BRPI0702859B1 - Ferramenta de tratamento de superfície de uma superfície óptica - Google Patents
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Abstract
ferramenta de tratamento de superfície de uma superfície óptica. essa ferramenta compreende: um suporte rígido (104) que apresenta uma superfície transversal de extremidade (113);- uma interface elasticamente compressível que é aplicada contra e recobre a dita superfície de extremidade; um tampão flexível adaptado para ser aplicado contra a superfície óptica, ele próprio aplicado contra e recobrindo a interface no lado oposto e perpendicular à superfície de extremidade (113); meios de solicitação elásticos (115) que unem o suporte (104), a uma parte periférica do tampão flexível situada transversalmente para além da superfície de extremidade (113); e um colar flexível (131) que pertence a uma base (130) à qual pertence também o dito suporte rígido (104), que é circundado pelo dito colar (131).
Description
[0001] A invenção se refere ao tratamento das superfícies ópticas.
[0002] Por tratamento da superfície, entende-se qualquer operação que visa modificar o estado de superfície de uma superfície óptica previamente elaborada. Trata-se notadamente de operações de polidura, polimento ou despolimento que visam modificar (diminuir ou aumentar) a rugosidade da superfície óptica e/ou a diminuir a ondulação da mesma.
[0003] Já é conhecida uma ferramenta de tratamento da superfície de uma superfície óptica, que compreende um suporte rígido que apresenta uma superfície transversal de extremidade, uma interface elasticamente compressível que é aplicada contra e recobre a dita superfície de extremidade, assim como um tampão flexível próprio para ser aplicado contra a superfície óptica e que é aplicado contra e recobre pelo menos em parte a interface no lado oposto e perpendicularmente à dita superfície de extremidade.
[0004] Para diminuir a rugosidade da superfície óptica, leva-se a ferramenta em contato com essa última mantendo-se sobre ela uma pressa suficiente da ferramenta para que, por deformação da interface, o tampão se ajuste à forma da superfície óptica.
[0005] Ao mesmo tempo em que se rega a superfície óptica com o auxílio de um fluido, aciona-se a mesma em rotação em relação à ferramenta (ou reciprocamente) e varre-as a mesma como auxílio dessa última.
[0006] Geralmente, aciona-se em rotação a superfície óptica, seu atrito contra a ferramenta sendo suficiente para acionar conjuntamente essa última em rotação.
[0007] A operação de tratamento da superfície necessita de um abrasivo que pode estar contido no tampão ou no fluido.
[0008] No decorrer do tratamento da superfície, a interface, elasticamente compressível, permite compensar a diferença de curvatura entre a superfície de extremidade do suporte da ferramenta e a superfície óptica, de modo que uma mesma ferramenta é adaptada a uma gama de superfícies ópticas de curvaturas e de formas diferentes.
[0009] O pedido de patente francesa 2 834 662, ao qual corresponde o pedido de patente americana 2005/0101235, propõe uma tal ferramenta de tratamento da superfície que, ao mesmo tempo em que é adaptada a uma gama de superfícies ópticas suficientemente vasta, em termos de curvaturas (convexidade, concavidade) e deformas (esféricas, tóricas, asféricas, progressivas ou qualquer combinação delas, ou mais geralmente “freeform”), apresenta uma boa estabilidade por ocasião do tratamento da superfície, e permite um tratamento da superfície ao mesmo tempo seguro, rápido e de boa qualidade.
[0010] Um exemplo de realização da ferramenta precitada por esse documento é descrito abaixo com o auxílio das figuras 1 a 3 dos desenhos anexos, nos quais: - a figura 1 é uma vista em perspectiva explodida dessa ferramenta e de uma lente oftálmica que apresenta uma superfície óptica a tratar; - a figura 2 é uma vista em corte dessa ferramenta representada montada, no decorrer do tratamento da superfície óptica da lente da figura 1, e - a figura 3 é uma vista esquemática de cima que representa essa lente oftálmica em decorrer de tratamento da superfície com o auxílio dessa ferramenta, que é representada no decorrer da varredura da superfície óptica em duas posições das quais uma é ilustrada em traço interrompido.
[0011] Na figura 1 é representada uma ferramenta 1 para o tratamento da superfície de uma superfície óptica 2, nesse caso uma das faces de uma lente oftálmica 3. Na figura 1, assim como na figura 2, a superfície óptica 2 em questão é representada côncava, mas ela poderia também ser convexa.
[0012] A ferramenta 1 é formada por um empilhamento de pelo menos três partes, a saber uma parte rígida 4, uma parte elasticamente compressível 5, e uma parte flexível 6, que, no que vai se seguir, serão chamadas respectivamente suporte, interface e tampão.
[0013] Tal como aparece notadamente na figura 1, o suporte 4 compreende duas garras, a saber uma garra inferior 7 e uma garra superior 8 adaptadas para ser superpostas sendo encaixadas uma da outra por intermédio de um pião 9 saliente de uma 10 das faces da garra superior 8, próprio para vir se alojar no furo 11 complementar disposto, em frente, em uma face 12 da garra inferior 7.
[0014] Como pode ser visto na figura 1, o suporte 4 é globalmente cilíndrico de simetria de revolução e apresenta um eixo simétrico anotado X, que define uma direção dita longitudinal.
