BRPI0712306B1 - Aparelho de mobilização corporal global de um paciente humano - Google Patents

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Abstract

aparelho de mobilização corporal global de um paciente humano esse aparelho compreende um chassi (10) de apoio fixo no solo (s), um prato móvel (44) de sustentação de um paciente, e meios motorizados (30, 32, 38) de acionamento do prato em relação ao chassi. para permitir desequilibrar o paciente ao mesmo tempo em que desloca um polígono de sustentação, a fim de agir sobre o corpo do paciente de acordo com uma cinemática elaborada, os meios de acionamento são adaptados, por um lado, para descentrar o prato em relação a um eixo fixo (z-z) substancialmente vertical e, por outro lado, para acionar o prato em rotação em torno desse eixo quando o prato é descentrado, enquanto que o prato é munido de meios periféricos (60, 62) de apoio móvel sobre meios de sustentação correspondentes (64) solidários do chassi (10), esses meios de apoio sendo adaptados para fazer o prato repousar sobre o chassi inclinando para isso o mesmo de maneira regulável em relação à horizontal em um plano que passa pelo eixo fixo e uma zona central do prato quando os meios de acionamento descentram o prato em relação a esse eixo. o aparelho gera assim ações neuro-biomecânicas notáveis, ao mesmo tempo em que apresenta uma estrutura confiável, leve e pouco volumosa.

Description

(54) Título: APARELHO DE MOBILIZAÇÃO CORPORAL GLOBAL DE UM PACIENTE HUMANO (51) Int.CI.: A63B 22/14; A63B 26/00; A61H 1/00 (30) Prioridade Unionista: 09/06/2006 FR 0605137 (73) Titular(es): GENDA LIMITED (72) Inventor(es): GIANFRANCO TUDICO “APARELHO DE MOBILIZAÇÃO CORPORAL GLOBAL DE UM PACIENTE HUMANO”
A presente invenção se refere a um aparelho de mobilização corporal global de um paciente humano, quer dizer a um aparelho que permite colocar em movimento o tronco, os membros e as articulações do paciente, assim como a uma utilização de um tal aparelho.
Esse gênero de aparelho é destinado, preferencialmente, mas não exclusivamente, a ser utilizado sob a supervisão de um fisioterapeuta que determina os movimentos de mobilização gerados pelo aparelho.
Recentes estudos em neurofisiologia revelam que a eficácia dos cuidados de fisioterapia ou de osteopatia, praticados por exemplo em um paciente ferido, uma pessoa que envelhece ou um paciente sadio, ou ainda em um praticante de esportes de alto nível, está ligada à estimulação das capacidades neuro-biomecânicas do paciente. De fato, para ficar em pé e comandar seu corpo, o ser humano recebe informações por diferentes sensores, notadamente sensores articulares, vestibulares, visuais, cutâneos, etc. O cérebro trata essas informações comparando as mesmas com modelos internos, inatos e adquiridos, em função dos quais o ser humano ajusta suas respostas corporais. No entanto, esses modelos internos estão às vezes insuficientemente afiados para responder a situações novas, alguns desses modelos podendo ter sido perdidos ou não terem nunca sido adquiridos pelo treinamento. Compreende-se que a riqueza desses modelos depende da capacidade do paciente para se adaptar às dificuldades do ambiente no qual ele se desloca e/ou ele age. Por outro lado, para que as ordens de controle dos movimentos do corpo do paciente por seu cérebro sejam eficazes, as articulações do paciente devem ser funcionalmente reativas e os músculos que subtendem essas articulações devem ser fortes e flexíveis. No entanto, uma parte das competências motrizes do paciente pode estar perdida, notadamente em conseqüência de um acidente, por ocasião de seu envelhecimento, quando ele adota posturas de trabalho não adaptadas ou quando ele sofre de sobretensão nervosa.
Compreende-se assim que a recuperação ou o treinamento das competências neuro-biomecânicas do paciente necessitam de estimulações e simulações conjuntas, que sejam as mais completas e variadas possíveis, de suas funções músculo-articulares e de suas capacidades de neuro-vigilância.
Os aparelhos que permitem uma tal recuperação ou um tal treinamento soa hoje em dia praticamente inexistentes. Os alguns aparelhos disponíveis são em geral constituídos por uma plataforma motorizada, que ao mesmo tempo repousa e oscila sobre um pivô central de apoio, como em USA-2,827,894 e US-4,313,603. Os movimentos dessas plataformas provocam uma desequilíbrio do corpo do paciente que se mantém sobre a plataforma e induzem assim reações corporais de sua parte. No entanto, na prática, como todos os movimentos de mobilização gerados por esses aparelhos são centrados em seu pivô central de apoio, o corpo do paciente não é ou só é pouco desequilibrado: por ocasião dos movimentos do aparelho, o polígono de sustentação do corpo do paciente, quer dizer a superfície virtual compreendida entre os pontos de apoio dos pés do paciente que se mantém em pé sobre a plataforma e no interior da qual deve se projetar o centro de gravidade do corpo do paciente para que esse último não seja totalmente desequilibrado e caia, permanece centrado no pivô central de apoio. Dito de outro modo, o eixo sagital do corpo do paciente permanece globalmente no prolongamento do pivô central de apoio, o que só permite uma reação corporal moderada, e sempre do mesmo tipo. Por outro lado, o peso do paciente e os esforços que ele produz para não cair são suportados na totalidade pelo pivô central de apoio, o que obriga, para limitar os riscos de quebra, a fabricar esse último sob uma forma especialmente resistente, notadamente sob a forma de uma junta de cardan. A força motriz necessária para o acionamento da plataforma deve nesse caso ser dimensionada em conseqüência disso, o que se traduz por um aparelho especialmente pesado e volumoso.
US-A-5,813,958 propõe também um aparelho de plataforma motorizada oscilante, que, em certas formas de realização, integra um prato de sustentação do paciente, que apresenta uma inclinação pré-fixada de modo que o centro desse prato se encontra descentrado de uma distância fixa em relação ao eixo vertical em tomo do qual o prato gira. Em serviço, o desequilíbrio do paciente é maior do que com os aparelhos mencionados acima, mas devido à fixidez da inclinação do prato, ligada à própria estrutura do aparelho, os movimentos de mobilização gerados apresentam uma cinemática fixa e portanto pouco eficaz e de pouco desempenho, no sentido em que o paciente rapidamente leva em consideração a descentragem fixa do prato para encontrar rapidamente seu equilíbrio e neutralizar a estimulação neuro-biomecânica fornecida pelo aparelho antecipando para isso as características dessa estimulação. Por outro lado, a estrutura do aparelho se revela especialmente pesada e volumosa, em razão da interposição entre o chassi do aparelho e seu prato de um disco rotativo sobre o qual o prato se apóia para ser inclinado de maneira pré-fixada.
