BRPI0703267B1 - Matriz isostática para conformação de ladrilhos - Google Patents

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Tagliati Davide
Tagliati Daniele
Tagliati Michele
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Ta-Ro Progetti S.N.C. Di Tagliati Rodolfo E C.
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Abstract

matriz isostática para conformação de telha uma matriz isostática para conformação de telha que compreende um corpo metálico (2) e uma membrana elasticamente deformável (6, 6<39>, 6"), que é agarrada solidamente ao corpo metálico (2) em uma pluralidade de zonas de fixação distintas predeterminadas para determinadas (25, 28, 290, 21, 22, 24,39>, 24") de tal modo que uma câmara intermediária hermeticamente vedada é delimitada entre a membrana elástica (6, 6,39>, 6") e o corpo metálico (2), cuja câmara é destinada a conter um fluido incompressível. buchas rígidas (5, 5") são afundadas na membrana elástica (6, 6<39>, 6"), cada uma de cujas buchas rígidas (5, 5") é localizada em uma <39>zona de fixação (25, 28, 290, 21, 22, 24, 24") da membrana elástica (6, 6<39>, 6") ao corpo metálico (2), e define uma boca respiradora (52) que passa para o interior de um corpo da membrana elástica (6, 6<39>, 6") e que se comunica com um ambiente externo através de um sistema de condutos de descarga (9) permitido no corpo metálico (2), cada bucha rígida (5, 5") acomodando um respectivo corpo obturador (7), cujo corpo obturador (7) possibilita a passagem de ar e no mínimo impede parcialmente a passagem de pó cerâmico.

Description

(54) Título: MATRIZ ISOSTÁTICA PARA CONFORMAÇÃO DE LADRILHOS (51) Int.CI.: B28B 3/00; B28B 7/00; B28B 7/38; B28B 7/44; B30B 15/00 (52) CPC: B28B 3/003,B28B 7/0008,B28B 7/386,B28B 7/44,B30B 15/0017 (30) Prioridade Unionista: 26/07/2006 IT RE2006A000091, 30/11/2006 IT RE2006A000146 (73) Titular(es): ΤΑ-RO PROGETTI S.N.C. Dl TAGLIATI RODOLFO E C.
(72) Inventor(es): DAVIDE TAGLIATI; DANIELE TAGLIATI; MICHELE TAGLIATI “MATRIZ ISOSTÁTICA PARA CONFORMAÇÃO DE LADRILHOS”
A invenção é relativa a matrizes para conformar ladrilhos ou azulejos cerâmicos e, mais particularmente, a uma matriz isostática destinada a ser associada a cavidades de conformação de um ou mais ladrilhos ou azulejos.
Como é conhecido, matrizes de cerâmica usuais compreendem uma cavidade de conformação para conter o material cerâmico em pó, cuja cavidade é definida por uma matriz de contenção lateral na qual um fundo da matriz é acomodado de maneira deslizante, cujo fundo da matriz colabora com um oco de matriz para cunhar as superfícies planas opostas do ladrilho ou azulejo.
A operação de prensagem muitas vezes leva a produzir um ladrilho ou azulejo acabado defeituoso, algumas vezes gravemente defeituoso, os problemas dependendo de diversos fatores.
Um destes fatores é a distribuição irregular dos pós cerâmicos internamente à cavidade de conformação da matriz que se manifesta em uma densidade não homogênea no ladrilho ou azulejo não queimado.
Esta falta de homogeneidade leva à dilatação térmica diferenciada no ladrilho ou azulejo durante o estágio de queima, e encolhimento desigual correspondente durante o estágio de resfriamento, o que provoca diversos defeitos de dimensão, forma e planura, algumas vezes resultando mesmo na quebra e/ou rachadura.
Para eliminar este problema o campo técnico oferece a utilização de matrizes conhecidas como isostáticas.
Matrizes isostáticas compreendem um corpo metálico dotado de uma superfície ativa destinada a facear no sentido do interior da cavidade de conformação da matriz.
A superfície ativa é dotada de uma cavidade concêntrica, que é fechada de maneira superior por meio de uma membrana elástica que é ancorada ao corpo metálico, e uma pluralidade de zonas predeterminadas e que é destinada a contatar a massa de pós cerâmicos para cunhar uma das superfícies planas do
Petição 870170093199, de 30/11/2017, pág. 8/63 ladrilho ou azulejo.
A cavidade concêntrica acima mencionada é enchida com um fluido incompressível sob pressão, o qual infla a membrana elástica nas zonas nas quais a membrana não está ancorada ao corpo metálico, fornecendo à membrana uma aparência global grumosa.
Durante a prensagem as zonas da membrana elástica, que atuam onde existe uma densidade maior de pós cerâmicos, são espremidas e empurram o fluido incompressível de modo que ele infla mais enormemente as zonas onde existe uma densidade mais baixa do material.
Desta maneira, a pressão que a membrana aplica para compactar a massa de pós cerâmicos é constante, e a densidade do ladrilho ou azulejo que está sendo prensada é, portanto, homogênea.
Contudo, durante o fechamento da matriz o ar contido na cavidade de conformação deve necessariamente escoar no sentido do exterior.
No setor cerâmico este estágio é usualmente chamado estágio de desgaseificação e é necessário para impedir que defeitos graves apareçam no produto cerâmico acabado, derivando da presença de ar residual aprisionado no ladrilho ou azulejo não queimado prensado.
Estes defeitos, que podem muitas vezes ser identificados somente em um estado relativamente avançado da produção, podem levar a uma rejeição total do produto, com óbvias perdas econômicas.
Durante o estágio de desgaseificação, o escoamento de ar é genericamente orientado a partir do centro da cavidade de conformação no sentido de sua periferia, onde ele sai passando para o interior do espaço (usualmente algumas dezenas de mm) entre a borda das matrizes e a matriz de contenção lateral.
Uma corrente de ar é assim estabelecida, a qual provoca um deslocamento dos pós cerâmicos, os quais então se acumulam nas laterais da cavidade de conformação e se tornam menos concentrados no centro da cavidade.
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Por esta razão as zonas centrais da membrana elástica da matriz isostática são, em cada ciclo, infladas mais do que as zonas periféricas, o que leva à sua deterioração muito rápida.
Em particular, este fenômeno é muito relevante em matrizes 5 isostáticas para realizar ladrilhos ou azulejos de grande formato, onde a desgaseificação da cavidade de conformação produz, especialmente se feita em velocidades muito rápidas, diferenças de distribuição de pós tão acentuadas, que elas podem mesmo provocar explosão e quebra da membrana elástica. Uma outra desvantagem na prensagem de ladrilhos ou azulejos cerâmicos é, portanto, o tempo requerido para assegurar que todo o ar presente na cavidade de conformação saia completamente, alcançando assim desgaseificação perfeita.
