"MATERIAIS E SOLUÇÕES ANTIMICROBIANAS PARA DISPOSITIVO DE ACESSO VASCULAR"
ANTECEDENTES DA INVENÇÃO
A apresentação atual refere-se à terapia de infusão com dispositivos de acesso vascular. A terapia de infusão é um dos procedimentos de manutenção da saúde mais co- muns. Os pacientes hospitalizados, tratados em casa, e outros pacientes recebem produtos fluidos, farmacêuticos, e de sangue, através de um dispositivo de acesso vascular inserido no sistema vascular. A terapia de infusão poderá ser utilizada para tratar uma infecção, pro- duzir anestesia ou analgesia, produzir suporte nutritivo, tratar crescimentos cancerosos, manter a pressão do sangue e o ritmo cardíaco, ou vários outros usos clinicamente significa- tivos.
A terapia de infusão é facilitada por intermédio de um dispositivo de acesso vascu- lar. O dispositivo de acesso vascular poderá acessar o sistema vascular periférico ou cen- tral. O dispositivo de acesso vascular poderá ser válido por pouco tempo (dias), a médio prazo (semanas), ou a longo prazo (meses a anos). O dispositivo de acesso vascular poderá ser utilizado para a terapia de infusão contínua ou para a terapia intermitente.
Um dispositivo de acesso vascular comum é um cateter plástico que é inserido na veia do paciente. O comprimento do cateter poderá variar de alguns centímetros para aces- so periférico a vários centímetros para acesso central. O cateter poderá ser inserido transcu- taneamente ou poderá ser implantado cirurgicamente embaixo da pele do paciente. O cate- ter, ou qualquer outro dispositivo de acesso vascular ligado ao mesmo, poderá ter um só lúmen ou lúmens múltiplos para a infusão de vários fluidos simultaneamente.
A extremidade proximal do dispositivo de acesso vascular inclui comumente um a- daptador Luer ao qual outros dispositivos médicos poderão ser ligados. Por exemplo, um dispositivo de administração poderá ser ligado a um dispositivo de acesso vascular em uma extremidade e uma bolsa intravenosa (IV) no outro. O dispositivo de administração é um duto fluido para a infusão contínua de fluidos e produtos farmacêuticos. Comumente, um dispositivo de acesso IV é um dispositivo de acesso vascular que pode ser ligado a outro dispositivo de acesso vascular, fecha ou sela o dispositivo de acesso vascular, e permite a infusão ou injeção intermitente de fluidos e produtos farmacêuticos. Um dispositivo de aces- so IV inclui um receptáculo e um septo para o fechamento do sistema. O septo poderá ser aberto com uma cânula grossa ou um Luer macho de um dispositivo médico.
Complicações associadas com a terapia de infusão poderão provocar morbidez significativa e mesmo mortalidade. Uma complicação significativa é a infecção na corrente sangüínea relacionada com o cateter (CRBSI). Uma estimativa de 250.000 - 400.000 casos de BSIs associados com o cateter venoso central (CVC) ocorrem anualmente nos hospitais americanos. A mortalidade atribuível é de 12% - 25% estimados para cada infecção e um custo para o sistema de tratamento da saúde de US$25.000 - US$56.000 por episódio. A infecção pelo dispositivo de acesso vascular resultando em CRBSIs poderá ser provocada por falha na limpeza regular do dispositivo, uma técnica de inserção não estéril, ou através de patógenos que entram no caminho de escoamento do fluido através de qual- quer das extremidades do caminho subseqüente a inserção do cateter. Estudos demonstra- ram o risco de aumentos de CRBSIs em períodos válidos do cateter. Quando um dispositivo de acesso vascular é contaminado, os patógenos se aderem no dispositivo de acesso vas- cular, formam colônias, e formam um biofilme. O biofilme é resistente a muitos agentes bio- cidas e produz uma fonte renovável para patógenos entrarem na corrente sangüínea de um paciente e provocarem um BSI. Assim sendo, o que é requerido são sistemas, dispositivos, e métodos para a redução do risco de ocorrência de CRBSIs.
BREVE RESUMO DA INVENÇÃO
A invenção atual foi desenvolvida em resposta a problemas e necessidades na arte que ainda não foram inteiramente resolvidas pelos atuais sistemas, dispositivos, e métodos disponíveis de acesso vascular. Assim sendo, estes sistemas, dispositivos, e métodos, são desenvolvidos para a redução do risco e da ocorrência de CRBSIs.
Um dispositivo médico poderá ser um dispositivo de acesso vascular incluindo uma superfície e uma camada do dispositivo que poderá incluir um agente antimicrobiano. A ca- mada do dispositivo poderá ser composta com ou integrada no material do corpo do disposi- tivo de acesso vascular. O corpo do dispositivo de acesso vascular poderá incluir um septo colocado dentro do corpo. O septo poderá incluir uma fenda com uma superfície.
