BRPI0620209A2 - tratamento de tumores resistentes a fármacos - Google Patents
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Abstract
TRATAMENTO DE TUMORES RESISTENTES A FáRMACOS. A presente invenção refere-se a uma subelasse de derivados da camptotecina para ser útil na preparação de um medicamento para o tratamento de tumores resistentes ao fármaco e/ou para a administração a pacientes que exibem polimorfismo na codificação com relação ao gene do DNA topoisomerase 1.
Description
Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "TRATAMEN- TO DE TUMORES RESISTENTES A FÁRMACOS".
Canpo da Invenção
A presente invenção refere-se ao uso de uma subclasse de deri- vados da camptotecina para a preparação de um medicamento para o tra- tamento de tumores resistentes a fármacos e/ou a administração a pacientes que exibem polimorfismo na codificação do gene topoisomerase I do DNA. Antecedentes da Invenção
Os derivados da camptotecina são inibidores do topoisomerase I do DNA que tem aparecido como uma classe proeminente de agentes anti- câncer. Juntos corn os taxanos, os inibidores da topoisomerase I são presu- mivelmente a nova classe mais importante de fármacos anticâncer introduzi- dos na pratica clínica. Os estudos pré-clínicos demonstraram uma atividade significativa in vitro e in vivo dos inibidores da topoisomerase I, tais como a camptotecina e os seus derivados, em uma ampla faixa de tumores. Os re- sultados a partir dos testes clínicos foram promissores, como mostrados a- través do registro de dois inibidores da topoisomerase, topotecano e irinote- cano (também conhecido como CPT-11) em muitos países Europeus e nos Estados Unidos, para o tratamento de pacientes com câncer ovariano e co- lorretal, respectivamente. Outros derivados estão atualmente em etapas dife- rentes de desenvolvimento clínico.
No pedido de patente EP 1044977 e no J. Méd. Chem. 2001, 44, 3264 a 3274, são descritos derivados da camptotecina que contêm uma al- quiloxima O-substituída na posição 7 e que são dotados com uma atividade antitumor mais alta do que o composto de referência topotecano. Além dis- so, esses derivados da camptotecina que contém um grupo imino na posição 7, também exibem um índice terapêutico aumentado. Entre esses compos- tos uma das moléculas de preferência foi mostrada como sendo a 7-t- butoxiiminometilcamptotecina (CPT 184, também conhecida como ST1481 ou gimatecano).
A propriedade principal dos análogos da camptotecina e a ativi- dade dos mesmos contra a topoisomerase I do DNA, porém além desta simi- laridade os compostos diferem amplamente em termos de atividade antitu- mor, farmacologia e metabolismo. A despeito da boa capacidade de ser tole- rada e a efetividade das camptotecinas em modelos animais, o baixo índice terapêutico dos mesmos ainda permanece como uma desvantagem principal para uso clínico das mesmas, junto com a reversibilidade da interação do fármaco no complexo ternário (fármaco-enzima-DNA) e na instabilidade do anel da lactona, que impede a efetividade das mesmas contra os tumores de crescimento lento. Ultimamente, modelos experimentais mostraram que a atividade antitumor das camptotecinas é fortemente dependente do progra- ma de administração do fármaco, de fato exige tanto um programa prolon- gado de administração em doses baixas, ou programas de dosagem fre- qüente intermitente.
Embora novos fármacos para o câncer tenham sido desenvolvi- dos e em conseqüência algumas malignidades sejam agora curáveis, a re- sistência ao fármaco com relação às quimioterapias, incluindo os derivados da camptotecina, é uma limitação principal com relação à terapia em muitos tumores humanos e ainda existem numerosos casos primários refratários ou recorrentes. A topoisomerase I do DNA tem sido recentemente investigada para a definição do mecanismo em resistência existente ou adquirida ao To- potecano ou a CPT-11, e diversas mutações que tem impacto sobre a resis- tência aos derivados da camptotecina foram identificadas em varias regiões da topoisomerase I humana (Benedetti et al. 1993. Câncer Res 53. 4343; Fiorani et al. J Biol. Chem. 2003; Oct31 ;278(44): 43268-75; Chrencik et al. 2004; JMB 339, 773 a 784).
Além disso ocorreram mutações na topoisomerase I depois da quimioterapia com CPT-11 em pacientes de NSCLC sugerindo que o desen- volvimento da resistência ao irinotecano em alguns pacientes pode envolver a mutação da topoisomerase !(Tsurutani et al. 2002 Lung câncer 35. 299-304).