O objetivo da presente invenção é propor um aparelho de mobilização corporal global que, ao mesmo tempo em que é confiável, leve e pouco volumoso, permite ao mesmo tempo desequilibrar o paciente e deslocar significativamente o polígono de sustentação e os centros de pressão instantâneos do corpo do paciente, de maneira eficaz e controlada, a fim de agir sobre o corpo de acordo com movimentos elaborados, capazes de reforçar ou de conservar as competências neuro-biomecânicas do paciente.
Para isso, a invenção tem como objeto um aparelho de mobilização corporal global de um paciente humano, tal como definido na reivindicação 1.
Graças ao aparelho de acordo com a invenção, o centro do polígono de sustentação e os centros de pressão instantâneos do corpo do paciente pode ser afastado transversalmente do eixo fixo definido pelo aparelho: quando o paciente se mantém, notadamente em pé, sobre o prato, seu polígono de sustentação é globalmente centrado na zona central do prato, enquanto que essa última é prevista para poder ser descentrada em relação ao eixo fixo. Esta descentragem do prato é acompanhada por uma inclinação desse último, comandada pelos meios periféricos de apoio com os quais é munido o prato, o que provoca o desequilíbrio do paciente e a solicitação de suas capacidades neuro-biomecânicas, como explicado acima. Em serviço, quando o prato é acionado de maneira descentrada em tomo do eixo fixo, o corpo do paciente é mobilizado por uma força centrífuga, de acordo com uma direção circunferencial acoplada a uma mobilização linear paralelamente ao plano do prato, ligada à inclinação desse último. Dito de outro modo, o aparelho de acordo com a invenção produz movimentos controlados de seu prato que desequilibram o paciente, provocando assim um deslocamento circunferencial e em translação lateral do polígono de sustentação e dos centros de pressão instantâneos do corpo do paciente.
O efeito centrífugo desse deslocamento se aplica em especial em todos os elementos corporais que compõem a viga cilíndrica constituída pelo conjunto tronco/abdome. A reação a essa força centrífuga é um potente esforço de restauração centrípeta pelo conjunto de todos os músculos do corpo.
O aparelho de acordo com a invenção realiza assim uma ação neuro-biomecânica adaptada à complexidade articular, muscular e informacional do corpo do paciente, para lhe devolver, tanto quanto for possível, todo seu potencial dinâmico ou para empurrá-lo para seus limites neuro-motores de ajuste. Na prática, o aparelho gera diferentes tipos de ações, tais como ações vestibulares, articulares, cutâneas, posturais, musculares, neurológicas, genito-pelvianas, etc. De fato, de acordo com as regulagens dos meios motorizados e de acordo com a postura do paciente sobre o prato, diversas zonas do corpo são mobilizadas de maneira coordenada, e mesmo todo o corpo. Quando o paciente se mantém por exemplo em pé sobre o prato, é possível imobilizar somente suas pernas, suas pernas e seu tronco, ou suas pernas, seu tronco e seus braços. De acordo com o recrutamento muscular comandado, a mobilização corporal é acompanhada por uma queima calórica significativa. De maneira mais geral, sobre o aparelho, o corpo do paciente não deve ser considerado como um objeto rígido e estável: ao contrário, esse corpo é deformável e compreende um grande número de articulações que são o mesmo número de graus de liberdade a controlar para manter o controle postural e obter uma orientação espacial variável e complexa. As atividades posturo-cinéticas efetuadas pelo paciente sobre o aparelho vão assegurar a coordenação dos diversos elementos articulados de seu corpo: em resposta aos movimentos do prato, o paciente desenvolve uma estratégia postural, quer dizer um plano de ação coordenado entre as diferentes partes de seu corpo implicadas na atividade com o objetivo de manter ou de recuperar uma atitude postural eficiente.
Por outro lado, em serviço, o peso do paciente e os esforços de mobilização que ele gera são suportados pelos meios periféricos de apoio, dito de outro modo na periferia do prato, em uma zona relativamente estendida na qual, por exemplo, vários pontos de apoio podem vantajosamente ser previstos, enquanto que os meios de sustentação correspondentes são levados fixamente pelo chassi, sem dever interpor um componente móvel adicional entre o prato e o chassi. A confiabilidade e a robustez do aparelho são assim notáveis. Além disso, como a periferia do prato sustenta os esforços maiores, os meios de acionamento são vantajosamente previstos para produzir e transmitir essencialmente, e mesmo exclusivamente, os esforços motores de deslocamento do prato. A força motriz necessária não tem que ser superdimensionada, o que se traduz por um pequeno volume dos meios de acionamento do prato.
Outras características desse aparelho, tomadas isoladamente ou de acordo com todas as combinações tecnicamente possíveis, são enunciadas nas reivindicações 2 a 16.
A invenção será melhor compreendida com a leitura da descrição que vai se seguir, dada unicamente a título de exemplo e feita fazendo-se referência aos desenhos nos quais:
- a figura 1 é uma vista esquemática em perspectiva de um aparelho de acordo com a invenção, no qual um paciente está sendo mobilizado;
- a figura 2 é uma vista esquemática de cima da parte baixa do aparelho, de acordo com a flecha II na figura 1, na ausência do prato desse aparelho;
- a figura 3 é uma seção esquemática de acordo com a linha 15 III-III da figura 2, com o prato do aparelho;
- a figura 4 é uma vista análoga à figura 3, de acordo com uma outra configuração de funcionamento do aparelho;
- a figura 5 é uma vista em escala ampliada do detalhe V na figura 3;
- a figura 6 é um esquema em perspectiva do prato do aparelho, associado a uma forma geométrica fictícia que permite compreender a cinemática de funcionamento do prato;
- a figura 7 é uma vista esquemática em elevação de uma parte do aparelho de acordo com a flecha VII indicada na figura 3;
- as figuras 8 e 9 são esquemas que ilustram trajetórias do centro do prato visto de acordo com a mesma direção de observação que na figura 2, para diversas configurações de funcionamento do aparelho;
- a figura 10 é uma vista análoga à figura 2, que ilustra uma variante de realização do aparelho de acordo com a invenção;
- a figura 11 é uma seção parcial de acordo com a linha XI-XI da figura 10;
- as figuras 12 e 13 são vistas respectivamente análogas às figuras 8 e 9, para o aparelho das figuras 10 e 11;
- as figuras 14 e 15 são vistas respectivamente análogas às figuras 12 e 13, para uma regulagem diferente do aparelho;
- as figuras 16 a 18 são esquemas que ilustram um outro modo de realização de um aparelho de acordo com a invenção, a figura 16 correspondendo a uma vista de cima análoga àquela da figura 2, enquanto que a figura 17 corresponde a uma seção de acordo com a linha XVII-XVII da figura 16 e que a figura 18, análoga à figura 17, ilustra o aparelho em uma configuração de funcionamento diferente daquela da figura 17.
