BRPI0707414A2 - óleos vegetais de cor clara e métodos relacionados - Google Patents

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BRPI0707414A2
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Inmok Lee
Lisa Marie Pfalzgraf
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Archer Daniels Midland Co
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Abstract

ËLEOS VEGETAIS DE COR CLARA E MéTODOS RELACIONADOS Apresentam-se métodos de produção de óleos vegetais de cor clara e cor estável. Descobriu-se que resinas de troca de lons catiónicas são eficazes na remoção de corpúsculos de cor de óleos vegetais para produzir um óleo vegetal de cor clara e cor estável. Os métodos podem ser aplicados a óleos vegetais, incluindo óleo de milho. óleos de milho de cor estável com uma cor clara também são apresentados. Reivindica-se uma composição compreendendo um óleo de milho com um valor de cor de menos de 1,0 vermelho na escala Lovibond.

Description

"ÓLEOS VEGETAIS DE COR CLARA E MÉTODOS RELACIONADOS"
INVENTORES: Inmok Lee e Lisa Marie Pfalzgraf
CAMPO TÉCNICO
A presente exposição apresenta óleos vegetais refinados com uma cor clara. Tam-bém se apresentam métodos de refino e produção dos óleos vegetais com uma cor clara.Os óleos de cor clara aqui produzidos podem ser óleos vegetais de cor estável.
FUNDAMENTOS
A cor é um dos fatores de qualidade mais importantes dos óleos comestíveis. Osconsumidores em geral preferem óleos comestíveis com uma cor clara, pois a cor clara étradicionalmente associada a um óleo vegetal fresco de alta qualidade. Entretanto, óleosvegetais brutos podem ter uma cor escura associada a impurezas e corpúsculos de cor. Pa-ra produzir um óleo vegetal de cor clara, impurezas e corpúsculos de cor podem ser removi-dos do óleo bruto durante o refino ou produção.
Muitos dos corpúsculos de cor presentes em óleos vegetais ocorrem naturalmente.Conforme aqui usados, os termos "corpúsculo de cor" e "corpúsculos de cor" se referem aum grupo(s) ou molécula(s) presente(s) em uma composição de óleo comestível que confe-" re uma cor à composição de óleo comestível. Exemplos não Iimitativos de corpúsculos decor de ocorrência natural incluem carotenos, xantofilas e clorofilas, incluindo derivados declorofilas, como feofitina. Além dos corpúsculos de cor de ocorrência natural, outros corpús-culos de cor podem ser gerados durante o processamento ou refino do óleo vegetal. Porexemplo, certos corpúsculos de cor em óleos vegetais brutos, como, por exemplo, óleo demilho bruto, podem ser formados como resultado da reação de Maillard de vários compo-nentes do óleo durante o tratamento térmico a alta temperatura das sementes oleaginosasantes da extração do óleo. Outros corpúsculos de cor podem se desenvolver devido a umamanipulação indevida dos óleos vegetais ou das sementes oleaginosas. Da mesma forma,corpúsculos de cor adicionais podem ser gerados quando as sementes oleaginosas enve-lhecem antes do processamento. Corpúsculos de cor gerados durante o processamento, pormanipulação indevida ou por envelhecimento podem ser difíceis de remover por métodos dedescolorização convencionais.
Além dos corpúsculos de cor acima descritos, sob certas condições, óleos vegetaisque tenham sido processados para fornecer um produto de cor clara podem se tornar maisescuros com o armazenamento. Esse escurecimento dos óleos vegetais durante o armaze-namento é conhecido como "reversão de cor" na indústria. O grau de alteração de cor du-rante o armazenamento pode depender de vários fatores, como por exemplo, qualidade dasemente bruta, condições de refino, teor de umidade das sementes oleaginosas ou óleosrefinados e condições de armazenamento. Por exemplo, acredita-se que a oxidação ou po-limerização de tocoferóis, como gama-tocoferol, em compostos coloridos seja um fator nareversão de cor em alguns óleos. A reversão de cor de óleos também pode variar de acordocom o tipo de óleo, com alguns óleos requerendo apenas algumas horas para reverter, eoutros óleos requerente até vários meses. Por exemplo, sabe-se na indústria que o óleo demilho refinado tem um tempo de indução de reversão de cor notoriamente curto. A produçãode óleos vegetais de cor estável é de grande interesse na indústria de óleos comestíveis.
As cores dos óleos são difíceis de definir e medir. Vários métodos de medição decor são atualmente usados na indústria. Um método de medição da cor de um óleo é porcorrespondência de cor. Por exemplo, a correspondência de cor usando o método Lovibond(veja American Oil Chemisfs Society ("AOCS") Método Cc 13b-45, Método Wesson de CorUsando Vidros Coloridos Calibrados de Acordo com a Escala de Cor de Tintômetro da A-OCS, cuja exposição é aqui incorporada em sua inteireza por referência), envolvendo o usode vidros Lovibond tingidos de amarelo e tingidos de vermelho, foi praticada durante muitosanos na indústria de óleos vegetais. Mais recentemente, foram desenvolvidos colorímetrosLovibond automatizados para medir os valores de cor vermelha e amarela com base na ab-sorção de luz de uma amostra de óleo a comprimentos de onda específicos. Outros méto-dos de medição de cor também são usados na indústria.
Óleos brutos são tipicamente refinados antes do uso. Conforme aqui usado, o ter-mo "refino" se refere a qualquer tratamento de purificação destinado a remover pelo menosum dos ácidos graxos livres, fosfatídeos, corpúsculos de cor e outras impurezas do óleo. Orefino de óleos comestíveis tipicamente envolve várias etapas. Em primeiro lugar, os óleossão extraídos da fonte vegetal, em geral mediante prensagem, por exemplo, usando umaprensa de parafuso contínuo, ou por extração com solventes voláteis. Para gorduras ani-mais, usa-se o derretimento para separar a gordura dos tecidos gordurosos, para se obterbanha ou sebo. Os óleos e gorduras resultantes são compostos por triacilgliceróis, que sãotriésteres de ácidos graxos com glicerol. Conforme aqui usados, os termos "triacilgliceróis","triacilglicerídeos", "triglicerídeos", "acil glicerídeos" e "glicerídeos" são usados de maneiraintercambiável e se referem aos triésteres de ácidos graxos com glicerol. O refino dos óleoscomestíveis pode ser mediante refino físico ou químico, ou uma combinação das duas abor-dagens.
O refino físico consiste na remoção dos ácidos graxos do óleo bruto por destilaçãocom vapor sob um vácuo, depois que os fosfatídeos tiverem sido removidos por um proces-so de remoção de goma. O refino químico, o método convencional para remoção das impu-rezas não glicerídicas de gorduras e óleos comestíveis, consiste em uma combinação deremoção opcional de goma, refino alcalino, alvejamento e desodorização. No refino químico,o refino alcalino (também conhecido como neutralização cáustica) é usado para remover osácidos graxos livres do óleo bruto na forma de material saponáceo. O refino alcalino tambémpode remover fosfatídeos na forma de massas coaguladas, que também podem carrear ma-téria insolúvel, e certos pigmentos oleosos podem ser degradados, absorvidos ou tornadossolúveis em água pelo álcali. O material saponáceo resultante e as massas coaguladas po-dem ser removidos, por exemplo, por centrifugação. A remoção de goma tipicamente envol-ve a misturação da composição de óleo bruto com água para remover componentes solú-veis em água. A remoção de goma e o refino alcalino podem ser feitos simultaneamente emum processo conhecido como "refino bruto". O refino alcalino de óleos glicerídicos tambémpode ser feito por micelas, em um processo chamado de refino por micela. Conforme aquiusado, o termo "micela" significa uma mistura de óleo glicerídico e um solvente orgânicovolátil, como, por exemplo, hexano. No refino por micela, a micela de óleo/solvente é refina-da por refino químico, por exemplo, por remoção de goma (opcionalmente), refino alcalino,alvejamento e desodorização. O refino por micela de óleos tem vantagens com relação atécnicas de refino convencionais, como menor perda no refino, melhor separação do materi-al saponáceo da mistura de micela e óleo refinado de cor mais clara.
Conforme aqui discutido, processos químicos e físicos convencionais de refino deóleo tipicamente envolvem as etapas de alvejamento e desodorização. O alvejamento degorduras e óleos comestíveis é considerado como a remoção de impurezas não glicerídicas,incluindo corpúsculos de cor, da composição. Embora os óleos possam ser alvejamentosquimicamente, a redução de cor em geral ocorre por reações de oxidação que podem terefeitos indesejáveis sobre o sabor e/ou estabilidade oxidativa do óleo e, conseqüentemente,o alvejamento químico não é usado para óleos comestíveis. O alvejamento convencional épor adsorção dos corpúsculos de cor e outras impurezas não glicerídicas, como metais, sa-bões e fosfatídeos, em terra alvejante. Exemplos de terras alvejantes incluem terras e argi-Ias naturais, terras e argilas ativadas e carbono ativado. Genericamente, os materiais alve-jantes são acrescentados ao óleo em um recipiente, seguido por agitação, à pressão atmos-férica ou sob pressão reduzida. O óleo pode ser aquecimento a uma temperatura de alveja-mento e mantido, para permitir um tempo de contato com a terra alvejante. Depois de pas-sado um tempo suficiente, a terra alvejante é removida do óleo, por exemplo, porfiltração oucentrifugação.
Argila alvejante ativada com ácido é usada em processos de alvejamento conven-cionais. Por exemplo, um método de alvejamento com argilada ativada com ácido comu-mente usado é descrito na patente norte-americana n° 4.443.379. Embora a argila possa serum adsorvente eficiente para alguns pigmentos de cor naturais, como clorofilas, também sesabe que a argila alvejante catalisa algumas reações indesejáveis durante o processo dealvejamento, que podem criar alguns corpúsculos de cor, conhecidos como "cor fixa". A corfixa não é prontamente removida durante o processo de refino de óleo e pode conferir umacor indesejável ao óleo. Além disso, o uso de dosagens mais altas de argila alvejante podecausar uma reversão de cor mais rápida com o armazenamento do óleo. Outros adsorven-tes, como sílica ativada com ácido (patente norte-americana n° 4.877.765), foram usadospara a remoção de corpúsculos de cor, assim como de outros contaminantes residuais. En-tretanto, a sílica tipicamente não proporciona uma cor muito clara para o óleo de milho. Car-bono ativado pode remover alguns corpúsculos de cor que não sejam facilmente removidospor argilas alvejantes. Entretanto, carbonos ativados são caros e não são eficazes na remo-ção de todos os tipos de corpúsculos de cor, por exemplo, certos corpúsculos de cor presen-tes no óleo de milho.
