BRPI0710142A2 - respiro de eixo de veìculo - Google Patents

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Abstract

<B>RESPIRO DE EIXO DE VEìCULO <D>Trata-se de um respiro para um compartimento de mecanismos, tal como um eixo automotivo, compreendendo um corpo de respiro com uma passagem entre o interior do compartimento e o exterior do compartimento e uma membrana em ePTFE revestindo a passagem. A membrana e um sorventefibroso são dispostos dentro da passagem entre o interior do compartimento e a membrana.

Description

Relatório Descritivo da Patente de Invençãopara "RESPIRO DE EIXO DE VEÍCULO".
ANTECEDENTES DA INVENÇÃO
A invenção refere-se ao campo de ventilação demecanismos. Mais especificamente, a invenção oferece um novorespiro para um compartimento contendo mecanismoslubrificados.
Os respiros permeáveis a gás e impermeáveis alíquidos podem ser usados em diversas aplicações na indústriaautomotiva, tais como caixas de componentes elétricos, carcaçasde engrenagens, chassis de veículo, alojamentos dos freios etc.,nas quais deve ocorrer a equalização de pressão entre o interior doalojamento e o ambiente circundante. Os respiros, além depermitir a equalização da pressão do gás, também devem vedar ointerior do alojamento contra líquidos, sujeira e partículas depoeira. Uma falha em expulsar os líquidos, como a água, podedanificar os componentes e corroer o alojamento.
Os compartimentos de mecanismos, tais comoas carcaças de caixa de câmbio, eixos de roda e similares, estãosujeitos à ciclagem térmica. Conforme os mecanismos sãooperados, as temperaturas do lubrificante e do ar internocomeçam a elevar-se, fazendo com que a pressão atmosféricasuba dentro do compartimento. Quando os mecanismos sãointerrompidos, a pressão dentro do compartimento cai. Paraacomodar as mudanças na pressão atmosférica provenientes dasmudanças operacionais de temperatura, são necessários respiros.Caso não se utilize uma ventilação eficaz, as vedações e asgaxetas podem ser comprometidas. É importante impedir quecontaminadores entrem no compartimento de mecanismos. Oscontaminadores e a água irão degradar severamente a eficácia dolubrificante, o que resulta no desgaste prematuro dos mecanismos.
Os respiros de mecanismos possuemmembranas em Politetrafluoretileno expandido (ePTFE)incorporadas. Tais membranas são conhecidas pelaimpermeabilidade à água e permeabilidade ao ar e, portanto, nãosó impedem que contaminadores penetrem na caixa de câmbiocomo também contêm o lubrificante para impedir oderramamento. No entanto, os respiros em ePTFE estão sujeitos àrápida obstrução, uma vez que partículas lubrificantes de aerossolpreenchem os poros da membrana e bloqueiam o fluxo de ar.Sendo assim, os respiros em ePTFE conhecidos têm uma vida útillimitada.
Outras tentativas de se ventilar os espaços dosmecanismos incorporaram defletores, meios coalescentes ouconjuntos de válvulas que permitem que o ar em expansão escapeatravés das aberturas das válvulas. Durante os períodos deresfriamento, tais conjuntos permitem que o ar entre através deum segundo conjunto de válvulas ou através de uma membrana.Tais montagens incorporam obrigatoriamente várias partesmóveis que estão sujeitas ao desgaste e cuja complexidade demontagem é maior.Alguns respiros de mecanismos são montadosafastados dos mecanismos. A montagem remota permite que orespiro seja colocado em uma área com pouca exposição aoambiente externo e pode reduzir os problemas associados àobstrução com lubrificante. Outras caixas de câmbio incorporamum tubo flexível simples para ventilar a caixa para uma árearemota e relativamente protegida. Tais tubos flexíveis oferecempouca proteção contra contaminação e não impedem oderramamento do lubrificante. Além disso, todas os métodos demontagem remota introduzem complexidade de instalação e custode peças adicionais.
Faz-se necessário um respiro sem partes móveisque possa ser montado próximo ou diretamente em umcompartimento de mecanismos que permita a passagem adequadade ar, impeça que contaminadores e líquidos entrem no espaçodos mecanismos e retenha líquidos dentro do compartimento casoseja orientado a permitir que líquidos entrem em contato com orespiro.
