BRPI0712503A2 - processo para oxidação catalìtica de sulfeto para sulfato - Google Patents

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Peter Ebbinghaus
Jochen Winkler
Wolfgang Schaffer
Jorg Erassme
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Sachtleben Cheme Gmbh
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Abstract

Patente de Invenção: PROCESSO PARA A OXIDAçãO CATALìTICA DE SULFETO PARA SULFATO. O objeto da invenção é um processo para a oxidação catalítica de sulfeto (S^ 2^-) para sulfato (SO~ 4~-^ 2^), especialmente de sulfetos de metais alcalinos e alcalino-terrosos, bem como sulfetos de metais de transição e sulfeto de amónio para os sulfatos correspondentes.

Description

Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "PROCESSO PARA A OXIDAÇÃO CATALÍTICA DE SULFETO PARA SULFATO"
O objeto da invenção é um processo para a oxidação catalítica de sulfeto (S2") para sulfato (SO4"2), especialmente de sulfetos de metais al- calinos e alcalino-terrosos, bem como sulfetos de metais de transição e sul- feto de amônio para os sulfatos correspondentes.
A oxidação catalítica de sulfeto de sódio (Na2S) para sulfato de sódio (Na2SO4) representa um problema tecnicamente industrial relevante. Em muitos processos químicos utilizados em grande escala técnica o Na2S é obtido na forma de soluções aquosas, por exemplo, também na produção de sulfato de bário (BaSO4). Essas soluções são fortemente básicas e podem ser parcialmente empregadas, por exemplo, para a depilação de peles ani- mais na indústria de couro, contudo, a obtenção industrial é maior do que a necessária em outras indústrias. Uma eliminação usual das soluções de Na2S obtidas consiste em adicioná-las ao ácido sulfúrico (H2SO4)1 obtendo- se gás de ácido sulfídrico (H2S) e uma solução de sulfato de sódio. O gás de ácido sulfídrico é reagido com oxigênio para dióxido de enxofre (SO2) e a seguir, é ulteriormente processado para ácido sulfúrico (H2SO4). Na reação do ácido sulfídrico com ácido sulfúrico forma-se, contudo, também, enxofre elementar, que pode ser eventualmente acrescentado a instalações e con- seqüentemente, representa um problema. Além disso, com base na alta to- xicidade do ácido sulfídrico, as medidas de segurança particulares são inevi- táveis; por isso, na Alemanha, essas instalações dependem do decreto de casos de acidentes.
No estado da técnica são conhecidas uma série de propostas para a oxidação de sulfeto.
Dessa maneira, a US-A-4855123 publica a oxidação de sulfeto de sódio utilizando catalisadores de carbono não impregnados para polissul- feto e tiossulfato de sódio. Contudo, não é mostrado um processo para a oxidação de sulfeto de sódio para sulfato de sódio.
A US-A-5207927 e US-A-5470486 publicam a oxidação seletiva de sulfeto de sódio para sulfato de sódio utilizando catalisadores de carbono impregnados com compostos metálicos de ftalocianina. Nesse caso, o oxi- gênio é utilizado em quantidades superestequiométricas. As desvantagens deste processo são, além da grande necessidade de oxigênio, os catalisado- res de muito caros, pois as impregnações tendem ao desbotamento e por isso, os catalisadores possuem apenas uma baixa estabilidade.
A US-A-5338463 publica a utilização de um catalisador de car- bono revestido com um composto de cobre insolúvel para a oxidação de sul- feto para sulfato. Um catalisador também revestido dessa maneira é caro, tende ao desbotamento e por isso, possui apenas uma baixa estabilidade.
A US-A-6017501 publica um processo para a oxidação de H2S gasoso para sulfato por meio de um catalisador de carbono em um reator de irrigação de leito sólido trifásico. A solubilidade de H2S em água perfaz, no máximo, 0,1 mol/l, sendo que devido a baixa dissociação do H2S dissolvido, apenas 10-13 mol/l estão presentes como sulfeto dissolvido. O Na2S obtido na produção industrial de sulfato de bário em solução aquosa está presente, ao contrário, antes da oxidação em concentrações de até 3 mol/l, sendo que o sal é inteiramente dissociado. A US-A-6017501 não publica um processo para a oxidação de sulfeto para sulfato, no qual o sulfeto está presente em solução aquosa como ânion salino dissolvido.