Isto significa retardar consideravelmente o tempo de fechamento da matriz, ou subdividir a operação de prensagem em dois estágios sucessivos, introduzindo uma pausa no trabalho, o que influencia de maneira negativa a produtividade da planta.
Uma outra desvantagem consiste no fato que o desgaste das matrizes cerâmicas é principalmente determinado pelo já mencionado escoamento de ar de desgaseificação, o qual, sendo concentrado entre as bordas das matrizes e a matriz de contenção, significa substituir estes componentes, mesmo se eles são somente gastos em suas partes periféricas.
O documento EP 1106336 A1 descreve um aparelho para pressionar material cerâmico, em que o aparelho compreende um elemento inferior 2 que suporta um corpo plano 5 destinado a entrar em contato com o material a ser pressionado. A matriz descrita em EP 1106336 A1 difere da presente invenção na medida em que possui cavidades 4 que não contêm e não podem conter fluido incompressível. Esta diferença fundamental implica que a matriz revelada em EP 1106336 A1 não é uma matriz isostática. Além disso, a matriz revelada em EP 1106336 A1 não compreende buchas afundadas nas zonas da membrana que são fixadas ao corpo metálico e corpos obturadores alojados
Petição 870170093199, de 30/11/2017, pág. 10/63 individualmente dentro da bucha. Essas características distintivas têm o efeito de permitir uma matriz isostática, tal como definido acima, para realizar a fase de desgaseificação da cavidade de formação.
A intenção da invenção é eliminar, no mínimo parcialmente, as 5 desvantagens acima descritas.
Em particular, uma intenção é impedir que o ar na cavidade de conformação permaneça aprisionado dentro dos ladrilhos ou azulejos pensadas, evitando assim, simultaneamente, a deterioração e/ou explosão da membrana elástica, o desgaste rápido das matrizes cerâmicas e aumentar a produtividade da planta.
Uma outra intenção da invenção é alcançar estes objetivos ao mesmo tempo que fornece uma solução que seja simples, racional e econômica.
A intenção é alcançada por meio da invenção como caracterizada nas reivindicações anexas.
Em particular, uma matriz isostática é fornecida, a qual compreende um corpo metálico e uma membrana deformável elasticamente, que é restringida solidamente ao corpo metálico e uma pluralidade de zonas de fixação distintas predeterminadas, de tal modo que uma câmara intermediária hermeticamente vedada é delimitada entre a membrana elástica e o corpo metálico, cuja câmara intermediária pode conter um fluido incompressível.
De acordo com a invenção, buchas rígidas são afundadas da membrana elástica, cada uma de cujas buchas define uma boca respiradora que tem dimensões predeterminadas, e que são substancialmente não deformáveis, cujas bocais são afundadas na espessura da membrana elástica e se comunicam com o exterior através de um sistema de condutos de descarga permitidos no corpo metálico.
Cada bucha rígida é localizada em uma zona de fixação da membrana elástica ao corpo metálico, de modo a não comprometer a vedação da câmara de fluido incompressível, possibilitando funcionamento correto do sistema
Petição 870170093199, de 30/11/2017, pág. 11/63 de prensagem de compensação isostática.
Além disto, como as zonas de fixação da membrana elástica não deformam durante a prensagem, as buchas rígidas não são submetidas a deslocamento indesejado, o que poderia comprometer a comunicação das bocas respiradoras com o sistema de condutos de descarga, os quais guiam o ar no sentido do exterior.
De acordo com a invenção, cada bucha rígida isolada acomoda um respectivo corpo obturador que possibilita a passagem do ar e, no mínimo parcialmente, impede passagem do pó cerâmico.
Por exemplo, o corpo obturador pode ser constituído por um corpo compacto, conformado de tal modo que obstrua somente parcialmente a boca respiradora relativa, deixando uma fissura fina aberta que tem uma dimensão que deixa o ar atravessar, porém limita a um mínimo a quantidade de pó cerâmico que pode atravessar.
Graças a esta solução, durante o fechamento da matriz cerâmica, o ar contido na cavidade de conformação pode escoar livremente internamente às bocas respiradoras e sair para o exterior através do sistema de condutos de descarga, permitido no corpo metálico da matriz.
A adição das bocas respiradoras aumenta assim consideravelmente a superfície global da matriz através da qual o ar pode escoar para fora, o que na técnica precedente era limitado à fissura perimétrica localizada entre a matriz e a matriz de conformação, e possibilita de maneira efetiva que o ar saia também a partir do centro da cavidade de conformação através das superfícies de conformação de ladrilho ou azulejo da matriz.
Desta maneira o escoamento de ar a partir do centro no sentido da periferia da cavidade de conformação é eliminado, ou no mínimo reduzido de maneira significativa, cujo escoamento de ar pode provocar redistribuição indesejada dos pós cerâmicos e desgaste rápido da matriz em suas zonas periféricas.
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Em uma primeira configuração da invenção, cada corpo obturador é fixado de maneira estável ao corpo metálico da matriz isostática, de tal modo a sempre ser estacionário internamente à bucha rígida relativa, preferivelmente em uma linha com a face ativa da matriz.
Esta configuração ainda compreende a totalidade dos condutos respiradores estarem conectados a um dispositivo soprador que é ativado ao final do ciclo de prensagem para injetar ar comprimido aí.
Desta maneira, o ar comprimido injetado nos condutos de descarga tenderá a sair das bocas respiradoras, projetando o pó cerâmico que pode ser aprisionado dentro da fissura deixada entre os copos obturadores e as bocas respiradoras relativas, no sentido da cavidade de conformação.
Devido a estes jatos de ar que saem a partir das bocas respiradoras, a solução acima descrita pode, contudo, apresentar a desvantagem de levantar uma grande quantidade de pó para o interior das zonas que circundam a matriz cerâmica, tornando o ambiente circundante desagradável para o pessoal.
Para eliminar esta desvantagem é fornecida uma segunda configuração preferencial da invenção.
Na segunda configuração cada corpo obturador desliza internamente à bucha rígida relativa, com movimento alternativo na direção do eixo da bucha.
Em particular, esta configuração compreende cada corpo obturador estar fixado a uma extremidade de uma respectiva haste de válvula que é ativada para deslizar internamente a um furo guia permitido no corpo metálico da matriz isostática, atrás da bucha rígida relativa.