SUMÁRIO DA INVENÇÃO
Em um aspecto, a invenção oferece uma caixade câmbio automotiva com respiro compreendendo um conjuntode engrenagem disposto dentro de um compartimento estanque afluido, um lubrificante disposto dentro do compartimento, umapassagem proporcionando comunicação fluida entre o interior e oexterior do compartimento, uma membrana permeável a gás eimpermeável à água revestindo a passagem e um sorvente fibrosodisposto dentro da passagem entre o lubrificante e a membranaem ePTFE.
Em outro aspecto, a invenção oferece umcompartimento de mecanismos com respiro compreendendo umalojamento estanque a fluido definindo um espaço interno e umespaço externo, o espaço contendo lubrificante, um respirocompreendendo um corpo com uma passagem através dele, umamembrana permeável a gás e impermeável á água revestindo apassagem e um sorvente fibroso disposto dentro da passagem eadjacente ao primeiro lado da referida membrana, as fibras dosorvente contendo espaços livres.
Em um aspecto adicional, a invenção ofereceum respiro para um espaço de mecanismos, o respirocompreendendo um corpo contendo uma passagem através dele,uma membrana permeável a gás e impermeável à água revestindoa passagem e um sorvente fibroso disposto dentro da passagementre o espaço dos mecanismos e a membrana.
Em ainda outro aspecto, a invenção oferece umrespiro aperfeiçoado para um compartimento de mecanismos dotipo contendo uma passagem para a passagem de um gás entre ointerior do compartimento e o ar ambiente e uma membranaporosa vendando a passagem, o aperfeiçoamento compreendendoo sorvente fibroso disposto entre a passagem entre a membrana eo interior do compartimento.
Em ainda outro aspecto, a invenção inclui ummétodo para ventilar um espaço de mecanismos do tipo queoferece uma passagem para ventilar um gás a partir do interior doespaço dos mecanismos e uma membrana porosa revestindo apassagem, o aperfeiçoamento compreendendo um sorventefibroso entre a membrana e o interior do espaço de mecanismos .
BREVE DESCRIÇÃO DOS DESENHOS
A Figura 1 ilustra uma vista em perspectiva deum aspecto do respiro inventivo.
A Figura 2 ilustra outra concretização de umrespiro de acordo com a presente invenção.
A Figura 3 é uma fotografia ilustrando amicroestrutura de fibra de algodão.
A Figura 4 é uma fotografia de uma fibrasintética com as características de superfície projetadas.
A Figura 5 é um gráfico representando o fluxode ar para vários meios absorventes.
A Figura 6 ilustra um diagrama esquemático douso do aparelho para testar o desempenho da ventilação.
DESCRIÇÃO DETALHADA DA INVENÇÃO
Definição dos termos.
Entende-se por "Absorção" um processo peloqual moléculas de líquido e gás são absorvidas, ou entram em faselivre; se difere da absorção pelo fato de que partículas sãoabsorvidas por um volume em vez de por uma superfície. Umabsorvente retém moléculas de líquido ou de gás por absorção.
Entende-se por "Adsorção" um processo peloqual moléculas de líquido ou de gás se acumulam na superfície deum sólido. Um "adsorvente" retém moléculas de líquido ou de gáspor adsorção.
Entende-se por "Aerossol" uma suspensãogasosa de partículas finas sólidas ou líquidas (0,10-100 μπι). Oaerossol inclui névoa, bruma, neblina, entre outros.
Entende-se por "Oleofílico" um material comuma superfície com afinidade por óleo.
Entende-se por "Caixa de Câmbio" um eixo,transmissão, caixa de transferência e outras montagens com partesmóveis lubrificadas que geram forças de cisalhamento sobre olubrificante.
Entende-se por "Hidrófobo" materiais que têmuma superfície extremamente difícil de molhar com água, comângulos de contato de água maiores que 90°.
Entende-se por "Sorvente" um material sólidocom a capacidade de reter gases e líquidos; conforme usado nopresente documento, "Sorvente" abrange materiais que sãoabsorventes, adsorventes, ou ambos.