A camada poderá incluir uma solução contendo uma mistura do agente antimicrobi- ano e um óleo lubrificante que reveste a superfície da fenda. Uma segunda camada em con- tato com a camada do dispositivo poderá incluir um óleo lubrificante com um baixo coeficien- te de atrito. A camada poderá incluir um revestimento polimérico com um baixo coeficiente de atrito que reveste a superfície da fenda. Uma segunda camada em contato com a cama- da do dispositivo poderá incluir um revestimento polimérico como um baixo coeficiente de atrito. A camada poderá incluir um isótopo radioativo.
A superfície poderá ser uma superfície de topo do septo que inclui um revestimento polimérico com um baixo coeficiente de atrito que reveste a superfície. Uma segunda cama- da em contato com a camada do dispositivo poderá incluir um revestimento polimérico com um baixo coeficiente de atrito. A camada poderá incluir um silicone fluoretado. A segunda camada poderá estar em contato com a camada do dispositivo e poderá ser solúvel em um primeiro composto de lavagem e resistente a um segundo composto de lavagem, enquanto a camada é solúvel em um segundo composto de lavagem e é resistente ao primeiro com- posto de lavagem.
Um método de deposição de um agente antimicrobiano sobre ou na superfície de um dispositivo médico poderá incluir o fornecimento de um tubo resistente a alta temperatu- ra tendo uma extremidade proximal e uma extremidade distai e incluindo orifícios múltiplos através da sua superfície, produzindo um dispositivo de acesso vascular contendo um septo com uma fenda que forma duas superfícies internas opostas ao longo do seu comprimento, inserindo a extremidade distai do tubo para dentro da fenda de tal forma que os orifícios da extremidade distai fiquem de frente com as duas superfícies internas opostas da fenda, in- troduzindo uma solução de revestimento tendo um agente antimicrobiano na extremidade proximal, e administrando a solução para as duas superfícies internas opostas através dos orifícios da extremidade distai.
O tubo resistente a alta temperatura poderá incluir metal, um polímero, politetrafluo- retileno, e/ou um material com um baixo coeficiente de atrito. A solução poderá ser um sol- vente que é curado sobre as duas superfícies interiores opostas a cerca de 150 ° C durante cerca de 15 minutos.
Um meio para o acesso do sistema vascular de um paciente poderá fornecer meios para reter um patógeno que pode residir dentro do meio para acessar o sistema vascular de um paciente. O meio para reter o patógeno poderá incluir um septo da fenda incluindo um agente antimicrobiano. O agente antimicrobiano poderá ser revestido sobre a superfície do septo e/ou composto, misturado, ou integrado com o material do septo.
Estas e outras características e vantagens da invenção atual poderão ser incorpo- radas em certas realizações da invenção e serão mais completamente aparentes a partir da descrição e que se segue e das reivindicações anexas, ou poderão ser aprendidas pela prá- tica da invenção conforme é apresentado daqui por diante. A invenção atual não requer que todas as características vantajosas e todas as vantagens descritas aqui sejam incorporadas em cada realização da invenção.
BREVE DESCRIÇÃO DAS DIVERSAS VISTAS DOS DESENHOS
A maneira pela qual são obtidas as características e vantagens citadas acima e ou- tras da invenção será rapidamente entendida, será apresentada uma descrição mais especí- fica da invenção descrita resumidamente acima como referência a realizações específicas da mesma que são ilustradas dos desenhos anexos. Estes desenhos detalham somente realizações típicas da invenção e portanto não são considerados como limitando o escopo da invenção.
A figura 1 é uma vista em perspectiva de um sistema extra- vascular ligado ao sis- tema vascular de um paciente.
A figura 2 é uma vista de seção em corte de um septo de silicone contendo um isó- topo radioativo.
A figura 3 é uma vista de seção em corte de um septo contendo revestimentos al- ternados antimicrobianos. A figura 4 é uma vista de perto, uma vista de seção em corte parcial dos revesti- mentos alternados do septo na figura 3.
A figura 5 é uma vista de perto, uma vista de seção em corte parcial dos revesti- mentos alternados da figura 4.
A figura 6 é uma vista de seção em corte de um dispositivo de acesso vascular ten-
do revestimentos antimicrobianos múltiplos sobre a superfície de topo de um septo.
A figura 7 é uma vista de seção em corte de um dispositivo de acesso vascular ten- do revestimentos antimicrobianos múltiplos sobre a superfície interior de um septo.
A figura 8 é uma vista lateral parcial de um tubo tendo orifícios múltiplos em uma extremidade fechada do tubo.
