(54) Título: DISPOSITIVO DE TENSIONAMENTO DE SUTURA E KIT DE APLICAÇÃO E
ADMINISTRAÇÃO DE SUTURA (51) Int.CI.: A61B 17/06; A61B 17/12; A61B 17/04 (30) Prioridade Unionista: 02/05/2006 US 11/381,183 (73) Titular(es): JOHNSON & JOHNSON (72) Inventor(es): MARK S. ORTIZ; THOMAS E. ALBECHT; FREDERICK E. SHELTON IV (85) Data do Início da Fase Nacional: 02/05/2007
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Relatório Descritivo da Patente de Invenção para DISPOSITIVO DE TENSIONAMENTO DE SUTURA E KIT DE APLICAÇÃO
E ADMINISTRAÇÃO DE SUTURA.
Campo da Invenção [001] A presente invenção refere-se a, de modo geral, a métodos e dispositivos para a manutenção da tensão sobre um comprimento de sutura.
Antecedentes da Invenção [002] A obesidade severa é um grande risco de saúde que pode diminuir a expectativa de vida e dá surgimento a um número de outras doenças associadas, inclusive a origem de doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes e artrite severa. Diversos procedimentos cirúrgicos podem ser realizados no sentido de ajudar no tratamento da obesidade. O procedimento mais comum é o procedimento de redução do estômago, no qual as paredes gástricas opostas são presas ou grampeadas entre si de modo a reduzir o volume do estômago de um paciente. Em termos mais específicos, o estômago é dividido por uma série de grampos ou prendedores que se estendem verticalmente por cerca de 6,35 centímetros (2,5 polegadas) de modo a criar uma bolsa de estômago menor. A saída da bolsa para o estômago maior limita a quantidade de alimento que o estômago pode reter e reduz a taxa de esvaziamento gástrico.
[003] Alguns procedimentos de redução de estômago utilizam uma série de prendedores que são acoplados por meio de uma sutura usada para apertar e puxar o tecido amarrado. Os prendedores acoplados à sutura oferecem a vantagem de permitir que os prendedores sejam aplicados em cada parede do estômago separadamente, e, em seguida, apertados usando a sutura depois de o dispositivo de aplicação de prendedor ser removido. A fim de aplicar grampos, por outro lado, devem ser criadas dobras em cada parede a fim de encaixar e
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2/15 puxar o tecido, o que requer que os grampos sejam inseridos através de quatro paredes de tecido.
[004] Embora os prendedores acoplados à sutura tendam a ser mais vantajosos que os grampos, folga ou alças de sutura em excesso podem se formar enquanto o cirurgião fixa os prendedores às paredes opostas do estômago. Para um procedimento de redução do estômago ser bem sucedido, a sutura deve ser bem apertada a fim de unir as paredes do estômago de modo que o volume reduzido do estômago do paciente possa ser mantido. Se alguma folga ou alças frouxas de sutura estiverem presentes, o estômago se expandirá e o procedimento de redução não será eficaz. Sendo assim, o cirurgião deve manualmente manter a tensão sobre a sutura enquanto os prendedores são aplicados. Isto pode, contudo, ser difícil, uma vez que a maior parte dos dispositivos de liberação de prendedor tende a precisar das duas mãos para operar.
[005] Por conseguinte, existe a necessidade de métodos e técnicas para o tensionamento de um comprimento de sutura.
Sumário da Invenção [006] São providos métodos e dispositivos para o tensionamento de um comprimento de sutura. Em uma modalidade, um dispositivo de tensionamento de sutura é provido tendo uma bobina disposta em torno de um cubo, um elemento de polarização associado à bobina, e uma roda disposta em torno da bobina e tendo uma sutura enrolada em volta da mesma. A roda é móvel entre uma posição encaixada na qual a roda gira com a bobina de tal modo que o elemento de polarização polarize a bobina de modo a manter a tensão sobre a sutura, e uma posição desencaixada na qual a bobina gira independente da roda a fim de liberar a tensão aplicada à sutura.