O corpo do respiro da presente invenção podeser usinado ou fundido a partir de materiais metálicos oupoliméricos. Quando utilizado como um respiro de eixo ou decomponentes automotivos, o respiro pode ser instalado em umalojamento em ferro fundido. Sendo assim, caso sejam preferidosrespiros de metal, eles podem ser usinados a partir de açoinoxidável a fim de evitar a corrosão e a corrosão bimetálica.Como alternativa, os respiros de metal podem ser revestidos comzinco, por exemplo, para impedir a corrosão. De preferência, oscorpos dos respiros inventivos são construídos a partir demateriais poliméricos. Os corpos de respiro poliméricospossibilitam um processamento mais fácil, incluindo a vedação aquente da membrana ao corpo. Os materiais poliméricos são decusto baixo e não estão sujeitos à corrosão. Mais preferivelmente,o material polimérico é uma poliamida. A poliamida 6.6 é a maispreferida devido ao seu custo favorável e à sua resistência.
O corpo do respiro pode ser construído emvários formatos que contribuam para uma fácil instalação noscompartimentos de mecanismos. Os versados na técnicareconhecerão que respiros do tipo encaixe de pressão, que vedampor acoplamento justo, respiros roscados, rebarbas, adesivos eoutros meios de ligação podem ser utilizados com a devidaconsideração à aplicação a que se destina. A forma do corpo dorespiro não é algo crucial, desde que uma passagem se estendaatravés da carcaça para permitir a passagem de ar.
Em algumas aplicações, um elastômero é omaterial preferido para o corpo. A complacência e a resiliência detais materiais permitem que eles compensem tolerâncias emcomponentes de acoplamento correspondente, tais como aquelesno compartimento de mecanismos. Além disso, em aplicações nasquais o impacto de objetos estranhos é possível, tais materiaispodem ser menos propensos a danos ou falhas.
A passagem deve ser usinada ou fundida dentrodo corpo do respiro. Embora muitos métodos para formar apassagem sejam concebidos, o corpo do respiro é, de preferência,fundido ou moldado com uma passagem através dele para evitar oprocesso adicional de furação do corpo. A passagem define umvolume suficiente para conter meios sorventes. Esse volume podeser definido por um orifício cônico ou reto. De preferência, umfuro rebaixado pode ser disposto próximo à cabeça do respiro. Ofuro rebaixado é volumoso o suficiente para conter materialsorvente, ao passo que o furo mais estreito, próximo aocompartimento de mecanismos, serve para conter o materialsorvente e propiciar a passagem a partir do compartimento demecanismos ao sorvente.
Com referência à Figura 1, é proporcionado umcorpo de respiro (10) com uma passagem (16) que o atravessa. Ocorpo incorpora uma parte roscada (12) para inserção em umorifício roscado em um compartimento de mecanismos. O corpoinclui ainda uma parte hexagonal (18) para conduzir o respiropara dentro do orifício roscado. Um sorvente fibroso (20) édisposto dentro da passagem. A extremidade aberta da passagemé coberta por uma membrana (30) para impedir que a água entreno compartimento. A membrana é ligada ao corpo do respiro poruma vedação a quente (32).
É desejável impedir que os lubrificanteslíquidos dentro do compartimento de mecanismos entrem emcontato com os meios sorventes. Portanto, dispositivos deretenção, de esferas ou outros dispositivos de controle de fluxounidirecional (não ilustrado) podem ser incorporados na passagem(16) do corpo de respiro. Como alternativa, a passagem podeincorporar um caminho tortuoso nela para conter o lubrificante eimpedir que ele entre em contato com o sorvente ou a membrana.
O sorvente fibroso (20) impede de maneira eficiente que a membrana (30) seja obstruída por meio da reduçãoda quantidade de aerossol lubrificante que entra em contato com amembrana, ao mesmo tempo em que mantém o fluxo de arpróprio para a ventilação.
Em outro aspecto, o corpo pode ser formado ou consistir inteiramente da membrana de respiro ou de um laminadocompreendendo a membrana de respiro. Nessa concretização, amembrana de laminado pode ser formada por meios térmicos oumecânicos para criar uma bolsa para o sorvente. Nessaconcretização, o flange da membrana é vedado para encapsular o sorvente e proporcionar uma vedação estanque a líquidos.
Com referência à Figura 2, o sorvente fibroso(2) é disposto entre duas camadas da membrana (3). Uma dasmembranas inclui um orifício, o qual oferece uma passagem (16).O respiro pode incluir meios adesivos (31) para ligar o respiro aocompartimento de mecanismos.