[0015] É anotada n a normal à superfície óptica 2 no ponto de interseção do eixo de simetria X da ferramenta 1 com essa última.
[0016] No lado oposto a sua face 12 na qual é feito o furo 11, a garra inferior 7 apresenta uma superfície de extremidade 13 estendida sensivelmente transversalmente, contra a qual é aplicada, recobrindo-a, a interface 5.
[0017] O tampão 6 é no que lhe diz respeito aplicado contra a interface 5 do outro lado dessa última em relação ao suporte 4.
[0018] Mais precisamente, o tampão 6 recobre pelo menos em parte a interface 5 no lado oposto e perpendicularmente à superfície de extremidade 13.
[0019] O atrito do tampão 6 contra a superfície óptica 2 permitirá, com o auxílio de um abrasivo contido no fluido de regadura ou incorporado no próprio tampão 6, assegurar uma retirada superficial de matéria na superfície óptica 2 tendo em vista modificar o estado de superfície, como será visto na seqüència.
[0020] O tampão compreende, por um lado uma parte central 6a que se encontra perpendicularmente à superfície de extremidade 13, e uma parte periférica 14 que se encontra, transversalmente, para além da superfície de extremidade 13.
[0021] Essa parte periférica 14 é ligada ao suporte 4 por intermédio de meios 15 de solicitação elástica.
[0022] A parte periférica 14 se estende no prolongamento da parte central 6a sendo, em repouso, sensivelmente coplanar com ela.
[0023] No exemplo ilustrado nas figuras 1 e 2, o tampão 6 é monobloco, a parte periférica 14 sendo ligada à parte central 6a, de modo que elas de fato só formem uma única e mesma peça.
[0024] De acordo com um modo de realização representado em traço cheio na figura 1, o tampão 6 se apresenta sob a forma de uma flor, e compreende assim uma pluralidade de pétalas 14b que, salientes transversalmente da parte central 6a, formam a parte periférica 14 do tampão 6 e se estendem cada uma delas transversalmente para além da superfície de extremidade 13.
[0025] De acordo com uma variante representada em traço misto na figura 1, a parte periférica 14 se apresenta sob a forma de uma coroa 14a que circunda a parte central 6a.
[0026] Nesse caso, na ausência de pressão, o tampão 6 se apresenta, quando ele é monobloco, sob a forma de um disco de matéria cuja espessura é pequena diante de seu diâmetro, tal como representado na figura 1, a parte periférica 14, 14 a formando assim um colar em relação à superfície de extremidade 13.
[0027] Os meios de solicitação 15, que serão descritos ulteriormente, podem ser interpostos diretamente entre o suporte 4 e a parte periférica 14 do tampão 6, quer dizer, na prática, o colar 14a ou as pétalas 14b.
[0028] A interface 5 compreende não somente uma parte central 5a que se encontra perpendicularmente à superfície de extremidade 13, mas também uma parte periférica 16 que se encontra transversalmente para além da superfície de extremidade 13.
[0029] Essa parte periférica 16 se encontra no prolongamento da parte central 5a, e se apresenta por exemplo, na ausência de pressão, sob a forma de uma coroa que circunda a parte central 5a, e que é de fato interposta entre a parte periférica 431 do tampão 6 e os meios de solicitação 15.
[0030] Tal como aparece nas figuras 1 e 2, a interface 5 é monobloco, suas partes central 5a e periférica 16 sendo de fato unidas para formar juntas uma só e mesma peça, a parte periférica 16 formando um colar em relação à superfície de extremidade 13.
[0031] Assim, na ausência de pressão, a interface 5 monobloco se apresenta por exemplo sob a forma de um disco de matéria cuja espessura é pequena diante de sua dimensão transversal (quer dizer seu diâmetro).
[0032] Quando a interface 5 e o tampão 6 são ambos monoblocos, eles apresentam dimensões transversais comparáveis. Em especial, quando eles se apresentam cada um deles sob a forma de um disco de matéria, eles serão escolhidos de preferência, por comodidade construtiva, de mesmo diâmetro. Mas será também possível prever utilizar um tampão de diâmetro diferente daquele da interface, em especial de diâmetro superior a fim de atenuar os efeitos de borda da ferramenta na superfície trabalhada.
[0033] Por outro lado, por razões que aparecerão na seqüência, é previsto, um anel deformável 17 interposto entre a parte periférica 16 da interface 5 e os meios de solicitação 15.
[0034] Na prática, esse anel 17 é fixado na parte periférica 16 do outro lado dessa última em relação ao tampão 6, quer dizer do mesmo lado que o suporte 4, e de tal modo que esse último é circundado pelo anel 17.
[0035] De preferência, esse anel 17 tem uma seção longitudinal circular, mas ele poderia também ter uma seção de forma mais complexa, notadamente oblonga, poligonal, retangular ou quadrada. Por outro lado, ele é disposto na parte periférica 16 de maneira concêntrica com o suporte 4.
[0036] Agora são descritos os meios de solicitação 15.
[0037] Esses últimos compreendem pelo menos uma lamela elasticamente flexível 18 que é saliente transversalmente do suporte 4 e que é ligada, por um lado, rigidamente, ao suporte 4 por uma primeira extremidade 18a e, por outro lado, à parte periférica 14 do tampão 6 por uma segunda extremidade 18b, dita extremidade livre, oposta à primeira 18a.
