapete de filtro com alta resistência àtemperatura, o que provoca a fusão do material termoplástico e aunião das diferentes camadas 5 da multicamada têxtil 4.
Deve-se ressaltar que a contribuição da folhatermoplástica para as propriedades de proteção contra acidentesda palmilha 1 é praticamente irrisória, tendo como único efeito aunião das camadas 5 que constituem o tecido multicamada 4.
EXEMPLO 1
Amostra 1: uma amostra consistindo de umacamada de tecido de acordo com uma camada de tecido 6 descritaacima foi preparada. Em particular, a camada de tecido é feita defios de poliéster contínuos multifilamentos com alta tenacidade de1100 dtex nominais.
Os fios de poliéster foram entrelaçados comuma densidade de trama de 29 ± 2 fios por cm e uma densidadede urdidura de 22 ± 2 fios por cm. A tecedura de entrelaçamento éuma tecedura de dupla face. O peso específico do tecido é de 590g/m2.
Amostra B: uma amostra idêntica à amostra Afoi preparada, com a adição de uma camada de superfície deresina de acordo com o que foi descrito. Em particular, a camadade resina consiste de 54% acrílico, 44% poliuretano e 2% silicatosde ferro. Tal camada de resina foi aplicada em uma quantidade de70 g/m2 no tecido da amostra A e seco.
Amostra C: um tecido multicamada, consistindode cinco camadas sobrepostas, foi disposto, quatro camadasconsecutivas sendo idênticas à camada da amostra Bea últimacamada sendo igual à camada da amostra A.
Entre duas superfícies opostas de cada amostra,uma diferença de pressão de 200 Pa durante 60 segundos foiaplicada e a taxa volumétrica de ar por unidade de superfíciefluindo através da amostra foi medida. Os resultados são relatadosdaqui em diante (as médias são médias aritméticas).
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EXEMPLO 2
Amostra D: um tecido multicamada consistindode quatro camadas sobrepostas foi disposto, três camadasconsecutivas sendo idênticas à camada da amostra B do exemplo1 e a última camada sendo idêntica à camada da amostra A doexemplo 1. Amostra E: um tecido multicamada consistindo dequatro camadas sobrepostas foi disposto. As camadas sãoidênticas às da amostra D, exceto pelo fato de que uma das duascamadas mais externas inclui um fio de algodão em trama a cadatrês fios de poliéster em trama.As amostras são sujeitas a um ciclo que inclui acurvatura da amostra e o influxo de 7,5 ml/min. ± 2,5 ml/min. Deágua na superfície da amostra. As amostras são sujeitas, ainda, auma carga de 80 N ± 5 N durante a curvatura. Esse ciclo érepetido por 4 horas e, no final, a quantidade de água retida pelaamostra, expressa em mg de água retida por cm2 de amostra, émedida.
Depois, a amostra é colocada em um ambientede temperatura e umidade controladas durante 24 horas e aquantidade de água liberada pela amostra em relação à águaabsorvida é medida. Os resultados são relatados a seguir.
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Um prego, com diâmetro de 4,5 mm, foiavançado a uma velocidade de 10 ± 3 mm/min,perpendicularmente às amostras. A força necessária para perfuraras amostras foi medida. Os resultados são relatados a seguir.
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As amostras foram sujeitas a dois tipos deenvelhecimento térmico e o teste de perfuração foi repetido. Oprimeiro tipo de envelhecimento térmico prevê a sujeição dasamostras a uma temperatura de 333 K por 4 horas. O segundo tipode envelhecimento térmico prevê a sujeição das amostras a 253 K
por 4 horas. Os resultados são relatados a seguir.
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As amostras foram sujeitas a dois tipos de
envelhecimento químico e o teste de perfuração foi repetido. Oprimeiro tipo de envelhecimento químico prevê a sujeição dasamostras a uma imersão em solução de ácido sulfurico a umatemperatura de 293 K por 24 horas. O segundo tipo deenvelhecimento químico prevê a sujeição das amostras a umaimersão em solução de hidróxido de sódio a uma temperatura de293 K por 24 horas. Os resultados são relatados a seguir.
