BRPI0716870A2 - Dispositivo de retirada de tecido biológio para a identificação dos animais - Google Patents

Dispositivo de retirada de tecido biológio para a identificação dos animais Download PDF

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BRPI0716870A2
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Jean-Jacques Hilpert
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Allflex Europe Sas
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Description

Relatório Descritivo de Patente de Invenção para "DISPOSITIVO DE RETIRADA DE TECIDO BIOLÓGICO PARA A IDENTIFICAÇÃO DOS ANIMAIS ".
A presente invenção pertence ao domínio da marcação e da identificação dos animais de criação.
Ela se refere a um dispositivo de retirada de tecido biológico destinado a ser utilizado em uma etiqueta para a marcação dos animais, a parte macho da etiqueta para a marcação dos animais, incluindo o dispositivo de retirada de tecido biológico. A invenção tem também por objeto uma etiqueta auricular, cuja parte macho compreende esse dispositivo.
Nesses últimos anos, a marcação do gado sobre a pata como as vacas, os porcos ou os carneiros é tornada obrigatória em um bom número de países no mundo. Essa marcação é geralmente feita, aplicando-se uma etiqueta em uma ou nas duas orelhas do animal, essa etiqueta portando meios de identificação que permitem a identificação individual de cada animal. Existem numerosas versões de etiquetas, todas compreendendo uma parte fêmea ou de recepção e uma parte macho ou de perfuração. Para a colocação dessa etiqueta, a orelha do animal é posicionada entre a parte macho e a parte fêmea e, com o auxílio de uma pinça, ligam-se as duas partes entre si por puncionagem através da orelha. Uma vez colocada, a etiqueta é supostamente impossível de ser retirada, impedindo assim qualquer fraude. Com essa finalidade foi concebido um certo número de mecanismos de bloqueio que permitem reter a parte macho na parte fêmea, uma vez que as duas peças foram ligadas sobre a orelha do animal.
As patentes EP 0177201, EP 0913081, WO 95/25426 e EP 1037525 descrevem os mecanismos de bloqueio sob a forma de um anel, de entalhes e/ou de um clipe de fixação que bloqueiam a parte macho na parte fêmea, após ligação da etiqueta.
Além disso, torna-se cada vez mais importante, não somente poder identificar um animal com a respectiva etiqueta correspondente, mas também poder retirar uma amostra de tecido biológico do animal assim marcado com a etiqueta e, quando de uma etapa posterior, de ser capaz de atribuir essa amostra de tecido biológico do animal assim marcado com a etiqueta e, quando de uma etapa posterior, de ser capaz de atribuir essa amostra, a partir da qual um certo número de características biológicas/bioquímicas foram determinadas, no animal em questão.
A patente EP 1014861 descreve um dispositivo para retirar uma amostra biológica que compreende uma cápsula de teste com um receptáculo para a amostra e uma tampa para a cápsula. O receptáculo da amostra e a tampa da cápsula formam uma etiqueta que é aplicada no mesmo tempo que a cápsula contendo a amostra é preparada e fechada. A cápsula assim obtida porta as mesmas informações de etiquetagem que a etiqueta que foi aplicada, mas ela pode ser daí separada. A amostra contida na cápsula pode, portanto, ser levada a um laboratório para realizar os testes que são necessários para determinar uma doença ou as capacidades imunológicas do animal.
A patente EP 1088212 descreve um dispositivo para se obter e preparar uma amostra de tecido biológico para um diagnóstico genético molecular. O dispositivo possui um receptáculo para receber a amostra e um meio de retirada da amostra, a qual penetra no receptáculo, após a retirada da amostra e a fecha de maneira hermética. No receptáculo de recepção da amostra, é previsto um meio de proteção contra as enzimas que degradam o ADN. O meio de coleta da amostra atravessa por pressão a orelha do animal e penetra no receptáculo de recuperação da amostra que é ele próprio associado a uma etiqueta que compreende uma placa com ponta e uma placa com orifícios. O receptáculo de recuperação da amostra é ligado, de forma desmontável, com a placa com orifícios e pode, em conseqüência, ser retirado, após a retirada da amostra, enquanto que a etiqueta permanece na orelha do animal.
