BRPI0721181A2 - proteÇço contra calor e vento para a construÇço - Google Patents

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Jacques Pigerre
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Jacques Pigerre
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Abstract

PROTEÇçO CONTRA CALOR E VENTO PARA A CONSTRUÇçO. A proteção contra calor e vento para a indústria da construção é um conceito original e econômico que aumenta o conforto no interior de construções sujeitas a forte radiação solar, Isto compreende cobrir o telhado e/ou as paredes com chapas metálicas perfuradas e o uso de espaçadores que possuem um projeto e disposição originais. O investimento é baixo devido ao modo de montagem proposto e o baixo custo dos materiais usados. Podem ser alcançadas economias através da redução do consumo de energia em ar condicionado da construção. A estrutura da "proteção contra calor e vento para a indústria da construção" induz a perdas de carga importantes para os ventos em sua trajetória sobre a construção, e a coberta com isto exibe uma resistência melhor a fortes ventos. A seção de "descrição" contém sucessivamente a descrição do dispositivo, as propriedades físicas usadas, o desempenho medido em um modelo e em uma casa experimental, uma técnica de montagem e um propósito para modelagem da ação dos ventos, com a finalidade justificar o cuidado a ser tomado mediante a finalização das telhas de cumeeira.

Description

Relatório Descritivo de Patente de Invenção
"PROTEÇÃO CONTRA CALOR E VENTO PARA A CONSTRUÇÃO."
Domínio de aplicação:
Construção e obras públicas
Domínio técnico:
Economia e controle da energia
Proteção dos telhados das construções contra os ventos violentos.
10
Problemas técnicos
Os telhados expostos às fortes incidências solares armazenam a energia sob a forma de calor e em radiação de grandes d quantidades para o interior das construções
Os telhados expostos aos ventos violentos sofrem esforços mecânicos
consideráveis que podem levar a seu arrancamento.
Solução oferecida
Duplicação dos telhados e das paredes verticais com o auxílio de chapas perfuradas. Vários tipos de chapas perfuradas dispondo de orifícios de diferentes diâmetros podem ser utilizadas segundo o resultado desejado (ver "2-1 As propriedades físicas utilizadas").
Vantagens:
A proteção melhora o conforto do habitat em zona muito ensolarada, permite uma economia de energia sobre a utilização de climatizadores e isto com um investimento barato, em razão do baixo custo dos materiais utilizados, torna o habitat mais seguro em caso de exposição a ventos violentos.
Sumário da descrição:
1. Apresentação 2. Desempenhos
2-1 As propriedades físicas utilizadas
2-2 Alguns destaques de medidas feitas sobre uma maquete e sobre a casa experimental. 3. Exemplo de afastadores e montagem da proteção
3-1 Os espaçadores
3-2 Montagem da proteção
4. Ação do vento sobre aproteção 4-1 lado no vento
4-2 lado sob o vento
5. Conclusão
1. Apresentação
A proteção é constituída pela duplicação do telhado existente por chapas
galvanizadas pré-laqueadas e perfuradas (figura 1, ver o resumo). Pouco tempo antes da instalação, essas chapas sofrem uma perfilagem por laminação a frio semelhante àquela das chapas cheias destinadas à cobertura e o transporte por meio de padiola.
A perfilagem tem por finalidade dar à folha de chapa uma rigidez suficiente
para resistir a diferentes solicitações mecânicas, tais como seu próprio peso, aquele dos montadores, os esforços do vento, se for o caso, aquele da neve, etc.
A montagem é particularmente bem adaptada aos telhados cobertos de chapas metálicas, pois, neste caso, se faz com o auxílio de espaçadores que são fixados a nível das fixações das chapas do antigo telhado, de modo que nenhum preparo complementar é necessário.
São encontradas no mercado essas chapas perfuradas, cuja destinação atual é principalmente o transporte por meio de padiola.