[0038] Desse modo, sob o efeito de uma força exercida longitudinalmente sobre a parte periférica 14 perpendicularmente a essa lamela 18, essa última se deforma exercendo sobre a parte periférica 14 uma reação oposta à dita força.
[0039] Na prática, os meios de solicitação 15 compreendem uma pluralidade de tais lamelas 18, distribuídas de maneira uniforme na periferia do suporte 4, para agir na totalidade da parte periférica 14 do tampão 6.
[0040] Os meios de solicitação 15 se apresentam de fato sob a forma de uma peça estrelada 19 rigidamente fixada ao suporte 4.
[0041] Essa peça estrelada 19 compreende uma parte central 20 da qual são salientes uma pluralidade de pontas 18 que formam cada uma delas uma lamela elasticamente flexível estendida radialmente em um plano transversal.
[0042] Para a fixação da peça estrelada 19 ao suporte 4, sua parte central 20 é, na prática, pinçada entre as garras 7, 8 do suporte 4, sua centragem sendo assegurada com o auxílio de um furo 21 transpassante feito em seu centro, atravessado pelo pião 9 da garra superior 8, o conjunto sendo retido com o auxílio de meios de fixação tais como parafusos que, atravessando a garra superior 8 e a parte central 20 da peça estrelada 19, vêm se prender na garra inferior 7.
[0043] Quando, de acordo com um modo de realização precedentemente descrito, o tampão 6 monobloco compreende uma pluralidade de pétalas 14b, são previstos na peça estrelada 19 tantas pontas 18 quanto forem as pétalas 14b, a peça estrelada 19 sendo orientada para que cada ponta 18 se estenda perpendicularmente a uma pétala 14b. Assim, quando o tampão 6 compreende sete pétalas 14b, a peça estrelada 19 compreende, no que lhe diz respeito, sete pontas 18 próprias para assegurar cada uma delas a solicitação elástica de uma pétala 14b.
[0044] O anel 17 é fixado na interface 5, essa fixação podendo ser assegurada por qualquer meios, a colagem sendo entretanto preferida, notadamente por sua simplicidade.
[0045] No modo de realização representado, os diâmetros da interface 5, do tampão 6, da peça estrelada 19, têm um valor que é pelo menos o dobro daquele do diâmetro do suporte 4.
[0046] Por outro lado, quando se trata de tratar a superfície de uma lenta oftálmica, os diâmetros da interface 5 e do tampão 6 são escolhidos sensivelmente iguais ao diâmetro da lente 3, de modo que o diâmetro do suporte 4 é bem inferior ao diâmetro da lente 3.
[0047] A utilização da ferramenta 1 é ilustrada nas figuras 2 e 3.
[0048] Trata-se nesse caso do tratamento da superfície ou do polimento de uma face convexa 2 asférica de uma lente oftálmica.
[0049] A lente 3 é montada em um suporte rotativo (não representado) com o auxílio do qual ela é acionada em rotação em tomo de um eixo fixo Y.
[0050] A ferramenta 1 é aplicada contra essa face 2 com uma força suficiente para que o tampão se ajuste a sua forma. A ferramenta 1 é aqui, no que lhe diz respeito, livre em rotação sendo entretanto descentrada em relação à superfície óptica 2. Um acionamento forçado em rotação da ferramenta, por meios próprios, pode entretanto ser previsto.
[0051] O atrito relativo da superfície óptica 2 e do tampão 6 basta para acionar em rotação a ferramenta 1 no mesmo sentido que o sentido da lente 3, em tomo de um eixo sensivelmente confundido com o eixo x de simetria do suporte 4.
[0052] Rega-se a superfície óptica 2 com um fluido de regadura não abrasivo ou abrasivo, de acordo com que o tampão exerça ou não por si próprio essa função.
[0053] A fim de varrer a totalidade da superfície óptica 2, a ferramenta 1 é deslocada no decorrer do tratamento da superfície de acordo com uma trajetória radial, o ponto de interseção do eixo de rotação X da ferramenta 12 com a superfície óptica 2 efetuando um movimento de vaivém entre dois pontos de retrocesso, a saber um ponto de retrocesso exterior A e um ponto de retrocesso interior B situados ambos à distância do eixo de rotação Y da lente 3.
[0054] A parte central 6a do tampão se deforma se ajustando para isso à forma da superfície óptica 2 graças à compressibilidade da parte central 5a da interface 5.
[0055] No que diz respeito à parte periférica 14 do tampão 6, ela se deforma se ajustando para isso à forma da superfície óptica 2 graças a deformação das lamelas flexíveis 18.
[0056] Considerando-se a rigidez do suporte 4, a retirada de matéria ocorre na maioria perpendicularmente à superfície de extremidade 13, quer dizer que essa retirada de matéria é efetuada essencialmente pela parte central 6 a do tampão 6.
[0057] No que diz respeito às partes periféricas 14 do tampão 6 e 16 da interface 5, elas têm essencialmente um papel estabilizador, por um lado graças ao aumento da força de sustentação ou firmeza da ferramenta 1 em relação a uma ferramenta clássica da qual o tampão e a interface estariam limitados às partes centrais 5a, 6a e, por outro lado, graças aos meios de solicitação 15 que mantêm um contato permanente entre a parte periférica 14 do tampão 6 e a superfície óptica 2.