[007] Embora possam ser usadas várias técnicas para movimentar a roda entre as posições encaixada e desencaixada, em uma moPetição 870180044646, de 25/05/2018, pág. 6/26
3/15 dalidade a roda pode ser configurada de modo a deslizar lateralmente com relação à bobina de modo a se mover entre as posições encaixada e desencaixada. A bobina pode incluir flanges opostos formados em volta das bordas laterais opostas da mesma, e a roda pode ser móvel lateralmente entre os flanges opostos. O dispositivo pode incluir ainda um mecanismo de liberação que é móvel entre uma primeira posição na qual o mecanismo de liberação polariza a roda na direção da bobina para a posição encaixada, e uma segunda posição na qual o mecanismo de liberação é afastado da roda de modo a permitir que a roda se movimente para a posição desencaixada. O mecanismo de liberação pode ser, por exemplo, um clipe dotado de saliências formadas sobre as extremidades opostas. As saliências podem ser posicionadas entre a roda e a bobina quando o clipe se encontra na primeira posição, e as mesmas podem ser espaçadas da roda e da bobina quando o clipe se encontra na segunda posição. Em uma modalidade exemplar, o clipe é disposto de maneira alternativa móvel em torno de um alojamento disposto em torno da roda e da bobina e contendo o cubo no mesmo, e as saliências sobre as extremidades opostas do clipe podem se estender para as aberturas formadas no alojamento. [008] O dispositivo pode incluir ainda pelo menos um mecanismo de encaixe formado sobre a roda e bobina de modo a emparelhar a roda e a bobina quando a roda se encontra na posição encaixada. O mecanismo de encaixe pode ser, por exemplo, pelo menos um dente formado sobre pelo menos uma dentre a roda e a bobina, e uma pluralidade de dentes formados sobre a outra uma dentre a roda e a bobina. Os dentes podem ser posicionados de modo a se encaixarem entre si quando o mecanismo de liberação polariza a roda na direção da bobina.
[009] O elemento de polarização pode ter também uma variedade de configurações, mas, em uma modalidade, o elemento de polarizaPetição 870180044646, de 25/05/2018, pág. 7/26
4/15 ção pode ser uma mola disposta entre o cubo e a bobina. A mola pode ter uma primeira extremidade acoplada ao cubo e uma segunda extremidade acoplada à bobina. O cubo pode ser formado dentro de um alojamento disposto em torno da roda e tendo uma abertura formada no mesmo para o recebimento da sutura através da mesma.
[0010] Em uma outra modalidade, um kit de aplicação e administração de sutura é provido e inclui um dispositivo de sutura configurado para liberar uma sutura em um sítio cirúrgico, e um dispositivo de tensionamento de sutura configurado para aplicar tensão à sutura conforme a sutura é estendida a partir do dispositivo de tensionamento de sutura. O dispositivo de tensionamento de sutura pode incluir ainda um mecanismo de liberação eficaz para liberar a tensão aplicada à sutura sem estender ainda mais a sutura. Embora possam ser usados vários dispositivos de sutura, em uma modalidade, o dispositivo de sutura pode incluir um finalizador configurado para aplicar pelo menos um prendedor ao tecido. A sutura pode ser aplicada aos prendedor(es). O dispositivo de tensionamento pode opcionalmente ser configurado para se acoplar ao dispositivo de sutura.
[0011] São providos ainda métodos de tensionamento de sutura, e, em uma modalidade, o método pode incluir a extensão de um primeiro comprimento de sutura a partir de um dispositivo de administração de sutura. O dispositivo de administração de sutura pode aplicar tensão ao primeiro comprimento de sutura conforme a sutura é estendida. O método pode incluir ainda a atuação de um mecanismo de liberação sobre o dispositivo de administração de sutura a fim de liberar a tensão aplicada ao primeiro comprimento de sutura sem estender ainda mais a sutura. Em uma outra modalidade, após a atuação do mecanismo de liberação, um segundo comprimento de sutura pode ser estendido a partir do dispositivo de administração de sutura, e o dispositivo de administração de sutura pode aplicar tensão ao segundo
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5/15 comprimento de sutura conforme o segundo comprimento de sutura é estendido. A tensão aplicada ao segundo comprimento de sutura é de preferência proporcional a um comprimento do segundo comprimento de sutura.