No que se segue, encontrar-se-á a comparação dos desempenhos de dois tipos de chapas perfuradas a título de ilustração, mas qualquer tipo de chapa perfurada pode ser conveniente para a realização de uma proteção contra calor e ventos.
No que se segue também são detalhados elementos que servem para definir a proteção de telhado, mas esses elementos se referem também à proteção de parede, que é bem mais fácil de montar (ver detalhes no fim do parágrafo 3-2).
2. Desempenhos
2-1. As propriedades físicas aplicadas Por tempo calmo, ou lado sob o vento de um telhado, desde que uma chapa perfurada é iluminada pelo sol (Figura 2), aparece uma diferença de temperatura entre a camada de ar em contato com a chapa, lado iluminado, e as camadas de ar vizinhas. O ar aquecido menos denso que o ar frio se eleva por efeito de Arquimedes e se dilui na atmosfera ambiente, longe da chapa.
Esse mecanismo produz uma aspiração contínua do ar situado sob a chapa que passa através das perfurações e se aquece por sua vez. O ar exerce um papel de fluido portador de calor que troca o calor com a chapa circulando em seu contato.
Resulta daí uma manutenção da temperatura da chapa em valor próximos
daquele da temperatura ambiente do ar. Todavia, foram medidas temperaturas de chapa perfurada que podem ir até 8 0C acima da temperatura ambiente lado sob o vento da cada experimental.
O telhado primitivo situado sob a chapa perfurada recebe muito pouca
energia sob a forma de radiação infra-vermelho proveniente da chapa perfurada. Ela recebe sobretudo a energia proveniente da radiação solar que passa pelos orifícios. O calor transmitida por essa radiação difusa no conjunto da antiga cobertura o que leva a uma elevação moderada de sua temperatura. Quando ela é de cor escura a temperatura do antigo telhado continua vizinha da temperatura
das chapas perfuradas. Quando ela é de cor clara, sua temperatura pode ser
inferior, até dois graus abaixo.
Por tempo de vento moderado (velocidades inferiores a 15 m/s), observa- se um gradiente de velocidade no escoamento do ar. Este se estabelece dos valores baixos para os valores mais elevados à medida que se afasta do telhado.
A velocidade do ar é assim mais elevada sobre a face superior das chapas perfuradas do que sobre sua face inferior. Resulta desse gradiente de velocidade uma aspiração natural do ar situado entre telhado e chapa perfurada através das perfurações. É o efeito Bernoulli que explica esse fenômeno: em um fluido em escoamento subsônico, um aumento de velocidade é acompanhado de uma
diminuição de pressão.
Esse fenômeno torna ainda mais eficaz o resfriamento das chapas perfuradas. Duas espécies de chapas foram testadas estão representadas na figura 3 na escala 1. A escolha de um tipo de chapa deverá ser orientada pela proteção que se deseja privilegiar:
- se a proteção contra os ventos for menos urgente, como é o caso na Guiana, serão escolhidas chapas que têm pequenas perfurações, pois elas
protegem melhor e conferem à proteção melhores desempenhos para proteção contra o calor.Por exemplo com as chapas do Tipo A (figura 3a), a superfície coberta é de 85,5 % da superfície total, isto é, só 14,5 % da superfície do antigo telhado recebe ainda os raios solares;
- com as chapas do Tipo B (figura 3b0, há apenas 77,3 % do telhado que está à sombra, isto é, a superfície restante iluminada pelo sol é de 22,7 % da
superfície total do telhado. O antigo telhado recebe mais calor, ao contrário, os orifícios sendo maiores, em caso de grande vento, as perdas de carga sofridas pelo vento são mais consideráveis, o que diminui o risco de arrancamento do conjunto da cobertura. 2-2. Medidas feitas sobre uma maquete e sobre a casa experimental
Dois tipos de estrutura foram utilizados para testar os desempenhos da "proteção contra calor e vento para a construção". Uma casa experimental, que se vê em foto na figura 4, e uma maquete apresentada em detalhes com o auxílio das figuras 5, 6 e 7. A maquete teve por objeto verificar a oportunidade de desenvolver um dispositivo tal como a "proteção contra calor e vento". Ela permitiu, com efeito, colocar em evidência desempenhos interessantes em matéria de proteção contra o calor. Mas ela também mostrou seus limites devido ao seu tamanho pequeno. A casa experimental permitiu confirmar os resultados obtidos com a maquete. Além disso, ela permitiu também revelar a maneira mais nítida dos fenômenos apenas perceptíveis sobre a maquete, tais como gradientes de temperatura ao longo das chapas.
