BRPI0621512A2 - aplicador portátil para estimulação de colágeno - Google Patents

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BRPI0621512A2
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BRPI0621512-2A
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Ernestine Binder Markoll
Richard Markoll
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Ernestine Binder Markoll
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Abstract

APLICADOR PORTáTIL PARA ESTIMULAçãO DE COLáGENO. A presente invenção refere-se a um aplicador portátil para terapia de sinal de pulsação que compreende um corpo de suporte (10) e pelo menos duas disposições de geração de sinal (30) que são dispostas sobre ou no corpo de suporte (10). As pelo menos duas disposições de geração de sinal (30) são conectadas em série, e cada uma das pelo menos duas disposições de geração de sinal (30) compreende pelo menos duas unidades de geração de sinal (20), que são conectadas em paralelo.

Description

Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "APLICADOR PORTÁTIL PARA ESTIMULAÇÃO DE COLÁGENO".
DESCRIÇÃO
CAMPO DA INVENÇÃO
A presemte invenção refere-se a um aplicador portátil a ser usa- do para terapia de sinal pulsado no tratamento de alterações da pele; devido a, por exemplo, envelhecimento da pele ou lesões relativas à queima, e, es- pecialmente, um aplicador portátil para uso em terapia de sinal pulsado para estimulação de regeneração de colágeno.
É, portanto, essencial que campos magnéticos pulsados sejam aplicados em pontos corpóreos corretos a uma intensidade adequada e na freqüência adequada por um determinado período de tempo, de modo que o tecido contendo colágeno do corpo seja estimulado.
ANTECEDENTES DA INVENÇÃO
A pele humana consiste em várias camadas: a cutícula (epider- me), o cório (derme) e a hipoderme (tecido subcutâneo). A pele é limitada pela fáscia corpórea geral, que consiste em fibras de colágeno. Após a fás- cia se segue - dependendo da região corpórea - ou a musculatura, os ossos, a cartilagem ou a gordura. O cório é uma camada da pele elástica, que é composta, em grande parte, das proteínas estruturais colágeno e elastina. Contém, entre outras coisas, uma rede densa de fibras de colágeno, que são carregadas com tecido conectivo elástico. A cartilagem é um tecido de su- porte, que consiste em células de cartilagem (condrócitos) ricas em água e substâncias intracelulares. A matriz extracelular da cartilagem consiste em 60 a 80% de água. A substância intracelular é composta de substâncias bá- sicas (proteoglicanos e glucoproteínas) e fibras (colágenos). Os proteoglica- nos, as glucoproteínas e os colágenos são produzidos pelos condrócitos. Os colágenos constroem uma rede, na qual os proteoglicanos e as glucoproteí- nas são armazenados e fixados.
Existem vários tipos de colágenos. Todos os colágenos têm em comum que são construídos de três cadeias de polipeptídios, que são germi- nados entre si, na forma de uma hélice tripla. As moléculas de colágenos dos tipos I, II, III, V e VI, que são chamados "colágenos fibrilares", têm estru- turas moleculares similares. As moléculas de colágenos dos tipos IX, XII e XIV, denominados "colágenos associados a fibrilas" contêm domínios de hélices triplas, que são descontinuadas pelos domínios de não-colágenos.
Os vários tipos de moléculas de colágenos são significativamente diferentes. As moléculas de colágenos do tipo V têm uma baixa concentração de alani- na, mas uma alta concentração de aminoácidos alcalinos. Também se ali- nham por si mesmas com os tetrâmeros. O tipo VIII é uma protease forte. O tipo IX é encontrado na superfície de colágeno do tipo II. As moléculas de colágenos dos tipos XI são hélices triplas pequenas com alongamentos glo- bulares muito extensos. As moléculas de colágenos do tipo VII têm uma área de domínio de terminal N com três dedos, similares aos tipos de colágenos XII e XIV.
A estrutura das diferentes camadas de pele varia com o aumen- to da idade. As respectivas camadas de pele ficam mais finas, as camadas de gordura diminuem, e as proteínas estruturais do cório decompõem; essas mudanças são visíveis como rugas.
No estado atual da tecnologia, há processos conhecidos para o tratamento de pele enrugada ou envelhecida, tal como a descoloração da pele por terapia de campo magnético. Esse processo é descrito, por exem- plo, na Patente U.S. 5.669.868, que nomeia R. Markoll como o inventor.
Durante esse processo, a pele é exposta a um campo magnético inferior a 20 gauss. O campo magnético é produzido por um sinal pulsado, com uma forma de onda retangular. A produção de colágeno é estimulada pela aplicação do campo magnético. Na Patente U.S. 5.669.868, o campo magnético é produzido por uma bobina anular, dentro da qual a parte corpó- rea ser tratada é posicionada.
SUMÁRIO DA INVENÇÃO
Um dos desafios da invenção é proporcionar um aplicador portá- til, para uso em terapia de sinal pulsado que propicia uma estimulação mais efetiva de regeneração de colágeno do que os dispositivos já disponíveis.
Esse desafio é resolvido pelo aplicador portátil com os aspectos descritos na reivindicação 1.
A invenção é baseada na idéia que uma maior área de tratamen- to seja proporcionada precisamente nos pontos nos quais a estimulação de regeneração de colágeno é necessária. De acordo com esse aspecto, a pre- sente invenção compreende um aplicador portátil tendo um corpo de suporte e pelo menos duas disposições de geração de sinal, que são colocadas no ou sobre o corpo de suporte. Essas pelo menos duas disposições de gera- ção de sinal são conectadas em série, e cada uma das duas disposições compreende pelo menos duas unidades de geração de sinal, que são conec- tadas em paralelo.
Por meio do aplicador e de acordo com a invenção, um maior campo de tratamento pode ser proporcionado precisamente nas partes do corpo nas quais a regeneração de colágeno é necessária. As partes do cor- po carentes de tratamento não têm que ser colocadas necessariamente dire- tamente entre a bobina e uma "almofada oposta". Isso significa que as duas bobinas opostas, entre as quais a parte do corpo a ser tratada seria coloca- da, não são mais necessárias. O aplicador da presente invenção propicia, portanto, um uso mais efetivo e direcionado dos campos magnéticos nas partes corpóreas relevantes.