Gorduras e óleos naturais podem reter certos odores e sabores indesejáveis após orefino. Assim, a desodorização pode ser necessária. A desodorização é usada para conferiro sabor e odor suaves esperados pelos consumidores e em geral envolve um processo dedestilação com vapor a alta temperatura e alto vácuo. Durante a desodorização, uma remo-ção adicional de certos corpúsculos de cor pode ocorrer por alvejamento térmicos dos cor-púsculos de cor.
Embora o processo de alvejamento e desodorização remova corpúsculos de cor, oprocesso também pode afetar negativamente a cor do óleo alvejado, particularmente quan-do se alveja com argila ativada com ácido. Certos componentes do óleo, como tocoferóis,podem ser oxidados durante a etapa de alvejamento, gerando, dessa forma, precursores dereversão de cor. Esses precursores podem ser adicionalmente oxidados durante o alveja-mento, tornando-se pigmentos de cor revertida. Os pigmentos de cor revertida podem serconvertidos de volta nos precursores durante a desodorização, devido ao alto calor, resul-tando em um óleo com uma cor inicialmente aceitável. Entretanto, durante o armazenamen-to do óleo desodorizado, os precursores podem ser novamente convertidos de volta em cor-púsculos de cor, resultando em reversão de cor. O grau de reversão de cor pode estar rela-cionado à dosagem de argila alvejante, que em geral está relacionada ao grau de oxidaçãosecundária do óleo, conforme medida pelo valor de para-anisidina do óleo alvejado. Outrasdesvantagens do alvejamento com argila incluem o descarte da argila gasta, maior perda deóleo na argila gasta e o risco de fogo associado à ignição espontânea da argila alvejantegasta.
O óleo de milho é obtido a partir de germes de milho, que são separados dos grãosde milho durante a moagem do milho a úmido. Germes de milho secos contêm cerca de50% de óleo em peso. Em ambientes comerciais, os germes são primeiro prensados (expe-lidos) para espremer o óleo para fora do farelo do germe, e, então, o farelo pode ser adicio-nalmente extraído com um solvente não polar para uma recuperação máxima do óleo demilho bruto. A razão de óleo expelido para óleo extraído pode ser de aproximadamente 3:2.
O óleo de milho refinado é conhecido por sua cor mais escura. A cor escura do óleode milho refinado é devida, pelo menos em parte, a produtos da reação de Maillard que sãogerados durante o processamento do milho, antes da extração do óleo. Por exemplo, mela-noidinas, como polímeros nitrogenados, são substâncias de cor marrom escuro geradaspela reação de Maillard de aminoácidos e carboidratos no milho. Acredita-se que as mela-noidinas sejam alguns dos pigmentos de cor não alvejáveis no óleo de milho acabado. Cor-púsculos de cor do óleo de milho em geral não são facilmente removidos do óleo duranteprocessos de refino convencionais e, como resultado, o óleo de milho convencionalmenterefinado terá uma cor dourada. O óleo de milho também é conhecido na indústria de óleospor sua rápida reversão de cor. Os corpúsculos de cor não alvejáveis e a rápida reversão decor impediram que a indústria de vegetais produzisse óleo de milho de cor clara com estabi-lidade de cor aceitável. Um óleo de milho de cor clara e estável poderia ser usado em umaampla variedade de aplicações alimentares em que a cor mais escura do óleo de milho temsido um obstáculo.
Como se acredita que alguns dos corpúsculos de cor não alvejáveis no óleo de mi-lho surjam do abuso do germe de milho durante a moagem a úmido, houve esforços paraprocessar o milho de uma maneira que minimizasse os danos durante o processamento domilho antes da extração do óleo. Por exemplo, a patente norte-americana n° 6.388.110 ("apatente Ί10") expõe um processo de moagem de milho a seco que fornece um óleo de mi-lho bruto de cor mais clara. Relatou-se que o óleo de milho bruto produzido por esse métodotem uma cor mais clara que o óleo de milho bruto produzido com processos de moagem aúmido convencionais. Entretanto, a patente Ί10 não expõe o refino do óleo de milho brutopara realmente produzir um óleo de milho comestível, de cor estável, de cor clara acabado.A patente norte-americana n° 4.808.426 expõe um processo de extração de óleo de milhoque fornece um óleo de milho bruto de cor clara. Entretanto, o processo utiliza óleo vegetalcomo o meio de extração, o que resulta em um alto teor de óleo vegetal no farelo de milho.
Compostos de troca de íons, como resinas, são genericamente classificados de a-cordo com três critérios: a natureza de seus grupos funcionais; a química da matriz de su-porte do grupo funcional; e a porosidade da matriz de suporte do grupo funcional ("lon Ex-change" em Kirk-Othmer Encyclopedia of Chemical Technology, Quarta Edição (vol. 14), ρb737-741; John Wiley & Sons, New York, 1995). Os quatro tipos primários de funcionalida-des de troca de íons são ácido forte, ácido fraco, base fraca e base forte. Ácidos ou basesfortes são genericamente diferenciados de ácidos ou bases fracas pela capacidade dos áci-dos e bases fortes de partirem sais neutros, como cloreto de sódio. Resinas de troca de íonsácidas, também conhecidas como resinas de troca de íons catiônicas, freqüentemente estãona forma de hidrogênio para uso. Nessa forma, quando contactadas com um líquido conten-do cátions, os cátions de hidrogênio associados à resina de troca de íons são capazes dedeixar a fase sólida e entrar na fase líquida, quando são trocados com cátions na fase líqui-da. Resinas de troca de íons básicas, também conhecidas como resinas de troca de íonsaniônicas, freqüentemente estão na forma de hidróxido. Nessa forma, quando contactadascom um líquido contendo ânions, ânions hidróxido associados à resina de troca de íons sãocapazes de deixar a fase sólida e entrar na fase líquida, quando são trocados com ânions nafase líquida. Além disso, outras resinas de troca de íons podem ter a capacidade de quelarmetais. Interações de troca de íons são reversíveis, o que pode permitir procedimentos deregeneração para retornar um trocador de íons à forma desejada para reutilização.
Resinas de troca de íons aniônicas são em geral resinas à base de aminas. Resi-nas de troca de ânions de base forte têm grupos funcionais compreendendo grupos hidróxi-do de amônio quaternário. Trocadores de ânions de base fracas tipicamente têm gruposfuncionais compreendendo aminas primárias, secundárias ou terciárias.
O uso de resinas de troca de íons aniônicas básicas em um método de refino de ó-leo vegetal é exposto na patente norte-americana n° 2.771.480 ("a patente '480"). A patente'480 expõe o refino de óleos vegetais com uma resina de troca de ânions básica para redu-zir os ácidos graxos livres e alguns pigmentos de cor no óleo. A resina de troca aniônicausada na patente '480 é uma resina de troca de ânions de base forte contendo grupos hi-dróxido de amônio quaternário. A resina de troca aniônica foi empregada principalmentepara remover ácidos graxos livres. O método de refino com resina aniônica da patente '480foi apresentado como uma alternativa ao refino alcalino do óleo. A descolorização do óleoera um benefício adicional do processo. A medição detalhada da redução de cor não foi a-presentada.
Assim, métodos convencionais de refino e alvejamento de óleos vegetais e, em par-ticular, óleo de milho não fornecem um óleo refinado de cor clara com estabilidade de cor.São desejáveis novos métodos para a produção de óleos de cor clara com estabilidade decor.
SUMÁRIO
Certas modalidades da presente exposição descrevem métodos de refino de gordu-ras e óleos, como óleos vegetais, para fornecer um óleo de cor clara e de cor estável. Ou-tras modalidades descrevem composições compreendendo óleo de milho e óleos de milhocom uma cor clara e uma cor estável.
Uma modalidade se refere a uma composição compreendendo um óleo de milhocom um valor de cor de menos de 1,0 vermelho na escala Lovibond.
Outra modalidade se refere a um óleo de milho compreendendo um valor de cor demenos de 1,0 vermelho na escala Lovibond.
Ainda outra modalidade se refere a um método para a produção de um óleo vegetaldescolorizado. O método compreende o contato de uma composição compreendendo umóleo vegetal e corpúsculos de cor com uma resina de troca de íons catiônica.
Modalidades adicionais se refere a um método para a produção de um óleo de mi-lho descolorizado. O método compreende: a passagem de uma composição compreenden-do óleo de milho e um solvente não polar através de um leito de uma resina de troca de íonscatiônica para fornecer uma composição de óleo de milho descolorizada, em que a resina detroca de íons catiônica se liga a pelo menos um dos corpúsculos de cor e impurezas nacomposição; a coleta da composição de óleo de milho descolorizada; e remoção do solventenão polar da composição de óleo de milho descolorizada para fornecer um óleo de milhodescolorizado com pelo menos um de um valor de cor de menos de 2,5 vermelho na escalaLovibond e um valor de cor de menos de 60,0 amarelo na escala Lovibond. Outras modali-dades adicionais incluem óleos de milho produzidos pelos vários métodos aqui descritos.
Outras modalidades adicionais se referem a um óleo de milho descolorizado por re-sina de troca de íons catiônica. O óleo de milho descolorizado por resina de troca de íonscatiônica pode ter uma alteração de valor de cor vermelha (AR) de 0,4 a 15 na escala Lovi-bond.
DESCRIÇÃO DETALHADA
A presente exposição apresenta novos métodos para a produção de óleos vegetaisrefinados de cor clara e cor estável. Os métodos incluem a reação de óleos vegetais brutoscom uma resina de troca de íons catiônica para remover corpúsculos coloridos e fornecer oóleo de cor clara e cor estável. Também se apresentam métodos para a produção de umóleo de milho de cor clara e cor estável e óleos de milho de cor estável com uma cor clara.
Além dos exemplos operacionais, ou quando indicado de outra forma, todos os nú-meros aqui citados expressando quantidades de ingredientes, condições de reação e outrosdevem ser entendidos como estando modificados, em todos os casos, pelo termo "cercade". Portanto, a menos que indicado em contrário, os parâmetros numéricos apresentadosno relatório a seguir e reivindicações anexas são aproximações que podem variar depen-dendo das propriedades desejadas que se busca obter. No mínimo, e não como uma tenta-tiva de limitar a aplicação da doutrina de equivalentes ao âmbito das reivindicações, cadaparâmetro numérico deve pelo menos ser tomado à luz do número de dígitos significativosrelatados e por aplicação de técnicas de arredondamento comuns.