Figura 5: vistas de definição da maquete em escala de 3,5 cm para 1 m.
Figura 6: posições dos pontos de medida e designação das temperaturas medidas.
Figura 7: fotos da maquete com e sem proteção.
A maquete foi realizada em madeira laminada-colada de 12 mm de espessura. A madeira foi em seguida alcatroada, a fim de resistir à umidade ambiente e aos insetos. A cobertura de base foi fabricada com o auxílio de uma chapa pré-laqueada de cor azul marinho.
Isto colocou essa maquete nas piores condições possíveis face à radiação.
O afastamento d entre chapa inferior e chapa superior podia variar de 80 a
300 mm graças a um dispositivo adaptado visível na foto da figura 7a. A figura 6 permite marcar esquematicamente os locais em que as temperaturas foram destacadas e isto em três configurações: sem proteção (figura 6a)' com uma proteção por uma chapa cheia de cor azul celeste(figura 6b),
com uma proteção por uma chapa perfurada de tipo A (figura 6c). A tabela 1 apresenta um extrato do campo das medidas de temperaturas feitas sobre a maquete e a casa experimental durante o "pequeno verão de março" do ano de 2006. Trata-se de temperaturas realmente destacadas e não de médias.
As linhas da tabela correspondem a um destaque de temperaturas feito no mesmo dia entre 11 horas da manhã e 12h30. Para cada linha, as condições de dia ensolarado e de ventos são sensivelmente idênticas. Para os ventos, a velocidade média estava compreendida entre 5 e 6 m/s, com rajadas que podem atingir 10 m/s durante aproximadamente 5 a 10 segundos, mas espaçadas de 2 a 15 minutos.
As faces nas quais as temperaturas foram destacadas são orientadas para a direção dos ventos dominantes: pleno Leste para a maquete e Leste, Nordeste para a casa experimental. Na coluna "destacados" Mq designa a maquete, e M E, a casa
experimental.
Na coluna "estado", pode-se ler o estado de proteção: TN telhado descoberto B P1 proteção em chapa cheia Perfo proteção em chapa perfurada Tipo A para a maquete e tipo B para a
casa experimental.
Na coluna "d(mm)" são reportados os desvios entre proteção e antigo telhado em milímetros. Observação: para fazer a ligação entre a figura 6 e a tabela 1, é preciso substituir na tabela a letra d pela letra grega delta. Da mesma forma q deve ser lido teta.
Tabela 1: destacado de temperaturas março de 2006.
Desta- cados Estado d(mm) Qa q.i qS2 qS3 qS4 qS5 qS6 qib qSb qic qsc Mq TN 29 ==== ==== === 44 44,5 45 34 37,5 35 38,5 Mq B P1 80 31,5 38 38,5 39 32 33 32 32,5 34 34 35 Mq B P1 200 31,5 34,6 35,5 36 31 32 32 31,5 33 31,5 33 Mq Pe 80 31,5 31,9 32 32,3 32,9 33 30 30,5 33 32,5 34 Rfo Mq Pe rfo 200 31,2 29,9 30 30,2 30,6 31,5 32 30 33 31 33,5 M E TN ===== 28 === === === 62 62 62 38 42 45 62 M E B P1 175 30,5 43 47 45 39 42 40 30,5 31,5 33 33,5 ME Pe rfo 175 31,5 33 32 32 32,5 32 32 29,7 31 32,5 33
As temperaturas em graus Celsius são designadas pela letra q.
