BRPI0706072B1 - Luva de proteção - Google Patents

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BRPI0706072B1
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BRPI0706072-6A
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Jaunault Philippe
Jaunault Sophie
Beneteau Franck
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Manulatex France
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    • A41WEARING APPAREL
    • A41DOUTERWEAR; PROTECTIVE GARMENTS; ACCESSORIES
    • A41D19/00Gloves
    • A41D19/015Protective gloves
    • A41D19/01505Protective gloves resistant to mechanical aggressions, e.g. cutting. piercing
    • A41D19/01511Protective gloves resistant to mechanical aggressions, e.g. cutting. piercing made of wire-mesh, e.g. butchers' gloves
    • AHUMAN NECESSITIES
    • A41WEARING APPAREL
    • A41FGARMENT FASTENINGS; SUSPENDERS
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Abstract

luva de proteção a luva de proteção de acordo com a invenção é caracterizada pelo fato de que ela compreende pelo menos um órgáo elástico (17) solidário do tecido de cota de malhas, disposto para puxar o tecido de cota de malhasde pelo menos um dos dedos de luva (16) no sentido ou substancialmente no sentido de seu eixo longitudinal e na direção da parte de punho (12). de preferência, o ou os órgáos elásticos (17) são colocados na parte (11) destinada a recobrir a mão. esse ou esses órgãos elásticos (17), de preferência em forma de molas planas do tipo de alfinete, permitem que a cota de malhas se ajuste da melhor maneira possível aos dedos da mão e permitem em especial limitar, e mesmo suprimir, a presença de um excedente de cota de malhas na extremidade dos dedos do utilizador da luva.

Description

(54) Título: LUVA DE PROTEÇÃO (51) Int.CL: A41D 19/015; A41F 1/06 (30) Prioridade Unionista: 10/04/2006 FR 0603156 (73) Titular(es): MANULATEX FRANCE (72) Inventor(es): PHILIPPE JAUNAULT; SOPHIE JAUNAULT; FRANCK BENETEAU
1/10 “LUVA DE PROTEÇÃO” [0001] A presente invenção se refere às luvas realizadas em tecido de cota de malhas.
[0002] As luvas feitas de tecido de cota de malhas, quer dizer constituídas por uma treliça de anéis metálicos entrelaçados, são amplamente utilizadas em diversas indústrias, em especial na indústria da carne, para proteger a mão do operador contra os riscos de cortes ou de perfurações ligados à utilização de ferramentas cortantes ou trinchantes.
[0003] Essas luvas compreendem uma parte destinada a recobrir a mão (formada por uma parte de cima da mão, por uma parte de baixo da mão, e por dedos de luva), prolongada por uma parte de recobrimento do pulso que é geralmente equipada com um órgão de fechamento que pode ser uma correia de aperto ou um elemento elástico de aperto (por exemplo uma mola plana de tipo “espiral” ou uma mola anular de tipo “helicoidal”). Essa parte de recobrimento do pulso pode ela própria ser prolongada por um elemento de recobrimento do antebraço, e mesmo do ombro.
[0004] Tais luvas são por exemplo descritas nos documentos GB-2 275 174, US5 088 123 ou ainda DE-20 2005 011 181. É notada em algumas das luvas apresentadas nesses documentos anteriores, a presença de um punho de proteção do antebraço (ou de uma parte do antebraço), equipado de órgãos enrijecedores flexíveis, não ou praticamente não elásticos longitudinalmente, adaptados para assegurar a manutenção no lugar do tecido de cota de malhas sobre o membro do utilizador.
[0005] De uma maneira geral, são previstos diferentes tamanhos de luvas e o utilizador faz sua escolha dentro de uma gama proposta de modo a otimizar o conforto, em função do tamanho de sua mão.
[0006] Mas, devido a sua estrutura, a cota de malhas é um tecido flexível, não elástico, e ela apresenta a particularidade de ser deformável no sentido perpendicular no estado estendido no qual ela se encontra. Assim, é necessário superdimensionar algumas dessas zonas (em especial os dedos de luvas em
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2/10 comprimento), a fim de dispor de matéria suficiente para aceitar a dobra das articulações.
