BRPI0709832A2 - laboratàrio màvel para anÁlise de agentes patogÊnicos - Google Patents

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BRPI0709832A2
BRPI0709832A2 BRPI0709832-4A BRPI0709832A BRPI0709832A2 BR PI0709832 A2 BRPI0709832 A2 BR PI0709832A2 BR PI0709832 A BRPI0709832 A BR PI0709832A BR PI0709832 A2 BRPI0709832 A2 BR PI0709832A2
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Abstract

Laboratório Móvel para Análise de Agentes Patogênicos Laboratório Móvel para Análise de Agentes Patogênicos, onde a presente invenção refere-se a um laboratório móvel para análise de agentes patogênicos. De acordo com a invenção, o laboratório (1) consiste em um recipiente móvel transportável definindo uma câmara de base (1O), o espaço interno da referida câmara sendo isolado do exterior por meio de uma caixa estanque (5) inserida na referida câmara, a referida caixa compreendendo uma zona estanque para análise de agentes patogênicos (50d, 500d) equipada com um dispositivo de pressão que permite manter o interior da referida zona com pressão negativa em relação ao seu ambiente externo, caracterizado pelo fato de a caixa estanque (5) compreender: uma primeira antecâmara de equipamento de proteção (500a); uma segunda antecâmara estanque se comunicando entre a referida zona estanque para análise de agentes patogênicos e a referida primeira antecâmara; uma terceira antecâmara estanque (500c) se comunicando entre a referida zona estanque para análise de agentes patogênicos e a referida primeira antecâmara, a entrada na zona de análise de agentes patogênicos (500d) sendo feita somente pela referida segunda antecâmara.

Description

Relatório Descritivo da Patente de Invenção para"Laboratório Móvel para Análise de Agentes Patogênicos"Constitui um objetivo da presente invenção um laboratório móvelpara análise de agentes patogênicos.Ela refere-se ao domínio técnico de laboratórios móveisrapidamente transportáveis para um local contaminado com vistasà detecção e identificação rápida de agentes patogênicos.Ela refere-se mais particularmente a laboratórios de análise móveisde alta segurança de confinamento para a manipulação de agentesradiológicos, químicos ou biológicos altamente patogênicos para oindivíduo e para a comunidade.A contaminação de indivíduos e comunidades por agentes tóxicos,contaminantes ou patógenos é risco bastante real.Com efeito, já ocorreram acidentes industriais de grande amplitudeenvolvendo substâncias nocivas: a usina AZF (França, 2001),usina de Jiln (China, 2005) etc.Da mesma forma, atentados terroristas podem assumir diversasformas e acontecer de substâncias químicas tóxicas ou germespatogênicos mortais serem empregados contra a população. Alémdos atentados nucleares, os agentes biológicos ou químicos usadoscom maior freqüência são o Antrax (envelopes contaminados nosEUA e na Europa, 2001), a varíola, a peste, o cólera, a tularemia, obotulismo, o vírus Ebola, o SRAS ou ainda o gás Sarin (metrô deTóquio, 1995), o cianureto (folhas de chá provenientes de SriLankam 1985), o mercúrio (cítricos provenientes de Israel, 1970),o Soman, o Tabun etc.Os agentes patogênicos são classificados em função do risco queeles representam para a saúde. São levados em contaprincipalmente: sua virulência, sua dose infecciosa, seu modo detransmissão, a gama de hospedeiros, a incubação e adisponibilidade de medidas e tratamentos preventivos.Geralmente são definidos quatro níveis de risco:- Grupo de risco 1: baixo risco para a pessoa e baixo para acomunidade;- Grupo de risco 2: risco moderado para a pessoa e baixo para acomunidade;
- Grupo de risco 3: alto risco para a pessoa e baixo para acomunidade;
- Grupo de risco 1: alto risco para a pessoa e alto para acomunidade. São os agentes patogênicos deste grupo quegeralmente são procurados para atentados terroristas e para osquais não existe tratamento nem vacina disponível.A manipulação de agentes patogênicos deve ser feita emlaboratórios de análise cujo nível de confinamento é definidosegundo o níveis de riscos definidos anteriormente.
Na França, a portaria de 13 de agosto de 1996 classifica oslaboratórios em quatro categorias:
- LI: laboratório de base para manipulação de agentes nãopatogênicos (grupo de risco 1);
- L2: laboratório de base para manipulação de agentes fracamentepatogênicos (grupo de risco 2);
- L3: laboratório de confinamento para manipulação de agentesbiológicos altamente patogênicos para o indivíduo e fracamentepatogênicos em termos de comunidade (grupo de risco 3);
- L4: laboratório de alta segurança de confinamento paramanipulação de agentes altamente patogênicos para o indivíduo epara a comunidade(grupo de risco 4).
No caso de um acidente industrial ou de um atentado terrorista,qualquer que seja o agente patogênico em questão, é necessáriotomar medidas de emergência desde o aparecimento dos primeirosfocos infecciosos. Em particular, é importante diagnosticarrapidamente os agentes patogênicos em questão para que asautoridades possam colocar em ação medidas preventivasimediatas e salvar vidas.Geralmente, uma equipe de especialistas coleta amostras (água,gás, destroços, animais, amostra de pele etc.) da zonacontaminada. Essas amostras são em seguida acondicionadas eentão transportadas por um veículo especializado até um centrohospitalar equipado com um laboratório de análise do tipo L4 paramanter um nível de segurança máxima até a identificação dosagentes patogênicos. Uma vez efetuado o diagnóstico, asinformações sobre a natureza do risco são transmitidas àsautoridades competentes que tomam as medidas adequadas.
Os veículos especializados que transportam as amostras são osmais bem equipados com uma câmara de segurança biológica denível L3, sendo que nenhum diagnóstico pode ser feito no interiordo referido veículo. Além disso, existem muito poucos centroscom um laboratório do tipo L4 de modo que o tempo de transportedas amostras da zona contaminada até o laboratório de análisepode levar várias horas. Este espaço de tempo que decorre entre acoleta de amostras e a transmissão de informações sobre a naturezado risco para as autoridades competentes não é portanto o ideal, oque é particularmente prejudicial no que se refere à propagação deagentes patogênicos e no que se refere à contaminação de umnúmero crescente de pessoas.
Através dos documentos WO 03/095765 (Pettus) ou DE10.2004.026338 (Keller) conhecemos laboratórios constituídos deum recipiente móvel transportável definindo uma câmara de base,o espaço interno da referida câmara sendo isolado do exterior pormeio de uma caixa estanque inserida na referida câmara, a referidacaixa compreendendo uma zona estanque para análise de agentespatogênicos equipada com um dispositivo de pressão que permitemanter o interior da referida zona com pressão negativa em relaçãoao seu ambiente externo. Este tipo de laboratório permite efetuardiretamente no local contaminado uma primeira análise de agentespatogênicos para transmitir em espaços de tempo muito curtos asinformações sobre os riscos a que se está exposto. Todavia, aconcepção deste tipo de laboratório móvel não permite atingir onível de segurança do tipo L4.