Graças a esta solução o corpo obturador é posicionado em linha com a superfície ativa da matriz durante o estágio de prensagem, e quando a matriz abre, ele é feito deslizar no sentido do interior da cavidade de conformação, de modo a remover o pó que poderia estar aprisionado na fissura entre o corpo obturador e a bucha rígida durante a conformação do ladrilho ou azulejo.
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Contudo, pode ocorrer que, depois de repetidos ciclos de prensagem, uma certa quantidade de pó cerâmico invada as bocas respiradoras e se acumule nos condutos de descarga, obstruindo-os e impedindo a desgaseificação da cavidade de conformação.
Para impedir que isto aconteça e provoque uma parada de produção da matriz cerâmica, a invenção compreende a totalidade de condutos de descarga ser conectada a um dispositivo de aspiração especial.
O dispositivo de aspiração é ativado a cada vez que a matriz tenha completado um número relativamente elevado, que, contudo, é sempre compatível com os requisitos de produção de ciclos de prensagem, tal como para limpar os condutos de descarga aspirando o pó cerâmico contido neles.
Preferivelmente a ação de aspirar do dispositivo de aspiração é adicionada por meio de um dispositivo soprador similar àquele utilizado na primeira configuração preferencial da invenção, porém, que injeta ar comprimido a uma pressão genericamente mais baixa.
O dispositivo soprador é ajustado em comunicação com a totalidade dos condutos de descarga em pontos diferentes em relação ao dispositivo de aspiração, e injeta ar internamente aos condutos para empurrar o pó cerâmico aí acumulado, no sentido da boca do próprio dispositivo de aspiração.
Neste ponto, observar que as soluções fornecidas pela invenção são também muito bem adequadas para utilização com a matriz isostática equipada com um sistema anti-transparência.
O fenômeno de “transparência’ consiste no fato que na superfície frontal (em vista) dos ladrilhos ou azulejos pode permanecer um traço ligeiro dos pés subjacentes da superfície de deposição, o que faz com que o produto acabado seja classificado como de segunda.
As matrizes isostáticas descritas acima com sistema antitransparência compreendem um corpo metálico no qual uma parte tornada oca é permitida tendo uma forma de grade em planta, na qual uma grade conformada de
Petição 870170093199, de 30/11/2017, pág. 14/63 maneira complementar é alojada, a qual é mais rígida do que a membrana elástica, e que é interposta entre a membrana elástica e a câmara de fluido incompressível.
Nestas matrizes, a membrana elástica é fortemente agarrada ao corpo metálico nas zonas compreendidas entre os elos da grade abaixada, e uma bucha rígida pode ser afundada nela exatamente naquelas zonas para realizar o sistema de desgaseificação da invenção.
Outras características e vantagens da invenção irão emergir melhor de uma leitura da descrição a seguir que é fornecida à guisa de exemplo não limitativo, com a ajuda das Figuras dos desenhos, nas quais:
A Figura 1 é uma vista em planta de uma matriz isostática da invenção;
A Figura 2 é uma vista em planta da matriz da Figura 1 sem a membrana elástica;
A Figura 3 é uma vista em planta da grade anti-transparência que 15 pertence à matriz da Figura 1;
A Figura 4 é um detalhe da seção ao longo da linha IV-IV da
Figura 1;
A Figura 5 é um detalhe da seção ao longo da linha V-V indicada na Figura 1 mostrada depois da injeção do fluido pressurizado incompressível;
A Figura 6 é um detalhe de uma prensa cerâmica dotada da matriz da Figura 1 durante um estágio de compactação dos pós cerâmicos;
A Figura 7 é o detalhe da Figura 6 durante um estágio seguinte de descarga do ladrilho ou azulejo compactada;
As Figuras 8 e 9 ilustram uma variante da matriz da Figura 1 25 mostrada ao longo de linhas VIII-VIII da Figura 1, respectivamente durante o estágio de compactar os pós cerâmicos e durante seu estágio seguinte de descarga;
A Figura 10 é uma vista em planta de uma matriz isostática em uma primeira configuração alternativa da invenção, e sem a membrana elástica;
A Figura 11 é um detalhe da seção XI-XI indicada na Figura 10
Petição 870170093199, de 30/11/2017, pág. 15/63 onde a membrana elástica está presente;
A Figura 12 é uma vista em planta de uma matriz isostática de acordo com uma segunda configuração alternativa da invenção e sem a membrana elástica;
A Figura 13 é um detalhe da seção XIII-XIII indicada na Figura
12, onde a membrana elástica está também presente;
A Figura 14 é uma vista em perspectiva de uma matriz isostática de acordo com uma terceira configuração da invenção;
A Figura 15 é uma vista em planta da matriz isostática da Figura
14;
A Figura 16 é uma seção ao longo da linha XVI-XVI da Figura 15;
As Figuras 17 e 18 são, respectivamente, seções XVII-XVII e XVm-XVIII da Figura 16;
A Figura 19 é a seção XIX-XIX da Figura 18;
A Figura 20 é um detalhe em vista em planta de uma matriz isostática de acordo com uma quarta configuração da invenção;
A Figura 21 é uma seção XXI-XXI da Figura 20.
As Figuras de 1 até 7 mostram uma matriz 1 destinada a ser 20 associada a uma prensa de cerâmica para cunhar uma superfície inferior ou de deposição de ladrilhos ou azulejos.
A matriz 1 compreende um corpo metálico 2 com uma forma plana retangular formada por três placas superpostas, que são fixadas por meio de parafusos, das quais uma placa frontal 200, uma placa intermediária 201 e uma placa traseira 202 (ver Figura 4).
O corpo metálico 2 apresenta uma face ativa 20 destinada a facear no sentido da cavidade de conformação da prensa cerâmica à qual a matriz 1 será associada.
Como mostrado na Figura 4, um primeiro oco concêntrico
Petição 870170093199, de 30/11/2017, pág. 16/63 retangular 21 com uma profundidade constante é permitido na face ativa 20, cujo oco 21 é conectado à borda externa do corpo metálico 2 por meio de uma tira perimétrica escareada 22.
Um segundo oco concêntrico 23 é permitido no fundo do primeiro oco 21, cujo segundo oco 23 tem uma profundidade constante que, vista em planta, apresenta genericamente uma forma de grade regular (ver Figura 2).
Em particular a grade 23 compreende uma pluralidade de células 24' as quais são distribuídas de maneira uniforme e que são conectadas de maneira recíproca por meio de canais retos 24''.
Em vista em planta, as células 24'são genericamente quadradas com lados mais longos do que a largura dos canais retos 24''.