A figura 9 é um diagrama de fluxo ilustrando as etapas para o revestimento da su- perfície de um dispositivo de acesso vascular com um revestimento antimicrobiano.
DESCRIÇÃO DETALHADA DA INVENÇÃO
As realizações atualmente preferidas da invenção atual serão melhor entendidas a- través de referência aos desenhos, onde números de referência semelhantes indicam ele- mentos funcionalmente semelhantes ou idênticos. Será rapidamente entendido que os com- ponentes da invenção atual, conforme descrito e ilustrado genericamente nas figuras aqui, poderia ser arranjado e projetado em uma larga variedade de configurações diferentes. As- sim sendo, a seguinte descrição mais detalhada, conforme representado nas figuras, não se destina a limitar o escopo da invenção conforme reivindicado, mas meramente é representa- tiva das realizações atualmente preferidas da invenção.
Com referência agora à figura 1, um dispositivo de acesso vascular (também referi- do como um dispositivo extra- vascular, dispositivo de acesso intravenoso, conexão de a- cesso, e/ou qualquer dispositivo ligado ou funcionando com um sistema extra-vascular) 10 é utilizado para introduzir uma substância através de um cateter 12 através da pele 14 e para dentro de um vaso de sangue 16 de um paciente 18. O dispositivo de acesso vascular 10 inclui um corpo 20 com um lúmen e um septo colocados dentro do lúmen. O septo 22 tem uma fenda 24 através da qual um dispositivo extra- vascular 26 separado, como uma serin- ga, poderá introduzir uma substância no dispositivo de acesso vascular 10. O dispositivo 10 também inclui uma camada (discutida com referência às figuras
abaixo) incluindo pelo menos um agente antimicrobiano sobre ou dentro de uma superfície do dispositivo 10, um sistema extra-vascular 28, e/ou o septo 22. A camada poderá ser composta ou integrada diretamente no material do corpo do dispositivo de acesso vascular 10, septo 22, e/ou sistema 28. O agente antimicrobiano da camada retém pelo menos um patógeno para reduzir a incidência de infecções na corrente sangüínea em pacientes nos quais é ligado o dispositivo de acesso vascular 10 ou qualquer outro dispositivo em um sis- tema extra-vascular 28. Conforme descrito em toda esta especificação, os patógenos incluem qualquer a- gente que provoque uma doença ou de outra forma afete ou tenha o potencial de afetar um paciente se recebido no sistema vascular daquele paciente, incluindo um patógeno, bacté- ria, parasita, micróbio, biofilme, fungo, vírus, proteína alimentando um patógeno, protozoá- rio, e/ou outros microorganismos perigosos e/ou agentes e produtos dos mesmos. A cama- da retém a atividade patogênica por qualquer um ou por uma combinação das seguintes ações em um patógeno: remoção, deslocamento, inibição de crescimento, atração para um local, repelência de um local, degradação, frustração, morte, prevenção do crescimento ou de proliferação, radiação, e/ou qualquer outro processo ou ação semelhante.
Um patógeno poderá entrar no dispositivo 10 ou sistema 28 por qualquer de vários meios. Por exemplo, um patógeno poderá residir dentro de um dispositivo 10 ou sistema 28 antes da primeira utilização. O patógeno poderá também ser introduzido no dispositivo 10 a partir da superfície externa do dispositivo, a superfície externa de um dispositivo separado 26, e/ou o meio ambiente ao redor
quando uma estrutura como uma ponta 30 do dispositivo separado 26 é inserida no dispositivo 10 através da fenda 24 do septo 22, um patógeno poderá ser introduzido com o fluido que é introduzido no sistema a partir de um dispositivo separado 26. Finalmente, um patógeno poderá ser introduzido a partir de um vaso sangüíneo 16 para dentro do sistema 28 entrando através da extremidade 32 do cateter 12 durante uma extração de sangue ou em um período de refluxo de sangue quando o dispositivo 10 está em uso. A camada pode- rá portanto ser colocada no ou sobre qualquer superfície da entrada, junções, e/ou cami- nhos do fluido do sistema 28 para deter a atividade patogênica, conforme o desejado.
Com referência agora à figura 2, um dispositivo de acesso vascular 10 inclui um septo 22 contido dentro e contra a superfície do corpo 20 do dispositivo de acesso vascular 10. O septo 22 é um exemplo de uma camada sobre a superfície do corpo 20 do dispositivo de acesso vascular 10. O septo 22 inclui um isótopo radioativo misturado dentro do material do septo 22. O material do septo 22 poderá ser formado de um silicone ou de um material com propriedades semelhantes. A mistura de silicone com um isótopo radioativo produzirá um material tendo um núcleo múltiplo instável que se deteriora, emitindo raios alfa, beta, ou gama, até ser alcançada a estabilidade. Durante a deterioração, o material emitirá radiação que é danosa para o patógeno. Assim sendo, qualquer patógeno que se aproxima ou conta- ta a camada descrita com referência à figura 2 será retido. A camada da figura 2 poderá incluir qualquer dos materiais ou soluções descritos em toda esta especificação para reter o patógeno.