Embora o significado das mutações da topoisomerase I com re- lação à resistência ao CPT necessite ser mais investigado, é considerado de grande interesse clinico ter um derivado da camptotecina que, além do seu perfil farmacológico típico, exiba uma atividade sobre a topoisomerase I mu- dada.
Descrição da Invenção
Com a utilização de topoisomerases I humanas uma do tipo na- tural e duas mudadas que conferem resistência a camptotecina, (isto é, camptotecina, topotecano, SN-38) foi descoberto de forma surpreendente que alguns derivados da camptotecina (vide os resultados com relação a ST1968 e ST1969) são capazes de inibir a topoisomerase I do tipo natural, bem como as topoisomerases I humanas mudadas.
Por esse motivo o objetivo principal da presente invenção é o uso de um composto da fórmula I,
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na qual R é hidrogênio ou C1-C4 alquila, para a preparação de um medicamento para o tratamento de tumores resis- tentes ao fármaco e/ou para a administração a pacientes que exibem poli- morfismo na codificação com relação ao gene do DNA topoisomerase I.
Esse polimorfismo na codificação com relação ao gene do DNA topoisomerase I pode ser o natural ou desenvolvido em alguns pacientes em seguida ao tratamento farmacêutico, por exemplo, em seguida ao tratamento com as camptotecinas.
Os compostos da fórmula (I) também compreendem tautômeros, isômeros geométricos, formas oticamente ativas como formas de enanciô- meros, diastereômeros e racematos, bem como os sais farmaceuticamente aceitáveis dos compostos da formula (I).
Os sais farmaceuticamente aceitáveis da Fórmula (I) são os sais de adição ácidos formados com ácidos farmaceuticamente aceitáveis, tais como o ácido clorídrico, bromídrico, sulfatos ou bissulfatos, fosfato ou fosfato de hidrogênio, acetato, benzoato, succinato, fumarato, maleato, lactato, citra- to, tartarato, gluconato, metanossulfonato, benzenossulfonato e sais de sul- fonato de para-tolueno.
De preferência, R é hidrogênio ou metila.
Os compostos de preferência da Fórmula (I) são: 7-(2-amino) etoxiiminometilcamptotecina, (ST1968, também conhecido como CPT188) e 7-(2-dimetilaminó)etoxiiminometilcamptotecina (ST1969).
A patologia dos tumores resistentes ao fármaco que podem ser tratados de acordo com a presente invenção é selecionada a partir do grupo que consiste em sarcoma, carcinoma do ovário, especificamente carcinoma da próstata, tumor carcinóide dos ossos, tumor neuroendócrino, leucemia linfóide, leucemia promielocítica aguda, leucemia mielóide, leucemia monocí- tica, leucemia megacarioblástica e doença de Hodgkin.
Os compostos da fórmula (I) podem ser preparados a partir de materiais de partida facilmente disponíveis com a utilização dos métodos e procedimentos gerais. Será observado que, quanto às condições experimen- tais típicas ou de preferência (isto é, temperaturas de reação, tempo, mois de reagentes, solventes, etc.) forem dadas, outras condições experimentais também podem ser usadas, a não ser que determinadas de outra forma. As condições ótimas de reação podem variar com os reagentes ou solventes específicos usados, porém essas condições podem ser determinadas por uma pessoa versada na técnica através de procedimentos de otimização de rotina. É feita referência específica aos métodos descritos nos pedidos de patente EP1044977 e no J. Med. Chem. 2001 , 44, 3264 a 3274.
Um método para o tratamento de um mamífero que esteja so- frendo da patologia de um tumor resistente ao fármaco, compreendendo a administração de uma quantidade terapeuticamente efetiva de um composto da Fórmula (I) como descrito acima representa um dos aspectos da presente invenção.
Por esse motivo, de acordo com a presente invenção, um paci- ente que esteja sofrendo de uma patologia de tumor, que tenha sido provada como sendo resistente ao tratamento com fármacos antitumor comumente prescritos, tais como as camptotecinas (como por exemplo, irinotecano, to- potecano, gimatecano) complexos de platina (como por exemplo, carboplati- na) ou taxanos (como por exemplo, paclitaxel, docetaxel), podem ser trata- dos com sucesso com um composto da Fórmula (I).
