(54) Título: MOLDE PARA VULCANIZAÇÃO DE UM PNEU E MÉTODO PARA VULCANIZAÇÃO DE UMA MATRIZ DE PNEU VERDE (51) Int.CI.: B29C 33/38; B29C 33/42; B29D 30/02.
(30) Prioridade Unionista: 02/1V2006 FR 0654700; 18/01/2007 US 60/881074.
(73) Titular(es): COMPAGNIE GENERALE DES ETABLISSEMENTS MICHELIN.
(72) Inventores): GILBERT MENARD; ADRIEN MONDOLO; JEAN-CHARLES FERRAND; GERARD ALEGRE; JEAN-CLAUDE APERCE.
(57) Resumo: MOLDE PARA VULCANIZAÇÃO DE UM PNEU, E, MÉTODO PARA VULCANIZAÇÃO DE UMA MATRIZ DE PNEU VERDE Um molde (10) compreende, pelo menos, um membro axial (14) portando, pelo menos, uma superfície (20) para moldar um costado (22) de um pneu, segmentos radiais (16), cada um deles, portando, pelo menos, uma superfície (24) para moldar uma banda de rodagem (26) do pneu e meios (36, 38, 40, 42) para conectar o membro axial (14) com os segmentos radiais (16). Primeiras superfícies (36, 38) para travamento radial e axial, que podem ser deslocadas e portadas pelo membro axial (14) cooperam com segundas superfícies (40, 42), para travamento radial e axial. Cada superfície (20) para moldar o costado é integral com uma porção fixa (14F), do membro axial (14). As primeiras superfícies de travamento (36, 38) são integrais com, pelo menos, um membro de travamento (14M), montado no membro axial (14), e podem ser deslocadas em relação à porção fixa (14F).
MOLDE PARA VULCANIZAÇÃO DE UM PNEU E MÉTODO PARA
VULCANIZAÇÃO DE UMA MATRIZ DE PNEU VERDE
A presente invenção refere-se a um molde para vulcanizar um pneu, a um método para vulcanizar uma matriz de pneu verde e a um pneu obtido pelo mencionado método.
No presente texto, referência ao eixo de um pneu é uma referência ao seu eixo de revolução. O mencionado eixo define uma direção axial do molde assumindo-se que o pneu esteja em-um molde.
Fabricar um pneu pela vulcanização de uma matriz de pneu verde é 10 conhecido. Para isto, a matriz é colocada em um molde do tipo compreendendo:
• pelo menos, um membro axial, portando, pelo menos, uma superfície para moldar o costado de um pneu;
• segmentos radiais, cada um deles portando, pelo menos, uma superfície para moldar uma banda de rodagem do pneu; e · meios para conectar o membro axial com os segmentos radiais, compreendendo primeiras superfícies de travamento radial e axial portadas pelo membro axial que devem cooperar com segundas superfícies de travamento radial e axial, portadas por cada segmento radial, as primeiras e segundas superfícies de travamento podendo ser deslocadas, umas em relação às outras, entre:
· uma posição aberta do molde na qual superfícies de travamento complementares estão separadas; e • uma posição fechada do molde na qual as superfícies de travamento complementares cooperam umas com as outras.
Um molde do tipo mencionado compreende um primeiro e um segundo membros axiais respectivamente portando superfícies para moldar os primeiro e segundo costados do pneu e é descrito, por exemplo, na patente europeia EP-A1-0 436 495.
Petição 870170091741, de 27/11/2017, pág. 18/24
Normalmente, para se vulcanizar uma matriz de pneu verde, a mencionada matriz é colocada em um molde do tipo acima mencionado da maneira seguinte.
Inicialmente, a matriz é posta em contato com os membros 5 axiais, depois, cada membro axial é conectado com os segmentos radiais, em particular deslocando-se axialmente as primeiras e segundas superfícies de travamento, uma em relação à outra, entre as posições aberta e fechada do molde.