Durante a ventilação, o ar passa através dosespaços livres entre as fibras do sorvente. Os espaços entre asfibras são necessários para manter a queda de pressão baixaatravés do sorvente. Em um aspecto, a invenção oferece um sistema de ventilação com um sorvente que mantém o espaçolivre adequado entre as fibras. A sorção do óleo ajuda a manter oespaço livre entre as fibras no sorvente.
Em um aspecto preferido, o sorvente fibroso écomposto por fibras com características que promovem a sorçãodos aerossóis lubrificantes. As fibras sorventes podem seradaptadas para promover a adsorção, a absorção ou, depreferência, ambas.
Sendo assim, em um aspecto, as fibras podemser adsorventes. Fibras adsorventes podem incorporarcaracterísticas de superfície física tais como torção, canais desuperfície ou poros. Essas características de superfície tendem apromover a migração do óleo ao longo da superfície da fibra. Adistribuição das gotículas de óleo ao longo das fibras ajuda aimpedir a formação de gotículas grandes e mantém o espaço livreentre as fibras e pode aumentar a taxa de absorção.
Em outro aspecto, as fibras podem serabsorventes. As fibras absorventes incluem estruturas internasfísicas e químicas que promovem a migração do lubrificantedebaixo da superfície da fibra, preservando assim o espaço livreentre as fibras e mantendo a queda de pressão ao longo dosorvente. As características físicas que promovem a absorçãoincluem estruturas de lúmen ocas e composições químicas quepromovem a absorção do óleo. Em uma concretização preferida, osorvente fibroso contém fibras que são ocas ou que contêmespaços livres significativos.Muitas fibras naturais possuem propriedades desorção de óleo desejadas devido a uma combinação de efeitos. Porexemplo, algodão, paina, asclépia, celulose e outras fibras contêmespaços axiais livres devido ao crescimento celular progressivo.
As fibras de asclépia e paina têm estruturas de lúmen internas emque até 90% do diâmetro da fibra fazem parte do lúmen. Fibras dealgodão também contêm bastantes espaços livres que sãodistribuídos como anéis concêntricos. Tais anéis são visíveis naFigura 2. Uma única fibra de algodão contém de vinte a trintaparedes celulares de celulose concêntricas ocas. Os anéisconcêntricos e as estruturas ocas promovem a absorção capilar doóleo para dentro e por toda a fibra.
As fibras de paina também incluem espaçosocos axiais nos interstícios das paredes celulares. A fibra sedosada paina, ou fio de seda, é um pequeno tubo de celulose com araprisionado dentro. As fibras de paina têm extremidades fechadas.A fibra de paina é consideravelmente menos densa do que a fibrade algodão. A paina é bem conhecida como estofamento de salva-vidas e outros equipamentos de segurança aquática devido a suaexcelente flutuação. A fibra de paina também é leve, atóxica,resistente à decomposição e inodora. De forma significativa, apaina pode absorver até 30 vezes seu próprio peso em óleolíquido.
Em uma concretização, as fibras sorventescompreendem lã. As fibras de lã têm uma superfície irregular eescamosa, o que pode promover a adsorção. A estrutura escamosaoferece poros de superfície grandes acessíveis para os sedimentosde óleo. Ademais, a lã contém grandes quantidades de cera desuperfície. Ceras de ocorrência natural podem contribuir aindamais para a sorção do óleo. A cera melhora as interaçõessorvente-óleo graças às interações hidrófobas e à melhoria daspropriedades oleofílicas.
A umidade pode interferir na capacidade totalde sorção do sorvente. Sendo assim, em um aspecto, as fibras dosorvente são hidrófobas.
As fibras do sorvente também podem incluirfibras sintéticas. As fibras sintéticas, tais como o poliéster, opolipropileno, o náilon e o acetato que têm um perfil de superfícieprojetado, são eficazes. Fibras superadsorventes com camadashidrófobas também podem ter aplicação como sorventes. Alémdisso, fibras sintéticas ocas podem ser úteis em certas aplicações.Quando se utilizam fibras sintéticas, as fibras hidrófobas sãoparticularmente preferidas.