A expressão "quantidade terapeuticamente efetiva" na forma u- sada aqui, neste pedido de patente se refere a uma quantidade de um agen- te terapêutico necessária para tratar ou aliviar uma doença ou condição ob- jetivada, ou para exibir um efeito terapêutico que possa ser detectado.
Para cada composto, a dose terapeuticamente eficaz pode ser calculada inicialmente em ensaios de cultura de células, por exemplo, de células neoplásicas, ou em modelos animais, usualmente ratos ou camun- dongos.
O modelo animal também pode ser usado para a determinação da faixa de concentração apropriada e a via de administração. Essa informa- ção pode em seguida ser usada para a determinação das doses úteis e da via de administração em seres humanos.
A quantidade eficaz exata para um paciente humano irá depen- der da gravidade do estado da doença, saúde geral do paciente, idade, pe- so, e gênero do paciente, dieta, tempo e freqüência de administração, com- binação de fármacos, sensibilidades de reação e tolerância/resposta à tera- pia. Esta quantidade pode ser determinada através de experimentação de rotina e está dentro do julgamento do clínico. Em geral, uma dose eficaz se- rá a partir de 0,01 mg/kg até 100 mg/kg, de preferência 0,05 mg/kg até 50 mg/kg. As composições podem ser administradas de modo individual a um paciente ou podem ser administradas em combinação com outros agentes, fármacos ou hormônios.
O medicamento pode também conter um veículo farmaceutica- mente aceitável, para a administração de um agente terapêutico. Esses veí- culos incluem anticorpos, e outros polipeptídios, genes e outros agentes te- rapêuticos tais como os lipossomos, contanto que o próprio veículo não in- duza a produção de anticorpos prejudiciais ao indivíduo que está recebendo a composição, e que possam ser administrados em toxidez indevida.
Os veículos adequados podem ser moléculas grandes, de meta- bolização lenta tais como proteínas, polissacarídeos, ácidos polilácticos, áci- dos poliglicólicos, aminoácidos poliméricos, copolímeros de aminoácidos e partículas de vírus inativos.
Uma discussão total dos veículos farmaceuticamente aceitáveis está disponível no Remington1S Pharmaceutical Sciences (Mack Pub. Co. , N. J.1991).
Os veículos farmaceuticamente aceitáveis nas composições te- rapêuticas podem conter adicionalmente líquidos tais como água, solução salina, glicerol e etanol. Adicionalmente, podem estar presentes em tais composições, substâncias auxiliares tais como agentes de umidificação ou de emulsificação, substâncias de tamponamento de pH, e similares. Esses veículos permitem que a composição farmacêutica seja formulada como comprimidos, pílulas, drágeas, cápsulas, líquidos, géis, xaropes, pastas flui- das, suspensões, e similares, para ingestão pelo paciente.
Uma vez formuladas, as composições da invenção podem ser administradas diretamente ao paciente. Os pacientes a serem tratados po- dem ser animais, especificamente podem ser tratados pacientes humanos.
O medicamento desta invenção pode ser administrado através de uma quantidade de vias de administração incluindo, porém não limitadas a meios, oral, intravenoso, intramuscular, intra-arterial, intramedular, intrate- cal, intraventricular, aplicações transdérmicas ou transcutâneas, subcutânea, intraperitônial, intranasal, enteral, tópica, sublingual, intravaginal ou local- mente sobre o tecido adoentado depois de operação cirúrgica.
A dosagem de tratamento pode ser em uma dosagem única ou múltiplas.
A invenção será a seguir ilustrada em maior detalhe por meio de Exemplos e figuras não limitativos. Descrição das Figuras
A figura 1 exibe o efeito in vivo de alguns derivados da campto- tecinas sobre a topoisomerase I do DNA humano, do tipo natural ou mutante expressas na levedura Saccharomyces cerevisiae. As culturas de células de levedura transformadas com YcpGaII hT0P1 (WT)1 YcpGaII htopl K720E e YcpGaM (vetor vazio) e foram diluídas em série (diluição de 10 vezes a partir da esquerda para a direita) e pontuada sobre pratos mínimos de ágar isen- tos de uracil, que continham 2% de galactose e 45 μΜ de camptotecina, ST1481 , ST1968, ST1969, ST1600 e ST1976.
Exemplos
Exemplo 1
Efeito in vivo de alguns derivados da camptotecina sobre a topoisomerase I do DNA humano, do tipo natural ou mutante expressas em Saccharomyces cerevisiae.