A patente EP 1372379 descreve uma etiqueta para a marcação dos animais, tendo um dispositivo de retirada de substância orgânica. Nessa etiqueta, a parte macho é configurada em dois elementos separáveis. O primeiro desses dois elementos permanece na parte fêmea da etiqueta, uma vez que a etiqueta foi aplicada, enquanto que o outro elemento é utilizado para retirar uma amostra de substância orgânica e pode se deslocar da frente para trás no primeiro elemento. O inconveniente das patentes EP 1014861 e EP 1088212 é que as amostras assim produzidas são armazenadas, de maneira segura e hermética, nas cápsulas respectivas assim produzidas. As análises de laboratório necessitam da abertura das cápsulas assim fechadas, que é enfadonha. É preciso, com efeito, recorrer à aplicação de uma força importante ou à utilização de uma aparelhagem específica, o que torna o procedimento penoso e longo.
O inconveniente do dispositivo da patente EP 1372379 é que a amostra produzida, embora seja transportável até o laboratório de análise, é difícil de armazenar e de conservar. Em conseqüência, os estudos em laboratório devem ser realizados em um intervalo de tempo de algumas horas a alguns dias, após a retirada, a fim de se ter certeza de que a amostra não se degradou, pelo menos em parte.
Assim, o objeto da presente invenção é de fornecer um dispositivo de retirada de tecido biológico associado a uma etiqueta auricular que permite um acesso fácil à amostra obtida, e que, ao mesmo tempo e apesar desse acesso fácil, permite armazenar a amostra por longos períodos de tempo, isto é, de vários meses a vários anos. Essa invenção permite, além disso, utilizar a aparelhagem de retirada com uma etiqueta de identificação dos animais de tipo fechado, o único tipo de identificação atualmente aceito na maior parte dos países, dispondo de sistemas de identificação oficiais. Os inventores tiveram a surpresa de descobrir que, fixando-se um reservatório cheio de um agente conservante em uma extremidade de uma agulha oca, tal como uma agulha para biópsia, era possível conceber um sistema que pode ser utilizado para a obtenção de uma amostra biológica durante a colocação de uma etiqueta de orelha e que esse sistema permitia, ao mesmo tempo, uma acessibilidade instantânea e facilitada à amostra e uma longa duração de conservação desta. De maneira prática, uma dose de um produto conservante destinado ao tratamento da amostra é guardada em um reservatório do qual uma das paredes é concebida para ser rompida ou atravessada pela extremidade da agulha oca que lhe é adjacente, em conseqüência do que o interior o reservatório é colocado em relação com a cavidade da agulha oca. O agente conservante entra, então, em contato com a amostra retirada, na extremidade cortante da agulha oca. A região da parede do reservatório concebida para ser quebrada ou atravessada é, no caso, denominada divisória. Por uma ação de perfuração dessa divisória, o agente conservante pode exercer sua ação de conservação sobre a amostra que se acha na cavidade da agulha oca. A extremidade da agulha oca contendo a amostra pode ser colocada em um disco ou sob uma tampa que pode, ao mesmo tempo, isolar a extremidade da agulha de maneira reversível. Fazendo-se isto, a amostra é preservada e, quando da retirada da tampa, a amostra está sempre acessível na cavidade da agulha. Pode-se, então, expô-la a outros reagentes, mergulhando simplesmente a agulha nestes ou colocando a amostra em um recipiente de laboratório apropriado.
Em um modo de realização preferido, o dispositivo de retirada de tecido biológico é configurado, de forma a poder ser montado sobre uma pipeta de laboratório, tal como uma pipeta Eppendorf, sob a forma de uma tampa que fecha a extremidade distai da agulha, isto é, a segunda extremidade e a amostra que se acha no interior.
As amostras obtidas com o auxílio do dispositivo de retirada de tecido biológico, segundo a presente invenção, são facilmente analisáveis, pois não são contidas em uma cápsula difícil de abrir. Elas podem, além disso, ser conservadas, durante um período de seis meses a três anos, permitindo assim a determinação de parâmetros bioquímicos/biológicos das amostras de tecido biológico e a identificação do animal correspondente mesmo após um longo período de tempo.
