BRPI0800529B1 - Processo industrial de produção de álcool etílico de soja - Google Patents

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Frederico José Busato Junior
Paula Fernandes De Siqueira
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Ctaa - Centro De Tecnologia Avancada Em Agronegocio Ltda
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Abstract

processo industrial de produção de álcool etílico de soja. refere-se a presente invenção ao campo técnico da produção de etanol ou álcool etílico, mais especificamente a um processo industrial de produção de álcool etílico de soja, o qual resulta na obtenção em escala industrial de álcool etílico de soja para a produção de combustíveis e outros derivados. este processo consiste na fermentação do melaço de soja, que é produzido através da extração dos açúcares, gerados a partir do processo de concentração de proteína do farelo de soja.

Description

Campo técnico.
Refere-se a presente invenção ao campo técnico da produção de etanol ou álcool etílico, mais especificamente a um processo industrial de produção de álcool etílico de soja, o qual resulta na obtenção em escala industrial de álcool etílico de soja para a produção de combustíveis e outros derivados. Este processo consiste na fermentação do melaço de soja, que é produzido através da extração dos açúcares, gerados a partir do processo de concentração de proteína do farelo de soja.
Histórico.
O homem vem se utilizando da fermentação alcoólica desde a mais remota antiguidade. Há mais de 4.000 anos os egípcios fabricavam pão e produziam bebidas alcoólicas a partir de cereais e frutas. Entretanto, apenas recentemente é que se pôde relacionar a fermentação com a levedura, fungo amplamente distribuído na natureza e com capacidade de sobrevivência tanto em condições aeróbias como anaeróbias.
A fermentação, que é a transformação dos açúcares em álcool, ocorre através das leveduras que consomem o açúcar como alimento e produzem o álcool como parte de seu metabolismo.
Diversas espécies de leveduras têm a capacidade de gerar álcool etílico a partir de açúcar, o gênero Saccharomyces é o de maior incidência e dominância para este tipo de fermentação e a espécie de levedura mais usada nas destilarias é a Saccharomyces cerevisiae.
Esses princípios vêm sendo utilizados para a fabricação do álcool etílico, também denominado etanol, e nas suas diversas especificações de concentração e pureza é utilizado em indústrias como solvente para processos químicos, matéria-prima para produção de bebidas, cosméticos, anti-bactericidas, combustíveis, entre outros. Os combustíveis podem ser usados em automóveis na forma de álcool etílico hidratado combustível (AEHC); dosados na gasolina na forma de ácool etílico anidro combustível (AEAC), ou usado como aditivo para a gasolina.
O álcool etílico é um composto químico da família dos alcoóis. Possui a fórmula CH3CH2OH, peso molecular de 46 g/gmol, densidade relativa a 20°C de 0,79 e temperatura de ebulição de 78’C.
Estado da técnica.
O álcool etílico usualmente utilizado é produzido da cana-de-açúcar, mas também pode ser produzido a partir de produtos como milho, sorgo, mandioca, batata, beterraba, entre outros. O álcool é apontado como um dos biocombustíveis mais promissores para a substituição da gasolina e demais produtos originados do petróleo. Devido ao seu alto poder calorífico, o álcool pode auxiliar na redução das emissões de carbono na atmosfera, uma vez que o CO2 liberado pela combustão desse combustível é absolvido novamente pelas plantas, das quais o álcool é produzido.
Devido à escassez do petróleo e a poluição que este emite a natureza, há uma grande procura no mercado nacional e internacional, por alternativas que venham solucionar estes problemas em um futuro breve. No Brasil e em diversos países, uma das alternativas que esta dando excelentes resultados é a implantação do álcool etílico produzido á partir da cana de açúcar, no abastecimento de carros a álcool ou bicombustíveis. Por esse motivo, a procura deste produto vem aumentando em grande escala, e consequentemente as áreas do plantio da cana também. Mesmo assim, para o álcool atingir uma produção suficiente que venha a atender uma demanda mundial, seria necessário uma área muito grande para suprir essa deficiência.
Problemas apresentados.
A utilização de grandes áreas para o plantio da cana de açúcar, provocaria o desinteresse dos agricultores e pecuaristas em plantar outras culturas, ou reservar áreas para a criação de animais. Desta maneira, a cana de açúcar acaba causando um problema sério de abastecimento de outras culturas e o aumento nos preços dos alimentos em geral.
Revelação da invenção.
