BRPI0619244A2 - dispositivo de tampar para um recipiente, processo de montagem de um dispositivo, e, recipiente - Google Patents
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Abstract
DISPOSITIVO DE TAMPAR PARA UM RECIPIENTE, PROCESSO DE MONTAGEM DE UM DISPOSITIVO, E, RECIPIENTE. Esse dispositivo de tampar (500) compreende um tampão (501) feito de elastómero e uma coifa (502) própria para recobrir ao mesmo tempo o gargalo (12) de um recipiente e o tampão (501) no lugar no dito gargalo (12). A coifa (503) é feita de matéria plástica e compreende um anel (503) e um órgáo de manobra (504). O anel (503) pode circundar o tampão (501) e o gargalo (12) na configuração montada, esse anel sendo provido de meios (503G) de travamento no gargalo (12). O órgão de manobra (504) pode ser montado no anel (503), com uma orientação angular qualquer em tomo de um eixo central (X~503~) do anel. Esse órgão de manobra é provido de uma borda anular (5O5D) própria para ser introduzida entre uma saia externa (503A) do anel (503) e pelo menos uma aba (503G) que forma um meio de travamento e que se estende radialmente na direção do eixo central (X~503~) do anel, a partir da saia (503A).
Description
"DISPOSITIVO DE TAMPAR PARA UM RECIPIENTE, PROCESSO DE MONTAGEM DE UM DISPOSITIVO, E, RECIPIENTE"
A invenção se refere a um dispositivo de tampar para um recipiente provido de um gargalo, assim como a um processo de montagem de um tal dispositivo e a um recipiente equipado com um tal dispositivo.
No domínio dos recipientes para medicamentos, é conhecido utilizar um frasco feito de vidro para conservar um princípio ativo sob a forma de liofilizado, de pó ou de solução líquida. Um tal frasco deve ser obturado de modo estanque a fim de manter seu conteúdo em um estado de conservação satisfatório, até sua data de utilização. Para fechar hermeticamente um frasco, é conhecido utilizar um dispositivo de tampar que compreende um tampão feito de elastômero cuja função é assegurar uma estanqueidade total aos gases, aos líquidos e às bactérias, uma cobertura feita de metal, na maior parte das vezes de alumínio, que assegura uma função de selagem, e uma lingüeta ou "flip-off' que assegura uma função de testemunha de inviolabilidade e que deve ser retirada antes que se possa ter acesso ao tampão.
Por ocasião do engaste da cobertura metálica sobre a parte superior de um frasco feito de vidro, é possível que partículas de vidro sejam soltas do frasco, essas partículas podendo cair sobre a parte de cima do tampão e constituindo um risco de poluição para seu conteúdo. Por outro lado, o engaste da cobertura metálica não intervém imediatamente depois da colocação no lugar do tampão, que o conteúdo do frasco seja ou não submetido a uma etapa de liofilização. O intervalo de tempo entre a colocação no lugar do tampão e a colocação da cobertura é ainda mais longo visto que não é raro que a máquina de engaste da cobertura se encontre em um local distinto do local onde ocorre a esterilização do conteúdo do frasco, esse local distinto não sendo estéril em geral. Durante esse intervalo de tempo, existe portanto uma possibilidade de contaminação acidental ou por malevolência do conteúdo do frasco. Por ocasião da utilização do frasco, o pessoal hospitalar é suposto, depois de ter retirado a lingüeta de inviolabilidade, proceder à descontaminação da face superior do tampão que é acessível através de uma abertura feita na tampa. Uma tal operação é às vezes esquecida, o que induz também riscos de contaminação.
É conhecido de US-A-5 314 084 utilizar uma coifa externa para travar na posição sobre o colo de um recipiente uma coifa interna de proteção de um tampão. Esse modo de travamento é tributário da elasticidade da coifa externa e nem sempre é eficaz.
São esses inconvenientes que a invenção entende mais especialmente corrigir propondo para isso um novo dispositivo de tampar cuja colocação no lugar é especialmente fácil e que permite a proteção de um tampão feito de elastômero desde o fim da operação de enchimento e/ou do ciclo de liofilização.
Para isso, a invenção se refere a um dispositivo de tampar para um recipiente provido de um gargalo, esse dispositivo compreendendo um tampão feito de elastômero e uma coifa feita de matéria plástica, própria para recobrir ao mesmo tempo esse gargalo e esse tampão no lugar no gargalo do recipiente, e compreendendo um anel próprio para circundar o tampão e o gargalo na configuração montada, esse anel sendo provido de um meio de travamento no gargalo, e um órgão de manobra próprio para ser montado nesse anel com uma orientação angular qualquer em torno de um eixo central do anel, esse órgão de manobra sendo provido de meios de ativação dos meios de travamento do anel. Esse dispositivo é caracterizado pelo fato de que os meios de ativação do órgão de manobra compreendem uma borda anular desse órgão, essa borda sendo própria para ser introduzida entre uma saia externa do anel e pelo menos uma aba que forma um meio de travamento e que se estende radialmente na direção do eixo central do anel, a partir dessa saia. Graças ao fato de que a coifa é feita de matéria plástica, ela não apresenta o risco de induzir, por seus contatos com a superfície do recipiente, a geração de partículas de vidro poluentes. Devido a sua estrutura que compreende um anel e um órgão de manobra, o anel pode ser colocado no lugar sobre o recipiente de modo especialmente fácil, os meios de ativação do órgão de manobra podendo acionar os meios de travamento do anel quando esse último atingiu sua posição final sobre o gargalo do recipiente. Como o órgão de manobra pode ser montado sobre o anel com uma orientação angular qualquer, a montagem da coifa é facilitada. Por outro lado, o travamento obtido graças à borda anular do órgão de manobra é especialmente simples e rápido e não depende da elasticidade do anel. A montagem e o travamento do dispositivo em um recipiente podendo ser facilmente automatizados.
De acordo com aspectos vantajosos mas não obrigatórios da invenção, um tal dispositivo pode incluir uma ou várias características das reivindicações 2 a 18.