Mais precisamente, os objetivos da presente invenção são atingidos graças a um dispositivo de retirada de tecido biológico, compreendendo:
- um reservatório apto a conter um produto químico para tratar uma amostra de tecido biológico;
- uma agulha oca que possui uma cavidade que termina por uma primeira abertura em uma primeira extremidade
e por uma segunda abertura em uma segunda extremidade, essa agulha oca tendo também uma aresta cortante nessa segunda extremidade, apta a recortar o tecido biológico com a finalidade de criar uma amostra que é recebida nessa cavidade, quando se introduz o dispositivo de retirada no tecido biológico;
- uma peça de fixação dessa agulha oca, formada de uma só peça com o reservatório, essa peça de fixação possuindo um canal que parte da base do reservatório e termina por um orifício, esse canal tendo dimensões aptas a manter a parte proximal dessa agulha oca portando a primeira extremidade, e pelo fato de essa base desse reservatório compreender uma divisória que está apta a ser atravessada por essa primeira extremidade dessa agulha oca, quando se introduz o dispositivo de retirada no tecido biológico.
Em um modo de realização preferido, essa divisória compreende uma zona de espessura reduzida em relação à espessura da parede adjacente que envolve essa divisória ou adota-se um relevo conferindo uma menor resistência à pressão, por exemplo, graças a perfurações ou a uma ranhura ou a um local que será rompido pela primeira extremidade da agulha oca. Está bem compreendido que a zona de menor resistência pode ser obtida por diferentes meios conhecidos do técnico (o plasturgista, caso o dispositivo seja feito em matéria plástica). Pesquisar-se-á um nível de resistência à pressão muito baixo, para que a divisória se rompa na vertical da agulha e que a parede próxima do reservatório não seja danificada. Evitar-se-á, todavia, uma resistência muito pequena que levaria a divisória a se romper ao menos apoio, e, em particular, enquanto que a agulha oca não pôde ainda penetrar no tecido que ela deve cortar para retirar uma amostra.
Em uma versão de execução preferida da invenção, o canal da peça de fixação tem um diâmetro interno que se adapta a um diâmetro externo da parte proximal da agulha oca, de modo que essa parte proximal se encaixa por atrito nesse canal, e que, quando se introduz o dispositivo de retirada no tecido biológico, ela se desloca para o reservatório, atravessando a divisória com o auxílio de sua primeira extremidade. Em uma variante de realização, o reservatório,
que compreende a parede, e a peça de fixação são fabricados em plástico, por exemplo, por moldagem. A peça de fixação e o reservatório podem ser fabricados em uma só peça, de modo que a peça de fixação é integrada ao reservatório, em prolongamento da parede. Eles podem também ser fabricados separadamente, caso no qual no dispositivo da invenção, de acordo com a invenção, a peça de fixação é distinta desse reservatório e é ligada a este por um meio de ligação em uma segunda etapa. Em um modo de realização alternativo, a peça de fixação é sobremoldada com o reservatório sobre a agulha oca.
De preferência, no dispositivo, de acordo com a invenção, a matéria da agulha oca é escolhida de tal modo que não altera a amostra biológica. Ela pode ser feita em metal ou em um material compósito. De preferência utiliza-se uma agulha em metal. Em uma variante de realização, essa agulha oca possui um eixo longitudinal que se estende entre a primeira e a segunda extremidades, que é perpendicular à divisória transpassável do reservatório.
De preferência, a agulha oca é mantida
perpendicular a essa divisória do reservatório por intermédio do canal central dessa peça de fixação.
Em uma variante de realização vantajosa, esse reservatório possui uma abertura que permite enchê-lo com produto químico.