Além do mais, vantajosamente, o aplicador portátil pode ser facil- mente transportado, em um estojo ou carro, por exemplo. Para a fixação a- dequada na parte corpórea desejada, o aplicador pode apresentar elemen- tos adicionais para sua fixação, tais como tiras, correias, fitas adesivas, prendedores de gancho e laço, e assim por diante.
Cada disposição de geração de sinal do aplicador portátil com- preende, de preferência, três unidades de geração de sinal conectadas em paralelo. Uma conexão paralela das três unidades de geração de sinal é es- pecialmente benéfica, porque esse número permite uma ótima distribuição de campo entre as unidades de geração de sinal, o que garante um uso oti- mizado do aplicador.
Bobinas providas de núcleo são preferivelmente usadas como unidades de geração de sinal. Otimamente, as bobinas devem ser alinhadas perpendicularmente, com os seus eixos longitudinais, na estrutura superficial do corpo de suporte, para garantir uma grande profundidade de penetração do campo magnético na pele.
De acordo com uma concretização preferida, as unidades de geração de sinal produzem um campo magnético pulsante de menos de 25 gauss (G), de preferência, de 10-20 gauss. Com intensidades de campo dessa ordem, pode-se garantir que o campo magnético seja suficientemente forte para penetrar na camada de gordura abaixo da cartilagem. Desse mo- do, as células da cartilagem e do tecido (conectivo) são estimuladas efeti- vãmente pelo campo magnético aplicado, e a produção de colágeno é auto- maticamente co-estimulada.
As unidades de geração de sinal vão ser, de preferência, embu- tidas em um corpo protetor. Uma concretização preferida compreende o cor- po protetor sendo colocado diretamente sobre as unidades de geração de sinal, na forma de uma cobertura. Em outra concretização preferida, o corpo protetor é construído como uma tampa, que cobre as unidades de geração de sinal.
De preferência, o corpo protetor vai ser envolvido em um reves- timento, feito, de preferência, de um material biologicamente compatível. Um revestimento - que é, a parte do aplicador portátil que toca diretamente no corpo - feito de um material compatível com a pele é particularmente preferí- vel. Especialmente, o revestimento deve ser constituído de Neoprene®. De acordo com outra concretização preferida, o revestimento é feito de látex.
O corpo de suporte vai ser feito, de preferência, de um gel iso- lante, no qual as disposições de geração de sinal são embutidas. O uso de um gel proporciona uma adaptabilidade ótima à forma das partes corpóreas a serem tratadas.
De acordo com uma concretização preferida, o corpo de suporte vai ser maleável. De preferência, o corpo de suporte vai ser adaptável e as- sumir a forma da parte corpórea a ser tratada. Considerou-se projetar o cor- po de suporte de um modo que fosse adaptável ao tratamento do pescoço e das áreas superiores do tórax. De acordo com outra concretização preferida, o corpo de suporte é moldado como uma máscara facial. Projetando-se o aplicador como uma máscara facial, as áreas enrugadas ou propensas a enrugamento de uma pessoa podem ser expostas diretamente ao campo magnético, obtendo-se, desse modo, uma estimulação particularmente eficiente de regeneração de colágeno.
De preferência, o corpo de suporte é construído em várias par- tes. Uma concretização preferida compreende o corpo de suporte como du- as partes simétricas. Em uma concretização especialmente preferida, as vá- rias partes do corpo de suporte são flexíveis e/ou conectadas elasticamente entre si. Desse modo, um ótimo encaixe da máscara vai ser garantido, inde- pendentemente das diferentes formas faciais de várias pessoas. Além do mais, a conexão flexível ou elástica das partes do corpo de suporte vai aper- feiçoar o seu manuseio. A máscara pode ser, por exemplo, encurvada ou dobrada, de modo que não toma muito espaço em transporte ou armazena- mento.
Um dos usos da invenção é caracterizado pelos aspectos apre- sentados na reivindicação 12. Esse aspecto da invenção diz respeito espe- cialmente ao uso do aplicador descrito acima para o tratamento cosmético de pele. O tratamento cosmético compreende o tratamento de manutenção de boa saúde e antienvelhecimento, bem como o tratamento cosmético de ferimentos e cicatrizes.
Outro possível uso da invenção é apresentado pelos aspectos da reivindicação 13. Esse aspecto da invenção diz respeito ao uso do apli- cador descrito acima no tratamento terapêutico de pele. O tratamento tera- pêutico de pele abrange, por exemplo, o tratamento de ferimentos e cicatri- zes para fins terapêuticos, por aceleração ou avanço da cicatrização de fe- rimentos ou formação de cicatrizes menores ou "mais lisas".
De preferência, a regeneração de colágeno dos tipos II, IX, Xl e X é estimulada beneficamente pelo uso do aplicador. A regeneração desses tipos de colágenos contribui particularmente para o aperfeiçoamento da apa- rência externa da pele. De acordo com a invenção, um dispositivo é caracterizado na reivindicação 15. De acordo com esse outro aspecto da invenção, um dispo- sitivo para terapia de sinal pulsado é proporcionado, que compreende o apli- cador descrito acima e um dispositivo para alimentação do sinal de controle (módulo de controle) para as unidades de geração de sinal. O aplicador e o módulo de controle devem ser preferivelmente proporcionados como uma unidade compacta, única, isto é, o aplicador é firmemente conectado ao mó- dulo de controle e/ou aplicador, e o módulo de controle é proporcionado co- mo uma unidade integral dentro de um alojamento comum. Essa unidade pode ser colocada em um estojo ou um carro para facilidade de transporte. Outra possibilidade é que o módulo de controle seja destacável do aplicador. Além disso, nesse possível projeto, o dispositivo pode ser proporcionado em um estojo ou carro para facilidade de transporte.
