Campo da Técnica
[001] A presente invenção refere-se a um processo para a produção de cerveja.
Antecedentes da Invenção
[002] A cerveja é uma bebida alcoólica e carbonatada, produzida pela fermentação de uma base de amido sacarificado. O amido como matéria prima para a cerveja, é obtido a partir de cereais (cevada, centeio, trigo, arroz, milho), mais raramente a partir de batatas ou, por exemplo, ervilhas.
[003] De acordo com o Lei de Pureza alemã (Reinheitsgebot), pelo qual são regidas as cervejarias na Alemanha predominantemente, somente apenas água, malte, lúpulo e levedura podem ser usados para a produção de cerveja.
[004] Em todos os casos, álcool e ácido carbônico, como é habitualmente conhecido, são formados ao longo do processo de fermentação. Mais precisamente, dióxido de carbono (CO2) é formado, a partir do qual ácido carbônico (H2CO3) é formado. Mais de 99% de dióxido de carbono adere apenas fisicamente à água (ou na cerveja). O remanescente, (menos de 1%) forma, quimicamente considerado, ácido carbônico (H2CO3).
[005] Conforme aqui usados, os termos “ácido carbônico” ou “teor de gás carbônico” serão usados como sinônimos para a ligação físico-química do dióxido de carbono (CO2) na água (ou na cerveja) na razão de mistura especificada (99 para 1).
[006] A cerveja é sempre comercializada em uma forma carbonatada. Sem o ácido carbônico contido na cerveja, a cerveja seria inadequada para o consumo e seria classificada como algo insatisfatório pelas autoridades inspetoras de produtos alimentícios.
[007] No curso do processo de fermentação, uma distinção é feita entre fermentação principal e fermentação secundária. Na fermentação principal, o dióxido de carbono (CO2) que é formado escapa logo que a pressão de saturação de CO2 no líquido tenha sido obtida. Em contraste, o dióxido de carbono que é formado na fermentação secundária é incluído na cerveja por meio de tanques de fermentação submetidos a uma contrapressão. Isto é efetuado, por exemplo, via um aparelho de regulagem de pressão. Isto é, um regulador de pressão ajustável para a pressão de fermentação, por exemplo, 0,5 bar. Enquanto a pressão interna do tanque for menor que a contrapressão ajustada, o acido carbônico resultante da fermentação é ligado ao líquido. O CO2 adicional é capaz de escapar através do aparelho de regulagem de pressão. A quantidade de ácido carbônico ligado depende sempre da temperatura e da pressão.
[008] Devido ao ácido carbônico ligado na cerveja, a cerveja contida em um recipiente, por exemplo, um barril ou uma garrafa, está sob pressão. Em média, no caso de uma cerveja de baixa fermentação, entre 4 g e 6 g de CO2 por kg de cerveja e, no caso de uma cerveja de alta fermentação, entre 4 g e 10 g de CO2 por kg de cerveja. Assumindo uma concentração média de 6 g/kg, a pressão interna do recipiente a 10 °C atinge 1,6 bar, e a 30 °C, 3,6 bar.
[009] Durante a etapa de servir, os barris de cerveja, assim chamados de “barris de tambor”, são preenchidos com CO2 ou com um outro gás a uma pressão de até 3 bar no lugar da cerveja. Devido ao volume dos barris de tambor (tipicamente 20, 30 e 50 litros) e à pressão máxima (3 bar no caso de cerveja), os barris são sujeitos ao Druckbehãlterverordnung (norma alemã para recipientes pressurizados) e devem estar de acordo com os requisitos de segurança.
[010] Quanto maior o volume do recipiente, mais elaborada é a produção do mesmo, uma vez que o potencial de risco aumenta com o aumento de volume. Garrafas (que não estão sujeitas ao Druckbehãlterverordnung) são empregadas nesta conexão, tanto na forma de garrafas não retornáveis quanto garrafas retornáveis. Em contrapartida, como seu processo de produção é muito elaborado e caro, barris são apenas usados como recipientes retornáveis. Um recipiente retornável implica na reutilização e no transporte de retorno associado com o propósito de renovar o preenchimento. A fabricação elaborada no caso de um barril, o transporte para a e de volta para, e também um peso vazio relativamente alto resultam em um bloco de alto custo, e é claro, isto é adicionado ao preço do produto.