A invenção em apreço vem utilizar um processo, para fabricar o álcool etílico produzido á partir da soja, mais especificamente através do melaço da soja.
Esta invenção vem tomar o álcool de soja, uma alternativa a mais para abastecer o mercado mundial de combustíveis alternativos e não poluentes, aumentando a oferta de álcool, através de uma cultura já existente. O melaço de soja para a fabricação do álcool etílico é gerado a partir da concentração de proteína do farelo de soja, comumente denominado farelo hipro, para SPC (soybean protein concentrate, ou concentrado protéico de soja). O farelo hipro possui 48% de proteína, enquanto que o SPC possui pelo menos 60% de proteína em base tal qual (com 10% de umidade). O processo de concentração consiste em retirar os açúcares do farelo hipro e transformá-lo em SPC, para isso é utilizada uma solução alcoólica como solvente. Após a extração, o álcool é evaporado e recuperado, sobrando assim uma solução de açúcares dissolvidos em água em concentração que pode variar de 30 até 80°Brix, dependendo do ponto que este melaço é retirado do processo. Como matéria-prima para a produção de álcool etílico, é utilizado o melaço de soja a uma concentração de 30’Brix. Os processos de produção do farelo concentrado de soja e a extração do melaço de soja são reivindicados através do pedido de patente sobre o número de protocolo 5674, depositada em 30/11/2007, da mesma empresa e depositante. O melaço de soja é um subproduto de baixíssimo valor agregado, mas neste processo ele é transformado em um produto de maior utilidade e mais nobre.
Utilizando-se o melaço de soja, podem ser produzidos diferentes tipos de álcool, sendo: o álcool etílico hidratado, que é utilizado como combustível para carros de motor a álcool ou flexfuel ou também utilizado como solvente para limpeza; o álcool etílico anidro, que é misturado à gasolina nas distribuidoras, funcionando como um aditivo para este combustível e o álcool etílico neutro que é amplamente utilizado em indústrias de bebidas e cosméticos. Para a empresa, a produção de álcool atende ainda a uma estratégia de diminuição de custos industriais, uma vez que a empresa utiliza o álcool etílico para a produção do concentrado protéico de soja (SPC). A produção do SPC gera também o melaço de soja que é a matéria-prima para a produção de álcool de soja, que será usado na produção do SPC. Essa situação pode ser observada no diagrama da figura 1 que é o diagrama da produção, reaproveitamento e reciclo de álcool na planta de SPC. O melaço de soja produzido pela empresa possui uma especificação de acordo com a tabela 1, na qual esta ilustrada o perfil de distribuição dos açucares. Tabela 1 - Composição do melaço de soja a 75° Brix.
Diversos fatores, físicos, químicos e microbiológicos afetam o rendimento da fermentação, ou seja, a eficiência da conversão de açúcar em álcool etílico. São conhecidas dezenas de microorganismos capazes de produzir álcool etílico por fermentação, e para que a produção seja de interesse industrial, ou viável economicamente, a empresa esta utilizando preferencialmente a levedura do tipo saccharomyces cerevisiae que, por via biológica e em ausência de oxigênio, transforma os açúcares contidos no melaço de soja em álcool etílico e gás carbônico. Caso a fermentação ocorra na presença de oxigênio, há um aumento na reprodução da levedura e uma diminuição na produção de álcool.
Processo de fabricação.
O processo industrial para a obtenção de álcool etílico de soja está descrito a seguir:
O melaço, retirado diretamente da planta de fabricação de concentrado protéico de soja, mais especificamente da coluna de desalcoolização, a uma concentração de 30’Brix, segue para o processo de limpeza, onde passa preferencialmente por uma decanter para remoção de impurezas. A remoção das impurezas é uma das mais importantes operações para a fermentação. A eficiência da fermentação está diretamente ligada à limpeza da matéria-prima a ser fermentada, sendo tanto mais eficiente quanto mais limpo for o melaço. O melaço é contaminado com sólidos insolúveis finos que são, em sua maioria, proteína proveniente do farelo durante a extração.