Na coluna qa foi levada a temperatura ambiente destacada com um termômetro de mercúrio (precisão 0,1 0C).
A medida de qa foi feita em uma zona escura e ao abrigo do vento.
O índice (i) indica que a temperatura foi medida no interior da maquete (a aproximadamente 200 mm da parede) ou da casa experimental (no núcleo da peça), com o auxílio do termômetro de mercúrio.
O índice (s) indica uma temperatura de superfície medida com o auxílio de um termômetro de infravermelho com uma precisão de 0,5 0C1 isto para considerar a dispersão das medidas nas proximidades de um ponto. O índice (b) designa a parte inferior da maquete ou uma peça (não
climatizada) situada no primeiro andar da casa experimental e
O índice designa o preenchimento da maquete ou da casa experimental (isto é, o volume situado diretamente sob a chapa).
A tabela 1 permite comparar diferentes configurações de proteções com o telhado sem proteção. Os destacados sobre a maquete mostram a eficácia da ventilação sobre uma superfície de pequeno tamanho (mesmo sem proteção).
Para a casa experimental, s temperaturas de chapa desprotegida atingem topos: anotar-se-á 62 0C lado exposto ao vento e até 75 0C ao abrigo do vento (Lado Oeste). O desvio entre a antiga cobertura e chapa da proteção exerce também um papel, mas se constatam desempenhos interessantes desde os menores afastamentos (80 mm). Ao contrário, é inútil aumentar indefinidamente esse afastamento, pois além de 200 mm, não se observam mais melhoria dos desempenhos térmicos. Ao contrário, afastamentos mais importantes podem ser considerados para a proteção contra os grandes ventos.
Para a casa experimental, um afastamento d (delta) de 175 mm foi escolhido para considerar resultados obtidos sobre a maquete. Notar-se-á o pequeno afastamento entre a temperatura ambiente e a temperatura da chapa perfurada (última linha da tabela), que demonstra a eficácia da proteção nessa configuração.
3- Exemplos de esoacador e montagem da proteção.
3-1 Os espacadores
O esquema da figura 8 define um espaçador do tipo daqueles utilizados para a casa experimental. Por comodidades de montagem, é recomendado dispor um espaçador com a abertura voltada para baixo.
Os espaçadores devem ser adaptados ao tipo de chapa dos telhados a duplicar. Serão anotadas, portanto, as características comuns (cotas fixas na figura 8(, as propriedades comuns (descrita a seguir) e cotas variáveis de um tipo de chapa a cobrir à outra (cotas a principalmente, b e c figura 8).
Propriedades comuns a todos os espaçadores:
por razões de resistência, o conjunto aba 2 - aba 3 deve se achar o mais perto possível do topo de uma ondulação da chapa a cobrir.
No caso das chapas que têm ondulações com topo achatado (figuras 8 e 9a), essa condição é fácil de realizar. Basta se assegurar de que a cota (a) seja igual ou ultrapassa de 10 mm máximo a distância entre as dobras externas de duas ondulações sucessivas (10 mm a repartir entre as duas extremidades).
Para as chapas que têm ondulações com topo arredondado (Figura 9b e 9c), a cota (a) deve ultrapassar de 15 a 20 mm (máximo e a repartir entre as duas extremidades do espaçador) a distância entre os eixos de dois topos sucessivos.
Se essa condição não for respeitada corre-se o risco de se curvar, sob cargas, a base do espaçador. A explicação é que os parafusos de fixação devem passar imperativamente pelos topos dessas ondulações, e que é preciso guardar lugar no interior do espaçador para introduzir a chave eu deve servir para o aperto desses parafusos.