[0007] Ora, o superdimensionamento em questão gera um excedente de cota de malhas na extremidade dos dedos quando esses últimos estão em situação de extensão. Esse excedente de matéria é com freqüência incômodo, prejudica a qualidade de preensão dos produtos ou objetos, e pode se ruma fonte de riscos. [0008] Existem acessórios descartáveis, chamados de “fixa-luvas” ou “apertaluvas” que consistem em estruturas elásticas adaptadas para apertar a mão e para se posicionar entre alguns dos dedos de luvas.
[0009] Mas esses acessórios são demorados para colocar no lugar e necessitam ser regularmente trocados. Eles têm com muita freqüência tendência a apertar demais a mão. Além disso, eles geram situações incômodas de compressão dos anéis do tecido de cota de malhas da luva ao nível de certas zonas entrededos. [0010] A presente invenção tem como objetivo corrigir esses inconvenientes realizando para isso uma luva feita de cota de malhas que limita, e mesmo suprime a presença de excedentes de matéria na extremidade dos dedos, para melhor se ajustar à mão do utilizador, que seus dedos estejam em situação de extensão ou de flexão.
[0011] Ela leva a propor uma luva da qual o conforto, a qualidade de preensão e a segurança em utilização são melhorados.
[0012] Para isso, a luva de proteção de acordo com a presente invenção se caracteriza pelo fato de que ela compreende pelo menos um órgão elástico solidário do tecido de cota de malhas, disposto para puxar o tecido de cota de malhas de pelo menos um dos dedos de luva no sentido ou substancialmente no sentido de seu eixo longitudinal e na direção da parte de punho.
[0013] O ou os órgãos elásticos em questão, no estado de repouso ou parcialmente ativos, geram uma tensão prévia em certas zonas do tecido de cota de malhas (que se materializa por um reaperto do material).
[0014] Depois de enfiamento da luva, em estado de extensão dos dedos da mão, os órgãos elásticos estão em repouso, ou são ativos mas a um estado que pode ser
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3/10 qualificado de intermediário; eles puxam o tecido de cota de malhas para limitar ou suprimir a presença de um excedente de matéria na extremidade dos dedos. Por ocasião dos movimentos de flexão dos dedos, o estado de tensão dos órgãos elásticos aumenta permitindo assim que o tecido de cota de malhas se estenda. Em seguida, por ocasião do retorno a uma situação de extensão dos dedos, os ditos órgãos elásticos voltam naturalmente para o estado de repouso ou de tensão intermediária precitado.
[0015] Assegura-se assim um revestimento ótimo permanente da mão do utilizador e em especial de pelo menos alguns dos dedos de luva, e preferencialmente de todos os dedos de luva.
[0016] O número de órgãos elásticos, sua disposição e suas características de extensão são adaptados em função do resultado final procurado e de maneira a limitar ao máximo o incômodo do portador da luva.
[0017] O ou os órgãos elásticos em questão são de preferência dispostos na parte da luva destinada a recobrir a mão do utilizador.
[0018] De acordo com uma primeira forma de realização possível, pelo menos um dos órgãos elásticos tem uma forma de mola de impulso colocada na parte de recobrimento da parte de cima ou da parte de baixo da mão, ativa perpendicularmente ou substancialmente perpendicularmente ao eixo longitudinal de pelo menos um dos dedos de luva.
[0019] Em uma outra forma de realização possível, pelo menos um dos órgãos elásticos tem uma forma de mola de tração, ativa no sentido ou substancialmente no sentido do eixo longitudinal de pelo menos um dos dedos de luva, e colocada na parte de recobrimento da parte de cima e/ou da parte de baixo da mão.
[0020] No âmbito dessa segunda forma de realização, a luva compreende vantajosamente pelo menos dois órgãos molas organizados paralelamente ou substancialmente paralelamente um ao outro, dispostos para serem ativos nos cinco dedos de luva. A luva correspondente pode em especial compreender três órgãos molas dos quais um é situado no prolongamento do dedo de luva que corresponde ao polegar do utilizador.