Bal'zhinmaev e outros publicam em "Proceedings of 12th Inter- national Congress on Catalysis, Espanha (2000)", um método principal para a oxidação de sulfeto de sódio (Na2S) para sulfato de sódio (Na2SO4) com a utilização de um catalisador de carbono SIBUNIT. Os ensaios de seleção do catalisador foram efetuados em um reator de pressão acionado descontinu- amente (volume do reator 200 ml); para pesquisar processos de transporte de material e calor foi utilizado um reator de passagem (volume do reator 15 ml) de teflon. Esses equipamentos não são adequados para efetuar a oxida- ção catalítica de sulfeto (S2) para sulfato (SO42") em escala técnica, porque as conversões e seletividades não são suficientes e além disso, porque o processo, devido a perda de oxigênio não reagido, é caro demais.
O objeto da invenção é superar as desvantagens do estado da técnica e disponibilizar um processo, com o qual o sulfeto, que está presente em solução aquosa como ânion de um sal, possa ser oxidado de modo e maneira mais simples possível e barato para sulfato. Outros objetos consisti- ram em que esse processo seja acionado com comportamento de reação contínua, que utilize um catalisador não impregnado, que este assegure uma conversão quase completa de sulfeto para sulfato com alta seletividade e/ou que sejam evitadas perdas de oxigênio não reagido.
De acordo com a invenção, esse problema é surpreendentemen- te resolvido pelas características da reivindicação principal. As concretiza- ções são preferivelmente encontradas nas subreivindicações.
De maneira especial, verificou-se surpreendentemente, que se obtém uma conversão quase inteira (> 99,5 %) de sulfeto com uma seletivi- dade de > 99,5 % para sulfato já após a primeira passagem pelo reator, se no processo para a oxidação catalítica de sulfeto para sulfato de acordo com a invenção, uma solução aquosa do sulfeto em um reator trifásico, especial- mente em um reator de irrigação de leito sólido, utilizando um catalisador de carbono, especialmente de um material de carbono poroso não impregnado, por exemplo, SIBUNIT-3, é oxidada com uma quantidade superestequiomé- trica de oxigênio para sulfato. Nesse caso, o oxigênio excessivo é reconduzido.
O oxigênio pode ser admitido como oxigênio gasoso puro ou como oxigênio técnico ou em mistura com outros gases, especialmente co- mo ar comprimido. Preferivelmente de acordo com a invenção, o oxigênio é admitido na forma de oxigênio tecnicamente puro. Visto que neste o agente de oxidação oxigênio está presente altamente concentrado, o reator pode ser dimensionado menor, do que se fosse utilizado ar comprimido. Além dis- so, o ar comprimido precisa ser admitido sempre em maiores quantidades, pois o oxigênio presente em menor concentração no ar comprimido é con- sumido mais rapidamente; isso tem como conseqüência uma compressão cara permanente do ar comprimido. Além disso, o nitrogênio presente como componente principal no ar comprimido reveste a superfície do catalisador e dessa maneira, reduz sua atividade.
O reator de irrigação de leito sólido preferido de acordo com a invenção, é um reator trifásico, no qual a fase gasosa, líquida e sólida estão em contato uma com a outra. Ele pode ser formado, por exemplo, como rea- tor tubular enchido com catalisador.
O reator de irrigação de leito sólido é utilizado de acordo com a invenção, porque ele assegura um manuseio e transmissão de escala sim- ples, alta capacidade de conversão volumétrica de material e retenção segu- ra do catalisador. Com base na distribuição estreita do tempo de permanên- cia e do gradiente muito pronunciado do concentrado de substrato através da altura do reator, é possível obter conversões quase inteiras do material. Além disso, esse tipo de reator causa apenas pequenos custos operacio- nais.
Contudo, uma desvantagem desse tipo de reator são as más propriedades de transporte de calor, por causa das quais precisam ser to- madas medidas técnicas processuais, para obter uma ótima distribuição de temperatura no reator. Dessa maneira, a temperatura na entrada do reator não deveria ser baixa demais, para assegurar uma velocidade de reação satisfatória. Na saída do reator, ao mesmo tempo, ela não deveria ser alta demais, para reduzir a formação de subprodutos e envelhecimento do catalisador.