[0012] Em uma outra modalidade, os dispositivos de administração de sutura podem incluir uma bobina carregada à mola e uma roda disposta em torno da bobina e tendo a sutura enrolada em volta da mesma, e a extensão da sutura pode girar a roda e a bobina de modo a carregar a bobina carregada à mola de tal modo que uma tensão seja aplicada à sutura. A atuação do mecanismo de liberação pode ser também eficaz no sentido de fazer com que a roda se desencaixe da bobina carregada à mola de modo a permitir que a bobina carregada à mola se desenrole e libere a tensão sobre a sutura sem estender ainda mais a sutura. O método pode incluir ainda a liberação de uma extremidade dianteira da sutura em um sítio cirúrgico, e, opcionalmente, a aplicação de pelo menos um prendedor tendo a sutura acoplada ao mesmo ao tecido.
Breve Descrição dos Desenhos [0013] A presente invenção será mais totalmente entendida a partir da descrição detalhada a seguir, tomada em conjunto com os desenhos em anexo, nos quais:
[0014] A figura 1A é uma vista lateral de uma modalidade exemplar de um dispositivo de administração de sutura;
[0015] A figura 1B é uma vista em perspectiva lateral do dispositivo da figura 1A mostrando um alojamento removido do dispositivo; [0016] A figura 1C é uma vista explodida do dispositivo da figura 1A:
[0017] A figura 2A é uma vista em perspectiva de uma bobina do dispositivo das figuras 1A a 1C;
[0018] A figura 2B é uma vista em perspectiva de uma roda do
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6/15 dispositivo das figuras 1A a 1C;
[0019] A figura 2C é uma vista ampliada da roda da figura 2B disposta sobre a bobina da figura 2A, mostrando a roda em uma posição desencaixada;
[0020] A figura 3 é uma vista em perspectiva de uma outra modalidade de uma roda para uso com o dispositivo das figuras 1A a 1C; [0021] A figura 4 é uma vista em perspectiva de uma sutura e agulha do dispositivo das figuras 1A a 1C;
[0022] A figura 5 é uma vista em perspectiva de um alojamento do dispositivo das figuras 1A a 1C;
[0023] A figura 6 é uma vista em perspectiva de um elemento de polarização do dispositivo das figuras 1A a 1C; e [0024] A figura 7 é uma vista em perspectiva de um mecanismo de liberação do dispositivo das figuras 1A a 1C.
Descrição Detalhada da Invenção [0025] Certas modalidades exemplares serão a seguir descritas de modo a prover um entendimento geral dos princípios, da estrutura, da função, da fabricação, e do uso dos dispositivos e métodos aqui apresentados. Um ou mais exemplos destas modalidades são ilustrados nos desenhos em anexo. Os versados na técnica entenderão que os dispositivos e os métodos especificamente descritos no presente documento e ilustrados nos desenhos em anexo são modalidades exemplares não limitantes e que o escopo da presente invenção é tão somente definido pelas reivindicações. Os aspectos ilustrados ou descritos com relação a uma modalidade exemplar podem ser combinados aos aspectos de outras modalidades. Estas modificações e variações pretendem estar incluídas no escopo da presente invenção.
[0026] Vários métodos e dispositivos exemplares são providos para o tensionamento de sutura. Os métodos e dispositivos são particularmente úteis em aplicações de sutura cirúrgica, nas quais é desejáPetição 870180044646, de 25/05/2018, pág. 10/26
7/15 vel se manter a tensão sobre a sutura que é liberada, e ainda permitir que a tensão seja liberada conforme desejado sem retrair a sutura. Deste modo, quando a tensão é liberada, um comprimento de sutura estendida a partir do dispositivo pode permanecer estendido sem que nenhuma tensão seja aplicada ao mesmo. A tensão é aplicada apenas a qualquer comprimento adicional de sutura que é estendido a partir do dispositivo. A tensão aplicada à sutura é proporcional ao comprimento da sutura estendida a partir do dispositivo até que a tensão seja liberada e restabelecida.