Em especial, o órgão de manobra pode ser constituído por um elemento anular que leva os primeiros e segundos meios assim como uma tampa imobilizada sobre esse elemento anular com o auxílio de abas de enganchamento na borda de uma abertura central do elemento anular, enquanto a tampa só pode ser montada no elemento anular mediante uma deformação elástica desse elemento, essa deformação resultando de um esforço que só pode ser exercido antes que o órgão de manobra seja montado no dito anel. Nesse caso, cada aba é vantajosamente provida de um bico de enganchamento na borda da abertura, a distância entre o bico e a face da tampa apoiada contra o elemento anular sendo inferior à distância, tomada paralelamente a um eixo central do elemento anular e quando a tampa não está adaptada sobre esse elemento, entre a borda e uma porção do elemento anular que recebe em apoio a face precitada da tampa.
A invenção também se refere a um processo de montagem de um dispositivo tal como precedentemente descrito que compreende etapas que consistem em:
a) — exercer sobre a borda da abertura central do elemento anular um esforço globalmente paralelo ao eixo central dessa abertura, esse esforço sendo aplicado contra um lado do elemento anular oposto ao lado pelo qual é destinada a ser montada a tampa, esse esforço sendo exercido de modo a deformar elasticamente essa borda;
b) - prensar a tampa na direção do elemento anular de acordo com uma direção inversa à direção do esforço, de modo a levar em engate suas abas de enganchamento contra a borda elasticamente deformada da abertura precitada.
A invenção se refere também a um recipiente equipado com um dispositivo de tampar tal como descrito acima. Um tal recipiente é mais fácil de tampar e de utilizar do que os recipientes do estado da técnica.
A invenção será melhor compreendida e outras vantagens dessa última aparecerão mais claramente à luz da descrição que vai se seguir de três modos de realização de um recipiente e de um dispositivo de acordo com seu princípio, dado unicamente a título de exemplo e feita em referência aos desenhos anexos nos quais:
- as figuras 1 a 5 representam esquematicamente em corte axial e em perspectiva, várias etapas de acondicionamento de um produto dentro de um frasco de acordo com a invenção;
- as figuras 5 e 6 representam esquematicamente, em perspectiva, duas etapas de utilização do frasco;
- a figura 8 é uma vista em escala ampliada do detalhe VIII da figura 4;
- a figura 9 é uma corte axial, em perspectiva e em escala ampliada, da coifa do dispositivo de tampar do frasco das figuras 1 a 8;
- as figuras IOA e IOB são vistas em perspectiva, de acordo com dois ângulos diferentes, de um anel que pertence à coifa da figura 9;
- as figuras 11A e 11B são vistas em perspectiva, de acordo com dois ângulos diferentes, de uma parte de um órgão de travamento que pertence à coifa da figura 9;
- as figuras 12A e 12B são vistas em perspectiva, de acordo com dois ângulos diferentes, de uma tampa que pertence a um órgão de travamento da coifa da figura 9, a figura 12A compreendendo um destaque parcial;
- a figura 13 é uma vista em escala ampliada do detalhe XIII na figura 4, o prato prensor sendo omitido;
- a figura 14 é uma vista em escala ampliada do detalhe XIV na figura 5;
- a figura 15 é uma vista em perspectiva explodida da coifa da figura 9;
-a figura 16 é uma vista análoga à figura 15 para o dispositivo de acordo com um segundo modo de realização da invenção.
- a figura 17 é uma vista análoga à figura 8 para um dispositivo de acordo com um terceiro modo de realização da invenção;
- a figura 18 é um corte axial, em perspectiva e em escala ampliada, da coifa do dispositivo da figura 17;
- as figuras 19A e 19B são vistas em perspectiva, de acordo com dois ângulos diferentes, de um anel que pertence à coifa da figura 18;
- as figuras 20A e 20B são vistas em perspectiva, de acordo com dois ângulos diferentes, de uma parte de um órgão de travamento que pertence à coifa da figura 18;
- as figuras 21A e 2IB são vistas em perspectiva, de acordo com dois ângulos diferentes, de uma tampa que pertence a um órgão de travamento da coifa da figura 18, a figura 21 A compreendendo um destaque parcial;
- a figura 22 é uma vista análoga à figura 13 para o dispositivo das figuras 17 a 21;
- a figura 23 é uma vista análoga à figura 14 para o dispositivo das figuras 17 a 22;
- a figura 24 é uma vista em perspectiva explodida da coifa da figura 17;
- a figura 25 é uma vista do órgão de manobra em decorrer de montagem e
- a figura 26 é uma vista em escala ampliada do detalhe XXYI na figura 25.
Na figura 1, um frasco feito de vidro 1 está em decorrer de enchimento com um produto P, por exemplo com um medicamento. Uma pipeta 2 é introduzida no frasco 1 através de seu colo 11 que é definido por um gargalo 12 que apresenta um colar externo 13. É anotado X1 o eixo de simetria do frasco 1.
Quando uma quantidade predeterminada de produto P foi introduzida dentro do frasco 1, a pipeta é retirada e um dispositivo de tampar 500 é colocado no lugar no gargalo 12. O dispositivo 500 compreende um tampão feito de elastômero 501 de forma adaptada para ser parcialmente introduzido no colo 11, ao mesmo tempo em que repousa sobre a face 13 A do colar 13 oposta ao fundo 14 do frasco 1. Uma vez que ele está no lugar no gargalo 12, o tampão 501 isola o conteúdo do frasco 1 do exterior. O dispositivo 500 compreende também uma coifa 502 destinada a recobrir e a isolar o tampão e o gargalo 12 em configuração fechada do dispositivo de tampar.
Como se destaca mais especialmente da figura 9, a coifa 502 compreende um anel 503 feito de matéria plástica do qual o diâmetro interior é suficiente para permitir que ele circunde o colar 13.