[011] O preenchimento de um recipiente pressurizado também é algo relativamente elaborado, uma vez que o equipamento tem que satisfazer os aspectos de segurança dependentes de pressão no seu desenho estrutural. O preenchimento de recipientes retornáveis é, da mesma forma, algo caro uma vez que os recipientes têm que ser intensivamente limpos antes da renovação do preenchimento.
[012] A demanda feita sobre a instalação de distribuição também é algo comparativamente estrito, uma vez que, aqui também, ambos a pressão interna do barril e a pressão comunicada, a qual é repassada para a cerveja, exerce grandes demandas sobre a instalação de distribuição. Todavia, o conteúdo de ácido carbônico na cerveja é algo absolutamente essencial. Apenas o ácido carbônico que é dissolvido na cerveja faz com que a bebida seja entendida como a bebida que deve ser. Cerveja sem, ou com pouco ácido carbônico é simplesmente inconcebível, e também seria não apetecível. Pouco ácido carbônico é o caso, por definição, quando o limite mais baixo cai abaixo de 4 g de CO2 por kg de cerveja.
Sumário da Invenção
[013] A presente invenção proporciona um processo para a produção de cerveja que facilite a armazenagem e o transporte e com custo total, considerado desde a partir do processo de fermentação até a distribuição nas instalações distribuidoras, reduzido.
[014] No processo, um intermediário de cerveja livre de CO2 ou de baixo teor de CO2 também designado como “pobre em CO2”, significa que o conteúdo de CO2 por kg/cerveja quantifica um máximo de 1 g.
[015] Isto é conseguido, por exemplo, por nenhuma contra pressão ser aplicada durante o processo de pós-fermentação (tão puro que a pressão atmosférica prevalece). Todavia, neste caso até 3,4 g de CO2 por kg/cerveja são ligados. Assim sendo, adicionalmente e subsequentemente o ácido carbônico tem que ser removido a partir da cerveja, por exemplo, pelo uso de uma instalação de descarbonatação (ou “instalação de desgasificação”) ou por meio de qualquer outro processo conhecido ou adequado pelo qual o CO2 possa ser removido a partir de um líquido, e o qual é adequado para gêneros alimentícios. Exemplos adicionais de processo de descarbonatação são: filtragem por membranas, aquecimento, movimento mecânico, expulsão, em particular com N2 ou com ar, e a geração de um vácuo, em particular, por meio de uma bomba de vácuo ou um tubo de Venturi.
[016] No caso do produto intermediário, consequentemente não é uma questão de um líquido que pode ser designado como cerveja mas, ao contrário, é uma questão de um produto intermediário genuíno que também pode ser designado como um produto de cerveja inicial. O conteúdo de CO2 deste intermediário de cerveja, num máximo de 1 g por kg/cerveja, se encontra bem abaixo do limite mais baixo para a cerveja de 4 g de CO2 por kg/cerveja. Este intermediário de cerveja seria, portanto, por ele próprio, não comerciável e desagradável no que diz respeito ao paladar. O intermediário de cerveja pode ser um líquido que exibe uma composição e uma intensidade como aquelas de uma cerveja comercial padrão que é encontrado no mercado para o consumo, mas que é livre de CO2 ou pobre em CO2. O intermediário de cerveja pode ser alcoólico ou pode ter uma redução alcoólica ou até mesmo livre de álcool.
[017] De acordo com o processo, este intermediário de cerveja é armazenado em pelo menos um recipiente, em particular, em um recipiente sem pressão (também conhecido como “despressurizado”) ou levemente pressurizado. Um recipiente é designado como sendo “levemente pressurizado” quando o mesmo suporta até 0.5 bar de pressão em excesso. Até mesmo um conteúdo razoavelmente baixo de CO2 gera uma pressão em excesso no caso de temperaturas em ascensão. Portanto, o recipiente de estoque tem que suportar certas pressões mínimas. Preferivelmente, isto não cai abaixo da Druckbehãlterverordnung de tal maneira que condições de segurança são impostas, a aplicação prática da qual geraria um alto custo, consequentemente deixaria de ser aplicada.