[0027] As figuras 1A a 1C ilustram uma modalidade exemplar de um dispositivo de administração de sutura 10. Conforme mostrado, o dispositivo 10 de modo geral inclui uma roda 20 tendo uma sutura 30 disposta em volta da mesma. A roda 20 é montada de forma rotativa sobre uma bobina 40, que fica disposta dentro de um alojamento 50. O alojamento 50 inclui um cubo central formado no mesmo, e um elemento de polarização 60 disposto em torno do cubo central 52 e disposto dentro da bobina 40. O elemento de polarização 60 é acoplado entre o cubo central 52 e a bobina 40 de tal modo que o elemento de polarização 60 aplique uma força à bobina 40 conforme a bobina 40 gira dentro do alojamento 50. Em uso, a roda 20 é móvel entre uma posição encaixada na qual a roda 20 gira com a bobina 30 de tal modo que o elemento de polarização 60 polarize a bobina 40 de modo a manter a tensão sobre a sutura 30, e uma posição desencaixada na qual a bobina 40 pode girar independente da roda 20 a fim de liberar a tensão aplicada à sutura 30 estendida a partir do dispositivo 10. O dispositivo 10 pode incluir ainda um mecanismo de liberação 70 que é móvel entre uma primeira posição na qual o mecanismo de liberação 70 polariza a roda 20 na direção da bobina 30 para a posição encaixada, e uma segunda posição na qual o mecanismo de liberação 70 é afastado da roda 20 de modo a permitir que a roda 20 se movimente
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8/15 para a posição desencaixada.
[0028] A bobina 40 e a roda 20 são mostradas em mais detalhes nas figuras 2A e 2B, respectivamente. Em geral, a bobina 40 e a roda 20 são cada qual da forma de um elemento cilíndrico oco. A roda 20 tem um diâmetro interno dw que é apenas ligeiramente maior que um diâmetro externo ds da bobina 40 de tal modo que a roda 20 possa ser rotativamente disposta em volta e em contato com a bobina 40. A roda 20 tem ainda uma largura Ww configurada para assentar uma sutura enrolada em volta da mesma, de preferência múltiplas vezes. A largura Ww da roda 20 é ainda de preferência menor que uma largura Ws da bobina 40 de modo a permitir que a roda 20 deslize lateralmente com relação à bobina 40 entre uma posição encaixada, na qual a roda é encaixada com e gira com a bobina 40, e uma posição desencaixada, na qual a roda 20 e a bobina 40 podem girar independente uma da outra, conforme será apresentado em mais detalhe abaixo. A roda 20 e a bobina 40 podem incluir ainda outros aspectos de modo a facilitar o posicionamento da roda 20 em torno da bobina 40. Por exemplo, a figura 2A ilustra os flanges opostos 42, 44 formados em torno das bordas laterais opostas da bobina 40. A roda 20 pode então desligar lateralmente entre os flanges opostos 42, 44 sem se desligar para fora da bobina 40. A roda 20 pode incluir ainda os flanges opostos 22, 24 formados sobre a mesma. No entanto, os flanges 22, 24 sobre a roda 20 podem ser configurados de modo a facilitar o posicionamento da sutura em torno da roda 20, e, em particular, de modo a impedir que a sutura deslize para fora da roda 20 e se enrole diretamente em torno da bobina 40.
