Relatorio Descritivo da Patente de Invengao para "DERIVADOS DE CITOQUINA". CAMPO TECNICO
A presente inver^ao refere-se a derivados de citoquinas conten- do atividades anti-HIV, anti-inflamatorias ou outras atividades. ANTECEDENTES DA INVENCAO
Nao e conhecido nenhum farmaco capaz de curar infecgoes do virus da imunodeficiencia humana (HIV) e da sindrome de imunodeficiencia adquirida (AIDS). Ate a presente data, nenhuma vacina capaz de evitar a infecgao por HIV parece estar ao alcance.
Infecgoes por HIV existentes hoje em dia podem, em muitos ca- sos, ser controladas por terapia antirretroviral altamente ativa que envolve uma combinagao de tres ou mais farmacos retrovirais. Entretanto, a ocorren- cia de cepas de HIV resistentes aos farmacos de classe Cinica, dupla ou tri- pla esta em constante crescimento sob pressao seletiva de inibidores de transcriptase reversa e protease (RTIs e Pis) atualmente empregados em HAART.
Nao ha, portanto, uma necessidade urgente de novos tipos de farmacos anti-HIV. De preferencia, tais novos farmacos teriam como objetivo aspectos do virus que sao menos vulneraveis ao desenvolvimento da resis- tencia do que processos de transcrigao reversa e maturagao viral objetiva- dos pelos RTIs e Pls mencionados acima. Na ausencia de uma vacina de HIV, alem disso, ha uma necessidade de agentes que sejam capazes de evitar a transmissao de HIV durante contato sexual.
Esta necessidade poderia potencialmente ser satisfeita por a- gentes que inibem a entrada de HIV nas celulas alvo, isto e, agentes da classe dos "inibidores de entrada" (El). Tais agentes poderiam, por exemplo, estar localizados, e serem aplicados topicamente aos orgaos genitais huma- nos para evitar a infecgao de celulas por HIV durante contato sexual. Agen- tes que podem evitar a transmissao de HIV durante ο contato sexual sao comumente referidos (apesar de inapropriadamente) como "microbicidas".
A entrada de HIV nas celulas alvo humanas depende da Iigagao do virion HIV a superficie eeluIar da proteina humana CD4 e de um denomi- nado correceptor. Correceptores principals usados por HIV incluem os sete receptores Iigados a transmembranas da proteina G CXCR4 e CCR5. Verifi- cou-se que Iigantes de quimiocina naturais de CCR5, em particular RANTES (CCR5), inibem a entrada de cepas de HIV R5-t_cas (cepas de HIV que usam CCR5 como um correceptor) nas celulas humanas [0]. RANTES e uma citoquina pro-inflamatoria que e conhecida por promover a acumulagao e ativa^ao celular em doengas inflamatorias cronicas.
Certos derivados de RANTES com modificagdes na terminagao N mostraram atividade anti-HIV, por exemplo, AOP-RANTES, a aminooxi- pentano oxima de [glioxilil]1RANTES(2-68) [0] onde "(2-68)" denota residuos 2 ate 68 do peptideo RANTES que ocorre naturalmente. Outros derivados RANTES quimicamente modificados com atividade anti-HIV incluem NNY- RANTES (n-ndnanoil-RANTES(2-68) [O, 0]) e PSC-RANTES [0], Entretanto, derivados de RANTES quimicamente modificados
mencionados acima nao somente inibem a entrada de HIV nas celulas, mas tambem sao agonistas relativamente fortes de CCR5: AOP- RANTES, NNY- RANTES e PSC-RANTES elicitam uma cascata sinalizadora pro-inflamatoria envolvendo influx。citossolico de calcio. O uso de agentes com uma tal ativi- dade sinalizadora como farmacos anti-HIV poderia Ievar a efeitos colaterais indesejados envolvendo, por exemplo, inflamagao. A indugao da inflamagao e um efeito colateral altamente indesejado para agentes anti-HIV profilaticos, ja que foi reconhecido que ο risco de infec?§o por HIV pode de fato ser au- mentado em tecidos inflamados. Agentes tais como derivados de RANTES tambem induzem a
sinalizagao em celulas aIvo devido a faIta de seletividade ou especificidade do agente para CCR5, isto e, visto que ο agente se Iiga tambem as proteinas do receptor CCR1 e CCR3.
Uma desvantagem de polipeptideos quimicamente modificados e que eles nao somente podem ser preparados por meios biotecnologicos diretos (expressao e fermentagao). Derivados anti-HIV RANTES totalmente
codificados, isto e, derivados consistindo somente de aminoacidos natural- mente codificados tambem foram reportados [O, 0]. Entretanto, a potencia anti-HIV de todos os derivados de RANTES inicialmente indicados, totalmen- te codificados, foi menor do que aquele da variante de PSC-RANTES [0] quimicamente modificada.
DESCRICAO DA INVENCAO MOLECULAS DA INVENCAO
Agentes de peptideos totalmente codificados com elevada po- tencia anti-HIV foram identificados agora. Esses agentes de peptideos po- dem ser facilmente preparados por metodos biotecnologicos padrao, evitan- do ο dispendio e esforgos requisitados para sintese ou modificagao quimi- cas. Inesperadamente, verificou-se que, em modos de execugao preferidos, os agentes de peptideos da presente invengao combinam uma alta potencia anti-HIV com uma capacidade para elicitar somente um baixo grau de sinali- zagao pro-inflamatoria, evitando assim efeitos colaterais. Em outros modos de realizagao, os agentes da invengao Ievam
a internalizagao de CCR5 para dentro da celula (seqCiestro de receptor, re- gulagao negativa ou modulagao negativa). Este surpreendente mecanismo de agao e vantajoso, visto que (i) uma protegao de duragao comparativa- mente Ionga pode ser obtida atraves de uma dose Cinica do farmaco, e (ii) cepas de HIV R5 tropicas resistentes sao menos capazes de evoluir se ne- nhum CCR5 nem sua forma Iigada ao farmaco sao acessiveis na superficie da celula aIvo para interagao com ο virus.
Agentes de peptideos particularmente preferidos combinam de alta potencia anti-HIV com ambos uma alta atividade seqtiestrante de recep- tor e uma baixa atividade sinalizadora. Outros agentes de peptideos preferi- dos da invengao combinam pelo menos uma propriedade desejavel selecio- nada do grupo que consiste em uma alta potencia anti-HIV, atividade de se- qCiestro de receptor e atividade de baixa sinalizagao com receptor de alta seletividade, isto e, Iigagao preferida a CCR5 ao inves de CCR1 e/ou CCR3. Os agentes de peptideos da inverigao compreendem uma se-
qijencia de assinatura compreendendo QGP[P ou L], isto e, a quarta posigao
da sequencia de assinatura tanto pode ser P ou L. De preferencia a seqtien- cia de assinatura esta Iocalizada proximo a terminagao N do polipeptideo. De preferencia, a seqQencia de assinatura esta Iocalizada tal que ο inicio da seqdencia de assinatura situa-se dentro de 15 residuos da termina^ao N do polipeptideo, mais preferentemente dentro de 12, 10, 8, 6, 5, 4, 3, 2, 1 resi- duos da terminagao N. Aqui, a expressao "o inicio da seqCiencia de assinatu- ra" refere-se a terminagao N da seqCiencia de assinatura. A seqCiencia de assinatura tambem pode estar Iocalizada no extremo da terminagao N do polipeptideo, isto e, a terminagao N do polipeptideo como um todo e a se- qijencia de assinatura podem coincidir. Portanto, a invengao refere-se a um polipeptideo compreenden-
do uma porgao N terminal e a porgao C terminal, onde a referida por^ao N- terminal compreende a seqCiencia de assinatura QGP[P ou L], e a seqCiencia de aminoacido da referida porgao C terminal e pelo menos 70% identica a SEQ ID NO: 1. De preferencia, a referida assinatura e
QGP[P ou L][L ou G ou S ou M][M ou D ou S ou Q ou G], ou em um outro modo de execugao preferido, QGP[P ou L][L ou G][M ou D ou S],
Mais preferentemente, a referida seqCiencia de assinatura e QGP[P ou L][L ou G ou S ou M][M ou D ou S ou Q ou G]XX[Q ou G ou L ou A ou T ou S]X, ou em um outro modo de execugao preferido, QGP[P ou L][L ou G][M ou D ou S]XX[Q ou L]X, onde X denota qualquer a- minoacido natural ou modificado.
Mais preferentemente, a referida seqQencia de assinatura e QGP[P ou L] LM ou QGPPG[D ou S],
Mais preferentemente, a referida seqiiencia de assinatura e QGPPLM ou QGPPGD.
Em um modo de execugao, a referida seqiiencia de assinatura e QGP[P ou L][L ou M][M ou Q][A ou W ou G ou Q ou N]X[Q ou G ou L][S ou V ou T ou G], ou em processos de execugao ainda mais preferidos
QGP[P ou L][L ou M][M ou Q][A ou W ou G ou Q ou N][L ou T ou M ou S ou
G ou Q ou R ou Y][Q ou G ou L][S ou V ou T ou G], ou QGP[P ou L]LM[A ou W][L ou T ou M][[Q ou G][S ou V ou T ou G].
De preferencia, a referida seqQencia de assinatura e QGPPLM[A ou W][L ou T ou M][[Q ou G][S ou V ou T ou G].
Em um outro modo de execugao, a referida seqCiencia de assi-
natura e
QGP[P ou L][L ou G ou S][D ou S ou G ou Q] XX[L ou A ou T ou Q][W ou A ou V], ou em processos de execu^ao ainda mais preferidos QGP[P ou L][L ou G ou S][D ou S ou G ou Q][T ou I ou S ou W ou Q][V ou L ou A ou S ou G][L ou A ou T ou Q][W ou A ou V], ou QGPPGfD ou S][T ou l]VL[W ou A],
De preferencia, a referida seqiiencia de assinatura e QGPPGD[T ou l]VL[W ou A],
Em um outro modo de execugao, a referida sequencia de assi- natura e
QGPP[G ou L][M ou Q]XX[Q ou S][S ou V], ou em processos de execugao ainda mais preferidos
QGPP[G ou L][M ou Q][S ou G ou W ou A ou T][L ou F ou T ou S ou G ou Y][Q ou S][S ou V], ou QGPPLM[S ou G][L ou F ou T]Q[S ou V], De acordo com modos de execugao preferidos, ο polipeptideo
da presente invenpao compreende uma seqijencia de assinatura seleciona- da do grupo QGPPLMALQS, QGPPLMWMQV, QGPPLMWLQV, QGP- PLMWTQS, QGPPLMWLQT, QGPPLMWTQV, QGPPLMWMQS, QGPPL- MATQS, QGPPLMWLQS, QGPPLMALQV, QGPPLMWLGG, QGPPLM- WRGS1 QGPLLMWLQV, QGPPLMQTTP, QGPPLSWLQV, QGPPLSWLQS, QGPPGQWSQV, QGPPMMAGLS, QGPPLSWQQS, QGPPGMWSQS, QGPPLQWRQS, QGPPLMGTQS, QGPPLMQLQV, QGPPLSWSQV, QGPPMSWSQS, QGPPLMNLQV, QGPPMSAYQV e QGPPMQGGLS.
De acordo com outros modos de execugao preferidos, ο polipep- tideo da presente invengao compreende uma seqijencia de assinatura sele- cionada do grupo QGPPGDTVLW, QGPPGDIVLA, QGPPGSYDYS, QGPPGDGGSV, QGPLSGQSTP, QGPPGDWLQV, QGPPLMSLAV, QGP- 5
10
15
20
25
30
PLMSLTV, QGPLSGWAQV, QGPLSQSSQV, QGPLSSQSQV e QG- PLGQQGQV.