De preferência, o sinal de controle vai ser uma voltagem de fluxo constante, com uma taxa máxima de 30 pulsos por segundo, particularmente de 1 a 12 pulsos por segundo, especialmente, de 5 a 12 por segundo, e uma forma de pulso retangular com um aumento abrupto e uma imersão abrupta em voltagem. A voltagem é, de preferência, 24 V.
Beneficamente, o módulo de controle vai reduzir a amplitude de pulso durante o período operacional e aumentar a quantidade de pulsos du- rante o período operacional.
Outras concretizações e aperfeiçoamentos benéficos da e para a invenção são descritos nas reivindicações dependentes. A invenção inclui também projetos, que são combinações de aspectos, listados separadamen- te nas reivindicações, figuras e descrição da invenção.
BREVE DESCRIÇÃO DAS FIGURAS
Em seqüência, a invenção é descrita, de um modo puramente exemplificativo, com figuras em anexo, nas quais:
a figura 1 é uma ilustração esquemática de uma primeira concre- tização do aplicador de acordo com a invenção;
a figura 2 é uma ilustração esquemática das ligações da primeira concretização descrita na figura 1; a figura 3 é uma ilustração esquemática de uma segunda con- cretização do aplicador de acordo com a invenção;
a figura 4 é uma ilustração esquemática de uma modificação na segunda concretização;
a figura 5 é uma ilustração esquemática das ligações da segun- da concretização do aplicador, mostrado na figura 4, de acordo com a inven- ção;
a figura 6 é uma vista lateral da terceira concretização do aplica- dor de acordo com a invenção;
a figura 7 é uma vista de topo da terceira concretização do apli- cador de acordo com a invenção; e
a figura 8 é uma ilustração esquemática das ligações da terceira concretização descrita na figura 7.
DESCRIÇÃO DETALHADA DOS PROJETOS PREFERIDOS
De acordo com a invenção, o aplicador portátil compreende um corpo de suporte 10 e pelo menos duas disposições de geração de sinal 30, que são colocadas no ou sobre o corpo de suporte 10, como é mostrado par- ticularmente no exemplo da figura 1. As pelo menos duas disposições de geração de sinal 30 são conectadas em série, e cada uma das pelo menos duas disposições de geração de sinal 30 compreende pelo menos duas uni- dades de geração de sinal 20, que são conectadas em paralelo. Por meio do uso das duas disposições para geração de sinal 30, conectadas em série, que, de novo, incluem pelo menos duas unidades de geração de sinal 20 cada, conectadas em paralelo, uma estimulação mais efetiva de regenera- ção de colágeno é obtida do que com os métodos atualmente em uso. O aplicador, de acordo com a invenção, propicia um maior campo de tratamen- to - isto é, um campo magnético mais firmemente focalizado ou localizado e mais intenso - pode ser aplicado nos pontos precisos, nos quais a estimula- ção de regeneração de colágeno é necessária.
De preferência, os campos magnéticos das unidades de geração de sinal únicas 20 se sobrepõem entre si, com o que a distância entre as unidades de geração de sinal únicas é adaptada para os usos respectivos delas. Em virtude da sobreposição, os campos magnéticos individuais vão ser amplificados, e fica impossível produzir um forte campo magnético den- tro de um pequeno espaço com as unidades de geração de sinal de peque- nas dimensões. A invenção não é, no entanto, limitada ao uso no qual os campos magnéticos das unidades de geração de sinal 20 devem se sobre- por entre si. Quando e se adequado, as respectivas unidades de geração de sinal 20 podem ser colocadas bem distantes entre si, de um tal modo que os campos magnéticos não se sobrepõem. Em geral, as unidades de geração de sinal 20 são colocadas bem distantes entre si, durante um tratamento longo da pele, e mais próximas, durante um tratamento pontual. Um trata- mento longo da pele pode ser considerado, por exemplo, para o tratamento cosmético ou terapêutico de cicatrizes. Uma cicatriz pode ser considerada como uma "célula" única, e o seu tratamento vai requerer um campo magné- tico mais amplo, isto é, um campo magnético menos concentrado. A concre- tização 1 da presente invenção, descrita abaixo em mais detalhes, é um a- plicador particularmente adequado para tratamentos longos.
Por outro lado, quando há muitas "células" dentro de uma pe- quena área, tal como abaixo dos olhos, um campo magnético puntiforme, isto é, um campo magnético muito concentrado, é um tratamento mais ade- quado. As concretizações 2 e 3, descritas abaixo em mais detalhes, são e- xemplos de projetos para um tratamento concentrado ou muito localizado e intensivo, de acordo com a invenção. Esses projetos exemplificativos mos- tram que as unidades de geração de sinal 20 podem ser colocadas de acor- do com as necessidades da parte corpórea a ser tratada (consultar, por e- xemplo, as figuras 4, 6 e 7). Por exemplo, as unidades de geração de sinal 20 são colocadas muito próximas entre si na área abaixo dos olhos, porque essas áreas tem muitas células dentro de um pequeno espaço, enquanto que na testa as unidades de geração de sinal 20 são posicionadas mais dis- tantes entre si, porque essa área contém uma menor concentração de célu- las.
A distância entre as unidades de geração de sinal pode ser, por- tanto, adaptada à construção estrutural da superfície da pele a ser tratada, e, portanto, aos requisitos de tratamento particulares. Além do mais, a distância das unidades de geração de sinal pode ser selecionada de acordo com se uma sobreposição dos campos magnéticos das respectivas unidades de ge- ração de sinal é desejada, e quão grande deve ser o tamanho da sobreposi- ção. Quando uma sobreposição dos campos magnéticos das unidades de geração de sinal individuais é desejada, as propriedades das unidades de geração de sinal usadas, tais como tamanho e intensidade dos campos magnéticos, devem ser consideradas. A distância preferida entre as unida- des de geração de sinal individuais vai ser entre 0,5 vez (por exemplo, para a área abaixo dos olhos) e 3 vezes o diâmetro de uma unidade de geração de sinal (por exemplo, a área da testa). Uma pessoa versada na técnica vai entender que a distância entre as unidades de geração de sinal únicas pode variar, de acordo com os requisitos e tipo da bobina usada.