Desta maneira, uma pluralidade de zonas de relevo genericamente conformadas é definida entre as células 24', um topo das quais está no mesmo nível que o fundo do primeiro oco 21.
Finalmente um terceiro oco 26 é permitido no fundo do segundo oco 23, cujo terceiro oco 26 é formado por uma grade que tem canais retos reciprocamente perpendiculares.
Os canais retos são mais estreitos do que os canais 24'' do segundo oco 23 e se desenvolvem ao longo dos canais 24'' de tal modo a sulcar e cruzar cada uma das células isoladas 24'.
Uma grade 3 feita de um material elasticamente deformável, que é preparada separadamente, é posicionada internamente ao segundo oco 23.
Como ilustrado na Figura 3, a grade 3 tem uma forma que é similar à grade do segundo oco 23 do corpo metálico 2, de tal modo a ser acomodada de maneira apertada internamente a ele.
Em particular, a grade 3 compreende uma pluralidade de formas que correspondem às células 24' que são unidas por trechos retos 31 que correspondem aos canais 24''.
A grade 3 tem uma espessura constante que é ligeiramente menor
Petição 870170093199, de 30/11/2017, pág. 17/63 do que a profundidade do segundo oco 23 e feita preferivelmente de um material elastômero.
Em seção transversal a grade 3 compreende uma primeira camada que é inserida de maneira apertada internamente ao segundo oco 23 do corpo metálico 2 em contato com o seu fundo, sobre o qual é colocada uma segunda camada que tem uma mesma forma com uma largura menor (ver Figura 4).
A face da grade 3 em contato com o fundo do segundo oco 23 fecha os canais do terceiro oco 26 de modo a definir um espaço livre que visto em planta é uma grade em labirinto.
Uma pluralidade de furos verticais 4 são permitidos no corpo metálico 2, cada um de cujos furos verticais 4 cruzam de maneira centralizada uma respectiva zona transversal 25 e abrem sobre o fundo do primeiro oco 21.
Uma bucha guia 5, feita de material duro e resistente a desgaste, é inserida em pressão ou inserida utilizando outros sistemas de ajuste conhecidos internamente a cada furo vertical 4. A bucha é dotada de uma cabeça 50 que tem um diâmetro maior que se salienta em relação ao fundo do primeiro oco 21 e cujo um topo é genericamente em linha com a borda superior do corpo metálico 2.
Em particular a cabeça saliente 50 apresenta um recorte canal circunferencial 51 ao longo de sua superfície lateral.
A cavidade interna 52 de cada bucha guia 5 define uma boca respiradora que ajusta o furo vertical relativo 4 em comunicação com o exterior. Observar que as buchas guia rígidas 5 poderiam, alternativamente, estar em uma única peça junto com o corpo metálico 2, por exemplo na forma de outros anexos salientes que crescem a partir da zona transversal 25.
Como ilustrado na Figura 4, cada furo vertical 4 está em comunicação com o sistema de condutos de descarga horizontais 9, indicados por uma linha interrompida na Figura 1, que são permitidos na placa frontal 200 do corpo metálico 2 é que abrem para o exterior através de suas paredes laterais.
Depois que as buchas guia 5 e a grade 3 tenham sido acopladas ao
Petição 870170093199, de 30/11/2017, pág. 18/63 corpo metálico 2, uma camada de um mástique ou de uma cola adesiva adequada é aplicada ao corpo metálico 2.
Em particular, a camada de mástique é colocada no fundo do primeiro oco 21 na tira perimétrica 22 nas porções das paredes laterais dos canais
24 e as células 24' não cobertas pela grade 3, nas faces livres da grade 3 e na superfície lateral das cabeças salientes 50 das buchas guia 5.
Assim, internamente ao primeiro oco 21 uma resina fluida normalmente utilizada no setor é derramada, a qual depois de endurecer realiza uma membrana elasticamente deformável 6.
Desta maneira, a face posterior da membrana elástica 6 apresenta uma grade em relevo que é acoplada em vedação internamente à grade 23 do corpo metálico 2.
Além disto, ela também apresenta uma série de furos vazados, cada um dos quais acomoda a cabeça saliente 50 de uma respectiva bucha guia 5 e é dotada de uma nervura circunferencial 60 que acopla ao canal recortado 51 e ancora de maneira sólida a bucha guia 5 à membrana 6.
Durante a conformação, uma grade de canais cruzados idênticos 62 é formada na face ativa externa 61 da membrana 6, cujos canais cruzados 62 são para conformar os pés dos ladrilhos ou azulejos (ver Figura 1).
Em particular, os pontos de cruzamento dos canais cruzados 62 são superpostos verticalmente nas zonas de cruzamento 25 do corpo metálico 2, e são identificados por uma série de cada saliência 63 que tem uma forma plana genericamente circular.
Uma bucha guia relativa 5 é localizada no centro de cada saliência
63, um topo de cuja bucha 5 estando em linha com o topo da saliência 63.
Graças ao mástique, a membrana elástica 6 é agarrada de maneira forte a todas as partes do corpo metálico 2, a grade 3 e as buchas guia 5 sobre as quais o mástique foi aplicado previamente.
Observar que a grade 3 e a membrana elástica 6 são constituídas
Petição 870170093199, de 30/11/2017, pág. 19/63 por resinas elastoméricas que têm genericamente características elásticas diferentes. Preferivelmente a resina da membrana elástica 6 é mais elástica e flexível do que aquela da grade 3 que é, portanto, mais rígida.
Um corpo de válvula cilíndrico 7 é alojado de maneira deslizante em cada bucha guia 5, cujo corpo de válvula 7 obstrui parcialmente a boca respiradora 52 deixando uma pequena fissura que se comunica com o furo vertical subjacente 4.
A pequena fissura é de uma tal natureza de modo a possibilitar passagem do ar quanto obstrui efetivamente qualquer vazamento do pó cerâmico que é compactado durante a conformação dos ladrilhos ou azulejos.
A abertura pode ser obtida realizando o corpo de válvula cilíndrico 7 com um diâmetro ligeiramente menor em relação a boca respiradora 52 da bucha guia 5, por exemplo calibrando especialmente as tolerâncias de trabalho.
Por exemplo, o diâmetro do corpo de válvula cilíndrico 7 pode ser feito menor por cerca de 0,2 mm do que o diâmetro da boca respiradora 52.
Cada corpo de válvula 7 é nascido na extremidade de uma haste 70 que é internamente deslizável no furo vertical 4, cuja extremidade posterior é associada a dispositivo respectivo para ativação, o que faz com que a extremidade posterior deslize em cada ciclo de prensagem.
