BRPI0619528A2 - processo de transferência de um motivo micrÈnico sobre um artigo óptico e artigo óptico assim obtido - Google Patents

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BRPI0619528A2
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Abstract

PROCESSO DE TRANSFERêNCIA DE UM MOTIVO MICRóNICO SOBRE UM ARTIGO óPTICO E ARTIGO óPTICO ASSIM OBTIDO. A presente invenção refere-se a um motivo (P) que é transferido sobre um artigo óptico (1) sob a forma de uma ou várias partes de um material transferível (3, 4b) retidas por uma camada de látex (2). A ou as partes do material transferível é (são) aplicada(s) com um tampão, depois que a camada de látex foi formada sobre o artigo e enquanto que o látex não está ainda seco. Graças à utilização do látex como material adesivo, o material transferível pode ser muito variado. Esse processo é particularmente adaptado para realizar motivos, tais como hologramas, sobre lentes ópticas, notadamente lentes oftálmicas. A camada de látex pode, além disso, formar uma proteção do produto contra choques eventuais recebidos posteriormente.

Description

Relatório Descritivo de Patente de Invenção para "PROCESSO DE TRANSFERÊNCIA DE UM MOTIVO MICRÔNICO SOBRE UM ARTIGO ÓPTICO E ARTIGO ÓPTICO ASSIM OBTIDO".
A presente invenção refere-se a um processo de transferência de um motivo de tamanho micrônico sobre um artigo óptico, assim como um artigo óptico, compreendendo esse motivo, aplicando esse processo. Ela é particularmente adaptada a um produto do tipo lente óptica, notadamente do tipo lente oftálmica. Esse processo é muito vantajoso para introduzir o moti- vo holográfico.
Pode ser necessário imprimir um motivo determinado sobre um produto acabado ou em curso de fabricação, notadamente com uma finali- dade de decoração, para indicar uma marca do produto ou para impedir e- ventuais falsificações do produto, por exemplo.
Para isso, vários processos de impressão foram desenvolvidos, que são designados globalmente por processos de litografia suave (para "Soft-Iithographyf' em inglês), por oposição aos processos litográficos utiliza- dos classicamente para a fabricação de circuitos eletrônicos integrados. Quando estes são baseados na irradiação e na dissolução seletivas de par- tes de uma máscara de resina, segundo um motivo determinado, os proces- sos de litografia suave utilizam um tampão, cuja superfície apresentam um microrrelevo constituído de cavados e de protuberâncias. Esse microrrelevo define o motivo a reproduzir sobre o produto. O motivo é reproduzido sobre uma face do produto por aplicação do tampão, em condições que são adap- tadas em função do material presente na superfície do produto.
Designa-se por motivo a disposição geométrica das partes de superfície protuberâncias colocadas em contato da superfície do produto, quando o tampão é aplicado.
No processo de litografia suave denominado impressão por mi- crocontato ("micro-contat printinçf' em inglês), a face do produto é recoberta por uma camada metálica e o tampão é revestido com uma substância ca- paz de proteger a camada metálica durante uma etapa de gravura. Quando da aplicação do tampão sobre a face do produto, uma parte da substância é seletivamente transferida do tampão sobre a camada metálica em locais que correspondem às protuberâncias do tampão. A camada metálica só é em seguida gravada nos locais desta que correspondem aos cavados do tam- pão. Ora, é necessário utilizar uma substância que forma uma camada mo- Iecular alta ligada sobre a camada metálica para se obter uma qualidade de impressão satisfatória. Para isso, a camada metálica deve ser desprovida de poluição e ser constituída de um metal pouco sujeito a uma eventual altera- ção química de superfície, tal como uma oxidação. Na prática, só o ouro, a platina e a prata permitem conseguir uma qualidade de impressão satisfató- ria. Essa escolha do material que constitui o motivo impresso é particular- mente reduzido, e pode ser incompatível com outros problemas do produto, tais como seu preço de custo. Além disso, esse processo é longo de ser a- plicado, notadamente por causa da etapa de gravura da camada metálica que geralmente realizada, utilizando uma solução líquida de um agente de gravura.
O documento JP07-219435 descreve um processo de fabricação de uma junta com o holograma, segundo o qual um holograma constituído de cavados e de protuberâncias é inicialmente gravado na superfície de um material termoplástico, depois recoberto por uma camada metálica. Ora, nesse processo, é difícil limitar a camada metálica à parte da superfície que é ocupada pelo holograma.
Uma finalidade da presente invenção é de propor um processo de transferência de um motivo que é simples de utilizar e compatível com um grande número de materiais que constituem um motivo. A presente invenção deve notadamente permitir a transferência sobre um artigo óptico de um mo- tivo que apresenta uma definição da escala micrônica até mesmo submicrô- nica, esse motivo constituindo vantajosamente um holograma.
De uma forma geral, no sentido da invenção, o emprego do ter- mo micrônico engloba, ao mesmo tempo, um motivo micrônico que apresen- ta uma definição na escala do tamanho do mícron e um motivo submicrônico que apresenta uma definição na escala inferior ao tamanho do mícron seja na escala da centena até mesmo de 50 nanômetros. Para isso, a invenção propõe um processo de transferência de um motivo micrônico, tal como definido anteriormente, sobre uma superfície de um artigo óptico que compreende as seguintes etapas:
Ial depositar uma camada de pelo menos um material transferí- vel sobre uma superfície de um tampão que comporta cavados e protube- râncias, constituindo o microrrelevo com definição micrônica Ou submicrôni- ca, correspondendo ao motivo a transferir;
Ibl depositar uma camada de um látex sob a forma iíquiaa sobre a superfície do substrato do artigo óptico;
Icl antes que a camada de látex esteja seca, colocar em contato a superfície do tampão que compreende a camada de material transferível com a camada de látex;
/d/ aplicar uma pressão sobre o tampão; e Iel afastar o tampão da superfície do artigo óptico, compreen- dendo a camada de latéx.
De acordo com a invenção, a camada de material transferível depositada sobre o microrrelevo do tampão, quando da etapa Ial não assu- me geralmente a forma, de acordo com o microrrelevo. A camada está pre- sente preferencialmente sobre as zonas do microrrelevo que se assemelham a planos ortogonais à direção principal na qual é feito o depósito de matéria. Essas zonas são portadas pelas protuberâncias (13) ou os cavados do tam- pão (12b), conforme indicado na figura 1 b.
Um processo, de acordo com a invenção, é, portanto, do tipo litografia suave e, dessa forma, apresenta vantagens específicas. Em parti- cular, o processo não compreende nenhuma etapa de gravura, pois as par- tes da camada de material transferível que ficam inicialmente situadas nos cavados da superfície do tampão não são colocadas em contato com a ca- mada de látex que exerce o papel de material adesivo, e dessa forma não são transferidas para a superfície do látex. Esse processo é preciso, e apre- senta a vantagem de ser não poluentes, nenhuma etapa de gravura química sendo necessária.