As fibras do sorvente são mais preferivelmenteoleofílicas. Determinadas fibras sintéticas são oleofílicas devido asuas estruturas químicas. A oleofilicidade aumenta a capilaridade,bem como o transporte superficial do óleo ao longo da superfíciede fibra e entre as fibras.
O sorvente é contido dentro do respiro eprotegido do ambiente externo por uma membrana. A membranapode ser de qualquer material que proporcione permeabilidade aoar e impermeabilidade a líquidos. Materiais de membranaexemplificativos compreendem polímeros, por exemplo,polietileno, polipropileno ou fluoropolímeros. Fluoropolímerosque podem ser considerados incluem copolímeros detetrafluoretileno/(perfluoraquil) éter vinílico (PFA), copolímerosde tetrafluoretileno/hexafluorpropileno (FEP) epolitetrafluoretileno (PTFE), com preferência para opolitetrafluoretileno, em especial politetrafluoretileno expandido(ePTFE). O material de membrana é poroso e, dependendo daárea de aplicação, pode ter poros de tamanho de 0,01 a 20 nm.Tais membranas são, por natureza, hidrófobas e, de preferência,oleofóbicas. A membrana pode ser na forma de um laminado demembrana e material de suporte.
Os materiais de suporte podem incluir materiaisnão-tecidos, de sopro ou poliméricos de "scrim" (variedade detecido de algodão ou de linho). De preferência, esses materiais desuporte têm uma estrutura substancialmente aberta.
A membrana é fixada no corpo de respiro poruma vedação estanque de ar ou água. Em um aspecto, amembrana inclui uma camada laminada de adesivo e é vedada aquente no respiro. Em outra concretização, a membrana pode sersoldada ao respiro por soldagem ultra-sônica. Como alternativa, amembrana é mecanicamente retida ao longo da passagem com umanel de vedação ou meios similares. O método de fixação não écrítico se uma vedação hermética e adequadamente estanque alíquidos for mantida ao longo da passagem. De preferência, amembrana é vedada a quente ao corpo de respiro.Exemplos:
O Exemplo 1 de um respiro de acordo com apresente invenção foi construído da seguinte forma: O corpo derespiro foi usinado a partir da poliamida 6.6 no formato geral deum parafuso roscado oco. O corpo foi formado com uma cabeçaem formato hexagonal cuja largura acomoda uma chave inglesade 11/16 de uma polegada. Uma rosca de tubo cônica de 3/8 deuma polegada ( lcm) no padrão NPT (norma americana pararoscas cônicas) foi usinada no corpo do respiro. Um orifício dediâmetro perfurado através do eixo central do corpo e da cabeçado respiro proporcionou uma passagem através do corpo derespiro. A passagem incluiu um grande furo rebaixado através daparte da cabeça do respiro. O volume do furo rebaixado era decerca de 0,75 mL e proporcionava contenção para o sorventefibroso.
O sorvente fibroso compreendia fibras longasnaturais de Gossypium Barbadense. As fibras foram obtidas daSouth Eastern Arizona Cotton Cooperatives, comprimindomanualmente 250 mg de algodão na cavidade do furo rebaixadono corpo do respiro. Uma membrana cobriu o sorvente dealgodão.
A membrana era uma membrana oleofóbica emePTFE de aproximadamente 8 (±1) milésimos de polegada deespessura. A membrana tinha uma permeabilidade ao ar de 8Gurley, uma pressão de entrada de água (WEP) de pelo menos 3psi. Essas membranas, bem como outras membranas que podemser utilizadas na presente aplicação, podem ser obtidas com a W.L. Gore and Associates, Inc., Elkton, Md. A membrana contém asfibras de algodão dentro da cavidade do respiro. O disco damembrana é vedado a quente ao material do corpo do respirousando uma ferramenta de vedação de cobre. A vedação foirealizada aplicando-se uma força de 660 Newtons a 250 0C por1,0 segundo. As poliamidas, tal como o material usado para ocorpo do respiro, contêm umidade significativa. Portanto, o corpofoi seco em um forno por cerca de 12 horas a 125°C antes dasoldagem.
Exemplos adicionais foram preparados usandooutros meios sorventes e diferentes densidades de agrupamento demeios sorventes. O Exemplo 2 foi preparado de acordo com adescrição do Exemplo 1; No entanto, 0,2587 g de adsorvente dealgodão natural foram dispostas dentro da passagem do respiro. OExemplo 3 foi preparado de acordo com a descrição do Exemplo1; no entanto, 0,2108 g de adsorvente de fibra de poliéster FIT4DG foram dispostas dentro da passagem do respiro. O ExemploComparativo 4 foi montado sem os meios adsorventes.