A coifa 502 compreende também um órgão de manobra 504 constituído por uma peça 505 feita de matéria plástica, que é qualificada de "chave" no que se segue, e por uma tampa 506, feita de matéria plástica também, solidarizada de modo reversível à chave 505. A tampa 506 leva seis piões 506A destinados a entrar em contato com a superfície externa de uma parte anular 505A da chave 505 e a ser soldados nela por ultra-sons. Em variante, a soldagem por pontos entre as peças 505 e 506 é obtida por aquecimento localizado. Isso pode ser realizado por uma cabeça aquecedora e apresenta a vantagem de uma maior rapidez do que o aquecimento por ultra- sons. A soldagem por pontos, ao nível dos piões 506A, permite obter uma retirada fácil da tampa 506 em relação à chave 505, por rasgamento dos piões 506A.
A tampa 5076 também é provida de um lábio anular 506B que é introduzido em uma abertura central 505B da chave 505 quando esses dois elementos são solidarizados para constituir o órgão 504.
Os piões 506A são regularmente repartidos em torno do eixo central X5oó da tampa 506 e formam uma estrutura ondulada 506C destinada a ser recebida em uma depressão 505P que orla a abertura 505B, na face da parte 505A voltada na direção do tampão 506. A geometria da depressão 505P e da estrutura 506C permite uma centragem do tampão 506 na chave 505, por operação conjunta de formas, o que permite o alinhamento do eixo X5o6 no eixo central X505 da chave 505 antes de soldagem ao nível dos piões 506A.
A chave 505 é provida de dois jogos de duas lingüetas elásticas 505C feitas pela criação de quatro aberturas 505Q em uma saia 505J formada pela chave 505 e centrada no eixo X505. E anotada 505D a borda anular da saia 505J que é oposta à parte 505A.
Cada lingüeta 505C é provida de uma nervura externa 505E que é saliente radialmente em relação à saia 505J. Assim, cada lingüeta 505C forma um gancho elástico.
As lingüetas 505C se repartem em duas lingüetas 505Ci cuja nervura 505E se estende a uma primeira distância d] da borda 505D e em duas lingüetas 505C2 cuja nervura 505E se estende a uma segunda distância d2 da borda 505D, a distância d2 sendo superior à distância di.
As lingüetas 505Ci se estendem, a partir da borda da abertura 505Q correspondente que está mais afastada da borda 505D e na direção da borda 505D. As lingüetas 505C2 se estendem, a partir da borda da abertura 505Q correspondente que está mais próxima da borda 505D, para o lado oposto dessa borda 505D.
O anel 503 compreende, no que lhe diz respeito, uma saia anular periférica 503A da qual é anotada 503B uma primeira borda. No interior da saia 503A e no lado oposto à borda 503B é disposta uma parte anular 503 C globalmente perpendicular a um eixo central X503 do anel 503 e da saia 503A. A parte 503C é prolongada, ao nível de cinco setores angulares repartidos em torno do eixo X503, por cinco virolas 503D que se unem na superfície interna da saia 503A na proximidade da borda 503B. As virolas 503D se estende à distância da superfície interna da saia 503A, de tal modo que elas definem cinco alojamentos alongados individuais 503E nos quais pode ser introduzida a saia 505J da chave 505 pelo lado do anel 503 que leva a parte 503c e que é visível na figura 10A.
Nos setores angulares em que a parte 503C não é prolongada por virolas 503D, são dispostas cinco aberturas 503F em cada uma das quais pode também ser introduzida a saia 505J quando essa saia é introduzida nos alojamentos 503E. As extremidades das virolas 503d e as abas 503G são dispostas em alternância, no interior da saia 503A e na proximidade da borda 503B.
Em frente a cada abertura 503F é disposta uma aba de travamento 503G que se estende, a partir da face interna da saia 503A, radialmente na direção do eixo X503. É anotada 503J a borda livre de cada aba 503G.
Em cada virola 503D é previsto um segmento 503K de bloqueio do tampão 501 na configuração da figura 2. Os segmentos 503K são previstos para penetrar superficialmente no tampão 501 a fim de imobilizá-lo em relação à saia 503.
Uma nervura 503N é prevista em cada virola 503D, na face interna de sua parte curvada a cerca de 90°, para ligar o anel 503 e o tampão 501 em rotação penetrando para isso radialmente na superfície externa do tampão.
A montagem do dispositivo 500 ocorre soldando-se a tampa 506 na chave 505, e depois alinhando-se os eixos X505 e Xsoó? já confundidos, com o eixo X503 e introduzindo-se a saia 505J em um volume anular 503V definido entre a saia 503A, as virolas 503D e as abas de travamento 503G. Considerando-se o caráter anular da borda 505D e do volume 503V, o órgão 504 pode ser montado no anel 503 sem precaução especial no que diz respeito a sua orientação angular em torno do eixo X503. Em outros termos, o órgão 504 pode ter qualquer orientação em relação aos eixos X505 e X5065 então confundidos, quando a borda 505D é inserida, através das entradas dos alojamentos 503E e das aberturas 503F, na direção do volume 503V. Isso facilita a montagem da coifa pois essa orientação não tem que ser controlada.
A face interna da saia 503 A é provida de uma ranhura periférica 503L disposta na proximidade da borda 503M da saia 503A oposta à borda 503B e próxima da parte 503C. A ranhura 503L é configurada para receber as nervuras 505E das lingüetas 505C quando o órgão 504 é montado no anel 503. Mais precisamente, por ocasião da montagem do órgão 504 no anel 503, a saia 505J penetra no volume 503V através das aberturas 503F e das aberturas de entrada dos alojamentos 503E. A saia 505 avança então na direção da borda 503B até que as nervuras 505E das lingüetas 505Q se introduzam na ranhura 503L, o que permite manter o órgão 504 à distância da parte 503C, na posição representada na figura 9.
E então possível introduzir o tampão 501 na coifa 502 e bloqueá-lo com o auxílio dos segmentos 503K. O dispositivo 500 assim constituído pode então ser colocado sobre o gargalo 12 do frasco 1, como representado na figura 2. Nessa configuração, o tampão 501 não obtura completamente o colo 11 visto que esse tampão é provido de um recorte lateral 50IA que deixa um interstício 200 ao nível de uma parte da face 13A.