[018] O intermediário de cerveja não mais precisa ser estocado em recipientes de pressão que são sujeitos ao Druckbehãlterverordnung, mas pode ser despejado em um recipiente arbitrário adequado para gêneros alimentícios tal como, por exemplo, barris sem pressão, contêineres, etc. os recipientes de caixas forradas com sacos, ou até mesmo os recipientes TETRA-PAK®, os quais foram empregados mais frequentemente nestes últimos e mais recentes anos para várias bebidas, também são adequados. O intermediário de cerveja produzido desta maneira pode, consequentemente, ser transportado de uma maneira relativamente livre de problemas e sem a necessidade de atender a regulamentos especiais de materiais perigosos e de risco. O envio pelo correio e por serviços de encomendas em pacotes também se torna possível.
[019] De acordo com o processo, o ácido carbônico é adicionado posteriormente ao intermediário de cerveja separadamente, e como um resultado do qual, o produto final pronto para o consumo, cerveja, é produzido. A adição posterior do ácido carbônico pode acontecer, por exemplo, apenas na instalação de distribuição durante a distribuição. O que é importante é que o ácido carbônico é dissolvido no intermediário de cerveja.
[020] A situação é diferente no caso de barris de tambor, os quais às vezes proporcionam um amortecedor de pressão de CO2 com o auxílio do qual a cerveja é levada para fora do barril. Neste caso, nenhum CO2 adicional é dissolvido na cerveja. A cerveja já é suficientemente carbonizada pelo ácido carbônico que ocorre durante a fermentação. O CO2 meramente proporciona a pressão ocorrente. Por esta razão, outros gases, por exemplo, uma mistura de CC>2/nitrogênio conhecida como Biogon também pode ser empregada como uma alternativa ao CO2 em tais barris com o objetivo de proporcionar a pressão ocorrente.
[021] A situação é diferente no caso do processo aqui mencionado; o que importa aqui é que o ácido carbônico seja dissolvido em um produto intermediário livre de CO2 ou pobre em CO2, de tal maneira que só então a cerveja seja formada.
Descrição Detalhada da Invenção
[022] Consequentemente, a presente invenção refere-se a um processo compreendendo as etapas de:
[023] (a) produzir um intermediário de cerveja pelo menos pobreem CO2, em particular livre de CO2,
[024] (b) armazenar o intermediário de cerveja em pelo menos umrecipiente, em particular um recipiente sem pressão ou um recipiente levemente pressurizado, e
[025] (c) a adição subsequente de CO2 ocorrendo fora dacervejaria, ao intermediário de cerveja, como um resultado do qual a cerveja produto final pronta para ser consumida estará pronta.
[026] Em tal processo pelo menos uma adição de gás adicional a do CO2 é adicionada ao intermediário de cerveja na etapa (c). Tal pelo menos um gás adicional pode ser, por exemplo, gás nitrogênio. A proporção do pelo menos um gás adicional no que diz respeito ao volume de gás adicionado no total pode quantificar de 0.5% em volume a 80% em volume.
[027] A adição de CO2 e, quando e onde for apropriado, do pelo menos um gás adicional na etapa (c) pode ser realizada com o auxílio de gaseificação, em particular um aparelho de carbonatar ou outro equipamento apropriado.
[028] A adição de CO2 e, quando e onde for apropriado, do pelo menos um gás adicional pode ser realizada com o auxílio de gaseificação na qual a gaseificação com gás, em particular, a carbonatação, é efetuada com o auxílio de uma área de superfície aumentada.
[029] No processo, o intermediário de cerveja pode ser retirado para fora do recipiente, em particular um recipiente sem pressão ou um recipiente levemente pressurizado, com uma bomba e é alimentado a uma válvula de mistura na qual o CO2 e, quando e onde for apropriado, o pelo menos um gás adicional é/são misturado (s) com o intermediário de cerveja, após o que o intermediário de cerveja/mistura de gás entra na gaseificação onde a ligação de CO2 e onde e quando apropriado, pelo menos um gás adicional ao intermediário de cerveja é efetuado, após o que o intermediário de cerveja enriquecido com CO2 e, quando e onde for apropriado, pelo menos um gás adicional deixa a instalação de distribuição como cerveja via a torneira de servir. Em tal processo, no qual o intermediário de cerveja pode ser resfriado, em particular em um refrigerador de fluxo contínuo, antes de atingir a válvula de mistura e/ou com um resfriamento de espera depois de sair da gaseificação.