Embora as faixas e parâmetros numéricos que delimitam o âmbito amplo da inven-ção sejam aproximações, os valores numéricos apresentados nos exemplos específicos sãorelatados tão precisamente quanto possível. Qualquer valor numérico, entretanto, contéminerentemente certos erros necessariamente resultantes do desvio padrão encontrado emsuas respectivas medições de teste.
Da mesma forma, deve-se entender que qualquer faixa numérica aqui citada deveincluir todas as subfaixas incluídas nela. Por exemplo, uma faixa de "1 a 10" deve incluirtodas as subfaixas entre (e incluindo) o valor mínimo citado de 1 e o valor máximo citado de10, isto é, com um valor mínimo igual a ou maior que 1 e um valor máximo igual a ou menorque 10. Da mesma forma, a menos que indicado de outra forma, as porcentagens de com-ponentes em uma composição são apresentadas como por cento em peso.
Qualquer patente, publicação ou outro material expositivo, total ou parcialmente,que se diga aqui incorporado por referência é incorporado aqui apenas na medida em que omaterial incorporado não conflite com definições, declarações ou outros materiais expositi-vos existentes apresentados nesta exposição. Assim, e na medida necessária, a exposiçãoconforme aqui apresentada prevalece sobre qualquer material conflitante aqui incorporadopor referência. Qualquer material, ou parte sua, que se diga aqui incorporado por referência,mas que conflite com definições, declarações ou outros materiais expositivos existentes aquiapresentados só é incorporado na medida em que não surja nenhum conflito entre o materi-al incorporado e o material expositivo existente.
Conforme aqui discutido, os consumidores em geral preferem óleos comestíveisque tenham uma cor clara. Métodos convencionais para a remoção de corpúsculos de corde óleos vegetais refinados envolvem o uso de argila alvejante para adsorver os corpúscu-los de cor. Entretanto, com certos óleos, por exemplo, óleo de milho, a argila alvejante podenão fornecer um óleo de cor clara e cor estável satisfatório. Na presente exposição, os in-ventores apresentam um método para a remoção de corpúsculos de cor de óleos usandoresinas de troca de íons catiônicas. De acordo com as modalidades da presente exposição,corpúsculos de cor em óleos vegetais foram eficientemente removidos por uma resina detroca de íons catiônica. De acordo com certas modalidades, resinas de troca de íons catiôni-cas fortes foram usadas para remover os corpúsculos coloridos do óleo vegetal. Em contras-te com as resinas de troca aniônicas da patente '460, resinas de troca de íons catiônicasnão reagem com resíduos de ácidos graxos livres no óleo vegetal, de modo que sítios ativosna resina de troca de íons catiônica não são reagidos com ou ocupados pelos ácidos gra-xos.
Vários métodos para a produção de um óleo vegetal descolorizado serão agora dis-cutidos. De acordo com certas modalidades, o método para a produção de um óleo vegetaldescolorizado pode compreender o contato de uma composição compreendendo um óleovegetal e corpúsculos de cor com uma resina de troca de íons catiônica para fornecer umacomposição de óleo vegetal descolórizada. De acordo com outras modalidades, o óleo ve-getal descolorizado também pode ser um óleo vegetal descolorizado de cor estável. Con-forme aqui usado, o termo "descolorizado" significa um óleo ou gordura triglicerídica quetenha sido tratada por um processo que remove corpúsculos de cor para fornecer um óleode cor clara.
De acordo com certas modalidades, a redução de cor pelas resinas de troca catiô-nicas foi suficientemente eficaz para que nenhum alvejamento com argila fosse necessáriopara produzir um óleo vegetal de cor clara e cor estável. Conforme aqui usado, o termo "al-vejamento com argila" inclui qualquer processo de alvejamento em que o óleo seja alvejadocom uma substância alvejante de terra, argila e/ou carbono, como um processo de alveja-mento convencional. Em outras modalidades, os métodos podem incluir o alvejamento doóleo vegetal com uma substância alvejante como, por exemplo, terra ou argila natural, terraou argila ativada e/ou carbono ativado, além do contato da composição compreendendo umóleo vegetal e corpúsculos de cor com uma resina de troca de íons catiônica.
Conforme aqui discutido, resinas de troca de íons catiônicas podem ser classifica-das como uma resina de troca de íons catiônica forte ou uma resina de troca de íons catiô-nica fraca. As resinas de troca catiônicas diferem no grupo ionizável ligado à rede de hidro-carboneto. Resinas de troca catiônicas fortes são assim chamadas porque seu comporta-mento químico é similar ao de um ácido forte. Resinas catiônicas fortes compreendem fun-cionalidade ácido sulfônico (-SO3H), tipicamente na forma ácida ou de sal de sódio, e sãoaltamente dissociadas e capazes de troca por toda a faixa de pH. Resinas de troca catiôni-cas fracas compreendem funcionalidade ácido carboxílico (-COOH) e se comportam de ma-neira similar a ácidos orgânicos fracos que sejam fracamente dissociados. De acordo comcertas modalidades dos métodos, a resina de troca de íons catiônica pode ser uma resinade troca de íons catiônica forte, uma resina de troca de íons catiônica fraca ou uma misturatanto de uma resina de troca de íons catiônica forte, quanto uma fraca. De acordo com ou-tras modalidades, a resina de troca de íons catiônica pode ser uma resina de troca de íonscatiônica forte. Exemplos não Iimitativos de resinas de troca de íons catiônicas fortes ade-quadas incluem resinas sulfonadas como, mas não limitadas a, Dowex Monosphere® 88(comercialmente disponível na Dow Chemical Co., Midland, Mich.), Dowex N406® (comerci-almente disponível na Dow Chemical Co., Midland, Mich.), Dow XUS 43569™ (comercial-mente disponível na Dow Chemical Co., Midland, Mich.), Purolite MN500™ (comercialmentedisponível na The Purolite Co., Bala Cynwyd, Pensilvânia), Purolite SST-60™ (comercial-mente disponível na The Purolite Co., Bala Cynwyd, Pensilvânia), Purolite C100™ (comerci-almente disponível na The Purolite Co., Bala Cynwyd, Pensilvânia), Purolite C100H™ (co-mercialmente disponível na The Purolite Co., Bala Cynwyd, Pensilvânia), Purolite C100E™(comercialmente disponível na The Purolite Co., Bala Cynwyd, Pensilvânia), PuroliteC100X10™ (comercialmente disponível na The Purolite Co., Bala Cynwyd, Pensilvânia),Purolite C145™ (comercialmente disponível na The Purolite Co., Bala Cynwyd, Pensilvânia),Purolite C147™ (comercialmente disponível na The Purolite Co., Bala Cynwyd, Pensilvânia),Purolite C150™ (comercialmente disponível na The Purolite Co., Bala Cynwyd, Pensilvânia),Purolite C150H™ (comercialmente disponível na The Purolite Co., Bala Cynwyd, Pensilvâ-nia), Purolite C155™ (comercialmente disponível na The Purolite Co., Bala Cynwyd, Pensil-vânia), Purolite C160™ (comercialmente disponível na The Purolite Co., Bala Cynwyd, Pen-silvânia), Purolite C160H™ (comercialmente disponível na The Purolite Co., Bala Cynwyd,Pensilvânia), Amberlite® 200 Na (comercialmente disponível na Rohm & Haas Corp., Fila-délfia, Pensilvânia), Amberlite® 1200 Na (comercialmente disponível na Rohm & HaasCorp., Filadélfia, Pensilvânia), Amberlyst® 15 WET (comercialmente disponível na Rohm &Haas Corp., Filadélfia, Pensilvânia), Amberlyst® 16 WET (comercialmente disponível naRohm & Haas Corp., Filadélfia, Pensilvânia), Amberlyst® 131 WET (comercialmente dispo-nível na Rohm & Haas Corp., Filadélfia, Pensilvânia), Mitsubishi DIAION® SK1B (comerci-almente disponível na Mitsubishi Chemical Corp, Tóquio, Japão), Mitsubishi DIAION®SK104 (comercialmente disponível na Mitsubishi Chemical Corp, Tóquio, Japão), MitsubishiDIAION® SK110 (comercialmente disponível na Mitsubishi Chemical Corp, Tóquio, Japão),Mitsubishi DIAION® SK112 (comercialmente disponível na Mitsubishi Chemical Corp, Tó-quio, Japão), Mitsubishi DIAION® SK116 (comercialmente disponível na Mitsubishi Chemi-cal Corp, Tóquio, Japão), Mitsubishi DIAION® PK208 (comercialmente disponível na Mitsu-bishi Chemical Corp, Tóquio, Japão), Mitsubishi DIAION® PK212 (comercialmente disponí-vel na Mitsubishi Chemical Corp, Tóquio, Japão), Mitsubishi DIAION® PK216 (comercial-mente disponível na Mitsubishi Chemical Corp, Tóquio, Japão), Mitsubishi DIAION® PK220(comercialmente disponível na Mitsubishi Chemical Corp, Tóquio, Japão), MitsubishiDIAION® PK228 (comercialmente disponível na Mitsubishi Chemical Corp, Tóquio, Japão),Mitsubishi DIAION® HPK25 (comercialmente disponível na Mitsubishi Chemical Corp, Tó-quio, Japão), Mitsubishi RAD/F® (comercialmente disponível na Mitsubishi Chemical Corp,Tóquio, Japão), Mitsubishi EXC04™ (disponível na Mitsubishi Chemical Corp, Tóquio, Ja-pão), e Finax CS24 (disponível na Finax Ltd., Kotka, Finlândia).
Tradicionalmente, trocadores de íons são mais freqüentemente usados em condi-ções aquosas. Entretanto, resinas de troca de íons contendo água podem apresentar difi-culdades no contato com um lipídio, como um triglicerídeo. De acordo com certas modalida-des dos métodos, a resina de troca de íons catiônica pode ser uma resina de troca de íonscatiônica seca. Conforme aqui usado, uma "resina de troca de íons catiônica seca" é umaresina de troca de íons catiônica que seja substancialmente livre de água. De acordo comcertas modalidades, a resina de troca de íons catiônica seca tem menos de 15% de umida-de. De acordo com outras modalidades, a resina de troca de íons catiônica seca contém de5% a 15% de umidade.