De acordo com um modo de realização preferido, esse reservatório contém um produto químico para tratar uma amostra de tecido biológico, de preferência um agente conservante apto a conservar uma amostra de tecido biológico. De preferência, o agente conservante é
selecionado no grupo que compreende os agentes de secagem, os inibidores de enzima e as substâncias capazes de impedir o desenvolvimento de organismos bacterianos. Um agente de secagem pode ser, por exemplo, a sílica gel, o sulfato de cálcio, o óxido de magnésio, os pirofosfatos. Dentre os inibidores de enzima, preferem-se os inibidores das enzimas que degradam o ADN. De maneira preferida, coloca-se no reservatório uma substância ou uma mistura de substâncias que tem uma ação que limita o desenvolvimento de organismos bacterianos. Conforme uma característica interessante dos
dispositivos, de acordo com a invenção, a abertura do reservatório é fechada por uma folha metálica chumbada. O dispositivo, de acordo com a invenção, se apresenta, portanto, de preferência, em sua forma pronta para uso, com seu reservatório previamente cheio do produto químico escolhido e chumbado por uma tampa.
Por exemplo, esse reservatório que contém um agente conservante, tem sua abertura chumbada por uma folha alumínio.
De acordo com uma característica interessante da presente invenção, o reservatório compreende sobre sua parte externa uma braçadeira que permite a utilização do dispositivo de retirada sobre a parte macho de uma etiqueta auricular de marcação dos animais, essa braçadeira tendo dimensões que lhe permitem se encaixar em uma das garras de uma pinça utilizada para a colocação dessas etiquetas.
Em um modo de realização do dispositivo de retirada de tecido biológico, de acordo com a invenção, esse dispositivo possui um primeiro meio de identificação.
Em uma variante preferida da presente invenção, no dispositivo de retirada do tecido biológico, a parede do reservatório comporta meios de associação com uma tampa em forma de capuz. Por exemplo, o reservatório pode possuir em sua base uma parte que é dimensionada para se encaixar em uma tampa em forma de capuz. Em uma versão melhorada, essa parte basal é uma parte externa desse reservatório. Assim, o dispositivo de retirada de tecido biológico, de acordo com a invenção, é, de preferência, dotado de meios de associação colocados sobre a face externa na base do reservatório. De maneira vantajosa, a base do reservatório que apresenta os meios de associação com a tampa em forma de capuz é prolongada em uma só peça pela peça de fixação da agulha oca.
Em um modo de realização particular do
dispositivo de retirada de tecido biológico, de acordo com a invenção, os meios de associação do reservatório com uma tampa em forma de capuz possuem uma virola apta a manter essa tampa em forma de capuz, de modo que este recubra a parte distai da agulha oca, contendo eventualmente uma amostra de tecido biológico.
Em outros termos, a base do reservatório possui uma virola que se encaixa na tampa em forma de capuz, quando essa tampa é montada sobre essa base, de forma que a segunda extremidade da agulha oca e, eventualmente, a amostra de tecido biológico, que se acha na cavidade da agulha, seja protegida pela tampa em forma de capuz.
De maneira vantajosa, a tampa em forma de capuz é fornecida com os outros elementos do dispositivo de retirada. É por isso que é também objeto da presente invenção um dispositivo de retirada de tecido biológico, tal como descrito anteriormente, que compreende, além disso, uma tampa em forma de capuz montada sobre a virola desse dispositivo de retirada de tecido biológico.
De acordo com um modo de realização particular do dispositivo de retirada de tecido biológico, de acordo com a invenção, a tampa em forma de tampa comporta um suporte do primeiro meio de identificação, esse primeiro meio de identificação prolonga-se a partir desse dispositivo de retirada.
Em um modo de realização preferido do dispositivo, de acordo com a invenção, a tampa em forma de capuz é feita em uma matéria transparente que permite observar a retirada biológica.
Um outro objeto da presente invenção é uma etiqueta auricular para a marcação dos animais, comportando:
I) uma parte fêmea; e II) uma parte macho que compreende uma haste
munida de uma ponta distai que possui um rebordo, permitindo o bloqueio dessa parte macho nessa parte fêmea, essa haste sendo atravessada por um canal axial em toda a sua extensão, e essa parte macho compreendendo um dispositivo de retirada de tecido biológico, tal como descrito anteriormente.