Geralmente, em um molde convencional, a matriz verde é 10 pressionada contra as superfícies de moldagem dos membros axiais e segmentos radiais do molde usando-se uma membrana flexível pressurizada cooperando com a superfície interna da matriz. No molde apresentado na EPAl-0 436 495, a pressão da membrana, necessária para moldar um pneu, também tem o efeito de pressionar as superfícies de travamento complementares em sua posição de cooperação, com isso, mantendo o molde fechado. Uma vez que a pressão para a moldagem participa do travamento do molde fechado, o molde convencional é dito ser auto-travante.
No entanto, em um molde do tipo acima mencionado, as superfícies para moldagem dos costados, portadas pelos primeiro e segundo membros axiais, são integrais com as primeiras superfícies de travamento radial e axial, também portadas pelos primeiro e segundo membros axiais. Por esta razão, deslocamento axial das primeira e segunda superfícies de travamento em relação, umas às outras, quando se fecha ou abre o molde, provoca deslocamento relativo entre as superfícies para moldagem dos costados, que são integrais com as primeiras superfícies de travamento, e as superfícies para moldagem da banda de rodagem portada pelos segmentos radiais. O deslocamento relativo mencionado provoca a formação de uma impressão não desejada em cada costado da matriz, antes dela ser vulcanizada, devido à deformação plástica do mencionado costado.
O objetivo da invenção é impedir a formação de impressões não desejadas nos costados da mencionada matriz, antes da vulcanização da matriz verde.
Para isto, a invenção provê um molde do tipo compreendendo: 5 · pelo menos, um membro axial portando, pelo menos, uma superfície para moldagem do costado de um pneu;
• segmentos radiais, cada um deles portando, pelo menos, uma superfície para moldagem da banda de rodagem de um pneu;
• meios para conectar o membro axial com os segmentos 10 radiais, compreendendo primeira e segunda superfícies de travamento radial e axial portadas pelo membro axial, que podem cooperar com segundas superfícies de travamento radial e axial, que são complementares às primeiras superfícies de travamento portadas por cada segmento radial, as primeira e segunda superfícies de travamento podendo ser deslocadas, uma em relação a outra, entre:
• uma posição aberta do molde, na qual as superfícies de travamento complementares estão separadas; e • uma posição fechada do molde, na qual as superfícies de travamento complementares cooperam umas com as outras; caracterizadas pelo fato de cada superfície para moldagem do costado ser integral com uma porção fixa do membro axial, as primeiras superfícies de travamento sendo integrais com, pelo menos, um membro de travamento montado no membro axial e podendo ser deslocado em relação à porção fixa.
Uma vez que as primeiras superfícies de travamento podem ser deslocadas em relação a cada superfície para moldagem do costado, quando o molde é fechado, o deslocamento das mencionadas primeiras superfícies de travamento não provoca o deslocamento da superfície para moldagem do costado e não causa a formação de uma impressão na matriz verde.
Em uma outra característica opcional do molde da invenção, o membro de travamento é montado no membro axial de modo a poder ser axialmente deslocado, em relação à porção fixa, entre as posições aberta e fechada do molde.
Preferivelmente, as primeiras superfícies de travamento radial 5 e axial são formadas por entalhes anulares e nervuras providas no membro de travamento, e as segundas superfícies de travamento radial e axial são formadas por segmentos entalhados anulares e segmentos nervurados providos em cada segmento radial.
Os mencionados entalhes e nervuras, que são fáceis de 10 produzir, cooperam, efetivamente, uns com os outros de modo a travar cada membro axial, radial e axialmente, com os segmentos radiais.
Em uma outra característica opcional do molde da invenção, o membro axial inclui, pelo menos, um membro para acunhar o membro de travamento na posição fechada do molde.
Assim, impedindo que o membro de travamento volte para a posição aberta do molde quando da vulcanização do pneu, o membro de acunhamento prende as superfícies de travamento complementares em suas posições de cooperação e com isso mantém o molde fechado.
De acordo com uma outra característica opcional do molde da invenção, o membro de acunhamento é montado de modo a poder ser deslocado radialmente em um alojamento provido na porção fixa do membro axial, entre:
• uma posição retraída no alojamento; e • uma posição acunhada na qual o membro de acunhamento está inserido entre uma superfície axial da porção fixa, estendendo-se do mencionado alojamento, e uma superfície terminal axial do membro de travamento.