As resinas de troca de íons catiônicas podem ser secadas por qualquer métodoconvencional para a remoção do excesso de água de resinas de troca de íons, como, porexemplo, secagem em forno (isto é, secagem por aquecimento, incluindo aquecimento sobpressão reduzida), liofilização e/ou por contato da resina com um sistema solvente com gra-diente. Por exemplo, de acordo com certas modalidades, a resina de troca catiônica podeser secada em forno por colocação da resina em um forno, por exemplo, um forno a umatemperatura de 50°C a 150°C e uma pressão de 1 torr a 760 torr, durante um tempo de pelomenos 30 minutos. Em uma modalidade, a secagem em forno a 70°C durante 12 horas podefornecer uma resina de troca de íons seca contendo menos de 15% de umidade. De acordocom outra modalidade, a secagem em forno a 70°C durante 12 horas pode fornecer umaresina de troca de íons seca contendo de 5% a 15% de umidade. De acordo com outrasmodalidades, a resina de troca catiônica pode ser secada por contato da resina com umsistema solvente com gradiente, com um gradiente de solvente hidrofílico a hidrofóbico. Porexemplo, a resina de troca catiônica pode ser secada por lavagem da resina com um solven-te miscível em água, seguido por lavagem com um solvente imiscível em água com miscibi-Iidade com o óleo vegetal. O solvente imiscível em água pode ser deslocado pelo óleo vege-tal ou, alternativamente, removido da resina por evaporação, como por passagem de umgás seco através da resina ou colocação da resina sob pressão reduzida e, opcionalmente,aquecimento. Por exemplo, yn sustena solvente com gradiente possível pode compreendera passagem de uma sucessão de solventes secos crescentemente não polares através doleito de resina úmida, como, por exemplo, etanol seguido por hexano. Outros métodos quefornecem uma resina de troca de íons catiônica suficientemente seca também podem serempregados.
Os métodos da presente exposição podem ser adequados para a remoção de cor-púsculos de cor de triglicerídeos e/ou composições contendo triglicerídeos. De acordo comvárias modalidades, os triglicerídeos ou composições contendo triglicerídeos podem com-preender triglicerídeos de uma gordura animal, um óleo vegetal ou de uma mistura desses.De acordo com certas modalidades, os métodos da presente exposição podem ser adequa-dos para a remoção de corpúsculos de cor de triglicerídeos ou composições contendo trigli-cerídeos, em que o triglicerídeo é um óleo vegetal.
Óleos vegetais adequados para uso nas várias modalidades dos métodos aqui a -presentados podem ser selecionados do grupo que consiste em óleo de milho, óleo de soja,óleo de canola, óleo vegetal, óleo de açafroa, óleo de girassol, óleo de semente de capuchi-nha, óleo de semente de mostarda, azeite-de-oliva, óleo de gergelim, óleo de amendoim,óleo de semente de algodão, óleo de farelo de arroz, óleo de noz de babaçu, óleo de ma-mona, óleo de dendê, óleo de amêndoa de palmeira, óleo de semente de colza, óleo de se-mente de colza de baixo ácido erúcico, óleo de tremoço, óleo de jatrofa, óleo de coco, óleode linhaça, óleo de enótera, óleo de jojoba, manteiga de cacau, frações de qualquer um de-les e misturas de quaisquer deles. De acordo com certas modalidades, o óleo vegetal é óleode milho.
De acordo com certas modalidades dos métodos da presente exposição, a compo-sição compreendendo um óleo vegetal e corpúsculos de cor pode compreender um óleovegetal puro. Conforme aqui usado, o termo "óleo vegetal puro" significa qualquer óleo vege-tal que seja substancialmente livre de solvente (isto é, contenha no máximo apenas quanti-dades residuais de solvente), como um óleo vegetal bruto, óleo sem goma, óleo com super-remoção de goma, óleo vegetal refinado bruto, óleo vegetal refinado, óleo vegetal alvejado eóleo vegetal alvejado e desodorizado ("RBD"), que seja substancialmente livre de todo sol-vente, como um solvente orgânico. Por exemplo, o óleo vegetal puro pode compreender oóleo vegetal bruto obtido por prensagem das sementes oleaginosas ou por extração do óleodas sementes oleaginosas com um solvente orgânico, seguido por remoção do solvente.
De acordo com outras modalidades, a composição compreendendo o óleo vegetal ecorpúsculos de cor também pode compreender um solvente orgânico não polar. De acordocom certas modalidades, a composição pode compreender uma mistura de micelas de óleovegetal bruto e um solvente orgânico não polar, por exemplo, óleo resultante do refino pormicela de óleo vegetal. Exemplos de solventes orgânicos não polares adequados para refinopor micela de óleos vegetais podem ser selecionados do grupo que consiste em pentano,hexano, heptano, octano, éter de petróleo, isômeros de quaisquer deles e misturas dequaisquer deles. De acordo com outras modalidades, a composição compreendendo o óleovegetal e corpúsculos de cor pode compreender óleo bruto resultante da remoção de umsolvente de extração da mistura de solvente e óleo bruto obtida em uma etapa de extração.
De acordo com outras modalidades, a composição compreendendo o óleo vegetal e corpús-culos de cor pode compreender óleo com goma removida resultante da remoção de gomade um óleo bruto obtido por prensagem e/ou extração, seguida por remoção do solvente deextração de uma mistura de solvente e óleo bruto obtida em uma etapa de extração. De a-cordo com outras modalidades, a composição compreendendo o óleo vegetal e corpúsculosde cor pode compreender óleo refinado uma vez resultante do refino alcalino de óleo brutoobtido por prensage e/ou extração, opcionalmente seguida por remoção do solvente de ex-tração de uma mistura de solvente e óleo bruto obtida em uma etapa de extração. De acor-do com outras modalidades, a composição compreendendo o óleo vegetal e corpúsculos decor pode compreender óleo refinado e alvejado resultante do alvejamento de óleo refinadouma vez. De acordo com ainda outras modalidades, a composição compreendendo o óleovegetal e corpúsculos de cor pode compreender óleo RBD resultante da desodorização deóleo refinado uma vez ou refinado e alvejado. De acordo com várias modalidades em que acomposição também compreende um solvente orgânico não polar, o método também podecompreender a etapa de remoção do solvente orgânico não polar da composição de óleovegetal descolorizado para fornecer um óleo vegetal descolorizado.
De acordo com certas modalidades, o contato da composição compreendendo o ó-Ieo vegetal e corpúsculos de cor com uma resina de troca de íons catiônica pode ser reali-zado em um reator selecionado do grupo que consiste em um reator de bateladas, um reatorsemi-contínuo, um reator contínuo e suas combinações.
De acordo com certas modalidades, a composição pode ser contactada com a resi-na de troca catiônica em um reator de bateladas. De acordo com certas modalidades, o con-tato da composição compreendendo o óleo vegetal e corpúsculos de cor com uma resina detroca de íons catiônica em um reator de bateladas pode compreender o contato da composi-ção com a resina de troca sob agitação, como, por exemplo, sacudindo-se, girando-se ouagitando-se. Por exemplo, de acordo com certas modalidades, a resina de troca catiônicapode ser misturada com ou posta em suspensão na composição de óleo vegetal bruta, e amistura ou suspensão pode ser, então, agitada por um mecanismo de agitação, como, porexemplo, uma hélice, uma hélice acionada por eixo, um motor de agitação, uma barra deagitação ou um agitador por cima ou por um mecanismo de sacudidura, como, por exemplo,um agitador com ação do punho.
De acordo com outras modalidades, a composição pode ser contactada com a resi-na de troca de íons catiônica em um reator contínuo. De acordo com certas modalidades, ocontato da composição compreendendo o óleo vegetal e corpúsculos de cor com uma resinade troca de íons catiônica em um reator contínuo pode compreender a passagem da com-posição através da resina de troca de íons catiônica. Por exemplo, de acordo com certasmodalidades, a passagem da composição através da resina de troca de íons catiônica podecompreender a passagem da composição através de uma coluna da resina de troca de íonscatiônica. Em outras modalidades, a composição pode ser passada através de um leito daresina de troca de íons catiônica. Em certas modalidades em que a composição é passadaatravés de uma coluna da resina catiônica, a razão de volume de resina para diâmetro decoluna pode ser de 15 mililitros ("mL") da resina de troca de íons catiônica por centímetro("cm") de diâmetro de coluna a 50 mL de resina por cm de diâmetro de coluna. De acordocom certas modalidades, a razão de altura da coluna para diâmetro da coluna pode variarde 1:1 a 12:1. Em outras modalidades, a razão de altura da coluna para diâmetro da colunapode ser de 6:1. Conforme aqui usado, "altura da coluna" significa a altura ou comprimentode trajeto da resina dentro da coluna, e "diâmetro da coluna" significa o diâmetro da resinadentro da coluna.
De acordo com outra modalidade, várias colunas da resina podem ser instaladasem paralelo ou em série. De acordo com aquelas modalidades em que as colunas estão emparalelo, quando uma coluna é gasta, o fluxo pode ser desviado para uma coluna fresca,para tratamento ininterrupto da composição. Conforme aqui discutido, de acordo com certasmodalidades, a coluna gasta pode ser regenerada antes de retornar ao serviço. Em outramodalidade, o processo de tratamento e regeneração pode ser automatizado. Em outra mo-dalidade, o processo contínuo pode ser automatizado. De acordo com certas modalidades, oprocesso contínuo automatizado pode compreender cromatografia de leito móvel simulado.
De acordo com as várias modalidades dos métodos, quando a composição com-preendendo o óleo vegetal e corpúsculos de cor é contactada com a resina de troca de íonscatiônica, pelo menos uma parte dos corpúsculos de cor são removidos da composiçãocompreendendo óleo vegetal e corpúsculos de cor, como por ligação a ou reação com aresina de troca de íons catiônica. Conforme aqui usado, o termo "ligação a" significa que oscorpúsculos de cor formam pelo menos uma de uma ligação covalente, uma ponte de hidro-gênio ou uma ligação iônica (ou interação eletrostática) com a funcionalidade ativa da resinade troca de íons catiônica. Conforme aqui usado, quando os corpúsculos de cor são removi-dos por "reação com" a resina de troca, os corpúsculos de cor podem ser convertidos emum composto sem cor ou de cor clara. De acordo com certas modalidades, quando a com-posição é contactada com a resina de troca de íons catiônica, uma parte substancial doscorpúsculos de cor se ligam a ou reagem com a resina de troca de íons catiônica. A ligaçãoa ou reação dos corpúsculos de cor com a resina de troca de íons catiônica pode ser indica-da por um escurecimento da cor resina de troca de íons e/ou um clareamento da cor dacomposição de óleo vegetal bruta.