Em um modo de realização vantajoso da etiqueta auricular, de acordo com a invenção, a agulha oca desse dispositivo de retirada de tecido biológico é alojada no canal axial da haste, esta tendo um comprimento tal que a aresta cortante da segunda extremidade dessa agulha oca ultrapassa a ponta dessa haste, de maneira a recortar uma amostra de tecido biológico, quando a parte macho é introduzida através da orelha de um animal.
Na etiqueta auricular, conforme o modo de realização acima, a segunda extremidade da agulha oca ultrapassa a ponta da haste de um comprimento pelo menos igual à espessura da divisória. Assim, após ter penetrado no tecido e ter daí retirado uma fração, a agulha desliza da haste macho até ser totalmente alojada nessa haste, a translação devendo levar a primeira extremidade da agulha através da divisória fina até o reservatório.
Essa translação deve, portanto, ser suficiente para defasar a agulha até o interior do reservatório, sem atravessá-lo por completo evidentemente.
De acordo com uma característica interessante, a etiqueta auricular, de acordo com a invenção, compreende, além disso, pelo menos um dos seguintes elementos:
- um segundo meio de identificação portado por uma placa associada à haste da parte macho;
- um terceiro meio de identificação portado pela parte fêmea, em conseqüência do que pelo menos um do segundo
ou terceiro meio de identificação se acha presente nessa etiqueta auricular.
Naturalmente que a parte macho que compreende o dispositivo de retirada, tal como descrito anteriormente, constitui o objeto da presente invenção, como elemento constitutivo da etiqueta auricular e como tal.
A invenção será melhor compreendida com base no exemplo de realização a seguir, ilustrado pelas figuras, nas quais:
- a figura 1 representa uma vista em corte longitudinal de um dispositivo de retirada de tecido biológico,
segundo a presente invenção; - a figura 2 representa uma vista em corte do mesmo dispositivo de retirada de tecido biológico, inserido na parte macho de uma etiqueta auricular;
- a figura 3 representa uma vista em corte do mesmo dispositivo, após a retirada de tecido biológico e
associação com uma tampa de proteção em forma de capuz.
O dispositivo de retirada de tecido biológico 1, tal como representado na figura 1, compreende o reservatório 2 que contém um agente conservante 4 para conservar um tecido biológico. O reservatório 2 possui a parede 21 que compreende a parede lateral e a base 215. Ele é dotado de abertura 23 fechada pela folha 24. A abertura 23 de enchimento do reservatório 2 fica no caso situada em oposição à base 215. Após ter terminado a operação de enchimento, o reservatório é fechado por chumbamento da folha 24. De preferência, essa folha será em plástico ou em metal ou uma associação das duas.
A agulha 3, da qual a primeira extremidade 21 é adjacente ao reservatório 2, e separada dele pela divisória fina 211, é mantida pela peça de fixação 22 de forma cônica. Essa peça de fixação 22 possui o canal interno 221 que se estende da divisória 211 do reservatório 2, até o orifício 35 da extremidade oposta 32 (segunda extremidade). A agulha 3 pode se deslocar ao longo do seu eixo longitudinal no canal 221, e caso se exerça uma pressão na segunda extremidade 32 da agulha 3, que é distai em relação ao reservatório 2, a agulha 3 se desloca para o reservatório 2. Se a pressão assim exercida é bastante importante, a agulha 3 atravessa a divisória 211 do reservatório 2 com sua primeira extremidade 31, perfurando assim o reservatório 2 e colocando em relação o volume interno da agulha oca 3 do reservatório 2.
Antes da tomada de amostra, a agulha oca 3 é mantida em posição perpendicular ao reservatório 2 e sua primeira extremidade 31 nas proximidades do reservatório 2, por intermédio da peça de fixação 22 que faz no caso parte integrante do reservatório 2. O reservatório incluindo a parede lateral e a base 215, assim como a peça de fixação 22 são em matéria plástica.
O canal 33 da peça de fixação 22 é dimensionado de forma que receba a agulha oca 3 por atrito. Isto quer dizer que, para deslocar a agulha oca 3 no canal 22, é preciso exercer uma certa pressão, tal como a pressão que é exercida, quando a parte macho de uma etiqueta auricular é introduzida na orelha de um animal. Essa ação é suficiente para empurrar a agulha 3 em retirada sobre uma curta distância no canal 221 e para perfurar a divisória 211 do reservatório 2 contendo o agente conservante 4, e, ao mesmo tempo, introduzir a aresta cortante 36 da agulha 3 no tecido auricular do animal, de modo que um pequeno cilindro de tecido é recortado e vem se alojar pela abertura 35 no interior da agulha oca 3.