No processo, de acordo com a invenção, uma camada de látex ainda parcialmente líquida assegura a adesão, sobre a superfície do artigo óptico, partes da camada de material transferível que são transferidas duran- te a aplicação do tampão. Esse mecanismo de adesão é compatível com um grande número de materiais transferíveis, notadamente materiais condutores eletricamente, materiais metálicos, isolantes, dielétricas, ou refringentes. A- lém disso, a adesão que é assim obtida é pouco afetada por poluições pre- sentes sobre o artigo óptico ou sobre a camada de material transferível.
Uma vantagem da invenção reside nas condições de colocação em contato do tampão revestido de pelo menos uma camada de material transferível sobre a superfície do artigo óptico revestido de pelo menos uma camada de látex. Essas condições se referem essencialmente às proprieda- des da camada de látex, a pressão de aplicação do tampão e sua duração. Elas podem ser controladas, com meios simples e pouco onerosos que es- tão freqüentemente disponíveis. As condições de obtenção de uma camada de látex nas propriedades adequadas se destacam do conhecimento do téc- nico. Dentre as condições de colocação do tampão com a superfície do arti- go óptico, de uma forma vantajosa, o processo, de acordo com a invenção, é realizado em condições tais que o tampão apresenta uma abordagem para- lela à normal do ponto de contato sobre o substrato do artigo óptico.
A utilização de um látex nesse tipo de processo é particularmen- te vantajosa, à medida que o látex apresenta uma propriedade adesiva que existe apenas de forma transitória durante a fase de secagem. Portanto, não é indispensável, após ter aplicado o processo, retirar a camada de látex so- bre o artigo óptico fora da zona que porta o motivo. O caráter adesivo da camada de látex desaparece à medida que ela seca e que as partículas de látex coalescem.
Por outro lado, a utilização de um látex nesse tipo de processo é também muito vantajosa à medida qué, de acordo com um modo de realiza- ção da invenção, o látex está apto para reproduzir um microrrelevo específi- co imposto pela pressão de um microrrelevo mestre.
Conforme mencionado anteriormente, o motivo pode ser micrô- nico ou submicrônico, o termo micrônico sendo utilizado de uma forma geral no conjunto da descrição para designar esses dois tamanhos de motivos. Assim, de uma forma geral no sentido da invenção, entende-se por motivo micrônico um motivo que compreende um ou vários motivos elementares; cada motivo elementar apresentando um tamanho compreendido entre 10 μm (micrometro) e 50 nm (nanômetro), vantajosamente entre 5 μηι e 100 nm, e muito vantajosamente entre 3 μιη e 150 nm.
O motivo transferido pode ser, em particular, um motivo difratá- rio, quando é iluminado por um feixe luminoso. Este pode ser notadamente um motivo holográfico. Esse motivo é particularmente adaptado para permitir identificar um produto e / ou distinguir um produto original de uma cópia de falsificação. Mais particularmente, o processo, de acordo com a invenção, é particularmente adaptado para introduzir um holograma de amplitude sobre o artigo óptico. Designa-se por holograma de amplitude uma microestrutura holográfica que afeta preferencialmente a amplitude do campo eletromagné- tico em incidência normal. É o caso em particular de um holograma compos- to de uma disposição de zonas transparentes e de zonas opacas, que são também refletoras no caso em que a opacidade é obtida por um metal. Uma imagem de leitura correspondente ao holograma pode então ser visualizada, por transmissão ou por reflexão de um feixe luminoso sobre a lente.
O motivo transferido, de acordo com a invenção, é também a- daptado para introduzir um holograma de fase sobre o artigo óptico. Desig- na-se por holograma de fase uma microestrutura holográfica que afeta prefe- rencialmente a fase do campo eletromagnético em incidência normal.
O próprio motivo pode também representar um logo ou uma ins- crição diretamente legível sobre o artigo óptico. Quando o motivo é constitu- ído de uma pluralidade de motivos elementares e idênticos, pode ser, ao mesmo tempo, do tipo holográfico e possuir uma significação diretamente legível sobre o artigo óptico.
O motivo holográfico pode também ser de tipo holograma numé- rico, isto é, um holograma gerado por computador (freqüentemente denomi- nado pelo acrônimo inglês "CGH" para "Computer Generated Hologramme"). Nesse caso, o motivo holográfico pode ser constituído de um conjunto de pixels contíguos, cada pixels tendo uma superfície compreendida entre 0,2 μm2 e 25 μm2, vantajosamente entre 0,2 μm2 e 4 μm2. Preferencialmente, o motivo compreenderá um grande número de pixels, por exemplo, um núme- ro total superior a 10 000 pixels, permitindo assim obter por reconstrução sob iluminação uma imagem que apresenta uma resolução suficiente.
O motivo transferido pode ocupar uma parte reduzida de uma fase do artigo, notadamente para não ocultar o próprio artigo ou para não prejudicar uma utilização posterior do artigo. Em uma configuração, o motivo ocupará de forma preferencial uma parte da face do artigo inferior a 25 nm2.
Alternativamente, o motivo transferido pode ocupar sensivelmen- te toda uma face do artigo, notadamente quando ele compreende uma rede de fios micrônicos ou submicrônicos. Esse motivo que ocupa toda uma face do artigo pode ser realizado para se conseguir uma função antes estática na superfície do artigo óptico, para realizar um conjunto de eletrodos de uma matriz de afixação ou ainda uma função de filtragem em polarização de uma luz refletida ou transmitida pelo artigo óptico. Neste caso, o efeito polarizante é obtido, transferindo um motivo de fios condutores paralelos (rede de tipo polarizador com fio ou "wire-grid", segundo a denominação inglesa).
Vantajosamente, um tratamento da superfície do artigo óptico pode ser feita antes de se dispor a camada de látex sobre a superfície desse artigo óptico. Esse tratamento é notadamente escolhido dentre um tratamen- to químico, térmico, plasma e corona. Esse tratamento da superfície pode notadamente compreender um tratamento químico que consiste em uma limpeza com o isopropanol e / ou a água da superfície do artigo óptico. As- sim, poeiras ou sujeiras eventualmente presentes sobre essa superfície po- dem ser retiradas.
A camada de látex pode, no âmbito da invenção, ser depositada por um processo de centrifugação (spin coating), processo bem-integrado notadamente nas cadeias de produção de lentes oftálmicas. Ela pode tam- bém ser depositada por outras técnicas de depósito, tais como a imersão (dip-coating), o spray, o jato de matéria com o auxílio de bocais dessa cabe- ça de impressão jato de tinta. A espessura da camada de látex depositada na superfície do artigo óptico está geralmente compreendida entre 0,2 μm e 50 μm, vantajosamente entre 1 μm e 10 μm. A camada deve ser opticamen- te transparente. Sua taxa de transmissão pode ser variável, notadamente em caso de camada tingida, mas ela não deve nem propagar, nem difratar, nem modificar a percepção de um objeto observado por transparência através do artigo óptico compreendendo essa camada de material adesivo.