Teste de Longevidade do Respiro:
O desempenho dos respiros inventivos foidemonstrado usando o aparelho ilustrado esquematicamente naFigura 6 e de acordo com o procedimento experimental a seguir:
Um gerador de aerossol (40) (Nucon) foiabastecido com um volume suficiente de óleo para engrenagens(42) (polialfaolefina Lubrizol). A pressão de entrada foiestabelecida em 25 psi alimentando ar na entrada (44) para geraruma taxa de desafio de aerossol (46) de cerca de 0,2 mg/min com99% das partículas sendo menores do que 2 mícrons.
Os respiros a serem testados foram conectadosao gerador de aerossol por um duto de ar de polipropileno com0,25 polegadas (0,635 cm) de diâmetro (48). O duto de ar e orespiro foram posicionados verticalmente. A saída do respiro foiconectada a um medidor de fluxo de ar (50) por um duto de ar depolipropileno (49) com 0,375 polegadas (cerca de 0,5 cm) dediâmetro.
O duto de ar de polipropileno de 0,25 polegadasde diâmetro foi primeiramente conectado a um suprimento de arlimpo e o fluxo de ar foi ajustado para gerar 0,19 psi de pressãodiferencial ao longo da amostra de teste. O fluxo volumétrico a0,19 psi de contrapressão foi registrado ao longo da amostra. Orespiro foi então conectado ao gerador de aerossol, o qual foiajustado para fornecer o mesmo fluxo volumétrico que a fonte dear limpo. O fluxo de ar foi monitorado com um fluxômetro (50)para determinar o tempo em que o fluxo de ar começa a sedegenerar devido à obstrução da membrana em ePTFE comaerossol. Um gráfico de tempo X fluxo de ar é apresentado naFigura 5.
Pressão de Entrada de Água (WEP)
A pressão de entrada de água oferece ummétodo de teste para a intrusão da água através das membranas.Uma amostra de teste é fixada entre um par de placas de teste. Aplaca inferior é capaz de pressurizar uma seção da amostra comágua. Um papel de pH é colocado na parte superior da amostraentre a placa sobre o lado não-pressurizado como um indicador deevidência para a entrada de água. A amostra é então pressurizadacom pequenos incrementos, esperando 10 segundos após cadamudança de pressão até que uma mudança de cor no pH indique oprimeiro sinal de entrada de água. A pressão de água em avançoou na entrada é registrada como a Pressão de Entrada de Água. Osresultados do teste são obtidos do centro da amostra de teste paraevitar resultados errôneos que podem ocorrer devido a bordasdanificadas.
Embora concretizações específicas da presenteinvenção tenham sido ilustradas e descritas neste documento, apresente invenção não deve se limitar a tais ilustrações edescrições. Deve-se notar que alterações e modificações podemser incorporadas e concretizadas como parte da presente invençãodentro do âmbito das reivindicações a seguir.

Claims (59)

1. Caixa de câmbio automotiva com respiro,caracterizada por compreender:a. um conjunto de engrenagens disposto dentrode um compartimento estanque a fluidos,b. um lubrificante disposto dentro docompartimento,c. uma passagem proporcionando comunicaçãofluida entre o interior do compartimento e exterior,d. uma membrana permeável a gás eimpermeável à água revestindo a passagem, ee. um sorvente fibroso disposto dentro dapassagem entre o referido lubrificante e a referida membranaimpermeável à água.
2. Eixo automotivo com respiro, de acordocom a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que a membranacompreende ePTFE.
3. Eixo automotivo com respiro, de acordocom a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que a membranatem menos de 6 polegadas (aproximadamente 15 cm) a partir dointerior do compartimento.
4. Eixo automotivo com respiro, de acordocom a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que a membranaé oleofóbica.
5. - Eixo automotivo com respiro, de acordocom a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o sorventefibroso compreende fibras naturais.
6. - Eixo automotivo com respiro, de acordocom a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que as fibrasnaturais compreendem algodão.
7. - Eixo automotivo com respiro, de acordocom a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que as fibrasnaturais compreendem paina.