A agulha oca 3 pode ser em metal, em plástico duro, ou em qualquer outra matéria conhecida do técnico, desde quando esse material é capaz de suportar as pressões que são exercidas usualmente, quando da colocação de uma etiqueta auricular em um animal e/ou durante a retirada de uma amostra.
O dispositivo de retirada 1 de tecido biológico é vantajosamente utilizado em associação com a parte macho 7 de uma etiqueta auricular 1, conforme representado na figura 2. A parte macho 7 possui a placa 8, a haste 9 solidária à placa 8, terminando pela ponta distai 91 que possui um rebordo 911, o que permite o bloqueio da parte macho 7 no interior de uma parte fêmea da etiqueta (não representada). Na haste 9 se acha o canal axial 92 que se estende da placa 8 até à ponta distai 91, que serve para receber a agulha 3 do dispositivo de retirada 1 de tecido biológico. O comprimento da haste 9 foi estudado para que a segunda extremidade 32 da agulha oca 3, uma vez esta inserida completamente na haste 9, ultrapasse a haste 9, isto é, a aresta cortante 36 da extremidade 32 é livre, e pode cortar o tecido, permitindo assim a tomada de uma amostra de tecido biológico, quando a ponta 91 da parte macho 7, incluindo o dispositivo de retirada 1 de tecido biológico, é introduzida através da orelha do animal na parte fêmea da etiqueta. O dispositivo de retirada 1 de tecido biológico, segundo a presente invenção, possui também o meio de identificação 5 que porta a informação relativa à identidade do animal assim marcado e amostrado. O meio de identificação 5 do dispositivo de retirada 1 de tecido biológico, segundo a presente invenção, pode ser, por exemplo, um meio visual ou um transponder com um número eletrônico. Se a parte macho 7 ou a parte fêmea possui também um meio de identificação, esse segundo e esse terceiro meios 81, 111 podem ser visuais ou ser transponderes portando informações.
A figura 2 mostra que a base 215 do reservatório 2 está em contato com a placa 8 da parte macho 7 da etiqueta, quando a agulha oca 3 é inteiramente inserida na haste 9 dessa parte macho. O reservatório 2 do dispositivo de retirada 1 possui, além disso, sobre sua parte externa a braçadeira 25 que permite a montagem de um conjunto constituído do dispositivo de retirada 1 e da parte macho 7 sobre a garra de uma pinça de colocação padrão.
Além disso, a base 215 do reservatório 2 possui a virola 214 que pode se encaixar na tampa 6 em forma de capuz, tal como representado na figura 3. Em certos modos de realização, a virola 25 acima descrita pode fazer parte da virola 214 ou pode ser a mesma peça que essa virola. Em outras variantes de realização, a virola 25 e a virola 214 são distintas. As dimensões da virola 214 são calculadas de modo que ela possa se encaixar em uma tampa 6 em forma de capuz que, em uma variante preferida, é um artigo padrão de laboratório, como uma pipeta Eppendorf. Quando uma tampa desse tipo é montada sobre a base 215 do reservatório 2, a extremidade 32 da agulha 3 contendo a amostra se acha nessa tampa em forma de capuz e pode ser, em seguida, submetida a reações químicas ou ser colocada em uma centrifugadora de laboratório, como, por exemplo, uma centrifugadora portátil para pipetas Eppendorf. Um dispositivo de retirada 1 de tecido biológico munido de uma tampa 6 em forma de capuz, tal como se apresenta, após obtenção de uma amostra, é mostrado na figura 3. O meio de identificação ligado ao dispositivo de retirada 1 de tecido biológico permite a identificação da amostra na agulha oca 3. A vista em corte da figura 3 mostra que a agulha 3 foi empurrada no reservatório 2, perfurando e atravessando a divisória 211.