[0029] Conforme acima mencionado, a roda 20 pode deslizar lateralmente sobre a bobina 40 de modo a se movimentar entre uma posição encaixada e uma posição desencaixada. Várias técnicas podem ser usadas para emparelhar a roda 20 e a bobina 40 quando a roda 20
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9/15 se encontra na posição encaixada. Conforme mostrado nas figuras 2A e 2B, a roda 20 e a bobina 40 incluem, cada qual, uma pluralidade de dentes 24, 26 formados sobre a mesma. Em particular, a bobina 40 inclui uma pluralidade de dentes 46 formados sobre uma superfície voltada para dentro de um dos flanges, por exemplo, o flange 42, e a roda 20 inclui uma pluralidade de dentes 26 formados sobre uma borda voltada para fora de um dos flanges, por exemplo, o flange 22. Os dentes 26 sobre a roda 20 são configurados de modo a serem recebidos entre os dentes 46 sobre a bobina 40. Embora sejam mostrados múltiplos dentes sobre a roda 20 e a bobina 40, um dos elementos, por exemplo, a roda 20, pode incluir um único dente, e o outro elemento, por exemplo, a bobina 40, pode incluir uma pluralidade de dentes. A guisa de exemplo não limitante, a figura 3 ilustra uma modalidade alternativa de uma roda 20' tendo um único dente 26' formado sobre uma borda externa da mesma. Em uso, quando a roda 20 desliza lateralmente sobre a bobina 40 de modo a posicionar os dentes 26 sobre a roda 20 entre e em encaixe com os dentes 46 sobre a bobina 40, a roda 20 e a bobina 40 giram juntas de tal modo que a tensão seja aplicada em qualquer comprimento de sutura estendida a partir da roda 20. Quando a roda 20 se movimenta para a posição desencaixada, conforme mostrado na figura 2C, a roda e a bobina 40 podem girar independentemente, permitindo assim que a tensão sobre um comprimento de sutura estendida a partir da roda 20 seja liberada e restabelecida. As técnicas exemplares para movimentar a roda 20 entre as posições encaixada e desencaixada serão apresentadas em mais detalhes abaixo com relação à figura 7.
[0030] A sutura 30 que é disposta em torno da roda 20 pode ter várias configurações e pode incluir uma extremidade dianteira que é configurada a ser aplicada diretamente ao tecido, ou é configurada de modo a se acoplar a um outro dispositivo ou a um implante, como, por
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10/15 exemplo, um prendedor. A figura 4 ilustra uma modalidade exemplar de uma sutura 30 que é configurada de modo a ser enrolada em torno da roda 20. Uma agulha 32 é mostrada acoplada a uma extremidade dianteira da sutura 30 de modo a suturar um tecido. Embora nãomostrada, em outras modalidades, a sutura 30 pode ser acoplada diretamente a um dispositivo de sutura.
[0031] A fim de aplicar tensão a um comprimento de sutura estendida a partir da roda 20, o dispositivo 10 pode incluir um elemento de polarização que é acoplado à bobina 40 que é configurada de modo a aplicar uma força de polarização à bobina 40 conforme a bobina 40 e a roda 20 giram. Embora várias técnicas de polarização possam ser usadas, em uma modalidade exemplar, o elemento de polarização pode ser acoplado entre o alojamento 50 e a bobina 40. O alojamento 50 é mostrado em mais detalhes na figura 5, e, conforme mostrado, o alojamento 50 possui uma configuração de modo geral cilíndrica com um interior oco que aloja a roda 20, a bobina 40, e o elemento de polarização. Um cubo central 52 é disposto no alojamento 50, e é configurado para assentar o elemento de polarização em torno do mesmo. Um elemento de polarização exemplar 60 é mostrado em mais detalhes na figura 6, e, conforme mostrado, o elemento de polarização 60 se encontra na forma de uma mola de força constante que é espiralada e inclui uma primeira extremidade interna 62 e uma segunda extremidade externa 64. A primeira extremidade interna 62 é configurada de modo a se acoplar ao cubo 52. Mais uma vez, com referência à figura 5, o cubo 52 inclui uma fenda 53 formada no mesmo para o alojamento de uma porção curvada sobre a primeira extremidade interna 62 do elemento de polarização 60. Outras técnicas de emparelhamento, como, por exemplo, por meio de adesivos, soldagem, etc., podem ser usadas para emparelhar a primeira extremidade interna 62 do elemento de polarização 60 ao cubo 52. Embora o elemento de polarização
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11/15 seja disposto em torno do cubo 52, o mesmo é também disposto dentro da bobina 40. Sendo assim, a segunda extremidade externa 64 do elemento de polarização 60 pode se emparelhar a uma superfície interna da bobina 40. Mais uma vez com referência à figura 2A, a bobina 40 inclui uma fenda 43 formada no mesmo para o alojamento de uma porção curvada sobre a segunda extremidade externa 64 do elemento de polarização 60. Novamente, outras técnicas de emparelhamento, como, por exemplo, por meio de adesivos, soldagem, etc., podem ser usadas para emparelhar a segunda extremidade interna 64 do elemento de polarização 60 à bobina 40.