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EXEMPLO 3
Amostra F: uma amostra idêntica à amostra Edo exemplo 2 foi preparada.
Amostra G: uma amostra idêntica à amostra Fcom a adição de um monofilamento de carbono, com um títulonominal de 24 dtex, em um fio de urdidura a cada 23 fios deurdidura e um monofilamento de carbono, com um título nominalde 24 dtex, em dois fios de trama consecutivos a cada 28 fios detrama.
Uma diferença de potencial de 250 V foi,portanto, aplicada às extremidades de cada amostra, medindo-se aresistência das duas amostras após um minuto de passagem deeletricidade. Os resultados são os seguintes:
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EXEMPLO 4
Amostra H: uma amostra idêntica à amostra Ado exemplo 1 foi preparada.
Amostra I: uma amostra idêntica à amostra B doexemplo 1 foi preparada.
Amostra L: uma amostra idêntica à amostra I foipreparada, com a adição de uma camada de superfície de resinaadicional no lado oposto em relação à camada de resina jáaplicada. A camada de resina adicional tem aspectos idênticos à jáaplicada. Amostra M: uma multicamada consistindo de trêscamadas sobrepostas foi preparada. Em particular, duas camadasconsecutivas consistem, cada uma, de uma camada idêntica à daamostra Lea camada restante é idêntica à camada da amostra I.
Um prego, com diâmetro de 4,5 mm, foi avançado a umavelocidade de 10 ± 3 mm/min, perpendicularmente às amostras. Aforça necessária para perfurar as amostras foi medida. Osresultados são relatados a seguir.
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EXEMPLO 5
Amostra N: uma amostra como a amostra C foipreparada. Em outras palavras, ela é uma amostra que consiste decamadas.
Amostra O: uma amostra, similar à da amostraN, em que as duas camadas consecutivas de tecido foramsubstituídas por duas camadas de tecido, cada uma formada comfios de poliéster contínuos multifilamentos, com uma altatenacidade nominal de 238 dtex, foi preparada. Os fios depoliéster foram entrelaçados com uma densidade de trama de 29 ±2 fios por cm e uma densidade de urdidura de 92 ± 2 fios por cm.A tecedura de entrelaçamento é uma tecedura de dupla face. Opeso específico do tecido é de 430 gr/m .
Um prego, com diâmetro de 4,5 mm, foiavançado a uma velocidade de 10 ± 3 mm/min,perpendicularmente às amostras. A força necessária para perfuraras amostras foi medida.
Um prego, com diâmetro de 2,5 mm, foiavançado a uma velocidade de 10 ± 3 mm/min,perpendicularmente às amostras. A força necessária para perfuraras amostras foi medida. Os resultados são relatados a seguir.
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EXEMPLO 6
Amostra P: uma amostra idêntica à amostra Mfoi preparada.
Amostra Q: uma amostra idêntica à amostra Ofoi preparada.
Ambas as amostras foram sujeitas a umtratamento hidrófilo preventivo antes da deposição das camadasde superfície de resina.Um prego, com diâmetro de 4,5 mm, foiavançado a uma velocidade de 10 ± 3 mm/min,perpendicularmente às amostras. A força necessária para perfuraras amostras foi medida. Os resultados são relatados a seguir.
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Claims (12)

1. Palmilha com prevenção de acidentesincluindo uma superfície de base (2) e uma superfície superior (3)oposta à superfície de base (2), caracterizada por consistir de umtecido multicamada (4) e por poder ser atravessada a partir dasuperfície de base (2) até a superfície superior (3), e vice versa,por agulhas com diâmetro inferior a 14 décimos de um milímetro,de preferência entre 14 e 2 décimos de um milímetro, conduzidasperpendicularmente à palmilha com uma carga de pelo menos 90N, de preferência entre 90 N e 400 N, para costurar diretamente apalmilha na parte superior (101) de um calçado (100), depreferência com uma técnica de Strobel.