A posição retraída do membro de acunhamento permite o deslocamento axial do membro de travamento entre suas posições de molde aberto e fechado. A posição acunhada do membro de acunhamento impede que o membro de travamento retome para a posição aberta do molde mantendo, assim, o molde fechado.
De acordo com ainda outra característica opcional do molde da 5 invenção, o membro de acunhamento é montado, de modo a poder ser deslocado radialmente, em uma superfície terminal axial externa da porção fixa do membro axial, entre:
• uma posição desconectada do membro de travamento; e • uma posição acunhada na qual o membro de acunhamento 10 está inserido entre a mencionada superfície externa e uma superfície axial para acunhar o membro de travamento.
O mencionado membro de acunhamento é, facilmente, acessado a partir do exterior do molde. Na posição desconectada, o membro de acunhamento pode ser separado do molde e permite deslocamento axial do membro de travamento entre suas posições de molde aberto e fechado.
De acordo com mais uma característica opcional do molde da invenção, o membro de acunhamento tem, geralmente, formato de um anel que é coaxial com o pneu, o membro de travamento compreendendo projeções axiais que estão distribuídas circunferencialmente, alternando com endentações axiais, o membro de acunhamento compreendendo projeções e endentações que são complementares com as projeções e endentações do membro de travamento, o membro de travamento e o membro de acunhamento podendo ser deslocados em um em relação ao outro, entre:
• uma posição na qual as projeções do membro de travamento e o membro de acunhamento são, axialmente, superpostas; e • uma posição na qual as projeções do membro de travamento e o membro de acunhamento são encaixadas nas endentações complementares do membro de acunhamento e membro de travamento, respectivamente.
Com isso, a espessura do conjunto formado pelo membro de travamento e membro de acunhamento varia de modo que, quando as projeções estão superpostas , axialmente, o molde está na posição fechada.
De acordo com outra característica opcional do molde da invenção, o membro de travamento é montado no membro axial para ser deslocado, por rotação, em relação à porção fixa, entre as posições aberta e fechada do molde.
Preferencialmente, as primeiras superfícies de travamento são projetadas para cooperarem com as segundas superfícies de travamento em conformidade com uma conexão tipo baioneta, • as primeiras superfícies de travamento radial e axial sendo formadas por uma superfície anular formada no membro de travamento, provida com projeções axiais que são distribuídas, circunferencial mente, por uma porção radialmente externa,, da mencionada superfície anular;
• as segundas superfícies de travamento radial e axial sendo formadas por segmentos da superfície anular providos, cada um deles, em um segmento radial correspondente, cada segmento da superfície anular sendo provido com projeções axiais distribuídas, circunferencialmente, por uma porção radialmente interna,, do segmento da superfície anular; e • as projeções se alternando com as endentações.
Tais superfícies de travamento, por cooperarem umas com as outras, produzindo uma conexão tipo baioneta, ocupam, axialmente, pouco espaço e não necessitam um membro de acunhamento adicional.
De acordo com outra característica opcional do molde da invenção, o membro de travamento tem, em geral, formato de um anel que é coaxial com o pneu, assumindo-se que o pneu esteja no molde.
Tal membro de travamento é fácil de ser direcionado axial ou por rotação pela porção estacionária do membro axial.
De acordo com outra característica opcional do molde da
Ί invenção, ο mencionado molde compreende primeiro e segundo membros axiais portando, respectivamente, superfícies para moldar os primeiro e segundo costados do pneu, as primeiras superfícies de travamento sendo integrais com, pelo menos, um membro de travamento montado em cada membro axial e podendo ser deslocadas em relação à porção fixa do mencionado membro axial.
A invenção também provê um método para vulcanização de uma matriz de pneu verde usando um molde compreendendo:
• pelo menos, um membro axial portando, pelo menos, uma 10 superfície para moldar um costado de um pneu;
• segmentos radiais portando, pelo menos, uma superfície para moldar uma banda de rodagem de um pneu;
• meios para conectar o membro axial com os segmentos radiais;
o método sendo do tipo no qual • a matriz verde é colocada em contato com o membro axial;
então, • o mencionado membro axial é conectado com os segmentos radiais usando os meios de conexão;
o método sendo caracterizado pelo fato de, desde que o molde seja conforme definido acima, o membro axial ser conectado com os segmentos radiais usando meios de conexão pelo deslocamento das primeira e segunda superfícies de travamento uma em relação a outra, de uma posição aberta para uma posição fechada do molde, enquanto mantendo constante a posição axial da porção fixa do membro axial em relação aos segmentos radiais.