O frasco 1 equipado com o dispositivo 500 pode então ser introduzido em um liofilizador 300 no qual as moléculas de água presentes dentro do frasco 1 são evacuadas para o exterior, como representado pelas flechas F1 nas figuras 3 e 8, através dos interstícios que subsistem então entre a coifa 502 e o colar 13.
O tampão 501 é provido, em sua superfície radial externa, de saliências de bloqueio na configuração das figuras 3 e 8.
No interior do liofilizador 300, é possível em seguida, como representado na figura 4, exercer sobre o dispositivo 500 um esforço F2 paralelo ao eixo longitudinal X1 do frasco 1 e do gargalo 11, eixo com o qual são então confundidos os eixos X503, X505 e X506· Esse esforço axial F2 é exercido por um prato 301 móvel no interior do liofilizador e suscetível de exercer ai mesmo tempo substancialmente o mesmo esforço F2 sobre o conjunto dos frascos 1 dispostos a um mesmo nível dentro desse liofilizador.
Quando o esforço F2 é exercido sobre o tampão 506 do órgão 504, as nervuras 505E das lingüetas 505C1 transmitem esse esforço para o anel 503 por intermédio da interação entre essas nervuras 505E e a ranhura 503L. As lingüetas 505Ci desempenham assim o papel de botões impulsores na medida em que elas permitem deslocar ou empurrar o anel 503 na direção do fundo 14 do frasco 1, sob o efeito do esforço F2, o que permite atingir a configuração da figura 5. Devido a esse deslocamento, as abas de travamento 503G são rebatidas na direção da superfície interna da saia 503A sem que seja necessário deformar radialmente essa saia 503A. Assim, o esforço F2 a aplicar para chegar na configuração das figuras 4 e 13 é relativamente pequeno. Quando as abas de travamento 5 03 G ultrapassaram o colar 13 e atingiram a posição das figuras 4 e 13, o anel 503 não pode mais ser deslocado na direção do fundo 14 pois a parte 503C se apóia contra o tampão 101 que é introduzido no gargalo 12. A manutenção do esforço F2 tem então como efeito expulsar as nervuras 505E que pertencem às lingüetas 505Q da ranhura 503L e deslocar o órgão 504 em relação ao anel 503 a ponto de levar a borda 505D para o fundo do volume 503V entre as abas de travamento 503G e a superfície interna da saia 503A. Essa introdução da borda 505B entre as abas de travamento 503G e a saia 503A tem como efeito deformar radialmente essas abas de modo centrípeto, suas bordas livres respectivas 503J sendo deslocadas na direção do eixo X]. Essas bordas vêm então se apoiar contra a face anular 13B do colar 13 dirigida para o fundo 14, de modo que a cobertura 500 é firmemente travada sobre o gargalo 12, como representado nas figuras 5 e 14.
Na configuração das figuras 5 e 14, as nervuras 505E das lingüetas 505C2 vêm se introduzir na ranhura 503L, o que permite imobilizar o órgão 504 em relação ao anel 503. Em outros termos, a diferença entre as distâncias di e d2 corresponde ao trajeto do órgão 504 entre as posições das figuras 4 e 5, o que permite levar automaticamente em engate as lingüetas de retenção 505C2 com a ranhura 503L quando as abas de travamento 503G estão travadas na posição de retenção da coifa 502 sobre o gargalo 12.
Devido a esse movimento, as nervuras 503N penetram superficialmente no tampão 501, o que solidariza firmemente em rotação o tampão 501 e o anel 503.
Assim, a colocação no lugar definitiva da coifa 502 ocorre em duas etapas. Na primeira etapa, o tampão 501 é colocado no lugar e as abas 503G são rebatidas na direção da saia 503A para ultrapassar o colar 13. Na segunda etapa, as abas 503G são travadas na posição pela borda 505D. Essas duas etapas são obtidas graças a um esforço de impulso F2 cuja intensidade pode ser adaptada a cada etapa, ao mesmo tempo em que conserva um valor substancialmente inferior ao valor que seria necessário para uma colocação no lugar em uma só etapa, na medida em que os esforços de atrito a vencer e os esforços de deformação a obter são, graças à invenção, deslocados no tempo, sendo para isso repartidos entre as duas etapas. Por outro lado, como a saia 503A não tem que ser dilatada radialmente por ocasião da passagem das abas 503G ao nível do colar 13, o esforço F2 pode ser relativamente pequeno, o que facilita a colocação no lugar da coifa 500.
Em resumo, na primeira etapa passa-se da configuração da figura 3 para a configuração da figura 4. Na segunda etapa, passa-se da configuração da figura 4 para a configuração da figura 5.
Nessa configuração, como representado na figura 14, o lábio 506B da tampa 5106 vem se apoiar, através da abertura 505B e através da abertura central 503Q da parte 503C, contra a superfície externa 501B do tampão 501 que é destinada a ser exposta quando se deseja ter acesso ao conteúdo do frasco 1. Sob a ação do lábio 506B, a superfície 501B se deforma localmente, como visível na figura 14, pois o material do tampão 501 é mais flexível do que o material da tampa 506.
Mais precisamente, o lábio 506B isola completamente uma porção central em forma de disco 50IC da superfície 501B, essa porção podendo ser considerada como limpa e estéril visto que ela foi isolada do exterior no seio do liofilizador 300.
Quando é conveniente utilizar o conteúdo do frasco 1, a tampa 506 é retirada rompendo-se para isso os piões 506A, como representado pela flecha F3 na figura 6, o que permite ter acesso à porção 50IC precitada, cuja descontaminação pode ser omitida. É então possível injetar dentro do frasco 1 um líquido de reconstituição de seu conteúdo, isso com o auxílio de uma seringa 400, como representado na figura 7, e depois bombear o produto reconstituído graças à mesma seringa cuja agulha atravessa o tampão 501 de acordo com uma abordagem conhecida pelo pessoal hospitalar.