De acordo com outros modos de execugao preferidos, ο polipep- tideo da presente invengao compreende uma seqiiencia de assinatura sele- cionada do grupo QGPPLMSFQS, QGPPLMSTQS, QGPPLMSLQV, QGP- PLMGLQV, QGPLSGWLQV, QGPPLQWFQV, QGPPLQWTQV, QGPPL- MALSV, QGPPLMWSQV, QGPPGQWGQV, QGPPGSWSQV, QGP- PLMSSQS, QGPPLMGLSV, QGPPLMTLQV e QGPPGQWYQS.
De acordo com outros modos de execugao preferidos, ο polipep- tideo da presente invengao compreende uma seqiiencia de assinatura sele- cionada do grupo QGPPLMSVLA, QGPPGSWSSV, QGPPLGSMGP, QGP- PLQWMQA, QGPPLQWMQV, QGPPLMSTQV, QGPPLMSLSV, QGPPLMS- LQS1 QGPPLMSLQA, QGPPLMSVQS, QGPPLMSAQS, QGPPLMSGQS e QGPPLMSGQV.
Em um outro modo de execugao, a referida por^ao N-terminal consiste em nao mais do que 15 aminoacidos, de preferencia nao mais do que 14, 13, 12, 11, 10 aminoacidos. De acordo com um modo de execugao preferido, a referida porgao N-terminal consiste em 10 aminoacidos.
De acordo com um modo de execugao, a terminagao N da por- gao C-terminal se justapoe diretamente a terminagao C da porgao N- terminal, isto e, a porgao N-terminal e a porgao C-terminal estao diretamente unidas.
Em um outro modo de execugao, a referida porgao C terminal da cadeia de polipeptideo e identica a SEQ ID NO: 1.
Em um outro modo de execugao, a seqiiencia de assinatura esta Iocalizada na terminagao N extrema.
Modos de execugao preferidos das seqijencias de assinatura dos derivados RANTES da presente invengao sao indicados na Tabela 1: SEQ ID NO Seqiiencia de Assinatura
SEQ ID NO SEQ ID NO SEQ ID NO
2 QGPPLMALQS
3 QGPPLMWMQV
4 QGPPLMWLQV continuapao SEQ ID NO Seqtiencia de Assinatura SEQ ID NO: 5 QGPPLMWTQS SEQ ID NO: 6 QGPPLMWLQT SEQ ID NO: 7 QGPPLMWTQV SEQ ID NO: 8 QGPPLMWMQS SEQ ID NO: 9 QGPPLMATQS SEQ ID NO: 10 QGPPLMWLQS SEQ ID NO: 11 QGPPLMALQV SEQ ID NO: 12 QGPPLMWLGG SEQ ID NO: 13 QGPPLMWRGS SEQ ID NO: 14 QGPLLMWLQV SEQ ID NO: 15 QGPPLMQTTP SEQ ID NO: 16 QGPPGDTVLW SEQ ID NO: 17 QGPPGDIVLA SEQ ID NO: 18 QGPPGSYDYS SEQ ID NO: 19 QGPPGDGGSV SEQ ID NO: 20 QGPLSGQSTP SEQ ID NO: 21 QGPPGDWLQV SEQ ID NO: 22 QGPPLMSFQS SEQ ID NO: 23 QGPPLMSTQS SEQ ID NO: 24 QGPPLMSLQV SEQ ID NO: 25 QGPPLMGLQV SEQ ID NO: 26 QGPLSGWLQV SEQ ID NO: 27 QGPPLMSVLA SEQ ID NO: 28 QGPPGSWSSV SEQ ID NO: 29 QGPPLGSMGP SEQ ID NO: 30 QGPPLSWLQV SEQ ID NO: 31 QGPPLSWLQS SEQ ID NO: 32 QGPPGQWSQV SEQ ID NO: 33 QGPPMMAGLS SEQ ID NO: 34 QGPPLSWQQS continua^ao SEQ ID NO Sequencia de Assinatura SEQ ID NO: 35 QGPPGMWSQS SEQ ID NO: 36 QGPPLQWRQS SEQ ID NO: 37 QGPPLMGTQS SEQ ID NO: 38 QGPPLMQLQV SEQ ID NO: 39 QGPPLSWSQV SEQ ID NO: 40 QGPPMSWSQS SEQ ID NO: 41 QGPPLMNLQV SEQ ID NO: 42 QGPPMSAYQV SEQ ID NO: 43 QGPPMQGGLS SEQ ID NO: 44 QGPPLMSLAV SEQ ID NO: 45 QGPPLMSLTV SEQ ID NO: 46 QGPLSGWAQV SEQ ID NO: 47 QGPLSQSSQV SEQ ID NO: 48 QGPLSSQSQV SEQ ID NO: 49 QGPLGQQGQV SEQ ID NO: 50 QGPPLQWFQV SEQ ID NO: 51 QGPPLQWTQV SEQ ID NO: 52 QGPPLMALSV SEQ ID NO: 53 QGPPLMWSQV SEQ ID NO: 54 QGPPGQWGQV SEQ ID NO: 55 QGPPGSWSQV SEQ ID NO: 56 QGPPLMSSQS SEQ ID NO: 57 QGPPLMGLSV SEQ ID NO: 58 QGPPLMTLQV SEQ ID NO: 59 QGPPGQWYQS SEQ ID NO: 60 QGPPLQWMQA SEQ ID NO: 61 QGPPLQWMQV SEQ ID NO: 62 QGPPLMSTQV SEQ ID NO: 63 QGPPLMSLSV
SEQ
ID NO:
64
QGPPLMSLQS continuagao SEQ ID NO Seqiiencia de Assinatura SEQ ID NO: 65 QGPPLMSLQA SEQ ID NO: 66 QGPPLMSVQS SEQ ID NO: 67 QGPPLMSAQS SEQ ID NO: 68 QGPPLMSGQS SEQ ID NO: 69 QGPPLMSGQV
A presente invengao fornece os agentes de peptideos conforme descrito acima e, alem disso, acidos nucleicos que codificam os referidos agentes de peptideos. Os referidos acidos nucleicos podem ser referidos como "acidos nucleicos de acordo com a presente invengao". A seguir, ο termo "agente" abrange ambos os agentes de peptideos da presente inven- gao e os acidos nucleicos que codificam os referidos agentes de peptideos. O versado saberia como projetar ou identificar acidos nucleicos que cod ifi- cam os referidos agentes de peptideos de acordo com ο codigo genetico.
A presente invengao descreve portanto acidos nucleicos com- preendendo um ou mais segmentos que codificam um ou mais agentes de peptideos de acordo com a presente invengao. O referido acido nucleico po- de ser RNA ou DNA. Os referidos acidos nucleicos podem, alem disso, ser um vetor, isto e, acidos nucleicos que codificam os peptideos da presente invengao podem ser incorporados dentro de um vetor. Acidos nucleicos que codificam os peptideos da presente invengao podem, alem disso, ser incor- porados em um virus. A invengao, portanto, tambem fornece um virus que contem, dentro de seu genoma, a abrangencia de um ou mais segmentos que codificam um ou mais agentes de peptideos de acordo com a presente invengao.
De preferencia, os agentes de peptideos da presente invengao sao inibidores altamente potentes contra a entrada de HIV nas celulas, isto e, apresentam uma aIta potencia anti-HIV. De acordo com a presente inven- gao, as expressoes "alta potencia anti-HIV", "alta potencia" ou "altamente potente" sao empregadas com referencia aos agentes ou agentes de pepti-
deos contendo um valor IC50, conforme medido pela fusao celular e ensaios de replicagao descritos sob Materials e Metodos (Material & Methods), de 1000 pM (1 nM) ou mais baixo, de preferencia menor do que 900, 800, 700, 600, 500, 400, 300, 200, 150, 140,130, 120, 110, 100, 90, 80,70, 60, 50, 40’ 30, ou 20 pM.
Na literatura, a potencia dos agentes e algumas vezes expressa
em termos de valores "IC50" obtidos a partir de um ensaio de Iigagao com- petitiva, isto e, tipicamente, com respeito a competigao com moleculas tra- gadoras rotuladas para Iigagao ao receptor de interesse. Neste caso, ο IC50 e definido como a concentragao do agente no qual 500/o do tragador e deslo- cado do receptor pelo referido agente, e algumas vezes tambem e referido como uma "afinidade aparente". Entretanto1 para os agentes da presente invengao, verificou-se que tais valores de afinidade aparente IC50, obtidos, por exemplo, no que se refere a RANTES nativos ou a MlP-lbeta, nem sempre sao proporcionais a potencia anti-HIV da molecula. E, portanto, pre- ferivel usar valores IC50 obtidos dos ensaios descritos sob Materials e Me- todos.
Nos modos de execu?ao preferidos, os agentes de peptideos sao peptideos ou polipeptideos que estao relacionados ao peptideo RAN- TES. Os agentes de peptideos podem compreender a sequencia SEQ ID NO: 1, ou uma variante, homologos (ortologos, variante alelica, derivados funcionais mutantes) ou seus fragmentos. De preferencia, a referida seqiien- cia ou a variante, homologa, ou fragment。ou portanto constituintes, ou esta Iocalizada dentro de uma parte diferente, no agente de peptideo, do que a sequencia de assinatura. Entretanto1 a seqiiencia de assinatura tambem po- de estar contida dentro da variante ou homologo SEQ ID NO: 1.
As referidas variantes, homologos ou fragmentos podem conter substitui^oes de seqUencias, insergoes, delegoes, adigoes ou truncagens.
De acordo com a presente invengao, diz-se que uma seqCiencia possui uma similaridade a, ou e um homologo da SEQ ID NO: 1, se a referi- da seqQencia tern mais do que 70% de identidade de seqQencia com a SEQ ID NO: 1, mais preferentemente, a referida seqiiencia tem mais do que 75%,
80%, 85%, 90%, 95%, 98%, 99% ou 99,9% de identidade de sequencia com a SEQ ID NO: 1.
Diz-se tambem que uma seqijencia possui uma similaridade a, ou e homologa a SEQ ID NO: 1,se ela contem uma ou mais substituigoes conservadoras no que se refere a SEQ ID NO: 1. Substitui^oes conservado- ras sao substituigoes na seqijencia de um agente peptideo ou agente de polipeptideo que nao Ievam a uma perda significativa de fungao do referido agente, ou que lev/am somente a uma pequena perda de fungao. Tal perda de fungao devido a uma ou mais substituigoes conservadoras pode ser con- siderada nao significativa se essas referidas quantidades de perda somam menos do que 20% (de preferencia menos do que 15%, 10%, 6% ou 4%) no que se refere a fun^ao do agente que contem a seqijencia nao substituida. Substituigoes conservadoras sao comumente substituigdes onde uma cadeia lateral de aminoacido e substituida por uma cadeia lateral de aminoacido que esta relacionada, ou similar em propriedades fisicoquimicas, com ο resi- duo substituido. Tais substituigoes conservadoras podem ser preparadas, por exemplo, de acordo com a tabela abaixo. Aminoacidos no mesmo bloco na coluna do meio e de preferencia na mesma Iinha da coluna do Iado direito podem ser substituidos um pelo outro:
Tabela 2:
Alifatico Nao-polar GAP ILV Polar nao-carregado CSTM N Q Polar carregado D E KRH Aromatico HFWY
De acordo com a presente invengao diz-se que uma sequencia
possui uma similaridade ou e homologa a SEQ ID NO: 1’ se mais do que 30% dos residuos na referida seqijencia sao identicos ou conservadores substituidos no que se refere a SEQ ID NO: 1. De preferencia, mais do que 35%, 40%, 45%, 50%, 55%, 60%, 65%, 70%, 75%, 80%, 85%, 90%, 95%, 98% ou 99% da referida seqQencia sao identicas ou conservadores substitu- idas no que se refere a SEQ ID NO: 1.