Uma vez que a posição axial da porção fixa do membro axial em relação aos membros radiais permanece constante durante o deslocamento axial das primeira e segunda superfícies de travamento uma em relação a outra, não ocorre deslocamento relativo entre cada superfície para moldagem do costado, integral com a porção fixa do membro axial, e cada superfície para moldagem da banda de rodagem, portada pelos segmentos radiais. Com isso, não são formadas impressões não desejadas nos costados da matriz do pneu verde.
De acordo com outra característica opcional do método da invenção, com o molde conforme descrito acima, depois de ter deslocado, axialmente, as primeira e segunda superfícies de travamento, em relação uma à outra, da posição aberta para a posição fechada do molde, o membro de travamento é acunhado na posição fechada do molde, pelo deslocamento radial do membro de acunhamento.
Igual à pressão da membrana, em um molde convencional, o membro de acunhamento pode pressionar as superfícies de travamento complementares para sua posição de cooperação e com isso, manter o molde fechado.
A invenção, além disso, provê um pneu caracterizado pelo fato dele ser obtido por um método conforme definido acima.
A invenção será melhor compreendida a partir das descrições seguintes, feitas, apenas, por meio de exemplos não limitativos em referência aos desenhos anexos, nos quais;
• Figura 1 é uma seção axial de um molde, de acordo com um primeiro modo de realização da invenção;
• Figuras 2 a 4 são meia-vistas análogas à Figura 1, mostrando o molde em diferentes estágios de fechamento;
· Figura 5 é uma meia-vista secional, axial, de um molde, de acordo com um segundo modo de realização da invenção;
• Figura 6 é uma meia-vista secional, axial, de um molde, de acordo com um terceiro modo de realização da invenção;
• Figuras 7 a 9 são vistas, em perspectiva, de uma porção do membro de travamento e do membro de acunhamento, do molde da Figura 6, em diferentes estágios de fechamento do molde;
• Figuras 10 e 11 são meia-vistas, em seção axial, de um molde, de acordo com um quarto modo de realização da invenção, mostrado, respectivamente, aberto e fechado; e • Figuras 12 e 13 são vistas, em perspectiva, de uma porção de um segmento radial e de um membro de travamento do molde das Figuras lOe 11.
Figuras 1 a 4 mostram um molde, em um primeiro modo de 10 realização da invenção, simbolizado pela referência numérica geral 10. O mencionado molde tem por objetivo a vulcanização de uma matriz, para obtenção de um pneu 12, que somente está mostrado na Figura 1.
No exemplo descrito, o molde 10 é, geralmente, um corpo de revolução em volta de um eixo X que coincide com o eixo de revolução do pneu 12 quando o pneu está alojado no molde 10, como mostrado na Figura 1.
O molde inclui primeiro e segundo membros axiais 14, segmentos radiais 16 e meios 18 para conectar cada membro axial 14 com os segmentos radiais 16.
Cada membro axial 14 tem, geralmente, um corpo de 20 revolução e porta uma superfície de revolução 20 para moldar um costado 22, correspondente, do pneu. Os segmentos radiais 16 portam, cada um deles, um segmento de uma superfície de revolução 24 para moldar uma banda de rodagem 26 do pneu 12.
Cada membro axial 14 compreende uma porção fixa 14F 25 denominada concha e uma porção 14M, denominada porção móvel, que é montada para deslocar-se axialmente em relação à porção fixa 14F.
No exemplo descrito, a porção móvel 14M tem, em geral, formato de anel que é coaxial com o pneu 12 assumindo-se que o pneu 12 esteja no molde 10. A porção móvel 14M é definida axialmente pelas primeira SI, e segunda, SE, superfícies terminais (ver Figura 4). A porção móvel 14M é direcionada, axialmente, em relação à porção fixa 14F por meio de superfícies de direcionamentos 28, 30, complementares, cilindricamente axiais, permitindo o deslocamento axiai da porção móvel 14M em relação à porção fixa por deslizamento.