[030] O processo pode envolver estocar o intermediário de cerveja em recipientes de caixa forrados com sacos, barris sem pressão, contêineres sem pressão ou recipientes Tetra-Pak®.
[031] O processo pode envolver a produção de intermediários de cerveja pobre em CO2, em particular livre de CO2 por meio de descarbonatação, em particular por filtragem de membrana, aquecimento, movimento mecânico, expulsão, em particular com N2 ou com ar, ou pela geração de um vácuo em particular por meio de uma bomba de vácuo por um tubo de Venturi.
[032] Também é descrito o uso de uma gaseificação que gaseifica um líquido misturado com CO2 e, quando e onde for apropriado, pelo menos um gás adicional por meio de uma grande área de superfície com CO2 e, quando e onde for apropriado, com o pelo menos um gás adicional, por exemplo, o propósito de produzir uma cerveja, no qual um intermediário de cerveja pobre em CO2, em particular, livre de CO2 misturado com CO2 e, quando e onde for apropriado, pelo menos um gás adicional, produzido após a etapa (a) do processo do processo acima mencionado, passa por uma gaseificação, como um resultado de qual o CO2 e, quando e onde for apropriado, pelo menos um gás adicional é/são ligado (s) ao intermediário de cerveja e a cerveja é assim produzida. Em tal uso, a gaseificação pode ser um carbonatador de material bruto, em particular um com grânulos de quartzo por meio de material bruto, ou um carbonatador de material sólido.
[033] As vantagens de tais processos são muitas. O custo de estoque é menor. Os barris de pressão (os assim chamados barris de tambor) a ser aqui empregado são caros quando da sua aquisição, e a sua limpeza e estoque são tecnicamente complexas e, portanto, também é algo caro. O custo de logística é reduzido, uma vez que o transporte para a devolução é dispensado no caso quando o empacotamento dispensável é empregado. Particularmente para as pequenas e especiais cervejarias, novos mercados de venda são abertos, uma vez que o intermediário de cerveja também poderia ser despachado por meio de um serviço de entrega de pacotes. A segurança do consumidor é intensificada. No caso dos barris tradicionais que são usados repetidamente, há um perigo latente de contaminação. Os contaminantes não detectados contidos nos barris podem acarretar em problemas quando da ocasião do preenchimento e do consumo subsequente. Se for feito o uso de recipientes não retornáveis, tais como, por exemplo, sistemas de caixas forradas com sacos, tais riscos não são aplicáveis. A segurança na instalação de distribuição também aumenta, uma vez que apenas uma pequena parte de uma instalação de distribuição na qual a carbonatação é realizada encontra-se sob pressão.
[034] O recipiente no qual o intermediário de cerveja é contido é preferivelmente sem pressão ou com uma pressão muito baixa. Em qualquer um dos casos, não é algo sujeito ao Druckbehãlterverordnung (diretivos alemães para recipientes com pressão). A situação é de uma maneira contrastante diferente no estado da técnica, no qual os barris comparativamente grandes de pressão encontram-se sob pressão, de tal maneira que o barril tem um volume pressurizado muito maior do que o carbonatador.
[035] Até agora, era simplesmente inconcebível para uma cervejaria fermentar um líquido que é algo designado como um “intermediário de cerveja”: um líquido que, embora corresponda com o produto final conhecido como cerveja, a partir do ponto de vista de todos os seus outros constituintes e características, não possui a quantidade de CO2 necessária. Adicionalmente, parecia algo sem nexo permitir que o ácido carbônico ocorrendo naturalmente no curso do processo de fermentação escapasse e, além disto tudo, até mesmo remover o mesmo, com o objetivo de adicioná-lo de volta posteriormente. Os inventores, portanto, tiveram que superar uma quantidade imensa de preconceitos no estado da técnica com o objetivo de chegar ao processo aqui descrito.
[036] Em uma realização alternativa do processo, em adição ao CO2, pelo menos um gás adicional, por exemplo N2, θ adicionado ao intermediário de cerveja. Mais do que um gás adicional também pode ser adicionado. A proporção do pelo menos um gás adicional no que diz respeito ao volume adicionado no total quantifica de a partir de 0.5% em volume até 80% em volume. O CO2 e o pelo menos um gás adicional pode ser adicionado simultaneamente, por exemplo, na forma de um gás misto, por exemplo, na forma de uma mistura de CO2/N2 em uma razão de 30 /70, ou em sucessão.