Constitui portanto um primeiro objetivo da invenção propor umlaboratório móvel transportável configurado de maneira a permitira manipulação de agentes altamente patogênicos para o indivíduoe para a comunidade (laboratório do tipo L4).
Quando estão em manobra, os militares geralmente utilizamrecipientes móveis transportáveis por veículo para transportarmaterial técnico. Através da patente FR 2.821.869 (Alstom)conhecemos um recipiente móvel transportável definindo umacâmara de base e compreendendo pelo menos uma parededesdobrável para formar um anexo. Este tipo de recipiente éparticularmente vantajoso, visto que ao ser transportado porveículo, o espaço que ele ocupa se limita àquele da câmara de basee quando ele é desdobrado sobre o terreno, ele oferece um espaçodisponível bem maior.
Todavia, os recipientes móveis transportáveis não são adaptadospara a manipulação de agentes patogênicos, porque eles nãopossuem confinamento suficiente.
Constitui um segundo objetivo da invenção adaptar os recipientesmóveis transportáveis e em particular aqueles do tipo descrito napatente FR 2.821.869 (Alstom) para poder efetuar, com todasegurança, uma primeira análise de agentes patogênicosdiretamente na zona contaminada.
A invenção tem ainda como objetivo propor um laboratório móvelde concepção simples e rapidamente operacional na zonacontaminada.
Constitui ainda um outro objetivo da invenção propor umaunidade móvel de identificação radiológica e/ou biológica e/ouquímica capaz de funcionar de maneira autônoma em zonascontaminadas.
Constitui ainda um outro objetivo da invenção propor um conjuntoautônomo de identificação radiológica e/ou biológica e/ouquímica, facilmente transportável em todos os tipos de zonascontaminadas.
A invenção tem assim como objetivo um laboratório constituídode um recipiente móvel transportável definindo uma câmara debase, o espaço interno da referida câmara sendo isolado doexterior por meio de uma caixa estanque inserida na referidacâmara, a referida caixa compreendendo uma zona estanque paraanálise de agentes patogênicos equipada com um dispositivo depressão que permite manter o interior da referida zona com pressãonegativa em relação ao seu ambiente externo, o referidolaboratório sendo notável pelo fato de a caixa estanquecompreender:
- uma primeira antecâmara de equipamento de proteção,
- uma segunda antecâmara estanque se comunicando entre areferida zona estanque para análise de agentes patogênicos e areferida primeira antecâmara,
- uma terceira antecâmara estanque se comunicando entre areferida zona estanque para análise de agentes patogênicos e areferida primeira antecâmara, a entrada na zona de análise deagentes patogênicos sendo feita somente pela referida segundaantecâmara.
As características reivindicadas permitem confinar perfeitamente azona de análise, impedindo os agentes patogênicos de saíremlivremente desta última e permitindo construir um laboratório dotipo L4 altamente seguro.
De acordo com um primeiro modo de realização garantindo umasegurança ideal, a terceira antecâmara estanque é a únicaantecâmara que permite sair da zona estanque para análise deagentes patogênicos.
Em uma variante de realização que permite otimizar o espaçodisponível no laboratório, a terceira antecâmara estanque é umaautoclave de duas entradas, a segunda antecâmara estanque sendoa única antecâmara que permite sair da zona estanque para análisede agentes patogênicos.
Segundo uma característica vantajosa da invenção, o recipientecompreende pelo menos uma parede desdobrável formando umanexo à zona de análise de agentes patogênicos. Desta maneira, épossível ter um laboratório de cerca de 30 m2, o que é espaçosuficiente para trabalhar em boas condições.De acordo com uma característica preferida de realização, orecipiente compreende duas paredes laterais desdobráveisformando dois anexos à zona de análise de agentes patogênicos, acaixa estanque estando disposta no interior da câmara de base doreferido recipiente. Desta maneira, é possível ter um laboratórioque oferece espaço que permite trabalhar em condições ideais.De acordo com uma outra característica vantajosa da invenção, asegunda antecâmara estanque é equipada com um dispositivo depressão destinado a manter um gradiente de pressão positivo entrea referida segunda antecâmara e a zona estanque para análise deagentes patogênicos (Psegunda antecâmara " Pzona de análise > 0). Levandoem conta este gradiente de pressão, o ar circula em sentido únicona direção da zona de análise, o que contribui para melhorar aretenção dos agentes patogênicos.
De acordo ainda com uma outra característica vantajosa dainvenção, a segunda antecâmara estanque é equipada com umdispositivo de pressão destinado a manter um gradiente de pressãonegativo entre a referida segunda antecâmara e a primeiraantecâmara de equipamento de proteção (Pprimeira antecâmara - Psegundaantecâmara > 0)· Levando em conta este gradiente de pressão, quandoa equipe penetra na segunda antecâmara estanque via a primeiraantecâmara de equipamento de proteção, o ar circula em sentidoúnico na direção da segunda antecâmara, o que contribui paramelhorar a retenção dos agentes patogênicos.
De acordo ainda com uma outra característica vantajosa dainvenção, a terceira antecâmara estanque é equipada com umdispositivo de pressão destinado a manter um gradiente de pressãonegativo entre a referida terceira antecâmara e a primeiraantecâmara de equipamento de proteção (Pprimeira antecâmara - Pterceiraantecâmara > 0). Levando em conta este gradiente de pressão, quandoa equipe penetra na zona de análise via a terceira antecâmara, o arcircula em sentido único na direção da zona, o que contribui paramelhorar a retenção dos agentes patogênicos.
De acordo ainda com uma outra característica vantajosa dainvenção que permite otimizar o isolamento do laboratório, a caixaestanque é feita a partir de uma peça moldada na forma de umparalelepípedo côncavo, sem arestas e sem partes inacessíveis paralimpeza. Em uma variante de realização, a caixa estanque consisteem painéis de tábua branca unidos entre si de acordo com ascaracterísticas dos laboratórios do tipo L4, a ligação entre asparedes laterais da referida caixa e o piso do recipiente sendo feitapor meio de uma junta estanque e um revestimento termicamentesoldado disposto no interior da referida caixa.