Deve-se notar que a superfície 20, de cada membro axial 14, para moldar o costado é integral com a porção fixa 14F do mencionado membro 14.
A porção fixa 14F de cada membro axial 14 inclui uma ombreira 32 que pode cooperar com uma ombreira complementar 34 de cada segmento radial 16. As mencionadas ombreiras complementares 32, 34, formam superfícies complementares para sustentarem, axialmente, e mutuamente direcionarem, radialmente, o membro axial 14 com cada segmento radial 16.
Os meios de conexão 18 compreendem as primeiras superfícies de travamento radial e axial formadas por entalhes anulares 36 e nervuras 38 (ver Figura 2) providas na porção móvel 14M do membro axial. As primeiras superfícies de travamento 36, 38 são, assim, integrais com a porção móvel 14M, a porção móvel formando um membro de travamento.
Os entalhes anulares 36 e nervuras 38 cooperam com segmentos entalhados anulares 40 e nervurados 42 formados em cada segmento radial 16 para travar, radial e axialmente, cada membro axial 14 com os segmentos radiais 16.
As primeiras superfícies de travamento 36, 38 portadas por cada membro axial 14 podem, assim, cooperar com as segundas superfícies de travamento radial e axial que são complementares às mencionadas primeiras superfícies de travamento, formadas pelos segmentos entalhados anulares 40 e nervurados 42, integrais com cada segmento radial 16.
Assim, as primeiras 36, 38 e segundas 40, 42 superfícies de
travamento podem ser deslocadas, axialmente, uma em relação à outra, entre:
• uma posição aberta do molde, como mostrada nas Figuras 2 e 3, na qual as superfícies de travamento complementares 36 a 42 estão separadas; e • uma posição fechada do molde, como mostrada nas Figuras 1 e 4, na qual as superfícies de travamento complementares 36 a 42 cooperam uma com a outra.
A porção móvel 14M e as primeiras superfícies de travamento 36, 38 portadas pela mencionada porção móvel 14M podem, assim, ser deslocadas axialmente entre as posições aberta e fechada do molde, respectivamente mostradas nas Figuras 2 e 3 e nas Figuras 1 e 4.
Cada membro axial 14 compreende, pelo menos, um membro 44 para acunhar a porção móvel 14M na posição fechada do molde, como mostrado na Figura 1.
No primeiro modo de realização da invenção mostrado nas Figuras 1 a 4, o membro de acunhamento 44 é montado, para poder ser deslocado radialmente, em um alojamento 46 provido na porção fixa 14F do membro axial 14, entre:
• uma posição retraída no alojamento 46, como mostrada nas Figuras 2 a 4; e • uma posição acunhada como mostrada na Figura 1.
Na posição acunhada, o membro de acunhamento 44 é inserido entre uma superfície axial 48 da porção fixa 14F, se estendendo do alojamento 46, e a superfície terminal axial SI da porção móvel 14M.
Agora, serão descritos os principais aspectos de um método para a vulcanização de uma matriz de pneu verde usando um molde 10 de acordo com o primeiro modo de realização da invenção.
Primeiramente, a matriz de pneu verde é colocada entre os dois membros axiais 14, do molde 10, de modo que a mencionada matriz entre em contato com os mencionados membros axiais 14, enquanto os segmentos radiais 16 são afastados radialmente dos membros axiais 14, como mostrado na Figura 2.
Em seguida, enquanto cada membro de acunhamento 46 está na posição retraída, no alojamento 16, e cada porção móvel 14M está na posição aberta do molde 10, os segmentos radiais 16 são deslocados, radialmente para mais perto dos membros axiais 14 para a posição mostrada na Figura 3. Ao serem deslocadas, as ombreiras complementares 32, 34 participam para, mutuamente, direcionar radialmente cada membro axial 14 com cada segmento radial 16.
Em seguida, a porção móvel 14M, de cada membro axial 14, é deslocada axialmente em direção da posição fechada do molde 10, como mostrado na Figura 4, usando-se meios convencionais.