[037] Ambos a adição de CO2, assim chamada de carbonatação, e a adição do pelo menos um gás adicional ao intermediário de cerveja, é preferivelmente efetuada com o auxílio de uma gaseificação, por exemplo, um carbonatador para adicionar o CO2. Pode ser feito o uso de uma gaseificação com este propósito, na qual a gaseificação é efetuada com o auxílio de uma área de superfície aumentada. Para a operação de gaseificação com tal procedimento de gaseificação, o intermediário de cerveja é misturado com o CO2 a ser adicionado e, quando e onde for apropriado, com pelo menos um gás adicional, e é alimentado para a gaseificação. A mistura consistindo de CO2, quando e onde for apropriado, pelo menos um gás adicional, e o intermediário de cerveja é conduzido através de um sistema repleto de abafadores e de deflexões.
[038] Devido a quantidade de abafadores e deflexões, uma grande área de superfície se torna disponível e a mistura é sempre quebrada outra vez e é agitada localmente, de tal maneira que o CO2 e, quando e onde for apropriado, 0 pelo menos um gás adicional, é/são ligado (s) ao intermediário de cerveja. O uso de uma gaseificação com uma grande área de superfície é particularmente vantajoso uma vez que por meio disto, uma distribuição finamente efervescente do ácido carbônico e, quando e onde apropriado for, do pelo menos um gás adicional no intermediário de cerveja e daí, portanto, no produto final, a cerveja, se torna algo possível. Adicionalmente, uma formação de bolhas no intermediário de cerveja durante a operação de gaseificação é prevenida o mais que possível, ou é reduzida enormemente. Uma gaseificação que é adequada para o uso em uma implementação da presente invenção é, por exemplo, um carbonatador de material bruto conforme é revelado na patente alemã DE 10 160 397 AL, ou uma gaseificação com material sólido conforme descrito na patente alemã DE 10 2006 014 814, o conteúdo dos quais é aqui incorporado por referência em sua totalidade.
[039] Testes demonstraram que a cerveja produzida de acordo com os processos aqui descritos não difere, nem a partir do ponto de vista de gosto, paladar ou a partir do ponto de vista de consistência ou características óticas, a partir da cerveja que tem sido produzida de acordo com o processo do estado da técnica.
[040] De acordo com um aspecto adicional do processo, o uso de uma gaseificação para produzir cerveja é proporcionado. No caso da gaseificação que é usada, é uma questão a qual gaseificação de um líquido misturado com CO2 e, quando e onde apropriado for, pelo menos um gás adicional é conseguido por meio de uma grande área de superfície, por exemplo, conforme descrito na patente alemã DE 10 160 397 AL ou na patente alemã DE 10 2006 014 814,. No curso do uso, o intermediário de cerveja livre de CO2 ou pobre em CO2 misturado com CO2 e, quando e onde apropriado for, com pelo menos um gás adicional, o qual foi produzida após a etapa (a) do processo aqui mencionado, passa por uma gaseificação. Como um resultado disto, o CO2 e, quando e onde apropriado for, o pelo menos um gás adicional é, são ligado (s) ao intermediário de cerveja o qual, como um resultado, deixa a ação de gaseificação como uma cerveja. Uma grande área de superfície quando da gaseificação, pode ser conseguida por meio de grânulos de quartzo ou por meio de um material poroso, em particular, um material sinterizado, trançado, fibroso ou acolchoado.
[041] A Tabela 1 a seguir reproduz um fluxograma do processo de produção em uma representação esquemática.Tabela 1: Processo de Produção
[042] A representação esquemática descreve, de uma maneira em etapa por etapa, o processo de mudança para a produção de cerveja. A Coluna 1 contém o número da etapa. Na segunda coluna, os dispositivos/as instalações que são típicas de cada etapa são definidas. A terceira coluna descreve o estado do produto no início do Etapa, a próxima coluna elucida as operações do processo de engenharia, e a coluna final reproduz o estado final típico dos Etapas do produto.