Apresenta-se abaixo uma série de descrições detalhadas das concretizações preferidas, de acordo com a invenção e em relação às figu- ras em anexo.
Concretização 1
A figura 1 é uma ilustração esquemática de um primeiro projeto do aplicador portátil de acordo com a invenção. Nesse projeto, o aplicador é maleável (aplicador superficial). O aplicador superficial contém um corpo de suporte 10 e uma multitude de unidades de geração de sinal 20. Um disposi- tivo para controlar a alimentação do sinal de controle das unidades de gera- ção de sinal é também proporcionado, mas não mostrado na figura 1. Para fixação adequada nas partes corpóreas desejadas, o aplicador pode ser do- tado com os prendedores usuais, tais como tiras, correias, fitas adesivas, prendedores de gancho e laço, e assim por diante.
O corpo de suporte 10, mostrado na figura 1, é constituído de uma placa de circuito flexível com uma forma retangular. O material do corpo de suporte 10 e a sua forma não são limitados ao projeto mostrado na figura 1.0 corpo de suporte 10 pode ser constituído de qualquer material adequa- do e pode ser moldado em qualquer forma adequada, de modo a ser, inde- pendente da parte corpórea a ser tratada. O corpo de suporte maleável 10 pode ser proporcionado, por exemplo, como um retângulo com cantos arre- dondados, uma forma oval ou uma forma moldada como rim. A forma pode ser adaptada à parte corpórea na qual o corpo de suporte 10 vai ser disposto ou envolvido, para garantir uma aplicação ótima do corpo de suporte 10 na respectiva parte corpórea. Quando o corpo de suporte é constituído de um material duro, pode ser construído em várias partes, para propiciar uma me- lhor adaptabilidade à forma da respectiva parte corpórea. Essas partes po- dem ser conectadas entre si por meio de juntas ou outras disposições, tais como tiras, prendedores de gancho e laço, etc. O aplicador maleável tam- bém pode ser usado em áreas tais como o pescoço e parte superior do tó- rax.
O material do qual o corpo de suporte 10 é constituído pode ser duro, bem como flexível e/ou elástico. Além da placa de circuito flexível ilus- trada na figura 1, também outras placas de circuito rígidas e/ou duras, mate- riais e tecidos flexíveis e/ou elásticos, unidades maleáveis feitas de borra- cha, bem como as suas combinações, podem ser considerados. De prefe- rência, o corpo de suporte vai ser feito de Neoprene®. Outros materiais pre- feridos para o corpo de suporte 10 incluem látex e materiais sintéticos, tais como GRP, PP e/ou PVC. Ainda uma outra possibilidade é construir o corpo de suporte de uma massa gelatinosa. Isso significa que as unidades de ge- ração de sinal ou as bobinas de tratamento vão ser, de preferência, embuti- das sem uma máscara, que vai ser, de preferência, moldada como a parte corpórea a ser tratada, que vai ser enchida com um gel isolante, eletrica- mente similar àquele usado para o tratamento da área do olho. Nesse caso, o corpo de suporte vai ser especialmente adaptável à forma da parte corpó- rea a ser tratada. Dependendo do material usado para o corpo de suporte 10, as unidades de geração de sinal 20 vão ser colocadas no corpo de su- porte 10 ou embutidas no corpo de suporte 10.
Para melhor proteger as unidades de geração de sinal 20 contra fatores externos (mecânicos, térmicos e/ou químicos), essas unidades po- dem ficar dentro de um corpo de suporte (não ilustrado), ou, alternativamen- te, circundadas pelo dito corpo de suporte. O corpo de suporte pode cobrir uma ou mais unidades de geração de sinal 20 e ser construído, por exemplo, na forma de uma tampa que é fixável nas unidades de geração de sinal 20. O termo "corpo protetor" compreende todos os materiais adequados para a proteção das unidades de geração de sinal 20, incluindo, por exemplo, tinta protetora e outros materiais de revestimento.
O corpo de suporte 10 pode ser coberto ou, alternativamente, revestido. O revestimento (não ilustrado) do corpo de suporte 10 pode ser de camada única ou multicamada. O revestimento pode consistir, por exemplo, em três camadas, com o que uma camada adicional de um material maleá- vel, adaptável para as partes corpóreas a serem tratadas (por exemplo, flui- do, gel, espuma, etc.), pode ser colocada entre uma camada de cobertura interna e uma externa. Os materiais adequados para o revestimento do cor- po de suporte 10 incluem, mas não são limitados a: pano, tecidos, Neopre- ne®, borracha, materiais sintéticos tais como GRP, PP e/ou PVC, bem como qualquer combinação desses materiais. Uma vez que o revestimento vai fi- car em contato direto com a pele do paciente, o material do revestimento deve ser particularmente compatível com a pele.
Em princípio, há dois tipos de bobinas: as bobinas de ar e as bobinas de núcleo. As bobinas de ar não têm qualquer núcleo condutor magnético para amplificar o campo magnético e proporcionar muito pouca indutância. Para conduzir as indutâncias aplicáveis com baixa resistência interna, as bobinas com uma grande seção transversal de fio são necessá- rias, mas essas não são adequadas para os fins do presente pedido de pa- tente. As bobinas relativamente pequenas, com um núcleo feito de um mate- rial magnetizável (tal como ferrita ou pó de ferro), que obtém uma grande indutância, são as preferidas para uso em aplicações de promoção de boa saúde / antienvelhecimento, como as unidades de geração de sinal 20; esse tipo de núcleo multiplica a indutância da bobina.
A forma estrutural da unidade de geração de sinal 20 é, de pre- ferência, estacionária / radial. Cada bobina individual pode ter, por exemplo, os seguintes valores característicos: 10.000 μΗ, ± 10% de tolerância, a uma freqüência de teste de 10 kHz, um máximo de 0,08A de corrente contínua a 20°C. Para garantir uma grande profundidade de penetração dos campos magnéticos abaixo da camada de pele mais profunda, isto é, abaixo da fás- cia, as bobinas devem ser orientadas ao longo dos seus eixos longitudinais verticalmente para a estrutura superficial do corpo de suporte.