No segundo modo de realização representado na figura 16, os elementos análogos àqueles do modo de realização precedente levam referências idênticas. A coifa 50 desse modo de realização compreende também um anel 503 e um órgão de manobra 504 formado por uma chave 505 e por uma tampa 506. Esse modo de realização difere do precedente pelo fato de que as quatro lingüetas 505C da chave 505 são todas elas de mesmo tipo e se estendem a uma mesma distância d1 da borda anular 505D da saia 505J. Essas quatro lingüetas 505C têm a mesma função que as lingüetas 505C1 do modo de realização precedente e vêm simultaneamente em introdução em uma ranhura 503L feita no interior do anel 503 que é idêntica àquela do modo de realização precedente.
A parte anular 505A da chave 505 é provida de seis ganchos, dos quais somente dois estão visíveis na figura 16 com a referência 505F, e que orlam a abertura 505B, no lado da parte 505A voltada na direção da borda 505D. Esses seis ganchos 505F são destinados a esse engatarem com a borda 503P da abertura central 503Q definida pela parte anular 503C do anel 503. Esse engate intervém quando o órgão 504 passa de uma posição que corresponde àquela da figura 4 para uma posição que corresponde àquela da figura 5, quer dizer quando a borda 505D da chave 505 leva as abas 503G do anel 503 em configuração de travamento sobre o gargalo 12. Assim, os ganchos 505F têm uma função similar à função das segundas lingüetas 505C2 do modo de realização precedente.
No terceiro modo de realização representado nas figuras 17 a 26, os elementos análogos àqueles do primeiro modo de realização levam as mesmas referências. No que se segue, é descrito essencialmente o que difere entre os primeiro e terceiro modos de realização.
A tampa 506 da coifa 502 leva quatro abas 506A destinadas a ser enganchadas na borda 505B] de uma abertura central 505B da chave 505. Para fazer isso, cada aba 506A é provida de um bico terminal 506Ai formado por ocasião da moldagem da tampa 506 e que se estende, em relação a um eixo central X506 da tampa 506, radialmente para ò exterior da aba 506A considerada. Os bicos 506Αχ são introduzidos sob a borda 505B! quando a chave 505 e a tampa 506 são unidas para formar o órgão 504. Mais precisamente, a tampa 506 é provida de uma superfície substancialmente plana 506C pela qual ela se apóia contra uma superfície superior 505Aj de uma parte anular 505A da chave 505 no centro da qual é definida a abertura 505B. Em configuração montada do órgão 504, os bicos 506 Ai estão engatados contra a borda 505Bi, no lado oposto à superfície 505Ai.
O número de abas 506A não está limitado a quatro, na medida em que ele permite repartir o esforço de enganchamento entre a chave 505 e a tampa 506.
A chave 505 é provida de um jogo de três lingüetas elásticas 505C feitas pela criação de três aberturas 505Q na saia 505J formada pela chave 505 e centrada em um eixo X505 que constitui um eixo central da chave 505. É anotada 505D a borda anular da saia 505J que é oposta à parte 505A.
Cada lingüeta 505C é provida de uma nervura ou bico externo 505E que é saliente radialmente em relação à saia 505J. Assim, cada lingüeta 505C forma um gancho elástico.
E anotada di a distância, tomada paralelamente ao eixo X505, entre as nervuras 505E e a borda 505D.
Por outro lado, a chave 505 é provida de um colar periférico 505R que é saliente radialmente em relação à saia 505J e que se estende de modo contínuo entre duas aberturas 505Q. E anotada d2 a distância tomada paralelamente ao eixo X505 entre a borda livre 505Ri do colar 505 e a borda 505D. O valor de d2 é superior ao valor de di.
O colar é globalmente troncônico em torno do eixo X505 e divergente quando vai se afastando da borda 505D. O anel 503 é, no que lhe diz respeito, idêntico àquele do primeiro modo de realização.
Quando é conveniente montar a tampa 506 na chave 505, deve-se introduzir os bicos 506Aj contra a borda 505Bi, através da abertura 505B. Para fazer isso, como representado na figura 25, coloca-se a chave 505 sobre uma ferramenta 600 que define uma superfície anular 601 que permite receber em apoio a parte 505A da chave 505. Apresenta-se então o tampão 506 acima da chave 505, alinhando-se substancialmente os eixos X505 e Xsoój o eixo X5o6 já estando alinhado em um eixo central X6oo da ferramenta 600. Empurra-se então a tampa 506 na direção da ferramenta 600 graças a um esforço F0 paralelo aos eixos X505, X506 e Xóoo> o que tem como efeito introduzir o lábio 506B na abertura 505B e depois fazer os bicos 506Ai se apoiarem contra a borda 505Bi da abertura 505B. Quando se mantém o esforço F0 sobre a tampa 506, a superfície 506C vem se apoiar contra a superfície superior 505A! da parte 505A e transmite à chave 505 um esforço F'o que induz um deslizamento da saia 505J no sentido da flecha F505 na figura 25, quer dizer na direção da base da ferramenta 600. Na medida em que a parte 505A da chave 505 já está apoiada sobre a superfície 601, um esforço de reação F600 é exercido pela superfície 601 sobre a superfície inferior 505A2 da parte 505A, que é definida no lado da parte 505A oposto à tampa 506. O esforço F6oo é oposto ao esforço F0.
Isso tem como efeito aproximar a borda 505Bi da superfície 506C, o que permite que os bicos 506Aj das abas 506A ultrapassem essa borda e sejam introduzidos embaixo dessa última na representação da figura 26
Essa introdução dos bicos 506 A1 sob a borda 505Bi só é possível graças à deformação elástica da borda 505Bj, deformação obtida graças ao esforço de reação F600-
E denotada d3 a distância, tomada paralelamente ao eixo X505, entre a borda 505Bi e a porção da parte 505A que recebe em apoio a tampa 506 na configuração da figura 26. E anotada por outro lado d4 a altura, tomada paralelamente ao eixo X506, das abas 506A entre a superfície 506C e seus bicos 506 Ai respectivos.