[0058] O anel deformável 17 permite um nivelamento da distribuição de pressão exercida sobre o contorno periférico da interface 5 e, portanto, sobre o tampão 6 pelas lamelas 18.
[0059] Disso resulta que, qualquer que seja a localização da ferramenta 1 sobre a superfície óptica 2 e qualquer que seja sua velocidade de rotação, seu eixo de rotação X está em permanência colinear ou sensivelmente colinear à normal n à superfície óptica 2, a orientação da ferramenta 1 sendo assim ótima a qualquer instante.
[0060] No modo de realização ilustrado nas figuras 1 e 2, a superfície de extremidade 13 do suporte 4 é plana.
[0061] A ferramenta 1 é assim adaptada para tratar a superfície de uma certa gama de superfícies ópticas 2 de curvaturas diferentes.
[0062] A fim de modificar a adaptabilidade da ferramenta 1, é possível protender os meios de solicitação 15 torcendo para isso as lamelas flexíveis 18 para que elas estejam já fletidas em repouso, em um sentido ou no outro.
[0063] Quando em repouso as lamelas 18 estão retas ou fletidas para o lado oposto à superfície de extremidade 13, a ferramenta 1 é destinada às superfícies ópticas 2 côncavas, enquanto que quando em repouso as lamelas 18 estão fletidas para o lado da superfície de extremidade 13, a ferramenta 1 é destinada às superfícies ópticas 2 convexas.
[0064] Em uma primeira variante não ilustrada, a superfície de extremidade 13 do suporte 4 é convexa, a ferramenta 1 sendo assim destinada a superfícies ópticas 2 que apresentam uma concavidade mais pronunciada.
[0065] Em uma segunda variante não ilustrada, a superfície de extremidade 13 do suporte 4 é ao contrário côncava, a ferramenta 1 sendo assim destinada a superfícies ópticas 2 de convexidade mais pronunciada.
[0066] Naturalmente, é possível combinar a realização côncava ou convexa da superfície de extremidade 13 com a protensão dos meios de retorno 15, tal como descrita acima.
[0067] O pedido de patente francesa 2 857 610, ao qual corresponde o pedido internacional WO 2005/007340, propõe que os meios de solicitação elástica, ao invés de estar sob a forma de uma peça estrelada tal como a peça 19 ilustrada nas figuras 1 e 2, apresente uma parte periférica contínua que opera junto com apoio com a parte periférica do tampão tal como o tampão 6, diretamente ou por intermédio somente da interface tal como a interface 5 (nenhum anel deformável tal como 17 é previsto), os meios de solicitação elástica compreendendo, além da parte periférica contínua, um colar plano ou encurvado fixado rigidamente, no lado interno, ao suporte tal como o suporte 4, esse colar sendo formado por uma parede com aberturas ou cheia.
[0068] O caráter contínuo da parte periférica desse meio de solicitação permite aumentar a regularidade do tratamento da superfície efetuado pela ferramenta. OBJETO DA INVENÇÃO
[0069] A invenção visa uma ferramenta de tratamento da superfície do mesmo gênero, mas na qual a regularidade do tratamento da superfície é ainda melhorada assim como suas qualidades de simplicidade, de comodidade e de economia.
[0070] A invenção propõe para isso uma ferramenta de tratamento da superfície de uma superfície óptica, que compreende: - um suporte rígido que apresenta uma superfície transversal de extremidade; - uma interface elasticamente compressível que é aplicada contra e recobre a dita superfície de extremidade; - um tampão flexível adaptado para ser aplicado contra a superfície óptica que é aplicado contra e recobre pelo menos em parte a interface no lado oposto e perpendicularmente à dita superfície de extremidade, o dito tampão compreendendo uma parte dita central que se encontra perpendicularmente à dita superfície de extremidade e uma parte dita periférica que se encontra transversalmente para além da dita superfície de extremidade; e - meios de solicitação elástica que unem essa parte periférica ao suporte, a combinação da dita parte periférica e dos meios de solicitação formando um meio de estabilização da ferramenta por ocasião do tratamento da superfície, a dita ferramenta sendo adaptada para realizar um tratamento da superfície essencialmente ao nível da dita parte central;
[0071] caracterizada pelo fato de que o dito suporte rígido pertence a uma base que compreende um colar flexível que circunda o dito suporte, a dita interface elasticamente compressível sendo aplicada contra e recobrindo uma superfície de extremidade do dito colar situada no mesmo lado que a dita superfície de extremidade.
[0072] Graças ao colar, a superfície de contato entre a interface e o resto da ferramenta é especialmente grande, o que assegura uma distribuição uniforme da pressão exercida sobre a superfície a trabalhar.
[0073] A ferramenta de acordo com a invenção permite portanto efetuar tratamentos de superfícies que oferecem uma grande qualidade de aspecto.
[0074] De resto, essa maior superfície de contato facilita a fixação da interface com o suporte rígido, notadamente por encolamento.