[043] Etapa 1: Fermentação secundária. A produção mudada inicia com a fermentação secundária. Isto ocorre de uma maneira razoavelmente convencional com um tanque de contra pressão (1 a), ou alternativamente a fermentação secundária ocorre sem o tanque de contra pressão (1b). O resultado é, no caso de (1 a), uma cerveja não filtrada com o conteúdo final de ácido carbônico (cerca de 5 - 6 g de CO2 por kg de cerveja), ou, no caso do (1b), uma cerveja não filtrada com cerca de 3 - 4 g de CO2 por kg de cerveja. De acordo com as propriedades físicas de ligação de CO2, isto resulta em uma cerveja sem contra pressão a cerca de 0 °C.
[044] Etapa 2: Filtragem. A filtragem ocorre, mas não com todas as cervejas. A mesma serve para remover as partículas de pasta fluida e as células de levedura. A razão é o desejo do consumidor por um produto claro e brilhante. O resulto é, no caso de (2 a), uma cerveja filtrada, ou no caso de (2b), um intermediário de cerveja filtrado com, em cada uma das ocasiões, o conteúdo imutável de CO2.
[045] Etapa 3: Descarbonatação. Independente do fato de uma fermentação secundária (Etapa 1) proceder depois de (1 a) ou (1b), ou se a filtragem (Etapa 2) proceder depois de (2 a) ou (2b), o conteúdo de CO2 agora tem que ser removido, exceto para um máximo de 1 g de CO2 por kg de cerveja. Esta quantidade resulta a partir da pressão máxima permitida/tolerada dos barris de estoque (no caso de um recipiente de caixa forrada com saco, um máximo de 0.5 bar). Também, em temperaturas altas de até 80 °C, esta pressão não deve ser obtida. O resultado da descarbonatação e um intermediário de cerveja pobre em CO2 ou até mesmo um intermediário de cerveja virtualmente livre de CO2 (no caso de filtragem, filtrado; de outra maneira, não filtrado).
[046] Também é, alternativamente, proporcionado uma descarbonatação com uma filtragem subsequente. (Inter mudança dos Etapas 2 e 3). O resultado depois do Etapa 3 seria sempre um intermediário de cerveja pobre em CO2 ou até mesmo um intermediário de cerveja virtualmente livre de CO2.
[047] Etapa 4: Armazenagem. Pelas razões de tempo de vida estocada, o intermediário de cerveja, independente se for filtrado ou não, será pasteurizado com o auxílio de um aquecimento relâmpago imediatamente antes do estoque. O intermediário de cerveja é subsequentemente carregado em um recipiente adequado (por exemplo, uma caixa forrada com um saco). Por causa da baixa pressão máxima, o recipiente não é sujeito ao Druckbehãlerverordnung (diretivos alemães para recipientes com pressão). O resultado é um intermediário de cerveja estocado, o qual ainda está localizado na cervejaria.
[048] Etapa 5: Venda/Transporte. O intermediário de cerveja estocado é agora vendido pela cervejaria e é transportado para o cliente. Isto também pode ser realizado, por exemplo, por serviço de entrega de pacotes. O resultado é um intermediário de cerveja estocado, o qual é finalmente localizado nos endereços ou locais dos clientes.
[049] Etapa 6: Venda no varejo com gaseificação, em particular, carbonatação. Neste Etapa, pela adição de CO2, o produto final, a cerveja, é gerada a partir do intermediário de cerveja. O que é importante é o fato que o ácido carbônico é ligado a cerveja. O produto final não pode ser distinto a partir de cerveja que foi produzida e comercializada de uma maneira clássica. O resultado deste Etapa é uma cerveja bem acabada, fresca e servida por meio de uma torneira no copo do consumidor. De acordo com uma realização alternativa, o intermediário de cerveja pode, adicionalmente a gaseificação com CO2, ser gaseificada com pelo menos um gás adicional.
[050] O fluxograma a seguir mostra uma primeira realização de uma estrutura esquemática de uma instalação de distribuição (operação durante a Tabela 1 /Etapa 6).
[051] 1. [Intermediário de cerveja estocado mantido na residência ou local do consumidor no porão (adega) ou refrigerado]
[052] 2. Refrigerador de fluxo contínuo (se houver um)
[053] 3. Bomba
[054] 4. Garrafa de CO2
[055] 5. Válvula de mistura
[056] 6. [Mistura de intermediário de cerveja/CCh]
[057] 7. Carbonatador
[058] 8. Espiral
[059] 9. Refrigerador de espera (se houver um)
[060] 10 Torneira de rosca
[061] 11 [Cerveja finalizada no copo]
[062] 4. Intermediário de cerveja estocado no endereço ou localdo cliente
[063] O intermediário de cerveja é armazenado no endereço ou local do cliente, preferencialmente em um refrigerador. O intermediário de cerveja é contido em um recipiente que não é sujeito ao Druckbehãlterverordnung, por exemplo, um recipiente do tipo uma caixa forrada com saco. Tipicamente, o recipiente é armazenado onde os barris de tambor (de acordo com o atual estado da técnica) também são armazenados.