O dispositivo de ativação compreende uma placa de bronze 71 fixada à extremidade posterior da haste 70 e acomodada de maneira deslizante internamente a um assento cilíndrico 41 que é permitido na placa intermediária 201 do corpo metálico 2, posteriormente em relação ao conduto de descarga 9.
Em particular, o assento cilíndrico 41 é arranjado de maneira coaxial ao furo 4 e tem um diâmetro maior em relação à largura do conduto de descarga 9.
Um anel de vedação 72 é colocado entre a placa 71 e a parede lateral do assento cilíndrico 41. Enquanto um a anel de poeira 73 é localizado
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Uma mola de compressão 74 é interposta entre o anel de poeira 73 e a placa 71, cuja mola 74 mantém o corpo de válvula 7 na posição de repouso ilustrada na Figura 4.
Nesta posição o corpo de válvula 7 está em linha com o topo da bucha guia 5 e assim também com a saliência 63 da membrana elástica 6, enquanto a placa 71 está na posição posterior do curso extremo.
Como ilustrado na Figura 4, cada assento cilíndrico 41 abre 10 internamente a um conduto traseiro 8 cujo conduto 8 é permitido na placa posterior 202 do corpo metálico 2 e é destinado a transportar um fluido operacional pressurizado, genericamente ar comprimido, que é suprido por meio de um dispositivo distribuidor usual (não mostrado).
O fluido de operação atua na face da placa 71 oposta à mola de 15 compressão 74, de tal modo a empurrar a haste 70 e fazer com que o corpo de válvula se estenda completamente em relação à face ativa 61 da membrana elástica 6.
Nesta configuração, o conduto 8 coloca todos os assentos cilíndricos 41 da matriz 1 em comunicação recíproca, de tal modo que a ativação dos corpos de válvula 7 ocorre de maneira contemporânea; contudo, é possível conectar os assentos cilíndricos 41 através de condutos independentes para ativar diferentes corpos de válvula 7 em diferentes áreas da matriz 1, de acordo com a necessidade.
Na configuração ilustrada das Figuras 6 e 7, a matriz 1 está associada a uma matriz do tipo a função de penetração 10 para conformação de ladrilhos ou azulejos cerâmicos.
Em particular, a matriz 1 é destinada a conformar uma face de deposição dos ladrilhos ou azulejos e é localizada de maneira superior a uma matriz 11 de um tipo tradicional que é destinado a conformar a face de vista do
Petição 870170093199, de 30/11/2017, pág. 21/63 ladrilho ou azulejo.
Obviamente a invenção é bem adequada para outros tipos de prensa, por exemplo, uma prensa de matriz móvel. Além disto, o arranjo das matrizes 1, 11 pode ser diferente daquele que está ilustrado, como podem sua forma e função. Em particular, com ligeiras modificações, a matriz um poderia ser utilizada para conformar a face de vista dos ladrilhos ou azulejos.
Antes de instalar as matrizes na prensa 10 o espaço livre formado pelos canais 26 coberto pela grade 3 é enchido com um fluido incompressível, genericamente óleo hidráulico pressurizado, e é então fechado em vedação.
A introdução de óleo é feita por meio de condutos especiais tais como aqueles indicados com uma linha interrompida e indicados por 13 na Figura
1.
A introdução do óleo pressurizado conduz a deformações elásticas correspondentes da grade 1 e da membrana elástica 6 (ver Figura 5).
Em particular, nas células 24' e nos canais 24 (ver Figura 2) a grade 3 é distanciada do fundo e arqueia, fazendo com que a membrana elástica 6 também levante.
A membrana 6 está, contudo, presa à tira perimétrica 22 do corpo metálico 2 no topo das zonas cruzadas 25 e em todas as outras zonas nas quais a cola foi aplicada. Portanto, ela tende a substancialmente arquear somente na posição das células 24', assumindo uma aparência superficial genericamente grumosa.
Desta maneira a matriz 1 funciona como uma matriz isostática que possibilita ser conseguida uma densidade uniforme do material cerâmico do ladrilho ou azulejo compactada.
Ao mesmo tempo, a presença da grade 3 possibilita que seja impedido de ocorrer o fenômeno bem conhecido de “transparência”, no qual estruturas subjacentes da base de repouso do ladrilho ou azulejo são aparentes a partir da superfície de vista do ladrilho ou azulejo.
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Durante este estágio, o fluido de operação que circula no conduto 8 é descarregado, de modo que as molas de compressão 74 mantém os corpos de válvula 7 na posição de repouso, com os seus topos co-planares com a face ativa 61 da membrana elástica 6.
O ar aprisionado na cavidade de conformação 12 pode, portanto, sair livremente através das fissuras finas definidas entre os corpos de válvula 7 e as bocas respiradoras 52 das buchas guia relativas 5, então o ar escoa através dos furos verticais 4, e a partir destes alcança o ambiente externo cruzando os condutos de descarga horizontais 9 (ver Figura 8).
Desta maneira uma corrente de ar unicamente direcionada a partir do centro para a periferia da cavidade de conformação 12 não é estabelecida, e uma redistribuição indesejável dos pós cerâmicos contidos na cavidade de conformação 12 é impedida.
Não obstante a pequena dimensão das fissuras, o ar pode trazer algumas partículas de material cerâmico com ele.
Isto, contudo, não cria desvantagens, uma vez que as partículas são também expelidas no sentido do exterior; além disto, a ação abrasiva que elas tendem a produzir é principalmente concentrada nas bordas das buchas guia 5, que são difíceis de danificar, uma vez que elas são feitas de materiais que são particularmente resistentes à abrasão.
Quando a compactação está terminada, tão logo o ladrilho ou azulejo conformado seja removido e afastado, um fluido pressurizado é enviado para o conduto 8 de modo a fazer as placas 71 deslizarem na direção que faz com que as molas de compressão relativas 74 comprimam na direção do anel de poeira
73.
Desta maneira os corpos de válvula 7 são feitos sair das respectivas buchas guia 5 aumentando o furo da passagem da boca respiradora 52 para permitir remoção e distanciamento das partículas de material cerâmico que poderiam ser bloqueadas entre os copos de válvula 7 e a parede interna das
Petição 870170093199, de 30/11/2017, pág. 23/63 respectivas buchas guia 5 (ver Figura 7).
Então o fluido de operação pressurizado presente no conduto 8 é imediatamente descarregado, de modo que os corpos de válvula 7 podem retornar para a posição normal empurrados pelas molas de compressão 74, para um novo ciclo de compactação.