Em repouso, quer dizer na ausência de esforço exercido sobre as peças 505 e 506, a distância d3 tem um valor superior ao valor da distância d4. É só porque a ferramenta 600 exerce sobre a parte 505A o esforço de reação F600 em sentido oposto ao esforço F0 que a distância d3 é levada temporariamente a um valor inferior à distância d4, o que permite o enganchamento dos bicos 506Ai embaixo da borda 505Bi na figura 26.
E notado que, quando o órgão 504 é montado no anel 503, não é mais possível alcançar a superfície inferior 505A2 da parte 505A da chave 505 para exercer o esforço Fóoo·
A montagem do dispositivo 500 ocorre como no primeiro modo de realização, montando-se a tampa 506 sobre a chave 505 como explicado acima, e depois alinhando-se os eixos X505 e X506, já confundidos, com o eixo X503 e introduzindo-se a saia 505J em um volume anular 503V definido entre a saia 503A, as virolas 503D e as abas de travamento 503G. O órgão 504 pode ter qualquer orientação em relação aos eixos X505 e X506, então confundidos, quando é inserida a borda 505D, através das entradas dos alojamentos 503E e das aberturas 503F, na direção do volume 503V.
A face interna da saia 503A é provida de uma ranhura periférica 503L disposta na proximidade da borda 503M da saia 503A oposta à borda 503B e próxima da parte 503C. A ranhura 503L é configurada para receber as nervuras 505E das lingüetas 505C quando o órgão 504 é montado no anel 503. Mais precisamente, por ocasião da montagem do órgão 504 sobre o anel 503, a saia 505J penetra no volume 503V através das aberturas 503F e das aberturas de entrada dos alojamentos 503E. A saia 505 avança então na direção da borda 503B até que as nervuras 505E das lingüetas 505C sejam introduzidas na ranhura 503L, o que permite manter o órgão 504 à distância da parte 503C, na posição representada na figura 18.
E então possível introduzir o tampão 501 na coifa 503 e bloqueá-lo como auxílio dos segmentos 503K. O dispositivo 500 assim constituído pode então ser colocado sobre o gargalo 12 do frasco 1, como representado na figura 2 para o primeiro modo de realização.
O frasco 1 equipado com o dispositivo 500 pode então ser introduzido em um liofilizador 300, como no primeiro modo de realização.
O tampão 501 é provido, em sua superfície radial externa, de saliências de bloqueio na configuração da figura 17.
No interior do liofilizador, é possível em seguida, como representado na figura 4 para o primeiro modo de realização, exercer sobre o dispositivo 500 um esforço F2 paralelo ao eixo longitudinal Xi do frasco 1 e do gargalo 12, eixo com o qual são então confundidos os eixos X503, X505 e X506.
Quando o esforço F2 é exercido sobre o tampão 506 do órgão 504, as nervuras 505E das lingüetas 505C transmitem esse esforço para o anel 503 por intermédio da interação entre essas nervuras 505E e a ranhura 503L. As lingüetas 505 desempenham assim o papel de botões impulsores na medida em que elas permitem deslocar ou empurrar o anel 503 na direção do fundo 14 do frasco 1, sob o efeito do esforço F2. Devido a esse deslocamento, as abas de travamento 503G são rebatidas na direção da superfície interna da saia 503A sem que seja necessário deformar radialmente essa saia 503A. Assim, o esforço F2 a aplicar para chegar na configuração da figura 22 é relativamente pequeno.
Quando as abas de travamento 503G ultrapassaram o colar 13 e atingiram a posição da figura 22, o anel 503 não pode mais ser deslocado na direção do fundo 14 pois a parte 503C se apóia contra o tampão 101 que é introduzido no gargalo 12. A manutenção do esforço F2 tem então como efeito expulsar as nervuras 505E para fora da ranhura 503L e deslocar o órgão 504 em relação ao anel 503 a ponto de levar a borda 505D para o fundo do volume 503V entre as abas de travamento 503G e a superfície interna da saia 503A. Essa introdução da borda 505B entre as abas de travamento 503G e a saia 503A tem como efeito deformar radialmente essas abas de modo centrípeto, suas bordas livres respectivas 503J sendo deslocadas na direção do eixo X1. Essas bordas vêm então se apoiar contra a face anular 13B do colar 13 dirigida para o fundo 14, de modo que a cobertura 500 é firmemente travada sobre o gargalo 12, como representado na figura 23.
Na configuração da figura 23, o colar 505R vem se introduzir na ranhura 503L, o que permite imobilizar o órgão 504 em relação ao anel 503. Em outros termos, a diferença entre as distâncias dj e d2 corresponde ao trajeto do órgão 504 entre as posições das figuras 17 e 22, o que permite levar automaticamente em engate o colar 505R com a ranhura 503L quando as abas de travamento 503G estão travadas na posição de retenção da coifa 502 sobre o gargalo 12.
Devido a esse movimento, as nervuras 503N penetram superficialmente no tampão 501, o que solidariza firmemente em rotação o tampão 501 e o anel 503.
Assim, a colocação no lugar definitiva da coifa 502 ocorre em duas etapas. Na primeira etapa, o tampão 501 é colocado no lugar e as abas 503G são rebatidas na direção da saia 503A para ultrapassar o colar 13. Na segunda etapa, as abas 503G são travadas na posição pela borda 505D. Essas duas etapas são obtidas graças a um esforço de impulso F2 cuja intensidade pode ser adaptada a cada etapa, ao mesmo tempo em que conserva um valor substancialmente inferior ao valor que seria necessário para uma colocação no lugar em uma só etapa, na medida em que os esforços de atrito a vencer e os esforços de deformação a obter são, graças à invenção, deslocados no tempo, sendo para isso repartidos entre as duas etapas. Por outro lado, como a saia 503A não tem que ser dilatada radialmente por ocasião da passagem das abas 503G ao nível do colar 13, o esforço F2 pode ser relativamente pequeno, o que facilita a colocação no lugar da coifa 502.