Nas figuras 1 a 7 é representado um aparelho 1 de mobilização corporal de um paciente 2, destinado a colocar em movimento os membros e as articulações do paciente. O aparelho 1 é destinado a ser utilizado sob a supervisão de um fisioterapeuta ou de um profissional de saúda análogo, a fim de que esse último determine os movimentos de mobilização impostos ao paciente pelo aparelho. Na prática, o aparelho 1 é utilizado em um consultório médico de fisioterapia ou de osteopatia, ou mais geralmente em um centro de cuidados, por exemplo em uma casa de repouso para idosos ou um instituto de talassoterapia. Em variante, o paciente pode utilizar de maneira autônoma o aparelho 1, notadamente para fins de exercícios físicos, o aparelho sendo então colocado à disposição em uma sala de fitness ou análogo.
O aparelho 1 compreende um chassi 10 de apoio sobre o solo
S. Por comodidade, a seqüência da descrição em orientada em relação ao solo, de modo que o termo “vertical” designa uma direção substancialmente perpendicular ao solo S, enquanto que o termo “horizontal” designa uma direção substancialmente perpendicular à vertical assim definida. Do mesmo modo, os termos “baixo” e “inferior” designam uma direção voltada para o solo, enquanto que os termos “alto” e “superior” designam uma direção em sentido oposto.
O chassi 10 compreende uma estrutura essencialmente tubular que, vista de cima como na figura 2, apresenta uma forma globalmente hexagonal, com seis montantes retilíneos elementares 12, que se estendem em um mesmo plano. Esses montantes repousam sobre o solo por intermédio de pés 14, distribuídos de acordo com a periferia do chassi. Em sua extremidade livre, cada um desses pés 14 é vantajosamente munido de um parafuso de regulagem 15 (figura 1), que permite adaptar o chassi 10 a eventuais irregularidades do solo S, de modo que os montantes 12 se estendem, tanto quanto for possível, na horizontal. Dois dos montantes 12, opostos um ao outro, são rigidamente ligados por uma travessa horizontal 16 ao longo da qual é disposto um grupo motor 18. Esse grupo 18 compreende, por um lado, um motor elétrico 20 do qual a caixa externa 22 é adaptada fixamente na travessa 16 e, por outro lado, um estágio moto-redutor 24, montado na saída do motor 20 e do qual a árvore de saída 26 se estende verticalmente, na zona central da forma hexagonal dos montantes 12. Sob o comando do grupo 18, a árvore 26 é prevista para girar sobre si mesma em tomo de seu eixo Z-Z, como indicado pela flecha R. O aparelho 1 compreende meios, não representados, de alimentação elétrica e de comando variável do motor 20.
Em sua extremidade livre superior, a árvore 26 é solidarizada a uma barra retilínea horizontal 30. A extremidade superior da árvore 26 é por exemplo enfiada ou atarraxada em um orifício correspondente da barra 30, de modo que a árvore e a barra são ligados cinematicamente um ao outro. Dito de outro modo, quando a árvore 26 gira em tomo de seu eixo Z-Z, a barra 30 gira também em tomo desse eixo, de acordo com o movimento rotativo R.
A barra 30 se estende de um lado e de outro da árvore 26. Em uma de suas extremidades longitudinais, a barra 30 leva um motor elétrico 32 do qual a caia externa 34 é fixada na barra 30 e do qual a árvore 36 age sobre um carro montado com deslizamento ao longo da barra 30. O motor 32 é alimentado a partir do motor 20, por intermédio de um coletor 28 disposto em tomo da árvore 26 e que permite realizar conexões elétricas entre contatos fixos do grupo motor 18 e contatos rotativos associados ao motor 32. Corrente elétrica pode assim circular, via esse coletor, do motor 20 até o motor 32, inclusive quando a barra 30 gira em tomo do eixo Z-Z.
O aparelho 1 compreende também meios, não representados, de comando variável do motor 32.
O carro 38 é, sob o comando da árvore de saída 36 do motor
32, deslocável de acordo com um movimento de translação horizontal T, ao longo da barra 30 que forma assim uma corrediça, entre duas posições extremas respectivamente representadas nas figuras 3 e 4. Detectores de fins de trajeto são vantajosamente previstos ao longo da barra 30 e conectados aos meios de comando do motor 32.
O carro 38 leva uma haste retilínea vertical 40 da qual a parte baixa é solidarizada fixamente ao carro. O eixo Z’-Z’ dessa haste 40 se estende assim paralelamente ao eixo Z-Z da árvore 26, ao mesmo tempo em que é deslocável em relação a esse eixo Z-Z de acordo com o movimento de translação horizontal T. Em sua posição extrema da figura 3, o carro 38 posiciona o eixo Z’-Z’ à distância do eixo Z-Z, com um afastamento horizontal de descentragem denotado e na figura 3. Em sua posição extrema da figura 4, o carro 38 é disposto na vertical da árvore 26, de modo que os eixos Z-Z e Z’-Z’ se estendem verticalmente no prolongamento um do outro. Entre essas duas posições extremas, a descentragem do eixo Z’-Z’ em relação ao eixo Z-Z é variável, de acordo com a posição do carro 38 ao longo da barra de corrediça 30, sob o comando do motor 32, entre um valor máximo que corresponde ao afastamento precitado e para a posição do carro da figura 3 e um valor nulo para a posição do carro da figura 4.
Em serviço, quando a árvore 26 gira sobre si mesma em tomo de seu eixo Z-Z, a haste 40 é portanto acionada em rotação em tomo desse eixo Z-Z, estando para isso ou descentrada em relação a esse eixo quando a descentragem do eixo Z’-Z’ é não nula, ou no prolongamento vertical da árvore 26 quando essa descentragem é nula. Nesse último caso, a haste 40 gira então sobre si mesma, em tomo de seu eixo ZS-Z? confundido com o eixo Z-Z.