Anotar-se-á. Todavia, que, para as chapas ditas "chapas onduladas", é possível fazer coincidir topos de ondulações com as bordas do espaçador (com ultrapassagem possível de 5 m, figura 9c).
A cota (s) será então escolhida de maneira que o espaçador cobra várias ondulações, tendo um comprimento igual ou superior a 300 mm. Para cada extremidade do espaçador, um parafuso de fixação será colocado no nível do topo de ondulação a mais próxima dessa extremidade.
A segunda cota variável é a cota (b). Esta depende do tipo de proteção considerado. Os destacados da Tabela 1 mostraram que a proteção já é eficaz com um afastamento de 80 mm entre chapas. O espaçador correspondente terá maior resistência mecânica. Para a casa experimental o afastamento de 175 mm foi obtido com uma
cota b = 150 mm à qual se acrescenta a altura da ondulação de 25 mm.
Um cálculo por elementos finitos permitiu estabelecer que o espaçador para o qual b = 150 mm resiste à flexão e ao chamuscamento, casos não exceda o esforço F na configuração da figura 10. O cálculo indica que o valor limite desse esforço, quando é disposto
paralelamente ao telhado e orientado para baixo (figura 10) é de 1800 Newtons. A zona a mais solicitada é aquela das abas 2 e 3.
Uma carga tão elevada pode ser atingida quando da montagem pelo efeito do peso do próprio montador. Também é prudente recomendar aos montadores de não se apoiar sobre o topo de um espaçador durante as
operações de montagem.
Naturalmente, quanto mais se aumenta a cota (b), mais o espaçador corre o risco de se curvar sob a carga. Para os valores de (b) superiores a 150 mm, é recomendado aumentar a cota (c) da base do espaçador e acrescentar um
segundo rebite acima do primeiro (figura 11).
A série de fotos da figura 12 mostra as diferentes etapas da realização de um espaçador sobre o canteiro pelo artesão montador. O exemplo mostrado leva à fabricação de um espaçador da casa prova: (a) recorte em um perfilado em U (60 mm; 150 mm; 35 mm) de um comprimento de 430 mm;
(b) recorte das abas 1, 2 e 3;
(c) dobra de abas 1 para o exterior do perfil em U;
(d) dobra de abas 2 para o interior do perfil em U;
(e) dobra de abas 3, de modo que recobre abas 2;
(f) colocação do rebite para a ligação das abas 2 e 3 (a cabeça de rebite deve estar no interior do espaçador para permitir a montagem do parafuso de fixação);
(g) colocação do espaçador sobre o telhado. O espaçador deve se achar
exatamente acima da viga onde estava fixada a chapa do telhado. É preciso, se possível, utilizar os orifícios existentes e não se esquecer de colocar uma arruela de borracha entre a chapa e o espaçador de maneira a assegurar a estanqueidade;
(h) colocação do parafuso de fixação. A utilização de um calço em papel
alcatroado, colocado em o espaçador e a chapa, permite enrijecer a base do espaçador, mas não é obrigatório;
(i) o espaçador está pronto para receber o suporte de seção retangular 30 X 50 mm, sobre o qual será fixada a chapa perfurada da proteção propriamente dito.
3-2 Montagem da proteção
A distância que separa dois espaçadores sucessivos pode ser igual a aproximadamente uma vez e meia a cota (a) da figura 8. O comprimento de 300 mm pode ser aumentado e mesmo até duplicado, sem para tanto afetar a resistência do conjunto nas zonas geográficas pouco expostas aos ventos violentos. Controlar-se-á então para que a distância entre dois espaçadores seja inferior ou igual à cota (a). Uma vez o espaçador colocado sobre o antigo telhado, ele recebe o suporte que vem se encaixar na parte superior (figura 13a). Previamente, o suporte recebeu um tratamento fungicida e foi inteiramente recoberto por uma película de alumínio alcatroado (tipo película de estanqueidade para o reparo de telhado). Essa película tem por vocação proteger o suporte do ataque dos insetos e da umidade. Uma simples pinçagem do espaçador permite a manutenção do suporte durante a montagem, mas se pode também reforçar essa manutenção com o auxílio de uma película adesiva provisória visível na figura 13b.