Vários óleos lubrificantes antimicrobianos ou outros lubrificantes poderão ser mistu- rados com o silicone do septo 22, conforme descrito da mesma forma com referência à figu- ra 2, para produzir um ambiente antimicrobiano próximo do septo 22. Tal ambiente retém um patógeno quando os óleos ou lubrificantes vazam naturalmente do material do septo 22. Por exemplo, um silicone fluoretado poderá incluir um agente antimicrobiano, por exemplo, tri- closan, clorexidina, dicloridrato, e/ou base de clorexidina. A combinação de silicone fluoreta- do como triclosan poderá formar uma solução clara com a ocorrência de alguma recristali- zação. No entanto, as clorexidina, o dicloridrato e a base de clorexidina misturados com sili- cone fluoretado parece produzir uma emissão estável do lubrificante a partir do material de silicone durante a utilização do septo 22.
Cada um dos três lubrificantes antimicrobianos discutidos imediatamente acima foi colocado em um furador de papel de filtro Whitman nr. 2 e enviado para determinar as zonas nas quais um patógeno é retido ou de outra forma inibido em uma área que circunda imedia- tamente os dois gotejamentos de cada líquido. Estes resultados para vários patógenos ou bactérias são resumidos na tabela 1 abaixo. Os resultados indicam que a combinação de um silicone com um lubrificante antimicrobiano é provável que produza um ambiente capaz de reter um patógeno dentro de um dispositivo de acesso vascular 10. TABELAI
Zonas de inibição (medido em milímetros)
Pseudomonas aeruginosa Staphylococcus aureau Eschericia coli Cândida Albicans Controle com Silicone fluoretado 0 0 0 0 0,5% Triclosan em silicone fluoretado 2 21 21 2 0,5% CHB em silicone fluoretado 3 5 4 5 0,5% CHD em silicone fluoretado 0 1 0,5 0
O lubrificante de silicone, sobre a superfície do septo ou integrado no material do septo, poderá incluir qualquer de uma quantidade de materiais contra a incrustação, tais como óxido de etileno, para evitar que um patógeno como uma bactéria seja aderido na su-
perfície do dispositivo 10. Tais materiais contra incrustação poderão ser aplicados em qual- quer superfície do dispositivo 10. Como os patógenos serão incapazes de adesão em tais superfícies, os patógenos serão incapazes de formar um biofilme perigoso que poderia pos- teriormente provocar doença em um paciente. Com referência agora à figura 3, um dispositivo de acesso vascular 10 inclui pelo menos uma camada formada por um septo 22 tendo revestimentos alternativos 34 de várias substâncias sobre a superfície do septo 22. Cada um dos revestimentos alternativos 34 é solúvel em um composto diferente a ser varrido através da fenda 24 do septo 22 durante o uso do dispositivo 10. Além disso, cada um dos revestimentos alternativos 34 poderá incluir qualquer dos materiais antimicrobianos e/ou soluções descritas nesta especificação, incluin- do os agentes antimicrobianos listados na tabela 2 seguinte. Os agentes descritos na tabela 2 poderão ser aplicados com as várias realizações da invenção atual, individualmente ou em qualquer combinação com qualquer outro agente da tabela 2 para produzir um ambiente ou coquetel patogênico. Vários agentes poderão ser aplicados no coquetel para atrair um pató- geno para entrar em contato com a mistura e posteriormente ser afetado ou morto como resultado dos agentes restantes no coquetel.