O aparelho de mobilização 1 compreende por outro lado um prato 44 que apresenta uma forma global de disco, que define um eixo central de revolução 44A, assim como faces superior 44B e inferior 44C substancialmente planas.
Em sua parte central, o prato 44 delimita um orifício 46 centrado no eixo 44A e do qual a saída na face inferior 44C é circundada por um flange anular 48 moldado solidariamente com o resto do prato 44.
O prato 44 é adaptado para ser unido ao carro 38, 15 introduzindo-se para isso pela parte de baixo a haste 40 no orifício 46, com interposição de uma rótula 50 representada mais em detalhe na figura 5. Essa rótula 50 compreende, por um lado, uma noz exterior 52, imobilizada no flange 48 por uma tampa cavilhada 49, e, por outro lado, uma noz interior 54 que delimita uma perfuração interna de seção transversal complementar àquela da haste 40. De maneira conhecida em si, as nozes exterior e interior se articulam uma na outra, por operação conjunta de superfícies respectivas hemisféricas que permitem que a noz interior pivote livremente em todas as direções em relação à noz exterior, como deflexões máximas predeterminadas. Desse modo, quando o prato 44 é adaptado em tomo da haste 40, esse prato pode livremente pivotar em tomo da noz interior 54 da rótula 50.
Em sua periferia exterior, o prato 44 é munido, de maneira fixa, de cinco pés 60 que se estendem salientes para baixo a partir da face interior 44C, como representado esquematicamente na figura 6. Os pés 60 são destinados a se apoiar sobre o chassi 10 quando o prato é adaptado em tomo da haste 40, de modo que o peso do prato é, pelo menos essencialmente, mesmo exclusivamente, sustentado pelo chassi por intermédio dos pés 60, enquanto que a face inferior da rótula 50 não é apoiada contra nenhum dos elementos situados sob a zona central do prato, notadamente o carro 38.
Cada pé 60 se estende globalmente de acordo com uma direção paralela ao eixo 44 A e compreende, em sua extremidade inferior, um patim de deslizamento 62 solidarizado fixamente ao pé, por exemplo por enfiamento e/ou atarraxamento. Cada patim 62 é adaptado para se apoiar contra um elemento discai 64 solidarizado fixamente ao chassi 10. Como representado na figura 2, cinco elementos discais 64 são previstos, respectivamente ao nível de cinco dos seis montantes 12 do chassi, sendo para isso distribuídos de maneira substancialmente uniforme de acordo com a periferia desses montantes.
Cada elemento discai 64 apresenta uma superfície superior
64A convexa, contra a qual o patim 62 se apóia de maneira deslizante, um lubrificante podendo vantajosamente ser aplicado sobre a superfície 64A. Essa superfície 64 A corresponde a uma porção de uma esfera fictícia 66 representada esquematicamente na figura 6. Essa esfera 66, como a todas as superfícies 64A dos elementos discais 64, define um centro C pelo qual passa o eixo Z-Z, enquanto que cada porção de superfície 64A se estende em tomo de um eixo central que corresponde a um diâmetro da esfera 66 e apresenta um contorno exterior circular centrado nesse eixo, como representado na figura 7.
Quando o prato 44 é adaptado em tomo da haste 40, os patins repousam em apoio móvel contra as superfícies 64A dos elementos discais 64, como representado nas figuras 3 e 4 e como indicado esquematicamente em explodido na figura 6. Quando cada um dos patins 62 é posicionado substancialmente no centro 64B da superfície 64A correspondente, como representado na figura 4 e como indicado esquematicamente em pontilhado na figura 7, o prato 44 se estende horizontalmente, sendo para isso centrado no eixo Z-Z, como mostrado de maneira esquemática na figura 6. A união do prato 44 em tomo da haste 40 só pode assim ser considerada se essa haste se estende coaxialmente ao eixo Z-Z, com o carro 38 em sua posição da figura 4.
Por deslizamento contra as superfícies 64 a, os patins 62 são livremente deslocáveis de maneira centrada no centro C da esfera fictícia 66. As deflexões de cada patim são limitadas pela extensão transversal da superfície 64A, circundada por uma borda saliente 64C.
Compreende-se que o prato 44 é deslocável de uma só vez em relação aos elementos discais 64, de modo que quando um dos patins 62 ocupa uma posição extrema baixa em relação a sua superfície associada 64A, como representado na figura 3 e como indicado esquematicamente em traço cheio na figura 7, os outros patins 62 ocupam, contra sua superfície associada
64A, posições intermediárias entre essa posição extrema baixa e uma posição extrema alta diametralmente oposta à posição extrema baixa em relação ao centro 64B da superfície 64A. O prato 44 é nesse caso inclinado em relação a um plano horizontal, quer dizer que seu eixo 44A forma um ângulo não nulo β com a vertical enquanto que seu orifício central 46 é radialmente descentrado em relação ao eixo Z-Z. Quando o prato 44 é unido em tomo da haste 40, uma tal inclinação do prato só é assim permitida quando a haste 40 é descentrada em relação ao eixo Z-z, como na figura 3. Na prática, a distância radial entre o centro 64B da superfície 64A e o patim 62 na posição extrema baixa corresponde substancialmente ao valor e precitado.
Assim, quando o prato 44 é unido em tomo da haste 40, compreende-se que o acionamento do carro 38 de acordo com a translação horizontal T acarreta a passagem do prato 44 entre sua configuração horizontal da figura 4 e sua configuração inclinada da figura 3, por apoio deslizante dos patins 62 contra as superfícies 64A dos elementos 64, a inclinação do prato em relação à haste 40 sendo permitida pela rótula 50.
Um exemplo de utilização do aparelho 1 vai ser descrita abaixo.
Inicialmente, considera-se que o prato 44 ocupa sua 5 configuração horizontal da figura 4. O paciente 2 sobe assim facilmente sobre o prato 44, com seus pés que repousam sobre a superfície superior 44B desse prato, como representado na figura 1. Nessa configuração, se o motor 20 é acionado, a árvore 26 gira sobre si mesma em tomo de seu eixo Z-Z e, por intermédio da barra 30, esse movimento de rotação é comunicado à haste 40, que gira, ela também, sobre si mesma. A noz 54 gira então livremente no interior da noz 52 e o prato 44 permanece imóvel em relação ao chassi 10.