8. - Eixo automotivo com respiro, de acordocom a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que as fibrasnaturais compreendem asclépia.
9. - Eixo automotivo com respiro, de acordocom a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que as fibrasnaturais compreendem lã.
10. - Eixo automotivo com respiro, de acordocom a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o sorventefibroso compreende fibras sintéticas.
11. - Eixo automotivo com respiro, de acordocom a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que as fibrassintéticas são selecionadas dentre o grupo compreendendopolipropileno, polietileno, raiom, náilon 6, náilon 66.
12. - Eixo automotivo com respiro, de acordocom a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que as fibrassintéticas compreendem polietileno.
13. Eixo automotivo com respiro, de acordocom a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o sorventefibroso compreende fibras naturais e sintéticas.
14. Eixo automotivo com respiro, de acordocom a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o sorventefibroso compreende fibras contendo espaço livre interno.
15. Eixo automotivo com respiro, de acordocom a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o sorventefibroso compreende fibras ocas.
16. Eixo automotivo com respiro, de acordocom a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o sorventefibroso compreende fibras contendo características de superfície.
17. Eixo automotivo com respiro, de acordocom a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o sorventefibroso é hidrófobo.
18. Eixo automotivo com respiro, de acordocom a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o sorventefibroso é oleofílico.
19. Compartimento de mecanismos comrespiro, caracterizado por compreender:a. um alojamento estanque a fluidos definindoum espaço interno e um espaço externo, o espaço contendolubrificante,b. um respiro compreendendo um corpo comuma passagem que o atravessa,c. uma membrana permeável a gás eimpermeável à água revestindo a passagem, ed. um sorvente fibroso disposto dentro dapassagem e adjacente ao primeiro lado da referida membrana, asfibras do referido sorvente contendo espaços livres.
20. - Compartimento de mecanismos comrespiro, de acordo com a reivindicação 19, caracterizado pelo fatode que a membrana compreende ePTFE.
21. - Compartimento de mecanismos comrespiro, de acordo com a reivindicação 19, caracterizado pelo fatode que a membrana tem menos de 6 polegadas (aproximadamentecm) a partir do interior do compartimento.
22. - Compartimento de mecanismos comrespiro, de acordo com a reivindicação 19, caracterizado pelo fatode que a membrana é oleofóbica.
23. - Compartimento de mecanismos comrespiro, de acordo com a reivindicação 19, caracterizado pelo fatode que o sorvente fibroso compreende fibras naturais.
24. - Compartimento de mecanismos comrespiro, de acordo com a reivindicação 19, caracterizado pelo fatode que as fibras naturais compreendem algodão.
25. - Compartimento de mecanismos comrespiro, de acordo com a reivindicação 19, caracterizado pelo fatode que as fibras naturais compreendem paina.
26. - Compartimento de mecanismos comrespiro, de acordo com a reivindicação 19, caracterizado pelo fatode que as fibras naturais compreendem asclépia.
27. - Compartimento de mecanismos comrespiro, de acordo com a reivindicação 19, caracterizado pelo fatode que as fibras naturais compreendem lã.
28. - Compartimento de mecanismos comrespiro, de acordo com a reivindicação 19, caracterizado pelo fatode que o sorvente fibroso compreende fibras sintéticas.
29. - Compartimento de mecanismos comrespiro, de acordo com a reivindicação 19, caracterizado pelo fatode que o sorvente fibroso compreende fibras naturais e sintéticas.
30. - Compartimento de mecanismos comrespiro, de acordo com a reivindicação 19, caracterizado pelo fatode que as fibras sintéticas são selecionadas dentre o grupocompreendendo polipropileno, polietileno, raiom, náilon 6, náilon 66.
31. - Compartimento de mecanismos comrespiro, de acordo com a reivindicação 19, caracterizado pelo fatode que as fibras sintéticas compreendem polietileno.
32. - Compartimento de mecanismos comrespiro, de acordo com a reivindicação 19, caracterizado pelo fatode que o sorvente fibroso compreende fibras contendo espaçolivre interno.
33. Compartimento de mecanismos comrespiro, de acordo com a reivindicação 19, caracterizado pelo fatode que o sorvente fibroso compreende fibras ocas.