[0075] De acordo com características preferidas para a qualidade dos resultados obtidos ou por questões de simplicidade e de comodidade tanto na fabricação quanto na utilização: - a superfície de extremidade do colar está à flor da dita superfície de extremidade do dito suporte; - o dito colar é subdividido em pétalas; - o suporte rígido compreende uma cavidade de recepção da cabeça de uma árvore de máquina de tratamento da superfície; - a dita cavidade compreende uma porção esférica orlada por uma nervura anular; - o suporte rígido apresenta em uma parede lateral uma canelura de recepção de uma nervura dos ditos meios de solicitação elástica; - os ditos meios de solicitação elástica são formados por uma peça estrelada da qual cada uma das pontas apresenta no lado de sua extremidade livre e no lado que olha para a dita base, um dente; - cada dito dente apresenta no lado externo, uma superfície conformada em porção de toro, graças a que a dita peça estrelada é adaptada para receber o dito anel deformável; - a dita base é feita de matéria plástica moldada de uma só peça; - os ditos meios de solicitação elástica são formados por uma peça estrelada feita de matéria plástica moldada de uma só peça; e/ou - a dita base é feita de matéria plástica moldada de uma só peça; os ditos meios de solicitação elástica são formados pro uma peça estrelada feita de matéria plástica moldada de um só peça; e a matéria plástica na qual é feita a dita base é distinta da matéria plástica na qual é feita a dita peça estrelada.
[0076] A exposição da invenção será agora prosseguida pela descrição detalhada de exemplos preferidos de realização, dada abaixo a título ilustrativo e não limitativo, em referência aos desenhos anexos. Nesses últimos: - a figura 4 é uma vista em perspectiva explodida de uma parte da ferramenta de acordo com a invenção, e mais precisamente da base, do anel deformável e da peça estrelada; - a figura 5 é uma vista de cima que representa essa parte da ferramenta de acordo com a invenção, no estado montado; - a figura 6 é uma vista em elevação-seção referenciada Vi-Vi na figura 5; - a figura 7 é uma vista esquemática em corte de uma outra porção da ferramenta de acordo com a invenção, que compreende a interface elasticamente compressível e o tampão flexível; - a figura 8 é uma vista em elevação-seção de uma variante da base; e - as figuras 9 e 10 são vistas em planta de baixo que mostram outras variantes da base que a ferramenta de acordo com a invenção compreende.
[0077] Na sequência, foram empregadas para a ferramenta de acordo com a invenção as mesmas referências numéricas que para a ferramenta 1, mas aumentadas de 100.
[0078] De um modo geral, a ferramenta 101 é disposta como a ferramenta 1, com: - um suporte rígido 104 que apresenta uma superfície transversal de extremidade 113; - uma interface elasticamente compressível 105 (figura 7) que é aplicada contra e recobre a superfície de extremidade 113; - um tampão flexível 106 (figura 7) próprio para ser aplicado contra a superfície óptica tal como 2 de uma lente tal como 3 e que é aplicado contra e recobre pelo menos em parte a interface 105 no lado oposto e perpendicularmente à superfície de extremidade 113, o tampão 106 compreendendo uma parte central que se encontra perpendicularmente à superfície de extremidade 113 e uma parte periférica que se encontra transversalmente para além da superfície de extremidade 113; e - meios de solicitação elástica 115, formados aqui por uma peça estrelada 119, que unem a parte periférica do tampão 106 ao suporte 104, que é circundado transversalmente por um anel deformável 117 interposto entre a parte periférica da interface 105 e os meios de solicitação 115, a combinação da parte periférica do tampão 106 e dos meios de solicitação formando um meio de estabilização da ferramenta 101 por ocasião do tratamento da superfície, a ferramenta 101 sendo adaptada para realizar um tratamento da superfície essencialmente ao nível da parte central do tampão 106.
[0079] De acordo com a invenção, o suporte 104 pertence a uma base 130 que apresenta uma parte periférica flexível 131 que se encontra transversalmente para além d suporte rígido 104, que é disposto centralmente.
[0080] A parte periférica 131 forma globalmente um colar flexível que tem um diâmetro externo (diâmetro maior) semelhante ao diâmetro externo da interface 105 e do tampão 106.
[0081] O diâmetro interno (diâmetro menor) do colar flexível 131 corresponde ao diâmetro externo do suporte 104, o colar 131 sendo saliente da parede lateral do suporte 104.
[0082] No exemplo ilustrado nas figuras 4 a 6, o suporte 104 e o colar periférico flexível 131 são feitos de matéria plástica moldada de uma só peça, o suporte 104 sendo maciço pelo menos na proximidade da superfície 113 a fim de apresentar a rigidez exigida enquanto que o colar 131 tem uma pequena espessura de parede a fim de ser flexível.
[0083] No exemplo preferido ilustrado nas figuras 4 a 6, o colar 131 apresenta doze fendas 133 orientadas radialmente e distribuídas eqüiangularmente, de modo que o colar 131 é subdividido em doze pétalas 134 cada uma delas conformada globalmente em tronco de setor angular.
[0084] A subdivisão do colar 131 em pétalas permite que esse colar seja flexível a fim de se conformar a diferentes curvaturas de superfícies a polir.
[0085] A superfície de extremidade 113 do suporte 104 está à flor da superfície 132 do colar 131 situada do mesmo lado.
[0086] O fato de que o suporte 104 e o colar 131 sejam feitos de uma só peça permite reduzir os efeitos de marcação da borda da superfície de extremidade 113 sobre a superfície a trabalhar, de modo que a ferramenta 101 permite efetuar tratamentos de superfícies que oferecem uma grande qualidade de aspecto.