De acordo com várias modalidades dos métodos para a produção de um óleo vege-tal descolorizado, os métodos também podem compreender a remoção da composição deóleo vegetal descolorizado da resina de troca de íons catiônica, em que pelo menos umaparte dos corpúsculos de cor se ligam à resina de troca de íons catiônica. De acordo comessas modalidades, quando a composição de óleo vegetal descolorizado é removida da re-sina de troca de íons catiônica, os corpúsculos de cor permanecem com a resina e são,conseqüentemente, removidos da composição de óleo vegetal.
A composição de óleo vegetal descolorizado pode ser removida da resina de trocade íons catiônica por qualquer método adequado. Por exemplo, de acordo com certas moda-lidades, a remoção da composição de óleo vegetal descolorizado da resina de troca de íonscatiônica pode compreender uma de decantação da composição de óleo vegetal descolori-zado da resina de troca de íons catiônica, filtração da composição de óleo vegetal descolori-zado da resina de troca de íons catiônica, centrifugação da composição de óleo vegetaldescolorizado da resina de troca de íons catiônica e passagem da composição de óleo ve-getal descolorizado através da resina de troca de íons catiônica. Por exemplo, quando acomposição compreendendo um óleo vegetal e corpúsculos de cor é passada através dacoluna ou leito da resina de troca de íons catiônica, a composição de óleo vegetal descolori-zado sai da coluna, e as resinas de troca de íons catiônicas e a pelo menos uma parte doscorpúsculos de cor ligados a ela permanecem na coluna ou leito.
Conforme aqui discutido, resinas de troca de íons, como resinas de troca de íonscatiônicas, podem ser regeneradas para retornar a resina de troca de íons a sua forma de-sejada para reutilização. De acordo com certas modalidades, os métodos de produção deum óleo vegetal descolorizado também podem compreender a regeneração da resina detroca de íons catiônica depois da remoção da composição de óleo vegetal descolorizado daresina de troca de íons catiônica. De acordo com várias modalidades, a regeneração da re-sina de troca de íons catiônica pode compreender a remoção de pelo menos uma parte doscorpúsculos de cor ligados à resina de troca de íons catiônica da resina. Depois de a resinade troca de íons catiônica ter sido regenerada (isto é, ter pelo menos uma parte dos corpús-culos de cor removidos dela), a resina de troca de íons catiônica regenerada pode ser no-vãmente submetida ao método. Isto é, a resina de troca de íons catiônica regenerada podeser contactada com uma composição compreendendo óleo vegetal e corpúsculos de corpara fornecer uma composição de óleo vegetal descolorizada. Resinas de troca de íons ca-tiônicas podem ser regeneradas por qualquer método convencional conhecido na técnica,como, por exemplo, lavagem ou contato da resina de troca de íons catiônica com corpúscu-los de cor ligados a ela com um ácido, por exemplo, um ácido inorgânico forte, como ácidoclorídrico, ácido sulfúrico, ácido nítrico, ácido fosfórico e outros. A regeneração da resina detroca de íons catiônica pode ser indicada pelo clareamento da cor da resina.
De acordo com várias modalidades do método para a produção de um óleo vegetaldescolorizado, o método também pode compreender a desodorização da composição deóleo vegetal descolorizado. Conforme aqui discutido, a desodorização de óleos triglicerídi-cos pode ser usada para conferir o sabor e odor suaves esperados pelos consumidores eem geral envolve um processo de destilação com vapor a alta temperatura e alto vácuo. Adesodorização da composição de óleo vegetal descolorizado também pode degradar certoscorpúsculos de cor restante na composição de óleo vegetal descolorizado, por exemplo, poralvejamento térmico dos corpúsculos de cor restantes. Conforme aqui discutido, o óleo ve-getal que é degradado pela desodorização pode reverter para um corpúsculo de cor com otempo. De acordo com certas modalidades, os métodos da presente exposição podem pre-venir a reversão do corpúsculo de cor degradado, por exemplo, por remoção do corpúsculode cor degradado, ou de outra forma prevenir o processo de reversão. De acordo com cer-tas modalidades, a desodorização da composição de óleo vegetal descolorizado pode com-preender o aquecimento da composição de óleo vegetal descolorizado a uma temperaturade 180°C a 280°C e uma pressão de 0,5 torr a 10,0 torr durante 5 minutos a 120 minutos.
De acordo com várias modalidades dos métodos para a produção de um óleo vege-tal descolorizado, os métodos também podem compreender o refino alcalino da composiçãocompreendendo um óleo vegetal e corpúsculos de cor antes do contato da composiçãocompreendendo um óleo vegetal e corpúsculos de cor com a resina de troca de íons catiôni-ca. Conforme aqui discutido, o refino alcalino envolve o contato da composição de óleo ve-getal bruta com uma solução aquosa de um álcali forte, como hidróxido de sódio, hidróxidode potássio e outros. O refino alcalino pode ser usado para remover ácidos graxos livres,fosfatídeos, matéria insolúvel e certos pigmentos oleosos do óleo bruto antes do contato dacomposição de óleo bruta com a resina de troca de íons catiônica. De acordo com certasmodalidades, o refino alcalino da composição de óleo bruta também pode ser feita por mice-la (isto é, uma solução de óleo/solvente não polar). De acordo com outras modalidades, osmétodos também podem compreender a remoção de goma da composição compreendendoo óleo vegetal e corpúsculos de cor antes do contato da composição compreendendo umóleo vegetal e corpúsculos de cor com a resina de troca de íons catiônica. A remoção degoma pode consistir no contato da composição de óleo bruta com água ou uma solução a-quosa, por exemplo, uma solução aquosa diluída. De acordo com certas modalidades dométodo, a remoção de goma e o refino alcalino podem ser feitos simultaneamente durante o"refino bruto".
Além dos vários métodos para a produção de um óleo vegetal descolorizado apre-sentados acima, quando se deseja um óleo muito claro, os métodos também podem com-preender o alvejamento do óleo descolorizado com um material alvejante conforme aquiexposto como, por exemplo, uma terra ou argila natural, uma terra ou argila ativada, carbonoativado ou sílica. O alvejamento da composição de óleo pode ser feito antes ou depois docontato da composição compreendendo o óleo vegetal com a resina de troca de íons catiô-nica aqui discutida.
Outras modalidades da presente exposição incluem métodos para a produção deum óleo de milho descolorizado. Os métodos para a produção de um óleo de milho descolo-rizado podem compreender: a passagem de uma composição compreendendo óleo de milhobruto, como, por exemplo, óleo de milho refinado por micela, óleo de milho refinado umavez, óleo de milho refinado bruto, óleo de milho com goma removida, óleo de milho refinadoe alvejado e óleo de milho RBD, e um solvente não polar através de um leito da resina detroca de íons catiônica, como, por exemplo, uma resina de troca de íons catiônica seca, parafornecer uma composição de óleo de milho descolorizada; a coleta da composição de óleode milho descolorizada; e remoção do solvente não polar do óleo de milho descolorizadocomposition, por exemplo, por evaporação, para fornecer um óleo de milho descolorizado. Aresina de troca catiônica, de acordo com as várias modalidades desses métodos, pode seligar a pelo menos um dos corpúsculos de cor e impurezas na composição de óleo de milhobruta. De acordo com certas modalidades, a resina de troca de íons catiônica remove pelomenos uma parte dos corpúsculos de cor na composição de óleo de milho bruta. Em certasmodalidades, o óleo de milho bruto pode ser micela de óleo de milho, e a remoção do sol-vente não polar do milho descolorizado também pode compreender a remoção do solventede micela do milho descolorizado. De acordo com várias modalidades, o óleo de milho des-colorizado também pode ser um óleo de milho de cor estável.
Ainda outras modalidades dos métodos para a produção de um óleo de milho des-colorizado podem compreender: a passagem de uma composição compreendendo um óleode milho bruto puro através de um leito de uma resina de troca de íons catiônica para forne-cer um óleo de milho puro descolorizado. De acordo com certas modalidades, o óleo de mi-Iho bruto puro e/ou a resina de troca de íons catiônica pode ser aquecida, por exemplo, parareduzir a viscosidade do óleo de milho. Por exemplo, de acordo com uma modalidade, oóleo de milho bruto puro (que pode ser ou não pré-aquecido) pode ser passado através deuma coluna aquecida da resina de troca de íons catiônica.
De acordo com certas modalidades, o óleo de milho descolorizado produzido pelasvárias modalidades dos métodos aqui expostos pode ter pelo menos um de um valor de corde menos de 2,5 vermelho na escala Lovibond e um valor de cor de menos de 60,0 amarelona escala Lovibond. De acordo com algumas modalidades, o óleo de milho descolorizadopode ter um valor de cor de menos de 1,0 vermelho na escala Lovibond. De acordo comoutras modalidades, o valor de cor do óleo de milho descolorizado pode ser menor que 0,8vermelho na escala Lovibond. De acordo com ainda outras modalidades, o valor de cor doóleo descolorizado pode ser menor que 0,6 vermelho na escala Lovibond. De acordo comcertas modalidades, o óleo de milho pode ter um valor de cor de menos de 10,0 amarelo naescala Lovibond. Aqueles versados na técnica compreenderão que outros métodos para amedição da cor dos óleos de milho produzidos pelos presentes métodos podem ser usados,em vez do método Lovibond, e que o método de medição da cor do óleo de milho de corclara não se limita aos métodos de processamento de óleo de milho e aos óleos de milhoaqui produzidos. Assim, outros métodos de medição de cor podem ser usados, contanto queas cores medidas sejam equivalentes aos valores de cor Lovibond aqui citados.
De acordo com várias modalidades, o método de produção de um óleo de milhodescolorizado também pode compreender a desodorização do óleo de milho descolorizadodepois da remoção do solvente não polar da composição de óleo de milho descolorizado.Por exemplo, de acordo com certas modalidades, a desodorização pode ser realizada noóleo de milho descolorizado a uma temperatura de 180°C a 280°C e uma pressão de 0,5 torra 10,0 torr durante 5 minutos a 120 minutos.
Os vários métodos para a produção de um óleo de milho descolorizado tambémpodem compreender qualquer uma das seguintes etapas, conforme aqui discutido: a remo-ção da goma da composição de óleo de milho bruta, o refino alcalino da composição de óleode milho bruta, e a regeneração da resina de troca de íons catiônica.