TABELA 2
Tecnologia/Companhia Mecanismo antimicrobiano de ação Ingrediente ativo Alexidine Bisbiguanida/antisséptico Alexidine AMERICAL (Merodine Halogeno/antisséptico lodo Produtos farmacêuticos Angiotech Antimicrobiano/Antineoplastico 5-flurouracil Apacidar (SGA) Metais & Sais Prata Arglaes (GiItech) Metais & Sais Prata Arrow Howes CHG e AgSD Bisbiguanida/antisséptico+ antibiótico Clorexidina e sulfadiazina de prata Isenta de bactéria Metais & Sais Prata Bacterin Metal Hidrogel de prata BASF PVP-I Dusted Gloves BD Halogeno/antisséptico lodo Baxter American Edwards Antisséptico e anticoagulante Heparina complexada com cloreto de benzalcônio Cloreto de benzalcônio Amônio quaternário/antisséptico cloreto de benzalcônio Cloreto de benzetônio Amônio quaternário/antisséptico cloreto de benzetônio Bioshield (CATO Resear- ch) Halogeno/antisséptico lodo BisBAL Metal, mercúrio Bismuto e 2,3 dimercapto- propanol ak.adimercaprol, ou anti-lewisita britânico CATO Research (BioshieId) Halogeno/antisséptico lodo Clorexidina (e seus sais) Bisbiguanida/antisséptico Clorexidina Ciprofloxacin TDMAC Complex BD Antibiótico Ciprofloxacin Cooke Antibiótico ligado a TDMAC Qualquer antibiótico Cosmocil Bisbiguanida/antisséptico Cosmocil Ciclodextrina Superfície não aderente Ciclodextrina Daltex Bisbiguanida/antisséptico Clorexidina e sulfadiazina de prata Dicloxacilin TDMAC Complex BD Antibiótico Dicloxacilina E DTA1 EGTA Queladorde cálcio EDTA, EGTA Epiguard (lodo) Halogeno/antisséptico lodo Epitopo liodo) Halogeno/antisséptico lodo ExOxEmis Enzimas oxidativas Mieloperoxidade e Eosinofil peroxidase Complexo de TDMAC Ácido fusidico BD Antibiótico Acido fusidico Gamma A Technologies Anticorpos específicos Anticorpos específicos Giltech Metais & sais Prata Glyzinc Metais & sais Zinco Gold Metais & sais Ouro Healthshield Metais & sais Cloreto de heparina- benzalcônio Antimicrobiano/antirombogenico Brometo de hexila Metais & sais Brometo de hexila Implemed (Ag/Pt) Metais & sais Prata/platina Intelligent Biocides Metais & sais Prata lodo Halogeno/antisséptico lodo Tintura de iodo Halogeno/antisséptico lodo Irgasan Fenólico/antisséptico Triclosan Johnson-Matthey Metal Prata Kinetic Concepts Metais & sais Prata Luther Medicai Antibiótico Polymyxin B Lysozyme Antibiótico enzimático Mediflex Clorexidina Tintura de Gluconato Bisbiguanida/antisséptico Clorexidina/isopropanol Merodine Halogeno/antisséptico lodo Mieroban Polímero antisséptico Triclosan Mierobia Antibiótico Polipeptídeos naturais Mierofre Metais & sais Minoeyeline Rifampin Antibiótico Minocycline Rifampin MinoeyeIine-EDTA Antibiótico MinocycIine-EDTA Morton Bloom Cidal Lipids Ácidos graxos livres Novaeal Neutrophil Cidal Factors Enzimas oxidativas Oetenidine Bisbiguanida/antisséptico Octenidine Oligon Ag/Pt implementa- dos) Metais & sais Prata/platina Olin Chemicals Metais & sais Zinco Omacide Metais & sais Zinco Omni Medicai Anticorpos heterologos Anticorpos Ortofenil fenol (LysoI) Fenólico/antisséptico Ortofenil fenol Fósforo Polímero antimicrobiano Fósforo Polymyxin B (Luther) Antibiótico PVP-I (lodo) Halogeno/antisséptico lodo Quorem Sciences Sinalização de célula Peptídeos Rifampin Antibiótico Rifampin Sangi Group America Metais & sais Prata SGA Metais & sais Prata Cloreto de prata Metais & sais Prata Nitrato de prata Metais & sais Prata Oxido de prata Metais & sais Prata Prata paládio Metais & sais Prata Spi-Argent Metais & sais Prata Spire Metais & sais Prata Surfacine Metais & sais Prata TCC (TricIocarban) Fenólico/antisséptico Triclocarban TCS (TricIosan) Fenólico/antisséptico Triclosan TDMAC Antibióticos Cephazolin, Cipro., Clin- damycin, Dicloxacillin, áci- do fusidico, Oxacillin, Ri- fampin Triclocarban Fenólico/antisséptico Triclocarban Triclosan Fenólico/antisséptico Triclosan Vancomycin Antibiótico Vancomycin Vancomyein-Heparin Antibiótico Vancomycin-Heparin Vibax Fenólico/antisséptico Triclosan Vitaphore CHG coating Bisbiguanida/antisséptico Clorexidina Vitaphore Silver Cuff Metal & sais Prata Zinco Metal & sais Zinco Zine Omadine Metal & sais Zinco
Com referência agora à figura 4, é mostrada uma vista de perto, uma vista de seção em corte parcial dos revestimentos alternativos 34 da figura 3. Os revestimentos alternativos 34 incluem uma camada 36 que reside sobre a superfície do septo 22. A camada 36 incluiu um agente antimicrobiano e é solúvel em um composto A de varredura e é resistente a um composto B. Uma segunda camada 38 em contato com a camada 36 é resistente ao com- posto A e é solúvel ao composto B de varredura. Uma camada adicional 36 reside na se- gunda camada 38 e uma segunda camada adicional 38 reside na camada adicional 36.