O dispositivo para alimentação do sinal de controle (não ilustra- do) para as unidades de geração de sinal 20 vão ser, de preferência, um módulo de controle com os seguintes dados técnicos: entrada de 100 - 200 V de corrente alternada, 50 - 60 Hz, consumo máximo de energia 2,2A; saí- da de 24 V de corrente contínua, um máximo de -30 Hz. O projeto externo do módulo de controle, isto é, o seu quadro, pode ser modelado para ser adaptado às necessidades específicas. Quando o módulo de controle é por- tátil, pode também apresentar, por exemplo, um cabo de condução adicional. No caso de um módulo de controle, que seja planejado para ser integrado em uma unidade de módulo juntamente com outros módulos, o seu quadro pode compreender dispositivos adicionais para sua fixação na unidade de módulo.
A figura 2 é uma ilustração esquemática da ligação por fios do aplicador superficial mostrado na figura 1. O dispositivo para alimentação do sinal de controle também não é ilustrado na figura 2. Nessa concretização, quarenta e oito unidades de geração de sinal 20 são posicionadas na placa de suporte 10. Três unidades de geração de sinal 20 formam uma disposi- ção de geração de sinal 30, de modo que, nessa concretização, há um total de dezesseis unidades de geração de sinal 30 proporcionadas. As três uni- dades de geração de sinal 20 de uma disposição de geração de sinal 30 são conectadas em paralelo, e todas as disposições de geração de sinal 30 são conectadas em série. Embora essa concretização particularmente preferida se refira à disposição de geração de sinal 30 de três unidades de geração de sinal 20, uma pessoa versada na técnica vai entender que as disposições de geração de sinal 30 podem ter uma quantidade diferente de unidades de geração de sinal 20. É possível conceber versões nas quais as disposições de geração de sinal 30 compreendem duas, quatro ou mais unidades de ge- ração de sinal. Na ilustração esquemática da figura 2, o aplicador superficial é dividido em duas partes conectáveis. Em cada lado, uma conexão A ou B é colocada. Uma conexão comum C é também proporcionada. Embora seja mostrado na figura 2, as diferentes partes não precisam ter o mesmo núme- ro de disposições de geração de sinal 30. Um cabo de conexão para a cone- xão elétrica do aplicador maleável com o módulo de controle pode - por meio do revestimento preferivelmente existente do corpo de suporte - ser adicio- nado em qualquer local que seja usado para as conexões A, B e C no corpo de suporte 10.
De acordo com a invenção, as unidades de geração de sinal 20 produzem um campo magnético de menos de 25 gauss em intensidade, de preferência, entre 10-20 gauss. A intensidade do campo magnético resul- tante é medida nos lados do aplicador, que se supõe que estejam voltados para o corpo, e diminui em relação à distância para o aplicador.
Concretização 2
O projeto do aplicador mostrado na figura 3 é especialmente concebido para tratamento facial, de acordo com a invenção. As partes i- guais e similares àquelas da concretização 1, mostradas nas figuras 1 e 2, são marcadas com o mesmo sinal de referência. Além do mais, apenas as diferenças entre as duas concretizações são descritas. Em relação às simila- ridades entre os dois projetos em termos de função e forma, referir-se à des- crição da concretização 1, apresentada acima.
Na ilustração esquemática da concretização 2 na figura 3, o apli- cador (máscara facial) apresenta um corpo de suporte 10, dividido por uma linha de partição I em uma metade de face direita 1 e uma metade de face esquerda 2. De preferência, cada metade 1, 2 da máscara facial vai ter oito disposições de geração de sinal 30 conectadas em série, cada uma delas composta de três unidades de geração de sinal 20 conectadas em paralelo. Isso significa que cada lado 1, 2 da máscara facial tem 24 unidades de gera- ção de sinal 20 e, desse modo, há 48 unidades de geração de sinal 20 na máscara facial no total. As unidades de geração de sinal são colocadas para a estimulação pontual de áreas enrugadas ou propensas a enrugamento da face. A disposição das unidades de geração de sinal 20 no corpo de suporte 10 é tal que quando a máscara é aplicada, as unidades de geração de sinal 20 são posicionadas diretamente nas áreas enrugadas ou propensas a en- rugamento da face da pessoa em tratamento.
As metades de face 1, 2 ilustradas são desiguais em tamanho de acordo com essa concretização, mas podem ter também as mesmas di- mensões (consultar, por exemplo, a figura 4). A máscara facial ilustrada na figura 3 é construída em peça única. Os possíveis materiais para o corpo de suporte e para um eventual corpo protetor e/ou revestimento já foram discu- tidos na descrição da concretização 1.
A máscara facial ilustrada na figura 3, bem como outros possí- veis projetos de máscaras faciais ainda a serem discutidos, vai ser, de prefe- rência, feita de um material sintético, tal como um plástico reforçado com vidro (GRP), tingido. A produção pode seguir a técnica monocoque, na qual o espaço vazado entre os invólucros com as unidades de geração de sinal 20 coladas e conectadas é enchido com uma espuma de poliuretano (PU) de componente único, para estabilização da forma / invólucros. Os processos produtivos preferidos das máscaras incluem estiramento profundo e molda- gem por injeção.
A máscara facial ilustrada na figura 4 é uma modificação da con- cretização 2, mostrada na figura 3. Como é visível na figura 4, uma linha de partição II divide a máscara facial em uma a metade da face direita 1 e uma metade da face esquerda. 2. De preferência, ambas as metades 1, 2 vão ter o mesmo tamanho, isto é, a mesma área superficial. No entanto, as duas metades de face 1, 2 podem ter também diferentes tamanhos. Várias unida- des de geração de sinal 20 vão ser posicionadas em cada metade de face 1, 2. No projeto ilustrado na figura 4, as unidades de geração de sinal 20 são dispostas simetricamente no corpo de suporte 10, em relação à linha de par- tição II. Isso significa que cada metade de face 1, 2 tem oito disposições de geração de sinal 30 compreendendo três unidades de geração de sinal 20 cada, posicionadas simetricamente em relação à linha de partição II. A dis- posição das unidades de geração de sinal 20 individuais pode ser adaptada para necessidades individuais; uma disposição assimétrica ou uma disposi- ção com um número diferente de unidades de geração de sinal 20, em cada metade de face 1, 2, é possível.