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4/10 [0021] De acordo com uma outra característica especialmente interessante, pelo menos um dos órgãos elásticos se apresenta sob a forma de uma mola plana, do tipo de alfinete, constituída por uma justaposição de braços que se estendem em um mesmo plano ou substancialmente em um mesmo plano, ligados dois a dois por uma articulação elástica.
[0022] De acordo com um primeiro modo de realização, pelo menos uma das molas é constituída por uma justaposição de dois braços ligados por uma articulação elástica, que formam juntos uma estrutura em U ou em Vê. De acordo com uma segunda forma de realização, pelo menos uma das molas é constituída por uma justaposição de pelo menos três braços ligados dois a dois por uma articulação elástica, que formam uma justaposição de estruturas em U ou em Vê dispostas pés com cabeça.
[0023] A articulação que liga os dois braços justapostos da mola é vantajosamente constituída por um laço de matéria formado por uma ou várias espiras, cujo eixo de articulação se estende perpendicularmente ou substancialmente perpendicularmente ao plano dos dois braços justapostos que ela une. Em caso de várias espiras, essas últimas podem ser superpostas e/ou justapostas.
[0024] De acordo com uma outra particularidade, as duas extremidades livres da mola são munidas de um laço.
[0025] Ainda de acordo com uma outra característica, o ou os órgãos elásticos ligam pelo menos dois anéis metálicos à distância um do outro do tecido de cota de malhas. A ligação entre o ou os órgãos elásticos e a cota de malhas é então realizada com o auxílio de anéis metálicos, em especial por intermédio dos laços precitados conformados no dito ou nos ditos órgãos elásticos.
[0026] Em uma forma de realização especial, o ou os ditos órgãos elásticos são alojados em um bolso ou uma luva disposta no tecido de cota de malhas.
[0027] Mas a invenção será ainda ilustrada, sem ser de nenhuma forma limitada, pela descrição seguinte associada aos desenhos anexos, nos quais:
- a figura 1 é uma vista esquemática da parte “mão” de uma luva feita de
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5/10 cota de malhas do estado da técnica, na qual é notado um excedente de matéria na extremidade dos dedos quando esses últimos estão em posição de extensão;
- a figura 2 mostra uma luva feita de cota de malhas de acordo com a invenção, equipada com uma forma especial de órgão elástico de tipo mola plana, a luva sendo aqui representada com os dedos em posição de extensão;
- a figura 3 mostra a luva da figura 2 representada com os dedos em posição de flexão;
- a figura 4 mostra o órgão mola utilizado na luva das figuras 2 e 3, ilustrado aqui posicionado sobre um painel de cota de malhas e no estado estável (repouso) que assegura um aperto das malhas do material;
- a figura 5 mostra o órgão mola da figura 4 ilustrado aqui no estado esticado, depois de um estiramento do painel de cota de malhas;
- a figura 6 ilustra uma primeira variante de realização possível do órgão mola, no estado de repouso;
- a figura 7 mostra a mola da figura 6 no estado esticado (depois de estiramento do tecido de cota de malhas de sustentação);
- a figura 8 ilustra uma segunda variante de realização do órgão mola constituído somente por dois braços ligados por uma articulação elástica;
- a figura 9 mostra o órgão mola da figura 8 no estado esticado, depois de estiramento do tecido de cota de malhas de sustentação.
[0028] A luva 1 ilustrada na figura 1 é uma luva do estado da técnica realizada em tecido de cota de malhas. Essa figura mostra a parte “mão” 2 dessa luva 1 que compreende:
- uma parte 3 destinada a recobrir a parte de cima da mão,
- uma parte 4 destinada a recobrir a palma da mão, e
- dedos de luva 5.
[0029] Em situação de extensão dos dedos do utilizador, é notado um excedente de matéria 6, presente na extremidade das últimas falanges de dedos, ligado ao superdimensionamento necessário precitado, para permitir os movimentos de flexão, em relação com a flexibilidade e o caráter não elástico do tecido de cota de malhas.