O processo pode compreender, além disso, a etapa seguinte, que é realizada após a etapa/a/e/oua etapa /'e/:
/f/ recobrir a superfície do artigo óptico por um ou vários revesti- mentos funcionalizados.
Esses revestimentos funcionalizados podem ser depositados sob a forma de película ou de verniz monocamada ou multicamadas, por qualquer meio de depósito, tal como, por exemplo, a imersão, a centrifuga- ção, o spray, ou a impressão por jato de matéria pelos bocais de uma cabe- ça de impressão jato de tinta. Eles são vantajosamente escolhidos dentre os revestimentos que apresentam uma funcionalidade de tipo antichoque, anti- abrazão, anti-reflexo, anti-sujeira, antilama, antiestática, polarizante, corante e fotocrômica.
De acordo com um modo preferencial da invenção, o processo compreende assim uma etapa suplementar que é realizada após a etapa /e/ e que consiste em recobrir a superfície do artigo óptico por pelo menos um revestimento funcionalizado por cima do motivo transferido e da camada de látex. Esse revestimento, além de sua funcionalização, constitui vantajosa- mente um revestimento de proteção do motivo transferido.
O material transferível pode ser um material metálico, tal como, por exemplo, o ouro, o alumínio, o cromo, a prata, o cobre, o níquel, a plati- na, o paládio ou uma liga que compreende pelo menos um desses metais. Nesse caso, a camada de material transferível pode ser vantajosamente de- positada na etapa /a/ sobre a superfície do tampão por evaporação sob vá- cuo ou por pulverização catódica sob vácuo (sputtering). De uma forma ge- ral, foi possível constatar que quanto mais curto for o tempo entre o depósito da camada metálica sobre o tampão e a realização da etapa /c/, melhor será a transferência dessa camada metálica sobre o látex. Isto se explica nota- damente por uma ausência de contaminação da camada metálica que pena- liza a qualidade da adesão.
Alternativamente, a camada de material transferível pode com- preender um empilhamento de várias camadas de materiais respectivos. O material de pelo menos uma das camadas do empilhamento pode, então, ser refringente. Nesse caso, a visualização do motivo transferido pode tam- bém resultar parcialmente de um comportamento interferenciai de um feixe luminoso utilizado para iluminar o motivo. A transferência de um empilha- mento de várias camadas materiais pode assim levar, em função da espes- sura desse empilhamento, à realização de um holograma que afeta muito notavelmente a fase do campo eletromagnético em incidência normal. Essa transferência permite assim se aproximar das condições de realização de um holograma de fase. Designa-se por holograma de fase uma microestrutu- ra holográfica que afeta preferencialmente a fase do campo eletromagnético em incidência normal.
De acordo com um primeiro modo de aplicação da invenção, a superfície do tampão é aplicada contra a superfície do artigo óptico que por- ta a camada de látex, à etapa Icl, em condições adaptadas, de modo que as partes da camada de material transferível que ficam situadas sobre as pro- tuberâncias da superfície do tampão são seletivamente transferidas sobre a superfície do artigo óptico. Segundo esse primeiro modo, as partes da ca- mada de material transferível que se situam nos cavados do tampão não são transferidas sobre a superfície do artigo óptico quando da aplicação do tam- pão, pois os cavados do microrrelevo não são colocados em contato com a camada de látex. Para isso, o tampão é aplicado à etapa Icl com uma pres- são moderada, de modo que as protuberâncias do tampão não penetram na camada de látex. A camada de iátex conserva então uma espessura sensi- velmente constante sobre a face do artigo ópticos, pelo menos na parte des- sa face que é ocupada pelo motivo transferido. O contraste do motivo trans- ferido resulta então da presença ou da ausência de material transferível so- bre a superfície do artigo, em locais diferentes do motivo. Nesse caso, o mo- tivo transferido forma uma justaposição de zonas opacas e transparentes, e se esse motivo forma uma estrutura difratária holográfica, o resultado é um holograma de amplitude. Nesse modo de realização da invenção, a combi- nação da transferência seletiva, do material transferível presente nas protu- berâncias, sobre o artigo óptico, e a ausência de penetração do látex nos cavados do motivo, permitem a formação de um holograma de amplitude.
De acordo com um segundo modo de aplicação da invenção, a superfície do iampão é aplicada contra a superfície do artigo óptico que por- ta a camada de látex, na etapa Icl, em condições adaptadas, de modo que as protuberâncias da superfície do tampão penetram completamente na ca- mada de látex, de modo que as partes da camada de material transferível que ficam situadas sobre as protuberâncias da superfície do tampão, assim como aquelas situadas nos cavados do tampão são conjuntamente transfe- ridas sobre a superfície do artigo óptico. De preferência, a superfície do tam- pão é aplicada durante um período adaptado, isto é, um tempo de secagem adaptado, de modo que, após afastamento do tampão, a camada de látex apresenta penetrações permanentes criadas pela penetração das protube- râncias do tampão na camada de látex. A camada de látex apresenta assim em sua superfície um microrrelevo que não é outro se não o complementar do microrrelevo portando pela superfície do tampão. Em outros termos, o motivo é moldado na camada de látex. O microrrelevo portado pela camada de látex é constituído de cavados e de protuberâncias. Os cavados e as pro- tuberâncias são recobertos de partes da camada metálica transferidas. Nes- se caso, o contraste do motivo transferido por resultar, pelo menos em parte, das variações de espessura da camada de látex. Quando o motivo transferi- do é um motivo holográfico, o microrrelevo obtido pode constituir um holo- grama de fase. Designa-se por holograma de fase uma micro-estrutura holo- gráfica que afeta preferencialmente a fase do campo eletromagnético em incidência normal.
A invenção propõe também um artigo óptico que compreende um motivo transferido sobre uma superfície deste, aplicando-se um processo tal como descrito anteriormente. Esse artigo óptico compreende uma lente óptica de instrumentação, uma lente óptica de mira, uma viseira, assim como uma lente oftálmica e, em particular, essa lente que é adaptada para ser li- gada em uma armação de um par de óculos. Essa lente compreende então ela própria:
- uma lente de base que compreende pelo menos um substrato orgânico ou mineral;
- uma camada de látex secado; e
- partes de um materiai transferívei que forma o motivo transferi- do, por adesão sobre a lente de base via a camada de látex.
A lente de base compreende notadamente um substrato orgâni- co. Por substrato, entende-se o material transparente constitutivo de base da lente óptica e mais particularmente da lente oftálmica. Esse material serve de suporte ao empilhamento de um ou vários revestimentos, e participa para criar a função corretora da lente no caso de uma lente oftálmica corretora. No caso em que o artigo óptico é uma lente oftálmica são adaptados, por exemplo, os substratos do tipo policarbonatos; poliamidas; poliimidas; polis- sulfonas; copolímeros de polietileno tereftalato e policarbonato; poliolefinas, notadamente polinorbornenos; polímeros e copolímeros de dietileno glicol bis (alil carbonato); polímeros e copolímeros (met)acrílicos notadamente po- límeros e copolímeros (met)acrílicos derivados de bisfenol-A; polímeros e copolímeros tio(met)acrílicos; polímeros e copolímeros uretano e tiouretano; polímeros e copolímeros epóxi e polímeros e copolímeros epi-sulfida. Em certos casos, os substratos podem, ser tingidos diretamente na massa.