[0032] Uma vez que o elemento de polarização 60 fica emparelhado entre o cubo 52 sobre o alojamento 50 e a bobina 40, a rotação da bobina 40 fará com que o elemento de polarização 60 se enrole e aperte. Como um resultado, o elemento de polarização 60 aplicará uma força de polarização à bobina 40. Sendo assim, a sutura 30 disposta em torno da roda 20 se estende a partir do dispositivo 10, e a roda 20 fica na posição encaixada de tal modo que a bobina 40 gire com a roda 20, o elemento de polarização 60 aplicará tensão à sutura 30. A tensão será substancialmente proporcional ao comprimento da sutura 30 estendida a partir do dispositivo 10. Quando a roda 20 se movimenta para a posição desencaixada, a bobina 40 fica livre para girar com relação à roda 20. O elemento de polarização 60, assim, fará com que a bobina 40 gire livre e retorne à sua posição original, de tal modo que o elemento de polarização 60 fique em um estado de repouso e nenhuma tensão é aplicada à sutura 30 estendida a partir do dispositivo 10. Quando a roda 20 se movimenta de volta para a posição encaixada, a tensão só será aplicada aos comprimentos adicionais da sutura estendida a partir do dispositivo 10. Sendo assim, o usuário poderá liberar a tensão a qualquer momento durante o uso do dispositivo 10 a fim de liberar uma quantidade predeterminada de sutura.
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12/15 [0033] A fim de movimentar a roda 20 entre as posições encaixada e desencaixada, o dispositivo 10 pode incluir um mecanismo de liberação que é acoplado ao alojamento. A figura 7 ilustra uma modalidade exemplar de um mecanismo de liberação na forma de um clipe 70 que se estende em torno de uma porção do alojamento 50. O clipe 70 inclui saliências expostas 72, 74 que se estendem para as aberturas opostas 54a, 54b formadas no alojamento 50. As aberturas 54a, 54b no alojamento 50 são mostradas na figura 5, e, conforme mostradas, são posicionadas sobre os lados opostos do alojamento 50. Cada abertura 54a, 54b pode ter um formato de modo geral alongado de modo a permitir que as saliências 72, 74 formadas sobre o clipe 70 se movimentem de forma deslizável dentro das aberturas 54a, 54b. Em uso, o clipe 70 pode se encaixar sob pressão em torno do alojamento 50 de tal modo que as saliências 72, 74 se posicionem dentro das aberturas 54a, 54b a fim de emparelhar o clipe 70 no alojamento 50. O clipe 70 pode deslizar na direção e para fora do alojamento 50 entre a primeira e segunda posições a fim de movimentar a roda 20 entre as posições encaixada e desencaixada. Em particular, quando o clipe 70 se posiciona a uma distância do alojamento 50, de tal modo que as saliências 72, 74 sejam puxadas para um lado das aberturas 54a, 54b, as saliências 72, 74 não contatarão a roda 20 e a bobina 40, permitindo que a roda 20 permaneça na posição desencaixada, na qual a roda 20 gira independente da bobina 40. Quando o clipe 70 se movimenta para o alojamento 50, as saliências 72, 74 deslizam para a outra extremidade das aberturas 54a, 54b e ficam cunhadas entre a roda 20 e a bobina 40. Em uma modalidade exemplar, as saliências 72, 74 se estendem entre a roda 20 e a bobina 40 sobre o lado oposto dos dentes 26, 46 sobre a roda 20 e a bobina 40. Como um resultado de as saliências 72, 74 ficarem cunhadas entre a roda 20 e a bobina 40, a roda 20 é forçada para a posição encaixada, na qual a roda 20 e a boPetição 870180044646, de 25/05/2018, pág. 16/26