Observar que todas as molas de compressão acima mencionadas 74 podem ser substituídas por um circuito hidráulico auxiliar que supre um fluido pressurizado para os assentos cilíndricos 41, cujo fluido atua sobre as placas 71 em lado oposto em relação ao fluido que vem a partir do conduto 8.
Neste caso, durante a extração dos corpos de válvula 7, o circuito auxiliar é mantido carregado, e é ativado para retornar os corpos de válvula 7 para a posição inicial.
As Figuras 8 e 9 ilustram uma variante da invenção que consiste em melhorar a remoção das partículas de material cerâmico aprisionadas entre os corpos de válvula 7 e as relativas buchas guia 5.
Nesta variante a cavidade interna de cada bucha guia 5 apresenta um trecho 53 que tem um diâmetro aumentado localizado atrás da boca, que define a boca respiradora 52.
Além disto, cada haste 70 é dotada de um corpo raspador 75 que é substancialmente cilíndrico e anular, e que é posicionado de maneira coaxial atrás do corpo de válvula 7, e é distanciado dele por um canal circunferencial.
O corpo raspador 75 tem um diâmetro ligeiramente maior do que o corpo de válvula 7, porém é, em qualquer caso, destinado a passar internamente à boca respiradora 52 definida pela boca da bucha guia 5.
Por exemplo, o diâmetro do corpo raspador pode ser aproximadamente 0,12 mm menor do que o diâmetro da boca respiradora 52.
Quando o corpo de válvula 7 está na posição de repouso, na qual ele ocupa a boca respiradora 52, o corpo raspador 75 está contido internamente ao trecho ampliado 53 da bucha guia 5, de modo a possibilitar passagem de ar que
Petição 870170093199, de 30/11/2017, pág. 24/63 vem da cavidade de conformação.
Quando a haste 70 desliza na direção de fazer com que o corpo de válvula 7 saia da bucha guia 5, o corpo raspador 75 passa internamente à boca respiradora 52 e, por meio de ação mecânica, traz junto com ele partículas de material cerâmico que poderiam ser aprisionadas, e as descarrega para o exterior.
Nas Figuras 10 e 11 uma primeira configuração alternativa da invenção está ilustrada, a qual difere da configuração precedente devido ao fato que a matriz 10 não apresenta a grade anti-transparência 3.
Neste caso, o primeiro oco 21 está circunscrito por meio de um 10 canal 27 que corre ao longo das bordas do corpo metálico 2 e o separa da tira perimétrica 22.
O fundo do primeiro oco 21 é sulcado por uma pluralidade de cavidades conformadas 28, que são separadas uma da outra e que não se comunicam reciprocamente.
As cavidades 28 são todas das mesmas profundidades e são genericamente retangulares vistas em planta, com extremidades arredondadas.
Um respectivo furo vertical 4 abre no fundo de cada cavidade 28, cujo furo vertical 4 é genericamente localizado no ponto médio da cavidade 28.
As cavidades sulcadas 28 são em geral, porém não 20 necessariamente, arranjadas alinhadas ao longo de fileiras que são paralelas às bordas laterais do corpo metálico 2, e ao longo de cada uma das fileiras são orientadas de modo a serem perpendiculares alternadamente uma à outra.
A largura de cada cavidade 28 é menor do que o diâmetro da cabeça saliente 50 da bucha guia 5 alojada no respectivo furo vertical 4, de modo que a cabeça saliente 50 repousa diretamente no fundo do primeiro oco 21.
Uma camada de mástique ou cola é espalhada na tira perimétrica 22 do corpo metálico 2 internamente ao canal 27, internamente às cavidades sulcadas 28 e na cabeça saliente 50 das buchas guia 5.
Então, internamente ao primeiro oco 21 é derramada a resina
Petição 870170093199, de 30/11/2017, pág. 25/63 fluida que realiza a membrana elasticamente deformável 6'.
Desta maneira, a face posterior da membrana 6' apresenta uma série de protuberâncias em relevo que são acopladas em vedação e agarradas de maneira sólida cada uma ao interior de uma respectiva cavidade sulcada 28.
Além disto, um furo vazado se forma no centro de cada protuberância que abriga a cabeça saliente 50 da bucha guia 5 e que é dotada de uma nervura 60' para acoplar ao canal recortado 51, ancorando de maneira sólida a bucha guia 5 à membrana elástica 6'.
Além do acima, a matriz 1 da presente configuração é a mesma que a matriz da configuração descrita anteriormente, e tem a mesma função.
As Figuras 12 a 13 ilustram uma segunda configuração alternativa da invenção, na qual a matriz 1 está uma vez mais sem a grade anti-transparência
3.
Neste caso também, o primeiro oco 21 está circunscrito por um canal 27 que corre ao longo das bordas do corpo metálico 2 e o separa da tira perimétrica 22.
Uma série de canais anulares 29 são permitidos no fundo do primeiro oco 21, cada um dos quais circunscreve uma zona circular 290 no centro da qual se abre um respectivo furo vertical 4.
Uma bucha guia 5'' é projetada inserida internamente a cada furo vertical 4 ligeiramente diferente das buchas guia descritas aqui acima (ver Figura 13).
Em particular, a bucha guia 5'' tem um diâmetro genericamente constante e é inserida em um trecho aumentado 42 do furo vertical 4, onde a sua extremidade posterior repousa em um ressalto intermediário.
O ressalto é posicionado a uma distância do fundo do primeiro oco 21 que é tal que a bucha guia 5' se projeta externamente com um trecho saliente 5'' que apresenta um canal recortado circunferencial 51''.
Uma camada de mástique ou cola é espalhada na tira perimétrica
Petição 870170093199, de 30/11/2017, pág. 26/63 do corpo metálico 2 internamente ao canal 20 e aos canais anulares 29 no topo de todas as zonas circulares 290 e no trecho saliente 450 das buchas guia 5.
Uma resina fluida é então derramada de modo a realizar uma membrana elástica 6 cuja face posterior apresenta uma série de nervuras anulares em relevo que acoplam em vedação e são, cada uma, agarradas de maneira estanque internamente a um respectivo canal anular 29.
Além disto, a membrana elástica 6 é agarrada fortemente também pelas zonas circulares 290 onde ela forma um furo vazado e uma nervura 60 que acopla com o trecho saliente 50 e respectivamente com o canal circunferencial 51 das buchas guia 5 .
Além destes particulares, a matriz 1 da segunda configuração alternativa é a mesma que a matriz precedente 1, e tem o mesmo tipo de funcionamento.
Nas Figuras desde 14 até 18, uma terceira configuração alternativa 15 da invenção está ilustrada, na qual a matriz isostática 1 é associada a um dispositivo de aspiração (não mostrado) por meio de um conduto de aspiração 14.