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6/10 [0030] A luva 10 de acordo com a invenção, ilustrada nas figuras 2 e 3, permite corrigir esse problema.
[0031] A luva 10 correspondente compreende uma parte 11 destinada a recobrir a mão, realizada em tecido de cota de malhas, prolongada por uma parte 12 de recobrimento do pulso (também feita de cota de malhas). Essa parte 12 de recobrimento do pulso é munida de um sistema de fechamento, aqui em forma de correia de aperto 13. Em variantes de realização, essa parte de punho pode ser ela própria prolongada por uma parte que vem recobrir o antebraço e eventualmente o braço e o ombro. Essas partes de prolongamento serão então equipadas com órgãos enrijecedores clássicos para assegurar a manutenção correta da cota de malhas sobre o membro do utilizador.
[0032] A parte “mão” 11 da luva 10 compreende, de maneira clássica, uma parte 14 destinada a recobrir a parte de cima da mão, uma parte 15 destinada a recobrir a parte de baixo da mão (palma da mão) e cinco dedos de luva 16. As diferentes partes da luva são dimensionadas de maneira clássica ou praticamente clássica, em função dos tamanhos padrões.
[0033] De acordo com a invenção, a parte “mão” 11 da luva 10 é equipada com órgãos elásticos 17, que ligam pelo menos dois anéis à distância do tecido de cota de malhas, adaptados para puxar em permanência o tecido de cota de malhas dos dedos de luva 16, isso no sentido do eixo longitudinal dos dedos e na direção da parte de punho 12, tal como ilustrado pelas flechas de orientação 18.
[0034] Os órgãos elásticos 17 podem tomar qualquer forma possível e podem ser dispostos em qualquer zona da luva. De preferência, eles são dispostos para preencher corretamente sua função, ao mesmo tempo em que limitam o incômodo do portador da luva.
[0035] Para isso, no modo de realização ilustrado nas figuras 2 e 3, os órgãos elásticos 17 têm a forma de molas planas que equipam a parte 14 de recobrimento da parte de cima da mão.
[0036] As molas planas 17 são aqui em número de duas, dispostas paralelamente uma à outra; elas se apresentam sob a forma de molas de tração
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7/10 fixadas cada uma delas no tecido de cota de malhas de maneira a que sua direção de trabalho seja orientada paralelamente ou substancialmente paralelamente ao eixo longitudinal dos dedos de luva 16. De preferência, o número e a posição das molas 17 são adaptados para assegurar uma ação sobre os cinco dedos de luva 16.
[0037] Em complemento das duas molas 17 que equipam a luva das figuras 2 e 3, uma mola complementar pode ser colocada no prolongamento do dedo de luva 16 que corresponde ao polegar da mão.
[0038] Também, em variantes de realização, a parte 15 de recobrimento da parte de cima da mão pode ser equipada com tais molas 17, em complemento ou em substituição àquelas que equipam a parte de cima da luva 14.
[0039] As figuras 4 e 5 detalham a estrutura especial das molas planas 17 e sua ação sobre a cota de malhas equipada.
[0040] Essas molas planas 17 são cada uma delas constituídas por uma pluralidade de braços 19 ligados dois a dois por uma articulação elástica 20, para formar uma justaposição de U ou de Vê dispostos pés com cabeça.
[0041] Visto a função e a disposição dessas molas 17, os braços 19 se estendem todos no mesmo plano ou substancialmente no mesmo plano. O plano correspondente é paralelo ou confundido com o plano do tecido de cota de malhas que as molas 17 equipam; e cada articulação elástica 20 se estende perpendicularmente a esse plano.
[0042] No modo de realização ilustrado, as molas 17 são realizadas em fio metálico, por exemplo a partir de um fio de aço inoxidável de diâmetro compreendido entre 0,5 mm e 1 mm. Em variantes de realização, elas poderão também ser obtidas em matéria plástica, orgânica ou têxtil.
[0043] Os braços 19 são retilíneos e apresentam aqui todos o mesmo comprimento (o que poderia nem sempre ser o caso). Eles são ligados por uma articulação elástica formada por um laço circular 20 que pode ser de uma ou várias espiras.