A invengao ainda fornece polipeptideos compreendendo frag- mentos da SEQ ID NO: 1 ou os seus referidos homologos. Os fragmentos deveriam compreender pelo menos η aminoacidos consecutivos da SEQ ID NO: 1 ou os seus referidos homologos e, dependendo da seqQencia particu- lar, π e 5 ou mais (de preferencia mais do que 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18, 20, 22, 24, 26, 28, 30, 32, 34, 36, 38, 40, 42, 44, 46, 48, 50, 52, 54, 55,56, 57).
Os agentes de peptideos da invengao tern, de preferencia, baixa atividade de sinalizagao, isto e, sua administragao e/ou Iiga^ao a CCR5 cau- sa somente um baixo grau de sinalizagao pro-inflamatoria em celulas alvo. Agentes de peptideos com "baixa atividade sinalizadora" de acordo com a presente invengao, Ievam a uma resposta sinalizadora de 30% ou menos da resposta maxima (Emax) elicitada por PSC-RANTES, quando testados a uma concentragao de 300 nM no ensaio sinalizador do fluxo de calcio (ver sob Materia primas e metodos). De preferencia, os agentes de peptideos da in- vengao possuem atividades sinalizadoras e, conforme medido no referido ensaio, menores do que 30%, mais preferentemente menores do que 26%, 22%, 20%, 18%, 16%, 14%, 12%, 10%, 8%, 6%, 4%, 2% ou 1%.
Os agentes de peptideos da invengao sao, de preferencia, sele- tivos mais para CCR5 do que para receptores CCR1 e CCR3. De acordo com a presente invengao, um agente que se Iiga a CCR1 e/ou CCR3 bem como a CCR5, ainda e considerado possuidor de uma seletividade para CCR5 sobre CCR1 e CCR3 caso ele nao ative substancialmente CCR1 ou CCR3. Mais preferentemente, os agentes da presente invengao ou nem se Iigam substancialmente, nem ativam substancialmente CCR1 e CCR3. No context。da presente invengao, co门sidera-se que um agente nao se Iiga substancialmente a CCR1 e/ou CCR3 se ο valor de IC50 do agente, no que se refere a Iigagao a CCR1 e/ou CCR3, e maior do que 50 nM, mais prefe- rentemente maior do que 60, 70, 80, 90, 100, 110, 120, 130, 140, 150,200’ 300, 400’ 500’ 600’ 700’ 800, 900 ou 1000 nM, conforme medido usando ο ensaio de discriminagao de Iigagao CCR1 e/ou ο ensaio de discriminagao de
Iigagao CCR3 (ver Materials e Metodos). Seletividade da ativagao de CCR5 sobre a ativagao de CCR1 e/ou CCR3 pode ser avaliada por meio do teste do fluxo de calcio conforme descrito em Materials e Metodos. No contexto da presente invengao, considera-se que um agente nao ativa substanciaimente CCR1 e/ou CCR3 se sua atividade de sinalizagao e menor do que 30%, mais preferentemente menor do que 26%, 22%, 20%, 18%, 16%, 14%, 12%, 10%, 8%, 6%, 4%, 2% ou 1% do Emax elicitado naquele receptor nativo RANTES/CCL5, conforme medido pelo ensaio do fluxo de calcio.
Os agentes de peptideos da invengao de preferencia possuem aIta atividade de seqdestro do receptor, isto e, a administragao e/ou Iigagao a CCR5 causam um alto grau de seqdestro de receptor. O referido seqijestro e de preferencia internaliza^ao do receptor, regulagem negativa ou modula- gao negativa. Agentes de peptideos com "elevada atividade de seqQestro do receptor" de acordo com a presente invengao Ievam ao seqQestro de pelo menos 50% do nivel de controle das moleculas da superficie de CCR5, quando testado no ensaio de modulagao negativa da superficie de C- CR5/seqtiestro de receptor (ver em Materials e Metodos). De preferencia, agentes de peptideos da invengao possuem atividades de seqiiestro de re- ceptor maiores do que 50% do nivel de controle da superficie de CCR5, por exemplo, pelo menores que 55%, 60%, 65%, 70%, 80%, 85%, 90%, ou 95% do nivel de controle da superficie de CCR5.
De preferencia, os agentes da invengao combinam elevada po- tencia anti-HIV com baixa atividade de sinalizagao, ou combinam alta poten- cia anti-HIV com alta atividade de seqiiestro do receptor. Mais preferente- mente, os agentes da inven^ao combinam alta potencia anti-HIV com ambos baixa sinalizagao e alta atividade de seqQestro de receptor. Alem disso, os agentes de acordo com a invengao combinam, de preferencia, pelo menos uma propriedade selecionada do grupo que consiste em elevada potencia anti-HIV, elevada atividade de seqQestro de receptor e baixa atividade sinali- zadora com seletividade para CCR5. De acordo com certos modos de exe- cugao preferidos da invengao’ os agentes da invengao sao caracterizados por uma combinagao de niveis intermediarios de potencia anti-HIV (niveis IC50, conforme medido pelo ensaio de fusao celular, de por exemplo, entre 0,15 e 1 nM, entre 0,15 e 0,7 nM, entre 0,3 e 1 riM, ou entre 0,5 e 1 nM) com niveis intermediarios de atividade sinalizadora (por exemplo, entre 30% e 50%, ou entre 30% e 45% conforme medido pelo ensaio do fluxo de calcio) e niveis intermediarios de atividade de seqiiestro de receptores (p,ex., entre 20% e 60%, entre 30% e 50%, entre 20% e 50%, ou entre 30% e 60%, con- forme medido pelo ensaio de modulapao negativa da superficie de CCR5. Ensaios sao descritos abaixo em Materials e Metodos.
Os termos proteina, "peptideo" ou "polipeptideo" sao usados intercambiavelmente e referem-se a polimeros de aminoacido de qualquer comprimento. O polimero pode ser linear ou ramificado, ele pode compreen- der aminoacidos modificados e ele pode ser interrompido por nao- aminoacidos. Os termos tambem abrangem um polimero aminoacido que foi modificado naturalmente ou por intervengao; por exemplo, formagao de Iiga- gao de dissulfito, glicosilagao, lipidagao, acetila^ao, fosforila^ao, ou qualquer outra manipulagao ou modificagao, tal como conjugagao com um componen- te rotulador. Tambem estao incluidos na definigao, por exemplo, polipepti- deos contendo um ou mais analogos de um aminoacido (incluindo, por e- xemplo, aminoacidos nao naturais, etc.), bem como outras modificagoes co- nhecidas na tecnica. Polipeptideos podem ocorrer como cadeias simples ou associadas. Os polipeptideos da invengao podem ser glicosilados natural- mente ou nao-naturalmente (isto e ο polipeptideo tern um padrao de glicosi- Iagao que difere do padrao de glicosilagao verificado no polipeptideo corres- pondente que ocorre naturalmente). Preparacao dos Agentes de Peptideos Os agentes de peptideos da invengao podem ser preparados de
varias maneiras, por exemplo, usando t^cnicas conhecidas de biologia mo- lecular (isto e engenharia genetica e fermentagao 一 em geral, biotecnologia) ou quimica de proteina (por exemplo, sintese quimica de peptideo).
O peptideo e os agentes de acido nucleico sao de preferencia preparados usando as tecnicas de engenharia genetica conhecidas confor- me descrito, por exemplo, em [0], A invengao fornece, portanto, um processo
para a produgao de agentes de peptideos ou polipeptideos da inven^ao, compreendendo a etapa de cultivo de uma celula hospedeira sob condig5es que induzem a expressao do polipeptideo.
Por exemplo, agentes de peptideos da presente invengao po- dem ser preparados na forma recombinante por expressao em uma celula hospedeira. Tais metodos de expressao sao bastante conhecidos pelos ver- sados na tecnica, e muitos sao descritos em detalhes em [13]. Um vetor de expressao apropriado pode ser escolhido no hospedeira da escolha. O vetor pode conter uma molecula de DNA recombinante que codifica um agente de peptideo Iigado operativamente a uma seqdencia de controle de expressao que e reconhecida pelo maquinario de transcrigao do hospedeiro. Quando um agente de peptideo da invengao e assim produzido por expressao re- combinante, ο agente e recuperado por purificagao de uma cuItura de celu- Ias hospedeiras.
Um metodo preferido envolve a sintese quimica in vitro A [O, 0], A invengao fornece, portanto, um processo para a prepara^ao de um agente peptideo, onde ο agente peptideo e sintetizado em parte ou no todo usando meios quimicos. A sintese de peptideos em fase solida e particularmente preferida, assim como metodos a base da quimica de tBoc ou Fmoc [0], A sintese enzimatica [0] tambem pode ser empregada no todo ou em parte. Outra sintese biologica diferente de por expressao em uma celu-
la hospedeira, pode ser empregada, por exemplo, os polipeptideos podem ser produzidos por translagao de RNA in vitro. Agentes de peptideos da in- vengao tambem podem ser preparados, por exemplo, por digestao de poli- peptideos mais Iongos usando proteases. Metodos biologicos, incluindo engenharia genetica, fermentagao
e expressao, sao em geral restritos a produgao de polipeptideos baseados em L-aminoacidos, mas a manipula?ao do maquinario de translagao in vivo ou in vitro (por exemplo de moleculas de aminoacila de tRNA) pode ser usa- da para permitir a introdugao de D-aminoacidos (ou outros aminoacidos nao naturais, tais como iodotirosina ou metilfenilalanina, azidohomoalanina, etc.) [0], Onde D-aminoacidos estao incluidos, entretanto, e preferido ο uso de sintese quimica. Os polipeptideos da invengao podem ter modificagoes co- valentes na terminagao C e/ou na terminagao N. Celulas Hospedeiras
A presente invengao tambem fornece uma celula hospedeira compreendendo um acido nucleico de acordo com a presente inven^ao.
De acordo com um aspecto da invengao, a celula hospedeira e
apropriada para a produgao biotecnologica dos agentes da presente inven- Qao. Hospedeiros apropriados para a produgao biotecnologica dos agentes da presente invengao incluem especies procarioticas normalmente usadas, tais como E. coli, ou Ievedos eucarioticos que podem ser preparados para expressar altos niveis de proteinas recombinantes e que podem ser facil- mente cultivados em grandes quantidades. Linhas celulares cuItivadas in vitro tambem sao apropriadas, particularmente quando se emprega sistemas de expressao movidos a virus, tais como ο sistema de expressao de baculo- virus, ο qual envolve ο uso de celulas de insetos como hospedeiros. Agentes de peptideos tambem podem ser expressos in vivo, por exemplo, em Iarvas de inseto ou em tecidos mamiferos. De preferencia, ο agente peptideo e ex- presso em E. coli; por exemplo, a cepa BLR(DE3) e apropriada, apesar de sistemas equivalentes serem igualmente apropriados, como ο Ieitor qualifi- cado estara ciente.
De acordo com um outro aspecto da invengao, e fornecida uma
celula hospedeira que e capaz de sobreviver e ser propagada no intestino humano ou animal (tripa) ou vagina, e de preferencia expressar ai ο agente peptideo codificado pelo referido acido nucleico. De preferencia, a celula hospedeira de acordo com este aspecto da invengao tambem secreta ο refe- rido agente peptideo no periplasma ou meio. Aqui, posteriormente, ο termo "agente" compreende, alem disso, celulas hospedeiras conforme descrito aqui.