O melaço segue então para a planta de álcool, onde é armazenado em um tanque pulmão e é alimentado de forma preferencialmente contínua nas domas de fermentação após o ajuste de temperatura de alimentação por passagem em trocadores de calor utilizando água como fluido refrigerante. O processo de fermentação é realizado preferencialmente em bateladas. Antes do início da dosagem do melaço, coloca-se nas domas o fermento em uma quantidade entre 5 e 50% do volume final da doma de fermentação. Esse fermento dosado é recuperado da fermentação anterior ou também pode ser utilizado fermento novo comprado comercialmente. A concentração do fermento é na faixa de 5 a 50%. Para a fermentação ser eficiente, as leveduras devem estar em sua maioria vivas e aptas a fermentar o melaço de soja, isso é chamado viabilidade do fermento, que deve estar situado fica na faixa entre 30 e 100%, a quantidade de células, por contagem em placas deve estar acima de 105 células/ml e a contaminação por bastonetes abaixo de 109 bastonetes/ml.
A levedura inicial utilizada é preferencialmente a da marca Saf Bakery, do grupo industrial Lesaffre. A levedura utilizada é preferencialmente a biológica fresca e que pode ser adquirida em diversos tamanhos de embalagens, de 500 g a até 50 Kg.
O fermento após a fermentação é recuperado em centrífugas de bico para fermento, produzidas pelas empresas Alfa Lavai, Westfalia, Mausa, Pieralise, entre outras. O fermento recuperado é concentrado a uma concentração na faixa de 5 a 90%. Depois o mesmo é lavado até uma concentração entre 5 e 50%, como descrito anteriormente e sofre um tratamento ácido com ácido sulfúrico até atingir- se um pH entre 1 e 5, para inibir ou destruir os contaminantes sem prejudicar o trabalho das leveduras.
Após as domas receberem o fermento tratado e começarem a ser alimentadas com o melaço, aplicamos os elementos minerais denominados de “insumos” para a levedura, estes elementos são considerados de extrema importância no processo por reduzirem o estresse da levedura durante a fermentação. Caso não estejam disponíveis, o microorganismo pode ter sua eficiência de conversão de açúcar em álcool prejudicada ou até anulada. Os elementos químicos utilizados são o fósforo(P), Potássio(K), Nitrogênio na forma da Amônia(NH4+) ou Amônio(NH3+), Magnésio(Mg), Zinco(Zn), Manganês(Mn), Ferro(Fe+), Cálcio(Ca) e Sódio(Na). Normalmente existem marcas comerciais para estes produtos. Além dos insumos, utilizam-se nas domas os produtos de combate à espuma.
A alimentação das domas ocorre em um espaço de tempo compreendido entre 2 e 12 horas. Após esse tempo, ocorre o período de morte da doma, que é quando a fermentação ocorre sem que a doma esteja sendo alimentada com melaço. A morte da doma tem duração entre 1 e 8 horas. O ciclo total abrangendo alimentação e morte da dorna ocorre em um período entre 4 e 20 horas.
A fermentação é um processo exotérmico, ou seja, durante a fermentação a temperatura do meio aumenta até ocasionalmente destruir o microorganismo da fermentação. Durante a fermentação, a temperatura do melaço nas domas deve estar entre 26 até 35°C preferencialmente, mas não é raro que a temperatura chegue a 38°C. À medida que a temperatura aumenta, a velocidade de fermentação também aumenta, mas aumenta também a contaminação bacteríana e a levedura fica mais sensível à toxicidade do etanol, Além disso, quanto mais alta a temperatura na doma, maior a quantidade de álcool perdida por evaporação nas dornas. Para controlar a temperatura dentro das domas são utilizados trocadores de calor, preferencialmente do tipo placas, que são os mais eficientes utilizando um menor espaço físico, utilizando água como fluido para resfriamento. A água que resfria a doma sofre um aquecimento e é resfriada em torres de resfriamento para voltar ao processo, completando um ciclo fechado.
A concentração de sólidos solúveis durante a fermentação, dentro da doma deve estar em uma faixa de 1 até 50°Bríx, enquanto que o melaço que alimenta a doma continuamente deve estar com a concentração de sólidos solúveis de 5 até 50°Brix, mas normalmente em 30°Brix. Elevados teores de açúcar no meio de fermentação podem causar um estresse osmótico da levedura.
O álcool é tóxico para a levedura que o produz, portanto dentro da dorna a concentração volumétrica de álcool no mosto deve ser entre 2 até 15°GL (Gay-Lussac - unidade de concentração volumétrica ou volume de álcool presente em 100 volumes de líquido total). O objetivo primário da levedura é crescer e multiplicar, sendo o etanol um produto a ser rejeitado. Assim, expiorando-se a capacidade de adaptação da levedura, pode-se alterar as condições físico-quimicas do meio de fermentação para favorecer a conversão do açúcar em etanol.