A presente exposição também inclui óleos de milho descolorizados de cor estávelproduzidos por qualquer um dos métodos aqui apresentados. Por exemplo, a presente ex-posição inclui um óleo de milho descolorizado de cor estável produzido pelo processo quecompreende: a passagem de uma composição compreendendo óleo de milho e um solventenão polar através de um leito de uma resina de troca de íons catiônica para fornecer umacomposição de óleo de milho descolorizada, em que a resina de troca de íons catiônica seliga a pelo menos um dos corpúsculos de cor e impurezas na composição; a coleta da com-posição de óleo de milho descolorizada; e a remoção do solvente não polar da composiçãode óleo de milho descolorizada para fornecer o óleo de milho descolorizado. De acordo comvárias modalidades, o óleo de milho descolorizado pode compreender óleo de milho bruto,óleo de milho refinado uma vez, óleo de milho refinado bruto, óleo de milho com goma re-movida, micela de óleo de milho, óleo de milho refinado e alvejado, e óleo de milho RBD. Deacordo com certas modalidades, o óleo de milho descolorizado tem pelo menos um de umvalor de cor de menos de 2,5 vermelho na escala Lovibond e um valor de cor de menos de60,0 amarelo na escala Lovibond. De acordo com uma modalidade o óleo de milho descolo-rizado tem um valor de cor de menos de 1,0 vermelho na escala Lovibond. De acordo comoutra modalidade, o valor de cor é menor que 0,8 vermelho na escala Lovibond. De acordocom outras modalidades, o óleo de milho descolorizado pode ter pelo menos um de um va-lor de cor de menos de 0,6 vermelho na escala Lovibond e um valor de cor de menos de10,0 amarelo na escala Lovibond.
Conforme aqui discutido, os consumidores em geral preferem que óleos comestí-veis tenham uma cor clara. Entretanto, o óleo de milho é notório na indústria por sua cormais escura e dificuldade de atingir um óleo de milho refinado com uma cor clara. De acordocom várias modalidades, a presente exposição apresenta uma composição compreendendoum óleo de milho com um valor de cor de menos de 1,0 vermelho na escala Lovibond. Deacordo com outras modalidades, a composição compreende um óleo de milho com um valorde cor de menos de 0,8 vermelho na escala Lovibond. De acordo com ainda outras modali-dades, a composição compreende um óleo de milho com um valor de cor de menos de 0,6vermelho na escala Lovibond. As composições das várias modalidades também podemcompreender óleo de milho com um valor de cor de menos de 10,0 amarelo na escala Lovi-bond.
De acordo com outras modalidades, as composições podem compreender um óleode milho com uma baixa cor vermelha, conforme medida pelo método Lovibond, e um teorde ácidos graxos livres de menos de 0,050% em peso. De acordo com outra modalidade, oóleo de milho tem pelo menos um de um reduzido valor de peróxido, um reduzdo valor depara-anisidina, um reduzido teor de dieno conjugado e um reduzido teor de metais residuais,em comparação com óleo de milho convencionalmente refinado (isto é, óleo de milho refina-do, alvejado e desodorizado ("RBD")). De acordo com outras modalidades, as composiçõespodem compreender um óleo de milho com uma baixa cor vermelha, conforme medida pelométodo Lovibond, e um valor de para-anisidina de menos de 5.
De acordo com outras modalidades, a presente exposição inclui um óleo de milhocompreendendo um valor de cor de menos de 1,0 vermelho na escala Lovibond; em outrasmodalidades, o óleo de milho pode ter um valor de cor de menos de 0,8 vermelho na escalaLovibond; e em ainda outras modalidades, o óleo de milho pode ter um valor de cor de me-nos de 0,6 vermelho na escala Lovibond. De acordo com ainda outras modalidades, alémdos baixos valores de cor vermelha, o óleo de milho também pode ter um valor de cor demenos de 10,0 amarelo na escala Lovibond.
Conforme aqui discutido, a reversão de cor é um problema com óleos vegetais, co-mo óleos de milho, processados usando-se métodos de refino RBD convencionais. De acor-do com várias modalidades, a presente exposição apresenta óleos vegetais, incluindo osóleos de milho e composições compreendendo o óleo de milho aqui descrito, em que o óleovegetal é de cor particularmente estável (isto é, não tão propenso a reversão de cor quantoóleos vegetais convencionalmente refinados). A estabilidade de cor pode ser medida como acor aquecida e a cor envelhecida. Os óleos vegetais, óleos de milho e composições da pre-sente exposição podem ter uma alta estabilidade de cor (isto é, não escurecem com aque-cimento e/ou envelhecimento, em comparação com óleos convencionalmente refinados).
A cor aquecida de um óleo pode ser medida da seguinte maneira: a cor aquecidapode ser medida depois de o óleo de milho ter sido aquecido a 160°C em uma placa quentepré-aquecida com agitação suave, removido do calor quando a temperatura do óleo atinge160°C, e deixado resfriar aproximadamente à temperatura ambiente. De acordo com certasmodalidades, os óleos de milho e composições de óleo de milho da presente exposição ti-nham uma cor aquecida de menos de 1,0 vermelho na escala Lovibond depois de aquecer a160°C conforme aqui descrito. A medição de cor envelhecida usa um teste acelerado paraum indicador de reversão de cor de um óleo durante o armazenamento. Um método de me-dição de cor envelhecida é apresentado na Prática Recomendada AOCS Cg 5-97 "Teste deArmazenamento em Forno Para Envelhecimento Acelerado de Óleos", cuja exposição éaqui incorporada por referência. A Prática Recomendada AOCS inclui o armazenamento doóleo a aproximadamente 60°C em um recipiente escuro durante períodos de tempo especifi-cados e a medição da alteração de cor depois desses tempos especificados, por exemplo 3,5 e 7 dias de armazenamento. De acordo com certas modalidades, os óleos de milho ecomposições de óleo de milho da presente exposição tinham um valor de cor Lovibond demenos de 2,5 vermelho após armazenamento a 63°C durante 7 dias. Os óleos de milho ecomposições de óleo de milho tinham .um valor de cor Lovibond de menos de 30,0 amareloapós armazenamento a 63°C durante 7 dias.
Ainda outras modalidades da presente exposição incluem óleo de milho descolori-zado por resina de troca de íons catiônica. De acordo com certas modalidades, o óleo demilho descolorizado por resina de troca de íons catiônica pode ser descolorizado por qual-quer um dos métodos aqui expostos. O óleo de milho descolorizado por resina de troca deíons catiônica pode ter um valor de cor vermelha reduzido conforme medido na escala decor Lovibond. A alteração no valor de cor vermelha pode ser medida por um valor AR. Con-forme aqui usado, o valor AR pode ser calculado por subtração do Valor de cor vermelhaLovibond do óleo de milho descolorizado do valor de cor vermelha Lovibond para o óleo demilho bruto. O valor AR também pode ser calculado por subtração do valor de cor vermelhaLovibond do óleo de milho descolorizado do valor de cor vermelha Lovibond do óleo de mi-lho antes de ser submetido à etapa de descolorização com resina de troca de íons catiônica,conforme aqui descrito. De acordo com certas modalidades, a resina de troca de íons catiô-nica descolorizada pode ter uma alteração de valor de cor vermelha (AR) de 0,4 a 15 naescala Lovibond.
Várias modalidades da presente exposição serão melhor compreendidas quando li-das em conjunto com os seguintes Exemplos não limitativos. Os procedimentos apresenta-dos nos Exemplos abaixo não pretendem ser limitativos, pois aqueles versados na técnicaperceberão que várias modificações nos procedimentos apresentados nos Exemplos, assimcomo outros procedimentos não descritos nos Exemplos, podem ser úteis na prática da in-venção conforme aqui descrita e apresentada nas reivindicações anexas.
EXEMPLOS
Exemplo 1
Neste exemplo, várias resinas de troca de íons foram pré-selecionadas em um mo-do de bateladas para selecionar as resinas que fornecessem o óleo vegetal de cor mais cla-ra. Resinas de troca de íons com várias funcionalidades (isto é, ácido e base forte e ácido ebase fraca) e matrizes químicas de vários fornecedores foram selecionados com uma micelacriada por adição de hexano a óleo de milho refinado com álcali.
Antes do teste, as resinas foram secadas em um forno de secagem a 80°C duranteuma noite. Para a pré-seleção, as resinas (60 mL) foram colocadas em uma garrafa de poli-etileno de alta densidade (235 mL) com 100 mL de micelas formadas por misturação de óleode milho refinado bruto e hexano (1:1 de óleo:hexano em volume). As garrafas foram agita-das por um agitador com ação de punho a velocidade média durante 1 h à temperatura am-biente. A mistura de óleo/hexano foi separada da resina, e a cor da micela de óleo/hexanofoi medida em uma célula de 25,4 mm (1 polegada) com um Tintômetro Lovibond automati-zado PFX990.
A cor dos óleos de milho tratados para cada tipo de resina é apresentada na Tabela1.1-1.4. Alterações físicas significativas, como inchamento, foram observadas com algumasdas resinas. Resinas de troca de íons catiônicas mostraram maior redução de cor do óleo demilho do que resinas de troca de íons aniônicas. As 19 resinas que apresentaram a maiorredução de cor foram submetidas a testes adicionais.
TABELA 1.1 Valores de Cor de Óleo de Milho Tratado com Resinas Disponíveis naMitsubishi Chemical Corp, Tóquio, Japão.
<table>table see original document page 21</column></row><table><table>table see original document page 22</column></row><table>
TABELA 1.2 Valores de Cor de Óleo de Milho Tratado com Resinas Disponíveis
Purolite Co., Bala Cynwyd1 Pennsylvania.
<table>table see original document page 22</column></row><table>TABELA 1.3 Valores de Cor de Óleo de Milho Tratado com Resinas Disponíveis naRohm & Haas Corp., Filadélfia, Pennsylvania.
<table>table see original document page 23</column></row><table>
TABELA 1.4 Valores de Cor de Óleo de Milho Tratado com Resinas Disponíveis naDow Chemical Co., Midland, Michigan.
<table>table see original document page 23</column></row><table><table>table see original document page 24</column></row><table>
Exemplo 2
Neste exemplo, 19 resinas do Exemplo 1 que apresentaram a melhor redução decor foram selecionadas e testadas em um ambiente de coluna contínua. Mediu-se a reduçãode cor observada para óleo de milho refinado com álcali.