Considerando-se agora que o motor 20 está parado e que o motor 32 é acionado, o carro 38 é deslocado horizontalmente de acordo com o movimento T. O prato 44 é então acionado em um movimento de translação correspondente. Como esse prato repousa por esses patins 62 sobre as superfícies 64A dos elementos discais 64, esse movimento de translação provoca a inclinação do prato de modo que esse último forma um ângulo não nulo α com a horizontal no plano da figura 3, quer dizer no plano vertical P que passa ao mesmo tempo pelos eixos Z-Z e Z’-Z’. No máximo, essa inclinação pode ser regulada até que um dos patins 62 venha bater contra a borda periférica 64C de seu elemento discai associado 64, como na figura 3. Nessa configuração inclinada, o acionamento ulterior do motor 20, quando o motor 32 está parado, provoca a rotação descentrada do eixo Z’-Z’ em tomo do eixo Z-Z, de modo que o plano P que contém os eixos Z-Z e Z’-Z’ gira em tomo do eixo Z-Z de acordo com o movimento de rotação R. Isso implica que o eixo 44A do prato 44 gira também em tomo do eixo Z-Z, de acordo com a rotação R, de modo que no final de uma volta sobre si mesma da árvore 26, esse eixo 44A gera uma superfície de invólucro substancialmente cônica, de eixo Z-Z e de meio ângulo no topo β que corresponde à inclinação ado prato no plano P. Visto de cima, de acordo com a vertical, o centro 44D do prato, definido pela interseção entre o eixo 44A e a face 44B, descreve uma trajetória circular T44i centrada no eixo Z-Z e de raio que vale substancialmente e, como representado na figura 8. No mesmo tempo, os patins 62 deslizam contra a superfície 64 a de seu elemento discai correspondente 64 de acordo com uma trajetória substancialmente circular centrada no centro 64B dessa superfície, como indicado em 68 na figura 7.
Quando a inclinação não é regulada em seu máximo, o que é o mesmo que dizer que o carro 38 é descentrado com um valor não nulo inferior a e, o centro 44D do prato 44 descreve uma trajetória circular centrada no eixo Z-Z e de raio inferior a e. Dois exemplos de tais trajetórias intermediárias, referenciadas T442 e T443, são representados na figura 8.
Se, no decorrer da rotação R comandada pelo motor 20, a descentragem entre os eixos Z-Z e Z’-Z’ é modificada, por deslocamento do carro 38 ao longo da barra de corrediça 30, o movimento do prato 44 se afasta da cinemática de base descrita acima, para adotar uma cinemática mais elaborada, que no entanto se aparenta instantaneamente à cinemática de base. Por exemplo, se o movimento rotativo R é mantido com uma intensidade constante e se ele é combinado com o movimento translativo T, o centro 44D do prato descreve, visto de cima, uma trajetória T444 em forma de espiral centrada no eixo Z-Z, como representado na figura 9.
Compreende-se assim que, quando a excitação entre os eixos Z-Z e Z’-Z’ é não nula, como na figura 3, o movimento motor rotativo R aciona o prato 44 de maneira a que ele descreva um trajeto rotativo descentrado em tomo do eixo Z-Z, ao mesmo tempo em que está inclinado em relação a um plano horizontal, a inclinação ct do prato sendo a mais marcada no plano P que contém os eixos Z-Z e Z’-Z’. O paciente que se mantém sobre o prato 44 se encontra então desequilibrado e é submetido a uma força centrífuga: o eixo corporal do paciente corresponde globalmente ao eixo 44A, de modo que a projeção vertical do centro de gravidade do paciente se encontra instantaneamente descentrada em relação ao eixo Z-Z, estando para isso distante do centro do polígono de sustentação do corpo do paciente, enquanto que esse polígono é acionado em movimento pelo prato. Em função da regulagem da inclinação ct do prato, o desequilíbrio do paciente é mais ou menos acentuado, obrigando esse último a mobilizar seu corpo de maneira correspondente para não cair. Na prática, o aparelho 1 é associado a uma balaustrada fixa 70, por exemplo solidarizada ao chassi 10, que o paciente pode agarrar para evitar uma perda total do equilíbrio. Essa balaustrada 70 é esquematicamente representada na figura 1 unicamente, ficando entendido que diversas formas de meios que permitem que o paciente se mantenha sobre o prato em movimento podem ser consideradas.
O comando do aparelho 1 é efetuado por um fisioterapeuta ou, mais geralmente, um profissional de saúde, que regula a velocidade de acionamento do motor 20, a inclinação a do prato 44 regulando para isso a posição do carro 38 ao longo da barra de corrediça 30 pelo comando do motor 32, assim como eventualmente o acionamento do motor 32 enquanto o motor 20 gira, o que é o mesmo que combinar os movimentos rotativos R e de translação horizontal T. No caso em que o aparelho 1 é destinado a ser utilizado de maneira autônoma pelo paciente, os meios de comando são vantajosamente integrados à balaustrada 70, de modo que o paciente pode modificar a cinemática de acionamento do prato 44 no decorrer de seu exercício. A esse propósito, para a utilização do aparelho 1 em uma sala de fitness, será notado que, em funcionamento, todos os músculos do corpo do paciente são rapidamente e intensamente solicitados, o que combina uma queima significativa de gordura e exercícios de flexibilização articular e de musculação coordenada.
Em todos os casos, programas de comando dos motores 20 e 32 podem ser determinados, sendo para isso estocados notadamente em uma memória acessível aos meios de comando precitados.
As figuras 10 e 11 se referem a uma variante de realização do aparelho 1. Essa variante só se distingue do aparelho considerado nas figuras 1 a 9 por seus elementos de apoio do prato 44, que substituem os elementos
64 considerados até aqui. Mais precisamente, os elementos 64 são substituídos por cinco elementos 84! a 845, distribuídos de acordo com a periferia do chassi 10 do mesmo modo que os elementos 64. O elemento 843 é idêntico ao elemento 64 correspondente, enquanto que os outros elementos 84], 842, 844 e 845 correspondem cada um deles a um elemento 64, mas com um tamanho transversal superior: os dois elementos 842 e 844 mais próximos do elemento 843 apresentam assim uma dimensão radial, em relação a seu eixo central, cerca de uma vez e meia superior à dimensão correspondente dos elementos 64, enquanto que os dois elementos 841 e 845 mais afastados do elemento 843 apresentam uma dimensão radial cerca de duas vezes maior do que a dimensão correspondente dos elementos 64.
Colocada à parte essa dimensão radial, as características estruturais dos elementos 84] a 845 são análogas àquelas dos elementos 64: cada um dos elementos 84] a 845 apresentam uma superfície superior 84Ai a 84A5 convexa, que corresponde a uma porção da esfera fictícia 66 da figura 6 e que é circundada por uma borda periférica saliente 84Ci a 84C5.