De preferencia, a celula hospedeira e um micro-organismo alta- mente colonizador e nao patogenico. Microorganismos altamente coloniza- dores de acordo com a presente invengao sao cepas que sao capazes de competir com microbios indigenos para colonizagao prolongada das superfi-
cies internas das mucosas. A celula hospedeira de preferencia e um micro- organism。que pertence a flora do intestino humano ou vagina, mais prefe- rentemente um micro-organismo que e comumente encontrado na flora do intestino humano ou vagina. Mais preferentemente, a celula hospedeira e um probiotico e/ou um micro-organismo comensal, isto e, um genero, especie ou cepa beneficos a pelo menos um hospedeiro humano. De preferencia a celu- la hospedeira de acordo com a presente invengao e parte do ser humano normal ou sadio, ou flora animal intestinal ou vaginal. De acordo com um modo de execugao, a celula hospedeira pertence a um genero selecionado do grupo que consiste em bacteroides, Clostridium, Fusobacterium, Eubacte- rium, Ruminococcus, Peptococcus, Peptostreptococcus, Bifidobacterium, Streptococcus, Escherichia e Lactobacillus. A celula hospedeira, de prefe- rencia, e uma especie selecionada do grupo que consiste em Escherichia coli, Lactobacillus acidophilus, Lactobacillus crispatus, Lactobacillus gasseri, Lactobacillus iners, Lactobacillus jensenii, Lactobacillus casei, Lactobacillus plantarum, Lactobacillus rhamnosus, Lactobacillus GG, Bifidobacterium bifi- dum, Bifidobacterium breve, Bifidobacterium infantis, Bifidobacterium Iongum e Streptococcus gordonii. De preferencia, ο micro-organismo altamente co- Ionizador de acordo com a presente invengao e Escherichia coli Nissle 1917. Entretanto, qualquer outra cepa altamente colonizadora, tanto de Escheri- chia coli ou outra das especies anteriormente mencionadas, e tambem uma cepa preferida de acordo com a presente invengao. Em um outro modo de execugao, a celula hospedeira e um levedo. De preferencia, ο Ievedo e um Ievedo comensal, tal como Pichia guelliermondii ou Saccharomyces boulardi- i. Ainda em um outro modo de execugao, uma celula hospedeira e uma celu- Ia humana.
O versado esta bastante acostumado com metodos de transfor- magao de micro-organismos com acidos nucleicos estranhos e subsequiente emprego dos micro-organismos transformados para expressar um polipepti- deo codificado pelos referidos acidos nucleicos, na forma intracelular, peri- plasmica ou secretada [ver as referencias O1 O1 O, O]. Composicoes Farmaceuticas
A presente invengao fornece composigoes compreendendo um agente de acordo com a presente invengao e um carreador farmaceutica- mente aceitavel. Os agentes da presente invengao, ou um sal farmaceutica- mente aceitaveis dos agentes de peptideos ou acidos nucleicos correspon- dentes, sao portanto fornecidos para uso como um farmaco. As composi- goes de acordo com a presente invengao podem compreender qualquer a- gente da presente invengao, isto e, aqui posteriormente, um agente de poli- peptideo, um seu sal farmaceuticamente aceitavel, um acido nucleico, um seu sal farmaceuticamente aceitavel, ou uma celula hospedeira de acordo com a presente invengao. A preparagao de composigoes farmaceuticas e bastante conhecida daqueles versados na tecnica.
As composigoes farmaceuticas da presente inv/en^ao podem, em particular, compreender mais do que um agente (miiltiplo) da presente in- vengao, p’ex.,dois ou mais agentes. A invengao tambem fornece uma pre- paragao farmaceutica ou sistema, compreendendo (a) um primeiro agente, que e um agente da invengao; e (b) um segundo agente farmaceutico. De acordo com certos modos de execu^ao, ο segundo agente farmaceutico po- de incluir inibidores de transcriptase reversa (RTI)1 inibidores de protease (PI), inibidores de integrase e inibidores de conjuntos virais. De acordo com outros modos de execugao, ο segundo agente farmaceutico pode incluir ou- tros inibidores de entrada alem daqueles da presente invengao, por exemplo, substancias polianionicas (por exemplo, sulfato de celulose), agentes de Ii- gagao glicano ou lecitinas, aglutinantes de receptores de glicano (por exem- plo, manano soliivel), anticorpos, inibidores de entrada de pequenas molecu- Ias1 inibidores de entrada de peptideos ou agentes de Iigagao de CXCR4 (agentes bloqueadores de CXCR4). De acordo ainda com outros modos de execugao, ο segundo agente farmaceutico pode incluir um detergente, ou um agente que modifica ο pH, por exemplo, um acido ou um agente tampo- nador de pH. Ainda de acordo com outros modos de execugao, ο segundo agente farmaceutico pode incluir um inibidor de RNA (siRNA), onde ο siRNA pode ser quimicamente modificado.
De acordo com outros aspectos da invengao,ο referido segundo
agente tambem pode ser um farmaco anti-inflamatorio ou um imunossupres- sor. Os referidos agentes miiltiplos da invengao, ou os referidos primeiros e segundos agentes, sao formuIados tanto em mistura ou como composigaes separadas, por exemplo, para administragao simultanea apesar de separa- da, ou para administragao seqijencial (ver abaixo).
Sais farmaceuticamente aceitaveis dos agentes da invengao po-
dem e claro ser preparados por procedimentos convencionais, tais como por reagao da base Iivre e/ou acido Iivre do agente com pelo menos uma quanti- dade estequiometrica do acido ou base formadores de sal desejado.
Sais farmaceuticamente aceitaveis dos agentes da invengao in- cluem sais com cations inorganicos, tais como sodio, potassio, calcio, mag- nesio, zinco e amonio, e sais com bases org§nicas. Bases organicas apro- priadas incluem N-metil-D-glucamina, arginina, benzatina, diolamina, olami- na, procaina e trometamina. Sais farmaceuticamente aceitaveis dos agentes de acordo com a invengao tambem incluem sais derivados de acidos organi- cos ou inorganicos. Anions apropriados incluem acetato, adipato, besilato, brometo, camsilato, cloreto, citrato, edisilato, estolato, fumarato, gluceptato, gluconato, glucuronato, hipurato, hiclato, hidrobrometo, hidrocloreto, iodeto, isetionato, Iactato, lactobionato, maleato, mesilato, metilbrometo, metilsulfa- to, napsilato, nitrato, oleato, palmoato, fosfato, poligalacturonato, estearato, succinato, sulfato, sulfosalicilato, tanato, tartarato, tereftalato, tosilato e trieti- odeto.
Formas de dosagem farmaceutica de um agente da invengao podem ser fornecidas em um desprendimento instantaneo’ desprendimento controlado, desprendimento sustentado, ou sistema de fornecimento de far- maco alvo.
Formas de dosagem usualmente empregadas incluem, por e- xemplo, solugdes e suspensoes, (micro-) emuls5es, ungiientos, geis, cre- mes, pastas, espumas, supositorios, ovulos, implantes, curativos, Iiposso- mas, comprimidos, drageas, losangos, capsulas de envoltorio macio ou rigi- do, pos amorfos ou cristalinos, pos efervescentes ou comprimidos, aerosois, e formuIa^aes liofilizadas. Dependendo da via de administragao usada, dis- positivos especiais podem ser requisitados para aplicagao ou administragao do farmaco, tais como, por exemplo, seringas e agulhas, inalantes, bombas, aplicadores por canetas de injegao, frascos especiais ou outros dispositivos para administragao, que tambem podem ser implantados dentro do corpo. Em particular, os agentes da presente invengao tambem podem, por exem- plo, ser compostos de, ou estar associados a um dispositivo contraceptivo ou agente, por exemplo, um dispositivo intrauterine* ou intracervical, espiral ou diafragma, ou distribuido em um preservative», por exemplo, contido na forma de um revestimento liquido, solugao, gel ou ρό. Entretanto1 de acordo com a presente invengao, os agentes da presente invengao nao necessitam necessariamente estar associados a, um dispositivo ou agente contracepti- vo. De preferencia, ο agente de acordo com a invengao esta compreendido e e administrado por um sistema de fornecimento de deposito De preferencia, ο referido sistema de fornecimento de deposito compreende um anel vaginal ou outro implante que e apropriado para a insergao e/ou implante na vagina ou cerviz, e fornece um desprendimento lento (controlado e/ou sustentado) do agente da presente invengao.
Formas de dosagem farmaceutica sao normalmente compostas do farmaco, de um excipiente (s), e um sistema de fechamento do recipiente. Um ou miiltiplos excipientes, tambem referidos como ingredientes inativos, podem tambem ser adicionados a um agente da invengao para aperfeigoar ou faciIitar a fabricagao, estabilidade, administragao, e seguranga do farma- co, e podem fornecer um meio para se obter um perfil de desprendimento de farmaco desejado. Portanto, ο tipo de excipiente(s) a ser(em) adicionado(s) ao farmaco, pode depender de varios fatores, tais como, por exemplo, as propriedades fisicas e quimicas do farmaco, a via de administra^ao, e ο pro- cedimento de fabricagao. Excipientes farmaceuticamente aceitaveis estao disponiveis na tecnica e incluem aqueles Iistados em varias farmacopeias. (Ver, por exemplo, [O, O])
Formas de dosagem farmaceutica de um agente da presente invengao podem ser preparadas por quaisquer dos metodos bem conheci- dos na tecnica, tais como, por exemplo, processos de misturagao conven-
cionais, peneiramento, dissolugao, fusao, granula^ao, preparagao de dra- geas, prepara^ao de comprimidos, suspensao, extrusao, secagem por borri- fo, leviga^ao, emulsificagao, (nano/micro-) encapsulagao, aprisionamento, ou liofilizagao. Conforme notado acima, as composigoes da presente inven^ao podem incluir um ou mais ingredientes inativos fisiologicamente aceitaveis que facilitam ο processamento de moleculas ativas em preparados para uso farmaceutico.
Uma formulagao apropriada depende da via de administragao desejada. Para injegao endovenosa, por exemplo, a composigao pode ser formulada em solugao aquosa, se necessario usando tamponadores fisiolo- gicamente compativeis, incluindo, por exemplo, fosfato, histidina, ou citrato para ajuste do pH da formuIagao pH, e um agente de tonicidade, tal como, por exemplo, cloreto de sodio ou dextrose. Para administragao transmucosal ou nasal, formulagoes semissolidas, liquidas, ou em curativos, podem ser preferidas, possivelmente contendo promotores de penetragao. Tais pene- trantes sao geralmente conhecidos na tecnica. Para administragao oral, os agentes podem ser formulados nas formas de dosagem Iiquida ou solida e em formulagoes de desprendimento instantaneo ou controlado/sustentado. Formas de dosagem apropriadas para ingestao oral por um individuo inclu- em comprimidos, pilulas, drageas, capsulas de revestimento rigido e macio, liquidos, geis, xaropes, lamas, suspensoes e emulsoes. Os agentes tambem podem ser formulados em composigoes retais, tais como supositorios ou enemas de retengao, por exemplo, contendo bases de supositorio conven- cionais tais como manteiga de cacau ou outros glicerideos. Para supositorios vaginais, muitas bases de supositorio diferentes conhecidas pelos versados na tecnica podem ser usadas, por exemplo, gelatina glicerinada, gelatina despolarizada, manteiga de cacau, polietileno glicol, polisorbato, ou outros.