Como catalisador utiliza-se de acordo com a invenção, preferi- velmente um material de carbono poroso não impregnado, por exemplo, um catalisador da série SIBUNIT, de modo particularmente preferido, SIBUNIT- 3. Este catalisador possui uma grande atividade com alta seletividade e, ao mesmo tempo, altos tempos de exposição em relação à oxidação de sulfeto para sulfato. Formação e propriedades deste catalisador são descritas no pedido de patente DE-A-3912886, cuja publicação é a plena extensão do componente deste relatório descritivo e em "Proceedings of 12th Internatio- nal Congress on Catalysis, Espanha (2000)/Bal'zhinmaev e colaboradores".
Individualmente, o objeto da presente invenção é:
- um processo para a oxidação catalítica de sulfeto para sulfato;
- um processo para a oxidação catalítica de sulfeto para sulfato por meio de um agente de oxidação gasoso; - um processo para a oxidação catalítica de sulfeto para sulfato, em que a reação é efetuada em um reator trifásico contendo o catalisador, preferivelmente em um reator de leito sólido contendo o catalisador, de mo- do particularmente preferido, em um reator de irrigação de leito sólido con- tendo o catalisador;
- um processo para a oxidação catalítica de sulfeto para sulfato, em que tanto o sulfeto, como também o sulfato estão presentes em solução aquosa;
- um processo para a oxidação catalítica de sulfeto para sulfato, em que o sulfeto está presente como ânion salino dissolvido;
- um processo para a oxidação catalítica de sulfeto para sulfato, em que o sulfato está presente como ânion salino dissolvido;
- um processo para a oxidação catalítica de sulfeto para sulfato, em que o processo é acionado com modo operacional de reação contínuo;
- um processo para a oxidação catalítica de sulfeto para sulfato, em que se utiliza um material de carbono poroso não impregnado como ca- talisador;
- um processo para a oxidação catalítica de sulfeto para sulfato, em que se utiliza SIBUNIT-3 como catalisador;
- um processo para a oxidação catalítica de sulfeto para sulfato, em que a conversão de sulfeto importa entre 99 e 99,99%, preferivelmente entre 99,5 e 99,99%, com uma seletividade entre 99 e 99,999%, preferi- velmente entre 99,5 e 99,99%, em relação ao sulfato;
- um processo para a oxidação catalítica de sulfeto para sulfato, sendo que no caso do sulfeto trata-se de um sulfeto de metal alcalino, prefe- rivelmente de sulfeto de sódio e/ou potássio;
- um processo para a oxidação catalítica de sulfeto para sulfato, sendo que no caso do sulfeto trata-se de um sulfeto de metal alcalino- terroso, preferivelmente de magnésio e/ou sulfeto de cálcio;
- um processo para a oxidação catalítica de sulfeto para sulfato, no caso do qual se trata de sulfeto e sulfeto de amônio;
- um processo para a oxidação catalítica de sulfeto para sulfato, no caso do qual se trata de sulfeto e de um sulfeto de metal de transição;
- um processo para a oxidação catalítica de sulfeto para sulfato, em que a concentração da solução de sulfeto importa entre 0,1 e 3 mol/l, preferivelmente entre 0,3 e 2 mol/l, de modo particularmente preferido, entre 0,5 e 1,5 mol/l;
- um processo para a oxidação catalítica de sulfeto para sulfato, em que o oxigênio serve como agente de oxidação;
- um processo para a oxidação catalítica de sulfeto para sulfato, em que o oxigênio é admitido em forma gasosa como oxigênio tecnicamente puro;
- um processo para a oxidação catalítica de sulfeto para sulfato, em que o oxigênio é admitido em forma gasosa na mistura com outros com- ponentes gasosos;
- um processo para a oxidação catalítica de sulfeto para sulfato, em que o oxigênio é admitido na forma de ar comprimido;
- um processo para a oxidação catalítica de sulfeto para sulfato, em que o oxigênio em relação ao sulfeto, é utilizado em uma proporção su- perestequiométrica;
- um processo para a oxidação catalítica de sulfeto para sulfato, em que o fator estequiométrico n(02)/n(S2) importa entre 1 e 10, preferivel- mente entre 1,5 e 8, de modo particularmente preferido, entre 2 e 6, de mo- do muito particularmente preferido entre 3 e 5;
- um processo para a oxidação catalítica de sulfeto para sulfato, em que o oxigênio não consumido é novamente levado ao processo;