Ao término da fermentação, deve-se retirar o mosto fermentado, chamado agora de vinho bruto ou vinho levedurado preferencialmente pela lateral, pois os sólidos insolúveis provenientes da produção de concentrado protéico de soja e que ainda se encontram no melaço se depositam no fundo da doma, enquanto que a levedura que também é um sólido insolúvel está em suspensão dentro da solução do vinho bruto. O vinho bruto é bombeado para as centrífugas onde ocorre a separação do vinho e fermento. O fermento é enviado aos tanques, chamados de cubas ou pré-fermentador, de pré-tratamento onde será tratado adequadamente, ocorrerá seu crescimento acelerado e sua reativação após tratamento ácido. O vinho delevedurado é enviado para as colunas de destilação onde ocorre a separação do álcool do mosto, a partir deste momento chamado de vinhaça.
A figura 2 apresenta o fluxograma e o balanço de massa do processo de produção de álcool. Nesta figura os valores de saída do processo (álcool hidratado, vinhaça, álcool de segunda e óleo fusel) são maiores do que a quantidade de melaço alimentada em peso devido à água de diluição do melaço, levedura multiplicada durante a fermentação e ao vapor direto para evaporação da flegma na coluna A.
A destilação ocorre devido à diferença de temperatura de ebulição dos compostos dentro das colunas de destilação. O vinho que é bombeado para a coluna A, recebe a adição de um anti-espumante para evitar a formação de espuma e aumento da pressão dentro da coluna. Antes de ser alimentado na coluna, o vinho passa por dois trocadores de calor, denominados K, para trocar calor com a vinhaça que está saindo da própria coluna A, economizando energia. O vinho deve entrar na coluna com uma temperatura entre 30 e 100 °C. A água com o restante dos açucares, denominada vinhaça, e que possui ponto de ebulição superior ao álcool, é retirado na parte inferior, de onde é bombeado para os trocadores de calor K para trocar calor com o vinho que está entrando na coluna. Após isso, a vinhaça pode ser utilizada para a limpeza dos fundos das domas e posteriormente retomada para a planta de farelo concentrado, onde é adicionado ao tanque de alimentação da concentração e sai com uma concentração final de 75°Brix aproximadamente.
Os produtos com pontos de ebulição inferiores ao etanol vão para a parte superior da coluna, onde são retirados como álcool de segunda linha.
Do centro da coluna, existe a ligação para a coluna B, de onde segue a corrente mais rica em álcool etílico, denominada flegma, para a concentração. A flegma consiste em uma mistura água álcool em um teor entre 30 e 60 °GL. Na coluna B, ocorre uma nova separação, de onde é retirada a parte inferior, denominada de óleo fusel e que consiste em compostos de peso molecular superior ao etanol, e a parte superior, que também compõem o álcool de segunda linha. O etanol, a um teor alcoólico entre 60 e 97 °GL sai da parte central da coluna e é condensado.
Ambas as colunas possuem seus condensadores respectivos para condensação do álcool e demais subprodutos. 5 As especificações do Álcool Hidratado de Soja estão descritos na tabela 2. Tabela 2 - Características do álcool etílico da soja. (< -)Abaixo do nível de detecção do método (LI) - Límpido e isento de impurezas Não Identificados = Acetaldeído + Acetona + Metanol + Acetato + Acetato de Etila + Isobutanol + N-butanol + Isoamílico. (1) Álcool Etílico Anidro Carburante. (2) Álcool Etílico Hidratado Carburante. (3) Límpido e isento de impurezas. (4) Incolor e levemente amarelado. Referências: ABNT - Associação Brasileira de Normas e Técnicas ANP - Agência Nacional do Petróleo - Portaria n° 02 de 16/01/2002 ASTM - American Society for testing and Materials
A partir do álcool hidratado, é possível fazer também o álcool neutro de soja e o álcool anidro de soja. Para a produção do Álcool Neutro de Soja, ocorre uma nova diluição do álcool, denominada lavagem, até atingir um teor alcoólico entre 5 e 80 °GL. Após a lavagem, ocorre nova destilação, até se atingir o grau de pureza desejado e exigido. Para a obtenção do álcool anidro de soja, realiza-se a etapa de desidratação do álcool hidratado, uma vez que não é possível separar por destilação simples álcool superior a 97,2’GL porque nesta concentração, a mistura é azeotrópica. Esse processo ocorre preferencialmente por uma coluna de peneira molecular ou por destilação azeotrópica.