[0044] Obtém-se uma estrutura em forma geral de acordeão, com articulações elásticas 20 situadas no plano ou substancialmente no plano dos dois braços 19
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8/10 justapostos que elas unem, e cujo eixo é perpendicular ou substancialmente perpendicular ao dito plano dos dois braços justapostos 19 que elas unem.
[0045] Além de sua função “articulação elástica”, aos laços 20 permitem a fixação dos órgãos molas no tecido de cota de malhas com o auxílio de anéis metálicos adaptados 21.
[0046] Nas figuras 2 a 4, é notado que as extremidades livres 22 das molas 17 também são munidas de um laço complementar 23 que permite a fixação no tecido de cota de malhas também com o auxílio de anéis metálicos adaptados 21.
[0047] A função “mola” das estruturas elásticas 17 é obtida pelas articulações elásticas 20, e eventualmente também por uma certa flexão dos braços 19.
[0048] A mola 17 se apresenta sob a forma de uma tira que pode ter de 1 a 3 cm de largura, elástica no sentido de seu eixo longitudinal L. Ela é de preferência fixada na face externa do tecido de cota de malhas, mas é absolutamente possível considerar posicioná-la no lado da face interna da luva, ou ainda entrelaçada no tecido de cota de malhas.
[0049] Como indicado precedentemente, a mola 17 age em tração. No estado de repouso, seus diferentes braços 19 estão aproximados uns dos outros, tal como ilustrado na figura 4; nesse caso, os diferentes braços 19 se estendem então paralelamente uns aos outros. Em contrapartida, uma tração na direção do exterior nas duas extremidades livres 22 assegura sua colocação em tensão ou seu esticamento, tal como ilustrado na figura 5.
[0050] De maneira a preencher corretamente sua função, a mola 17 é fixada na cota de malhas de modo, em repouso, a assegurar um reaperto do material, quer dizer uma superposição parcial grande dos anéis do tecido de cota de malhas (figura
4). Assim, uma tração sobre o tecido de malhas vai provocar a extensão do material e ao mesmo tempo a colocação em tensão da mola 17 (figura 5), o que vai permitir um retorno para a posição reapertada da malha quando o efeito de tração precitado é suprimido.
[0051] É bem compreendido então que uma disposição adequada da ou das molas 17 na luva 10 das figuras 1 e 2 permite, no estado de repouso, realizar um
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9/10 reaperto do material sobre a parte 14 de recobrimento da mão (quer dizer sobre a zona de colocação das molas), acarretando por aí mesmo uma tração sobre o tecido de cota de malhas dos dedos de luva. A tração correspondente é efetuada no plano ou substancialmente no plano da cota de malhas.
[0052] Assim, quando o utilizador enfia a luva 10, os dedos de luva 16 em situação de extensão recobrem convenientemente os dedos da mão (figura 2). O excedente de matéria, ligado ao superdimensionamento necessário, se encontra acumulado ao nível das molas 17 na parte 14 de cima da mão. O excedente correspondente de matéria (ou a reserva de matéria correspondente) é utilizado por ocasião da flexão dos dedos (figura 3).
[0053] Obtém-se portanto uma luva da qual as partes de dedos 16 são estendidas em permanência e que, de uma maneira geral, se ajusta da melhor maneira possível à mão do utilizador (sem necessitar da presença de órgãos adaptados de tipo fixa-luva ou aperta-luva do estado da técnica, que agem por compressão e que provocam a presença de sobre-espessuras de matéria entre os dedos).
[0054] Em situação de extensão dos dedos, os órgãos molas 17 podem ser dispostos para se encontrar no estado de repouso, ou em um estado de ligeira tensão.
[0055] Essa luva, muito confortável, melhora a qualidade de preensão em mão do utilizador e otimiza assim a segurança.
[0056] Além disso, a mola especial empregada apresenta uma espessura muito reduzida (limitada ao diâmetro do fio e à espessura do ou dos laços), o que permite limitar ao máximo o incômodo ocasionado por sua presença.