[064] 5. Refrigerador de fluxo contínuo
[065] O intermediário de cerveja ainda é refrigerado, particularmente quando o mesmo não é armazenado em um refrigerador. Com este propósito, pode ser feito o uso de um refrigerador de fluxo contínuo convencional, o qual encontra-se, frequentemente, presente no local.
[066] 6. Bomba
[067] A bomba aspira o intermediário de cerveja para for a do recipiente através do refrigerador de fluxo contínuo e subsequentemente pressiona o mesmo através do restante da instalação de distribuição. Alternativamente, a bomba também pode ser instalada a montante do refrigerador de fluxo contínuo (2). Neste caso, o intermediário de cerveja é então pressionado através do refrigerador de fluxo contínuo e não é aspirado. Com o propósito de proporcionar o intermediário de cerveja, uma bomba de membrana, por exemplo, pode ser empregada, a qual pode ser operada pelo CO2 a partir da garrafa de CO2 (4). Alternativamente, ar comprimido também pode ser empregado. Com o auxílio de uma bomba, não apenas o intermediário de cerveja é alimentado para a válvula de mistura (5), mas o intermediário de cerveja e, em um curso mais adiante, a mistura de intermediário de cerveja/CCh (6) são proporcionados através de toda a instalação de distribuição até a torneira de rosca. A pressão proporcionada na saída da bomba pode quantificar, por exemplo, 6.0 bar. Devido a este fator de uma pressão proporcionada comparativamente alta, a absorção de CO2 no carbonatador (7) é favorecida.
[068] 7. Garrafa
[069] A garrafa de CO2 tem a função de alimentar CO2 com o propósito de carbonatar o intermediário de cerveja. A mesma também pode ser usada adicionalmente com o propósito de operar a bomba.
[070] 8. Válvula de mistura
[071] Aqui, o intermediário de cerveja e o ácido carbônico a partir da garrafa de CO2 são ajuntados. Todavia, a ligação só ocorre posteriormente no carbonatador (7). Uma concentração final de CO2 no produto final, cerveja (11), de 5 - 7 g de CO2 por kg de cerveja é preferida. A pressão de CO2 para adicionar e misturar o CO2 ao intermediário de cerveja deve ser mais alta do que a pressão proporcionada do intermediário de cerveja, a qual é gerada a partir da bomba (3). Uma diferença de pressão de cerca de 0.2 bar provou ser algo favorável quando dos ensaios. Com uma pressão proporcionada de 6 bar, a pressão de CO2 consequentemente chega a 6.0 bar. Devido à razão da diferença entre a pressão de CO2 e a pressão comunicada, uma mistura de CO2 e de intermediário de cerveja na válvula de mistura se torna algo possível. A válvula de mistura exibe um bocal fino, através do qual o gás de CO2 é fluído. Se a torneira de servir da instalação de distribuição (10) é acionada e um líquido (ou melhor, cerveja) é servido, então, devido a este bocal fino, uma queda de pressão de CO2 ocorre na válvula de mistura. O bocal fino previne contra um pós-fluxo repentino e ilimitado de CO2. Na válvula de mistura, a pressão do CO2 consequentemente cai abaixo da pressão proporcionada do intermediário de cerveja. Daí, portanto, o líquido flui na válvula de mistura de tal maneira que uma mistura com o gás de CO2 agora ocorre.
[072] 9. Mistura de intermediário de cerveja/CCh
[073] A mistura consistindo de um intermediário de cerveja e do ácido carbônico alimentado flui quando da gaseificação, aqui no carbonatador (7).