O conduto de aspiração 14 está em comunicação com a série de condutos de descarga 9 permitidos na placa frontal 200 do corpo metálico 2, e que se comunica com as bocas respiradoras 52.
Em particular, como ilustrado na Figura 17, os condutos de descarga 9 são paralelos uns aos outros, e cada um deles está em comunicação com toda uma fileira de furos verticais 4.
Uma primeira extremidade de cada conduto de descarga 9 abre internamente a um canal transversal 90 também permitido na placa frontal 200 do corpo metálico 2, que faz os condutos de descarga 9 se comunicarem reciprocamente.
As segundas extremidades dos condutos de descarga 9 estão todas em comunicação com uma respectiva abertura subjacente 91 que é permitida na placa intermediária 201 do corpo metálico 2, e abre sobre um seu flanco externo
Petição 870170093199, de 30/11/2017, pág. 27/63 (ver Figuras 16 e 18).
Um invólucro 92 é fixado ao flanco externo, cujo invólucro 92 define um único distribuidor de aspiração 93 que é fechado hermeticamente e internamente ao qual todas as aberturas 90 terminam.
O distribuidor de aspiração 93 se comunica diretamente com o conduto de aspiração 14.
Como ilustrado na Figura 18, um canal auxiliar 94 é permitido na placa intermediária 201 do corpo metálico 2.
O canal auxiliar 94 é paralelo aos condutos de descarga 9 e é 10 localizado em uma posição intermediária entre dois deles para ser fechado pela placa frontal 200.
A extremidade do canal auxiliar 14 localizada no lado da abertura 91 se comunica com o furo vertical 95 abrindo para um conduto cotovelo 96 permitido na placa posterior 202 do corpo metálico 2 (ver também a Figura 19).
O conduto cotovelo 96 termina externamente ao corpo metálico 2, onde ele é conectado a um conduto de entrada 97 que é conectado a um dispositivo soprador de ar comprimido usual (não ilustrado).
A extremidade do canal auxiliar 14 que é oposta ao furo vertical 95 está em comunicação com o canal de conexão 90 dos condutos de descarga 90, de tal modo que os condutos de descarga 90 são alcançados pelo ar comprimido injetado pelo dispositivo soprador.
O dispositivo soprador está usualmente inativo durante o estágio de prensagem, e o ar contido na cavidade de conformação pode escoar livremente para os condutos de descarga 9 e saírem para o exterior através do distribuidor 93 e do conduto de aspiração 14.
Durante esses estágios, o dispositivo de aspiração pode ser mantido ligado de modo a facilitar a desgaseificação da cavidade de conformação; contudo, isto deve ser quando a ação de aspiração não provoca um arraste excessivo de partículas cerâmicas, o que pode ser a situação quando a
Petição 870170093199, de 30/11/2017, pág. 28/63 desgaseificação provoca problemas de entupimento nas fissuras entre a boca respiradora 52 e o corpo de válvula 7.
Pode ocorrer que depois de um grande número de ciclos de prensagem grandes quantidades de material pó cerâmico vazado das bocas respiradoras 52 se acumulem nos condutos de descarga 9.
Para limpar os condutos de descarga 9, a cada vez que a matriz 1 completa um número predeterminado de ciclos de prensagem, o dispositivo de aspiração e o dispositivo soprador são ativados ao mesmo tempo.
Desta maneira o ar comprimido passa para o interior do canal 10 auxiliar 94 através do canal transversal 90, corre ao longo dos condutos de descarga 9 empurrando o pó cerâmico no sentido da abertura 91, onde ele é aspirado para o distribuidor de aspiração 93 por meio do dispositivo de aspiração.
Observar que a Figura 14 ilustra um conduto 15 para injetar o óleo requerido para a operação de prensagem isostática e um conduto 16 para injeção de ar comprimido para ativar as hastes de válvula 70.
As Figuras 20 e 21 ilustram uma quarta configuração alternativa da invenção. Nesta configuração as hastes 70 são fixadas de maneira sólida ao corpo metálico 2 por meio de uma luva rosqueada 76 de modo que os corpos de válvula 7 estão sempre ainda internamente às buchas relativas 5 na posição de repouso.
O funcionamento da matriz isostática 1 é o mesmo que o funcionamento da matriz 1 descrita aqui acima.
Contudo, para descarregar o pó cerâmico que poderia ser aprisionado internamente às fissuras entre os corpos de válvula 7 e as bocas 5, os condutos de descarga 9 são conectados a um dispositivo soprador de ar comprimido, da mesma maneira como descrito para a configuração precedente.
O dispositivo soprador entra em operação depois de cada ciclo de prensagem, de modo que o ar comprimido injetado nos condutos de descarga 9 tende a sair das bocas respiradoras 52 e projetar o pó cerâmico aprisionado no
Petição 870170093199, de 30/11/2017, pág. 29/63 sentido da cavidade de conformação.
Para realizar esta função o dispositivo soprador deve, contudo, injetar ar para o interior do conduto de descarga 9 a uma pressão maior do que aquela que é requerida na terceira configuração alternativa da invenção.
Obviamente um especialista no setor poderia trazer inúmeras modificações ou uma natureza de aplicação técnica às matrizes isostáticas aqui descritas, sem abrir mão do limite da idéia inovadora como reivindicada aqui abaixo.
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Claims (21)

  1. REIVINDICAÇÕES
    1. Matriz isostática para conformação de ladrilhos, compreendendo um corpo metálico (2) e uma membrana elasticamente deformável (6, 6', 6) que é agarrada de forma sólida ao corpo metálico (2) em
    5 uma pluralidade de zonas de fixação distintas predeterminadas (25, 28, 290, 21, 22, 24', 24'') de tal modo que uma câmara intermediária hermeticamente vedada é delimitada entre a membrana elástica (6, 6', 6'') e o corpo metálico (2), caracterizada pelo fato de que a câmara é destinada para conter um fluido incompressível, buchas rígidas (5, 5'') são afundadas na membrana elástica (6, 6',
    10 6''), onde cada uma das buchas rígidas (5, 5'') está localizada em uma zona de fixação (25, 28, 290, 21, 22, 24', 24'') da membrana elástica (6, 6', 6'') ao corpo metálico (2), e define uma boca respiradora (52) que passa para o interior de um corpo da membrana elástica (6, 6', 6'') e que se comunica com um ambiente externo através de um sistema de condutos de descarga (9) permitidos no corpo
    15 metálico (2), com cada bucha rígida (5, 5'') acomodando um respectivo corpo obturador (7) cujo corpo obturador (7) possibilita a passagem de ar e no mínimo parcialmente impede passagem de pó cerâmico.