[0087] Devido à diferença de espessura entre o colar 131 e o suporte 104, existe, no lado oposto às superfícies 132 e 131, um ressalto 135 na junção entre o colar 131 e o suporte 104.
[0088] De um modo geral, o suporte 104 tem o contorno externo de um chapéu com uma porção proximal 137 que apresenta um diâmetro externo menor do que a porção distai 136 à qual pertence a superfície de extremidade 113 e o ressalto 135.
[0089] A porção proximal 137 serve para ligar o suporte 104, e mais geralmente a base 130, por um lado,com os meios de solicitação elástica 115, aqui formados pela peça estrelada 119, e, por outro lado, à arvore da máquina de tratamento da superfície que permite que a ferramenta 101 opere junto com uma superfície óptica tal como 2 do modo explicado acima com o auxílio das figuras 2 e 3.
[0090] A parte proximal 137 apresenta um aprofundamento anular 138 que desemboca no lado oposto à superfície de extremidade 113 e que se estende axialmente na parte 137 até a proximidade da parte 136.
[0091] A superfície lateral interna do aprofundamento 138 delimita um fuste anular 139 de recepção da cabeça da árvore de uma máquina de tratamento da superfície.
[0092] Para fazer isso, o fuste 139 apresenta uma cavidade 140 de recebimento da cabeça de árvore. A cavidade 140 apresenta uma porção esférica 141 conformada globalmente como três-quartos de uma esfera, uma nervura anular 142 e uma porção troncônica 143, a nervura anular 142 sendo disposta entre as porções 141 e 143.
[0093] A cabeça de árvore prevista para ser recebida na cavidade 140 compreende uma extremidade em porção de esfera conformada como a porção 141 e uma porção cilíndrica de menor diâmetro que a nervura 142.
[0094] O união entre o fuste 139 e a árvore da máquina é feita por simples engate, a espessura de parede do fuste sendo suficientemente pequena, graças ao aprofundamento 138, para poder se deformar a fim de que a parte esférica da cabeça de árvore se aloje na porção 141.
[0095] Quando a cabeça de árvore é introduzida na cavidade 140, a ferramenta 101 opera junto em ligação rótula em relação à árvore.
[0096] Será notado que o centro da porção esférica 141 é especialmente próximo da superfície de extremidade 113, o que permite que a ferramenta 101 se oriente de modo ótimo em relação à superfície tal como 2 com a qual a ferramenta 101 deve operar junto.
[0097] Um fuste anular 144 é delimitado pela parede lateral da parte proximal 137 e pela parede lateral externa do aprofundamento 138.
[0098] Na parede lateral da porção 137 é disposta uma canelura 147 de recepção de uma nervura 148 da peça estrelada 119 que forma os meios de solicitação elástica 115.
[0099] O fuste anular 144 pode se deformar para permitir a colocação no lugar da nervura 148 na canelura 147 graças ao fato de que a espessura de parede do fuste 137 é relativamente pequena e que o aprofundamento anular 138 oferece a deflexão exigida.
[0100] A nervura 148 da peça estrelada 119 é saliente na perfuração que a parte central 120 dessa peça apresenta, essa perfuração tendo um diâmetro que corresponde ao diâmetro da superfície lateral da parte distai 137 do suporte 104.
[0101] Quando a parte central 120 da peça estrelada 119 está no lugar no suporte 104, essas duas peças podem girar uma em relação à outra em torno de seu eixo comum X.
[0102] Na figura 5, as pontas 118 da peça estrelada 119 são cada uma delas centradas angularmente em relação a uma pétala 134 respectiva do colar 131, mas esse posicionamento relativo pode ser diferente.
[0103] Cada uma das pontas 118 da peça 119 apresenta na proximidade de sua extremidade livre e no lado que olha na direção da base 130, um dente 145 que apresenta, no lado externo, uma superfície 146 conformada em porção de toro centrada no eixo central da peça 119, e portanto mais geralmente da ferramenta 101.
[0104] As superfícies 146 dos diferentes dentes 145 estão em correspondência umas com as outras e com a superfície externa do anel deformável 117.
[0105] Mais precisamente, é preciso ligeiramente estirar o anel 117 para que ele possa se colocar no lugar contra os dentes 145, do modo mostrado nas figuras 5 e 6, a elasticidade do anel 117 mantendo-o aplicado contra as superfícies 146.
[0106] Como pode ser visto em especial na figura 6, o anel 117, quando ele está no lugar, é tomado em sanduíche entre os meios de solicitação elástica 115 (peça estrelada 119) e o colar flexível 131.
[0107] Como indicado acima, o diâmetro da interface 105 e do tampão 106 corresponde ao diâmetro externo do colar 131.
[0108] A fixação entre a interface 105 e a base 130 é efetuada graça as um adesivo de dupla face 150 disposto entre a interface 105 e as superfícies 113 e 132 da base 130.
[0109] No exemplo ilustrado, a interface elasticamente compressível 105 é uma espuma que tem uma espessura da ordem de 9 mm com uma película brilhante que está situada no lado do tampão 106.
[0110] No lado oposto à película, quer dizer no lado do adesivo de dupla face 150, é termo-soldada uma película 151 feita de poliéster (PET), que tem por exemplo uma espessura de 23 micrometres.