Cada uma das resinas foi secada conforme exposto no Exemplo 1. As resinas (Vo-lume de Leito ("BV") = 60 ml_) foram acondicionadas em colunas de vidro com um diâmetrode 2,4 cm. Uma micela formada por misturação de óleo de milho refinado bruto e hexanos(1:1 de óleo:hexano em volume) foi preparada como a alimentação com uma taxa de fluxode alimentação de 50 - 55 mL/h. As amostras foram tiradas depois que as resinas foramlavadaws com 300 mL da alimentação, e o solvente foi removido das amostras de óleo an-tes da medição da cor. O óleo de alimentação tinha valores de cor de 10,7 vermelho e 70amarelo na escala Lovibond, e um teor de ácidos graxos livres ("%ffa") de 0,048%. A cor daamostra foi medida com um Tintômetro Lovibond PFX990 com uma célula de 13,34 mm(5,25 polegadas).
Os resultados do teste contínuo são apresentados na Tabela 2. Algumas resinasmostraram eficácia reduzida no ambiente de coluna em comparação com um processo porbateladas. Como resultado deste Exemplo, quatro resinas de troca de íons catiônicas fortes,Dowex Monosphere 88®, Dow XUS 43569™, Purolite M500™ e Mitsubishi EXC04™, queapresentaram a maior redução de cor foram escolhidas para testes adicionais.
TABELA 2 Redução de Cor do Óleo de Milho Refinado com Álcali em Micela Pas-sado Através de Colunas de Resina.
<table>table see original document page 24</column></row><table><table>table see original document page 25</column></row><table>
Exemplo 3
Neste exemplo, quatro resinas de troca de íons catiônicas fortes do Exemplo 2 fo-ram selecionadas para testes adicionais usando-se o ambiente de reator contínuo. As resi-nas selecionadas foram testadas em colunas durante períodos de tempo mais longos, e aredução de cor do óleo de milho refinado com álcali foi medida.
As quatro resinas de troca de íons catiônicas fortes, Dowex Monosphere® 88, DowXUS 43569™, Purolite MN500™ e Mitsubishi EXC04™, foram secadas conforme expostono Exemplo 1. As resinas (BV = 90 mL) foram acondicionadas em colunas de vidro com umdiâmetro de 2,4 cm. Uma micela formada por misturação de óleo de milho refinado bruto ehexanos (1:1 de óleo:hexano em volume) foi preparada como a alimentação com uma taxade fluxo de alimentação de 50 - 55 ml_/h. Aproximadamente 3.000 mL da mistura de micelaforam passados através do leito das resinas, e as misturas tratadas com resina foram cole-tadas para análise do óleo. Cor, valor de peróxido, valor de para-anisidina, teor de tocoferol,teor de dieno conjugado e teor de metais residuais foram medidos para cada óleo tratadocom resina. A cor da amostra foi medida com um Tintômetro Lovibond PFX990 com umacélula de 13,34 mm (5,25 polegadas). Os resultados são apresentados nas Tabelas 3.
TABELA 3. Valores de Cor de Micelas de Óleo de Milho Passadas Através de Co-lunas de Resinas de Troca de íons Catiônicas Fortes.
<table>table see original document page 25</column></row><table><table>table see original document page 26</column></row><table>
nd = não detectado
Todas as resinas de troca de íons catiônicas fortes testadas foram eficazes na re-dução dos valores de cor vermelha, valores de peróxido, valores de para-anisidina, valoresde dieno conjugado e teor de metais residuais dos óleos de milho tratados.
Exemplo 4
Neste exemplo, o efeito da desodorização sobre a cor do óleo de milho tratado comresina foi examinado.
Como controle, óleo de milho bruto de uma instalação de processamento daArcher-Daniels-Midland Co. (ADM Corn Plant1 Decatur, IL) foi processado laboratorialmentepor refino bruto, seguido por alvejamento e desodorização convencionais. O óleo de milhorefinado por micela foi preparado por misturação de óleo de milho bruto com hexanos(70:30, óleo de milho:hexanos, vol:vol) e refino por micela em escala laboratorial. Esse óleode milho refinado por micela foi, então, alvejado com várias quantidades de argila alvejantee carbono, seguido por desodorização. Para o tratamento com resina, usou-se a resina detroca de íons catiônica forte Mitsubishi EXC04™. A resina pré-secada (35 g) foi acondicio-nada em uma coluna de 2,5 cm de diâmetro (cerca de 85 ml_ de volume de leito). O óleo demilho refinado por micela, contendo cerca de 30% de hexanos, foi tratado por passagematravés da coluna de resina de troca de íons catiônica forte Mitsubishi EXC04™ conformedescrito no Exemplo 3. A taxa de fluxo da alimentação foi de 68 g/h e, após uma lavageminicial de uma hora, o efluente da coluna foi coletado durante 5 horas. O solvente foi removi-do, e o óleo descolorizado resultante foi submetido a condições de alvejamento e desodori-zação. A cor do óleo tratado com resina era 2,3 vermelho e 51 amarelo na escala Lovibond.O óleo tratado com resina (350 g) foi desodorizado a 245°C (± 5°C.) e aproximadamente 0,5torr durante 30 minutos.
Para comparação, o alvejamento foi realizado por tratamento de óleo de milho refi-nado por micela com argila alvejante e/ou carbono. O óleo foi recolhido em um recipiente eaquecido enquanto era agitado com um agitador de pá de 400 a 500 rpm. Depois que o óleoatingiu 70°C, argila alvejante ativada (OiIDri Perform 5000), nas quantidades indicadas nacoluna "Dose de argila alvejante (%)" na Tabela 4, foi adicionada, e a agitação continuou a70°C durante 5 minutos. Aplicou-se vácuo (máx. de 5 torr) ao recipiente, e a mistura f oi a-quecida a 1100C a uma taxa de 2o a 5°C/min. Depois que a mistura atingiu 1100C, a agita-ção e o vácuo continuaram durante 20 minutos. Ao término dos 20 minutos, a agitação foiinterrompida, e a fonte de calor foi removida. Depois de deixar a argila alvejante ativada se-dimentar durante 5 minutos, a temperatura do óleo havia resfriado a menos de 100°C. Ovácuo foi liberado, e uma amostra de óleo foi filtrada a vácuo usando-se um funil Buchner epapel de filtro Whatman n° 2. O tratamento com carbono foi realizado simultaneamente como alvejamento, usando-se o mesmo procedimento, exceto que se adicionou 1% de carbonoKBG à mistura.
AQ desodorização foi realizada por recolhimento do óleo tratamento em um recipi-ente. O recipiente foi equipado com um tubo de asperção com uma abertura abaixo do topodo nível do óleo. A outra abertura do tubo de asperção foi conectada a um recipiente con-tendo água desionizada. O tubo de asperção foi ajustado para fornecer um teor total de va-por de asperção de 3% em peso de óleo durante todo o processo de desodorização. O reci-piente também foi equipado com um condensador mediante um adaptador isolado. Umalinha de vácuo foi conectada ao condensador, com um coletor de frio localizado entre o con-densador e a fonte de vácuo. Aplicou-se um vácuo (máx. de 1 torr de pressão), e o óleo foiaquecideo a 245°C (± 5°C) a uma taxa de 10°C/minuto. A temperatura foi mantida durante30 minutos. Aplicou-se uma lâmpada de aquecimento ao recipiente contendo água desioni-zada para gerar vapor, e o vácuo extraiu o vapor através do tubo de asperção para dentrodo óleo quente, fornecendo, assim, vapor de asperção. Após 30 minutos, o recipiente foiremovido da fonte de calor, e o vapor interrompido. Depois de resfriar o óleo abaixo de100°C, o vácuo foi rompido com gás nitrogênio.
A cor de cada amostra foi medida com um Tintômetro Lovibond PFX990 com umacélula de 13,34 mm (5,25 polegadas). O valor de cor vermelha e o valor de para-anisidina("p-AV") de cada óleo tratado são apresentados na Tabela 4. A cor do óleo desodorizadotratado com resina tinha um teor de ácidos graxos livres de 0,011%. O óleo tratado com re-sina tinha menores valores de cor vermelha, valores de para-anisidina e valores de cor ver-melha aquecida em comparação com as amostras de óleo tratadas por métodos convencionais.TABELA 4. Cor Vermelha do Óleo de Milho Após Refino de Óleo Convencional eDescolorização com Resina.
<table>table see original document page 28</column></row><table>
Exemplo 5
Neste exemplo, a estabilidade de cor de óleo de milho desodorizado tratado comresina foi medida e comparada à estabilidade de cor de óleo de milho convencionalmenterefinado. O óleo de milho convencionalmente refinado foi refinado usando-se várias quanti-dades de argila alvejante e carbono, seguido por desodorização.
Como controle, óleo de milho bruto de uma instalação de processamento daArcher-Daniels-Midland Co. (ADM Corn Plant1 Decatur1 IL) foi processado laboratorialmentepor refino bruto, seguido por alvejamento e desodorização convencionais. O óleo de milhorefinado por micela foi preparado por misturação de óleo de milho bruto com hexanos(70:30, óleo de milho:hexanos, vokvol) e refino por micela em escala laboratorial. Esse óleode milho refinado por micela foi, então, alvejado com várias quantidades de argila alvejantee carbono, seguido por desodorização. Para o tratamento com resina, usou-se a resina detroca de íons catiônica forte Mitsubishi EXC04™. A resina pré-secada (35 g) foi acondicio-nada em uma coluna de 2,5 cm de diâmetro (cerca de 85 mL de volume de leito). O óleo demilho refinado por micela, contendo cerca de 30% de hexanos, foi tratado por passagematravés da coluna de resina de troca de íons catiônica forte Mitsubishi EXC04™, conformedescrito no Exemplo 3.
A taxa de fluxo da alimentação foi de 68 g/h e, após uma lavageminicial de uma hora, o efluente da coluna foi coletado durante 5 horas. O hexano foi removi-do do óleo de milho tratado com resina e dos controles. O óleo de milho tratado com resinae os controles foram desodorizados durante 30 minutos a 245°C (± 5°C.) e menos de 2 torrde pressão.