- um processo para a oxidação catalítica de sulfeto para sulfato, em que a proporção entre o sulfato removido do processo e reconduzido para o reator importa entre 1 : 2 e 1 : 20, preferivelmente entre 1 : 5 e 1 : 15, de modo particularmente preferido, entre 1 : 7 e 1 : 12;
- um processo para a oxidação catalítica de sulfeto para sulfato, em que a solução de sulfato reconduzida para o reator é resfriada por meio de um trocador de calor para assegurar uma alta carga de líquido e para mi- nimizar o aumento adiabático da temperatura ao longo da carga do catalisa- dor e misturada com a solução de sulfeto;
- um processo para a oxidação catalítica de sulfeto para sulfato, em que a energia térmica obtida no trocador de calor é utilizada para outros processos;
- um processo para a oxidação catalítica de sulfeto para sulfato, em que a reação de oxidação é efetuada na faixa de temperatura de 90 a 170°C, preferivelmente na faixa de temperatura de 105 a 155°C, de modo particularmente preferido, na faixa de temperatura de 115 a 145°C;
- um processo para a oxidação catalítica de sulfeto para sulfato, em que a temperatura na entrada do reator importa entre 90 a 150°C, prefe- rivelmente entre 100 a 140°C, de modo particularmente preferido entre 110 a 130°C;
- um processo para a oxidação catalítica de sulfeto para sulfato, em que a temperatura na saída do reator importa entre 110 a 170°C, preferi- velmente entre 120 a 160°C, de modo particularmente preferido entre 130 a 150°C;
- um processo para a oxidação catalítica de sulfeto para sulfato, em que a pressão na reação de oxidação importa entre 1 e 50 bar, preferi- velmente entre 5 e 25 bar, de modo particularmente preferido entre 12 e 18 bar;
- o emprego do processo para a oxidação catalítica de sulfeto para sulfato para a purificação de águas residuais carregadas com sulfeto, preferivelmente de águas residuais da produção de sulfato de bário e/ou papel;
- o emprego do processo para a oxidação catalítica de sulfeto para sulfato para a obtenção de sulfato, que pode ser usado em processos de produção, preferivelmente na produção de sulfato de bário.
A figura 1 mostra, por exemplo, de maneira ilustrativa a forma- ção esquemática de um equipamento para a execução do processo para a oxidação de sulfeto para sulfato de acordo com a invenção, sem limitar a invenção ao mesmo.
Nesse caso, uma solução aquosa de sulfeto 1 flui por cima na entrada do reator 2 para o reator de irrigação de leito sólido 3, sendo que através de um bocal de aspersão 4 esta é introduzida na carga do catalisa- dor 5 do reator. A corrente de oxigênio 6, que também é levada por cima ao reator, é arrastada pela solução de sulfeto aspergida.
A solução de sulfeto e o oxigênio arrastado na corrente de líqui- do em corrente contínua entram, com isso, em íntimo contato com a superfí- cie do catalisador, na qual se realiza a própria reação de oxidação.
Depois de percorrer o catalisador, a corrente de líquido com o sulfato dissolvido abandona o reator através da descarga 7 do reator na ex- tremidade inferior do reator. Visto que a oxidação de sulfeto para sulfato é fortemente exotérmica, a corrente de líquido é conduzida através de um tro- cador de calor, no qual o calor obtido é removido através da corrente de á- gua de refrigeração 9/10 e se torna útil para outros processos. Após o troca- dor de calor, uma pequena corrente parcial 11 é removida da solução de sulfato e com isso, removida do circuito do processo. Essa solução de sulfa- to pode ser novamente utilizada para outros processos de produção, por e- xemplo, para a produção de sulfato de bário. A maior corrente parcial 12 da solução de sulfato é combinada com a corrente da solução de sulfeto 1 e novamente admitida no reator através da afluência. Com isso, a corrente da solução de sulfeto não diluída é preaquecida e também tão diluída, que por um lado, na entrada do reator já se obtém a temperatura de 90 a 170°C óti- ma para o catalisador na reação de oxidação, por outro lado, esta não é ul- trapassada na saída do reator. Dessa maneira, é possível manter uma alta carga de líquido do reator, sem acrescentar líquido adicional, o que diluiria desnecessariamente a solução de sulfato de sódio a ser removida. Além dis- so, as perdas de pressão no sistema são mantidas baixas.