[0111] A ligação entre a interface elasticamente compressível 105 e o tampão flexível 106 é feita graças a uma camada 152 de mástique de encolagem, aqui uma camada de 0,5 mm de espessura.
[0112] Ainda no exemplo ilustrado na figura 7, o tampão flexível 106 tem uma espessura da ordem de 1 mm e o adesivo de dupla face 150 tem uma espessura da ordem de 0,32 mm.
[0113] O diâmetro da interface 105 e do tampão 106 é da ordem de 55 mm.
[0114] A peça estrelada 119 e a base 130 são cada uma delas feita em matéria plástica moldada de uma só peça por injeção.
[0115] No exemplo ilustrado, a base 130, que deve ao mesmo tempo ser rígida na proximidade da superfície de extremidade 113 e flexível ao nível do colar 131 e dos fustes anulares 139 e 141 para permitir os engates, ao mesmo tempo em que oferece uma boa resistência ao desgaste para a operação conjunta com a cabeça de árvore, é feita de polipropileno (PP) ou em polietileno de alta densidade (por exemplo PEHD 100).
[0116] A fim de apresentar a elasticidade exigida, a peça estrelada 119 é de preferência feita de polioximetileno (POM), e mesmo feita de poliamida (PA) a fim de ter um módulo de elasticidade compreendido entre 1500 e 4000 N/mm2.
[0117] Assim, a peça estrelada 119 e a base 130 são de preferência feitas em matérias diferentes, visto que elas devem responder a tensões físicas diferentes, a peça estrelada que forma os meios de solicitação elástica devendo apresentar boas características de solicitação elástica enquanto que a base deve apresentar uma boa resistência ao desgaste para a operação conjunta com a cabeça de árvore e ela deve permitir uma colagem fácil com a interface 105.
[0118] No exemplo ilustrado, o anel deformável 117 é uma simples junta tórica do comércio, por exemplo feita de Nitrila.
[0119] A superfície de extremidade 113 do suporte 104 é conformada como uma porção de esfera que tem um raio de curvatura da ordem de 70 mm.
[0120] Quando a base 130 está em repouso, quer dizer na ausência de solicitações externas, a superfície 132 do colar 131 que, como indicado acima, está à flor da superfície 113, é conformada como um tronco de cone do qual o menor diâmetro corresponde ao maior diâmetro da superfície 113, a inclinação (ângulo no vértice) da superfície 131 sendo dado pela tangente à superfície 113 ao nível da zona de junção com a superfície 132.
[0121] Graças ao colar 131, a superfície de contato entre a interface 105 e o resto da ferramenta, nesse caso a base 130, é especialmente grande visto que ela é formada ao mesmo tempo pela superfície 113 e pela superfície 132.
[0122] Isso assegura uma distribuição uniforme da pressão exercida sobre a superfície a trabalhar, tal como a superfície 2 da lente 3.
[0123] Evita-se em especial de correr o risco, como com a ferramenta anterior ilustrada nas figuras 1 a 3, de marcar a superfície a trabalhar pela borda, em forma de aresta, da superfície de extremidade 13.
[0124] Isso permite mais geralmente que a ferramenta 101 efetue tratamentos de superfície que têm qualidades de aspecto especialmente elevadas.
[0125] Por outro lado, o fato de dispor ao mesmo tempo da superfície 113 e da superfície 132 facilita a encolagem da interface 105 com o suporte rígido 104.
[0126] Agora vai ser descrita com o auxílio da figura 8 uma variante 130’ da base 130. Foi empregado para os elementos similares as mesmas referências numéricas, mas com um expoente ’.
[0127] A base 130’ é disposta como a base 130 mas o raio de curvatura R da superfície de extremidade 113’ é bem menor, da ordem de 30 mm.
[0128] A ferramenta que compreende a base 130’ convém especialmente para as superfícies bastante arqueadas.
[0129] Para as variantes 130” e 130’” da base 130 ilustradas respectivamente nas figuras 9 e 10 foram empregadas as mesmas referências numéricas que acima, mas com respectivamente um expoente ” e ’”.
[0130] De um modo geral, as bases 130” e 130”’ são dispostas como a base 130 ou a base 130’ mas seus colares, respectivamente 131” e 131’”, compreendem oito pétalas 134” e 134’”, respectivamente, essas pétalas sendo delimitadas por fendas 133” e 133’”, respectivamente, que não são orientadas radialmente.
[0131] Mais precisamente, as fendas 133” são encurvadas enquanto que as fendas 133’” são retilíneas mas dispostas de acordo com direções que não são radiais.
[0132] Em variantes não ilustradas, a base da ferramenta de acordo com a invenção compreende um número de pétalas diferente de oito ou doze, por exemplo seis ou dezesseis e as fendas que delimitam as pétalas apresentam formas diferentes, por exemplo com ondulações.
[0133] Em outras variantes não ilustradas da base 130, o colar 131 é substituído por um colar flexível, mas não subdividido em pétalas.
[0134] Em ainda outras variantes não ilustradas, o suporte 104 é conformado diferentemente, por exemplo feito de duas partes que formam garras como na ferramenta anterior ilustrada nas figuras 1 a 3.