Entre o substrato orgânico e a camada de látex, um ou vários revestimentos podem opcionalmente estar presente. Esses revestimentos são notadamente os revestimentos funcionalizados, tais como descritos an- teriormente.
Considerando-se que a lente é essencialmente transparente, quando o motivo é de tipo holográfico, ele pode ser adaptado para formar uma imagem de leitura quando um feixe luminoso é enviado através da lente no local do motivo.
A camada de látex pode formar, além disso, uma proteção da lente contra choques eventuais recebidos posteriormente por esta. Vantajo- samente, uma camada de um material resistente a riscos é também formada sobre a lente, por cima a camada de látex e o motivo transferido.
Outras particularidades e vantagens da presente invenção apa- recerão na descrição a seguir de dois exemplos de aplicação não limitativos, com referência aos desenhos anexados, nos quais:
- as figuras 1a e 1b são vistas em corte de um tampão utilizado em um processo de transferência, de acordo com a invenção;
- as figuras 2a e 2b ilustram etapas posteriores do processo;
- as figuras 3 e 4 representam vistas em corte de motivos trans- feridos, segundo dos modos de aplicação da invenção; e
- a figura 5 ilustra uma etapa de leitura de um motivo holográfico transferido, de acordo com a invenção.
Por razão de clareza, as dimensões dos diferentes elementos representados nessas figuras não estão em proporção com dimensões ou relações de dimensões reais. Por outro lado, em todas as figuras, referên- cias idênticas correspondem a elementos idênticos.
Descreve-se então a invenção no âmbito da transferência de um motivo holográfico sobre uma lente oftálmica. Nessa descrição, etapas ele- mentares do processo da invenção que são conhecidas individualmente de processos existentes não são retomadas em detalhe. Prende-se somente à descrição de uma sucessão de etapas elementares que permite realizar uma transferência de acordo com a invenção.
De acordo com a figura 1a, um tampão comporta uma base 10 e uma membrana 11. A membrana 11 possui uma superfície S e é fixada so- bre a base 10 por sua face oposta à superfície S. A superfície S que suporta o motivo comporta cavados 12 e protuberâncias 13 que correspondem a 2 valores diferentes da espessura da membrana 11. Os cavados 12 e as pro- tuberâncias 13 formam um microrrelevo de tamanho micrônico, que define o motivo anotado Ρ. P designa a disposição geométrica das partes de superfí- cie das protuberâncias destinadas a serem colocadas em contato com a su- perfície do artigo óptico. A membrana 11 pode ser à base de polidimetil - siloxano, PDMS pelo menos no local das protuberâncias 13 da superfície S do tampão. Esse material apresenta uma pequena energia de superfície, que é favorável para se obter uma boa qualidade de transferência. Essa pe- quena energia de superfície do material constitutivo da membrana, assim como seu caráter mole, caracterizado pelo fato de seu módulo elástico ser uma condição importante, pois ela garante um contato perfeito entre a ca- mada de látex e as partes de materiais transferíveis portadas pela superfície S do tampão, e garante também que a camada transferívei, notaaamente metálica se dessolidariza facilmente o tampão para aderir à camada adesiva. A título indicativo, o PDMS comercial denominado Sylgard 184 (Dow Cor- ning) apresenta um módulo elástico de 2,5 Mpa (MegaPascaI). Outros mate- riais, em particular de tipo material elastômero, podem também ser conveni- ente para a membrana 11. Os cavados 12 e as protuberâncias 13 podem ser formados de diferentes formas. Por exemplo, um líquido contendo monôme- ro precursores do elastômero pode ser derramado em um módulo de mem- brana provido do motivo P, depois polimerizado no interior do molde por a- quecimento ou por irradiação com uma abertura UV. A membrana 11 que é obtida após desmoldagem é fixada sobre a base 10. Para uma membrana 11 assim realizada, os cavados 12 e as protuberâncias 13 podem ter dimen- sões compreendidas entre 10 micrometros e 50 nanômetros, por exemplo, medidas paralelamente à membrana 11. A profundidade dos cavados 12 pode ser de 0,1 micrometro e 30 micrometros, vantajosamente de 0,1 a 10 micrometros.
Vantajosamente, uma camada que facilita a dessolidarização da camada metálica 14 com a membrana 11 pode ser depositada sobre a su- perfície S antes do depósito da camada de material transferívei 14.
A superfície S pode se deformar, quando de uma aplicação des- ta contra a superfície receptora, em função de uma curvatura desta. Essa deformação pode resultar de uma compressão da membrana que varia ao longo da superfície S, e / ou de um recuo variável da membrana, quando ela é fixada de uma forma apropriada sobre a base 10.
A figura 1b representa uma vista ampliada da membrana 11. Uma camada 14, por exemplo em ouro ou em alumínio, é depositada sobre a membrana 11, e se reparte sobre as zonas de microrrelevo (12b e 13) que constituem planos ortogonais à direção principal, na qual é feito o depósito de matéria. A camada 14 pode ter uma espessura e de 30 nanômetros, por exemplo. Ela pode ser depositada sobre a superfície S de várias formas, notadamente por evaporação sob vácuo de uma quantidade de ouro ou de alumínio contida em um cadinho e aquecida por efeito Joule.
De acordo com a figura 2a, uma iente oftáimica, que é constituí- da inicialmente por uma lente de base 1, apresenta por exemplo uma face anterior convexa e uma face posterior côncava. Na seqüência, o motivo P é transferido sobre a face anterior da lente, mas naturalmente que uma trans- ferência similar pode ser feita sobre a face posterior. Assim, a invenção é particularmente adaptada para transferir um motivo sobre uma superfície pseudo-esférica. No âmbito da invenção, entende-se por superfície pseudo- esférica uma superfície côncava ou convexa contínua, isto é, desprovida de orifícios ou de degraus. Em geral, pelo menos uma das duas faces de uma lente óptica é pseudo-esférica, de modo que a variação de espessura da lente que daí resulta lhe confere um poder óptico. Lentes oftálmicas afocais, unifocais, bifocais, trifocais e progressivas têm todas pelo menos uma face pseudo-esférica. Uma superfície esférica corresponde a um caso particular de superfície pseudo-esférica, para o qual raios de curvatura da superfície, de acordo com duas direções perpendiculares são iguais. Na seqüência, a expressão "superfície pseudo-esférica" é entendida como incluindo o caso particular das superfícies esféricas.