O oxigênio excessivo, não consumido na reação, é separado da corrente de líquido por um separador gás/líquido abaixo da carga do catali- sador, removido do reator e novamente admitido por cima no reator com oxi- gênio recentemente admitido. Com isso, após várias passagens, obtém-se uma conversão completa do oxigênio. Além disso, também por esse meio, as perdas de pressão no sistema são mantidas baixas. A seguir, são mostrados exemplarmente respectivos parâmetros de funcionamento, sem limitar a invenção aos mesmos:
Exemplo 1:
• agente de oxidação: oxigênio (100%, técnico)
• pressão ρ = 15 bar
• temperatura na entrada do reator T = 120°C
• temperatura na saída do reator T = 140°C
• V (solução de Na2S) = 50 l/h com recondução 1/9
• c (Na2S) = 0,77 mol/l
• fator estequiométrico N(O2)n(Na2S) = 4
• conversão/seletividade: > 99,5%/> 99,5%
Exemplo Comparativo 1: fator estequiométrico N(02)/n(Na2S) reduzido
• agente de oxidação: oxigênio (100%, técnico)
• pressão ρ = 15 bar
• temperatura na entrada do reator T = 120°C
• temperatura na saída do reator T = 140°C
• V (solução de Na2S) = 50 l/h com recondução 1/9 c (Na2S) = 0,77 mol/l
• fator estequiométrico N(02)/n(Na2S) = 2
• conversão/seletividade: > 99,5%/cerca de 60% Exemplo Comparativo 2: pressão reduzida
• agente de oxidação: oxigênio (100%, técnico)
• pressão ρ = 10 bar
• temperatura na entrada do reator T = 120°C
• temperatura na saída do reator T = 140°C
• V (solução de Na2S) = 50 l/h com recondução 1/9
• c (Na2S) = 0,77 mol/l
• fator estequiométrico N(02)/n(Na2S) = 2
• conversão/seletividade: > 99,5%/cerca de 65%
Exemplo Comparativo 3: pressão parcial de oxigênio reduzida
• agente de oxidação: oxigênio (100%, técnico)
• pressão ρ = 10 bar • temperatura na entrada do reator T = 120°C
• temperatura na saída do reator T = 140°C
• V (solução de Na2S) = 50 l/h com recondução 1/9
• c (Na2S) = 0,77 mol/l
• fator estequiométrico N(O2)/n(Na2S) = 2
• conversão/seletividade: > 92 %/cerca de 17 %
O exemplo 1 confrontado com os exemplos comparativos 1 a 3 mostra nitidamente que a escolha dos parâmetros de funcionamento corre tos é decisiva para o emprego econômico do processo.

Claims (26)

1. Processo para a oxidação catalítica de sulfeto para sulfato, caracterizado pelo fato de que tanto o sulfeto quanto também o sulfato estão presentes em solução aquosa como ânions salinos dissolvidos e a reação é efetuada em um reator trifásico contendo o catalisador, preferivelmente em um reator de leito sólido contendo o catalisador, de modo particularmente preferido, em um reator de irrigação de leito sólido contendo o catalisador, por meio de um agente de oxidação gasoso.
2. Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o processo é acionado com comportamento de reação contínuo.
3. Processo de acordo com a reivindicação 1 ou 2, caracterizado pelo fato de se utilizar material de carbono poroso não impregnado como catalisador.
4. Processo de acordo com pelo menos uma das reivindicações -1 a 3, caracterizado pelo fato de se utilizar a SIBUNIT-3 como catalisador.
5. Processo de acordo com pelo menos uma das reivindicações -1 a 4, caracterizado pelo fato de que a conversão de sulfeto perfaz entre 99 e 99,999%, preferivelmente entre 99,5 e 99,99%, com uma seletividade entre 99 e 99,999%, preferivelmente entre 99,5 e 99,99%, em relação ao sulfato.
6. Processo de acordo com pelo menos uma das reivindicações -1 a 5, caracterizado pelo fato de que no caso do sulfeto se trata de um sulfe- to de metal alcalino, preferivelmente de sulfeto de sódio e/ou sulfeto de po- tássio.
7. Processo de acordo com pelo menos uma das reivindicações -1 a 5, caracterizado pelo fato de que no caso do sulfeto se trata de um sulfe- to de metal alcalino-terroso, preferivelmente de magnésio e/ou de sulfeto de cálcio.