Qualquer composto poderá ser utilizado para varrer ou de outra forma dissolver as camadas e as camadas adicionais 36 e 38 da superfície do septo 22. Por exemplo, uma solução salina (como por exemplo), o composto A com freqüência é introduzida através da fenda 24 de um septo 22 para limpar o dispositivo 10. Depois que o dispositivo 10 é limpo, um fármaco (por exemplo, o composto B) poderá então ser introduzido através da fenda 24 do septo 22 para tratar um paciente.
Com referência agora à figura 5, é mostrado o revestimento alternativo 34 da figura 4 e será descrito com referência a um exemplo de um método para a dissolução do revesti- mento alternativo 34. Em uso, as várias camadas de revestimentos alternativos 34 serão removidas como resultado da varredura de vários compostos através da fenda 24 do septo 22. Por exemplo, um operador poderá introduzir ou varrer um medicamento B através da segunda camada adicional 38, identificada como camada 1 na figura 5, fazendo com que a segunda camada adicional 38 se dissolva quando a medicação entra em contato com a se- gunda camada adicional 38. No entanto, como a camada adicional adjacente 36, identificada como a camada 2 na figura 5, é resistente ao composto B de varredura, i.e., a medicação, a camada adicional 36 não se dissolverá. A camada 1 poderá ou não incluir um agente antimi- crobiano. A camada 2, no entanto, de preferência, incluirá um agente antimicrobiano que é liberado quando o dispositivo 10 é limpo quando a solução salina é introduzida no dispositi- vo, fazendo com que a camada 2 se dissolva. Como a camada 2 é solúvel na solução sali- na, a camada 2 se dissolverá. No entanto, como a segunda camada 38, também identificada como camada 3 na figura 5, não é solúvel na solução salina, a camada 3 resistirá à solução salina e permanecerá até que um operador tenha completado a varredura do dispositivo 10 com a solução salina. Como a camada 2 inclui um agente antimicrobiano, o agente antimi- crobiano será misturado com a solução salina durante a varredura do dispositivo, e irá con- ter qualquer patógeno que entre em contato com o agente antimicrobiano dentro do disposi- tivo 10 durante a varredura.
Um operador poderá então reutilizar o dispositivo 10 através da introdução de uma medicação na qual a camada 3 é solúvel. O operador poderá então posteriormente introdu- zir a solução salina na qual a camada 36, adjacente diretamente ao septo 22 e identificada como camada 4 na figura 5, é solúvel. O método, ou qualquer variação do mesmo, descrito com referência à figura 5 acima poderá ser utilizado com tantos revestimentos alternativos de duas ou mais camadas com solubilidade variada e/ou resistência a uma variedade de compostos de varredura quanto desejado por um operador.
Os revestimentos alternativos 34 da invenção atual, conforme descrito acima, pode- rão ser aplicados a uma variedade de realizações. As seguintes realizações ilustram várias alternativas das realizações descritas com referência às figuras 3 a 5 acima.
Com referência agora à figura 6, um dispositivo de acesso vascular 10 inclui vários revestimentos antimicrobianos sobre a superfície de topo do septo 22 do dispositivo de a- cesso vascular 10. O revestimento antimicrobiano inclui uma camada de topo 40, uma ca- mada intermediária 42, e uma camada de fundo 44. Qualquer quantidade de camadas pode- rá ser colocada sobre a superfície de topo do septo 22. O septo 22 é formado de um materi- al elastomérico como silicone.
O revestimento antimicrobiano poderá ser formado de vários materiais e soluções e poderá incluir qualquer dos agentes antimicrobianos discutidos em toda esta especificação. Por exemplo, uma camada do revestimento antimicrobiano é um revestimento polimérico com um baixo coeficiente de atrito, de preferência, um revestimento de silicone com baixo coeficiente que é um solvente ou um não solvente. O revestimento poderá também ser for- mado por uma mistura de um revestimento de silicone com baixo coeficiente com um agente antimicrobiano com mais ou igual a 5% em peso. O revestimento deve ser maior do que ou igual a 0,2 mícrons de espessura, de preferência, será maior do que ou igual a 0,5 mícrons de espessura, e mais de preferência, será entre 0,5 e 5,0 mícrons de espessura.