Vale mais evitar fixar o suporte com o auxílio de parafusos colocados sobre seu topo, pois as cabeças de parafusos correm o risco de riscar o revestimento orgânico sob a chapa perfurada durante sua colocação.
Após sua colocação, a chapa perfurada é fixada com o auxílio de parafusos curtos, clássicos para telhado (tipo tira-fundo galvanizado, diâmetro 6 mm e 40 mm sob cabeça). São esses parafusos que asseguram a ligação suporte / espaçador e a ligação chapa perfurada / suporte.
Um parafuso corretamente colocado deve atravessar a chapa perfurada e o topo do espaçador antes de ser introduzido no suporte.
Para limitar a superfície dos parafusos em contato com as águas de chuva, é preferível colocar esses parafusos em fundo de ondulação do perfilado de chapa perfurada (figura 13b).
Para facilitar a montagem, é preferível utilizar parafusos Iubrificados (com o auxílio de graxa de pneu, por exemplo).
Para uma proteção de parede, a fabricação e a montagem dos espaçadores é semelhante àqueles das figuras 12 e 13.0s espaçadores e seus suportes serão dispostos simplesmente em linhas horizontais espaçadas de 1,20 m. Esses espaçadores podem ter uma cota a (figura 8) fixada a 300 mm e um espaço horizontal de 600 mm deverá ser respeitado entre dois espaçadores consecutivos. As chapas perfuradas serão fixadas, de modo que subsiste um espaço de pelo menos 300 mm entre a base da chapa e o solo. Para fixar um 2 5 tamanho limite das chapas perfuradas para as proteções de paredes, poder-se-á limitar a altura atingida pelas chapas, de modo que seu topo, quando elas são montadas penetram exatamente na zona de sombra projetada pelo telhado às 9 horas da manhã lado leste e 17 horas lado Oeste. Dessa maneira, a eficácia do dispositivo não será afetada, mas por razões estéticas, pode-se também adotar as dimensões maiores. Manter-se-á, todavia, um espaço de pelo menos 300 mm entre o topo de chapa e a parte debaixo do telhado, para permitir uma boa circulação do ar no espaço entre parede e chapa.
4- Ação do vento sobre a proteção Os ventos os mais desfavoráveis são aqueles que têm uma forte componente em uma direção perpendicular à aresta inferior ao telhado. Os telhados os mais expostos nesse caso são os telhados com duas inclinações. Quando o vento é orientado paralelamente ao telhado, ele gera pressões relativamente uniformes sobre todo o telhado. As perdas de cargas que provocam as chapas perfuradas diminuem as velocidades de escoamento, o que, em relação a um telhado clássico, leva a uma diminuição do afastamento de pressão entre o interior da construção e o exterior do telhado. Os dois parágrafos que se seguem são, portanto, consagrados aos telhados com duas inclinações expostas a ventos perpendiculares à aresta da cumeeira. 4-1 lado ao vento
É a face de telhado a mais solicitada mecanicamente. Nas proximidades do telhado, lado ao vento, as linhas de corrente do vento se inclinam em direção da inclinação (figura 14). Segue-se um gradiente de pressão crescendo à medida que se afasta do centro de curvatura (relação deduzida do Teorema de Bernoulli), isto é, a medida que se aproxima da chapa. No mesmo tempo, as velocidades são distribuídas segundo um gradiente que varia em sentido oposto. Dessa forma, dois fenômenos coexistem nas proximidades da proteção: em sua base, o ar se espalha sobre as chapas perfuradas, passando através dos orifícios e entre os espaçadores, o que acarreta grandes perdas de cargas, e uma forte diminuição das velocidades do ar sob as chapas perfuradas. A título indicativo, com ventos de 10 m/s, foi medido, com o auxílio de um anemômetro a fio quente, correntes de ar de 3 a 4 m/s sob a chapa perfurada da maquete.