Claims (24)

1. Dispositivo de retirada de tecido biológico (1), caracterizado pelo fato de compreender: - um reservatório (2) apto a conter um produto químico para tratar uma amostra de tecido biológico; - uma agulha oca (3) possuindo uma cavidade que termina por uma primeira abertura (34) em uma primeira extremidade (31) e por uma segunda abertura (35) em uma segunda extremidade (32), essa agulha oca tendo também uma aresta cortante (36) nessa segunda extremidade, apta a cortar o tecido biológico com a finalidade de criar uma amostra que é recebida nessa cavidade, quando se introduz o dispositivo de retirada no tecido biológico; - uma peça de fixação (22) dessa agulha oca, formada de uma única peça com o reservatório (2), essa peça de fixação possuindo um canal (221) que parte da base (214) do reservatório (2) e termina por um orifício (222), esse canal tendo dimensões aptas a manter a parte proximal (37) dessa agulha oca portando a primeira extremidade (31); - e pelo fato de essa base desse reservatório compreende uma divisória (211) que está apta a ser atravessada pela primeira extremidade dessa agulha oca, quando se introduz o dispositivo de retirada no tecido biológico.
2. Dispositivo de retirada de tecido biológico, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de a divisória (211) compreender uma zona de espessura reduzida em relação à espessura da parede adjacente (212) que envolve essa divisória, ou adota-se um relevo conferindo uma menor resistência à pressão.
3. Dispositivo de retirada de tecido biológico, de acordo com a reivindicação 1 ou 2, caracterizado pelo fato de o canal (221) ter um diâmetro interno que se adapta a um diâmetro externo da parte proximal (37) da agulha oca (3), de modo que essa parte proximal se encaixa por atrito nesse canal, e que, quando se introduz o dispositivo de retirada (1) no tecido biológico, ela se desloca para o reservatório (2), atravessando a divisória (211) com o auxílio de sua primeira extremidade (31).
4. Dispositivo de retirada de tecido biológico, de acordo com qualquer uma das reivindicações precedentes, caracterizado pelo fato de o reservatório (2), que compreende a parede (21) e a peça de fixação (22) serem fabricados em plástico.
5. Dispositivo de retirada de tecido biológico, de acordo com qualquer uma das reivindicações precedentes, caracterizado pelo fato de a matéria da agulha oca (3) não alterar a amostra biológica.
6. Dispositivo de retirada de tecido biológico, de acordo com qualquer uma das reivindicações precedentes, caracterizado pelo fato de a agulha oca (3) possuir um eixo longitudinal que se estende entre a primeira e a segunda extremidades (31, 32) que é perpendicular a divisória (211) do reservatório (2).
7. Dispositivo de retirada de tecido biológico, de acordo com qualquer uma das reivindicações precedentes, caracterizado pelo fato de a agulha oca (3) ser mantida perpendicular à divisória (211) do reservatório (2) por intermédio do canal (221) da peça de fixação (22).
8. Dispositivo de retirada de tecido biológico, de acordo com qualquer uma das reivindicações precedentes, caracterizado pelo fato de o reservatório (2) possuir uma abertura (23), permitindo enchê-lo com um produto químico.
9. Dispositivo de retirada de tecido biológico, de acordo com qualquer uma das reivindicações precedentes, caracterizado pelo fato de o reservatório (2) conter um produto químico de tratamento de uma amostra de tecido biológico, de preferência um agente conservante apto a conservar uma amostra de tecido biológico.
10. Dispositivo de retirada de tecido biológico, de acordo com a reivindicação 9, caracterizado pelo fato de o agente conservante ser selecionado no grupo que compreende os agentes de secagem, os inibidores de enzima e as substâncias capazes de impedir o desenvolvimento de organismos bacterianos.
11. Dispositivo de retirada de tecido biológico, de acordo com qualquer uma das reivindicações 9 ou 10, caracterizado pelo fato de a abertura (23) do reservatório (2) ser fechada por uma folha metálica chumbada (24).