Métodos
A cepa de Saccharomyces cerevisiae usada para clonar a topoi- somerase I humana (hTOP1) e a topoisomerase I mudada foi: EKI2 (MATa, ura3-52, his3200, leu 2Δ1, trp1Aa63, topl :: TPR1 ) como descrita por Bjornsti et al 1989 (Câncer Res. 49, 6318 a 6323). Os plasmídios usados para a transformação da levedura que continha a topoisomerase humana do tipo natural de comprimento total (YCpGALI hT0P1 ) foi descrita por Bjornsti et al 1989 (Câncer Res. 49, 6318 a 6323), e a topoisomerase I mudada YCpGALI htopl K720E foi gerada a partir de metagênese direcionada a oli- gonucleotídio com a utilização do método descrito por Fiorani et al.1998 (J.Biol. Chem. 14, 8425-8433): em ambos os plasmídios a expressão da to- poisomerase esteve sob o controle de um promotor induzível pela galactose da levedura GAL1.
Antes da transformação das células de levedura com o DNA (método do acetato de lítio) a levedura foi cultivada sobre meio sólido. Ela foi colocada em listas sobre pratos de 90 mm que continham meio sólido estéril (YPDA) (10 g de levedura, 20 g de peptona, 20 g de dextrose, 0,7 g de ade- nina, 20 g de glicose, 20 g de ágar-ágar por litro).As colônias foram cultiva- das depois de 48 horas a 30°C. Um dia antes da transformação, uma única colônia de levedura da cepa a ser transformada foi inoculada e, 5 ml de YP- DA líquido estéril (o meio acima mencionado sem ágar). A colônia foi culti- vada até a saturação de um dia para o outro sob agitação a 309C. No dia seguinte, 5 ml da cultura saturada foram diluídos em 100 ml de meio líquido YPDA e cultivados a30°C para alcançar uma densidade ótica de 1:0 a 600 nm. As células foram centrifugadas durante 5 minutos a 4000 x g em tempe- ratura ambiente e a pélete foi de novo suspensa em 25 ml de uma solução (T/E) que continha 10 mM Tris-EDTA pH7,5, 1 mM EDTA e 100 mM de ace- tato de lítio. A suspensão de levedura foi centrifugada durante 5 minutos a 4000 x g em temperatura ambiente. O pélete foi ressuspenso em uma solu- ção fresca acima descrita (cerca de 500 μΙ) para serem obtidos 2 x 109 célu- las/ ml. Para haver a transformação, 200 μg de veículo de DNA foram mistu- rados com 1 μg de DNA de transformação e 200 μΙ de células de levedura em um frasco de eppendorf. Em seguida 1,2 ml de uma solução de TE/ ace- tato de lítio que continha 40% de PEG foram adicionados e a suspensão de levedura foi mantida sob agitação durante 30 minutos a 30SC. Foi executado um choque de calor através da manutenção da suspensão de levedura a 42QC durante 15 minutos. Em seguida, ela foi centrifugada durante 5 segun- dos em temperatura ambiente. A levedura foi ressuspensa em tampão TE e espalhada sobre meio "dropout" sobre pratos. O CM foi previamente prepa- rado com 1,3 g de pó dropout que continha aminoácidos diferentes sem ura- cil, 1,7 g de levedura com base de nitrogênio sem aminoácidos e sulfato de amônio, 5 g de sulfato de amônio, 20 g de glicose e 20 g de ágar por litro. Os pratos foram incubados a 309C até o aparecimento dos transformantes.