Poderá ser utilizada uma quantidade de várias configurações de revestimento, uma das quais é mostrada na figura 6. Por exemplo, um revestimento antimicrobiano poderá in- cluir uma só camada ou camadas múltiplas de uma mistura de revestimento de silicone com baixo coeficiente com agentes antimicrobianos com mais de ou igual a 5% em peso. Como outro exemplo, a camada de fundo 44 poderá ser um revestimento polimérico com um baixo coeficiente de atrito e a camada de topo 40 poderá ser uma mistura de silicone como baixo coeficiente de um agente antimicrobiano. Ainda como outro exemplo, a camada de fundo 44 poderá ser uma mistura de revestimento de silicone com baixo coeficiente com agentes an- timicrobianos, e a camada de topo 40 poderá ser um revestimento polimérico com baixo coeficiente. Ainda como outro exemplo, a camada de topo 40 e a camada de fundo 44 são formadas de um revestimento polimérico com baixo coeficiente, e a camada do meio 42 é formada com um revestimento de silicone de baixo coeficiente com agentes antimicrobianos.
Qualquer camada de revestimento ou antimicrobiana discutida aqui poderá ser apli- cada no septo 22 utilizando-se vários métodos. Por exemplo, o revestimento pode ser reves- tido por aspersão, revestido por escovamento, revestido por rolos, ou revestido com qual- quer método convencional de revestimento. Depois que o revestimento é aplicado no septo 22 ou em qualquer outra camada, o revestimento poderá ser curado em torno de 150 ° C durante 15 minutos. Qualquer quantidade de revestimentos adicionais ou de camadas anti- microbianas poderá então ser aplicada no revestimento curado.
Com referência agora à figura 7, um dispositivo de acesso vascular 10 inclui reves- timentos ou camadas antimicrobianas múltiplas localizadas sobre a superfície da fenda 24 de um septo 22. As camadas antimicrobianas incluem uma camada interna 46, uma camada intermediária 48, e uma camada externa 50 situada sobre a superfície do septo 22. O septo 22, de preferência, é formado de um elastômero, como silicone.
Os revestimentos 46, 48, e 50, poderão ser formados de vários materiais e solu- ções. Por exemplo, qualquer dos revestimentos poderá ser formado de um revestimento polimérico de baixo coeficiente, de preferência, um revestimento de silicone de baixo coefi- ciente que é um solvente ou um não solvente. Qualquer dos revestimentos, alternativamente ou adicionalmente, poderá ser uma mistura de revestimento de silicone com baixo coeficien- te com um agente antimicrobiano ou agentes com mais de ou igual a 5% em peso. As várias camadas antimicrobianas poderão incluir uma só ou camadas múltiplas de uma mistura de revestimento de silicone de baixo coeficiente com agentes antimicrobianos. As camadas antimicrobianas poderão também incluir uma camada interna 46 que é um revestimento po- limérico de baixo coeficiente e uma camada externa 50 que é uma mistura de revestimento de silicone com baixo coeficiente com agentes antimicrobianos. As camadas antimicrobia- nas poderão também incluir uma camada interna 46 que é uma mistura de silicone com bai- xo coeficiente com agentes antimicrobianos, e uma camada externa 50 que é um revesti- mento polimérico de baixo coeficiente. As camadas antimicrobianas poderão também incluir uma camada interna 46 e uma camada externa 50 que são camadas poliméricas de baixo coeficiente, e uma camada intermediária 48 que é uma mistura de revestimento de silicone com baixo coeficiente com agentes anti- microbianos.
Os vários revestimentos ou camadas antimicrobianos devem ter mais de ou igual a 0,2 mícrons de espessura, de preferência têm mais de ou igual a 0,5 mícrons de espessura, e mais de preferência, têm entre 0,5 mícrons a 5,0 mícrons de espessura. Cada um dos re- vestimentos poderá ser curado em torno de 150 ° C durante 15 minutos e cada um dos re- vestimentos poderá incluir qualquer quantidade ou uma combinação de um só ou de agen- tes microbianos múltiplos, incluindo os agentes antimicrobianos discutidos em toda esta es- pecificação.
Com referência agora à figura 8, um tubo 52 tendo orifícios múltiplos 54 em uma ex- tremidade do tubo 52 poderá ser utilizado para aplicar o revestimento antimicrobiano na su- perfície interna da fenda 24 do dispositivo 10 da figura 7. O tubo 52, de preferência, é um tubo resistente a alta temperatura que foi perfurado ou foi formado de outra forma para ter orifícios 54 na extremidade fechada do tubo. A localização dos orifícios 54 deve correspon- der à superfície interna da fenda 24 do septo 22. O tubo 52 poderá então ser inserido na fenda 54, e um revestimento antimicrobiano fluido poderá ser introduzido no tubo 52, trans- ferido através dos orifícios 54, e aplicado na superfície da fenda 24.