Mais alto sobre a estrutura, as velocidades são mais elevadas sobre a
face superior das chapas perfuradas que sobre sua face inferior. Segue-se uma aspiração dos filetes de ar que circula sob a face inferior e a existência de zonas de depressão situadas exatamente no topo de cada perfuração da chapa (Figura 15).
Esses mecanismos têm efeitos que têm tendência a se compensar: há
uma ação de colocação exercida pelo vento sobre a base da proteção e um efeito de aspiração que diminui o efeito de colocação na parte superior. Globalmente, a presença da proteção diminui as velocidades do ar que escoa sobre o telhado.
Em relação a uma estrutura sem proteção, o resultado é que a proteção produz uma diminuição do afastamento de pressão entre o interior e o exterior da casa.
4-2 lado sob o vento
A zona sob o vento, relativamente calma em relação à precedente, é uma zona de baixas pressões quase uniformes. Os cilindros gerados pela passagem do topo do telhado podem mesmo ter um efeito de colocação, rebatendo o ar sobre o telhado. Esse efeito é tanto mais marcado quanto mais forte dor o vento.
As pressões as mais baixas são atingidas nas proximidades da cumeeira por causa do ar que circula sob as chapas perfuradas.
Para resumir, em caso de exposição a ventos violentos, as zonas as mais expostas às baixas pressões ficam situadas próximo da cumeeira do telhado. Para reforçar a proteção da proteção nessas zonas, é, portanto,
indispensável diminuir o máximo possível o afastamento entre os espaçadores situados sobre a viga a mais próxima da cumeeira.
Além disso, a chapa perfurada exercendo o papel de cumeeira e as outras chapas que realizam a ligação entre duas abas da proteção devem ter bordas livres (figura 16), isto é, sem dobra.
A ligação dessas cumeeiras com as chapas do corpo de proteção deve ser realizada com o auxílio de rebites (diâmetro de 5 mm para as chapas de tipo A, diâmetro de 6 mm para as chapas de tipo B), e isto à razão de pelo menos um rebite por borda, conforme mostra a distribuição de rebites sobre a proteção da casa experimental visível na foto da figura 16.
5- Conclusão
A "proteção contra calor e vento para a construção" melhora o conforto no interior das construções que recobre, diminuindo a temperatura de telhado e permitindo conseguir uma temperatura mais homogênea nas diferentes peças. Isto induz naturalmente a economia da energia utilizada para a climatização.
Diminuindo a velocidade dos ventos em contato direto com ela, ela reforça a resistência da construção em caso de vento violento. Anotar-se-á que as cumeeiras exercem também um papel primordial para diminuir os riscos de arrancamento pelo vento a nível do topo do telhado.

Claims (3)

"PROTEÇÃO CONTRA CALOR E VENTO PARA A CONSTRUÇÃO."
1. Duplicação dos telhados e das paredes verticais das construções caracterizado por ser com o auxílio de chapas perfuradas para eliminação rápida e total da radiação de aquecimento solar em direção à construção.
2. Duplicação, de acordo com a reivindicação 1, caracterizada por ser realizada com o auxílio de espaçadores cujas dimensões, concepção e disposição sobre o antigo telhado ou sobre a parede depende essencialmente desses afastadores e de sua montagem correta.
3. Processo de proteção de construções contra ventos fortes caracterizado por compreender as etapas de: a) inclusão de objetos com grandes áreas como espaçadores e lâminas de aço perfuradas para redução de energia; e b) enrijecimento do telhado através de efeito colméia produzido pelos espaçadores, com selagem em seu perímetro.
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