l.)"PROCESSO INDUSTRIAL DE PRODUÇÃO DE ÁLCOOL ETÍLICO DE SOJA", é caracterizado por utilizar a soja como matéria prima para a produção de álcool etílico. 2 .) O processo de acordo com a reivindicação 1 é caracterizado por um processo industrial, para fabricar o álcool etílico produzido á partir da soja, mais especificamente á partir do melaço da soja. 3 .) O processo de acordo com a reivindicação 2 é caracterizado pelo uso preferencial da levedura do tipo saccharomyces cerevisiae. 4 .) O processo de acordo com a reivindicação 2 e 3 é caracterizado pelo uso de outros tipos de leveduras. 5 .) O processo de acordo com a reivindicação 2 é caracterizado pelo uso do melaço de soja a uma concentração preferencial de 30° Brix. 6 .) O processo de acordo com a reivindicação 2 e 5 é caracterizado pelo uso do melaço de soja a uma concentração mais preferencial de 10 a 50° Brix. 7 .) O processo de acordo com a reivindicação 2 é caracterizado por um processo de limpeza, onde passa por um decanter para remoção de impurezas. 8 .) O processo de acordo com a reivindicação 2 e 7 é caracterizado por um processo de limpeza, que utiliza um filtro prensa, filtro rotativo a vácuo e centrífugas de alta força G. 9 .) O processo de acordo com a reivindicação 2 é caracterizado pelo melaço ser alimentado preferencialmente na forma contínua nas domas de fermentação. 10 .) O processo de acordo com a reivindicação 2 e 9 pode ser caracterizado pelo melaço ser alimentado de uma só vez na doma que já está preparada com fermento. 11 .) O processo de acordo com a reivindicação 2 é caracterizado pela fermentação ser realizada preferencialmente em bateladas. 12 .) O processo de acordo com a reivindicação 2 e 11 é caracterizado pela fermentação ser realizada de forma contínua. 13 .) O processo de acordo com a reivindicação 2 é caracterizado pelo uso da levedura inicial, ser preferencialmente da marca Saf Bakery, do grupo industrial Lesaffre. 14 .) O processo de acordo com a reivindicação 2 e 13 é caracterizado pelo uso das leveduras iniciais, Pedra II, CAT I e toda a família das leveduras da LNF Latino Americana, além dos fermentos de panificação Fleischmann e Mauri. 15 .) O processo de acordo com a reivindicação 13 e 14 é caracterizado pelo uso da levedura na forma preferencial, biológica fresca. 16 .) O processo de acordo com a reivindicação 13 e 14 é caracterizado por utilizar as leveduras na forma secas e prensadas ou as secas e liofilizadas. 17 .) O processo de acordo com a reivindicação 13, 14 e 15 é caracterizado pela concentração de fermento ser na faixa de 5 a 50%. 18 .) O processo de acordo com a reivindicação 2 é caracterizado pelo uso de um trocador de calor preferencialmente do tipo placas. 19 .) O processo de acordo com a reivindicação 2 e 18 é caracterizado pelo trocador de calor ser do tipo casco e tubo, ou qualquer outro formato para intercambiar calor do fluido quente para o frio. 20 .) O processo de acordo com a reivindicação 2 é caracterizado pela retirada do mosto fermentado preferencialmente pela lateral da doma. 21 .) O processo de acordo.com a reivindicação 2 e20 é caracterizado pela retirada do mosto fermentado pelo fundo da doma. 22 .) O processo de obtenção do álcool anidro de soja é caracterizado pela desidratação do álcool hidratado, realizado preferencialmente por uma coluna de peneira molecular. 23 .) O processo de obtenção do álcool anidro de soja de acordo com a reivindicação 22 é caracterizado pela desidratação por ciclo-hexano, benzeno, monoetilenoglicol, entre outros.