  2. 2. Matriz de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de que cada corpo obturador (7) é constituído por um corpo compacto que obstrui
    20 parcialmente a boca respiradora (52) da relativa bucha rígida (5, 5'') deixando uma fissura da passagem estreita perpetuamente aberta.
  3. 3. Matriz de acordo com a reivindicação 2, caracterizada pelo fato da fissura estreita é de tal dimensão a possibilitar a passagem de ar durante um estágio de prensagem e para limitar infiltração nela do pó cerâmico.
    25
  4. 4. Matriz de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de que o corpo obturador (7) é fixado de maneira sólida ao corpo metálico (2) da matriz isostática de modo a ser estacionário em relação à bucha rígida (5, 5'').
  5. 5. Matriz de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de que o corpo obturador (7) é associado a respectivo dispositivo para ativação
    Petição 870170093199, de 30/11/2017, pág. 31/63 (70, 71, 41) que move o corpo obturador (7) de maneira alternada entre uma posição de repouso na qual ele é interno à bucha rígida relativa (5) e uma posição de extração na qual ele se projeta externamente a ela.
  6. 6. Matriz de acordo com a reivindicação 5, caracterizada pelo fato 5 de que cada corpo obturador (7) é fixado a uma extremidade de uma haste de válvula (70) cuja haste de válvula (70) é deslizável em um furo (4) que é permitido no corpo metálico (2) atrás da respectiva bucha rígida (5).
  7. 7. Matriz de acordo com a reivindicação 6, caracterizada pelo fato de que a haste de válvula (70) compreende um corpo raspador (75) que é coaxial
  8. 10 ao corpo obturador (7) e maior transversalmente, e cujo corpo raspador (75) passa substancialmente de forma apertada internamente à boca respiradora (52) durante deslocamento do corpo obturador (7) desde a posição de repouso para sua posição de extração, de modo a empurrar qualquer pó cerâmico que possa estar presente no corpo respirador (52) em uma direção para o exterior.
    15 8. Matriz de acordo com a reivindicação 6, caracterizada pelo fato de que o dispositivo para ativação compreende uma porção haste de válvula (70) que, operando como um pistão, é empurrada por meio de um fluido pressurizado para deslizar internamente a um assento cilíndrico relativo (41) permitido no corpo metálico (2).
    20 9. Matriz de acordo com a reivindicação 8, caracterizada pelo fato de que cada corpo de válvula (7) é associado a um dispositivo para retornar (74), que retorna o corpo de válvula (7) para sua posição de repouso.
    10. Matriz de acordo com a reivindicação 9, caracterizada pelo fato de que o dispositivo para retornar compreende uma mola (74) que atua no
    25 pistão em contraste ao fluido pressurizado.
  9. 11. Matriz de acordo com a reivindicação 9, caracterizada pelo fato de que o dispositivo para retornar compreende um circuito hidráulico auxiliar que supre fluido pressurizado para o assento cilíndrico (41) para empurrar o pistão em uma direção oposta em relação à direção de extração.
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  10. 12. Matriz de acordo com a reivindicação 8, caracterizada pelo fato de que os assentos cilíndricos (41) de todos os dispositivos para ativar os corpos de válvula (7) estão hidraulicamente conectados através de um mesmo conduto de transporte (8) do fluido pressurizado.
    5
  11. 13. Matriz de acordo com a reivindicação 8, caracterizada pelo fato de que os assentos cilíndricos (41) do dispositivo para a ativação dos corpos de válvula (7) estão hidraulicamente conectados a uma pluralidade de condutos independentes (8) para transportar o fluido pressurizado.
  12. 14. Matriz de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo
    10 fato de que cada bucha rígida (5, 5) é inserida em um respectivo furo vazado na membrana elástica (6, 6', 6) e apresenta um canal circunferencial (51, 51) pelo qual ele acopla com uma nervura (60, 60', 60'') da membrana elástica (6, 6', 6''), cuja nervura (60, 60', 60'') se projeta a partir de uma parede interna do furo vazado.
  13. 15 15. Matriz de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de que uma extremidade da bucha rígida (5, 5'') está em linha com uma superfície ativa da membrana elástica (6, 6', 6'').
  14. 16. Matriz de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de que o corpo metálico (2) apresenta um oco (23) conformado em vista em
    20 planta como uma grade, no qual uma grade (3) de uma forma adequada é alojada, cuja grade (3) é mais rígida do que a membrana elástica (6) que é interposta entre a membrana elástica (6) e a câmara de fluido incompressível, com cada zona de fixação (25) da membrana elástica (6) para o corpo metálico (2) sendo definida internamente a uma ligação do oco conformada em grade (23).
    25
  15. 17. Matriz de acordo com a reivindicação 16, caracterizada pelo fato de que a face da membrana elástica (6) que está próxima à grade (3) apresenta uma grade em relevo que se insere de maneira apertada no oco (23) do corpo metálico (2).
  16. 18. Matriz de acordo com a reivindicação 16, caracterizada pelo
    Petição 870170093199, de 30/11/2017, pág. 33/63 fato de que a grade (3) é agarrada fortemente na membrana elástica (6, 6'. 6'').
  17. 19. Matriz de acordo com a reivindicação 16. caracterizada pelo fato de que a grade (3) é feita de um material elastômero.
  18. 20. Matriz de acordo com a reivindicação 1. caracterizada pelo fato de que cada uma das zonas de fixação compreender uma cavidade sulcada (28) permitida no corpo metálico (2). na qual uma saliência correspondente em relevo da membrana elástica (6') é acoplada de maneira apertada.
  19. 21. Matriz de acordo com a reivindicação 1. caracterizada pelo fato de que cada uma das zonas de fixação é delimitada por um respectivo canal anular (290) permitido no corpo metálico (2). em cujo canal anular (290) uma respectiva nervura anular em relevo da membrana elástica (6'') é acoplada de maneira apertada.
  20. 22. Matriz de acordo com a reivindicação 1. caracterizada pelo fato de que o sistema de conduto de descarga (9) é conectado a um dispositivo de aspiração. o qual aspira qualquer material cerâmico possivelmente presente nos condutos de descarga (9).
  21. 23. Matriz de acordo com a reivindicação 1. caracterizada pelo fato de que o sistema de conduto de descarga (9) é conectado a um dispositivo soprador que injeta ar pressurizado internamente aos condutos de descarga (9).
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BRPI0703267-6A 2006-07-26 2007-07-18 Matriz isostática para conformação de ladrilhos BRPI0703267B1 (pt)

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