Isto tem o efeito de deslocar axialmente as primeiras 36, 38 e segundas 40, 42 superfícies de travamento em relação umas às outras, da posição aberta para a posição fechada do molde 10 e, como resultado, conectar o membro axial 14 aos segmentos radiais 16.
Deve-se notar que o deslocamento axial relativo das primeiras 36, 38 e segundas 40, 42 superfícies de travamento é executado enquanto é mantida constante a posição axial da porção fixa 14F de cada membro axial 14 em relação aos segmentos radiais 16.
Finalmente, a porção móvel 14M de cada membro axial 14 é acunhada na posição fechada do molde 10, pelo deslocamento radial do membro de acunhamento 46 de sua posição retraída em para a sua posição acunhada mostrada na Figura 1.
A Figura 5 mostra um molde de acordo com um segundo modo de realização da invenção. Na Figura 5, elementos análogos aos mostrados nas Figuras 1 a 4 são simbolizados por referências numéricas idênticas.
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Neste modo de realização, o membro de vulcanização 44 é montado, de modo poder ser deslocado radialmente, em uma superfície terminal externa, axial S’E da porção fixa 14F do membro axial 14, entre:
• uma posição desconectada da porção móvel 14M formando 5 o membro de travamento; e • uma posição acunhada, como mostrada na Figura 5, na qual o membro de acunhamento 44 está inserido entre a mencionada superfície externa S’E e uma ombreira radialmente interna, da porção móvel 14M formando uma superfície de acunhamento axial SC na mencionada porção móvel 14M.
O membro de acunhamento deve ter, em geral, formato de um anel segmentado coaxial com o eixo X do molde.
Os principais aspectos de um método para vulcanização de uma matriz de pneu verde, usando um molde 10, de acordo com a segunda implementação da invenção, podem ser deduzidos, mutatis mutandis, do método descrito acima, com o molde 10 de acordo com a primeira implementação da invenção.
A Figura 6, mostra um molde, de acordo com um terceiro modo de realização da invenção. Na mencionada Figura 6, elementos análogos aos mostrados nas Figuras 1 a 5 são simbolizados por referências numéricas idênticas.
Neste terceiro modo de realização, o membro de travamento 14M inclui projeções axiais 62B que são distribuídas, circunferencialmente, alternando com endentações axiais 64B.
O membro de acunhamento 44 tem, em geral, formato de uma anel que é coaxial com o pneu e inclui projeções 62C e endentações 64C que são complementares às projeções 62B e endentações 64B do membro de travamento 14M.
O membro de travamento 14M e o membro de acunhamento podem ser deslocados em relação um ao outro, entre:
• uma posição onde as projeções 62B e 62C do membro de travamento 14M e o membro de acunhamento 44 estão axialmente superpostos; e • uma posição onde as projeções 62B e 62C , do membro de travamento 14M e o membro de acunhamento 44 estão encaixadas nas endentações complementares 64C e 64B do membro de acunhamento 44 e membro de travamento 14M, respectivamente,
Agora, serão descritos os principais aspectos de um método para a vulcanização de uma matriz de pneu verde usando um molde, de acordo com o terceiro modo de realização da invenção.
Uma vez que a matriz de pneu verde tenha sido colocada entre os dois membros axiais 14 do molde, o membro de travamento 14M é deslocado axialmente da posição de encaixe mostrada na Figura 7 para uma posição intermediária, na qual as projeções 62B e 62C estão, respectivamente, deslocadas axialmente em relação às endentações 64C e 62C. Esta posição intermediária é mostrada na Figura 8.
Em seguida, o membro de travamento 14M é girado em relação ao membro de acunhamento 44, em volta do eixo do pneu, para alcançar a posição superposta mostrada na Figura 9, correspondendo à posição fechada do molde.
Em uma variante deste modo de realização, pode ser usada uma conexão parafuso-e-porca entre as porções fixa e móvel 14F e I4M do membro axial, com deslocamento pelo aperto ou relaxamento da conexão por parafuso, incluindo um componente axial.