A lente oftáimica 1 pode ser de um tipo qualquer, tal como des- crito anteriormente. Por lente oftáimica, entendem-se as lentes que se adap- tam notadamente a uma armação de óculos e cuja função é de proteger o olho e / ou corrigir a visão.
Preferencialmente, a superfície da lente 1 que é destinada a re- ceber o motivo P é inicialmente limpa. Para isso a lente pode ser submetida a um tratamento corona ou a um tratamento por plasma, mas um processo de limpeza por meio de uma ou de várias soluções detergentes e / ou de enxaguamento pode ser aplicado.
Uma camada de látex sob a forma líquida é formada sobre a fa- ce anterior da lente 1. De forma preferida, a camada de látex é depositada por centrifugação ("spin coatinç" em inglês), utilizando uma solução líquida do látex, referenciada com 20. A lente 1 é colocada horizontalmente sobre um suporte 30 e colocada em rotação em torno vertical. O líquido 20 é então dispensado sobre a lente 1. A velocidade de rotação da lente, quando do espalhamento do látex determina, de uma forma conhecida em si, a espes- sura da camada de látex que é formada sobre a lente. A duração do espa- lhamento influencia a secagem da camada de látex. A camada de látex é referenciada com 2 na seqüência.
Graças à utilização de um material de tipo látex, a fase anterior da lente 1 que é recoberta pela camada 2 apresenta um poder adesivo tem- porário, tanto que a camada 2 não está definitivamente seca. Esse poder adesivo resulta de numerosas ligações químicas pendentes presentes no látex líquido. Vários látex podem ser utilizados para constituírem a camada 2, dentre os quais podem ser citados, a título de exemplos, os látex de poliu- retanos, os látex de poli (met) acrilato, os látex de poliéster, os látex com- preendendo unidades butadienos, tais como os polibutadienos ou os poli (estireno-butadieno). Esses látex são notadamente descritos nas patentes US 5 316 791, US 6 503 631 e US 6 489 028, os quais são incorporados no caso a título de referência. É também possível utilizar látex fotocrômicos, conforme descritos nas patentes EP 1 161 512 e FR 2 811 322. De forma vantajosa, serão utilizados látex acrílicos, tal como aquele comercializado pela sociedade Zeneca pela denominação A-639, ou látex de poliuretano comercializados pelas denominações W-240 e W-234 pela sociedade Ba- xenden.
A superfície S do tampão, e mais especificamente as protube- râncias 13 e os cavados 12b que portam a camada metálica 14, é então a- plicada contra a face anterior da lente 1 recoberta pela camada 2. Para isso, o tampão é aproximado segundo uma direção sensivelmente perpendicular à face da lente (figura 2b). A aplicação é feita com uma pressão suficiente pa- ra se obter uma boa coesão da camada metálica 14 com a camada de látex 2, no nível das protuberâncias 13 da superfície S.
De acordo com um primeiro modo de aplicação da invenção ilus- trado pela figura 3, a pressão de aplicação do tampão contra a lente 1 não é muito importante, a fim de evitar que o látex da camada 2 penetre entre as protuberâncias 13 durante a aplicação. Em outros termos, as protuberâncias 13 da superfície S não penetram na camada 2. Dessa forma, só partes da camada metálica 14 que ficam situadas inicialmente sobre as protuberâncias 13 entram em contato com a camada de látex 2. Quando o tampão é retira- do, essas partes da camada 14, referenciadas com 3 na figura 3, continuam seletivamente coladas sobre a lente 1, devido ao poder adesivo do látex não ainda seco. Elas têm formas que reproduzem aquelas das protuberâncias 13 da superfície S do tampão, paralelamente à superfície da lente, de modo que o motivo P é transferido sobre a lente 1. O material da camada 14 possui, portanto, uma função de material de transferência do motivo P sobre a lente 1. As partes da camada 14 que ficam situadas nos cavados 12 da superfície S são retiradas com o tampão, quando este é afastado da lente 1, já que não entram mais em contato com a camada de látex 2. Intervalos desprovidos de material metálico, referenciados com 4a na figura 3 e que correspondem aos cavados 12 da superfície S, separam assim as partes 3 sobre a face anterior da lente 1. Os inventores constataram que pressões de aplicação do tampão sobre a lente 1, que estão compreendidas entre 0,1 e 60 gramas por milíme- tro quadrado de superfície das protuberâncias do motivo P, oferecem quali- dades de transferência seletiva, permitindo a obtenção de um holograma de amplitude. Para essa aplicação da invenção, o tampão é aplicado contra a lente 1, quando a camada de látex 2 começou a se densificar secando par- cialmente, mas enquanto que esta não foi ainda secada completamente, pa- ra conservar um poder colante suficiente. Por exemplo, o tampão pode ser aplicado contra a lente 10 segundos após o depósito da camada de látex por centrifugação, e durante dois segundos. As partes de material 3 que formam o motivo transferido P são então situadas em um mesmo nível sobre a ca- mada de látex 2, segundo uma direção perpendicular a essa camada e são separadas por intervalos desprovidos de material transferível.
De acordo com um segundo modo de aplicação ilustrado pela figura 4, a pressão de aplicação do tampão contra a lente 1 é suficiente para provocar uma penetração nos cavados 12 do látex da camada 2 entre as protuberâncias 13. As protuberâncias 13 da superfície S penetram, portanto, na camada 2. Dessa forma, o conjunto das partes de materiais transferíveis da camada metálica 14 entra em contato com a camada de látex 2, de modo que, quando o tampão é retirado, todas as partes da camada 14 continuam inteiramente coladas sobre a camada 2, isto é, tanto a camada de material transferível presente sobre as protuberâncias quanto a camada de material transferível presente na parte 12b dos cavados. A penetração das protube- râncias 13 na camada 2 cria nesta uma reprodução do microrrelevo, por moldagem ou amarramento. O motivo que é transferido sobre a lente 1 é então constituído de várias partes do material transferível da camada 14, que ficam situadas em níveis diferentes de profundidade de moldagem do microrrelevo na camada de látex 2. Na figura 4, as partes referenciadas 3 e 4b correspondem respectivamente ás protuberâncias 13 e aos cavados 12 da superfície S do tampão. Os inventores constataram que a pressão de a- plicação do tampão sobre a lente 1 pode ser superior a 60 gramas por milí- metro quadrado, quando o tampão está ainda aplicado contra a lente 1 com um prazo de dez segundos após o depósito da camada 2 por centrifugação, e isto durante dois segundos. A superfície considerada para o cálculo da pressão é aquela das protuberâncias 13 que constituem o motivo P.
Uma vez que a camada de látex 2 secou completamente, ela perdeu seu comportamento adesivo, de modo que a lente 1 pode ser tocada sem aderência sobre toda a sua face anterior. Simultaneamente, a camada 2 assegura definitivamente a fixação das partes 3 de material transferível (pro- veniente das zonas 13), ou de todas as partes da camada 14 transferidas provenientes das protuberâncias 13 e dos cavados 12b que constitui(em) o motivo transferido P.