[0135] Em ainda outras variantes da ferramenta de acordo com a invenção, os elementos que não são a base são dispostos diferentemente, por exemplo como ilustrado nas figuras 1 a 3.
[0136] Numerosas outras variantes são possíveis em função das circunstancias, e é lembrado a esse respeito que a invenção não se limita aos exemplos descritos e representados.
Claims (14)
1. Ferramenta de tratamento da superfície de uma superfície óptica, que compreende: - um suporte rígido (104; 104’; 104”; 104”’) que apresenta uma superfície transversal (113; 113’) de extremidade; - uma interface elasticamente compressível (105) que é aplicada contra e recobre a dita superfície de extremidade (113; 113’); - um tampão flexível (106) adaptado para ser aplicado contra a superfície óptica que é aplicado contra e recobre pelo menos em parte a interface (105) no lado oposto e perpendicularmente à dita superfície de extremidade (113; 113’), o dito tampão (106) compreendendo uma parte dita central que se encontra perpendicularmente à dita superfície de extremidade (113; 113’) e uma parte dita periférica que se encontra transversalmente para além da dita superfície de extremidade (113; 113’); e - meios de solicitação elástica (115) que unem essa parte periférica ao suporte (104; 104’; 104”; 104’”), a combinação da dita parte periférica e dos meios de solicitação (115) formando um meio de estabilização da ferramenta por ocasião do tratamento da superfície, a dita ferramenta sendo adaptada para realizar um tratamento da superfície essencialmente ao nível da dita parte central; caracterizadapelo fato de que o dito suporte rígido (104; 104’; 104”; 104’”) pertence a uma base (130; 130’; 130”; 130’”) que compreende um colar flexível (131; 131’; 131”; 131’”) que circunda o dito suporte (104; 104’; 104”; 104’”), a dita interface elasticamente compressível (105) sendo aplicada contra e recobrindo uma superfície de extremidade (132) do dito colar situada no mesmo lado que a dita superfície de extremidade (113; 113’).
2. Ferramenta de acordo com a reivindicação 1, caracterizadapelo fato de que a dita superfície de extremidade (132) do colar (131; 131’; 131”; 131’”) está à flor da dita superfície de extremidade (113; 113’) do dito suporte (104; 104’; 104”; 104’”).
3. Ferramenta de acordo com uma qualquer das reivindicações 1 ou 2, caracterizada pelo fato de que o dito colar (131; 131’; 131”; 131”’) é subdividido em pétalas (134; 134’; 134”; 134’”).
4. Ferramenta de acordo com a reivindicação 3, caracterizada pelo fato de que as ditas pétalas (134; 134’) são subdivididas por fendas retilíneas (133) orientadas radialmente.
5. Ferramenta de acordo com a reivindicação 3, caracterizada pelo fato de que as ditas pétalas (134’”) são subdivididas por fendas (133’”) retilíneas que têm uma orientação diferente da radial.
6. Ferramenta de acordo com a reivindicação 3, caracterizada pelo fato de que as ditas pétalas (134”) são subdivididas por fendas (133”) encurvadas.
7. Ferramenta de acordo com uma qualquer das reivindicações 1 a 6, caracterizada pelo fato de que o dito suporte rígido (104) compreende uma cavidade (140) de recepção da cabeça de uma árvore de máquina de tratamento da superfície.
8. Ferramenta de acordo com a reivindicação 7, caracterizada pelo fato de que a dita cavidade (140) compreende uma porção esférica (140) orlada por uma nervura anular (142).
9. Ferramenta de acordo com uma qualquer das reivindicações 1 a 7, caracterizada pelo fato de que o suporte rígido (104) apresenta em uma parede lateral uma canelura (147) de recepção de uma nervura (148) dos ditos meios de solicitação elástica (115).
10. Ferramenta de acordo com uma qualquer das reivindicações 1 a 9, caracterizada pelo fato de que os ditos meios de solicitação elástica (115) são formados por uma peça estrelada (119) da qual cada uma das pontas (118) apresenta no lado de sua extremidade livre e no lado que olha para a dita base (130; 130’; 130”; 130’”), um dente (145).
11. Ferramenta de acordo com a reivindicação 10, caracterizada pelo fato de que cada dito dente (145) apresenta no lado externo, uma superfície (146) conformada em porção de toro, graças a que a dita peça estrelada é adaptada para receber o dito anel deformável (117).
12. Ferramenta de acordo com uma qualquer das reivindicações 1 a 11, caracterizadapelo fato de que a dita base (130; 130’; 130”; 130”’) é feita de matéria plástica moldada de uma só peça.
13. Ferramenta de acordo com uma qualquer das reivindicações 1 a 12, caracterizadapelo fato de que os ditos meios de solicitação elástica (115) são formados por uma peça estrelada (119) feita de matéria plástica moldada de uma só peça.
14. Ferramenta de acordo com uma qualquer das reivindicações 1 a 13, caracterizadapelo fato de que a dita base (130; 130’; 130”; 130’”) é feita de matéria plástica moldada de uma só peça; pelo fato de que os ditos meios de solicitação elástica (115) são formados por uma peça estrelada (119) feita de matéria plástica moldada de um só peça; e pelo fato de que a matéria plástica na qual é feita a dita base é distinta da matéria plástica na qual é feita a dita peça estrelada (119).
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