Para administragao oral, os agentes da invengao geralmente serao fornecidos nas formas de dosagem solida, por exemplo, na forma de comprimidos ou capsulas, ou como uma solugao aquosa ou suspensao. Formas de dosagem oral s0lida podem ser obtidas usando exci-
pientes, que podem incluir diluentes inertes, preenchedores, desintegrantes, aglutinantes (seco e Cimido), retardantes de dissolugao, lubrificantes, desli- zantes, antiaderentes, resinas de troca cationicas, agentes umectantes, anti- oxidantes, preservantes, agentes de coloragao, adogantes e agentes aroma- tizantes. Esses excipientes podem ser de fonte sintetica ou natural. Exem- plos de tais excipientes incluem derivados de celulose, acido citrico, fosfato de dicalcio, gelatina, carbonato de magnesio, Iauril sulfato de magne- sio/sodio, manitol, polietileno glicol, polivinil pirrolidona, silicatos, dioxido de silicio, benzoato de sodio, sorbitol, amidos, acido estearico ou seus sais, a- QLicares (isto e dextrose, sucrose, lactose, etc.), talco, mucilagem de traga- canto, oleos vegetais (hidrogenados), e ceras. Etanol e agua podem servir como auxiliares de granulagao. Em certos momentos e desejavel ο revesti- mento de comprimidos, por exemplo, com um filme de mascaramento de paladar, um filme resistente a acido gastrico, ou um filme de retardamento do desprendimento. Polimeros naturais e sinteticos, em combinagao com corantes, agCicares e solventes organicos ou agua, sao comumente empre- gados para revestir comprimidos, resultando em drageas. Quando e preferi- da uma capsula ao inves de um tablete, ο ρό do farmaco, a suspensao, ou sua solugao, podem ser fornecidos em uma capsula de revestimento rigido ou macio compativel.
Diluentes inertes apropriados incluem carbonato de sodio e cal- cio, fosfato de sodio e calcio, e lactose. Amido de milho e acido alginico sao agentes de desintegragao apropriados. Agentes de Iigagao podem incluir amido e gelatinas. O agente de iubrificagao, se presente, geralmente sera estearato de magnesio, acido estearico ou talco. Se desejado, os comprimi- dos podem ser revestidos com um material tal como monoestearato de glice- rila ou diestearato de glicerila, para retardar a absorgao no trato gastrointes- tinal.
Capsulas para uso oral incluem capsulas de gelatina dura na qual ο ingrediente ativo e misturado com um diluente solido e capsulas de gelatina mole, onde ο ingrediente ativo e misturado com agua ou com um oleo tal como oleo de amendoim, parafina Iiquida ou azeite de oliva.
Em um modo de execugao, os agentes da presente invengao
podem ser administrados topicamente, via a pele ou membrana da mucosa, tal como atraves de um adesivo para pele, uma formulagao semissolida ou uma formulagao liquids, por exemplo, um gel, uma (micro-) emulsao, um ungiiento, uma solugao, uma suspensao (nano/micro), ou uma espuma. A penetragao do farmaco na pele ou membrana da mucosa e tecidos subadja- centes pode ser regulada, por exemplo, usando promotores de penetragao; pela escolha apropriada e combinagao de excipientes lipofilicos, hidrofilicos, e excipientes anfifilicos, incluindo agua, solventes organicos, ceras, oleos, polimeros sinteticos e naturais, agentes tensoativos, emulsificantes; por a- juste do pH; e pelo uso de agentes complexadores. Outras tecnicas, tais como iontoforese, podem ser empregadas para regular a penetragao de um agente da invengao· A administragao transdermica ou topica seriam preferi- das, por exemplo, em situagoes nas quais e desejado ο fornecimento local com uma exposigao sistemica minima.
Para administragao por inalagao, ou administragao ao nariz, os agentes para uso de acordo com a presente invengao sao convenientemente fornecidos na forma de uma solugao, suspensao, emulsao, ou embalagens pressurizadas em aerosol semissolido, ou um nebulizador, usualmente com ο uso de um propelente, por exemplo, carbonos halogenados derivados de metano e etano, dioxido de carbono, ou qualquer outro gas apropriado. Co- mo aerosois topicos, hidrocarbonetos semelhantes a butanos, como buta- nos, isobutenos, e pentanos, sao iiteis. No caso de um aerosol pressurizado’ a unidade de dosagem apropriada pode ser determinada pelo emprego de uma valvula para fornecer uma quantidade determinada. Podem ser formu- Iadas capsulas e cartuchos, por exemplo, de gelatina para uso em um inala- dor ou insuflador. Esses contem tipicamente uma mistura em ρό do agente e uma base em ρό apropriada, tal como lactose ou amido.
Composites formuladas para administragao parenteral por inje- gao sao usualmente estereis e podem estar presentes em formas de dosa- gem unitarias, por exemplo, em ampolas, seringas, canetas injetoras, ou em recipientes de mCiltiplas doses, as Ciltimas contendo usualmente um conser- vante. As composigoes podem tomar formas, tais como suspensoes, solu- goes, ou emulsoes, ou emulsoes em veiculos oleosos ou aquosos, e podem conter agentes de formulação, tais como soluções tampão, agentes tonifi- cantes, agentes elevadores da viscosidade, agentes tensoativos, agentes de suspensão e dispersantes, antioxidantes, polímeros biocompatíveis, agentes quelados, e conservantes. Dependendo do local da injeção, o veículo pode conter água, um óleo sintético ou vegetal, e/ou cossolventes orgânicos. Em certos casos, tais como com um produto Iiofilizado ou um concentrado, a formulação parenteral seria reconstituída ou diluída antes da administração. Formulações de depósito, que fornecem um desprendimento controlado ou sustentado de um agente da invenção, podem incluir suspensões injetáveis de nano/micro partículas ou nano/micro cristais ou cristais não-micronizados. Polímeros tais como ácido poli(lático), ácido poli(glicólico), ou seus copolí- meros, podem servir como matrizes de desprendimento controla- do/sustentado, além de outros bem conhecidos na técnica. Outros sistemas de fornecimento de depósito podem estar presentes na forma de implantes e bombas que requerem incisão.
Carreadores apropriados para injeção endovenosa para as mo- léculas da invenção são bem conhecidas na técnica e incluem soluções à base de água contendo uma base, tal como por exemplo hidróxido de sódio, para formar um agente ionizado, sucrose ou cloreto de sódio como um agen- te de tonicidade, por exemplo. A solução à base de água pode compreender uma solução tampão contendo fosfato ou histidina. Co-solventes, tais como por exemplo polietileno glicóis, podem ser adicionados. Esses sistemas à base de água são agentes eficazes na dissolução de agentes da invenção e produzem baixa toxidez sob administração sistêmica. As proporções dos componentes de um sistema de solução pode variar consideravelmente, sem destruir a solubilidade e características de toxidez. Além disso, a identi- dade dos componentes pode ser variada. Por exemplo, agentes tensoativos de baixa toxidez, tais como polisorbatos ou poloxâmeros podem ser empre- gados, assim como polietileno glicol ou outros cossolventes, polímeros bio- compatíveis tais como polivinil pirrolidona podem ser adicionados, e outros açúcares e polióis podem substituir dextrose. Outros Aspectos da Invenção A presente invenção, além disso, fornece um kit, por exemplo, um kit de diagnóstico compreendendo um ou mais agentes de peptídeos, ácidos nucléicos ou células hospedeiras de acordo com a invenção. Usos das Moléculas da Invenção Usos Baseados na Função Biológica; Tratamento e Prevenção de Doenças A presente invenção estabelece o uso dos agentes de peptídeos da presente invenção ou de bloqueio e/ou causadores do seqüestro de C- CR5. O seqüestro pode estar na forma da internalização de CCR5 nas célu- las alvo e/ou a regulagem negativa (modulação negativa) de CCR5 nas célu- Ias alvo. A invenção também estabelece o uso de ácidos nucléicos que codi- ficam os referidos agentes de peptídeo, ou uma célula hospedeira de acordo com a presente invenção (ver acima compreendendo um ácido nucléico da presente invenção, para a expressão e opcionalmente a secreção dos referi- dos agentes de peptídeos. Conforme mencionado acima, no que se refere à presente in-
venção, o termo "agente" abrange agentes de peptídeos, ácidos nucléicos que codificam os referidos agentes de peptídeos, e células hospedeiras de acordo com a invenção. A invenção estabelece o uso dos referidos agentes para o tratamento e/ou profilaxia (prevenção) de doenças que podem ser tratadas por bloqueio e/ou que causam o seqüestro de CCR5. Os agentes da presente invenção são, portanto, fornecidos para uso como fármacos.
Um ou mais dos agentes da presente invenção podem ser admi- nistrados a um indivíduo. Quando mais do que um agente é administrado, os referidos agentes podem ser administrados juntos (como uma mistura ou separadamente apesar de substancialmente simultaneamente) ou seqüenci- almente. Os referidos um ou mais agentes da presente invenção podem ser administrados em combinação com um ou mais outros agentes farmaceuti- camente ativos que não estão compreendidos dentro dos agentes da pre- sente invenção. O agente ou agentes da presente invenção podem então ser administrados também conjuntamente (como uma mistura ou separadamen- te apesar de substancialmente simultaneamente) com os referidos um ou mais outros agentes farmaceuticamente ativos, ou seqüencialmente. De acordo com um aspecto preferido, a presente invenção esta- belece o uso dos referidos agentes de peptídeos, ou de ácidos nucléicos que codificam os agentes de peptídeos, para o tratamento e/ou prevenção de infecções de HIV e/ou o surgimento da síndrome de imunodeficiência adqui- rida (AIDS), e/ou distúrbios e doenças associadas com ela, em um indivíduo.
A presente invenção fornece, portanto, um método de tratamen- to ou prevenção de infecção por HIV (a transmissão de HIV) em um indiví- duo compreendendo a administração de uma composição compreendendo um agente da presente invenção. Além disso, é fornecido um método de tra- tamento, ou prevenção do surgimento da síndrome de imunodeficiência (AIDS) em um indivíduo, que compreende a administração de um agente que compreende um agente da presente invenção.
Por exemplo, a transmissão de HIV, isto é, a infecção de células alvo por HIV, pode ser evitada por aplicação de uma composição de acordo com a invenção (por exemplo, um supositório, creme, gel, espuma, pasta, solução, líquido ou pó contendo um agente de acordo com a presente inven- ção). Neste modo de execução, a referida composição é de preferência apli- cada à genitália humana (vagina, reto, intestino) antes ou durante ou depois do contato sexual para evitar a transmissão de HIV durante o contato sexual. Mais preferentemente, a referida composição é aplicada antes do contato sexual.
A presente invenção também fornece o uso de agentes da pre- sente invenção como agentes anti-inflamatórios. Os agentes são, portanto, úteis para o tratamento e/ou prevenção de doenças inflamatórias e doenças autoimunes. De acordo com um outro aspecto da invenção, os agentes da presente invenção são úteis para o tratamento e/ou prevenção de doenças malignas, e também para o tratamento e/ou prevenção de infecções bacteri- anas e infecções virais. Aqui o vírus pode ser HIV ou um vírus diferente de HIV.
De acordo com outros aspectos da invenção, também é forneci-
do um método de tratamento ou prevenção de inflamação, doenças inflama- tórias, doenças autoimunes ou bacterianas e infecções virais compreenden- do a administração de uma composição compreendendo um agente da pre- sente invenção. Em particular, por exemplo, é fornecido um método de tra- tamento ou prevenção de doença de intestino inflamatório, artrite reumatói- de, ateroma ou arterioesclerose, asma, rinite alérgica ou dermatite atópica, a rejeição de órgãos transplantados, tecidos ou células, esclerose múltipla e/ou outras doenças desmielinizantes, neuropatia periférica, bem como cân- ceres, incluindo cânceres em metástase.