De acordo ainda com uma outra característica vantajosa dainvenção, um dispositivo de análise R.T P.C.R. (Real TimePolymerase Chain Reaction) é colocado na zona de análise deagentes patogênicos de maneira que a equipe possa selecionar emultiplicar um gene ou uma fração de cadeia identificável deDNA ou RNA com a finalidade de identificar os agentespatogênicos mais comumente encontrados e diagnosticar o riscoem menos de duas horas. Um dispositivo de análise P.C.R.(Polymerase Chain Reaction) também é previsto para selecionar emultiplicar um gene ou uma fração de cadeia identificável deDNA ou RNA. Este dispositivo permite identificar em menos desetenta e duas horas agentes patogênicos desconhecidos.Em uma outra variante de realização, a caixa estanque compreendeuma primeira antecâmara de equipamento de proteção, umasegunda antecâmara estanque de entrada/saída, uma terceiraantecâmara estanque de ducha de descontaminação equipada comum dispositivo de pressão, a zona de análise de agentespatogênicos sendo acessível somente pela referida terceiraantecâmara.
De acordo ainda com uma outra característica preferida dainvenção, o dispositivo de pressão é equipado com a zona deanálise de agentes patogênicos é um extrator de ar combinado comfiltros HEPA.
De acordo ainda com uma outra característica preferida dainvenção, a zona de análise de agentes patogênicos é equipadacom uma alimentação de ar pressurizado adaptada para trabalhoem escafandro.
De acordo ainda com uma outra característica vantajosa dainvenção que permite armar o laboratório, painéis de parede("panneaux pignons") e painéis de telhado e de piso são montadosmóveis na câmara de base entre uma posição dobrada em que elessão dispostos na referida câmara de base e uma posiçãodesdobrada em que eles separam o anexo. De preferência ospainéis de parede são montados pivotantes em torno de um eixovertical fixado na estrutura da câmara de base ou nas paredeslaterais e os painéis de telhado e de piso são montados pivotantesem torno de um eixo horizontal fixado na estrutura da câmara debase ou nas paredes laterais.
De acordo ainda com uma outra característica vantajosa dainvenção que permite tornar o laboratório rapidamenteoperacional, uma interface externa é disposta em uma parede dacâmara de base, a referida interface compreendendo meios deconexão a fontes de energia elétrica, de ar e de água.
Um outro aspecto da invenção refere-se a uma unidade móvel deidentificação radiológica e/ou biológica e/ou química, constituídapela combinação do laboratório móvel objeto da invençãoequipado com a interface externa definida acima e de um módulode sujeição independente equipado com um grupo eletrogênico,um compressor de ar e/ou uma bomba de vácuo e um dispositivode tratamento de água. O laboratório de acordo com a invençãotambém pode funcionar de forma totalmente autônoma nas zonascontaminadas.
De acordo com uma característica vantajosa da invenção quepermite ligar rápida e facilmente o laboratório ao módulo desujeição, sem precisar fazer ligações complexas, o referido módulode sujeição compreende uma interface ligada ao grupoeletrogênico, ao compressor de ar e/ou à bomba de vácuo e aodispositivo de tratamento de água e compreende meios de conexãodestinados a serem ligados à interface do laboratório.
Ainda um outro aspecto da invenção refere-se a um conjuntoautônomo de identificação radiológica e/ou biológica e/ouquímica, que consiste na combinação de um veículo no qual écolocado o laboratório de acordo com a invenção.
Outras vantagens e características da invenção surgirão com aleitura da descrição de um modo de realização preferido dado aseguir, com referência aos desenhos anexos, dos a título indicativoe não limitativo e nos quais:
- a figura 1 é uma vista em perspectiva de um recipientedesdobrável,
- a figura 2a é uma vista esquemática em corte horizontal dorecipiente da figura 1 em posição desdobrada,
- a figura 2b é uma vista esquemática em corte horizontal dorecipiente da figura 1 em posição rebatida,
- a figura 2c é uma vista esquemática em corte vertical dorecipiente da figura 1 em posição desdobrada,
- a figura 2d é uma vista esquemática em corte vertical dorecipiente da figura 1 em posição rebatida,
- a figura 3a é uma vista esquemática em corte horizontal dolaboratório objeto da invenção em posição desdobrada equipadocom seu módulo de sujeição,
- a figura 3b é uma vista esquemática em corte horizontal dolaboratório objeto da invenção em posição desdobrada e equipadocom seu módulo de sujeição, em uma variante de realização,
- a figura 3c é uma vista esquemática em corte horizontal dolaboratório objeto da invenção em posição desdobrada equipadocom seu módulo de sujeição, em uma outra variante de realização,
- a figura 4a é uma vista esquemática em corte vertical dorecipiente em posição desdobrada mostrando a disposição da caixaestanque,
- a figura 4b é uma vista esquemática em corte vertical dorecipiente em posição desdobrada mostrando a disposição da caixaestanque em uma variante de realização,
- a figura 5 é uma vista esquemática do conjunto móvel objeto dainvenção.
O laboratório objeto da invenção foi concebido para intervirrapidamente em zonas contaminadas por agentes biológicos,químicos ou radioativos, quer esteja no âmbito de um atentadoterrorista ou de um acidente industrial e para efetuar diretamentena zona contaminada uma primeira análise dos agentespatogênicos para informar em tempo real as autoridadescompetentes para que tomem rapidamente as decisões que seimpõem no que se refere aos cuidados médicos de urgência e dedescontaminação a serem realizados. As amostras coletadas serãoem seguida transportadas para laboratórios especializados queprocederão por fim a uma análise completa e detalhada.Para fazer a estrutura externa do laboratório objeto da invenção,utiliza-se um recipiente móvel transportável, isto é, um recipientenormalmente empregado para o transporte de materiais oumercadorias e apto a ser fixado temporariamente oupermanentemente no reboque de um caminhão.
Com referência à figura 1, utiliza-se um recipiente de 20 pés naforma de um paralelepípedo que consiste em um telhado la, umpiso lb, uma parede traseira Ice uma parede dianteira Id munidade uma porta l'd. Estes quatro elementos são presos entre si,eventualmente por meio de uma armação 2 e determinando umacâmara de base 10 tendo um espaço livre fixo (figuras 2a a 2d).
Com referência às figuras 1, 2a, 2b, 2c e 2d, duas paredes 3a e 3bsão montadas desdobráveis para formar duas extensões 30a e 30bna câmara de base 10. Quando as paredes 3a e 3b estão em posiçãorebatida (figura 2b), o espaço livre do recipiente é limitado aoespaço livre da câmara de base 10. Quando as paredes 3a e 3bestão em posição desdobrada (figura 2a), o espaço livre dorecipiente é aumentado do espaço livre dos dois anexos 30a e 30bpara ter uma superfície total útil de cerca de 30 m. Os dois anexos30a e 30b são acessíveis respectivamente pelas portas 30'a e 30'b.
De acordo com um modo de realização preferido representado nafigura 1, as duas paredes laterais 3a e 3b da câmara de base 10 sãomontadas móveis em translação por intermédio de meios de guia4. Os meios de guia empregados podem ser barras guia fixadas nasparedes 3a e 3b que correm por caminhos de rolamento dispostosno nível do telhado Ia e/ou do piso lb. Qualquer outro meio deguia equivalente pode ser utilizado.