A variante de realização das figuras 10 e 11 compreende por outro lado um componente suplementar, a saber uma placa de guia 90 adaptada fixamente, por meios de solidarização não representados, em um qualquer dos elementos 84j a 845, no elemento 843 no exemplo representado, recobrindo assim sai superfície 84A3 na maneira de uma tampa. Essa placa apresenta assim uma forma globalmente discai, dimensionada para ser recebida de maneira complementar no interior da borda 84C3, com sua superfície inferior 90A complementar da superfície 84A3, como representado na figura 11. A placa 90 delimita, de acordo com um de seus diâmetros, uma ranhura 92 que atravessa a placa de um lado ao outro de acordo com sua espessura e que desemboca assim na superfície 84A3 quando a placa é única ao elemento 843. No estado unido da figura 10, a direção longitudinal dessa ranhura pertence ao plano vertical P843 que contém o eixo Z-Z e o centro
84B3 do elemento 843, sendo notado que esse plano corresponde ao plano da figura 11. A ranhura 92 é adaptada para receber o patim 62 do pé 60 associado ao elemento 843, a largura da ranhura sendo substancialmente igual à dimensão correspondente do patim. As vibrações ou pequenas deflexões do prato 44 em relação ao chassi 10 são desse modo limitadas, conferindo ao prato uma maior estabilidade para o paciente que se mantém sobre esse prato. Além disso, quando o patim 62 é recebido na ranhura 92, esse patim só é deslocável, em relação ao elemento 843, ao longo da ranhura 92, dito de outro modo de acordo com uma trajetória retilínea 94 contida no plano P843 da figura 11. Nessas condições, a ranhura 92 impede o patim correspondente 62 de descrever uma trajetória circular contra a superfície 84A3, análoga à trajetória 68 da figura 7, o que perturba o movimento de conjunto do prato 44.
Em funcionamento, quando o prato 44 é acionado em rotação descentrada em tomo do eixo Z-Z, ele se afasta da posição que ele ocuparia na ausência da placa 90, acomodando para isso sua impossibilidade de deflexão de um lado e de outro do plano P843 ao nível do elemento 843, por deflexões mais amplas ao nível dos outros elementos, em especial ao nível dos elementos 843 e 845 mais afastados do elemento 843. Quando a descentragem do prato é máxima (valor e), o centro 44D do prato descreve a trajetória T445 representada na figura 12, quer dizer uma trajetória centrada em tomo do eixo Z-Z e que apresenta uma forma encurvada mais ampla no lado dos elementos 84j e 845. Ao nível das porções periféricas do prato na vertical dos elementos 841 e 845, a amplitude das deflexões do prato é da ordem do dobro daquela ao nível da porção periférica do prato na vertical do elemento 843, o que explica o dimensionamento dos elementos 84i a 845. Na figura 12, também foram representadas trajetórias intermediárias T446 e T447, análogas às trajetórias T442 e T443 representadas na figura 8, quer dizer para valores de descentragem inferiores ao valor e. Do mesmo modo, na figura 13, foi representada uma trajetória T448 obtida nas mesmas condições de funcionamento que para a trajetória T444 da figura 9, quer dizer combinandose para isso os movimentos de rotação descentrada R e de translação horizontal T.
Graças a essa variante de realização, o aparelho 1 fornece cinemáticas de mobilização corporal mais elaboradas do que aquelas fornecidas pelo aparelho das figuras 1 a 9, que induzem reações biomecânicas diferenciadas para o paciente de acordo com que esse último se mantenha, entre outras, na zona central do prato, na zona periferia que pende sobre o elemento 843 ou na zona periférica oposta que pende sobre os elementos 84 j e 845.
Vantajosamente, a posição angular da placa 90 é regulável em relação ao elemento discai 843, de modo que a posição da ranhura 90 pode ser modificada de maneira a fazer a direção da trajetória 94 variar em relação ao plano P843. Na configuração da ranhura 92 representada em pontilhados na figura 10, a trajetória 94 forma um ângulo de cerca de 45° com o plano P843, visto de cima de acordo com a vertical. De acordo com as regulagens de acionamento do aparelho 1, o centro 44d do prato 44 descreve trajetórias T449 a T44i2 representada nas figuras 14 e 15, que correspondem respectivamente às trajetórias T445 a T448 das figuras 12 e 13.
Modificando-se a direção da trajetória 94 em relação ao eixo
Z-Z, induz-se uma dissimetria das deflexões do prato 44 em relação ao plano P843, o que permite solicitar de maneira diferenciada em intensidade os lados opostos do paciente que se mantém sobre o prato.
De maneira opcional, o aparelho integra meios não representados que permitem fazer variar a direção da trajetória 94 em relação ao eixo fixo Z-z no decorrer do funcionamento do aparelho 1, por rotação da placa 90 contra a superfície 84A3.
Nas figuras 16 a 18 é representado de maneira esquemática um outro modo de realização de um aparelho de mobilização corporal global 100.
Como para o aparelho 1 das figuras precedentes, o aparelho 100 compreende essencialmente um chassi fixo 110, um prato móvel 112 e meios de acionamento do prato em relação ao chassi, esses meios de acionamento se apresentando sob a forma de dois macacos motorizados 114 e 116, ambos ligados a uma mesma unidade de comando e de regulagem 118.
O prato 112 define um eixo central de revolução 112A e delimita, por um lado, uma face superior 112B na qual o paciente é destinado a se manter, e, por outro lado, uma face inferior 112C dirigida para o chassi 110. O prato 112 é circundado, em sua periferia exterior, por uma borda 120 que se estende para baixo a partir da face 112C e munida, em sua extremidade inferior, de uma coroa interior 122 adaptada para se apoiar sobre o chassi 110. Para isso, o chassi 110 inclui, em sua parte alta, uma parede hemisférica 124 que se estende em tomo de todo um segmento rígido central 126 do qual o eixo longitudinal W-W é substancialmente vertical. A superfície interior 122A da coroa 122 é substancialmente complementar da superfície superior
124A da parede de chassi 124, de modo que o prato 112 apresenta capacidades de deslocamento em relação ao chassi 110 análogas àquelas do prato 44 em relação ao chassi 10 para o aparelho 1 das figuras 1 a 7, a superfície hemisférica 124A correspondendo a uma calota da esfera fictícia 66 considerada na figura 6.