[074] 10. Carbonatador
[075] A mistura de intermediário de cerveja/CC>2 (6) é alimentada quando da gaseificação. Conforme acima explicado, uma ação de gaseificação com uma grande área de superfície é algo preferivelmente empregado, por exemplo, um carbonatador de material bruto ou uma gaseificação com um material sólido, sobre o qual o ácido carbônico é capaz de combinar com o intermediário de cerveja. Depois de passar através da ação de gaseificação, o ácido carbônico mistura-se com o intermediário de cerveja e é ligado ao mesmo. Consequentemente, a cerveja termina a ação de gaseificação.
[076] 11. Espiral
[077] A cerveja penetra em um espiral, onde a redução de pressão é efetuada. Conforme acima especificado, a pressão comunicada é comparativamente alta, todavia, uma pressão a partir de 2 bar a 2.5 bar prevalece de uma forma típica. A redução em pressão é desempenhada com o auxílio de uma espiral tendo um número variado de voltas.
[078] 12. Refrigerador de espera
[079] Um refrigerador de espera é opcionalmente proporcionado com o objetivo de prevenir com que a cerveja aqueça quando do caminho para a torneira de servir. A necessidade da refrigeração de espera depende das circunstâncias do local em questão.
[080] 13. Torneira de servir
[081] A cerveja é agora alimentada para a torneira de servir da instalação de distribuição. Na torneira de servir, um assim chamado de compensador é ordinariamente proporcionado, com o qual a pressão da tubulação é reduzida.
[082] 14. Produto finalizado no copo
[083] Uma cerveja fresca e servida por meio de uma torneira como um produto final flui para fora da torneira de servir no copo do cliente.
[084] A seguir, um fluxograma mostra um desenho adicional de uma instalação de distribuição (estrutura esquemática) (operação durante a Tabela 1/Etapa 6).
[085] 1. [Intermediário de cerveja estocado na residência ou local do cliente no porão (adega) ou refrigerado]
[086] 2. Refrigerado de fluxo continuo (se houver um)
[087] 3. Bomba
[088] 4a. Garrafa de CO2
[089] 4b. Garrafa de N2
[090] 5. Válvula de mistura
[091] 6. Mistura de intermediário de cerveja/CO2/N2
[092] 7. Gaseificação
[093] 8. Compensador
[094] 9. Refrigeração de espera (se houver uma)
[095] 10. Torneira de servir
[096] [cerveja produto final no copo]
[097] Para uma elucidação mais detalhada, referência é feita a partes similares da descrição acima mencionada.
[098] 4. Garrafa de CO2 (4a) e Garrafa de N2 (4b)
[099] A garrafa de CO2 tem a função de alimentar 0 CO2 com 0 propósito de carbonatar o intermediário de cerveja. A mesma também pode ser usada adicionalmente com o propósito de operar a bomba. Na garrafa de N2 nitrogênio é armazenado por meio de um gás adicional. Alternativamente, CO2 e nitrogênio também pode ser proporcionado por meio de uma mistura final com uma razão de mistura desejada e pode ser disponibilizada em uma única garrafa. Aqui podemos citar como exemplo Biogon (CO2 /N2 = 30 /70).
[100] 5. Válvula de mistura
[101] Aqui, 0 intermediário de cerveja, 0 ácido carbônico a partirda garrafa de CO2, e o nitrogênio a partir da garrafa de N2 são ajuntados. Todavia, uma ligação ocorre apenas posteriormente quando da ação de gaseificação (7). No que diz respeito a detalhes adicionais, referência é feita à descrição acima mencionada.
[102] 6. Mistura de intermediário de cerveja/CO2/N2
[103] A mistura consistindo do intermediário de cerveja, do ácidocarbônico alimentado e o nitrogênio alimentado flui quando da ação de gaseificação (7).
[104] 7. Ação de gaseificação
[105] A mistura de intermediário de cerveja/CO2/N2 (6) é alimentada quando da ação de gaseificação. Depois de passar através da ação de gaseificação, o ácido carbônico e o nitrogênio são misturados com o intermediário de cerveja e são ligados aos mesmos. Consequentemente, a cerveja misturada com o nitrogênio deixa a ação de gaseificação.
[106] 8. Compensador
[107] Ao invés de um espiral, neste desenho um compensador é proporcionado com o objetivo de conseguir uma redução em pressão. Chama-se atenção ao fato que em ambos: nesta realização exemplar e naquela acima, quaisquer meios adequados podem ser empregados com os quais uma redução em pressão possa ser implementada. O espiral e o compensador são exemplos destes tais meios.