O desdobramento das paredes 3a e 3b pode ser feito manualmente,mas os meios de guia 4 são vantajosamente acoplados a ummotorização de tipo conhecido.
Com referência às figuras anexas, depois que as paredes 3a e 3bestão em posição desdobrada, meios de fecho são previstos paraseparar os anexos 30a e 30b.Com referência mais particularmente às figuras 2a e 2b, paraseparar as paredes dianteira e traseira dos anexos 30a e 30b, são depreferência utilizados painéis de parede 3c montados móveis nacâmara de base 10, entre uma posição dobrada em que eles sãodispostos na referida câmara de base (figura 2a) e uma posiçãodesdobrada em que eles separam os referidos anexos quando asparedes 3a e 3b estão desdobradas (figura 2b). De acordo com umexemplo de realização preferido, os painéis de parede 3c sãomontados pivotantes em torno de um eixo vertical fixado naestrutura da câmara de base 10 ou na estrutura das paredes 3a e 3b.Com referência mais particularmente às figuras 2c e 2d, parafechar o telhado e o piso dos anexos 30a e 30b, são de preferênciautilizados painéis de telhado e de piso 3d montantes móveis nacâmara de base 10, entre uma posição dobrada em que eles sãodispostos na referida câmara de base (figura 2c) e uma posiçãodesdobrada em que eles separam os referidos anexos quando asparedes 3a e 3b estão desdobradas (figura 2c). De acordo com umexemplo de realização preferido, os painéis de telhado e de piso 3dsão montados pivotantes em torno de um eixo horizontal fixado naestrutura da câmara de base 10 ou na estrutura das paredes 3a e 3b.O desdobramento do recipiente é então feito de forma muitorápida: depois de ter desdobrado as duas paredes 3a e 3b, bastafazer pivotar em torno de seu respectivo eixo os painéis de telhadoe de piso 3d e depois os painéis de telhado 3c, sendo previsto umdispositivo de manutenção em posição temporária para osdiferentes painéis.
Em uma variante de realização não representada, os meios defecho que permitem separar os anexos 30a e 30b são toldosestanques presos à estrutura da câmara de base 10 e à estrutura dasparedes 3a e 3b de modo que os referidos toldos sãoautomaticamente colocados no lugar quando as referidas paredessão desdobradas.
Com referência às figuras 3a e 3b, o espaço interno da câmara debase 10 é isolado do exterior por intermédio de uma caixaestanque 5 inserida na referida câmara. Com referência à figura 4a,a caixa 5 é vantajosamente feita a partir de uma peça moldada naforma de um paralelepípedo côncavo, sem arestas e sem partesinacessíveis para limpeza. Em uma variante de realizaçãorepresentada na figura 4b, a caixa 5 consiste em painéis de tábuabranca unidos entre si de acordo com as características doslaboratórios do tipo L4, a ligação entre as paredes laterais dareferida caixa e o piso Ib do recipiente sendo feita por meio deuma junta estanque 91 e um revestimento termicamente soldado90 disposto no interior da referida caixa. Em uma outra variantede realização, são as paredes do recipiente móvel transportável quesão unidas entre si de acordo com as características de laboratóriosdo tipo L4.A caixa 5 compreende uma zona de análise de agentes patogênicos5d, 50d, 500d, com cerca de 9 m , equipada com um dispositivode pressão que permite manter o interior da referida zona compressão negativa em relação ao seu ambiente externo. Um sistemade alarme é previsto para detectar qualquer mudança inaceitável depressão.Por dispositivo de pressão entende-se, no contexto da presenteinvenção, um dispositivo capaz de regular a pressão de uma peça(pressão positiva ou negativa) segundo uma dada referência.O dispositivo de pressão utilizado na zona de análise de agentespatogênicos 5d, 5Od, 5OOd é de preferência um extrator de arcombinado com filtros HEPA. Utiliza-se por exemplo umventilador de evacuação acoplado a um ventilador auxiliar.Qualquer outro dispositivo de pressão equivalente pode serutilizado.Devido ao gradiente de pressão existente entre o meio externo e azona de análise 5d, 5Od, 500d, nenhum agente patogênicosuspenso no ar pode sair livremente da referida zona.O ar que entra na zona de análise 5d, 5Od, 5OOd é climatizado etratado por passagem por filtros HEPA montados em série com osfiltros precedentes.Um dispositivo de descontaminação dos efluentes extraídos dareferida caixa é previsto para evitar liberação de agentespatogênicos no ambiente externo. Para o tratamento das águasservidas e líquidos biológicos, utilizamos como meios de açãocalor e/ou agentes químicos do tipo Sanytex®. Os refugos sólidos(alimentos, pipetas, meios de cultura, roupas de proteção etc.) sãodescontaminados por meio de autoclaves ou incineradores.
Um sistema automático de detecção e extinção de fogo por gástipo FM200® é previsto na zona de análise de agentes patogênicos5d, 5Od, 500d. A detecção é feita por captadores de fumaça e detemperatura colocados no teto de toda a zona de análise de agentespatogênicos 5d, 50d, 500d. Extintores auxiliares de acionamentomanual também são de fácil acesso para a equipe.A caixa 5 também é equipada com uma reserva de água quente efria de cerca de 2 m3 dotada de um supressor de água.De acordo com um primeiro modo de realização representado nafigura 3a, a caixa 5 consiste vantajosamente em:
- uma primeira antecâmara de equipamento de proteção 5 a onde aequipe se veste com uma roupa de proteção constituída de umacombinação inteiriça e um escafandro. Esta primeira antecâmaratem acesso por fora por uma porta 5'a estanque equipada com umsistema de fecho controlado do tipo placa ("à badge"). Umpictograma é previsto na porta 5'a para indicar o perigo biológico.A primeira antecâmara de proteção 5a é de preferência dotada deum dispositivo de pressão destinado a manter um gradiente depressão positivo entre o meio externo e a referida antecâmara(Pexterior " Pprimeira antecâmara > 0). Em Um modo de realizaçãopreferido, a primeira antecâmara de proteção 5a é mantida a umapressão negativa compreendida entre -10 Pa e -20 Pa.