34. Compartimento de mecanismos comrespiro, de acordo com a reivindicação 19, caracterizado pelo fatode que o sorvente fibroso compreende fibras contendocaracterísticas de superfície.
35. Compartimento de mecanismos comrespiro, de acordo com a reivindicação 19, caracterizado pelo fatode que o sorvente fibroso é hidrófobo.
36. Compartimento de mecanismos comrespiro, de acordo com a reivindicação 19, caracterizado pelo fatode que o sorvente fibroso é oleofílico.
37. Respiro para um espaço de mecanismos, orespiro sendo caracterizado por compreender:a. um corpo contendo uma passagem que oatravessa,b. uma membrana permeável a gás eimpermeável à água revestindo a passagem, ec. um sorvente fibroso disposto dentro dapassagem entre o espaço de mecanismos e a membrana.
38. Respiro, de acordo com a reivindicação--37, caracterizado pelo fato de que a membrana compreendeePTFE.
39. Respiro, de acordo com a reivindicação-37, caracterizado pelo fato de que a membrana tem menos de 6polegadas (aproximadamente 15 cm) a partir do interior docompartimento.
40. - Respiro, de acordo com a reivindicação-37, caracterizado pelo fato de que a membrana é oleofóbica.
41. - Respiro, de acordo com a reivindicação-37, caracterizado pelo fato de que o sorvente fibroso compreendefibras naturais.
42. - Respiro, de acordo com a reivindicação-37, caracterizado pelo fato de que as fibras naturais compreendemalgodão.
43. - Respiro, de acordo com a reivindicação-37, caracterizado pelo fato de que as fibras naturais compreendempaina.
44. - Respiro, de acordo com a reivindicação-37, caracterizado pelo fato de que as fibras naturais compreendemasclépia.
45. - Respiro, de acordo com a reivindicação-37, caracterizado pelo fato de que as fibras naturais compreendemlã.
46. - Respiro, de acordo com a reivindicação-37, caracterizado pelo fato de que o sorvente fibroso compreendefibras sintéticas.
47. - Respiro, de acordo com a reivindicação-37, caracterizado pelo fato de que o sorvente fibroso compreendefibras naturais e sintéticas.
48. Respiro, de acordo com a reivindicação-37, caracterizado pelo fato de que as fibras sintéticas sãoselecionadas dentre o grupo compreendendo polipropileno,polietileno, raiom, náilon 6, náilon 66.
49. Respiro, de acordo com a reivindicação-37, caracterizado pelo fato de que as fibras sintéticascompreendem polietileno.
50. Respiro, de acordo com a reivindicação-37, caracterizado pelo fato de que o sorvente fibroso compreendefibras contendo espaço livre interno.
51. Respiro, de acordo com a reivindicação-37, caracterizado pelo fato de que o sorvente fibroso compreendefibras ocas.
52. Respiro, de acordo com a reivindicação-37, caracterizado pelo fato de que o sorvente fibroso compreendefibras contendo características de superfície.
53. Respiro, de acordo com a reivindicação-37, caracterizado pelo fato de que o sorvente fibroso éhidrofóbico.
54. Respiro, de acordo com a reivindicação-37, caracterizado pelo fato de que o sorvente fibroso é oleofílico.
55. Respiro aperfeiçoado para umcompartimento de mecanismos do tipo contendo uma passagempara a passagem de um gás entre o interior do compartimento e oar ambiente e uma membrana porosa vedando a passagem,caracterizado pelo fato de que o aperfeiçoamento compreende osorvente fibroso disposto dentro da passagem entre a membrana eo interior do compartimento.
56. - Método para ventilar um espaço demecanismos do tipo que oferece uma passagem para ventilar umgás a partir do interior do espaço de mecanismos e umamembrana porosa revestindo a passagem, caracterizado pelo fatode que o aperfeiçoamento compreende um sorvente fibroso entrea membrana e o interior do espaço de mecanismos.
57. - Caixa de câmbio automotiva com respiro,de acordo com a reivindicação 1, caracterizada poradicionalmente compreender um material de suporte laminado namembrana.
58. - Mecanismos com respiro, de acordo com areivindicação 19, caracterizados por adicionalmentecompreenderem um material de suporte laminado na membrana.
59. - Respiro, de acordo com a reivindicação-39, caracterizado por adicionalmente compreender um material desuporte laminado na membrana.
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