8. Processo de acordo com pelo menos uma das reivindicações - 1 a 5, caracterizado pelo fato de que no caso do sulfeto se trata de sulfeto de amônio.
9. Processo de acordo com pelo menos uma das reivindicações - 1 a 5, caracterizado pelo fato de que no caso do sulfeto se trata de um sulfe- to de metal de transição.
10. Processo de acordo com pelo menos uma das reivindicações 1 a 9, caracterizado pelo fato de que a concentração da solução de sulfeto perfaz entre 0,1 e 3 mol/l, preferivelmente entre 0,3 e 2 mol/l, de modo parti- cularmente preferido, entre 0,5 e 1,5 mol/l.
11. Processo de acordo com pelo menos uma das reivindicações 1 a 10, caracterizado pelo fato de que o oxigênio serve como agente de oxi- dação.
12. Processo de acordo com pelo menos uma das reivindicações 1 a 11, caracterizado pelo fato de que o oxigênio é aduzido em estado gaso- so como oxigênio tecnicamente puro.
13. Processo de acordo com pelo menos uma das reivindicações 1 a 11, caracterizado pelo fato de que o oxigênio é aduzido em estado gaso- so na mistura com outros componentes gasosos.
14. Processo de acordo com pelo menos uma das reivindicações 1 a 11 ou 13, caracterizado pelo fato de que o oxigênio é aduzido na forma de ar comprimido.
15. Processo de acordo com pelo menos uma das reivindicações 1 a 14, caracterizado pelo fato de que o oxigênio, em relação ao sulfeto, é utilizado em uma proporção superestequiométrica.
16. Processo de acordo com pelo menos uma das reivindicações 1 a 15, caracterizado pelo fato de que o fator estequiométrico n(02)/n(S2") perfaz entre 1 e 10, preferivelmente entre 1,5 e 8, de modo particularmente preferido entre 2 e 6, de modo muito particularmente preferido, entre 3 e 5.
17. Processo de acordo com pelo menos uma das reivindicações 1 a 16, caracterizado pelo fato de que o oxigênio não consumido é novamen- te aduzido ao processo.
18. Processo de acordo com pelo menos uma das reivindicações 1 a 17, caracterizado pelo fato de que a proporção entre o sulfato removido do processo e do sulfato reconduzido ao reator perfaz entre 1 : 2 e 1 : 20, preferivelmente entre 1 : 5 e 1 : 15, de modo particularmente preferido, entre - 1 : 7e 1 : 12.
19. Processo de acordo com pelo menos uma das reivindicações 1 a 18, caracterizado pelo fato de que a solução de sulfato reconduzida ao reator é conduzida através de um trocador de calor.
20. Processo de acordo com pelo menos uma das reivindicações 1 a 19, caracterizado pelo fato de que a energia térmica obtida no trocador de calor é utilizada para outros processos.
21. Processo de acordo com pelo menos uma das reivindicações 1 a 20, caracterizado pelo fato de que a reação de oxidação é efetuada na faixa de temperatura de 90 a 170°C, preferivelmente na faixa de temperatura de 105 a 155°C, de modo particularmente preferido, na faixa de temperatura de 115 a 145°C.
22. Processo de acordo com pelo menos uma das reivindicações 1 a 21, caracterizado pelo fato de que a temperatura na entrada do reator perfaz entre 90 a 150°C, preferivelmente entre 100 a 140°C, de modo parti- cularmente preferido entre 110 a 130°C.
23. Processo de acordo com pelo menos uma das reivindicações 1 a 22, caracterizado pelo fato de que a temperatura na saída do reator per- faz entre 110 a 170°C, preferivelmente entre 120 a 160°C, de modo particu- larmente preferido entre 130 a 150°C.
24. Processo de acordo com pelo menos uma das reivindicações 1 a 23, caracterizado pelo fato de que a pressão na reação de oxidação per- faz entre 1 e 50 bar, preferivelmente entre 5 e 25 bar, de modo particular- mente preferido entre 12 e 18 bar.
25. Utilização de um processo como definido em pelo menos uma das reivindicações 1 a 24, para a purificação de águas residuais carre- gadas com sulfeto, preferivelmente de água residuais da produção de sulfato de bário ou de papel.
26. Utilização de um processo como definido em pelo menos uma das reivindicações 1 a 24, para a obtenção de sulfato, que é utilizado no processo de produção, preferivelmente na produção de sulfato de bário.
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