[0057] As figuras 6 e 7 mostram uma variante de realização possível da mola plana de tração suscetível de ser para obter uma luva de acordo com a invenção. [0058] Essa mola plana 17', ilustrada no estado de repouso na figura 6 e no estado esticado na figura 7, é constituída por uma justaposição de braços 19' ligados dois a dois por uma articulação elástica 20' formada aqui por um simples cotovelo de matéria. Os diferentes braços 19' e os cotovelos de articulação 20' se estendem no
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10/10 mesmo plano; a espessura dessa mola 17' está portanto limitada à espessura do fio (metálico ou outro) utilizado.
[0059] Uma segunda variante de realização possível é ilustrada nas figuras 8 e 9. Aqui, o órgão mola 17” é constituído por uma simples justaposição de dois braços 19” ligados por um laço elástico 20”. As extremidades livres dos braços 19” compreendem um laço suplementar 23' que permite a fixação do elemento mola 17” no tecido de cota de malhas por intermédio de anéis adaptados (ou similares); os laços elásticos 20'' servem também como órgãos de fixação na cota de malhas por intermédio de anéis adaptados (ou similares).
[0060] Como ilustrado em pontilhados, uma pluralidade de molas 17'' podem ser associadas juntas para formar o órgão elástico. Nesse caso, as molas são de preferência dispostas pés com cabeça umas na seqüência das outras.
[0061] Naturalmente, a invenção não se limita aos modos de realização descritos e representados abaixo. Assim, por exemplo:
- o ou os órgãos molas empregados podem ser molas de impulso, dispostas nessa caso para agir transversalmente ao eixo longitudinal dos dedos de luva, a tensão transversal obtida sobre o tecido de cota de malhas assegurando uma tração da matéria dos dedos de luva na direção da parte de punho 12.
- outros tipos de órgãos elásticos podem ser utilizados, por exemplo molas cilíndricas helicoidais de pequeno diâmetro, colocadas na parte 14 de recobrimento da mão, ou diretamente sobre os dedos de luva 16, por exemplo ao nível da última falange dos dedos. O ou os órgãos elásticos correspondentes poderão ser fixados na cota de malhas para ligar dois anéis à distância, por intermédio de laços de extremidade, associados eventualmente a anéis de fixação complementares.
- o ou os órgãos elásticos podem ser montados de maneira amovível na luva, por qualquer meio de fixação apropriado.
- o ou os órgãos elásticos podem ser alojados em um bolso ou uma manga disposta no local desejado da luva, em especial uma bolsa ou uma manga realizada em tecido de cota de malhas.
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Claims (13)

  1. REIVINDICAÇÕES
    1. Luva de proteção que compreende uma parte (11) destinada a recobrir a mão, dita “parte de mão”, realizada em tecido de cota de malhas, quer dizer formada por um entrelaçamento de anéis metálicos, prolongada por uma parte (12) destinada a recobrir o pulso, dita “parte de punho”, a dita parte de mão (11) compreendendo - uma parte (15) de recobrimento da palma da mão, - uma parte (14) de recobrimento da parte de cima da mão, e - dedos de luvas (16), cuja luva compreende pelo menos um órgão elástico (17, 17', 17’’) solidário do tecido de cota de malhas, caracterizada pelo fato de que o(s) dito(s) órgão(s) elástico(s) (17, 17’, 17’’) são colocados na parte (11) destinada a recobrir a mão, cujo(s) órgão(s) elástico(s) (17, 17’, 17’’) são dispostos para puxar o tecido de cota de malhas de pelo menos um dos ditos dedos de luva (16) no sentido ou substancialmente no sentido de seu eixo longitudinal e na direção da dita parte de punho (12).
  2. 2. Luva de proteção de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de que pelo menos um dos órgãos elásticos tem uma forma de mola de impulso colocada na parte (14, 15) de recobrimento da parte de cima ou da parte de baixo da mão, ativa perpendicularmente ou substancialmente perpendicularmente ao eixo longitudinal de pelo menos um dos dedos de luva (16).