De forma particularmente vantajosa, a camada de látex 2 consti- tui, além disso, uma proteção da lente 1 contra choques. Com efeito, uma camada de látex pode amortecer um choque aplicado sobre uma superfície. A camada 2 pode, portanto, apresentar uma dupla função no âmbito da in- venção: além da fixação de partes de material transferível sobre a lente, ela protege esta contra choques eventuais.
Uma camada superior 5 pode, além disso, ser aplicada sobre a face anterior da lente 1. Essa camada 5 recobre notadamente o motivo transferido P. Ela pode ser formada a partir de uma solução de precursores depositada sobre a camada de iátex 2 e sobre as partes 3 de material trans- ferido que formam o motivo P (figura 3) ou sobre todas as partes da camada 14 transferidas recobrindo o microrrelevo moldado no látex (figura 4). Essa camada superior 5 pode possuir, além disso uma função óptica, tal como, por exemplo, uma função de polarização, de absorção, de coloração ou de filtragem de uma luz que atravessa a lente 1.
No caso em que o motivo transferido constitui uma estrutura di- fratária holográfica, uma imagem de leitura difratada pelo holograma e resti- tuindo a informação que ele contém pode então ser visualizada por trans- missão ou por reflexão de um feixe luminoso coerente sobre a lente 1, no local do motivo transferido P. Para isso, de acordo com a figura 5, o motivo holográfico P é iluminado por uma caneta laser 100 de baixa potência, por exemplo dé cor vermelha de comprimento de onda 645 nanômetros. De for- ma conhecida, a distância entre o laser 100 e o motivo P não é crítico para a reconstrução da imagem. O feixe luminoso 101 oriundo do laser 100 é difra- tado pelo motivo P, de modo que é dividido em pelo menos dos feixes se- cundários 102 e 103, após ter atravessado a lente 1. Cada um dos dois fei- xes 102 e 103 reconstrói uma imagem a uma distância da lente 1 que pode estar compreendida entre 20 e 50 centímetros, por exemplo. Essa imagem é revelada, dispondo um objeto 104 que serve de tela no trajeto de um dos dois feixes 102 ou 103. Devido a luz utilizada ser oriunda de um laser, o ob- jeto que serve de tela pode ser qualquer um. Eventualmente, a imagem pode também ser projetada sobre um captador de imagem, por exemplo de tipo CCD (para "Charge Coupled Device") ou CMOS (para " Complementary Me- tal Oxide Semiconductoi"), para permitir um reconhecimento rápido e preci- so. Na figura 5, as imagens que correspondem a cada um dos dois feixes 102 e 103 são referenciadas 105 e 106, respectivamente. Elas correspon- dem a duas ordens de difração opostas, por exemplo +1 e -1, de modo que as duas imagens 105 e 106 são invertidas uma em relação à outra. A ima- gem que não é invertida, ou "imagem direta", corresponde à ordem de difra- ção +1 e é a imagem de leitura do motivo holográfico P.
A lente oftálmica 1 pode ser destinada a ser ligada em uma ar- mação de pares de óculos. A fim de não incomodar a visão de um portador de óculos, o motivo P pode ser de pequenas dimensões e impresso nas pro- ximidades de uma borda da lente 1 (figura 5). Por exemplo, o motivo transfe- rido P pode ocupar uma parte da face da lente 1 que é inferior a 25 mm2. O motivo pode também ser introduzido sobre uma parte da lente denominado a ser destiurado. No caso, o motivo é principalmente introduzido em uma fina- lidade de traçabilidade do produto final. Essa configuração será particular- mente interessante, se o motivo transferido corresponder a um holograma gerado por computador de tipo CGH e que é constituído de pixels. Esse ho- lograma pode assim conter uma quantidade de informação é muito importan- te sobre um espaço muito pequeno compreendido vantajosamente entre 15 mm2 e 0,5 mm2, permitindo, por exemplo, garantir uma traçabilidade comple- ta do artigo óptico na cadeia de produção e de logística.
Alternativamente, o motivo transferido P pode ocupar toda a face anterior da lente 1, por exemplo quando ele confere à lente uma função ópti- ca particular. Este pode ser o caso, notadamente, quando o motivo transferi- do P é constituído de um conjunto de fios condutores eletricamente e parale- Ios a uma direção determinada, para filtrar a luz que atravessa a lente em função de uma polarização desta. Tipicamente, os fios condutores têm uma largura de algumas dezenas de nanômetros e são espaçados dois a dois de algumas dezenas de nanômetros.
Numerosas modificações do processo de transferência que foi descrito em detalhes acima podem ser introduzidas, conservando pelo me- nos determinadas vantagens da invenção. Por exemplo, uma camada inter- mediária pode ser depositada sobre a membrana 11 do tampão, antes da camada de material transferível 14, para ajustar uma energia de superfície entre a camada 14 e a membrana 11 do tampão. Esse ajuste pode ainda melhorar a transferência das partes 3 de material transferível sobre a lente 1. Por outro lado, o motivo transferido sobre a lente pode ser um motivo difratá- rio da luz pelas partes 3 e / ou os intervalos 4 presentes entre estas. Enfim, o motivo que é transferido pode ser visível em condições de iluminação ambi- ente ou quando é iluminado por um feixe laser. EXEMPLO:
1. Camada de látex (2)
O parâmetro chave do processo é o estado da camada de látex no memento da etapa /c/: colocação em contato da superfície do tampão que compreende a camada de material transferível com a camada de látex.
Quando dessa etapa, a camada de látex deve estar não seca, de forma que seja:
- adesiva, para permitir a transferência da camada adesiva;
- deformável, para permitir ao látex se deformar definitivamente, de forma a reconstituir um microrrelevo constituído de cavados e de protube- râncias; microrrelevo complementar do microrrelevo que constitui o motivo P sobre a superfície do tampão.
Denominaremos látex A uma solução aquosa de látex poliureta- no W234 da sociedade Baxenden que apresenta as seguintes propriedades medidas a 21,6 °C e 44 % de umidade relativa:
- viscosidade: 7 centipoises
- extrato seco: 22,25 %
Uma camada de látex A de espessura 1 μm é depositada por centrifugação sobre a face convexa de uma lente oftálmica à base de Or- ma® (Essilor), de raio de curvatura de 120 mm, conforme as seguintes con- dições:
Condições de depósito para a obtenção de uma camada não seca (a 21,6 °C e 44 % de umidade relativa):
- dispensa de 2,5 mL de látex sobre a lente
- rotação da lente a 2 000 rpm durante 15 segundos - rotação da lente a 2 500 rpm durante 2 segundos
A camada de látex assim depositada conserva suas proprieda- des durante 10 segundos, lapso de tempo que define a janela de processo durante a qual a transferência deve ser feita.
2. Motivo a transferir (3)
O processo citado como exemplo é otimizado para um motivo holográfico numérico composto de pixels elementares quadrados de dimen- são de 1 μm de iado.