Em resumo, na primeira etapa passa-se da configuração da figura 17 para a configuração da figura 22. Na segunda etapa, passa-se da configuração da figura 22 para a configuração da figura 23.
Nessa configuração, o frasco 1 está hermeticamente fechado pelo tampão 501 e está protegido pela coifa 502, essa última não podendo ser retirada devido ao travamento obtido graças às abas 503G.
Nessa configuração, como no primeiro modo de realização e como representado na figura 23, o lábio 506B da tampa 506 vem se apoiar, através da abertura 505B e através da abertura central 503Q da parte 503C, contra a superfície externa 50IB do tampão 501 que é destinada a ser exposta quando se deseja ter acesso ao conteúdo do frasco 1.
Quando é conveniente utilizar o conteúdo do frasco 1, a tampa 506 é retirada graças a uma deformação elástica centrípeta das abas 506A e procede-se como indicado ao sujeito do primeiro modo de realização em referência às figuras 6 e 7.
Quando a tampa 506 foi retirada, não é mais possível colocá-la de novo no lugar pois a chave 504 retomou uma configuração na qual a distância d3 é superior à distância d4. A tampa 506 desempenha assim o papel de uma testemunha de primeira abertura do dispositivo 500 na medida em que ela não pode ser colocada de novo no lugar depois de uma primeira retirada pois não é possível exercer sobre a parte 505A um esforço análogo ao esforço F6oo visto que essa parte repousa então sobre a parte 503C do anel 503 e sobre o tampão 501.
Todas as operações de tampar ocorrendo em um meio isolado do exterior, o tampão 501 é conservado estéril, em especial ao nível de sua porção 501C, isso com os três modos de realização da coifa 502 considerada acima.
Os materiais utilizados para constituir as peças 503, 505 e 506 que são monobloco são adaptados para conservar suas propriedades mecânicas depois de terem sido submetidos a temperaturas compreendidas entre -80 e +130°C. Pode se tratar, por exemplo, de polioximetileno.
A invenção foi descrita no caso de uma utilização para um frasco do qual o conteúdo é liofilizado. Ela é também aplicável no caso em que o conteúdo do frasco não é liofilizado. Nesse caso, o tampão 501 pode ser colocado no lugar sobre o frasco 1 por ocasião de uma etapa que segue imediatamente seu enchimento e depois a coifa 502 pode ser colocada no lugar imediatamente após, no seio de um recinto estéril não representado e por um esforço axial, o que permite atingir também uma configuração selada análoga à configuração das figuras 5, 14 e 23.
As características técnicas dos modos de realização descritos podem ser combinadas entre si. Em especial, os modos de união das tampas 506 e coifas 502 podem ser permutados entre os primeiro e terceiro modos de realização.
Claims (20)
1. Dispositivo de tampar para um recipiente provido de um gargalo (12), o dito dispositivo compreendendo um tampão (501) feito de elastômero e uma coifa (502) feita de matéria plástica, própria para recobrir ao mesmo tempo o dito gargalo e o dito tampão no lugar no dito gargalo, e compreendendo um anel (503) próprio para circundar o dito tampão e o dito gargalo na configuração montada, esse anel sendo provido de meios (503G) de travamento no dito gargalo, e um órgão de manobra (504) próprio para ser montado no dito anel com uma orientação angular qualquer em torno de um eixo central (X503) do dito anel, o dito órgão de manobra sendo provido de meios (505D) de ativação dos ditos meios de travamento, caracterizado pelo fato de que os ditos meios de ativação compreendem uma borda anular (505D) do dito órgão de manobra (504), a dita borda sendo própria para ser introduzida entre uma saia externa (503A) do dito anel (503) e pelo menos uma aba que forma um meio de travamento (503G) e que se estende radialmente na direção do dito eixo (X503) a partir da dita saia (503A).
2. Dispositivo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o dito anel (503) compreende uma parte anular (503C) no centro da qual é definida uma abertura (503Q) de acesso a uma face exposta (501B) do dito tampão, pelo fato de que a dita parte anular é ligada à dita saia por várias virolas (503D) que se estendem até a proximidade das abas de travamento (503G) e pelo fato de que as ditas virolas e as ditas abas definem juntas um volume anular (503V) de recepção da dita borda anular (505D) do dito órgão de manobra (504).
3. Dispositivo de acordo com uma das reivindicações precedentes, caracterizado pelo fato de que ele compreende meios (505Ci; -505C) de retenção do dito órgão no dito anel em uma posição de espera na qual os ditos meios de ativação (505D) não estão ativos e na qual um esforço de impulso (F2), globalmente paralelo a um eixo de simetria (X1) do dito gargalo, pode ser transmitido do dito órgão de manobra (504) para o dito anel (503) pelos ditos meios de retenção.
4. Dispositivo de acordo com a reivindicação 3, caracterizado pelo fato de que os ditos meios de retenção na posição (505Ci; 505C) constituem meios de transmissão para o dito anel (503) de um esforço de impulso (F2) globalmente paralelo a um eixo de simetria (Xi) do dito gargalo.
5. Dispositivo de acordo com a reivindicação 4, caracterizado pelo fato de que os ditos meios (505Ci; 505C) de retenção na posição e de transmissão de esforço se estendem radialmente no interior do dito anel (503) em configuração montada do dispositivo de tampar (500) em um gargalo de recipiente.
6. Dispositivo de acordo com uma das reivindicações 4 ou 5, caracterizado pelo fato de que os ditos meios de transmissão de esforço compreendem pelo menos uma lingüeta elástica (505Ci; 505C) provida de um relevo (505E) que se estende radialmente para o exterior do dito órgão de manobra (504) e que é próprio para ser introduzido em uma canelura anular (503L) feita em uma face interna do dito anel (503).
7. Dispositivo de acordo com uma das reivindicações precedentes, caracterizado pelo fato de que ele compreende meios (503L; 505C2; 503P; 505F; 505R) de retenção do dito órgão (504) no dito anel (503) em uma posição de travamento na qual a dita borda anular (505D) aciona as ditas abas de travamento (503G).