  3. 3. Luva de proteção de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de que pelo menos um dos ditos órgãos elásticos (17, 17’, 17’’) tem uma forma de mola de tração, colocada na parte (14) de recobrimento da parte de cima da mão, ativa no sentido ou substancialmente no sentido do eixo longitudinal de pelo menos um dos dedos de luva (16).
  4. 4. Luva de proteção de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de que pelo menos um dos ditos órgãos elásticos (17, 17’, 17’’) tem uma forma de mola de tração, colocada na parte (15) de recobrimento da parte de baixo da mão, ativa no sentido ou substancialmente no sentido do eixo longitudinal de pelo menos um dos dedos de luva (16).
  5. 5. Luva de proteção de acordo com uma qualquer das reivindicações 3 ou 4, caracterizada pelo fato de que ela compreende pelo menos dois órgãos molas
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    2/3 (17) organizados paralelamente ou substancialmente paralelamente um ao outro, dispostos para serem ativos nos cinco dedos de luvas (16).
  6. 6. Luva de proteção de acordo com a reivindicação 5, caracterizada pelo fato de que ela compreende três órgãos molas (17) organizados paralelamente ou substancialmente paralelamente um ao outro, um entre eles sendo situado no prolongamento do dedo de luva que corresponde ao polegar da mão do utilizador.
  7. 7. Luva de proteção de acordo com uma qualquer das reivindicações 1 a 6, caracterizada pelo fato de que pelo menos um dos órgãos elásticos (17, 17', 17”) se apresenta sob a forma de uma mola plana, do tipo de alfinete, constituída por uma justaposição de braços (19, 19', 19”) que se estendem em um mesmo plano ou substancialmente em um mesmo plano, ligados dois a dois por uma articulação elástica (20, 20', 20”).
  8. 8. Luva de proteção de acordo com a reivindicação 7, caracterizada pelo fato de que pelo menos uma das molas (17'') é constituída por uma justaposição de dois braços (19'') ligados por uma articulação elástica (20''), que formam juntos uma estrutura em U ou em Vê.
  9. 9. Luva de proteção de acordo com a reivindicação 7, caracterizada pelo fato de que pelo menos uma das molas (17, 17') é constituída por uma justaposição de pelo menos três braços (19, 19') ligados dois a dois por uma articulação elástica (20, 20'), que formam uma justaposição de estruturas em U ou em Vê dispostas pés com cabeça.
  10. 10. Luva de proteção de acordo com uma qualquer das reivindicações 7 a
    9, caracterizada pelo fato de que a articulação que liga os dois braços justapostos (19, 19'') da mola (17, 17'') é constituída por um laço de matéria (20, 20'') formado por uma ou várias espiras, cujo eixo de articulação se estende perpendicularmente ou substancialmente perpendicularmente ao plano dos dois braços justapostos que ela une.
  11. 11. Luva de proteção de acordo com uma qualquer das reivindicações 7 a
    10, caracterizada pelo fato de que as duas extremidades livres da mola (17, 17'') são munidas de um laço (23, 23'').
    Petição 870170096530, de 11/12/2017, pág. 21/23
    3/3
  12. 12. Luva de proteção de acordo com uma qualquer das reivindicações 1 a
    11, caracterizada pelo fato de que os órgãos elásticos (17, 17”) ligam pelo menos dois anéis metálicos à distância um do outro do tecido de cota de malhas, a ligação entre o dito ou os ditos órgãos elásticos (17, 17”) e a dita cota de malhas sendo realizada com o auxílio de anéis metálicos (21), em especial por intermédio dos laços (20, 23, 20”, 23”) conformados no dito ou nos ditos órgãos elásticos (17, 17”).
  13. 13. Luva de proteção de acordo com uma qualquer das reivindicações 1 a
    12, caracterizada pelo fato de que o ou os órgãos elásticos (17, 17', 17”) são alojados em um bolso ou uma luva disposta no tecido de cota de malhas.
    Petição 870170096530, de 11/12/2017, pág. 22/23
    1/4
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    3/4
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