Para a realização do teste de ponto in vivo, os transformantes foram inoculados em 5 ml de meio CM líquido estéril e cultivados de um dia para o outro sob agitação a 30QC. No dia seguinte foi feita uma diluição das colônias de levedura para ser alcançada uma densidade ótica a 600 nm de 0,3. Se iniciando a partir dessa primeira diluição, outras diluições em série (1:10; 1:100; 1:1000) foram realizadas em pratos de 96 cavidades. 5μΙ de cada diluição foram colocados em pratos de 90 mm que continham meio CM sólido. Para as amostras de controle, foram adicionados 2% de glicose ou 2% de galactose; para as amostras tratadas de derivados da camptotecina, foram adicionados 2% de galactose e os fármacos em uma concentração de 45 μΜ. As colônias de levedura foram incubadas a 30QC durante 48 a 72 horas e analisadas macroscopicamente. Resultados
A atividade dos derivados da camptotecina foi avaliada com re- lação à viabilidade das células de levedura transformadas com a topoisome- rase I de DNA humano, do tipo natural (YCpGALI hTOP1) ou a topoisomera- se I de DNA humano mutante YCpGALI htopl K720E em termos do número de colônias de levedura em crescimento em ágar. Os ST1968, ST1969, ST1481 (gimatecano), ST1600 (7-[2-(4-morfolinil)etóxi]iminometilcamptote- cina) e ST1976 (7-(4-amino)benziloxiiminometilcamptotecina) e a camptote- cina (CPT) mostraram inibir o crescimento das leveduras transformadas com a topoisomerase I de DNA humano do tipo natural (figura 1). De forma sur- preendente, somente as ST1968 e ST1969 foram capazes de inibir o cres- cimento da mutante YCpGALI htopl K720E transformada (vide a figura 1).
As culturas das células de levedura transformadas com YcpGaH hTOP1 (WT), YcpGaH htopl K720E e YcpGaM (vetor vazio) foram dilu- idas em série (diluição de 10 vezes a partir da esquerda para a direita) e pontuada sobre pratos mínimos de ágar isentos de uracil, que continham 2% de galactose e 45 μΜ de camptotecina, ST1481 , ST1968, ST1969, ST1600 e ST1976.
Exemplo 2
Atividade antitumor in vivo em modelos de tumor xenoenxerto resistentes ao fármaco.
O ST1968 mostrou um amplo espectro de eficácia contra dife- rentes modelos de tumor xenoenxerto resistentes. Com a utilização de um programa de dosagem q4d repetido durante de 3 a 5 doses, o ST 1968 foi comparado com o irinotecano ou outros agentes quimioterápicos conhecidos contra modelos de tumores humanos diferentes (Tabela 2), incluindo o A2780/ADR, carcinoma ovariano resistente a múltiplos fármacos que ex- pressa em excesso a glicoproteína PgP,o A2780/DDP carcinoma ovariano resistente à platina e DU145RC1 carcinoma da próstata resistente a campto- tecina que foi previamente selecionado através da exposição continua do DU145 sensível de origem a 9-nitro- camptotecina (Urasaki Y et al, 2001, Câncer Res 61, 1964-9). Nessa linha de células de tumor selecionada, foi encontrada uma mutação da topoisomerase I, que troca o códon 364 da ar- ginina para histidina (R364H). A mutação do ponto 364H foi localizada no núcleo altamente conservado, uma região da topoisomerase I no interior dos resíduos dos aminoácidos 361-364 da topoisomerase I, importantes com relação resistência a camptotecina. Além disso, esse sítio de mutação está próximo ao da tirosina catalítica. A resistência do topoisomerase I/R364H pode ser atribuída provavelmente à perda de uma ligação H importante entre o R364 e a parte do anel E da Iactona da camptotecina. Métodos
Células de tumor de crescimento exponencial foram injetadas por via subcutânea dentro de camundongos atímicos nus. A quantidade de células de tumor foi escolhida previamente através de uma curva de cresci- mento. Os camundongos foram instalados dentro de gaiolas de makrolon (33,2 χ 15 χ 13 cm) com coberturas de ração de aço inoxidável e locais para dormir esterilizados e isentos de poeira.Os animais foram alojados sob um ciclo de luz-escuro, mantendo a temperatura e a umidade constantes. Os parâmetros dos alojamentos dos animais foram avaliados como se segue: temperatura 22 ± 2SC, umidade relativa 55 ± 10%, cerca de 15 a 20 mudan- ças de ar filtrado por hora e ciclo circadiano de 12 horas de luz artificial (7 , 19 horas). A pedido, as condições ambientais foram monitoradas e os dados estão retidos no Animal Housing Archives. A água para beber dói suprida ad Iibitum. A cada camundongo foi oferecido diariamente um pélete de dieta (GLP 4RF21, Mucedola) durante todo o estudo. Os certificados analíticos da alimentação e água dos animais estão mantidos nas instalações da Sigma- Tau. Todos os animais foram pesados antes do início do experimento e fo- ram subdivididos em grupos de dosagem diferentes. Cada gaiola foi identifi- cada através de uma etiqueta de papel indicando: número da gaiola, grupo, data da injeção do tumor, data do início do tratamento, nome do item em teste, dose e via de administração, data do sacrifício.