Claims (12)

1 .) Processo industrial de produção de álcool etílico de soja caracterizado por utilizar açúcares extraídos da soja com concentração em uma faixa entre 5 a 50° Brix adicionado de forma contínua em dornas para fermentação que já contém de 5 a 50% do seu volume útil preenchido com fermento, obtendo-se um mosto de fermentação com concentração de 1 a 50°Brix, preferencialmente 30°Brix, que permanecerá fermentando por 4 a 20 horas contando o ciclo total de alimentação e morte da dorna; realizar manutenção da temperatura durante a fermentação entre 26°C e 38°C, preferencialmente entre 26°C e 35°C; bombear o mosto fermentado com teor de álcool etílico de 2 a 15°GL (Gay- Lussac) para um sistema de destilação onde ocorre a separação do álcool do mosto fermentado para obtenção de álcool; o sistema de destilação ser compreendido por preferencialmente duas colunas de destilação, denominadas A e B, no qual o mosto fermentado recebe adição de antiespumante para então ser bombeado para um sistema de trocadores de calor, onde é aquecida entre 30 a 100°C, seguindo então para a coluna A onde ocorrerá o início do processo de destilação gerando vapores alcoólicos com ponto de ebulição inferiores ao do etanol que saem no topo desta coluna e seguem para serem condensados, sendo retirados como álcool de segunda linha; do fundo da coluna é retirada a vinhaça, composta por água e açúcares residuais não fermentados e demais impurezas que possui ponto de ebulição superior ao do álcool; esta vinhaça pode ser o fluído de aquecimento para um dos trocadores de calor K que deverão aquecer o mosto que está alimentando a coluna A, e a dita vinhaça, após troca térmica, pode ser concentrada até 75°Brix na planta de farelo de soja; os demais vapores alcoólicos, ricos em álcool etílico, são retirados pela lateral da coluna A e seguem para serem concentrados na coluna B em uma nova separação; na parte inferior da coluna B é retirado o óleo fúsel que consiste em compostos de peso molecular superior ao etanol, no topo é obtido o álcool de segunda linha com peso molecular inferior destinados à condensadores e na parte lateral da coluna B é retirado o etanol concentrado com teor alcoólico entre 60 e 97°GL que é então enviado para resfriamento em um trocador de calor; em que o álcool acima de 95,3°GL é classificado como álcool hidratado; diluir o álcool hidratado até atingir um teor alcoólico entre 5 e 80°GL seguido de nova destilação, até se atingir o grau de pureza desejado; desidratar o álcool hidratado empregando, preferencialmente, uma coluna de peneira molecular ou por destilação azeotrópica.
2 .) Processo industrial de produção de álcool etílico de soja de acordo com a reivindicação 1 caracterizado por utilizar o melaço da soja como fonte de açúcares extraídos da soja.
3 .) Processo industrial de produção de álcool etílico de soja de acordo com a reivindicação 1 caracterizado por previamente a fermentação, limpar a matéria prima para remoção de impurezas como sólidos insolúveis finos provenientes da extração dos açúcares.
4 .) Processo industrial de produção de álcool etílico de soja de acordo com a reivindicação 3 caracterizado por a limpeza ser realizada com processos separação sólido:líquido, como centrífugas, filtros e decantadores.
5 .) Processo industrial de produção de álcool etílico de soja de acordo com a reivindicação 1 caracterizado por previamente à destilação, remover a levedura (fermento) do mosto fermentado com o emprego de centrífugas.
6 .) Processo industrial de produção de álcool etílico de soja de acordo com a reivindicação 1 caracterizado por empregar fermento recuperado da fermentação através de processo de separação, como emprego de centrífugas, do mosto fermentado adequando a concentração para a faixa de 5 a 50% de fermento e adicional tratamento de ácido até atingir pH entre 1 e 5.
7 .) Processo industrial de produção de álcool etílico de soja de acordo com a reivindicação 1 caracterizado por empregar fermento novo.
8 .) Processo industrial de produção de álcool etílico de soja de soja de acordo com qualquer uma das reivindicações 1, 6 ou 7 caracterizado por o fermento empregado ser levedura da espécie Saccharomyces cerevisiae ou leveduras ou outros tipos de microrganismos.
9 .) Processo industrial de produção de álcool etílico de soja de acordo com a reivindicação 1 caracterizado por o processo de fermentação ser realizado na forma de batelada.
10 .) Processo industrial de produção de álcool etílico de soja de acordo com a reivindicação 1 caracterizado por o processo de fermentação ser realizado de forma contínua.
11 .) Processo industrial de produção de álcool etílico de soja de acordo com a reivindicação 1 caracterizado por a alimentação de açúcares de soja na dorna se dar de forma contínua.
12 .) Processo industrial de produção de álcool etílico de soja de acordo com a reivindicação 1 caracterizado por a alimentação de açúcares de soja na dorna se dar de forma única.
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