Cada macaco 114, 116 compreende uma haste 130, 132 deslocável em translação de acordo com sua direção longitudinal em relação ao corpo 134, 136 do macaco. A extremidade livre de cada haste 130, 132 é apoiada contra o segmento central 126 do chassi 110, de modo que a extensão ou a escamoteação da haste em relação a seu corpo 134, 136 provocam o afastamento ou, respectivamente, a aproximação desse corpo em relação ao segmento 126. A extremidade de cada corpo 134, 136 oposta à haste correspondente 130, 132 é ligada mecanicamente à borda 120 do prato 112, com interposição de uma rótula 138, 140.
Vistos de cima, como na figura 16, os macacos 114 e 116 se estendem em comprimento de maneira transversal ao eixo W-W definido pelo segmento central 126, formando assim entre si um ângulo de cerca de 90°.
A unidade 118 é adaptada para comandar a extensão e a escamoteação de cada haste 130, 132 em relação ao corpo correspondente
134, 136 dos macacos, o que provoca o deslocamento do prato 112 em relação ao chassi 110, o movimento do corpo de macaco sendo transmitido ao prato por intermédio da rótula 138, 140.
Em repouso, como representado nas figuras 16 e 17, os comprimentos totais dos macacos 114 e 116 são previstos para que o prato
112 se estenda de maneira substancialmente horizontal, seu eixo 112A sendo nesse caso substancialmente confundido com o eixo W-W. Em serviço, quando a unidade 118 comanda, por exemplo, a extensão da haste 130, o corpo de macaco 134 é movimentado radialmente e para o exterior em relação ao eixo W-W, como indicado pela flecha T na figura 18. O prato 112 é então acionado de acordo com um movimento de translação correspondente, combinado a uma inclinação em relação à horizontal no plano da figura 17, por deslizamento da superfície 122A contra a superfície 124A. Os eixos W-W e 112A formam então um ângulo não nulo β. Compreende-se que um comando análogo do macaco 116 pela unidade 118 provoca uma descentragem e uma inclinação análogas do prato 112 em relação ao chassi 110, de modo que por intermédio de um servo-comando apropriado, notadamente por meios eletrônicos, o comando coordenado dos dois macacos 114 e 116 permite acionar o prato 112 de acordo com uma cinemática análoga àquela descrita acima para o prato 44 em relação ao chassi 10, quer dizer que permite ao mesmo tempo, pela translação T, descentralizar o prato em relação ao eixo W-W e acioná-lo, como indicado pela flecha R, em rotação em tomo desse eixo quando ele é descentrado, com o prato nesse caso inclinado em relação à horizontal no plano vertical que passa pelos eixos W-W e 112A.
Naturalmente, o modo de realização das figuras 16 a 18 pode integrar o ensinamento da variante das figuras 10 a 15, no sentido em que a coroa 122 pode, em um ponto de sua periferia, ser guiada em relação à parede de chassi 124 de acordo com uma trajetória retilínea do tipo da trajetória 94. Para fazer isso, um trilho de guia retilíneo é, por exemplo, adaptado na superfície superior 124 da parede 124, enquanto que um pé, análogo a um dos pés 60 e fixado na superfície inferior 122 A da coroa 122, é recebido de maneira deslizante nesse trilho. Em opção, a posição do trilho em relação à parede 124 pode ser modificada para ajustar a orientação da trajetória 94 em relação a um plano vertical fixo, o que permite fazer o centro do prato 112 descrever trajetórias do tipo das trajetórias T445 a T4412 das figuras 12 a 15.
Diversas disposições opcionais e variantes aos aparelhos de mobilização 1 e 100 descritos acima podem por outro lado ser consideradas. A título de exemplos:
- para amortecer a colocação em batente dos patins 62 contra aborda 64C de seu elemento discai correspondente 64 quando o prato 44 é inclinado com sua amplitude máxima, cada patim 62 pode ser munido de uma guarnição periférica flexível, por exemplo sob a forma de um anel adaptado em tomo do corpo principal do patim;
- outras formas de realização da extremidade dos pés 60 em apoio móvel sobre os elementos discais 64 são possíveis, os patins 62 podendo por exemplo ser substituídos por esferas ou outros elementos de rolamento; em especial, os patins 62 podem ser substituídos por rodinhas, notadamente ligados de maneira louca à face inferior do prato; tais rodinhas apresentam a vantagem de se adaptarem instantaneamente aos movimentos do prato, sem efeito de inércia ou de frenagem;
- na ausência de placa 90, para evitar vibrações ou pequenas deflexões do prato 44 em relação aos elementos discais, ligados notadamente às folgas inerentes ao aparelho, amortecedores, de tipo macaco pneumático por exemplo, podem ser previstos diretamente interpostos entre cada pé 60 e o chassi 10;
- se renuncia-se a poder fazer a descentragem variar entre os eixos Z-Z e ΊΙ-Τ durante o movimento rotativo R gerado pelo grupo motor 18,o motor 32 pode ser substituído por qualquer meio mecânico que permite regular a posição do carro 38 ao longo da barra 30, um tal meio sendo notadamente comandado manualmente, de preferência antes que o paciente suba no prato 44;
- os pratos 44 e 112 podem apresentar outras formas diferentes da forma globalmente discai considerada acima; esses pratos podem assim apresentar, vistos de cima, uma forma ovóide, retangular, etc;
- ao invés de prever que o carro 38 é colocado em batente ao longo da barra de corrediça 30 quando ele está na vertical da árvore 26, a barra de corrediça pode ser dimensionada em comprimento para que o carro possa ser movimentado de um lado e de outro do eixo Z-Z;
- o número de pares pé 60/elemento discai 64 pode ser previsto superior ou inferior a cinco; do mesmo modo que ao invés de prever elementos distintos distribuídos de acordo com a periferia exterior do aparelho, os meios de apoio do prato sobre o chassi e/ou os meios de sustentação correspondentes podem tomar formas de realização que se estendem continuamente na periferia do aparelho, tais como a coroa 122; por exemplo, os elementos discais 64 podem assim ser substituídos por uma parede anular centrada no eixo Z-Z e que corresponde à parte da esfera 66 delimitada em pontilhados na figura 6;
- o aparelho pode integrar um mecanismo opto-cinético, que fornece um ponto luminoso que o paciente deve visar olhando para ele; e/ou - acima do aparelho, uma suspensão de tipo barra ou balão pode ser prevista, para realizar exercícios proprioceptivos e musculares.