Os valores de cor vermelha aquecida e envelhecida foram medidos para cada a-mostra de óleo de milho para se estimar a estabilidade de cor. Para testar o valor de coraquecida, as amostras de óleo de milho foram aquecidas a 160°C em uma placa quente pré-aquecida com agitação suave, removidas do calor quando a temperatura do óleo atinge160°C e deixadas resfriar a cerca da temperatura ambiente. A cor da amostra de óleo aque-cida foi medida com um Tintômetro Lovibond PFX990 com uma célula de 13,34 mm (5,25polegadas). Para testar o valor de cor vermelha envelhecida, as amostras de óleo de milhoforam armazenadas no escurto a 63°C durante 7 dias, de acordo com AOCS Cg 5-97, e acor da amostra foi medida com um Tintômetro Lovibond PFX990 com uma célula de 13,34mm (5,25 polegadas). Os resultados do teste são apresentados na Tabela 5.<table>table see original document page 30</column></row><table>O óleo de milho desodorizado tratado com resina tinha um valor de cor vermelha de0,4 na escala Lovibond1 em comparação com 2,0 vermelho para o controle. O óleo desodo-rizado tratado com resina tinha menores valores de cor vermelha para o teste de cor aque-cida e o teste de cor envelhecida do que o controle.
Embora a descrição precedente tenha apresentado inúmeras modalidades da in-venção, aqueles versados na técnica relevante perceberão que várias alterações nos com-ponentes, detalhes, materiais e parâmetros de processo dos exemplos que foram aqui des-critos e ilustrados, para explicar a natureza da invenção, podem ser feitos por aqueles ver-sados na técnica, e que todas essas modificações permanecerão dentro dos princípios eâmbito da invenção, conforme aqui expressa nas reivindicações anexas. Também será per-cebido por aqueles versados na técnica que se poderiam fazer alterações nas modalidadesacima descritas, sem sair de seu conceito inventivo amplo. Entende-se, conseqüentemente,que esta invenção não se limita às modalidades particulares apresentadas, mas deve cobrirmodificações que estejam dentro dos princípios e âmbito da invenção, conforme definidapelas reivindincações.

Claims (32)

1. Composição, CARACTERIZADA pelo fato de que compreende um óleo de milhocom um valor de cor de menos de 1,0 vermelho na escala Lovibond.
2. Composição, de acordo com a reivindicação 1, CARACTERIZADA pelo fato deque o óleo de milho tem um valor de cor de menos de 0,8 vermelho na escala Lovibond.
3. Composição, de acordo com a reivindicação 1, CARACTERIZADA pelo fato deque o óleo de milho tem um valor de cor de menos de 0,6 vermelho na escala Lovibond.
4. Composição, de acordo com a reivindicação 1, CARACTERIZADA pelo fato deque o óleo de milho também tem um valor de cor de menos de 10,0 amarelo na escala Lovi-bond.
5. Composição, de acordo com a reivindicação 1, CARACTERIZADA pelo fato deque o óleo de milho tem um teor de ácidos graxos livres de menos de 0,050% em peso.
6. Composição, de acordo com a reivindicação 1, CARACTERIZADA pelo fato deque o óleo de milho tem um valor de para-anisidina de menos de 5.
7. Composição, de acordo com a reivindicação 1, CARACTERIZADA pelo fato deque o óleo de milho tem valores de cor Lovibond de menos de 2,5 vermelho e menos de-30,0 amarelo após aquecimento a 63°C durante 7 dias.
8. Óleo de milho, CARACTERIZADO pelo fato de que compreende um valor de corde menos de 1,0 vermelho na escala Lovibond.
9. Óleo de milho, de acordo com a reivindicação 8, CARACTERIZADO pelo fato deque tem um valor de cor de menos de 0,8 vermelho na escala Lovibond.
10. Óleo de milho, de acordo com a reivindicação 8, CARACTERIZADO pelo fatode que tem um valor de cor de menos de 0,6 vermelho na escala Lovibond.
11. Óleo de milho, de acordo com a reivindicação 8, CARACTERIZADO pelo fatode que também compreende um valor de cor de menos de 20,0 amarelo na escala Lovi-bond.
12. Método para a produção de um óleo vegetal descolorizado, o método sendoCARACTERIZADO pelo fato de que compreende: o contato de uma composição compreen-dendo um óleo vegetal e corpúsculos de cor com uma resina de troca de íons catiônica parafornecer uma composição de óleo vegetal descolorizada.
13. Método, de acordo com a reivindicação 12, CARACTERIZADO pelo fato de quea resina de troca de íons catiônica é uma resina de troca de íons catiônica seca.
14. Método, de acordo com a reivindicação 12, CARACTERIZADO pelo fato de queo óleo vegetal é selecionado do grupo que consiste em óleo de milho, óleo de soja, óleo decanola, óleo vegetal, óleo de açafroa, óleo de girassol, óleo de semente de capuchinha, óleode semente de mostarda, azeite-de-oliva, óleo de gergelim, óleo de amendoim, óleo de se-mente de algodão, óleo de farelo de arroz, óleo de noz de babaçu, óleo de mamona, óleo dedendê, óleo de amêndoa de palmeira, óleo de semente de colza, óleo de semente de colzade baixo ácido erúcico, óleo de tremoço, óleo de jatrofa, óleo de coco, óleo de linhaça, óleode enótera, óleo de jojoba, manteiga de cacau, frações de qualquer um deles e misturas dequaisquer deles.
15. Método, de acordo com a reivindicação 12, CARACTERIZADO pelo fato de queo óleo vegetal é óleo de milho.
16. Método, de acordo com a reivindicação 12, CARACTERIZADO pelo fato de quea composição também compreende um solvente orgânico não polar, e o método tambémcompreende a remoção do solvente orgânico não polar da composição de óleo vegetal des-colorizado para fornecer um óleo vegetal descolorizado.
17. Método, de acordo com a reivindicação 16, CARACTERIZADO pelo fato de queo solvente orgânico não polar é selecionado do grupo que consiste em pentano, hexano,heptano, octano, éter de petróleo, isômeros de quaisquer desses e misturas desses.
18. Método, de acordo com a reivindicação 12, CARACTERIZADO pelo fato de queo contato da composição com uma resina de troca de íons catiônica é realizado em um rea-tor selecionado do grupo que consiste em um reator de bateladas, um reator semi-contínuo,um reator contínuo, e suas combinações.
19. Método, de acordo com a reivindicação 12, CARACTERIZADO pelo fato de queo contato da composição com uma resina de troca de íons catiônica compreende a agitaçãoda composição com a resina de troca de íons catiônica.
20. Método, de acordo com a reivindicação 12, CARACTERIZADO pelo fato de queo contato da composição com uma resina de troca de íons catiônica compreende a passa-gem da composição através da resina de troca de íons catiônica.
21. Método, de acordo com a reivindicação 20, CARACTERIZADO pelo fato de quea passagem da composição através da resina de troca de íons catiônica compreende a pas-sagem da composição através de uma coluna da resina de troca de íons catiônica.
22. Método, de acordo com a reivindicação 21, CARACTERIZADO pelo fato de quea razão de volume de resina para diâmetro de coluna é de 15 mL de resina por cm de diâ-metro a 50 mL de resina por cm de diâmetro.
23. Método, de acordo com a reivindicação 12, CARACTERIZADO adicionalmentepelo fato de que compreende: a remoção da composição de óleo vegetal descolorizado daresina de troca de íons catiônica, em que pelo menos uma parte dos corpúsculos de cor seligam à resina de troca de íons catiônica.
24. Método, de acordo com a reivindicação 23, CARACTERIZADO pelo fato de quea remoção da composição de óleo vegetal descolorizado da resina de troca de íons catiôni-ca compreende um de decantação da composição de óleo vegetal descolorizado da resinade troca de íons catiônica, filtração da composição de óleo vegetal descolorizado da resinade troca de íons catiônica, e passagem da composição de óleo vegetal descolorizado atra-vés da resina de troca de íons catiônica.
25. Método, de acordo com a reivindicação 23, CARACTERIZADO adicionalmentepelo fato de que compreende a regeneração da resina de troca de íons catiônica depois daremoção da composição de óleo vegetal descolorizado da resina de troca de íons catiônica,em que a regeneração da resina de troca de íons catiônica compreende a remoção de pelomenos uma parte dos corpúsculos de cor da resina de troca de íons catiônica, e de que aresina de troca de íons catiônica regenerada é novamente submetida ao método.
26. Método, de acordo com a reivindicação 12, CARACTERIZADO adicionalmentepelo fato de que compreende a desodorização da composição de óleo vegetal descolorizadopor aquecimento da composição de óleo vegetal descolorizado a uma temperatura de 180°Ca 280°C e uma pressão de 0,5 torr a 10,0 torr durante 5 minutos a 120 minutos.
27. Método, de acordo com a reivindicação 12, CARACTERIZADO adicionalmentepelo fato de que compreende o refino alcalino da composição compreendendo um óleo ve-getal e corpúsculos de cor antes do contato da composição compreendendo um óleo vegetale corpúsculos de cor com a resina de troca de íons catiônica.
28. Método para a produção de um óleo de milho descolorizado, o método sendoCARACTERIZADO pelo fato de que compreende: a passagem de uma composição com-preendendo óleo de milho e um solvente não polar através de um leito de uma resina detroca de íons catiônica para fornecer uma composição de óleo de milho descolorizada, emque a resina de troca de íons catiônica se liga a pelo menos um dos corpúsculos de cor eimpurezas na composição; a coleta da composição de óleo de milho descolorizada; e a re-moção do solvente não polar da composição de óleo de milho descolorizada para fornecerum óleo de milho descolorizado com pelo menos um de um valor de cor de menos de 2,5vermelho na escala Lovibond e um valor de cor de menos de 60,0 amarelo na escala Lovibond.
29. Método, de acordo com a reivindicação 28, CARACTERIZADO adicionalmentepelo fato de que compreende a desodorização do óleo de milho descolorizado a uma tempe-ratura de 180°C a 280°C e uma pressão de 0,5 torr a 10,0 torr durante 5 minutos a 120 minutos.
30. Óleo de milho descolorizado, CARACTERIZADO pelo fato de que é produzidopelo método da reivindicação 28.
31. Óleo de milho descolorizado, de acordo com a reivindicação 30,CARACTERIZADO pelo fato de que o óleo de milho descolorizado tem pelo menos um deum valor de cor de menos de 0,6 vermelho na escala Lovibond e um valor de cor de menosde 10,0 amarelo na escala Lovibond.
32. Óleo de milho descolorizado por resina de troca de íons catiônica,CARACTERIZADO pelo fato de que tem uma alteração do valor de cor vermelha (AR) de-0,4 a 15 na escala Lovibond.
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