- uma segunda antecâmara estanque de entrada/saída 5b que servede transição entre a primeira antecâmara de equipamento deproteção 5a e a terceira antecâmara de ducha de descontaminação5c. Esta segunda antecâmara 5b tem acesso pela primeiraantecâmara 5a por uma porta 5'b estanque equipada com umsistema de fecho controlado do tipo placa. A segunda antecâmaraestanque de entrada/saída 5b é de preferência dotada de umdispositivo de pressão destinado a manter um gradiente de pressãopositivo entre a primeira antecâmara 5a e a referida segundaCâmara (Pprimeira antecâmara " Psegunda antecâmara ^ 0). Vantajosamente, ãsegunda antecâmara 5 b é mantida a uma pressão negativacompreendida entre -10 Pa e -20 Pa.- uma terceira antecâmara estanque 5 c, único acesso à zona deanálise 5d. Esta terceira antecâmara tem acesso pela segundaantecâmara 5a por uma porta 5'c estanque equipada com umsistema de fecho controlado do tipo placa. A terceira antecâmara5c é dotada de um dispositivo de pressão destinado a manter umgradiente de pressão positivo entre a referida terceira antecâmara5c e a ZOna de análise 5d (Pterceira antecâmara ~ Pzona de análise ^ 0).Vantajosamente, a segunda antecâmara 5b é mantida a umapressão negativa compreendida entre -10 Pa e -20 Pa. Devido aeste gradiente de pressão positivo, os agentes patogênicosmanipulados na zona de análise 5d e suspendidos no ar não podemsair livremente pela terceira antecâmara 5c. O dispositivo depressão é de tipo conhecido pelo especialista na técnica.- uma zona de análise de agentes patogênicos 5d com acessosomente por uma porta 5'd estanque equipada com um sistema defecho controlado do tipo placa.Vantajosamente, a zona de análise 5d é mantida a uma pressãocompreendida entre -20 Pa e -80 Pa, de preferência -60 Pa e aterceira antecâmara 5c é mantida a uma pressão compreendidaentre -10 Pa e -30 Pa, de preferência -20 Pa. Em uma variante derealização, a terceira antecâmara 5c é mantida a uma pressãocompreendida entre +20 Pa e +80 Pa, de preferência +60 Pa.De acordo com um segundo modo de realização representado nafigura 3b, a caixa 6 consiste vantajosamente em:- uma primeira antecâmara de equipamento de proteção 50a onde aequipe se veste com uma roupa de proteção constituída por umacombinação inteiriça e um escafandro. Esta primeira antecâmaratem acesso por fora por uma porta 50'a estanque equipada com umsistema de fecho controlado do tipo placa ("à badge"). Umpictograma é previsto na porta 50'a para indicar o perigobiológico. A primeira antecâmara de proteção 50a é de preferênciadotada de um dispositivo de pressão destinado a manter umgradiente de pressão positivo entre o meio externo e a referidaantecâmara (Pexterior - Pprimeira antecâmara > 0). Em um modo derealização preferido, a primeira antecâmara de proteção 50a émantida a uma pressão negativa compreendida entre -10 Pa e -20Pa.
- uma segunda antecâmara estanque 50b de entrada, único acessopara a zona de análise 50d. Esta segunda antecâmara 50b temacesso pela primeira antecâmara 50a por uma porta 50'b estanqueequipada com um sistema de fecho controlado do tipo placa. Asegunda antecâmara 50b é de preferência dotada de um dispositivode pressão destinado a manter um gradiente de pressão positivoentre a referida segunda antecâmara 50b e a zona análise 50d(Psegunda antecâmara " Pzona de análise > 0) e Vantajosamente entre âprimeira antecâmara 50a e a referida segunda antecâmara (Pprimeiraantecâmara " Psegunda antecâmara > 0)· Devido ã este gradiente de pressãopositivo, os agentes patogênicos manipulados na zona de análise50d e suspendidos no ar não podem sair livremente pela referidasegunda antecâmara. O dispositivo de pressão é de tipo conhecidopelo especialista na técnica. Vantajosamente, a segundaantecâmara 50b é mantida a uma pressão compreendida entre -10Pa e -30 Pa, de preferência -20 Pa. Em uma variante de realização,a segunda antecâmara 50b é mantida a uma pressão compreendidaentre +20 Pa e +80 Pa, de preferência +60 Pa.
- uma zona de análise de agentes patogênicos 50d com acessosomente por uma porta 50'd estanque equipada com um sistema defecho controlado do tipo placa. Vantajosamente, a zona de análise50d é mantida a uma pressão compreendida entre -20 Pa e -80 Pa,de preferência -60 Pa.
- uma terceira antecâmara estanque 50c de saída, única saída dazona de análise 50d. Esta terceira antecâmara tem acesso pela zonade análise 5 Od por uma porta 50"d estanque equipada com umsistema de fecho controlado do tipo placa e se comunica com aprimeira antecâmara de proteção 50a. A terceira antecâmara 50c é35 dotada de um dispositivo de pressão destinado a manter umgradiente de pressão positivo entre a referida terceira antecâmara50c e a zona de análise 5Od (Pterceira antecâmara " Pzona de análise > 0) evantajosamente entre a primeira antecâmara 50a e a referidaterceira antecâmara (Pprímeira antecâmara " Psegunda antecâmara ^ 0). DeVldoa este gradiente de pressão positivo, os agentes patogênicosmanipulados na zona de análise 5Od e suspendidos no ar nãopodem sair livremente pela referida terceira antecâmara. Odispositivo de pressão é de tipo conhecido pelo especialista natécnica. Vantajosamente, a terceira antecâmara 50c é mantida auma pressão compreendida entre -10 Pa e -30 Pa, de preferência -20 Pa. Em uma variante de realização, a terceira antecâmara 50c émantida a uma pressão compreendida entre +20 Pa e +80 Pa, depreferência +60 Pa.
De acordo com um terceiro modo de realização representado nafigura 3c, a caixa 5 consiste vantajosamente em:
- uma primeira antecâmara de equipamento de proteção 500a ondea equipe se veste com uma roupa de proteção constituída por umacombinação inteiriça e um escafandro. Esta primeira antecâmaratem acesso por fora por uma porta 500'a estanque equipada comum sistema de fecho controlado do tipo placa. Um pictograma éprevisto na porta 500'a para indicar o perigo biológico. Umacâmara técnica pode ser instalada na primeira antecâmara 500a. Aprimeira antecâmara de proteção 500a é de preferência dotada deum dispositivo de pressão destinado a manter um gradiente de pressão positivo entre o meio externo e a referida antecâmara(Pexterior - Pprímeira antecâmara > 0). Na prática, a pressão reinante naprimeira antecâmara 500a é de cerca de +300 Pa.
- uma segunda antecâmara estanque 500b, único meio de entradapara a zona de análise 500d. Esta segunda antecâmara 500b temacesso pela primeira antecâmara 500a por uma porta 500'bestanque equipada com um sistema de fecho controlado do tipoplaca. A segunda antecâmara 500b é de preferência dotada de umdispositivo de pressão destinado a manter um gradiente de pressãopositivo entre a referida segunda antecâmara 500b e a zona análise500d (PsegUnda antecâmara " Pzona de análise > 0) β Vantajosamente entre ãprimeira antecâmara 500a e a referida segunda antecâmara (Pprimeira
antecâmara "P segunda antecâmara > 0). Devido ã este gradiente de preSSãOpositivo, os agentes patogênicos manipulados na zona de análise5OOd e suspendidos no ar não podem sair livremente pela referidasegunda antecâmara quando a equipe entra ou sai desta última. Odispositivo de pressão é de tipo conhecido pelo especialista natécnica. Vantajosamente, a segunda antecâmara 500b é mantida auma pressão compreendida de cerca de -300 Pa. Em uma variantede realização, a segunda antecâmara 500b é mantida a uma pressãode cerca de +300 Pa. A segunda antecâmara 500b évantajosamente equipada com uma ducha de descontaminaçãoautomática tal como descrita mais adiante.