Em um outro modo de execução da invenção, para qualquer das doenças e condições acima, é fornecido um método de tratamento ou profi- laxia, onde uma célula hospedeira, conforme divulgado acima, é administra- da a um indivíduo, sendo que a referida célula hospedeira expressa e secre- ta um agente de peptídeo de acordo com a presente invenção.
A invenção também estabelece o uso de ácidos nucléicos da presente invenção para a terapia genética, onde os referidos ácidos nucléi- cos são incorporados em um vírus para administração a um indivíduo. Modos de Administração
As composições da presente invenção podem ser fornecidas diretamente ou em composições farmacêuticas contendo excipientes (ver acima), como é bastante conhecido na técnica. Os presentes métodos de tratamento envolvem a administração de uma quantidade terapeuticamente eficaz de um agente da presente invenção a um indivíduo.
O termo "quantidade terapeuticamente eficaz" conforme usado aqui refere-se a uma quantidade de um agente de acordo com a presente invenção necessária para tratar, melhorar ou evitar a condição de doença alvo, ou de exibir um efeito terapêutico detectável ou preventivo. Em geral, a dose terapeuticamente eficaz pode ser estimada inicialmente tanto nos en- saios de cultura celular ou em modelos animais, por exemplo, em primatas não humanos, ratos, coelhos, cães ou porcos. O modelo animal também po- de ser usado para determinar a faixa de concentração e a via de administra- ção apropriadas. Tal informação então pode ser usada para determinar do- ses úteis e vias de administração em humanos.
A quantidade eficaz precisa para um indivíduo humano depende- rá da gravidade do estado da doença, saúde geral do indivíduo, idade, peso, e gênero do indivíduo, dieta, tempo e freqüência da administração, combina- ção(ões) dos fármacos, sensibilidades, e tolerância/resposta à terapia. Esta quantidade pode ser determinada por experimentação rotineira e dependerá do julgamento do clínico geral. Geralmente, uma quantidade eficaz isto é, dose, de um agente será de 0,005 mg/kg até 50 mg/kg, de preferência 0,125 mg/kg até 20 mg/kg.
Regimes de tratamento eficazes para agentes preferidos de a- cordo com a invenção incluem a administração de uma, duas ou três vezes diariamente, e/ou uma, duas, três, quatro, cinco ou seis vezes semanalmen- te). Esses regimes são, portanto, de preferência particularmente preferidos para uso em na presente invenção.
Uma via eficaz e conveniente de administração e uma formula- ção apropriada dos agentes da invenção em composições farmacêuticas (ver acima) também podem ser prontamente determinados por experimenta- ção rotineira. Vários sistemas de fornecimento de formulações e fármacos estão disponíveis na técnica (ver, por exemplo, [0, 0]).
Vias apropriadas de administração podem, por exemplo, incluir administração vaginal, retal, intestinal, oral, nasal (intranasal), pulmonar ou outras administrações mucosais, tópicas, transdermais, oculares, aurais, e parenterais.
Vias primárias para a administração parenteral incluem adminis- tração intravenosa, intramuscular, e subcutânea. Vias secundárias de admi- nistração incluem administração intraperitoneal, intraarterial, intraarticular, intracardíaca, intracisternal, intradérmica, intralesional, intraocular, intrapleu- ral, intratecal, intrauterina, e intraventricular. A indicação a ser tratada junta- mente com as propriedades físicas, químicas, e biológicas do fármaco ditam o tipo de formulação e a via de administração a ser usada, bem como se será preferido fornecimento local ou sistêmico. Para composições úteis para os presentes métodos de trata-
mento, uma dose terapeuticamente eficaz pode ser estimada inicialmente usando uma variedade de técnicas bastante conhecidas na técnica. Doses iniciais usadas em estudos animais podem ser baseadas em concentrações eficazes estabelecidas em ensaios de cultura celular. Faixas de dosagem apropriadas para indivíduos humanos podem ser determinadas, por exem- plo, usando dados obtidos de estudos animais e ensaios de cultura celular.
Uma dose terapeuticamente eficaz ou quantidade de um agente,
agente, ou fármaco da presente invenção refere-se a uma quantidade ou dose do agente, agente ou fármaco que resulta em um aperfeiçoamento dos sintomas ou uma prolongação da sobrevivência em um indivíduo. A toxidez e eficácia terapêutica de tais moléculas podem ser determinadas por proce- dimentos farmacêuticos padrão em culturas celulares ou experimentais em animais, por exemplo, para determinação do LD50 (a dose letal para 50% da população) e a ED50 (a dose terapeuticamente eficaz em 50% da popula- ção). A proporção da dose de efeitos tóxicos para efeitos terapêuticos é o índice terapêutico que pode ser expresso como a proporção de LD50/ED50. Agentes que exibem altos índices terapêuticos são preferidos.
A quantidade eficaz ou quantidade terapeuticamente eficaz é a quantidade do agente ou composição farmacêutica que elicitará a resposta biológica ou médica de um tecido, sistema, animal ou humano que está sen- do buscado pelo pesquisador, veterinário, médico ou outro clínico geral, por exemplo, para regulação do metabolismo de glicose, decréscimo nos níveis elevados ou aumentados de glicose do sangue, tratamento ou prevenção de um distúrbio associado com o metabolismo alterado de glicose, por exemplo, diabetes, etc..
Doses de preferência caem em uma faixa de concentrações de circulação que inclui o ED50 com pouca ou nenhuma toxidez. Dosagens po- dem variar dentro desta faixa dependendo da forma de dosagem empregada e/ou da via de administração utilizada. A exata formulação, via de adminis- tração, dosagem, e intervalos de dosagem deveriam ser escolhidos de acor- do com métodos conhecidos na técnica, tendo em vista as especificidades da condição de um indivíduo.
A quantidade de dosagem e os intervalos podem ser ajustados individualmente para fornecer níveis de plasma da parcela ativa que são su- ficientes para se obter os efeitos desejados, isto é, mínima concentração eficaz (MEC). O MEC variará para cada agente mas pode ser estimado, por exemplo, a partir de dados in vitro e experimentos animais. Dosagens ne- cessárias para se obter o MEC dependerão das características individuais e vias de administração. Em casos de administração local ou absorção seleti- va, a concentração local eficaz do fármaco pode não estar relacionada à concentração de plasma.
A quantidade de agente ou composição administrada pode de- pender de uma variedade de fatores, incluindo o sexo, idade e peso do indi- víduo sendo tratado, a gravidade da doença, a forma de administração, e o julgamento do clínico geral que a prescreve.
As presentes composições podem, se desejado, ser apresenta- das em um pacote ou um dispositivo dosador com uma ou mais unidades de dosagem contendo o ingrediente ativo. Um tal pacote ou dispositivo pode, por exemplo, compreender o laminado metálico ou plástico, tal como um pa- cote em bolhas, ou vidro e tampões de borracha tais como em frascos. O pacote ou dispositivo dosador podem estar acompanhados de instruções para administração. Composições compreendendo um agente da invenção formulado em um carreador farmacêutico compatível também podem ser preparadas, colocadas em um recipiente apropriado, e rotuladas para trata- mento de uma condição indicada.
A presente invenção fornece assim um agente de peptídeo, áci- do nucléico ou célula hospedeira de acordo com a invenção para uso no tra- tamento ou prevenção de infecções de HIV, no tratamento e/ou prevenção da síndrome de imunodeficiência adquirida (AIDS), no tratamento e/ou pre- venção da transmissão de HIV, e/ou na prevenção da transmissão de HIV durante contexto sexual.
A presente invenção, portanto, fornece um agente de peptídeo, ácido nucléico e/ou célula hospedeira de acordo com a invenção para uso no tratamento e/ou prevenção da inflamação, doenças inflamatórias, doenças autoimunes, infecções bacterianas e virais, doença inflamatória do intestino, artrite reumatóide, ateroma, ou arterioesclerose, asma, rinite alérgica ou dermatite atópica, a rejeição de órgãos, tecidos ou células transplantados, esclerose múltipla e/ou outras doenças desmielinizantes, neuropatia periféri- ca, doenças periféricas, doenças malignas, cânceres ou cânceres em metás- tase.
A presente invenção fornece assim o uso de um agente de pep-
tídeo, ácido nucléico ou célula hospedeira de acordo com a invenção para tratamento ou prevenção de infecções de HIV, para o tratamento e/ou pre- venção da síndrome de imuno deficiência adquirida (AIDS), ou o seu surgi- mento, evitando a transmissão de HIV, por exemplo, durante o contato se- xual.
A presente invenção fornece o uso de um agente de peptídeo, ácido nucléico ou célula hospedeira de acordo com a invenção para a fabri- cação de um fármaco para o tratamento e/ou prevenção da inflamação, do- enças inflamatórias, doenças autoimunes, ou infecções bacterianas e infec- ções virais, artrite reumatóide, ateroma ou arterioesclerose, asma, rinite a- lérgica ou dermatite atópica, a rejeição de órgãos, tecidos ou células trans- plantados, esclerose múltipla e/ou outras doenças desmielinizantes, neuro- patia periféricas malignas, cânceres ou em metástase. BREVE DESCRIÇÃO DO DESENHO Figura IMostra detalhes da caracterização de um polipeptídeo
típico derivado de citoquina, consistindo da SEQ ID NO: 21 fundida na termi- nação N da SEQ ID NO: 1. O polipeptídeo foi preparado por síntese química total conforme descrito sob Materiais e Métodos. AU: Unidades de Absorção. O painel A mostra uma HPLC analítica de material cru após clivagem HF. O painel B mostra um HPLC analítico do material desejado purificado da pre- paração crua. O painel C mostra o traço de um HPLC analítico da mistura de reação após purificação e redobragem/formação de pontes de dissulfito. O painel D mostra o traço obtido por HPLC analítico com material purificado, redobrado.
MODOS PARA A EXECUÇÃO DA INVENÇÃO Materiais e Métodos
Preparação de Polipeptídeos por Síntese Química A preparação de quimiocinas por síntese química total foi execu- tada em um sintetizador ABI 430 modificado customizado para realizar a química Boc com neutralização in situ [22], A estratégia de síntese também apresentou uma etapa de capeamento químico (para finalizar quaisquer ca- deias com grupos amina livres ao fim da etapa de ligação) usando uma ace- tilglicina em cada ciclo. Após a clivagem de HF1 produtos crús foram anali- sados por HPLC analítico e espectroscopia de massa MALDI. Depois da pu- rificação em escala preparatória do produto desejado, a redobragem das proteínas e a formação das pontes de dissulfito foram realizadas de acordo com os procedimentos publicados [0], e o material redobrado foi verificado por HPLC analítico (tempo de retenção mais curto) e espectrometria de massa por eletroborrifo (perda de unidades de massa devido à oxidação do grupo cisteína tiol durante a formação da ponte de dissulfeto). Os produtos finais foram submetidos à escala de purificação preparatória e depois Iiofili- zados. Detalhes da caracterização do material intermediário e parcialmente purificado por HPLC para uma síntese típica de uma proteína da invenção, consistindo da SEQ ID NO 21 fundida à terminação N da SEQ ID NO: 1, são mostrados na figura 1. Os resultados da caracterização do material purifica- do da referida proteína por espectroscopia de massa são fornecidos na se- guinte tabela:
Tabela 3: Caracterização de material purificado por espectrometria de massa
Proteína consistindo da SEQ ID NO: 21 fundida à terminação N da SEQ ID NO: 1 Massa calculada Massa observada Material antes da redo- bragem 7976,26 7976,76 ± 0,24 Material depois da redo- bragem 7922,26 7972,68 ± 0,36
A análise do produto final por HPLC analítico é mostrada na Fi- gura 1.