2. Palmilha, de acordo com a reivindicação 1,caracterizada pelo fato de que cada camada (5) do dito tecidomulticamada (4) inclui uma camada de tecido (6) e pelo menosuma camada de superfície de resina (7) aplicada a cada camada detecido (6) de modo a aumentar a cobertura; cada camada de tecido(6) consistindo de fibras não-aramídicas.
3. Palmilha, de acordo com a reivindicação 1ou 2, caracterizada pelo fato de que a tecedura de entrelaçamentode cada camada de tecido (6) é uma tecedura de face dupla paraaumentar a densidade da trama.
4. Palmilha, de acordo com qualquer uma dasreivindicações precedentes, caracterizada pelo fato de que pelomenos uma camada de tecido (6), de preferência defrontando-secom a superfície superior (3), inclui filamentos de material decelulose, de preferência algodão, para absorver e liberar umidade.
5. Palmilha, de acordo com qualquer uma dasreivindicações precedentes, caracterizada pelo fato de que pelomenos uma camada de tecido (6) inclui vários monofilamentosfeitos de material eletricamente condutor; cada um dos ditosmonofilamentos de material eletricamente condutor sendotrançado na superfície externa de um fio de trama ou urdidura.
6. Palmilha, de acordo com qualquer uma dasreivindicações precedentes, caracterizada pelo fato de que, a pelomenos uma camada de tecido (6), são aplicadas duas camadas desuperfície de resina (7); as ditas duas camadas de superfície deresina (7) sendo dispostas em superfícies opostas da dita camadade tecido (6).
7. Palmilha, de acordo com a reivindicação 6,caracterizada por incluir três camadas de tecido (6); a camada detecido central e uma camada de tecido externo, cada umaincluindo duas camadas de superfície de resina (7).
8. Palmilha, de acordo com qualquer uma dasreivindicações 1 a 6, caracterizada por incluir cinco camadas detecido (6); duas das ditas três camadas consistindo de filamentoscom tenacidade e diâmetro menores do que dos filamentos dasoutras três camadas de tecido (6); as ditas duas camadas tendouma tecedura de entrelaçamento mais espessa do que a das outrastrês camadas para resistir à perfuração de pregos com diâmetromaior do que 2,5 mm movendo-se perpendicularmente à partesuperior com uma carga inferior a 600 N, de preferência entre 400N e 600 N.
9. - Palmilha, de acordo com qualquer uma dasreivindicações 2 a 8, caracterizada pelo fato de que as fibras decada camada de tecido (7) são fios feito de um materialselecionado dentre o grupo composto de poliéster multifilamentocontínuo trançado, poliamida, poliamidas, polipropileno efilamentos artificiais.
10. - Método para produzir uma palmilha, deacordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 8, caracterizadopor incluir as etapas de:trançar fios feitos de um material selecionadodentre o grupo composto de poliéster, poliamida, poliamidas,polipropileno e filamentos artificiais, de acordo com uma tecedurade dupla face predeterminada, de modo a obter uma camada detecido (6);aumentar a hidrofilia de pelo menos umasuperfície da dita camada de tecido, de preferência por meio deum tratamento com plasma da dita superfície;espalhar uma camada de superfície de resina (7)na dita pelo menos uma superfície da camada de tecido (6) obtida;unir firmemente pelo menos três camadas detecido (6) tendo a camada de superfície de resina (7) em pelomenos uma superfície de modo a obter um tecidomulticamada (4).
11. - Calçado, caracterizado por incluir umapalmilha com prevenção de acidentes (1) conforme definida emuma ou mais das reivindicações 1 a 9.
12. - Uso de uma palmilha com prevenção de acidentes, de acordo com uma ou mais das reivindicações 1 a 9,caracterizado por ser como uma palmilha costurada na partesuperior de um calçado com prevenção de acidentes.
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