Para isto, a membrana 11 do tampão apresenta em sua superfí- cie um relevo que consiste em cavados 12 e protuberâncias 13 de perfil re- tangular, conforme esquematizado na figura 1 .a. A profundidade do microrre- levo (diferença de altitude entre os cavados 12b e as protuberâncias 13) é de 1 μm.
O motivo holográfico tem características tais que as protuberân- cias do microrrelevo apresentado pela membrana 11 e medida segundo um eixo paralelo a uma borda dos pixels quadrados varia entre 1 μm e 85 μm, segundo a zona do tampão considerada.
3. Tampão que porta o motivo (Figura 1a):
O motivo a transferir é moldado em Sylgard® 184 (11) (Dow Corning). As propriedades desse material após polimerização a 100°C, du- rante uma hora são as seguintes:
- energia de superfície: 22 mN/m
- módulo de Young: 2,5 MPa.
4. Camada metálica (14)
A camada metálica é obtida por evaporação sob vácuo. O mate- rial metálico adequado é disposto em um cadinho, e aquecido por efeito Jou- le. A evaporação é feita sobre o tampão em Sylgard® que não sofreu ne- nhum preparo de superfície prévio.
No caso do ouro, uma camada de 30 nm de espessura e obtida, evaporando-se ouro com uma pureza de 99,9 %.
No caso do alumínio, uma camada de 30 nm de espessura é obtida, evaporando-se granalhas de alumínio com uma pureza de 99,5 %. A evaporação da camada metálica ocorre no mesmo dia que a etapa de transferência sobre a lente oftálmica.
5. Transferência (figura 2b)
No caso do primeiro modo de aplicação da invenção: a transfe- rência da camada 14 é feita seletivamente: só as partes de material inicial- mente situadas sobre as protuberâncias (13) do tampão são transferidas. O motivo holográfico transferido é de tipo holograma de amplitude.
No caso do segundo modo de aplicação da invenção: as protu- berâncias da superfície do tampão podem penetrar inteiramente na camada de látex. A transferência da camada 14 é integral: todas as partes da cama- da transferível 14 presentes sobre as protuberâncias 13 e os cavados 12b são transferidas. A transferência integral das partes da camada 14 é acom- panhada da introdução permanente da camada de látex, reproduzindo o mi- crorrelevo complementar do microrrelevo, que constitui o motivo P do tam- pão. O motivo holográfico transferido é de tipo holograma de fase, recoberto de uma camada metálica.
O tamponamento é feito ortogonalmente à superfície.
Da pressão de tamponamento aplicada depende o resultado da transferência, e, portanto, o modo de aplicação da invenção: Se essa pressão for inferior a uma pressão Piimite: a transferência será seletiva; trata-se do primeiro modo de aplicação da invenção: hologra- ma de amplitude.
Se essa pressão for superior a uma pressão Piimite: a transferên- cia será integral, e será acompanhada da introdução permanente da camada de látex, reproduzindo o microrrelevo complementar do microrrelevo que constitui o motivo P sobre o tampão.
Essa pressão Piimite é determinada para uma camada de 30 nm de ouro ou de alumínio, sobre o látex depositado nas condições descritas acima.
Ela é de Plimite = 45 a 60 g/mm2 da superfície das protuberâncias 13 do tampão que constitui o motivo P.
A tabela a seguir apresenta os resultados de diferentes condi- ções testadas:
<table>table see original document page 23</column></row><table>
Pressões aplicadas para o exemplo da transferência seletiva de ouro.
A pressão aplicada para o tamponamento do tampão sobre a face convexa de uma lente oftálmica (de um raio de curvatura 120 mm) re- coberta de uma camada de látex depositada nas condições descritas acima é de 1,5 g/mm2. A transferência camada de ouro de 30 nm é seletiva; o ho- lograma obtido é um holograma de amplitude.
Pressões aplicadas para o exemplo da transferência integral de alumínio, com introdução permanente da camada de látex A, reproduzindo ao contrário os cavados 12 e as protuberâncias 13 do tampão, constituindo o motivo P:
A pressão aplicada para o tamponamento do tampão sobre a face convexa de uma lente oftálmica (de um raio de curvatura 120 mm) re- coberta de uma camada de látex depositada nas condições descritas acima é de 1,5 g/mm2. A transferência da camada de alumínio de 30 nm é integral, e a camada de látex é introduzida definitivamente, de forma que o microrre- Ievo da camada de látex seja o microrrelevo complementar do microrrelevo que constitui o motivo P sobre a superfície do tampão. O holograma obtido é um holograma de fase.

Claims (39)

1. Processo de transferência de um motivo micrônico (P), sobre uma superfície de um artigo óptico (1) que compreende as seguintes etapas: /a/ depositar uma camada de pelo menos um material transferí- vel sobre uma superfície de um tampão que comporta cavados (12) e protu- berâncias (13), constituindo o microrrelevo com definição micrônica ou sub- micrônica, correspondendo ao motivo a transferir; /b/ depositar uma camada de um iátex sob a forma iíquiaa sobre a superfície do substrato do artigo óptico; /c/ antes que a camada de látex esteja seca, colocar em contato a superfície do tampão que compreende a camada de material transferível com a camada de látex; /d/ aplicar uma pressão sobre o tampão; e /e/ afastar o tampão da superfície do artigo óptico, compreen- dendo a camada de latéx.
2. Processo de acordo com a reivindicação 1, segundo o qual o motivo micrônico compreende um ou vários motivos elementares cada moti- vo elementar apresentando um tamanho compreendido entre 10 μm e 50 nm, vantajosamente entre 5 μm e 100 nm, e muito vantajosamente entre 3 μm e 150 nm.
3. Processo de acordo com a reivindicação 1 ou 2, segundo o qual os cavados (12) e as protuberâncias (13) apresentam dimensões com- preendidas entre 10 micrometros e 50 nanômetros medidas paralelamente à membrana (11).
4. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações precedentes, segundo o qual a profundidade dos cavados pode estar com- preendida entre 0,1 μm e 30 μm, vantajosamente de 0,1 a 10 μm.
5. Processo de acordo com uma das reivindicações preceden- tes, segundo o qual o motivo transferido (P) é um motivo transferido (P) é um motivo difratário quando esse motivo é iluminado por um feixe luminoso.
6. Processo de acordo com uma das reivindicações preceden- tes, segundo o qual o motivo transferido (P) é um motivo holográfico.
7. Processo de acordo com a reivindicação 6, segundo o qual o motivo transferido (P) é um motivo holográfico de tipo holograma de amplitude.
8. Processo de acordo com a reivindicação 6, segundo o qual o motivo transferido (P) é um motivo holográfico de tipo holograma de fase.
9. Processo de acordo com a reivindicação 6, segundo o qual o motivo transferido é um motivo holográfico de tipo holograma numérico, constituído de um conjunto de pixeis contíguos, cada pixei tendo uma super- fície compreendida entre 0,2 μm2 e 25 μm2, vantajosamente entre 0,2 μm2 e 4 μm2.