8. Dispositivo de acordo com a reivindicação 7, caracterizado pelo fato de que os meios de retenção do dito órgão na posição de travamento compreendem pelo menos uma lingüeta (505C2) da qual um relevo externo (505E) é próprio para ser introduzido em uma canelura anular (503L) feita em uma face interna do dito anel (503).
9. Dispositivo de acordo com a reivindicação 7, caracterizado pelo fato de que os meios de retenção do dito órgão dna posição de travamento compreendem pelo menos uma porção de um colar radial externo (505R) próprio para ser introduzido em uma canelura anular (503L) feita em uma face interna do dito anel.
10. Dispositivo de acordo com a reivindicação 9, caracterizado pelo fato de que o dito colar (505R) é inclinado no lado oposto aos meios de ativação (505D) se afastando de um eixo central (X505) do dito órgão de manobra (504).
11. Dispositivo de acordo com uma das reivindicações 3 a 10, caracterizado pelo fato de que os ditos meios de retenção compreendem pelo menos um relevo (503E; 505R) feito no dito órgão de manobra (504) e pelo menos um relevo complementar (503L) feito no dito anel (503), os ditos relevos sendo engatados quando o dito órgão está na dita posição de espera e/ou na dita posição de travamento.
12. Dispositivo de acordo com a reivindicação 11, caracterizado pelo fato de que o dito órgão de manobra (504) leva dois tipos de relevos (505Ci, 505C2, 505E; 505C, 505E, 505R) próprios para serem respectivamente engatados com um mesmo relevo complementar (503L) do dito anel (503) quando o dito órgão está em cada uma das ditas posições de espera e de travamento.
13. Dispositivo de acordo com a reivindicação 12, caracterizado pelo fato de que o dito órgão de manobra (504) leva pelo menos duas lingüetas elásticas (505Ci, 505C2) providas de relevos (505E) que se estendem a distâncias (di, d2) diferentes da dita borda anular (505D), enquanto que o dito anel é provido de uma canelura anular (503L) de recepção dos ditos relevos.
14. Dispositivo de acordo com a reivindicação 12, caracterizado pelo fato de que o dito órgão de manobra (504) leva pelo menos uma lingüeta elástica (505C) provida de um relevo (505E) próprio para ser engatado com o relevo complementar (503L) do dito anel quando o dito órgão está na posição de espera, enquanto que a dita ou cada lingüeta (505C) é disposta em janelas (505Q) feitas em uma divisória periférica (505J) do dito órgão de manobra (504), e pelo fato de que meios (505R) de retenção do órgão de manobra (504), em uma configuração na qual os ditos segundos meios (505D) ativam os meios de travamento (503G) do dito anel (505), se estendem na face externa da dita divisória, entre duas tais janelas.
15. Dispositivo de acordo com as reivindicações 2 e 11, caracterizado pelo fato de que o dito órgão de manobra (504) é provido de pelo menos um gancho (505F) próprio para se engatar com a dita parte anular (503C) quando o dito órgão está na dita posição de travamento.
16. Dispositivo de acordo com uma das reivindicações precedentes, caracterizado pelo fato de que o dito órgão de manobra é dividido em dois e compreende: - uma parte (505) globalmente anular provida da dita borda anular de ativação (505D), a dita parte sendo própria para recobrir parcialmente o dito tampão (501) deixando uma abertura (505B) de acesso a uma face exposta (501B) do dito tampão e - uma tampa (506) solidarizada de modo amovível com a dita parte que cobre pelo menos a dita abertura, a dita tampa sendo provida, em sua face voltada na direção da dita parte, de um relevo de centragem (506C) próprio para operar junto com um relevo complementar (505P) feito em uma face da dita parte que recebe a dita tampa para alinhar substancialmente um eixo central (X506) da dita tampa e um eixo central (X505) da dita abertura.
17. Dispositivo de acordo com uma das reivindicações precedentes, caracterizado pelo fato de que o dito órgão de manobra (504) é constituído por um elemento anular (505) que leva os primeiros e segundos meios (505C, 505D) assim como por uma tampa (506) imobilizada sobre o dito elemento anular com o auxílio de abas (506A) de enganchamento na borda (505Bi) de uma abertura central (505B) do elemento anular e pelo fato de que a dita tampa só pode ser montada (Fo) sobre o dito elemento anular mediante uma deformação elástica do dito elemento anular, a dita deformação resultando de um esforço (F6oo) que só pode ser exercido antes que o dito órgão de manobra seja montado no dito anel (503).
18. Dispositivo de acordo com a reivindicação 17, caracterizado pelo fato de que cada aba (506A) é provida de um bico (506A!) de enganchamento na dita borda (505Bi) da dita abertura (505B), a distância (d4) entre o dito bico e a face (506C) da dita tampa (506) apoiada contra o dito elemento anular sendo inferior à distância (d3), tomada paralelamente a um eixo central (X505) do dito elemento anular (505) e quando a tampa (506) não está adaptada sobre o dito elemento anular, entre a dita borda (505Bi) e uma porção (505A) do elemento anular que recebe em apoio a dita face da dita tampa.
19. Processo de montagem de um dispositivo de acordo com uma das reivindicações 17 ou 18, caracterizado pelo fato de que ele compreende etapas que consistem em: a) - exercer sobre a borda (505Bi) da abertura central (505B) do elemento anular (505) um esforço (F6oo) globalmente paralelo a um eixo central (X505) da dita abertura, o dito esforço sendo aplicado contra um lado (505A2) do elemento anular oposto ao lado (505Ai) pelo qual é destinada a ser montada a dita tampa (506), o dito esforço sendo exercido de modo a deformar elasticamente a dita borda; b) - prensar (Fo) a dita tampa na direção do dito elemento anular de acordo com uma direção inversa à direção do dito esforço, de modo a levar em engate suas abas de enganchamento (506A) contra a dita borda (505Bi) elasticamente deformada.
20. Recipiente (1) caracterizado pelo fato de que ele é equipado com um dispositivo de tampar (500) de acordo com uma das reivindicações 1 a 18.
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