Com referência agora à figura 9, é descrito um método de aplicação pelo menos de um revestimento antimicrobiano na superfície interna de uma fenda 24. Um tubo resistente a alta temperatura 52 é perfurado com orifícios 54 na extremidade do tubo fechado na etapa 56. O tubo 52 é então inserido dentro da fenda 24 de um septo 22 na etapa 58. O tubo resis- tente a alta temperatura pode ser feito de um metal, polímero, ou material semelhante, e, de preferência, é fabricado a partir de politetrafluoretileno e/ou outro material de baixo coefici- ente diferente de silicone. O tubo 52 é então alinhado com a ferramenta 24 de tal forma que os orifícios 54 do tubo 52 estão em contato com a superfície da fenda 24 na etapa 60. A solução de revestimento (solvente ou não- solvente) é introduzida a partir da extremidade aberta do topo do tubo 52, através dos orifícios 54 do tubo 52, e contra a superfície interna da fenda 24 na etapa 62. A solução de revestimento é então curada a 150 ° C durante 15 minutos na etapa 64. Depois da cura da solução de revestimento, o tubo 52 é retirado da fenda 24 na etapa 66. O método acima poderá ser repetido ou modificado conforme seja necessário para a aplicação de vários e múltiplos revestimentos antimicrobianos na fenda 24 do dispositivo 10.
As realizações descritas com referência às figuras 2 a 9 poderão ser alteradas co- mo se segue para produzirem um revestimento de óleo lubrificante antimicrobiano sobre a superfície do septo 22. Nesta realização, o revestimento é um óleo lubrificante de baixo coe- ficiente que poderá ser óleo de silicone, como polidimetil siloxano ou polifenil siloxano, ou poderá ser um copolímero de óleo de fluorsilicone com um teor de flúor de 5% a 100%. A viscosidade do óleo lubrificante deve ser maior do que ou igual a 300 cps, e de preferência, é maior do que ou igual a 900 cps. O revestimento de óleo lubrificante é uma mistura de um óleo lubrificante e pelo menos um agente antimicrobiano. O revestimento de óleo lubrificante deve ser maior do que ou igual a 0,10 mg por 0,084 polegadas quadradas, de preferência, maior do que ou igual a 0,40 mg por 0,084 polegadas quadradas, e mais de preferência, maior do que ou igual a 0,60 mg por 0,084 polegadas quadradas. O revestimento de óleo lubrificante poderá ser aplicado a uma ou mais camadas da
invenção atual conforme discutido acima. Por exemplo, um revestimento de óleo lubrificante poderá ser uma só ou camadas múltiplas de uma mistura de óleo lubrificante com pelo me- nos um agente antimicrobiano. As camadas poderão também ser arrumadas para incluírem pelo menos uma camada interna 46 de um óleo lubrificante de baixo coeficiente e pelo me- nos uma camada externa 50 que é uma mistura de óleo lubrificante e pelo menos um agente antimicrobiano. Alternativamente, as camadas poderão ser arranjadas para incluírem pelo menos uma camada interna 46 que é uma mistura de óleo lubrificante e pelo menos um a- gente antimicrobiano, e pelo menos uma camada externa 50 que é um óleo lubrificante de baixo coeficiente. Alternativamente, as camadas poderão ser arranjadas para incluírem pelo menos uma camada interna 46 e uma camada externa 50 que é um óleo lubrificante de bai- xo coeficiente, e pelo menos uma camada intermediária 48 que é uma mistura de um óleo lubrificante e pelo menos um agente antimicrobiano.
Um método para a aplicação de um revestimento antimicrobiano discutido imedia- tamente acima poderá ser semelhante ao método da figura 9. No entanto, depois que a so- lução de revestimento de óleo lubrificante é introduzida através do tubo na etapa 62, o tubo 52 é girado dentro da fenda 24 para assegurar a distribuição uniforme do revestimento den- tro da fenda 24. Desta forma, as duas superfícies opostas da fenda 24 são revestidas com um óleo lubrificante antimicrobiano ou outra solução de revestimento antimicrobiano, consis- tente com as realizações descritas aqui. A invenção atual poderá ser incluída em outras formas específicas sem se afastar
das suas estruturas, métodos, ou outras características essenciais conforme descrito am- plamente e reivindicado aqui posteriormente. As realizações descritas devem ser considera- das, em todos os aspectos, somente como ilustrativas, e não restritivas. O escopo da inven- ção, portanto, é indicado pelas reivindicações anexas, ao invés de ser pela descrição anteri- or. Todas as alterações que se enquadram dentro do significado e faixa de equivalência das reivindicações devem ser incorporadas dentro do seu escopo.