10. Processo de acordo com uma das reivindicações preceden- tes, segundo o qual o motivo transferido (P) ocupa uma parte reduzida de uma face do artigo óptico (1).
11. Processo de acordo com a reivindicação 10, segundo o qual o motivo transferido (P) ocupa uma parte da face do artigo óptico (1) inferior a 25 mm2,
12. Processo de acordo com uma das reivindicações 1 a 8, se- gundo o qual o motivo transferido (P) ocupa toda uma face do artigo óptico (1).
13. Processo de acordo com a reivindicação 12, segundo o qual o motivo transferido (P) compreende uma rede de fios paralelos condutores eletricamente.
14. Processo de acordo com uma das reivindicações 1 a 11, se- gundo o qual o motivo holográfico (P) é adaptado para formar uma imagem de leitura, quando um feixe luminoso (101) é enviado através da lente (1) no local desse motivo.
15. Processo de acordo com a reivindicação 1, segundo o qual a camada de látex (2) é depositada sobre a superfície do artigo óptico (1) por um processo de centrifugação.
16. Processo de acordo com a reivindicação 15, segundo o qual a camada de látex apresenta uma espessura compreendida entre 0,2 e 50 μm, preferencialmente compreendida entre 1 μm e 10 μm.
17. Processo de acordo com a reivindicação 7, segundo o qual a superfície do tampão (S) é aplicada contra a superfície do artigo óptico (1) que porta a camada de látex (2), na etapa Icl, em condições adaptadas, de modo que a camada de material transferível (14) situada sobre as protube- râncias (13) da superfície do tampão da camada de material transferível (14) situada sobre as protuberâncias (13) da superfície do tampão é seletivamen- te transferida sobre a superfície desse artigo.
18. Processo de acordo com a reivindicação 17, segundo o quai a superfície do tampão (S) é aplicada contra a superfície do artigo óptico (1) portando a camada de látex (2), na etapa Icl, com uma pressão compreendi- da entre 0,1 g/mm2 e 60 g/mm2 de superfície das protuberâncias do motivo P.
19. Processo de acordo com a reivindicação 8, segundo o qual a superfície do tampão (S) é aplicada contra a superfície do artigo óptico (1) portando a camada de látex (2), na etapa Icl, em condições adaptadas de modo que as protuberâncias (13) da superfície do tampão penetram comple- tamente na camada de látex, e de modo que as partes da camada de mate- rial transferível que ficam situadas sobre as protuberâncias (13) da superfície do tampão, assim como aquelas situadas nos cavados (12b) do tampão são conjuntamente transferidas sobre a superfície desse artigo óptico.
20. Processo de acordo com a reivindicação 19, segundo o qual a superfície do tampão (S) é aplicada contra a superfície do artigo óptico (1) portando a camada de látex (2), na etapa Icl a uma pressão superior a 60 g/mm2 de superfície das protuberâncias do motivo P.
21. Processo de acordo com a reivindicação 1, compreendendo, além disso, a etapa seguinte, que é realizada após a etapa Ial e/ou a etapa lei: IV recobrir a superfície do artigo óptico por um ou vários revesti- mentos funcionalizados.
22. Processo de acordo com a reivindicação 21, segundo o qual o revestimento funcionalizado apresenta uma funcionalidade de tipo anticho- que, antiabrasão, anti-reflexo, anti-sujeira, antilama, antiestática, polarizante, corante ou fotocrômica.
23. Processo de acordo com a reivindicação 21 ou 22, segundo o qual a etapa suplementar /f/ é realizada após a etapa /e/.
24. Processo de acordo com a reivindicação 1, segundo o qual o material transferível é um material metálico.
25. Processo de acordo com a reivindicação 24, segundo o qual o material transferível é escolhido dentre o ouro, o alumínio, o cromo, a pra- ta, o cobre, o níquel, a platina, o paládio e uma iiga que compreende pelo menos um desses metais.
26. Processo de acordo com a reivindicação 24 ou 25, segundo o qual a camada de material transferível é depositada na etapa /a/ sobre a superfície do tampão (S) por evaporação sob vácuo ou por pulverização ca- tódica sob vácuo.
27. Processo de acordo com uma das reivindicações 24 a 26, segundo o qual a camada de material transferível (14) compreende um em- pilhamento de várias camadas de materiais respectivos.
28. Processo de acordo com a reivindicação 27, segundo o qual o material de pelo menos uma das camadas do empilhamento é refringente.
29. Processo de acordo com a reivindicação 1, segundo o qual o tampão é à base de polidimetil siloxano pelo menos no local das protuberân- cias (13) da superfície do tampão (S).
30. Processo de acordo com a reivindicação 1, segundo o qual o tampão apresenta uma abordagem paralela à normal do ponto de contato sobre o substrato do artigo óptico.
31. Processo de acordo com uma das reivindicações preceden- tes, segundo o qual a superfície do tampão (S) é adaptada para se deformar, quando da aplicação contra a superfície do produto (1) na etapa Icl, em fun- ção de curvatura dessa superfície do produto.
32. Processo de acordo com uma das reivindicações preceden- tes, compreendendo, além disso, uma etapa de tratamento da superfície do artigo óptico (1), feito antes da etapa /b/.
33. Processo de acordo com a reivindicação 1, segundo o qual o artigo óptico (1) é escolhido dentre uma lente óptica de instrumentação, uma lente de mira, uma viseira e uma lente oftálmica.
34. Processo de acordo com a reivindicação 33, segundo o qual o artigo óptico (1) é uma lente oftálmica escolhida dentre uma lente afocal, unifocal, bifocal, trifocal e progressiva.
35. Artigo óptico (1), compreendendo pelo menos um motivo transferido (P) sobre uma superfície desse artigo, a transferência desse mo- tivo sendo obtida por um processo, como definido em uma das reivindica- ções precedentes.
36. Artigo de acordo com a reivindicação 35, representando uma lente oftálmica, essa lente compreendendo: - uma lente de base que compreende pelo menos um substrato orgânico ou mineral; - uma camada de látex secado (2); e - partes de um material transferível que forma o motivo transferi- do, por adesão sobre a lente de base via a camada de material adesivo.
37. Artigo de acordo com a reivindicação 36, no qual o motivo (P) é formado por várias partes de material de impressão situadas em um mesmo nível sobre a camada de látex (2), segundo uma direção perpendicu- lar a essa camada, e separadas por intervalos (4a) desprovidos de material transferido.
38. Artigo de acordo com a reivindicação 36, no qual o motivo (P) é amarrado na camada de látex (2) e no qual várias partes de material transferido (3, 4b) ficam situadas em níveis diferentes de profundidades de gravura do motivo na camada de látex.
39. Artigo de acordo com qualquer uma das reivindicações 36 a 38, no qual a camada de látex (2) forma, além disso, uma proteção da lente (1) contra eventuais choques recebidos posteriormente por esta lente.
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