Figuras 10 a 13 mostram um molde, de acordo com um quarto modo de realização da invenção. Nestas figuras, elementos análogos aos mostrados nas figuras 1 a 9 são simbolizados por referências idênticas.
Neste quarto modo de realização, a porção móvel 14M (membro de travamento), de cada membro axial 14 do molde, é montada para mover-se por revolução em volta do eixo X, na porção fixa 14F do mencionado membro axial 14.
A porção móvel 14M tem, geralmente formato de um anel 5 montado no mesmo eixo do pneu 12, assumindo-se que o pneu 12 esteja no molde 10. A porção móvel 14M é direcionada, por revolução, em relação à porção fixa 14F, em particular, com a ajuda das superfícies de direcionamento cilíndricas 66 e 70, complementares. Diferente dos modos de realização descritos acima, a porção móvel 14M não é projetada para ser deslocada axialmente em relação à porção fixa 14F.
No quarto modo de realização, as primeiras superfície de travamento radial e axial dos meios de conexão 18, são formadas por uma superfície anular 72 provida na porção móvel 14M do membro axial e providas com projeções axiais 74A distribuídas, circunferencialmente, por uma porção radialmente externa, da mencionada superfície anular 72 (ver Figuras 10, 11 e 13). Estas projeções 74A alternam com endentações 76A.
Mais ainda, as segundas superfícies de travamento radial e axial, complementares às primeiras superfícies de travamento, são formadas por segmentos da superfície anular 78, cada um deles provido em um segmento radial correspondente 16. Cada segmento da superfície anular 78 é provido com projeções axiais 80B distribuídas, circunferencialmente, por uma porção interna radial, do segmento da superfície anular 78 (ver Figuras 10, 11 e 12). Estas projeções 80B alternam com endentações 82B.
As primeiras superfícies de travamento 72, 74A, portadas por cada membro axial 14, são projetadas para cooperarem, em uma conexão tipo baioneta, com as segundas superfícies de travamento 78, 80B, de cada segmento radial 16.
Fazendo-se a porção móvel 14M girar em relação à porção fixa 14F, as primeiras superfícies de travamento são deslocadas, por
revolução, em relação às segundas superfícies de travamento. entre:
• uma posição, na qual as projeções 74A, 80B estão mutuamente deslocadas, em ângulo, permitindo que estas projeções 74A, SOB se desloquem radialmente em relação umas às outras, através das endentações complementares 76A, 82B; e • uma posição na qual as projeções 74A, 80B estão colocadas, mutuamente, em um modo de sustentação radial, na qual as projeções 74A de cada porção móvel 14M abraça as projeções correspondentes 80B, dos segmentos radiais 16.
Na posição de deslocamento, em ângulo, das projeções 74A, 80B, os membros axiais 14 podem ser separados dos segmentos radiais 16 de modo que o molde 10 é aberto, como mostrado na Figura 11.
Na posição de sustentação radial das projeções 74A, 80b, os membros axiais 14 e os segmentos radiais 16 estão impedidos de se deslocarem radial e axialmente, em relação um ao outro, de modo que o molde 10 é fechado, como mostrado na Figura 10.
Em uma maneira análoga ao modo de realização acima descrito, começando-se pela configuração do molde mostrado na Figura 11 (molde aberto), de modo a fechar-se o molde, os segmentos radiais 16 são deslocados, radialmente, para mais perto dos membros axiais 14 até que a posição mostrada na Figura 10 seja alcançada.
Durante esta aproximação, a porção móvel 14M está em sua posição na qual as projeções 74A, 80B estão mutuamente, deslocadas, em ângulo, permitindo, assim, que estas projeções 74A, 80B sejam deslocadas, radialmente, em relação umas às outras, através das endentações complementares 76A, 82B. Mais ainda, as ombreiras complementares 32, 34 contribuem para o direcionamento radial, mútuo, dos membros axiais 14 e os segmentos radiais 16.
Após isto, a porção móvel 14M, é levada a girar de modo a ser colocada em sua posição, na qual as projeções 74A, 80B, estão em sustentação radial, uma contra a outra, tendo, com isto, o efeito de travar os membros axiais e os segmentos radiais, ambos, radial e axialmente.
A invenção não está limitada aos modos de realização 5 descritos acima.