A máscara mostrada na figura 4 é construída em várias partes, diferentemente do projeto apresentado na figura 3. A máscara ilustrada tem duas partes, mas o número de partes desse projeto não é necessariamente limitado a dois. As duas partes da máscara - ou ambas as metades de más- cara 1,2- podem ser articuladas entre si, para garantir um encaixe ótimo e um fácil manuseio da máscara. O termo "articuladas", como usado no pre- sente relatório descritivo, inclui todos os tipos de conexões propiciando rota- ção, batimento, dobramento ou ação pivotante das diferentes partes entre si, em uma ou mais direções. Qualquer meio conhecido de possibilidades de conexão pode ser considerado para esse fim, incluindo juntas, articulações, pinos pivotantes, etc. Para a disposição de múltiplas partes, não apenas as conexões articuladas únicas, mas, alternativamente ou além delas, também conexões elásticas, tais como faixas, tiras e outros agentes ou materiais e- lásticos podem ser considerados para a conexão das metades de face nas e/ou nas suas áreas de interface.
As máscaras faciais da concretização 2, ilustradas nas figuras 3 e 4, compreendem, de acordo com a invenção, três conexões A, B e C cada, para proporcionar uma conexão a um módulo central (não ilustrado). A co- nexão A é proporcionada para as unidades de geração de sinal 20 da meta- de de face direita 1 da máscara facial. A conexão B é proporcionada para as unidades de geração de sinal 21 da metade de face esquerda 2 e a conexão C é uma conexão comum. A figura 5 ilustra um exemplo esquemático da ligação com fios do projeto de máscara facial ilustrado na figura 4, de acordo com a invenção.
Como é visível na figura 5, a máscara facial, de acordo com a invenção, inclui em cada lado 1, 2 da máscara oito disposições de geração de sinal 30 conectadas em série, cada uma com três unidades de geração de sinal 20 conectadas em paralelo. Em uma conexão paralela de três uni- dades de geração de sinal 20, a distribuição de campo entre as unidades de geração de sinal 20 é ótima. Além do mais, todas as três unidades de gera- ção de sinal 20 de uma disposição de geração de sinal 30 têm, de preferên- cia, a mesma indutância, de modo que todas as três unidades de geração de sinal 20, conectadas em paralelo, têm a mesma voltagem. Como é mostrado na figura 5, todas as unidades de geração de sinal 20, posicionadas no cor- po de suporte 10, têm a mesma indutância. Portanto, a mesma quantidade de eletricidade escoa em ambas as metades de face 1, 2, porque há um número igual de unidades de geração de sinal 20 em cada metade de face 1,2.
Concretização 3
As figuras 6 e 7 ilustram diferentes vistas da concretização 3 do aplicador, de acordo com a invenção. De modo similar à concretização 2, a concretização 3 é também para tratamento facial. No entanto, a máscara facial da concretização 3 é planejada para um campo de tratamento mais amplo, como vai ser descrito em mais detalhes abaixo. As partes iguais e similares àquelas da concretização 2, mostradas nas figuras 3, 4 e 5, são identificadas com o mesmo sinal de referência. Além do mais, apenas as diferenças entre os dois projetos são descritas. Com relação às similarida- des entre os dois projetos em termos de função e forma, referir-se à descri- ção da concretização 2 acima.
A figura 6 ilustra uma vista lateral da máscara facial de acordo com a concretização 3. Em particular, a figura 6 mostra apenas a metade direita 1 de uma máscara, colocada na face de uma pessoa. A figura 7, por outro lado, ilustra a máscara facial, de acordo com a concretização 3, em vista de topo, e ambas as metades de face 1, 2 são mostradas. De modo similar à concretização 2, descrita acima, a concretização 3 pode ser tam- bém construída como uma ou várias partes. No caso de uma máscara multi- parte (consultar a figura 7) ser selecionada, as partes individuais podem ser conectadas entre si por meio de articulações e/ou elementos elásticos (não ilustrados). Por meio da disposição multiparte da máscara e das conexões articuladas e/ou elásticas das partes individuais da máscara, pode-se garan- tir os seus encaixe e facilidade de manuseio ótimos. Além do mais, uma construção do corpo de suporte 10 das me- tades direita e esquerda 1, 2, como várias partes e usando diferentes mate- riais, pode ser considerada. A seção externa de cada metade de face 1, 2, na qual 12 unidades de geração de sinal 20 adicionais são colocadas, pode ser construída de um material diferente daquele usado para a seção interna de cada metade de face 1, 2, na qual as outras 48 unidades de geração de sinal 20 são colocadas. Outra possibilidade seria construir a seção interna ou externa de um material elástico, para fixá-lo depois na outra seção. Isso garantiria um ótimo encaixe da máscara facial, sem que se tenha conexões articuladas ou elásticas adicionais entre as partes individuais.
Além das 48 unidades de geração de sinal 20 da concretização 2, a concretização 3 contém 24 unidades de geração de sinal 20 adicionais. As unidades de geração de sinal 20 adicionais estão - vistas da parte inter- mediária da máscara - fora das linhas pontilhadas nas figuras 6 e 7. Quatro disposições de geração de sinal 30 são posicionadas em cada metade de face 1, 2 em um corpo de suporte 10. As disposições de geração de sinal 30 compreendem três unidades de geração de sinal 20 cada. A concretização 3 do aplicador, de acordo com a invenção, amplia o campo de tratamento, de modo que as bordas da área facial podem ser diretamente expostas a um campo magnético, para obter um tratamento mais efetivo.