- uma zona de análise de agentes patogênicos 5OOd com acessosomente por uma porta 500'd estanque equipada com um sistemade fecho controlado do tipo placa. Vantajosamente, a zona deanálise 5OOd é mantida a uma pressão de cerca de -300 Pa.
- uma terceira antecâmara estanque 500c com acesso pela zona deanálise 5OOd por uma porta 500"d estanque equipada com umsistema de fecho controlado do tipo placa. Esta terceira
antecâmara se comunica com a primeira antecâmara de proteção500a. A terceira antecâmara 500c é vantajosamente dotada de umdispositivo de pressão destinado a manter um gradiente de pressãopositivo entre a referida terceira antecâmara 500c e a zona deanalise 500d (Pterceira antecâmara ~ Pzona de análise> 0) e vantajosamenteentre a primeira antecâmara 500a e a referida terceira antecâmara(Pprimeira antecâmara - Psegunda antecâmara ^ 0)· Devido â este gradiente depressão positivo, os agentes patogênicos manipulados na zona deanálise 5OOd e suspendidos no ar não podem sair livrementequando a equipe entra ou sai desta última. O dispositivo depressão é de tipo conhecido pelo especialista na técnica.Vantajosamente, a terceira antecâmara 500c é mantida a umapressão de cerca de -300 Pa. Em uma variante de realização, elapode ser mantida a uma pressão de cerca de +300 Pa. Conforme ocaso, a terceira antecâmara pode ser:- a única antecâmara que permite sair da zona de análise 500d.- uma autoclave de duas entradas, isto é, com acesso pela zona deanálise 5 OOd ou com acesso pela primeira antecâmara deequipamento 500a. Neste caso, a segunda antecâmara 500bpermite sair da zona de análise 500d.
De acordo com uma característica vantajosa da invenção, quandoo laboratório é montado de acordo com o terceiro modo derealização representado na figura 3 a, as diferentes antecâmaras sãoequipadas com um dispositivo de pressão que permite equilibrar apressão de uma antecâmara à outra. Esta característica permitefacilitar a aberturas de diferentes portas. O equilíbrio de pressão éfeito em relação à pressão reinante na antecâmara onde a equipe seencontra e à pressão reinante no cômodo para o qual a pessoadeseja ir.
A terceira antecâmara estanque 5c, 50c, 500c é vantajosamenteequipada com uma ducha para descontaminar o pessoal quandoeste sai da zona de análise de agentes patogênicos 5d, 5Od, 500d.Quando o pessoal sai da zona de análise de agentes patogênicos5d, 5Od, 5OOd e entra na terceira antecâmara 5c, 50c, 500c, elesfecham a porta 5'd, 50"d, 500"d e a ducha de descontaminaçãopassa a funcionar automaticamente por cerca de 4 minutos parapulverizar o pessoal com uma solução descontaminante à base decloro. A ducha de descontaminação é seguida de uma ducha deenxágüe de 2 minutos.
De acordo com o primeiro modo de realização representado nafigura 3a, quando sai da ducha, o pessoal entra na segundaantecâmara estanque 5b, tira sua roupa de proteção e incinera amesma por intermédio de um incinerador previsto para tanto. Umaautoclave também pode ser utilizada de maneira equivalente.Quando o pessoal deixa a terceira antecâmara 5c para entrar nazona de análise de agentes patogênicos 5d, a ducha pode começara funcionar automaticamente durante um minuto quando a porta5'd é fechada. Esta descontaminação permite garantir adescontaminação do ar que entrou na terceira antecâmara 5c.De acordo com os segundo e terceiro modos de realizaçãorepresentados respectivamente nas figuras 3b e 3c, quando sai daducha da terceira antecâmara 50c, 500c, o pessoal entra naprimeira antecâmara de equipamento de proteção 50a, 500a poruma porta estanque 50'c, 500'c, tira sua roupa de proteção eincinera a mesma por intermédio de um incinerador previsto paratanto. Uma autoclave também pode ser utilizada de maneiraequivalente.
No caso em que a segunda antecâmara estanque 5OOd é a únicasaída da zona de análise 5OOd (modo de realização da figura 3c), areferida segunda antecâmara é vantajosamente equipada com umaducha para descontaminar o pessoal do tipo descrito acima.
Quando o pessoal sai da zona de análise de agentes patogênicos5OOd e entra na segunda antecâmara 500b, eles fecham a porta500'd e a ducha de descontaminação passa a funcionarautomaticamente durante cerca de 4 minutos seguida de umaducha de enxágüe de 2 minutos. Quando sai da ducha, o pessoalentra na primeira antecâmara de equipamento de proteção 550apela porta estanque 500'b, tira sua roupa de proteção e incinera amesma por intermédio de um incinerador previsto para tanto. Umaautoclave também pode ser utilizada de maneira equivalente.
A zona de análise de agentes patogênicos 5d, 50d, 500d éequipada com um alimentação de ar pressurizado adaptada paratrabalho em escafandro. Trata-se neste caso de um laboratório desegurança microbiológica de nível L4 "escafandro". Quando aequipe é conectada a esta alimentação, o conjunto de roupa deproteção está sob pressão positiva em relação à zona de análise deagentes patogênicos 5d, 5Od, 500d, sem bem que no caso de rasgaracidentalmente, o ar sai da referida roupa e impede que os agentespatogênicos entrem em contato com o indivíduo. A alimentação dear pressurizado para o trabalho em escafandro é feita porintermédio de um compressor previsto para tanto, mas balões de arrespirável pressurizado de emergência são previstos na zona deanálise de agentes patogênicos 5 d, 5Od, 500d.
O pessoal que fica fora da zona de análise de agentes patogênicos5d, 50d, 500d está em constante comunicação com o pessoal quefica dentro da referida zona por intermédio de microfonesprevistos nos escafandros e ativos por voz e que deixam as mãoslivres. Outros meios de comunicação equivalentes podem serempregados tais como interfones, telefone, ligações telefônicas viasatélite, telecopiadora, computador em rede etc.
Estes meios de comunicação são de preferência acoplados a meiosde telediagnóstico e/ou retransmissão de dados e/ou imagens porvídeo para transmitir as informações o mais rápido possível paraas autoridades competentes. Vantajosamente, a transmissão dedados é feita em tempo real por um sistema via satélite parapermitir que as autoridades tomem uma decisão rápida.