12. Dispositivo de retirada de tecido biológico, de acordo com qualquer uma das reivindicações precedentes, caracterizado pelo fato de o reservatório (2) compreender sobre sua parte externa uma braçadeira (25) que permite a utilização desse dispositivo de retirada sobre a parte macho de uma etiqueta auricular de marcação dos animais, essa braçadeira tendo dimensões que lhe permitem se encaixar em uma das garras de uma pinça utilizada para a colocação dessas etiquetas.
13. Dispositivo de retirada de tecido biológico, de acordo com qualquer uma das reivindicações precedentes, caracterizado pelo fato de esse dispositivo de retirada de tecido biológico possuir um primeiro meio de identificação (5).
14. Dispositivo de retirada de tecido biológico, de acordo com qualquer uma das reivindicações precedentes, caracterizado pelo fato de a parede (21) do reservatório (2) comportar meios (213) de associação com uma tampa (6) em forma de capuz.
15. Dispositivo de retirada de tecido biológico, de acordo com a reivindicação 14, caracterizado pelo fato de os meios de associação (213) serem colocados sobre a face externa na base (215) do reservatório (2).
16. Dispositivo de retirada de tecido biológico, de acordo com qualquer uma das reivindicações 14 ou 15, caracterizado pelo fato de a base (215) do reservatório (2) que sustenta os meios de associação (213) com a tampa (6) em forma de capuz ser prolongada em uma só peça pela peça de fixação (22) da agulha oca (3 ).
17. Dispositivo de retirada de tecido biológico, de acordo com qualquer uma das reivindicações 14 a 16, caracterizado pelo fato de os meios de associação (213) possuírem uma virola (214) apta a manter essa tampa em forma de capuz, de forma que esta recubra a parte distai (38) da agulha oca (3) contendo eventualmente uma amostra de tecido biológico.
18. Dispositivo de retirada de tecido biológico, de acordo com qualquer uma das reivindicações 14 a 17, caracterizado pelo fato de compreender, além disso, uma tampa (6) em forma de capuz montada sobre a virola (214) desse dispositivo de retirada de tecido biológico.
19. Dispositivo de retirada de tecido biológico, de acordo com a reivindicação 18, caracterizado pelo fato de a tampa (6) em forma de capuz comportar um suporte (51) do primeiro meio de identificação (5), esse primeiro meio de identificação prolongando-se a partir desse dispositivo de retirada.
20. Dispositivo de retirada de tecido biológico, de acordo com as reivindicações 18 ou 19, caracterizado pelo fato de a tampa (6) em forma de capuz ser fabricada em uma matéria transparente que permite observar a retirada biológica.
21. Etiqueta auricular para a marcação dos animais comportando I) uma parte fêmea e II) uma parte macho (7) que compreende uma haste (9) munida de uma ponta distai (91) que possui um rebordo (911), permitindo o bloqueio dessa parte macho nessa parte fêmea, essa haste sendo atravessada por um canal axial (92) em toda a sua extensão, e essa parte macho compreendendo um dispositivo de retirada de tecido biológico (1), conforme definido em qualquer uma das reivindicações 1 a 20.
22. Etiqueta auricular, de acordo com a reivindicação precedente, caracterizada pelo fato de a agulha oca (3) desse dispositivo de retirada de tecido biológico ser alojada no canal axial (92) da haste (9), esta tendo um comprimento tal que a aresta cortante (36) da segunda extremidade (32) dessa agulha oca ultrapassa a ponta (91) dessa haste, de maneira a recortar uma amostra de tecido biológico, quando a parte macho (7) é introduzida através da orelha de um animal.
23. Etiqueta auricular, de acordo com uma das reivindicações 21 ou 22, caracterizada pelo fato de a segunda extremidade (32) da agulha (3) ultrapassar a ponta (91) da haste (22) de um comprimento pelo menos igual à espessura da divisória (211).
24. Etiqueta auricular, de acordo com uma das reivindicações 21 a 23, caracterizada pelo fato de compreender, além disso, pelo menos um dos seguintes elementos: - um segundo meio de identificação (81) portado por uma placa (8) associada à haste (9), um terceiro meio de identificação (111) portado pela parte fêmea, em conseqüência do que pelo menos um do segundo ou do terceiro meio de identificação se acha presente nessa etiqueta auricular.
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