A figura 8 ilustra uma demonstração esquemática das ligações com fio do projeto 3, apresentado na figura 7. Como pode-se observar na figura 8, a máscara facial com um campo de tratamento mais amplo é dividi- da em três setores conectados. Como é o caso com o projeto 2, o projeto 3 apresenta também as conexões AeB para cada parte das disposições de geração de sinal 30. Cada uma dessas disposições de geração de sinal 30 é igual à quantidade de disposições de geração de sinal 30 da máscara facial da concretização 2, isto é, as conexões AeB são proporcionadas para as 48 unidades de geração de sinal 20. Para o campo de tratamento mais am- pio, uma conexão comum C é proporcionada para as outras 24 unidades de geração de sinal 20, isto é, as 12 unidades de geração de sinal 20 em cada metade de face 1, 2. A ligação dessa conexão com o módulo de controle não é ilustrada.
Uso do aplicador de acordo com a invenção
A descrição abaixo do uso do aplicador (ou dispositivo) portátil e dos seus projetos para o tratamento cosmético de pele é dada meramente em um modo exemplificativo, de acordo com a invenção.
O termo "tratamento cosmético de pele", como usado no presen- te relatório descritivo, se refere a tratamentos para boa saúde e antienvelhe- cimento, bem como o tratamento cosmético de ferimentos e cicatrizes. O termo "tratamento para boa saúde", como usado no presente relatório des- critivo, se refere a, entre outros usos, um tratamento cosmético da pele para aperfeiçoar a sensibilidade da pele e obter uma cútis mais lustrosa. O termo "tratamento antienvelhecimento", como usado no presente relatório descriti- vo, se refere a, entre outros usos, um tratamento cosmético da pele para a redução de profundidade de ruga e aumento do retesamento e firmeza da pele. Em geral, um tratamento antienvelhecimento cosmético vai produzir uma aparência mais limpa e mais retesada da pele. Além do mais, os trata- mentos cosméticos de ferimentos e cicatrizes, bem como de descoloração da pele, são considerados como usos do aplicador, de acordo com a inven- ção. O termo "descoloração de pele" se refere à descoloração natural de pele, tal como provocada por, por exemplo, pontos de fígado, bem como descoloração de pele resultante de trauma, tais como hematomas, contu- sões ou em conseqüência de operações cirúrgicas ou outras. O tratamento cosmético é adequado para todas as idades. As pessoas mais velhas, em particular, apresentam usualmente menos músculo, de modo que uma força de energia máxima pode ser transmitida para as partes corpóreas tratadas.
Para o tratamento cosmético de pele, isto é, para a estimulação de regeneração de colágeno, são usados sinais eletromagnéticos. Uma cor- rente contínua modulada por impulso, pulsada, na qual a freqüência é entre 1 e 30 Hz e a intensidade de campo é menor do que 25 gauss, de preferên- cia, entre 10 e 20 gauss, produz os sinais eletromagnéticos. Por meio de tratamento cosmético da pele com o aplicador portátil, de acordo com a in- venção, particularmente, a regeneração dos tipos de colágenos II, IX, Xl e X deve ser estimulada.
De acordo com a invenção, um dispositivo para uso em terapia de sinal pulsado é proporcionado. Esse dispositivo compreende um aplica- dor, como descrito acima em detalhe, e um controlador para a alimentação do sinal de controle (módulo de controle) às unidades de geração de sinal. Uma concretização preferida considera o aplicador e o módulo de controle como uma unidade compacta. Nesse caso, o aplicador é estreitamente co- nectado ao módulo de controle; podem ser, por exemplo, aparafusados con- juntamente, e/ou o aplicador e o módulo de controle podem ser uma unidade integral dentro de um quadro comum. O módulo pode ser proporcionado em um estojo ou carro, para facilidade de transporte.
De acordo com uma outra concretização preferida, o módulo de controle é destacável do aplicador. Essa concretização pode ser também proporcionada dentro de um estojo ou carro, para facilidade de transporte.
Durante o período operacional, o módulo de controle vai alimen- tar as unidades de geração de sinal 20 com um sinal de controle, em que o sinal de controle é uma corrente modulada por impulso pulsada, com uma taxa de no máximo 30 pulsos por segundo, de preferência, 1 a 12 pulsos por segundo, e, particularmente, 5 a 12 pulsos por segundo, e apresenta uma forma de pulso com um aumento abrupto e uma queda abrupta em volta- gem. Na medida em que o tempo operacional passa, a amplitude de pulso vai diminuir e a quantidade de pulsos vai aumentar. O termo "amplitude de pulso", como usado no presente relatório descritivo, se refere à duração do pulso, enquanto que "quantidade de pulsos" se refere ao número de pulsos por unidade de tempo, em que os dados são apresentados, respectivamen- te, por lado de conexão.
De preferência, um tratamento cosmético vai durar em torno de uma hora por sessão, em que o tempo total do tratamento vai compreender de 9 a 12 sessões. Otimamente, a liberação de um sinal de controle ocorre em um período de 1 hora, em que nos primeiros cinco minutos a maior am- plitude de pulso e a menor quantidade de pulsos vão ser liberadas; do sexto ao décimo minuto, uma menor amplitude de pulso e uma maior quantidade de pulsos são liberadas; e do décimo primeiro ao décimo sexto minuto, a mais baixa amplitude de pulso e a mais alta quantidade de pulsos são libe- radas. Otimamente, a amplitude de pulso do primeiro ao quinto minuto vai ser entre 40 - 25 ms, e, de preferência, 35-30 ms; do sexto ao décimo mi- nuto de 30 - 20 ms, e, de preferência, 26-22 ms; e do décimo primeiro até o décimo sexto minuto de 20 - 10 ms, e, de preferência, 17-13 ms. A quanti- dade de pulsos vai ser do primeiro até o quinto minuto de 5 a 8, e, em parti- cular, 6; do sexto ao décimo minuto de 8 a 10, em particular, 9; e do décimo primeiro até o décimo sexto minuto de 10 a 12, em particular, 11. Por meio do comportamento antidrômico da amplitude de pulso e da quantidade de pulsos ao longo do tempo, o denominado ciclo operacional se estende até um máximo ao longo do tempo; o máximo do ciclo operacional aparece, em particular, entre o sexto e o décimo minuto.