Uma janela de observação 56 é disposta em uma das paredes dacaixa 5 para que o pessoal fica dentro do anexo 30a possa observarpermanentemente o pessoal que fica dentro da zona de análise deagentes patogênicos 5d, 5Od, 500d, e tomar as medidas necessáriasem caso de incidentes. Um sistema de vídeo equivalente tambémpode ser empregado.
Em caso de acidente, a equipe de emergência pode quebrar ajanela de observação 56 para intervir rapidamente na zona deanálise de agentes patogênicos 5d, 5Od, 500d. A janela deobservação 56 é do tipo estanque, resistente a gradientes depressão elevados. Uma união de inflação que consiste em umamembrana na qual é injetado ar sob pressão, é disposta em volta dajanela 56 para criar estanqueibilidade.
A retração da janela de observação 56 quando o laboratório objetoda presente invenção é colocado no lugar permite a entrada (e asaída) do material utilizado na zona de análise de agentespatogênicos 5d, 50d, 500d.
Com referência às figuras 3a e 3b, a zona de análise de agentespatogênicos 5d, 50d, 500d é equipada com um porta-luvas 51 comacesso via a antecâmara de transferência estanque 52. O porta-luvas 51 é acoplado a uma torre de segurança biológica 53 comcapota de fluxo laminar (tipo III).
Uma bancada 54 é equipada com uma incubadora de CO2, ummicroscópio, um refrigerador, uma autoclave de duas entradas,pias cujas torneiras funcionam sem as mãos, um banho-maria emateriais básicos pequenos (centrífuga, pipetas automáticas etc.)·Uma autoclave de uma ou duas entradas pode ser dispostadiretamente na zona de análise 5d, 50d, 500d. Todavia, comreferência ao modo de realização representado na figura 3 c,quando a terceira antecâmara 500c é usada como autoclave deduas entradas, o espaço ganho na zona de análise 5 OOd permiteprever um tubo 57 no qual serão colocados os sistemas deventilação e/ou os dispositivos de pressão.Um dispositivo de análise R.T. P.C.R. (real time polymerase chainreaction) 55 também é previsto para selecionar e multiplicar umgene ou uma fração de cadeia identificável de DNA ou de RNA.Este dispositivo permite identificar em menos de duas horas osagentes patogênicos mais freqüentes.Um dispositivo de análise P.C.R. (polymerase chain reaction) 55'também é previsto para selecionar e multiplicar um gene ou umafração de cadeia identificável de DNA ou de RNA. Estedispositivo permite identificar em menos de setenta e duas horasagentes patogênicos incomuns.Os anexos 30a e 30b compreendem meios de detecção radiológicae química: detectores de fotometria de chama 31, espectrômetro demassa 32 fixo ou móvel, aparelhos de detecção 33 sobre o riscobiológico e/ou química e/ou radiológico, estação meteorológica 34acoplado a computadores de tratamento de dados, para permitir ocálculo e a previsão de propagação das zonas contaminadas poragentes químicos, um radiâmetro 35, um detector de tóxicosquímicos de guerra 36 etc.De acordo com um modo de realização vantajoso, os anexos 30a e30b são dotados de um dispositivo de pressão destinado a manterum gradiente de pressão positivo entre o meio externo e osreferidos anexos (Pexterior - Panexo > 0)· De preferência, os anexos30a e 30b são mantidos a uma pressão negativa compreendidaentre-10 Pae-20 Pa.Com referência às figuras 3a e 3b, um módulo auxiliar 7independente fornece energia elétrica, água e ar ao laboratório 1objeto da presente invenção.A combinação do laboratório 1 e do módulo auxiliar 7 constituiuma unidade móvel de identificação radiológica e/ou biológicae/ou química que funciona de maneira totalmente autônoma e podeser facilmente desdobrada na zona contaminada.
O módulo auxiliar 7 é um recipiente móvel transportável equipadocom um grupo eletrogênico 7a, um compressor de ar e/ou umabomba de vácuo 7b e um dispositivo de tratamento de água 7a porosmose inversa. Ainda que um sistema de abastecimento deenergia elétrica de emergência esteja integrado no laboratório 1, omódulo auxiliar 7 é de preferência dotado de um segundo grupoeletrogênico e um segundo compressor de ar.
O acesso ao módulo auxiliar 7 é feito por uma porta 7d estanqueequipada com um sistema de fecho controlado do tipo placa.Uma interface externa 60 é disposta na parede da câmara de basedo laboratório 1 de modo a poder conectar rapidamente esta últimaao módulo auxiliar 7. A interface 60 compreende meios deconexão 60a, 60b, 60c com o grupo eletrogênico 7a, com ocompressor de ar e/ou a bomba de vácuo 7b e com o dispositivo detratamento de água 7c, do tipo junções rápidas conhecidas peloespecialista na técnica.
De maneira equivalente, o módulo auxiliar 7 compreende umainterface 70 ligada ao grupo eletrogênico 7a, ao compressor de are/ou à bomba de vácuo 7b e ao dispositivo de tratamento de água7c, e compreende meios de conexão 70a, 70b, 70c destinados aserem ligados respectivamente aos meios de conexão 60a, 60b,60c da interface 60 do laboratório objeto da invenção.
A conexão entre o módulo auxiliar 7 e o laboratório 1 é assim feitade forma muito rápida simplesmente ligando-se os diferentesmeios de conexão das interfaces 60 e 70, por exemplo usandojunções rápidas para derivação de condutos de água e de ar etomadas para derivação de cabos elétricos.
O laboratório 1 objeto da presente invenção destina-se aos agentesde operações de salvamento, armada, proteção civil, bombeiros emais particularmente aos setores da defesa, segurança, vigilânciasanitária no caso de estudos epidemiológicos, indústria química epetrolífera.
Ele permite por exemplo identificar tóxicos químicos de guerra ouindustriais por espectrometria de massa e banco de dados NIST,determinar zonas de risco para a população graças à estaçãometeorológica integrada e aos computadores de tratamento dedados, identificar em menos de duas horas pelo método P.C.R.germes patogênicos potencialmente utilizáveis por bioterroristasou ainda efetuar estudos epidemiológicos no terreno de vírus quepodem provocar pandemias.
Com referência à figura 4, o laboratório 1 objeto da invenção e omódulo auxiliar 7 são adaptados para ser transportados em umveículo 8 do tipo 4x4. O laboratório 1 e o módulo auxiliar 7 sãomontados de forma amovível ou fixa em um reboque 8a do veículo8.
Em uma variante de realização, o veículo 8 compreende umacélula na qual o laboratório objeto da invenção é acomodado deforma fixa. Este laboratório pode compreender ainda uma zonaconfinada equipada com um semi-escafandro para manipulação degermes altamente patogênicos da classe L4.