Claims (16)

  1. REIVINDICAÇÕES
    1. Aparelho (1; 100) de mobilização corporal global de um paciente humano (2), que compreende:
    - um chassi (10; 110) de apoio fixo no solo (S),
    - um prato (44; 112) de sustentação do paciente, deslocável em relação ao chassi, e
    - meios motorizados (18, 30, 32, 38; 114, 116) de acionamento do prato em relação ao chassi, caracterizado pelo fato de que os meios de acionamento (18, 30, 32, 38; 114, 116) são adaptados, por um lado, para descentrar o prato em relação a um eixo fixo (Z-Z; W-W) substancialmente vertical e, por outro lado, para acionar o prato em rotação em tomo desse eixo quando o prato é descentrado, e pelo fato de que o prato (44; 112) é munido de meios periféricos (60, 62; 120, 122) de apoio móvel sobre meios de sustentação correspondentes (64; 84i a 845; 124) solidários do chassi (10), esses meios de apoio sendo adaptados para fazer o prato repousar sobre o chassi inclinando para isso o mesmo de maneira regulável em relação à horizontal em um plano (P) que passa pelo eixo fixo (Z-Z; W-W) e uma zona central do prato quando os meios de acionamento descentram o prato em relação a esse eixo.
  2. 2. Aparelho de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que os meios periféricos de apoio (60, 62; 120, 122) e os meios de sustentação (64; 841 a 845; 124) são adaptados para fazer o prato (44; 122) repousar sobre o chassi (10; 110) de maneira substancialmente horizontal quando o prato está substancialmente centrado no eixo fixo (Z-Z; W-W).
  3. 3. Aparelho de acordo com uma das reivindicações 1 ou 2, caracterizado pelo fato de que os meios de sustentação (64; 84i a 845; 124) definem uma superfície de invólucro (66) substancialmente esférica, centrada no eixo fixo (Z-Z; W-W) e em pelo menos uma parte (64A; 84Ai a 84A5; 124A) da qual os meios de apoio (60, 62; 122) se apoiam de maneira móvel.
  4. 4. Aparelho de acordo com a reivindicação 3, caracterizado pelo fato de que os meios de sustentação compreendem uma pluralidade de elementos de sustentação (64; 84] a 845), distintos uns dos outros, distribuídos de maneira substancialmente uniforme de acordo com uma direção periférica
  5. 5 do chassi (10) e que delimitam cada um deles uma porção (64A; 84A! a 84A5; 124A) da superfície de invólucro (66).
    5. Aparelho de acordo com uma qualquer das reivindicações precedentes, caracterizado pelo fato de que os meios de apoio (60, 62) compreendem uma pluralidade de elementos de apoio (62) distintos uns dos
    10 outros, distribuídos de maneira substancialmente uniforme de acordo com a periferia do prato (44) e respectivamente adaptados para se apoiarem localmente sobre os meios de sustentação (64).
  6. 6. Aparelho de acordo com uma qualquer das reivindicações precedentes, caracterizado pelo fato de que ele compreende meios (90) de
    15 guia dos meios de apoio (60, 62) em relação aos meios de sustentação (84i a 845), os meios de guia sendo adaptados para impor aos meios de apoio uma trajetória substancialmente retilínea (94) unicamente ao nível de uma parte periférica do prato (44).
  7. 7. Aparelho de acordo com as reivindicações 5 e 6 tomadas
    20 juntas, caracterizado pelo fato de que os meios de guia (90) compreendem uma ranhura (92) de recepção de um dos elementos de apoio (62), adaptada para guiar esse elemento de acordo com a trajetória substancialmente retilínea (94).
  8. 8. Aparelho de acordo com uma das reivindicações 6 ou 7,
    25 caracterizado pelo fato de que os meios de guia (90) são reguláveis, de maneira a fazer a direção da trajetória substancialmente retilínea (94) variar em relação ao eixo fixo (Z-Z).
  9. 9. Aparelho de acordo com uma qualquer das reivindicações precedentes, caracterizado pelo fato de que o prato (44; 112) é munido de meios (50; 138, 140) de ligação articulada com os meios de acionamento (18, 30, 32, 38; 114, 116) adaptados para ser acionados de maneira descentrada em tomo do eixo fixo (Z-Z; W-W).
  10. 10. Aparelho de acordo com a reivindicação 9, caracterizado pelo fato de que os meios de ligação articulada (50) são dispostos ao nível da zona central do prato (44).
  11. 11. Aparelho de acordo com uma das reivindicações 9 ou 10, caracterizado pelo fato de que os meios de ligação compreendem pelo menos uma rótula (50; 138, 140) em tomo da qual o prato (44) é livremente articulado.
  12. 12. Aparelho de acordo com uma qualquer das reivindicações precedentes, caracterizado pelo fato de que os meios de acionamento compreendem uma árvore rotativa (26) da qual o eixo longitudinal constitui o eixo fixo (Z-Z).
  13. 13. Aparelho de acordo com a reivindicação 12, caracterizado pelo fato de que os meios de acionamento compreendem por outro lado uma corrediça (30) de descentragem do prato (44) em relação ao eixo fixo (Z-Z), a dita corrediça se estendendo transversalmente à árvore rotativa (26) sendo para isso ligada cinematicamente a essa árvore.
  14. 14. Aparelho de acordo com a reivindicação 13 tomada em combinação com uma qualquer das reivindicações 9 a 11, caracterizado pelo fato de que os meios de ligação (50) são levados por um carro (38) montado em translação (T) ao longo da corrediça (30) e comandado em deslocamento por um acionador (32) levado pela corrediça.
  15. 15. Aparelho de acordo com uma qualquer das reivindicações 9 a 14, caracterizado pelo fato de que os meios de acionamento compreendem um primeiro motor elétrico (20) do qual a caixa (22) é fixa em relação ao chassi (10) e do qual a árvore de saída é ligada cinematicamente à árvore rotativa (26), um segundo motor elétrico (32), do qual a caixa (34) é ligada cinematicamente à árvore rotativa e que é adaptado para comandar a descentragem do prato (44), e um coletor (28) que permite a passagem de uma corrente elétrica do primeiro para o segundo motor.
  16. 16. Aparelho de acordo com qualquer uma das reivindicações 5 precedentes, caracterizado pelo fato de que ele comporta ainda meios de comando adaptados para regular, de maneira combinada ou dissociada, ao mesmo tempo a amplitude de descentragem do prato (44; 112) em relação ao eixo fixo (Z-Z; W-W) e a velocidade de acionamento em rotação do prato em tomo desse eixo fixo.
    1/10
    2/10
    FiS.2
    3/10 ζ-ζ
    4/10
    5/10
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