O ciclo operacional indica a proporção de período de estado ati- vado (duração de pulso) para a duração do ciclo de um sinal retangular. O valor resultante, multiplicado por 100%, dá o ciclo operacional em percentu- al. Em um projeto preferido, o ciclo operacional é do primeiro até o quinto minuto de 15 - 21%, em particular, 17-20%; do sexto ao décimo minuto de 20-25%, em particular, 21 - 23%; e do décimo primeiro até o décimo sexto minuto de 14 - 20%, em particular, 15-17%.
A temperatura da pele é ligeiramente aumentada devido ao campo magnético produzido, mas não a um ponto no qual o calor da pele fica desconfortável. Os valores da temperatura medida na superfície da pele registrados após dois tratamentos de uma hora cada com a máscara facial do projeto 2 da presente invenção são, por exemplo, os seguintes: lábio su- perior intermediário de cerca de 33°C, bochechas direita e esquerda de cer- ca de 32°C, testa intermediária de cerca de 30°C.
O uso do aplicador descrito acima para fins terapêuticos foi tam- bém considerado. O termo "tratamento terapêutico da pele", como usado no presente relatório descritivo, pode compreender o tratamento de ferimentos e cicatrizes para fins terapêuticos, tal como a aceleração ou promoção da cicatrização de ferimentos, ou o desenvolvimento de cicatrizes menores ou "mais lisas". O tratamento terapêutico de pele não é limitado aos exemplos descritos acima, e pode compreender todos os tipos de tratamento de pele para fins terapêuticos, em que a estimulação de regeneração de colágeno pode ter efeitos positivos na aparência da pele ou processo de cicatrização.
Além dos benefícios cosméticos e terapêuticos mencionados acima da invenção no tratamento de pele, o aplicador (ou dispositivo) portátil é igualmente adequado para uma série de outros usos médicos. Pode ser usado, por exemplo, no tratamento das seguintes doenças: osteoporose, síndrome de túnel cárpico, tendinite, fraturas de cone fresco, e fraturas induzidas por tensão, necrose asséptica, fibromialgia, síndrome de Morton, queimaduras graves, epilepsia, enxaqueca, e assim por diante.
As concretizações descritas acima são meros exemplos e a in- venção não é de modo algum limitada a elas. A finalidade da presente in- venção é definida como apresentado nas reivindicações que se seguem.

Claims (18)

1. Aplicador portátil para terapia de sinal pulsado, com um corpo de suporte (10); pelo menos duas disposições de geração de sinal (30), que são posicionadas sobre ou no corpo de suporte (10), por meio do que as pelo menos duas disposições de geração de sinal (30) são conectadas em série, e cada uma das pelo menos duas disposições de geração de sinal (30) inclui pelo menos duas unidades de geração de sinal (20), que são conectadas em paralelo.
2. Aplicador portátil de acordo com a reivindicação 1, onde cada disposição de geração de sinal (30) inclui três unidades de geração de sinal (20) conectadas em paralelo.
3. Aplicador portátil de acordo com a reivindicação 1 ou 2, em que as ditas unidades de geração de sinal (20) são bobinas providas de nú- cleo.
4. Aplicador portátil de acordo com qualquer uma das reivindica- ções anteriores, onde as unidades de geração de sinal (20) produzem um campo magnético pulsado com intensidade do campo inferior a 25 G.
5. Aplicador portátil de acordo com qualquer uma das reivindica- ções anteriores, onde as unidades de geração de sinal (20) são embutidas em um corpo protetor.
6. Aplicador portátil de acordo com qualquer uma das reivindica- ções anteriores, onde o corpo de suporte (10) é envolvido por um revesti- mento.
7. Aplicador portátil de acordo com a reivindicação 6, onde o corpo de suporte (10) é um gel isolante, no qual as disposições de geração de sinal (30) estão embutidas.
8. Aplicador portátil de acordo com qualquer uma das reivindica- ções anteriores, onde o corpo de suporte (10) é maleável.
9. Aplicador portátil de acordo com qualquer uma das reivindica- ções 1 a 7, onde o corpo de suporte (10) é construído como uma máscara facial.
10. Aplicador portátil de acordo com a reivindicação 8 ou 9, onde o corpo de suporte (10) é construído em várias partes.
11. Aplicador portátil de acordo com a reivindicação 101 onde as várias partes do corpo de suporte (10) são conectadas entre si de maneira articulada e/ou elástica.
12. Uso de um aplicador como definido em qualquer uma das reivindicações 1 a 11 para o tratamento cosmético da pele.
13. Uso de um aplicador como definido em qualquer uma das reivindicações 1 a 11 para o tratamento terapêutico da pele.
14. Uso de acordo com a reivindicação 12 ou 13, por meio do qual a regeneração do colágeno de tipos II, IX, Xl e X é estimulada.
15. Dispositivo para terapia de sinal pulsado, com um aplicador como definido em qualquer uma das reivindicações 1 a 11 e um dispositivo para alimentação do sinal de controle para as unidades de geração de sinal (20).
16. Dispositivo de acordo com a reivindicação 15, por meio do qual o sinal de controle é uma tensão em corrente contínua pulsada com taxa máxima de 30 pulsos por segundo, preferivelmente de 1 a 12 pulsos por segundo e, mais preferivelmente, de 5 a 12 pulsos por segundo, e é uma forma de pulso retangular com um aumento e uma queda abruptos de ten- são.
17. Dispositivo de acordo com a reivindicação 16, por meio do qual o módulo de controle reduz a amplitude do pulso durante todo o tempo de operação e aumenta a quantidade de pulsos durante todo o tempo de operação.
18. Dispositivo de acordo com qualquer uma das reivindicações -15 a 17, onde o módulo de controle é destacável do aplicador.
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