Preparação de polipeptídeo por expressão em organismos hospedeiros
Os agentes de polipeptídeo foram preparados por expressão em organismos hospedeiros usando técnicas rotineiras que são conhecidas na técnica, seguindo os procedimentos descritos por exemplo, nas referências [0] e [0],
Ensaio de Fusão Celular
Este procedimento foi realizado conforme descrito em [0] usando as linhas celulares HeLa-P5L [0] e HeLa-Env-ADA [0], Células HeLa-P5L foram cultivadas em locais com 96-cavidades (104 células por cavidade). Vinte e quatro horas mais tarde, o meio foi removido e substituído por um meio contendo 104 HeLa-Env-ADA células por cavidade mais agentes de peptídeo quimiocina da presente invenção. Após outras 24 h, as células fo- ram lavadas uma vez em PBS1 Iisadas e testadas quanto á atividade β- galactosidase por adição do substrato colorigênico CPRG (clorofenol red-β- D-galactopiranosídeo). Os resultados foram expressos de acordo com a se- guinte fórmula:
100 χ (absorvência média tratada - absorvência média nenhuma célula en- velope)/(absorvência humana sem quimiocina - absorvência média nenhu- ma célula envelope).
As medições foram realizadas em número triplicado para cada experimento independente, e os valores IC50 foram obtidos a partir das cur- vas de inibição de dose ajustadas usando o software Prism® (GraphPad). O valor IC50 representa a concentração de um agente de peptídeo na qual a função celular foi inibida 50%, em comparação com um controle que não tinha sido exposto a qualquer agente inibidor. Ensaio de Replicação Viral
A replicação viral foi testada como nas referências [0] e [0], com a modificação de que células HeLas foram usadas como material de partida, e células repórter SX22-1 foram adicionadas somente após expressão de vírus.
Ensaio de Fluxo de Cálcio
Agentes foram testados quanto a estímulo de sinalização de cál- cio tanto via CCR5, CCR1 ou CCR3 usando células (por exemplo células humanas embriônicas do rim (HEK)) transfectadas para originar uma ex- pressão mais estável, seja de CCR5, CCR1 ou CCR3, respectivamente. O procedimento foi realizado essencialmente conforme descrito na referência [0], usando placas com 96 cavidades e um fluorímetro FLEXstation (Disposi- tivos Moleculares). Medições da fluorescência foram realizadas nas respec- tivas células carregadas com Fluo-4 (Amostras Moleculares) de acordo com as recomendações do fabricante e mantidas a 37°C. As medições foram rea- lizadas sextuplicadamente (n= 6) em uma concentração de agente simples (300 nM; uma concentração que produz Emax para PSC- RANTES e RAN- TES nativo).
Ensaio de Modulação Negativa de Superfície CCR5
Células CHO-CCR5 [0] foram cultivadas a 80.000 células por ml em placas com 96 cavidades. No dia seguinte, o meio foi removido e substi- tuído por um meio contendo quimiocinas em diferentes concentrações e as células foram incubadas por 1 h a 37°C. Ao final deste período, o meio foi removido e as células foram fixadas com 4% de paraformaldeído. Após duas lavagens com PBS, as soluções de ambos o anticorpo anti-CCR5 conjugado com ficoeritrina (clone 3A9, Pharmingen) ou anticorpo anti CCR1 conjugado com ficoeritrina (para controle negativo) em PBS-1% de BSA foram adicio- nados às células. As placas foram deixadas em gelo por 1 h, depois lavadas três vezes com PBS-1% de BSA antes que valores fluorescentes fossem determinados usando um fluorímetro FLEXstation. Os resultados foram ex- pressos como% de nível de controle da superfície de CCR5: 100 χ (fluorescência média quimiocina adicionada, anti-CCR5 - fluorescên- cia de controle médio negativo anti-CCR1)/(fluorescência de controle médio positivo [nenhuma quimiocina adicionada, anti-CCR5-fluorescência média anti-CCR1).
Cada determinação foi realizada em seis vezes (n=6), e PSC- RANTES foi empregado como uma quimiocina de referência em cada expe- rimento.
Ensaio de Discriminação de CCR1
A seletividade para CCR5 sobre CCR1 foi medida em um ensaio de ligação de competição CCR1 usando um Iigante CCR1 natural rotulado radioativo como um traçador. Tanto MIP-1a/CCL3 ou RANTES/CCL5 po- dem, por exemplo, ser empregados como um traçador para este ensaio de discriminação de CCR1. O ensaio foi realizado e descrito como na referência [0].
Ensaio de Discriminação de CCR3
A seletividade para CCR5 sobre CCR1 foi medida em um ensaio de ligação competição CCR3 usando um Iigante CCR3 natural rotulado ra- dioativo como um traçador. Eotaxin/CCL11 ou RANTES/CCL5 podem, por exemplo, ser usados como um traçador para este ensaio de discriminação CCR3. O ensaio foi realizado e descrito como na referência [0]. Exemplos
Exemplo 1: Medição de potência anti-HIV pelo ensaio de fusão celular.
Agentes de peptídeos foram preparados por síntese química conforme descrito sob Materiais e Métodos. Os agentes foram avaliados in- dividualmente usando o ensaio de Fusão Celular conforme descrito sob Ma- teriais e Métodos , e os valores IC50 foram obtidos por comparação do resul- tado do ensaio na ausência dos agentes. Os valores IC50 obtidos são lista- dos na Tabela 1.
Em geral, valores IC50 baixos, isto é, elevados valores de po- tência anti-HIV, foram verificados para agentes de peptídeos que se confor- maram bem para a seqüência de assinatura de consenso N-terminal QGP [P/L] [L/G] [M/D] X X [Q/L] X ou QGP[P ou L][L ou G ou S ou M][M ou D ou S ou Q ou G]XX[Q ou G ou L ou A ou T ou S]X, onde X representa qualquer aminoácido e "/" representa "ou". Exemplos de tais compostos são aqueles derivados RANTES que consistem nas seqüências N-terminais de assinatu- ra SEQ ID NO: 2 -69 fundidos nas posições 10-68 da seqüência nativa RANTES (SEQ. ID. NO: 1) Tabela 4: Caracterização de agentes de peptídeos ou da invenção
Seqüência de assinatura SEQ ID NO: Potência anti- HIV (IC50, nM) por en- saio de fusão celular Potência anti- HIV (IC50, nM) por en- saio de repli- cação viral Sinalização de CCR5 (%) (1) Seqüestro de CCR5 (%)(2) 2 0,02 0,194 1,4 5 3 0,02 <5 3 4 0,02 0,380 4,6 3 0,02 0,576 5,3 0 6 0,02 0,289 1,4 3 7 0,02 0,179 0,7 10 8 0,03 0,278 2,5 0 9 0,03 0,187 4,8 2 0,03 0,403 2,3 0 11 0,03 1,6 9 12 0,03 0,204 4,1 4 13 0,07 <5 9 14 0,13 1,4 8 0,65 2,4 2 16 0,02 0,091 96,3 70 17 0,02 129 87,7 70 18 0,08 90,1 69 19 0,28 85,1 66 0,66 95,6 71 21 0,54 14,2 54 22 0,02 0,470 2,4 12 23 0,03 0,625 5,3 35 24 0,03 0,174 2,4 35 0,03 0,0 13 26 0,58 9,4 41 27 0,03 14,6 40 28 0,03 0,213 45,0 59 29 0,39 22,6 36 Seqüência de assinatura SEQ ID NO: Potência anti- HIV (IC50, nM) por en- saio de fusão celular Potência anti- HIV (IC50, nM) por en- saio de repli- cação viraI Sinalização de CCR5 (%) (1) Seqüestro de CCR5 (%)(2) 0,01 4,1 4 31 0,02 3,6 6 32 0,03 6,0 5 33 0,03 0,2 0 34 0,03 5,1 8 0,05 4,9 5 36 0,05 5,1 7 37 0,09 0,7 5 38 0,10 0,3 3 39 0,10 1,7 5 40 0,11 0 6 41 0,12 0 9 42 0,16 0,2 0 43 0,29 0,3 4 44 0,02 68,5 60 45 0,02 77,4 62 46 0,40 97,6 72 47 0,44 96,9 78 48 0,64 100,5 78 49 0,74 97,2 77 50 0,02 7,6 11 51 0,02 5,0 12 52 0,02 8,3 11 53 0,02 5,1 16 54 0,06 2,1 12 55 0,07 7,3 33 56 0,15 7,5 15 57 0,16 4,9 18 58 0,23 0,7 25 59 0,23 6,0 15 Seqüência de assinatura SEQ ID NO: Potência anti- HIV (IC50, nM) por en- saio de fusão celular Potência anti- HIV (IC50, nM) por en- saio de repli- cação viral Sinalização de CCR5 (%) (1) Seqüestro de CCR5 (%)(2) 60 0,02 11,8 8 61 0,02 12,7 7 62 0,03 29,6 45 63 0,03 42,7 50 64 0,04 17,2 28 65 0,04 11,5 30 66 0,07 33,4 42 67 0,12 10,3 15 68 0,17 10,6 24 69 0,22 20,1 38
(1) O sinal% é expresso como a% da resposta máxima (Emax) elicitada
por PSC-RANTES, quando testada a uma concentração de 300 nM no ensaio sinalizando o fluxo de cálcio conforme descrito sob Materiais e Métodos.
(2) A% de seqüestro é expressa como a quantidade de seqüestro no que se refere ao nível de controle das moléculas da superfície CCR5, quando testadas no ensaio de modulação negativa da superfície de CCR5/ receptor de seqüestro conforme descrito em Materiais e Méto- dos.
Exemplo 2: Medição de potência anti-HIV pelo ensaio de replicação viral
Agentes de peptídeos da invenção foram preparados por síntese química conforme descrito sob Materiais e Métodos. Os agentes foram indi- vidualmente avaliados usando o ensaio de replicação viral conforme descrito sob Materiais e Métodos, e valores de IC50 foram obtidos por comparação do resultado do ensaio na presença dos agentes com o resultado do ensaio obtido na ausência dos agentes. Os valores de IC50 obtidos são listados na tabela 4.
Em geral, valores de IC50 baixos, isto é, valores de alta potência anti-HIV, foram verificados para agentes de peptídeos que se conformam bem com a seqüência de assinatura de consenso N terminal da Q G P [P/L] [L/G] [M/D] X X [Q/L] X onde X representa qualquer aminoácido e T repre- senta "ou". Exemplos de tais compostos são aqueles derivados RANTES que consistem nas seqüências de assinatura N-terminais SEQ ID NO: 2-29 fundidas nas posições 10-68 da seqüência nativa RANTES (SEQ. ID. NO: 1).
Exemplo 3: Medição de sinalização celular pelo ensaio de fluxo de cálcio
Agentes de peptídeos preparados por síntese química conforme descrito sob Materiais e Métodos foram avaliados usando o ensaio de fluxo de cálcio conforme descrito em Materiais e Métodos. Os valores de "sinali- zação" obtidos usando o referido ensaio para agentes de peptídeos individu- ais da presente invenção estão listados na Tabela 4.