O crescimento do tumor foi seguido através de medições bisse- manais dos diâmetros dos tumores com um compasso Vernier. O volume do tumor (TV, mm3) foi calculado como: [comprimento (mm) x largura (mm2]/2, em que o comprimento e a largura são os diâmetros mais curtos e os mais longos de cada tumor, respectivamente.
A eficácia do tratamento com o fármaco foi avaliada como: (a) Inibição do volume do tumor (TVI%) em camundongos tratados contra ca- mundongos de controle, calculado como: 100-[(volume médio do tumor de animais tratados/volume médio de tumor dos animais de controle) x 100]; (b) LCK (log10 da morte de células) calculado através da fórmula LCK = (T- C)/3,32 x DT, em que TeC são os tempos médios (dias) necessários para os tumores tratados (T) e os de controle(C), respectivamente, para alcanças 1000 mm3, e DT é o tempo dobrado dos tumores de controle; CR significan- do nenhuma evidência de tumor restando durante pelo menos 10 dias.
A toxidez dos tratamentos com o fármaco foi determinada como: percentual de perda de peso corporal (% max BWL+ = 100 - (BW médio dia x/ BW médio dia 1 x 100) em que BWx é o BW médio mo dia da perda máxima durante o tratamento e BWi é o BW médio no 1 - dia do tratamento. Resultados
A eficácia do ST1968 em termos de inibição do volume de tumor (% TVI) ou o log da morte de células (LCK) ou a reposta completa (CR) con- tra três modelos de xenoenxerto de tumores resistentes diferentes foi subs- tancialmente aumentada quando comparada com o irinotecano ou topoteca- no ou agentes quimioterapêuticos tais como paclitaxel e a carboplatina (vide a Tabela 2). Especificamente, o ST1968 mostrou um efeito antitumor mais alto em termos do número de respostas completas pelo menos 10 dias de- pois do último tratamento. Além disso, o ST1968 revelou uma persistência de ação mais elevada sobre o crescimento do tumor depois do final do tra- tamento, uma vez que a LCK foi mais alta do que aquela encontrada com os outros fármacos. Surpreendentemente, a eficácia do ST1968 em termos de inibi- ção do volume de tumor (%TVI) ou log da morte de células (LCK) contra a topoisomerase I mudada DU145RC.1 foi aumentada com relação àquela observada contra o carcinoma sensível da próstata DU145.
Tabela 2: Atividade antitumor do ST1968 cobre modelos resistentes de tu- mor xenoenxerto humanos.
<table>table see original document page 13</column></row><table>
Claims (6)
1. Uso de um composto para a fórmula I, <formula>formula see original document page 14</formula> na qual R é hidrogênio ou C1-C4 alquila, para a preparação de um medicamento para o tratamento de tumores resis- tentes ao fármaco e/ou para a administração a pacientes que exibem poli- morfismo na codificação com relação ao gene do DNA topoisomerase I.
2. Uso de acordo com a reivindicação 1, no qual R é hidrogênio ou metila.
3. Uso de acordo com a reivindicação 1 ou 2, em que o tumor resistente ao fármaco é selecionado a partir do grupo que compreende o sarcoma, carcinoma, tumor carcinóide dos ossos, tumor neuroendócrino, leucemia linfóide, leucemia promielocítica aguda, leucemia mielóide, leuce- mia monocítica, leucemia megacarioblástica e doença de Hodgkin.
4. Uso de acordo com a reivindicação 1 ou 2, em que o tumor é carcinoma da próstata.
5. Processo para a preparação de uma composição farmacêuti- ca para o tratamento de tumores resistentes às camptotecinas e/ou para a administração a pacientes que exibem poliformismo no gene para a codifica- ção da topoisomerase I do DNA, que compreende a mistura de um compos- to da fórmula I, <formula>formula see original document page 15</formula> na qual R é hidrogênio ou C1-C4 alquila, com veículos e/ou excipientes far- maceuticamente aceitáveis.
6. Método para o tratamento de um mamífero que esteja sofren- do de um tumor resistente ao fármaco e/ou para a administração a pacientes que exibem polimorfismo na codificação com relação ao gene do DNA topoi- somerase I, que compreende a administração de uma quantidade terapeuti- camente efetiva de um composto da Fórmula I, <formula>formula see original document page 15</formula> na qual R é hidrogênio ou C1-C4 alquila, com veículos e/ou excipientes far- maceuticamente aceitáveis.
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