Esta combinação forma um conjunto autônomo de identificaçãoradiológica e/ou biológica e/ou química que pode chegarrapidamente a qualquer tipo de zona contaminada.Um robô móvel operado a partir do veículo, graças a um sistemade telecomando, pode coletar amostras ou transportar captadoresradiológicos ou químicos a uma distância de 2 a 3 km.

Claims (16)

1. "Laboratório Móvel para Análise de Agentes Patogênicos"caracterizado por ser um laboratório (1) que consiste em umrecipiente móvel transportável definindo uma câmara de base (10),o espaço interno da referida câmara sendo isolado do meio externopor intermédio de uma caixa estanque (5) inserido na referidacâmara, a referida caixa compreendendo uma zona estanque deanálise de agentes patogênicos (5Od, 500d) equipada com umdispositivo de pressão que permite manter o interior da zona a umapressão negativa em relação ao seu meio externo, caracterizadopelo fato de a caixa estanque (5) compreender:- uma primeira antecâmara de equipamento de proteção (50a,500a),- uma segunda antecâmara estanque (50b, 500b) em comunicação entre a referida zona estanque de análise de agentes patogênicos ea referida primeira antecâmara,- uma terceira antecâmara estanque (50c, 500c) em comunicaçãoentre a referida zona estanque de análise de agentes patogênicos ea referida primeira antecâmara, a entrada para a zona de análise deagentes patogênicos (5Od, 500d) sendo feita somente pela referidasegunda antecâmara.
2. "Laboratório Móvel para Análise de Agentes Patogênicos", deacordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de a terceiraantecâmara estanque (50c, 500c) ser a única antecâmara quepermite sair da zona estanque de análise de agentes patogênicos(50d, 500d).
3. "Laboratório Móvel para Análise de Agentes Patogênicos", deacordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de a terceiraantecâmara estanque (50c, 500c) ser uma autoclave com duasentradas, a segunda antecâmara estanque (50b, 500b) sendo aúnica antecâmara que permite sair da zona estanque de análise deagentes patogênicos (50d, 500d).
4. "Laboratório Móvel para Análise de Agentes Patogênicos", deacordo com qualquer uma das reivindicações precedentes,caracterizado pelo fato de o recipiente compreender pelo menosuma parede (3a, 3b) desdobrável formando um anexo (30a, 30b) àzona de análise de agentes patogênicos (50d, 500d).
5. "Laboratório Móvel para Análise de Agentes Patogênicos", deacordo com a reivindicação 4, caracterizado pelo fato de orecipiente compreender duas paredes laterais (3a, 3b) desdobráveisformando um anexo (30a, 30b) à zona de análise de agentespatogênicos (5Od, 500d), a caixa estanque (5) sendo disposta nointerior da câmara de base (10) do referido recipiente.
6. "Laboratório Móvel para Análise de Agentes Patogênicos", deacordo com qualquer uma das reivindicações precedentes,caracterizado pelo fato de a segunda antecâmara estanque (50b,-500b) ser equipada com um dispositivo de pressão destinado amanter um gradiente de pressão positivo entre a referida segundaantecâmara e a zona estanque de análise de agentes patogênicos(50d, 500d).
7. "Laboratório Móvel para Análise de Agentes Patogênicos", deacordo com qualquer uma das reivindicações precedentes,caracterizado pelo fato de a segunda antecâmara estanque (50b,-500b) ser equipada com um dispositivo de pressão destinado amanter um gradiente de pressão positivo entre a referida segundaantecâmara e a primeira antecâmara de equipamento de proteção(50a, 500a).
8. "Laboratório Móvel para Análise de Agentes Patogênicos", deacordo com qualquer uma das reivindicações precedentes,caracterizado pelo fato de a terceira antecâmara estanque (50c,-500c) ser equipada com um dispositivo de pressão destinado amanter um gradiente de pressão positivo entre a referida terceiraantecâmara e a primeira antecâmara de equipamento de proteção(50a, 500a).
9. "Laboratório Móvel para Análise de Agentes Patogênicos", deacordo com qualquer uma das reivindicações precedentes,caracterizado pelo fato de a caixa estanque (5) ser feita a partir deuma peça moldada na forma de um paralelepípedo côncavo, semarestas e sem partes inacessíveis para limpeza.
10. "Laboratório Móvel para Análise de Agentes Patogênicos", deacordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 9, caracterizadopelo fato de a caixa estanque (5) consistir em painéis de tábuabranca unidos entre si de acordo com as características doslaboratórios do tipo L4, a ligação entre as paredes laterais dareferida caixa e o piso (Id) do recipiente sendo feita por meio deuma junta estanque e um revestimento termicamente soldadodisposto no interior da referida caixa.
11. "Laboratório Móvel para Análise de Agentes Patogênicos", deacordo com qualquer uma das reivindicações precedentes,caracterizado pelo fato de a zona de análise de agentespatogênicos (5Od, 500d) ser equipado com uma alimentação de arpressurizado adaptada para trabalho em escafandro.
12. "Laboratório Móvel para Análise de Agentes Patogênicos", deacordo com qualquer uma das reivindicações precedentes,caracterizado pelo fato de um dispositivo de análise R.T. P.C.R.e/ou P.C.R. ser disposto na zona de análise de agentes patogênicos(50d, 500d).
13. "Laboratório Móvel para Análise de Agentes Patogênicos", deacordo com qualquer uma das reivindicações precedentes,caracterizado pelo fato de uma interface externa (60) ser dispostaem uma parede da câmara de base (10), a referida interfacecompreendendo meios de conexão (60a, 60b, 60c) com fontes deenergia elétrica (7a), de ar (7b) e de água (7c).
14. "Laboratório Móvel para Análise de Agentes Patogênicos"caracterizado por ser uma unidade móvel de identificaçãoradiológica e/ou biológica e/ou química, caracterizada pelo fato deconsistir na combinação do laboratório (1) de acordo com areivindicação 13 e de um módulo auxiliar (7) independenteequipado com um grupo eletrogênico (7a), um compressor de are/ou uma bomba de vácuo (7b) e um dispositivo de tratamento deágua (7 c).
15. "Laboratório Móvel para Análise de Agentes Patogênicos", deacordo com a reivindicação 14, caracterizado pelo fato de omódulo auxiliar (7) compreender uma interface (70) ligada aogrupo eletrogênico (7a), ao compressor de ar e/ou à bomba devácuo (7b) e ao dispositivo de tratamento de água (7c) ecompreendendo meios de conexão (70a, 70b, 70c) destinados a serligados à interface (60) do laboratório (1).
16. "Laboratório Móvel para Análise de Agentes Patogênicos"caracterizado por ser um conjunto autônomo de identificaçãoradiológica e/ou biológica e/ou química, caracterizado pelo fato deconsistir na combinação de um veículo (8) com o laboratório (1)de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 13.
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