Em geral, foram observados valores de sinalização baixos de, por exemplo, no máximo 6% ou 10% para agentes de peptídeos que se con- formaram bem para a seqüência de assinatura de consenso N-terminal Q G PPLM [S/G] [L/F/T] Q [SA/] onde "/" representa "ou". Exemplos de tais compostos são aqueles derivados de RANTES que consistem nas seqüên- cias de assinatura N-terminais 0, 0, 0, ou 0 fundidas nas posições 10-68 da seqüência nativa RANTES (SEQ. ID. NO: 1). Entretanto, derivados de RAN- TES da presente invenção com outras seqüências de assinatura, tais como a 0 e 0 também mostraram baixos valores de sinalização de 20% ou menos, o agente de peptídeo carregando a seqüência de assinatura 0 conseguiu um valor de sinalização baixo de 30% ou menos, e o agente de peptídeo carre- gando a seqüência de assinatura 0 conseguiu um valor de sinalização abai- xo de 46%. Valores de sinalização baixos, totais, foram observados para agentes de peptídeos que se conformaram à seqüência de assinatura de consenso N-terminal QGPP[G/L][M/Q]XX[Q/S][S/V], ou QGPP[G/L][M/Q][S/G/W/A/T][L/F/T/S/G/Y][Q/S][S/V], por exemplo, incluindo derivados RANTES contendo as seqüências de assinatura N-terminais 0, 0, 0, 0, 0, ou 0.
Exemplo 4: Ensaio de seqüestro de receptor pelo ensaio de modulação ne- gativa da superfície CCR5. Agentes de peptídeos preparados por síntese química sob Mate- riais e Métodos foram avaliados usando o Ensaio de modulação negativa de superfície CCR5 conforme descrito sob Materiais e Métodos. Os valores de "seqüestro de CCR5" obtidos usando o referido ensaio para agentes de pep- tídeos individuais da presente invenção são listados na tabela 5. Valores de seqüestro de CCR5 obtidos nos testes equivalentes dos documentos da téc- nica anterior estão listados na Tabela 1.
Em geral, altos valores de seqüestro de CCR5, de por exemplo pelo menos 60% ou 65% ou mais, foram observados para agentes de peptí- deos que se conformaram bem com a assinatura de consenso N-terminal Q GPPGD [T/l] V L [W/A], onde "/" representa "ou". Exemplos de tais com- postos são aqueles derivados RANTES que consistem nas seqüências de assinatura N-terminais 0 ou 0 fundidas nas posições 10-68 da seqüência nativa RANTES (SEQ. ID. NO: 1). Entretanto, derivados RANTES da presen- te invenção com outras seqüências de assinatura, tais como 0, 0, 0, também foram caracterizadas por uma alta atividade de seqüestro de CCR5, de por exemplo 60% ou 65%, ou mais. Além disso, os agentes de peptídeos deri- vados RANTES com as seqüências de assinatura OeO também foram ca- racterizados por uma elevada atividade de seqüestro de CCR5, isto é, de pelo menos 50%, ou pelo menos 54, 55 ou 59%. No total, elevados valores de seqüestro de CCR5 foram observados para agentes de peptídeos que se conformaram com aquela seqüência de assinatura de consenso N- terminal QGP[P/L][L/G/S][D/S/G/Q]XX[L/A/T/Q][W/A/V], ou
QGP[P/L][L/G/S][D/S/G/Q][T/I/S/W/Q][V/L/A/S/G][L/A/T/Q][W/A/V], por e- xemplo, incluindo derivados RANTES contendo as seqüências de assinatura N-terminal 0, 0, 0, 0, 0, 0. Exemplo 5: Exemplo Comparativo
Derivados RANTES da técnica anterior listados na Tabela 5 fo- ram avaliados usando ensaios conforme descritos para os agentes da inven- ção em exemplo 1 a exemplo 4. Os resultados obtidos nesses ensaios com os derivados RANTES da técnica anterior estão listados na Tabela 1. Tabela 5: Caracterização dos derivados de citoquina selecionados da téc- nica anterior
Nome do Agente Potência anti-HIV (IC50, nM) por ensaio de fusão celular Potência anti-HIV (IC50, nM) por ensaio de replicação viral Sinalização de CCR5 (%)<1) Seqüestro de CCR5 (%)(2) Met-RANTES (3) 75,14 15,0 26 AOP-RANTES (4) 1,12 80,7 71 NNY-RANTES (5) 0,29 84,5 77 PSC-RANTES (6) 0,02 0,281 100,0 75 P1 (7) 6,59 0,0 5 P2 (7) 1,61 93,8 68
(1) A% de sinalização é expressa como% da resposta máxima (Emax) elici- tada por PSC-RANTES, quando testada a uma concentração de 300 nM no ensaio de sinalização do fluxo de cálcio conforme descrito sob
Materiais e Métodos.
(2) A% de seqüestro é expressa como a quantidade de seqüestro no que se refere ao nível de controle das moléculas de superfície CCR5, quando testado na superfície de modulação negativa CCR5 /receptor de seqüestro conforme descrito em Materiais e Métodos.
(3) composto reportado na ref. [0]
(4) composto reportado na ref. [0]
(5) composto reportado na ref. [0]
(6) composto reportado na ref. [0]
(7) composto reportado na ref. [0]
Exemplo 6: Teste in vitro da eficácia das novas moléculas contra clades de HIV de todo o mundo
As moléculas são testadas contra cepas de R5 representativas de todo o mundo.
Em resumo, isolados de HIV primários obtidos de diferentes á-
reas de campo em todo o mundo e disponíveis através dos repositórios de reagente são testadas quanto à sua sensibilidade de inibição em ensaios de replicação usando células primárias humanas. O procedimento pode ser executado conforme descrito na refe- rência [29], ou como se segue:
Culturas Celulares: PBMC sâo purificados a partir do sangue de diferentes doadores humanos HlV-negativos por centrifugação gradiente Ficoll-Paque. PBMC purificados são ressuspensos em meio RPMI (Mediatech, Inc., Hern- don, Pa.) suplementados com soro bovino fetal 10% (FBS; Life Technologi- es, Inc., Rockville, Md.), 100 U de penicilina e 100 pg de estreptomicina (pen/strep; Mediatech, Inc.) por ml, 1 ng de recombinante humano interleu- quina-2 (IL-2; Life Technologies, Inc.) por ml, e 1 U de fitohemaglutinina (PHA; Life Technologies, Inc.) por ml.
Vírus: As seguintes cepas de NSI R5 HIV-1 são obtidas a partir do programa "AIDS Research and Reagent Program": A-92RW009, A-92RW008, A- 93UG075, B-92BR021, B-92TH026, B-BaL1 C-92BR025, C-93IN101, D- 94UG108, E/A-92TH022, E-92TH001, B/F-93BR019, F-93BR029, G- 92NG083-JV1083, e G-92NG003-G3. Duas cepas Sl X4 (HXB2 e F- 93BR020) também são obtidas a partir do Programa de Reagente de AIDS (AIDS Reagent Program) para uso como controles. Para a maioria das ce- pas listadas acima, a letra antes do traço indica o subtipo do envelope viral e é seguido pelo ano de isolamento, país de origem, e número da cepa, por exemplo, A-92RW009 é uma cepa de clade A HIV-1 isolada em Rwanda em 1992. Todos esses vírus são propagados em culturas de PBMC até que as elevadas titrações dos vírus (conforme determinado pela atividade de trans- criptase reversa [RT]) sejam obtidas em sobrenadantes de cultura. Os valo- res da dose ineficaz de cultura de 50% são então calculados para cada vírus usando a técnica de Reed-Muench [30].
Ensaios de Replicação: PBMC tratados por PHA/IL-2 são adicionados a pla- cas com 96 cavidades (2 χ 105 células/cavidade) contendo inibidores diluí- dos serialmente. O isolado de HIV-1 apropriado em meio de RPMI (multipli- cidade de infecção [MOI] aproximadamente 0,1) é adicionado. Experimentos triplicados são realizados com todos os isolados NSI R5 de HIV-1. No dia 3 pós infecção, cada placa é centrifugada por 5 min a 1,200 χ g em uma cen- trífuga tipo "swinging-bucket". Uma alíquota (150 μΙ) de sobrenadante livre de células é então removida de cada cavidade e substituída com 150 μΙ de meio RPMI completo contendo as concentrações apropriadas do inibidor. Nos dias 5, 10, e 15 pós-infecção, cada placa é centrifugada novamente por min, e amostras sobrenadantes livres de células (25 μΙ) são removidas e armazenadas a -70°C para análise subseqüente. Culturas são descartadas no dia 15.
A produção de virus na presença de inibidores é medida em so- brenadantes livres de células usando ensaios de RT conforme descrito pre- viamente [31].
Exemplo 7: Demonstração da eficácia in vivo de inibidores de CCR5 em um modelo primata não humano de transmissão vaginal de HIV
O modelo do macaco de prevenção de HIV descrito abaixo é usado para demonstrar a eficácia in vivo das moléculas da invenção.
Em resumo, grupos de macacos rhesus adultos fêmeas tratadas com progesterona são pré-tratados com 4 mL de PBS ou de soluções de inibidores em PBS. Quinze minutos mais tarde, animais são contaminados com 300 TCID50 de SHIV SF162 e monitorados por até 24 semanas para o desenvolvimento de viremia de plasma [32].
O procedimento pode ser executado conforme descrito na refe- rência [33], ou como se segue:
São usados macacos rhesus fêmeas adultos, de ciclo normal (.Macacca mulatta) variando de 5 até 12 anos de idade. Todos os estudos aderem ao guia para o cuidado e uso de animais de laboratório, preparados pelo Conselho de Pesquisa Nacional "Tulane National Primate Research Center Institutional Animal Care and Use Committee". Todo o pessoal chave (tratadores de animais, tratadores e técnicos de laboratório que se engaja- ram na preparação de inóculos virais e em análises virológicas) são "cega- dos" quanto ao tratamento imputado.
Animais são tratados com uma única injeção intramuscular de 30 mg de acetato de depo-medroxiprogesterona (Depo-Provera®). Após 30-33 dias eles são sedados com telazol, colocados em decúbito ventral com os quadris elevados, e 4 ml de solução inibidora em PBS, ou PBS sozinho é introduzido sem trauma no vazio vaginal usando um cateter francês dobrá- vel. Este volume fornece a cobertura mais eficaz das paredes do vazio vagi- nal sem vazamento indevido. Os animais são contaminados 15 min mais tarde com 300 TCID50 de SHIV SF162 obtidos do programa "NIH AIDS Re- search and Reference Reagent Program" em 1 ml do meio RPMI 1640. San- gue é coletado em tubos de EDTA cada semana após a contaminação. Ní- veis de plasma viral são determinados por quantificação de SIV gag RNA usando um ensaio de RT-PCR em tempo real, conforme descrito previamen- te [0], O ensaio tem o limiar de sensibilidade de 60 cópias de RNA/ml com um coeficiente de variação interensaio <25%. O estado livre de infecção é definido como uma viremia de plasma consistentemente indetectável para todas as análises. A conversão do soro é monitorada por Western Blot u- sando o kit Zeptometrix SIV (Zeptometrix, Buffalo N.Iorque). REFERÊNCIAS
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Gln Gly Pro Pro Leu Met Ser Ala Gln Ser 10
<210> 68 <211> 10 <212> PRT
<213> Seqüência Artificial <220>
<223> sintética <400> 68
Gln Gly Pro Pro Leu Met Ser Gly Gln Ser 10
<210> 69 <211> 10 <212> PRT
<213> Seqüência Artificial <220>
<223> sintética <400> 69
Gln Gly Pro Pro Leu Met Ser Gly Gln Val 10