13/15 bina 40 devem girar em conjunto. Em outras palavras, quando o clipe 70 se movimenta para o alojamento 50, o clipe 70 trava os dentes 26, 46 sobre a roda 20 e a bobina 40. Quando o clipe 70 é liberado e movimentado para fora do alojamento 50, a roda 20 fica livre para se movimentar para fora da bobina 40 para a posição desencaixada. A orientação dos dentes 26, 46 sobre a roda e/ou bobina 40 pode opcionalmente facilitar o movimento da roda 20 para fora da bobina 40 quando o clipe 70 é liberado. Por exemplo, os dentes 26, 46 podem ser angulados ou afunilados, conforme mostrados na figura 2C, de tal modo que a tensão aplicada à sutura 30 disposta em torno da roda 20 puxe a roda 20 para fora e fora de encaixe com a bobina 40. Em outras modalidades, o elemento de polarização pode ser usado para polarizar a roda 20 para a posição desencaixada, de modo que a roda 20 retorne automaticamente para a posição desencaixada quando o clipe 70 é liberado. O clipe 70 pode incluir ainda um elemento de polarização que polariza o clipe 70 para encaixe com o alojamento 50, de tal modo que a roda 20 fique presa na posição encaixada. Uma pessoa versada na técnica apreciará que pode ser usada uma variedade de outras técnicas para movimentar a roda 20 entre as posições encaixada e desencaixada, para, desta maneira, liberar a tensão aplicada a um comprimento da sutura estendida a partir do dispositivo 10. Conforme ainda mostrado na figura 7, o clipe 70 pode incluir ainda outros recursos, como, por exemplo, um manípulo 76 a fim de facilitar o agarre e o movimento do clipe 70 entre a primeira e segunda posições.
[0034] O dispositivo de tensionamento de sutura pode ser usado em uma variedade de aplicações cirúrgicas, e pode aplicar tensão a uma sutura que se encontra diretamente implantada no tecido, ou pode aplicar tensão a uma sutura que é usada com vários outros dispositivos. Por exemplo, a sutura estendida a partir do dispositivo pode ser acoplada diretamente ou através de uma outra sutura a um prendedor,
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14/15 como, por exemplo, um clipe cirúrgico. A sutura pode ainda se estender através ou ser acoplada a uma sutura que se estende através de um dispositivo de aplicação de prendedor, tal como um aplicador de clipe cirúrgico. O dispositivo de tensionamento de sutura pode ainda ser montado sobre ou formado integralmente com uma variedade de dispositivos de sutura cirúrgicos.
[0035] Em uso, quando a sutura 30 é liberada para um sítio cirúrgico, um comprimento de sutura se estenderá a partir do dispositivo
10. Com a roda 20 na posição encaixada, a roda 20 girará com a bobina 40 conforme a sutura 30 é estendida. O elemento de polarização 60, deste modo, aplicará tensão à bobina 40, que é transferida para a sutura 30, por meio do que a sutura 30 se mantém apertada. Isto é particularmente vantajoso, uma vez que impedirá a formação de nós ou dobraduras na sutura 30. Quando o cirurgião precisa liberar a tensão, o mecanismo de liberação, por exemplo, o clipe 70, poderá ser puxado para fora do alojamento 50 a fim de soltar a roda 20. A roda 20 poderá assim deslizar para fora de encaixe com a bobina 40, deixando a bobina 40 livre para girar até que o elemento de polarização 60 fique em sua configuração inicial, de repouso. Como um resultado, nenhuma tensão é aplicada ao comprimento de sutura que é estendido a partir do dispositivo 10. Quando o clipe 70 se movimenta para trás na direção do alojamento 50 a fim de movimentar a roda 20 para a posição encaixada, a tensão será aplicada apenas a qualquer comprimento de sutura adicional que é estendido a partir do dispositivo 10.
[0036] Uma pessoa versada na técnica apreciará outros aspectos e vantagens da presente invenção com base nas modalidades acima descritas. Por conseguinte, a presente invenção não se limita ao que foi particularmente mostrado ou descrito, exceto conforme indicado pelas reivindicações em apenso. Todas as publicações e referências citadas no presente documento encontram-se expressamente incorpoPetição 870180044646, de 25/05/2018, pág. 18/26
15/15 radas ao presente documento a guisa de referência em sua totalidade.
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